Page 1

U m a re v is ta d o se u m o d o

LifI

Decoração Estilo Gourmet Viagem Consumo Nº 16 Junho 2011 R$ 13,90

Decoração Projetos da Casa Cor SP mostram a tecnologia cada vez mais integrada ao cotidiano doméstico 18 Estilo de Vida Sustentabilidade: um convite a atitudes conscientes e os exemplos de personalidades engajadas 34 Gourmet As delícias que o universo do boteco proporciona

Paulo Zulu Em contato com a natureza e produzindo muito do que consome, o modelo adota o equilíbrio como filosofia de vida


Estilo de Vida

Fã assumida de brechós, a atriz e cantora Thalma de Freitas revela num bate-papo o que a encanta nesses refúgios da moda sustentável 52

Adorei a matéria. Obrigado. Super bem escrita, e eu me vejo nas palavras. Valeu! Vinicius Dall’armellina Belo Horizonte

18

62

102

Meus sinceros agradecimentos a equipe desta excelente revista. Marcelo Cacique Campo Grande

Feira Hype Os móveis e objetos mais bacanas para a sua casa 12 Dècor Casa Cor comemora 25 anos com o que há de melhor no design e arquitetura 18

Etiqueta No trânsito, ser educado é tão fundamental quanto o cumprir a lei 76

Vox Artur Duarte conta um pouco de suas vivências e descobertas no setor automotivo 84

Portrait A rotina e dedicação à medicina de Christiana Hilgert 78

Meu canto Lizandra Pasqualotto mostra seu lugar favorito para relaxar e aliviar o estresse do dia a dia 86

Estilo de Vida Os caminhos para ter uma vida mais sustentável 34

Lounge A trajetória cheia de desafios de Katia Lima 80

Mistura Fina Novidades em moda, gadgets e quatro rodas que fazem nosso desejo de consumo 60

Eu sou O perfil de Janaina de Barros, a empresária que define a carreira como terapia 82

Astral A influência dos astros na vida emocional 74

DECORAÇÃO | ESTILO | GOURMET | VIAGEM | CONSUMO

Gourmet Tradicionais ou inovadoras, as porções de bar são sempre bem-vindas 98 Perfil O Vj da MTV Chuck Hipólitho mostra o charme da rotina paulistana 106

CONTATO Envie comentários e sugestões para a seção informando o seu nome completo. A revista MOOD Life se reserva o direito de resumir e adaptar os textos publicados, sem alterar o conteúdo. editor@moodlife.com.br www.twitter.com/revistamoodlife www.moodlife.com.br


Joias Ótica Relógios canetas Venha nos visitar Shopping Norte Sul Plaza 67 3045-7041 Avenida Ernesto Geisel, 2.300

Centro

67 3382-7000 13 de Maio com Dom Aquino

contato@inelclassic.com.br


V

iver bem e em harmonia com meio ambiente, fazendo escolhas conscientes deixou de ser modismo ou apenas marketing. Empresas e pessoas por todo o mundo já se atentaram à necessidade de mudar pequenos hábitos do dia a dia, que somados, podem melhorar nossa qualidade de vida e contribuir para o equilíbrio do planeta. Nesta edição, mostramos pessoas que incorporaram atitudes sustentáveis ao seu estilo de vida. Entre eles a atriz e cantora Thalma de Freitas, frequentadora de brechó e o modelo e empresário Paulo Zulu, nossa matéria de capa, que abriu as portas de sua pousada na Guarda do Embaú (SC), onde vive. No local, Zulu produz de forma orgânica muito do que consome: verduras e legumes são cultivados na própria horta e as frutas têm origem no pomar que fica ali no quintal da casa. Os hóspedes também experimentam a simples e seleta gastronomia, além de conhecerem os encantos da vida cercada de natureza em meio à uma vila de pescadores. Do despojamento à beira-mar, partimos para a sofisticada Casa Cor São Paulo, que esse ano apresenta o tema “Dia a Dia com Tecnologia.” O objetivo é mostrar que os recursos tecnológicos estão cada vez mais integrados ao cotidiano doméstico, trazendo conforto, funcionalidade e segurança, além da preservação do meio ambiente por meio de soluções sustentáveis. Para se deliciar, ainda preparamos um guia sobre comida de boteco, desvendando os prazeres nas mesas de bar. Elencamos o que há de mais saboroso na gastronomia “botequeira” da Capital, além de resgatarmos os aromas da cultura local. Como não poderia faltar, trazemos os lançamentos em beleza, carros e objetos para casa e lhe convidamos a conhecer o luxuoso Hotel Saint Andrews na Serra Gaúcha. Boa Leitura!

Expediente LifI

MÍDIA OFICIAL MATO GROSSO DO SUL

diretores Iara Diniz iara@moodlife.com.br Josué Sanches josue@moodlife.com.br Luis Pedro Scalise luispedro@moodlife.com.br Conselho Editorial Adriana Estivalet Alexis Prappas Iara Diniz Josué Sanches Luis Pedro Scalise Melissa Tamaciro Jornalista responsável Cidiana Pellegrin (MTB 687/ MS) redacao@moodlife.com.br Arte Final Odirley Deotti arte@moodlife.com.br Editor de Imagem Alexis Prappas alexis@prappas.com.br Fotógrafos Alexis Prappas, Jean Vollkopf e Marcos Vollkopf Holder Gestão Comercial PARA ANUNCIAR LIGUE (67) 3029-3426 comercial@moodlife.com.br Colaboraram: Texto: Carla Matsu, Cidiana Pellegrin, Paulo Cruz e Thiago Andrade. Ilustração: Efe Queiroz

CAPA Paulo Zulu Foto: Alexis Prappas (Prappas Imagens) Produção Executiva: Cidiana Pellegrin

www.moodlife.com.br

www.twitter.com/revistamoodlife

Revista MOOD Life é uma publicação mensal integrante do grupo DNZ Participações e Negócios Ltda. Rua da Paz, 1584 – Santa Fé. Campo Grande/MS CEP 79021-220. A Revista MOOD Life não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constam no expediente não tem autorização para falar em nome da Revista MOOD Life. Impressão e acabamento Idealiza Gráfica e Editora.


Ideias para você vestir sua casa

Puro charme O floral em tecido Suzani dá a chaise Arezzo um ar charmoso e alegre. A pegada retrô é garantida pelos pés palito, que se mesclam ao formato orgânico da peça e resultam em um estilo delicado e feminino. O móvel é obra do Studio Marché. Onde www.marcheartdevie.com.br

Cheia de estilo O visual vintage e a customização são marcantes na miniadega Winebox, que tem capacidade para 16 garrafas e pode vir em diversas cores. A peça é produção da DBOX, loja criada pelo designer Melão e pelo fotógrafo Rafael Quintino, nos Jardins em São Paulo e que traz a proposta de uma garagem retrô rock’n’roll. Onde www.dbox.art.br

12

MOOD


Ideias para você vestir sua casa. Por Carla Matsu

Parceria

R

econhecida pela qualidade na produção dos originais do design internacional, a Clássica Design amplia a atuação no mercado, valorizando o desenho brasileiro e autoral. A marca é responsável pela fabricação da primeira linha de produtos assinada pelo Nódesign, um dos mais importantes estúdios do país, que possui uma premiada trajetória no mercado brasileiro de design de produto, desenvolvendo projetos para grandes e pequenas empresas. O resultado da parceria rendeu móveis inspirados no design molecular, que tem como referências a biomimética e nanotecnologia. Assim, são únicos, como é o caso da cadeira Cúbica. Os móveis são comercializados pela Nódesign e encontrados em lojas e showrooms de todo o Brasil.

Onde www.nodesign.com.br www.classica.com.br

Vanguarda Com apenas quatro anos, a escandinava Muuto se tornou uma das marcas mais fortes do design nórdico contemporâneo. Nela, móveis, luminárias e demais objetos se revelam em cores vivas e linhas simples, porém com identidade jovem e despojada. Apostando sempre em novos talentos, a Muuto garimpa nomes de designers na Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca, representantes de uma nova geração que une a criatividade com a herança do design nórdico. Presente em mais de 600 lojas, nas principais cidades do mundo, a marca chega agora ao Brasil com exclusividade pela Micasa. Onde www.micasa.com.br

14

MOOD


Ideias para você vestir sua casa. Por Scheila Canto

Dois em um Agora vai ficar fácil acertar na medida a mistura dos temperos das saladas. A marca canadense Trudeau, representada no Brasil pela Imeltron, está lançando uma garrafa diferente. Na mesma peça acomodam–se tanto o azeite como o vinagre, que são isolados em compartimentos separados. Automaticamente, o frasco derrama seis porções de azeite para uma porção de vinagre. São três opções de programações, com botões para derramar somente azeite, somente vinagre ou os dois juntos. Onde www.imeltron.com.br

Luiz XV e patchwork A Arte em Cadeiras em parceria com a loja Leo & Buss apresenta a Poltrona Barcelona, estilo Luiz XV, com revestimento em patchwork e pintura automotiva. Feita em madeira Jequitibá Rosa, retirada de área de manejo florestal, a sua produção é artesanal e utiliza a técnica de encaixe macho e fêmea, sem presença de pregos. O cliente tem a opção de escolher a cor da madeira e acabamentos. Estão disponíveis a pátina e a pintura automotiva em diversas cores, além do revestimento, que também é escolha do cliente. Onde www.arteemcadeiras.com.br

Design futurista

A

Texthura y Cor lança sua nova coleção de cubas e lavatórios. Formas puras invadem a simplicidade e qualidade, com design futurista. As criações possuem sedutoras geometrias, o que é totalmente diferente de outros acessórios de banho já vistos no mercado. Fabricados com aço inoxidável escovado ou polido, os produtos são ideais para combinar com a decoração de cores quentes. Onde www.texthuraycor.com.br

16

MOOD


Casa Cor comemora 25 anos A cada nova edição da mostra, a vocação para lançar tendências é renovada Por Scheila Canto

18

MOOD


Um casal com quatro filhos foi a inspiração para Andrea Bugarib, Betina Barcellos e Karina Salgado, criarem o FAMILY ROOM, um espaço multifuncional, com computador, mesa de jogos, home

Aquiles Nícolas e Iara Kílaris utilizaram as formas orgânicas e as cores da natureza para trazer vida e movimento à Sala de Estar, criando um espaço acolhedor

No

início, o evento atraía cerca de 10 mil pessoas para visitar pouco mais de 20 ambientes. Já na edição comemorativa deste ano espera-se que 200 mil visitantes possam conferir o que há de melhor no design e na arquitetura brasileiros através de 110 projetos. O sucesso, representado pelo número crescente e expressivo, deu à marca o título de maior mostra de arquitetura e decoração das Américas e o segundo maior do mundo. Para a edição de 2011, a Casa Cor escolheu o tema “Dia a Dia com Tecnologia”. O objetivo é mostrar que os recursos tecnológicos, antes aplicados apenas

theater, mini copa, lareira e canto de leitura. O contraste é feito por meio de móveis modernos, antigos, rústicos e retrô. Destaque para o sofá 4D, que se movimenta conforme o filme

em espaços corporativos, estão cada vez mais integrados ao cotidiano doméstico, trazendo conforto, funcionalidade e segurança, além da preservação do meio ambiente por meio de soluções sustentáveis. O evento reúne ainda três mostras simultâneas: Casa Kids, com tendências do morar no universo infantil e teen; Casa Hotel, sobre as novidades nas áreas de hotelaria e turismo e a Casa Talento, oportunidade para que novos nomes da arte e do design brasileiros possam mostrar seus trabalhos em um espaço exclusivo, revelando o poder transformador dos detalhes na decoração.

19


20 MOOD


Na SALA MULTIUSO, projetada pela arquiteta Carla Dichy, a tecnologia pode ser vista no design dos móveis e acessórios. A ideia foi abrigar várias atividades e ampliar o convívio familiar. O sofá se transforma em uma cama, onde todos podem ver TV, ler ou descansar. A área das crianças é recheada de estímulos, unindo boa literatura com videogame

DE LÁ PRA CÁ < O LOUNGE DO CONSULTÓRIO, projetado por Flávio Beugger contempla um mix de tendências na aplicação indiscriminada dos materiais como lisos com texturas, brilhantes com foscos e transparentes com coloridos

A

ideia de fazer um evento de decoração, no formato “show house”, surgiu a partir de um passeio da brasileira Yolanda Figueiredo e da argentina Angélica Rueda por Buenos Aires no final dos anos 80. A primeira edição da mostra foi em 1987, em uma propriedade da família Forbes, no Jardim Europa, em São Paulo, apresentando 22 ambientes, idealizados por 25 profissionais e visitados por 6,7 mil pessoas. Em 2000, a marca foi adquirida por um fundo de investimentos administrado pelo Pátria Banco de Negócios. O histórico de sucesso repercutiu e ganhou mais força em março de 2008, quando ocorreu a aquisição por Abril S/A e Grupo Doria. Desde então, diversas inovações surgiram, como um audacioso plano de licenciamento de produtos com a marca, investimento em opções de entretenimento e a criação e expansão de outros eventos e franquias. Atualmente o Grupo Casa Cor conta com 21 franquias, sendo 17 nacionais (entre elas Mato Grosso do Sul) e quatro internacionais (Chile, Panamá, Perú e Punta Del Este).

