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8 jornal do commercio

Recife I 20 de junho de 2014 I sexta-feira

JC no mundial Arnaldo Carvalho/JC Imagem

Alexandre Gondim/JC Imagem

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TREINO Jogadores costa-riquenhos e italianos se ressentiram do calor, durante o reconhecimento de campo na Arena Pernambuco. Treinadores querem parada técnica para hidratação

Calor, o inimigo comum RECLAMAÇÃO Para as seleções da Itália e da Costa Rica, o clima do Nordeste afeta o rendimento das duas equipes

Alexandre Arditti e Gabriela Máxima esportes@jc.com.br

A

s elevadas temperaturas nas cidades-sedes do Norte e Nordeste da Copa do Mundo Brasil têm preocupado, principalmente, as seleções da Europa. Seguindo para seu primeiro confronto

no horário nada agradável das 13h, o técnico da Itália, Cesare Prandelli, aproveitou a coletiva de imprensa de ontem para enfatizar a necessidade de instituir a parada técnica para hidratação dos jogadores. De acordo com o regulamento da Fifa, o árbitro responsável por cada partida definirá, 90 minutos antes do início do jogo, se é necessário o intervalo – a regra é destinada apenas para os jogos das 13h. A discussão surgiu porque a Itália enfrenta a Costa Rica hoje, na Arena Pernambuco, às 13h, em partida válida pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. “Aqui o clima muda em dez minutos. Quando nosso treino (de ontem)

Técnico da Itália, Prandelli, chamou a atenção da Fifa sobre paradas técnicas para hidratação

acabou, por volta de 13h20, havia nuvens e a temperatura era de 29º, com 60% de taxa de umidade. Mas dez minutos depois, o céu estava sem nuvens, já fazia sol e mais calor”, observou Prandelli, que continuou. “É fundamental que os jogadores bebam água e descansem por dois minutos nos dois tempos da partida”, disse. Em sua estreia, a Itália venceu a Inglaterra na Arena Amazônia por 2x1, em jogo realizado às 19h. Na última rodada da primeira fase, porém, a Azzurra enfrentará o Uruguai na Arena das Dunas, em Natal, novamente às 13h. Para se adaptar melhor ao clima, ele vem realizando treino no horário do almoço.

Do outro lado, o técnico da Costa Rica, Jorge Luis Pinto, acredita que a questão do clima não prejudicará apenas uma seleção e, sobretudo, não há do que reclamar agora, nas vésperas do jogo. “O clima, principalmente o calor, é algo que afeta as duas equipes da mesma forma. No futebol é preciso correr atrás da bola para fazer gol, portanto, não há desculpas no esporte. Sabíamos que a Copa do Mundo seria realizada no Brasil e sabemos como as coisas funcionam por aqui”, falou. Assim como a Itália, a Costa Rica volta a jogar às 13h, na terceira rodada da primeira fase. O jogo será no Mineirão, contra a Inglaterra.

vas de final. Natural de Aquilonia, província de Avellino com pouco mais de 2 mil habitantes, o estudante Antonio Piccolella, de 27 anos, cravou: “Será 3x0, com gols de Pirlo, Balotelli e um outro qualquer”, afirmou, aos risos. A felicidade foi devido ao placar dado anteriormente pelo “pessimista” Olger Rodriguez, de 49 anos. Para o costa-riquenho, natural da capital San Jose, o jogo terminará com o placar igual. “A Itália é um adversário difícil, pois conta com jogadores importantes como Andrea Pirlo. Por isso acho que será 1x1”, cravou, para depois opinar sobre o confronto que estava passando no telão da Fan Fest do Recife. “Creio que hoje a eliminada será a Inglaterra. Com isso, as nossas chances de seguir adiante crescerão Diego Nigro/JC Imagem

