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>>> ZUMBIS É confirmada a terceira temporada do seriado The Walking Dead >>> PEQUENOS HERÓIS Álbum que reuni vários quadrinistas brasileiro vai sair nos EUA >>> BATMAN Arkham City beira a perfeição e fica entre os principais jogos de 2011

A HQ Mania te conta os detalhes do filme mais aguardado de 2012

>>> CHRIS CLAREMONT: Entrevistamos o criador de X-men durante a Rio Comicon


#índice >>> Memória Tintin, o jovem repórter belga, ganha adaptação para o cinema pelas mãos de Steven Spielberg >>> pag 6

>>> Quadrinhos Pequenos Herois, homenagem brasileira a uma série de herois clássicos, é lançado nos EUA >>> pag 7 Entrevista com Chris Claremont, um dos grandes autores da Marvel >>> pag 8 Batman especial de Natal >>> pag 10

>>> Cinema Tudo sobre as filmagens e a expecativa para Os Vingadores >>> pag 12

>>> TV Agora é oficial: terceira temporada de The Walking Dead >>> pag 16

>>> Games Mais Batman pra você: Arkhan City é finalmente lançado >>> pag 18

>>> New Os lançamentos e novidades em livros e revistas >>> pag 19

>>> Internet Tudo sobre as filmagens e a expecativa para Os Vingadores >>> pag 22

Edição nº 01 Dezembro de 2011 Circulação - Região Sudeste Editora X 03


#EDITORIAL E neste mês a nossa editora encarna a Hit Girl, personagem da HQ de Mark Millar e John Romita Jr, que ganhou adaptação para o cinema em Kick-Ass, em que foi interpretada por Choë Moretz

A Revista HQ Mania surgiu com o objetivo trazer as novidades do mundo dos quadrinhos e temas relacionados (cinema, tv, games, etc). Como nossa revista tem um conteúdo geral sobre quadrinhos, não levamos em consideração as revistas especializadas, ou seja, de determinados assuntos como só turma da Mônica ou Liga da Justiça. Ao optarmos por um conteúdo mais geral, levamos em consideração que no mercado de histórias em quadrinhos há vários acessos a blogs de quadrinhos, porém no âmbito de revista, o único exemplar que não é segmentado é a revista “Mundo dos Super-Heróis” que teve sua primeira edição em 2006, hoje está com 29 edições publicadas. Em uma pesquisa realizada pelo Guia dos Quadrinhos, foi constatado que mais de 50% dos leitores de HQ’s são da Região Sudeste e 71% dos leitores do Brasil tem entre 20 e 39 anos e são homens. Por isso, a HQ Mania será produzida mensalmente para o público da Região Sudeste, com tiragem de 20 mil exemplares distribuídos em bancas de jornais e revistas. Estipulamos o valor de R$ 9,90 por exemplar, baseado no fato de que uma revista que já esta no mercado há 5 anos, como a “Mundo dos Super-Heróis” custa agora 14,90 por exemplar. Todos os nossos exemplares virão com um Paper Toy (brinquedo de papel), que virou mania entre os fãs de quadrinhos e super-heróis, para que os leitores possam montar e colecionar.

#expediente

#especial

Jornalistas:

Até o lançamento de Os Vingadores nos cinemas, no dia 4 de maio de 2012, junto com as edições da HQ Mania você ganha um molde para Paper toy (brinquedo de papel) dos personagens do filme! Nesta edição, o líder da turma, Capitão América, personagem criado por Joe Simon e Jack Kirby, interpretado por Chris Evans nos cinemas. É só recortar e montar. DIVIRTA-SE!

Amanda Cotrim Camila F. Ferreira Gabriela Alves Monique L. A. Batista Patrícia Xigliano Esta revista é uma publicação mensal de responsabilidade da X Editora Contatos HQMania@hotmail.com editorax@hotmail.com 04


#OPINIÃO Estou ansioso pela primeira edição da revista! @marcelo_hq

Ainda nem saiu a 1ª edição, mas já sei que vou amar a revista! @igorpereira

A 1ª edição vai ter capa dos Vingadores? Já amei!!! =) @fer_nando

Estou super ansiosa, não vejo a hora de comprar a revista. @biamachado

Estou torcendo para a HQ Mania falar muito sobre Batman! @rafaaa

Obrigado por colocar tudo que eu amo em uma revista! @fihh

#CHARGE

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#Memória

Tintin - o repórter aventureiro Criado em 1929, o jovem repórter ganha este ano uma nova adaptação para as telonas >>> Monique Lopes

