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Ano XII - No 31 - Março de 2018 Uma parceria

PORTAS ABERTAS Sicoob Cecremef se prepara para ser a maior cooperativa de crédito de livre admissão do Rio de Janeiro Eleições 2018 A transparência do processo eleitoral na OCB/RJ

Transporte Sescoop/RJ apresenta diagnóstico do ramo Táxi no Rio

Causa e Efeito Passivos contingentes, uma questão da Saúde


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Entrevista

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Transporte

Luiz Paulo Tostes, presidente da Unimed Volta Redonda

Sescoop/RJ apresente diagnóstico do táxi do Rio

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Eleições A transparência do processo eleitoral na OCB/RJ

Seções

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Capa

Editorial

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18

Crédito

Circulando

5

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Opinião

Sicoob Cecremef abre suas portas para a livre admissão

Sicoob Fluminense: pioneira na livre admissão

Finanças Myrian Lund

10

Causa&Efeito Ronaldo Gaudio e Abdul Nasser

20

Seguro Cooperativo Liliana Caldeira

22

Questão Cooperativa Adriana Amaral

23

Classificados Cooperativos

24

Tempos Verbais Paulo Rezende

26

Daniela Lemke, gerente de comunicação da OCB

QR Code Acesse riocooperativo.com.br

Rio Cooperativo é uma publicação da Montenegro Grupo de Comunicação Contatos e Publicidade: (21) 2215-9463 - 2533-6009 End.: Av. Emb. Abelardo Bueno, nº 1, bl. 1, ala A, sl. 336, Condomínio Dimension Office Park, Barra da Tijuca - CEP 22775-040, Rio de Janeiro, RJ. contato@montenegrogc.com.br | www.montenegrogc.com.br twitter.com/MontenegroGC | facebook.com/MontenegroGC www.riocooperativo.com.br | facebook.com/RioCooperativo Parceria na Produção de Conteúdo: Comunicoop Editor Executivo: Cláudio Montenegro (MTb 19.027 - claudio.montenegro@montenegrogc.com.br) Jornalista Responsável: Leonardo Poyart (MTb 24.393 - leonardo.poyart@montenegrogc.com.br) Redação: Equipe Comunicoop Programação Visual: Eric Huhn (eric.huhn@montenegrogc.com.br) Mídias Sociais: Rebeca Cardoso (rebeca.cardoso@montenegrogc.com.br) Administração: Marcia Fraga (marcia.fraga@montenegrogc.com.br)

Colaboraram nesta edição: Abdul Nasser, Adriana Amaral, Daniela Lemke, Guto Rolim, Liliana Caldeira, Myrian Lund, Paulo Rezende e Ronaldo Gaudio. Fotos: Montenegro Grupo de Comunicação, entrevistados e SXC. Distribuição: Lideranças cooperativistas, dirigentes, gerentes, cooperados e funcionários de cooperativas de todos os segmentos (agropecuário, consumo, crédito, educacional, especial, habitacional, infraestrutura, mineral, produção, saúde, trabalho, transporte e turismo), empresários, administradores e gestores, assessores jurídicos, auditores, contadores, profissionais de recursos humanos, associações, sindicatos, federações e entidades de classe de forma geral, orgãos e instituições governamentais, universidades, clínicas e hospitais, fornecedores de produtos e serviços para cooperativas e demais formadores de opinião. Artigos: Os artigos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores, não correspondendo necessariamente à opinião dos editores. Envio de pautas: redacao@montenegrogc.com.br (as pautas recebidas são avaliadas pelos editores, sem obrigatoriedade de publicação). Capa: Eric Huhn - Edição nº 31 - Março de 2018

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018

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Editorial

O Cooperativismo que queremos

B

astante interessante e providencial a campanha que a Rede Globo lançou, sob o título “O Brasil que eu quero”, para identificar os anseios e desejos do povo

brasileiro nos mais de 5.500 municípios espalhados em todo o território nacional. A despeito de qualquer maniqueísmo ou intenção tendenciosa da emissora, é uma

Cláudio Montenegro Editor Executivo

excelente oportunidade para traçar um cenário político-social dos principais aspectos que nos permeiam, sob óticas regionais que se entrelaçam e definem uma nação ávida por mudanças em larga escala e novas atitudes de nossos governantes. O sentimento é de necessidade de uma faxina geral nos velhos esquemas que vêm perdurando há mais de 500 anos e que se aprimoraram e sofisticaram até os dias atuais. A Lava-jato ainda está longe de ser concluída e muitas pedras ainda hão de cair no imenso dominó político brasileiro, com envolvimento de nomes de peso em todas as esferas governamentais. O parâmetro que se pode traçar com o Cooperativismo, com ênfase no estado

“Para sobreviver e

do Rio de Janeiro, é do mesmo sentimento de mudanças estruturais amplas e

ter sucesso, cada

representam as cooperativas fluminenses, visando ao grande passo para a trans-

necessárias que precisam ocorrer na condução das ações das instituições que

organização tem de

formação do patinho feio em cisne.

se tornar um agente

tegros, honestos, incorruptíveis e profundamente comprometidos com o verdadei-

da mudança. A forma mais eficaz de gerenciar a mudança é criá-la.” Peter Drucker

Mais que necessário, é urgente termos à frente dessas instituições homens ínro espírito cooperativista, capazes de compreender as minúcias e peculiaridades de cada ramo cooperativo e as demandas pontuais de cada cooperativa singular. É preciso deixar de lado as antigas práticas das ações entre amigos, que sempre beneficiaram alguns poucos em detrimento de muitos, empacando o crescimento deste setor econômico tão fundamental para o País. O crescimento dos bancos cooperativos a largos passos não é acompanhado pelos demais ramos, que precisam se desenvolver de forma robusta, sedimentada e acompanhada com responsabilidade pelas instituições formadoras e representativas da categoria. O agronegócio, que gera bilhões de reais para a economia e é sucesso incontestável nas exportações brasileiras, ainda não alcançou o patamar desejável em terras fluminenses. As políticas de mobilidade urbana e o crescente desafio das tecnologias dos aplicativos de chamadas de táxis não têm o acompanhamento devido de forma a substanciar as ações das cooperativas desse segmento, da mesma forma que o transporte de cargas vem diminuindo sensivelmente sua participação no meio cooperativo, sem ações mais contundentes dos organismos representativos do cooperativismo no estado. Por outro lado, o estímulo à intercooperação precisa se tornar uma prática recorrente, de modo a alavancar a geração de negócios intercooperativos e com o mercado em geral. Mais que tudo, é preciso inovar e partir para novas práticas, novas atitudes, fomentando um novo modelo de cooperativismo, adequado à realidade dos novos tempos. O momento é oportuno e cabe-nos refletir com muita responsabilidade e indagar: que cooperativismo queremos para o futuro? Boa leitura e saudações cooperativistas!

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Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018


Circulando

Rio lança primeiro MBA com alunos oriundos do Formacoop

O coordenador acadêmico Ricardo Soares na aula inaugural do MBA pioneiro no Brasil

T

eve início em novembro de 2017

grande ganho para as cooperativas,

“A educação continuada no Brasil

a primeira turma do MBA em

transformando conhecimento em re-

é uma prática onde todos podem

Gestão e Governança Cooperativis-

sultados”, diz Soares. O curso tem

prosseguir no seu desenvolvimen-

ta. É uma parceria entre o Sistema

a fundamentação nos critérios de

to. Atento a essa dinâmica, o Ses-

OCB/Sescoop-RJ e a universidade

excelência da Fundação Nacional da

coop/RJ fez uma parceria com a

Mackenzie Rio. Serão seis meses de

Qualidade: liderança, qualidade, co-

Mackenzie visando a fomentar o

aulas neste que é o primeiro MBA

municação, negócios e resultados.

aprendizado”, afirma.

do Brasil com alunos oriundos da capacitação Formacoop.

Na parceria com a Mackenzie, os

Para Sérgio Bittencourt, conse-

alunos puderam aproveitar os cré-

lheiro fiscal do Sescoop/RJ e aluno,

O coordenador acadêmico do

ditos das disciplinas já cursadas no

o curso é fundamental. “Este proje-

curso de MBA Formacoop, Ricardo

Formacoop, onde cinco turmas fo-

to foi criado justamente para quem

Soares, comenta sobre a parceria

ram constituídas ao longo dos anos.

quer ver sua cooperativa crescer, se

entre as instituições e o foco des-

Para o gerente de Desenvolvi-

desenvolver e atender às expectati-

mento de Cooperativas do Ses-

vas dos cooperados, apresentando

“Este é um curso que pretende

coop/RJ, Valdinei Calixto, o MBA

trabalho de qualidade para o merca-

trabalhar a qualidade da gestão co-

trabalha na melhoria da gestão

do. Para isso as equipes e os gesto-

operativa e a sua governança. É um

e governança das cooperativas.

res precisam estar qualificados”, diz.

ta capacitação.

