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SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

COLETÂNEA DE PROJETOS INTEGRADORES - TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO -

JOINVILLE/SC ANO: 2012


LISTA DE PROJETOS

1. REENCANTAR A EDUCAÇÃO: LIMITES E POSSIBILIDADES NA EDUCAÇÃO BÁSICA 2. MEU BLOG 3. ENCANTANDO E DESCOBRINDO 4. LOCALIZAÇÃO EM MAPAS E FOTO DE SATÉLITE DA ESCOLA, SUA CASA E VIZINHOS. 5. MEIO AMBIENTE E ESTATÍSTICA 6. PROJETO MANGUE 7. VIAGEM VIRTUAL PELO ESTADO DE SANTA CATARINA 8. WEBQUEST SOBRE ELIAS JOSÉ – CONHECENDO O MUNDO ATRAVÉS DA POESIA 9. SUSTENTABILIDADE E CITOLOGIA: INTEGRANDO TEMAS PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM 10. POEMAS E POESIAS 11. A INTERNET COMO FERRAMENTA DE TRABALHO 12. RECICLAGEM DO LIXO 13. CONSTRUINDO VALORES


NOME DA ESCOLA: Profª Ada Sant'Anna da Silveira DIRETOR(A): Silvia Soares Nunes ALUNOS ENVOLVIDOS (ANO): 5° ao 9° PROFESSORES RESPONSÁVEIS: Ana Paula Souza; Clarilisde Fátima Braz e Dilmar Ronaldo Cisz PROFESSOR DE SALA DE INFORMÁTICA PEDAGÓGICA: Janete Schlickmann e Franciele Aparecida Padoim Tártari PERÍODO DE REALIZAÇÃO: 1° e 2° Semestre de 2011.

1. REENCANTAR A EDUCAÇÃO: LIMITES E POSSIBILIDADES NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Resumo O presente estudo procura apontar possibilidades para a prática interdisciplinar no ensino de Ciências Naturais, Língua Portuguesa e Matemática nos anos finais da educação básica, tendo a Arte como eixo integrador. À medida que as exigências do mundo contemporâneo repercutem de maneira imediata no perfil da escola que se tem, e especificamente das práticas pedagógicas que nesse espaço vem sendo desenvolvidas. Pois, se na contemporaneidade, a criatividade, a autonomia e a cidadania, são cada vez mais competências necessárias, o processo de ensino e aprendizagem nos espaços escolares, não pode continuar a privilegiar, a repetição, a memorização e a linearidade. A prática pedagógica aqui relatada foi desenvolvida em turmas dos anos finais da Escola Municipal Professora Ada Sant’Anna da Silveira, localizada na cidade de Joinville (SC). Para o desenvolvimento das ações pedagógicas foi utilizado como principal referencial teórico, as obras de Rubem Alves, dado o profundo potencial de sensibilização, reflexão e resgate do humano e encantamento para a vida, que essas proporcionam, tanto para alunos quanto para professores. Todavia, articulado a literatura, para a transposição didática dos conteúdos das áreas específicas, utilizamos o origami como técnica. O qual possibilitou que os resultados alcançados fossem além do imaginado, pois, a dedicação e o comprometimento dos alunos permitiram a percepção, de que efetivamente ensinar é cheio de limites e possibilidades. E que cada vez mais, torna-se urgente que as práticas pedagógicas, rompam com o paradigma da fragmentação em detrimento do paradigma da complexidade. Pois, diferentemente do comportamento adotado por Sísifo, representante da mitologia grega, aprender “não é repetir”. Mas sim, mobilizar competências e habilidades na construção do conhecimento, esse que é para a vida, e não simplesmente para responder a demandas escolares, como provas e


exercícios. Palavras-chave: Educação Básica. Interdisciplinaridade. Ensino e aprendizagem. Introdução O presente texto visa provocar e compartilhar com o leitor a reflexão que nos motivou para o desenvolvimento, da prática pedagógica, que será relatada a seguir: Qual é a escola necessária para as nossas crianças, adolescentes e jovens brasileiros? Na tentativa de realizar alguns apontamentos para essa questão tornase necessária a discussão e a compreensão do contexto da escola moderna e, do perfil dos sujeitos que frequentam essa escola. Afinal, as profundas mudanças pelas quais o mundo tem passado, seja nas dimensões econômicas, tecnológicas ou cientificas, têm implicado profundamente no contexto escolar. E assim, a educação continua sendo complexa, dado o seu alto potencial emancipatório. Uma aprendizagem que seja emancipatória necessita também ser significativa. O que requer, portanto, do professor, a capacidade de inovar e criar em suas práticas pedagógicas, para facilitar o desenvolvimento de todas as potencialidades humanas. Ensinar é cheio de limites, porém repleto de possibilidades. Que esse relato seja um ponto de partida para novos diálogos na constituição daqueles, que enquanto professores desejam avidamente atender às demandas do mundo e da educação atual, principalmente no que diz respeito a construir conhecimentos, que sejam para a vida. O mito de Sísifo como paradigma educacional A narrativa de Sísifo pode ser comparada a de muitas das práticas pedagógicas atualmente desenvolvidas nas escolas de educação básica. Sísifo, um dos representantes da mitologia grega, foi castigado a rolar uma enorme pedra até o alto de um morro. Porém, quando a pedra já estava quase no mais alto do morro, era impelida por uma força repentina, e rolava


novamente. Sísifo insistia, a empurrava morro acima, mas era em vão, a pedra voltava a rolar morro abaixo. O mito de Sísifo é a representação fiel de muitas práticas pedagógicas, nas quais, para o professor o aprendizado se dá pela repetição. E, portanto, ao aluno cabe memorizar os conteúdos, copiar inúmeros exercícios, decorar expressões que não fazem nenhum sentido. Nesse contexto portanto, as inúmeras dimensões do ser humano são negadas pois, para Morin (2007) o ser humano é, “a um só tempo, biológico, físico, psíquico, social, cultural e histórico”. Todavia, como na escola os conhecimentos são propostos e trabalhados nas disciplinas de maneira fragmentada, torna-se difícil para os alunos perceberem as conexões entre o ser humano e “os componentes biológicos e físico-químicos do mundo em que vivemos” (MORAES, 2004, p. 01). Construindo novas narrativas educacionais A sociedade atual tem sido marcada por constantes transformações. E para Moraes (2007, p.04) “a educação constitui um instrumento determinante na relação recursiva entre a organização humana e as visões de mundo mediante a sua ação na construção e reprodução de crenças e valores”. Porém, o professor ao ensinar de forma rotineira, ao invés de contribuir para a construção de novas visões de mundo, apenas instiga a reprodução dos valores já dominantes. Behrens (2006, p.15) argumenta que os alunos tem dificuldade para “perceber o sentido de ser humano, pois estudam os conteúdos para fazer provas e não para aprender a viver”. Como uma alternativa a essa fragmentação torna-se necessário o desenvolvimento de práticas pedagógicas integradoras, as quais sejam capazes de estimular a experimentação, a pesquisa e a descoberta, em vez da rotina e da memorização. Para que então a aprendizagem, seja significativa. Imbuídos do desejo de uma aprendizagem significativa, para nossos alunos e de inovar em nossas práticas pedagógicas, desenvolvemos uma prática educativa integradora entre Ciências Naturais, Língua Portuguesa e Matemática, tendo a Arte como a sincronia desse processo, na Escola Municipal Professora Ada Sant’Anna da Silveira, com os alunos das séries finais do ensino fundamental, na Rede Pública de Ensino de Joinville, Santa


Catarina. Construir o conhecimento usando as sensações, as emoções e a razão foi o desafio proposto aos alunos, através das atividades do projeto Biodiversidade. A proposição das atividades deu-se de forma relacional, à medida que a partir da técnica do origami e kirigami, tanto os conceitos de Ciências (ecossistema, cadeia alimentar, relações ecológicas, desequilíbrio ambiental, extinção de espécies e poluição) quanto os de Língua Portuguesa (figuras de linguagem e gêneros textuais) e os de Matemática (noções de ângulos, semelhança entre figuras, cálculo de área e perímetros, aplicação do teorema de Tales e Pitágoras, interpretação de gráficos e sistema de medidas) puderam ser construídos.

Figura 1: Ecossistema produzido pelos alunos utilizando como técnica o origami. Fonte: As autoras Todavia, a construção desses conhecimentos necessitava ser percebida pelos alunos, quanto ao sentido e ao significado que esses conhecimentos fariam em sua vida. Um dos imperativos da pós-modernidade tem sido a necessidade de discussão e ação frente às problemáticas socioambientais atuais. Dado a emergência dessas problemáticas, abordar as questões socioambientais possibilitou que os conteúdos vistos em sala de aula, pudessem ser utilizados na resolução de problemas do cotidiano.


A abordagem dessa temática foi realizada juntamente com os alunos utilizando-se da obra literária A menina e o pássaro encantando de Rubem Alves. A partir da leitura e apreciação dessa obra, os alunos reescreveram a história, utilizando os conhecimentos construídos para construir o enredo. A seguir, apresentamos um dos trechos da obra original, a qual é repleta de poéticas, que serviram então, de tema gerador ao trabalho desenvolvido: As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou com o corpo coberto por penas coloridas, com a cauda e as asas refletindo imagens da floresta (ALVES, 1999, p. 08)

Na reescrita da história, realizada pelos alunos, o enredo foi construído de forma que pudessem ser discutidas as problemáticas socioambientais que vivemos para propor atitudes, que pudessem minimizá-las. Nesse sentido, o enredo reescrito, sempre contemplava as características ecológicas do ecossistema apresentado, e as problemáticas que vem enfrentando, devido às ações antrópicas. No texto original Rubem Alves, usando do personagem do pássaro encantado, descreveu uma das paisagens visitadas, da seguinte maneira: [...] menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que eu vi, como presente para você (ALVES, 1999, p.13)

E, na reescrita realizada pelos alunos, houve então a identificação da paisagem, quanto as suas características ecológicas. Possibilitando assim a caracterização do ecossistema e as alterações que tem sofrido. A seguir, apresentamos um trecho do enredo construído pelos alunos: “Menina, venho de um lugar de belezas extraordinárias, onde a mãe natureza mostra o seu explendor, refletindo seu infinito amor no verde das árvores, na transparência das águas, na maciez da terra e no colorido dos animais. Nesta terra de tantas maravilhas há também a destruição, ficando o colorido das matas ofuscado pelas queimadas e invasões daqueles que dizem ser seus amigos. E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina


nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.

Figura 2: Livro produzido pelos alunos utilizando o origami com a reescrita da história. Fonte: As autoras Nesse contexto, percebe-se que os alunos puderam educar-se pela via do sensível. E, que para Pillotto (2007, p. 14) é necessário e repleto de possibilidades, educar pela via do sensível, à medida que: Educar pelo e para o sensível pode ser um caminho possível para a educação que se propõe. Mediar conhecimentos, é compreender o ser humano, comprometer-se com a ética, com a estética, com o conhecimento também sensível, com a vida e com tudo o mais que faz sentido e gera mudanças em produções de sentidos.

A reescrita da obra de Rubem Alves proporcionou aos alunos então que manifestassem a sua via do sensível e vivenciassem o “saber cuidar” nas suas mais variadas dimensões. Entretanto, para os alunos, apenas a reescrita da história, não era o suficiente. Estavam ávidos por outras atividades, nas quais pudessem manifestar suas sensibilidades. E como outra ação do projeto, realizaram a encenação da história, uma atividade bastante envolvente à medida que necessitaram produzir os cenários, escolher os personagens, ensaiarem o teatro. Tal atividade possibilitou que diferentes habilidades e competências inerentes ao seres humanos fossem desenvolvidas. E, acreditamos que tais possibilidades precisam ser constantes no espaço escolar. Pois, “a educação deve ser considerada pelo seu papel


fundamental no processo de construção de novos estilos de desenvolvimento para as sociedades humanas que levem ao enfrentamento efetivo das suas principais questões” (PEREIRA, 2003, p.05). A prática docente na perspectiva interdisciplinar Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado. (Alves, 2001, p.01)

O mundo contemporâneo vem passando por uma profunda e acelerada reestruturação que afeta a vida política, econômica, social e cultural. E essa reestruturação afeta o planeta como um todo. Esse cenário, que é complexo e inédito, exige da humanidade, um novo jeito de ser, ver, pensar e agir, para que se alcance a mudança necessária. Nesse contexto, uma fala recorrente é a de que a educação está em crise. Todavia, de acordo com Cortella (2008, p.09) “não é privilégio da educação, essa crise, todos os setores sociais vivem sucessivas e contínuas crises”. Entretanto, a crise aqui não é entendida como o colapso, mas sim como o caminho, a possibilidade, para que alternativas sejam construídas e o processo modificado. E no campo da educação essa mudança, é possível a largos passos, mesmo que em tempos específicos, afinal todas e todos que atuamos na educação, lidamos com formação e informação, trabalhamos com o conhecimento. E o conhecimento preconiza um processo de construção. Para Cortella ainda (2008, p. 32) “enquanto educadores que somos, somos antes da mais nada, construtores de sentido, porque fundamentalmente somos construtores de nós mesmos, a partir de uma evolução natural”. E, portanto, torna-se necessário re (introduzir) no espaço escolar o princípio de que toda a morfogênese do conhecimento tem algo a ver com a


experiência do prazer, do “saborear”, da sabedoria, pois a experiência da aprendizagem implica, além da informação, a (re) invenção e construção personalizada do conhecimento (PEREIRA, 2010, p.01). E, nisso o prazer do “sabor” representa uma dimensão chave. “Saborear” com o “entendimento” do que é “pensar certo”, constituem novo exercício docente quando se pensa em ações educativas. Se, educar é fazer emergir vivência do processo de conhecimento, a “arte suprema do mestre consiste em despertar o gozo da expressão criativa e do conhecimento” (Albert Einstein) é preciso substituir a pedagogia das certezas por uma pedagogia da pergunta, do melhoramento da pergunta. Uma pedagogia da complexidade, que saiba trabalhar com conceitos integrados e abertos para o imprevisto, pois, para Pereira (2010, p.02): Entender o processo de “pensar certo” e de que o “saber precisa ter sabor” parece nos inserir numa lógica desafiadora, instigadora de curiosidade e de prazer da atividade educativa. Este saber/sabor na tarefa de educar, tem tudo a ver com sedução, tão defendida por Rubem Alves. Segundo ele, o(a) educador(a) é quem consegue desfazer resistências ao prazer do conhecimento. Seduzir para o quê? Para um saber / sabor. Um conhecimento com fruição. E, para quem? Para o encantamento do sujeito do conhecimento (professor e aluno).

Pensar

um

professor

numa

perspectiva

de

educação

para

o

conhecimento/ entendimento saboreado é atentar para um outro paradigma educacional: o da efetivação de uma prática investigativa, integradora, dialógica e refletida. Pois, educar é provocar perguntas. São elas que desafiam a inteligência. Afinal: O sujeito da educação é o corpo porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que ela, a inteligência, era "ferramenta" e "brinquedo" do corpo. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender "ferramentas", aprender "brinquedos". "Ferramentas" são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia a dia. "Brinquedos" são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma. No momento em que escrevo estou ouvindo o coral da 9ª sinfonia. Não é ferramenta. Não serve para nada. Mas enche a minha alma de felicidade. Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, estão o resumo de educação. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo.


Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade, não fica violento. Fica alegre, vendo as asas crescer... Assim todo professor, ao ensinar, teria que perguntar: "Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo?" Se não for é melhor deixar de lado. Alves (2001, p. 02)

E com o objetivo de que o conhecimento construído produzido em nossa escola possa dar “asas” aos nossos alunos, entendemos que uma nova concepção de ação educativa precisa permear o nosso espaço escolar. E tal concepção, pressupõe a complexidade, ou seja, a construção de um processo que considere não apenas as partes, mas também o todo. Ser professor é ter um papel social privilegiado, afinal estamos inseridos em um dos processos mais vitais e fundamentais da humanização do homem: o dele apropriar-se do conhecimento e fazer dele um instrumento de desenvolvimento de potencialidades. Portanto, praticar a interdisciplinaridade nas aulas não significa negar a especificidade das áreas do conhecimento, mas, sim, romper com a concepção fragmentada e praticar a re (ligação) dos saberes. A re (ligação) dos saberes representa a compreensão da dimensão do ser e do saber. Delors (1999) aponta que o processo de ensino e aprendizagem deve desenvolver-se pautado sobre quatro pilares que se articulam e que devem ensinar o educando a: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Esses pilares são interligados e, portanto, complementam-se à medida que contemplam os diferentes níveis do processo de ensinar e aprender: conceitual, procedimental e atitudinal. Portanto, uma ação pedagógica relacional, que conduza a um conhecimento da integração só e possível a partir de um pensamento complexo. Pensamento complexo que une o que está dissociado, que concebe a educação como um processo ativo e dinâmico, que é capaz de integrar as mais diferentes áreas do saber, a partir de um único objetivo: uma aprendizagem significativa. Praticar a interdisciplinaridade nas aulas não significa negar a especificidade das áreas de conhecimento, mas sim romper com a concepção fragmentada, e praticar a re (ligação) dos saberes. Praticar a re (ligação) dos saberes é praticar uma educação dialógica, à medida que se pode aprender a


rejuntar a parte e o todo, o texto e o contexto, o global e o local, a cultura das humanidades e a cultura científica. Sínteses Provisórias Os conhecimentos cognitivos e sensíveis, que a arte possibilitou construir com os alunos ao longo dessas atividades, traduziram-se em uma aprendizagem significativa. À medida que se percebeu que para os alunos, os saberes construídos passaram a ter um sabor. Este saber/sabor na tarefa de educar tem tudo a ver com sedução, que para Rubem Alves é o educador (a) quem a consegue despertar. E porque motivo é necessária essa sedução? Simplesmente, para que o saber, passe a ter sabor ao fazer sentido, para a vida. Todavia, essa sedução, parte do princípio de um encantamento, tanto para os alunos quanto para os professores. A identidade docente se constitui em um caminho que é repleto de limites e possibilidades. E, a construção desse caminho pressupõe ao professor, encantar-se, para superar o paradigma educacional vigente. Nesse paradigma, a linearidade é quem rege os processos educativos, e, portanto, a complexidade não encontra possibilidade, para ser compreendida e praticada. Muitas são as inquietações que permeiam o cotidiano docente, na busca, de uma aprendizagem que seja para a vida. E, se de acordo com Alves (2008, p.44) “a tarefa do professor é mostrar a frutinha, comê-la diante dos olhos dos alunos, erotizar os olhos. Provocar a fome. Fazê-los babar de desejos. Acordar a inteligência adormecida. Aí a cabeça fica grávida: prenhe de idéias”. Acreditamos que a educação pela via do sensível, mobilizando diferentes habilidades e competências, seja a possibilidade para construirmos o mundo que desejamos, tendo na educação o principal instrumento. Afinal, como nos motiva Freire (2005) “não há outro caminho para quem quer ser sujeito transformador da história pessoal e coletiva. Processo árduo e demorado, de poucos corajosos e de todos os oprimidos, mas gratificante pelo fato de nos fazer gente melhor. Gente mais gente”. Enfim, o futuro? É possibilidade... É encantamento ... E portanto, tornase necessário que ao contrário de Sísifo possamos em nossas práticas


pedagógicas superar o caminho da linearidade, em detrimento do caminho das relações. Pois, aprender “não é repetir”. Referências ALVES, R. A menina e o pássaro encantado. 16 ed. São Paulo, Loyola, 1999. ________. Cenas da Vida. São Paulo, Papirus, 2008. ________. Gaiolas ou asas. Folha de São Paulo, São Paulo, 05 dez de 2001. Tendências e debates. Disponível em <http://www.rubemalves.com.br/gaiolaseasas.html>. Acesso em 28 ago de 2011. BEHRENS, M.A. Paradigma da complexidade: metodologia de projetos, contratos didáticos e portfólios. Petrópilis, Vozes, 2006 CAMUS, A. O mito de Sísifo. Tradução de Ari Roitman e Paulina Watch. 6 ed. Rio de Janeiro: Record, 2008. CORTELLA, M.S. A escola e o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos. 12 ed. São Paulo, Cortez, 2008. DELORS, J. Educação. Um tesouro a descobrir. 2. ed. São Paulo: Cortez, Brasília: MEC:UNESCO, 1999. FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. 39 ed. São Paulo, Paz e Terra, 2005. MORAES, E.C. de. Abordagem Relacional: Uma estratégia pedagógica para a educação científica na construção de um conhecimento integrado. In: Atas do IV Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, 2004, Anais ... Porto Alegre: ENPEC, 2004. ________. Ações pedagógicas relacionais. Florianópolis, 2007, Texto. MORIN, E. Os sete saberes necessários a educação do futuro. 12. ed. São Paulo, Cortez, 2007. PEREIRA, Y.C.C. Problemática ambiental: novos cenários educacionais - a compreensão do "ser em sua inteireza" e o conhecimento da integração. Revista de Educação Pública, Mato Grosso, v. 12, n. 21, p. 127-147, 2003. PILLOTTO, S.S.D. Educação pelo sensível. Linguagens – Revista de Letras, Artes e Comunicação. Blumenau. v. 1, n.2., p. 113-127, mai/ago, 2007. _______________________________________________________________


ESCOLA MUNICIPAL Professora Zulma do Rosário Miranda DIRETORA: Judite Niejelski Zils SUPERVISORA: Marilaine Rocha Elling TÍTULO: Meu Blog ALUNOS ENVOLVIDOS (ANO): 7º C/ 8º A – 8º B – 8º C/ 9º A – 9º B – 9º C PROFESSORA RESPONSÁVEL: Zorilda da Rosa Miranda PROFESSORA DE SALA DE INFORMÁTICA PEDAGÓGICA: Mirian Fernandes PERÍODO DE REALIZAÇÃO: Ano letivo 2011 e 2012 2. PROJETO “MEU BLOG” Introdução As necessidades de “ver” e “ler” o mundo através de vários ângulos levaram à busca de novas “janelas” virtuais. O acesso ao mundo virtual promoveu o acesso às tecnologias da informação e comunicação, melhorando a competência para utilizá-las para ampliar e socializar o conhecimento dentro do espaço escolar. Justificativa A inclusão digital no âmbito escolar vem se tornando uma exigência da contemporaneidade. O mundo virtual invade a vida de crianças e adolescentes, influenciando em seu comportamento. No cotidiano da sociedade as redes sociais são utilizadas de forma acrítica e, desta forma, revela-se como um instrumento de cunho mais recreativo do que um instrumento que contribua para a aprendizagem. É relevante que a escola se envolva nessa inclusão, se apropriando dos instrumentos tecnológicos disponíveis na sociedade. Desta forma, o ensino desenvolvido numa perspectiva mais “tradicional” é enriquecido pelo acesso à essas tecnologias. Utilizar a sala de informática pedagógica para leituras, pesquisas e investigações contribui para perceber o computador como instrumento de estudo, colaborando para que os estudantes aprendam a ser mais críticos em relação à internet, selecionando as informações. A ideia da


construção de um blog individual, além de auxiliar no crescimento intelectual via internet, permite que o aluno leve para o seu espaço virtual os conteúdos estudados em sala de aula. Ele mesmo filtra, resumindo ou destacando, os assuntos vistos, em todas as disciplinas. Objetivos •

Dinamizar o uso dos computadores, das redes sociais e Internet.

Registrar-se (opcional) em redes sociais, conforme a necessidade ou escolha.

Interagir com outras pessoas trocando informações, registrando fatos, expressando ideias e emoções.

Construir e fazer a manutenção de um blog individual (por aluno), para postagens de textos produzidos em sala de aula ou construídos diretamente no blog, visando ampliar, renovar, fixar conhecimentos.

Conhecer as diversas redes sociais e refletir sobre a sua influência na sua vida e na vida das outras pessoas.

Ressignificar o sentido das redes sociais como ferramentas potencializar relacionamentos pessoais ou profissionais.

Recursos: ( x ) Navegador da Web – Mozila Firefox ( x ) BrOffice Impress / Power Point ( x ) BrOffice Write / Word ( x ) Blog pedagógico Sites: Selecionados pela professora, conforme a necessidade. Data: Segundas-feiras (Uma aula por turma). Observação: Os conteúdos trabalhados na sala de informática pedagógica seguem o Programa de Ensino e o Plano de Aula.


Desenvolvimento 1º momento: Reflexão (via PowerPoint – Anexo) através de análise de imagens sobre a importância das tecnologias de informação e comunicação na formação intelectual.

2º momento: Explanação sobre o Google, que mantém o gmail.com e o blogspot.com, para a criação de um e-mail e um blog gratuitos (Cada aluno criou o seu).

3º momento: Acesso ao Blogger (Site-mãe que mantém os blogs) para criação dos blogs individuais. 4º momento: Cada aluno criou o seu blog, seguindo as coordenadas do Blogger, auxiliado pela professora de português que também criou o seu com o título PROFESSORA ZORILDA (http://blogprofzo.blogspot.com). Este passou a ser o blog-mãe de todas as turmas. Através dele, a professora monitora todas as postagens realizadas pelos alunos, podendo inclusive fazer avaliações das


postagens, focando principalmente as produções textuais. De acordo com Moran (2007, p. 167) “o papel do professor - o papel principal – é ajudar o aluno a interpretar dados, a relacioná-los, a contextualizá-los”. De modo que, o professor como facilitador da aprendizagem do aluno poderá usar os recursos tecnológicos disponíveis. Moran (2007, p.110) acrescenta que É preciso apenas que os professores se apropriem dessa linguagem e explorem com seus alunos as várias possibilidades deste novo ambiente de aprendizagem. O professor não pode ficar fora desse contexto, deste mundo virtual que seus alunos dominam. Mas cabe a ele direcionar suas aulas, aproveitando o que a internet pode oferecer de melhor.

5º momento: Ficou combinado que, a cada trimestre, estabeleceríamos metas em relação aos blogs: 1º trimestre = cinquenta postagens, no mínimo; 2º trimestre cem postagens significativas e 3º trimestre= postagens + todos da classe seguirem todos.

Considerações Finais A rotina da aula na sala de informática pedagógica às segundas-feiras, trouxe um diferencial para as aulas de Português, que passaram a ser vistas com admiração e gosto por todos. Perceber os alunos competirem entre eles em relação ao número e à qualidade das postagens é gratificante. Houve (e há) uma troca constante de informações em relação a tudo que se passa na escola. O exercício da oralidade e leitura é constante. Ainda ocorre um pequeno entrave na digitação, pois (ao digitar) o aluno “esquece” de conferir; não há uma preocupação com a correção (que inclusive pode ser automática). O vício da linguagem “internetês” precisa ser combatido frequentemente. Referências ANTONIO, José Carlos. Aprendendo a aprender com as TICs, Professor Digital, SBO, 11 fev. 2009. Disponível em:


<http://professordigital.wordpress.com/2009/02/11/aprendendo-a-aprendercom-as-tics/>. Acesso em: 07/02/2011. MORAN, José Manuel. Desafios na comunicação pessoal –gerenciamento integrado da comunicação espacial, social e tecnológico.3ª ed. São Paulo: Paulinas, 2007. – (Coleção Comunicação-estudos). SILVA, M. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quater, 2000 http://www.conhecimentoemrede.ning.com http://atividadeseducacionais.com.br http://www.educare.org.br http://of2edu.blogspot.com http://storybird.com ANEXOS http://blogprofzo.blogspot.com (Blog da professora Zorilda da Rosa Miranda) http://estudandoeaprendendo2012.blogspot (Blog do aluno André Felipe Reus) ____________________________________________________________ ESCOLA MUNICIPAL JOÃO DE OLIVEIRA PROJETO: ENCANTANDO E DESCOBRINDO PROFESSORAS: Abigail de Paula Ana Lúcia da Silva Cani Cleneide de Souza Maria Lucia U. Borges (sala informatizada) PÚBLICO ALVO: Alunos de 4º Ano 3. ENCANTANDO E DESCOBRINDO Justificativa: Espera-se que com esse trabalho possamos despertar o interesse do aluno, enfatizando a preservação animal para sua melhor qualidade de vida, dandolhes oportunidade de rever um ou outro comportamento destrutivo ou de desrespeito à natureza. Objetivos:


Ampliar os conhecimentos dos alunos, propiciando o contato com as diferentes espécies de animais;

Levar ao conhecimento das crianças que a vida animal é de grande importância ao ecossistema;

Despertar na criança o desejo de agir em prol da qualidade da vida animal, induzindo-as a enumerar o que pode ser feito;

Conhecer os efeitos da fauna ameaçada pelo lixo e poluição em seu habitat;

Mostrar que a vida animal é importante para a sobrevivência humana, por isso devemos preservá-la;

Enfatizar que três elementos abrigam muitas espécies diferentes;

Estimular a observação de todos os animais, percebendo as ameaças que enfrentam por causa das alterações da natureza, podendo ocorrer risco de extinção;

Identificar a utilidade dos animais para os seres humanos.

Etapas Previstas: •

Consulta em fontes e imagens para obter informações;

Leitura de noticiários, textos jornalísticos, revistas, livros, história em quadrinhos, curiosidades, etc.

Proporcionar rodas de conversas e discussões sobre o assunto em destaque para que se confrontem ideias;

Interpretação de gráficos e tabelas;

Passeio de estudo;

Leitura compartilhada sobre o assunto;

Lista de animais conforme a característica proposta;

Confecção de dobraduras de animais;

Montagem de um painel com as dobraduras.

Sala de Informática Pedagógica Utilização da sala informatizada para pesquisas e para propor atividades sobre os animais:


 Trabalhar com sites relacionados;  Assistir vídeo (vida de filhote);  Digitação de textos referentes ao assunto;  Realização de cruzadinhas caça palavras, desenhos;  Elaboração e construção de folder;  Realização

de

gravação

na

Rádio

Web

da

escola.

http://escolajoaodeoliveira.podomatic.com/player/web/2011-1128T09_56_23-08_00 Cronologia Março a dezembro. Avaliação: Os alunos serão avaliados mediante a observação constante, interesse, participação e envolvimento em todas as atividades propostas. Culminância: Exposição de paineis feito com as dobraduras; Confecção de livrinhos; Painel com fotos do passeio de estudo.

