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FPCE‐ Psicologia da Personalidade

Contributos de Richard S. Lazarus para a Personalidade para a Personalidade Docente ‐ Prof. João Moreira

Discentes ‐ Ana Rita Palhoco ‐ Maria Inês Ramos ‐ Tiago Fonseca


Richard S. Lazarus S Lazarus 3 de Março 1922 – 24 de Novembro de 2002 3 de Março 1922  24 de Novembro de 2002

ÆPsicólogo g e ciêntista americano,, tendo começado ç a ficar francamente conhecido no campo da psicologia na década de 60; Æ Foi professor e membro do departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia, Berkeley; ÆFoi pioneiro no estudo das emoções e do stress, trabalhando p a relação ç destes com a cognição, g ç , consagrou g a sua especialmente teoria da emoção em 1991.


Personalidade para Lazarus (1963) Personalidade para Lazarus O ajustamento j consiste i na forma f como fazemos f as acomodações d õ e o quanto são bem sucedidas relativamente às exigências que nos são feitas. feitas

Exigências Æ Externas Æ Internas Exigências externas: São as mais importantes, que desafiam as capacidades de ajustamento do Homem. Surgem no ambiente social na vivência em sociedade com as outras pessoas. social, pessoas São expressas através das expectativas que os outros têm da pessoa: casar, ter uma família, trabalhar...


Personalidade para Lazarus (1963) Personalidade para Lazarus Exigências internas: São normalmente denominadas de necessidades fisiológicas. O Homem nasce com determinadas necessidades e a sua satisfação é necessária para preservar a vida e o conforto.

Por vezes as exigências que eram originalmente  ê l externas tornam‐se internas através do processo de  socialização. i li ã O que leva l a que embora b todos d partilhemos ilh as mesmas necessidades fisiológicas, as pessoas que crescem em diferentes sociedades manifestem diferentes valores e padrões de motivação social.


Conflito entre Exigências Conflito entre Exigências Quando estamos perante duas forças psicológicas opostas, e para  Quando estamos perante duas forças psicológicas opostas e para satisfazer uma delas não se pode obter gratificação na outra. Tipo I: Entre exigências internas e externas É a fonte de conflito predominante na idade mais precoce, precoce quando a criança ainda não internalizou muitos dos valores da sua sociedade. Tipo II: Entre duas exigências externas Somos aconselhados/ensinados (em casa, na escola, na igreja) a amar os nossos vizinhos e a tratá‐los com humildade, e ao mesmo t tempo somos encorajados j d a ser agressivos, i i di id li t e individualistas competitivos com os outros.


Conflito entre Exigências Conflito entre Exigências Tipo III: Entre duas exigências internas Quando existem duas necessidades ou valores que o indivíduo tem, devido a características fisiológicas ou à internalização dos padrões culturais.

O aspecto crucial do problema é a disponibilidade de  O aspecto crucial do problema é a disponibilidade de alguma resposta que resolve a situação com sucesso. O conforto, felicidade e sentimento de eficácia  dependem do sucesso na resolução dos conflitos dependem do sucesso na resolução dos conflitos. 


Conflito entre Exigências Conflito entre Exigências Duas Soluções para a Resolução dos Conflitos Duas Soluções para a Resolução dos Conflitos Acomodação: ç A p pessoa p pode subordinar uma das pressões do conflito e escolher expressar e gratificar a outra. Assimilação: Requer eliminação ou rejeição da exigência d que desistir d d necessidades d d pessoais. social,l mais do das Uma das principais razões para a resolução  Uma das principais razões para a resolução inadequada do conflito é o facto de os estados de  stress serem geralmente acompanhados/seguidos de stress serem geralmente acompanhados/seguidos de  um forte conflito. 


Conflito entre Exigências Conflito entre Exigências Stress Complica a Resolução dos Conflitos Stress Complica a Resolução dos Conflitos • Os aspectos afectivos do stress (ansiedade, depressão) interferem com o pensamento e a resolução de problemas e podem até reduzir a eficiência com que a pessoa domina a sit ação situação. A ansiedade interfere com toda a dimensão da atenção e com a apreensão/aprendizagem de material complexo. • Outra forma de o stress complicar a resolução do conflito é ser demasiado doloroso, o que pode motivar a pessoa a encontrar meios de reduzir ou eliminar algumas consequências do ajustamento inadequado.


