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LifI

Viver com estilo

27 misturafina

Uma seleção de novidades em gadgets, acessórios e beleza para ficar ainda mais bela

59 CASAestilo

Mostra Artefacto traz sofisticação e homenagem à grandes personalidades em sua quinta edição

89 identidade

Nº 37 R$ 10,00

Em Perfil trazemos Lígia Velasques Farias e sua dedicação à família e religiosidade. Em Vox nosso entrevistado é o presidente da OAB, Cesar Souza Rodrigues. Solange Brum fala do sucesso do Grupo O Boticário em Cases e em Atitude entrevistamos a advogada e defensora das causas indígenas, Tatiana Ujacow

Jorge

Fernando Figura carimbadíssima nas artes cênicas do Brasil, ator e diretor exibe e fala o porquê dessa sua personalidade forte, claro, com uso do bom humor e da descontração


As tintas e texturas preferidas das construtoras agora também serão a primeira escolha para o seu lar. Porque a qualidade e eficiência da Ibratin, antes exclusivas para empresas de construção civil, já estão disponíveis no varejo. Renove sua casa, apartamento ou escritório. Peça Ibratin na loja mais próxima e dê vida nova para você e toda família.


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Viver com estilo

M

uitas pessoas são movidas por suas paixões, que algumas vezes transformam em profissão, em outras viram hobbies. Nesta edição da Mood Life, trazemos em Estilo de Vida alguns apaixonados que se reuniram em confrarias para celebrar seus gostos em comum, sejam eles vinho, carros antigos, música. Também foi a paixão, esta pela arte cênica, que moveu e move nosso entrevistado de CAPA. Jorge Fernando, consagrado diretor e ator, nos fala sobre a carreira, a família, sonhos ainda não realizados e a sua contagiante alegria em encarar a vida. Na seção Cultura conhecemos exemplos de escritores de ficção que se dedicam a criar histórias e levar sua mensagem além das fronteiras sul-mato-grossenses. Em Personalidade, também trouxemos uma escritora conhecida nacionalmente, a jovem Tati Bernardi, que nos contou de onde vem sua inspiração. Nosso caderno Casa Estilo vem cheio de novidades, entre elas a Mostra Artefacto, que em sua quinta edição homenageia importantes nomes nacionais, além da já afamada sofisticação. Design apresenta Renata Rubim e seu talento único e premiado no trabalho de superfícies e cores. Ótimas dicas para vestir sua casa estão em Feira Hype. Como em outras edições, nossa redação preparou o caderno Identidade com excelentes entrevistados que se destacam na capital do estado, em suas áreas de atuação. Boa leitura.

54 estilo de vida

Vinho, carros antigos. As confrarias reúnem apaixnados na capital

00 perfil

Vestibulum erat risus, tincidunt vel blandit a, mollis vel mi. Curabitur non ligula mauris, eu fringilla nulla.

72 décor

Mostra Artefacto chega cheia de novidades e esbanja bom gosto

Expediente Capa Jorge Fernando Foto Estúdio Sim

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MOODlife

Produção Executiva Pedro Silva

Jornalista responsável Cidiana Pellegrin (MTB 687/MS) redacao@moodlife.com.br Editor Odirley Deotti editor@moodlife.com.br Fotógrafos Estúdio Sim, Gilson Barbosa, Giuliano Gondim, Priscila Mota, Raul Delvizio Revisão Dáfini Lisboa dafini.lis@gmail.com Colaboraram nesta edição: Texto Adriana Estivalet, Carla Carvalho, Carla Cecarello, Cidiana Pellegrin, Clarissa de Faria, Dirceu Peters, Isabela Ferreira, Laís Camargo, Lúcia Coletto, Maria Adélia Menegazzo, Mayara Sá, Odirley Deotti, Paulo Cruz, Raul Delvizio, Thereza Christina Silva e Wity Prado. diretores Iara Diniz, Marta Albuquerque diretor comercial Dirceu Peters Revista MOOD Life é uma publicação mensal. Rua da Paz, 1629. Santa Fé. Campo Grande/MS CEP 79102-210. Não nos responsabilizamos pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constam no expediente não tem autorização para falar em nome da Revista MOOD Life. Impressão e acabamento Gráfica Editora Alvorada. PARA ANUNCIAR LIGUE (67) 4063-9321 Distribuição e assinatura Gabriela Galante atendimento@moodlife.com.br


conteúdo

Motor Gadgets Estilo Beauty

27 misturafina 28 motor Montadoras se preparam

33 ESTILO homem Acessórios que

30 gadgets Os mais recentes

34 beauty Seleção de produtos para quem quer se sentir tão floral quanto à primavera.

para 2014 e renovam seus modelos já consagrados.

produtos tecnológicos para o seu lado mais geek.

combinam com o universo da moda masculina nos esportes.

32 ESTILO mulher Saiba como se

vestir com estilo na hora de malhar.

Décor Arquitetura Design Gourmet Viagem

59 CASAestilo 60 design Conheça Renata Rubim e

79 vinhos Veja dicas de rótulos sulafricados e espanhóis, sucesso para o mês com excelente custo-benefício.

72 décor Mostra Artefacto

80 viagem Sol, praia e belas acomodações fazem do GoldenEye Hotel & Resort uma tremenda opção.

92 perfil Muito trabalho, tempo

96 vox Júlio Cesar Souza Rodrigues,

94 lounge Superintendente da Associação Comercial da Capital, Fernanda Barbeta dos Rios Pinto, bate um papo descontraído sobre sua rotina.

104 cases À frente das lojas de O Boticário, Solagem Brum retrata a simpatia, autoconfiança e o espírito de fé

seu trabalho incrível com o design de superfícies.

Beach&Country tem muita sofisticação, trabalho de profissionais de destaque e homenagens à grandes personalidades.

Perfil Entrevistas Cidades Política Eventos

89 identidade

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MOODlife

para família e religiosidade define Lígia Velasques Farias.

presidente da OAB/MS, fala sobre experiências no Direito e amor à Justiça


achados

Fotos Divulgação

Por Clarissa de Faria e Raul Delvizio

LA BUGRA GASTRONOMIA

Foto Raul Delvizio

paleteria

oca brasil

O bazar de antiguidades, localizado na av. Marquês de Pombal, 74, no bairro Tiradentes, traz uma variedade de objetos com um ar mais retrô para a sua decoração. Você vai encontrar vinis, aparelhos de som, telefones da década de 50, bancos, mesas, mesinhas de centro e até uma geladeira bem antiga, ainda em funcionamento. O destaque fica para um baú em estilo tesouro de pirata, que dá para guardar todo um guarda-roupa e que também serve como um charme a mais para a decoração.

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MOODlife

Tel.: 67 9235.0752 ou 8111.2171

Uma novidade que Campo Grande recebeu no fim do mês de outubro é a loja Mi Paleta, que vende as famosas paletas mexicanas. As paletas, como são chamados os tradicionais picolés no México, são produzidos artesanalmente. Quem experimenta saboreia a verdadeira fruta bem gelada e cremosa, com várias opções de sabor (creme mexicano, mamão papaia com cassis, brigadeiro, morango, entre outros). Mesmo que o dia não esteja quente, vale a pena degustar o doce. Aproveite e dê seu pulo até lá. Av. Mato Grosso, 3180, bairro Jardim dos Estados. Horário de funcionamento: das 12h às 20h

Que tal inovar o cardápio do seu jantar com a família ou os amigos? A chef de cozinha Daniella Maluf realiza jantares étnicos em domicílio, entre os quais, tailandeses, indianos e mexicanos. Os pratos, ricos em sabor, trazem um mix de sensações (doces, salgadas, picantes, azedas) em uma única garfada. Músicas e decoração também fazem parte do pacote. Ainda, a La Bugra Gastronomia tem bolos totalmente integrais, feitos com granola e linhaça dourada próprias. Há as opções de maçã com tâmaras e nozes, maçã com castanha-do-pará, e ameixa e castanha-do-pará, em três tamanhos: pequeno (R$ 25), médio (R$ 35) e grande (R$ 50). O telefone para entrar em contato com Daniella é o tel.: 67 9945.1102


tomenota nacional Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

Foto Divulgação

gastronomia

festival da

Alcachofra A Cantina do Piero, para aproveitar a época das alcachofras, promove até 30 de novembro um evento gastronômico. Durante o período, o restaurante paulistano oferece três variedades de pratos e duas entradas, que já fazem parte do menu à la carte: Antespasto de Alcachofra e Alcachofra Recheada, na entrada; e, como pratos principais, o Risoto de Alcachofra, Rigatoni Rosso di Carciofo e o Penne Bianche di Carciofo. São refeições bem italianas, com o ingrediente tradicional dessa cultura, em uma decoração quase de uma casa di mamma.

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MOODlife

Rua Haddock Lobo, 728, no bairro Cerqueira César, São Paulo. De segunda a quinta, das 11h30 às 16h, e das 19h à 1h. Sextas e sábados até as 2h. Domingos, das 11h30 à 1h. Delivery pelo tel.: 11 3062.9635 ou 3062.6918

exposição

ClimaOlímpico

O acervo do Museu Olímpico do COI (Comitê Olímpico Internacional), na cidade suíça de Lausanne, aterrissou em solo brasileiro. O Museu Histórico Nacional serve de base para exposição gratuita que fica até 1º de dezembro – um aquecimento para os jogos Rio 2016. São mais de 300 peças que representam a trajetória das Olimpíadas na Era Moderna, divididas em nove módulos: Jogos da Antiguidade, O Sonho de Coubertin, Acendendo a Tocha, Cerimônias, Esportes e Medalhas, Mascotes, Rio 2016, Memorabília e Time Brasil. Todos estão conectados e mostram a cultura e a emoção dos jogos que fazem história. O Museu Histórico Nacional fica na praça Marechal Âncora, S/Nº, no centro do Rio. De terça a sexta, das 10h às 17h30. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h

balada

D-Edge

A casa noturna mais famosa de São Paulo tem em novembro duas noites bastante especiais. No dia 16, o projeto Mothership traz Seth Troxler (EUA) – considerado o melhor DJ de 2012 pela revista on-line Resident Advisor, destaque na cena da música eletrônica pelo mundo – e a dupla Wolf + Lamb (EUA), que comandarão a pick-up. Já no dia 21, o projeto Moving recebe outro grande nome: Mart-T, residente da Amnesia Ibiza, balada global no destino espanhol da house music. Outras informações de programa na D-Edge em www.d-edge.com.br Av. Auro Soares de Moura Andrade, 141, bairro Barra Funda. Informações pelo tel.: 11 3665.9500


tomenota regional

Foto 1000 Words/Shutterstock.com

Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

Foto Vaca Azul

Curso

Cinema

de mão

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MOODlife

Já pensou em filmar vídeos, minicurtas ou até um documentário? Agora, já imaginou fazer isso com o seu celular? Esta é a proposta do curso “Cinema de Mão: Produção de Cinema com Smartphones”, pelo Caffeína Lab. Você aprenderá a linguagem e a prática cinematográfica e, também, técnicas específicas de uso em qualquer celular com câmera embutida. O objetivo é que cada aluno desenvolva ao final do curso uma nanometragem, filmagem de até 1 minuto sobre qualquer tema. Acontece nos dias 22 (das 19h às 22h), 23 (das 9h às 13h) e 30 de novembro (das 8h às 12h), na livraria Le Parole. Veja o que você poderá fazer em www.vimeo. com/23323564. Rua Euclides da Cunha, 1126, bairro Jardim dos Estados. Inscreva-se em www.caffeinalab.com.br (R$ 220 e doação de 1 kg de alimento não perecível).

exposição

Circo em fotos

música

Lançamento CD

GOBSTOPPER Com um estilo carinhosamente apelidado de “chocorrock” – uma mistura de melodias doces e letras envenenadas de sarcasmo –, a banda Gobstopper lança seu primeiro CD, em show no dia 26 de novembro, às 20h, no Teatro Prosa do SESC Horto. Os integrantes Elizeu (vocalista e guitarrista), Marcel Papel (baixista) e Leco Plaça (baterista), que possuem mais de cinco anos na banda, convidam todos para a apresentação. R. Anhanduí, 200, Centro. Informações com o Sesc, pelo tel.: 3357.1200

Pelos seus 9 anos de muitas acrobacias, performances, apresentações e outros trabalhos intensos, o Circo do Mato disponibiliza permanentemente, na própria sede, a exposição fotográfica com os registros da longa jornada do grupo. São fotografias e produtos audiovisuais das intervenções artísticas; montagem dos espetáculos; viagens e participação em festivais; objetos, cenários e figurinos, e mais. Os cliques foram realizados por Laila e Larissa Pulchério, ambas fotógrafas e produtoras culturais do grupo. Rua Tonico de Carvalho 263, B, bairro Amambaí, próximo ao Horto Florestal. Outras informações pelo tel.: 3026.5767 ou 9912.1420


tomenota especial Por Odirley Deotti e Raul Delvizio

DIOGO NOGUEIRA

em campo grande

O aclamado sambista, filho do saudoso João Nogueira, chega a Campo Grande com um show de lançamento do seu mais novo CD, “Mais Amor”. O quinto disco de sua carreira, produzido por Leandro Sapucahy, reverencia as mulheres com uma série de sambas. “O amor faz a diferença em todos os setores da nossa vida, independentemente de onde ele vem. Agradeço as mulheres mais importantes do mundo e as que me criaram”, afirma o cantor. Novos sucessos de sua carreira, com músicas como “Desejo me Chama”, “Quem Vai Chorar Sou Eu” e “Carinho Não Pode Faltar”, e ainda clássicos do seu pai, como “Espelho”, “Poder da Criação” e “Clube do Samba”, fazem parte do show. Acontece no dia 23 de novembro, no Ondara Palace Buffet, no Parque dos Poderes, às 23h.

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Foto Divulgação

MOODlife

Ingressos no stand Pedro Silva Promoções, no 1º piso do Shopping Campo Grande, ao lado da Riachuelo. Mais informações pelo tel.: 67 3326.0105


estante Por Wity Prado*

LITERATURA

Temperamental devia vir da palavra

tempero. num dia

mais

doce em outro mais

salgada,

mas raramente

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MOODlife

insossa.

*Wity Prado, mãe, produtora e consultora de moda. Graduada e pósgraduanda em moda

A paixão segundo G.H. / Clarice Lispector Meu preferido até então, mas sou suspeita para falar de Clarice Lispector. Ela usava a alma para descrever fatos, atos, reflexões e detalhes dos mais absurdos ou mínimos. Aí está uma leitura que me prende e me encanta, do tipo: 'obrigada por descrever com palavras o que sinto'.

MÚSICA

Journal de BAD / Bárbara Eugênia Assisti ao show dela por acaso, pois ela abria a apresentação do Otto, no Studio SP, em 2008. Logo de cara, eu me apaixonei. Uma voz suave com um ritmo gostoso e letras com história. Daquelas músicas que, quando você ouve, dá vontade de dançar de forma contida, alegre e suave.