ESCOLA MUNICIPAL ANITA GARIBALDI DIRETOR(A): Lucélia Izabel Fraga Krelling SUPERVISOR(A): Rosana Becker TÍTULO/TEMA: Localização em mapas e foto de satélite da escola, sua casa e vizinhos. ALUNOS ENVOLVIDOS: 3º ano PROFESSORES RESPONSÁVEIS: Luciane Lukasinski Gums PROFESSOR DE SALA INFORMATIZADA: Marilena Alexi do Rosário PERÍODO DE REALIZAÇÃO: 6 aulas


4. LOCALIZAÇÃO EM MAPAS E FOTO DE SATÉLITE DA ESCOLA, SUA CASA E VIZINHOS 1. introdução A leitura de mundo é fundamental para que possamos exercitar nossa cidadania, o que pode ser feito, entre outras maneiras, por meio da leitura do espaço, que traz em si marcas das intervenções dos seres humanos. A leitura da paisagem constitui importante recurso para o ensino da Geografia, já que é um procedimento que possibilita uma aproximação inicial entre o aluno (sujeito) e o espaço geográfico (objeto), envolvendo competências linguísticas e de pensamento. É função da escola preparar o aluno para compreender a organização espacial da sociedade, o que exige o conhecimento de técnicas e instrumentos necessários à representação gráfica dessa organização. O ensino de mapas e de outras formas de representação da informação espacial é importante tarefa da escola. Ao ler mapas de maneira sistematizada e orientada o aluno pode: observar e identificar elementos naturais e humanizados; analisar e fazer inferências sobre a forma como os elementos da paisagem estão organizados; identificar e localizar seu endereço para realizar as atividades da vida cotidiana; reconhecer a existência de diferentes formas de representação do espaço do bairro; relacionar a ocorrência de elementos espaciais naturais e modificados (ou transformados); refletir sobre a localização e a distribuição dos fenômenos no território; apreender características do seu espaço de vivência; localizar o bairro e endereço em mapas e fotos de satélite. 2. Desenvolvimento •

Leitura do livro de literatura infantil: “Dez casas e um poste que Pedro fez”, de Hermes Bernardo Jr.

Localizar no mapa do país, seu estado, no mapa do estado, o município e no mapa do município, seu bairro.

Leitura do livro de literatura infantil: “O caminho de casa de Jairo Buitrago.”

Como tarefa de casa, os alunos deveriam procurar algum documento


que contivesse o endereço de sua casa, que chegue na casa pelo correio, como por exemplo, contas (água, luz, telefone), e trazer por escrito para socialização em sala de aula da rua, número da casa e bairro. •

Agrupar os alunos por bairro para confecção de cartazes e gráfico.

Marcação no mapa da cidade (banner) com alfinetes de cores diferentes, agrupando os alunos por diferentes bairros onde moram.

Explorar oralmente o que existe no bairro: casas, comércios, igrejas, escolas, etc.

Observar no bairro, o trajeto casa/escola e desenhar no caderno para socialização em sala de aula.

Mostrar o mapa que existe nas listas telefônicas para localizar o endereço dos alunos.

Na sala informatizada, conhecer o Google mapas, utilizando-se das ferramentas disponíveis para localizar cidades livremente, alternando em fotos de satélite e mapas.

Explorar no Google mapas as fotos de satélite reconhecendo áreas verdes, áreas urbanas e áreas de mares.

Localizar no Google mapas, em foto de satélite, sua cidade, seu bairro, sua escola, e seu endereço, transformar em mapa.

Imprimir o mapa e em sala de aula, explorar ruas próximas à escola, rua onde mora, ruas principais do bairro, destacar com lápis de cor e colar no caderno.


3. Considerações Finais O uso dos recursos tecnológicos durante as aulas de Geografia possibilitou uma ampliação no conhecimento sobre o espaço geográfico e a localização. Conforme Passini (2007, p. 148 e 149), O ensino de Geografia e o de Cartografia são indissociáveis e complementares: a primeira é conteúdo e a outra é forma. Não há possibilidade de se estudar o espaço sem representá-lo, assim com não podemos representar um espaço vazio de informação.

Foi bastante relevante porque pode ser percebido que os estudantes utilizam pontos de referência para se localizar, realizam leitura de imagens de satélite para obtenção de informações variadas, participam dos trabalhos em grupo, contribuindo com materiais e ideias e participam das aulas com perguntas e comentários. Os estudantes mostraram-se interessados pelas ferramentas apresentadas que passou a fazer parte do seu cotidiano.

4. Referências ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: Iniciação cartográfica na escola. São Paulo: Contexto, 2001. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. História e Geografia – 1ª a 4ª séries. Secretaria da Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. BUITRAGO, Jairo. A caminho de casa. São Paulo: UDP, 2010, BERNARDI JR., Hermes. Dez casas e um poste que Pedro fez. Porto Alegre: Projeto, 2010.

ESCOLA MUNICIPAL JOÃO DE OLIVEIRA DIRETORA: Carmen Célia Baptista SUPERVISORA: Neusa Simas de Souza


TITULO: MEIO AMBIENTE E ESTATÍSTICA PROFESSORAS: Joana Pereira Alberton – Matemática Mª Lúcia Urbano Borges – Informática PERÍODO DE REALIZAÇÃO: de março a novembro de 2012 5. MEIO AMBIENTE E ESTATÍSTICA Introdução O meio ambiente é um tema bem debatido e é sempre importante estarmos estudando e alertando os alunos sobre a importância de pequenas atitudes sob o impacto ecológico. Precisamos nos sentir responsáveis pela preservação e conservação do meio em que vivemos e estarmos sempre inseridos neste contexto. Por esse motivo faz aproximadamente cinco anos sequencialmente que estamos trabalhando esse tema com os sextos anos, cientes da importância que já ressaltamos. A cada ano acrescentam-se atividades e conteúdos conforme as necessidades. Sempre trabalhando a interdisciplinaridade e utilizando recursos tecnológicos e inovadores que desenvolvam e despertem o interesse dos alunos.

Desenvolvimento No início do ano recomeçamos o projeto que vem sendo desenvolvido na Escola Municipal João de Oliveira, e foram desenvolvidas várias atividades como: mensagens para sensibilização e pesquisas diversas. Com as pesquisas foram realizados os gráficos, interpretação, textos, gravação de parodias, depoimentos, desenhos, experiências, receitas de como fazer sabão, realização de slide com os direitos da água, comentários no blog da escola e gravação na Rádio Web da Escola. Pois acreditamos que “As árvores são nosso pulmão, os rios nosso sangue, o ar é nossa respiração, e a Terra, nosso corpo”. Deepak Chopra Precisamos nos sentir agentes integrantes do meio ambiente, cientes que nossa atitude hoje, refletirá na vida futura. E a escola tem um importante papel neste aspecto, formando cidadãos conscientes e responsáveis. Devido sua importância e necessidade atual para nossa sobrevivência esse é um tema que não


podemos esquecer nunca. Os alunos precisam desenvolver hábitos, atitudes e maneiras para ajudar e lutar por um planeta mais verde e habitável para todos.

TRABALHANDO COM A CONTA DE ÁGUA - Gráfico dos valores gastos em reais da conta de água, consumo e em m 3. - Cálculos de média de valores gastos do espaço de tempo entre as leituras conferindo com a própria conta. - Experiência da quantidade de água gasta em um minuto no chuveiro da sua casa. Calculando os gastos durante o banho relacionando com o tempo.


APRESENTAÇÃO DO TRABALHO NA FEIRA DE MATEMÁTICA

CONSIDERAÇÕES FINAIS A escola tem uma importante função em desenvolver a cidadania através também da consciência ecológica. O aluno precisa saber que


pequenas atitudes irão fazer a diferença. Que deve colaborar em todos os momentos que se encontrar na escola, na rua, na sala, no bairro... Com esse trabalho o aluno além de realizar reflexões sobre suas atitudes e saber que é responsável pelo meio em que vive, terá oportunidade de usar as tecnologias existentes na escola, participando ativamente da construção do seu conhecimento. Participando ativamente, incentivando habilidades, despertando o interesse para assuntos polêmicos e ensinando conteúdos interdisciplinares são aspectos que norteiam nossa prática com realização desse trabalho. E esperamos que futuramente nossos alunos sejam agentes participativos construindo um planeta melhor e mais consciente de seus deveres como cidadão.

REFERÊNCIAS MENSAGENS E PESQUISA http://youtu.be/uk3QuW_koJ8 http://www.youtube.com/watch?v=jUpVH-hjcdo&feature=related http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/agua/declaracao.html Documento publicado na Internet Vídeo fazendo sabão - Disponível em: http://escolamunicipaljdeoliveira.blogspot.com.br/2012/06/fazendosabao0003wmv.html Rádio Web http://escolajoaodeoliveira.podomatic.com/player/web/2012-08-22T06_27_5807_00 http://radiowebjo.blogspot.com.br


NOME DA ESCOLA: Escola Municipal Dom Jaime de Barros Câmara DIRETOR(A): Irene Rohling Torres SUPERVISOR(A): Luciane Spiess Claudino TÍTULO/TEMA: MANGUE (PRODUZINDO UM DOCUMENTÁRIO) ALUNOS ENVOLVIDOS (ANO): 4º ano PROFESSORES RESPONSÁVEIS: Rosane Haag PROFESSOR DE SALA INFORMATIZADA: Fabia Rejane Fachini Gramodow PERÍODO DE REALIZAÇÃO: Março à Novembro de 2011.

6. PROJETO MANGUE Introdução Partindo do pressuposto que o indivíduo é parte integrante e agente do meio onde vive, e de toda a degradação ambiental ao qual se encontra o mundo, a escola como uma instituição política e social, não pode ficar fora dessa reflexão, pois ela assim como os vários setores da sociedade, também sofre as transformações sociais. A educação ambiental traz consigo uma nova pedagogia que surge da necessidade de orientar a educação dentro do contexto social e na realidade ecológica e cultural onde se situam os sujeitos e atores do processo educativo. Por um lado, isto implica a formação de consciências, saberes e responsabilidades que vão sendo moldados a partir da experiência concreta com o meio físico e social, e buscar a partir dali soluções aos problemas ambientais locais... (LEFF,

2001, p.257). O papel da escola numa educação voltada para as questões ambientais é de grande valia para a sociedade, pois como transmissora da cultura é nela que o indivíduo pode ter acesso a conhecimentos científicos que explicam a atuação do homem no meio e as consequências das interações sociais. Como o meio ambiente possui recursos, estes usados pelo homem, há uma grande necessidade de preservação e contenção de uso desses recursos não renováveis. Muitas das soluções desses problemas couberam sempre à comunidade científica, por falta de informação e de uma política pública que envolva os diversos setores da sociedade.


Portanto, não se pode falar em educação ambiental, descaracterizando a relação do homem com o meio ambiente, e que desta relação depende a sua qualidade de vida. Um grande equívoco é pensar que educação ambiental é apenas se preocupar com bichos e árvores e não com os problemas que acontecem no cotidiano da população. Um exemplo disso é que muitas das doenças atuais são causadas pela interferência do homem, como a poluição dos rios, mangues e solo, a poluição sonora, a poluição do ar, a falta de saneamento básico, o uso exagerado de agrotóxicos, etc. Se existe inúmeros problemas que dizem respeito ao ambiente, isto se devem em parte ao fato das pessoas não serem sensibilizadas para a compreensão do frágil equilíbrio da biosfera e dos problemas da gestão dos recursos naturais. Elas não estão e não foram preparadas para delimitar e resolver de um modo eficaz os problemas concretos do seu ambiente imediato, isto porque, a educação para o ambiente como abordagem didática ou pedagógica, apenas aparece nos anos 80. A partir desta data os alunos têm a possibilidade de tomarem consciência das situações que acarretam problemas no seu ambiente próximo ou para a biosfera em geral, refletindo sobre as suas causas e determinarem os meios ou as ações apropriadas na tentativa de resolvê-los. Com os conteúdos ambientais permeando todas as disciplinas do currículo e contextualizados com a realidade da comunidade, a escola ajudará o aluno a perceber a correlação dos fatos e a ter uma visão integral do mundo em que vive. Para isso a Educação Ambiental deve ser abordada de forma sistemática e transversal, em todos os níveis de ensino, assegurando a presença da dimensão ambiental de forma interdisciplinar nos currículos das diversas disciplinas e das atividades escolares, através de projetos. A fundamentação teórico/prática dos projetos ocorrerá por intermédio do estudo de temas geradores que englobam palestras, oficinas e saídas de campo. Esse processo oferece subsídios aos professores para atuarem de maneira a englobar toda a comunidade escolar e do bairro na coleta de dados para resgatar a história da área para, enfim, conhecer seu meio e levantar os problemas ambientais nele existentes. Nos últimos anos observa-se um aumento na dificuldade de manter a qualidade de vida da população mundial, que vem enfrentando problemas


ambientais graves e de difícil solução. Embora algumas atitudes de manutenção dessa qualidade de vida dependam do poder público, na maioria das vezes há descuido por parte das pessoas, que, em geral omitem sua responsabilidade sobre a degradação ambiental. A falta de interesse ou atitudes responsáveis se dá, em grande parte, pela desinformação. Justificativa Em vista da falta de informação, a educação assume um papel importante no desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e valores relacionados à questão ambiental, de forma a poder ajudar na elevação da qualidade de vida da população. Considera-se que a conscientização e a informação fundamentem a mudança de atitude. Assim a proposta é que além de transmitir conceitos teóricos, se busque uma relação com a realidade dos alunos, aproximando o conteúdo de sala de aula ao seu contexto social. Muitas famílias ainda não praticam a coleta seletiva do lixo por falta de conhecimento da existência do serviço ou da sua importância no processo para preservação do Planeta. O

Projeto

Manguezal visa

promover

mudanças

concretas

no

comportamento do aluno, aumentando sua intervenção para proteção da natureza, construindo valores éticos e postura crítica com relação a suas ações e respeito ao local que o cerca. A incorporação da questão ambiental no cotidiano das pessoas pode propiciar uma nova percepção nas relações entre o Ser Humano, Sociedade e Natureza (ABÍLIO, 2008), promovendo uma reavaliação de valores e atitudes na convivência coletiva e individual, assim como, reforçar a necessidade de ser e agir como cidadão na busca de soluções para problemas ambientais locais e nacionais que prejudiquem a qualidade de vida (DIAS, 2003; SATO, 2001). Nesse sentido, cabe destacar que a Educação Ambiental assume cada vez mais uma função transformadora, onde a conscientização dos indivíduos torna-se um objetivo eficaz para promover um novo tipo de desenvolvimento, o desenvolvimento sustentável. Este trabalho será desenvolvido no ambiente manguezal, pelo fato do mesmo exercer uma enorme importância na manutenção do ciclo da vida ambiental e da sustentabilidade humana.