Personalidade O comportamento de uma pessoa é governado não apenas por estimulação externa momentânea, mas também por atributos estáveis. Devemos identificar estes atributos ou disposições se queremos entender e predizer as reacções psicológicas. Estes atributos são o que denominamos de  personalidade As reacções identificáveis são resultado personalidade. As reacções identificáveis são resultado  da relação entre eles (atributos) e as situações  imediatas. imediatas


O psicólogo entende a personalidade como algumas qualidades determinantes que se reflectem no comportamento. E para descrever a personalidade utiliza os conceitos de estrutura e processo. As estruturas A t t são ã arranjos j mais i ou menos estáveis tá i das d partes t num sistema, cujos processos têm a ver com as funções das partes, o que fazem , como interagem g e se se alteram. As alterações e interacção das forças ambientais naturais são então processos. processos

Quando observamos uma pessoa a comportar‐se de determinada forma, repetidamente em várias situações, encontramos um padrão consistente de comportamento. p p A presença destes padrões consistentes implica a presença de d determinadas i d estruturas da d personalidade lid d e de d processos que as determinam.


Personalidade O comportamento que nos permite fazer inferências acerca da  estrutura da personalidade assume diversas formas:  • Acção Directa – Da qual podemos interpretar as motivações do sujeito • Movimentos Expressivos (postura) – Através dos quais podemos fazer inferências sobre os estados emocionais e motivacionais do sujeito. • Linguagem Verbal – Modo através do qual conseguimos fazer a introspecção (Introspecção Empática), etiquetar as experiências e reportá‐las a um observador. b d • Manifestações fisiológicas (de estados emocionais) – Corar ou ficar pálido significa que há distúrbios internos associados à raiva e medo, por exemplo.


Personalidade Qualidades fundamentais da Personalidade: ld d f d d ld d • Consistência/Estabilidade ê / bld d • Desenvolvimento da estrutura • Potencialidade para a mudança i lid d d • Integração Consistência/Estabilidade – Se não tivéssemos qualidades  pessoais consistentes não poderíamos conceber a personalidade pessoais consistentes não poderíamos conceber a personalidade,  pois todos estaríamos constantemente a mudar, de tal forma que  ficaríamos irreconhecíveis. As pessoas são as mesmas de várias ficaríamos irreconhecíveis. As pessoas são as mesmas de várias  formas e ao longo de muitos anos.


Integração (Teoria desenvolvimentista de Heinz Werner): Quando uma criança inicia a vida a sua organização mental é difusa e relativamente limitada. Com o passar do tempo (que providencia a oportunidade de maturação das influências genéticas e os efeitos da experiência), experiência) a criança diferencia perceptualmente as várias características do ambiente, logo torna‐se capaz de distinguir entre ela própria e os outros, e fazer distinções entre as pessoas dentro das mais significantes à sua volta. As formas de ver o mundo e os padrões de pensamento tornam‐se cristalizados, e as várias facetas da experiência da criança diferenciam‐ se umas das outras como partes separadas da totalidade da sua estrutura mental. Por fim estas partes diferenciadas passam a estar integradas e organizadas funcionalmente. funcionalmente


A criança passa da apreensão do mundo como global e difuso, através de um estado analítico de progressiva diferenciação dos vários componentes do ambiente, para o nível de síntese e integração onde junta integração, j nta as partes. partes Os elementos da sua construção mental aumentam progressivamente em número, articulação e complexidade de inter‐relações.


Importa reter que: Em adição aos motivos fisiológicos primários que uma pessoa tem à nascença ou que aparecem com a maturação neurológica, a sua história de vida inclui a emergência ê i e organização i ã de d diversos di padrões d õ motivacionais ti i i e valores l que têm alguma identidade individual/pessoal. As estruturas estáveis da personalidade constantemente funcionais passam a estar no processo de desenvolvimento, e uma vez formadas tendem em resistir à modificação. ç

Mas apesar da existência de componentes estruturais  d ê d estáveis, é necessário considerar a possibilidade de  reorganizar essas estruturas. Isto é, deve estar  i é d presente tanto um certo grau de mudança como de  consistência. i ê i


Constructos Específicos da Personalidade ‐ Motivação ‐ Controlo Motivação – Implica direcção (objectivos em relação aos quais o nosso comportamento está orientado) e implica a qualidade da intensidade (falamos de forma comum em motivos fortes e fracos).

Motivo é o construto hipotético que denota determinadas forças ç que q impelem p o comportamento. A motivação não é apenas um estado transitório produzido pelas condições externas, mas uma característica intrínseca de uma pessoa, uma característica que por assim dizer, dizer a pessoa se preocupa consigo, consigo de tempo a tempo e de que, circunstância em circunstância.


