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cenário

mercado, também equipamentos passivos de rede – splitters, conectores e bastidores. Com Furukawa e Prysmian, disputam mercado, com fabricação local, a ZTT, do grupo chinês ZTE; a brasileira Fibracem; e a Cablena, do empresário Carlos Slim, que fabrica apenas cabo na sua fábrica de Itupeva (SP), importando fibra da Corning. Também a Bluecom passou, a partir de 2015, a fabricar cabo óptico em Vassouras (RJ). E a WDC, o maior distribuidor no país da chinesa Fiber Home no segmento de GPON, desde outubro de 2016, passou a distribuir fibra óptica, também da Fiber Home. Para os fornecedores de cabos ópticos, é perceptível a diferença entre os dois segmentos de mercado: o das grandes operadoras, que retraiu os investimentos, e o dos provedores regionais. A exemplo de seus concorrentes, a Cablena decidiu olhar com atenção o segmento de provedores regionais há três anos, quando direcionou uma das linhas de produção exclusivamente para a demanda das ISPs. Esse mercado, diz o executivo de vendas Bruno Carneiro, cresceu mais de 30% em 2017 em relação a 2016. Os produtos que mais cresceram na empresa foram os ASU – cabos autossustentados de estrutura reduzida e, portanto, de baixo preço. Para o final de 2017, deverá ser lançada mais uma nova linha de produção também dedicada aos ISPs. A Intelbras, que vem em processo de expansão desde 2011, apresentou crescimento de 20% em 2016, e espera superar esse índice até o final de 2017. Com foco em GPON desde o ano passado – tecnologia óptica passiva com capacidade gigabit, que permite uma maior transmissão e recebimento de dados através de uma única fibra –, a empresa vê na fibra uma tecnologia “à prova de futuro”, segundo Diego Zaniol, gerente da área de Redes com Fio Cabeadas. “A fibra avança rápido no mercado porque, primeiro, o custo do metro de fibra já é

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semelhante ao custo do metro de cabo metálico. Além disso, é uma tecnologia que não tem limite de velocidade. O limite está nas pontas.” Na descoberta do segmento de provedores regionais, a Intelbras foi acompanhada pela Digistar, que também decidiu investir em GPON. Antes delas, as gaúchas Parks e Datacom já haviam colocado suas fichas aí, onde atuam Furukawa, com tecnologia que adquiriu da AsGa, Huawei, ZTE e Nokia, com tecnologia própria. Sem falar na Fiber Home, que é líder entre os produtos de tecnologia importada, segundo o distribuidor WDC, que diz contar com mil OLTs alugadas em mais de mil cidades do país. Tecnologias promissoras Na fabricação de fibra, radicaliza-se a tendência de miniaturização. Prysmian, Furukawa, Fibracem, só para ficar em três exemplos, apresentaram ao mercado, no último ano (entre 2016/2017), produtos com diâmetro mais reduzido. Acompanhando a tendência, há cada vez mais novidades em microdutos e cabos de dimensões reduzidas, com custo menor e mais facilidade de instalação. Em especial nas grandes cidades, onde há pouco espaço disponível para redes subterrâneas, são muito bem-vindos os cabos com diâmetro reduzido. ZTT e Prysmian têm produtos nessa linha. O cabo AS Compacto da ZTT, por exemplo, é 36% mais leve do que o produto convencional da empresa, além de possibilitar a aplicação de ferragens mais simples. O microcabo óptico da Prysmian possibilita, de acordo com a fabricante, redução de 40% no custo total de uma rede subterrânea, impactando até mesmo a velocidade de instalação – em 20 minutos, é possível instalar até um km de cabo dentro do microduto. Diante da exigência do mercado por aumento de banda, já surge uma nova geração GPON.

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