21


O arquiteto Mauricio Nobrega propôs uma SALA DE TV aconchegante com 35m2, que pode ser usada também para descansar, ler ou aproveitar a convivência familiar. Cores claras nos tecidos e objetos coloridos dão leveza ao espaço. A decoração possui uma diversidade de objetos garimpados, como o cavalo de carrossel antigo que veio da Rússia. O sistema de iluminação inteligente possibilita a memorização de cenas favoritas escolhidas pelos donos da casa e a utilização de caixas de som invisíveis produzem uma acústica perfeita, deixando o ambiente mais clean

22 MOOD

< O projeto da LAVANDERIA, de Ana Carmelo e Rozânia Nicolau transmite uma atmosfera retrô do design vintage, mesclada com linhas modernas e contemporâneas. Cores sólidas e fortes como vermelho, amarelo e verde, a madeira não trabalhada e o ladrilho hidráulico também marcam o estilo do ambiente. Um detalhe de grande riqueza são os reservatórios de água para aproveitamento e reuso


<

A BIBLIOTECA DO ATOR, projetada pela arquiteta Patrícia Novoa, inova ao propor que a leitura seja realizada por meio de tablets, em duas telas, posicionadas na vertical, por onde passam textos, jornais e livros. Outra característica

deste móvel é ser multifuncional. Ele é painel/monitor, mesa, banco e uma peça escultural ao mesmo tempo. A luminosidade varia de acordo com a atividade exercida

SERVIÇO A Casa Cor SP estará aberta até 12 de julho Horário Terça a sábado, das 12hs às 21:30hs Domingos, das 12hs às 20hs Local Jockey Club de São Paulo Av. Lineu de Paula Machado, 1.075 - Cidade Jardim São Paulo - SP

23


casa cor m s A sinestesia do bom gosto Profissionais de destaque no Estado confirmam presença na Casa Cor MS Por Contexto Mídia

A

o longo de 25 anos, a Casa Cor dá forma aos sonhos e desejos de qualquer pessoa quando o assunto é arquitetura, decoração e paisagismo. A mágica do morar com conforto e praticidade é realizada por um seleto grupo de profissionais que transformam os ambientes em obras de arte. “Casa Cor MS é uma experiência sinestésica que estimula os sentidos do visitante. A marca exige dos profissionais mais ousadia, além de propostas originais. Por isso, quando as pessoas entram em Casa Cor MS, elas se deparam com uma explosão de cores. Em cada ambiente é possível perceber uma fragrância, em cada parede uma textura diferente, até o som estimula sensações novas que fazem da visita uma experiência única”, explica a diretora da franquia, Emili Ayoub Giglio. Os arquitetos, decoradores e paisagistas assumem uma função didática. Como formadores de opinião, em cada projeto eles têm a responsabilidade de oferecer, sugerir e até ensinar o visitante sobre tendências, estilo, conceito, elegância, bom gosto e conforto. Toda a tradição e referência da marca Casa Cor oferece aos profissionais segurança e garantia de resultados ao participar da mostra. Pela segunda vez as arquitetas Eloisa Vicari e Liana Godoy, participam de Casa Cor MS, em cada mostra elas apresentam a versatilidade

profissional de anos de trabalho. Em 2009 assinaram o Refúgio do Casal, e, nesta edição serão as responsáveis pela Cozinha. Um dos argumentos que mais pesou na hora de confirmar presença na mostra deste ano foi atender a expectativa dos próprios clientes. “Nossos clientes já esperam nossa participação”, comenta Eloisa. A mostra também é uma oportunidade na conquista de novos projetos. “Atualmente estamos fazendo dois projetos de pessoas que viram a mostra em 2009”. Casa Cor MS ainda proporciona experimentação. Não só de ideias, móveis e revestimentos, mas de novas parcerias. Sandra Madeira e Anapaula Reither são dois nomes conhecidos de Casa Cor MS, mas desta vez assinarão um projeto juntas. O ambiente escolhido foi a Wine House para expor todo o talento e criatividade. “Temos certeza que a Casa Cor MS será um sucesso, pois aguardamos essa oportunidade para mostrar nosso trabalho”, afirmam. Assinando um dos maiores ambientes da Casa Cor MS, o Living e Sala de Jantar, o arquiteto Jamil Paroschi Jr. trabalha no projeto como um desafio pessoal: a auto-superação. “Casa Cor MS exige do profissional algo a mais. É preciso mais ousadia, mais requinte e mais inovação e é isso que eu vou mostrar”.

“Casa Cor MS exige algo mais do profissional. É preciso mais ousadia, requinte e inovação”, Jamil Paroschi Jr.

“Aguardamos essa oportunidade para mostrar nosso trabalho”, Sandra Madeira

24 MOOD

“Nossos clientes já esperam nossa participação”, Eloisa Vicari

CONFIRMADOS A Casa Cor MS terá mais de 40 ambientes e dezenas arquitetos, designers e paisagistas assinando o conjunto da obra. Confira o casting parcial da Casa Cor MS 2011: Anapaula Reither Andrea Ertzogue Annelise Giordano Ariadne Gonçalves Artur Moraes Bia Meneghini Catia Silene Cidinha Zardetti Cristiane Suyama Déa Costa Deborah Nazareth Deise Bigolin Eloisa Vicari Erica Nantes de Lima Gelise Almeida Isabella Lolli Ghetti Jamil Paroschi Jr Janete Padilha Joana Moraes Julieta Sahib Jussara Nazareth Kamala Escalante Kamylle Versetti Peotto Karla Estrela Liana Godoy Luis Pedro Scalise Malu Bernardes Maria Lenise Pasqualotto Mariel Seligardi Espindola Marisa Seligardi Espindola Melissa Cristina Pagliari Miralba Moraes Patricia Costa Paula Orsi Sandra Lolli Ghetti Sandra Madeira Silvia Cristina


Paulo Zulu Em contato com a natureza e produzindo muito do que consome, o modelo adota o equilĂ­brio como filosofia de vida Por Cidiana Pellegrin Fotos Alexis Prappas

28 MOOD


C

arioca, com jeito tranqüilo, Paulo Cézar Fahlbusch Pires teve uma juventude como a de muitos garotos da Zona sul do Rio. Pegava onda e sonhava viver do esporte. Do ambiente de praia também veio o apelido que se manteve como nome artístico. Sempre queimado do sol e devido a altura de 1,86 metro, começou a ser comparado com os zulus africanos. “Zulu” acabou pegando. Aos 18 anos despertou em Paulo o desejo de viver o máximo possível e com saúde. “A existência é maravilhosa e as pessoas não reparam nisso,” atenta o modelo. Em nome da longevidade vieram mudanças de hábitos que permanecem até hoje, como não comer carne vermelha. A decisão de assumir uma vida saudável não teve influências familiares. Apesar de ser filho de um casal de professores de educação física, sua infância foi como

a de qualquer outra criança, onde a batata frita estava presente no cardápio. A dedicação profissional ao surfe seguiu até os 28 anos, quando lhe foi sugerido enviar algumas fotos a uma agência de modelos. “Fui aprovado e comecei a trabalhar bastante. Em poucos meses me levaram para Paris,” revela. No exterior participou dos principais desfiles do circuito Paris, Milão e Nova York. Subiu nas passarelas de grifes respeitadas como Issey Miyake, Hermès, Armani, Dolce & Gabbana e Donna Karan. “Nesse período continuei buscando uma alimentação saudável e praticando esportes,” conta.

29


Paraíso

A

REFÚGIO À BEIRA MAR Após cinco anos trabalhando como modelo longe do Brasil, Paulo Zulu estabeleceu seu lar em uma vila de pescadores, no município de Palhoça, à 40 Km ao sul de Florianópolis. A praia da Guarda do Embaú foi conhecida ainda na época de surfista. Por volta de 1997 ele e a esposa, exmodelo Cassiana Mallmann, se mudaram para o local privilegiado com muito verde. “Estive em grandes centros por longo tempo e aqui tenho chance de morar com qualidade,” defende. Em menos de um ano o casal montou uma pousada, a Zulu Land, onde também passaram a viver. Localizado num terreno de 8,2 mil m² o empreendimento conta apenas 800 metros de área construída, o resto ainda preserva a mata nativa. “Estar em contato com a natureza é o que me traz felicidade” completa.

30 MOOD

Idealizando um estilo de vida sustentável, o empresário criou no local seu modo de subsistência sem agredir o ambiente. Passou a produzir de forma orgânica muito do que consome: verduras e legumes (como berinjela, brócolis, couve, alface e mandioca) são cultivados na própria horta. As frutas têm origem no pomar que fica no quintal da casa. Os hóspedes também experimentam a simples e seleta gastronomia, além de conhecerem os encantos de uma vida no meio da natureza. Pai de Derek e Patrick, Zulu se orgulha ao dizer que os filhos “se adaptam muito bem ao estilo. Uma vida mais consciente faz diferença, principalmente com relação à alimentação.”

praia da Guarda do Embaú fica município de Palhoça, à 40 Km ao sul da grande Florianópolis. O local é apreciado por aventureiros que vão em busca de ventos fortes, ideais para a prática de esportes como surfe, canoagem e vela. Os visitantes ainda podem se surpreender ao avistar golfinhos e baleias. Por estar localizado dentro do parque ecológico da Serra do Tabuleiro, o ponto turístico também é um destino procurado para camping e trilhas. Para chegar ao lugar é preciso cruzar o rio da Madre, através de barcos que fazem a travessia o dia todo.


ROTINA SAUDÁVEL Quase cinqüentão e em ótima forma. Paulo Zulu agrega à boa alimentação e à prática freqüente de exercícios a sintonia entre o corpo e a mente. Não fuma, não bebe nada alcoólico, não ingere alimentos gordurosos. Come peixe todos os dias. Entre seus prediletos estão tainha e anchova assadas na brasa, pratos que se tornaram bem conhecidos na região. “Saio para pescar principalmente na época da tainha,” diz o empresário que já possui um barco comercial de pesca. Paulo Zulu também é aficionado por esportes, de preferência os praticados ao ar livre. “A gente tem tempo de ficar pensando no próprio equilíbrio emocional.” Na lista estão jiu-jítsu, caça-submarina, pesca, alpinismo e corrida. O surfe também continua: “pelo menos uma vez por ano vou para a Indonésia,” revela. Mesmo gerenciando a pousada, Zulu continua participando de desfiles em todo Brasil. Além do trabalho com moda, já fez participações em novelas e este ano, se prepara para voltar a atuar. Como conciliar as distintas atividades? Adotando sua filosofia em que o ideal é buscar o “equilíbrio em todos os momentos”.

32 MOOD


“Estar em contato com a natureza é o que me traz felicidade”

33


Contemplar o vôo Observar pássaros é uma maneira consciente de se relacionar com a natureza Por Thiago Andrade Foto Jarbas Mattos

C

om inúmeras espécies de pássaros ameaçadas de extinção, reservar um tempo para observá-los é um meio para entrar em contato com a natureza sem causar prejuízos. Em uma cidade como Campo Grande, na qual se veem araras e tucanos cotidianamente, a ideia de parar para assistir esses animais pode parecer pouco interessante. Não deveria. Basta pensar que se medidas de preservação não forem tomadas, pode ser que em breve, não seja mais possível vê-las voando por aí. Reunindo observadores e apaixonados por aves de todo o país, o Avistar Brasil é um grande exemplo de como a observação de pássaros é uma importante aliada nessa tarefa. O encontro acontece em São Paulo, sempre em maio, e promove exposições, debates, workshops, além da chance de conhecer outros aficcionados por esses animais. O produtor

de cinema Guto Carvalho, coordenador do evento, acredita que a atividade difere muito de outras ações de educação ambiental. “Observar é uma atitude em si. Ela exige outro relacionamento com a natureza. É preciso conhecer os hábitos dos pássaros para poder observá-los,” considera. Paulistano, cercado por prédios e concreto, Guto confessa ter inveja de cidades onde pássaros fazem parte da paisagem urbana. Segundo ele, o Avistar nasceu de uma vontade antiga de reunir pessoas que tinham o mesmo hábito. “O evento serviu para divulgar a observação de aves. Os participantes chegam aos milhares”, afirma. O encontrou chegou a sua sexta edição este ano. Guto é apaixonado por pássaros desde a infância, época em que venceu um concurso de desenho por retratar um deles.

» Quer saber mais sobre observação de pássaros entre no Bonito BirdWatching (bonitobirdwatching.blogspot. com), que traz informações sobre a atividade em todo o Brasil, além de falar sobre Mato Grosso do Sul e dos encontros que acontecem na Serra da Bodoquena, a cerca de 270 quilômetros a oeste da Capital. Outra fonte interessante é o site do Avistar (www. avistarbrasil.com.br)

34 MOOD


36 MOOD


Mundo natural Conhecer para preservar é o lema do fotógrafo Luciano Candisani Por Thiago Andrade

B

» Saiba mais sobre a ILCP no www.ilcp.com. Sobre Luciano, é possível ver uma amostra de seu trabalho em www. lucianocandisani.com

iólogo formado pela Universidade de São Paulo, Luciano fotografa a vida selvagem desde 1995. O paulistano especializou-se nas áreas de conservação e biodiversidade. Feitas com sensibilidade e paixão, suas imagens aproximam os leitores de ecossistemas como o Pantanal, a Antártida, Galápagos, Atol das Rocas, Amazônia, entre outros. Seus trabalhos estão publicados em revistas como a National Geographic e a BBC Wildlife. O trabalho, que já lhe rendeu prêmios, está distribuído em cinco livros, dos quais se destacam “Atol das rocas” e “Jubarte”. A extrema relevância de sua arte fez com que fosse indicado para a International League of Photographers (ILCP), que reúne fotógrafos de todo o mundo preocupados com questões de conservação e conscientização sobre o meio ambiente. Por meio das mensagens visuais, a ILCP procura atingir diversos grupos sociais, levando-os a perceber a importância de projetos sustentáveis para o planeta. O trabalho envolve cientistas, políticos, líderes de governos e grupos de conversação. Todos trabalham em busca da produção de imagens documentais de alta qualidade, mostrando a beleza do mundo natural e os desafios que vem enfrentando.

37


Marcos Palmeira Referência na produção de orgânicos, o ator mostra como é possível criar espaço para atitudes de preservação

Quem vê o ator Marcos Palmeira em novelas e programas de televisão, pode desconhecer o outro trabalho que ele desenvolve há mais de 10 anos na Fazenda Vale das Palmeiras. Na época, Marcos ainda não sabia muito bem o que eram produtos orgânicos e sabia menos ainda como cultiválos. O tempo passou e o interesse cresceu. Atualmente, a produção no local ultrapassa 60 itens, entre frutas, verduras, legumes e laticínios.

38 MOOD

A produção de orgânicos é um passo importante para a preservação do planeta. Além de conservar a saúde, pois não há uso de substâncias nocivas ao organismo, este modo de cultivo não agride a terra de forma tão intensa. Quando adquiriu o espaço, localizado no Rio de Janeiro, entre Teresópolis e Friburgo, Marcos decidiu radicalizar e cortar completamente o uso de agrotóxicos. Mas a falta de planejamento e conhecimento custou diversas colheitas. Após lidar com questões de infraestrutura e qualidade da terra, foi necessário criar maneiras de enfrentar os problemas rotineiros de uma fazenda. Em vez de pragas, Marcos passou a entender problemas como infestações de formigas como desequilíbrios naturais. Para enfrentar o problema, utilizou galinhas d'angola, que se alimentam dos insetos e não atacam as plantações. Instalada em meio a um pólo de produção convencional, Marcos nunca quis provar que o modo de produção orgânica era melhor. Mas as mudanças vêm acontecendo naturalmente. Existe um forte trabalho de conscientização sobre o lixo, explica o ator, afirmando que os vizinhos estão mais preocupados com a qualidade da terra, adubando mais e preservando as matas ao redor. Embora seja difícil mudar a cabeça dos produtores, ele acredita que os filhos já estão mais ligados a ideia de respeitar o meio ambiente.