CINEMA

Documentário “Estamira” / Marcos Prado É sobre uma mulher que trabalha no lixão, e que é 'louca'. Muito interessante ver a lucidez na loucura, a loucura por si só e a loucura que é a lucidez em certos aspectos. E, ainda, perceber que nada acontece por acaso, é tudo uma questão de causa e efeito.


leituras Por Maria Adélia Menegazzo*

Os afetos e a leveza

T

entar compreender o papel da arte na vida das pessoas é perda de tempo, no entanto, todos sabemos que algum há de haver. Caso contrário, bastaria nascer, crescer e morrer. Um tédio só. Uma das principais causas da presença da arte em nossas vidas está relacionada aos afetos. No meu velho dicionário de latim, aprendo que o substantivo affectus, afeição, paixão, tem a mesma raiz que affecto, o verbo ambicionar, pretender. Resta ensimesmar. “Nós não lemos e escrevemos poesia porque é bonito. Nós lemos e escrevemos poesia porque pertencemos à raça humana e a raça humana está cheia de paixão. Medicina, direito e engenharia são ambições nobres e necessárias. Mas poesia, beleza, romance, amor? É para isso que ficamos vivos.” Quem viu deve se lembrar destas palavras do professor de literatura no filme Sociedade dos Poetas Mortos. Uma reverência à liberdade de pensamento e ao poeta das Folhas de relva, Walt

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MOODlife

"Nós não lemos e escrevemos poesia porque é bonito. Nós lemos e escrevemos poesia porque pertencemos à raça humana e a raça humana está cheia de paixão"

Whitman, que dizia: “eu me planto no chão para crescer com a relva que eu amo: quando vocês de novo me quiserem, é só me procurarem debaixo das solas dos seus sapatos”. O recorte do filme me foi enviado por uma amiga para lembrar os velhos tempos. Fiquei comovida, porque, para mim e para muitos que ali estiveram, as leituras de poemas, romances e peças de teatro foram momentos desconcertantes na repetição do nosso dia a dia. Hoje, são marcas dos nossos afetos. Assim, posso pensar que uma coisa leva à outra. Outro amigo resumiu a passagem e a permanência daqueles dias assim: não fossem as aulas, não teria vencido o dragão, passado pelo gato preto, ouvido o grasnar do corvo, embarcado no barco bêbado, colhido aquelas flores da maldade e chegado aonde chegamos. A paixão, que nunca nos falta, pretende sempre o objeto do desejo. É esta mesma ambição que desencadeia as narrativas. Para havê-las, é necessário que uma regra tenha sido violada, um dano causado, o processo de sua reparação e a recompensa. Este é o caso, evidentemente, das narrativas populares, dos contos de fadas. Nada a ver com o que ocorre no romance moderno e, menos ainda, no contemporâneo. Mas a

relação entre paixão e ambição é a mesma. O modo de apreender é que muda. Com afeto (e com açúcar, por que não?) é possível constituir momentos de leveza extrema, tão extrema que até Medusa se recusaria a olhar para eles. É preciso ser leve como o pássaro e não como a pluma, diz Paul Valéry. E desbancar a tristeza que, sem peso, vira melancolia. Assim, a história da arte é uma história de coisas banais potencializadas pelo fazer artístico. É neste quadro que as tensões são transformadas e que as sensações encontram na alma uma disponibilidade mágica para fruir e fazer de nós seres eternos como as histórias das 1001 noites. É como deitar no chão e olhar os Continentes e as Nuvens, de Rivane Neuenschwander, no Inhotim, ou as pipas coloridas Do nascer ao pôr do sol, de Laura Belém. São experiências de transparência, leveza e sentimento. Tudo o que faz da arte algo eterno e inexplicavelmente necessário. *Maria Adélia Menegazzo é Doutora em Teoria Literária com Pós-doutorado em Artes Plásticas, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Academia Sul-mato-grossense de Letras


cultura Por Odirley Deotti e Raul Delvizio

Escrita Imaginada

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Foto Divulgação

MOODlife

Literatura de ficção no MS tem exemplos de jovens fascinados pelo gênero


“Mãos ao Alto! Passa o Boné!”, é uma ficção inspirada pelas vivências pessoais sobre violência e problemas de conduta antissocial entre os jovens

jovem protagonista Diana mora na periferia, vive dificuldades financeiras e sofre com a falta de carinho da mãe. Acaba por conhecer o mundo do crime. “Acompanhei muitas ‘Dianas’ na vida real e, portanto, a história é cheia de realismo. Para se proteger desse mundo, ela usa a violência como instrumento, mas acaba se dando mal”, comenta. Ariadne admite que todas essas histórias sempre dialogam com ela profundamente, em sua alma. “Na vida profissional, escutar o que escutei, ver o que vi, foi ainda mais forte. Eu comecei a escrever para tirar de dentro do meu peito e colocar em algum lugar: nessas histórias”.

Foto Alexis Prappas

Um exemplo disso aqui no Estado é a procuradora de Justiça Ariadne Cantú, que, durante o período à frente da Promotoria da Infância e da Juventude, viu de perto experiências transformadoras. Sua mais recente obra, “Mãos ao Alto! Passa o Boné!”, é uma ficção inspirada nas vivências pessoais sobre violência e problemas de conduta antissocial entre os jovens. “Trabalhar nessa área me proporcionou um prisma privilegiado dessa problemática, que perpassa sempre por problemas de estrutura social de apoio, preparação da escola e acompanhamento da família”, acredita. Na trama, a

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E

screver é uma arte. Mas, para exercitá-la, não basta muito: um lápis recém -apontado e um punhado de imaginação traçam o caminho das letras e palavras em um rascunho de papel. Não é à toa que Manoel de Barros um dia disse: “noventa por cento do que escrevo é invenção”. Exatamente o caso do gênero de ficção. Em Mato Grosso do Sul, existem nomes que, com vontade e persistência, utilizam essa ferramenta literária em prol do amor à escrita. De acordo com o professor, contista, historiador e pesquisador da cultura regional Augusto César Proença, ficção pertence à imaginação, ao inventado. E é o homem que opera a máquina maior de criação – o seu próprio cérebro. “É um campo para reflexão. Diferentemente da poesia, letras pelas belas letras, a ficção promove questões sociais: mostrar as feridas, as dores e as mazelas do ser humano, esse ser complicado”, argumenta. Esse gênero não é preso a si mesmo, já que qualquer tema pode se tornar uma ficção.


cultura

Fotos Divulgação

Por Odirley Deotti e Raul Delvizio

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Universo Desconstruído é uma coletânea de contos de ficção científica organizada por Aline Valek e Lady Sybylla

Por outro lado, a jornalista Daiane “Lyra” Libero participou do e-book “Universo Desconstruído” (disponível gratuitamente para download, em www.universodesconstruido. com), uma coletânea de contos sobre ficção científica feminista. “Eu tenho uma amiga blogueira de São Paulo, conhecida na internet como Lady Sybilla. Um dia, ela me falou que estava com um novo projeto, de um e-book em que a mulher fosse protagonista, forte, cheia de poder, o destaque da história ficcional”. Convidada, a jornalista escreveu “Cidadela”: duas personagens, Irina e Luisa, precisam se unir para sobreviver em uma sociedade pós-apocalíptica e autoritária, em que uma praga desolou tudo. “A maioria dos protagonistas de ficção científica, seja no cinema, nos livros ou seriados, é homem. São poucos os que destacam a mulher. Na história, projetei o enredo em uma Campo Grande futurista. Lá, desconstruo a ideia machista de que duas mulheres não podem ter uma amizade, serem pessoas confiáveis – na verdade, pelo contrário, elas são amigas, ajudam-se, têm empatia”.

E foi pela experiência na ficção que Karen Soarele encontrou um prazer. Para ela, histórias de ficção são emocionantes, pois podem transmitir mensagens positivas. “Se possível, desejo que o que escrevo signifique uma mudança na vida desse leitor, tornando-se inesquecível”. Na empresa Panda Vermelho, na qual tem sociedade com o marido, suas histórias infantojuvenis caminham paralelas à publicidade. “Apesar de áreas diferentes, tanto a escrita quanto a ilustração requerem um processo de criação, e uma influencia muito a outra. Na empresa, trabalhamos as duas coisas juntas. Quando escrevo, imagino como se daria o encaixe dos variados elementos gráficos no livro. A composição da cena contribui para a harmonia da história como um todo”, assegura.

Tempestade de Areia é uma dos títulos escritos por Karen Soarele

Para Augusto César, existem bons autores por aqui. “Mas ainda são tímidos, estão no casulo. Necessitamos de um estímulo maior à escrita. Iniciativas como editais e concursos culturais podem ser a saída”. Conforme ele, “precisamos rememorar o que é nosso. É triste, porque há uma depauperação na literatura de hoje”. O futuro, talvez, esteja nesses e outros personagens que escrevem ficção e fomentam essa cultura em MS. Para eles, como também para Augusto e Manoel de Barros, as palavras continuam sendo fortes.


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misturafina Carros Gadgets Estilo Beauty

28 motor Montadoras se preparam para 2014 e renovam seus modelos já consagrados. 30 gadgets Os mais recentes produtos tecnológicos para o seu lado mais geek. 32 estilo mulher Saiba como se vestir com estilo para a prática dos exercícios físicos. 33 estilo homem Acessórios que combinam com o universo da moda masculina nos esportes. 34 beauty Seleção de produtos para quem quer se sentir tão floral quanto à primavera.

antenada

dicas de beleza

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e vários lançamentos para renovar o visual e andar na moda


misturafina motor Por Paulo Cruz

Nova geração Focus chega ainda mais forte

A

não precisa de tanquinho para partida a frio. Bem equipado e com visual renovado, encara de peito aberto seus rivais. A versão hatch, com ar mais esportivo, pode ser equipada também com motor 1.6 e briga com o novo Golf. Entre alguns de seus equipamentos inteligentes e inéditos na categoria, o Novo Focus

Sedan oferece sistema de estacionamento automático, além da conectividade SYNC com tela touch-screen de 8 polegadas e comandos de voz para celular, entretenimento, navegação e climatização. Vem com telas configuráveis MyFord Touch.

Fotos Divulgação

Ford lançou no Brasil o novo Focus, agora mais sofisticado, bonito, forte e caro em relação à antiga geração. As novidades são muitas. Ele é o primeiro automóvel Flex do mundo com injeção direta de combustível, o que garante mais economia e desempenho superior. O motor 2.0 rende convincentes 178 cv no etanol e

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MOODlife

No item segurança, o Novo Focus Sedan tem seis airbags, controle de estabilidade e tração e freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem. Os faróis bixenon com lavadores embutidos são outro avanço que revela o cuidado com os aspectos de visibilidade e segurança do veículo


Invocado

O novo Camaro, que chega às concessionárias por R$ 210 mil, está mais invocado. Mesmo tendo perdido parte de seu visual agressivo, ainda é um carro com "cara" de quem está pronto para acelerar forte. O motor da nova versão é o mesmo convincente V8 de 406 cavalos de pura força, que o leva aos 100 km/h em 5,4 segundos e aos 250 km/h de velocidade máxima, limitados eletronicamente. Na rápida volta que demos com o modelo, fica a certeza de que seu reinado entre os mais cobiçados esportivos à venda no Brasil está garantido nesta nova geração, e ele nem precisa ser amarelo para fazer sucesso por onde passa.

A porta que faltava

Uma picape derivada de um carro pequeno, com cabine dupla e três portas, parece um veículo sem sentido, já que tem espaço interno reduzido e também não carrega muito na carroceria. Mas a Fiat surpreende novamente com a versão três portas da picape Strada. E pode apostar que ela será um sucesso. Líder de mercado, caiu no gosto do brasileiro e deve continuar sem ameaças no topo da lista de picapes mais vendidas. O preço desta versão, que já é de 2014, é de R$ 54.360.

Logan repaginado

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O Renault Logan, que nunca foi um campeão em desenho e estilo, está prestes a mudar. O carro, produzido em São José dos Pinhais (PR), ganhou porte e visual bem mais moderno em relação ao antecessor. A frente ganhou faróis maiores, nova grade, retrovisores e para-choque atualizados. Atrás, linhas marcantes e lanternas quadradas, com maior refinamento. Por dentro, mudanças muito aguardadas. O painel ficou moderninho e o console central traz, nas versões mais caras, a central multimídia com tela Touchscreen. Os motores são os mesmos: 1.0 16 V e 1.6 em versões de 8 V e 16 V, com potências entre 80 cv e 112 cv.


misturafina gadgets Por Odirley Deotti

LomografiaDigital

Fotos Divulgação

As câmeras analógicas da Lomography já são famosas e têm seu público fiel. Mas a empresa quer ir além e lançou recentemente o kit “Experimental Lens Kit”. O conjunto vem com três lentes desenvolvidas para criar efeitos de múltipla exposição em fotos digitais, e vem com uma lente de 24mm padrão, uma grande angular de 12mm e uma olho de peixe com angulação de 160 graus. Todas têm abertura de f/8 e velocidade do obturador de 1/100. Por enquanto, as lentes são compatíveis com modelos de câmeras Micro 4/3 (máquinas intermediárias sem espelho e com lentes intercambiáveis). Por US$ 89 no site americano da Lomography (lomography.com)

Tripods

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MOODlife

Uma das principais marcas de speakers conceituais da atualidade, a Podspeakers novamente encanta com seu lançamento. Dessa vez, a empresa trouxe para o mercado o SmallPod Bluetooth. Com design marcante e elegante, o aparelho se destaca no ambiente, além de garantir alta qualidade sonora. Por meio do bluetooth, ele se conecta a qualquer aparelho que tenha a tecnologia, ou via entrada auxiliar de 3,5 mm. Ele mede 25,6 cm de altura, chegando a 32,5 cm com os tripés feitos em alumínio. Por USD 899 na store.podspeakers.com

Versátil

A Genius inovou com seu alto-falante e MP3 player portátil, o SP-i400. O pequeno aparelho garante boa qualidade de som e é fácil de usar. Basta inserir um cartão SD com suas músicas preferidas em MP3/WMA e apertar o play ou usar a função AUX-in e conectá-lo ao notebook, iPad, iPod ou celular. Outra funcionalidade dele é a GeniusLink, que permite conectar o aparelho em linha com outros alto-falantes, tornando o som mais potente. Não bastassem todas essas características, o SP-i400 tem a base magnética e pode se prender a superfícies metálicas. Por R$ 105 no www.balaodainformatica.com.br


misturafina ESTILO Por Clarissa de Faria

Fazendo bonito

na

Academia

O ambiente da academia também é sinônimo de andar bem arrumada e na moda. Faz tempo que as roupas de ginástica ganharam as ruas e não será diferente com a moda fitness 2014. As confecções apostaram em estampas rajadas e multicoloridas, dando um manchado para aquelas pessoas que não se importam em serem notadas. Algumas marcas continuaram se inspirando em tons mais neutros e discretos, além de estampas geométricas. Os tecidos lisos e mesclados também aparecem na coleção 2014, atendendo aqueles mais exigentes.

Asics Ward 1.2 Zip R$ 199,90 Asics W Seamless Tank R$ 129,90 Asics Ward 1.2 Zip R$ 127

Mormaii Led Clip preto R$ 59,90

Roxy Boardshort Wind R$ 149,00

Asics W Tennis Skort R$ 99,90

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MOODlife

Trifil Legging R$ 89,90 Asics Gel-Noosa Tri 8 R$ 449,90


Fora da

Rotina

Ser esportivo é também um estilo de vida, e há quem imprima isso muito bem na forma de se vestir e ousar. Há quem goste, prefira e aposte nisso, principalmente os homens. Para eles, além dos óculos, os relógios são artigos indispensáveis e podem ser trocados dependendo da ocasião e da vestimenta. As cores e os diversos tipos de lentes estão super em alta, e quem achou que só as mulheres gostam de ousar se enganou. Os rapazes estão cada vez mais exigentes e apostam em estilos e formas bem diferentes do convencional.