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As Aventuras de Tintin é o título original da série de histórias em quadrinhos criada pelo belga Georges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé. O herói da série é o jovem repórter e viajante Tintin, acompanhado sempre de seu fiel cão Milu. De grande sucesso, a série era publicada em semanários e, ao término de cada história, os quadrinhos eram reunidos em livros (são 23 no total). Ela chegou a ganhar uma revista própria e foi adaptada para versões animadas, para o teatro e também para o cinema. Sim, para o cinema, e não estamos falando da mais recente adaptação de Steven Spielberg e Peter Jackson, que estreia em dezembro de 2011. Tintim foi astro de outros três filmes nas décadas de 40 e 60. O primeiro,

Foto: Divulgação

No topo, o Tintin de Spielberg, que estreia mês que vem nos cinemas; acima, o antigo desenho animado; e, ao lado, os filmes já produzidos

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O Caranguejo das Tenazes de Ouro, de 1947, foi na verdade um filme de bonecos em preto e branco, realizado em Stop-Motion e produzido por Wilfried Bouchery e Cle Keerbergen-Malines Belg. O segundo, Tintin e o Mistério do Tosão de Ouro, foi uma produção franco-belga dirigida por Jean Jacques Vierne, com cenário e atores reais, lançado na França em dezembro de 61. A fita foi rodada na Turquia e teve uma sequência de menor sucesso que se chamou Tintin e as Laranjas Azuis, de 1964. A nova adaptação é novamente uma animação, mas, além do 3D, uma complexa técnica para capturar o movimento também foi agregada ao filme. Atores reais tiveram seus movimentos captados por computador e depois animados, assim como foi feito em Avatar. Por isso, apesar de ser um desenho, atores “interpretam” os personagens. Tintim é vivido por Jamie Bell (“Jumper”), o Capitão Haddock por Andy Serkis (o Gollum de “O Senhor dos Anéis”) e o vilão Red Rackham por Daniel Craig (“007 – Cassino Royale”). A história do filme foi inspirada em uma séire de quadrinhos publicados em 1942 de um jornal belga. O Segredo do Licorne será o primeiro de uma possível trilogia dos desenhos de Tintin, fruto da parceria de peso entre Spielberg e Jackson.


#QUADRINHOS

Pequenos Heróis Projeto brasileiro vai sair nos EUA >>> omelete.com.br

Foto: Divulgação

O álbum Pequenos Heróis - que no ano passado reuniu vários novos quadrinistas brasileiros fazendo pequenas homenagens aos super-heróis clássicos - vai ser lançado nos EUA. Mas em formato diferente: uma minissérie. Em quatro edições, o projeto começa a sair em fevereiro por lá, pela editora 215 Ink. E com a mudança de formato, ganhou quatro novas - e lindas - capas criadas pelo brasileiro Anderson Nascimento. Estevão Ribeiro (Hector e Afonso: Os Passarinhos, é o roteirista de todas as histórias, que têm arte de Mário César, Vitor Cafaggi, Raphael Salimena, Emerson Lopes, Jaum, Ric Milk, Leo Finocchi e Fernanda Chiella. Todas as histórias envolvem crianças tendo pequenos momentos de heroísmo. Ribeiro e os quatro primeiros nomes da lista de ilustradores já estão trabalhando em Pequenos Heróis 2. Enquanto o primeiro volume focou homens-morcegos, mulheres maravilhosas e super meninos, o segundo foca o outro hemisfério dos heróis: o cabeça de teia, o garoto das garras, o menino cego e o que se irrita até virar monstro. Deve sair no final do ano que vem no Brasil, assim como o primeiro, pela editora Devir.

