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Editorial Ficha técnica

Mola brick magazine Revista Quadrimestral Ano 1 – Edição #02 Janeiro – Abril 2011 Editor Luís Vedorias Edição e Produção: CAZULODESIGNERS® Praça Mártires da Liberdade nº 3 7050-356 Montemor-o-Novo www.cazulodesigners.pt Projecto Gráfico: Luís Vedorias Colaboradores: Américo Verde, Chris New, Cristina Vaz, Filipa Porto, Han Crielaard, Luís Reis, Luís Vaz, Luís Baixinho, Marcos Bessa, Maria José Batista, Nuno Lino, Pedro Silva, Romão Santos, Sandro Funina, Tito Nobre, Vasco Trindade. Agradecimentos: Comunidade 0937, Ilha dos Piratas, Plug, Projecto Construir, U-Plasma. Revisão: Filipa Porto - filipaporto@gmail.com Contactos: www.molamagazine.com molamag@gmail.com

FOTO CAPA

um passo de cada vez

luis vedorias

Caro leitores e fãs de LEGO® Nesta nova edição impunha-se mostrar histórias com sentimentos, emoções e novas experiências. Este número traz antigas formas de brincar e contruir com peças LEGO. Vamos voltar aos anos 80 com um livro de sugestões e conhecer melhor os cenários e as ideias que na altura se faziam sentir. Em relação à comunidade, damos-lhe a conhecer a PLUG, a mais antiga associação de utilizadores de LEGO do nosso país. Pela primeira vez, sugerimos o novo exito cinematográfico e primeiro filme da LEGO lançado em DVD. Teremos criações originais, análises aos últimos sets, marcas de culto reconstruidas em LEGO e muito mais. Só temos razões suficientes para criar água na boca dos leitores mais aficionados, com Afols coleccionadores, as mais diversas exposições espalhadas pelo nosso país e revisitar os momentos mágicos no parque de diversão em Billund na Dinamarca. Ao nível do site, disponibilizámos online uma maior oferta de conteudos ligados à 1a edição. Também criámos passatempos e ideias novas para que todos possam partilhar o espírito deste projecto inovador em Portugal. Segundo os fãs e leitores da MOLA, conseguimos revelar na 1a edição, entrevistas, vidas e projectos que juntamente com o portfólio, são de facto, destacados pelo mérito e pela originalidade das suas ideias e que reune o que de melhor se faz com peças LEGO em Portugal. Por isso, é importante para nós, saber que está desse lado. Contamos consigo e com todos aqueles que gostam de intervir e partilhar este hobby conosco. Quero aqui deixar mais uma palavra de agradecimento à mulher da minha vida, Maria José Batista que desde sempre me ajudou, apoiou na criação deste projecto e conseguiu proporcionar-me um dos maiores momentos da minha vida com o nascimento da minha filha Mariana que adoro e à qual quero dedicar esta edição da MOLA Brick Magazine. Muito obrigado, continue a ler, a divulgar e a participar neste projecto comunitário que também é seu. Boa leitura!

Marcos Bessa AFOL e LEGO Designer http://marcosbessa.blogspot.com

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ÍNDICE | INDEX

READY, SET, GO! Experimenta... 06

Espaço Criança \\ 4Kids

08

Comunidade \\ LUG

10

Perfil \\ AFOL Profile

12

Tijolos à lupa \\ Set Review

18

Exposição \\ Exhibition

Paredes de Coura, Portugal

24

Entrevista \\ Interview

26

História \\ LEGO Memories

28

Peças Soltas \\ Letters

30

Perfil \\ AFOL Profile

32

Marcas de Culto \\ Brands

34

Portfólio \\ Photografer

38

Peça à Peça \\ MOCs

Clutch Powers em DVD

PLUG - LUG Português

Coleccionador: Nuno Lino

Especial #8684 \ #8258 \ #8038

Arte em Peças 2010

Han Crielaard

Livro de Ideias - 1985

Vida às Peças \\ Bricks in Life

54

Billund \\ Travel

58

Concurso \\ Quiz

60

Peças Soltas \\ Letters

63

Notícias \\ News Próxima Edição \\ Next Issue

Projecto Construir - Romão Santos

Momentos Mágicos

Prémios - Minifigures series 1, 2 e 3!

Sandro Funina - Designer

Vira a página e segue o teu caminho!