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018

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Circulando

In Memoriam

LÉO POYART

Workshop do Sicoob Central Rio

Joaquim José Vieira dos Santos Costa, diretor financeiro do Sicoob Cecremef, em fevereiro/2018, vítima de câncer. “Não temos como declarar toda a gratidão e admiração que sentimos por este companheiro que sempre deu o melhor de si pela Cooperativa, como cooperado, como Conselheiro Fiscal e como Diretor Financeiro”, declarou Francisco Bezerra, presidente da instituição.

Palestrantes interagiram com os colaboradores das singulares filiadas ao Sicoob Central Rio

O Dayse Freitas, superintendente da Unicred Central RJ/MT, em janeiro/2018, em acidente automobilístico. “Falar da trajetória da Dayse no sistema Unicred ou mesmo na sua vida profissional como um todo não é tarefa fácil. Enquanto profissional, sua perda é lastimável e significativa, porém como ser humano a perda é irreparável”, define Ana Cláudia Rotondo, gerente de RH da central.

cooperativismo vem se desen-

profissional. O vice-presidente do

volvendo no Rio de Janeiro. E

Sicoob Central Rio, Francisco Be-

no segmento crédito não é diferen-

zerra, resumiu como foi o evento.

te. Para comemorar os resultados

“O nosso colaborador também é o

alcançados em 2017 e apresentar

dono da cooperativa. Ressaltamos o

os projetos para 2018, dirigentes

brilho nos olhos que todos precisam

e colaboradores do Sicoob Central

ter pelo cooperativismo, desde o iní-

Rio e suas singulares se reuniram

cio do trabalho na cooperativa. Pre-

no Workshop - Talentos que fazem o

cisamos ter as pessoas com garra

nosso sistema brilhar.

para vencer dia após dia”, afirmou.

O evento ampliou a percepção so-

Ao final do evento, no jantar de

bre a importância dos profissionais

confraternização, ocorreu a pre-

no sucesso da organização e esti-

miação que celebrou os resultados

mulou a cumplicidade em relação à

alcançados em 2017 pelo Sicoob.

missão e aos valores cooperativos.

Quem venceu o prêmio principal,

Durante

Alberto Ferreira, presidente da Sicoob Central Crediminas, em janeiro/2018, em acidente automobilístico. Alberto Ferreira construiu sua experiência convivendo com renomadas autoridades das áreas econômica, social e política de Minas Gerais, moldando a sua imagem com perseverança, sabedoria, vanguardismo e profissionalismo.

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de

de Cooperativa do Ano, foi o Sicoob

workshop, aconteceram palestras

os

três

dias

Servidores. A cooperativa é do Espí-

que abordaram diversas temáticas,

rito Santo e tem 2.400 cooperados,

como: excelência de gestão, o atu-

sendo a mais recente filiada ao Si-

al cenário econômico brasileiro, a

coob Central Rio, desde 2015. Já o

força da integração sistêmica e a

Sicoob Fluminense ganhou três dos

promoção da criatividade frente aos

nove prêmios da noite. “Uma gran-

diversos cenários.

de satisfação e sinal de que nossa

Dirigentes que acompanharam o

equipe está unida e coesa, traba-

workshop comentaram sobre a im-

lhando com foco”, disse o presiden-

portância desse tipo de atualização

te da instituição, Neilton Ribeiro.

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018


Entrevista

Luiz Paulo Tostes Coimbra, Diretor Presidente da Unimed Volta Redonda

DIVULGAÇÃO UNIMED VR

Excelência em gestão Dr. Luiz Paulo Tostes Coimbra é clínico pneumologista formado pela Escola de Ciências Médica de Volta Redonda, com especialização em Medicina no Trabalho, pós-graduação em Administração Hospitalar e MBA em Gestão Executiva pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (COPPEAD) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Luiz Paulo é presidente da Unimed Volta Redonda, Diretor Comercial e de Marketing da Seguros Unimed e é certificado como Conselheiro de Administração pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

RC - Que avaliação o senhor faz sobre a conquista do

RC - Que sugestões o senhor deixa para outras institui-

Prêmio Sescoop Excelência em Gestão?

ções cooperativistas alcançarem o nível de excelência

Receber o prêmio Sescoop Excelência em Gestão

em gestão obtido pela Unimed Volta Redonda?

é uma honra e grande satisfação para a Unimed Volta

Acreditamos que é fundamental ter um propósito claro.

Redonda. Reafirma que estamos trilhando o caminho

E, a partir daí, investir na profissionalização da gestão e

certo, com nossos investimentos em transparência

na capacitação das pessoas, sempre com transparência e

e governança corporativa. Foi o primeiro ano em que

inovação dos processos.

participamos e alcançamos destaque no mercado nacional, por meio de um órgão representativo. RC - O que isso representa em termos institucionais para a Unimed Volta Redonda? Sentimo-nos orgulhosos desse reconhecimento, que reafirma a importância de investir em gestão, governança e profissionalização, sempre com transparência. RC - E em termos de mercado, que impactos o senhor imagina que esta conquista causará? O prêmio é um diferencial de mercado, sobretudo uma representatividade do Sistema Unimed no país. E traduz a excelência da gestão e as boas práticas da Cooperativa. RC - Como avalia o trabalho desenvolvido pela equipe da Unimed Volta Redonda para conquistar este prêmio? A premiação é o resultado do trabalho diário de pessoas envolvidas e comprometidas com a Cooperativa, que se esforçam para entregar aos nossos clientes o melhor cuidado. Temos a responsabilidade de continuar comprometidos com o nosso propósito, gerar trabalho e renda para o cooperado com sustentabilidade para a Cooperativa e com boas práticas de gestão e governança, para oferecer um atendimento cada vez mais qualificado ao nosso cliente.

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018

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Sescoop/RJ apresenta diagnóstico do ramo Táxi no Rio

S

ão 31% dos taxistas do municí-

UFRJ, Marcelino Aurélio, mostram

em seu primeiro mês fez mais de 20

pio do Rio de Janeiro trabalhan-

um panorama completo. “Os resul-

mil corridas. “O aplicativo ainda está

do sete dias por semana. É o que

tados são importantes para que a

em fase de adesão por parte dos

mostrou o Diagnóstico da oferta e

Prefeitura e outros órgãos possam

taxistas e dos próprios usuários. A

demanda por táxi no município do

planejar de forma precisa o setor.

segurança é grande pois acompa-

Rio de Janeiro, encomendado pelo

Temos que priorizar o transporte de

nhamos em tempo real as corridas.

Sescoop-RJ e feito por técnicos da

massa, incentivar que a cidade fique

E vejo como muito importante esse

Coppe/UFRJ em 2017.

mais sustentável. Estamos sempre

estudo feito pela Coppe/UFRJ, pois

em busca de soluções sustentá-

embasará nosso planejamento. São

veis”, afirmou.

indicadores que auxiliarão aos ges-

Esse é o primeiro estudo realizado no Rio de Janeiro e teve início em

tores em suas decisões”, explicou.

março de 2017, quando foram en-

Representantes da Prefeitura

trevistados cerca de mil profissio-

do Rio de Janeiro acompanharam

nais. Os números dão um panorama

a divulgação da pesquisa e ficaram

da realidade da categoria. 67% dos

satisfeitos com os números. O pre-

A pesquisa faz parte um trabalho

profissionais têm entre 36 e 55

sidente do Iplan Rio, Fábio Pimentel,

de valorização dos taxistas. Profis-

anos. 37% têm até 10 anos de pro-

diz que a Prefeitura não abre mão

sionais do segmento que participa-

fissão. E 71% dos taxistas fazem

do táxi e uma prova disso são os

ram da apresentação do diagnós-

de 5 a 15 corridas por dia.

trabalhos direcionados à categoria,

tico comentaram sobre o trabalho

Os números, de acordo com o

como a criação do primeiro aplica-

desenvolvido, a realidade da catego-

coordenador do Programa de En-

tivo do país feito para o segmento

ria e os caminhos para o futuro.

genharia de Transportes da Coppe/

pela iniciativa pública, o Táxi.Rio, que

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Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018

Expectativas positivas

Para o presidente da RioCoop-


LÉO POYART

Transporte

O coordenador da Coppe/UFRJ, Marcelino Aurélio, apresentou o diagnóstico para taxistas do Rio de Janeiro

Sind, Antônio Pascoal, essa deman-

caminhos para o futuro”, comentou.

prejudicando o setor”, disse Lo-

da era antiga. “Felizmente o estudo

Marcos Bezerra, presidente da

saiu e agora os gestores precisam

Novo Rio Coop, também acompanhou

Diretor da OCB/RJ e representan-

aplicar os resultados na prática. Os

a apresentação da pesquisa. Para ele,

te do ramo Transporte junto ao Sis-

estudos científicos somam ao nos-

“os números retratam, de fato, como

tema OCB, Vinícius Mesquita falou da

so debate de melhoria para o se-

é composta a nossa categoria. Temos

importância do estudo. “Temos feito

tor”, resumiu.

inúmeros desafios daqui para frente”.

um trabalho forte de conscientização

O presidente da Cooparioca, Seve-

“Esperamos que esse estudo

junto ao Poder Público, pois sabemos

rino Vicente de Lima, também comen-

auxilie a Prefeitura no segmento

que no futuro existe a tendência de

ta a apresentação. “O levantamento

táxi. Temos que ficar mais atentos

uma mobilidade mais difícil na cidade.