NIKE Mavrk R R$515,00

Óculos Filtrate Banray para Kanui R$ 448,50

Óculos Mormaii para Kanui R$ 299,00

Relógio Adidas para Kanui R$ 468,00 Relógio Cobra D'Água 6 R$ 325,90

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Relógio Cobra D'Água 19 R$ 147,90


misturafina beauty Por Cidiana Pellegrin

Cheiroda

Estação Alegres, leves, femininas e fresquinhas. A primavera vai ficar ainda melhor com nossas sugestões de fragrâncias florais

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6 Fotos Divulgação

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1 Daisy Feminino Eau de Toilette, da Marc Jacobs, é um

buquê floral, envolvente e aconchegante, que reúne gardênia e pétalas de violeta. Um perfume sofisticado, mas que pode ser usado em ocasiões informais. Por R$ 289 – 50 ml. Disponível no site www.sephora.com.br

2 Um clássico da perfumaria nacional está com embalagem nova. O Biografia Feminino Desodorante Colônia, da Natura, mescla notas frutais e florais, mas deixa em evidência o líriodo-vale e a orquídea. Perfeito para um dia quente. R$ 83,80 – 100 ml. Disponível com consultoras Natura

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3 Flash, a segunda fragrância da Jimmy Choo, é marcante,

ideal para mulheres urbanas e dinâmicas. A versão Eau de Parfum reúne pimenta rosa, tangerina, morango, exóticas flores brancas e madeiras claras pulverulentas, revelando sua personalidade sexy. Por UD$ 75 no site www.sephora.com

4 A essência Floratta Cerejeira em Flor desodorante colônia,

de O Boticário, traz flor de cerejeira com um toque de ousadia, mesclando notas cítricas e frutais, resultando em um aroma suave. R$ 53,59 – 100 ml. Disponível nas lojas O Boticário

5 O Essencial Feminino, da Natura, ganhou uma versão ex-

clusiva. Com caminho olfativo floral sensual, ele possui notas de corpo de jasmim e violeta, indicado para marcar ocasiões especiais. Por R$ 149 – 100 ml. Disponível com consultoras Natura

6 Kenzo Flower in The Air é uma nova interpretação do

original Flower by Kenzo. A fragrância é um floral moderno e leve, criado por Alberto Morillas, e traz notas de rosa, magnólia e gardênia. Por R$ 199 – 30 ml. Disponível nas Lojas Renner


misturafina beauty Por Cidiana Pellegrin

Unhas estilosas

Olhar

pigmentado

A coleção Eye Paint, da Nars, apresenta dez opções de sombras para mulheres que não dispensam um olhar marcante. Pigmentada, sua fórmula em gel garante fácil aplicação, é leve e permite que o produto seja usado também como delineador. Por UD$ 25 no site www.sephora.com

A linha Indulge, da M.A.C Cosmetics, foi lançada no outono europeu e traz itens para mulheres que não têm medo de chamar atenção. Além de maquiagem, conta com seis opções de esmalte. As cores violeta, azul-petróleo, dourado, prata, rosa e champanhe prometem deixar o visual puro luxo, já que a inspiração da coleção partiu dos jantares franceses pomposos do início do século. Por R$ 59 (cada). SAC 0800 8921695

Pele uniforme

A Natura se rendeu à tendência dos BB Cream e acaba de lançar a BB Base Multi Benefício no portfólio da linha Natura Una. O efeito prometido é o mix que toda mulher deseja: uniformidade para o tom da pele, controle da oleosidade, tônus e elasticidade, prevenção do envelhecimento e disfarce dos sinais de expressão. Tudo com longa duração (12h), hidratação e proteção dos raios solares com FPS 30. Por R$ 55. Disponível com consultoras Natura

1 Daisy Feminino Eau de Toilette, da Marc Jacobs, é um

buquê floral, envolvente e aconchegante, que reúne gardênia e pétalas de violeta. Um perfume sofisticado, mas que pode ser usado em ocasiões informais. Por R$ 289 – 50ml. Disponível no site www.sephora.com.br

2 Um clássico da perfumaria nacional está com embalagem

nova. O Biografia Feminino Desodorante Colônia, da Natura, mescla notas frutais e florais, mas deixa em evidência o lírio do vale e a orquídea. Perfeito para um dia quente. R$ 83,80 – 100ml. Disponível com consultoras Natura.

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3 Flash, a segunda fragrância da Jimmy Choo, é marcante,

ideal para mulheres urbanas e dinâmicas. A versão Eau de Parfum reúne pimenta rosa, tangerina, morango, exóticas flores brancas e madeiras claras pulverulentas, revelando sua personalidade sexy. Por UD$ 75 no site www.sephora.com

Limão siciliano e figo da Turquia são fragrâncias inusitadas que a Phebo apresenta em seus dois novos gloss hidratantes, da linha Mediterrâneo. Enriquecidos com óleo de framboesa (rico em ácidos graxos essenciais) e vitamina E, os produtos têm textura suave e são incolores, o que permite também realçar outros pontos do make. Preço sob consulta no site www.phebo.com.br

Fotos Divulgação

Lábios hidratados


equilíbrio Por César Benavides*

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Elevação das mamas P oucas alterações são motivo de tanta insatisfação como as mamas flácidas ou os seios flácidos. A flacidez pode se instalar com o passar do tempo, após uma ou mais gravidezes, ou secundária ao surgimento de estrias de crescimento nas adolescentes, como também em razão de grandes flutuações de peso, fatores genéticos e o não uso de sutiã. Ao se decidir pela cirurgia, muitas mulheres se imaginam com o busto melhorado e pelo menos parte dos resquícios do tempo, como alterações de peso e gravidez, atenuados. Na maioria dos casos, o principal detalhe para que o resultado seja satisfatório é a correta e realista compreensão sobre o que pode acontecer após a cirurgia, em curto, médio e longo prazo. Isso também inclui a aceitação das cicatrizes, fases da recuperação e eventuais manutenções da cirurgia, por meio de procedimentos menores, uma vez que o tempo não para e as mamas podem voltar a se tornar flácidas. Parte das mulheres possui apenas flacidez das mamas, outras apresentam flacidez e estrias, outras têm flacidez das mamas com estrias e volume diminuído após uma ou mais gravidezes, ou, ainda, apresentam tudo isso associado a assimetrias, ou seja, diferenças de tamanho, de aréolas, mamilos e posicionamento. Na verdade, mamas totalmente iguais são exceção. Mesmo quando são muito semelhantes, caso a paciente seja destra ou canhota, possuem volume muscular peitoral maior em um dos lados do tórax. Da mesma forma, muitas mulheres apresentam desvios de coluna como escoliose ou assimetrias de ombro que se refletem no posicionamento das mamas. Assim, diz-se que mesmo nos mais belos bustos femininos existem diferenças entre o lado direito e esquerdo que, muitas vezes, só são notadas após uma cirurgia. É natural que durante uma consulta o cirurgião analise e mostre algumas características do tórax de cada paciente. Nas pacientes com as características descritas de associação com a flacidez das mamas, cada cirurgião indica ou planeja a cirurgia em conformidade com a paciente. Algumas desejam a presença de próteses de silicone, outras não. Das mamas com estrias, parte delas sai junto da pele em excesso retirada. Muitas estrias podem permanecer, dada a dificuldade da retirada de todas pela sua distribuição. Na maior parte dessas pacientes, a cicatriz predominante contorna a aréola, desce em sentido vertical e se estende ao longo da dobra abaixo da mama, chamada de sulco submamário. É o “T” invertido, ou âncora. O comprimento da cicatriz horizontal varia de acordo com o grau de flacidez e encaixe do biquíni ou sutiã. As incisões (posteriormente cicatrizes) podem sofrer variações de acordo com a cirurgia, eventual sobra de pele (necessidade de retirada de pele adicional) ou compensação de parte da flacidez quando a prótese é adicionada. Amiúde, a mulher pode possuir aréolas bem late-

ralizadas, e nem sempre existe pele suficiente para permitir que o cirurgião as traga para uma posição anatomicamente mais aceitável. Como toda e qualquer cirurgia, existem diversos graus de diminuição da sensibilidade dos mamilos, de acordo com cada paciente. Quanto maior a sensibilidade que uma paciente possui nos mamilos, mais pode sentir a sua diminuição, principalmente a sensibilidade do prazer. A diminuição ou perda da sensibilidade pode ser reversível ou não. Para realizar a cirurgia, cada paciente tem que estar preparada para esta possibilidade. Dilatação ou maior amplitude de uma das aréolas pode ocorrer principalmente no lado que possui mais estrias, ainda que o cirurgião use areolótomos idênticos (instrumentos de medida das aréolas). As estrias representam áreas de pele com perda de fibras elásticas e fazem com que a pele sofra relaxamento mediante estímulo de estiramento, ou peso. Mamas que já passaram por uma gestação também tem esse comportamento. Assim, conclui-se que, mesmo as pacientes sendo submetidas à cirurgia de elevação das mamas, estas podem sofrer complacência, acomodação e flacidez, em tempo mais curto ou longo no pós-operatório. Nas pacientes ex-obesas (submetidas à gastroplastia), flacidez da porção inferior das mamas pode se instalar de 4 a 6 meses. Isso pode requerer nova intervenção para retirada adicional de pele. Muitas pacientes podem perguntar: por que não remover logo tudo o que é necessário? A resposta é: quanto mais se estica a pele, maior o risco de perda de vitalidade dos tecidos (necrose), abertura de pontos e, ao final, a flacidez pode se instalar novamente. Por isso, a melhor receita é o bom senso de um planejamento pré-operatório cuidadoso, para que a paciente tenha certeza de que cada profissional irá realizar a cirurgia em moldes de racionalidade e criteriosidade. Refinamentos em cirurgias potencialmente podem ser necessários em qualquer ocasião, e ainda mais nesta, que é uma das partes do corpo feminino que mais lutam contra a gravidade. Nenhum dos motivos expostos aqui é ponto para desistência da cirurgia, pelo contrário, o objetivo é fazer com que as pacientes reconheçam e aproveitem mais ainda dos benefícios, pois, uma vez que já se possui cicatriz em “T” invertido, toda e qualquer eventual nova cirurgia, pequena ou grande, não implicará em outras cicatrizes; a não ser se uma mastectomia radical por câncer seja necessária, mas este é um capítulo à parte nas orientações sobre cirurgia plástica. Uso de um novo sutiã, os decotes, os novos biquínis, o deitar-se sem que as mamas se inclinem em direção às axilas e, mais ainda, o sentir-se bem nos momentos íntimos são alguns dos potenciais benefícios. *Dr. César Benavides é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. CRM4046 / RQE 2215


intimidade Por Carla Cecarello

"A traição virtual é um instituto moderno, no qual a pessoa casada ou em união estável passa a ter as mais diferentes experiências sexuais, via Internet, fora do relacionamento"

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T

rair significa atraiçoar, enganar, ser infiel a alguma coisa. O Pequeno Dicionário de Língua Portuguesa define a palavra traição da seguinte forma: “ato ou efeito de trair-se; perfídia; deslealdade [PI: ações].” (Ferreira, 2001, p. 680). Traição é uma palavra cujo efeito deve ser interpretado subjetivamente. Não se pode dizer que determinada situação é considerada traição para todos. No tema abordado neste texto, pode-se observar que várias pessoas não sentem que relações sexuais virtuais sejam traição. Pode-se dizer que ocorre a traição quando um cônjuge descobre involuntariamente o que o outro estava ocultando. Qualquer intimidade com um terceiro alheio ao casamento, seja por contato físico, Internet, carta, telefone, enfim, de qualquer maneira em que o outro cônjuge se sinta traído, podendo gerar consequências civis e penais. A traição virtual é um instituto moderno, no qual a pessoa casada ou em união estável passa a ter as mais diferentes experiências sexuais, via Internet, fora do relacionamento. Inúmeras pessoas não acreditam na veracidade de um sentimento que não surge de forma convencional e não acreditam, também, que podem relacionar-se, envolver-se, ou até ficar apaixonadas, apenas por palavras. Porém, os sites que abordam o assunto são os mais visitados, e alguns dizem que estão trocando o sexo real pelo virtual, pois esse último é muito mais rápido e objetivo. Outros dizem, ainda, que a única diferença é que a “cantada” agora não é mais falada, e sim escrita, e o sexo virtual é muito mais seguro, sem preocupação em engravidar ninguém e muito menos em contrair doenças sexuais. Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou que cada vez mais pessoas casadas buscam prazer pela Internet, frequentando salas de bate-papo relacionadas a

sexo. O estudo também revela que as pessoas que cometem esse tipo de namoro acham que não estão fazendo nada de mais, e não consideram isso uma infidelidade. Por outro lado, a pesquisa revelou que os parceiros dessas pessoas se sentem traídos, mesmo não havendo o contato físico. O estudo ainda diz que um namoro virtual envolve ciúmes, saudade, carinho, ou seja, quase todos os sentimentos de uma relação real. O artigo 240 do Código Penal tipifica o crime de Adultério, e submete os autores desse crime a uma pena de detenção de 15 dias a 6 meses. No entanto, só se consuma o crime se existir a conjunção carnal entre sexos opostos, e pelo menos um dos autores deve ser casado. Já o Quase Adultério, no qual não ocorre a conjunção carnal, mas sim um comportamento dotado de intimidades, carícias que se direcionam para o seu acontecimento, gera somente efeitos civis, configurando injúria grave, podendo o cônjuge ofendido pleitear a separação, desde que provada tal situação. No entanto, recentemente surgiu o chamado Genital Drive, um aparelho no formato de órgãos sexuais infláveis, que interage entre os internautas, simulando contrações e movimentos em tempo real. É muito parecido com a conjunção carnal, pois, além dos internautas poderem enxergar e conversar uns com os outros, por meio de web câmeras e microfone, poderão também simular contrações carnais, como se fosse real. Alguns especialistas entendem que o namoro virtual feito por meio do Genital Drive configura Adultério, e não Quase Adultério, pois a relação sexual está presente, havendo quase uma relação carnal.

*Carla Cecarello é Psicóloga e Sexóloga, coordena o Projeto AmbSex. CRP 06/35812-0

Foto Shutterstock

Sexo virtual é traição?


personalidade Por Clarissa de Faria e Raul Delvizio

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Conversa com escritora e roteirista foi informal, mas rendeu história. Não é à toa seu sucesso como cronista

Foto Renato Parada

tati Bernardi


bem dado – não dói nem um pouco”, comenta o humorista Bruno Mazzeo. Junto a ele estão mais de 200 mil visualizações por dia no blog pessoal (www. tatibernardi.com.br), 1,1 milhão de opções “curtir” na Fanpage do Facebook e 311 mil seguidores no Twitter – e subindo. Fãs de carteirinha. A trajetória profissional de Bernardi se iniciou na publicidade, cuja formação em propaganda e marketing, pela Universidade Mackenzie – além de muito empenho –, possibilitou a passagem pelas principais agências de São Paulo: W/Brasil, LewLara, Talent, Leo Burnett, Neogama e AgênciaClick. “Nos nove anos que eu trabalhei, eu amava. Quando eu parei de amar, eu pensei: 'tô enganando alguém aqui, tô de saco cheio, não tô mais afim'. Percebi que já estava na hora de sair”. Durante um ano, Tati abandonou o ramo. Conseguiu tempo para se dedicar aos sonhos e novos planos. Assim, sem pressão, ela fez crônicas, contos e outros textos, tudo que mexia – literalmente – com o seu eu. “Tudo que escrevo REALMENTE acontece comigo. Nem que eu tenha imaginado”, diz rindo. Foi nesse período que ela lançou quatro livros, dois só de crônicas (“A Mulher Que Não Prestava’” e “Tô com Vontade de uma Coisa Que Eu Não Sei o Que É”) e os outros de romance infantojuvenis (“A Menina da Árvore” e “A Menina Que Pensava Demais: Diário de uma ET”). Mas havia algo que até então não fora realizado.