» Produzir carne demanda enorme gastos. Água, grãos, energia e poluição estão incluídos na produção deste tipo de alimento. Todavia, para a grande maioria, deixar a carne de fora das refeições é um sacrifício e tanto. O projeto Meat Free Mondays (segundas sem carne) é uma maneira fazer muito fazendo pouco. O movimento inglês, que conta com o apoio de Paul McCartney, criou um site para apoiar quem deseja passar um dia sem comer carne animal. Em www.meatfreemondays. co.uk podem ser encontradas receitas, listas de vegetarianos famosos, seleção de vinhos para acompanhar as refeições, críticas de restaurantes (ingleses), entre outros.

Ainda que mais de 90% da produção seja distribuída apenas no Rio de Janeiro, as ações de Marcos Palmeira chamam a atenção para a necessidade de produção consciente, um exemplo de como é possível criar espaço para atitudes de preservação.

Foto © 2007 MPL Communications Ltd./Max Vadukul

Por Thiago Andrade Ilustração Oj Deotti


Morar eco-friendly Construções verdes e design ecologicamente correto amparam um viver mais confortável e menos impactante ao meio ambiente Por Carla Matsu

“Fish House”, Cingapura. Projeto idealizado pelo premiado escritório Guz Architects

42 MOOD


U

ma das grandes responsáveis pelos impactos causados ao meio ambiente atende por um nome simples, aconchegante e familiar desde a infância: a nossa querida casa. É óbvio que a sua casa, esta que seus pais cuidam com tanto carinho, não é noticiada como um crime ambiental nos jornais. Mas em uma escala bem maior, a matemática soa simples e somatória, já que muitas casas, edifícios e condomínios, entre outras construções, necessitam de um sem fim de matérias-primas extraídas da Natureza. E é exatamente a indústria da construção civil, que dando suporte à crescente urbanização, se tornou uma das grandes vilãs neste cenário nocivo ao planeta. Na mesma onda verde que vem tomando a consciência de empresas e pessoas físicas, assim como você e eu, arquitetos, engenheiros, pesquisadores e designers se atentaram para uma verdade incontestável, a de que muita demanda acaba por esgotar os recursos que hoje, ainda, disponibilizamos como fonte para coisas simples, destas que erguem uma parede ou dão forma à embalagem de um perfume. A sustentabilidade também foi amparar a arquitetura e o design, e são eles que têm contribuído para um ciclo de vida mais verde, menos poluente e, quem diria, mais confortável.

Microrealidade Mas ok, falar em sustentabilidade é algo bonito, é ecologicamente e socialmente justo, mas o que você tem a ver com isto e o quanto essa história toda pode pesar no seu bolso? Bem, já não é mais novidade que os grandes responsáveis pela poluição somos nós mesmos. A partir daí o que der pra fazer para minimizar os impactos no meio ambiente já é ponto positivo para uma escala mundialmente maior. A começar por iniciativas e produtos que estão ou dão suporte para as nossas casas. A arquiteta Andrea Naguissa Yuba levou o termo “ecofriendly” para dentro e fora de casa. Mudou-se em janeiro deste ano para um lar, que ela mesma idealizou sob aspectos sustentáveis. O telhado ganhou muito mais vida e cor que aqueles convencionais. Com direito a grama e plantinhas, a laje verde de sua casa recebeu um sistema de drenagem. É ele um dos grandes responsáveis por diminuir a sensação de calor, tão freqüente em Campo Grande.


Luxuosa e com design moderno, a “Fish House”, localizada em Cingapura, se integra à Natureza de seu entorno e possui vista panorâmica para o Oceano. O projeto, idealizado pelo premiado escritório Guz Architects, foi feito a partir de materiais e soluções sustentáveis, assim como seus outros projetos

44 MOOD

Outro recurso que a arquiteta adotou foram grandes janelas, de 1,50 x 1,50, responsáveis por deixar os ambientes mais iluminados, proporcionando menos gastos com a iluminação artificial, assim como ajuda a melhorar a ventilação nos espaços. “Até hoje não coloquei ar-condicionado”, ressalta. Há ainda tubulações que Andrea deixou para captar a água da chuva e logo usufruirá do aquecedor solar. Mas ela se queixa de um mercado local ainda precário na hora de oferecer produtos de qualidade que sejam ecologicamente corretos. Ao construir a casa, por exemplo, Andrea se deparou com diversas barreiras para colocar o projeto em pé. Por isso, ainda teve que recorrer a materiais convencionais. “O mercado em Campo Grande é muito tradicional, demora para aceitar inovações. É preciso mudar um pouco essa postura, prestar atenção para o que está acontecendo lá fora. Eu consegui fazer isto porque era a minha casa”, salienta. E mesmo com tantos empecilhos, Andrea resolveu ir adiante com o projeto para também dar exemplo: “Se eu não fizer, sabendo de todos os benefícios, ninguém mais vai dar crédito. Fiz a título de ensaio, e como é meu, eu consigo assumir essa responsabilidade e depois consigo oferecer às pessoas, clientes. acho que assim a gente consegue crédito para quem ainda está em dúvida”, defende.


Móveis conscientes Da marcenaria para uma prática e teoria mais verdes e menos poluentes Foto Alexis Prappas

Economia verde Projetos sustentáveis são, em um primeiro momento, mais caros. Mas o que é visto como um peso inicial no orçamento, logo é sentido como um investimento. Segundo a GBC Brasil, um projeto eco-friendly é 2% a 7% mais caro que outro convencional. No entanto, o retorno não demora a chegar. O consumo de energia é, em média, 30% menor; o de água reduz de 30% a 50% e há uma valorização do imóvel. Empreendimentos verdes são também importantes saídas para a sustentabilidade de grandes cidades. Mas ampliando um pouco a discussão sobre o tema na construção civil, algo vai além de argamassas e concreto. Na teoria e na prática, edifícios e casas verdes devem também se preocupar com o processo. Nesta via de duas mãos, o social e a qualidade de vida também são postos no entorno. Em uma visão holística, a construção sustentável leva em consideração também as preocupações com a saúde dos trabalhadores, assim como o conforto e bem-estar de seus usuários finais. E não somente casas ou prédios são postos em cheque. Com a crescente e desordenada urbanização, projetos sustentáveis vão além do privado, passam a integrar obrigatoriamente projetos de ciclovias, parques, praças, habitações populares e por aí vai.

A

consciência ecológica encontrou Renato Leone Jr no meio do caminho de sua vocação: a marcenaria e o design de móveis. Formado em Engenharia Agrônoma com especialização Florestal, a dedicação com a madeira já completou 15 anos e há dois, suas matérias-primas passaram a ser mais “verdes”. De lá pra cá, Renato lançou uma linha de móveis sustentáveis, onde ele mesmo reutiliza os resíduos que sairiam de sua marcenaria, a Wood Design. Neste tempo, já conseguiu aproveitar o material em 40%, nos próximos três anos pretende aumentar este número para 80%. Os acessórios que Renato utiliza também são ecologicamente corretos e todos aprovados pelo selo FSC Brasil. A sustentabilidade também sai das mãos e vai para o plano da teoria e da prática. Renato é um dos parceiros da ONG Girassolidário e coordenador da Escola de Marcenaria Pau Brasil, vinculada a mesma ONG. Lá ele é o responsável por ensinar marcenaria a jovens de baixa renda. A parceria deu tão certo para ambos os lados, que Renato reformulou praticamente todo o quadro de seus funcionários com ex-alunos da escola e os móveis feitos na oficina chegam a integrar o mercado internacional, uma vez que exportam o mobiliário para países da Europa. “É uma marcenaria mais consciente”, pontua Renato.

45


Móveis conscientes Da marcenaria para uma prática e teoria mais verdes e menos poluentes Foto Alexis Prappas

R

aízes centenárias, linhas tortuosas e grandes troncos descartados compõem a criação de Hugo França, que enxerga neles a matéria-prima para cadeiras, chaises, aparadores e mesas. Era no sul da Bahia, em Trancoso, onde o designer viveu por 15 anos, que o desmatamento predatório da Mata Atlântica na região o despertou para um trabalho transformador. “Foi em função disso que comecei a pensar em reaproveitar a madeira e fazer com que as pessoas repensassem nos métodos tradicionais de sua utilização”, explica. Dessa forma árvores descartadas ou que caíram por força da natureza, resíduos florestais e canoas abandonadas, peças que não teriam menor apelo comercial, ganham uma nova chance nas mãos e no olhar de Hugo. Esculpidos diretamente nos troncos, as peças mantém as marcas históricas de cada árvore. Assim, buracos, rachaduras, marcas de queimada e da ação do tempo são incorporadas ao produto final, fazendo de cada peça um móvel único, exclusivo. Um de seus projetos mais recentes leva o seu trabalho para uma proporção maior, coletiva. O projeto “Mobiliários públicos/ Árvores Urbanas” tem como objetivo aproveitar árvores urbanas, que seriam jogadas no lixo, para ambientes públicos, de uso coletivo. “O resultado seria estético/social e sustentável e está em vias de ser viabilizado”, antecipa. Aliando preocupação com o meio ambiente e sensibilidade artística, Hugo França leva árvores de volta ao convívio humano, sempre em harmonia.

46 MOOD


Design e consumo conscientes Sed ut perspiciatis unde omnis iste natus error sit voluptatem accusantium doloremque laudantium, totam rem aperiam Por Carla Matsu Ilustração Efe Queiroz

E

m dezembro de 2008 em Vitória, Espírito Santo, a designer e administradora de empresas, Isabela Castello, abriu sua loja Eco.lógica Design. Como o próprio nome sugere, tudo que é vendido na loja tem design sustentável, englobando aí desde os móveis aos acessórios femininos. A curadoria da loja, que hoje comercializa os produtos também de forma online, fica a cargo da própria Isabela, que exemplifica que a sustentabilidade também pode ser um viés forte no mercado: “Achava que a loja poderia ser um canal de vendas para tantos profissionais talentosos que muitas vezes não tinham um ponto de venda. Também busco oferecer aos consumidores mais conscientes opções de produtos bonitos, úteis, mas que agregam o apelo ecológico”. O design, assim como a arquitetura, tem papel fundamental na contribuição por um mundo ecologicamente equilibrado. Se a própria forma, embalagem, tipografia e, claro, conteúdo, cutucam o nosso desejo de consumo, “Precisamos fazer do designers do mundo inteiro produto sustentável estão começando a se debruçar sobre a criação de um objeto de produtos sustentáveis. Da desejo, agregar mesma forma que se atentam valores emocionais para a vida útil do produto e e racionais. Neste seu descarte final. Mas como saber se ponto ainda estamos um produto ou empresa é engatinhando”, realmente sustentável e não Lars Diederichsen. Designer somente se utiliza de um mexicano radicado no Brasil, “falso” selo para se vender? fundador do Instituto Meio É preciso antes de tudo se informar e desconfiar. A designer Isabela Castello sugere que, ao decidir por produtos sustentáveis, o consumidor deve buscar informações sobre os materiais e sobre seu processo de produção. Para ela, optar por produtos certificados é um caminho, mas como

48 MOOD

esse processo é recente, muitas empresas, em especial as pequenas, as cooperativas de artesãos e os artistas ainda não têm acesso a um sistema de certificação acessível. “Nesses casos, não há uma segurança absoluta de que a informação que é passada ao consumidor é verdadeira. Sabemos que muitas empresas usam o apelo ecológico como estratégia de comunicação - green washing - quando na verdade seu produto não é verdadeiramente ecológico. Estamos iniciando esse processo de mudança para uma cultura voltada para a sustentabilidade e o consumidor precisa ficar atento. Acredito que no futuro, teremos mais clareza sobre quem são as empresas verdadeiramente ecológicas. Com o tempo as demais ou precisarão se adequar ou estarão fora do mercado”, prevê Isabela. Outras ideias atreladas à sustentabilidade também estão acessíveis a mão e ao bolso. Mas também requerem um pouco da criatividade. Reciclar e recriar móveis antigos, aqueles doados pela sua avó, objetos (hoje vistos como relíquias vintages) e até roupas, resgata um pouco do espírito daqueles projetos que sua professora do pré-primário incentivava nas tardes no laboratório de Artes. E se não há clichê mais educacional de aula de “Ciências e Biologia” que insiste em afirmar que “na natureza nada se cria, tudo se transforma”, bem, mãos à obra, à consciência, e a sustentabilidade em suas variadas formas. Na Eco.lógica Design, artistas e designers brasileiros se reúnem para mostrar que é possível oferecer design e bom gosto a partir de materiais reaproveitados


E-lixo Seu lixo eletrônico não consiste somente naqueles incômodos SPAMS ou mensagens encaminhadas que seus amigos e familiares insistem em passar adiante a você. Para o projeto “e-lixo Maps”, equipamentos eletrônicos que não possuem mais utilidade também são considerados como e-lixo. E se há uma cura pra todo mal, o projeto procura dar um fim correto àquela bateria do seu celular modelo “tiozão dos anos 90” e até àqueles CDs dos artistas que você jura nunca terem assumido espaço cativo nas suas prateleiras. Para isso, você pode usufruir da ferramenta no site www.e-lixo.org, digitar o seu endereço completo e o tipo de material a ser descartado. E pronto! O site mostrará a você todos os pontos de coleta cadastrados mais próximos da sua casa. A iniciativa começou em São Paulo, mas aos poucos está se expandindo ao país inteiro.

49


Vik Muniz Demonstrando novos usos para o lixo, o artista plástico chama a atenção para uma urgente questão contemporânea Por Thiago Andrade

U

tilizando materiais que fogem ao comum, como geléias, pasta de amendoim e peças encontradas em lixões, Vik Muniz abre as portas do seu ateliê no filme co-produzido entre Brasil e Inglaterra. Demonstrando novos usos para o lixo, o artista plástico chama a atenção para uma urgente questão contemporânea, o destino de toneladas de resíduos produzidos diariamente. Com projeção mundial, seu trabalho rendeu o longa-metragem “Lixo Extraordinário”, indicado ao Oscar de Melhor Documentário neste ano. Ao contrário de muitos artistas contemporâneos, que mantém seus trabalhos sempre a uma distância confortável do grande público, Vik decidiu levar as técnicas utilizadas na série “Pictures of Garbage” para a abertura da novela “Passione”. Representando os atores principais com pneus usados, ferro-velho, pedaços de pano e outros descartes, o artista colocou a discussão sobre o lixo no horário nobre. As imagens construídas por Vik Muniz beiram o monumental, com proporções gigantescas, que posteriormente são fotografadas. O artista que completará 50 anos é um dos grandes defensores das questões relacionadas à sustentabilidade, desde a época em que trabalhava com Earth Art, na qual fazia enormes desenhos em descampados.

