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cenário cenário

pectro (30/35MHz) ou tecnologia Mimo. Sarcinelli lembra que, quando entra em cena a frequência de 700 MHz, a cobertura é assustadoramente melhor. “O ganho estimado na cidade de São Paulo é de 40% em relação à faixa de 2.600 MHz. Ou seja, se precisamos de 1.200 sites para cobrir a cidade, na 700 MHz só são necessário de 500 a 600 sites”, compara. Melhor cobertura Não é por outro motivo que as operadoras que compraram a faixa de 700 MHz – a Oi não participou do leilão, e este é um complicador em sua estratégia de cobertura – correm para agregar o espectro assim que ele vai sendo liberado pela TV analógica. A TIM, que foi a primeira a usar comercialmente o espectro seguida em seu calcanhar pela Claro, já operava a frequência, em junho de 2017, em 62 cidades, das quais dez capitais. A Claro planejava chegar a 450 cidades até o final do ano (grandes e pequenas), priorizando regiões de alto tráfego e oferta de experiência diferenciada ao cliente. A estratégia da Vivo não foge a esse figurino. Em agosto, de acordo com seu diretor de Engenharia Móvel, já operava em 116 municípios na faixa dos 700 MHz. Segundo ele, nas cidades em que a frequência for liberada e que a operadora tiver frequência de 1.800 MHz ou 2.600 MHz, ela já vai ativar o 4G+ com agregação de portadora. “É uma

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camada de cobertura comparável ao que temos em 850 MHz e usamos o 2.600 MHz para dar robustez à rede”, explica ele. Sem possibilidade de recorrer à faixa de 700 MHz, que encanta seus concorrentes pela sua eficiência, a Oi está se virando com o que tem. A mais atrasada entre as quatro grandes na corrida do 4G (ver p. 34) tem procurado expandir sua rede recorrendo ao refarming da frequência de 1.800 MHz, até então usada para voz e M2M em 2G cuja demanda está caindo. “Estamos priorizando o investimento em uma tecnologia mais eficiente e que proporciona uma melhor experiência de uso de dados para o cliente”, diz André Luis Ituassu, diretor de Investimento e coordenador Operacional da Oi. Isso é possível porque a operadora tem um grande estoque dessa frequência com pelo menos 20+20 MHz em todo o Brasil. O LTE 1.800 MHz, diz o diretor da Oi, tem o dobro ou o triplo da cobertura em relação ao LTE em 2.600 MHz e custo inferior. Outro ponto que ele destaca: “Além de sua ampla utilização no mundo para aplicações de dados, o LTE 1.800 MHz viabilizará a exploração do serviço VoLTE (voz sobre LTE) e da IoT/M2M, com melhoria de qualidade e cobertura em relação ao GSM 1.800”. Outra vantagem da faixa, acrescenta Ituassu, é a reutilização de sistemas irradiantes já implantados em sistemas indoor.

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