Os manguezais são fontes de elevada produtividades biológica, comparáveis somente as boas terras de cultivos, transformando-se em habitats potenciais para a produção de atividades humanas como: aquicultura, apicultura, ecoturismo e a pesca artesanal, entre a captura do caranguejo-uçá e de mariscos responsáveis pala colocação de um terço de proteína animal consumido no Brasil.

Nordi (1995) Os mangues são enormes amortecedores que protegem os continentes das ondas e tempestades, aos fatores determinantes para defesa da manutenção do ecossistema manguezal são os benefícios indiretos, como da fundamental retenção de sentimentos continentais trazidos por rios e pelos escorrimentos pluviais, os quais contribuem significativamente para melhoria das águas, como se existisse um filtro natural para diluir as águas poluídas. Estima-se que um hectare de estuário de maré represente o equivalente a uma economia de cento e cinquenta mil dólares nos custos do tratamento de resíduos, segundo contabilidade ambiental (NORDI, 1995) Dessa forma, justifica-se a importância de um projeto que buscando em seu conteúdo conhecer esse tipo de ecossistema busca conscientizar as crianças sobre a importância dos manguezais e os impactos positivos na preservação da sua vegetação e solo, não sendo usado para outros fins como deposito de lixo e esgoto. Considerando que a informação fundamente a mudança de atitude, a proposta é que além de transmitir conceitos teóricos, se busque uma relação com a realidade dos alunos, aproximando o conteúdo de sala de aula ao seu contexto social, unindo escola e comunidade, pois muitas famílias, por falta de conhecimento não entendem a importância da preservação dos manguezais para o Planeta. Objetivo Geral O objetivo do "Projeto Manguezal" visa o desenvolvimento de uma consciência de cidadania e de responsabilidade ambiental e social focando a preservação do meio ambiente e do ecossistema manguezal que se insere em vários bairros de Joinville inclusive próximo da escola.


Objetivos Específicos •

Identificar problema dentro do contexto onde se está inserido;

Entender que somos parte de uma coletividade e que nossas ações podem interferir na vida do outro;

Perceber que podemos encontrar soluções práticas para resolver determinadas situações;

Reconhecer e identificar o mangue como um ecossistema;

Identificar as formas de utilização dos recursos naturais durante o tempo a fim de compreender a interação do homem com a natureza;

Perceber a necessidade de uma nova postura frente ao meio ambiente, garantindo uma melhor qualidade de vida;

Refletir criticamente sobre o significado e a atuação do ser humano sobre o manguezal;

Incentivar e promover o trabalho coletivo e a cooperação entre os alunos, a escola e a comunidade, para a preservação e a recuperação do ecossistema manguezal;

Possibilitar a construção da consciência ecológica, fazendo análises dos conteúdos programáticos como na prática relativa ao meio ambiente escolar e da comunidade.

Observar e analisar fatos e situações sob o ponto de vista ambiental, de modo crítico, reconhecendo as necessidades e oportunidades de atuar de modo positivo para garantir um meio ambiente saudável e melhor qualidade de vida;

Permitir ao aluno explorar outras variedades de vegetais e animais,

Perceber que o lixo pode ser uma fonte de renda importante através da reciclagem e que não faz parte do e3cossistema manguezal.


Metodologia Este projeto será trabalhado de forma interdisciplinar, possibilitando atividades práticas e vivências pessoais no meio em que convivem os alunos. Serão desenvolvidas diversas atividades, entre elas reflexão a partir de pesquisas científicas e pesquisas de campo, palestras, através de registro de imagens, vídeos e entrevistas com moradores próximos aos manguezais, elaboração de um documentário.

Atividades •

Apresentação e conversação sobre o projeto;

Elaboração do roteiro de pesquisa para a aula de informática;

Discussão e socialização da pesquisa;

Elaboração de um dicionário de ecologia com as palavras de difícil

entendimento que surgirão durante o projeto e que tem a haver com a temática; • Conversação sobre o produto final do projeto; •

Apresentação de documentários sobre o ecossistema manguezal e outros

que servirão de modelo; •

Leitura e interpretação de textos sobre o manguezal;

Montar o comando de observação para a aula passeio (Mostrar ao aluno o

que e como observar, direcionar a pesquisa de campo); •

Aula passeio pra conhecer o ecossistema, registrar imagens e vídeo;

Palestra abordando temas sobre o ecossistema manguezal e sua

preservação; •

Pesquisa para resolver temáticas surgidas dentro do projeto;

Produção de um texto sobre o vídeo elaborado na aula passeio;

Filmagem dos depoimentos dos moradores da região e dos alunos;

Levantamento de problemáticas que ameacem o ecossistema manguezal;

Dobradura do caranguejo;

Cantigas de roda;


Cadeia alimentar do manguezal;

Produção de um texto coletivo para a introdução do documentário;

Montagem dos portfólios;

Elaboração dos poemas sobre o manguezal;

Produção de cartazes com as fotos;

Escolha de fotos para o documentário;

Gravação e edição do documentário;

Montagem da maquete a partir de materiais recicláveis;

Apresentação aos pais.

Conteúdos Português •

Leitura;

Produção textual;

Revisão de texto;

Leitura e criação de poemas;

Ciências e Geografia •

Cadeia alimentar;

Meio ambiente seus componentes e sua preservação;

Pesquisa na internet;

Ecossistema manguezal;

Desenvolvimento sustentável;

Costa brasileira;

Matemática •

Medidas de comprimento (km) e de tempo;

Situações problemas;


História •

História de ocupação das áreas de manguezais de Joinville;

Cronograma O projeto será desenvolvido durante o ano letivo de 2011. Culminância Produção de um documentário e apresentação aos pais. Avaliação Serão considerados atingidos os objetivos se os alunos demonstrarem interesse pelas atividades, mudando sua postura frente às questões do meio ambiente, bem como demonstrarem conhecimento dos temas abordados no projeto através de autoavaliação e o registro do acompanhamento das demais atividades desenvolvidas no projeto, através da produção de textos, cartazes e desenhos.

Referências ABÍLIO, Francisco José Pegado Abílio. Ética, Cidadania e Educação Ambiental. In: Andrade, Maristela Oliveira (Org.). Meio Ambiente e Desenvolvimento: bases para uma formação interdisciplinar. João Pessoa, PB: Editora Universitária da UFPB, 353p. 2008 DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas.São Paulo: Gaia, 2003. NORDI, Nivaldo. O processo de comercialização do caranguejo-uçá e seus reflexos nas atitudes de coleta. Revista Nordestina de Biologia, vol. 10, 1995. LEFF, E. Aventuras da epistemologia ambiental: da articulação das ciências ao diálogo dos saberes. Rio de Janeiro: Garamond Universitária, 2004. 87f. (Idéias Sustentáveis). PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: Meio Ambiente e Saúde. Temas Transversais. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. – 3. ed. – Brasília: A secretaria, 2001.


PINTO, Gerusa R. LIMA, Regina Célia V. O dia-a-dia do professor. Ed. FAPI. 3ª ed. Vol. 6. Anexos

TEXTOS PRODUZIDOS PROJETO MANGUE Se você também acha que o manguezal é um lugar feio, cheio de mosquitos e mal cheiroso está na hora de rever suas ideias. O manguezal é um dos mais ricos ambientes do planeta, possui uma grande concentração de vida, sustentada por nutrientes trazidos dos rios e das folhas que caem das árvores. Se você reparar bem, verá que ele tem ainda localização privilegiada: quase sempre existe em regiões muito iluminadas pela luz do Sol e, eventualmente, se localiza em áreas onde o rio se encontra com o mar. Por causa da quantidade de restos de plantas e outros organismos, misturados à água salgada, o solo dos manguezais tem aparência de lodo. Mas dele resulta uma floresta exuberante capaz de sobreviver naquele solo inundado constantemente pela maré e com muita concentração de sal. De fato, não é fácil para as plantas viverem ali. As espécies que conseguem têm uma estrutura especial em suas folhas: glândulas que atuam como bombas, filtram a água e eliminam o sal. As raízes dessas plantas também são especiais: diferentemente das árvores de terra firme, cujas raízes respiram oxigênio do solo, as do mangue precisaram desenvolver raízes aéreas, ou seja, voltadas para cima, para capturar oxigênio da atmosfera. É por isso que o manguezal é um conjunto de plantas com galhos contorcidos. A riqueza biológica desses ecossistemas costeiros faz com que essas áreas sejam grandes "berçários" naturais, tanto para as espécies características desses ambientes, como para peixes e outros animais que migram para as áreas costeiras durante, pelo menos, uma fase de sua vida. É de grande valor ecológico e econômico. Os mangues produzem mais de 95% do alimento que o homem captura do mar. Sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades pesqueiras que vivem ao seu redor. Salvando o manguezal, estamos salvando sua biodiversidade. Apesar de toda a sua riqueza escondida, o manguezal é um ambiente muito poluído e ameaçado. A retirada inconsequente de muitas espécies que compõem esse ecossistema, assim como a poluição das águas, os aterros inconsequentes para moradia, os esgotos e os depósitos de lixo, pode comprometer a sua existência. Numa das visitas durante a realização do “Projeto Mangue”, realizado pelos alunos do 4º Ano D da Escola Dom Jaime, pode-se comprovar todas as características estudadas sobre o mangue, mas também uma triste realidade foi relatada, um grande descaso por parte do ser humano com a colocação indevida de lixo e demais resíduos nas margens e até na água, a retirada das árvores, falta de preocupação com esse ecossistema. Por isso, é preciso valorizar a vida no manguezal, incentivando a visitação orientada a esses espaços, para que as pessoas conheçam de perto as suas características e entendam a importância de cada elemento que compõe esse ecossistema. Afinal de contas, a gente só se preocupa em proteger aquilo que a gente conhece.

IMPORTÂNCIA DOS MANGUEZAIS


• • • • • • •

Desempenha importante papel como exportador de matéria orgânica para o estuário, contribuindo para produtividade primária na zona costeira. É no mangue que peixes, moluscos e crustáceos encontram as condições ideais para reprodução, berçário, criadouro e abrigo para várias espécies de fauna aquática e terrestre, de valor ecológico e econômico. Os mangues produzem mais de 95% do alimento que o homem captura do mar. Sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades pesqueiras que vivem em seu entorno. A vegetação de mangue serve para fixar as terras, impedindo assim a erosão e ao mesmo tempo estabilizando a costa. As raízes do mangue funcionam como filtros na retenção dos sedimentos. Constitui importante banco genético para a recuperação de áreas degradadas.

LOCALIZAÇÃO DOS MANGUEZAIS NO BRASIL •

No mundo existem cerca de 162.000 Km2 manguezais.

No Brasil existem cerca de 25.000 Km2 manguezais.

Em Pernambuco existem cerca de 270 Km2 manguezais.

No Brasil, existem cerca de 25.000 quilômetros quadrados de florestas de mangue, que representam mais de 12% dos manguezais do mundo inteiro.

Os manguezais estão distribuídos desde o Amapá até Laguna, em Santa Catarina, no litoral brasileiro.

PROJETO MANGUE O Manguezal, que pode ser também chamado de mangue ou mangal, é um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestres e marinhos. É uma zona úmida própria de regiões tropicais e subtropicais. Associado às margens de enseadas, desembocaduras de rios costeiros, é o encontro de águas de rios com a do mar, mistura da água salgada e doce, e está sujeito ao regime das marés, sendo dominado por espécies vegetais típicas, às quais se associam outros componentes vegetais e animais. Os mangues se encontram em ambientes alagados com águas salobas, os vegetais do mangue são constituídos por raízes expostas favorecendo uma maior retirada de oxigênio e também proporcionando maior fixação. A vegetação de mangue serve para fixar as terras, impedindo assim a erosão e ao mesmo tempo estabilizando a costa. As raízes do mangue funcionam como filtros na retenção dos sedimentos. Constitui importante banco genético para a recuperação de áreas degradadas. Ao contrário do que acontece nas praias arenosas e nas dunas, a cobertura vegetal do manguezal instala-se em bases de argila de formação recente, sob a ação diária das marés de água salgada ou, pelo menos, salobra. A riqueza biológica desses ecossistemas costeiros faz com que essas áreas sejam grandes "berçários" naturais, tanto para as espécies características desses ambientes, como para peixes e outros animais que migram para as áreas costeiras durante, pelo menos, uma fase de sua vida. É no mangue que peixes, moluscos e crustáceos encontram as condições ideais para reprodução, berçário, criadouro e abrigo para várias espécies de fauna aquática e terrestre, de valor ecológico e econômico.


Os mangues produzem mais de 95% do alimento que o homem captura do mar. Sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades pesqueiras que vivem em seu entorno. Salvando o manguezal, estamos salvando sua biodiversidade.

Migração - O que é migração O sentido de migração está em trocar de região, país, estado ou até mesmo domicílio. É algo que já acontece há muito tempo atrás, desde o começo da história da humanidade. Os migrantes modernos - O problema dos migrantes Grande parte dos problemas sociais, senão mesmo a maioria, são motivados pela significativa quantidade de migrantes que aqui se estabeleceram a partir de 1970, em sua maioria oriundos do sudoeste do Paraná. Eles e seus descendentes constituem uma expressiva parcela da população de Joinville. Foram atraídas para cá, originalmente, pela grande expansão da indústria, principalmente as metalúrgicas, que naquela época utilizava abundantemente a mão de obra pouco qualificada dos trabalhadores braçais. Não havia gente suficiente na cidade, e a solução foi importar trabalhadores. Naquela época, os ônibus das empresas buscavam seus operários até mesmo nas regiões agrícolas nas proximidades da cidade. Vinha gente de Garuva, Barra Velha, Massaranduba, enfim, de tudo que era lugar das proximidades. Trabalhavam nas fundições, transportando carvão, enchendo moldes de areia, alimentado as fornalhas; faziam mesmo o trabalho braçal. A população regional não era suficiente, e a solução foi buscar trabalhadores no Paraná.As grandes indústrias facilitavam a vida dos operários recém-chegados. Forneciam transporte, alimentação, até mesmo habitação, favorecendo a ocupação irregular de áreas de mangue, sobre o que falaremos em outro capítulo. Mas, a necessidade de mais mão de obra aumentou, e os trabalhadores migrantes eram incentivados a convidar os parentes de sua região de origem, para virem também para cá. Estabeleceu-se um grande fluxo migratório, até que o mercado de trabalho saturou. Mas, a fama de Joinville ser uma cidade que oferecia emprego para todos se espalhou, ao mesmo tempo em que ocorria um movimento de aperfeiçoamento da produção industrial, com a automação e racionalização da produção industrial, gerando um excesso de oferta de mão de obra, com a redução dos salários e dos postos de trabalho. O resultado disso foi que, não parava mais de chegar trabalhadores sem qualificação profissional, inchando as periferias da cidade, e aumentando a miséria e o número de ocorrências policiais. O problema agravou-se de tal forma, que a Prefeitura estabeleceu um serviço de controle de migrantes na estação rodoviária, que triava os recém-chegados, e em muitos casos, oferecia a passagem de volta para seus lugares de origem. A média chegou a 51 pessoas por dia, sem moradia, emprego, qualificação profissional, instrução e saúde, todos atraídos pela idéia fantástica da Terra Prometida, onde tudo era bom. Mas a realidade era bem outra. Os migrantes só sabiam carpir, mas aqui não havia produção agrícola. Não sabiam operar um torno, uma furadeira, fazer uma solda, nada que pudesse ser aproveitado na indústria. Esses migrantes acabaram ficando por aqui, criando então uma massa de habitantes com baixa escolaridade, pouca educação social, muitas carências e sempre dispostos a reivindicar, mesmo aquilo que nunca tinham tido em suas regiões de origem. Queriam moradia, transporte, educação, saúde, segurança, mas não tinham condições de pagar por estes serviços. Apoiados por alguns membros da Igreja invadiram os manguezais em torno da cidade. Incentivados por políticos aproveitadores, conseguiram saibro para aterrar o solo, abertura de ruas, calçamento, iluminação pública, abastecimento de água, linhas


