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anuário tele.síntese | 2017

mercado, deve encerrar o ano entre 9% e 10% das vendas”, acrescenta Munin. Outros estudos apontam o mesmo fenômeno. Como o feito pela auditoria GfK, nos primeiros cinco meses de 2017. Igor Teixeira, especialista em telecom da empresa, que faz levantamentos periódicos sobre as vendas do varejo, explica: “Vemos que já predomina no Brasil um mercado de substituição, em que o consumidor está trocando um smartphone por outro mais atual. Por isso, deseja um aparelho melhor. Mas o mercado local ainda está para encontrar um equilíbrio, as vendas ainda devem crescer muito”, avisa. Segundo os analistas, o público está longe de ser grande consumidor de novidades e inovações que estão surgindo mundo afora. Realidade virtual? Realidade aumentada? Assistentes acionados por voz? Não. Nosso maior desejo são os aparelhos com um desempenho comparável ao de produtos mais sofisticados, mas que custem bem menos. Nessa categoria entram os smartphones intermediários, que graças à queda do dólar, receberam incrementos que os tornam tão atraentes quanto os produtos de alta gama. Para efeito de comparação, a GfK fez um estudo que mostra o aumento do preço médio do celular. Mas não porque as peças ficaram mais caras, e sim devido à estratégia dos fabricantes de embarcar mais tecnologia em aparelhos que não são top de linha. Conforme a pesquisa, um celular que custava R$ 1.178 para produzir no começo de 2016, no começo de 2017 passou a ter custo de produção de 1.073. Entre os aparelhos de entrada, a redução é mais drástica: de R$ 607 para R$ 449. É literalmente o efeito mais por menos. Ao mesmo tempo, as empresas aumentaram o ticket médio em R$ 100 reais.

Nos terminais, mais de tudo Mais processamento, mais armazenamento, câmeras mais potentes e telas mais estreitas e mais longas. A tendência do crescimento e da melhora dos dispositivos vem na esteira da substituição. Os intermediários, que até ano passado tinham 16 GB de capacidade de armazenamento, já trazem 32 GB por padrão. Alguns têm até 64 GB, o que significa oito vezes mais memória interna que o visto por padrão nos smartphones de 2015, e 16 vezes mais que o visto naquele primeiro iPhone do longínquo 2007. A memória RAM, essencial para acelerar a exibição de aplicativos já abertos, navegar por sites pesados da internet, e rodar jogos mais detalhados, também abunda. De 1 GB padrão em 2016, agora é de pelo menos 2 GB. Alguns fabricantes apertam a margem e ousam colocar até 4 GB. Fazem isso porque a competição está mais acirrada. Com exceção da Apple, empresa que refundou o smartphone e não abre mão de ser high end, todas as fabricantes têm produtos de diferentes categorias, e vêm colhendo resultados no front dos intermediários. Aproveitaram o câmbio e o barateamento dos componentes para acrescentar mais substância a seus celulares. A Samsung, líder inconteste no mercado nacional, lançou no final de julho de 2017, no Brasil, uma versão com 128 GB de armazenamento interno e 6 GB de RAM de seu top de linha, o Galaxy S8+, disponível em poucos mercados. Mas também seu intermediário, o Galaxy J5 Prime, recebeu melhorias. Ganhou, na versão 2017, 32 GB de armazenamento, 2 GB de RAM e um leitor biométrico. A versão anterior tinha 16 GB de

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