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anuário tele.síntese | 2017

assinatura. Também no Pará, outro projeto exemplar é o Xingu Conectado, desenvolvido pela Telebras e pela Prodepa, que prevê 400 quilômetros de fibra conectando vários municípios da região. A infraestrutura, que vai beneficiar cerca de 600 mil pessoas, com capacidade de 10 Gbps expansíveis, será compartilhada com os provedores locais.

Todo o investimento é feito com recursos próprios, o que reduz o ritmo de expansão.

De onde vem o dinheiro? Com crise ou sem crise, cada um dentro de seu porte, para ampliar ou para modernizar as infraestruturas, o fato é que os provedores regionais estão investindo em suas redes. Antônio Carlos Silva, gerente de Engenharia da Furukawa Electric LatAm, informa que as vendas de fibra óptica para pequenos provedores subiram cerca de 25%, de 2016 para 2017. Os maiores chegam a apostar alto, como a Sumicity, que atende Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A operadora planeja chegar a 2018 dobrando sua atual carteira de 50 mil assinantes. Nos dois últimos anos, vem investindo R$ 30 milhões ao ano. Um dos seus principais projetos é o backbone que vai até Vitória (ES) e começa a operar com 200 Gbps, mas está preparado para expandir até 4 terabits por segundo.

Os melhores números dos ISPs em 2017 Atenderam 15% de cerca de 27 milhões de acessos à banda larga no país Tiveram 3,54% de crescimento individual ao mês e 34,21% ao ano Foram responsáveis por 80% do total de acessos contratados no Brasil Registraram 16% dos seus clientes atendidos em fibra óptica, contra 7% das grandes operadoras Em dois anos, aumento de 400% nos acessos ópticos, contra 70% de crescimento das grandes operadoras

Um dos méritos dos provedores regionais, de acordo com o conselheiro Diniz, da Anatel, é que os pequenos estão fazendo investimentos com recursos próprios, uma vez que não têm acesso a financiamentos. Esse é um dos grandes desafios do setor. “Mesmo investindo com recursos próprios, existe um limite para essa situação. A falta de um fundo garantidor para facilitar os financiamentos de longo prazo é um inibidor. A inclusão digital estaria muito mais adiantada no país se os provedores dispusessem das mesmas condições de financiamento que foram ofertadas as grandes operadoras”, reivindica o presidente da Abrint. O Fundo Garantidor para Pequenos Prestadores de Serviços de Telecomunicações para investimentos em infraestrutura, idealizado e pactuado em 2014, continua engavetado. Todos os instrumentos legais para a sua criação estão prontos, todas as negociações com os diferentes agentes foram feitas – mais de uma vez, pois mudou o governo –, mas o Fundo não sai por falta de dinheiro do Orçamento. Em março de 2017, Eric Rodrigues, então presidente da Abrint, propôs que a Anatel pensasse na possibilidade de pegar uma pequena fatia do Termo de Ajuste da Telefônica, já aprovado e em análise no TCU, para criar o Fundo Garantidor. “O Fundo não é um dinheiro que vai ser dado para os provedores. É um dinheiro que fica com a União e que apenas vai garantir os investimentos em infraestrutura de rede para a banda larga”, explicou ele. O TAC da Telefônica prevê investimentos de R$ 4,8 bi em quatro anos.

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