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LifI

Uma revis ta do seu mod o Decoração Estilo Gourmet Viagem Consumo Nº 32 2013 R$ 10,00

Décor Campinas Decor apresenta 48 ideias de arquitetura, decoração e paisagismo para vestir a casa 20

Comportamento Super heróis tiram o peso da vida real e servem de inspiração 48 Perfil As muitas faces artísticas de Pedro Neschling 72 Viagem Mandarin Oriental une clima convidativo, conforto e design em Barcelona 120

Jorge Drexler Primeiro sul-americano a ter uma canção vencedora de Oscar mergulha no mundo digital em novo trabalho

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Jorge drexler

Primeiro sul-americano a ter uma canção vencedora de Oscar mergulha no mundo digital em novo trabalho

42 Leitores

36 Tome nota Shows, teatro, música, gastronomia. Uma fina seleção de entretenimento e cultura 14 Décor Campinas Decor apresenta 48 ideias de arquitetura, decoração e paisagismo para vestir a casa 20 Feira Hype Sugestões descoladas para deixar sua casa de cara nova 30 Design Misto de artista, artesão e designer, Domingos Tótora mostra como papelão pode tornar-se decoração 36

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Comportamento Super heróis tiram o peso da vida real e servem de inspiração 48

Eu sou Danilo Dan, 25 anos de idade e dez dedicados à música 88

Mistura Fina As novidades que fazem o nosso desejo de consumo 52

Vox Ângelo Arruda fala sobre a arquitetura com essência 90

Trend Beauty As mais recentes novidades para a beleza do seu rosto e corpo 60

Vida de Artista Jerry Espíndola e Pétalas de Pixe: Gerações unidas para renovar 94

Perfil As muitas faces artísticas de Pedro Neschling 72

Portfólio Lúcia Coletto: vocação para a gestão de pessoas 96

Cultura Arquiteto Argus Caruso conta sobre volta ao mundo de bicicleta e aprendizado no Oriente 76

Gourmet BottaGallo e suas delícias italianas em um ambiente de conceito sustentável 114

Lounge A simpatia e sorriso acolhedor de Mariana Caldart Morales 86

Viagem Mandarin Oriental une clima convidativo, conforto e design em Barcelona 120

DECORAÇÃO | ESTILO | GOURMET | VIAGEM | CONSUMO

francieli piva Gostei muito da entrevista com o Marcelo Rosenbaum e conhecer um pouco mais sobre os projetos que ele desenvolve, principalmente por serem democrático, conseguir transitar entre publicos tão diferentes e ainda valorizar a nossa cultura. Parabéns a Mood Life pelo que sempre traz matérias e personagens interessantes. via email

CONTATO Envie comentários e sugestões para a seção informando o seu nome completo. A revista MOOD Life se reserva o direito de resumir e adaptar os textos publicados, sem alterar o conteúdo. editor@moodlife.com.br redacao@moodlife.com.br facebook.com/revistamoodlife www.moodlife.com.br


Expediente

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esta edição, a Mood Life foi marcada pelo prestígio. Apresentamos como Capa o músico Jorge Drexler, que carrega o título de primeiro sul-americano a ter uma canção vencedora de um Oscar. “Al Otro Lado Del Río” está no filme Diários de Motocicleta e, definitivamente, não passa despercebida no longa. Dono de uma sonoridade limpa e contagiante, o uruguaio – que foi uma das atrações do Festival da América do Sul, em Corumbá, e da Virada Cultural, em São Paulo – se embrenha em outro mundo: o digital. Os passos nessa trajetória foram contados em uma entrevista exclusiva para nossa equipe. No universo do festival em Corumbá, também conhecemos outra história que mereceu destaque. Durante três anos e meio, o arquiteto Argus Caruso pedalou pelo mundo. A iniciativa rendeu fotos e experiências que podem ser conferidas em nossas páginas. De cultura, passamos para o morar. A mostra paulista Campinas Décor traz ambientes inovadores e cheios de requinte. Um projeto regional de adega apresenta ideias de como criar um ambiente contemporâneo e rústico inteiramente dedicado ao vinho. Arquitetura com estilo também pode ser vista na seção Viagem. Nesta edição, destacamos o luxuoso Hotel Mandarin Oriental Barcelona, assinado pela premiada designer espanhola Patricia Urquiola. Em Design, mostramos o trabalho de Domingos Tótora, que transforma papel em arte e objetos sofisticados de decoração. Mais itens e ideias para vestir a casa aparecem nas seções Feira Hype e Gourmet UD. Eventos, opções de entretenimento e entrevistados locais você encontra nas próximas páginas. Boa leitura!

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diretores Iara Diniz Marta Albuquerque diretor Comercial Dirceu Peters Conselho Editorial Cidiana Pellegrin Dirceu Peters Eduardo Zeilmann Iara Diniz Linda Benites Luis Pedro Scalise Marta Albuquerque Odirley Deotti Jornalista responsável Cidiana Pellegrin (MTB 687/MS) redacao@moodlife.com.br Editor Odirley Deotti editor@moodlife.com.br Fotógrafos Estúdio Sim, Gilson Barbosa, Miguel Palácios Revisão Dáfini Lisboa dafini.lis@gmail.com PARA ANUNCIAR LIGUE (67) 3304-8504 Distribuição e assinatura Gabriela Galante atendimento@moodlife.com.br Colaboraram nesta edição Texto Adriana Estivalet, Carla Carvalho, César Benavides, Cidiana Pellegrin, Douglas Mamoré Junior, Douglas Queiroz, Karla Lyara, Laís Camargo, Maria Adélia Menegazzo, Odirley Deotti, Paulo Cruz e Thereza Christina Silva. Ilustração Diogo Santiago

CAPA Jorge Drexler Foto: Assessoria de Imprensa Produção executiva: Laís Camargo

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Revista MOOD Life é uma publicação mensal. Rua Frederico Soares, 450. Santa Fé. Campo Grande/MS CEP 79021-250. A Revista MOOD Life não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constam no expediente não tem autorização para falar em nome da Revista MOOD Life. Impressão e acabamento Idealiza Gráfica e Editora.


to m e nota nacio n a l Uma fina seleção de cultura e entretenimento

festival

São Paulo vira capital do Blues

show

hanson está de volta Sucesso nos anos 90 com o single "MMMBop", o grupo Hanson retorna ao Brasil em julho, como parte da nova turnê mundial, “Anthem World Tour”. Já crescidos, os irmãos Zac Hanson, Taylor Hanson e Isaac Hanson lançam o sexto álbum, que chega às lojas no próximo mês. Os shows serão realizados no Rio de Janeiro (Citibank Hall), dia 20 de julho, e em São Paulo (Credicard Hall), dia 21. A venda de ingressos acontece nas bilheterias oficiais, pela internet – www.ticketsforfun.com.br – ou pelo telefone 40035588. Os convites custam de R$ 80 a R$ 370.

Grandes nomes do blues da atualidade, como Dr. John, Buddy Guy e Chris Cornell se apresentam em São Paulo, nos dias 10, 11, 12 e 13 de junho. As atrações fazem parte do festival Best of Blues, o maior evento do gênero no país, que acontecerá no WTC Golden Hall, localizado na avenida Das Nações Unidas, n° 12.559. Segundo a organização do evento, 2.500 lugares estarão disponíveis para o público, que também vai conferir exposições fotográficas, sessões de cinema, master classes e performances de rua. Mais informações pelo telefone 3054-4500, ou pelo site www.dancarmarketing.com.br

gastronomia

Boa comida a céu aberto Quem passa o fim de semana em São Paulo não pode deixar de conferir as delícias da 12ª Feirinha Gastronômica, na Vila Madalena. Todos os domingos, das 11h às 19h, chefs, estudantes de gastronomia e amantes da culinária montam suas barracas para oferecer pratos, populares e sofisticados, a preços bem amigos. O ponto de encontro é a rua Girassol, 309. Para conferir o cardápio da semana, acesse www.feirinhagastronomica.com.br

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textos cidiana pellegrin / fotos divulgação

fotografia

Olhar humano Inspirada na literatura de Guimarães Rosa, Maureen Bisilliat retratou o universo do sertão brasileiro e seus personagens na tocante exposição “A João Guimarães Rosa: fotografias de Maureen Bisilliat”. As obras estão em cartaz até 25 de junho, no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca, em São Paulo. O horário de funcionamento é das 13h às 22h, com entrada livre todos os dias da semana.

MÚSICA

Tom Jobim digital A obra e a intimidade de um dos artistas mais importantes na história da bossa nova podem ser acessadas de qualquer lugar do mundo. O Instituto Antônio Carlos Jobim montou um acervo com músicas, certificados, textos, partituras, fotos e desenhos que somam quase 10 mil arquivos, disponíveis para consulta gratuita no formato digital, por meio do site www.jobim.org. Navegando, ainda é possível descobrir curiosidades da época de escola de Tom Jobim, além de reportagens contando seu sucesso.

TEATRO

Mistério no palco Na peça “Em Nome do Jogo”, Marcos Caruso interpreta Andrew Wyke, um escritor de romances policiais que imagina jogos para inspirá-lo na escrita. Em cena, ele convida o amante de sua mulher, Milo Tindolini (Erom Cordeiro), para um encontro, no qual revela querer o divórcio, mas sem a divisão dos bens. Cheio de reviravoltas, o suspense – gênero pouco visto nos palcos – tem recebido elogios da crítica especializada. O espetáculo está em cartaz no Teatro Jaraguá e segue em temporada até 30 de junho. Onde: Rua Martins Fontes, 71 – Centro – São Paulo. Vendas www.ingressorapido.com.br 15


to m e nota regi o n a l Uma fina seleção de cultura e entretenimento

show

TNT Arena Cabaret Duas vezes ao mês, a partir do dia 9 de junho, o Cabaret 3.0 coloca em prática o projeto TNT – Arena Cabaret, espaço ao ar livre que integra a casa noturna. E para animar o evento de estreia, as atrações convidadas são: Marcelo Carvalho (finalista do Programa Jovens Talentos do Raul Gil), Bando do Velho Jack e Haiwanna, que se apresentarão das 16h às 21h. Mais informações: 9267-0733

CINEMA

Da literatura para a telona

textos cidiana pellegrin / fotos divulgação

Depois de estrear em outros países e abrir o Festival de Cannes, O Grande Gatsby chega às redes Cinemark e Cinépolis, no dia 7 de junho. Estrelado por Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan, o longa é baseado no clássico homônimo da literatura americana escrito por F. Scott Fitzgerald. A produção é dirigida por Baz Luhrmann (de Moulin Rouge – Amor em Vermelho) e conta a história do aspirante a escritor Nick Carraway. O personagem torna-se vizinho de um misterioso milionário, Jay Gatsby, além de conhecer sua prima Daisy e seu esposo mulherengo e de sangue azul. A partir de suas vivências no universo dos endinheirados, o personagem passa a escrever um conto de amor impossível, sonhos e tragédias que demonstram conflitos em tempos modernos.

MÚSICA

Rock para dançar O que o surf music dos anos 60, a new wave dos anos 80, o rockabilly e o som da Jovem Guarda tem em comum? A banda Autoramas. O grupo de Gabriel Thomaz (guitarra e voz), Flávia Couri (baixo e voz) e Bacalhau (bateria) ganhou fama no cenário da música independente fazendo essa mistura: um "rock para dançar". No dia 12 de junho, véspera de feriado, os campo-grandenses vão conferir essa energia no Hangar Live Music, localizado na rua Trindade, 413. Os convites custam de R$ 25 a R$ 50 e estão à venda nas lojas Chilli Beans do Shopping Campo Grande, Norte Sul Plaza e Pátio Central.

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TEATRO

Relacionamento é comédia

Visto por mais de 350 mil pessoas, o espetáculo "A História de Nós 2" chega ao teatro Glauce Rocha, nos dias 22 e 23 de junho. Com texto de Lícia Manzo, redatora dos programas Sai de Baixo e Retrato Falado, a peça promete diversão e muita risada. A comédia, encenada pelos atores Alexandra Richter e Ernesto Piccolo, conta as aventuras e os desencontros de um casal já separado, que relembra a sua própria história na noite em que o marido vai buscar seus pertences no apartamento. A venda de ingressos acontece no Shopping Campo Grande – 1º Piso – em frente às lojas Riachuelo. Mais informações pelo telefone 3326-0105

festa

Diversão ao meio-dia

A tradicional feijoada do jornalista e colunista social Jefferson de Almeida é famosa por reunir descontração, muito sabor, boa música e convidados da alta sociedade. A 15º edição do evento acontece dia 8 de junho, a partir das 12h, na Estância Havaí. O bufê será da empresa Lá no Jardim.

recital

Homenagem ao Poetinha Durante todo o ano, o centenário de Vinicius de Moraes será comemorado com programação cultural em todo o Brasil. Em Campo Grande, nos dias 28 e 29 de junho, o Sesc MS realiza o recital de canto e violão, com obras populares e eruditas de repertório modernista, para homenagear o poeta. Malu Mestrinho e Marcelo Fernandes farão uma leitura vocal e instrumental mais lírica de suas canções, tornando a apresentação diferenciada dos tradicionais tributos que o compositor tem recebido. O evento acontece às 20h, no Teatro Prosa - Sesc Horto. Os convites custam de R$ 10 a R$ 20

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Solteiros na pista

Enquanto casais comemoram o Dia dos Namorados em ocasiões intimistas, a data 12 de junho também é motivo de celebração para os descompromissados. A 8ª Festa dos Solteiros, que este ano acontece no Buffet Golden Class, terá quatro DJs animando as pistas: os campograndenses Ferrari e Diogo Bacchi e os cariocas Beto Motta e Jesus Luz. Os convites custam de R$ 30 a R$ 60. Bangalôs com capacidade para 10 pessoas e garçom e segurança exclusivos estão sendo comercializados a R$ 2 mil. Informações pela fanpage www.facebook.com/festadossolteiroscg


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Requinte paulista Campinas Decor, principal mostra de arquitetura, decoração e paisagismo do interior de São Paulo, apresenta 48 ideias para vestir a casa. Por Cidiana Pellegrin

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m imponente casarão, localizado no nobre e movimentado bairro do Taquaral, é sede da 18ª edição da Campinas Decor, principal mostra de arquitetura, decoração e paisagismo do interior paulista. Aberto para visitação até 9 de junho, o evento apresenta ambientes que vão de biblioteca à adega, passando por loft, área gourmet, brinquedoteca, salas e suítes. Uma ala corporativa composta por escritórios, além de jardins, varandas e piscina, completa a lista de espaços. São 1,5 mil m² de área construída e 2,5 mil m² livres, divididos em 48 ambientes internos e externos, uma verdadeira vitrine de lançamentos e tendências do setor, apresentadas por um time de 77 profissionais de Campinas e região. Tradicionalmente, a organização do evento cria a “história da família” para nortear o trabalho dos profissionais.