Em transacções normais com o meio social e físico,  ç , estamos constrangidos a expressar algumas motivações,  mas podemos descarregar outras livremente.  p g

Há então um controlo Há então um controlo das motivações, que  das motivações que permite à pessoa programar o seu  comportamento, determinando quais as  d i d i motivações a expressar e quais a reprimir. O controlo além da acção ç de inibição ç dos impulsos, p , tem a função ç de transformar os impulsos, de forma a que uma motivação originalmente/inicialmente direccionada para um objectivo, seria expressa de uma forma normalmente melhor aceite.


A capacidade de controlar os impulsos não  existe na criança pequena: ela faz e diz existe na criança pequena: ela faz e diz  instantaneamente aquilo que sente ou quer. A capacidade de exercer controlo aumenta  A capacidade de exercer controlo aumenta gradualmente, ao longo do desenvolvimento,  desde a infância até à idade adulta e no seu desde a infância até à idade adulta e no seu  nível mais elevado de maturação, denota‐se que  é uma das qualidades essenciais da  p personalidade do adulto.


Influência do Contexto Social na Personalidade Martha Ericson – Verificou que existiam diferenças educacionais entre as diferentes classes sociais. sociais As famílias da classe média davam mais ênfase à noção de responsabilidade própria, tinham uma supervisão das actividades das crianças e davam mais importância ao efeito individual. F Formas de influência social no indivíduo: d i fl ê i i l i di íd • Educação formal ç – ((menos importante para a personalidade) Educar  p p p ) as novas gerações sobre a cultura através de livros, escolas ou técnicas  formais. • Educação informal – A criança modela os seus padrões, com base nos  pais ou outros adultos significantes na sociedade, adquirindo através  deles, padrões de comportamentos apropriados à cultura.


Stress Definição de Lazarus (1999) Definição de Lazarus

Definição de stress no que o provoca mas também na resposta dada a este. O stress é assim i algo l que surge de d uma situação ç q que ameaça ç os valores e objectivos j de um indivíduo, tidos para este como importantes para o seu bem‐estar. bem estar


Coping 1ª Geração – Psicologia do Ego 1ª Geração – Psicologia do Ego Processo de coping era associado aos mecanismos de defesa, motivado interna e inconscientemente como forma de lidar com os conflitos sexuais e agressivos. O coping era concebido como estável, numa hierarquia de saúde versus psicopatologia, sendo usado inconscientemente para manter a saúde psíquica do sujeito.


Distinção entre Mecanismos de Defesa e  Coping Folkman e Lazarus e Lazarus (1980) Mecanismos de Defesa

Coping

Rígidos

Flexíveis

IInadequados à Realidade  d d à R lid d Externa Oi Origem em Questões do  Q tõ d Passado Deri ação Inconsciente Derivação Inconsciente

Ad Adequados à Realidade d à R lid d Oi t d Orientados para o Futuro F t Consciente e Propositado Consciente e Propositado


Coping 2ª Geração – Suls, David e Harvey 2ª Geração – Suls David e Harvey (1996) Enfatizam os comportamentos do coping e dos seus determinantes cognitivos e situacionais. A situação é que determina a estratégia de coping a usar, isto é, o ambiente é que determina a resposta do indivíduo.


Coping 3ª Geração – Folkman e Lazarus 3ª Geração – e Lazarus (1985) Processo transaccional entre a pessoa e o ambiente, com importância no processo, como em traços de personalidade. personalidade Destaca‐se pelo modelo de coping onde os determinantes situacionais convergem com os traços de personalidade. Estes novos modelos surgem das evidências de que os factores situacionais não são capazes p de p por si só explicar p toda a variação ç de estratégias g de coping p g utilizadas p pelos indivíduos. Foram, nesta fase, feitas várias pesquisas sobre os traços de personalidade. Existem teorias que mostram os traços que mais influenciam o indivíduo e o coping. Foram também criados vários instrumentos de medida com o intuito de chegar a um melhor entendimento da estrutura do coping. Um destes instrumentos data de 1980 e é da autoria de Folkman e Lazarus.


Modelos de Coping Modelos de Coping Perspectiva Cognitivista – Folkman e Lazarus Perspectiva Cognitivista  e Lazarus (1984) Conjunto de esforços, cognitivos e comportamentais, utilizados pelos indivíduos com o objectivo de lidar com exigências especificas, internas ou externas, que surgem em situação de stress, avaliada como perigo ou ameaça para os seus recursos pessoais. O coping utiliza acções deliberadas, que podem ser  O coping utiliza acções deliberadas que podem ser aprendidas, usadas numa altura e não serem mais  requisitadas. requisitadas