50 MOOD


Moda ética A sociedade caminha para o consumo consciente, o mercado da moda também dá seus passos Por Cidiana Pellegrin

E

m tempos de questionamento sobre consumo consciente, o apelo da moda parece contrariar iniciativas que envolvem preservação ambiental e sustentabilidade. Cada lançamento desperta a ambição de se adquirir novas peças e o que está no guarda-roupa passa a ser um estoque esquecido. Mesmo de forma lenta, o mercado do vestuário vem se atentando ao desejo da sociedade de valorizar a reciclagem, o comércio justo e desenvolvimento sustentável. O modismo passou a ser a mistura, modelos antigos combinados aos novos. Apesar de o setor estar em constante renovação, as coleções já não se diferenciam completamente uma das outras e algumas tendências se repetem. Para atender ao público que está mais exigente quanto a procedência do que é oferecido nas vitrines, a indústria têxtil buscou um diferencial: produzir de forma ecologicamente correta utilizando matérias-prima no mesmo contexto. Iniciativas assim são prova de que uma nova moda está surgindo.

52 MOOD

Eco-atitudes A indústria têxtil está entre as quatro que mais consomem recursos naturais, segundo dados da Environmental Protection Agency, órgão americano que monitora a emissão de poluentes no mundo. Para reduzir o impacto ambiental no setor entrou em ação a tecnologia, empregada no desenvolvimento de novos tecidos. O uso do algodão orgânico, da fibra de bambu e couro vegetal são outras provas de que a moda ecológica está ganhando força. Mas, não são as únicas. De acordo com a designer têxtil e mestre em Ciências Ambientais, Lilyan Berlim, a não utilização do trabalho escravo também é preocupação evidente. Conglomerados de luxo, como o PPR, detentor das grifes Gucci e Yves Saint Laurent, seguem uma plataforma de responsabilidade ambiental. A Puma, também submetida ao grupo, investiu em um relatório capaz de fornecer à empresa quanto vale os recursos que ela utiliza e os impactos ambientais que gera. “É uma macrotendência. Assumir práticas sustentáveis passou a ser missão ao longo do século,” afirma a professora. O ato de poupar e valorizar os recursos naturais começou na Europa, por volta da década de 70, ainda ligado a ativistas do partido verde. “Hoje os habitantes do velho continente já


preferem consumir produtos que tenham esse valor agregado, assim como a preservação de animais”, conta Lilyan. No Brasil, algumas marcas também entenderam que é possível produzir reduzindo os impactos ao ecossistema. A Mormaii é um exemplo. Lançou recentemente uma linha amiga da natureza, com armações dos óculos feitas a partir de matérias-primas recicladas. As lentes são provenientes de fontes renováveis de origem vegetal. Além do processo de produção ser totalmente sustentável, o novo modelo solar está inscrito no inédito programa de neutralização da emissão de carbono poluente, Carbon OK.

Foto Daryan Dornelles

Com peças garimpadas em em brechós, a atriz e cantora Thalma de Freitas compõe looks autorais

53


Chiara Gadaleta Uma fashionista sustentável Ativista da moda sustentável, a super estilosa Chiara Gadaleta é personalidade reconhecida no mundo fashion. A ex-modelo, que fez sucesso na década de 1990, também é apresentadora do programa Tamanho Único, da GNT, estilista e designer. Cria para sua própria marca, a Tarântula, famosa pelos cáftans, colares poderosos e estampas étnicas. Durante a produção de sua grife, a italiana radicada no Brasil, percebeu que havia muitas sobras. O conteúdo ia para o lixo até surgir a idéia de reaproveitá-las na confecção de uma nova linha de bijuterias, a Ser Sustentável. Ao longo dos anos Chiara se engajou ainda mais ao assunto. Em janeiro fundou o Instituto Ser Sustentável com Estilo, que pretende estruturar o mercado da moda ecológica.

A grife do Rio de Janeiro, Osklen, criada em 1989, apresenta uma filosofia de harmonia com o meio ambiente. O criador da marca, Oskar Metsavaht, começou apoiar projetos esportivos e na área ambiental e social na década de 1990. Assim surgiu o Instituto e, idealizador de várias iniciativas para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Entre os projetos, está o selo e-fabrics, que certifica que matérias-primas retiradas do meio ambiente não afetaram a natureza ou seres humanos. Quanto ao estilo, a grife reflete o contemporâneo e despojado ao mesmo tempo.

Alexandre Herchcovitch também faz parte do grupo que investe na elegância com ideiais sustentáveis. Sua coleção masculina - verão 2011 - foi feita com tecido reciclado (algodão e poliéster). A matéria-prima para os modelos é desenvolvida pela Ecosimple, uma empresa brasileira que cria há sete anos tecidos ecologicamente sustentáveis, utilizando garrafas PET e algodão de sobras de confecções. O processo funciona da seguinte forma: a empresa coleta os retalhos e os envia para pequenas cooperativas, que os separam por cor. Depois eles voltam a EcoSimple para processos de moagem, industrialização do fio - onde são acrescentados 15% de PET reciclado – e preparação para o tecelagem. “O mercado de produtos ecologicamente corretos vêm tomando um significante espaço em todos os setores. Hoje atendemos alguns clientes renomados como a Osklen, West Coast, Azaléia e Tok Stok,” conta a tecnóloga têxtil, Carina Leite. Tornar a moda sustentável tem um preço. É preciso desenvolver um novo processo, investir em testes antes da aprovação, obter mão-de-obra especializada e às vezes, o trabalho é feito quase artesanalmente, o que tem custo alto. A utilização de tecidos orgânicos, por exemplo, aumentam em 25% o valor final do produto. Mas há um público disposto a pagar um pouco mais por essa moda politicamente correta, moderna e alternativa.

54 MOOD

Fotos: Divulgação. Exceto Ana Ostapenko (Alexis Prappas)

Eco-atitudes


Desperdício zero

No alto Ana Ostapenko idealizadora do "Escambo Fashion" Ao lado Joanna Hanson com um de seus looks para o blog "Um ano sem Zara"

Adquirir peças “ecologicamente corretas” pode ser um começo para se engajar no conceito da sustentabilidade. Mas só isso não basta. É importante que o consumidor busque equilíbrio entre a satisfação pessoal e o bem-estar social. Lía Spínola, presidente do Ecotece, o Instituto do Vestir Consciente, explica que “temos o poder de escolha e devemos repensar a maneira de como compramos e utilizamos as roupas”. Esse entendimento está presente na rotina da publicitária Joanna Hanson, que decidiu não comprar roupas por um ano. A princípio, a decisão foi tomada para cortar gastos, porém a prática do desapego trouxe mudanças em outros âmbitos, como uma simples ida ao supermercado. “Antes consumia de forma cega, hoje procuro pensar antes de escolher um produto”, conta. A idealizadora do blog "Um ano sem Zara" criou a ferramenta como estímulo a criatividade e posta diariamente looks com o que tem no armário. “Muita gente se identificou com a proposta de se produzir sem precisar gastar,” declara. Dar uma nova aparência explorando a customização pode ser uma boa alternativa para reciclar alguma peça que saiu moda. Outra opção para renovar o guarda-roupa é seguir o exemplo da jornalista Ana Ostapenko, que decidiu criar um bazar de trocas. A idéia foi aplicada há seis meses, com a criação do blog Coco Chanel "Escambo Fashion". Mas a necessidade de se provar o que era oferecido na vitrine digital estimulou para que o encontro se tornasse presencial. A reunião é exclusivamente feminina e acontece na casa de uma das colaboradoras do blog, em Campo Grande, uma vez por mês. “Todas as mulheres que tem algo para trocar estão convidadas. Fazemos a divulgação da data do encontro via twitter e no blog,” revela Ana.

“Não consigo imaginar que se jogue uma roupa fora, só porque é primavera,”

55


Fã de brechó Com peças estilosas garimpadas em brechós, a atriz e cantora Thalma de Freitas compõe looks super autorais Por Cidiana Pellegrin Foto Daryan Dornelles

Frequentadora de brechó assumida, a atriz e cantora Thalma de Freitas contabiliza 75% das nove araras e três armários no seu closet com roupas de segunda mão. Muita coisa? Isso é porque ela não tem “um guarda-roupa e sim, um acervo de figurino.” No bate-papo a seguir ela revela o que a encanta nos brechós. Por que você decidiu comprar roupas em brechó? Vi em uma entrevista sua, que não é algo recente. Na verdade, foi na época em que comecei a trabalhar como modelo. Tinha 15 anos, fiz um curso que me ensinou a usar o meu estilo pra me destacar no mercado. Descobri que as produtoras de moda muitas vezes, procuravam roupas em brechós especializados - como o Trash Chic em SP - pra montar as produções dos comerciais. Comecei a montar meu guarda-roupa com essa dica.

Pechinchas atuais

O que você privilegia quando entra no brechó? Eu procuro estampas lindas e modelagem sofisticada, peças únicas e vestidos longos, que quando novos, costumam ser bastante caros. Gosto muito de encontrar peças de estilistas renomados, ainda não encontrei um longo Pucci, mas um dia chego lá.

Os brechós estão entre as melhores alternativas para reciclar o visual. Os novos estabelecimentos oferecem peças modernas, artigos de grifes e em ótimo estado. Na hora de montar o look combine o vintage com elementos atuais do seu guarda-roupa. Na internet há opções de brechós online para garimpar à vontade. Conheça algumas delas:

Você sempre usa a roupa original que comprou, ou procura manipulá-la para ficar mais com sua cara? Uso o original, no máximo mando reformar, trocar um forro ou soltar uma pence. Mas já mandei fazer um vestido com tecido vintage.

Controle da qualidade

Quase Novo

Busca rápida

Quer referências antes de comprar? A página sindicatobrechos.blogspot.com é uma ferramenta de consulta, onde consumidoras recomendam ou denunciam blogsbrechós. O site já possui mais de 3.500 indicações. Vale a pena espiar

Esse brechó não oferece apenas roupas. Em uma visitinha é possível encontrar óculos, sapatos e até portaretrato. O blog ainda traz posts de moda e deixa as visitantes antenadas sobre o que algumas celebridades estão usando. Confira em quasenovo. wordpress.com

Vitrine da rede de brechós online o site www. buscabrecho.com. br já soma mais de mil endereços eletrônicos cadastrados. A página tem um sistema de busca que facilita a procura por peças nesse mercado virtual

Quais são as vantagens de se comprar no brechó? O preço obviamente. Mas há certas formas de costurar ou, de pensar a roupa, que são próprias de uma época. Esse tipo de peça você só encontra em brechó ou tem como herança. Como artista, você também se destacou no quesito visual. A identidade visual é parte da minha expressão artística, uma forma de demonstrar minha estética e também a ética, afinal de contas, as roupas de brechó representam reciclagem e tem preços acessíveis.

56 MOOD


A BELEZA ESTÁ NO SEU

OLHAR

.Exames Oftalmológicos .Cirurgia De Pálpebras (estética e reconstrutiva)

.Fotomodulação Facial .Botox .Estética Facial

Graduada em Medicina e Residência em Oftalmologia e Plástica Ocular pela UNESP; Doutorado em Oftalmologia pela USP e Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular.

(67) 3044-0949 Rua Gal. Odorico Quadros 224 - sala 6 Jardim dos Estados


Novidades que fazem nosso desejo de consumo Por Scheila Canto

1

2

3

4

5

1 A Regatta lançou um modelo de bicicleta dobrável. Prática e leve, facilita o transporte dentro de porta-malas, com mais segurança do que as bicicletas expostas em suportes externos. Preço sugerido: R$ 1.080. Onde: www.regatta.com.br 2 Mido All Dial Helium Valve é um relógio para quem curte esportes náuticos. O modelo suporta até 300 metros de pressão e faz a descompressão da caixa depois do mergulho por uma válvula de gás Hélio com acionamento automático. Preço sugerido: R$ 4.460. Onde: (11) 3746-2899 3 Gucci 3058 é um OCÚLOS que prima nos detalhes. A haste tem um coração de metal cravado e foi pensado para mulheres que gostam de um visual mais romântico. Preço sugerido: R$ 959. Onde: 0300-1068422 4 No CHAVEIRO Signature Lite Silver Tech, da Victorinox, a tala transparente permite que as ferramentas e toda a estrutura mecânica sejam visualizadas. Possui lâmina, lixa para unhas, chave de fenda, tesoura, argola, caneta esferográfica e Led de luz branca. Preço sugerido: R$ 129. Onde: (11) 5584-8188 5. Resistência e funcionalidade estão entre as principais características da MALA Salsa Deluxe, da Rimowa. São cinco tamanhos e quatro cores: preto, vermelho oriente, grafite e marrom. Preço sugerido: R$ 790. Onde: www.rimowa.com

60 MOOD


Novidades que fazem nosso desejo de consumo

Vitrine de novidades Norte Sul Plaza, novo shopping center de Campo Grande, traz lojas inéditas ao estado Por Cidiana Pellegrin Fotos Alexis Prappas

É

impossível discordar: centros comerciais deram comodidade ao público consumidor ao oferecerem segurança, acesso a várias opções de serviços, lazer e boa gastronomia reunidos em um único lugar. Com essa proposta foi inaugurado o mais novo shopping center de Campo Grande, o Norte Sul Plaza, localizado no cruzamento das avenidas Ernesto Geisel e Salgado Filho. O empreendimento tem área total de 92 mil m² e conta com quase 200 lojas comerciais, praça de alimentação com mais de mil lugares, sete salas de cinemas, opções de entretenimento, hipermercado e estacionamento para 1,5 mil veículos. Em um passeio pelo local é possível conferir lojas inéditas na capital, como a Etna, referência em móveis e decoração. Beleza e funcionalidade são características de seus produtos que vestem diversos ambientes: sala, quarto, cozinha, banho, kids, office, área de serviço e garden. Outra novidade é a Centauro, com peças de vestuário para a prática esportiva. A maior rede de lojas do gênero da América Latina também conta com departamentos específicos para mulheres, crianças e linha casual.

