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economia

d e P E R N A M B U C O - Recife, sexta-feira, 10 de janeiro de 2014 DIARIOd

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por leianne correia - interina

diarioeconômico leiannecorreia.pe@dabr.com.br

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Ideal x real Num mundo ideal, a educação funcionaria com índices aceitáveis, a saúde pública atenderia as necessidades da população, o transporte público seria bom a ponto de desafogar os trânsito tão congestionado e o salário mínimo seria de R$ 2.765,44. O cálculo é o do Departamento Intersindical de Estatística e Socioeconômicos (Dieese), levando em conta um valor para dezembro passado. Na ponta do lápis, são 4,07 vezes o piso de dezembro, de R$ 678. O teto ideal sustentaria uma família de dois adultos e duas crianças, custeando as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Ao longo do ano, o valor desejável passou de R$ 2.674,88, em janeiro de 2013 para R$ 2.765,44, em dezembro passado. Uma diferença de R$ 90,56. Ou R$ 44,60 a mais do que a diferença entre o mínimo oficial de 2013 e 2014. A evolução do piso calculado pelo Dieese é a prova de quanto os preços de produtos e serviços subiram em 2013, confirmando o estouro da meta inflacionária que o governo tanto tentou evitar e que deve ser ratificado nestes dias, com a divulgação do IPCA – inflação oficial do governo. Ainda de acordo com o levantamento, quando se compara o custo da cesta básica e o salário mínimo líquido – já com desconto da Previdência Social – a relação era de 46,83% em dezembro, maior do que o verificado em novembro (46,16%). Esta relação correspondia a 46,64%, em dezembro de 2012. Enquanto isso, voltemos à realidade da saúde, transporte, educação capengas.

Escoamento Fornos ligados, produção a caminho e o escoamento da carga é uma preocupação real para a Vivix Vidros Planos, fábrica localizada em Goiana. A produção sairá por cabotagem, mas a maior parte será escoada pela estrada. Para isso, o Arco Metropolitano tem que sair do papel. Principalmente por conta da demanda que aumentará com o movimento da Fiat e das indústrias sistemistas.

Primeira escola

RESERVA DO PAIVA/DIVULGAÇÃO

Já tem data para começarem as aulas da primeira escola da Reserva do Paiva: fevereiro de 2015. A escola terá cerca de 10 mil m2 de área construída, com ambientes de ensino e administração distribuídos em três edifícios. O projeto faz parte do planejamento da Reserva do Paiva para as âncoras de comércio e serviço, foco do atual estágio de desenvolvimento do bairro.

Na moda A indústria de confecção, em Toritama, ganhou um novo aliado, o núcleo gestor da cadeia têxtil e de confecções em Pernambuco. Foi inaugurada há cerca de três semanas uma unidade naquele cidade. Com o objetivo de fortalecer toda a cadeia produtiva da região, serão realizadas ações de incentivo a novos negócios e exploração de mercados, funcionando como um ponto de referência para o polo da moda no Agreste do estado.

Expansão O bairro de Jardim São Paulo e Caruaru estão na rota de expansão da Rede Banorte. No primeiro local, a filial já está funcionando. No segundo, até o fim do mês, sendo a sexta naquela cidade. Hoje são cerca de 100 unidades em todo estado, com foco nos multisserviços e oferta de microcrédito para pequenos comerciantes.

Artesanato A 11ª Feira Nacional de Artesanato do Chevrolet Hall (Fenahall) contará com um estande de 37 m2 do Sebrae em Pernambuco. Nele, estarão presentes trabalhos de dez grupos produtivos da Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte atendidos pelo Projeto Desenvolvimento do Artesanato Recife. O evento acontece de hoje até o dia 19.

Queima Mantendo a tradição de queima de estoques em janeiro, a Capodarte do Shopping Recife, a Fruit de La Passion, a Moda Internacional, a Per Bambino e a Sianinha anunciaram liquidações neste mês. Os preços terão descontos de até 50% e as lojas esperam um acréscimo nas vendas em torno de 40%.

Brasileiro com plano vai em busca do SUS Nos últimos três anos, a ANS cobrou das operadoras o ressarcimento de R$ 322 milhões

A

umentou o número de usuários de planos de saúde que utilizam os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos três anos. Um balanço divulgado ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostra que chegou a R$ 322 milhões o total de ressarcimentos feitos pelas operadoras aos cofres públicos, referentes aos atendimentos de beneficiários beneficiários no SUS. O montante é quase o triplo do registrado na última década (2001 a 2010), que foi de R$ 125 milhões. Consultas médicas e partos são os procedimentos mais proocurados na rede pública pelas pessoas que têm a cobertura de convênio médico privado. Entre 2011 e 2013, a ANS cobrou das operadoras 483 mil internações de usuários de planos de saúde feitas no SUS. Somente em 2013, foram contabilizados 237 mil internamentos na rede pública. Os recursos arrecadados são repassados ao Fundo Nacional de Saúde (FNS) e aplicados em ações e programas do Ministério da Saúde. A dificuldade de agendamento de consultas e exames na rede assistencial dos convênios e as negativas de coberturas são alguns dos motivos da procura pelo SUS. O diretor-presidente em exercício da ANS, Bruno Sobral, atribui o aumento do volume de recursos de ressarcimento às melhorias e ao aperfeiçoamento dos processos de gestão do órgão regulador. Segundo ele, o uso do Cartão SUS também facilita a identificação das pessoas com plano de saúde que usam a rede pública. A ANS cruza os dados dos pacientes atendidos na rede pública com o cadastro de beneficiários das operadoras para cobrar. As empresas do setor questionam na Justiça o pagamento do ressarcimento ao SUS. O argumento é que a assistência à saúde é direito constitucional do cidadão e deve ser garantido pelo Estado. Por isso, recorrem administrativamente à ANS e depois apelam ao Judiciário para não pagar o reembolso. Sobral diz que existe um passivo de seis meses de processos para ser cobrado das operadoras. Ele não informou o volume de recursos referentes às pendências. De acordo com o dirigente da ANS, a empresa que não paga o ressarcimento ao SUS ffica ica inadimplente e tem o débito inscrito na