é um trabalho que dimensiona a atual

à quantidade de carros particula-

E o diagnóstico nos dá um parâmetro

realidade da categoria e mostra os

res que vêm circulando no Rio e

a ser seguido”, afirmou.

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018

rens Melo, diretor da Fecaperj.

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Finanças

As cooperativas de Crédito não param de crescer no Brasil! Myrian Lund CFP é professora e planejadora financeira pessoal e familiar, ocupando por mais de 20 anos cargos executivos no mercado financeiro. Professora e coordenadora de MBAs pela FGV, com forte atuação no Cooperativismo de Crédito. Autora do livro Mercado de Capitais – série FGV Management (Editora FGV). CEO do portal Viva Plenamente. myrian@lundfinancas.com.br.

física e pessoa jurídica, pelas van-

b) Importância de iniciar um

tagens em detrimento dos Bancos.

plano de previdência complementar,

As tarifas, em geral, são bem mais

independe de ser funcionário públi-

em conta, as taxas nas operações

co, assalariado, empresário. Preci-

s cooperativas de crédito, após

de crédito, no cheque especial e no

samos cuidar do nosso futuro.

a Resolução do CMN 4.434 de

cartão de crédito são normalmente

Para a Reserva de Emergência, o

05/08/2015 que modificou a forma

bem menores, e as aplicações em

melhor investimento é o RDC, por

de segmentação das cooperativas

RDC (Recibo de Depósito Cooperati-

oferecer liquidez diária, ganho até o

e permitiu a transformação em livre

vo), equivalente aos CDBs dos gran-

dia do saque, diferente da poupan-

adesão, proporcionou um cresci-

des Bancos, costumam pagar uma

ça, onde você só recebe o rendimen-

mento significativo ao segmento, ao

taxa bem mais atrativa e contam

to na data de aniversário. Em tem-

permitir que qualquer pessoa seja

com a garantia do FGCoop de até

po, somente poupanças realizadas

cooperada e usufrua dos produtos e

R$ 250.000,00/mês.

antes de 04/05/2012 valem a pena

A

serviços, com qualidade e bem mais baratos que nos bancos. No Rio de Janeiro, o sistema Sicoob e o sistema Sicredi já ofere-

Além disso, como cooperada, eu

ser mantidas, pois são as únicas

sou cliente e dona, contando com um

que remuneram TR+0,5% ao mês,

atendimento personalizado e voltado

o que significa no final de 1 ano,

para as minhas necessidades.

6,17% livre de imposto de renda.

cem a possibilidade de livre adesão.

Muitas pessoas me procuram e

Vale ressaltar que os Planos de

No Sicoob, por exemplo, três co-

dizem “não sobra dinheiro para in-

Previdência Complementar ofere-

operativas vêm se destacando: Si-

vestir”. Realmente, é difícil o dinhei-

cidos pelas Cooperativas Privadas

coob Cecremef (que até meados de

ro sobrar no final do mês, por isso

costumam ter uma rentabilidade

2017 só atendia funcionários de

temos que usar o artifício de, no

bem superior às oferecidas pelas

Furnas e do Sistema Eletrobras),

dia do recebimento do salário, fazer

agências bancárias, pois costumam

Sicoob CrediRioNorte (com sede

uma aplicação automática e viver do

ter taxas de administração bem

em Campos, mas que atua em todo

restante, do que ficou em conta. Ao

mais baixas. Não deixe de conferir.

o Estado) e Sicoob Empresas (que

eliminar tarifas e pequenos gastos,

Por esses motivos, principal-

atende pequenas e microempresas,

essas despesas somadas podem se

mente, sou fã de Cooperativas de

com unidades no Centro e na Bar-

reverter em aplicações para o mé-

Crédito e recomendo a todos, que

ra). Para se associar é só baixar

dio e longo prazo.

estão organizando as suas finanças

o aplicativo no celular Sicoob Faça Parte e fazer o cadastro.

O ano de 2017 trouxe dois grandes conhecimentos:

vida, conhecer as agências coope-

Importância de ter reserva

rativas da região onde mora. Tenho

mais conta em Bancos, só em Coo-

de emergência, para não entrar no

certeza de que você vai se impres-

perativas de Crédito, tanto pessoa

cheque especial;

sionar bem!

Eu hoje, por exemplo, não tenho

10

a)

em busca de melhor qualidade de

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018


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Eleições 2018

A transparência do processo eleitoral da OCB/RJ

A

Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro (OCB/RJ) está vivendo mais uma vez seu período de eleições gerais para os Conselhos de Administração e Fiscal, para o período 2018-2022. Para que o pleito transcorra em perfeita ordem e seguindo todos os critérios, foi constituído o Conselho Consultivo do processo eleitoral da OCB/RJ, que tem um papel fundamental para o direcionamento das ações em prol das cooperativas do Estado.

Segundo o presidente do Sistema OCB-Sescoop/RJ, Marcos Diaz, este é um dos momentos mais importantes da instituição. “Depois de dois mandatos, entendemos que o nível de transparência no processo eleitoral é fundamental. Temos que ser éticos e não podemos transformar a eleição em um vale-tudo. Para isso, contamos com a equipe do Conselho Consultivo, formada por pessoas idôneas para poder fazer o processo o mais límpido e transparente possível”, destaca o dirigente.

O coordenador do Conselho, Hélio Ricardo “Gringo”, explica o trabalho da equipe. “A forma pelo qual este Conselho tem tratado o pleito eleitoral é bastante clara. As reuniões são cansativas, mas o resultado será muito correto e, para o cooperativismo, engrandecedor. Já o Conselho de Administração da casa tem colaborado para que o pleito ocorra da melhor forma possível e estamos trabalhando para que a lisura do processo eleitoral seja garantida, com total qualidade e que

O que pensam os dirigentes de cooperativas Francisco Bezerra, presidente do Sicoob Cecremef (Crédito) O cooperativismo no Brasil tem avançado, mas ainda estamos devendo, em comparação a outros países. Que seja reconhecido pela sociedade brasileira como uma alternativa para sua demanda de qualquer tipo de produto ou serviço, comparando-se os propósitos de uma empresa mercantil e uma instituição cooperativa. Espero que a nova gestão da OCB/RJ desenvolva o cooperativismo no Estado, com planejamento, ações e reflexões para implementar ações pautadas pela transparência, ética e de modo colaborativo. Márcio Rocha, Supervisor de Controladoria da Coagro (Agropecuário) Queremos um modelo econômico baseado na solidariedade, cooperação e sustentabilidade, com a participação das novas gerações e criando mais oportunidades e renda. Esperamos que a nova gestão fortaleça o papel do cooperativismo em defesa dos

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interesses das cooperativas, no empenho por melhores condições de trabalho e na ampliação de sua representatividade. Maiqui Mendonça, presidente da Cooptropical (Transporte) Precisamos de um modelo que atenda melhor aos riscos de uma economia cada vez mais volátil. As cooperativas são a única alternativa ao atual modelo econômico, baseado em egoísmo e desigualdade social. Que a nova gestão domine as técnicas e os métodos usados na criação, implantação, organização e administração de cooperativas, considerando sua viabilidade econômica e as necessidades da comunidade. Para isso, precisa estar familiarizada com políticas públicas, economia e educação, e aplicar esses conhecimentos para avaliar e conduzir as atividades. Afonso Souza – Chave Real (Habitacional) Que o cooperativismo seja mais participativo, institucionalizado e divulgado. Que a OCB/RJ seja mais compreensiva, dinâmi-

