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anuário tele.síntese | 2017

monstração e, em breve, o produto entrará em uma prova de conceito para, então, ser lançado no país. Atualmente, está utilizando a banda KU do satélite Eutelsat 8 West B. Segundo Stivalletti, um dos objetivos do desenvolvimento do Smart LNB foi oferecer um produto mais barato comparado às soluções satelitais VSAT. O custo mais competitivo do produto se deve, em boa parte, à utilização de antenas de até 60 centímetros, a mesma utilizada para os serviços DTH (Direct to Home). No Brasil, por enquanto, os testes estão sendo em cima de uma antena de 75 centímetros. “Não há soluções no mercado que utilizem esse tamanho de antena”, ressalta o executivo. A simplicidade de instalação e utilização do produto também o tornam mais competitivo. De acordo com Stivalletti, o sistema trabalha com apenas dois pontos de acesso, o terminal utilizado no cliente e a estação central acessada via satélite. “Não são necessários vários produtos como os demais sistemas. Temos uma caixa interna para alimentar a energia e com um único cabo o sinal já sai IP”, diz. Para simplificar ainda mais, a Eutelsat desenvolveu um aplicativo para smartphones que auxilia o usuário a fazer ajustes e checar o apontamento da antena sem a presença de técnicos especializados. “Ele não tem que levar equipamentos caros e pesados para isso. Leva apenas o smartphone”, acrescenta. E o próprio produto pode ser deslocado para áreas diferentes conforme as necessidades do cliente. Segundo Stivalletti, o Smart LNB deverá estar disponível no mercado brasileiro, no mais tardar, no início de 2018. “IoT e M2M são segmentos muito interessantes e queremos marcar nossa presença com uma solução inovadora”, comenta. O executivo enxerga duas áreas que poderão ter uma boa aceitação do produto, a de redes de energia elétrica e a de agronegócios inteligentes. “O Brasil é muito forte na área de agronegócios, mas até agora a agricultura de precisão – que pressupõe o uso mais pesado de tecnologia – ainda é pouco explorada.” O Smart LNB vai chegar ao mercado brasileiro com um background gerado pelos atuais clientes do produto em vários países. Entre eles, está a

OPERADORAS DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÕES PRODUTO INOVADOR SMART LNB EMPRESA EUTELSAT Sigfox, que há dois anos adotou o Smart LNB como uma das soluções da rede de IoT e M2M que oferece como provedor no mercado norte-americano. A Sigfox anunciou este ano que deu início à construção de uma rede sem fio para aplicações IoT no mercado brasileiro. A crise econômica que o Brasil vem enfrentando nos últimos anos não chegou a afetar os contratos em andamento para utilização da capacidade satelital da Eutelsat. Mas Stivalletti reconhece que, no geral, muitos projetos foram adiados. “Com isso, o crescimento esperado no mercado de satélites também não veio”, ressalta. Com 39 satélites em todo o mundo, a Eutelsat lançou no ano passado o triband E 65 West A, combinando as bandas C, KA e KU para cobertura do mercado brasileiro. A banda C reforça a tran smissão de vídeo entre continentes, enquanto a banda KU está direcionada para DTH e oferta de conectividade. Já a capacidade da banda KA está toda alocada para Hughes que oferece, por esse canal, o seu serviço de internet banda larga via satélite, o HughesNet. Para dar suporte aos clientes desse e de outros satélites que iluminam o Brasil, como o 8 West B, o 12 West B e o 3B, a empresa montou um NOC (Centro de Operações de Rede) em Santana do Parnaíba, no interior de São Paulo. Ele possui sistemas de telemétrica, comando e controle de alcance e de monitoramento de radiofrequência de vídeos.

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