Vasco Trindade - Designer e Professor

Coleccionador: Pedro Silva

Coca Cola - WIP

Chris New

Obras Primas 2009 - Comunidade 0937

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52


06

12 Especial Minifigures

26 24



18

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espaço criança | 4 kids

Clutch Powers Aventuras sem limite

As Aventuras e Clutch Powers em DVD Filme de Animação LEGO, lançado em 2010 Veja pela primeira vez, o mundo criativo da LEGO ganhar vida neste novíssimo filme em DVD. Conheça Clutch Powers, o melhor construtor e explorador do universo LEGO e como ele lidera a sua perigosa missão até ao momento. Junte-se a Clutch e à sua equipa de peritosde LEGO, numa aventura que vai levá-los desde a cidade LEGO passando pelo planeta prisão da polícia do espaço até ao mundo medieval de Ashlar, onde eles terão que ajudar o herdeiro ao trono do Rei a encontrar coragem para enfrentar o diabólico feiticeiro Mallock the Malign. A sua aptidão para a construção vai ser posta à prova no derradeiro confronto com o exército de esqueletos de Mallock. Prepare-se para uma aventura repleta de acção como nunca antes viu com as aventuras e Clutch Powers! Este primeiro filme da LEGO apresenta as aventuras de Clutch Powers, o maior explorador de sempre do mundo LEGO. Nesta aventura, o nosso herói explora lugares fantásticos e repletos de minifigs da LEGO, personagens e peças da marca que encontramos ao longo desta aventura colorida e rica em pormenores.

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Mais um projecto com a marca de qualidade da LEGO em parceria com estúdio de animação da UNIVERSAL Studios que assim chega ao entretedimento dos fãs e das famílias de todo o mundo. Este DVD leva-nos ao mundo da animação digital com uma linguagem muito própria, que nos transporta ao universo LEGO e explora as muitas potencialidades que os tijolos de plástico tem de fantástico. Esta viagem também leva os nossos heróis a resolver desafios através do trabalho de equipa, lançando assim mais uma mensagem educativa, que demonstra bem as vantagens de trabalhar em equipa e de aliar as competências de cada elemento de uma equipa. É mais uma aposta ganha pela LEGO, que assim renova e inova a sua imagem e alcança novos fãs aplicando a essência do seu brinquedo ao mundo cinematográfico, levando a casa das pessoas uma nova experiência visual para toda a família.


espaรงo crianรงa | 4 kids



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COMUNIDADE | Lug

Texto | PLUG

Plug PORTUGUESE LEGO USER GROUP ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE UTILIZADORES DE LEGO DESDE 2004 Adultos a brincarem com LEGO®? À semelhança de outros hobbies de miniaturas e brinquedos, a LEGO® também tem os seus admiradores adultos: coleccionadores e modelistas. Seria aliás estranho que aquele que é considerado o melhor brinquedo do mundo não os tivesse. A grande diferença deste grupo de fãs é a sua flexibilidade e a sua diversidade. Sendo as peças de LEGO® fáceis e robustas para montar e desmontar, a cada dia pode surgir um modelo diferente. Além disso, com a actual diversidade de peças e outros acessórios, os temas vão do castelo medieval ao barco à vela, da cidade com comboios às batalhas de super-heróis, da ficção científica à robótica de vanguarda. O que é? É uma instituição devidamente legalizada que reúne os fãs de LEGO® nacionais, sendo sobretudo vocacionada para adultos. Como tal, é o fórum destes, reunindo sem excepções todos os fãs de LEGO® com ligação a Portugal. Note-se ainda que a PLUG não tem fins lucrativos. Como funciona? O fã de LEGO® que se torna sócio da PLUG passa a ser um dos membros da associação com os mesmos direitos e deveres de todos os outros. Isto é, ajuda a gerir a PLUG e beneficia de todas as vantagens desta instituição. A PLUG rege-se pelo direito português, pelos seus Estatutos e pelo seu Regulamento Interno. Assim sendo, os sócios da PLUG elegem em assembleiageral os Órgãos Sociais da associação, nomeadamente a Direcção, a Mesa da Assembleia-geral e o Conselho fiscal. Podem ainda propor e escolher membros responsáveis por PLUGfests, exposições ou outros eventos e por a votação alterações ou novos artigos dos Estatutos e / ou do Regulamento Interno. Como tal, é uma instituição livre e de direito racional, onde todos quantos queiram, podem exprimir a sua arte relacionada com LEGO®.

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Para ser sócio da PLUG é necessário preencher um formulário e pagar uma quota anual de €30. Se for menor de idade, são apenas €6 euros por ano e o preenchimento de uma declaração pelo tutor. Quais as vantagens de ser fã de LEGO® associado da PLUG? A PLUG tem um site (www.plug.pt), um fórum na Internet (www.plug.pt/forum), um e-mail (info@plug.pt. Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar) e uma mailing list através da qual os associados estão em permanente contacto interno e externo. Através da associação, realizam-se encontros de convívio, debates e palestras sobre LEGO® e exposições públicas dos nossos modelos, devidamente acauteladas. A PLUG tem ainda uma relação directa com a empresa LEGO® que lhe permite obter ofertas para distribuir igualmente pelos seus associados e ainda de lhes oferecer a possibilidade de adquirirem os conjuntos da LEGO® a preços mais baixos. Brevemente esta relação será alargada. Entre os associados há também a troca e venda de peças LEGO®, constituindo-se assim uma feira permanente deste hobby. Se é um fã de LEGO®, junte-se a nós e viva o seu hobby apaixonadamente! Resumo histórico: Há muito, muito tempo, em finais do século XX, princípios do século XXI, alguns portugueses fãs de LEGO® adultos e “navegadores” da recém massificada Internet, deram com um site chamado Lugnet. Perceberam então que não eram os únicos “matulões” a gostar de LEGO®. Internacionalmente, já se faziam encontros maravilhosos entre estes, organizavam-se LUGs (LEGO® Users Groups) e realizavam-se fantásticos encontros com exposição de modelos feitos em LEGO®. Começaram então os primeiros encontros entre AFOLs (Adults Fans of LEGO®) em Portugal. Deram-lhes então o nome de PLUGfests pois, naturalmente, se