Rio Cooperativo | Ano XI - N° 31 - Março de 2018

ca, conhecedora das dificuldades de cada cooperativa, divulgadora dos programas e que copie a OCB Nacional nas injunções de tudo que possa interferir para melhorar as cooperativas. Alex Oliveira – presidente da Casmadin (Consumo) Que o cooperativismo seja um modelo mais participativo e atuante na sociedade. Que use exemplos de cooperativas que trabalham de forma séria, mostrando a eficiência e o quanto é bom para a comunidade em que a cooperativa está inserida, tendo a intercooperação como base, pois as cooperativas precisam se unir para se fortalecer cada vez mais. Espero uma gestão voltada às necessidades das cooperativas, pois elas devem ser o alvo principal da OCB/RJ, e uma valorização e acompanhamento maior nas cooperativas situadas no interior. Rosa Maria dos Santos – presidente da Coopidade (Trabalho) Um cooperativismo renovado, mais focado e com objetivos concretos, com a sua


essência de colaborar para melhorar, trabalhando para o crescimento de todos juntos, sem distinção de ramos. Que os dirigentes entendam o papel de sua cooperativa no Sistema OCB/RJ, e como podem colaborar para fortalecer os laços de cooperação entre os ramos. Carminha Sertã - presidente da Coopcarmo (Agropecuário) Desejo ver um cooperativismo amparado nos 7 Princípios, desde a cooperativa até o Sistema OCB/RJ, sem fisiologismo e visando o bem do cooperado e da sociedade em geral. Não desejo ver um sistema que repita o que vemos na política, com o nosso dinheiro sendo gasto somente para as benesses da cúpula. Quero ver educação cooperativa para alavancarmos esse sistema socioeconômico justo. Espero que a nova gestão seja transparente e que apoie as cooperativas, não considerando o seu valor de contribuição. Moisés Pedro Teixeira - presidente da Unijazz Brasil (Trabalho) Penso no cooperativismo como um modelo de negócio sustentável

LÉO POYART

esta entidade consiga desenvolver o rito com democracia, transparência e licitude”, define. Gringo acrescenta sobre o que faz o Conselho. “Ele tem incumbência muito maior do que cuidar do processo eleitoral, mas no momento esse é o foco principal: verificar os prazos regimentais, confirmação documental das chapas, das Atas, elaboração de cédulas, condução da eleição, apuração e divulgação do resultado final”, diz Gringo, também preside a Libercoop, cooperativa de transporte. As eleições na OCB/RJ acontecem no dia 21 de março.

O presidente Marcos Diaz recebendo Hélio Gringo (segundo à direita) e os membros do Conselho Consultivo

e sem desigualdades sociais. Um modelo marcado pela transformação da ideia de lucro concentrado na mão de um ou de dois sócios, para um modelo de distribuição entre sócios cooperativados firmados no ideal de intercooperação de trabalho e distribuição de renda. Espero que a nova gestão mergulhe no propósito de ver o real crescimento do cooperativismo, fortalecendo a cooperação entre as cooperativas, de modo que a OCB/RJ seja a locomotiva a puxar os vagões desse trem, para vermos as mudanças positivas para o cooperativismo. Ricardo Souza - presidente da Uniodonto Resende (Saúde) Que os dirigentes busquem com mais determinação seguir os 7 princípios do cooperativismo. E deem mais atenção às cooperativas do interior do estado. José Carlos Neves presidente da Prompter (Trabalho) O futuro do cooperativismo fluminense aponta para uma necessidade de diagnóstico que determine um crescimento orde-

Rio Cooperativo | Ano XI - N° 31 - Março de 2018

nado com base em pesquisas qualitativas e quantitativas das demandas da população do nosso estado. Temos que trabalhar para criar políticas de educação e conscientização da sociedade civil e os meios produtivos sobre os benefícios e vantagens de negócios do setor cooperativo. O caminho da nova gestão deverá pautar ações priorizando e fortalecendo as cooperativas de forma em geral, orientando-as para estabelecer metas estratégicas voltadas para o crescimento. Amanda Castro - diretora financeira da Unimev Rio (Trabalho) Espero um modelo que realmente atenda às necessidades reais das cooperativas, que se façam diagnósticos específicos para atuação de cada ramo, identificando suas necessidades essenciais relativas às atividades de mercado. Criar meios de incentivo e promoção da intercooperação como fóruns e audiências com os representantes e representatividades cooperativistas, plataformas digitais de interação entre as cooperativas, entre outros. E que seja cobrado um efetivo compromisso do ramo crédito com o fomento do cooperativismo no nosso estado.

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Capa

Rumo ao Top 10 Maior

tado do Rio do Janeiro.

mento das obras da primei-

A reforma estatutária do Sicoob

ra agência bancária de rua

Cecremef foi aprovada em Assem-

do Sicoob Cecremef, num antigo

bleia Geral Extraordinária (AGE), re-

casarão bem no coração do bairro

alizada em novembro de 2017, es-

de Janeiro,

de Botafogo, onde está situada sua

tabelecendo mudanças essenciais na

sede, junto às instalações de Fur-

natureza da instituição.

o Sicoob

nas Centrais Elétricas. Na ocasião,

Segundo o presidente da coopera-

Cecremef

diretores e cerca de 70 colaborado-

tiva, Francisco Bezerra, a medida irá

res participaram de uma dinâmica,

oxigenar o quadro de associados, que

se prepara

cujo tema principal foi a construção

hoje conta com 67% de membros com

do futuro da cooperativa.

mais de 50 anos. “O critério inicial de

para atuar na

O início das obras está previsto

cooperativa de crédito do Rio

modalidade de livre admissão de cooperados 14

A

cena acima ocorreu no lança-

para breve e significa mais um pas-

admissão de novos sócios, porém, deverá ser o de indicação”, adverte.

so para consolidar o processo de

Entre as alterações aprovadas

abertura para cooperativa para li-

estão a adoção da Governança Corpo-

vre admissão no quadro social de

rativa, em cumprimento da Resolução

pessoas físicas e jurídicas que re-

nº 4.434/2015, do Banco Central, a

sidam ou estejam sediadas no es-

ampliação da área de abrangência e

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018


FOTOS: LÉO POYART

Capa Na foto principal, colaboradores e diretores no lançamento das obras da primeira agência de rua do Sicoob Cecremef; à direita, o presidente Francisco Bezerra conduz a AGE que aprovou a abertura da cooperativa

a possibilidade do eventual resgate

com suas funções atuais. Já o Con-

5.764/1971, Lei Complementar nº

parcial do Capital Social.

selho de Administração terá cinco

130/2009, e as Resoluções Bacen

membros, com funções totalmente

nº 4.434/2015 e nº 4.538/2016.

Francisco agradeceu a grande presença de cooperados na AGE. “Isso

segregadas da Diretoria Executiva.

mostra o quanto estamos unidos pela

O texto foi redigido com base em

mudança que se faz necessária. Esse

um modelo preparado pelo Sicoob

A proposta de reforma estatu-

momento, com a ajuda dos coopera-

Confederação e pelo Banco Cen-

tária foi aprovada com 89% dos

dos, é um divisor de águas na coope-

tral (Bacen), e está fundamentado

votos e o Regulamento Eleitoral foi

rativa. A projeção é geométrica no

nas leis e normativos que regem

aprovado com mais de 90% dos vo-

crescimento da instituição, porque

as cooperativas de crédito, como

tos presentes à Assembleia.

saímos de um grupo fechado e come-

a Constituição de 1988, Lei nº

Aprovação

Presente à AGE, o presidente do

çamos a alçar vôos maiores. Traba-

Sicoob Central Rio, Luiz Antônio Fer-

lhamos com o propósito de estarmos

reira de Araújo avaliou que é preciso

entre os Top 10 do setor”, conta.

que cada cooperativa procure crescer e divulgar o cooperativismo. “Estamos no limiar de uma nova era para

Mudanças Com cerca de 10 mil associados,

o cooperativismo. O Sicoob Cecre-

a partir de agora, a cooperativa irá

mef é um exemplo para o segmento

implementar uma Governança Cor-

e continuará a abrir o caminho para

porativa, composta por um Conselho

esse desenvolvimento”, afirma.

de Administração, eleito pela Assem-

Para o presidente do Sistema

bleia entre seus associados, e uma

OCB/RJ, Marcos Diaz, a mudan-

Diretoria Executiva indicada por esse

ça estatutária, irá potencializar

Conselho. O Conselho Fiscal continua

Francisco Bezerra na AGE: divisor de águas

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018

os ganhos para todos. “Estamos

15


Capa parte do quadro social. Isso porque a mudança estatutária também irá resultar na melhoria das ações sociais. Um exemplo é o cooperado Oberdan Alvares, que utilizou a cooperativa e seus benefícios. “Comprei meu carro com auxílio da cooperativa, fiz viagens internacionais também com apoio da Cecremef. Exemplos que me marcaram muito”, diz. Cooperados compareceram em peso à AGE que aprovou por imensa maioria a reforma estatutária