“Tudo que escrevo realmente acontece comigo. Nem que eu tenha imaginado” Quem lê Tati Bernardi “escuta” algo diretamente para si, ora por um sussurro, ora por um tapa na cara. “Acho que eu escrevo em primeira pessoa, falo de mim mesma, dos meus deslizes, uma coisa meio ‘anti-herói’, e isso aproxima as pessoas de mim. Elas se veem nos meus textos e nas frases que eu escrevo”. E não é que até o público masculino aprova? “O que me assusta é que eu sou homem e também vivo me identificando. Já levei muito tapa na cara lendo as crônicas dela. E quer saber? Gostei. Tati é a prova de que um tapinha – quando

Tati enviou textos e histórias que havia escrito para vários contatos. Mas foi com a ajuda do roteirista Alexandre Machado – antigo colega dela na W/Brasil – que Tati conseguiu participar de uma oficina da Rede Globo. Além do próprio Alexandre, a Globo gostou desse estilo criativo e despojado na escrita da moça. Em pouco tempo, foi contratada pela empresa. Fazer roteiro televisivo parece ser pesado, papo sério; Tati escreveu três: foi coautora da novela das 18h “A Vida da Gente”, da série “Aline” e, ainda, criou o programa “Amor & Sexo”, o qual ainda roteiriza. Mas quem é Tati Bernardi, de verdade? “Desde criança, eu já sabia que queria escrever, por isso sou eu, uma pessoa comum”. Ainda: “Escrevo todos os dias, o dia todo. Até de madrugada estou escrevendo. Não paro. Sou uma máquina de escrever – e uma pessoa com muito sono”, debocha. À parte a brincadeira, os inúmeros trabalhos já realizados e o sucesso construído (destino?), ela mostra um lado mais sensível. “Tenho essa vontade enorme de ser mãe”, revela. Outra faceta inclui a que escuta Radiohead, Hot Chip e Los Hermanos, ou a que lê Antônio Prata, Clarice Lispector, David Sedaris e Guimarães Rosa. A Tati de hoje continua na TV Globo e agora escreve para a Folha de S. Paulo, com uma coluna só dela, às segundas-feiras; além do seriado “Amores”, no canal Multishow, e do longa-metragem “Meu Passado me Condena”, com Fábio Porchat, ambos recém-estreados. Planos para o futuro? Escrever muitos roteiros e consagrar-se como escritora madura. Já não a é? Pelo visto, Tati Bernardi vai mais longe.

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oucos são os que não conhecem a assinatura marcante e sucinta que faz de Tatiane Bernardi um tremendo sucesso. É paulista, publicitária, escritora, roteirista, e mais. Comparações com Martha Medeiros, Caio Fernando Abreu ou Clarice Lispector, só por causa do mesmo gênero literário, das frases e do grande status com o público brasileiro, são um tanto injustas. Justificativa? É no seu atualíssimo estilo de escrever que Tati personifica a felicidade e a tristeza, o sorriso e o choro, os problemas e as soluções de toda mulher moderna. Retificando: de toda e qualquer pessoa moderna.


capa

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Foto EstĂşdio Sim

Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio


Jorge

Fernando

Figura carimbadíssima nas artes cênicas do Brasil, ator e diretor exibe e fala o porquê dessa sua personalidade forte, claro, com uso do bom humor e da descontração o ator e diretor compila uma enorme coleção de sucessos, entre teatro e televisão, como as peças "Zoológico", "BooM!" e trabalhos com as Dzi Croquestes, além do programa "Ciranda, Cirandinha" e as novelas "Vamp", "Que Rei Sou Eu?" e "Guerra dos Sexos", as quais revolucionaram esse tipo de formato na televisão brasileira. Na conversa a seguir, Jorge Fernando fala de tudo. Abre o jogo. Como disse, esse medo de se expor já passou, afinal, é intenso o prazer de contar a sua trajetória pessoal, esse ser, viver e estar com graça, ânimo e felicidade de tudo que já fez, faz e ainda fará.

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enino do subúrbio carioca com uma coleção de ambições. Nas estantes da sua vida, ele expõe os velhos sonhos, agora conquistados, e outras belas recordações que, sem o apoio da família, não conseguiria se quer realizá-los. E o desejo maior acaba por se tornar toda a sua história de vida: a de ser um artista. Completaço. Transformada em uma peça de teatro, "Salve Jorge" transpira histórias reais e essa explosão de sentimentos que fazem e fizeram de Jorginho o aclamado Jorge Fernando. Com um bom toque de humor, sua especialidade. Desde os oito anos de idade,


capa Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

O espetáculo Salve Jorge conta resumidamente a sua história de vida. Como selecionar os tantos fatos que serão contados? Primeiro veio o susto de me expor, depois vi que seria um grande prazer e uma grande catarse debochar e brincar com os vários acontecimentos importantes da minha vida. Conto inúmeras histórias de bastidores de teatro, cinema, TV e shows. Falo de meus encontros com várias atrizes com Marília Pêra, Claudia Gimenez, Claudia Raia, dos meus trabalhos com outros artistas consagrados e o quanto isso me deixou e me deixa feliz e realizado.

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Bate alguma emoção ao resgatar algum episódio? Dependendo do público, o dia do espetáculo fica mais engraçado ou mais emocionante. Porém, o que mais me emociona é quando falo da morte repentina do meu pai. Estava em Paris com os Dzi Croquetes, longe de casa, foi muito difícil voltar para vivenciar este momento, um dos mais difíceis da minha vida. BooM! está em cartaz há 14 anos. A que você atribui esse sucesso? Acho que mais forte do que a comédia é a mensagem, que tem um espaço menor

no espetáculo, mas que faz o público sair com uma vibração positiva, com sensação de quero mais. Isso faz ele retornar tanto quanto recomendar o espetáculo. A peça teve várias mudanças durante esses 14 anos em cartaz. BooM me dá total liberdade para questionar assuntos da atualidade, e o mais incrível é que o show tem cara de novo, não envelhece. Foi um presente que me dei e que divido com o público. Espetáculo onde questiono como a gente não aproveita a vida da melhor maneira sabendo que é tão curta. Apesar de ser uma comédia escrachada, trazemos uma mensagem forte. Falamos de como somos egoístas, de como não trabalhamos nosso potencial e damos valor aos pequenos problemas. As pessoas querem ouvir isso, é o trunfo da peça. O público sai com vontade de rever sua vida e conceitos. O que te motiva nessa área de diretor? Adoro adaptar textos, transformar diálogos em monólogos. Já existia um diretor dentro de mim, mas isso só fui sacar quando a minha carreira de ator já estava deslanchando.

Você é mega dinâmico, é diretor, ator, comediante, fez cinema. Tem alguma coisa nessa área que você ainda tem vontade de fazer? Eu sempre estou fazendo cinco coisas ao mesmo tempo. Esse sempre foi meu jeito de trabalhar. Tenho um sonho escondidinho que é de colocar uma Escola de Samba na Avenida, pois amo carnaval! Mas teria que parar de fazer tudo pelo menos durante um ano, e isso não é possível pra minha vida hoje. Mas quem sabe? Junto com Guel Arraes você dirigiu a primeira versão da novela Guerra dos Sexos. O


Foto Estúdio Sim

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É como eu digo no BooM:

acordou, mijou, não ardeu... agradece! Porque um dia vai arder Bebe a Bordo, Rainha da Sucata foram outras novelas que marcaram época além de Guerra dos Sexos. Existe alguma produção antiga que você gostaria de trabalhar novamente? Acho a novela “Que Rei sou eu?” ainda é muito atual.

terá solução. Estilo: besteirol!

E como foi retornar a esse projeto e trabalhar de novo com o autor depois de tanto tempo? O Sílvio é meu ídolo, meu mestre, minha enciclopédia, ou melhor, atualizando: meu Google.

Você já comentou em outra entrevista que gosta de colocar a sua “grife”. Como você define sua marca? Eu tenho perfil para a comédia, é um bálsamo na vida de qualquer pessoa. Se você consegue rir de um problema ele sempre

A relação com a mãe é pura cumplicidade e companheirismo. Que características dela você possui? Eu só tenho a agradecer a minha mãe por tudo o que ela fez na minha vida. Minha melhor amiga, confidente e crítica. O

Idade é algo que te preocupa? Ou você encara numa boa? É como eu digo no BooM: acordou, mijou, não ardeu... agradece! Porque um dia vai arder. A outra opção sem ser envelhecer acho pior.

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que você pode nos contar dessa época? Acho que a dupla funcionou porque nos complementávamos: eu tinha a pegada da torta na cara, do escracho, e o Guel entrava com o acabamento, com a técnica. Senti muita falta dele no remake.


capa Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

maior presente é a formação espiritual que ela e meu pai me deram. E hoje é isso que me alimenta e me inspira. Em temporadas no Rio, mamãe vai todos os dias, quando estou em turnê ela fica frustrada de não poder ir junto. Até que tive a ideia de telefonar pra ela em cena, no palco, coloco ela pra conversar com a plateia que se emociona e se acaba de rir. Vemos você sempre de bem com vida, alegre e cheio de energia. Mas o que te deixa de mau humor? Odeio atraso! O que você curte fazer nas horas vagas? Namoro, fico com a minha família, meus netos... e adoro jogar buraco.

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Foto Estúdio Sim

Você é uma pessoa religiosa? Por ter um nome inspirado em São Jorge, você é devoto a ele? Toda a minha energia e força vem do meu elo com São Jorge. Desde pequeno, faço a oração em todos os meus desafios e, como ele, mato um dragão todos os dias. Com tantos anos de carreira, o que ainda te faz feliz? Em cada trabalho a gente aprende e cresce mais. O importante é manter uma coerência nesta trajetória, buscando sempre o desafio e o prazer de cada um deles.


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Por Clarissa de Faria

Unidos por umaPaix達o


Foto Priscila Mota

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Alguém já pensou em fazer parte de uma confraria? Essa comunhão de pessoas em torno de uma paixão, seja para apreciar, degustar, conhecer, descobrir ou se apaixonar, ganha cada vez mais espaço e, na Capital, dezenas delas reúnem pessoas independentemente de idade e sexo


estilo de vida

Foto Fuscas Priscila Mota

Por Clarissa de Faria

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H

á quem se espante, mas o termo surgiu para denominar associações religiosas ou de caridade, irmandade, por isso, originaram-se os confrades, frutos dessas confrarias. Despontaram na Idade Média, por meio de grupos de leigos católicos que se aproximavam para promover a devoção e o culto a um santo. Hoje, esse conjunto de pessoas que se associam continua tendo em vista interesses e objetivos comuns, como a devoção pela gastronomia, fotografia, relíquias, bebidas e a música. Em Campo Grande, a Confraria Apaixonados por Fusca foi criada em março de 2012 e, apesar de recente, já reúne 60 integrantes, todos proprietários de fuscas e carros antigos comuns. Duas vezes ao mês, os veículos, sempre muito bem cuidados, nas mais

variadas cores, anos e estilos, dão um toque a mais aos altos da avenida Afonso Pena, local onde acontecem os encontros. Reunir todos esses amantes não foi uma missão tão fácil, mas sim um trabalho de formiguinha, entregando dia a dia o convite a cada proprietário de um fusca ou qualquer outra relíquia automobilística que era encontrada na rua. O organizador da confraria, Jefferson Marques, explica que qualquer “reliqueiro” ou “fusqueiro” pode ser um confrade. "Basta ter gasolina na veia e ferrugem na pele, e, claro, nutrir o espírito antigomobilista, ou seja, prazer pela união, companheirismo e confraternização familiar entre os demais amigos do grupo", salienta. O grupo visa muito mais que trocar ideias e curiosidades sobre as máquinas, mas

também preservar a cultura. "É gratificante ver que os veículos deixam de ser automóveis e tornam-se verdadeiras preciosidades. Para tanto, muitos não medem esforços físicos e financeiros para obter esse resultado. Só o apaixonado por carros antigos entende a dor de ver seu carro abandonado por estar quebrado ou batido, mesmo que por pouco tempo", argumenta. Em março de 2014, a Confraria planeja viajar até Assunção (PY) para um encontro com outros clubes de fuscas. "Além desses eventos e andanças, também cultivamos a rotina mensal de ajudarmos instituições beneficentes de nossa cidade, realizando arrecadações de donativos para ações sociais promovidas pelo nosso grupo", informa.


Fotos Vinho Gilson Barbosa

Mulheres do vinho enigmática", destaca Marluce Borges Craveiro, fisioterapeuta e idealizadora da Confraria. Marluce explica que em cada encontro é preparado um belo jantar, com espumantes e vinhos, entradas, prato principal e sobremesa. "Tudo isso com informações do sommelier, acompanhado de um material apostilado sobre o cardápio, tipo de uva, vinícolas, além de um atendimento personalizado e de qualidade. Também aproveitamos essa oportunidade para a realização de trabalho filantrópico, oferecendo apoio à sociedade", diz, e conclui: "É um momento de relaxamento, um hobby que traz felicidade a todos os envolvidos, uma sensação de bem-estar coletivo e que proporciona conhecimento".

"Apostei na ideia de reunir as amigas para conversar, sair da rotina e aprender um pouco mais sobre o mundo mágico dessa bebida tão enigmática" 57

O homem, boa parte deles, sempre gostou de se reunir para apreciar um bom vinho, cerveja ou uísque. Agora, que tal um grupo de mulheres que gostam de vinho, de cultivar as amizades e a boa companhia, além do anseio em obter mais conhecimento sobre determinado tipo de bebida? Essa é a Confraria Meia Taça. As 60 integrantes reúnem-se uma vez ao mês no Território do Vinho, restaurante que já se tornou tradicional na cidade, e recebem dicas de rótulos, como escolher a garrafa ideal e sua harmonização com os mais variados tipos de entradas e pratos. "Apostei na ideia de reunir as amigas para conversar, sair da rotina e aprender um pouco mais sobre o mundo mágico dessa bebida tão


estilo de vida Por Clarissa de Faria

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Digamos que, dos nossos cinco sentidos, a audição, quando aguçada, leva-nos a outros lugares e a fazer viagens muito mais incomuns. Para ouvir uma boa música, não existe idade ou restrições, ao contrário da comida, da bebida e da direção. Partindo dessa premissa é que a Confraria do Choro reúne, há dez anos, pessoas de 7 a 107 anos, que consigam se emocionar com a genuína música brasileira. Diferentemente das demais confrarias, a do Choro tem local definido e dá nome a um bar, espaço onde os integrantes reúnem-se para tocar e onde demais apreciadores podem se sentar, ouvir e petiscar. "A Confraria do Choro resgata um espaço de execução e apreciação do que existe de belo dentro do repertório musical nacional, afastando-se do comercial de qualidade discutível", ressalta Adriano Praça, professor e fundador da Confraria do Choro. O espaço é mantido por amigos e familiares, ao todo são dez pessoas, dependendo da disponibilidade de tempo, em virtude das atividades profissionais de cada um. Confrades passam dos duzentos. "A Confraria do Choro nunca será um bar, mas sempre um espaço voltado à difusão do choro, da bossa e do samba, onde são bem-vindos instrumentistas e cantores que se identifiquem com a proposta de divulgar os conceitos mais brasileiros de arte", frisa.

Fotos Chorinho Giuliano Gondim

No ritmo


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casaestilo Décor Arquitetura Design Gourmet Viagem

60 DESIGN A designer Renata Rubim revela uma habilidade especial de combinar cores, formas e texturas, tornando o projeto mais atrativo e funcional. 64 FEIRA HYPE Conceitos e ideias de móveis e outros produtos de decoração para dar um ar mais estiloso. 72 DÉCOR Sofisticação e grandeza combinam perfeitamente com a 5ª edição da Mostra Artefacto Beach&Country, em São Paulo. 79 vinhos Conheça rótulos e boas sugestões de vinhos sul-africanos e espanhóis, em alta em Campo Grande pelo excelente custo-benefício. 80 VIAGEM No paraíso tropical do sol, praia e belezas naturais, encontre nas acomodações do GoldenEye Hotel & Resort uma tremenda opção para descanso e turismo.

Décor

Mostraartefacto quinta edição

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traz muita sofisticação e homenagem à grandes personalidades.


design Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

Superfície

criativa

A designer Renata Rubim revela uma habilidade especial de combinar cores, formas e texturas, tornando o projeto mais atrativo e funcional

P

lanejar a estética, criar padronagens, escolher tonalidades e definir o relevo de tecidos, papéis, utilidades domésticas, pisos e móveis têm muito do trabalho de Renata Rubim. Ela é referência quando o assunto é design de superfície e consultoria de cores, sendo premiada, inclusive, com IF Product Design Award, um dos mais importantes do segmento no mundo. O reconhecimento veio ano passado, com o revestimento cimentício Catavento e o piso Praga, ambos para a Solarium. Este último é um produto que permite vários desenhos e cores sem usar rejunte para o assentamento.