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#ENTREVISTA

Chris Claremont na Rio Comicon

No Brasil para participar da Rio Comicon, autor diz que “ama todas” as adaptações de X-Men para o cinema

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Sem Chris Claremont, a Marvel Comics teria que encontrar outra franquia campeã de vendas para os últimos 30 anos - se é que teria. Sem Chris Claremont, Wolverine seria só um canadense com garras que apareceu em uma história do Hulk. Sem Chris Claremont, não teríamos X-filmes liderando a entrada da Marvel no cinema. Sem Chris Claremont, toda uma geração de leitores teria que encontrar outra maneira de ver seus hormônios virarem poderes mutantes diante de uma sociedade que não os entende e não os aceita - como acontece com todo adolescente. Os X-Men foram criação de Stan Lee e Jack Kirby daquele período intenso, no início da década de 1960, em que a dupla inventou a maioria dos superpersonagens Marvel que estão aí até hoje. Mas eram da leva que fez pouco sucesso, tanto que ficaram anos sem histórias novas. Quando a editora decidiu reformular o conceito, em 1975, confiou a nova equipe a Claremont, 25 anos. Ele só ia parar de escrever X-aventuras - ou melhor, dar uma pausa - depois dos 40. Nesse meio tempo, os X-Men tiveram verdadeiros clássicos, como a “Saga da Fênix Negra”, “Deus Ama, o Homem Mata”,

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>>> omelete.com.br

“Massacre dos Mutantes”. Para o bem ou para o mal, passaram de série a franquia, com dezenas de outros títulos formando a linha mutante - Claremont teve o dedo em Novos Mutantes, Excalibur, Wolverine. Entraram até no Guinness: X-Men #1, de 1991, desenhada por Jim Lee, vendeu sozinha ditos 8 milhões de exemplares. Logo após esse recorde, uma discussão com o editorial da Marvel fez ele abandonar a série - e deixar os quadrinhos em segundo plano, seguindo carreira na literatura de fantasia e ficção científica. Mas ele voltaria várias vezes para seus mutantes, nas séries principais, em minisséries e outros projetos, ganhando até a chance de escrever as aventuras da equipe como se nunca os

tivesse abandonado. Claremont está na Rio Comicon (entre os dias 20 e 23 de outubro). É a primeira visita do autor a uma convenção brasileira. Na entrevista abaixo ele revela, entre outras coisas, que ainda é apaixonado pelos X-Men. Confira: É óbvio que você é famoso por seu longo período à frente dos X-Men, entre 1975 e 1991, mas desde então você não tem publicado quadrinhos regularmente. Um escritor de quadrinhos consegue montar uma boa aposentadoria só com os royalties do que fez nestes 16 anos? A resposta mais fácil é sim, desde que o escritor pense a longo prazo e saiba cuidar do


seu dinheiro. Mas também trabalho regularmente desde então, tanto nos quadrinhos quanto em prosa, escrevendo livros (incluindo a trilogia Shadow War, sequência do filme Willow, em parceria com George Lucas). Atualmente tenho um livro de fantasia dark urbana para jovens circulando pelas editoras e estou começando outros dois. A verdade é que a maioria dos escritores nunca para. Se a porta dos quadrinhos fecha, seja qual for o motivo, é só ir na porta seguinte, que pode se abrir para algo ainda mais divertido. No mesmo sentido, o que faz você voltar aos quadrinhos, vez por outra? E especificamente ao universo dos X-Men? A resposta mais simples é que ainda gosto dos personagens. Acho as pessoas e suas vidas fascinantes e, no fim das contas, é porque ainda tenho histórias para contar com eles. Você criou vários personagens durante sua passagem pelos X-Men. Tem algum que você gostaria de ter desenvolvido melhor? Ou houve algum que teve que ganhar mais espaço por força do editorial ou demanda do público?

A grande frustração dos quadrinhos é que o escritor tem um nú-mero determinado de páginas para contar a história: veja só, 100 quadros por edição, 12 a 15 edições por ano. Pode ser suficiente para um personagem solo; para um grupo, principalmente os X-Men, nunca é espaço suficiente. Uma coisa é estabelecer os heróis, estabelecer os vilões, estabelecer personagens periféricos (mas legais), montar a ambientação e os conflitos, resolver os conflitos. Isso já é uma cacetada de coisas e não importa como você queira equilibrar a balança, algum personagem sempre acaba ficando no corredor da morte. Você pode estar trabalhando com um desenhista que gosta do Personagem A, enquanto o escritor gosta do Personagem B; ou o editor ou os leitores se apaixonam pelo Personagem C. O resultado é a tentativa contínua de equilibrar as demandas do instinto criativo e do mercado e fazer o máximo possível para inventar histórias empolgantes que vão manter vão manter a vontade dos leitores de voltar. O que você pensa dos cinco X-filmes? Como é ver persona-