de ônibus, postos de saúde, escolas, enfim, a sonhada urbanização do mangue. Grandes bairros se formaram assim, na região do Boa Vista, Espinheiros, Aventureiro, Iririú. Mais recente foi o bairro Jardim Paraíso, que nos foi “presenteado” por São Francisco do Sul, e hoje lidera nossas estatísticas de ocorrências policiais. Cabe registrar também o grande movimento migratório provocado pela enchente no vale do rio Tubarão, no sul do estado, no início da década de 70. Aqueles migrantes não trouxeram tantos custos sociais, porque eram, em sua maioria, pessoas mais cultas, com boa formação cultural, e mais bem educada para a vida social. Vieram pessoas já com formação profissional, comerciários, comerciantes, estudantes, professores e profissionais como pedreiros, carpinteiros, marceneiros etc., sendo grande parte deles descendentes de italianos. Fora isso, Joinville sempre atraiu habitantes de outros estados, atraídos pelo mercado de trabalho, a tranquilidade e a bom caráter da população. Em decorrência do grande fluxo de migrantes, ocorreu também a ação criminosa das imobiliárias, que, por meio ruins, conseguiram licença para lotear brejos, mangues e arrozeiras, vendendo à prestação para os migrantes, lotes em regiões inadequadas para a habitação humana. E o poder público teve que arcar com mais obras de infraestrutura, enquanto uns poucos espertalhões enriqueceram. Os exemplos podem ser vistos ainda hoje em certos bairros, como o Fátima, Jativoca, Vila Nova, Lagoinha e o antigo lugarejo chamado de Lagoa Bonita, hoje Morro do Meio.

Poluição do Manguezal É uma pena que esse tão importante ecossistema sofra com intensa ação do homem, que derruba as árvores; lançam em suas águas esgotos domésticos e industriais; aterra suas áreas para a construção de casas, marinas e indústrias; Na tentativa de mudar este quadro, o manguezal é hoje, de acordo com a Lei Federal n.º 4771, Área de Preservação Permanente. Porém, embora protegido por lei, o manguezal ainda sofre com a destruição gratuita, poluição doméstica e química das águas, derramamentos de petróleo e aterros mal planejados. Este importante ecossistema continua sendo ameaçado, principalmente devido à falta de fiscalização e de planos de recuperação por parte das autoridades competentes. Contudo, devemos preservar esse “Berçário da Natureza Marinha”, uma vez o Manguezal tem muito a oferecer. Porém, o seu potencial deve ser utilizado de maneira racional, de forma sustentada, atendendo às suas necessidades de recomposição como período de desovas entre outras. Por tanto, preservar o manguezal é importante não só para as espécies que nele habitam, mas também para várias outras que dele necessitam inclusive o homem.

Fotos da visita ao mangue


O TRABALHO NA SALA DE INFORMÁTICA PEDAGÓGICA

_______________________________________________________________ NOME DA ESCOLA: Escola Municipal Professor Bernardo Tank DIRETORA: Elisabet Staranscheck SUPERVISORA: Marilisa de Oliveira Costa Roos TÍTULO/ TEMA: VIAGEM VIRTUAL PELO ESTADO DE SANTA CATARINA ALUNOS ENVOLVIDOS: 5º ano A PROFESSORA RESPONSÁVEL: Claudia Cristiane Klitske Costenaro PROFESSORA DE SALA INFORMATIZADA: Gisane Francine Keller Borges PERÍODO DE REALIZAÇÃO: Maio a agosto (tirando o mês de recesso escolar) 7. VIAGEM VIRTUAL PELO ESTADO DE SANTA CATARINA Introdução O 5º ano estuda sobre o estado de Santa Catarina, onde no Programa de Ensino na área de Geografia é contemplado o conteúdo sobre as mesorregiões e microrregiões do estado. É um assunto muito complexo para


os alunos e a cada ano são apresentadas novas estratégias para que os mesmos possam entender este conteúdo. Tornar a aprendizagem significativa não é uma tarefa fácil para o professor, pois este precisa estar atualizado para alcançar o ritmo acelerado em que se encontra a escola hoje. Inúmeros são os benefícios que a tecnologia trouxe para ampliar o processo de ensino aprendizagem quando surge como instrumento estratégico para promover melhoria nas práticas e métodos visando otimizar a educação de uma forma geral. O uso da tecnologia tem, portanto, despertado um grande interesse pelas crianças. Dentro desta perspectiva Alarcão (2008, p. 13) ressalta que: Vivemos hoje numa sociedade complexa, repleta de sinais contraditórios, inundada por canais e torrentes de informação numa oferta de “sirva-se quem precisar e do precisar” e “faça de mim o uso que entender”. O cidadão comum dificilmente consegue lidar com a avalanche de novas informações que o inundam e que se intercruzam com novas ideias e problemas, novas oportunidades, desafios e ameaças.

Surge, então, o momento em que o professor deve entrar como mediador dessa avalanche de informações, para que os alunos consigam usar dessas ferramentas de forma adequada tirando aprendizagens significativas desse mundo que o cerca. Deparando-se na busca de uma estratégia para essa aprendizagem, surgiu a ideia de pesquisar algumas cidades dessas regiões utilizando uma ferramenta tecnológica. O curso do Proinfo mostrou novos caminhos tecnológicos e várias estratégias virtuais para serem aplicadas nas aulas, onde foi decidido trabalhar com a WebQuest, que é “uma metodologia de pesquisa orientada da web, onde quase todos os recursos utilizados para a pesquisa são provenientes da própria web. Trata-se de uma atividade didática de aprendizagem, que aproveita a imensa riqueza de informações do mundo virtual para se criar o conhecimento” (Wikipédia). Nessa WebQuest os alunos viajaram virtualmente pelas mesorregiões e microrregiões do estado de Santa Catarina. Objetivo Geral: Pesquisar aspectos históricos, geográficos e econômicos de algumas cidades que fazem parte das microrregiões e mesorregiões do estado


de Santa Catarina. Objetivos Específicos: •

Conhecer cidades que fazem parte do estado de Santa Catarina

Aprender utilizar as ferramentas do Impress e paint

Entender que a internet nos leva a pesquisas com ótimos resultados, onde devemos percorrer caminhos seguros.

Conhecer os sites que podemos pesquisar com segurança

Ter a possibilidade de uma aprendizagem através da tecnologia.

Desenvolvimento As pessoas, em geral, gostam muito de viajar. Conhecer lugares diferentes, a cultura dos povos, os costumes, a alimentação, tudo isso é muito prazeroso. Para que os alunos pudessem conhecer e aprender mais sobre o nosso estado, montaram um “Diário de Bordo”, contando tudo que aprenderam sobre cada cidade visitada, seguindo as etapas apresentadas na WebQuest, veja com detalhes cada uma delas: •

Ler a WebQuest e visualizar o trabalho completo.

Escolher dois a três municípios de cada mesorregião de Santa Catarina e traçar o roteiro de sua viagem virtual utilizando a ferramenta Paint.


Pesquisar

alguns

aspectos relevantes

de

cada

cidade

a

ser

visitada: Curiosidades, aspectos históricos, geográficos e econômicos. •

Pegar imagens das cidades e colar no diário de bordo

Entrar

no

site

indicado

nos

recursos

da

webquest

http://www.entrecidadesdistancia.com.br/calcular-distancia/ e calcular a distância e o tempo percorrido.

Depois de pesquisar com atenção cada item, montar um Diário de Bordo Virtual, contando o que aprenderam e conheceram durante esta viagem, o que chamou mais a atenção. Este Diário de Bordo deverá ser feito no Impress seguindo as recomendações: 

No primeiro slide coloquem o título: Diário de bordo da Viagem Virtual pelo estado de Santa Catarina e os nomes da dupla.

 No segundo slide, copiar e colar o mapa já traçado o caminho a ser percorrido.


 Nos próximos slides colocar o nome da cidade, a imagem do seu cartão postal, a distância percorrida, o tempo percorrido e as características da sua pesquisa.  Assim o diário de bordo estará pronto para que todos leiam e imaginem como é a cidade que está sendo descrita. Cada vez que começar falar de uma nova cidade, coloquem o nome e a foto.

Depois de pronta a pesquisa escolher um município que mais chamou a atenção e montar um guia turístico, confeccionando um folder indicando dicas de turismo, informações e curiosidades. O guia turístico será montado em uma página do Impress utilizando imagens e as ferramentas disponíveis.

Expor os guias turísticos na Feira Multidisciplinar.

Considerações Finais Este trabalho possibilitou o desenvolvimento dos conteúdos do programa de ensino de forma prazerosa, envolvendo a turma numa aprendizagem de trocas de conhecimentos através das pesquisas realizadas, uma vez que cada dupla navegou por sites diferentes. Percorrer virtualmente por lugares lindos fez com que os alunos conseguissem

visualizar

a

beleza

de

cada

cidade

pesquisada,

conhecessem os pontos turísticos, observassem as imagens e despertou a curiosidade para que essa pesquisa possa ir além.


Para

visualizar

um

Diário

de

bordo

pronto

acesse:

http://professoragisane.blogspot.com.br/2012/08/em-nossa-ultima-aula-nasala.html e

a

WebQuest

em

questão

acesse:

http://professoragisane.blogspot.com.br/2012/05/webquest-para-os-alunosdo-5-ano.html Referências ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. 6 ed. São Paulo,: Cortez, 2008. Sites: http://www.entrecidadesdistancia.com.br/calcular-distancia/ http://pt.wikipedia.org/wiki/WebQuest _____________________________________________________________ Escola Municipal Professor Aluízius Sehnem Diretora: Otília Maria de Souza Supervisora: Renata Aparecida Limão Santos Título: WEBQUEST SOBRE ELIAS JOSÉ – CONHECENDO O MUNDO ATRAVÉS DA POESIA Alunos envolvidos: 2º anos Professora responsável: Cristiane Aparecida Matoso Henrique Professora de sala Informatizada: Andréia Maria do Prado da Cruz Período de realização: Maio a agosto de 2012 8. WEBQUEST SOBRE ELIAS JOSÉ – CONHECENDO O MUNDO ATRAVÉS DA POESIA Introdução Contextualização Todos os anos têm em nosso calendário escolar a elaboração de um projeto sobre a literatura infantil, pois acreditamos que a leitura e o estudo de


diversos gêneros literários abrem as portas da imaginação, criatividade, oralidade, socialização entre outros inúmeros aprendizados. A culminância do mesmo ocorre na semana cultural, no mês de novembro. Este ano de 2012 ficou decidido o estudo de autores, cada turma ficou encarregada de estudar um determinado autor (sua biografia, obras, características, entre outros). Os segundos anos B e C, depois de apresentado alguns autores e suas principais características optaram por estudar a vida e a obra de Elias José, pois gostaram de suas poesias e do seu amor pelos animais. Usando as mídias a nosso favor seguimos o estudo através de uma webquest, que é basicamente uma pesquisa orientada na web. O professor elabora um roteiro de questões sobre o tema proposto para serem solucionados pelos alunos com ajuda de livros, hipertextos, vídeos, etc. Justificativa As novas tecnologias estão ganhando cada vez mais espaço nas salas de aula e essa modernização da educação não pode ser mais ignorada por nós professores, o uso destes recursos não é mais uma questão de querer ou não utilizá-los a nosso favor. Diante dos desafios diários que encontramos em alcançar os nossos alunos e proporcionar a eles um aprendizado que seja significativo para a sua vida, nós professores devemos estar em constante estudo. Afinal, em uma época em que os alunos deixam de ser meros espectadores e passam também a ser colaboradores e contestadores das informações, é necessário repensar a forma de educar, inserindo as novas tecnologias na educação.

Objetivos  Conhecer a biografia do autor Elias José;  Representar e declamar obras do autor;  Dinamizar as aulas com recursos tecnológicos;  Proporcionar trabalhos em duplas e em grupos;  Incentivar a prática da leitura;


 Estimular o desejo de ler;  Incentivar as crianças a lerem antes de saber fazê-lo da forma convencional;  Incentivar a aprendizagem cooperativa; 2. Desenvolvimento A webquest sobre Elias José foi apresentada para os 2º anos na sala informatizada pedagógica, o início foi um tanto quanto agitado, por ser novidade, algo diferente, as crianças ficaram muito ansiosas para ver todos os slides, a professora ia lendo passo a passo o desenvolvimento do trabalho, mas as mãozinhas não paravam e já estavam elas lá na frente, se antecipando aos comandos dados. A primeira aula foi só para apresentar a webquest.

Na segunda aula formamos duplas na sala informatizada pedagógica para pesquisar sobre a vida e obras do autor Elias José. Seguindo um roteiro, as crianças pesquisaram as principais informações sobre o autor e responderam a um questionário elaborado pela professora. As informações obtidas

foram

expostas

no

mural

da

escola.

Em sala de aula a professora ofereceu aos alunos vários livros do autor, juntos escolheram uma obra bem legal para representá-la em forma de teatro para os alunos das outras turmas.


Cada grupo ficou responsável em escolher um poema do autor estudado e declamar para a professora filmar e apresentar para escola no data show. Estudar a vida e a obra de Elias José abriu leque de informações e aprendizados, além de identificar diversos gêneros literários: biografia, poemas, textos com rimas, histórias cantadas, etc, o autor traz em suas poesias infantis o amor e o cuidado pelos animais. A webquest proposta para o estudo foi um modo que a professora escolheu para convidar as crianças a atuarem de forma eficaz em seu aprendizado, pois o formato do trabalho preserva a autonomia do aluno, favorece a construção do seu conhecimento e garante a integração como estudante. “ A escola é lugar de construção de conhecimentos, de convívio social e constituição da cidadania.” Explica a professora Dra Thaís Cristina Rodrigues Tezani, Unesp. Atualmente o processo educacional não pode ocorrer baseado apenas em uma transmissão de informações, um currículo fechado onde o professor despeja sobre o aluno um exagero de conteúdos prontos, que não fazem o aluno pensar, criticar e atuar sobre seu próprio conhecimento. Moran (2009, p. 29), indica que “Ensinar e aprender exigem hoje muito mais flexibilidade espaço-temporal, pessoal e de grupo, menos conteúdos fixos e processos mais abertos de pesquisa e de comunicação.” A aprendizagem se dará profundamente dentro de um contexto que tenha algum significado concreto para a criança. Mas felizmente existem muitos profissionais comprometidos com a qualidade da educação, estão cientes que precisam adequar suas práticas pedagógicas ao uso de tecnologias que estão disponíveis em nossas escolas, cabe a nós professores estudar um meio de envolver os nossos alunos a nossa proposta, fazendo que


ele se torne um indivíduo capaz de interagir, trabalhar em grupo, pesquisar novas informações e fazer parte de uma sociedade crítica. Valente (s/d, p.23) afirma que, As tecnologias digitais proporcionarão um grande impacto no processo ensino aprendizagem, uma vez que essa facilidade de acesso às informações oferece inúmeras possibilidades para a prática pedagógica.