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O revestimento Catavento tem como principal característica o movimento com suas linhas e volumes ondulados


Fotos Divulgação

De volta ao Brasil, a intenção era compartilhar esse conhecimento em workshops e no universo acadêmico. Os tapetes também não ficaram para trás. Renata prestou consultoria para a Tabacow e criou uma linha de carpetes xadrezes para a indústria carioca Avanti. Ao longo dos anos, o trabalho se tornou mais amplo e democrático, incluindo diversos tipos de revestimentos, utensílios domésticos, itens de escritório e tecidos, entre outros projetos. “É isso que mais me motiva e me emociona na profissão. Faço muito menos do que gostaria, por absoluta falta de visão das indústrias. Poderia estar contribuindo com a área de deficientes visuais e também colaborando na formação técnica de jovens moradores das periferias”, declara.

Fotos Fabia Mercadante

era isso que eu queria fazer para sempre”, diz. A profissionalização na área aconteceu em São Paulo com aulas de design gráfico e concepção de mobiliário. Após o término dos estudos e uma curta estadia no Rio de Janeiro, mudou-se para Gramado com o desafio de conduzir uma tecelagem manual. “Sem saber dos meus desenhos de pequena, comecei a fazer tapetes contemporâneos e bastante coloridos”. A produção rendeu diversas exposições nacionais e três nos Estados Unidos. O país também acolheu Renata para um aperfeiçoando na Rhode Island School of Design. Foi ali que descobriu sua área de atuação: o design de superfície. “Quando fui entrevistada pela chefe de departamento, que viria a ser minha orientadora, ela me sugeriu frequentar o ‘Surface Design Department’. Nesse momento, percebi a dimensão do que era o que eu queria fazer. Foi um momento inesquecível”, revela.

Inspirado na vista aérea da cidade, a composição City faz paredes e pisos terem um efeito moderno e bastante incomum

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Autora do livro ‘Desenhando a Superfície’, que se encontra na terceira edição, a designer também possui um portfólio com produções para outras importantes empresas, como a grife de móveis de alto padrão Saccaro; a marca de utilidades plásticas com design Coza; a home store Tock Stock e a indústria de planejados SCA. Quem lê nem imagina que os primeiros sinais de interesse por esse universo foram os tapetes imaginários. Ainda no jardim de infância, a carioca, radicada no Rio Grande do Sul desde a década de 1960, desenhava-os com intensidade muito além do que os traços comuns de toda criança – família, casa, flores e corações. Suas versões ganhavam cores, modelos e ambientes distintos. “Com oito anos, vivendo no Rio, vi uma pessoa fazendo um projeto de design para uma estampa e, meses mais tarde, aquilo tinha se transformado em tecido estampado em uma vitrine de loja no Leblon. Naquele momento, soube que


design Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

“Com oito anos, vivendo no Rio, vi uma pessoa fazendo um projeto de design para uma estampa e, meses mais tarde, aquilo tinha se transformado em tecido estampado em uma vitrine de loja no Leblon. Naquele momento, soube que era isso que eu queria fazer para sempre”

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Coleção Fragmentos Compostos traz proposta de móveis com imagens de pixels maximizados e coloridos

Quando é convidada para conceber o projeto, Renata leva em conta o briefing da empresa, somando seu conhecimento sobre o mercado e a percepção de pesquisas sobre o movimento e as tendências do segmento. No quesito cor, um dom especial a acompanha. “Assim como o músico que tem ouvido absoluto, costumo pensar que tenho ‘olho absoluto’. Desde muito pequena, percebia claramente quando alguém ‘desafinava cromaticamente’ e ficava bem incomodada. Só já adulta que uma amiga me mostrou que essa capacidade era incomum. E, alguns anos mais tarde, um colega designer sugeriu para que eu desse uma consultoria de cores. Fiquei surpresa com o interesse”, confidencia. Assim, ela passou a atender marcas

que valorizam esse serviço, como a empresa de mobília personalizada Move Móvel, em que definiu uma coleção de cores para alguns produtos. No processo, Renata leva em conta 50% de sua intuição e sensibilidade e 50% de informação sobre questões culturais, regionais e sociais, um trabalho que pode ser aplicado em vários setores, como para imagem de uma empresa, por exemplo. O apreço pelas cores e sua aptidão para combiná-las continuam nos planos futuros da designer somados ao desejo de atuar como consultora de tendências de comportamento e inovação em uma grande organização mundial. Com seu histórico de produções, ninguém duvida que logo teremos novidades.


Acima, o piso Praga é um produto que permite vários desenhos e cores sem usar rejunte para o assentamento À direita, o painel Evviva tem desenhos multicoloridos, em curvas e outros formatos

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Fotos Divulgação

No lado esquerdo, criação Ellos, piso-grama feito de concreto refratário durável, em parceria com Débora Lacroix


fEIRAhype Ideias para vestir sua casa. Por Cidiana Pellegrin

ondas

iluminadas O vaivém das marés foi o ponto de partida para o designer Fernando Bernucci criar a luminária Rocking. Leve e sofisticada, a peça retrata o encontro das águas e desperta nossa curiosidade para acompanhar o movimento sinuoso por todo o pendente. Disponível em 15 cores, o produto foi elaborado com madeira laqueada e tecido estruturado, e possui capacidade para quatro lâmpadas. A novidade pode ser encontrada nas duas lojas da Art Maison, em São Paulo, localizadas na Vila Madalena e no Jardins. Outras informações no site www.artmaison.com.br

Design

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Marcelo Rosenbaum é mesmo um profissional democrático. Além de desenhar itens de decoração para empresas Home Store a preços acessíveis e transformar a vida de comunidades de artesãos por meio do design, o paulista assina para marcas de alto padrão. Uma delas é a grife de móveis sob medida Ornare, em que desenvolveu a linha Bola. O projeto apresenta puxadores redondos em dois tamanhos mesclados no mobiliário e está disponível para cozinhas, banheiros e home-office. A linha também contempla home-theater (foto), que acompanha uma estante com design contemporâneo e elegante. Disponível nos tons amarelo, azul claro, azul, laranja, magenta, marrom, verde e verde claro, além dos tons neutro e prateado. Mais informações no Shopping D&D, São Paulo. Tel.: 11 5105.5600

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de grife

Fotos Divulgação


Inusitada O que é possível fazer com colher de pau, aço-carbono e corda de polipropileno? Sérgio J. Matos responde com a criação da poltrona Bodocongó, nome dado em homenagem ao bairro de Campina Grande onde fez o curso de design de produto. “Desenvolvi a peça depois de uma visita às feiras livres de Campina Grande. Entre selas de cavalos, chicotes e funis, encontrei uma lata cheia de colheres de pau. Foi em um teste em casa a partir da estrutura da poltrona Balaio (outro móvel de sua autoria) que desenvolvi a ideia”, conta. O trabalho levou 12 dias e deu origem a uma edição de sete peças. Encomendas pelo tel.: 83 3063.2366 ou pelo e-mail: sergio.dostum@hotmail.com

Maisémenos

Metais sanitários são acessórios importantes na composição do ambiente. Quem busca opções mais sofisticadas e elegantes deve conhecer a linha LorenEasy Swan, da Lorenzetti. Com design exclusivo e clean, ela apresenta torneiras para lavatório de mesa com bica alta e cozinha de mesa com bica móvel. Os produtos têm mecanismo de acionamento prático (MAP), que permite a abertura e o fechamento das torneiras com um simples levantar do volante, mesmo com as mãos ensaboadas. De R$ 169 a R$ 208. Mais informações no site www.lorenzetti.com.br

FINA estampa

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Na cama, no sofá ou na poltrona, a presença de almofadas traz um clima acolhedor, além de completar a decoração. Os modelos da home store Scarf Me – grife famosa por lenços estampados – são exclusivos e cheios de estilo. Há temas geométricos, bucólicos, florais, arquitetônicos e étnicos para deixar o ambiente mais colorido e cool. Mais informações no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo. Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 - 1º piso – Vila Olímpia. Tel.: 11 3071.0095. www.scarfme.com.br



esquadros

Fotos Eurídes Aoki

Alessandra Mafuci Arquiteta e Urbanista

Tel.: 67 8427.9090 / 9212.0177 alessandra_mafuci@yahoo.com.br www.alessandramafuci.com.br

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Pura Sofisticação Destinado a um jovem casal com filhos, este apartamento, de aproximadamente 250 m², foi projetado pela arquiteta Alessandra Mafuci, procurando aproveitar detalhes, aliando funcionalidade e bem-estar aos moradores. Os espaços do apartamento são amplos e a utilização de espelhos os tornaram ainda maiores, dando espaço à imponência e requinte. A iluminação pontuada foi um dos recursos utilizados para tornar os ambientes mais intimistas e aconchegantes. A paleta de cores é neutra, mescla bege e tons terrosos, garantindo harmonia e unidade ao espaço. Na sala, o lustre, com sua imponência e suntuosidade,

complementa a sofisticação. A despeito das tonalidades comportadas, o toque da cor nos móveis garante personalidade à área de estar. Inovação é algo que a arquiteta Alessandra Mafuci aprecia, assim como tornar o projeto único e exclusivo. "Cada cliente é especial e merece um resultado que o surpreenda, um lar que atenda todas as suas necessidades e que a estética o impressione. Agradeço sempre a Deus que tem abençoado meu trabalho, pois sem ele não alcançaria minhas conquistas", diz a arquiteta.


As formas da natureza na forma dos seus sonhos. Uma obra de paisagismo nasce para dar à natureza formas especiais ao seu espaço. Harmoniza beleza e conforto, transforma uma área verde em um lugar especial do imóvel. A Califórnia transforma a natureza para dar forma ao seu sonho.

67 3349.0302 Avenida Afonso Pena, 4348 - Jardim dos Estados - Campo Grande/MS


décor ESPECIAL Por Cidiana Pellegrin

Morar Mais por menos Campo Grande 2013

Um novo Rádio Clube Cidade surge em 54 ambientes

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om 89 anos de existência, a história do Rádio Clube se entrelaça à história de nossa capital. E o Morar Mais por Menos Campo Grande 2013 ajuda a escrever uma nova fase desse espaço revitalizando sua sede da Rua Padre João Crippa, nº 1280. Inaugurada no dia 6 de novembro, a mostra de arquitetura, decoração e paisagismo possui mais de 60 profissionais, entre arquitetos, designers de interiores e paisagistas responsáveis por 54 ambientes decorados com sofisticação ou descontração, e com o objetivo de apresentar

ideias econômicas para redução de custos, tornando o projeto chique e caiba no bolso. Para driblar os altos valores, os profissionais participantes exercitaram seu lado artista, abusando da criatividade e da customização, seja reaproveitando materiais ou produtos que seriam descartados, ou atribuindo novas funções a objetos do cotidiano. Afinal, hoje, chique é ser econômico e investir com cautela para evitar desperdício, independente da classe social. Além disso, o Morar Mais Campo Grande traz muitos ambientes com materiais


Foto Gilson Barbosa

Entretenimento Além de soluções de arquitetura e decoração para ambientes residenciais e corporativos, o Morar Mais por Menos Campo Grande apresenta restaurante e bar operacionalizados pelo buffet La Buona Cucina, além de um café em pleno funcionamento pelo Firulas Café. De quinta a sábado, o evento terá programação cultural e musical patrocinada pelo Sesc, tornando a visita à mostra um passeio completo de entretenimento.

serviço

Visitação: de 7 de novembro a 15 de dezembro Local: Rádio Clube Cidade na Rua Padre João Crippa, nº 1280 Entrada: R$ 20, aquisição na bilheteria do evento, ou no quiosque do Shopping Campo Grande Funcionamento: de terça a domingo, 16h às 22h Telefone: 067 3304.8500 Mais informações: imprensa@morarmaisms.com.br ou comercial@morarmaisms.com.br

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sustentáveis e propostas que incorporam novas tecnologias e inclusão social, através de parcerias com cooperativas, pequenos artesãos, ongs e projetos comunitários que produzam itens com apelo visual a serem incorporados no ambiente. Outro diferencial do evento é transparência de custos. Cada ambiente, o visitante tem acesso ao preço de tudo o que foi usado na execução do projeto, incluindo produtos e serviços. Preenchendo uma ficha de interesse, o visitante pode adquirir os itens em exposição para compor a própria casa.


décor Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

Sofisticação e grandeza Dois adjetivos que combinam com a Mostra Artefacto Beach & Country 2013, em São Paulo

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5ª edição da Artefacto B&C traz trinta ambientes que compõem o corpo da mostra realizada pela marca, que ostenta puro luxo nos seus produtos e interiores de design único, promovendo a convergência entre o rústico praiano e campestre com a sofisticação cosmopolita, a Beach & Country. O tema “30 Personalidades por 30 Profissionais de Decoração” destaca celebridades como a jornalista e apresentadora Janine Borba; a estilista e designer de joias Adriana Bittencourt; a living designer Mônica Barbosa; a atriz Mylla Christie; o fotógrafo Tuca Reinés; e o fotógrafo J.R. Duran, respectivamente, pelos trabalhos de Beatriz Dutra, Beto Galvez e Nórea De Vitto, Bianka Mugnatto, Brunete Fraccaroli, David Bastos e Debora Aguiar. A loja, localizada no Jardim América, em São Paulo, foi totalmente reformada para comportar todos os espaços e ainda apresentar os móveis da nova coleção. A visitação fica até o dia 19 de julho do ano que vem, o que demonstra o comprometimento com a proposta, os designers e a própria exposição.


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Foto Edison Garcia

O revestimento espelhado e a intensidade do vermelhocarmim tornam o living de Brunete Fraccaroli majestoso e vibrante. A cor da paixão coloriu parte do ambiente, alguns móveis, acessórios, estampas das almofadas, as paredes e até os tapetes. Para dar uma suavidade à cena, a composição seguiu tons de branco e bege – clean e moderno


décor

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Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

Acima, o loft contemporâneo de David Bastos homenageia o fotógrafo Tuca Reinés. Pluralidade de cores, texturas e artigos de decoração fazem do espaço um local para jovens ou adultos de cabeça aberta. Uso de madeira, branco e colorido, grafismos, peças restauradas e outras funções para peças comuns – como a substituição da pia da cozinha por uma cuba de lavabo – tornam a sala de estar uma obra de arte

À direita, no alto, a galeria com escritório, de Beatriz Dutra, homenageia Janine Barbosa. O espaço tem uma linha mais clean, com alta sofisticação, que funde o rústico campestre com o cosmopolita da cidade. Móveis grandes dão peso ao ambiente, ainda, pelos tons de branco, bege, cinza e marrom que complementam a cena

Á direita, abaixo, Em mesura à estilista e designer de joias Adriana Bittencourt, Beto Galvez e Nórea De Vitto trouxeram Aspen, a pequena cidade gelada do estado estadunidense do Colorado, para o ambiente. Uma atmosfera mais serena, entre tons de neve e móveis de cores fortes, amarronzados e amarelados. O detalhe fica nos pufes de pelúcia, o que garante elegância e minimalismo


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Fotos Edison Garcia


décor Fotos Edison Garcia

Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

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Bianka Mugnatto traz no seu design de interior uma atmosfera impetuosa para a tradicional sala de jantar. Cores fortes – entre marrom e vinho – contrastam com as sancas com formatos de réguas paralelas, que trazem embutida uma iluminação indireta e introspectiva. Já a mesa e as cadeiras, robustas e arrojadas, e os espelhos em ambos os lados da sala fazem do espaço puro requinte A vitrine da mostra, trabalho de Debora Aguiar, monta em apenas um único espaço três ambientes diferentes. O primeiro desenvolve a linha clean e minimalista para o usual quarto de solteiro/casal; o outro, um lounge com sofá branco e mesa de centro; e, por último, uma sala de estar descontraída, com móveis mais carregados de preto e cinza, mas ainda, sim, o branco e o bege predominantes em todas as composições


gourmet

prazer memorável Restaurante paulistano oferece o melhor da carne, do vinho e das cervejas, em um ambiente agradável e com toques requintados

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Varanda, localizado no Jardins e no shopping JK Iguatemi, reconhecido como a melhor steak house do Brasil, foi criado há 15 anos e vem, desde o início de sua história, trabalhando para oferecer aos seus clientes sempre o melhor. Este preceito reflete-se não apenas nos pratos servidos no Varanda, mas também no atendimento, na limpeza, no controle de qualidade, no respeito às leis, ao consumidor e aos colaboradores. Lá, você encontra os melhores cortes, oferecidos nos padrões das três principais referências em carne

no mundo: Brasil, Argentina e Estados Unidos. Assim, é possível viajar por vários locais, degustando um Ribeye no melhor estilo norte-americano, um Bife de Chorizo de acordo com a tradição argentina ou uma Fraldinha como gostam os brasileiros, por exemplo. Tudo isso com qualidade e fruto de um trabalho diário, no sentido de selecionar os melhores gados, estejam eles no Brasil, na Argentina, no Uruguai ou na Austrália, para trazê-los até seu prato por meio de cortes especiais.