gens e tramas que você desenvolveu chegarem à telona e a uma plateia internacional? Amei todos. Como é que eu não ia gostar do Ian McKellen (e Michael Fassbender) de Magneto, ou do Hugh Jackman como Logan, ou da Halle Berry de Ororo, ou da Ellen Paige de Kitty (sem falar em Liev Schreiber/ Dentes de Sabre, Famke Janssen/Jean, Anna Paquin/Vampira, Kelsey Grammer/Fera, James Marsden/Ciclope e, ah, claro, Patrick Stewart (& James Mcavoy)/ Charles). Vivas à produtora Lauren Shuler Donner por um dos melhores instinto de casting do mercado e por reunir algumas das melhores mentes criativas no negócio do cinema para dar vida a estes personagens e estas histórias. Toca o telefone e você é convidado para escrever o próximo filme dos X-Men. Qual seria a trama? Alguma coisa nova, completamente inesperada e que acaba sendo extremamente divertida. Quantas vezes “Eu sou o melhor no que faço” lhe ajudou com as mulheres? Nunca tentei. rs

Foto: Divulgação

X-men First Class: A última adaptação dos quadrinhos para o cinema, dirigido por Matthew Vaughn

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#QUADRINHOS

Batman: Nöel A graphic novel Batman: Noël está chegando às lojas dos EUA - e ganhou um novo preview. Nas páginas divulgadas é possível acompanhar a ronda, no melhor estilo dos fantasmas natalinos de Um Conto de Natal de Charles Dickens, de Batman e Superman. Lee Bermejo - conhecido pelo ótimo trabalho na graphic novel Coringa - escreve e desenha a HQ inspirada na famosa história natalina de Dickens, com seu conto de Ebenezer Scrooge e os três fantasmas. A HQ tem 112 páginas em capa dura e custa US$ 22,99. >>> omelete.com.br

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#cinema


#cinema


#cinema >>> omelete.com.br As filmagens já acabaram e o orçamento divulgado gira em torno de U$ 220 milhões. A superprodução traz no elenco Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Chris Evans (Capitão América), Chris Hemsworth (Thor), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Mark Ruffalo (Hulk), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Clark Gregg (Agente Coulson) e Samuel L. Jackson (Nick Fury) como os grandes heróis, além de Tom Hiddleston (Loki) como o vilão da trama. O roteiro e a direção ficam por conta de Joss Whedon. A primeira aparição dos Vingadores nos quadrinhos foi em sua própria revista, intitulada The Avengers, em Setembro de 1963 (o mesmo mês de estreia de X-Men). A equipe foi criada por Stan Lee, Jack Kirby e Dick Ayers, como uma resposta à Liga da Justiça, cuja revista reunia em uma história os principais heróis

da DC Comics. A Liga da Justiça já inspirara uma primeira resposta da Marvel, o Quarteto Fantástico, que todavia era um grupo de heróis novos, assim como o subsequente X-Men. Assim como no filme, que tem estréia prevista para maio de 2012, a primeira aventura de Os Vingadores nos quadrinhos também foi contra Loki, o Deus da trapaça, meio-irmão de Thor. Há rumores ainda sobre alienígenas no filme, mas isso a Marvel não confirma; diz apenas que a cena climática envolve mesmo um exército reunido por Loki, “que planeja fazer da Terra seu novo reino”. Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, afirma que cada personagem acrescenta algo diferente ao longa. “O que as pessoas viram até agora foram os novos uniformes, que são muito legais, mas não conhecem ainda a interação entre os personagens. Como todos os fãs da Marvel sabem, quando nossos heróis se

reúnem, eles primeiro brigam entre si - e só depois lutam juntos. E nós não mudamos isso”, garante. Sobre quem seria, afinal, o líder do grupo, ele desconversa: “Os melhores quadrinhos dos Vingadores são aqueles em que não há líder. Joss Whedon fez um ótimo trabalho em tornar este filme um coral - Loki e Fury são os personagens que levam a trama adiante em alguns pontos. Mas aí Jeremy Renner pode roubar a cena com seu arco e flecha. Nós não queremos que este seja o filme do Homem de Ferro e seus amigos. Esta é uma história dos Vingadores”, completa. Whedon, o diretor, endossa o discurso: “Criamos uma situação onde todos podem ser úteis e todos podem estar em perigo, e que podem agir como um time mesmo que - como vimos na primeira edição de Os Vingadores nos quadrinhos - não exista nenhuma razão para que essas pessoas estejam no mesmo time”.