4 Pontos Essenciais do Coping 4 Pontos Essenciais do Coping Folkman e Lazarus e Lazarus (1984) ‐ É um processo ou uma interacção que se dá entre o indivíduo e o ambiente ‐ A sua função é a de gerir a situação stressante em vez de controlá‐la ou dominá la dominá‐la ‐ Os processos de coping pressupõem a noção de avaliação, ou seja, como a situação it ã stressante t t é percebida, bid interpretada i t t d e cognitivamente iti t representada t d na mente do indivíduo ‐ O processo de coping constitui‐se numa mobilização do esforço, através do qual os indivíduos irão empreender esforços cognitivos e comportamentais para gerir (reduzir, minimizar ou tolerar) as exigências internas ou externas que surgem da sua interacção com o ambiente


Estilos e Estratégias de Coping Estilos e Estratégias de Coping Folkman e Lazarus e Lazarus (1980) Estilos de Coping – Relacionados com as características da personalidade ou a resultados de coping. Estratégias de Coping – Acções cognitivas e/ou comportamentais manifestadas durante um episódio particular de stress. Embora os estilos possam influenciar as estratégias de coping seleccionadas, elas são fenómenos distintos com diferentes origens teóricas (Ryan‐Wenger, 1992).


Estilos de Coping Estilos de Coping Carver e Scheier e Scheier (1994) As pessoas desenvolvem formas habituais de lidar com o stress. Estes hábitos para lidar com o stress t não ã são ã mais i do d que estilos til de d coping, i que podem d i fl influenciar i as reacções õ futuras em novas situações de stress. Estes autores definem o estilo de coping não em termos de preferência de um aspecto de coping sobre outros, mas em termos de tendência a usar uma reacção de coping em maior ou menor grau, frente a situações de stress. No entanto, os estilos de coping não implicam necessariamente a presença de traços subjacentes de personalidade que predispõem a pessoa a responder de determinada forma. Pelo contrário, os estilos de coping podem reflectir a tendência a responder de uma forma particular quando confrontados com uma série específica de circunstâncias. Os traços ç de p personalidade não influenciam a p pessoa na sua escolha de resposta. p A tendência e hábito a responder de uma certa forma a uma dada circunstância é que influência a escolha do estilo de coping.


Estratégias de Coping Estratégias de Coping Folkman e Lazarus e Lazarus (1980) Ao contrário dos estilos de coping, ligados a factores disposicionais do indivíduo, as estratégias de coping têm sido vinculadas a factores situacionais e pessoais. Estes autores enfatizam o papel assumido pelas estratégias de coping, apontando que estas estratégias podem mudar de momento para momento, durante os estádios de uma situação stressante.


Estratégias de Coping Estratégias de Coping Folkman e Lazarus e Lazarus (1980) Porquê Estratégias e não Estilos? Dada a variabilidade nas reacções individuais, estes autores defendem a impossibilidade de se tentar predizer respostas situacionais a partir do estilo típico de coping de uma pessoa. pessoa Folkman, Lazarus, Dunkel‐Schetter, DeLongis , , , g e Gruen ((1986)) As estratégias de coping reflectem acções, comportamentos ou pensamentos usados para lidar com uma situação de stress. stress


Estratégias de Coping Estratégias de Coping Folkman e Lazarus e Lazarus (1980)

Coping Emoção

Problema


Coping Focalizado na Emoção Coping Focalizado na Emoção Folkman e Lazarus e Lazarus (1980) Esforço f para regular l o estado d emocionall que é associado d ao stress, ou é resultado de eventos stressantes. Estes esforços de coping são dirigidos a um nível somático e/ou a um nível sentimental, sentimental tendo por objectivo alterar o estado emocional do indivíduo. São exemplos de estratégias de coping focalizadas na emoção o fumar um cigarro, fazer desporto, ver um filme na televisão. A função destas estratégias é reduzir a sensação física desagradável de um estado de stress. stress


Coping Focalizado no Problema Coping Focalizado no Problema Folkman e Lazarus e Lazarus (1980)

Esforço para actuar na situação que deu origem ao stress, tentando d alterá‐la. l á l A função f d desta estratégia é alterar o problema existente na relação entre a pessoa e o ambiente que está causando a tensão. A acção de coping pode ser direccionada internamente ou externamente.


Stress Psicológico Stress Psicológico Lazarus (1966)

“Appraisal pp soon became the centrepiece p of myy theory of psychological stress.” Appraisal em vez de Perceived ‐ Lazarus e Baker (1956) Inicialmente, no artigo escrito por ambos, a palavra usada era perceived, vindo a ser substituída por appraisal. O termo perceived é ambíguo, pois o individuo percepciona a situação, podendo não conseguir realizar uma avaliação do significado pessoal da mesma para o seu bem‐estar.


