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ADEPOL

Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Santa Catarina

Santa Catarina

Informativo Adepol-SC • Edição 2 • Julho 2012

Delegados conquistam a aprovação de carreira jurídica política e usurpação de outras instituições nas nossas funções. Acredito que essa PEC trará de volta o devido respeito a carreira de delegado de polícia” comemorou. Segue o texto na íntegra: Artigo 106 - O cargo de Delegado de Polícia Civil, privativo de bacharel em direito, exerce atribuição essencial à função jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica, sem vinculação a quaisquer espécies remuneratórias às demais carreira jurídicas do Estado. §5º - Aos Delegados de Polícia Civil é assegurada independência funcional pela livre convicção nos atos de polícia judiciária. Diretoria da Adepol-SC e delegados de polícia comemoram a aprovação da carreira jurídica após a votação na Assembleia Legislativa do Estado

Mônica Corrêa

Mônica Corrêa

Uma conquista histórica para os delegados de polícia catarinenses. Após mais de um ano de reuniões e conversas da diretoria da Adepol-SC com os deputados Estaduais, foi aprovada em dois turnos, no dia 4 de julho, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, a Proposta de Emenda a Contituição, PEC 0009.7/2011 que reconhece a carreira do delegado de polícia como atividade essencial na defesa da ordem jurídica. A proposta, de autoria do deputado Maurício Eskudlark (PSD), foi aprovada com unanimidade pelos deputados Estaduais, tendo apenas uma abstenção. Para o presidente da Adepol-SC, delegado Renato Hendges, que acompanhou a votação e participou de visitas constantes aos deputados, “É uma luta histórica que reconhece a carreira jurídica do delegado de polícia. Pois é o delegado que faz a primeira análise jurídica de um fato criminoso e é na delegacia a primeira porta que se abre para as pessoas quando se veem privadas de um direito ou quando na busca de socorro” disse o delegado. Já o delegado Diego Araújo, 2º vice presidente da associação e que também acompanhou o processo, acha que “esse é o primeiro passo para conquistarmos a nossa independência funcional, para acabar de vez com o excesso de ingerência

ESPECIAL Confira a reportagem especial sobre a entrega do título de Cidadão Catarinense ao presidente da Adepol-SC, delegado Renato Hendges.

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O presidente da Adepol-SC, Renato Hendges e o 2° vice presidente, Diego Araújo comemoram junto com o autor da proposta, deputado Maurício Eskudlark.

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ESPECIAL

A policial civil Márcia Hendges, emocionada, ao assistir o vídeo com a história do pai

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Renato Hendges é Cidadão Catarinense

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Uma noite emocionante para familiares e amigos do delegado de polícia Renato Hendges. No dia 11 de julho, em sessão solene na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis, Hendges recebeu o título de Cidadão Catarinense. O evento começou com o discurso do deputado estadual, Cesar Souza Júnior (PSD), que destacou a importância do trabalho do delegado na Divisão de Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, a DEIC. Na sequência, um vídeo mostrou um pouco da história de Renato Hendges.

Deputados catarinenses prestigiam a entrega do título

Vítimas de sequestro e seus familiares que tiveram a ajuda do delegado Renato Hendges na solução do crime

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Além do prestígio de autoridades catarinenses, o delegado recebeu o carinho de algumas vítimas de sequestros que foram resgatadas por ele nos cativeiros. Durante o discurso, Renato mostrou para a plateia um vídeo com escutas telefônicas autorizadas pela justiça que revelaram momentos de tensão durante na negociação da família com os sequestradores. “Tenho certeza que foram os momentos mais terríveis de suas

vidas, tanto para vocês, que já foram vítimas de sequestro, quanto para seus familiares, que tiveram a necessidade de negociar a libertação de vocês” disse o delegado. Renato também foi lembrado por ser um policial civil exemplar e por estar sempre atualizado quanto as novas tecnologias. “Com a minha experiência, posso dizer que a polícia civil vive uma fase de transição. No período pós constituição, de 1988, estamos a procurar uma polícia democrática, fiel na garantia dos direitos humanos e altamente técnica e científica na investigação criminal. Cada vez mais avançam as novas tecnologias...Estamos permanentemente estudando e aprimorando o uso dessas ferramentas para a investigação criminal. É assim que acredito: a polícia civil e a investigação criminal servem de aparato para a libertação da opressão, da desigualdade e da injustiça que o crime traz para toda a sociedade. E é por esta polícia que eu luto hoje, principalmente na condição de presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina. Uma polícia republicana, defensora dos direitos e garantias individuais, guardiã dos direitos humanos, que tem por norte sempre, a incansável defesa da tranquilidade e da segurança do cidadão de bem, do cidadão catarinense”.