62 MOOD

Entre as opções de lazer, destaca-se a loja Magic Games, uma das maiores em entretenimento, principalmente de jogos eletrônicos. No local é possível se divertir com games de última geração, como Playstation 3 e X-Box 360. Durante os próximos meses serão inauguradas outras marcas, já instaladas no condomínio comercial. No segmento da moda, a My Place representa a novidade. Com pegada jovem a grife traduz as tendências num mix completo de peças e acessórios femininos. Na praça de alimentação uma das franquias de fast food mais famosas, a Burger King, abrirá sua primeira representação no Estado. Outra rede que se prepara é a mexicana Cinépolis. No segundo semestre, o cinema entrará em operação com 7 salas, sendo duas com a tecnologia 3D.


gad g et s Novidades que fazem nosso desejo de consumo Por Scheila Canto

1

2 1 Fabricados em escala artesanal e limitada, com impressão 3D, os cases para iPhone 4 ventilam e protegem o aparelho, sem deixar de lado o design moderno. Possuem design conceitual, que remete a tramas de tecido, aspectos do couro e madeira em sua textura. Na linha Macedonia, o design é baseado na estrutura óssea das aves. Preço sugerido: R$ 159. Onde: www.officemedia.com.br 2 Compactas, leves e divertidas, as minicaixas de som portáteis da Integris são fáceis de transportar e dão um toque descontraído a qualquer ambiente. Têm entrada USB, canais estéreo e efeito 3D Sound, entrada para fones de ouvido e LEDs azuis que piscam conforme a intensidade e volume do som. Preço sugerido: R$ 55. Onde: www.integrisbrasil.com.br

3

4

64 MOOD

3 Único produto nacional com o selo “Made for Ipod/Iphone”, a caixa de som é compatível com vários modelos de iPod e iPhone, celulares e MP3 players. O lançamento permite ao usuário recarregar a bateria enquanto ouve sua seleção de músicas. O produto traz diversos recursos de áudio além de dar charme e estilo para as estações de trabalho, em casa ou no escritório. Preço sugerido: A partir de R$ 423. Onde: www.integrisbrasil.com.br 4 O novo GPS Smart TV traz um dos melhores navegadores do mercado, o IGO 8.3. O modelo tem acesso ao WinCE 6.0, da Microsoft, que permite instalar aplicativos para acessar e visualizar documentos em Word, Excel, PDF. Sua capacidade interna é de 2Gb e aceita SD Card de até 32 Gb. Preço sugerido: R$ 599. Onde: Lojas especializadas, megastores e web


mo t o r Novidades que fazem nosso desejo de consumo Por Paulo Cruz

Countryman, o máximo entre os MINI Charmoso e potente, o compacto ganha espaço

É

praticamente impossível não acompanhar com os olhos quando um MINI cruza comigo pelas ruas. Seu estilo irreverente e esportivo, quase sempre vestido em cores vibrantes, faz dele um dos mais cobiçados entre os de alma descolada, que não se conformam com as mesmices que andam por aí. Entre os modelos da marca, o Countryman, com seu jeitão de utilitário-esportivo urbano, se destaca. O maior da família entrega espaço de sobra para seus ocupantes e equipamentos que tornam a vida a bordo mais agradável. Bancos envolventes, que não deixam o corpo escapar, acabamento primoroso e, ainda, o charme da iluminação interna por LED que pode ter cores e luminosidade ajustadas, dá um toque especial ao carro. O painel mistura elementos retrô com o que há de mais moderno em tecnologia automotiva. Mecanicamente, outras boas surpresas. O motor mais forte do Countryman rende 184 cv de potência, suficientes para leva-lo aos 215 km/h e a mostrar vigor nas arrancadas. A tração integral, nas quatro rodas, ajuda a manter o carro na mão. O MINI, qualquer que seja sua versão, é um daqueles carros que não passam despercebidos pelas ruas. Por isso, se você não gosta de ser notado, é melhor escolher outro para estacionar na sua garagem.

66 MOOD

Pimentinha alemã Caçula da Audi chega ao Brasil fazendo barulho

U

m dos mais aguardados modelos premium da Audi desembarcou no Brasil no mês passado. O A1, o menor e mais acessível carro da marca alemã, custa a partir de R$ 89.900, o que não é exatamente uma pechincha. Mas, em se tratando de um Audi, é mesmo tentador. Embora seja compacto, não deve em nada a sofisticação e requinte em comparação aos seus irmãos maiores. O espaço é bom para quem viaja confortavelmente no banco dianteiro e apertado para quem vai atrás. É um carro feito mesmo para ser curtido a dois. O motor 1.4 TFSI de 122 cv de potência, embora pareça modesto, empurra o A1 de zero a 100 km/h em 8,9 segundos e a velocidade máxima é de 203 km/h. O resultado é uma tocada forte, com um impressionante controle do carro. As trocas de marchas podem ser feitas por borboletas atrás do volante. Segundo a Audi do Brasil, já foram comercializadas mais de 600 unidades do A1 no País. Estima-se que a fila de espera para comprar o compacto por aqui já ultrapasse os dois meses.


mo t o r Novidades que fazem nosso desejo de consumo Por Paulo Cruz

Classe e valentia Preferido da família real ganha ainda mais força

A

Estrela cadente Líder de vendas recebe retoques modernos, mas mantém a classe

O

carro mais vendido dentro da linha Mercedes-Benz, o Classe C, entra na sua quarta geração com mais requinte, luxo e linhas modernas, recuperando o glamour e sofisticação que pareciam ter sido deixados meio de lado com o modelo anterior. As mudanças, mais significativas em toda a história do Classe C, aconteceram por dentro e por fora. Os três modelos que inicialmente chegam ao mercado brasileiro – C180 Classic, C200 Avantgard e C250 Sport. No interior, detalhes cromados e em metal galvanizado – semelhante a alumínio. O desenho dos instrumentos, do volante multifuncional e dos bancos cria um ambiente ainda mais requintado. Por fora mais esportividade com para-choques encorpados e faróis de contornos sinuosos com uma linha de leds que dão um toque futurista. Na parte mecânica, os novos Classe C contam com o mesmo motor turbo 1.8 litro CGI, só que com diferentes ajustes que proporcionam desempenhos distintos. O C180 tem 156 cv, enquanto o C200 dispõe de 184 e o C250, 204 cv. Todos são mais eficientes em relação às versões anteriores, proporcionando melhor desempenho, mais economia e menores emissões de poluentes.

68 MOOD

Range Rover Vogue, um dos mais cobiçados e luxuosos utilitários-esportivos do mundo, e veículo oficial da família real inglesa, ganha no Brasil uma versão equipada com o forte motor 4.4 litros V8 turbo-diesel (TDV8), com 313 cv de potência. Essa nova motorização, além de empurrar com impressionante disposição o jipão, ainda consegue ser cerca de 18% mais econômico e menos poluente, graças a adoção do novo câmbio automático sequencial de oito velocidades e diversas melhorias mecânicas. Segundo a Land Rover, o modelo chega a fazer 8,7 km/l na cidade e 12,2 km/l na estrada. Além da nova versão com o V8 turbo-diesel, que custa R$ 421 mil, o Range Rover Vogue mantém a opção a gasolina (R$ 416 mil), que traz o nervoso motor 5.0 litros V8 Supercharged que rende significativos 510 cv e 63,4 kgfm de torque.


Combinação perfeita A moda não tem preconceitos em relação a misturar estilos, pelo contrário, um pode valorizar o outro em sintonia perfeita. Desde a roupa que vestimos à forma de decorar nossos espaços, estilos diversos se unem e se complementam. Por Adriana Estivallet Fotos Alexis Prappas

Sergio Longo é empresário do ramo de entretenimento e proprietário da Valley. Seu horário de trabalho é pouco convencional, maior parte à noite e um turno do dia, por isso gosta de praticidade e funcionalidade no seu cotidiano. Seu jeito de vestir-se é pontuado pelo despojamento. Descomplicar é a palavra chave, tornando a calça jeans sua peça aliada com uma camisa pólo ou de algodão de preferência xadrez. A ambientação ideal para ele é muito prática, confortável com um toque rústico

70 MOOD


Carol Boscarski se forma em arquitetura e vai casarse ainda este ano. Seu estilo de decoração para a casa que irá abrigar o casal será moderno com toques vintage provando que passado e presente complementamse muito bem. Cores vivas e misturas de tons nada comuns também a atraem sem medo de ousar. Seu estilo de vestirse também reflete seu gosto pela arquitetura: formas e estampas geométricas, peças retrô e vintage, arrematadas por detalhes em cores vivas

71


Sugestões e tendências em beleza. Por Scheila Canto

Beleza moderna

Calvin Klein lança Beauty, que já impacta pelo design. O frasco oval com detalhes metálicos harmoniza com o tom amarelado do perfume, compondo uma imagem sofisticada. No interior, o perfume carrega nas notas de entrada as sementes de abelmosco, que possuem aroma de almíscar. O coração traz o jasmim, que dá o toque floral à fragrância. Completam a composição as notas de cedro. www.rrperfumes.com.br

Pele oleosa A Adcos lança a Linha Oily Solution, um tratamento completo para a pele oleosa. As fórmulas dos produtos contêm elementos que controlam a oleosidade e conferem efeito mate por até 8 horas. A linha é composta por sabonete, tônico e hidratante, e pode ser usada duas vezes ao dia, uma pela manhã e outra à noite. www.adcos.com.br

ativos franceses A L’occitane renova a gama de produtos da linha Karité, para quem busca nutrir, proteger, hidratar e amaciar a pele. Os ingredientes são 100% naturais e somam à linha Karité, consagrada em todo o mundo pelos inúmeros benefícios que a manteiga proporciona. A nova linha conta com óleo de rosa mosqueta, mel e um toque suave de flor de damasco. Onde encontrar: www.loccitane.com.br

Ele e ela Xodó A Natura lança a linha Amó Xodó. Feita para marcar as relações, Xodó combina as fragrâncias da lavanda e o sândalo com o aconchego do musk. O perfume estimula o toque e a intimidade, que são convites para colocar o amor em movimento. www.natura.com.br

72 MOOD

O oriental amadeirado da Forum traz em suas notas de cabeça toques de grapefruit e maçã verde, no coração cardamomo e living denim, e no fundo, nuances de almíscar e baunilha. Essa é a essência do Forum Jeans 2, perfume de fragrância intensa e sexy. A novidade já era esperada, após o sucesso do Forum Classic Jeans.

Amor puro Gianfranco Ferré lançou recentemente a fragrância In The Mood For Love Pure. O perfume conta com aromas de bergamota, pera nashi, groselha preta, raspas de pêssego e maçã. As notas do coração contêm rosa, flor de cerejeira, lírio e jasmim, e o fundo leva aromas de madeira creme, almíscar e cedro. Onde encontrar: 0800-550203


Nosso amor estava escrito nas estrelas Na astrologia, para você entender se tal relacionamento funciona é necessário primeiro conhecer a si mesmo Por Thereza Christina Silva*

Muitas vezes, aliás, inúmeras vezes, as pessoas me perguntam se tal signo combina com o dela: "Leão combina com Peixes? Virgem combina com Câncer?" A resposta que dou é sempre: "sim e não", por quê? Relacionar-se é algo complexo demais para ficar no campo de combinações. Na astrologia o assunto também é complexo, porque envolve duas pessoas e dois universos completamente distintos. Quando nos relacionamos não é só o signo solar que dará a tônica, mas todo nosso mapa, então, não existe signo que combine menos ou mais com o seu, e sim, um céu que esteja vibrando na mesma sintonia que a sua. Existem afinidades astrais, isso é incontestável. Há pessoas que nos tocam somente com um olhar, outras que repelimos no primeiro momento que conhecemos. Qual a explicação para isso? Astrologicamente, nosso mapa astral é composto por 12 casas, cada casa representa uma área da sua vida: a casa 1, a continuação da linha ascendente (como nos mostramos ao mundo), é a casa do EU; em frente a casa 1 está a casa 7, que é a casa das parcerias, do OUTRO. Estão em lados opostos porque o seu EU vai atrair justamente aquilo que o OUTRO lhe mostra, e vice-versa. É como um espelho, eu atraio aquilo que eu enxergo. Entendendo essa dinâmica podemos dizer que todos os signos combinam entre si, mas, nem todos têm a mesma sintonia amorosa, alguns elementos são incompatíveis e algumas posições astrais também. Então, iremos aproximar e atrair pessoas que vibram com nossas energias planetárias. Na astrologia, para você entender se tal relacionamento funciona é necessário primeiro conhecer a si mesmo. Entendendo o seu universo particular, poderá entender quais são os mecanismos que se movem através dele. O fato de você sempre se apaixonar por determinada pessoa de tal signo, pode estar lhe mostrando qual evolução você precisa ter ou na verdade está querendo evitar.

74 MOOD

Existe uma técnica chamada sinastria, em que analisamos mapas de casais. Juntamos o mapa A com o mapa B e, através desta junção, iremos analisar um terceiro mapa, que é o mapa de relacionamento daquele casal. Em um mapa feminino, o signo solar mostra o que procuramos no homem e em um mapa masculino, analisaremos a lua, o que ele busca numa mulher, mas ainda assim, estes dois luminares, Sol (masculino) e Lua (feminino), não mostram todas as facetas e complexidades, temos os planetas, os aspectos que fazem e como tudo isso junto se alinha. Muitas pessoas são mais yangs, tem um lado mais ativo, então vão buscar relacionar-se com energias mais sublimes, justamente para compensar. O que as pessoas precisam entender é que o campo emocional é muito vasto para ter conceitos precisos. Outra coisa notável: a casa 4, que é relacionada a família, mostra toda nossa herança genética, nosso ambiente familiar. No sistema de casas originais está a casa do signo de Câncer. Ao analisar mapas de relacionamento percebo que nas parcerias as pessoas tendem a repetir o padrão familiar, você pode mudar de parceiros várias vezes, mas irá encontrar nele sempre o que viveu. É por isso mesmo a casa do EU está em frente a casa do outro, para mostrar que só seremos indivíduos completos quando nos relacionarmos, aí sim teremos a chance de evoluir, porque são os nossos relacionamentos que traduzem o que mostramos ao mundo. Mude você primeiro, a astrologia é um instrumento para isso, mas o passo inicial é responsabilidade sua.

*Thereza Christina Silva é jornalista, astróloga, taróloga e professora tutura Ead. E-mail: tecaemaju@hotmail.com Twitter: Teca2011 Blog: www.astroloteca.blogspot.com


Cortesia ao volante Etiqueta no trânsito está estreitamente ligado ao cumprimento da lei Por Adriana Estivalet*

M

uitas vezes nos deparamos em nosso dia a dia com situações capazes de tirar qualquer um do sério, seja pela falta de educação ou pela transgressão das regras. Por isso elencamos algumas recomendações para um motorista elegante e cortês: Tem pressa? Sair como um piloto de Fórmula 1, cortando todos os carros é perigoso e pode acabar gerando um acidente, programe-se para sair mais cedo. Não ceda às provocações de motoristas “nervosinhos”, principalmente ao uso de palavrões, exercite a paciência. Não use a buzina indiscriminadamente, existem pessoas que se utilizam para paquerar na rua, como substituto da campainha quando vai buscar alguém, para pedir passagem. A lei é clara quanto ao uso da buzina, deve-se usá-la para situações de advertência ou antes de uma ultrapassagem na rodovia. Roubar a vaga alheia, estacionar em fila dupla, estacionar mal, ocupando duas vagas, estacionar em vaga que é destinada deficientes são atitudes de pessoas que não possuem o mínimo de ética e civilidade.