“Este ano, em vez de definirmos os hábitos e hobbies dos moradores fictícios da casa, delimitamos apenas o sexo e a idade do morador e, a partir daí, os expositores foram moldando os personagens conforme seus projetos caminhavam, escolhendo as profissões, os esportes, as preferências de cada um”, explica a empresária Stella Pastana Tozo. Requinte e sofisticação são marcas desta edição. O luxo pode ser conferido em lustres contemporâneos, ou de época, e mármores ainda inéditos no mercado nacional, além de obras de artistas brasileiros e estrangeiros. Entre as cores mais usadas nos ambientes, o dourado ganha destaque. E no quesito sustentabilidade, a preocupação aparece com a ampla utilização de madeira de manejo.

Branco, amarelo e vermelho serviram de base para este contemporâneo projeto, assinado pelos arquitetos Leticia Telles Muzetti e Fábio de Almeida Muzetti. Com mais de 80 m², o Lounge do Restaurante tem como material predominante o aço estampado da estrutura, que, além da função estética, é resistente à ação do tempo. Além das cores, a pluralidade dos móveis nos diversos nichos de estar é outro destaque na decoração

fotos Leandro farchi

Criados pelas designers Carolina Ribeiro e Julia Prado, Lavabo e Corredor se completam no estilo rústico moderno. Para compor os dois ambientes, foram mesclados materiais como madeira de reflorestamento e cimento queimado, com pastilhas de inox, revestimentos cerâmicos e pinturas especiais

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Para criar um jardim integrado à casa, a paisagista Gilda Maldonado combinou sustentabilidade e modernidade. Para isso, a profissional utilizou energia solar para alimentar postes e luminárias. O piso escolhido foi de borracha reciclável, produto antiderrapante, drenante e com alta absorção de impacto. Para relaxar, foi montado um ambiente com espreguiçadeiras de madeira. Uma lareira ecológica complementa o espaço com clima sofisticado

A aconchegante Saleta de Leitura reúne arte, com quadros de Gustavo Rosa e Aldemir Martins, e móveis de design, como a Poltrona Mole, de Sergio Rodrigues. Criado pela arquiteta Tatiana Temperani, o cômodo recebeu painéis digitais suecos com impressões de jornais em 3D, que substituíram o tradicional uso do papel de parede. O piso em tom de madeira é na verdade de bambu reciclável, uma solução ecológica para a construção

Resgatar a integração total dos familiares da casa foi uma das preocupações de Andrea Ottoni e Fernanda Antunes ao idealizarem a Sala de Almoço. Na composição do ambiente, a madeira ainda ganhou destaque revestindo as paredes, marcenaria e mobiliário. Grandes espelhos foram instalados do piso até o teto, conferindo sensação de amplitude ao local

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Repleta de personalidade, a Suíte da Estudante de Moda combina romantismo e a rebeldia de uma jovem de 18 anos. A arquiteta Katia El Badouy optou por uma base monocromática, o que permitiu destacar as referências de alguns estilistas. Mesclando elementos de um quarto e ateliê, o espaço também recebeu revestimentos nobres, como papel de parede estampado em veludo e painel fotográfico com imagens em tamanhos reais

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Autêntico, elegante e ousado. O Restaurante da mostra, criado por Anderson Leite, possui várias referências brasileiras, como artesanato indígena, usado de forma contemporânea e monocromática. Ao todo, são 12 estampas exclusivas reproduzidas em tecidos italianos que revestem cadeiras, poltronas, almofadas, tapete, cortinas, papel de parede e cachepôs. Um dos destaques do espaço é o mármore turco usado no painel e na lareira Para garantir um clima natural e aconchegante ao Jardim do Spa, Sabine Morel criou um caminho com espelho d’água e iluminação indireta. Os materiais empregados (tijolo, pedras e madeira) também foram escolhidos pensando nas diferentes sensações e contrastes. E, para preencher o ambiente, foram usados cinco exemplares de arbustos podocarpus

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Ousadia e sofisticação são características do Nosotros Bar, criado por Otto Felix. A área funcional é o grande destaque do ambiente, que recebeu um balcão com 8 m de comprimento, em diferentes angulações. O modelo multifacetado foi harmonizado com a parede de fundo do bar, formada por uma estrutura metálica revestida com gesso, garantindo um efeito moderno e escultural ao espaço

Denise Dal Gallo Bertolini e Marcelo Bertolini projetaram o Home Office do Incorporador pensando em integrar vida familiar ao ambiente de trabalho. O espaço, de 15,4 m², possui estilo contemporâneo, misturando materiais que vão desde o rústico brasileiro, com ladrilhos decorados e base da mesa em tronco de árvore, até a sofisticação, com o imponente mármore italiano e tela de projeção

SERVIÇO Aberta até 9 de junho, a mostra está localizada na avenida Almeida Garret, 1.351, no bairro Alto Taquaral, em Campinas - São Paulo.O horário de visitação é das 14h às 22h, de terça a sexta-feira; sábados, domingos e feriados, das 12h30 às 22h (bilheteria fecha sempre às 20h30). Ingressos custam R$ 30,00. Informações: (19) 3255-7744 ou www.campinasdecor.com.br

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Rústica e sofisticada Longe de ser um espaço apenas para armazenar vinhos, esta acolhedora adega abriga reuniões intimistas Por Cidiana Pellegrin

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Foto Web 360°


É comum ver adegas ocupando espaços da casa que estavam inutilizados, como algum canto que não recebeu móvel. Mas a paixão por vinhos também pode motivar a criação de um cômodo com área de degustação e convivência. Clima acolhedor e funcionalidade caracterizam essa adega, do espaço de eventos Casa Park, assinada pelo escritório de arquitetura e decoração de interiores Cristiane Belchior e Janice Mendes Terra. O ambiente foi pensado e projetado para um pequeno grupo amante da bebida, resultando em local confortável, sofisticado e reservado.

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Situada no subsolo, a adega possui dois nichos de estar: mesa para seis lugares e balcão que acomoda quatro pessoas. O ambiente recebeu o mesmo revestimento em tom de madeira para piso, teto e paredes, uma estratégia das profissionais para conquistar uma atmosfera mais aconchegante. As janelas também foram camufladas pelas persianas, com textura em palha de seda. A rusticidade desses materiais foi harmonizada com elementos requintados, como espelho – também usado para ampliar o ambiente – veludos e cristais. Para maior conforto dos visitantes, o lugar também recebeu TV e som para música ambiente. A iluminação pontual é outro recurso no clima intimista. Para dar charme ao espaço, a cor do vinho foi motivo para o revestimento do sofá, desenhado pelas profissionais, além das banquetas e cadeiras. A cortiça, matéria presente nas rolhas, também foi usada na parede do balcão. No canto funcional, além da adega refrigerada, nichos do armário guardam as garrafas de vinho. O aparador com bandeja, outro móvel assinado pelo escritório, ainda colabora com a armazenagem do vinho.

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Ideias para você vestir sua casa

As surpreendentes estampas da marca Neon, dos estilistas Dudu Bertholini e Rita Comparato, vão dar um toque autoral e colorido ao lar. As padronagens icônicas da grife estão revestindo sofás, pufes, almofadas e biombos de uma linha criada em parceria com Oppa Design. Entre os temas, estão: raízes, letras e labirinto. Além do show-room, as peças estão à venda no e-commerce. De R$ 139 a R$ 3.199 no site www.oppa.com.br

Feiras livres são locais de inspiração para o designer e arquiteto Maurício Arruda. Depois de lançar a coleção de mobiliário José, em que utilizou caixas de plástico como gavetas, ele apresenta a colorida série de luminárias Tereza. Feitos manualmente com material de sacolas usadas nas feiras, os pendentes ainda possuem uma estrutura leve e dobrável. De R$ 479 a R$ 540,83 na Like Store do estúdio (www.facebook. com/MauricioArrudaArquiteturaeDesign), ou pelo e-mail contato@mauricio arruda.net

Motorizada Sofisticação, requinte e comodidade. As cortinas e persianas motorizadas da Vector Persianas/Luxaflex proporcionam todo o conforto com um simples toque no controle remoto touch screen. A partir de R$ 1.200 na Vector Persianas Av. Mato Grosso, 2597 Telefone 67 3327.3709

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Mix de estampas

Brasileira


Ideias para você vestir sua casa

Lar perfumado

Criada pela designer Charlotte Perriand, na década de 1940, a família de estantes Nuage continua estilosa e atual. Reproduzida com exclusividade pela Cassina, a linha foi inspirada na arquitetura japonesa e possui módulos em diferentes posições, proporcionando movimento às peças. Os produtos podem ser escolhidos com painéis em alumínio anodizado ou coloridos. Preço sob consulta. Informações www.cassina.com

Pequena notável Compacta, a Mini Silent LFE03 é ideal para quem não necessita lavar grandes quantidades de roupa ou não possui espaço físico para uma lavadora de piso. O lançamento da Electrolux é a primeira frontal de 3 kg da marca e pode ser fixada na parede. Além de rápida, é silenciosa durante todo o processo de lavagem. Por R$1.599 no site www.submarino.com.br

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Geométrica e colorida

O Boticário renovou a linha de aromatizadores de ambiente Nativa SPA e traz, em edição limitada, quatro novas fragrâncias exóticas: Açaí, Flor de Lótus, Lavanda + Benjoim e Melissa + Alecrim. O sistema de varetas colabora para a difusão do perfume pelo ambiente, proporcionando agradáveis sensações. Preços: R$ 26,90 (frasco) e R$ 24,99 (fragrância). Disponível nas lojas O Boticário


Mace e alunos promoveram um sábado cheio de emoções para as

mamães. e c a M s e ã M s Dia da

Para comemorar o Dia das Mães, a Mace e seus alunos promoveram diversas atividades. Esse belo evento, que emocionou a todos, certamente ficará guardado para sempre na memória das mamães e das crianças.

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Ideias para você vestir sua casa

Luxo italiano A elegância e sofisticação dos móveis e objetos de decoração da grife Armani podem ser conferidas na recém-inaugurada loja da marca, Armani Casa, instalada em um dos endereços mais importantes de São Paulo. São 250 m² de show-room com produtos exclusivos, entre mobília, tecidos e luminárias. Onde: Al. Gabriel Monteiro da Silva, 786 Jardim América. Informações www.armanicasa.com

Contemporânea Desenhada por Lia Siqueira, a estante Volpi foi inspirada nas bandeiras geométricas encontradas nas pinturas do modernista Alfredo Volpi, artista italiano radicado no Brasil. O objeto é composto por várias unidades modulares interligadas, que também podem se transformar em mesas, totens ou revisteiros. Disponível em madeira ou laca branca. Preço sob consulta. Informações www.etelinteriores.com.br

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Conforto no quarto Além dos jogos de lençol e cobertores, a nova coleção de inverno da sofisticada Trousseau traz almofadas em cashmere italiano e roupas para o público feminino e masculino. Um mix de estampas, bordados, tricôs e tecidos lisos marcam a linha para cama. Já nas peças pessoais, como roupões e pantufas, o destaque está no uso de matérias-primas como plush, moletom e algodão pima, que oferecem extrema maciez e aquecem durante a estação. Preço sob consulta. Informações www.trousseau.com.br

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Leve e sustentável Misto de artista, artesão e designer, Domingos Tótora mostra como papelão pode tornar-se decoração Por Cidiana Pellegrin

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ense no que é possível fazer com papelão. Além das caixas organizadoras, a matéria-prima está sendo transformada em uma variedade de objetos para decorar e mobiliar a casa, ou espaços comerciais. Marcas internacionais, como 100't, Innovo e Lazerian, apostaram nessa ideia, que também envolve reciclagem. No Brasil, na pequena cidade Maria da Fé, interior de Minas Gerais, o artista Domingos Tótora desenvolve um trabalho autoral, envolvendo estética com valores ambientais e sociais. “Via montes de papelão descartados pelos supermercados na rua e pensei: tenho de fazer algo”,

relembra. Isso foi há 17 anos, uma época em que pouco se falava sobre reutilização e sustentabilidade. Autodidata, ele descobriu, por meio de experimentação, como transformar as caixas descartadas em diferentes massas resistentes como a madeira, misturando água, cola e outros derivados. Os anos de pesquisa e trabalho resultaram em técnicas que estão sendo patenteadas. O processo é artesanal, já que a pasta é trabalhada manualmente até chegar a bancos, bowls, pufês, vasos, mesas e ânforas com formas esculturais. “O papelão volta à origem, torna-se madeira novamente”, diz o artista.

A união da arte com design resulta em peças de leveza visual, função e emoção. São criações que transbordam poesia, um conceito e uma história que despertam sensações de curiosidade, de surpresa e vontade de tocar e experimentar a textura. “Tem de ter alma”, completa o artista sobre seu trabalho.

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fotos divulgação

“Via montes de papelão descartados pelos supermercados na rua e pensei: tenho de fazer algo”


Ao lado, banco Kraft, com suas 200 chapas de papelão coladas. Abaixo, o banco Solo, feito em carbono e moldado à mão

A tradição dos bancos em Minas Gerais, por exemplo, foi ponto de partida para Tótora dar novas possibilidades à superfície plana. Uma delas é o banco Kraft. Inspirada no modelo comum de praças, a peça é feita com 200 chapas de papelão coladas e prensadas que dão efeito de relevo ao móvel. Cercado pela natureza da Serra da Mantiqueira, Tótora tem na terra batida, na água dos rios e no verde das plantas a fonte de inspiração para as formas, tons e texturas orgânicas de suas criações. Uma das peças destaque é o banco Solo. Feito em carbono e moldado à mão, o produto de assento maciço foi premiado no 24º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira. Ano seguinte, foi selecionado para o Brit Insurance Design of the Year 2011, do London Design Museum, e também finalista na categoria Móveis e Decoração do Greenbest 2011, concurso nacional de iniciativas voltadas ao meio ambiente. “Hoje, o lixo é a maior matéria que se cria. O que eu faço é muito mais do que mero aproveitamento,” defende.