Variáveis Situacionais do Appraisal Variáveis Situacionais do Appraisal Lazarus (1999) Demands (Exigências) – São pressões, implícitas ou explicitas, impostas pela sociedade no indivíduo, para que este se manifeste socialmente de determinada forma. Ser amável,, respeitador, p , tratar de crianças ç de forma especial, ter atenção ao bem‐estar da família, são apenas exemplos de exigências sociais. Muitas destas exigências são depois interiorizadas pelo indivíduo, indivíduo o que torna difícil dizer se as pressões desta são de origem externa ou interna. Constrains (Constrangimentos) – São as exigências que a sociedades não aprova. É o que o indivíduo não deve fazer. Estas são também afastadas pelas punições quando realizadas. P exemplo, Por l um ataque físico fí i a alguém l é quando d estamos irritados. i i d


Variáveis Situacionais do Appraisal Variáveis Situacionais do Appraisal Lazarus (1999) Opportunity (Oportunidade) – Acontece nos momentos de sorte, mas também, surge da sabedoria de reconhecer as oportunidades. Para se tirar partido destes momentos é necessário o comportamento correcto no momento correcto. Podemos também facilitar o aparecimento destes momentos ou ter comportamentos que os possibilitem. Culture (Cultura) – As diferenças culturais fazem variar toda a carga emocional dos indivíduos. Todas as características de uma sociedades, nação, país, etc, f formam b bagagens culturais l i diferentes dif que influenciam i fl i as emoções õ d dos indivíduos.


Variáveis Pessoais do Appraisal Variáveis Pessoais do Appraisal Lazarus (1999) Goals and Goal Hierarchies (Objectivos e Hierarquia de Objectivos) – Apoios motivacionais são cruciais para o stress e para as emoções. As emoções são o resultado de como avaliamos o resultado dos nossos objectivos na vida em geral. As emoções surgem positivamente, quando os nossos objectivos são alcançados. Pelo contrário, quando os nossos objectivos não são alcançados, o stress tem mais tendência em aparecer. Beliefs About Self and World (Crenças de Si e do Mundo) – Tem a ver como nos concebemos a nós próprios e ao nosso papel na sociedade envolvente. Isto define as nossas expectativas sobre o que queremos q q que aconteça, ç ,oq que esperamos p eoq que tememos. Personal Resources (Recursos Pessoais) – As variáveis pessoais influenciam o que podemos e não podemos fazer tal como a nossa procura de necessidades, os nossos objectivos e mesmo o que f fazemos para gerir i o stress t causado d pelas l exigências, i ê i constrangimentos t i t e oportunidades. t id d Et Estes recursos incluem a inteligência, a posição económica, as habilidades sociais, habilitações literárias, apoio da família e amigos, atractividade física, saúde e energia, etc. Nascemos com muitos destes recursos mas outros apenas p serão adquiridos q ((ou não)) mais tarde.


Appraisal Lazarus (1999)

‐ O nome, appraisal, deverá ser usado para descrever o resultado da apreciação/avaliação. O apreciado ou avaliado. ‐ O verbo, appraisal, deverá ser usado para d descrever o acto da d apreciação/avaliação. i ã / li ã Apreciar ou avaliar.


Appraisal Primário Lazarus (1999) Consiste na apreciação ou avaliação da situação, focando a atenção se esta é relevante para os valores, objectivos, crenças e intenções do indivíduo. Os valores O l e as crenças são ã factores f t mais i fracos f na sua influência i fl ê i sobre esta apreciação do que os objectivos, pois podemos ter valores sem nunca termos agido sobre eles. eles Por exemplo, exemplo podemos achar que ser rico era bom para nós, mas nunca termos feito nada para o conseguir.


Appraisal Primário Lazarus (1999) Aqui qu o indivíduo d duo responde espo de às ques questões: ões “Tenho e o aalgum gu objec objectivo o eem pe perigo? go Algum dos meus valores está ameaçado?”. Se a resposta for não, não o indivíduo considera a situação irrelevante ou prestadora de bem‐estar, sem lhe conceder um carácter stressante. Se a resposta for sim, sim o indivíduo avalia a situação como stressante e tenta geri‐ geri la. Pode avaliá‐la em três tipos. Harm/Loss H /L (D (Dano/Perda) /P d ) ‐ Consiste C i t em dano d ou perda d já ocorridos. id Threat (Ameaça) ‐ O perigo surge da possibilidade deste prejuízo poder ocorrer novamente no futuro. Challenge (Desafio) – Entusiastas pelos desafios tentam pôr‐se à prova com novos obstáculos.


Appraisal Secundário Lazarus (1999)

A apreciação/avaliação secundária é uma ç cognitiva g onde o indivíduo se foca no avaliação que pode ser feito sobre o stress que tem e a sua relação com o ambiente. ambiente Esta apreciação/avaliação não é mais do que a avaliação das opções de coping disponíveis.