São mais de 70 profissionais – entre cozinheiros, assistentes de cozinha, churrasqueiros, nutricionistas, cumins, garçons, maîtres, barman e sommeliers treinados periodicamente e que seguem um código de ética, diferencial do restaurante. Os pratos do Varanda são feitos somente com cortes de alta qualidade e todas as carnes são fornecidas pela Intermezzo Gourmet, empresa que é referência no fornecimento de carnes de alto padrão para restaurantes e para o consumidor final, em todo o Brasil. Além das carnes, o Varanda também conta com pescados, além de uma carta de vinhos e de cervejas especiais.

Foto Divulgação

Por Clarissa de Faria


vinhos Por Douglas Mamoré Junior.

Dicas domês

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sul-africanos

s vinhos sul-africanos estão fazendo enorme sucesso entre os campo-grandenses, rótulos de excelente custo-benefício. Parrilla Pantaneira e Vermelho Grill, por sua proposta gastronômica, são os grandes representantes destes vinhos na Capital, não deixe de conhecê-los na primeira oportunidade. Também muito apreciados na cidade morena são os tradicionais vinhos da Espanha, com sua merecida reputação. Você pode conhecê-los aqui mesmo, em Campo Grande na Cantina Romana.

The Wolftrap Blend 2011 Boekenhoutskloof Boekenhoutskloof é uma das mais premiadas e competentes vinícolas da África do Sul. Elaborado com um blend de muitas uvas tintas diferentes, o Wolftrap é bastante saboroso e fácil de agradar, tendo sido indicado pela Wine Spectator como uma das melhores relações qualidade/ preço no mundo todo.

*Douglas Mamoré Junior. Enófilo desde 2005, dedica-se exclusivamente ao universo dos vinhos. douglas@mistral.com.br

Salanques 2006 - Mas Doix / Priorato / Espanha O ótimo Salanques é o delicioso segundo vinho de Mas Doix, o fantástico Priorato, que já mereceu nada menos que 98 pontos de Parker. E não fica muito atrás, recebendo 94 pontos do jornalista, para o qual se trata de um vinho que "oferece muito prazer". Rico e intenso, no melhor estilo do Priorato, combina frescor e concentração, elegância e potência. Possui muita complexidade e um longo e saboroso final de boca.

Condado de Haza Crianza 08 Pesquera / Ribera del Duero / Espanha Premiado com 93 pontos (safra 2005) e escolhido com um dos 100 melhores vinhos do mundo em 2008, pela Wine Spectator, o excelente Condado de Haza é uma das escolhas certas da Espanha. Trata-se de um tinto robusto e cheio de fruta, com a opulência e o toque sedoso característicos dos vinhos de Pesquera.

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Delicioso e suculento, o exuberante Barista é um tinto carismático, que encanta fácil. Este excelente lançamento da África do Sul tem um caráter hedonista, repleto de frutas maduras e um notável toque de café, chocolate e ameixas. Ele é elaborado com a casta tipicamente sul-africana Pinotage, vinificada com perfeição e parcialmente fermentada em barricas de carvalho tostadas. O enólogo é o talentoso Bertus Fourie, um dos mais reputados da África do Sul. Um grande achado!

espanhóis

Barista Pinotage 2011 Barista


viagem Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

Destino

Jamaica Sol, praia e belas acomodações fazem do GoldenEye Hotel & Resort uma tremenda opção

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GoldenEye Hotel & Resort, localizado na baía de Oracabessa, costa norte da Jamaica, é um verdadeiro paraíso. Primeiramente, por estar nesse destino do turismo internacional. Segundo, pelas suas praias de areia clara e água cristalina, com tons de verde e azul. Ainda, por sua decoração tipicamente equatorial, com chalés rústicos construídos em madeira, simples, mas bem equipados, arejados para afastar o calor; e de quartos aconchegantes e intimistas, pela imersão na vegetação e ambientação local.

Seus espaços são divididos em quatro categorias: Fleming Villa (chalés para até 10 pessoas divididas em cinco quartos); chalés de quarto único ou de dois quartos; e Lagoon Cottage (chalés privativos, de apenas um quarto, em frente à lagoa). Conforto e sossego acompanham todos os aposentos. Também, mimos e detalhes são preparados conforme a preferência dos visitantes. Mesmo que seja contraditório, tudo pode ser transformado em luxo, mantendo, ainda, o espírito de simplicidade.

Proprietário do resort, o produtor musical Chris Blackwell – que lançou Bob Marley ao mundo – afirmou o seguinte: “Eu poderia viver em qualquer outro lugar da Jamaica, mas eu opto por ficar em GoldenEye, onde eu moro. [O escritor] Ian Fleming amava aqui. É por isso que ele conseguiu criar o personagem James Bond e todos os seus livros, pois foi no período em que viveu aqui. O resort tem essa energia criativa, que funde o incrível ao tranquilo”.


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Foto Dibulgação


viagem Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

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No exclusivo FieldSpa, imerso no meio da floresta que acompanha o resort, desfrute de um dia de luxo com opções de terapias que podem ser programadas a qualquer horário. Você pode agendar antes ou depois das atividades recreativas – que incluem mergulho, flutuação, mountain biking, stand-up paddle, partidas de tênis e golf, ioga ao amanhecer ou pôr-do-sol, passeio de barco, observação de aves, pescaria, e mais


Foto Dibulgação

Pensando em privacidade? A Fleming Villa tem apenas à sua disposição praia, piscina, jardim e funcionários. Lá, você encontra hospedagens para até dez pessoas. Já no Lagoon Cottages, se instale nos bucólicos chalés que dão de cara à lagoa, com deck privativo. Em frente da praia ou da lagoa, conforme a sua escolha, ficam localizadas as vilas de quarto único ou os chalés duplex de dois aposentos. Todas as opções são circundados por varandas abertas e arejadas, para curtir a vista com tranquilidade

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A gastronomia também faz parte do destino. O hotel oferece duas opções. Em frente à praia, o Bizot Bar traz iguarias jamaicanas e realiza outros jantares étnicos. Já o The Gazebo, um restaurante com ar de lounge, serve pratos com sabores internacionais. Aproveite e deguste um drink enquanto assiste ao ardente pôr-do-sol caribenho


UD Dicas para incrementar sua cozinha. Por Cidiana Pellegrin

Sofisticado

O designer Richard Sapper foi parceiro de longa data da marca Alessi, criando vários utensílios de cozinha icônicos. A partir de uma experiência pessoal, ele decidiu criar um ralador de queijo maior que os habituais. Assim nasceu o Todo, feito em aço e madeira, medindo 46 centímetros de altura. Por R$ 371 no site www.benedixt.com.br

Sobremesa

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Delicado e colorido, o conjunto com seis compoteiras Truva Coral, da Ud Brasil, é ideal para servir a sobremesa com elegância. Além de doces e frutas, pode ser utilizado ainda como petisqueira. Por R$ 79,90 no site www.americanas.com.br

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Fotos Divulgação

cor e proteção

As colheres de silicone são itens indispensáveis na cozinha. Além de protegerem as panelas, esses modelos da Tovolo possuem cabo em inox e resistem a até 300 °C. Escolha sua colher preferida na cartela com até nove tonalidades. Por R$ 48 cada uma, no site www.newtag.com.br

luxo

O requinte dos carros da Bugatti se traduz também na linha de portáteis para cozinha da marca. O espremedor de frutas, por exemplo, une design atemporal e funcionalidade. O usuário não precisa remover a jarra para servir o suco, basta apertar um botão e o “cone” se inclinará sobre o copo. Por UD$ 299 no site www.amazon.com


parrilla.pantaneira


cadernoespecial Por Sonia Caldart Assista todas essas receitas acessando www.youtube.com/cenariofeminino Tire suas dúvidas, enviando e-mail para cenariofeminino@hotmail.com

culinária

Bolo de laranja (baixo glúten) Ingredientes:

1 laranja pera com casca e sem sementes 3 ovos ½ xícara (chá) de óleo de girassol 1 xícara (chá) de açúcar 1 xícara (chá) de farinha de linhaça 1 xícara (chá) de aveia em flocos 1 xícara (chá) de amido de milho 1 colher (sobremesa) de fermento em pó

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Modo de fazer: Corte a laranja com casca em pedaços, retire o miolo e as sementes e bata no liquidificador com os ovos, o óleo e o açúcar, até ficar homogêneo. Reserve. Coloque em uma tigela a farinha de linhaça, a aveia, o amido de milho e o fermento em pó. Misture bem e em seguida despeje aos poucos, o conteúdo do liquidificador, incorporando os ingredientes da massa delicadamente. Coloque em forma de bolo untada e polvilhada com farinha de linhaça e asse até dourar. Se desejar um bolo mais doce, polvilhe açúcar na forma e coloque fatias finas de laranja para decorar.

Acompanhe o passo a passo no youtube.com/cenariofeminino ou no site cenariofeminino.com.br


Jogo da velha Galinha Pintadinha Materiais: E.V.A. nas cores: laranja, azul, vermelho e branco Tinta branca e preta Giz pastel oleoso Furador de florzinha Furador comum para as bolinhas Pinta bolinha Condor nº 8 Cola instantânea Tec Bond nº 3 Caneta permanente nº 1 e 2 Sianinha Tesoura Mais informações e solicitações com a Artesã Waneresssa Tel.: 67 9233.7186 waneressams@hotmail.com www.waneressaartes.blogspot.com Assista o passo a passo no youtube.com/cenariofeminino Cadastre-se no site www.cenariofeminino.com.br e baixe nossas receitas de culinária e artesanato.

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Eventos

Perfil

Entrevistas

Cidades

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identidade Política

90 vida de artista Rodrigo Queiroz transforma o espremer limão, colocar pinga e açúcar em uma fonte de prazer e trabalho. 92 perfil Profissão, família e religiosidade definem Lígia Velasques Farias. 94 lounge Superintendente da Associação Comercial da Capital, Fernanda Barbeta dos Rios Pinto, bate um papo descontraído sobre sua rotina. 96 vox Júlio Cesar Souza Rodrigues, presidente da OAB/MS, conta sobre experiências no Direito e amor à Justiça. 104 cases À frente das lojas de O Boticário, Solagem Brum retrata a simpatia, autoconfiança e o espírito de fé. 108 ágora Cidania, política, urbanismo e sociedade são os pilares temáticos com Dirceu Peters. 110 atitude Advogada Tatiana Ujacow fala de sua trajetória política e a grande paixão: as causas humanitárias.

rodrigoShimabukuro (Shika)

músico fotografado por priscila mota.

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portrait o


vida de artista Por Laís Camargo

rodrigo Queiroz "Para se ter boa noção é necessário muito estudo e dedicação, e é claro bom senso e criatividade"

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spremer um limão, colocar pinga e açúcar. A receita parece simples, mas quem já tomou uma caipirinha ruim sabe que a “mão” de quem prepara faz toda a diferença. Em Campo Grande, as festas já não ficam completas sem uma mesa bem colorida, cheia de frutas e bebidas com um bom bartender para dar um show no sabor e no preparo da bebida. Conversamos com Rodrigo Queiroz, que nos momentos sérios cursa o sexto período de Direito, mas nas festas faz até malabarismo com garrafas. “Para se fazer show bar é preciso treinar muito, mas tudo vai do momento

da festa. Às vezes, não é a hora certa para performances. Mas, com certeza, hoje existem várias possibilidades, tem hora para brincar e hora para ser ágil”, aponta. Quando um amigo apresentou a profissão a Rodrigo, logo de início veio o encantamento por esse universo. “É fascinante conhecer as bebidas e suas composições. É um trabalho totalmente gastronômico, existe todo um conhecimenbto sobre a mistura dos drinks, seu preparo e sua execução. Para se ter essa noção é necessário muito estudo e dedicação, e é claro bom senso e criatividade”, afirma. O

bartender fez curso básico no Senac de Campo Grande e seguiu para São Paulo, para uma das escolas mais reconhecidas do país, a Barones. Fez ainda curso da IBA (Associação Internacional de Bartenders), além de outras especializações em


Foto Estúdio Sim

profissão é encantadora, você vive em festas, vendo pessoas bem arrumadas e sempre buscando diversão, isso motiva a profissão; e nada melhor do que estudar um coquetel, elaborá-lo em uma festa e sentir a satisfação no rosto de seu cliente”,

garante. Para Rodrigo, preparar uma caipirinha é sempre algo sofisticado e que merece a mesma dedicação dada a drinks mais elaborados.

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órgãos reconhecidos. Desde 2005, é dono da empresa Cosmopolitan Bartenders. “Atuamos em eventos de qualquer dimensão. Existe o bar clássico, mais formal, e o bartender freestyle, que executa malabares com as garrafas. A


perfil Por Mayara Sá

LÍGIA

Velasques Farias

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ãe, empresária, religiosa, essas são algumas palavras que definem Lígia Velasques Farias. Casada há 25 anos, a proprietária da West Cor confessa que não é fácil conciliar tantos afazeres. Mas o amor pelo trabalho e pela família e a fé que tem em Deus a fazem superar qualquer desafio. Trabalhando com o marido há 16 anos, desde que a West Cor mudou o foco dos produtos e passou a atuar com decoração, Lígia é o braço direito de Nelson Jr., e ele o dela. “Somos muito companheiros. Ele cuida de toda a parte administrativo-financeira e eu cuido da parte de vendas. Então, a gente sempre combinou muito. Porque nós dois juntos nos completamos”, diz. A fórmula tem dado certo. Quem chega à West Cor tem a

Foto Priscila Mota

Muito trabalho, com tempo para família e religiosidade sua disposição o que há de mais vanguardista na decoração. Lígia, que é formada em artes plásticas, revela que para oferecer novidades eles trabalham muito, porque, atualmente, a velocidade da informação é rápida. “Cada vez está mais rápido. Com 30 anos de loja, nós já passamos por todas as etapas”, diz. “Inclusive, eu estou com uma coleção nova, maravilhosa, um importado lindíssimo”, revela, ao comentar sobre o que está chegando por esses dias. A empresária também é mãe preocupada e, mesmo com os filhos já adultos, Jade tem 23 anos e Lucas, 21, não deixa de dar atenção a eles. “Por mais atribulada que seja a vida, por mais correria, por mais que eu tenha o que fazer, eu preciso dar atenção para os meus filhos.

Então, a gente tem os nossos horários sagrados”, conta, referindo-se ao dia da semana que reserva para curtir os dois, o marido e a cachorra da família, que ela chama de caçulinha. O lado espiritual também não fica de lado, e Lígia ainda arruma tempo para se dedicar a um trabalho voluntário na Igreja Santo Antônio. Ela conta que começou o trabalho depois que participou de um acampamento de evangelização, e a vida, a partir dali, mudou. “Desde que comecei, senti uma força muito grande do amor de Deus. Eu passei por uma situação muito complicada de saúde, minha e do meu marido, nós dois juntos. Esse acampamento veio trazer para gente muita força e eu quero muito que as pessoas sintam esse amor”, finaliza.