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Da mistura de água, cola, papelão e outros derivados resulta a pasta que dá origem aos objetos e móveis do artista

Produzindo uma média de 90 peças por mês em seu ateliê, o mineiro faz diferença na pequena cidade de 15 mil habitantes. Além de comprar o papel reciclado de uma cooperativa da comunidade, Domingos gera emprego de carteira assinada para nove artesãos locais. Para ele, o termo sustentabilidade se resume no seu exercício. “Nos dias de hoje, fala-se demais e a prática quase não existe, é preciso agir como se discursa. A meu ver, sustentabilidade está ligada à qualidade de vida dos meus artesãos, desde a pessoa que leva o papelão até quem produz”, conta. A seriedade e beleza do trabalho de Tótora conquistaram admiração

nacional e romperam fronteiras. Suas peças estão sendo vendidas em várias cidades brasileiras. Em São Paulo, por exemplo, uma das principais responsáveis é a Dpot, a única loja brasileira que trabalha com designers, estilistas, artistas e arquitetos brasileiros sob curadoria. No campo internacional, além de exposições como a Bienal Ibero-Americana de Design, em Madrid, e a Bienal Brasileira de Design, em Berlim, o designer já teve suas criações comercializadas na França. Como grande parte dos artistas, Domingos sentiu sua aptidão profissional ainda pequeno. “Sempre recebi estímulos, desenhava mais do

que as outras crianças, fazia cartazes na escola”, conta. Já adulto, foi para São Paulo estudar artes plásticas e, em pouco tempo, retornou às suas raízes. Atualmente, tem um show-room instalado no quintal de sua casa como prova de que não é preciso morar nos grandes centros para conquistar reconhecimento. “O meu trabalho traz as pessoas até mim. Mesmo morando no meio da roça, consegui levar Maria da Fé para o mundo”, finaliza.

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De bem com a tecnologia Dono da primeira música em espanhol a ganhar um Oscar, Jorge Drexler aposta em novos caminhos Por Laís Camargo

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eixar a medicina para se tornar músico profissional, conquistar um Oscar por melhor canção original, revolucionar o mercado musical se unindo à tecnologia. Tudo isso parece coisa de filme ou sonho juvenil. Aos 48 anos de idade, o músico uruguaio Jorge Drexler tem conquistado cada vez mais prestígio realizando seus sonhos. Há 18 anos sem exercer a medicina, Drexler coleciona prêmios na área que escolheu seguir, sempre com o apoio dos pais, ao contrário do que costuma acontecer. O álbum Sea foi indicado ao Latin Grammy Awards e ao MTV Latin Awards no ano de 2001, e votado entre os 10 melhores álbuns daquele ano pela revista Rolling Stone Argentina. Já o álbum "Eco" foi indicado na categoria de melhor álbum na IX edição dos Prêmios de la Musica no ano de 2005, na Espanha, além de conseguir disco de ouro na Espanha e na Argentina, e disco de Platina no Uruguai. Esse mesmo álbum foi indicado aos Latin Grammy Awards e ao Grammy americano. São 12 álbuns gravados, sem contar o novo projeto. "Amar La Trama", de 2010, chegou a ser executado mais de 70 vezes em 10 países diferentes.

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O menino que começou a se envolver com música tocando piano na casa da vizinha, aos cinco anos de idade, hoje carrega o título de primeiro sul-americano a ter uma canção vencedora de um Oscar. “Al Otro Lado Del Río” está no filme Diários de Motocicleta e, definitivamente, não passa despercebida durante o filme. Aliás, a obra de Drexler não passa. Dono de uma sonoridade limpa e contagiante, o uruguaio se embrenha em outro mundo: o digital. Seu mais recente trabalho é o projeto “N”, uma parceria com a Samsung e Warner Music. Disponível gratuitamente para android e smartphones, o aplicativo inicialmente parece algo bastante matemático. “Foi uma ideia que eu tive após uma proposta de um grupo de amigos, de uma empresa que se chama Wake Up; eles fazem aplicativos. Eles me ligaram e falaram: vamos fazer um aplicativo com suas canções? Eu pedi para pensar e aí surgiu a ideia das canções combinatórias”, conta por telefone à Mood Life.


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fotos divulgação / assessoria de imprensa


Mergulhando no mundo digital A experiência que o aplicativo traz ao usuário causa diversas sensações. A primeira é a de que é possível fazer música sem saber tocar nenhum instrumento. Depois, vem a surpresa com a genialidade do artista e, então, a apreciação pelas músicas em si. “N” consiste em três músicas, com versões em espanhol e inglês, cada uma com um tipo de interação diferente. Na primeira, é possível selecionar os versos da música conforme ela é tocada. Na segunda, a cada 500 metros percorridos se ativa o GPS do aparelho e um instrumento é desbloqueado para somar na canção. Na última música, diversos artistas cantam os versos e é possível escolher quem canta qual parte. “Nesse jogo, gostei de jogar com a matemática. Na verdade, não é um experimento, pesquisa matemática nem tecnológica, é uma pesquisa poética, uma busca dos limites da combinatória das canções, uma busca com os limites da interação com o ouvinte”, explica o músico. A ideia vai mais além da interatividade: “Queria que a pessoa sentisse por um momento um pouco da sensação de determinar o rumo de uma canção, de ser ativo no desenlace de uma canção. Eu escrevo a trama e o ouvinte bota o desenlace da canção”. Como é fácil observar, atualmente os downloads gratuitos e o acesso livre são excepcionais ao divulgar novos trabalhos. Porém, é uma estrada de duas vias, o lucro do artista fica menor e difícil de dimensionar. Drexler admite que no começo se queixava sobre a tecnologia dificultar o trabalho dos músicos, mas agora vai por outros caminhos. “Neste momento, não quero me queixar mais, eu quero pensar proativamente, positivamente nas ideias tecnológicas. Para mim, foi um caminho bom. Agora, eu estou desenhando uma estrutura que precisa do caos, do movimento; são canções móveis, que se movem o tempo todo, mas eu considero essa obra igual a uma canção, no fato de que eu não estou deixando parte da minha identidade como autor”, enfatiza.

Ao lado, o 'N' em ação, cada forma geométrica guia por uma forma de interagir com a canção, seja na letra, instrumento ou intérprete

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“Queria que a pessoa sentisse por um momento um pouco da sensação de determinar o rumo de uma canção, de ser ativo no desenlace de uma canção"

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Realismo do instrumento é insubstituível Embora muitos programas de computador façam os leigos se sentirem profissionais da música, Drexler tranquilizase: “Quero ser feliz nessa vida, escutar de tudo, o instrumento tradicional ou não. Eu adoro o violão, é um instrumento, nenhum simulador de computador chega à maravilha de tocar um piano de verdade, um violão de verdade. Isso a gente tem de experimentar, mas eu gosto também da tecnologia, uma ferramenta que pode ser horrível ou maravilhosa, depende de nós”, avalia. Mesmo após 18 anos sem exercer a medicina e bastante imerso na nova profissão, o músico não se ilude com os prêmios ou sucesso. “Prêmio é uma coisa muito importante e alguns prêmios são particularmente formidáveis. O Oscar mudou muito a minha vida de trabalho e, da minha vida midiática, virei mais conhecido e tive mais oportunidades. Mas tem coisas que não mudam. O eixo de uma pessoa, a personalidade de um artista fica, você pode deixar ou não que essa coisa entre até seu centro. Eu prefiro deixar esses prêmios em outro lugar, de muita alegria, mas fora de onde eu escrevo as canções”, pontua.

"Eu adoro o violão, é um instrumento, nenhum simulador de computador chega à maravilha de tocar um piano de verdade, um violão de verdade. Isso a gente tem de experimentar"

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Busca da identidade consolida estilo musical do Estado Recentemente, Drexler esteve no Festival América do Sul, em Corumbá, e desfrutou da prazerosa oportunidade de tocar ao lado do Rio Paraguai. “Acho bonita essa analogia do rio unindo os países, fiquei lisonjeado porque sabia que estava tocando para as pessoas e mais milhares de animais ali no Pantanal. Foi fascinante conhecer a realidade do Brasil de um lugar que tem tanta presença do mundo paraguaio, eles têm adoração pela música argentina e paraguaia. Eu toquei consciente disso”, avalia. Outro momento da vinda de Drexler ao Estado envolveu um encontro com músicos regionais, na Capital. “Tive uma das noites mais lindas em Campo Grande, uma festa na casa de músicos regionais. Espero fazer parcerias com eles, achei muito interessante essa busca pela identidade, é algo muito parecido com o Rio Grande do Sul, tem essa relação forte dos gaúchos com o MS”, comenta. Com as boas perspectivas quanto à música do Estado, é de se esperar que nosso ritmo fique conhecido no meio da corrida digital também.


O poder dos

HERÓIS

Personagens tiram o peso da vida real e servem de inspiração Por Laís Camargo

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uem nunca desejou sumir em uma situação embaraçosa? Ou então fazer o sol sair naquele feriado chuvoso? Enquanto ficamos na vontade, alguns super-heróis trazem a sensação de que tudo isso é possível, mesmo. Talvez, por isso, as adaptações de HQs (histórias em quadrinho) sejam fórmula garantida de sucesso na bilheteria do cinema – é a hora de ver o seu herói favorito em carne e osso, despertando aquele pensamento que, com o passar dos anos, vai se ocultando: “E se eu tivesse esses poderes? O que faria?”.

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Aracno-fã Geralmente marcados pelas ações nobres, os super-heróis inspiram. Para alguns, muito mais do que isso, simbolizam uma eterna infância. Dono do blog “Criança Perpétua” e pai de Pedro, um bom exemplo é o jornalista e administrador Joel Júnior, de 33 anos, que nomeou o filho em homenagem ao Homem-Aranha, tem tatuagem, coleção de mais de 600 gibis do herói e não perde um filme ou série. “Eu comecei a gostar de super-heróis aos 9 anos. Um pouco por influência dos desenhos e bastante pelos quadrinhos. Todo domingo, meus pais me davam a escolha de gibis. Como era leitor ávido, devorava Disney e Maurício de Sousa. Só que chegou um momento em que as histórias se repetiam muito. Comecei a trocar algumas das revistas

em bancas de usados”, conta Joel. Tudo começou com o HomemAranha 81, a coleção foi aumentando e, há 10 anos, Joel teve de se desfazer de algumas revistas de heróis “gerais”. Ainda assim, ele contabiliza 1.200 exemplares. Mas por que a fixação pelo Aranha? Alguns estudiosos do mundo dos super-heróis dizem que o fato da fantasia cobrir todo o corpo de Peter Parker faz com que qualquer criança, independentemente de raça ou cor, possa se identificar. “Eu creio que o Homem-Aranha me marcou por ele ser simples. Ele não faz o bem porque ‘quer’, mas porque precisa (existe a culpa pela morte do Tio Ben). Também, tem o foco de que ele é um cara com problemas, mas que nunca deixou de ter bom humor”, avalia o jornalista.

ilustração pg 50 shutterstock. foto arquivo pessoal. ilustrações pg 51 marvel comics

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ilustração dc comics

Histórias fantasiosas cruzadas com o mundo real Enquanto Stan Lee, criador do Aranha, usa o humor para esquivar o personagem de situações de pressão, outros criadores de heróis apostam em fatos mais concretos. O Super-Homem, por exemplo, representa o típico sonho americano e tem carga política no enredo. O homem morcego, Batman, envereda a mente humana, com vilões que representam a loucura e um herói com fibra moral bastante questionada. Há quem se lembre de personagens históricos como verdadeiros heróis, alguns santos da igreja católica e mulheres como a militante Olga Benário, morta em campo de concentração nazista, e Joana D’Arc, heroína francesa queimada em uma fogueira. Um detalhe importante para os personagens ficcionais: ter iniciais iguais é quase pré-requisito no mundo dos quadrinhos: Peter Parker, Bruce Banner (Hulk), Reed Richards (Senhor Fantástico).

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ilustrações jean grey e spiderman marvel comics. foto arquivo pessoal

Inspiração nos desenhos virou negócio sério Para a publicitária pós-graduada em design Ana Elisa Bacon, a paixão pelo mundo dos desenhos e personagens geeks (nerds) rendeu inspiração para “A Incrível Loja de Coisas”, onde Ana vende suas criações. Durante cinco anos, ela teve cabelos ruivos para se aproximar de Jean Grey, personagem de X-Men. “O que eu mais gosto nesse lance de super-herói são as identidades visuais, cores, traços, tipo de desenho. São ótimas referências para criar arte, inclusive, para fazer artes na agência onde eu trabalho”, conta a publicitária, que tem ajuda do namorado Renato Tanaka, nas ideias e produtos da loja, e Ana Karol Lefreve, na produção. Mesmo com 25 anos de idade, as imagens dos heróis estão por toda parte na vida de Ana: “Acho que é um hobby, algumas pessoas assistem ao futebol pra relaxar, outras gostam

de fazer crochê e algumas curtem super-heróis (eu, particularmente, gosto de toda essa cultura geek/nerd contemporânea). Acho que por ser uma coisa fantasiosa, cheia de ação, divertida, mantém a pessoa entretida, é um gosto nostálgico que vem desde criança, mas não acho que seja algo infantil”, enfatiza. Para ela, uma das possíveis análises para explicar a paixão de várias pessoas por heróis é o fato de que eles, geralmente, são os renegados e excluídos nas histórias e adquirem superpoderes de alguma forma; isso causa a identificação de pessoas que têm realidades parecidas e têm de desenvolver formas de defesa, que seriam os “superpoderes”.

O amor está constantemente presente nessas histórias, o HomemAranha é movido pelo amor por tio Ben e pela esposa Mary Jane. Já o Super-Homem é guiado pelo amor platônico por Louis Lane. O homem morcego não supera a dor da perda dos pais, e daí por diante cada um usa seus poderes conduzidos por algum tipo de amor, o que acaba sendo uma bela lição de moral implícita. “Uma das coisas mais importantes que aprendi com o Aranha é a responsabilidade. Stan Lee escreveu, em 1963: ‘Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades’. Sempre, no cotidiano, penso no que é certo e não no que é fácil. Até desisto de fazer uma coisa errada no trânsito pensando que o Aranha não faria assim”, revela Joel.

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Novidades que fazem nosso desejo de consumo

Beleza bruta

A afinidade com o segmento de design e jóias acabou virando uma nova profissão para a psicóloga Vera Cortez, que lançou uma marca homônima. A novidade são as peças da Stoned Collection, linha desenvolvida exclusivamente para a boutique NK Store. A coleção tem como ponto de partida pedras preciosas (como rubi e diamantes) com aparência bruta. Com referências de diversos países, a série segue o conceito étnico cool. Informações: NK Store, localizada na Rua Sarandi, n° 34, Jardim Paulista - São Paulo.