Patricia Rangel também recorreu a um empréstimo para aquisição da casa

atentos às pequenas cooperati-

humanizado, olho no olho, um coope-

própria e de automóvel. “Cresci junto

vas e a tendência é que também se

rativismo que cuida com amor de seus

com a cooperativa. Uma base muito

agrupem em grandes grupos, em

cooperados”, pondera.

grande para meu desenvolvimento pes-

um modelo competitivo e orientado

Já a ex-presidente Maria da Con-

soal. Hoje também é uma grande par-

ceição Lourenço Gomes lembra que

ceira no meu negócio próprio, em uma

O ex-presidente do Sicoob Cecre-

toda mudança traz desafios e medos.

carreira paralela”, destaca.

mef, Dulciliam Corrêa Pereira, descre-

“Estamos no caminho correto. É fun-

O cooperado Emílio Moreira Neto

ve que todo processo de mudança traz

damental que a mudança seja baseada

fala da importância do aumento do

oportunidades. “É uma grande opor-

em confiança, credibilidade, porque a

quadro social. “Estamos passando

tunidade de crescimento, de mostrar

nossa Cecremef se tornou um ícone

por um momento econômico compli-

ao povo a importância do cooperati-

no cooperativismo do Estado”, conta.

cado no país e precisamos aumen-

pelo Banco Central”, comenta.

vismo e suas vantagens. O que não podemos perder é a nossa essência.

tar para crescer economicamente Retorno aos cooperados

também. Há representantes em vá-

Não podemos nos confundir com uma

O trabalho que o Sicoob Cecre-

rias áreas de Furnas e agora está

instituição financeira comum porque

mef faz não é apenas cuidar do di-

na hora de expandir para fora dos

temos coração, colocamos amor no

nheiro de seus cooperados. Existe

muros da empresa”, avalia.

que fazemos. O que temos é crédito

todo um apoio a cada pessoa que faz

O cooperado Geraldo Baptista destaca a transparência no cooperativismo. “Sempre incentivo as pessoas a ingressarem na cooperativa porque uma das coisas boas é a transparência no processo. Todos podem acompanhar as contas, afinal são donos da cooperativa. As Assembleias são abertas e tudo é feito de forma clara para todos”, explica. A evolução da oferta de serviços e produtos para os associados pode ser constatada pelo crescente uso dos

Transparência: a professora da FGV Myrian Lund em sala de aula com postulantes ao Conselho de Administração em curso oferecido pela cooperativa

16

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018

produtos da cooperativa. O superintendente Mauro Alves acrescenta que,


Capa apesar da grande abrangência, o DNA

se desenvolver economicamente”, diz.

Identidade Institucional) e Conse-

do cooperativismo não foi perdido. “A cooperativa tem grande importância

lheiro de Administração. “Mais que transparência em suas

Transparência

na vida dos associados. Evoluímos em

A preocupação da Diretoria com o

ações, a Diretoria demonstra pre-

termos de serviços, mas não perde-

processo sucessório na cooperativa

ocupação com a segurança da ins-

mos o DNA da ajuda mútua, daquilo

é tanta que decidiu investir na forma-

tituição, possibilitando a qualquer

que podemos fazer pelo associado. Não

ção e qualificação de possíveis candi-

postulante a cargos que qualifiquem

é a mesma relação que uma instituição

datos a cargos eletivos na entidade.

de forma correta, atendendo às de-

Para tanto, a cooperativa cus-

terminações do Banco Central e do

que é, através dos recursos financei-

teou uma inscrição de cada candida-

Sicoob Confederação. Isso é o verda-

ros disponíveis, levar prosperidade ao

to nos seguintes cursos de forma-

deiro compromisso com os recursos

associado, fazer com que ele tenha

ção e qualificação para Conselheiros

dos cooperados”, aponta a profes-

possibilidade de economizar, através

de Administração: CPA 10 - Anbima,

sora Myrian Lund, da FGV, respon-

da boa utilização do dinheiro, mas tam-

Trilhas Sicoob (DNA Sicoob: Inte-

sável por um dos cursos promovidos

bém da educação financeira, para ele

gração Institucional e DNA Sicoob:

pela cooperativa.

Tudo pelo social O Sicoob Cecremef é uma coo-

bebida fartas, sorteios e até Papai

perativa que desde o seu início tem

Noel chegando de helicóptero. Logo

um cuidado especial com as ativida-

na entrada, havia um painel para as

des sociais, pensando na qualidade

famílias que queriam posar para fo-

de vida. E as ações são variadas.

tos, antes de aproveitar o farto café

“Hoje temos projetos que existem

da manhã oferecido. Após a apre-

há 25 anos, como a Banda de Fur-

sentação das atrações musicais, a

nas. Ginástica Rítmica, Judô, Tea-

Diretoria sorteou vários brindes do

tro, Cursos, confraternização de

Sicoob e uma TV para quem aderiu

fim de ano, dentre outras ações,

à Poupança Programada Cecremef -

são importantes projetos sociais.

PPC 2018 durante o evento.

E o cooperativismo tem essa veia

Outra atividade de cunho social é

social forte, e agora certamente

a Colônia da Cooperação (4), que re-

virão mais atividades para os asso-

cebe filhos de associados, promo-

ciados”, diz Izabel Carolina Caldas,

vendo atividades recreativas, tendo

supervisora da Unidade Social.

como pano de fundo a difusão do

Um dos momentos mais aguar-

cooperativismo para os pequeninos.

dados pelos associados é a con-

O propósito maior é conseguir

fraternização de fim de ano (fotos

transformar a doutrina coopera-

1, 2 e 3). Realizado pelo 6º ano

tivista em ações sociais que irão

consecutivo no Espaço Lajedo, em

fazer de fato diferença na vida dos

Jacarepaguá, o evento reuniu cer-

associados. E a Cecremef tem fei-

ca de 900 pessoas, entre asso-

to isso ao longo de sua história,

ciados, familiares e colaboradores,

transformando os recursos finan-

que aproveitaram um dia de muita

ceiros em ferramentas para reali-

alegria, diversão, música, comida e

zar sonhos.

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018

GUTO ROLIM

financeira comum. Temos um propósito

1

2

3

4 17


Crédito

Sicoob Fluminense: pioneira na livre admissão

E

m 16 de julho 1998 um grupo de 26 funcionários da antiga Escola

do-se no Sicoob Cred Rio Norte. O presidente da cooperativa e

Técnica Federal de Campos (hoje Ins-

membro

tituto Federal de Educação, Ciência

Nacional do Ramo Crédito, Neilton

e Tecnologia Fluminense) reuniu-se

Ribeiro, descreve como ocorreu a

em assembleia, sob a orientação da

transição da cooperativa de seg-

antiga Central das Cooperativas de

mentada para livre admissão, e co-

Crédito do Rio de Janeiro, e fundou

menta sobre os benefícios.

do

Conselho

Consultivo

a Cooperativa de Economia e Crédito

“O passo mais importante dado

Mútuo dos Servidores da Escola Téc-

pela cooperativa ocorreu em 2014.

nica Federal de Campos (COOPETFC).

Em Assembleia Geral Extraordinária

Neilton Ribeiro, presidente do Sicoob Fluminense

Com autorização do Banco Cen-

realizada em janeiro, o Sicoob Cred

Trata-se do “Jovem Cooperado”, que

tral para a ampliação do leque de

Rio Norte teve aprovada, por unani-

propicia uma formação com o estí-

ações, surge a Cred Rio Norte em

midade, a sua transformação em co-

mulo à prática cooperativista, além

2009. Tal transformação, com a am-

operativa de livre admissão, depois

de educação, com conhecimentos de

pliação da área de atuação, foi alcan-

de um longo e trabalhoso processo

poupança e informações sobre o sis-

çada devido ao empenho da Organi-

junto ao Banco Central. Com a de-

tema econômico-financeiro do país.

zação das Cooperativas do Brasil do

cisão, tornou-se a primeira coope-

Outro destaque é para o “Resga-

Estado do Rio de Janeiro, em desen-

rativa de livre admissão do estado,

te da cidadania”, em que cooperados

volver um projeto que justificasse a

depois de atendidas todas as exigên-

em dificuldades financeiras recebem

expansão. Hoje, a cooperativa atua

cias do Banco Central em relação

apoio e orientação para reverter a

com Pontos de Atendimento ao Co-

ao processo que viabiliza a entrada

situação, assim como crédito espe-

operado (PACs) nos municípios de

de profissionais das mais diferentes

cial. A área esportiva é tratada com

Macaé, São João da Barra, Itaperu-

áreas, que assim ganha em credibili-

atenção, e os filhos dos associados

na, Bom Jesus do Itabapoana e São

dade e responsabilidade”, conta.

participam do único evento em Cam-

Francisco do Itabapoana.