Homem de Ferro Sua identidade secreta é a do empresário e bilionário Anthony Edward “Tony” Stark. O Homem de Ferro foi criado por Stan Lee em 1963, com projeto de Don Heck nos desenhos.

Viúva Negra Na versão original era uma super-espiã soviética inimiga do Homem de Ferro e teve um romance com o Gavião Arqueiro. Seu nome verdadeiro é Natalia Romanova

Capitão América O Capitão América foi o maior de uma onda de super-heróis surgidos sob a bandeira do patriotismo norte-americano, que surgiram durante a Segunda Guerra Mundial.

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#cinema Foto: Divulgação

Da esq. para a dir: Chris Evans, Scarlett Johansson e Jeremy Renner nas gravações do filme “Os Vingadores” no centro de Nova York . Segundo Evans, o elenco chamou atenção de curiosos.

terminamos o Capitão América em dezembro. Tivemos cerca de um mês fora, e depois tivemos de fazer cerca de um mês de refilmagens para Capitão América. E, em seguida, fomos direto para Os Vingadores. Como foi filmar Os Vingadores em Nova York, com toda a atenção que o elenco chama, com pessoas tirando fotos e os fãs querendo atenção? EVANS: É o caos! Essa foi a parte complicada de trabalhar na cidade. Havia um monte de curiosos.

Em entrevista por telefone, Chris Evans falou sobre seu personagem Capitão América em Os Vingadores. Confira:

res, estamos compartilhando a carga de trabalho. É muito mais agradável quando você não é o único vestindo uma fantasia tola.

Será que entre o sucesso do Capitão América e entrando em The Avengers, você consegue respirar um pouco, sabendo que o público quer ver mais do personagem? CHRIS EVANS: Sim, com certeza! Além disso, com Os Vingado-

Passando de Capitão América direto para The Avengers, quanto tempo você conseguiu ser Chris Evans e não Steve Rogers, especialmente com esse negócio da Marvel lançar dois filmes por ano agora? EVANS: Foi muito rápido. Nós

Se acostumou a viver a vida no centro das atenções? Ou é mais fácil para você ignorar isso e se concentrar apenas no trabalho que você está fazendo? EVANS: Quando você está trabalhando e está no set, obviamente, é um espetáculo e as pessoas estão lhe dando atenção. Mas ainda tenho uma quantidade razoável de anonimato.

Gavião Arqueiro Criado por Marv Wolfman e John Romita, ele foi desenhado por Bob Brown na sua primeira aparição, em Demolidor #131. Chegou a integrar uma versão dos Thunderbolts.

O Incrível Hulk Foi o super-herói da segunda série de histórias criada por Jack Kirby e Stan Lee, em 1962, dando continuidade à revolução dos quadrinhos iniciada com o Quarteto Fantástico.

Thor Baseado no deus Thor, da Mitologia Nórdica, ele foi criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby. Sua primeira aparição foi na revista Journey into Mystery #83.

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#TV

Os mortos continuarão vivos Canal ACM anuncia terceira temporada da série The Walking Dead

>>> universo hq O seriado The Walking Dead mal voltou às telas e o canal ACM já renovou o contrato para uma terceira temporada. Baseado na série em quadrinhos homônima criada por Robert Kirkman, que também é produtor executivo da adaptação televisiva, mostra os desafios de um grupo de pessoas para fugir e sobreviver em um mundo tomado por zumbis. “É com orgulho que anunciamos que os mortos continuarão vivos em uma terceira temporada de The Walking Dead”, declarou o presidente da ACM, Charlie Collier. “Agradecemos a todos que contribuíram para fazer deste seriado uma experiência única na televisão.” O personagem principal é o policial Rick Grimes, vivido na série pelo ator Andrew Lincoln (da série “This Life” e do filme “Simplesmente Amor”). No início da trama, ele e seu parceiro Shane participam de um tiroteio, em que Rick é baleado e acaba entrando em coma. Ao acordar em um hospital, ele descobre que os mortos-vivos estão no edifício e na cidade, não encontra sua família em casa e decide ir para Atlanta, que segundo o governo é o único lugar seguro do país. Acontece que Atlanta também está repleta de zumbis. Lá, Rick esbarra em Glenn, um entregador de pizzas que faz parte de um bando de sobreviventes. Seguindo Glenn, Rick descobre que sua esposa Lori e seu filho Carl estão bem e em companhia de Shane, que fica cada