As informações chegam a todo o momento em nossas vidas, quer dizer que o aprendizado nunca terá fim, é um processo contínuo de comunicação, de pesquisa, de construção, de participação ativa. O professor deve motivar o aluno a dar valor pelo que está pesquisando, para dar importância nesse processo de integração com os meios tecnológicos. Considerações Finais Viajar pelo mundo da imaginação é muito divertido, aprender diferentes formas de escrever um texto é motivador. Através do nosso trabalho sobre o autor Elias José, as crianças puderam aprender muitas coisas: pesquisar na internet, escrever texto, trabalhar em equipe, recontar uma história para representar e declamar poema frente um vídeo. Através da poesia de Elias José, “No zoológico” as crianças puderam perceber que existem regulamentos em lugares públicos, ou seja, o que é permitido ou proibido em cada ambiente visitado. No caso do zoológico as crianças entenderam que a alimentação dos animais varia de acordo com a característica de cada um. Além de se divertirem com as rimas presentes em toda a poesia. Esta viagem pelo mundo da literatura não pode ficar por aqui, você pode aprender muito mais sobre outros fantásticos autores da nossa literatura, basta clicar e boa viagem.


Referências BARROS, Daniela Melaré Vieira; NEVES Cláudia; SEABRA Filipa; MOREIRA José Antônio e HENRIQUES Susana. Educação e Tecnologias: Reflexão, inovação e prática. 2011 Lisboa – [s.n.], 2011. – 517p. BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução Aos PCNs. Secretaria de Educação Fundamental – Brasília: MEC/SEF, 1997. Volume 1. JOSÉ, Elias Bicho que te quero livre- Editora Moderna MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos e BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 16ª ed. Campinas: Papirus, 2009, p.1165 VALENTE, J. A. Diferentes abordagens de educação à distância. Coleção Série Informática na Educação – TV Escola, 1999. Disponível no site: http://www.proinfo.mec.br _______________________________________________________________ NOME DA ESCOLA: E. M. Vereador Curt Alvino Monich DIRETOR(A): Juracy Kamradt SUPERVISOR(A): Cláudia Rosengarten Maurício TÍTULO/TEMA: SUSTENTABILIDADE E CITOLOGIA: INTEGRANDO TEMAS


PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM ALUNOS ENVOLVIDOS (ANO): 8º ano B e 8º ano C PROFESSORES RESPONSÁVEIS: Milena dos Santos Silveira PROFESSOR DE SALA INFORMATIZADA: Angelita Mendes Vieira PERÍODO DE REALIZAÇÃO: de 06/03 a 28/03/2012 9. SUSTENTABILIDADE E CITOLOGIA: INTEGRANDO TEMAS PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM Introdução O

intenso

processo

de

degradação

ambiental

e

poluição

de

ecossistemas, atenta para a importância de se pensar em como construir mediações

entre

o

modelo

pedagógico

existente

e

as

práticas

ecoeducativas. Valorizar atitudes que levem à redução na emissão de resíduos, o reaproveitamento de materiais e o uso de produtos caseiros e naturais, aproxima as vivências escolares da realidade para pensar e agir como cidadão planetário. Nesta perspectiva, o professor e seus alunos devem construir caminhos que conduzam à problematização do que ocorre no cotidiano local e global, para que possam lançar um olhar crítico sobre os acontecimentos e promover mudanças de atitudes. A consciência crítica despertada por meio da Educação Ambiental tem como desafio promover a mudança de valores, posturas e atitudes, sendo necessário integrar suas ações aos aspectos ecológicos, políticos, culturais e éticos. Cada docente, com sua formação, experiência profissional e sua história de vida, traz consigo uma rica bagagem que contribui para reflexão, construção do conhecimento e aprimoramento dos saberes consolidados (CERATI e LAZARINI, 2009). Para que se possa intervir no entendimento sobre as questões ambientais e seus riscos, é preciso compreender os complexos processos geradores desses problemas. A disciplina de Ciências constrói a noção da conexão entre os diversos componentes do ambiente planetário e da existência de relações ecológicas, contribuindo para o desenvolvimento da consciência


socioambiental. Este projeto tem por objetivo ensinar citologia e discutir a problemática do lixo na cidade de Joinville/SC e no mundo. Desenvolvimento A Citologia é a parte da disciplina de Ciências que estuda as células e que está presente no conteúdo programático de 8º ano. Este assunto é dado já no 1º trimestre, para que os alunos possam partir do micro (a célula) para o macro (o corpo humano). No entanto, partindo-se de uma visão mais integradora do homem com a natureza, podemos considerar o macro como sendo o complexo planetário. Pedroso (2001) esclarece que diversas teorias e metodologias, hoje experimentadas nas escolas, pretendem alcançar os objetivos de uma formação pessoal e social que possibilitem aos cidadãos, superar entraves impostos por uma concepção utilitária, utilitarista e consumista de homem e de sociedade. Há diferentes formas de incluir a temática ambiental nos currículos escolares, como as atividades artísticas, experiências práticas, atividades fora da sala de aula, produção de materiais locais, projetos ou qualquer outra atividade que conduza os alunos a serem reconhecidos como agentes ativos no processo que norteia a política ambientalista. Cabe aos professores, por intermédio de prática interdisciplinar, propor novas metodologias que favoreçam a efetivação da Educação Ambiental (SATO, 2003). As práticas que envolvem os processos interdisciplinares constituem uma tendência atual da educação, apesar de Augusto e Caldeira (2007) nos lembrar que realmente existem muitas dificuldades para o desenvolvimento de projetos interdisciplinares, nas atuais condições em que se encontra o ensino brasileiro. No entanto, entende-se que essas não são barreiras intransponíveis, muitas dessas dificuldades podem ser solucionadas pelos próprios docentes. As atividades lúdicas, ecológicas e investigativas permitem uma aprendizagem mais significativa. Nesta perspectiva, foi proposto aos alunos um projeto para elaboração de modelos de células confeccionadas a partir da reutilização de materiais ou com o uso de materiais comestíveis.


Os alunos reuniram-se em grupos e escolheram entre os modelos de células procariontes (sem membrana nuclear), eucariontes (com membrana nuclear) e eucariontes vegetais. As atividades foram realizadas no período de 06/03 a 28/03 e divididas em 4 etapas, descritas a seguir: 1ª etapa: Pesquisa na sala informatizada (2 aulas por turma): 8º ano B: 06/03 e 12/03 8º ano C: 06/03 e 13/03 Objetivo: Visualizar e estudar figuras e micrografias de células, para auxiliar na construção do modelo celular. (Figura 1)

Figura 1: Alunas visualizando a figura de uma célula eucarionte na sala informatizada. Fonte: Profª Angelita Mendes Vieira – Coordenadora da Sala Informatizada. 2ª etapa: Confecção dos modelos (3 aulas por turma). 8º ano B: 13, 14 e 19/03 8º ano C: 19/03 (2 aulas) e 20/03 Objetivo: Reunidos em grupos de no máximo 4 integrantes, os alunos planejaram, selecionaram os materiais e confeccionaram os modelos de células. (Figura 2)


A

B

C

Figura 2: (A) Modelo de célula eucarionte confeccionada com farinha, balas, fruta, restos de EVA e massinha de modelar; (B) Modelo de célula eucarionte com o uso de cadarço, papelão, tocos de lápis, sementes e tampa de desodorante. (C) Modelo de célula eucarionte na forma de bolo comestível com creme e confeitos representando as organelas citoplasmáticas. Fonte: Profª Milena dos Santos Silveira – Disciplina de Ciências. 3ª etapa: Discussão sobre a problemática do lixo na cidade de Joinville/SC e no mundo (2 aulas por turma). 8º ano B: 26 e 27/03 8º ano C: 26/03 (2 aulas) Descrição: A partir dos materiais trazidos pelos alunos para a confecção dos modelos de células, realizou-se um diálogo sobre consumo e tempo de degradabilidade dos resíduos, bem como a poluição ambiental causada pelos mesmos. Foi abordada também a questão da reciclagem e a geração de renda, visto que muitas famílias de alunos que estudam na escola realizam este tipo de atividade. Falou-se, por exemplo, sobre não optar pelo uso de poliestireno expandido (EPS) conhecido como isopor, visto a demora no tempo de degradação e na baixa atividade de reciclagem deste material. Buscou-se integrar os espaços geográficos e as ações locais que atingem proporções planetárias. 4ª etapa: Exposição dos modelos.


Dia: 28/03 Local: Mesa próximo à entrada da biblioteca da escola. Considerações Finais A partir deste projeto, podem-se sugerir estudos futuros relacionados à composição química e o tempo de decomposição de materiais, bem como a elaboração de gráficos e de estatísticas com valores referentes às produções de lixo no âmbito local e global, integrando outras disciplinas. Além disso, podem ser realizadas pesquisas de campo e atividades com a comunidade, principalmente envolvendo a família dos alunos. A educação em seu próprio processo necessita de um constante aprimoramento, pois lida diretamente com a realidade das sociedades. A mudança de paradigma começa quando nos questionamos sobre as problemáticas que acontecem e que continuam a acontecer, apesar das alternativas. É preciso repensar e rever as nossas atitudes frente aos recursos naturais e nos educarmos para compreender as potencialidades e os limites do meio em que vivemos. Para Quadros (2005), a construção da identidade profissional do professor é um processo longo e complexo que necessita de tempo para acomodar inovações, assimilar mudanças, repensar a prática pedagógica num processo de auto-consciência sobre o que faz, como faz e por que faz em sala de aula, com os seus saberes e de seus alunos. Os docentes devem direcionar suas práticas para idéias mais sustentáveis vislumbrando uma melhoria na qualidade do ensino. Foi esta a intenção desta pesquisa: pensar e aplicar um método para ensinar o conteúdo elencado nos programas escolares e despertar para algo maior, o complexo planetário. 4. Referências AUGUSTO, T. G. S. & CALDEIRA, A. M. A. Dificuldades para a Implantação de Práticas Interdisciplinares em Escolas Estaduais, apontadas por Professores da Área de Ciências da Natureza. Investigações em Ensino de Ciências, São Paulo, v. 12(1), p.139-154, Mar. 2007. Disponível em: ˂


http://www.if.ufrgs.br/ienci/artigos/Artigo_ID165/v12_n1_a2007.pdf˃. em: 01 out 2012.

Acesso

CERATI, T. M. & LAZARINI, R. A. M. A Pesquisa-Ação em Educação Ambiental: uma experiência no entorno de uma Unidade de Conservação Urbana. Ciência & Educação, Bauru, v. 15, n. 2, Abr. 2009. Disponível em: ˂ http://www2.fc.unesp.br/cienciaeeducacao/˃. Acesso em: 01 out 2012. PEDROSO, L. A. Indústria Cultural: algumas determinações políticas, culturais e sociais na Educação. Cadernos Cedes, ano XXI, n.54, ago. 2001. QUADROS, A. L. et al. Os professores que tivemos e a formação da nossa identidade como docentes: um encontro com nossa memória. Ensaio – Pesquisa em Educação em Ciências, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p. 1-8. Jul. 2005. Disponível em: ˂http://www.fae.ufmg.br/ensaio/˃. Acesso em: 01 out 2012. SATO, M. Educação Ambiental. São Carlos: RiMa, 2003.

ESCOLA MUNICIPAL Enfermeira Hilda Anna Kirsch DIRETOR(A): José Luiz da Veiga AUXILIAR DE DIREÇÃO: Alice Maria Tachini AUXILIAR DE DIREÇÃO PEDAGÓGICA: Mônica Cristina f. Sgrott SUPERVISORAS: Márcia Regina s. Cardoso Sônia Maria Bergmann ORIENTADORA: Mara Aparecida Carara Marques TÍTULO: POEMAS E POESIAS ALUNOS ENVOLVIDOS (ANO): 5ºs anos PROFESSORES RESPONSÁVEIS: Márcia Batista dos Santos Andréa dória de Medeiros Daniela bastos PROFESSORA DE SALA INFORMATIZADA: Márcia B. dos Santos Maria Donizete M. Gascho PERÍODO DE REALIZAÇÃO: maio e junho de 2012.

10. POEMAS E POESIAS


Introdução Este projeto visa buscar estratégias para um trabalho em sala de aula, contemplando os alunos do 5º ano do Ensino fundamental, e para esta seqüência selecionamos o gênero “Poemas”. Cabe-nos propiciar a leitura e escrita do gênero poético, sendo mediadores

do

conhecimento

no

processo

ensino-aprendizagem.

Oportunizando assim, melhor aproveitamento dos conteúdos e leituras, proporcionando momentos de aprendizagem e construção de saberes. Com o projeto queremos descobrir o que os alunos já sabem sobre poema, ampliar seu repertório através de atividades de leituras, escrita, declamações, pesquisa, análise e interpretação, exposição de ideias e composições. O poema possui em muitos casos, rimas e muito encantamento, nos fala de magia e de sonhos, despertando assim o gosto pela leitura e envolvimento com as atividades propostas. E pensando nesse encantamento, nesse entusiasmo em ler e escrever poesia, que procuramos através desse projeto proporcionar atividades que dêem espaço para que os alunos possam ler, criar, compreender, aprender e brincar com a magia que existe nos poemas. Objetivos •

Despertar o prazer e o interesse pela leitura de poemas;

Propiciar vivências de diferentes escritores;

Reconhecer os poemas em suas diversas formas;

Desenvolver a criatividade e a habilidade de trabalhar em grupo;

Incentivar a pratica de leitura;

Possibilitar aos alunos a oportunidade de refletir e aprimorar o gênero “poema”;

Resgatar sentimentos e valores.