Hoje, sob a denominação Sicoob

pos de esportes aquáticos – o circui-

A criação do Sicoob Central Rio

Fluminense, a instituição é a maior

foi de extrema importância para a

do estado em extensão territorial, o

São apoiados atletas de vôlei de

organização sistêmica. Como resul-

que ocorreu após a a incorporação da

praia, natação e cicloturismo, assim

tado da sua organização interna e

cooperativa Bom Credi, de Bom Jar-

como atividades de vários segmen-

externa, a cooperativa passou a uti-

dim, em 2015. A cooperativa passou

tos sociais. A cooperativa também

lizar a marca Sicoob, transforman-

a assistir mais de 6.000 cooperados.

mantém seus colaboradores atuali-

to Unimed de Natação.

zados, com a constante participação em treinamentos.

Projetos atendidos Entre os vários projetos

desenvolvidos

A história do Sicoob Fluminense

pelo

não é diferente de muitas coope-

Sicoob Fluminense, des-

rativas - com muita transpiração

taca-se um que tem o

e inspiração -, que resultaram em

objetivo de estimular os

uma instituição forte e importante

jovens a se prepararem

para a sua comunidade, respeitan-

para a continuidade do

do aqueles que são o fundamento da

sistema

organização - os cooperados.

cooperativo.

Ano XII - N° 31 - Março de 2018


Opinião

Daniela Lemke,, Gerente de Comunicação do Sistema OCB

Vem com a gente. SomosCoop

I

nformação é poder. Justamente por

vista também nas cidades. O coope-

isso, a comunicação tem um papel

rativismo é o setor que garante inclu-

fundamental para alcançarmos, jun-

são e educação financeira a milhões de

tos, um desafio lançado pelo Sistema

pessoas no país. E isso ocorre tanto

OCB, mas que é, na verdade, de todo

nos grandes centros quanto em locali-

o cooperativismo brasileiro: tornar

dades menores. Para se ter uma ideia,

nosso movimento reconhecido pela

em 564 municípios brasileiros as co-

sociedade, até 2025, por sua com-

operativas de crédito são as únicas

petividade, integridade e capacidade

instituições financeiras presentes.

de trazer felicidade para as pessoas.

Esses são alguns exemplos numé-

Especificamente no âmbito da co-

ricos, mas, casado a isso temos um

municação, a melhor maneira de trabalhar por esse objetivo é dando visi-

Daniela Lemke

bilidade à prática cooperativista – às

outro ingrediente essencial para uma comunicação de resultados: boas histórias. Vivemos a era do storytelling

cooperativas brasileiras e aos nossos

equilibrado e com mais oportunida-

— técnica de engajar a audiência por

cooperados, em todos os ambientes.

des para todos, unindo desenvolvi-

meio da humanização de relatos. E o

Por isso, estamos trabalhando, online

mento econômico e social, somando

que é o cooperativismo se não um mo-

e off-line, para mostrar que ser coo-

forças e compartilhando resulta-

vimento repleto de belas narrativas de

perativista é a uma maneira inteligen-

dos. E é por acreditar nessa pro-

pessoas que empreenderam, acredi-

te de construir uma vida plena. Uma

posta diferenciada que trabalhamos

tando em um mundo mais plural, com

vida na qual o trabalho, a renda e a fa-

diariamente, afinal torcemos não só

melhores oportunidades para todos.

mília caminham juntos, pautados por

pelo crescimento do cooperativismo

Com certeza, cada cooperado tem

valores fundamentais como a ética, o

no Brasil, mas pelo próprio Brasil.

uma história para contar. Uma histó-

respeito e a solidariedade.

Hoje, somos mais de 13 milhões

ria capaz de inspirar outras pessoas

E é exatamente esse jeito diferen-

de brasileiros que trabalham, no

a se tornarem cooperativistas. His-

te de gerar resultados, cuidando das

presente, por um país do futuro. E

tórias que podem (e já estão sendo)

pessoas e preservando os recursos

não estamos sozinhos. Temos dados

contadas ao público em nossa revista,

naturais, que precisa ser conheci-

que mostram o quanto já consegui-

em nosso site e, também em nossas

do e reconhecido pela sociedade. Foi

mos fazer desse lema uma realida-

redes sociais. Agora, com o movimen-

pensando nisso, que o Sistema OCB

de. As nossas cooperativas têm,

to SomosCoop, apresentamos essas

lançou o movimento SomosCoop, que

por exemplo, uma contribuição im-

histórias em uma websérie que vem

busca justamente despertar a cons-

portante na produção agropecuária

para transmitir todas essas mensa-

ciência das pessoas para a importân-

nacional. Praticamente 50% de tudo

gens e mostrar esses exemplos.

cia do cooperativismo e gerar orgulho

o que é produzido no campo brasilei-

E realmente temos muito a

naqueles que já abraçaram a causa.

ro, passa de alguma forma por uma

mostrar para toda a sociedade.

Seu principal objetivo é conectar

cooperativa agropecuária, segundo

Somos mais que um modelo de ne-

cooperativas, cooperados e a socie-

dados do Instituto Brasileiro de Ge-

gócios que equilibra o social e o

dade em torno de uma única cau-

ografia e Estatística (IBGE).

econômico, a produtividade e sus-

sa: construir um Brasil mais justo,

Essa presença marcante pode ser

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018

tentabilidade. SomosCoop.

19


Causa&Efeito

Passivos contingentes, uma questão da Saúde Abdul Nasser é especialista em Direito Tributário e em Gestão de Cooperativas. Ronaldo Gaudio é especialista em Direito Processual Civil e MBA em Business Law. Ambos são sócios da Gaudio & Nasser Advogados Associados.

C

A forma adequada de transferência aos sócios de responsabilidade por passivos contingentes das cooperativas operadoras de planos de saúde, nos termos da a Instrução Normativa - ANS - DIOPE - IN nº 20, de 20 de outubro de 2008 e Lei 5.7664/71.

om o escândalo da Enron e os

ção dos impactos em seus índices

gações de natureza tributária.

desdobramentos que levaram o

econômicos financeiros, através da

- Aprovação prévia da transfe-

mundo a uma crise em 2008, hou-

possibilidade de “transferência das

rência de obrigações para assun-

ve uma reação mundial no sentido

obrigações legais aos sócios”.

ção de responsabilidade pessoal dos

de implementar regras de padroni-

Em realidade, não se trata de

sócios que integravam a sociedade,

zação internacional das técnicas e

uma transferência, mas de autori-

gerando um direito equivalente a

demonstrações contábeis.

zação para criação de um direito da

obrigação reconhecida por força da “IN20” e alterações.

Tal risco que foi capturado e ime-

sociedade junto aos sócios, com va-

diatamente tratado pela regulação

lor equivalente aquele que impactaria

- A cada exercício, a partir de

exercida sobre o setor de saúde su-

negativamente as demonstrações

2009, avaliação do montante re-

plementar do Brasil, vindo a revelar

contábeis, permitindo ainda que o

gistrado no Passivo Exigível a Longo

que a maioria das Operadoras de

pagamento dessas obrigações, pelos

Prazo, com atualização dos valores a

Planos de Saúde, em razão de não

sócios, fosse realizado no longo pra-

serem cobrados dos sócios para os

ser obrigatório, não contabilizava,

zo.Com isso, o equilíbrio das contas

quais a dívida foi transferida na época.

de modo mais prudente, os passivos

do ponto de vista das demonstra-

A regulação não tratou nada a

e ativos contingentes, o que impac-

ções estaria garantido, sem maiores

respeito forma de atribuição de per-

taria gravemente os resultados.

danos a continuidade da operação.

centuais desses valores a cada sócio

Passivos e Ativos contingentes,

Constituir esse direito da coopera-

e nem poderia, eis que a constituição

de modo simples, são obrigações ou

tiva para com os sócios foi uma opção

Federal veda a intervenção na admi-

direitos que possuem valor e exigibi-

que poderia ser efetivada apenas nos

nistração das cooperativas e a Lei

lidade a se definir por evento futuro.

exercícios de 2008, 2009 e 2011 re-

5.764/71 já dispõe a tal respeito.

Os mais comuns advém de proces-

ferente, exclusivamente as obrigações

sos judiciais ou administrativos pen-

tributárias anteriores a 2010.

dentes de decisão. A IN 20/08 e suas alterações im-

Para isso, algumas condições deveriam ser observadas:

Contudo, um dos pontos relevantes contidos na própria IN 20 e suas alterações, consiste no fato de que, ao optar por “transferir” aos sócios

pôs não só a obrigação de registro

- Existência de passivos contin-

as obrigações referidas no norma-

dos passivos contingentes, mas a

gentes sem registro (débitos não

tivo, cria-se, para os sócios que

forma como tais registros deveriam

contabilizados) com fatos geradores

integravam a sociedade a época da

ser feitos, o prazo para realizar tais

anteriores a 2008, ocorridos entre

deliberação, uma obrigação pessoal

reconhecimentos e, para as coope-

2008 e 2009 e ocorridos entre 2009

e individualizada pelo quinhão que lhe

rativas, criou uma opção para redu-

e 2010, neste último ano apenas obri-

cabe nesta transferência.