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vez menos feliz com o retorno do parceiro. Ele também conhece novos sobreviventes. O grupo procura por um lugar para chamar de lar, estabelecendo-se em vários acampamentos temporários. Muitos dos principais personagens morrem nas batalhas da primeira temporada, que acaba com Rick e seu grupo de sobreviventes seguindo para Washington em uma tentativa de achar a cura para a infecção. Sem encontrar respostas no centro de controle de doenças, na segunda temporada o policial Rick e o grupo estão na estrada novamente. A luta pela sobrevivência os leva para fora de Atlanta na busca de um local seguro em um mundo devastado por uma epidemia zumbi. A estreia da segunda temporada nos Estados Unidos quebrou recordes de audiência para um programa de TV a cabo feito para público entre 18 a 49 anos, uma marca que já durava dez anos. Foram 7,3 milhões de telespectadores. O sucesso se repete em outros mercados. No Brasil, o seriado é transmitido pelo canal Fox. Em 2010, The Walking Dead foi indicado ao Globo de Ouro na categoria Melhor Série Dramática, e venceu o Emmy Award deste ano pelo trabalho de maquiagem dos zumbis. A série em quadrinhos é publicada no Brasil pela HQM Editora, com o nome de Os Mortos-vivos, e

está no sexto volume. A original The Walking Dead, lá fora, já soma 15, cada um com 6 edições da revista. Segundo Kirkman, autor da série, o que o inspira é a ideia de fim de mundo: “Sou apaixonado por filmes de guerra. Realmente gosto da ideia de fim do mundo, ter que sobreviver com pessoas que você nunca viu na vida. Essa ideia de apocalipse zumbi é legal porque brinca com esses personagens lutando pela vida... é uma ideia bem interessante”.


Foto: Divulgação

#TV À esquerda: cenas da 2ª temporada da série, que tem batido recorde de audiência no Brasil. O sucesso é tanto que os personagens ganharam bonecos: a linha baseada na HQ já está à venda, enquanto a baseada na série sai em dezembro (imagens à direita) Ao lado, a capa do sexto volume dos quadinhos, último a ser lançado em português; e a capa da última edição lançada nos EUA, de número 91

Foto: Divulgação

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#GAMES

O Homem-morcego está de volta Batman Arkham City beira a perfeição e fica entre os principais jogos do ano >>> Tech Tudo Um dos jogos mais esperados do ano finalmente foi lançado para os consoles da geração atual. Quando Batman Arkham Asylum foi lançado, muitos torceram o nariz achando que seria mais uma tentativa frustada em levar um herói dos quadrinhos para o mundo dos games. Porém todos ficaram de queixo no chão diante do trabalho impressionante da Rocksteady, cujas empresas jamais conseguiram chegar perto. Como quase todo título bem sucedido em vendas e critica, não demorou muito para que uma seqüência fosse anunciada. E ela chegou: Batman Arkham City beira a perfeição e se coloca entre um dos principais jogos do ano. História digna de um Oscar O enredo de Batman Arkham City impressiona tanto quanto o Batman Dark Knight fez nos cinemas. Mesclando os elementos das HQs

com uma pitatada de seriedade, a história do jogo é digna de um filme ou de uma clássica edição especial. Se no game anterior os gráficos eram um dos grandes atrativos do jogo, em Arkham City eles só perdem o foco devido aos outros elementos fantásticos do game, como o mundo aberto, construído em detalhes. Personagens conhecidos dos quadrinhos de Batman

estão presentes no jogo. Além dos vilões clássicos, como Coringa, Pinguim, Charada, entre outros, você ainda conta com o auxílio de seus aliados, como Alfred e Mulher-gato. Sim, além de ser sua aliada no jogo, você deve controlar ela em diversos momentos e realizar missões paralelas ao rumo de Batman, mas ao mesmo tempo fundamentais para o desenrolar da historia. Pena que o game não conta com um modo cooperativo para que seus amigos possam auxiliá-lo na aventura. Batman Arkham City superou todas as expectativas e trouxe a melhor adaptação de um herói dos quadrinhos para os videogames. Com melhorias no seu tradicional sistema de combos, uma jogabilidade eficiente, melhorias na movimentação do personagem e um enredo impressionante. E se você tem dificuldade com inglês não se preocupe, a Warner Bros. distribui no Brasil o jogo totalmente legendado, não só todos os diálogos do jogo, mas também todas as mensagens do game e os menus. Foto: Divulgação

