Page 103

premiados

mente em três áreas: saúde, mobilidade urbana e segurança pública. “O projeto habilita e utiliza-se do conceito de inovação aberta. Assim, qualquer ideia nesse sentido, ou, empresas que já tenham ou desejam ter aplicações nessa tecnologia podem se beneficiar da plataforma e criar provas de conceitos”, explica Casotti. A ideia, reforça ele, é reunir a comunidade de desenvolvedores para fomentar aplicações: “Queremos que as cidades se apropriem desses códigos e criem um ecossistema que ajude a evoluir a plataforma focando em problemas reais”. A Plataforma IoT é baseada em interfaces padronizadas e em um conjunto de componentes de código aberto que teve contribuição de centenas de desenvolvedores, empresas e parcerias público-privadas. São padrões e componentes de referência especificados no projeto Fiware da Comunidade Europeia, que, quando são combinados e aprimorados, podem constituir uma Plataforma IoT. Essa base tecnológica e o desenvolvimento realizado pelo CPqD tornaram a plataforma adequada para tratar um enorme volume de dados, com segurança e facilidade de integração à nuvem. Entre as vantagens da plataforma, de acordo com o CPqD, estão a agilidade no desenvolvimento de aplicações e integração com dispositivos para Internet das Coisas, a segurança para garantir integridade dos dados, o acesso a diversos tipos de ferramentas para Big Data e machine learning, a arquitetura ajustada a ambiente de nuvem e interface para criação, o acesso a um ambiente gráfico amigável e integrado para configuração e inserção de regras complexas, suporte e desenvolvimento local, além do código open source. Sem revelar nomes, o CPqD informa que a plataforma já foi adotada por uma grande indústria do setor de agronegócio, com a proposta de melhorar e habilitar a conectividade no campo. Também foi escolhida para ser a plataforma smart city de um grande município do estado de São Paulo. Alguns projetos do CPqD relacionados à Internet das Coisas já se conectam à plataforma. Exemplo concreto é uma solução para iluminação pública que possibilita a criação de soluções com base na infraestrutura de rede que faz gestão

103

FORNECEDORES DE SOFTWARE E SERVIÇOS SERVIÇO INOVADOR PLATAFORMA IOT EMPRESA CPqD

da rede pública. Há, ainda, provas de conceito em andamento para coletar informação de sensores de consumo de energia elétrica e levar os dados para a nuvem, inserindo-os na plataforma, com o objetivo de melhorar a eficiência do sistema. Uma das estratégias de incentivo à comunidade de desenvolvedores a se apropriar da solução foi o anúncio da abertura do código da plataforma, durante o evento IoT Latin America, que aconteceria em meados de setembro, em São Paulo. O código ficará disponível para a comunidade até o final do ano. O CPqD também está programando hackathons e encontros nos quais a plataforma será a base tanto para desenvolvedores que queiram criar apps IoT quanto para quem tem alguma demanda a ser atendida. Em julho, no 2º Hackathon Campinas, no estado de São Paulo, foram premiados três aplicativos criados em cima da plataforma: a AgendaSus para Cidades Inteligentes, desenvolvida pela equipe Run; a solução Zona Azul Eletrônica, da equipe Conecta; e a solução Saúde em Dia, da equipe Hello-World. Com relação aos investimentos, Casotti explica que a Plataforma IoT faz parte de um projeto com escopo maior, que inclui desenvolvimento de gateway, e tem participação de outras instituições. Ao final de três anos, o investimento no projeto total deve alcançar R$ 34 milhões. A Plataforma IoT, em si, deve consumir aproximadamente R$ 4 milhões.

Profile for Momento Editorial

Anuario Tele.Síntese Inovacao em Comunicacoes 2017  

Os projetos premiados 151 produtos e serviços inovadores

Anuario Tele.Síntese Inovacao em Comunicacoes 2017  

Os projetos premiados 151 produtos e serviços inovadores

Advertisement