20

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018


Como a IN 20 e alterações limitou

se optou por exercer a faculdade

demos supor que, ao menos 5% do

a possibilidade de realização, consi-

prevista na IN 20, cabe observar

resultado apurado e recebido pelo

derando que a lógica da norma é anu-

que a definição de sua parcela no

sócio, seria decorrência do ISS, ou

lar um passivo através da criação de

montante transferido está direta-

seja, algo que não fazia jus ou ao me-

um ativo de valor equivalente, não há

mente relacionada as operações

nos, não sem uma definição quanto

como imputar a sócios admitidos após

que realizava com a cooperativa.

à incidência ou não do tributo.

as referidas assembleias, qualquer responsabilidade por tais obrigações.

E a base de cálculo para tal defi-

Naturalmente, o exemplo dado é

nição, pelo princípio contábil da com-

simplório e as contas exemplificati-

Apesar da aparente obviedade,

petência e com base na sistemática

vas, eis que a contabilidade de uma

algumas cooperativas do setor têm

própria das sociedades cooperativas,

operação é bem mais complexa que

insistido erroneamente, em atribuir

obrigatoriamente, seria a produção

isso. Contudo, demonstra a razão de

a sócios que não integravam seus

recebida no exercício de nascimento

vinculação do cálculo em foco, a pro-

quadros na época da opção, parcela

de cada uma das obrigações trans-

dução do sócio na competência de

destas obrigações, o que é ilegal.

feridas, não sendo correto adotar a

nascimento da obrigação transferida.

Ora, basta ter em mente que, se

produção de anos posteriores.

Do contrário, caso se opte pela

a intenção da norma era criar uma

Percebam que a Lei 5.764/71, ao

utilização de produção posterior, se

garantia, ainda que exigível a longo

longo das suas disposições, é clara

o sócio do exemplo passou a ter pro-

prazo, de que a OPS teria condições

ao vincular qualquer participação do

dução mínima naquele ano, outro só-

de saldar aquelas obrigações sem

sócio à sua atuação na sociedade

cio será compelido a custear o que o

impactar em sua estrutura patrimo-

enquanto consumidor, trabalhador e

sócio de nosso exemplo recebeu in-

nial, não seria possível admitir que a

fornecedor de serviços, uma decor-

devidamente, gerando um enriqueci-

totalidade das referidas obrigações

rência do princípio da dupla qualidade.

mento sem causa para alguns sócios

não estivessem vinculadas de forma

E a razão é simples, pois, se par-

pessoal ao conjunto de sócios que

te destas obrigações não contabili-

Assim, cooperativas do setor

formavam a sociedade na época.

em detrimento de outros.

zadas são decorrentes de tributos

devem estar atentas a essas ques-

Outra razão pela qual seria ilícito

não pagos, o ISS com alíquota de

tões para evitar que, no momento

atribuir parcela destas obrigações aos

5%, por exemplo. E no ano de 2006,

em que venha a exigir tais créditos,

novos sócios é a vedação de praticar

um cooperado recebe R$ 100 mil e

tenham de enfrentar discussões ju-

tal manobra fora dos períodos definidos

consultas médicas e sobras, com o

diciais em que tenha chance de re-

na própria IN 20 e suas alterações.

não pagamento do referido tributo

vés dada a irregularidade com que

Com relação àqueles que inte-

e sua exclusão da contabilidade de

realizaram tal distribuição das obri-

gravam a sociedade a época em que

modo a impactar o resultado, po-

gações transferidas.

Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018

21


Seguro Cooperativo

O mote para 2018: confiar nas oportunidades e inovar Liliana Caldeira Advogada, graduada pela UFRJ, pós-graduada em Direito Empresarial pela FGV/RJ e mestre em Direito Econômico, pela UFRJ, com experiência de mais de trinta anos de advocacia corporativa. É professora de graduação e pós-graduação da Escola Superior Nacional de Seguros (ESNS), onde também é coordenadora do Curso de MBA Gestão Jurídica do Seguro e Resseguro. Professora do MBA Saúde Suplementar da Universidade Católica de Petrópolis e, também, de cursos de extensão em saúde suplementar e seguros. Consultora jurídica para seguradoras e operadoras de saúde suplementar. lilianacaldeira.lc@gmail.com

patamar relativamente elevado.1

deste novo ano. Estas oportunidades

Do setor de seguros, especificamente:

nos aparecerão sempre dinamizadas

- Segundo Francisco Galiza, sócio

pela velocidade da web, muito espe-

da empresa Rating de Seguros Con-

cialmente no nosso setor de serviços,

sultoria: ”Em 2018, teremos de novo

sendo necessário estarmos atentos e

a queda do DPVAT, conforme ajuste

sermos rápidos e eficientes por conta

negativo determinado pelo Governo

da celeridade do mundo digital.

Federal em dezembro último. Mesmo

Citando Trebor Scholz, em seu li-

considerando esse fato, e caso se

vro Cooperativismo de Plataforma,

omeçamos o ano de 2018, com

concretize essa variação do PIB es-

“Com mais de 100 milhões de pesso-

confiança, e o fazemos trazendo

timada para 2018, alcançaremos um

as conectadas à Internet banda larga

crescimento do mercado de seguros

e mais de 200 milhões de aparelhos

Da economia, como um todo:

de dois dígitos. Isto é, quase voltare-

celulares, o Brasil é um dos celeiros

- Em 2017, tivemos uma inflação

mos ao período pré-crise. Vamos ter

da “economia do compartilhamento”

motivos para comemorar.”

no mundo ocidental... A economia do

C

dados que seguem abaixo.

de menos de 3%. Para 2018, as pre-

2

Do segmento cooperativo:

compartilhamento indica uma força

- Em termos de crescimento econô-

- O Jornal do Comercio do UOL, de

global e massiva em favor de “cons-

mico, o valor de 2017 será de, aproxi-

dezembro de 2017, anuncia em artigo

trutores de pontes digitais” que se

madamente, 1%. Para 2018, quase 3%.

de Roberta Mello que as cooperativas

inserem entre as pessoas que ofere-

- A confiança de diversos setores

de crédito driblam desafios – “De modo

cem serviços e as pessoas que estão

– indústria e comércio, por exemplo –

geral, diz o presidente da Federação

procurando por tais serviços, imbri-

também cresceu nos últimos meses,

Nacional das Cooperativas de Crédito

cando assim processos extrativos

estando nos maiores patamares dos

(FNCC), Wanderson de Oliveira, o coo-

em interações sociais.”4

últimos tempos.

perativismo de crédito avançou mais do

Sejamos, pois, nós, empreende-

- Em dados acumulados de 2017,

que o sistema bancário tradicional...Em

dores do seguro e do cooperativismo,

quando comparado ao mesmo período

2018, Oliveira espera que aspectos

estes construtores de pontes digitais

do ano anterior, a produção e o licen-

como a projeção de crescimento em

em 2018.

ciamento de veículos no País já cres-

torno de 2,5% do PIB, o melhor de-

Há muitas pontes a serem cons-

cem, respectivamente, a taxas de

senvolvimento da atividade industrial

truídas, mas há que se ter espírito

quase 30%. Em 2018, essa tendência

e a queda nos índices de desemprego

de inovação.

deve continuar.

estimulem o mercado de crédito.”

visões são de 4%.

- O desemprego já mostra sinais de queda, embora ainda esteja em um

1 2 3 4

-

3

Assim, devemos começar 2018 com

confiança

nas

oportunidades

Encerramos com a frase título: O mote para 2018 - confiar nas oportunidades e inovar.

http://www.ratingdeseguros.com.br/pdfs/Carta_de_Conjuntura_Dez_2017.pdf http://conexaoliberty.com.br/2018-um-ano-de-oportunidades-para-o-mercado-de-seguros/ Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/12/especiais/perspectivas_2018/602362-cooperativas-de-credito-driblam-desafios.html) https://rosaluxspba.org/wp-content/uploads/2017/03/cooperativismo-de-plataforma_web_simples.pdf

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Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018


Questão Cooperativa

Princípios do Cooperativismo É necessário que a comunidade cooperativista esteja em Adriana Amaral dos Santos Advogada com experiência em diversos ramos do cooperativismo há mais de 25 anos. Especialista em Direito Público e Tributário e em Docência do Ensino Superior. contato@questaocooperativa.com.br

H

constante estado de alerta e busque valorizar seus princípios e valores, a fim de impedir sua descaracterização.

istoricamente, o segmento coo-

Devagar, sem que percebamos, as

rias que insistem em não reconhecer

perativo sempre foi visto com

leis vão sendo postas sob argumentos

o ato cooperativo praticado entre co-

muitas restrições pelos capitalistas.

duvidosos cuja finalidade é mais para

operativas, prejudicando a intercoo-

Enquanto a falsa cooperativa pode ser

coibir do que desenvolver ou proteger

peração e por aí vai.

considerada interessante com a bus-

as cooperativas.