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#NEW Foto: Divulgação

Mauricio de Sousa por + 50 Artistas >>> judao.mtv Ao botar as mãos no álbum MSP + 50 – Mauricio de Sousa por Mais 50 Artistas (Panini Books, 220 páginas, R$ 59 ou R$ 98), que reúne 50 artistas para reimaginar os personagens de Mauricio de Sousa, até pensei em seguir aquele discurso manjado de “todas as HQs são boas, cada uma em seus estilo”. Juro que pensei. Mas isso demorou até abrir a publicação, folhear e encontrar a Tina fazendo cosplay da Leia naquela mítica cena de Star Wars. Ok, vamos falar do resto antes de chegar na cereja do bolo. Lançado durante a Bienal do Livro de São Paulo, MSP + 50 é, na verdade, o segundo trabalho do tipo, editado pelo Sidney Gusman. Ano passado, o primeiro MSP 50 foi publicado para homenagear os 50 anos da carreira de Mauricio de Sousa. A intenção do álbum é, convocar 50 quadrinistas nacio-

Foto: Divulgação

Craques do traço brasileiro interpretando os personagens de Mauricio de Souza

nais, das mais diversas origens e formações, para reinterpretar os personagens do tio Mauricio. No novo álbum, mais uma vez são convidados quadrinistas que trabalham com tiras, comics, mangás, infantis, web comics, cartoons, etc. Sendo assim, a HQs

para todos os gostos e estilos, o que faz com que cada leitor tenha as suas preferidas. Não dá pra negar, de qualquer forma, que MSP + 50 tem seus altos e baixos. Há histórias de alta qualidade e outras apenas razoáveis. Talvez efeito do peso de mexer com as criações do Mauricio? A cereja do bolo, é a história assinada pela Adriana Melo, chamada Nerdland. Adriana fez uma HQ para NÓS! Além de ser cheia de referências ao universo nerd e colocar o Rolo como um legítimo representante do gênero, ainda coloca a Tina, no contexto da história, dando uma de cosplayer, vestida de Leia. Sem exagero, o resultado nos deu a HQ juvenil mais edificante do ano de 2010! No final, Mauricio de Sousa traz um agradecimento a todos que participaram de MSP + 50, além de publicar uma arte com todos os artistas, no lápis, que é quase um autógrafo para os fãs.

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#NEW Foto: Divulgação

Alice de Salvador Dalí >>> omelete.com.br

Capa do livro “Alice no País das Maravilhas”, ilustrado por Salvador Dalí

A galeria de arte William Bennett Gallery, em Nova York, tem uma exposição permanente de Salvador Dalí. Parte dessa mostra, intitulada O Universo Surreal de Salvador Dalí, foi agora digitalizada e disponibilizada no site da galeria. São 12 ilustrações a guache que o pintor fez em 1969 para uma edição especial de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Cada uma corresponde a um dos 12 capítulos do livro, mais a capa do volume. São eles: “Para baixo na toca do coelho”, “A lagoa de lágrimas”, “Uma corrida de comitê e uma longa história”, “O coelho manda Bill O Lagarto”, “Conselho de uma lagarta”, “Porco e pimenta”, “Um chá maluco”, “O jogo de críquete no campo da rainha”, “A história da falsa tartaruga”, “A dança da lagosta”, “Quem roubou as tortas?” e “O depoimento de Alice”. A William Bennett Gallery fica no número 65 da Greene Street, em Manhattan, Nova York.

Exposição “O Espírito Vivo de Will Eisner” chega a SP A exposição “O Espírito Vivo de Will Eisner” - um dos maiores destaques da Rio Comicon este ano - está chegando a São Paulo. Ela abre para o público no dia16 de novembro, no Centro Cultural São Paulo. A exposição reúne mais de 100 originais originais do mestre norte-americano, destacando seu per-

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sonagem Spirit. Além da estatueta esculpida em cera por Eisner e seu assistente Peter Poplaski, peça única, mostrada pela primeira vez no Brasil. A exposição tem entrada franca e fica no Piso Flávio de Carvalho do Centro Cultural São Paulo. Funciona das 10h às 20h de terça a sexta, e das 10 às 18h nos fins de semana e feriados. O encerramento acontece em 18 de dezembro.