Craque no visual

textos cidiana pellegrin / fotos divulgação

A coleção CR7, para a Nike, de Cristiano Ronaldo – um dos maiores ícones do futebol no mundo – está totalmente renovada. Inspirada no universo da velocidade, a linha apresenta itens como bola, caneleira, mochila, jaqueta, bermudas e camisetas em estilos casual e esportivo, para dentro e fora do campo. O destaque é o lançamento da chuteira CR7 Mercurial Vapor 9, em cores neon e cabedal em Teijin, simulando a textura do couro. Preço sob consulta, no site www.store.nike.com

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Novidades que fazem nosso desejo de consumo

Passos antenados

A coleção inverno 2013 da Schutz está repleta de ornamentos barrocos, transparências, diferentes texturas e novas interpretações de couro e acrílico, tudo inspirado nas tendências de moda. Quatro temáticas nortearam a produção dos lançamentos: a linha Turn of the Century investiu em acessórios com diferentes tipos de paetê e glitter; a Nowhere Boy vem com referências minimalistas e masculinas; Tecno Future apresenta formas geométricas e futuristas; e Folkloric tem peças enfeitadas com flores, bordados e animal print. E a grande aposta da marca para a nova estação são os sneakers sem salto, que podem ser usados com shorts, calças e saias, dando ao look um visual despojado. Preço sob consulta na loja Schutz do Shopping Campo Grande

Manobra

textos cidiana pellegrin / fotos divulgação

radical

Uma coleção de skates Roxy com estampas exclusivas vem provar que o esporte também é assunto de garotas. Descolados, os modelos, que surgem em shapes de madeira maple ou bambu, possuem três backboards diferentes, que variam entre 26.1875” e 41.25”, e rolamento ABEC 7, perfeito para deslizar pelas ruas esbanjando estilo. De R$713 a R$1.042. Além de várias lojas no país, os produtos estão à venda no site www.kanui.com.br

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Olhar ecológico

A Evoke, marca brasileira de produção italiana, acaba de lançar uma segunda edição do projeto Evoke Wood Series, apresentando uma nova linha de óculos de madeira: a Maple Collection. Os modelos são feitos de forma artesanal a partir da árvore Maple, matéria-prima comum em decks de skate e em instrumentos musicais. A série possui três designs diferentes, em seis opções de tonalidades. Por R$ 699 no site www.evoke.com.br


gad g et s Novidades em moda, design e luxo que fazem nosso desejo de consumo

Concorrência acirrada A Acer entrou na briga pelo mercado brasileiro de tablets. A empresa acaba de lançar aqui o Iconia B1, um tablet que promete fazer frente ao potente Nexus 7. O Iconia B1 traz tela de 7 polegadas, processador dual-core de 1,2 GHz, 16GB de armazenagem interna, câmera frontal de 0,3 MP e traseira de 5 MP. O tablet ainda conta com softwares exclusivos para melhor interação com o dispositivo, como o TouchWakeApp, que permite o controle da interface com gestos mais simples, além de uma loja de aplicativos alternativa e a Google Play. Por 799 no Submarino

Iron Phone

Sucesso absoluto nas bilheterias do mundo todo, Homem de Ferro 3 virou mais do que um blockbuster, virou uma rentável marca dos mais variados produtos. Com o novo filme, que estreou há pouco mais de um mês, foi lançada a capa para iPhone “Chara-Cover Phone Case”. A peça, feita em material resistente, tem a forma do Homem de Ferro estilizado, com um toque japonês, incluindo os olhos azuis e as mãos prontas para atirar raios de energia. Ela ainda é dividida em duas partes e é compatível com iPhone 4 e 4S. Por US$ 29,99 na Stylin Online, que tem disponível também modelos de outros super-heróis. www.stylinonline.com

Fofinha Uma expressão justa para a Dock Station Koala, da Maxprint. O novo acessório para iPhone e iPod é uma solução simples e singela para reprodução de áudio, mas, visualmente, encanta os apaixonados pelo marsupial australiano. O produto tem dois canais de áudio, com potência total de 6W RMS, e seus botões foram projetados para compor o design do bichinho. Destaque para o LED luminoso na ponta do nariz e controle de volume nas orelhas. Ele é compatível com PCs, players de MP3, CD/DVD players, celulares android/win phone e dispositivos com conectores de 3.5 mm. A Dock possui fonte de alimentação bivolt e pode recarregar a bateria do seu iPhone/iPod enquanto conectado. Também funciona com quatro pilhas AA, tornando o produto 100% portátil. Por R$ 349,90 no www.lojadosgames.com

Os ultrabooks mais finos do mundo estão renovados, a Asus lançou a nova linha Zenbook Touch UX31A (13.3 polegadas), e U500VZ (15.6 polegadas). As telas são multitoque Full HD com tecnologia IPS, oferecendo cores vibrantes e amplo ângulo de visão. O UX31A tem apenas 3 mm de espessura na parte dianteira, pesa 1.3 Kg e conta com processador Intel Core i7 de 3ª Geração, 4 GB de RAM e unidade SSD de 256 GB. Já o U500VZ vem com processador Intel Core i7 quad-core, 8 GB de RAM e gráficos NVIDIA GeForce GT650M. Pesa 2 Kg, tem 6 mm de espessura (na extremidade mais fina) e vem com dois discos SSD de 256 GB e um subwoofer externo. O UX31A custa R$ 6.999. Já o U500VZ está disponível por R$ 7.999

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textos odirley deotti / fotos divulgação

slim


mo t o r Novidades que fazem nosso desejo de consumo • Por Paulo Cruz

O rugido da Jaguar O Jaguar XF é equipado com motor 2.0 de 240 cv e surpreende pelo bom desempenho. As linhas modernas e esportivas são sedutoras. Por dentro, muito luxo e sofisticação

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Jaguar, que em breve abre concessionária em Campo Grande (MS), tem planos ambiciosos no Brasil. Marca intimamente ligada à velocidade e à sofisticação, quer desfazer a imagem de marca caríssima e buscar um público mais jovem e que, ainda sim, tenha uma conta bancária bem saudável. Um dos responsáveis por essa mudança é a versão 2.0 de 240 cv do XF, um esportivo com visual moderno e equipado com câmbio automático de oito velocidades, além de muitos mimos para seus ocupantes, que custa R$ 224.900. Essa versão concorre principalmente com o Audi A5

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V6 de 269 cv e que custa R$ 285.450, com o BMW 528i de 245 cv, por R$ 224.950 ,e com o Mercedes E 250 CGI Coupé de 204 cv e que tem preço de R$ 238.500. Além desse "Jaguar de entrada", a linha conta ainda com o XF com motor V8 de 385 cv, o XKR V8 de 510 cv e o superesportivo XKRS V8 5.0, que rende 550 cv, além do XJ Superesport, também V8 com 510 cv. Outra novidade da família Jaguar é o sedutor F-Type, primeiro conversível de dois lugares depois do lendário E-Type, lançado em 1961, que virá no segundo semestre com três opções de motorização. A mais forte renderá 495

cv e concorrerá com o Mercedes-Benz SLS AMG e Audi R8 Spyder. Os preços deverão ficar acima dos R$ 400 mil. No teste que fizemos com o XF no autódromo de Interlagos, em São Paulo, mesmo sendo a versão mais branda, o desempenho forte e comportamento irretocável em curvas deixa claro que os planos da marca de crescimento no Brasil não encontrarão muita dificuldade, tanto pelos carros quanto pela rede de concessionárias que crescerá nas principais cidades do país.


Perigosa perua Quem disse que peruas são carros familiares certamente não conhece o Audi RS 4 Avant, um superesportivo que acelera de 0 a 100 km/h em apenas 4,7 segundos. Embaixo do capô, o grande destaque do veículo: o propulsor V8, 4.2 litros, que produz 450 cv de potência. A RS 4 Avant vem ainda equipada com câmbio S tronic de 7 velocidades e

tração permanente integral quattro. Por dentro, revestimento totalmente em couro preto, com detalhes. De série, ar-condicionado automático, tampa traseira com abertura e fechamento elétrico, teto solar panorama “Open Sky” elétrico, indicador de pressão dos pneus, sensor de luz e chuva, sensor de estacionamento traseiro e dianteiro

com gráfico, rádio com MMI, Audi Music Interface, Bluetooth, DVD Player, sistema de navegação, entre outros. O modelo será oferecido somente na versão Avant e o seu preço é de R$ 438,7 mil.

Nova R 1200 GS no Brasil

fotos divulgação

Aos 33 anos de idade, a nova R 1200 GS chega ao mercado brasileiro com dois pacotes de opcionais, Sport e Premium, com preços sugeridos de R$ 73.400 e R$ 83.900, respectivamente. O motor da nova fera alemã de 1.170 cc rende 125 cavalos de potência, 12,74 kgfm de torque e câmbio. Com cinco modos de condução (Rain, Road, Dynamic, Enduro e Enduro Pro) para melhor adaptação das necessidades do motociclista, a motocicleta também ganha destaque pela nova suspensão semiativa, que se adapta aos modos de condução e trabalha em conjunto com o ASC (Controle de Tração) e sistema de freios ABS, garantindo precisão em todas as condições.

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Sugestões e tendências em beleza

Novo aroma

À flor da pele

O Boticário ampliou a linha Passione com produtos especiais para o Dia dos Namorados. A tradicional perfumaria ganhou também óleos de massagem corporal e de banho, mousse hidratante aerosol, geleia temática esfoliante e sabonetes perfumados, todos em harmonia com fragrância original. De R$ 29,99 a 39,99 nas lojas O Boticário

MEN

Pensando na turma dos baladeiros, a Eudora lança a colônia On Men Night, uma fragrância com notas amadeiradas, conectadas com um toque de pimenta e canela. A novidade, uma edição especial para o Dia dos Namorados, vem acompanhada do gel 2 em 1 – para cabelo e corpo – que promete brilho e maciez ao cabelo, além de limpeza à pele. Por R$ 84,90 no site www.eudora.com.br

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Desde 1947, a Dior vem lançando versões de seu perfume Miss Dior. Recém-chegado ao mercado brasileiro, o novo floral traz notas principais de laranja, neroli & rosa, e patchouli da Indonésia, combinação perfeita para uma mulher elegante e alegre. Disponível nas versões de 50 e 100 ml. Por 194,90 no site www.lojacosmetica.com.br


Sugestões e tendências em beleza

Inspiração

Mais jovem

Cores impactantes e acabamentos acetinados e metalizados marcam a coleção Oriente, da Contém1g Make-up. A proposta de beleza da marca para o Outono/ Inverno 2013 foi inspirada na delicadeza e no luxo das gueixas. Na paleta de tons para os olhos, estão azul, dourado, vinho e prata. Para os lábios, variações de vermelho com doses extras de brilho permitem criar um visual laqueado e intenso. A coleção fica completa com o duo blush de efeito cintilante. De R$ 23 a R$ 74, no site www.contem1g.com.br

Reparar e combater o envelhecimento são promessas do Crème Reminéralisante HSP e Prebiótico, da marca francesa Anna Pegova. O produto apresenta uma inovadora forma de defender a pele das agressões externas, como sol e poluição, abastecendo-a com HSP (Heat Shock Protein), vitaminas, ativos nutritivos, hidratantes e regeneradores, e outros elementos que aumentam a firmeza, a resistência das células aos raios UV, além de favorecer a renovação celular. Por R$ 174 no site www.annapegova.com.br

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Suave e delicada Lançamento da MAC, a linha Baking Beauties foi totalmente inspirada na minuciosa arte de confeitar bolos e cupcakes. A coleção é formada por 25 produtos que contemplam batons, lip balms, iluminador, sombras, pigmentos, máscara de cílios, esmaltes e pincéis. Além das cores em tons pastel, a série apresenta como destaques o pó e o blush em desenhos exclusivos, além do retorno do batom Lavender Whip – na cor lilás. Os itens ainda não chegaram ao Brasil, mas já estão disponíveis no exterior. Preços sob consulta no www.ebay.com

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Reconstrução

Recuperar cabelos danificados ou quimicamente tratados é o que garante a nova linha Biolage Advanced Repair Inside, lançada pela Matrix, marca profissional do Grupo L’Oréal. Composta por xampu, condicionador, máscara e creme de controle, a série é formulada com arginina, que age no interior da fibra, e soja – atuante na superfície dos cabelos, resultando em fios macios, com balanço, brilho e saúde. De R$ 27,50 a R$ 56,70. Informações www.matrixbrasil.com


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e quilíbri o Cirurgia plástica das pálpebras Cresce a procura pela blefaroplastia tanto por mulheres, como por homens. Por Dr.César Benavides*

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eralmente, depois dos 37, 40 anos, alguns pacientes começam a apresentar flacidez progressiva da pele sobre as pálpebras superiores. Os familiares começam a perceber quando, ao chegar do trabalho, os pacientes começam a fazer um pouco mais de esforço para abrir os olhos e assistir à novela ou ao noticiário. Os filhos podem até achar que a mãe ou o pai estão de alguma forma bravos ou mal-humorados. Tudo isso pelo aspecto que pele em excesso pode causar aos olhos. Em casos extremos, pode comprometer os campos visuais, principalmente, o “olhar lateral”. O campo visual lateral é fundamental, principalmente para os idosos; por exemplo, ao atravessar uma rua. Dirigir também pode ficar mais perigoso. Associado a isso, podem surgir bolsas de gordura na parte interna das pálpebras, perto do nariz. O ar de cansaço ou mau humor ao se olhar no espelho faz com que o paciente busque tratamento. Nas pálpebras inferiores, a flacidez da pele associa-se, também, à flacidez de musculatura e, somadas, podem dar origem a proeminentes bolsas de gordura acumuladas na parte inferior aos olhos. Isso diminui a delicadeza do olhar na mulher e traz severidade ao olhar masculino. Uma das maiores queixas é o volume imenso das bolsas ao amanhecer depois de um jantar salgado ou muito temperado. Flacidez e murchamento de diversas estruturas externas dos olhos ocorrem com o passar das primaveras, seja nos músculos, pele, sobrancelhas ou ligamentos. Para tratar uma ou mais dessas alterações descritas, a cirurgia se chama blefaroplastia ou plástica de pálpebras, que é realizada com anestesia local e sedação, ou anestesia geral. A plástica de pálpebras pode ser feita somente na pálpebra superior, apenas na pálpebra inferior, ou em ambas. O desconforto de cada paciente e a avaliação do cirurgião plástico norteiam o tratamento. Em alguns casos, a pele pode ser preparada com o uso de cremes nutridores ou firmadores. A ação de sessões de laser antes ou depois da cirurgia também pode enriquecer os resultados. No consultório, é comum escutar frases como: “Doutor, queria tirar essa pele que cai sobre os meus olhos”, “Doutor, toda vez que passo maquiagem, os olhos ficam borrados”. A plástica de pálpebras superiores consiste em remover o excesso de pele e excesso de bolsas de gordura. A incisão fica estrategicamente posicionada, de forma a ser ocultada em sua maior parte pela dobrinha

que surge quando abrimos os olhos. Pode ficar visível um pequeno segmento da cicatriz na parte lateral, mas, progressivamente, torna-se muito tênue e discreto com o passar dos meses. Após a retirada dos pontos, o retorno gradativo às atividades de rotina, preservando-se dos esforços físicos exagerados, faz com que essa cirurgia seja bastante realizada pelo público feminino, mas também, cada vez mais, pelos homens. A plástica das pálpebras superiores inclui a retirada ou o reposicionamento das bolsas de gordura que se salientam e ficam evidentes através da pele, tratamento de flacidez da musculatura palmeiral inferior e, eventualmente, retirada de pele. A incisão margeia e se localiza abaixo dos cílios inferiores, e segue orientando-se por uma das rugas que se formam quando sorrimos ou forçamos o fechamento do olho. A retirada ou reposicionamento das bolsas de gordura suaviza e deixa as pálpebras inferiores com aspecto mais jovial. O tratamento da flacidez muscular contribui da mesma forma e previne o regulamento dos olhos para baixo nos casos de flacidez extrema. São comumente prescritos analgésicos e antibióticos no pós-operatório e cada cirurgião plástico orienta seus pacientes sobre a recuperação, seja de forma verbal ou escrita. Muito cuidado com visitas ou exposição a ambientes contaminados ou muito quentes no pós-operatório. Da mesma forma, tocar ou coçar as áreas operadas aumenta o risco de infecção. O uso de óculos escuros grandes protege contra a queda de poeira. Ambientes com fumaça igualmente devem ser evitados. Por ser área rica em vasos, as pálpebras podem inchar bastante. Não raro, ocorrem gripes, resfriados ou rinites alérgicas no pós-operatório. Quando isso ocorre, temos de estar preparados para inchaço adicional. Um adendo muito importante: lembre-se de que nós temos olhos com aberturas diferentes e sobrancelhas de alturas diferentes. As diferenças ocorrem em maior ou menor grau, mas ocorrem. Mesmo depois de uma cirurgia plástica de pálpebras, podem persistir diferenças antes não visualizadas por causa do excesso de pele. Seguir as orientações e não se constranger em ligar para tirar dúvidas é muito importante (qualquer cirurgião prefere tirar dúvidas simples, mas que evitam complicações). Algo simples para um paciente pode ser muito sério em um pós-operatório numa área tão delicada, perto dos olhos. O pós-operatório é tão importante quanto a cirurgia.

