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premiados

ção, o que colabora para a redução da emissão dos gases causadores do efeito estufa. Rodrigues lembra que a tradicional cobertura de cabos é feita de PVC, derivado de petróleo à base de halogênio que, em caso de incêndio, contribui para a propagação do fogo e gera monóxido de carbono – gás tóxico e volátil que pode ocasionar queimaduras na pele e nas vias respiratórias. Já o Max Green, por sua composição, nem pega fogo, nem propaga chamas. Lançado em dezembro de 2016, o Max Green Furukawa foi bem recebido pelo mercado: a fabricação de cabos LSZH cresceu quatro vezes, de 250 quilômetros mensais para mil. Um dos primeiros usuários do novo cabo foi o Hospital Oswaldo Cruz, na cidade de São Paulo, cuja reforma precisaria ser feita sem alteração na infraestrutura do prédio. De acordo com o fabricante, aos usuários finais, o Max Green proporciona aumento da capacidade de banda larga e preservação do investimento realizado pelos operadores do serviço móvel celular na implementação das redes 2G e 3G. O novo cabo Furukawa, cujo preço é similar ao do cabo convencional com crossfiller, pode ser utilizado em vários padrões de redes locais, e abre novas oportunidades de mercado para a fabricante. “Estamos recebendo pedidos de informações do exterior”, informa o gerente. As solicitações vêm de países da América do Sul e da Europa. Nessa última, a aprovação pelas diretivas europeias RoHS (Restriction of Hazardous Substances) e a recente certificação CPR (Construction Products Regulation) são fatores fundamentais para a conquista de clientes. Reforçando a importância da sustentabilidade para a companhia, Leonel Rodrigues destaca o Programa Green IT Furukawa, destinado a racionalizar a utilização de recursos não renováveis com o tratamento de resíduos provenientes do descarte de produtos de cabeamento estruturado. A iniciativa envolve a permuta de sobras de cabos eletrônicos e de energia (independentemente do fabricante) por cabos novos Furukawa. No programa, o descarte da sucata (cobre e plástico) do cliente é separado e destinado à reciclagem para a fabricação de outros produtos, e concede ao usuário de cabos da companhia crédito

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FORNECEDORES DE PRODUTOS PRODUTO INOVADOR GIGALAN MAX GREEN EMPRESA FURUKAWA

na aquisição de cabos de sua fabricação. O cliente avisa à fabricante, que se responsabiliza pelo transporte e frete. Entre seus benefícios estão a menor utilização de recursos não renováveis; economia de energia e recursos naturais; proteção do ambiente contra materiais nocivos à natureza e à saúde humana; e incentivos econômicos e comerciais aos seus integradores para fomentar o Green IT. O que está em questão é o destino final do PVC contido nos cabos que pode tanto ser o lixo comum ou a queima. Nesta, o PVC libera danosas quantidades de cromo (Cr), cloro (Cl), ácido clorídrico (Hcl), chumbo (Pb), cádmio (Cd) e dióxidos. Do chumbo, 40% vão para a atmosfera, e 50% do cromo também. O restante é depositado no solo. Tanto o chumbo como o cromo são elementos extremamente tóxicos e cancerígenos que podem causar deformações genéticas, alergias, problemas respiratórios, desmineralização dos ossos e irritações em olhos e mucosas. Daí a importância de se tratar adequadamente os resíduos. Os processos da Furukawa são certificados pelos respectivos órgãos da área ambiental. E essa é a sua responsabilidade específica dentro das etapas do ciclo de vida do produto para garantir as melhores práticas para a sustentabilidade do planeta, lembra Rodrigues.

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Os projetos premiados 151 produtos e serviços inovadores

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