Foto: Divulgação

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Estatueta esculpida por Eisner


#NEW Superman com o “Pé na Estrada”

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Batman: Recomeço >>> omelete.com.br

>>> omelete.com.br

ano, mas rendeu algumas boas histórias Para comemorar a nova fase, a Panini lançou Superman 108 com três capas alternativas.

Sandman Apresenta: Caçadores de Sonhos

Transmetropolitan vol. 2: Tesão Pela Vida

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A edição 108 de Superman, da Panini Comics, que chegou esta semana às bancas, mostra o início da uma nova fase de histórias para o Homem de Aço. Após uma longa saga cósmica com Novo Krypton, o herói agora vai colocar o pé no “Solo”. É o título que ganhou no Brasil, “Grounded”, história controversa na qual o escritor J.M. Straczynski e o desenhista brasileiro Eddy Barrows puseram Superman para caminhar pelos EUA, visitando cidades do país que participaram de um concurso para aparecer nas páginas da HQ. . A saga durou um

Batman 108, edição que chegou esta semana às bancas brasileiras, marca o início de uma nova fase para o Homem-Morcego. E não é só pelo esperado retorno de Bruce Wayne, mas por um acontecimento histórico que abalou fãs e as vendas do personagem há exatamente um ano nos EUA. A edição da revista brasileira reúne as edições originais Batman & Robin 16 e Batman: The Return. Nelas, o escritor Grant Morrison faz o retorno de Wayne ter repercussões bombásticas para toda a família-morcego e Gotham City. Wayne voltou a assumir o manto nas duas séries novas: Batman Inc., por Grant Morrison e uma série de artistas, na qual o herói monta uma rede mundial de combatentes do crime para enfrentar uma megacorporação criminosa; e Batman: The Dark Knight, com histórias mais detetivescas escritas e desenhadas por David Finch.

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A quadrinização do livro ilustrado que Neil Gaiman escreveu para Sandman, lançado há bastante tempo no Brasil com ilustrações de Yoshitaka Amano, ganhou nova adaptação roteiro e desenho - é feita por P. Craig Russell, assim como ele fez com Coraline. (R$ 24,90)

Segunda coletânea da famosa série sci-fi de Warren Ellis e Darick Robertson (o primeiro saiu há mais de um ano e meio). As histórias não são inéditas no Brasil, pois já foram publicadas pela editora Brainstore, mas vêm com nova tradução e o tratamento de luxo. (R$ 42)

Foto: Divulgação

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#narede

Geração Y >>> Monique Lopes Uma geração que adora feedback, é multitarefa, sonha em conciliar lazer e trabalho e é muito ligada em tecnologia e novas mídias. Eles cresceram em uma década de valorização intensa da infância, com internet, computador e educação mais sofisticada que as gerações anteriores. É mais ou menos como se os nascidos nas décadas

de 80 e 90 fossem um celular de última geração. “Eles já vieram equipados com a tecnologia wireless, conceito de mobilidade e capacidade de convergência”, diz a psicóloga Tânia Casado, coordenadora de um programa de carreiras da USP. E são eles o

tema deste mês da seção #NAREDE, em tirinhas muito bem humoradas de blogs de quadrinhos que a gente encontra aí pela internet. Porque você, fã de HQ em tempo integral, não pode só ficar esperando pelo próximo número daquela revista, né?

>>> Bichinhos de Jarsim Os Bichinhos de Jardim nasceram no papel lá pelos idos de 2001. Em 2006 é que estrearam em seu jardim virtual, sempre sob os cuidados da designer gráfica Clara Gomes.

>>> Malvados O cartunista André Dahmer segue a linha politicamente incorreta, com críticas aos costumes e prisões do dia-a-dia. De humor ácido, é considerado por muitos o melhor autor de tirinhas da nova geração.

>>> Will Tirando O dono do blog é Will Leite, designer gráfico por profissão, e cartunista e ilustrador por diversão. Ele faz tirinhas inspiradas em sua própria vida e se define como “um cartunista metido a engraçadão e que leva uma vida saudável a base de miojo, empanado de frango e refrigerante.”

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Hq mania  

Projeto desenvolvido durante a disciplina de Planejamento Gráfico do curso de Jornalismo da PUC-Campinas. Equipe: Amanda Cotrim; Camila F. F...

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