“Antes de ser motorista, não se esqueça de ser cidadão”

76 MOOD

Apesar de toda publicidade alertando sobre o perigo da mistura entre álcool e direção, ainda vemos muitas pessoas saindo de festas, baladas e assumindo o volante. Quem não preza sua própria integridade física deveria pelo menos respeitar à dos outros. O saquinho de lixo no carro é imprescindível, jogar lixo pela janela dispensa comentários. Não se esqueça que você está sendo visto, portanto, aproveitar o sinal vermelho para limpar o nariz, espremer cravos e afins é muito desagradável para quem está assistido. Existem outras tantas situações que nos trazem muitos aborrecimentos no trânsito, o mais importante é ter em mente que ninguém possui mais direitos que o outro. Antes de ser motorista, não se esqueça de ser cidadão.

*Adriana Estivalet é consultora de estilo e imagem. Seu e-mail é adriana@adrianaestivalet.com.br


Christiana Hilgert A rotina e dedicação a medicina Por Cidiana Pellegrin Foto Alexis Prappas

E

xercer a medicina é um encantamento para a oftalmologista Christiana Hilgert. Natural de Belo Horizonte, essa mineira adotou Campo Grande como lar há quase 20 anos, com o desejo de crescer profissionalmente. Em poucos anos, ela, o esposo e um sócio, montaram o Instituto da Visão. “Conseguir melhorar a qualidade de vida das pessoas, devolvendo a capacidade de enxergar, ou mesmo amenizar um problema, é muito recompensador”. O envolvimento com o trabalho é intenso. Além do comprometimento diário com o consultório, Christiana desempenha com orgulho o papel de mãe de quatro filhos. “Apesar da vida sacrificante da profissão, sempre estou atenta ao que eles pensam e agem. Eles são minhas maiores conquistas,” declara. Apreciadora de arte, boas conversas e reuniões com amigos, Christiana encontrou uma nova fonte de lazer: a dança de salão. “É diversão e ao mesmo tempo um desafio” revela. Antes do final do curso, já cultiva a ideia de viajar para exercitar os passos de tango.

78 MOOD


80 MOOD


Katia Lima Simplicidade e determinação como lemas Por Cidiana Pellegrin Foto Alexis Prappas

D

e fala tímida, mas ideais convictos, Katia Lima revela uma trajetória cheia de desafios. A proprietária de loja Katraca adquiriu experiência na moda feminina ainda na juventude, época em que trabalhou como vendedora no segmento. A sabedoria de como vender e atender ao público ela decidiu potencializar no próprio negócio. Com incentivo do esposo, companheiro desde os 18 anos, vendeu sua casa e montou a empresa. O posto de empresária exigiu perseverança e atualização no mercado. Desenvolver uma forma personalizada de atendimento também agradou as consumidoras. “Sempre levo as novidades até as minhas clientes, elas adoram,” afirma. Cada dia de trabalho é direcionado com disciplina e organização para conquistar o sucesso: “ser a maior revendedora de jeans do Brasil”. Além da dedicação evidente à vida profissional, Kátia valoriza os momentos com a família. Fala com emoção dos três filhos. “Sou muito protetora. Eu e meu esposo procuramos oferecer a eles muito carinho”. A união e a confiança também estão entre os valores passados. Dona de hábitos simples, a empresária diz viver um novo momento pessoal, o de cuidar mais de si mesma. “Quero mudar meu estilo de vida, ter um tempo maior para o lazer,” declara. Entre os passeios preferidos está a caminhada na avenida Afonso Pena.

81


Janaina de Barros Em ritmo movimentado a empresária renova a disposição do dia-a-dia Por Cidiana Pellegrin

H

Foto Alexis Prappas

á nove anos em Campo Grande, Janaina de Barros ainda conserva o jeito acolhedor e o sotaque típicos dos goianos. Nascida na capital de Goiás, onde viveu até 2002, a proprietária da empresa New Line Sistemas de Segurança se mudou para cá com o intuito de abrir a primeira filial do negócio. “Como o empreendimento é familiar decidimos nos tornar sócios e investir em um mercado promissor. Viemos eu, meu esposo e minhas duas filhas,” conta. A afinidade com os números e a formação como administradora deram a ela a capacidade necessária para assumir a área financeira na empresa. Janaina explica que empenho e a determinação foram cruciais para o crescimento do negócio, mas algumas estratégias acabaram sendo diferenciais no ramo, “como a opção de contrato “aberto”, caso o cliente não estivesse satisfeito não teria custo algum em reincidir.”

82 MOOD

O mercado respondeu positivamente e o reconhecimento veio com comemoração. A New Line foi eleita em âmbito mundial, empresa destaque em 2010 pela multinacional Honeywell - uma das maiores no desenvolvimento de tecnologias em segurança. “Também recebemos o prêmio pelo projeto mais arrojado utilizando os equipamentos da marca,” declara a empreendedora. Mas nem só de trabalho vive Janaina. Apesar de encontrar na atuação profissional uma terapia, outras atividades também lhe dão muito gosto. Dançar é uma delas. “A música eletrônica das boates me relaxa” completa. Bem ativa, a empresária ainda freqüenta a academia diariamente e diz apreciar passeios que tenham agitação. “Procuro viajar um final de semana por mês para cidades com opções de entretenimento. Meu modo de descansar é ter o que conhecer.”


GARANTIU ATENDIMENTO a

215.861 PESSOAS EM 2010. • 26.375 internações • 72.163 consultas médicas ambulatoriais •117.323 pacientes atendidos no setor de urgência e emergência

A Santa Casa é referência no tratamento de traumas, queimados, neurocirurgia, cirurgia cardiovascular e gravidez de alto risco. Realiza transplantes de córneas, rins e ossos e dá suporte ao atendimento de complexidade da rede municipal de saúde.

de Campo Grande


84 MOOD


Artur Duarte Vivências e descobertas de um apaixonado pelo setor automotivo Por Cidiana Pellegrin Foto Alexis Prappas

À

frente da área estratégica de um grupo que detém a representação de cinco marcas da indústria automotiva - entre elas a BMW em Campo Grande - o paulistano Artur Duarte revela qualidades como dinamismo e bom relacionamento. Em entrevista a MOOD, ele conta sobre a identificação com a carreira e dedicações pessoais.

Sendo de família portuguesa, o que você carrega como característica dessa descendência? O português tem um jeito verdadeiro de tratar as pessoas, eles são autênticos. Diria que tenho essa qualidade misturada com o jeito receptivo do brasileiro. Uma sinceridade que vem da minha formação, aliada a maneira suave de expressar, típica daqui.

Como iniciou no setor automotivo? Foi um convite do meu sogro. Eu e minha esposa queríamos abrir um negócio próprio. Ele nos indicou conhecer o Acre, por ser um Estado que estava crescendo. Mas acabamos desistindo do investimento, pois não tínhamos conhecimento do local. Meu sogro, que na época estava montando uma concessionária lá, me propôs assumir a direção da empresa por seis meses. Depois que iniciei no cargo, me identifiquei muito e não larguei mais.

A decisão de morar em Campo Grande aconteceu em virtude da abertura da concessionária BMW Motors? Não. Aqui temos por perto a família da minha esposa, além de ser um bom lugar para criar nossos filhos. Desde a primeira vez que conheci a cidade, me identifiquei. Gosto de lugares tranquilos. Chegamos em dezembro de 2009 e em janeiro de 2010 recebemos a resposta da BMW, que havíamos sido homologados representantes da marca. Em setembro do mesmo ano abrimos a primeira concessionária na cidade. Hoje já atingimos grande penetração no mercado.

O que te motiva nessa área? O setor automotivo está sempre mudando. Tudo é muito dinâmico, eu gosto disso. Nunca me veria fechado num escritório, onde não pudesse acompanhar o movimento da empresa. A forma de atendimento pode ser considerada primordial para o sucesso de quem trabalha no setor? É fundamental. No Acre apresentamos essa qualidade do serviço e nos destacamos. Eu gosto de servir os outros. O ser humano deve saber que onde ele está, ele vai servir alguém. As pessoas que tem pré-disposição a isso, já saem um passo à frente. Sempre gostou de lidar com público e vendas? Sim. Antes de assumir esse cargo atuei no setor têxtil em São Paulo. Mas o comércio é algo presente na minha vida antes disso. Ainda na minha juventude fui visitar meu pai em Portugal. Quando cheguei, ele me fez a proposta de gerenciar um restaurante. Eu tinha apenas 16 anos e topei a ideia. Acabei ficando durante quatro anos.

Quando está distante do trabalho, quais são suas distrações? Viajo muito, mas quando estou aqui, me dedico à família. Minhas principais diversões são meus filhos: João Pedro e Gustavo, tenho prazer em estar com eles e me envolver nas brincadeiras. Algum desejo pessoal ainda a ser cumprido? Gostaria de passar seis meses na Itália, com minha família, fazendo um curso de culinária. Meu hobby é cozinhar para os outros, acho que a cozinha agrega muito à amizade. Qual seria sua especialidade? Bacalhau. Quando faço recebo muitos elogios.

85


Lizandra Pasqualotto A escolha da natureza como referência de tranquilidade Por Cidiana Pellegrin Foto Alexis Prappas

C

aminhar, correr e pedalar. Atividades frequentes na rotina da empresária Lizandra Pasqualotto tem espaço ideal para acontecer: o Parque dos Poderes. Mesmo natural do Rio Grande do Sul, ela se sente campo-grandense e revela como seu canto favorito a paisagem da avenida Rubens Gil de Camilo. “O clima ameno e a vegetação transmitem a paz ideal para aliviar o estresse, devolver o ânimo e refletir sobre a vida”, conta. O local também é apreciado pelos três filhos quando a intenção é “brincar” de trilha na mata. Sorridente e muito alegre, a administradora do Buffet Lalai conta que a ligação com a natureza não acontece apenas quando frequenta o Parque dos Poderes. A

86 MOOD

fazenda agropecuária em Dourados, herança do pai, traz a responsabilidade de gerenciadora e proporciona a tranquilidade do campo. “Além de trabalhar, lá consigo momentos de sossego para ler um bom livro e em certas ocasiões até andar a cavalo,” diz Lizandra. Cavalgar já foi paixão da empresária. Aos 15 anos começou a praticar equitação e chegou a montar uma escola de hipismo. “Hoje admiro o prazer que minha filha tem por esse esporte,” declara.


Requinte exclusivo Hotel na Serra Gaúcha proporciona luxo e serviços personalizados em arquitetura inspirada nos castelos escoceses Por Cidiana Pellegrin

E

m meio a vales e montanhas, a charmosa Gramado, na Serra Gaúcha, revela o clima e a paisagem do continente europeu. Em um condomínio fechado, no coração de cidade, se encontra o Hotel Saint Andrews, o primeiro do Brasil com o conceito de exclusive house - onde os serviços são privativos. A vista do hotel é privilegiada. Os hóspedes podem contemplar o Vale do Quilombo, um dos cartões postais de Gramado, além de apreciar o belo jardim do local.

88 MOOD

O atendimento personalizado é um forte atrativo do luxuoso Saint Andrews. Entre as facilidades proporcionadas está o chofer, que transporta o hóspede desde sua chegada ao Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. No hotel, o visitante também é recebido por um mordomo que o aguarda com uma taça de espumante. As diárias variam entre R$ 1.200 e R$ 3.500. Informações no site www.saintandrews.com. br ou pelos telefones (54) 3295.7700 ou 0800.644.8088


No Restaurante, o marrom intenso contrasta com o pink dos estofados e a iluminação individual compõe um clima intimista e requintado. O hóspede pode apreciar a culinária guiada pelo próprio desejo pedindo pratos fora do cardápio

Os ambientes de convivência foram projetados com riqueza de detalhes. No andar térreo do Exclusive House [no alto] está localizado o living, um espaço que propicia o relaxamento e aconchego

O hotel oferece apenas 11 suítes, cada uma decorada de forma única. O quarto Onix [acima], por exemplo, traduz conforto com elementos clássicos. O toque medieval pode ser constatado na escolha da cama bay window

No espaço Adega Gourmet [acima], degustações e refeições harmonizadas. A cozinha projetada ali não é reservada apenas ao chef, o ambiente permite que um amante da gastronomia se aventure

O SPA oferece salas de massagens e terapias revitalizantes no horário estipulado pelo visitante. No local é possível desfrutar das saunas seca e úmida, além da piscina coberta e climatizada

89


Escolhendo o caminho Os primeiros passos de uma fascinante jornada pelos segredos dos bons vinhos Por Douglas Mamoré Jr.*

C

omeçaremos este mês uma empolgante viagem pelo mundo do vinho. Imagine-se em um charmoso trem que parte de uma estação chamada “Terroir”. Não um trem moderno, apenas uma daquelas românticas Marias-Fumaça, já que esse é um caminho que iremos percorrer sem pressa. Na nossa viagem, faremos muitas paradas interessantes, espero que durante a travessia você, aos poucos, também descubra o prazer de um bom vinho. Mas de que vinho estamos falando? Os vinhos não são todos iguais, existem entre eles, grandes e sutis diferenças que você precisa definir para encontrar o seu caminho nesta deliciosa jornada. Mas como definir qualidade, que estrada é essa? O conceito básico é a espécie da uva com que se produz o vinho. No Brasil, ainda é muito utilizada a Vitis labrusca, conhecida como “uva Americana”, espécie rústica e menos nobre das uvas, que são: Bordô, Isabel, Niagara. Deliciosas se consumidas in natura ou para preparação de suco de uva, mas muito fracas para a produção de vinho. O produto extraído delas é, geralmente, vendido em grandes garrafões ou em garrafas enfeitadas, sem nenhum padrão ou compromisso com a qualidade. Apesar de ser muito consumido, é a expressão menos interessante da bebida, usualmente chamado de vinho de mesa. De outro lado, estão os vinhos finos produzidos com a nobre espécie de origem européia, Vitis vinifera: Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay, Sauvignon Blanc são

alguns exemplos. É neste nível que devemos prestar mais atenção e evitar armadilhas. Muitos vinhos que apesar de produzidos com a Vitis vinifera, considerados vinhos finos, podem ser apenas “comerciais” originários de grandes propriedades, onde o produtor prefere ganhar na quantidade sem maior preocupação com a qualidade. Neste patamar estão muitos dos vinhos que você encontra no supermercado. Se estiver satisfeito com eles tudo bem, mas se deseja ir além, precisa se aventurar pelo caminho dos vinhos feitos de forma artesanal, produzidos dentro das mais rigorosas normas de qualidade e tecnologia, muitas vezes acima das estabelecidas por lei, submetidos a críticos internacionais e produzidos para ganhar prêmios, onde o produtor usa o próprio nome ou o da família na sua comercialização. É neste nível que estão os maiores brancos, tintos e espumantes do mundo, produzidos em muitos casos em quantidades reduzidíssimas, com muita classe e elegância, verdadeiros néctares da natureza, e são a expressão máxima da bebida. Assim leitor, ultrapassamos juntos a nossa primeira encruzilhada, definimos o rumo a percorrer. O caminho dos melhores vinhos, onde a qualidade é fundamental e os prazeres incomparáveis. Saúde!