*Dr.César Benavides. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica CRM4046 / RQE 2215

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Sérgio Baia é um dos jovens profissionais mais requisitos quando o assunto é editorial de moda. “Ser fotógrafo pra mim é simplesmente um prazer e um encontro: eu e o(a) modelo(a), a luz perfeita, a expressão certa, o instante exato. Não consigo definir isso tudo se não um prazer indescritível”, diz. Quando está clicando, o retrato é uma de suas preferências e na versão enviada à revista Mood Life, a atriz Paloma Bernardi aparece esbanjando sensualidade.

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foto divulgação


Pedro Neschling Um artista de muitas faces

Por Cidiana Pellegrin

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uem sai aos seus não degenera”. O ditado é antigo, mas continua assombrando gerações. Pedro Neschling se tornou um dinâmico artista. Filho da atriz Lucélia Santos e do maestro John Neschling, vivenciou o universo dos palcos e conheceu de perto a rotina da música. Escolheu atuar, dirigir, escrever e tocar – apenas como DJ. Na profissão de interpretar várias vidas, já foi o divertido lutador Dionísio Sardinha - papel mais popular de sua carreira - em “Da cor do Pecado”, o apaixonado Rafael, em “Páginas da Vida", e Pedro, um saxofonista vagabundo na minissérie “Aline”. Com 30 anos, ele acumula experiências na TV, no teatro e no cinema, além de roteirista. No bate-papo a seguir, um pouco mais de suas faces. Em “Como nossos pais”, você atua, assina o texto, a trilha sonora e a direção do espetáculo. De onde saiu a ideia de fazer uma peça tão reflexiva? Surgiu do desejo de falar sobre essa delicada e complexa relação entre pais e filhos, e também de um desejo de falar sobre a desigualdade social no nosso país. Por todas as sutilezas envolvidas na história, acabei levando realmente muito tempo até achar que o texto estava pronto para ganhar vida no palco. Depois, por conta de mais tempo levado até conseguir concretizar o projeto, acabei acumulando várias outras funções, o que foi muito arriscado artisticamente e cansativo. Mas estou muito feliz com o resultado. Além do roteiro de “Como nossos pais”, você já assinou textos de produções de cinema (curtas e documentário). Como é o processo de escrever para você? Infelizmente escrevo menos continuamente do que gostaria

e deveria. É uma grande paixão e tento me disciplinar e não dispersar tanto com as outras coisas que faço para ser mais produtivo nessa área. Você já dirigiu espetáculos em que sua mãe, Lucélia Santos, e sua namorada, Vitória Frate eram as atrizes. Inclusive está em cena com a Vitória atualmente. Como é trabalhar em família? Sempre digo que minha equipe inteira é uma família. Na maior parte dos meus espetáculos de teatro você vai notar que a equipe muda muito pouco. Somos quase um grupo e acho isso fundamental para o amadurecimento do trabalho. Admiro demais as pessoas com quem trabalho. É muito melhor trabalhar com quem se gosta. Futebol é mais que um hobby para você? Li que você é bem apaixonado pelo Flamengo. Não, é mesmo só uma grande paixão. Adoro acompanhar e torcer pelo meu time. E como todo apaixonado tenho cá minhas opiniões que adoro compartilhar com outros torcedores. Você fará um personagem na novela Joia Rara, que deve substituir a global Flor do Caribe – atualmente no horário das 18h. O que pode nos contar sobre seu papel? Meu personagem é filho dos donos do cabaré, que serão vividos pelo Marcos Caruso e pela Heloísa Perissé, dois queridos atores que admiro demais. Lá será o núcleo cômico da novela. E também terei uma grande paixão platônica pela protagonista Amélia, que será a Bianca Bin.

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"Meu desejo mesmo é poder continuar trabalhando com o que amo e que as pessoas continuem tendo interesse no que tenho para dizer"

Ter pai maestro e mãe atriz o fez mergulhar nas artes. O resultado é mesmo um mix dos dois, ou você carrega personalidade, características de algum deles? Olha, acho que sou bem diferente em termos de personalidade dos meus pais. Tenho um profundo respeito e admiração pela carreira, vida e trajetória de cada um deles, mas busco desde muito novo trilhar meu caminho e fazer minhas escolhas de forma independente. Por trabalhar com arte e pelo imenso sucesso dos dois, imagina que as pessoas busquem ver semelhanças e comparações entre todos nós, mas sinceramente nunca penso muito sobre isso. É algo mais de fora pra dentro. Acredito que Dionísio Sardinha, em “Da Cor do Pecado”, Rafael na novela "Páginas da Vida", e Pedro, no seriado “Aline”, tenham sido seus papeis de maior visibilidade. Atuar em TV é sempre sinal de popularidade? Em termos de sucesso de público acho que nunca fiz nada comparável ao Dionísio. "Da Cor do Pecado" foi realmente um sucesso daqueles históricos! E isso realmente acarreta em muita popularidade, por todo o país. Em geral a televisão gera isso, você entra na casa das pessoas todo dia, elas se afeiçoam ou detestam seu personagem, e consequentemente a você. É divertido. Com 30 anos, você já pode assumir o título de um artista dinâmico no cenário cultural. É essa marca de “artista plural” que você quer ter em sua carreira? Acho que a diferença mesmo está como você disse na idade. Já não sou mais um garoto começando, os cabelos brancos já estão tomando minha cabeça (risos). Sempre fiz isso, busquei realizar meus projetos da melhor maneira, em diversas funções. Com o acúmulo de bagagem e tempo, nossa trajetória vai falando por nós. Meu desejo mesmo é poder continuar trabalhando com o que amo e que as pessoas continuem tendo interesse no que tenho para dizer.

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Em meio a vários trabalhos, você ainda é DJ e produz a FunFarra, que concorreu ao Prêmio de Melhor Festa 2012, no Guia da Folha. De onde veio essa ideia? Já toco como DJ há bastante tempo, mais de cinco anos. A FunFarra já tem quase 3 anos, é um projeto que criei para me divertir e reunir os amigos. Hoje fazemos edições regulares e grandes no Rio e em São Paulo e fomos por dois anos, a festa oficial do Festival de Teatro de Curitiba. Divirto-me a beça colocando as pessoas para dançar. E essa história de ser DJ, foi uma necessidade pessoal ou é um hobby? Foi uma bela estratégia que criei para me obrigar a sair de casa. Sou canceriano, muito caseiro. E amo música. Com o compromisso de tocar, sei que ao menos algumas noites por mês vou ter que sair. Como dei a sorte das pessoas gostarem do que eu toco, tenho feito isso com bastante frequência pelo Brasil todo. Com tantos trabalhos sobra tempo para cuidar de si, de planos e desejos pessoais que não envolvam o quesito profissional? Sim, sempre dá. Ano passado eu e Vitória fomos viajar pela Europa por quatro meses e foi uma das melhores experiências da minha vida. É fundamental saber parar de vez em quando para repensar tudo e se reciclar por dentro.


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Menos bagagem e mais cultura Arquiteto conta sobre volta ao mundo de bicicleta Por Laís Camargo

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e formar em um bom curso universitário, ter casa, carro do ano e os últimos lançamentos tecnológicos pode até representar uma pessoa bem-sucedida no mundo ocidental, mas, em outras culturas, o “ter” não tem nenhuma relação com o “ser”. Durante 3 anos e meio, o arquiteto Argus Caruso pedalou. Nem precisamos dizer que não foi qualquer pedalada, foi uma volta ao mundo, feito que pouquíssimos brasileiros realizaram. A experiência rendeu fotos, histórias e um belo livro, intitulado “Caminhos”. “Aprender a viver com pouco foi o maior aprendizado, na nossa cultura valorizamos sempre trabalhar para ter coisas. Como se o conforto, o status, a qualidade de vida estivesse relacionada ao que você tem. E, de repente, eu não tinha nada, era muito pouco: duas camisas, dois shorts, alguma coisinha para montar acampamento e eu estava extremamente feliz a viagem toda com aquilo”, descreve Caruso. Estar fora de casa deixa as sensações mais intensas. Para o arquiteto, essa intensidade se mistura às diferentes temperaturas de cada região e, principalmente, ao abismo cultural entre o comportamento brasileiro e o indiano, por exemplo.

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Para Caruso, observar culturas diferentes nos faz repensar o próprio modo de viver. “Para as pessoas que morrem na beira do rio Ganges, a família faz festa porque morreu no lugar mais sagrado que poderia. Eu não diria que é bonito, não é um lugar que você vai para relaxar, sua cabeça fica a mil”, reflete. Ele conta ainda sobre a cidade de Varanasi, também na Índia. O local é procurado por pessoas que sentem a morte chegando e vão até lá para esperar em paz. As peculiaridades dos indianos que seguem o hinduísmo não param por aí: “Ao chegar ao final da vida, vem o último estágio, em que ele se transforma em um sadu. É quando ele abdica de tudo o que tem de material e vai viver exclusivamente para buscar uma elevação espiritual, orando e meditando para alcançar o nirvana. O indiano valoriza muito o sadu na rua. Ele sabe que um dia vai ser aquilo”. Neste ponto da viagem, o arquiteto reflete sobre a cultura brasileira. “É um contraste muito grande com o Brasil. Quando o brasileiro chega à Índia, a primeira sensação é de que o sadu é um mendigo. O que para nós é uma pessoa que não deu certo na vida, que seria um mendigo, para eles, é alguém muito respeitado e todo mundo ajuda. O sadu não passa fome, ele come algo muito simples, mas é uma decisão dele, uma simplicidade que chama nossa atenção”, descreve Caruso. Em termos de belezas naturais, Caruso se encantou pelos Andes e pelo Himalaia. “As pessoas da montanha têm uma alma especial, são mais meditativas, introspectivas, têm uma energia muito boa. Achei que, apesar da distância física, o povo dos Andes e do Himalaia têm

fotos arquivo argus caruso

Desapego e elevação espiritual marcam cultura indiana

similaridades. O sudeste da Ásia é maravilhoso também”, afirma. Além da experiência sociológica, o arquiteto pedalou por montanhas, o que significa subir bem devagar, chegar ao topo e visualizar todo o caminho percorrido. Quanto ao apreço por países em desenvolvimento, Caruso explica: “Eu já tinha morado na Europa, já

conhecia. Eu estava buscando nessa viagem esse mundo que a gente não estuda na escola. Acho um absurdo estudar as monarquias da Espanha, da França, e não saber nada de Laos, do Camboja. A gente se diz independente da Europa, mas a independência cultural, que é a mais importante, a gente não conquistou”.

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Aproveitando a arquitetura para dinamizar a viagem Os ventos das montanhas despertaram uma ideia na mente arquitetônica. Caruso pedalou a favor do vento em alguns momentos e improvisava uma espécie de vela para acelerar a pedalada. “Depois que completei a volta ao mundo, bolei algo para unir as duas coisas e deu certo. Achei que a bicicleta iria inclinar a princípio, como o veleiro inclina. Mas é diferente. Por conta do tanto que deu certo, quero, agora, dar um passo além, quero fazê-la flutuar também”, conta. O protótipo virtual para a nova empreitada já está pronto, os planos para colocá-lo em prática incluem uma viagem pelo Ceará. “Meus pais me influenciaram a viajar, pois eles sempre gostaram muito. Mas sempre tive essa curiosidade de conhecer o mundo, via os filmes de Ali Babá, meus pais assinam National Geographic, sempre olhava montanhas, beduínos, neve, sempre fiquei intrigado de ver ao vivo. Quando me formei, achei que era a hora certa, se eu esperasse ia estar casado, com filho, e acabaria não indo nunca. Meu grande medo era de não realizar esse sonho”, conta. Caruso argumenta que, se deixasse para realizar esse sonho mais tarde, talvez não tivesse disposição física e mental necessárias para passar um pouco de fome e frio, além de ver coisas tão reais que chegavam a parecer ficção.

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Um começo perfeito para um final feliz.

