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anuário tele.síntese | 2017

O vídeo já está em todo lugar Desenvolvedores, operadoras e programadoras investem na migração do conteúdo de vídeo para a internet. E agora todo mundo quer estar no mercado das OTTs, mesmo vendendo TV linear. Por Rafael Bravo Bucco

Todo ano a fabricante Cisco lança um estudo sobre o tráfego de dados nas redes mundo afora. Este ano, o Visual Network Index (VNI) aponta que o vídeo representou 60% do tráfego mundial. Prevê que até 2021, será responsável por 78%. O mesmo relatório indica que o celular, em especial o smartphone, vem ganhando importância e status nas mãos de todas as pessoas. Atualmente, consumimos 977 MB em dados por mês, em média. Até 2021, serão 5,7 GB ao mês. O fenômeno se vê no mercado. O Netflix, principal aplicativo do mundo de streaming de filmes e séries, superou a marca de 100 milhões de usuários no segundo trimestre de 2017. O YouTube, tradicional plataforma online, lançou o YouTube Red, pago , em 2016. Sem propagandas, traz também conteúdos exclusivos. Mas o Brasil está fora da lista de mercados do serviço, disponível por enquanto apenas em cinco países: Austrália, Coreia do Sul, México, Nova Zelândia e Estados Unidos. Criou, ainda, uma versão infantil, o YouTube Kids, livre de conteúdo violento, com palavrões ou impróprio para rebentos. Lançamento feito na esteira do sucesso de outro aplicativo infantil, já há quatro anos na lista dos que mais faturam no planeta: o PlayKids. Há quatro anos, diante da baixa oferta de planos com grandes franquias, e observando o hábito do brasileiro de assistir a vídeos preferencialmente no Wi-Fi, a empresa Movile resolveu desenvolver uma plataforma educativa, com muito conteúdo interativo e, principalmente, vídeos.

Segundo Eduardo Henrique, diretor de Negócios Internacionais, o PlayKids foi originalmente criado para tablets, privilegiando o consumo de dados via Wi-Fi. Mas hoje em dia sua maior audiência vem dos smartphones. Com a proliferação de ofertas de acesso à internet móvel LTE, ele vê mudança no hábito de consumo, embora ainda que incipiente. “O vídeo está ganhando espaço à medida que o 4G cresce. Mas nos mercados emergentes o uso maciço ainda vem do Wi-Fi”, lembra o executivo. O investimento em produções próprias dentro da empresa é grande. Henrique não revela quanto, mas lembra que ao menos 50 pessoas são encarregadas de produzir conteúdo audiovisual. O PlayKids recebe três episódios novos do conteúdo original por mês. Além do material de parceiros, os quais incluem animações de Galinha Pintadinha, Turma da Mônica, entre outros. O SVA ficou melhor A Movile tem mais apps que exigem produção audiovisual. A plataforma de ensino Vivo Educa, por exemplo, traz aulas em vídeo sobre diferentes línguas. Já o Vivo Meditação terá, até o final deste ano, mais de mil aulas sobre como executar a prática da forma mais eficiente, para as finalidades desejadas. A parceria entre Movile e Vivo não é mera coincidência. A operadora aposta no vídeo como forma de atrair usuários e atrelar a imagem de qualidade à sua rede. “O vídeo é importante para valorizar a rede 4G. Valoriza, outra perna da Vivo, que é a co-

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