Re‐ Appraisal Lazarus (1999)

Consiste numa reavaliação da situação. situação Acontece após o resultado da estratégia de coping sobre a situação stressante. O indivíduo reavalia o stressante quanto ao seu estado, avaliando a sua relação com o bem‐estar do indivíduo. indivíduo


Appraisal e a Emoção e a Emoção Lazarus (1999)

O stress e as emoções estão juntos no processo de appraisal e coping, coping sendo que a única diferença é que agora a avaliação será focada nas emoções, ou seja, o efeito que agora é procurado pela nossa avaliação são emoções positivas.


Appraisal Primário Lazarus (1999) A análise é a mesma que no stress, mas com outros componentes. Goal Relevance – Fundamental para que o indivíduo saiba se uma transacção é vista como relevante para o bem‐estar. Com efeito, não há emoção sem que haja um objectivo em risco, assim como também não há stress. Goal Congruence or Incongruence – Refere as condições em que uma transacção facilita ou dificulta o que a pessoa quer. Type of Ego Involvement – Tem a ver com o papel dos diversos objectivos na definição de uma emoção (auto‐estima, valores morais, ideais do ego, significados e ideias, o bem‐estar dos outros e objectivos de vida). Raiva e Orgulho são consequência do desejo de preservar a auto‐estima. Ansiedade depende numa certa ameaça que tem implicações existenciais a ver com a identidade própria, ó i a vida id e a morte. A Culpa depende dos valores morais. A Vergonha depende dos ideais do ego.


Appraisal Secundário Lazarus (1999) É uma avaliação das opções de coping disponíveis. Diz respeito à escolha da emoção e a pessoa deve ter em conta três problemas básicos. Blame and Credit – Requer um julgamento sobre quem e o que é responsável pelo prejuízo, ameaça, desafio e beneficio. Para avaliar o Blame ou Credit, contudo, é preciso realizar uma boa apreciação emocional. emocional Se nos sentimos culpados, ficamos irritamo‐nos. Se aceitarmos o crédito, sentimo‐nos orgulhosos. Coping Potential – Surge da convicção pessoal de que se pode ou não agir com êxito para atenuar ou eliminar um dano ou ameaça ou trazer frutos a um desafio ou beneficio. Future Expectations – Podem ser positivas ou negativas. Por exemplo, a problemática da relação entre a pessoa e o ambiente pode alterar para melhor ou para pior.


Qual a importância do estudo da  p emoção para a Personalidade? A experiência da emoção é um dos fenómenos mais essenciais da existência humana – i. e. encontra existência humana  i e encontra‐se se presente ao longo de toda a  presente ao longo de toda a nossa vida. Atravês da observação das reacções emocionais de cada um podemos predizer  At ê d b ã d õ i i d d d di quais são as suas motivações e personalidade. Ex: Em teatro o autor utiliza diversas reacções emocionais como pistas  que permitem ao expectador conseguir compreender as verdadeiras  motivações e personalidade dos personagens. Muitos dos adjectivos utilizados na descrição da personalidade dos outros  evocam emoções (Plutchik,1980). evocam emoções (Plutchik,1980).  Ex: hostil, tímido, agressivo, alegre, etc.


Emoção e Evolução… ç ç Ellsworth & Smith, 1988: A emoção é o produto evolutivo de processos adaptativos mais simples e A emoção é o produto evolutivo de processos adaptativos mais simples e  rígidos:

Æ Reflexos R fl Æ Funcionamento Fisiológico Através da evolução  p espécies mais  complexas tornaram‐ se menos  dependentes das  reacções reflexas reacções reflexas 

Surgindo uma falha  Surgindo uma falha entre exigências  ambientais e acção

Piaget, 1952 ; Wener, 1948.

Esta falha foi  preenchida por  pensamentos e pensamentos e  julgamentos dando  lugar ao  aparecimento das  emoções. õ


Propriedades

Reflexos

Funcionamento  Fisiológico g

Emoções

Estímulos

Evento interno ou externo (real) externo (real)

Defice interno Defice interno

Evento interno ou  externo (real ou externo (real ou  imaginário)

Periodicidade

Reactiva

Ciclica

Reactiva

Especifícidade do  Estímulo

Elevada

Elevada‐Moderada

Baixa

Flexibilidade de  Resposta

Baixa

Moderada

Elevada

Exemplos

Piscar os olhos,  Piscar os olhos apanhar um susto

Fome sede Fome, sede

Raiva tristeza culpa Raiva, tristeza, culpa

(Caracterização dos três subsistemas de adaptação enunciados por Lazarus)


Emoção Cada espécie enfrenta um nº de problemas adaptativos, adaptativos os quais deve resolver adequadamente para assegurar a sua subrevivência (Plutchik, 1980). Lazarus descreve as emoções como uma classe de soluções para estes problemas de adaptação.