Amigos e colegas de equipe da Divisão de Antissequestro da DEIC

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Hendges presenteou o presidente da Alesc, deputado Gelson Merisio com um retrato falado, produzido pelo artista da Polícia Civil Cassius Clay

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Santa Catarina com um dos menores índices de sequestro do mundo Desde que começou na área de repressão ao sequestro, em 1990, Renato Hendges conquistou 100% de identificação dos sequestradores nos casos em que atuou. Dos mais de 40 sequestros, todos os criminosos foram presos, alguns foram mortos durante a operação e em outros houve a recuperação total ou parcialdo dinheiro pago aos sequestradores. Além dos casos em que houve resgate dos reféns no próprio cativeiro. A primeira investigação aconteceu em 1980, em Blumenau, no conhecido caso da família Hering. Não houve pagamento de resgate e os sequestradores foram presos. Depois vieram os casos mais conhecidos, como o da família Brandalise, do então Grupo Perdigão de Videira em 1988, do Reni Caramori, do Grupo Reunidas de Caçador em 1991 e da família Battistella de Lages, também no mesmo ano. Com toda as prisões dos criminosos efetuadas. Entre os últimos casos solucionados está o do jovem de Itapema, Alcino Pasqualotto Neto, sequestrado pelo próprio amigo. A atuação , deixou Santa Catarina com um dos menores índices de sequestros do mundo. Hoje, o delegado Renato Hendges e a equipe são referência no que diz respeito a este tipo de crime. Isso sem contar nas atuações como delegado em operações também do Mato Grosso e em Alagoas, no caso do presidente da Associação dos Magistrados daquele estado e em Buenos Aires, quando levaram o empresário Franco Andreola, representante da Busscar de Joinville.

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PRINCIPAIS CASOS DE SEQUESTROS COM ATUAÇÃO DO DELEGADO RENATO HENDGES

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Envie suas fotos para adepolsc@adepolsc.org.br

FEV. 1980 SET. 1987 ABR. 1988 NOV. 1988 DEZ. 1988 MAI. 1991 NOV. 1991 DEZ. 1995 OUT. 1996 DEZ. 1996 JAN. 1998 MAR. 1999 SET. 2001 JUL. 2002 DEZ 2005 FEV. 2006 JUN. 2007 JUN. 2008 JUN. 2009 JUL. 2009 JUL. 2009

SAMET (SEQUESTRO NA FAMÍLIA HERING) GILIARD REIS JEAN PAUL e SAUL BRANDALIZE NETO ZÉLIA CORREIA DA SILVA PEDRO A. ZAITS e CARLOS E. S. FARIAS RENI CARAMORI CARLOS ALBERTO BATTISTELLA PEDRO CANELA IVO MILNITZ CÉLIA FIOREZZI JULIANA FRANCISCA MENDE JEAN CARLOS BARBOSA EDEMAR BAUCKE GIOVANI PARIZOTTO SIMON SIDINEI HAHNEMMANN RIDA MAHMUD AHMAD MOHAMMAD NATANIEL RIBAS REZENDE KAROLINE S. NUNES GIOVANE PIVATTO ALCINO PASCOALOTTO RAUL FERNANDES BRIDI 3

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MAIS CONCURSOS PÚBLICOS PARA DELEGADOS? Polícia Civil de Santa Catarina atua com 53% do efetivo É unânime a reclamação nas seccionais devido aos problemas da falta de efetivo nas delegacias de Santa Catarina. A Secretaria de Segurança Pública do Estado, SSP, divulgou na imprensa que pretende incorporar mais de 3 mil profissionais na área nos próximos dois anos de governo. Mesmo assim, o número deve ser insuficiente, diante das baixas de policiais civis e da de-

mora nas nomeações. De acordo com a SSP, desde o ano passado, pelo menos 700 policiais civis foram incluídos, sendo que mais de duzentos estão na ativa e outros 400 estão em formação na academia. Pelos cálculos, a PC atua com 53% do efetivo, pouco mais de três mil homens, quando o número ideal seria próximo de 6 mil novos policiais.

A falta de concursos é um dos motivos para o baixo número de efetivo. O último concurso foi realizado em 2008 e nestes 4 anos, praticamente todos os aprovados foram chamados, sendo que na primeira chamada 155 faltaram e na segunda, só 94 compareceram, ou seja 12% dos 512 chamados no concurso de 2010 desistiram da carreira. O baixo salário também está relacionado ao número de desistentes da carreira. O vencimento inicial de um policial civil é de R$ 900. Com o abono, adicionais e horas extras, chega a R$2,5 mil.

Acadepol-SC

Novos concursos e a questão dos salários

Até o fim do ano, 420 policiais civis, sendo 23 delegados de polícia deverão estar formados.

Subsídios e horas extras Venceu neste mês o prazo para a conclusão das negociações com o governo do Estado em relação as reivindicações salariais dos delegados de polícia. Devido a permanência da análise das principais propostas, que são os subsídios e as horas extras, pela

ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DE SANTA CATARINA • Adepol-SC Rua João Pinto, nº 30 Edifício Joana de Gusmão, sala 401 - Centro Florianópolis/SC - CEP 88010-420 Telefone/Fax 48 3028 8836 | 48 3028 9836 www.adepolsc.org.br

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Coordenadoria Executiva de Negociação e Relações Funcionais da Secretaria de Estado da Administração, a diretoria da Adepol-SC decidiu manter as reuniões mensais, para acompanhar e pressionar o andamento do processo.

EXPEDIENTE Tiragem: 2.500 exemplares Redação e edição: TXTCom • Assessoria de Comunicação Jornalista Responsável: Moniky Bittencourt - MTB/SC 3543 JP Diagramação: Lueji Luana Gráfica: Sagrada Família

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Informativo Adepol-SC julho/2012