O jogo não era de suas seleções, mas estava ligado diretamente à classificação de Itália e Costa Rica pelo Grupo D da Copa do Mundo. Por isso que eles fizeram questão de assistir ao embate entre Uruguai e Inglaterra, ontem à tarde, na Fan Fest Recife, e vibraram como se fossem seus países em campo. Em meio a uma multidão de várias nacionalidades que estava observando atenta cada lance da partida na Arena Itaquera, em São Paulo, estavam o italiano Antonio Piccolella e o costa-riquenho Olger Rodriguez. Se um está confiante com a Azurra e até aposta numa goleada para a partida de logo mais, às 13h, na Arena Pernambuco, o outro está reticente quanto ao desempenho dos Ticos. No entanto, ambos concordaram que suas seleções avançarão juntas para as oita-

PAIXÃO Bandeirão é estendido para demonstrar amor pela Costa Rica

muito. Se chegamos às oitavas, estarei muito feliz. Estamos num grupo muito difícil, mas tudo pode acontecer. Os uruguaios achavam que nos venceriam por 5x0 e perderam. Agora ele (apontando para Antonio) apostou em 3x0 e podemos surpreender mais uma vez”, completou o “vidente” Olger, que acompanhará a Costa Rica em todos os jogos do Mundial. Agora apesar de Antonio estar confiante numa fácil classificação de sua Azzurra, ele não crê que dê para conquistar o sonhado pentacampeonato. “Acho que chegaremos às semifinais”, disse o italiano. Ao fim do encontro, Olger sugeriu a troca de camisas entre eles. Antonio negou, prontamente. “Não, não. Essa é um amuleto”, respondeu. Agora resta saber quem dará sorte logo mais.

Igo Bione/JC Imagem

Confiantes na classificação

OTIMISTAS Antonio (E) e Olger acreditam que seus times seguirão adiante

Tudo para ver seus ídolos Sete metros de largura por doze de comprimento. Este é o tamanho do bandeirão da Costa Rica que foi estendido em frente ao Mar Hotel, em Boa Viagem, onde a seleção está hospedada desde a noite de quartafeira. Ele é da dimensão do amor pelo país dos turistas costa-riquenhos que se hospedaram no mesmo hotel e transformaram-no em uma quase república da nação da América Central. São mais de cem torcedores no local. Entre eles, Ylbert Vega, de 50 anos, que trabalha na área da construção civil da Costa Rica. “Desde que a seleção desembarcou no Brasil, eu estou acompanhando todos os passos dela. Sempre me hospedando nos mesmos locais. É muito bom porque posso chegar perto dos jogadores, conversar e até tirar fotos”, disse

todo feliz exibindo as “selfies” que fez com os atletas. Os costa-riquenhos se mostraram muito simpáticos... e confiantes. Classificados como azarões, eles discordam da imprensa mundial que classificou a vitória de 3x1 sobre o Uruguai como o primeiro vexame da Copa. “Não somos zebra. Não ganhamos à toa. Os uruguaios nos menosprezaram, mas nós nos superamos. Com qualidade e mais preparo físico, conseguimos conquistar a vitória”, disse Yelbert. A confiança está ainda mais em alta para o jogo de hoje contra a poderosa tetracampeã Itália. A crença em um outro resultado positivo estava exposta na camisa do torcedor Rodrigo Madrigal, de 54 anos. Nela estava escrito: “meu palpite: Costa Rica 3x0 Itália”. A mensagem, claro, fez suces-

so na frente do hotel. “Não é brincadeira não. Eu realmente acho que o placar vai ser esse. Lógico que pra isso teremos que ter um pouco de sorte, mas podemos ganhar dos italianos também”, garantiu.

ITÁLIA

Perto dali, no Gold Tulip, na avenida Boa Viagem, estavam os torcedores da Azzurra, como o empresário Aldo Conterno, de 51 anos. Ele, que tem ingressos reservados para todos os jogos da Itália (caso avance de fase, claro), está confiante na vitória logo mais, sem espaço para novas zebras na competição. “Será 3x1. Temos um elenco mais forte e compacto”, disse. No ano passado, na Copa das Confederações, ele conseguiu entrar no hotel e tirou foto com Pirlo.

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