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anuário tele.síntese | 2017

4G, 4G+, 4,5G: o caminho para a 5G A evolução em direção à 5G já está traçada. Passa pelas fases de desenvolvimento da 4G que, a cada nova marca, ganha mais velocidade e cobertura e melhor experiência para o cliente. As celulares que operam no Brasil investem na melhor performance de suas redes e disputam, palmo a palmo, quem chega na frente. Por Lia Ribeiro Dias Por diferentes razões, entre elas a disponibilidade de infraestrutura de rede e o preço, o celular acabou se transformando na principal forma de acesso à internet. Se isso vale para internautas de todas as regiões do planeta, é mais verdade ainda para os brasileiros. Levantamento do Google Consumer Barometer, divulgado no início de 2017, indicava que 59% dos brasileiros usavam o celular para acessar a internet, enquanto a média mundial era de 33% contra 65% para os que preferem navegar na rede a partir do desktop. Outras pesquisas confirmam essa preferência: o Suplemento TICs da PNAD 2015, do IBGE, divulgado em dezembro de 2016, revelou que 92,1% dos domicílios brasileiros acessam a internet também pelo celular e em algumas regiões, como no Norte, mais de 60% acessam a rede exclusivamente pelo celular. O comportamento do usuário brasileiro, que fez do celular seu canal de comunicação com a internet onde cada vez mais o conteúdo principal é o vídeo, é o principal fator a pressionar as operadoras celulares a investir em suas redes para oferecer a seus clientes uma melhor experiência de navegação. O que se vê, em 2017, é o desdobramento de uma corrida que começou cinco anos atrás, com o início da implantação das redes 4G; ganhou força no ano passado, quando começou a ser liberado o espectro de 700 MHz nas cidades em que a TV analógica foi desligada (as primeiras foram Rio Verde, em Goiás, e Brasília); e intensificou-se este ano.

“Estamos seguindo o caminho natural de evolução da 4G”, diz Átila Branco, diretor de Engenharia Móvel da Vivo. E os vetores são três: agregação de portadoras em 1.800 MHz, 850 MHz e 700 MHz à faixa de 2.600 MHz, o que permite aumentar o espectro; novo tipo de modulação na interface aérea, e a tecnologia de multiantenas (Mimo). A combinação desses vetores resulta no 4,5G, que permite oferecer ao cliente velocidades muito mais rápidas e melhor experiência. Do lado da operadora, aumenta a cobertura e a penetração indoor. Entre o 4G e o 4,5G, a novidade do ano, há um estágio intermediário: o 4G+. André Sarcinelli, diretor de Engenharia da Claro Brasil, diz que esse estágio de evolução do 4G é o que marca as cidades maiores onde o espectro de 700 MHz ainda não foi liberado, mas onde a operadora já utiliza a tecnologia de multiantenas, por exemplo, e agrega uma portadora. “Esse é o caso das grandes cidades do Sul e Sudeste, na maioria das quais o espectro de 700 MHz só vai ser liberado em 2018 e 2019. Não se consegue a experiência do 4,5G, que começa a partir de 30 MHz de largura de banda, por falta de espectro”, relata ele. Na experiência da Claro, que começou a fazer agregação de portadora e a incluir o 700 MHz desde o piloto de Rio Verde (GO), a evolução do 4G sai da oferta tradicional de velocidade média de 22 Mbps ao cliente (com 20 MHz de espectro) para quatro vezes essa velocidade quando se agrega mais es-

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