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Foto EstĂşdio Sim

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lounge

Por Carla Carvalho


Fernanda

Barbeta dos Rios Pinto

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menos de dois meses para o encerramento do ano, Fernanda Barbeta dos Rios Pinto fala da felicidade em ter cumprido muitas das metas que traçou para 2013. Entre elas, está a dos cuidados com a saúde. “Vejo que, hoje, com a maternidade, os cuidados são maiores do que antes. Acho que a mulher fica mais criteriosa com a alimentação, o repouso e a atividade física”, comenta. Mãe de um menino e duas meninas gêmeas, a superintendente da Associação Comercial de Campo Grande explica como dribla a agenda cheia para se dedicar à família. “Tem que ter disciplina. Para estar na academia às seis da manhã e malhar uma horinha, pelo menos, procuro dormir sempre no mesmo horário e não me deixar levar pela correria. Por exemplo, quando não consigo ir de manhã, sacrifico parte do horário do almoço e vou me exercitar”, afirma. A estratégia da manhã é para que o fim do dia esteja livre para as crianças. “Gosto de buscar meu filho na escola, é um momento nosso, em que ele conta como foi o dia dele, aí vamos para casa, encontramos as meninas, jantamos, falamos com o papai, pela internet ou pelo telefone. É um momento muito valioso do meu dia”, fala. Com os filhos, ela administra a saudade do marido que, este ano, faz doutorado em São Paulo. “Ele é muito companheiro, um grande parceiro com as crianças, no dia a dia. Mas foi uma decisão que tomamos em conjunto. Sabemos o quanto é importante esse período de estudo”, pontua. As horas livres também são reservadas para a mãe, a irmã e a avó. “Somos muito ligadas, nós nos falamos todos os dias e buscamos fazer programas juntas, como jantar”, finaliza Fernanda. 95

Dedicação à família e disposição para o dia a dia


vox Por Isabela Ferreira

Júlio Cesar Souza Rodrigues 'Trabalhamos por uma instituição forte e presente na vida do advogado e da sociedade'

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ntes de se tornar advogado, uma de suas paixões era o basquete. Prestes a completar um ano como presidente da OAB/MS, Júlio Cesar Souza Rodrigues fala sobre o início de sua carreira, a experiência como professor universitário, a morosidade da Justiça, as realizações da entidade e as metas a serem alcançadas até 2015. Antes de entrar para a faculdade de Direito, o senhor foi jogador de basquete? Ainda pratica a modalidade? O basquete é uma paixão de infância. Aos 12 anos, representei o Estado no Campeonato Mundial de Minibasquete. Aos 18, fui contratado pelo Clube Paulistano, em São Paulo. Cheguei a jogar também pelo Tijuca, no Rio de Janeiro. Hoje, jogo pela Associação de Basquete Veterano de Mato Grosso do Sul, mas, agora, a maior satisfação é a convivência com o grupo.

Sobre Direito, como iniciou sua carreira? Comecei na Faculdade Bragança Paulista, depois, vim para a antiga Fucmat. Quando concluí o curso, fiz especialização em Direito Processual Civil. Em seguida, ingressei no mestrado. O saber do Direito exige aprofundamento. Ao concluir, encarei o doutorado, mas, por assumir grandes responsabilidades na OAB/MS, optei por trancar. Ao final do meu mandato, retomo com minha tese. Esse aprofundamento acadêmico me proporcionou também a docência. Sou professor de Direito Civil, Direito Processual Civil e Direito Processual Constitucional. De que maneira o contato com os acadêmicos de Direito influencia a sua atuação como presidente na OAB/MS? A experiência na academia consolidou minha certeza de que o caminho mais promissor é o aperfeiçoamento constante. Por isso, estamos pleiteando o mestrado em Direito. Além do


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Foto Gilson Barbosa


vox Por Isabela Ferreira

interesse pela qualificação, o contato com os acadêmicos me estimulou a aceitar o enfrentamento dos entraves que a advocacia vivencia, seja na defesa das prerrogativas ou na cobrança pelo aprimoramento da Justiça.

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Antes de se tornar presidente da OAB/MS, o senhor foi vice-presidente na gestão anterior (2010-2013). O interesse pela presidência aconteceu naturalmente? Certamente, trabalhamos por uma instituição forte e presente

parceria com a ControladoriaGeral da União na promoção de simpósios, visando à transparência e ao controle interno nos municípios. Nesse período, nós nos unimos a 21 entidades e fizemos uma caminhada histórica contra o fechamento de Comarcas, contra redução do expediente forense e contra morosidade na Justiça. Outro destaque é a busca por avanços no sistema de peticionamento eletrônico, que penaliza o advogado e a sociedade. Mas nosso principal embate sempre será contra a lentidão

O cidadão busca a Justiça, hoje são 95 milhões de ações em trânsito.

Porém, o crescimento esbarra na morosidade. Temos de discutir uma forma de reduzir esse tempo"

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na vida do advogado e da sociedade. A experiência na vice-presidência foi fundamental para a construção deste mandato. Junto aos demais colegas, que também estavam na gestão anterior, conseguimos manter um bom ritmo, e a expectativa é prosseguir com confiança e sinergia. Em janeiro de 2014, o senhor completa um ano à frente da entidade. Quais realizações destaca deste primeiro ano de presidência? E quais são os maiores desafios que tem enfrentado? Foram inúmeras, mas destaco o debate que assumimos pela reforma política, por meio do projeto “Eleições Limpas”, e a

da Justiça e pelos honorários sucumbenciais dignos. Parte da sociedade brasileira ainda resiste em buscar a Justiça. Por que as pessoas ainda hesitam em lutar pelos seus direitos? A morosidade da Justiça é um entrave nesse sentido? O cidadão busca a Justiça, hoje são 95 milhões de ações em trânsito. Porém, o crescimento esbarra na morosidade. Temos de discutir uma forma de reduzir esse tempo. Um dos caminhos é a mediação e arbitragem. Acredito nas alternativas preventivas. O que a OAB/MS tem feito para mudar essa realidade? Fazemos isso pelo diálogo e,

quando não obtemos respostas, buscamos medidas mais enérgicas. Em nossa seccional, contamos com o canal SOS Morosidade, serviço gratuito para advogados e para toda a sociedade para cobrar essa agilidade. De janeiro a setembro, conseguimos resolver mais de 70% das queixas recebidas. Já no cenário nacional, no caso do julgamento do “Mensalão”, como o senhor avalia a aceitação dos embargos infringentes por parte do Supremo Tribunal Federal (STF)? Apesar da polêmica gerada em torno do assunto, o regimento da Suprema Corte prevê expressamente essa modalidade recursal. Desse modo, o recebimento para o processamento do recurso foi entendido como legal. Para finalizar, quais são as metas a serem alcançadas até o fim da sua gestão (2015)? Vamos prosseguir com a Caravana das Prerrogativas, levando orientações sobre os direitos e a valorização profissional. A Escola Superior de Advocacia (ESA/ MS) e a Caixa de Assistência aos Advogados (CAA/MS) seguem ampliando os benefícios. Queremos, também, provocar a sociedade para que, cada vez mais, denuncie a falta de assistência ou a violação de seus direitos. Juntamente à Diretoria e ao Conselho Estadual, lutamos para construir uma ponte entre a sociedade e o Judiciário, contribuindo para uma advocacia de vanguarda, comprometida com a consolidação da democracia


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Foto Gilson Barbosa


PESSOAS E NEGÓCIOS Por Lúcia Coletto*

Motivação

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stamos constantemente buscando motivos externos para nos entusiasmar e, também, contagiar a nossa equipe de trabalho. Falamos em motivação o tempo todo, como se fosse um produto que pudéssemos comprar e, assim, resolver de forma mágica a apatia dos nossos colaboradores, e às vezes a nossa também. Mas será que paramos um pouco para refletir sobre quais são os nossos motivos para agir? O significado da palavra “motivação” vem do latim, moveres, mover, e refere-se, na psicologia, na etologia e em outras ciências humanas, à condição do organismo que influencia a direção (orientação para um objetivo) do comportamento. Em outras palavras, é o impulso interno que leva à ação. Então, em primeiro lugar, precisamos sempre refletir sobre o que realmente nos move para o trabalho e, dessa forma, inspirarmos os nossos colaboradores a fazerem o mesmo. A busca constante de que precisamos de

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"A motivação só será encontrada dentro de nós mesmos. É algo indelegável"

motivos internos para agir no ambiente externo é o que nos diferencia dos demais, “fazemos porque acreditamos, e não simplesmente porque temos de fazer”. Talvez essa seja a maior diferença comportamental entre os profissionais de hoje. E se acreditamos em algo que faz a diferença na nossa vida, com certeza, realizaremos um trabalho com mais entusiasmo e qualidade. Atualmente, a grande missão das empresas é despertar no seu grupo o que realmente o faz estar ali, realizando suas tarefas. Mas trata-se de uma abordagem individualizada, porque somos únicos, temos motivos pessoais e profissionais diferentes; por isso é importante manter um canal aberto, por meio das lideranças, com as pessoas da organização, para que elas possam se expressar de forma clara e transparente. E cabe ao profissional aproveitar essa oportunidade para manter sempre seus valores alinhados aos valores da empresa. A motivação só será encontrada dentro de nós mesmos, é algo indelegável. Mas, por meio de cursos e palestras específicas, podemos nos despertar para

esse impulso, daí a importância da qualificação constante. Em meio a tantas ofertas para nos tornarmos bons profissionais, precisamos escolher a que mais nos identifica e estar sempre abertos para receber informações que poderão nos levar aos verdadeiros motivos para a ação, que pode ser um filme, um livro, uma situação diferenciada e até um contexto familiar. O importante é estarmos sempre atentos ao que nos move internamente, para que possamos nos expressar externamente e agir motivados. *Lúcia Coletto é Consultora Organizacional Especialista em Gestão de Pessoas e Empresas. E-mail: consultoria@aghil.com.br


cases Por Clarissa de Faria

a fórmula

do sucesso Simpatia, autoconfiança e fé, essas três características definem bem a mulher que é Solange Brum, à frente das lojas de O Boticário em Campo Grande, Aquidauana, Miranda e Corumbá

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ua trajetória é encantadora e inspira qualquer um a empreender também. Do início ao fim da nossa conversa, o sorriso não saiu do seu rosto, e ela se emocionou ao contar as conquistas e como tudo começou. E que começo! Ela e o marido, Roneu Brum, conheceram-se na década de 80, em Camapuã, cidade em que os dois residiam. Ele, com suas andanças pelo país, na profissão de engenheiro, fez uma viagem a São Paulo. Na ocasião, Solange pediu que ele trouxesse uma colônia de O Boticário, o Stiletto. O pedido virou um presente e, com a colônia em mãos e o anseio em ter seu próprio negócio, ela resolveu entrar em contato com o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) e obter mais informações sobre como

adquirir a franquia. A partir daí, o namoro, que já estava engatilhado, virou casamento e motivou a abertura do negócio. Em 1989, a primeira loja de O Boticário no Estado foi aberta, em Camapuã. "Naquela época, um empreendimento desses fez a cidade parar. A loja era pequena, liderada por mim e mais uma colaboradora. Era nítido que algumas pessoas não botavam fé, mesmo assim, acreditávamos no nosso sonho e os resultados foram surgindo. Um ano depois, abrimos outra loja, dessa vez em Coxim, e assim o negócio foi crescendo e acontecendo nossa expansão", conta. O convite para liderar as lojas de Campo Grande foi uma consequência de todo o esforço e o trabalho feito no interior do Estado.

Já são 24 anos de franqueada, 27 lojas em quatro cidades e mais duas novas aquisições, a “Quem disse, Berenice?”. O grupo emprega atualmente 250 funcionários diretos e mais 2.500 indiretos. "Buscamos sempre a inovação em nossas empresas, investimos sem descanso na capacitação de colaboradores, promovendo uma constante busca pela excelência no atendimento e nos resultados obtidos". Estar à frente de uma franquia não é nada fácil, são regras e critérios que devem ser obedecidos mês a mês. Mas, tratando-se de O Boticário no Estado, é visível que aqui existe um diferencial. Quem acha que uma franquia não pode ter algo de diferente e inovador de um franqueado para outro se engana.


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Foto Priscila Mota


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Foto Priscila Mota

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Por Clarissa de Faria


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acreditávamos no nosso sonho

e os resultados foram surgindo" mais de 1.800 peças. Mas, afinal, qual a fórmula do sucesso? Solange Brum acredita em boas ideias, em ir até o final com seus desejos e no potencial dos seus colaboradores. "Funcionário motivado trabalha melhor em toda e qualquer empresa, porém, é preciso saber que ninguém nasce preparado e, para isso, capacitação constante se faz necessária. Eles estão sempre se reciclando, aprendendo mais e crescendo dentro da empresa", ressalta. Solange não esquece, em momento algum, de mencionar a participação efetiva dos filhos, marido e genro na concretização de cada negócio. "A família é nossa base e, os filhos, nossos sucessores. É preciso mostrar

o caminho a eles, mas também deixá-los livres para fazer suas escolhas", garante. Hoje, Helenita, a filha mais velha, é diretora das lojas O Boticário em Campo Grande e Nelson, o mais novo, começou há pouco a trabalhar no administrativo das empresas. "Nosso maior patrimônio são os filhos, e O Boticário é um grande legado que deixaremos para eles", enfatiza.

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Em Campo Grande, Solange apostou na responsabilidade social e na sustentabilidade. "Eu me deparei com os frascos vazios e pensei em uma solução, algo que pudesse dar a destinação correta a eles, combatendo a falsificação e, também, que não parasse mais no lixão", explica. O projeto teve início em 2007 e já resultou em 150 porta-incensos e 12 pratos ao ano, todos feitos com os frascos vazios de perfume, que são aquecidos em um forno especial, dando origem a novos produtos. Além disso, outra grande ideia foi reaproveitar as camisetas de campanhas promocionais para confeccionar roupas para bebês e, posteriormente, doá-las. Ao ano, são produzidas


ágora Cidadania, política e urbanismo. Por Dirceu Peters*

Caminhos incertos

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m texto publicado anteriormente, considerei junho o mês em que o Brasil acordou, mas vários acontecimentos se sucederam e acredito que a maioria foi em direção oposta a 20 de junho, quando a população harmônica e pacificamente posicionou-se contra inúmeras situações existentes. Algumas conquistas foram alcançadas, como o fim do voto secreto na maioria do Poder Legislativo, mas o movimento das ruas tomou outro rumo. Temos visto manifestações ordeiras transformandose em atos de vandalismo, para não dizer de bandidagem. Bancos e comércios saqueados, equipamentos urbanos e prédios históricos depredados por arruaceiros mascarados. Penso que esses marginais estão prestando um desserviço à sociedade, pois estão levando ao descrédito esses movimentos, que, durante um curto espaço de tempo, um número expressivo de brasileiros acreditou que poderiam ser a oportunidade para o país sair do "berço esplêndido". A imprensa tem pautado a ação da polícia que então de assumir posições mais "durante um curto espaço deixou severas que a levaram a ser criticada. Esse afrouxamento propiciou de tempo, um número situações em que contêineres, ôniexpressivo de brasileiros bus e até viaturas policiais foram acreditou que poderiam incendiadas. Esses fatos têm ultrapassado ser a oportunidade para o limite do bom senso e acredito o país sair do berço que um posicionamento mais rígido deva ser tomado, para que não esplêndido" se chegue a um confronto com consequências mais sérias. Vemos em alguns países forças policiais agindo de forma planejada e organizada no combate a situações limite, e penso que, no Brasil, também existam corporações treinadas e capazes de enfrentar esses movimentos. Temos de pensar a quem interessa esse descrédito para o qual está sendo levado o movimento das ruas, por meio da banalização da violência e da impunidade de grupos que estão extrapolando seus direitos, avançando sobre o direito da maioria. Nós, brasileiros, que acreditamos em manifestações livres e ordeiras, na força de mobilizações pelas redes sociais e na democracia, temos de repudiar esses acontecimentos. Volto a dizer, com muito orgulho, "verás que um filho teu não foge à luta".

em alta O planejamento urbano em Campo Grande parece que está voltando a respirar, ainda devagarzinho, mas está. Audiências públicas discutindo mobilidade urbana, reciclagem, arborização, pontos de congestionamento e restrições sonoras à música ao vivo. A sociedade está tendo espaço para se manifestar e os resultados dessas reuniões podem, se utilizados, auxiliar muito o Planurb a planejar intervenções que proporcionem melhor qualidade de vida à população. em baixa O meio ambiente continua em baixa em Campo Grande, pois a situação do aterro sanitário não avançou, a coleta seletiva empacou e os recicláveis foram consumidos pelo fogo. A concorrência da coleta de lixo foi anulada pela Justiça e o prazo estabelecido nacionalmente para extinção dos lixões é agosto de 2014. Estamos no limite.

passando adiante O leilão do campo de Libra, no Rio de Janeiro, para exploração do petróleo do pré-sal, motivou manifestações diversas. Primeiramente, foram os petroleiros e outros sindicatos que protestaram nas ruas tentando impedir a realização do leilão. Depois, foi dito que a fórmula proposta em regime de partilha desmotivou inúmeros concorrentes, dos quais apenas um consórcio se apresentou, com a Petrobras majoritária, e ganhou ao oferecer o preço mínimo. E, por fim, o governo federal esqueceu seu discurso contra as privatizações e está utilizando essa fórmula no pré-sal, como já utilizou nos aeroportos e nas rodovias federais. O governo contra-argumenta que não é bem assim, que os modelos são outros. A realidade me parece clara, mostrando que o "Estado" é incompetente quando se envolve com serviços que não lhe dizem respeito, pois foi assim com o aço, com as empresas de telefonia, de energia e, agora, com os citados acima. O "Estado'" não está sendo competente no cuidado da saúde, da educação e da segurança, então só lhe resta "privatizar", "conceder", "partilhar" ou qualquer nome que resolva dar às ações. Passa, assim, a responsabilidade a quem consegue gerir atividades que não se referem a sua atividade-fim. Somente desta forma, com fiscalização exercida pelos três poderes da República e pela sociedade, poderemos avançar em busca do desenvolvimento econômico e social.