*Desde 2005, o enófilo Douglas Mamoré Jr. dedica-se exclusivamente ao universo dos vinhos. Seu e-mail é douglas@mistral.com.br

Eno-glossário Terroir Conjunto de solo e clima perfeitos para a produção de vinhos de qualidade.

90 MOOD

Vitis vinifera É a espécie de videira mais cultivada para a produção do vinho na Europa. Esta trepadeira foi cultivada por várias civilizações europeias desde há milhares de anos, o que originou dezenas de variedades, as denominadas castas, através de seleção artificial.

Vitis labrusca Espécie de videira de origem americana, que produz excelentes frutos para consumo in natura e para a produção de sucos. Porém, os seus frutos não são indicados para fazer vinhos de qualidade devido ao aroma desagradável e o baixo teor alcoólico alcançado na sua fermentação.


e ve n t os CASAMENTO HELENITA BRUM E ricardo ferri

Os jovens casaram-se no dia 28 de maio na Igreja São José. A belíssima recepção aconteceu no Loft Garden, com decoração perfeita. 1 Entrada na Igreja. 2 Foto para o álbum. 3 Nelson e Helena, avós maternos, levaram as alianças. 4 Helenita e Ricardo dizem sim. 5 Noivos e padre João Alves. 6 Noivos chegam a festa em meio aos fogos. 7 Noivos e amigas da noiva. 8 Ricardo com os pais, Maria Aparecida e João Ricardo Ferri. 9 Helenita e o pai, Roneu Moreira Brum. 10 Valsa dos noivos. 11 Os pais da noiva, Solange Valcanaia Brum e Roneu. 12 As três gerações curtindo a festa. 13 noivos vão embora da festa. Fotos Prappras Imagens 1

2

3

6

5

92 MOOD

4


7

9

8

10

11

12

13

93


e ve n t os programa Mais Estilo de casa nova O Programa Mais Estilo, depois de um ano na Net (canal 02), foi para o SBT - TV Campo Grande. O programa será diário, das 10h15 às 10h55 e terá como temas moda, arquitetura, decoração, saúde, bem estar, estética e beleza. A mudança de Casa foi no melhor estilo, com um coquetel de lançamento no Loft, onde a apresentadora Cidinha Ribeiro reuniu amigos, parceiros comerciais e imprensa. 1 Marina, Bruna e Carol. 2 Susy Ramos e José Marques. 3 Edil Albuquerque, Isabel Albuquerque e Amaury Worns. 4 Cidinha Ribeiro e Mara Dolzan. 5 Adilson e Adriana. 6 Dione Anache, Cidinha Ribeiro e Henrique. 7 Cidinha Ribeiro e seu filho Luccas D'Athayde. Fotos Marcos Vollkopf

2 5

94 MOOD

6

1

3

4 7


QUANDO A NOVIDADE É BOA, A GENTE QUER CONTAR PARA TODO MUNDO. O FESTAS E EVENTOS TV MUDOU A PROGRAMAÇÃO, ACOMPANHE.

O Programa que agita o MS com matérias e coberturas exclusivas sobre os acontecimentos, mudou. Em novos canais e horários, o Festas e Eventos TV continua mostrando as melhores festas, inaugurações, aberturas, shows, lançamentos e eventos sociais, em uma programação ainda mais abrangente. São 10h de programa por dia e agora no canal 10 NET Cidade. • Net Cidade10: diariamente das 6 às 8 horas, das 11 às 14 horas e das 22 às 2 horas. • TV Guanandi (Band): domingo no final da noite. • Jet Canal 07: diariamente no final da noite. • Naviraí - Nah TV: diariamente no final da noite. • Dourados - Canal Boa Vida: diariamente no final da noite.

(67)

9284-1904|9203-7262

www.eventostv.net

NET Cidade CANAL 10


Comidinha da vovó Os sabores de infância ganham cada vez mais espaço nos grandes restaurantes Por Alexandre Furquim*

U

m dia desses, uma cliente veio ao meu restaurante e pediu um prato de massa artesanal, e qual não foi sua surpresa, e muito mais a minha, quando ela de uma hora para outra, começou a ficar nostálgica e até mesmo com os olhos marejados, relembrando o seu passado quando criança, na casa da avó que preparava uma massa idêntica àquela que ela estava comendo. Realmente algumas comidas nos fazem lembrar o passado na casa da nossa avó ou da nossa mãe, despertando sensações agradáveis e evocando o prazer e bem-estar que nos remete à infância. Uma comidinha que aquece nosso estômago nos dando a sensação de colo, de dia de domingo quando todos da família se reuniam para almoçar juntos. Agora, novos restaurantes estão se especializando nesse filão de mercado, a chamada comfort food, justamente essa comida que nos faz ter agradáveis recordações que saciam nossa fome emocional. Uma tendência forte que começa a se popularizar no Brasil, em contraponto ao fast food e à racionalidade da comida funcional. A comfort food une todos os nutrientes e ingredientes que precisamos ao sabor que mais nos agrada, portanto, para quem está em dieta ou algum tipo de regime, esta cozinha não é a mais indicada, pois oferece desde aquela sopinha de feijão nos dias frios, ao brigadeiro de colher. Até mesmo empresas como a Coca-Cola já despertaram, lançando produtos com esse apelo. Então, deixe-se dominar pela comfort food e viva o sabor das lembranças... Que tal um bolinho de chuva?

*Formado em Marketing e Gastronomia, Alexandre Furquim atua no ramo de restaurantes

96 MOOD

Prazer na mesa

Q

uem estiver em São Paulo não deixe de ir ao Due Cuochi Cuccina e saborear uma das receitas assinadas pelo chef Paulo Barroso de Barros, uma das novas estrelas da gastronomia paulistana. Premiado como Chef Revelação em 2004 pela revista Gula, Paulo Barroso recebeu o mesmo título no ano seguinte da Veja São Paulo e do Guia 4 Rodas. Em 2008, foi eleito Chef do Ano pela Prazeres da Mesa e Go Where e em 2009, Restaurateur do Ano pela revista Prazeres da Mesa. O Due Cuochi foi eleito o Melhor Restaurante Italiano pela Veja São Paulo por quatro anos consecutivos: 2006, 2007, 2008 e 2009. Ainda em 2008 também foi premiado pela revista Go Where Gastronomia. Em 2009 recebeu da revista Prazeres da Mesa o título de Melhor Restaurante de São Paulo.

Serviço Due Cuochi Itaim Rua Manoel Guedes, 93, Itaim (11) 3078.8092 Due Cuochi Shopping Cidade Jardim Av. Magalhães de Castro 12.000, 3º piso (11) 3758.2731 www.duecuochi.com.br


Boemia em alta Os prazeres de quem senta na mesa de um bar Por Cidiana Pellegrin Ilustraões Efe Queiroz

“O

meu lar é o botequim”, assumiu Noel Rosa em um verso da canção Último Desejo. Um dos maiores compositores de samba do Brasil considerava os bares da Vila Isabel, no Rio de Janeiro, como sua segunda casa. A boemia vivenciada diariamente foi narrada de forma poética na música “Conversa de Botequim,” que compôs em parceria com o amigo Vadico. Além de Noel, a história guarda outros nomes de boêmios apaixonados, como o cantor e compositor Nelson Gonçalves e o poeta Vinícius de Moraes. A informalidade dos botequins que agradaram gerações passadas continua conquistando adeptos. Mas nos dias atuais, os bares vestem roupa nova e oferecem serviços mais refinados, como manobristas na porta. A qualidade do espaço valoriza os intitulados pés-limpos.

98 MOOD

O velho espírito acolhedor ainda permanece, sem esquecer os essenciais acepipes. A saborosa cozinha, com porções que valorizam a culinária sem complicações e os toques caseiros, atrai clientes fiéis e agrega tradição ao estabelecimento. Sendo freguês, é possível ainda receber um atendimento especial do garçom. O ambiente simpático quase sempre está rodeado de decorações inusitadas e carregadas de história. Boteco é descontraído, perfeito para uma boa conversa, um encontro. Em companhia da cerveja gelada, da caipirinha, ou do chope, o programa fica ainda melhor. Afinal, botequim reúne o que faz bem a qualquer um: comida, bebida e sociabilidade.


Literatura de boêmio "Boteco" é diminutivo de "botequim", uma variação no termo "botica", local onde se comercializava de tudo um pouco, no início do século passado. Os clientes frequentavam as boticas para adquirir produtos e aproveitavam para colocar o papo em dia. Em pouco tempo o ambiente se tornou ponto de encontro entre os homens da época e os proprietários passaram a oferecer aperitivos e bebidas aos clientes.

Cachaças. Bebendo e Aprendendo, Marcelo Câmara. Você pode afinar os conhecimentos sobre cachaça enquanto dirige. O áudio livro é um guia prático sobre os aromas, sabores e prazeres da bebida.

E como reconhecer um bom botequim? Sinais que revelam um local de categoria • Estabelecimento movimentado é um ótimo sinal • Garçons bem humorados e prestativos garantem o atendimento sem estresse Já houve o tempo em que o boteco era palco para manifestações populares. Na década de 1980, Campo Grande mantinha bem vivo o movimento Cultura de Boteco, alimentado por artistas, jornalistas e outros simpatizantes. O encontro acontecia em diversos botequins da Capital, como o Bar do Zé, tradicional até os dias atuais na rua Barão do Rio Branco. A foto de Roberto Higa retrata fielmente um passado que só resta nas lembranças de quem vivenciou. “A turma se reunia toda semana. Havia liberdade no boteco, dali saiam pinturas, fotografias, músicas, um verdadeiro reduto de cultura. Não é como agora, com lugares aprimorados” lembra o fotógrafo. Na foto, Joel Silva, Sirley Barata, Silvia Cesco e Silvio Martinez no encontro do movimento Cultura de Boteco, em 1985.

• Cerveja gelada, caipirinha com limão fresco e cachaças de qualidade tornam o ambiente bem mais especial • Boteco que se garante sempre tem um petisco da casa

Larousse da Cerveja, Ronaldo Morado. Um delicioso mergulho no universo da cerveja é o que propõe a primeira obra nacional a abordar o tema de maneira profunda.

• A presença do dono faz a diferença, afinal o bar é o segundo lar dos boêmios e nada como o proprietário para deixá-los à vontade • Preços democráticos agradam o cliente que pode se tornar freguês • Se o lugar passou em sua avaliação comunique os amigos, a boemia em grupo revigora a alma.

Comida di Buteco: receitas e segredos - 100 petiscos direto para a sua mesa. A obra marca os dez anos do concurso Comida di Buteco e coleciona receitas de bares que participaram do evento.

99


Sabor revigorado Tradicionais ou inovadoras as porções de bar são sempre bem-vindas

A

cozinha de botequim pode trazer receitas simples e tradicionais, como também inovações que aguçam o paladar. Entre os tiragostos mais populares nos cardápios do Brasil estão empada, pastel, torresmo e croquete. Há 11 anos uma iniciativa vem despertando o valor da baixa gastronomia: o concurso Comida di Buteco, criado em Minas Gerais, já contempla 15 cidades do país. Além de apreciar os produtos de cada região, o evento propõe a criação de delícias com ingredientes pouco explorados. Em Campo Grande a cultura dos bares ditos “pés-limpos” começou há pouco tempo, explica Rosa Maria Justi, instrutora de Educação Profissional na área de Gastronomia do Senac/MS. No menu dos botecos da Capital aparecem pratos com toques carioca, paulista e mineiro, sem desmerecer a culinária pantaneira. “Aqui temos tilápia, carne seca, mandioca e abóbora como produtos bem regionais,” revela a nutricionista. O Comida di Buteco ainda não chegou à cidade, mas nem por isso você vai deixar de conhecer as especialidades da nossa cozinha botequeira. Elegemos um guia de pratos para comer rezando.

100 MOOD

Água Doce Cachaçaria

Barbaquá

Cachaçaria Brasil

Leve, a isca de tilápia é uma boa opção para se beliscar enquanto bebe.

A cozinha do boteco inova com um pastel nada convencional. O recheio é feito de costelinha defumada e queijo.

O escondidinho de carne seca servido pelo bar promete deixar um gostinho de quero mais.

Rua José Antônio com av. Fernando Corrêa da Costa.

Rua Rio Grande do Sul, 382.

Av. Fernando Corrêa da Costa, 1618.

Café Mostarda

Indez

Mercearia

Composto de três tipos de carne suína (bisteca, linguiça e paleta), o trio Jeroá é uma das porções generosas e apetitosas do boteco.

O croquete de carne é de dar água na boca. A receira alemã está na família do proprietário do bar há mais de 30 anos.

Sucesso entre os clientes, o prato Cubinhos Guarani leva tapioca recheada com queijo coalho acompanhada com molho de pimenta biquinho.

Av. Afonso Pena, 3952.

Rua Antônio Maria Coelho, 3294.

Rua XV de Novembro esq. c/ Padre João Crippa


Miça Bar

Querubim

Roca Botequim

A linguiça curtida na cachaça tem um sabor especial. O prato é servido com tiras crocantes de mandioca frita e molho de mostarda.

A esfirra de carne se tornou um dos quitutes tradicionais do local. Vale experimentar.

O bolinho de abóbora com carne de sol é um dos pratos mais pedidos no bar.

Av. Afonso Pena, 4103.

Espírito Santo esquina com rua da Paz.

Rua Euclides da Cunha, nº 707.

Park's

Quiosque da Brahma

Tábua Choperia

No cardápio do bar está a deliciosa matula pantaneira: cestinhas de massa recheadas com creme de mandioca, carne de sol desfiada, requeijão cremoso.

Simples e saboroso, o provolone à milanesa é bom acompanhamento para um chopp.