Em Portugal, o novo Código Coope-

ca de redução de custos e aumento

Como exemplo, podemos citar o

rativo promulgado em 2015 previu a

de lucros de empresas, a verdadei-

Código Civil que, em seu artigo 1.094,

possibilidade de membro investidor (de

ra cooperativa pode representar um

I, prevê a possibilidade de dispensar-

capital), além de voto plúrimo, ou seja,

atrativo com melhores condições aos

mos o capital social na cooperativa.

mais de um voto por pessoa em algu-

trabalhadores, reduzindo a oferta de

O discurso é de favorecer ou facilitar,

mas hipóteses, bem como a votação

mão-de-obra que se submeta às con-

porém, vai de encontro com o princípio

por procuração. Todas essas normas

dições mínimas. Pode, ainda, tornar

da participação econômica dos sócios.

ferem frontalmente os princípios uni-

pessoas que, isoladamente são desa-

Ora, ainda que se pretenda falar de

versais do cooperativismo, colocando

fortunadas, em donas de um negócio

uma cooperativa social ou popular, em

em cheque a identidade cooperativa.

próspero graças à união de esforços.

regra não é viável que se estimule uma

Por essa razão, é necessário que

cooperativa sem capital.

É necessário que a comunidade cooperativista esteja em constante es-

estejamos atentos às leis que re-

A polêmica Lei 12.690/12 que tam-

tado de alerta e busque valorizar seus

gulamentam os diversos segmentos

bém surge com um discurso protetivo

princípios e valores, a fim de impedir

cooperativos para que não ocorra

aos trabalhadores, tem uma série de

sua descaracterização, seja na práti-

um desvio nos objetivos do coopera-

artigos que são objeto de crítica pela

ca de gestão ou na defesa nos tribu-

tivismo, insculpidos em seus princí-

invasão ao princípio da autonomia.

nais, evitando torná-las equivalentes

pios universais.

Ainda temos as questões tributá-

às sociedades empresariais.

䐀椀爀攀椀琀漀 挀漀漀瀀攀爀愀琀椀瘀漀 猀攀洀 挀漀洀瀀氀椀挀愀漀⸀ 倀爀愀 瘀漀挀 焀甀攀 最漀猀琀愀 搀攀 瀀攀渀猀愀爀℀

匀攀甀 渀漀瘀漀 挀愀渀愀氀 搀攀 䐀椀爀攀椀琀漀 渀漀 夀漀甀吀甀戀攀 瀀愀爀愀  搀攀戀愀琀攀爀 愀猀 焀甀攀猀琀攀猀 洀愀椀猀 瀀漀氀洀椀挀愀猀 搀漀 挀漀漀瀀攀爀愀琀椀瘀椀猀洀漀⸀ 䄀瀀爀攀猀攀渀琀愀漀㨀 䄀搀爀椀愀渀愀 䄀洀愀爀愀氀

眀眀眀⸀焀甀攀猀琀愀漀挀漀漀瀀攀爀愀琀椀瘀愀⸀挀漀洀⸀戀爀 Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018

䄀挀攀猀猀攀 渀漀猀猀漀 挀愀渀愀氀 渀漀 夀漀甀琀甀戀攀℀ 23


Divulgue sua cooperativa e faça bons negócios!

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Tempos Verbais

Para o bem ou para o mal São as nossas atitudes e convicções que Paulo Roberto Rezende é mestrando em Administração, graduado em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, com pós-graduação em Gestão Estratégica Empresarial e em Docência de Ensino de Nível Superior. Palestrante e consultor nas áreas de Comunicação Empresarial, Ética Profissional, Gestão Organizacional e de Recursos Humanos, Liderança, Língua Portuguesa, Motivação, Planejamento Estratégico, Redação Técnica, Treinamento & Desenvolvimento. Contato: paulorezende@id.uff.br www.educacaoempresarial.wixsite.com/ educacaoempresarial www.temposverbais.blogspot.com.br

S

ócrates (466 – 399 a.C.), um

nortearão os caminhos a seguir e nos darão credibilidade para realizar.

Aprenderam com mestres prodigio-

a serem seguidos ou esquecidos? O

sos técnicas e estratégias reser-

que as levam, enfim, a realizar...?

vadas aos iniciados? Frequentaram

___________

centros de referência acadêmica?

A história contada no início deste

Provieram de famílias ricas ou de

artigo serve para ilustrar que somos

meios que lhes propiciaram as opor-

os responsáveis pelos nossos atos

tunidades de colocarem em prática

e convicções. À beira da morte, Só-

os dons inatos?

crates, acusado de ateísmo, lembra

dos mais importantes filóso-

Em alguns casos, as condições

ironicamente ao amigo (Críton) que

fos da humanidade, viveu uma vida

sociais e econômicas foram deter-

eram devedores de um sacrifício (o

simples. Não cobrava pelos ensina-

minantes para o acesso às opor-

galo) ao deus da medicina e da cura

mentos realizados em praças públi-

tunidades que facilitaram a cami-

(Asclépio), transformando as razões

cas: para ele, a sabedoria e o amor

nhada e serviram de alavanca para

da decisão dos juízes que o conde-

adviriam do próprio homem, atra-

que chegassem aonde chegaram;

naram num paradoxo e, a sua fala,

vés do autoconhecimento. Acusado

em outros, a realidade foi muito

numa oportunidade para reflexão...

de corromper a juventude e de não

diferente. Em ambos os casos,

Os tempos são outros e há muito

acreditar nos deuses, foi condenado

contudo, não havia garantia de que

para aprender. Vivemos o pragmatis-

à morte. Não deixou nada escrito;

escolheriam esse ou aquele cami-

mo da vida moderna: acordar cedo,

seus ensinamentos foram eterniza-

nho. Apesar das polêmicas que en-

tomar o café às pressas, correr

dos por Platão. Sua última frase foi

volvem o tema, o meio em que se

para o trabalho e enfrentar os de-

“– Críton, somos devedores de um

vive parece não constituir o fator

safios, cientes de que são as nossas

galo a Asclépio. Não se esqueça!”

determinante para a formação do

atitudes e convicções – como as de

___________

caráter do homem e suas realiza-

Sócrates – que nortearão os cami-

Moisés, Alexandre, Cleópatra,

ções, seja em nível mundial, seja

nhos e nos darão credibilidade e co-

Joana d’Arc, Mozart, Napoleão,

no ambiente corporativo, na rua do

ragem para seguir em frente. Qual a

Marie Curie, Hitler, Vargas, Man-

bairro, na escola...

sua missão? Em que você acredita?

dela e muitos, muitos outros. São

O que faz, então, com que algu-

Inspirar-se no perfil de certos perso-

inumeráveis os personagens cujas

mas pessoas alcancem o sucesso?

nagens, resguardando a ética e os

realizações marcaram a história.

O que possuem de especial que as

valores mais nobres, poderá fazer a

Mas, o que possuíam de especial

levam a se destacar no meio em que

diferença entre o sucesso e o fra-

para inspirar respeito ou repulsa?

transitam? O que faz delas exemplos

casso, para o bem ou para o mal...

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Rio Cooperativo | Ano XII - N° 31 - Março de 2018


Para o Cooperativismo

do

Rio de Janeiro crescer é preciso inovar. Uma diretoria que forma uma equipe, aliando tradição, experiência, maturidade e ao mesmo tempo modernidade, visão de futuro, humanização e dinamismo.

ISSO FORMA UMA GERAÇÃO DE INOVAÇÃO SUSTENTÁVEL.

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Somos um modelo

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Acreditamos que é possível transformar o mundo em um lugar mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades para todos. O movimento SomosCoop quer mostrar isso para todo mundo e promover engajamento à causa cooperativista. Nosso principal objetivo é conectar pessoas em torno de um único propósito, tornar o cooperativismo conhecido e reconhecido na sociedade. A gente já descobriu no cooperativismo um jeito diferente de fazer mais por nós mesmos e por todo mundo. Afinal, juntos, podemos ir mais longe.

Rio Cooperativo Ed. 31 - março / 2018  
Rio Cooperativo Ed. 31 - março / 2018  
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