Desenvolvimento


No primeiro momento, expomos aos alunos o trabalho que seria desenvolvido, esclarecendo o gênero “poema”, a forma que realizaríamos, por meio de etapas, dentro da sequência didática onde organizaríamos e fixaríamos na parede da sala de aula. Feito os esclarecimentos a respeito do trabalho a ser realizado, começamos com a leitura da poesia – Tem tudo a ver (Elias José). Na sequência, foi realizado o diagnóstico a partir da pergunta: O que você entende por “poema”? Foram construídos banco de palavras, listas de escritores, leituras de diferentes poemas, músicas, entrevistas com pais, análises, interpretações, atividades de matemática como gráficos e tabelas, pesquisas de diversos autores e suas biografias, (sala informatizada), produções individuais, dupla e coletivamente de poemas de temas diversos. A culminância aconteceu através de uma “Tarde de Poema” aberta à comunidade escolar e à população em geral, e exposição dos poemas produzidos pelos alunos. Destaca Freire (2000, p. 15), “A teoria sem a prática vira 'verbalismo', assim como a prática sem teoria, vira ativismo. No entanto, quando se une a prática com a teoria tem-se a práxis, a ação criadora e modificadora da realidade.” E, nosso trabalho teve como objetivo, partilhar o prazer de ler e escrever poemas, e ao mesmo tempo oportunizar a participação dos pais. A sequência didática, para ser desenvolvida de forma prazerosa e satisfatória, precisa seguir algumas etapas básicas: 1. Compartilhar a proposta de trabalho com os alunos 2. Mapear os conhecimentos prévios dos alunos; 3. Ampliar o repertório dos alunos; 4. Produzir texto coletivo – poema em forma de acróstico para as mães; 5. Produção em dupla; 6. Produção individual; 7. Fazer a revisão e o aprimoramento do texto.


Considerações finais Com este projeto pode-se observar como os alunos se encantaram com a leitura e escrita de poemas, principalmente quando ocorre a participação da família e dos amigos. Os alunos estão de parabéns, pois realizaram um ótimo trabalho durante o tempo de desenvolvimento do projeto. Foram

realizados

inúmeros

registros

de

diferentes

poemas,

a

participação e criatividades de todos nas apresentações, bem como a presença e participação dos pais na culminância do projeto. Nesse dia, as turmas dos 5º anos, puderam socializar suas produções e declamar coletivamente o poema “O trem de Ferro” (Manuel Bandeira). As fotos e o vídeo da apresentação foi postado no blog da escola (http://pmhak.blogspot.com.br/).


Referencias http://pmhak.blogspot.com.br/ Poetas da escola. Olimpíada de Língua Portuguesa – Escrevendo o futuro. Equipe de produção Anna Helena Altenfelder, Maria Alice Armelin. São Paulo: Cenpec, 2010. http://www.letraselivros.com.br - Letras e Livros Powered by Mambo Generated http://www.ca.ufsc.br/sapeca/revista1.htm http://www.partes.com.br/educacao/poesiaemaula.asp http://pensador.uol.com.br/autor/paulo_freire/2/ http://www.casadobruxo.com.br/poesia/m/trem.htm

Escola Municipal Professor Oswaldo Cabral Professora – Rosilda da Silva 11. A INTERNET COMO FERRAMENTA DE TRABALHO Justificativa A Informática vem adquirindo cada vez mais relevância no cenário educacional. Sua utilização como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social vem aumentando de forma rápida entre nós. Nesse sentido, a


educação vem passando por mudanças estruturais e funcionais frente a essa nova tecnologia. Uma das expressões claras de democratização digital se manifesta na possibilidade de acesso à Internet e na exploração de todas as suas potencialidades. A Internet por sua vez, tem modificado o modo de vida e de trabalho das pessoas e, mais ainda, tem modificado a forma de colaboração e comunicação entre as pessoas. As redes atraem os estudantes. Eles gostam de navegar, de descobrir endereços novos, de divulgar suas descobertas, de comunicar-se com outros colegas. Mas também podem perder-se entre tantas conexões possíveis, tendo dificuldade em escolher o que é significativo, em fazer relações, em questionar afirmações problemáticas. Cabendo, portanto, a orientação do professor nessa etapa de transição quantitativa e qualitativa das mídias eletrônicas. Com base nisso foi que se pensou no desenvolvimento de um blog por aluno, visando acompanhar o interesse dos adolescentes e apresentar o conteúdo de uma maneira prática e descontraída. Objetivos •

Promover a aprendizagem significativa e contextualizada;

Diminuir o desinteresse, a indisciplina, os atritos;

Desenvolver habilidades intelectuais e operacionais para a compreensão das funcionalidades das tecnologias;

Proporcionar a inclusão digital e social dos alunos.

Cronologia Dois trimestres para as turmas do período matutino e um trimestre para as turmas do período vespertino. Público Alvo Alunos dos oitavos e nonos anos, com idades entre 12 e 16 anos. Avaliação O produto final será avaliado como uma ferramenta que tem o potencial de reinventar o trabalho da sala de aula.


O aluno deverá publicar conteúdos, atividades e outras postagens sem a exigência de familiaridade com essa ferramenta, valendo-se da possibilidade de atualização rápida, frequente e da utilização de figuras, sons, vídeos e outros de maneira rápida, fácil e dinâmica. Além disso, aproveitar a capacidade de interação dessa ferramenta, pois as pessoas podem colocar comentários sobre o que está sendo escrito proporcionando tanto ao autor como ao leitor um exercício diário de reflexão, análise e criticidade.

ESCOLA MUNICIPAL Prefeito Wittich Freitag. DIRETORA: Mariléia da Cunha Melo. SUPERVISORA: Ieda Maria Pereira Machado. TEMA: RECICLAGEM DO LIXO ALUNOS ENVOLVIDOS: 5º ano B PROFESSORES RESPONSÁVEIS: Talita Capanema PROFESSORA DA SALA INFORMATIZADA: Elaine Hillesheim Bisewski. PERÍODO DE REALIZAÇÃO: Maio a Junho de 2012.

12. RECICLAGEM DO LIXO

Introdução A busca pela solução dos problemas ambientais do mundo é bastante discutida nos dias de hoje. Muito se ouve e fala sobre o que deve ser modificado no comportamento humano, porém toda e qualquer mudança deve partir primeiramente da nossa consciência. O ser humano tem a capacidade de mudança, porém, se não há vontade nada acontece. A educação ambiental tornou-se lei em 27 de Abril de 1999. A Lei N° 9.795 – Lei da Educação Ambiental, em seu Art. 2° indica que:


A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal.

Quando colocamos os alunos para analisar e refletir sobre que tipo de mudança pessoal e dentro de seu grupo familiar para ajudar o meio ambiente, surgem questões básicas de reutilização, redução e reciclagem do lixo. São práticas que as pessoas no geral conhecem, porém, a prática ainda não está sendo exercida dentro de casa. Objetivos: -

Perceber a importância da reciclagem do lixo para o meio ambiente.

-

Analisar e refletir sobre quais as mudanças de comportamento das pessoas podem ajudar o meio ambiente.

-

Transmitir aos demais alunos da escola os hábitos que podemos ter para mudar a realidade do planeta.

Desenvolvimento: Para ser trabalhado este tema foi elaborada uma WebQuest pela professora de informática. 1ª Etapa: No laboratório de informática foi apresentado aos alunos a WebQuest sobre Reciclagem. Através da WebQuest eles puderam se encantar com a proposta do trabalho que seria desenvolvido. 2ª Etapa: Pesquisa na internet sobre a reciclagem do lixo: cores da reciclagem, símbolos encontrados nas embalagens, tempo de decomposição na natureza, materiais que não são recicláveis, etc. 3ª Etapa: Trazer de casa embalagens de produtos que podem ser reciclados e elaboração de um grande painel com estas embalagens.


4ª Etapa: No laboratório de informática os alunos procuraram imagens para montar cartazes informativos sobre o tema.

5ª Etapa: Em sala de aula foram feitos cartazes sobre os símbolos da reciclagem, as cores das lixeiras e o tempo de decomposição do lixo na natureza. 6ª Etapa: Escolher o melhor local para fixação destes materiais produzidos em sala de aula para apreciação de toda a comunidade escolar. 7ª

Etapa:

Divulgar

no

Blog

da

escola

as

atividades

realizadas.

www.escolawittichfreitag.blogspot.com 8ª Etapa: Elaborar mapas conceituais sobre o conteúdo aprendido. Os alunos utilizaram no laboratório de informática o software CmapTools para a criação dos mapas.


Considerações Finais Sempre que se fala em meio ambiente e reciclagem os alunos de um modo geral afirmam que já sabem o que deve ser feito, conhecem a necessidade da mudança de hábitos, porém, na prática nada ou muito pouco efetivamente é aplicado. A consciência das pessoas leva-se tempo para ser modificada e não será em uma aula ou assistindo um único programa na televisão será suficiente para as pessoas mudarem. É necessário realmente que se fale muito e se repita de diferentes formas até que aos poucos os filhos consigam levar as mudanças para a sua família. A aprendizagem será vista após um longo prazo.

Referências REVISTA NOVA ESCOLA – Reportagem Rita Mendonça “O Educador Ambiental ensina por suas atitudes.” BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Política Nacional de Educação Ambiental. Site: http://pt.wikipedia.org/wiki/WebQuest

ESCOLA MUNICIPAL Anaburgo DIRETORA: Elizabeth F. T. Proença AUXILIAR DE DIREÇÃO: Silvana Hess SUPERVISORA: Rosane S. G. Campregher TÍTULO/TEMA: CONSTRUINDO VALORES ALUNOS ENVOLVIDOS: 5º, 6º e 7º Anos PROFESSORES RESPONSÁVEIS: 1 – Profª de Língua Portuguesa Maria de Monserrate Gonçalves 2 – Profº Sala Informatizada Luciano Francisco TURMA: 7º Ano A (Matutino) CRONOGRAMA: 2 Meses


13. PROJETO: CONSTRUINDO VALORES

Introdução Além do conhecimento científico, a escola deve propiciar a seus alunos formação moral e transmissão de valores sociais que os orientem para a vida em sociedade. Devem fazer parte do trabalho pedagógico, portando, espaço para reflexão e ações que possibilitem comprometimento do sujeito em formação com a valorização de regras e valores imprescindíveis a sua vida pessoal, da vida dos que os cercam e também para sua adaptação no mercado de trabalho. Valores morais e éticos orientam e conduzem ações humanas na sociedade. O tema Ética faz parte dos Temas Transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e justifica-se por preocupar-se em trazer valores éticos para a formação da criança e do adolescente. Torna-se, assim, importante o desenvolvimento de projetos sobre valores para promoverem a construção de princípios de respeito mútuo, justiça, diálogo e solidariedade. São estes os eixos temáticos que nortearam o presente trabalho. À disciplina de Língua Portuguesa cabe, entre outras atribuições, apontar caminhos dessa realidade social por meio de leituras que levem à reflexão e permitam ao aluno descobrir-se e respeitar os ambientes social, familiar

e

escolar

preparando-o

para

trilhar

seus

futuros

passos,

independentemente das limitações que o cercam. É de suma importância o papel do professor, pois por ele são criadas oportunidades e abertos espaços de reflexão através da diversificação das atividades propostas. Do seu entusiasmo e de sua criatividade perpassam suas crenças e valores que são observados pelos alunos e que dão aval, credibilidade às ações pedagógicas que ele executa.


Objetivos Gerais Repensar valores sociais como prática diária e perceber o valor da liberdade exercida com responsabilidade, desenvolvendo o senso crítico diante das questões sociais para favorecer a intervenção na realidade atual e futura.

Objetivos Específicos •

Refletir sobre a leitura do livro “Tosco”;

Produzir variados gêneros textuais — inclusive adaptação teatral da obra;

Observar a importância dos valores no convívio escolar e social;

Perceber seu próprio comportamento e dos demais;

Criar soluções e práticas transformadoras;

Externar atitudes que favoreçam um convívio pacífico e solidário;

Exercitar de forma saudável os hábitos de cumprimentar, pedir desculpas, pedir licença, dizer obrigado, por favor ( as palavras ditas mágicas);

Enxergar na ação dos adultos (professores, a equipe pedagógica, a direção e os demais funcionários) exemplos de respeito ao outro.

Fundamentação Teórica Ao idealizar o trabalho para ser realizado pelos alunos, pensou-se em aproveitar o senso crítico próprio de adolescentes e seu poder criativo para exteriorizar seu entendimento aguçado após a leitura do livro “Tosco”. Essa estratégia, que pareceu natural, imbricou-se facilmente com a epistemologia sócio histórica, mais particularmente com a visão dialética do cientista e educador russo Lev S. Vigotsky, que em sua obra 1 pontuou que o sujeito 1

VIGOSTSKI, L. S., A Formação Social da Mente, 2003, Martins Fontes, SP.


aprende e concomitantemente se desenvolve, bem como articulou a teoria do desenvolvimento

proximal

linha

de

pensamento

desenvolvimentista

indicadora que o sujeito em convivência com outros que detêm maior conhecimento ou conhecimento diferente, vão progressivamente suprindo e aprimorando demandas desse mesmo conhecimento. Partiu-se, então, para a implementação do projeto com a perspectiva que os estudantes, ao se apropriarem objetiva e subjetivamente dos conceitos e práticas sociais, estarão construindo seu saber e se desenvolvendo de forma ética e respeitosa. Pretende-se, assim, que se tornem pessoas íntegras e positivamente colaboradoras em sociedade. Além do que, entende-se também que por meio do contato com outros colegas e familiares que não tenham se apropriado desse conhecimento, possam, pela via do desenvolvimento proximal, contribuir para levar àqueles ambientes

e

pessoas

esse

novo

conjunto

agregado,

tornando-se

multiplicadores de nova era, uma vez que os valores humanos são universais e socializados na interpessoalidade.

Desenvolvimento Uma obra escrita por especialista em educação e voltada para formulação de questões sobre a realidade da vida em família e na sala de aula e que norteasse o ser humano em suas escolhas pareceu perfeita para ensejar o início dessas reflexões. Para tanto, a escolha do livro Tosco, de Gilberto Mattje, ocorreu naturalmente, pois sua leitura foi muito apreciada pelos alunos. É o que se nota pelas opiniões unânimes dos alunos que o leram: “o livro é muito bom”, “o melhor que já li”, “até eu que não gostava de ler”, etc. Foi múltipla a metodologia utilizada, sendo que seu encaminhamento deu-se naturalmente, seguindo o interesse dos próprios alunos. O tempo de execução foi de dois meses. As três turmas que participaram deste projeto tiveram ideias diversas, sendo que todas produziram textos para serem expostos e uma, o 7º ano, empenhou-se desde o início em transformar o texto lido em dramatização. A sequência da produção desses trabalhos foi essa: 1. A leitura do livro foi precedida de estímulo ao conteúdo do mesmo.