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leit uras Linhas (nem tão) imaginárias Por Maria Adélia Menegazzo*

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iante de certas situações me pego cantarolando músicas, citando versos ou me lembrando de cenas de filmes, de romances, de vídeos e fotografias como respostas. São frases que o tempo vem às vezes me lembrar de que na canção do vento não se cansam de voar, canta Lo Borges. O que me interessa, no entanto, com estas respostas, é pegar o trem azul. Diz o poeta que é possível “encostar no azul de sua tarde”. Para Picasso, a arte lava da alma a poeira da vida cotidiana. E vem a questão maior: em que medida apenas a arte dá conta de superar limites, derrubar fronteiras, impor-se como território livre? Duas exposições recentes de artistas brasileiros levaram-me a pensar nos limites da arte contemporânea. “Sala de espera”, de Carlito Carvalhosa, no MAC-USP, causa impacto pelo contraste entre a pureza das linhas arquitetônicas de Oscar Niemayer e os toscos postes de luz, de madeira, da cidade de São Paulo, dispostos horizontal e diagonalmente. Visto dos extremos da sala, este contraste faz ressaltar uma organização construtivista e aqueles postes, apesar de não cumprirem mais a função de iluminar, repõem na memória outra paisagem urbana, hoje desaparecida, e parecem indagar sobre sua desumanização. A obra de Nuno Ramos, “Ai, pareciam eternas! (3 lamas)”, na Galeria Celma Albuquerque (BH), também apresenta esta propriedade de repor imagens na memória. Reproduz fielmente, inclusive no tamanho, três casas, três espaços afetivos ocupados pelo artista ao longo de sua vida. No entanto, à tona, estão apenas os telhados; as casas foram engolidas pela lama. O artista usa como referência um poema de Drummond, que fala da destruição provocada pelas chuvas e do lento desmoronar

das coisas pelo tempo. São obras descomunais que envolvem engenharia e arquitetura no processo de montagem. É de se perguntar, então, onde está o limite entre o espaço comum e o espaço da arte? O real e a imaginação? Para os artistas, não há linhas demarcatórias e muito menos dicotomias, e a arte responde a todos os grandes questionamentos do homem, desde sempre. Se me proponho a caminhar por entre um emaranhado de postes, devo agir calculadamente, como se estivesse em um labirinto. Nenhum gesto, ali, pode ser automático. Se olho os telhados das casas do mezanino da galeria, tenho de pensar no que está afundado e por quê. São os resíduos que o homem vai deixando pelo caminho e que, potencializados pela arte, nos fazem encarar o espaço contemporâneo como desolação. Algo também mostrado por um experimento entre vídeo, música e dança, intitulado “Linha Imaginária”, concebido por Maria Elvira Machado e Jean Dumas, apresentado na Casa de Ensaio, em Campo Grande. Ao mesmo tempo e nos mesmos lugares em que Jean Dumas filma o documentário “Power of Drums”, Maria Elvira traça com o corpo sua linha imaginária, que não distingue ruas movimentadas de precipícios, sons do cotidiano de música erudita, tribos africanas de tribos urbanas euro-norte-latino-americanas – um mundo sem fronteiras de qualquer ordem. A lista de obras que tratam com intensidade do espírito livre, próprio do artista, é infinita. Com o poeta Ezra Pound, dizemos: “algo deve provir de toda esta beleza”. Algo que está em nós mesmos e na busca de obras inefáveis que, por isso mesmo, nos comovem.

*Maria Adélia Menegazzo é Doutora em Teoria Literária com Pós-doutorado em Artes Plásticas, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Academia Sul-Mato-grossense de Letras

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Literatura

Música

Cinema

Criador e criatura

Reedição especial

8 vezes Kubrick

O Expresso 2222 volta às lojas brasileiras. Após 40 anos de sua versão original, o disco retorna em comemoração aos 70 anos de Gilberto Gil. A arte da capa do vinil, assinada por Edinízio Ribeiro Pimo e Aldo Luiz em 1972, com suas abas e dobraduras características, foi adaptada de maneira fiel ao formato do CD. Uma joia feita para os fãs que presenciaram o lançamento do álbum e para as novas tribos de ouvintes e músicos que seguem influenciados por essa obra-prima. Vale lembrar também que o álbum original, lançado em 1972, marca o retorno de Gil ao Brasil após exílio em Londres. Por 19,90 na livraria saraiva www.livrariasaraiva.com.br

O box traz sete dos principais filmes do consagrado cineasta americano, considerado um dos mais importantes nomes do cinema de todos os tempos, autor de grandes clássicos, como Spartacus e Laranja Mecânica. O box vem ainda com encarte descritivo de cada filme, além de um documentário de 2 horas sobre a vida e obra de Kubrick, narrado por Tom Cruise. Estão presentes '2001: Uma Odisséia no Espaço', Laranja Mecânica, O Iluminado, De Olhos Bem Fechados, Nascido Para Matar, Lolita, Barry Lyndon e 'Stanley Kubrick: Imagens de Uma Vida' Por 199,90 no Submarino www.submarino.com.br

O último livro publicado pelo vencedor do prêmio Nobel José Saramago antes de sua morte, reconta episódios bíblicos do Velho Testamento sob o ponto de vista de Caim, que, depois de assassinar seu irmão Abel, faz um acordo com Deus e parte numa jornada que o levará do jardim do Éden aos mais recônditos confins da terra. Durante a jornada, Saramago leva o leitor por cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos e campos de batalha, enquanto desenrola uma guerra secular entre criador e criatura. O Deus mostrado pelo livro não é o habitual dos sermões: ao reinventar o Antigo Testamento, Saramago recria também seus principais protagonistas, dando a eles uma roupagem ao mesmo tempo complexa e irônica. Por 36,00 (novo) e 21,80 (usado) na Livraria Maciel Rua Quatorze de Julho, 1696 Tel 67 3313.1560

textos odirley deotti / fotos divulgação

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e tiqueta Pequenos cuidados ao usar o celular Por Adriana Estivalet*

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ssunto dos mais controversos é sobre o uso do celular. O celular tornou-se objeto de consumo dos mais utilizados, essencialmente, por necessidade na vida de todas as pessoas. Tudo ficou mais ágil e rápido para todos nós: trabalho, informação, controle da vida pessoal. São empresários, executivos, homens e mulheres comuns que, atualmente, não vivem sem o celular. Todos nós tornamos por hábito a utilização desse aparelho que proporciona até mais sossego para os pais no controle dos filhos. De qualquer maneira, é importante saber utilizá-lo para não nos tornarmos deselegantes e, até, desrespeitosos com a pessoa ou pessoas que estejam ao nosso lado. Percebo que utilizá-lo devidamente tem se tornado um desafio para as pessoas; devemos lembrar que deve ser usado para reais necessidades. Saiba que ele não é um acessório, e por isso, não deve estar pendurado no pescoço, dentre o sutiã, colado no lado de fora da bolsa ou da pasta; muitos jovens colocam o celular nos bolsos traseiros das calças o que, por descuido, pode inutilizar o aparelho ao sentarem-se em uma cadeira, banco de carro etc. Antes de começar o assunto, pergunte se a pessoa pode falar naquele momento. Ela pode estar no meio do trânsito, por exemplo, e é educado e elegante perguntar, pois demonstra atenção e cuidado para quem está recebendo a chamada. Ao falar com outra pessoa, não esqueça que o tom de sua voz é importante não só para esse diálogo como para o

ambiente onde você está, se for o caso. Ninguém, no recinto, está interessado em sua conversa, muito provavelmente! Em um ambiente formal, peça licença às pessoas com quem esteja conversando para atender a uma chamada. Não atenda às chamadas em ambientes onde haja platéia ou audiência, em cerimônias solenes ou religiosas. Nessas ocasiões, o melhor é que o aparelho esteja no silencioso ou desligado. Quando estiver sendo atendido em restaurantes, bares, salão de beleza, etc., peça licença para atender a chamada e, se possível, seja breve. Cuidado com o trânsito! Acidentes terríveis têm acontecido por causa do uso do celular ao estar dirigindo. Se há uma chamada importante, urgente mesmo, há algumas opções. Vejamos: parar no acostamento para atender, utilizar o viva-voz ou não atender e retornar assim que possível. Uma dica para não ficar aflito no trânsito enquanto o aparelho toca é apertar o botão de “silenciar”, comum nos aparelhos. Outra coisa importante: assuntos delicados não se resolvem por celular; é melhor tratar pessoalmente, como colocar fim a um relacionamento, por exemplo. As mensagens enviadas por celular para parabenizar pelo aniversário são ótimas, mas os amigos e parentes mais chegados merecem uma ligação. E, assim, vamos nos ajustando a novas tecnologias, mas com muita elegância e respeito aos que nos rodeiam

*Adriana Estivalet é consultora Imagem Pessoal e Corporativa. www.adrianaestivalet.com.br contato@adrianaestivalet.com.br

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Mariana Caldart Morales Sorriso cativante e amor à família

Por Carla Carvalho

Foto Estúdio Sim

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ubem Braga, em uma de suas crônicas, fala de uma amiga que não tem muita noção da beleza que possui. Mulher estonteante, alegre, sempre animada, que arrebata a paisagem por onde passa. Eu me lembrei dessa leitura ao conversar com Mariana porque, quando encerramos a entrevista, deu vontade de ficar mais tempo com ela, falando da vida. Não sei se ela sabe o quanto é simpática. Falou de muitas coisas, como a profissão, os momentos de lazer, o que gosta, o que não gosta, e, em todas elas, Mariana pontuou a realização da maternidade. “É uma grande correria, todos os dias, mas faço questão de levar e buscar as crianças na escola e de almoçar em casa”, comenta. A vida agitada é explicada pelas lojas Quadro a Quadro, que administra há 11 anos, e a Leo Madeiras, que tem em sociedade com os irmãos. Formada em artes visuais, o lazer de Mariana nos últimos meses tem sido cuidar da própria casa e “inventar moda”, como ela chama as peças que desenvolve. “Adoro madeira, então, estou sempre de olho em alguma peça bruta para criar algum móvel ou objeto para minha casa”, conta, mostrando a mesa de jantar, uma banqueta de centro na sala e uma armação para ervas que cultiva no jardim. Outra distração são os livros didáticos, voltados à educação dos filhos. “Adoro a obra ‘Quem ama Educa’. Já li várias vezes e sempre aprendo algo mais. Tenho muitos livros dessa área, são muito bons e ajudam bastante os pais, pois possuem um ótimo conteúdo de informação”, afirma. Na casa de Mariana é um entra e sai de crianças do condomínio que vão brincar, ao fim do dia, com os filhos dela. “Aqui é o ponto de encontro, eles adoram se reunir”, comenta. Algumas pessoas não imaginam o quanto são simpáticas.

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Danilo Dan Aos 25 anos de idade, dez foram dedicados à música

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onhecido por animar as melhores festas no Estado, ele tem uma agenda disputada. O DJ Danilo Dan tem apenas 25 anos e já completou 10 de carreira. A paixão pela música foi despertada ao ver, desde pequeno, a atuação do pai Devayr Suriano como DJ. “A música sempre esteve presente em minha vida. Quando tinha cerca de 13 anos, vi meu pai tocando em uma festa e decidi que queria seguir a mesma profissão. Comecei cedo e, aos 15, já estava tocando profissionalmente”, diz. Formado em administração de empresas, o jovem pretende futuramente fazer MBA em gestão de projetos, assim que tiver um pouco mais de tempo livre dos compromissos que assumiu no último ano. Além de trabalhar em eventos, ele presta consultoria em gestão a uma empresa do ramo de festas e, também, faz parte da diretoria da CDL Jovem e da Associação de Jovens Empreendedores de Mato Grosso do Sul (AJE/MS). “Sobra pouco tempo livre, mas, apesar da vida agitada, me esforço para encontrar os amigos, trocar ideias e colocar a conversa em dia”, comenta. Natural de Rondonópolis, Mato Grosso, mudou-se para Campo Grande

Por Karla Lyara

aos três anos e, segundo ele, por isso, considera-se sul-mato-grossense de coração. Apesar de viver em uma terra onde o sertanejo universitário é uma forte tendência, Danilo diz ser bem eclético e, em seus trabalhos, gosta de misturar ritmos, variando entre o eletrônico, funk, flashback e outros. Um bom DJ tem a prazerosa missão de envolver, embalar e contagiar as pessoas, e isso o jovem sabe fazer muito bem. “A música tem de ser feita para animar todos os tipos de público. Para ser um bom profissional, considero fundamental gostar do que se faz, e eu adoro música e festas. Claro que não basta só gostar, no meu caso, conhecimento técnico e cultura musical são requisitos básicos. É indispensável estabelecer a conectividade com o público e saber sequenciar a seleção musical”. A profissão de DJ teve início em meados da década de 70, quando se começou a constituir uma forma diferente de ordenar as músicas ao misturar ritmos e sequências aleatórias programadas pelos profissionais, os quais passaram a ser chamados de DiscJóquei. Então, surgiu a discotecagem como profissão. Nos anos seguintes, os profissionais foram se especializando,

Foto Estúdio Sim

buscando, também, influências de estilos internacionais, como o techno, electro house, entre outros. Em Mato Grosso do Sul, hoje, Danilo Dan é um dos mais requisitados para animar festas com o público acima dos 40 anos. Ao ser questionado sobre qual é o segredo para se destacar em um mercado competitivo, o jovem responde: “É muito simples, me identifico muito com o gosto musical deste público. Eu não tenho preconceito com músicas, tenho, sim, restrição às de baixa qualidade. Sou exigente neste ponto. Evito, por exemplo, músicas com letras vulgares e aquelas com má qualidade na gravação do áudio”. O DJ já embalou festas em diversas cidades, como Florianópolis, Cuiabá, Londrina, Araçatuba e São Paulo. Para ele, o mais legal de tocar fora do Estado “é a experiência adquirida”. Determinado, revela que o pai é o grande incentivador. Danilo afirma que não costuma se focar em sonhos. “Quando tenho um desejo, me esforço para conquistá-lo e não fico pensando em coisas inatingíveis”.

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Arquitetura com essência De personalidade forte e um marcante sotaque, o pernambucano Ângelo Arruda fez história na Cidade Morena. Além de projetos importantes, o arquiteto e urbanista também é autor de livros que resgatam a história cultural e arquitetônica de Campo Grande. Atualmente, como professor doutor na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e vicepresidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas, ele planeja colaborar mais no aprendizado dos novos profissionais. Por Douglas Queiroz

Foto Estúdio Sim

Como se deu sua vinda para Campo Grande? Membro de uma família muito grande e estudante de pouco recursos, desde jovem, sempre trabalhei. Quando comecei a fazer a faculdade de arquitetura, iniciei o estágio já no segundo semestre. Isso, em 1975. No último semestre do curso, a empresa me comunicou que não poderia me absorver, pois o mercado estava em crise e não haveria chances ali. Então, observando o cenário brasileiro, fui atraído pela divisão e pelas possibilidades de um novo estado. Assim, me joguei para cá e, em dois meses, comecei a trabalhar com Jurandir Nogueira, o mais importante arquiteto da cidade na época, em 1980. Como era a proposta de arquitetura naquele tempo? Vim de uma visão arquitetônica da UFPE e, no diálogo da arquitetura dos anos 70, havia duas escolas distintas: uma do Rio – com Oscar Niemeyer, Lúcio Wilson Costa – e São Paulo – com Vilanova Artigas, Paulo Mendes da Rocha.