As emoções têm o papel de mobilizar o comportamento mais eficaz capaz de enfrentar e responder adequadamente ás necessidades biológicas e sociais que surgem durante a vida.

A emoção é apresentada como veiculo de adaptação do indíviduo  ao meio sendo produto de transacções ou relações estabelicidas  p ç ç entre indíviduo – ambiente.


Funcionamento Cada emoção gerada vai ser consequência de uma avaliação cognitiva da  significância da relação organismo‐ambiente com o objectivo de manter e  promover o bem‐estar do organismo.

Prejudicial ‐ afastamento/ f t t / evitamento

Benefica – aproximação/r i ã / epetição

Qualquer ocorrência ou antecipação de um acontecimento  que implique prejuízo ou beneficíos para o indivíduo pode que implique prejuízo ou beneficíos para o indivíduo pode  evocar emoção.


Lazarus e o Estudo da Emoção e o Estudo da Emoção

Componente  Sociocultural

Componente  I i Inatista

Componente  Cognitiva

Emoção ã


Lazarus e o Estudo da Emoção e o Estudo da Emoção As emoções são a combinação de três processos: Æ Cognitivos ÆMotivacionais Æ Fisiológicos num estado d complexo l e único ú i que envolve l vários á i níveis í i de d análise. áli Para Lazarus elemento chave que define as emoções são os temas centrais relacionais  (existe um para cada emoção) (existe um para cada emoção): Ex: A tristeza tem por tema a perda ; A alegria tem por tema o de um ganho pessoal assegurado.

Æ Estes temas são resumos intuitivos das apreciações globais (processo de appraisal)  realizadas pelo índividuo relativamente  a determinada situação.

Através deles é possível Através deles é possível definir a função e as condições de  definir a função e as condições de génese da emoção


Processos Cognitivos Processos Cognitivos Os processos da avaliação (appraisal), fundamentais à génese da  Os processos da avaliação (appraisal) fundamentais à génese da emoção, ocorrem ao nível cognitivo. EExistem it d i tipos dois ti d cognição de i ã que influênciam i fl ê i f t fortemento t os processos de d appraisal i l (Lazarus & Smith): Æ Conhecimento pessoal: Pode ser concreto e primitivo ou abstracto e simbólico e consiste em cognições acerca da forma como as coisas são e como funcionam (Apenas podemos avaliar o significado de algo se soubermos como as coisas funcionam em geral e num contexto particular); Æ Avaliação (Appraisal): Forma de significado pessoal que consiste em avaliações do significado deste conhecimento para o bem bem‐estar. estar.

ÉÉ necessária a conjugação destes dois tipos de cognição  necessária a conjugação destes dois tipos de cognição para que aconteça a gènese de emoção. 


Processos Motivacionais Processos Motivacionais Existem três avaliações primárias ligadas:

Três avaliações secundárias ligadas:

ÆRelevância dos objectivos de vida; Æ Harmonia dos objectivos; j ; Æ Tipo de envolvimento do Ego.

ÆSusceptibilidade de explicação; Æ Potencial de ajustamento  ( (potencial para lidar com os  i l lid problemas e com a emoção); ÆExpectativas futuras.

Grau em que o  acontecimento é  significativo para os  objectivos e preocupações  pessoais.

Grau em que o  acontecimento é  compatível com os  desejos pessoais.

Relevância e congruência R l â i ê i motivacionais

...no entanto estas dimensões da  avaliação não podem, por si  mesmas determinar tudo acerca mesmas, determinar tudo acerca  do significado pessoal...


Personalidade e Emoção Personalidade e Emoção Lazarus entende  a personalidade como o produto do desenvolvimento biologico com o  ambiente sociocultural.

A personalidade contribui a dois níveis para a reacção emocional

Influência o conhecimento pessoal Representação mental  Representação mental da relação pessoa – ambiente em avaliação Todo o tipo de inferências  ocorrentes no processamento de  emoção são feitas a partir de  causas possiveis, intenções e  motivações subjacentes aos  eventos observados.

Contribui e influência o  processo de avaliação  (appraisal) em si. Representações mentais vão muito  além da informação objectivamente  apresentada: • Perda de informação; • Sobrevalorização de informação; • Preenchimento de falhas  informativas com informação  inventada pela pessoa.