*Dirceu Peters, arquiteto e urbanista, presidente do IAB-MS e entusiasta das causas político-sociais.


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atitude Por Mayara Sá

Tatiana Ujacow

Advogada, vice presidente da Copai e professora na UFMS fala de sua trajetória política e a grande paixão: as causas humanitárias

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e família tradicional de Dourados, Tatiana Azambuja Ujacow conta que desde menina nunca entendeu porque algumas pessoas tinham tanto e outras tão pouco. A sensibilidade quanto aos problemas humanos despertou cedo e a imagem dos índios terenas batendo nas portas da casa pedindo alimento nunca saiu de sua mente. Adulta, formada em Direito e atuando na causa indígena, percebeu que poderia fazer mais. Na tese de seu mestrado, escreveu um livro sobre o tema. A obra virou referência e foi usada como argumento em uma decisão no TRF3 favorável aos indígenas, o que para ela, cumpriu o grande papel ao que o livro se propôs.

Tatiana, você vem de uma família de produtores rurais, de Dourados. É uma defensora da causa indígena. Aparentemente, isso parece um contrassenso. Como é? Essa causa indígena, sempre foi uma causa que despertou meu interesse desde muito pequena. Eu nasci e me criei em Dourados, e lá a miséria era representada pelos indígenas. O que me chamava a atenção era porque aquelas pessoas que eu observa, que eram iguais a mim, seres humanos, estavam ali naquela condição pedindo pão velho. Eu já percebia esse desprezo da sociedade. A banalização da miséria humana. Então, eu nunca deixei que tomasse conta de mim, na minha situação, vindo de uma família de produtores, de pioneiros da região. Isso nunca fez parte da minha vida, como até hoje não faz.

Você falou que desde criança isso te incomoda. Mas, desde quando você participa de ações para mudar essas realidades? Eu participava de ações sociais desde pequena porque minha mãe era do Lar Santa Rita de Cássia, de menores órfãos de Dourados. Então, desde pequena eu já estava nesse envolvimento e sabia que tinha que fazer alguma coisa pelo outro. Depois já adulta, eu tinha projetos nas aldeias de Dourados. A partir do momento que eu vim para Campo Grande tenho projetos nas aldeias urbanas, que é a realidade daqui. Mas, nunca desvinculei de Dourados, das aldeias de lá, das lideranças. Em todo o lugar do Brasil, quando têm jogos indígenas eu vou. Pertenço ao Comitê Intertribal. Faço assessoria jurídica para eles. O trabalho é todo voluntário.


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Foto Priscila Mota


atitude Por Mayara Sá

Por que o título do seu livro se chama “Direito ao pão novo”? Quando surgiu o mestrado, o meu orientador falou que eu teria que lidar com um tema que eu tivesse paixão, que fosse realmente uma bandeira que eu quisesse defender. O meu primeiro projeto era sobre meio ambiente, que é outra coisa que eu sou cuidadosa. Mas, ele não andava. Até que um dia veio a voz daqueles indiozinhos pedindo pão velho e pensei: vou tratar desse assunto. Esse “Direito ao pão novo” é o direito do ser humano ter direitos iguais, direito de cidadania, de inclusão social, de participar da mesma mesa, de comer a mesma comida. Me chamou a atenção: por que eles já pedirem o pão velho? Porque sabiam que o novo não iriam ter. Então, eu tratei dos direitos indígenas, dos direitos que eles têm como cidadãos brasileiros. Então essa diferença, essa apartação social, é que me chamou a atenção desde sempre.

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Em sua opinião, existe muito preconceito em relação aos indígenas ou falta conhecimento sobre o tema? As pessoas tendem a ter medo daquilo que elas desconhecem. Quando vou dar palestra e começo a falar da questão do direito indígena e conto como eles são, as experiências que eu tive, as pessoas começam a querer se engajar, a conhecer também. Então muda. No primeiro dia de aula, os alunos torcem o nariz. O preconceito é muito grande aqui no nosso

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Foto Priscila Mota


Você ingressou na política a partir de um convite do Zeca para integrar a chapa para governador em 2010. Como foi esse convite? Nós temos que entender que a vida oferece oportunidades para mostrar quem a gente é. Mostrar o que tem. Qual a intenção que tem. E eu tenho essa utopia de querer participar da transformação que eu desejo para o mundo. Se eu quero que o mundo seja diferente, eu tenho que dar minha contribuição. Acredito que foi um exercício de cidadania. Foi algo que valeu muito a pena na minha vida. Eu pude ter contato direto com o povo. Eu pude sentir nas pessoas o que elas estavam precisando. Aqui em Mato Grosso do Sul você foi a grande liderança pela formação da REDE. Como você ficou quando não foi aprovada a abertura do partido? Fiquei muito chateada porque nós trabalhamos muito para isso e ficamos à mercê de um sistema. O ministro Gilmar Mendes expôs muito bem, ele falou aquilo que a gente estava querendo dizer, mas, infelizmente foi voz isolada. Como poderíamos ser penalizados por um processo que não é nosso? Um

processo que o cartório não deu conta de contar. Nós entregamos no tempo. E aí o partido não sai, não porque não cumpriu o requisito, mas, porque lá na frente, na ponta, não deram conta disso. Houve críticas porque a Marina foi para o PSB. Como você vê isso? O PSB é o Partido Socialista Brasileiro. É a bandeira dele. O Eduardo Campos que é a grande estrela do PSB é neto do Miguel Araes, que tem uma história linda de luta contra a ditadura. Então, vem de uma corrente de luta. E unanimidade nunca vai existir. E acredito que no momento é o que deveria ser feito. Não se pode deixar tudo que se construiu ficar paralisado. Foi preciso então fazer coalizões? É a frase dela [Marina]. A verdade está entre nós. E o Eduardo Campos recebeu de braços abertos. A gente fez um encontro em São Paulo, no fim de outubro, com grupos de pessoas do PSB e da Rede para nos conhecermos, trocar ideias, discutir quais os grandes desafios. E senti que muitas pessoas que estão ali estão para pensar o partido. Como a gente da Rede. Então, acredito que podemos trilhar um bom caminho juntos.

direção. E o meu diálogo mais direto é com o pessoal da Rede. Aí vamos ver como vai ser aqui [em MS] a Rede e o PSB. Nós estamos chegando agora. Vamos ver como vai ser o projeto. Quando se pensa em política, se pensa de forma coletiva. Mas, se fosse algo pessoal, em que cargo você acredita que poderia contribuir mais? Eu sou uma pessoa que gosta muito de desafios. Eu não tenho receio nenhum de mudanças. Então, qualquer cargo que fosse do consenso geral e que eu acreditasse, eu poderia enfrentar o desafio. Qualquer um. Estou pronta para a batalha porque eu acho que a política está precisando de gente que tenha vontade. E eu tenho muita vontade. Por isso eu entrei na política. Porque não adianta ter vontade e não fazer nada efetivamente. É igual ganhar na loteria sem jogar, como vai ganhar? Tem que participar! Mas não faço nem acepção de pessoas, nem de cargo. Acredito que onde lhe for conferido um mandato você pode fazer e dar o melhor de você. O caminho se faz ao caminhar.

Você será candidata nas próximas eleições? Agora vamos ter que aguardar. Mas, nada está descartado, de jeito nenhum. Tanto é que me filiei. Vamos aguardar e ver a 113

estado, as pessoas não querem aceitar o diferente. Pierre Clastres tem uma fala que diz que o ser humano tende a rejeitar toda a imagem que não seja a dele refletida no espelho. “Tudo aquilo que não é parecido vou deixar de lado”.


etiqueta Por Adriana Estivalet*

Aparência profissional

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ão vou falar sobre vestimenta ou dress code profissional, até porque já abordei esse assunto em outro artigo nesta coluna. Hoje, vou abordar detalhes que compõem a aparência de um profissional e que todos percebem, mas, muitas vezes, ninguém tem coragem de falar. São detalhes referentes à higiene e estética pessoal que afetam e impactam a imagem no trabalho. Uma vestimenta adequada é fundamental para que o profissional posicione sua imagem no mercado; é por meio dela que se passa a mensagem da atividade, do cargo etc. Mas será que somente a roupa compõe o visual de alguém? Certamente, não. O corte de cabelo, as unhas e a maquiagem são componentes da aparência que representam um todo. Esses cuidados pessoais devem, sim, estar de acordo com a atividade que se exerce e com o perfil da empresa em que se trabalha. Algumas empresas, por exemplo, preferem que seus "Existe uma linguagem colaboradores não usem barba, ou as mulheres não usem maquiauniversal em termos que gem muito forte. São critérios que de aparência estética a empresa utiliza com o intuito de profissional. Lógico que alinhar sua equipe de acordo com os seus valores. Por isso, quem está cada segmento tem as começando em uma empresa deve suas particularidades, se informar sobre esses detalhes; podem parecer sem importância, mas alguns requisitos mas são impactantes em um pribásicos são desejados" meiro momento. Existe uma linguagem universal em termos de aparência estética profissional. Lógico que cada segmento tem as suas particularidades, mas alguns requisitos básicos são desejados. Vamos a eles: Cabelos: limpos e bem cortados. Cabelos sujos e oleosos dão a impressão de que a pessoa não é muito asseada. Para as mulheres, o ideal é mantê-los presos quando não se teve tempo de lavá-los. Os homens devem ficar atentos em manter o corte em dia. Pele: as mulheres devem usar maquiagem com parcimônia, leve, sem muita cor forte. A falta dela também não é indicada, pois a maquiagem dá uma impressão mais bem cuidada. Os homens devem

cuidar do excesso de oleosidade que é desagradável de se ver, assim como cravos e espinhas. Pelos: sobrancelhas, buço, axilas e pernas exigem manutenção por parte das mulheres. Os homens devem fazer a manutenção da sua barba; se quiser usá -la maior, mantenha-a extremamente bem feita, caso contrário, pode passar uma imagem de desleixo. Unhas: homens devem mantê-las curtas e limpas. Já as mulheres devem preocupar-se em mantê-las bem feitas e evitar esmaltes muito coloridos, como verde, azul, amarelo, laranja... e desenhos, como florezinhas ou bichinhos. Algumas coisas são sentidas no convívio e podem se tornar um obstáculo para o bom desempenho do profissional, como o mau hálito, cheiro desagradável proveniente das axilas, excesso de perfume etc. Essas situações sabotam as relações tanto profissionais, sociais e pessoais, e o pior é que as pessoas que apresentam esses problemas, muitas vezes, não conseguem percebê-los. Por outro lado, quem convive com essas situações percebe, e muito. É necessário ficar atento aos cuidados pessoais nesta área no dia a dia. Pergunte para as pessoas mais próximas, como parentes ou amigos íntimos, já que é tão constrangedor, e procure um profissional da área de saúde pertinente ao incômodo – se necessário. O que muitas pessoas também usam excessivamente para evitar qualquer vestígio de cheiro desagradável é o perfume. Usar perfume em demasia, além de ser deselegante, atrapalha as relações, pois não há nada mais irritante e enjoativo para a grande maioria. Algumas pessoas sentem até dor de cabeça com o cheiro excessivo do perfume, e convenhamos que cumprimentar alguém e ficar com o perfume impregnado em si não é nada agradável. Como vimos, nossa imagem pessoal é composta por vários fatores. Cabe a nós cuidá-los e estar atentos. Mesmo o que parece um mero detalhe impacta nossa vida profissional e a convivência com clientes, colegas e parceiros. *Adriana Estivalet é consultora pessoal e corporativa em Estilo e Imagem E-mail: contato@adrianaestivalet.com.br


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astral Por Teca Silva*

Astrologia infantil

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ilho não vem com manual de instruções, fato, mas por meio da astrologia infantil é possível você entender as nuances de uma criança, ou melhor, os anseios da alma daquele novo ser. A análise da carta natal infantil nos possibilita entender este novo universo e, o mais importante, ajuda pais, educadores ou aqueles que fazem parte do convívio a identificar as particularidades e potencialidades deste pequeno indivíduo.

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"Fazer um mapa astral infantil é conhecer mais profundamente a personalidade, identificando o processo singular daquela criança. Todos acabam sempre projetando nos filhos sonhos e desejos, por isso os conflitos e dificuldades"

O nascimento é o começo do nosso desenvolvimento individual separado. Desde que respiramos, temos um propósito de vida particular, e é por meio desse olhar diferenciado que iremos analisar esse universo infantil. Nascemos com uma potencialidade única, e cabe aos pais estimular o que há de melhor, respeitando todas as diferenças da criança. Essa análise pode ser feita desde as primeiras horas de vida até os dez anos de idade. Fazer um mapa astral infantil é conhecer mais profundamente a personalidade, identificando o processo singular daquela criança. Todos acabam sempre projetando nos filhos sonhos e desejos, por isso os conflitos e dificuldades. Conhecendo esses potenciais, fica mais fácil amar e aceitar esse ser único. Como ele se afirma? Como ele reage? Do que gosta? Como aprende? Como se comporta? Como se sente? Nem sempre será como os pais querem ou anseiam. Autoconhecimento é fundamental, cada ser tem um universo diferente, ninguém é

igual, e cabe aos pais orientar e respeitar a essência de seus filhos. Cada nascimento traz um significado. Nascer significa tomar posse de um eu. Por meio de combinações entre signos, planetas, aspectos e toda a linguagem celeste, o mapa natal infantil conscientiza e é uma grande ferramenta para aceitação desse caminho único que novos pais terão de conviver. *Teca Silva é astróloga e taróloga. Twitter: Teca_Astro Facebook: facebook.com/Tecaemaju E-mail: tecaemaju@hotmail.com


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seção

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Créditos Autor


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