O destaque fica para o prato fajitas, comida mexicana que leva filé de frango e picanha grelhados.

Rua Itacuru, 140.

Rua Mario Édson de Barros, n°64 esq. c/ av. Afonso Pena.

Rua Antônio Maria Coelho, 2699.

Toque picante Nada como aguçar o sabor do quitute com uma gotinha de molho de pimenta. Se a receita for fresquinha e caseira a combinação não tem como dar errada. Na mesa do bar ela aparece sob várias formas de preparo: geléia, conserva, tira-gosto. Entre as 50 espécies no mundo, três são mais populares nas cozinhas dos botecos campo-grandenses:

Bodinha Considerada pimenta de cheiro, é o condimento perfeito para agregar sabor aos pratos BIQUINHO Consumida principalmente como tira-gosto, integra um grupo de pimentas sem ardência DEDO DE MOÇA A ardência nada suave não impede que ela seja a mais consumida. Acompanha peixes ensopados

101


Eduardo Martinelli A trajetória de sucesso do popular ao erudito Por Thiago Andrade Foto Alexis Prappas

D

o futebol à música erudita, a paixão do maestro Eduardo Martinelli pelos instrumentos foi fruto do acaso. Jovem, queria se tornar jogador de futebol. O pai preferiu ensiná-lo a tocar violão. Depois de recusar algumas vezes, a mudança de cidade fez com que o garoto deixasse a bola de lado e se dedicasse a dedilhar cordas. A mudança foi decisiva. A trajetória começou em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Vinte anos depois, Eduardo é maestro da Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande, coordenador da Orquestra Jovem da Fundação Barbosa Rodrigues e responsável pela transformação do cenário de música erudita na Capital. “Meu pai me ensinou a tocar violão. Desde o primeiro acorde, tenho certeza de que não passei nenhum dia sem pensar em música”, assegura. Os primeiros empregos foram como músico em shows de duplas sertanejas e bandas de axé. “Eu tinha grande contato com a música popular, mas desconhecia compositores clássicos”, conta. Um programa de televisão impressionou o jovem ao apresentá-lo à música erudita. Até então nunca havia visto qualquer apresentação de violão clássico. No ano seguinte, escolheu estudar Música na faculdade. Dedicando-se ao estudo do violão e outros instrumentos de corda, optou pela regência. Formado entre os melhores alunos da turma, o músico entrou para a Orquestra Sinfônica de Santos.

102 MOOD

“Comecei a trabalhar com uma orquestra formada por jovens vindos de oficinas culturais. Obtive resultados empolgantes. Hoje, alguns lecionam música. Sinto que cumpri meu dever”, comemora. Eduardo veio para Mato Grosso do Sul em 2004, dar aulas no curso de Música da Universidade Federal. Em vez de dois anos, como havia planejado, ele fixou moradia na Capital. Por meio de projetos como a Orquestra Jovem da Fundação Barbosa Rodrigues e a Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande, o maestro foi reconhecido. Deixou de lado a universidade e passou a se dedicar integralmente aos projetos. Casado e pai de três filhos, Eduardo torna a música presente na vida de quem está ao seu redor. Em casa, escrever peças ou fazer arranjos musicais é instintivo. O músico não esconde o prazer pelo infindável trabalho de maestro. “Para um espetáculo de duas horas, meses de produção são necessários. Eu amo esse trabalho”, finaliza. O público também tem papel fundamental em sua paixão pela música. “A sensibilidade que as pessoas têm por aqui é enorme. Não existe preconceito. Eles consomem desde sertanejo a Bhrams ou Chopin”.


Som "dele" Marcelo Camelo retorna com segundo álbum mantendo os sons intimistas Por Thiago Andrade

“A chuva e um tanto de tempo pra molhar O vento que bate pra a gente se secar Faço essa canção pra te acalmar” – “Pra te acalmar” “Hoje eu vim pelo mar Naveguei de volta Só passei pra falar Que eu não vi resposta” – “Tudo que você quiser”

Trecho da música Pra te acalmar

O

s caminhos que se anunciavam no último disco dos Los Hermanos, “4”, já indicavam para onde seguiria o guitarrista e vocalista Marcelo Camelo. A banda optou por um hiato indefinido e Camelo lançou “Sou”, seu primeiro álbum solo em 2008. Em seu novo trabalho, “Toque dela“, o músico demonstra ter encontrado seu lugar. Canções que passeiam entre o samba e o indie rock dão tom ao trabalho, apostando sempre em melodias lentas e letras que viajam pelas suas imagens preferidas. Composto entre Rio de Janeiro e São Paulo, mas gravado na capital paulista, “Toque dela” se afasta da tristeza do álbum anterior, embora não abra mão do tom melancólico. As letras falam sobre amor e solidão, encontros e despedidas. Em diálogo com a música popular brasileira, Camelo brinca com versos e palavras que se tornaram emblemáticas. O disco abre com o seguinte verso “triste é viver só de solidão”, possível referência aos versos clássicos de Tom Jobim. Em “Pretinha”, o

músico rememora Novos Baianos e em “Despedida” responde a Caetano Veloso, afirmando “eu não sou daqui também marinheiro”. Sempre em primeiro plano, a voz do carioca de 33 anos é doce e mantém o tom. O instrumental é da banda Hurtmold, que acompanha Camelo com teclados, percussão, guitarras, instrumentos de sopro e muitos outros. Para o cantor, mudar para São Paulo foi fundamental para o disco. Vivendo em um apartamento no bairro de Pinheiro, “muito vazio e muito frio”, as composições absorveram a aspereza e a paisagem acinzentada da cidade. Mas, elas também fazem brilhar raios de sol. Em pouco mais de 40 minutos, o músico mostra que é possível produzir canções intimistas, mas, elaboradas.

Onde R$ 24,90, na Livraria Cultural (www.livrariacultura.com.br)


Chuck Hipolitho O VJ da MTV mostra o charme da rotina paulistana e esbanja jovialidade Por Thiago Andrade Foto Kelly Fuzaro/MTV

Q

uando surgiu à porta da MTV, há quase dez anos, Eduardo Hipolitho, que ficaria conhecido como Chuck, era apenas um jovem desconhecido de 19 anos. Ele retorna à emissora após longo período de ausência para apresentar dois programas: Big Audio e Extrato. A ideia é falar de música pop, mas com elegância. O guitarrista de 33 anos fala sobre clássicos e modernos, de Elvis Costello a The Strokes. Em São Paulo, divide seu tempo entre trabalho, gravações e ensaios das Vespas Mandarinas, sua nova banda. Não esconde que sua maior diversão é estar ao lado da filha, Nina, fruto de um casamento de seis anos com a atriz Débora Falabella. A MOOD conversou com ele sobre música, sua trajetória e a vida de VJ e paulistano.

Como começou sua relação com a música e, mais especificamente, com o rock? Ganhei a trilha sonora do filme La Bamba quando tinha 10 anos. E me apaixonei pelo rock. Comecei a tocar guitarra com 13 e, aos 19, vim morar em São Paulo, comecei a trabalhar na MTV e tocar com o Forgotten Boys. Amo o rock, mas, antes de tudo, eu amo música. Você trabalhou na MTV como produtor do Piores Clipes do Mundo. Por que você decidiu deixar a emissora? Decidi morar fora do Brasil com meu pai. Mudei para Rockville, Maryland, uma cidade na costa leste dos Estados Unidos. Melhorei meu inglês e conheci coisas novas. Já estava na hora de sair da MTV, eu era muito novo e não era um profissional muito responsável na época.

106 MOOD

Agora você retorna, apresentando dois programas. Como é estar em frente às câmeras dessa vez? Excitante! Foi difícil no começo, sou um pouco tímido, mas aos poucos me soltei. Faço parte de um novo direcionamento dentro da emissora. Estou à frente de um programa que apresenta músicas e bandas que eu amo. O interessante é que dessa vez cada apresentador participa diretamente da escolha do conteúdo do programa. Entre Piores Clipes do Mundo e os programas que você apresenta, Big Audio e Extrato, o que mudou? Eu me tornei homem. Fiz um monte de tatuagens. Mudei de banda e, agora, sou pai. O Forgotten Boys esteve entre os grandes nomes da cena alternativa brasileira. O que te fez deixar a banda? Era a hora. Não havia mais o que fazer ali. Eu precisava descansar e respirar outros ares. A Débora estava grávida na época e eu queria dar atenção a ela e ao bebê. Levo comigo o orgulho de ter feito parte da história da banda. Morar em São Paulo tem vantagens e desvantagens. Para você, quais são elas? Todas as vantagens e desvantagens de uma metrópole. Meu trabalho é aqui, o tempo corre, e tenho tudo que preciso. Minha filha está aqui e essa é minha casa. Além de tudo isso, há toda a movimentação cultural e a diversidade gastronômica, que são as coisas que eu mais gosto na cidade. O que falta, no final, é tempo.


Vale a pena conhecer, por Chuck Hipolitho Yuck Dois ingleses se juntaram a uma japonesa e um norte-americano. Da mistura, surgiu uma banda de ares cosmopolitas, que emula o melhor dos anos 90. “Angles”, The Strokes Quarto disco do quarteto de Nova York, lançado depois de cinco anos de silêncio. A banda assume as influências eletrônicas dos anos 80 e faz um álbum que vai do rock à bossa nova. Tune-Yards Merill Garbus canta, toca bateria e um ukulele. Os efeitos eletrônicos e os loops da própria voz a ajudam a criar um som que beira o experimental.

Como Eduardo virou Chuck? Um amigo me deu esse apelido em 1998, por causa do filme Brinquedo Assassino. Não gostei, logo, pegou.

Vespas Mandarinas Novo projeto de Chuck Hipolitho. Sotaque paulistano com letras que falam de céus acinzentados, concreto, pessoas e desencontros. O EP está disponível em www.vespasmandarinas.com.br

Como é a vida de pai? O que você faz para conciliar com outras atividades? É uma vida corrida, mas eu faço meu melhor. Dou atenção ao que precisa da minha atenção na hora, tento estar presente no momento, aproveitar o agora. Planejar tudo com calma é essencial para as coisas não darem errado. O resto, eu deixo acontecer. Quais os planos para 2011? Trabalhar e trabalhar mais um pouco. Ajudar o pessoal da MTV a continuar isso que começamos. E divulgar mais minha banda, Vespas Mandarinas.

107


Por Thiago Andrade

Literatura

Música

Cinema

Coleção de memórias

Cadê o amor?

Desenho para adultos

Em Istambul, entre a primavera de 1975 e os últimos anos do século XX, o jovem Kemal, herdeiro de uma família rica, vive um estranho triângulo amoroso envolvendo sua noiva, Sibel, e a prima Füsun. A obra de Orhan Pamuk, recém lançada no Brasil, se funda na memória para reconstruir um painel sobre os personagens e a cidade em que vivem. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 2006, o escritor é conhecido por trazer em suas obras o confronto entre oriente e ocidente. Os embates culturais dão força à narrativa. Entre os impulsos ocidentalizantes e tradicionalistas, Istambul é retratada como palco de transformações constantes.

Entre o asfalto, o concreto e o céu acinzentado de São Paulo, o rapper Criolo afirmou que “não existe amor em SP”. A canção, que deixa de lado os versos quebrados e secos do rap, se tornou hit e elevou o nome do cantor a outro patamar. Ela faz parte do disco “Nó na orelha”, que inverte as regras musicais e mostra que um rapper pode, sim, fazer canções emocionantes. Kléber Gomes é o nome por trás do pseudônimo. As influências do novo álbum incluem soul, R&B, reggae, MPB, mostrando que deixar preconceitos de lado é a melhor maneira de fazer boa música. O disco foi lançado este mês e está disponível para download no site do músico (www.criolo.art.br).

O silêncio e a contemplação são as marcas maiores de “O mágico”, animação dirigida pelo francês Sylvain Chomet com roteiro baseado em argumento de Jacques Tati. O trabalho artesanal, que difere muito dos atuais desenhos tridimensionais criados em computador, dá charme à história de um mágico frustrado que descobre em uma adolescente um motivo para se superar. Não é um filme fácil. O silêncio toma conta das cenas e obriga o espectador a contemplar as imagens, gestos, expressões e cenários. A história é conduzida com originalidade, ironizando as regras da sociedade de consumo.

Por R$ 59 no site da editora (www. companhiadasletras.com.br)

Disponível para venda no site da Livraria Cultura (www.livrariacultura. com.br) por R$ 19,90

108 MOOD

Por R$ 29,90 no site da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br)


Empreender responsável

P

ara aqueles que pensam que ser empreendedor ou fazer empreendedorismo é criar a própria empresa, não estão totalmente errados, apenas com uma visão e conhecimento limitados. Ser empreendedor é fazer acontecer, transformar uma idéia em negócio, sem medo de correr riscos. Acreditar, perseverar, estabelecer objetivos e metas, trabalhar muito. Ser responsável pelas ações realizadas hoje e consciente que dependendo do caminho seguido, pode também se responsabilizar pelas conseqüências, entre elas o impacto no meio ambiente, norteia o empreendedorismo sustentável. Um comportamento cada vez mais em destaque na sociedade globalizada. As empresas têm sido foco de atenção e de novas expectativas por parte da sociedade. Desenvolver ações positivas para o bemestar comum faz delas admiradas e valorizadas por clientes, fornecedores, funcionários e comunidade. Como resultado, criam riquezas, geram empregos e contribuem para o desenvolvimento do País.

“A ideia de empreendedorismo sustentável deve começar desde cedo”

A idéia de empreendedorismo sustentável deve começar desde cedo, através de orientações dos pais e também como matéria pontual nas instituições de ensino, assim como o português e a matemática. Pois somos responsáveis pelo planeta e o nosso maior desafio é conscientizar as crianças e os jovens sobre a importância do desenvolvimento sustentável e do consumo consciente. É fomentando o espírito de liderança e o comprometimento, que será despertado nesse público para transformá-los em multiplicadores dessa ideia. O empreendedor sustentável entende que é o arquiteto do seu próprio caminho. Um protagonista que não apenas faz a sua parte, mas mobiliza as pessoas do seu entorno a descobrirem a sinergia da unidade colaborativa. Esse empreendedorismo vai além do ecologicamente correto e se preocupa também em construir relações mais sustentáveis, sem a exploração dos talentos e emoções do outro, mas no cultivo do respeito, na valorização das qualidades e na tolerância das limitações.

*Assistente Social, Gerente Executiva da Junior Achievement no MS

110 MOOD

Foto Alexis Prappas

Por Lucilene Medeiros do Couto*


Revista Mood Life Edição 16 - Junho de 2011  

Revista Mood Life, edição 16, junho de 2011 - Capa Paulo Zulu

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you