Personalidade e Emoção Personalidade e Emoção Factores de personalidade que participam no  Factores de personalidade que participam no processamento da emoção

‰ Valores ‰ Necessidades ‰ Compromissos ‰ Objectivos j pessoais p

‰ Conhecimento prático e abstracto do mundo, sua natureza e do lugar da pessoa nele ‰ Crenças ‰ Atitudes ‰ Expectativas E t ti ‰ Teorias intuitivas acerca do self

Lazarus sugere que os factores de personalidade tem influências  di i distintas e interactivas tanto na construção da representação mental  i i ã d ã l da situação como no processo de avaliação (appraisal).


Personalidade e Emoção Personalidade e Emoção Æ Ou seja...estes processos construtivos e inferênciais são amplamente influênciados por  motivações conhecimento e expectativas que a própria pessoa traz para a situação motivações, conhecimento e expectativas que a própria pessoa traz para a situação. Os objectivos pessoais tem frequentemente um papel importante na determinação dos  aspectos alusivos à construção da representação mental da situação Aspectos esses que aspectos alusivos à construção da representação mental da situação. Aspectos esses que  são: ‰ Notados nfati ados ‰ Enfatizados ‰ Codificados A pessoa vai reparar em coisas que são relevantes do seu ponto de vista motivacional. ‰ Expectadores palestinianos (Mulçulmanos)  E t d l ti i (M l l ) Exemplos: e israelitas (Judeus) depois de assistirem à  mesma emissão noticiária do massacre de  ‰ Adeptos de equipas que disputam um  p q p q p Beirut de 1982 ficaram convencidos que a Beirut de 1982, ficaram convencidos que a  renhido jogo de futebol vai ter a  parte oposta recebeu um maior numero de  tendência desproporcionada de  referências favoraveis do que eles próprios,  repararem na ocorrência de penalties  como suporte da crença de que os media estão como suporte da crença de que os media estão  por parte da equipa rival (Hastorf &  contra eles (Ross, 1987; Vallone, Ross &  Cantril, 1954). Lepper, 1985).


Personalidade e Emoção Personalidade e Emoção Lazarus conclui que para uma análise completamente eficaz f d emoção da ã é necessário á estuda‐la: d l ‰ Como sendo caracterizada pela personalidade; ‰ Como um estado que é gerado a partir de uma situação i ã com implicações i li õ significativas i ifi i para o bem‐estar b do sujeito.


Cultura e Emoção Cultura e Emoção Lazarus conjectura que a cultura pode afectar a  ç emoção de 4 diferentes formas: ÆAtravés t a és da forma o a co como o pe percebemos cebe os os estímulos emocionais; Æ Por alteração directa da expressão emocional; Æ Ao determinar as relações sociais e os juízos críticos; íti ÆPor um comportamento altamente ritualizado. Ex: luto.


Desenvolvimento Emocional Desenvolvimento Emocional À medida que o sistema cognitivo da criança amadurece, as emoções são cada vez mais complexas. Devido ao papel fundamental dos processos de avaliação (appraisal) Lazarus explica que o desenvolvimento emocional acontece paralelamente à maturação do sistema cognitivo. Principio do desenvolvimento: implica que a emoção se modifica no decurso da vida, desdo nascimento até à idade avançada. Este fenomeno é determinado por variáveis biológicas e sociais.


Contribuições de Lazarus Contribuições de Lazarus ‰ Lazarus defende q que p para q que aconteça ç um estudo coerente da personalidade é essencial que os investigadores se foquem na vida emocional da pessoa; ‰ No processamento da emoção são diversas as caracteristicas de personalidade dadas por Lazarus que permitem medir as diferenças indíviduais e descrever o funcionamento de cada pessoa individualmente (objectivos e preocupações/compromissos, conhecimento e crenças acerca do self e do mundo). ) Ao conhece‐las temos acesso imediato aos aspectos essenciais da personalidade da pessoa que caracterizam a sua relação com o ambiente e estão na base da sobrevivência da mesma.


Conclusões ‰ Através da analise das emoções ç podemos inferir acerca da p personalidade da pessoa; ‰ A As emoções õ e a personalidade lid d são ã organizadas i d com o objectivo de responder ás problemáticas de adaptação de cada ser humano assegurando g a sobrevivência da p pessoa; ‰ Mais importante ainda a personalidade de cada um vai i fl ê i directa influênciar di t e indirectamente i di t t o processo através t é do d qual são geradas as emoções e consequentemente a forma como o organismo se vai adaptar ao mundo que o rodeia; ‰ Tanto a emoção como a personalidade se desenvolvem ao longo do desenrolar da vida da pessoa, pessoa influênciando‐se influênciando se mutuamente.


Lauzurus