Falou-se sobre o sucesso da obra entre os adolescentes, do currículo de seu autor e de como a turma poderia trocar experiências e realizar trabalhos prazerosos baseados em sua leitura. Na sala informatizada, leram comentários e trabalhos realizados por outros alunos a respeito do livro. Com esse pontapé inicial e a disponibilização de livros para todos em sistema de rodízio, os alunos o leram. Em menos de duas semanas todos o haviam lido. 2. Aos

poucos,

atitudes

toscas

(inadequadas)

começaram

a

ser

comentadas e os primeiros trabalhos iniciados. Valores de personagem foram discutidos em sala, bem como possibilidades de mudanças de atitudes. Houve consenso entre os alunos que muitas das atitudes, consideradas por eles mesmos como impróprias, são comuns em sua sala de aula e que podem ser repensadas. Regras sociais e valores foram repensados. Atitudes de pais e professores foram analisadas e o apoio final da mãe de Tosco após o engajamento do professor Jeferson foram comentadas como sendo cruciais para o crescimento do menino como pessoa socialmente adequada e feliz com suas escolhas. 3. Uma exposição com os textos escritos foi montada com trabalhos diversificados, apresentados por meio de 15 gêneros textuais — resumo, comentários de leitura, reportagem, E-mail, acróstico, propaganda, relatório de atitudes toscas, joguinho com palavras chave, mapa conceitual, rap, poemas diversos, resenha crítica, cata ao leitor, carta ao escritor e texto para ser encenado. Houve uma dinâmica com a apresentação do joguinho contendo as palavras-chave da obra, julgamento da personagem Tosco e de outras personagens também. Os alunos usaram sua imaginação para produzir e expor seus trabalhos, pois houve liberdade de escolha da forma de apresentação. 4.

Logo, o 7ª ano se prontificou a apresentar uma dramatização. O texto começou a ser adaptado para tal; os diálogos e as narrações foram sendo escritas no quadro a partir da participação da turma.

Várias

modificações foram feitas no texto durante os ensaios. Durante uma semana alguns alunos digitaram o texto e os papéis foram distribuídos.


Ensaiaram na própria sala de aula com participação efetiva de todos, seja atuando, corrigindo e dando palpites ou planejando cenário. 5. Nas duas semanas seguintes, o trabalho tomou forma e aconteceram ensaios no pátio, local escolhido para a apresentação. 6. O teatrinho foi idealizado para ser exibido para as turmas do 5º e 6º anos matutinos— alunos que ainda não haviam lido o livro. Porém existe a disposição da recém-formada trupe de apresentá-lo a outras turmas. 7. Alunos que não atuaram diretamente na peça tiveram oportunidade de colaborar produzindo e organizando cenários, fazendo marcações, assumindo tarefas de montagem e desmontagem de cenários e digitando os diálogos.

Considerações Finais Considerando-se que o desenvolvimento do senso de valores sociais era o objetivo primeiro desse projeto, houve surpresa pelo rumo diversificado que as atividades tomaram. As expectativas foram superadas. Valores éticos foram discutidos bem com as ações humanas na sociedade. A personagem Tosco tornou-se canalizadora do que deve-se ou não fazer na vida social, em casa e na escola. Os valores foram vivenciados por meio do desenrolar da história lida. A superação foi a tônica, o ponto alto das atitudes que fizeram com que os leitores se identificassem com a personagem e torcessem por ele, apesar de toda a suas atitudes negativas anteriores.Nesse contexto, torna-se importante notar que a literatura tem poder de transformar e formar conceitos e que, por meio dela, a pessoa pode aprender a se relacionar consigo mesmo, com o outro e com a realidade que o cerca.

4. Referências Bibliográficas. MATTJE, Gilberto. Tosco, 2009, Alvorada, S. P. MOITA, Ana Paula de Jesus et all, Ética e Edcuação.2010, Revista de


divulgação técnica científica, Instituto Catarinense de Pós-Graduação, vol 4, nº 16, pp. 7 a 12. NOBILE, Sheila Blasque.. Ética também se aprende na escola. Internet http://sheilacriia.blogspot.com.br/2011/06/atividades-escolares-projetoetica.html, acessado em 29.11.2012, 12h. 44m. TARDELI, Denise D’Áurea. O Respeito na Sala de Aula, 2003, Vozes, Petrópolis. VIGOSTSKI, L. S., A Formação Social da Mente, 2003, Martins Fontes, S. P.

Texto teatral: TOSCO (Adaptação do livro Tosco, de Gilberto Mattje, por alunos do 7º ano A, da E. M. Anaburgo)

1º Ato — casa e escola (Quarto do Tosco, deitado e a mãe entra) Mãe: “Acorda seu vagabundo. Vai pra escola, anda.” Tosco: “Hummm” Mãe: “Seu come-dorme. Parece seu pai. Não vai dar nada na vida” Pai: (grita lá de dentro) “Cala boca, mulher, daqui a pouco apanham os dois!!” Mãe: “Seu inútil, vem ajudar a tirar esse encosto da cama. Só servem pra dar trabalho, os dois.” Pai e mãe: (brigando) “É isso mesmo, cala a boca! Porque não vai embora? não serve pra nada! Vá embora e leve seu filho” Pai: “Claro que eu vou sozinho. Fique com esse imprestável, vocês se merecem” (começa a briga física) Tosco: “Que se matem! Quero é dormir (a briga continua. Tosco se irrita e vai lá pra fora. Leva um brinquedo). Tosco: (sentado lá fora com o cachorro de pelúcia) “Merda de vida! Só você me entende, Coisica! Odeio essa casa, odeio essa gente, esses pragas, não pedi pra nascer. Não vou pra escola porcaria nenhuma.” (passa o Samuel, arrumado pra escola) Samuel: “Bom dia, Tosco. O que você tem?! Algum problema? Não vai pra escola?!” Tosco: (sem levantar a cabeça) “Vou não, nunca mais.”


Samuel: “Vamos Tosco. Se arrume. Eu te espero. Vamos lá, vamos lá.” Tosco: “Pra quê? Pra aquele lixo? Eu fico aqui. Lá só pegam no meu pé. Igual aqui.” Samuel: “Vou junto e te ajudo, Tosco. Tenta, pelo menos. Sou seu amigo, quero seu bem.” Tosco: “Me deixe, não vou” Tosco: “Samuel é legal. Não mora nesta casa e tem pais de verdade. Ele tá sempre de bem com a vida. Tem amigos. Até queria ser como ele... Só você me entende, Coisica!! (Amigos chegam) “Tosco, vamos zoar? Tem uma parada legal pra nós hoje. Vamos” (Dirigem-se para um canto beber, passa Leka pela rua e um transeunte mexe com ela, Tosco fica bravo e eles brigam. A polícia passa e eles fogem.) (na escola) Profª: Por favor parem com essa bagunça (barulho de carteiras caindo e muita gritaria). Tosco: A gente para se a gente quiser! Pitbull: É, você não manda em “nóis”! Leka: Por favor, respeitem a professora. Tosco: A gente só quer se divertir um pouco. Profª: Mas,eu preciso dar aula pra vocês. Samuel: Poxa pessoal, vamos fazer silêncio pra professora. Pitbull: Ah, para de ser chato Samuel! Samuel: Eu quero assistir a aula, a Leka e outros alunos também. Por favor, amigos, fiquem quietos. Profª: Certo, Samuel. É isso mesmo. Vamos começar com trocas de lugar... Juliana, por favor, troque de lugar com o Tosco. Sentado na frente da Leka ele vai ter que ficar quieto. Desculpe, Juliana, preciso mexer com você para conseguir dar aula. (vai todo feliz e se senta de frente para Leka). Pitbull: Jogaram o sapo na lagoa!!! (amigos) Parece pinto no lixo!!! Na frente da Leka, já vi tudo! 2° ato — A mudança começa (Estão pra rua, chega o professor Jeferson). Profº: Bom dia, meninos. Tudo bem? O que estão fazendo aqui? Tosco: Tamo de boa... jogando conversa fora. Profº: O que vocês acham de praticar algum esporte? Vocês são amigos...podem convidar outros amigos e colegas de classe... Pitbull: O quê? Profº: Praticar basquete, futebol, vôlei... Um time. O que acham da ideia?


Amigo: Futebol é legal! Profº: Pensem bem... nós podemos nos encontrar todos os dias para trocar umas ideias. Vão ficar fortes, musculosos, serem respeitados. Que bom! Até quinta-feira. Pitbull: Mas agora... Vamo zoar mais um pouco. Amigos: Bora, zoar. (Saem e voltam em 5 segundos pra rua) Profº: Oi, garotos! Já que decidiram formar um time, vamos conversar sobre coisas práticas. Vocês já ouviram falar que álcool e fumo atrapalham o desempenho de atletas, não é? A falta de sono também. De hoje em diante precisam dormir mais cedo, tomar um café caprichado, ir para a escola e depois de uma ligeira relaxada, irem pra quadra da escola para os treinos. Pitbul: Hehehe... vamos virar santos, pelo jeito. Tosco: Ah, se o professor Jeferson diz que é assim, vai ser assim. (Samuel passa pela rua) Tosco: Oi Samuel. Quer vir para o nosso time? Vamos jogar! Samuel: Eu gostaria muito mas tenho que estudar e estou fazendo estágio numa firma para arrumar emprego. Profº: Se puder venha jogar. Pode também convidar outros colegas... (saem professor e Samuel) Prof.: Até depois, meninos. Pitbul: Vamos tomar uma de despedida. Vem, não seja bobão. O professor nem vai saber. (passa uma pessoa e é agredida por Pitbul, polícia vê e chama reforço, o homem foge. Eles se escondem, brigam e ouvem-se tiros.) (Escola) – Na sala está vazia a carteira do Pitbull. Profª: Bom dia! Turma! Que silêncio?! Bom dia pra vocês também, Leka e Samuel. Afinal... são sempre vocês que respondem mesmo... Porfª Vira-se para o quadro e começa a aula mas estranha i silêncio e se volta pra a turma: O que há com vocês hoje? Que caras são estas? Cadê o barulho de todo dia?! Tosco: Não souberam da notícia? Mataram o Pitbull meu amigo... (turma que não sabia) O quê?! É, mataram o nosso amigo. (Sala de aula) Tosco (Tosco sossegado, aula transcorrendo bem): Professora, se não tivessem matado o Pitbull, a senhora acha que ele estaria no nosso time hoje? Professora: Olha, Tosco, é difícil dizer. As pessoas traçam o seu destino... Pitbull fez o seu destino também. Mas penso que ele era inteligente e sabia liderar, tinha liderança. Só que usou sua capacidade para o vício e para brigar... Tosco: To pensando agora que ele poderia ser o capitão do nosso time, depois que a senhora falou esse lance de liderança. Podia ser... (Professora continua olhando os cadernos e fala mais sobre comportamento com eles.) Tosco (Fala pra Leka): Agora que eu estou pensando em trabalhar e estudando — tenho até


material — você quer namorar comigo? Leka: Sinto muito, Tosco, já tenho namorado. (Depois da aula) (Acaba a aula. Eles saem. Tosco e 2 amigos ficam na rua.Tosco está revoltado). Tosco: Que adianta ter material, ir pra escola, jogar, fazer estágio, trabalhar, se ninguém quer me namorar. A Leka, eu quero dizer... Amigo: Injustiça, cara. Vamos beber uma? Tosco: É, preciso zoar pra esfriar a cabeça. (Em seguida) Tosco: Não vou mais me esforçar. Pra quê? Vou levar do jeito que dá. O futebol e a escola não deixo por causa do professor Jeferson, mas o resto...Não vou mais trabalhar. Vamo beber todas. Sem amigo, sem Leka que não me quer nem pintado... Vamo zoar turma. (Saem) (Em casa) Mãe: Tosco, hora de ir par escola!!! Tosco: Eu não. Mãe: Não acredito que começou tudo outra vez! Mãe: andou bebendo outra vez, menino!!! (Mãe fica triste e começa a rezar. Liga para o professor Jeferson pedindo ajuda) 3º Ato: Trabalho, recaídas e superação. (Batem na porta) Mãe: professor Jeferson!!! Foi Deus que mandou sentar, fique à vontade. Mãe (gritando): Tosco, o professor Jeferson quer falar com você!

Sr. Aqui. Entra. Pode

Mãe: Sabe professor, é a 1º vez que alguém vem aqui em casa e que se interessa pelo meu filho, até que ele está mais calmo... Obrigada, professor. Professor: O tosco tem chances, grandes chances na vida. Depois de se interessar pelo esporte ele certamente encontrará um caminho... Tosco (surpreso): Professor Jeferson, o senhor aqui em casa !!! Professor: Vamos conversar sobre o time e tenho uma novidade para você. Tosco: Pra mim? Mais uma? Professor: É! Apareceu uma vaga para fazer estágio na firma do seu Jorge, você quer tentar? Seria o primeiro passo para você ir para o mercado de trabalho. Tosco: Será que eu dou conta? Só se eu sair da escola... Professor: Isto não! O estudo é a base de tudo, está em 1° lugar com mais disposição é saúde por causa do esporte você vai melhorar na escola, você vai ver. O estágio pode ser feito à tarde, todos os dias. Nos dias de treino de futebol você pode começar às 4 horas da tarde. O que você acha? Mãe (lá de dentro): Aceita menino, não vê que é sua chance de virar gente? Tosco: Tá bom. Se o senhor acha que vai dar certo, eu vou. Professor: Ok. Levarei você lá amanhã após o treino. Até amanhã após no treino. Até amanhã. Tosco (fica meio abalado com tanta novidade)


Mãe (acompanhando o professor até a rua): Deus lhe pague, professor Jeferson. Acho que agora a coisa vai melhorar. Professor: Até outro dia, mãe. Conto com sua ajudar para animar o Tosco. (Saem: a mãe pra dentro de casa e o profº para a rua) (Em casa. Outro dia. Mãe aparece com sono ainda, procura o filho na cama e ele já saiu. Fica surpresa ao ver o café na mesa) Mãe: Tosco, hora de acordar... Oh, é o costume... Ele já se foi, arrumou a cama, que mudança, hein?! Mãe (Continua) Bom dia vida!! (esfregando os olhos, se comove ao ver o café na mesa) Oh meu Deus, muito obrigada.... Finalmente meu filho mudou e até me surpreendeu. Antes, mal levantava da cama pra ir pra escola, era só briga. Agora, até café da manhã ele faz pra mim... Agradeço a Deus, ao professor Jefferson por essa mudança. Hoje ele está terminando a faculdade e trabalhando tem uma ótima noiva. Ganhou bolsa de estudos. Nossa vida está completa. Que mais eu posso desejar da vida? (pausa vai tomar café) O que é isso? Cartas? Acho que o carteiro passou cedo hoje (pega 2 cartas) (Para o público) Vejam isso parece convite de formatura. Hoje eu vou estourar de tanta felicidade. (lê o convite) E esse outro? Será que é o convite do casamento que ficou pronto? (abre o envelope). Claro que é!! Duas alegrias no mesmo dia!! (lê o convite... dia 25 de fevereiro de 2013). Por isso não podemos desanimar da vida!! Foi preciso passar por tantos problemas para agora a gente ter uma família de verdade. (Batem à porta, é o pai de Tosco. Ela o convida a entrar e pergunta se está sabendo das mudanças de filho.) Mãe: Entre, a casa é sua também. Acabei de receber os convites de formatura e de casamento do nosso filho. Você já deve estar sabendo das novidades, né?! Pai: Sim, e foi por isso que vim. É muita felicidade para comemorar sozinho. Vim comemorar com você. (O pai chega mais perto da mãe, se abraçam. Entram as personagens, dão as mãos e agradecem ao público, despedindo-se.)

ANEXOS


Teatro

Trabalhos selecionados

Coletânea de Projetos  

Esta coletânea reúne projetos desenvolvidos por escolas de ensino fundamental da Rede Municipal de Ensino de Joinville - SC

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