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Porém, em Recife, surgiu um terceiro grupo com excelentes arquitetos, que produziam uma arquitetura moderna. Eu me formei e vivenciei esse ambiente de muita qualidade. E, vindo para Campo Grande, tive a oportunidade de trabalhar com Jurandir Nogueira, em que participei de grandes projetos emblemáticos, como Assembleia Legislativa e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Qual a importância de agregar valor cultural à arquitetura sul-mato-grossense? Vivia em uma cidade histórico-cultural, e, quando tive a oportunidade de vir para Campo Grande, procurei trabalhar propostas que pudessem agregar valor à sociedade. Passei a fazer isso depois de 1981, quando participei, junto a alguns colegas arquitetos, de um projeto de pesquisa que buscava entender as dificuldades das pessoas que moravam aqui, numa região com o Pantanal. O trabalho tinha por objetivo conhecer as características da arquitetura local, pois é de


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"A arquitetura deve ser produzida para o encantamento e, ao mesmo tempo, ser utilitária, ou seja, servir à sociedade em que se insere. Caso contrário, será apenas escultura. A arquitetura precisa possuir algo além de uma edificação."

grande relevância ter a preocupação com o ambiente. Depois disso, passei a me preocupar mais com estas questões. Porque, diferentemente do nordeste, que é sempre quente, aqui tem frio e calor, então, é importante produzir uma arquitetura que tenha esses cuidados. Quais as suas referências profissionais mais importantes da época? Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha, João Batista Vilanova Artigas e Lúcio Costa – isso, nacionalmente; e regionalmente, em Recife, tive Acácio Gil Borsoi e Alexandre Castro e Silva, que tinha uma mão projetual fora do comum. Foram pessoas suficientemente competentes para gerar uma arquitetura legitimamente pernambucana. Quando chegou a Campo Grande houve alguma resistência? Na verdade, houve uma resistência social pelo fato de eu ser um pernambucano, que vem de uma cidade multicultural, com o interesse em criar coisas e cenários. Então, fui barrado em algumas situações. Mas com relação à arquitetura não houve rejeição, pois estava trazendo o novo. Tínhamos espaço para fazer uma arquitetura com qualidade e com uma discussão diferente. Qual a importância da arquitetura na sociedade? A arquitetura deve ser produzida para o encantamento e, ao mesmo tempo, ser utilitária, ou seja, servir à sociedade em que se insere. Caso contrário, será apenas escultura. A arquitetura precisa possuir algo além de uma edificação. Quando gero um projeto, considero também as surpresas, as boas qualidades de referência, e é isso a grande esperança da arquitetura de Campo Grande. Não precisa ser a mais bela, mas deve ter encantamento e passar mensagens.

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Como militante socialista, já pensou em atuar ativamente na política? Eu me vi dentro, mas nunca me percebi com um mandato. Foi algo que participei desde jovem, até hoje tenho participação, gosto de ter lado, mas até o momento não houve um input para entrar. Como militante do partido comunista brasileiro nos anos 80, aqui em Campo Grande, tive contato com pessoas maravilhosas, como Fausto Matto Grosso, que ainda estão na sociedade. Envolvi-me com temas inclusivos e incompletos, como favelas, periferias, e essas inquietudes eu levei para vida acadêmica. Eu não dava aula no giz, eu intermediava encontros entre personalidades sociais e acadêmicos para discutir questões da sociedade em que a arquitetura pudesse contribuir. Como analisa a evolução da arquitetura no Estado? Estamos muito mais sintonizados com outras cidades do país, isso, em vários quesitos, sendo a música a mais visível, pois as composições sul-mato-grossenses se destacam no cenário brasileiro. E a arquitetura da cidade e do Estado também acompanha essa evolução. De acordo com minhas pesquisas, quando São Paulo já possuía a arquitetura mais bonita do ecletismo dos anos 20, um ano depois, Campo Grande já produzia o mesmo estilo por aqui. E quando começamos a fazer Art Déco, como do Hotel Americano e do colégio Dom Bosco, nos anos 30, isso ocorreu um ano e meio depois que Rio e São Paulo já faziam. Essa articulação pode até ser chamada de cópia, porém, Campo Grande vivenciou, e ainda vivencia, o desenvolvimento de trabalhos de qualidade. Temos aqui um caldeirão cultural, em que a identidade é multifacetada, o que facilita a compreensão dessa arquitetura.


Jerry Espíndola e Pétalas de Pixe Gerações unidas para renovar

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ara quem aprendeu violão como quem não queria nada, um pouquinho com cada irmão, Jerry até que se saiu bem. Embora o artista seja modesto, sejamos justos: Jerry Espíndola cresceu em berço musical, nasceu com o dom da criatividade e o aproveita muito bem. O primeiro show foi em 1982, o primeiro CD veio apenas no ano 2000, mas a progressão aritmética tem melhorado: este ano, já lançou o oitavo da carreira.

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Por Laís Camargo

“A sonoridade muda, mas o estilo continua fiel. Acho que minhas letras melhoraram bastante, até por conta da vivência. Eu faço letras românticas e é difícil fazer boas letras nessa linha. Para não ficar batido, é um desafio e tanto. Sempre penso no que minha música vai trazer de diferente”, conta o cantor de 48 anos. Jerry é conhecido no meio musical por nomear o gênero polca rock com a música “Colisão”, mas ele não se considera inventor do estilo:

Foto Estúdio Sim

“Já existiam outros antes de mim, só não tinha esse nome. Agora, tem essa pegada com letras mais urbanas. No começo, eu tinha preconceito com minha própria música, achava que iam falar que era sertanejo, ficava com vergonha de mostrar”. Quem deu um “empurrão” na polca rock bastante autêntica de Jerry Espíndola foi o músico Paulinho Moska, que garantiu que não havia nada parecido nas grandes capitais brasileiras.


Completando 31 anos de carreira neste ano, o músico continua inovando. O novo trabalho com as “Pétalas de Pixe” garantiu mais uma renovação musical. “É o trabalho mais pop da minha carreira, tem presença mais marcante da guitarra. Lançamos o primeiro disco no Festival América do Sul, em Corumbá. Foi patrocinado pelo FIC (Fundo de Investimentos Culturais)”, aponta. Pela página oficial do músico, é possível acompanhar novidades

como videoclipes e adquirir o CD. As “pétalas” não são decorativas, são mulheres extremamente marcantes na música sul-mato-grossense. A banda é formada pela baixista Jane Jane, a tecladista Fabrízia Souza, a baterista Ju Souc e a guitarrista Michelle Mezza. “É uma honra tocar com o Jerry, por toda a história que ele ajudou a construir na música do Estado, é praticamente uma lenda aqui. Entre as meninas, não existe concorrência alguma, a gente

se dá super bem e se gosta muito. Está sendo muito gostoso. Além da evolução musical, com o nosso produtor Alex Cavalheri, o som chega pesado”, garante Jane Jane. Além disso, a banda conta com o figurinista Fábio Maurício, produção de Nayara Espíndola e Tetê Iriê. Mais de três gerações da música do Estado se uniram e mostram extrema harmonia ao subir ao palco.

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Lúcia Coletto Aos 25 anos, ela já administrava três lojas em Campo Grande. Foi na graduação que encontrou sua vocação profissional: gestão de pessoas. Por Carla Carvalho

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Foto Estúdio Sim

aquela época, essa área estava começando a ser discutida, pensada, pesquisada. Mas eu, desde o início, me apaixonei”, conta Lúcia Coletto sobre o começo de sua carreira. Após a formação em administração de empresas, na prática, ela identificou a grande necessidade do trabalho de gestão de pessoas e iniciou consultorias no setor de varejo. Na teoria, não se desligou do universo acadêmico e tem no currículo três especializações em recursos humanos. Com 15 anos de atuação, atualmente, ela está à frente da Ághil – Consultoria em RH – que ajuda muitas empresas a administrar tempo, dinheiro e pessoas. “Por meio da consultoria organizacional, avaliamos as dificuldades e as potencialidades da empresa para, em seguida, traçarmos um plano de ações. Temos

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duas frentes específicas: consultoria e recrutamento, treinamento e desenvolvimento”, explica. Especialista em elaborar planos de cargos e salários, ela é nome cotado para auxiliar indústrias e empresas a diminuir a rotatividade de profissionais. Trabalho que, segundo Lúcia, é realizado de forma humanizada. “É importante dar condições para melhorar o ambiente profissional e a qualidade da atividade desenvolvida”, explica. O foco na humanização tem como resultado uma gama de profissionais com permanência de três anos no local de trabalho, no mínimo. “Tenho pessoas que foram recrutadas por nós e que, hoje, são sócias da empresa. É preciso ter um mínimo de prazer ao ir trabalhar”, afirma. Para ela, investimento em funcionário deve ser proporcional ao

realizado em material e tecnologia. “É fundamental. Um exemplo é o profissional ser PhD, mas ter uma secretária que não atende bem os clientes. O título dessa pessoa não condiz com sua funcionária”, alerta. Com a recente chegada da primeira neta, Lúcia, que é mãe de dois filhos, vive a experiência de ser avó. “Na família, temos diferença de gostos, idade, gerações, área de atuação e habilidades de cada um e, ainda, assim convivemos. Com toda certeza, a família foi e sempre será a minha primeira escola de RH”, finaliza.


por aí O melhor da agenda social e cultural de MS

Brunch da Beleza e Saúde

MOB em Campo Grande

A organização da Feira Beleza e Saúde, realizada de 17 a 20 de maio, criou uma estação de bem-estar exclusiva para a imprensa e convidados horas antes do evento começar, antecipando as tendências do universo da estética. O evento reuniu jornalistas e fotógrafos de vários veículos de comunicação de Campo Grande.

A MOB, marca de roupas femininas, inaugurou sua primeira loja na cidade, localizada no Shopping Campo Grande, com um coquetel para convidados no dia 16 de maio. Durante o evento, o empresário Ângelo Campos trouxe à Capital a atriz da novela Salve Jorge, Mariana Rios. A blogueira e também cantora veio conhecer a loja com novo projeto do arquiteto carioca Ricardo Campos. O evento teve bufê La Buona Cucina e foi animado pelo Dj Marcelo Nova..

Foto André de Abreu/Cia de Ideias

Foto Divulgação

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Boemia no BottaGallo Boa bebida e delícias italianas em um ambiente de conceito sustentável Por Cidiana Pellegrin

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cardápio é italiano, mas a identidade arquitetônica do espaço está longe de ter a mesma temática. Localizado no nobre bairro Itaim Bibi, o bar-restaurante BottaGallo foi reformado pelo arquiteto e designer Carlos Motta, reconhecido pelo apelo sustentável em seus projetos, inclusive de espaços comerciais como Quintal do Bráz e Adega Santiago. “De uma casa sem graça, o estabelecimento passou a ter personalidade e clima acolhedor”, disse Motta. É em um ambiente rústico, decorado com madeira de demolição do chão ao teto, que os clientes apreciam as “bottas”, comida italiana

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em pequenas porções, algo semelhante às famosas tapas espanholas, mas com sabor italiano. Muito além das sardellas e alichellas servidas nas tradicionais cantinas, o menu apresenta uma nova interpretação dos acepipes dos nonnos e macarronadas das nonnas. A atmosfera intimista do local perfeito para curtir a boemia entre amigos, tem como grande aliada a iluminação difusa. Arandelas de ferro projetam círculos nas paredes e um dos cantos chegou a receber uma luminária pendente feita de garrafas usadas, criação do designer, assim como grande parte do mobiliário.

Um dos desafios do projeto foi alinhar a linguagem com área operacional do estabelecimento, sem perder a estética de descontração. O resultado foi harmonioso e recebeu como complemento uma decoração com quadros e pequenas estátuas de galos

SERVIÇO Endereço: Rua Jesuíno Arruda, 520 - Itaim Bibi - São Paulo - SP Telefone 11 3078.2858


fotos divulgação

Petiscaria caseira O tradicional hábito italiano de limpar o prato com um pedaço de pão aparece já no cardápio de entradas: as Scarpettas gíria napolitana para o costume – e reúne quatro opções de molhos, como o Sugo verace, Queijo de cabra marinado ou Sugo verace com carne rústica. Na seleção de acepipes, um dos destaques é o Plin, agnolottis cozidos e servidos sem molho para se comer com palito. Até a batata frita ganhou um toque singular: é assada e frita e vem com ovo caipira, chips de presunto de parma e azeite trufado.

Para acompanhar o saboroso cardápio, o BottaGallo não poderia deixar de ter um vinho da casa. O Rosso di Montepulciano é fornecido com exclusividade pela vinícola Tenuta di Gracciano, da Toscana. As bottas também caem bem com chopp, servido aqui na versão original. Se o desejo for por drinque, uma carta especial promete coquetéis com sabor italiano. Unanimidade nas mesas de Nápoles e na Costa Amalfitana, o Limoncello é servido frio com uma fatia de maçã verde e canela. Os Frizzanti trazem drinques feitos com prosecco,

como o Grand julep, que leva licor Amaretto com mix cítrico e toque de hortelã. Nos Cocktail d’Italia e Del mondo, figuram bebidas como o Bellini, criado no Harry’s Bar, de Veneza. Além das bottas, o cliente pode pedir uma tavola, porção grande para dividir com toda a mesa. Aqui, encontram-se clássicos como o Ravioli de burrata com molho de tomate San Marzano, ou o Gnocchi dourado, massa frita em azeite com ricota, tomate e rúcula. Uma boa macarronada tam-

bém promete satisfazer. Entre as opções com versões autorais estão o tonnarelli, uma espécie de espaguete quadrado à Carbonara. E quem deseja uma comida mais rústica pode apreciar o Bife do Macelaio, 750g de entrecote grelhado, que sai direto do forno à lenha.