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dívida ativa da União. Ele acrescenta que a empresa entra no Cadin (cadastro de inadimplentes do governo federal) e fica fica proibida de fechar contratos com a administração pública federal, firmar convênios e pegar financiamentos com bancos públicos. Em nota, a FenaSaúde, que representa as seguradoras de saúde, informou que o valor do res-

sarcimento é 50% superior às despesas efetivamente registradas no SUS, conforme as suas tabelas. De acordo com a entidade, mais da metade do que foi identificado identificado como potencialmente cobrável, entre 1999 e 2006, não era passível de ressarcimento, o que representa mais de 507 mil dos cerca de 914 mil atendimentos. A Abramge, orgão representati-

vo das empresas de medicina de grupo, disse que orienta as operadoras filiadas sobre os prazos de prescrição da dívida, a defesa administrativa e judicial dessas cobranças, bem como a importância da atualização do cadastro junto à ANS. A entidade considera necessárias e positivas as melhorias realizadas no cadastro do Ministério da Saúde. (Rosa Falcão)

INDICADORES // DÓLAR/R$ Comercial Paralelo Turismo

Banco Central/Mercado Compra 2,395 2,300 2,280

Venda 2,397 2,560 2,510

EURO/R$ Cotação

3,252

BOLSAS Ibovespa (Brasil) Dow Jones (EUA) Nasdaq daq (EUA) (E A) IPC (México) Merval (Argentina) IGPA (Chile) FTSE SE (Inglaterra) (Inglat a) CAC (França) DAX (Alemanha) IBEX(Espanha) Nikkei (Japão)

SALÁRIO MÍNIMO

-2,48% -0,11% -0,34% -0,07% -0,26% -0,97% -0,45% -0,84% -0,80% -0,19% -1,50%

R$ 724,00

SALÁRIO-FAMÍLIA Salário até R$ 646,55

R$ 33,16

De R$ 646,55 até R$ 971,78

R$ 23,36

Quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ANÇA POUPANÇA Mês Novembro Dezembro Janeiro 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28

INSS

IMÓVEIS

Antig ntiga 0,5925 0,5208

Taxa(%) Nova 0,5925 0,5208

0,5496 0,5734 0,5770 0,5495 0,5257 0,5150 0,5082 0,5346 0,5756 0,5670 0,5721 0,5380 0,5013 0,5191 0,5443 0,5593 0,5505 0,5738 0,5081 0,5000 0,5088 0,5337 0,5728 0,5486 0,5625 0,5764 0,5482 0,5377

0,5496 0,5734 0,5770 0,5495 0,5257 0,5150 0,5082 0,5346 0,5756 0,5670 0,5721 0,5380 0,5013 0,5191 0,5443 0,5593 0,5505 0,5738 0,5081 0,5000 0,5088 0,5337 0,5728 0,5486 0,5625 0,5764 0,5482 0,5377

Mês Junho Julho Agosto Setembro Outubro

INCC/FGV +1,15% +0,48% +0,31% +0,43% +0,26%

Contribuintes individuais e facultativos

553,948 556,600 558,340 560,767 562,241

Salários de Contribuições Individuais (por conta própria) Individuais (renda de uma empresas) Facultativo

INFLAÇÃO (%) INPC

IGP-DI

IGP-M

IPC

IPCA

Outubro +0,61 Novembro +0,54 Dezembro

Mês

+0,63 +0,28 +0,69

+0,86 +0,29 +0,60

+0,48

+0,57 +0,54

Acumulado: Ano +4,81 12 meses +5,58

+5,52 +5,52

+5,51 +5,51

+2,74 +4,25

+4,95 +5,77

IMPOSTO DE RENDA Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Até R$ 1.787,77 De 1.787,78 até 2.679,29 7,5 De 2.679,30 até 3.572,43 15 De 3.572,44 até 4.463,81 22,5 Acima de 4.463,81 27,5

Deduzir (R$) 134,08 335,03 602,96 826,15

Obs: Deduções: R$ 179,71 por dependente; 1.787,77 por aposentadoria a quem já completou 65 anos; pensão alimentícia judicial; valor da contribuição paga no mês, à Previdência Social e a entidades de Previdência Privada no Brasil.

Alíquotas (%) 20 ou mais 11 0

Limites do salário de contribuição: Mínimo - R$ 678 Máximo - R$ 4.159,00

Com a Medida Provisória Nº 83 de 12/12/2002 e a Instrução Normativa Nº 87 de 27/3/2003 , fica extinta a partir de 1º de abril de 2003 a escala transitória de salários-base.

Segurados-empregado, domésticos e trabalhadores avulsos Salários de Contribuições Alíquotas (%) Até R$ 1.247,70 8% De R$ 1.247,71 a R$ 2.079,50 9% De R$ 2.079,51 até R$ 4.159,00 11%

Obs.: Percentuais incidentes de forma não acumulativa (artigo 22 do regulamento da Organização de Custeio da Seguridade Social)

Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso para pagamento de remuneração. As empresas têm até o dia 2 e as pessoas físicas até o dia 15 do mês seguinte para efetuarem os pagamentos sem acréscimos. Salário-família R$ 33,16 apenas para remuneração até R$ 646,55 e de R$ 23,36 para remuneração até R$ 971,78.

Empregador doméstico Alíquota de contribuição: 12%.


Hapvida dp 10 01 2014  
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