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vi nhos Vinhos italianos deliciosos Por Douglas Mamoré Jr

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opinião quase geral que chegamos à melhor estação do ano para vinhos, embora já saibamos que cada vinho tem o seu estilo e podemos aproveita-los o ano todo. Mas, são nas noites frias de inverno que a maioria das pessoas se lembra o quanto é prazerosa uma taça de vinho. Buscamos lugares mais acolhedores e ficamos felizes com um bom papo entre amigos e familiares. Nestas ocasiões, quase sempre estão à mesa, comidas mais fortes e gordurosas, nos convidando aos “pecados da gula”. Então, já que os quilinhos a mais são inevitáveis, melhor acompanha-los de deliciosos goles de vinho. Os tintos mais potentes e encorpados são perfeitos para os pratos da estação. Os vinhos italianos são os meus favoritos, podem transformar a experiência de um bom prato. Os tintos são em sua maioria opulentos e gastronômicos, e em minha opinião os melhores para harmonizar com os pratos de inverno. Massas, pizzas, risotos, pratos com carne ou ensopados ficam maravilhosos. Um clássico italiano é o famoso CHIANTI, um superstar toscano produzido com a uva Sangiovese. Tenho certeza de que você já ouviu falar muito dele, mas caso nunca o tenha provado, não perca a chance. Os italianos estão entre os maiores produtores e consumidores de vinho do mundo, incluindo as ilhas da Sicília e da Sardenha, a tradição vinícola é gigantesca. Os grandes vinhos, principalmente os tintos, vem do Piemonte e da Toscana. A primeira região é palco da tradicionalíssima uva NEBBIOLO que produz dois dos maiores vinhos do mundo o BAROLO e o BARBARESCO são vinhos encorpados e de grande personalidade, graças a expressão máxima da uva NEBBIOLO nesta região, porém a produção dos vinhos é muito pequena, por isso mesmo muito cara. Se tiver oportunidade, prove-os, vale muito a pena. A Toscana não é diferente, seu terroir possui a mesma nobreza do Piemonte, ali porém, a rainha das uvas é a SANGIOVESE, talvez a mais tradicional uva italiana. Com ela se produz, além do CHIANTI, um verdadeiro ícone da Itália o BRUNELLO DE MONTALCINO, um vinho encorpado de grande poder alcoólico, um verdadeiro monumento do vinho italiano, capaz de durar décadas. Há muito que falar sobre os vinhos italianos, muitas regiões importantes e muitos vinhos famosos, entre eles o Valpolicella o e seu irmão menor e mais leve, o Bardolino da região do Vêneto, os Franciacorta - considerados os “champagnes” italianos na região de Franciacorta. Sem esquecer os Proseccos do Vêneto que são maravilhosos espumantes produzidos com a uva PROSECCO, e que encontram sua expressão máxima em produtores como BISOL e ADRIANO ADAMI, verdadeiros magos deste estilo. Encontre você também uma boa razão para descobrir ótimos vinhos neste inverno, os italianos são a minha dica, garanto que não vai parar de bebê-los também no verão.

*Desde 2005, o enófilo Douglas Mamoré Jr. dedica-se exclusivamente ao universo dos vinhos. Seu e-mail é douglas@mistral.com.br

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Chianti Classico Selezione RS Badia a Coltibuono Toscana/Itália Um dos vinhos italianos preferidos em restaurantes dos Estados Unidos, o saboroso Selezione RS é, sem dúvida, um dos vinhos de melhor relação qualidade/preço da região de Chianti. Rico, cheio de fruta, mostra um delicioso acento italiano.

Barolo Castiglione - Vietti Piemonte/Itália "Impressionante", "impecável", "é um Castiglione feminino, de rara classe", para Robert Parker. Verdadeira referência em Barolo, este tinto revela sempre grande elegância. Elaborado com uvas dos vinhedos Bricco Fiasco, Ravera, Fossati e Bricco Ravera, o Castiglione espelha bem as qualidades do terroir de Barolo em um conjunto sofisticado e cativante.

Prosecco 13 Garbèl - Adriano Adami i Vêneto/Italia Gàrbel significa ''agradavelmente fresco'' no dialeto vêneto local, descrevendo bem este delicioso Prosecco, que é mais seco que o Extra-Dry e mais frutado que o Brut. Uma ótima opção para brindar ou para acompanhar tapas. Não passa por barricas para manter o frescor aromático. Você encontra alguns destes fantásticos vinhos no na Cantina Romana ou no Parrilla Pantaneira em Campo Grande.


UD textos cidiana pellegrin / fotos divulgação

Sugestões para incrementar sua cozinha

Água fresca

Floral Usar peças com estampas que se destacam pode ser a solução para renovar o visual da cozinha. Para dar um clima vintage, a sugestão é o conjunto de jantar de 30 peças New Wave Violets, delicado e cheio de estilo. Preço sob consulta no site www.fullfit.com.br

Com capacidade para 1 litro, a moringa de Natura Crer para Ver mantém a água fresca e ajuda a reduzir o uso de copos e garrafas plásticas ao longo do dia. Além de diminuir o descarte, ser funcional e decorar o ambiente, o lucro do produto é totalmente revertido aos projetos educacionais da marca. Por R$ 59,80. Disponível com as consultoras Natura

Coloridas e afiadas Pensada para os amantes de gastronomia e design, a linha de facas Colorcut, da Tramontina, apresenta seis opções em diferentes estampas. Feita com lâminas de aço inox e acabamento pintado, a série tem modelos específicos para cortes de carne, pão, legumes, além da versão multiuso. Preço sob consulta. Disponível em www.shopdoinox.com.br

Moderninha

Sempre Coca-Cola

Alta qualidade e desempenho unem-se a um design arrojado na batedeira Arno Elipse. O produto tem a exclusiva 3D Technology, combinação de três ações simultâneas que garantem melhor desempenho ao elaborar as receitas. Disponível nas cores branca e preta. Por R$ 296,10 no site www.americanas.com.br

Além do mercado de bebidas e roupas, a Coca-Cola também investe no segmento houseware. Entre os últimos lançamentos da marca, estão a linha de petisqueiras em estilo retrô. Medindo 22 cm e com duas divisórias, os utensílios são ideais para servir os frios durante reuniões de amigos e festas de família. Informações pelo SAC Alimport: 11 3392.2202

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Barcelona hospitaleira Hotel da rede Mandarin Oriental une clima convidativo, conforto e design na capital catal達 Por Cidiana Pellegrin

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amosa pelas ousadas construções de Antoni Gaudí, como Casa Milà, Casa Batlló e Catedral da Sagrada Família, Barcelona é retrato de um movimento arquitetônico extremamente criativo e artístico. Talvez, essa seja a essência do espírito alegre e colorido da cidade. Somado a isso, uma orla oferece a moradores e visitantes o descanso à beira-mar. Para quem aprecia enriquecimento cultural, opções de museus, a começar por Picasso, e a célebre gastronomia local vão impressionar. É neste cenário da capital da Catalunha, localizado no Passeig de Gràcia, a poucos metros de boutiques de luxo, monumentos turísticos e dos melhores restaurantes e bares, que está o Mandarin Oriental Barcelona, hospedagem de alto padrão que promete satisfazer muito bem a primeira classe.

Instalado na antiga sede de um banco, seu prédio foi reformado por um grupo de profissionais renomados, Carlos Ferrater, Juan Trias de Bes e a premiada designer de interiores Patricia Urquiola, que já assinou outros hotéis desde então: W Retreat & Spa (próximo à costa de Porto Rico) e o Das Stue (Berlim). O visual interno do empreendimento é marcado pela elegância, mesclada com modernidade. Grande parte do mobiliário e dos revestimentos foi projetada pela profissional, em parceria com grifes como Moroso e B&B. Apesar de a fachada manter suas características originais, todo o restante foi renovado. O lobby (abaixo) possui visual sóbrio e contemporâneo. Tons de bege e dourado aparecem nos painéis de recortes geométricos e divisórias, além dos confortáveis sofás.

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Divididos em nove tipos de dependências, os 98 quartos apresentam clima convidativo e muito conforto. A versão mais luxuosa é a The Penthouse Suite, que ocupa 236 m² do último andar do edifício. O espaço contempla duas suítes, living room, terraço, closet e sala de jantar para até oito pessoas. Quem se hospeda nesta acomodação conquista alta privacidade e pode conferir vistas preciosas – como a do ponto turístico Casa Batlló – além de aproveitar serviços exclusivos que incluem até mordomos. A sala de banho é outro destaque desse quarto. Luxuoso, com louças e revestimentos em tons de branco, areia e dourado, o espaço convida o hóspede ao relaxamento, em uma grande banheira estilizada. Produtos da grife suíça de cosméticos La Prairie completam a sofisticação do ambiente. Aconchegante, o Spa oferece cuidados para o corpo e a mente. São oito salas com iluminação indireta que proporcionam, além de tratamentos estéticos, uma sauna com área de descanso, hammam, chuveiros que simulam banhos em cascatas e procedimentos relaxantes para mãos e pés. Uma academia com personal trainers também está à disposição dos hóspedes, assim como uma grande piscina.

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No quesito gastronomia, o hotel disponibiliza quatro opções de espaços que refletem a pluralidade de Barcelona, um dos principais celeiros de chefs estrelados do planeta. Esparramada sobre o Mar Mediterrâneo, a cidade possui uma culinária com influências francesas, italianas, gregas e árabes, mas a base mantém-se de pescados. A premiada chef Carme Ruscalleda (com estrelas no Guia Michelin) comanda a cozinha do Moments, que oferece um menu típico da Catalunha, rico em alimentos orgânicos. Localizado no mezanino do hotel, o restaurante revela glamour durante o dia

e aconchego e exclusividade à noite. Tons de ouro e âmbar predominam no ambiente: o teto foi decorado com três pequenas cúpulas, também reproduzidas no tapete. E a área funcional foi cercada por cortinas para preservar a intimidade dos hóspedes.

Sinônimo da exclusividade, a cobertura do prédio permite aos visitantes desfrutar da cidade em um ângulo mais privilegiado. Além da vista de Barcelona, podem aproveitar uma suntuosa piscina e degustar refrescos e snacks debruçados em espreguiçadeiras de fibra natural.

Se o desejo é ficar ao ar livre, o Mimosa Garden oferece tranquilidade aliada a refeições rápidas. As famosas tapas – aperitivos típicos da Espanha – são servidas no jardim do terraço de 660 m², um refúgio verde em pleno retiro urbano.

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Outra opção do hotel é o estiloso Blanc Brasserie & Gastrobar. Com design fabuloso, o estabelecimento é envolvido por uma cortina metálica branca, tem mobiliário chique e despojado, variedade de plantas e vasos de flores, além de luz natural em abundância, que proporcionam um clima de lounge sofisticado. O cardápio promete ser tão marcante quanto sua decoração, já que contempla uma cozinha mediterrânea contemporânea com influências asiáticas. Entre os pratos de destaque, estão combinações de filé mignon com mignonette pimenta e espinafre fresco, e filé de robalo assado acompanhado de vegetais e cogumelos salteados, tudo feito com ingredientes frescos e sazonais.

Para um delicioso happy hour, o Banker’s Bar (ao lado do Moments) pode ser o lugar ideal. Com décor inusitado – a começar pelo teto revestido com cofres de banco – o estabelecimento possui uma carta de coquetéis clássicos e novas combinações criadas especialmente para acompanhar petiscos. O clima fica ainda mais agradável nas noites de música ao vivo.

SERVIÇO Diárias a partir de EUR 479, com café da manhã. A melhor suíte, The Penthouse Suite, pode ser locada a partir de EUR 6.000. O hotel também possui atendimento em português, pelo telefone 0800 891 3578. O tollfree funciona nos dias úteis, das 9h às 17h. Outras informações pelo site www.x-mart.com.br

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a s t ra l Os signos e a moda Por Thereza Christina Silva*

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roupa é um cartão de visitas, ela define muito da nossa personalidade. O signo solar pode influenciar na nossa maneira de se mostrar ao mundo. Seguindo as suas particularidades, é possível traçar seu estilo e realçar os pontos fortes. Áries: ousadas, as mulheres deste signo gostam de ser sensuais, usar cores fortes como vermelho e preto, mas, no dia a dia, optam por looks clean, confortáveis. As arianas têm seu estilo próprio, mas são antenadas com a moda. Dica: abuse dos acessórios, eles mostram sua personalidade. Touro: bom gosto e elegância. Taurinas adoram ser femininas, por isso, escolherão sempre cores mais clássicas, como tons de terra, verde e azul. Adoram roupas de grife, qualidade e nascem sabendo combinar as tendências. Dica: pantalonas, blusas de seda e joias, sempre. Gêmeos: esportivas, curiosas e plugadas. Geminianas preferem conforto e não costumam ter um só estilo, porque adoram novidade. Elas abusam desta multifacetada personalidade: durante o dia, abusam do visual despojado, mas surpreendem ao se produzir para noite. Dica: color block é perfeito para a sua maneira eclética de ser. Câncer: emotivas, sensíveis e família. Cancerianas são mais bucólicas, irão sempre optar por lacinhos. Adoram floral, babados e rendas. Como este signo é regido pela lua, a roupa que mais combina é aquela que traz uma boa lembrança. Dica: abuse do vintage. Leão: extrovertidas e alegres. Leoninas adoram ser o centro das atenções, usam a moda para comunicar ao mundo sua originalidade. Adoram sofisticação, desde um preto básico até um vestido de paetês dourado, o importante para elas é brilhar! Dica: tons amarelos, laranjas e roupas com decotes marcantes. Virgem: discretas, detalhistas e práticas. Virginianas optam por peças que tenham funcionalidade, mas nem por isso deixam de ser impecáveis. Gostam de cores claras e são adeptas do estilo clean e acessórios que mesclem bom gosto e praticidade. Dica: por que não apostar em peças customizadas?

Libra: charmosas e vaidosas. Librianas não gostam de ousadia e nada em exagero, optam por estilos harmoniosos, sempre. Básicas, gostam de roupas com qualidade. Valorizam tecidos finos, joias clássicas. Librianas traduzem seu estilo com bom gosto, para elas, mais é menos. Dica: abuse de todos os estilos. Escorpião: misteriosas e sedutoras, as mulheres deste signo adoram cores que traduzam sua personalidade marcante, então, fendas, decotes e tons fortes valorizam muito sua maneira de ser. Combinam com preto, usam a transparência sem revelar muito. Elas sabem ser sensuais sem que pareçam vulgares. Dica: de vez em quando, quebre a rotina e aposte em looks mais coloridos. Sagitário: aventureiras e esportivas. Sagitarianas adoram looks esportivos, confortáveis. Odeiam roupa que marque demais – nada que impeça sua liberdade de se movimentar, preferem roupas mais soltas. Dica: abuse da moda cultural. Capricórnio: discretas e sofisticadas, capricornianas não gostam de muitos acessórios. Adoram modelos coringas, em que possam explorar a versatilidade. São adeptas às roupas tradicionais, duráveis e que têm um visual mais arrojado. Dica: terninhos ficam maravilhosos, mas alterne com acessórios mais despojados para quebrar a seriedade. Aquário: originais e futuristas, aquarianas gostam de liberdade, mas adoram moda, são antenadas. Amam misturar estilos, optam por peças modernas, exóticas e de brechós. A aquariana gosta de chocar, mas nem por isso abandona seu bom gosto. Dica: aproveite para usar aquela peça exótica, você saberá usá-la com estilo. Peixes: sonhadoras e místicas. Piscianas podem ser ecléticas também e você verá muitas delas abusando de acessórios e tons coloridos. Gostam de cores claras, lacinhos, rendinha. Adoram moda. É um signo interessante, você verá desde as mais pacatas até as mais peruas. Dica: abuse do lilás para se conectar com sua grande espiritualidade.

*Thereza Christina Silva é jornalista, astróloga, taróloga e professora. E-mail: tecaemaju@hotmail.com Twitter: Teca_Astro Facebook: Tecaemaju

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Mood Life 32  

Edoção 32 da revista Mood Life. Capa com o cantor uruguaio Jorge Drexler. Entrevista com o ator, diretor e DJ Pedro Neschling, Campinas Deco...

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