alguma vez existisse uma organização de fãs em Portugal, ela seria a PLUG (Portuguese LEGO® Users Group). Nesses encontros foi crescendo o número de pessoas, o interesse em divulgar o hobbie e o desejo de relacionamento institucional com outras entidades, nomeadamente Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, outros grupos estrangeiros de fãs e, claro, a própria companhia LEGO®. Resolveu-se então dar o passo seguinte: criar a PLUG! Desde então, o crescimento e amadurecimento nunca mais parou, multiplicaram-se os encontros para falar de LEGO® e da associação, divulgou-se o hobbie com exposições públicas, aumentou o número de associados, melhoraram-se os meios de comunicação da PLUG, realizaram-se acções de solidariedade e caridade, estabeleceu-se o contacto com a companhia LEGO®, foram tratados aspectos mais formais como a elaboração do Regulamento Interno para o saudável e livre relacionamento entre os membros, trocaram-se e compraram-se muitas peças e conjuntos do nosso brinquedo preferido, enfim, o divertimento nunca mais parou... Outra aventura do género passou-se quando do jantar de Natal com troca de prendas em Almada... Ver aquela malta já tão crescida a abrir prendas de LEGO®, a montá-las em cima da mesa perante um empregado de mesa completamente incrédulo e pasmado, foi uma visão inesquecível. Depois, já ficámos presos num elevador durante um PLUGfest, já assistimos à tentativa de corte de um associado à filha de outro, já gritaram “PLUG, PLUG” num combate de wrestling para ver se um lutador, nosso associado, ouvia... Enfim, tudo sempre acompanhado por boas refeições, muitas peças de LEGO® e muito convívio saudável. Agora é a sua vez de continuar esta história bonita. Junte-se à PLUG!


Cartaz | PLUG

COMUNIDADE | Lug



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perfil | afol profile

Texto | Nuno Lino

Nuno Lino Coleccionador

sócio fundador PLUG - associação de utilizadores de lego O meu nome é Nuno Lino, sou de Évora e sempre gostei de LEGO®, chegando mesmo a ser o meu brinquedo favorito enquanto criança. Nessa altura, só comprava brinquedos LEGO® e era o que pedia como prenda. Até aos 16 anos, quando entrei em Dark Age, juntei muitos conjuntos de cidades e comboios, que ainda hoje tenho. São conjuntos desde o início da década de 80, até meados da década de 90. Em 2003, voltei da Dark Age (cerca de 8 anos, dos 16 aos 24 anos) e o primeiro passo como AFOL foi reconstruir toda a minha colecção de criança, sendo que para isso fiz uma série de encomendas no site www.bricklink.com para comprar algumas das peças que tinha perdido. O contacto com outros AFOLs portugueses deu-se através do site www. lugnet.com, uma espécie de mailing-list que reunia na época os AFOLs mundiais. O primeiro encontro com pessoas de vários pontos do país, decorreu em Lisboa em Setembro de 2003 e foi a primeira oportunidade que tive de conhecer pessoalmente outros AFOLs portugueses, sem ser através da internet.

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A PLUG- Associação Portuguesa de Utilizadores de Lego foi formalmente constituída como associação em Setembro de 2004 e tenho o orgulho de ter sido um dos seus 14 fundadores. A primeira assembleia-geral realizou-se em Évora, onde fui eleito tesoureiro da associação, cargo que exerci durante cerca de dois anos e meio. Como AFOL defino-me principalmente como coleccionador. Mantenho todos os SETs que possuo montados e guardados nesse estado. Quando pretendo fazer um MOC, compro as peças necessárias e também eles se mantém montados, por isso mantenho todos os MOCs que fiz desde 2003 até hoje. Continuo a comprar regularmente SETs, sempre associados aos temas cidades e comboios. Hoje a minha colecção está dividida quase 50% em SETs recentes e outros 50% em SETs antigos da minha juventude.

“o primeiro passo como Afol foi reconstruir toda a minha colecção de criança”


Fotografias | LuĂ­s Vedorias

perfil | afol profile

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Tijolos a lupa | Set reviews

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Tijolos a lupa | Set review

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Minifigures Series 2 Review set #8684 Por NPIMENTA

Esta Serie 2 de minifigs coleccionáveis traz-nos uma grande variedade de personagens. A meu ver, todas engraças e muito bem conseguidas, com bastantes acessórios, o que as torna mais “especiais”. O pior, é a qualidade destas minifigs em termos de “molde”, uma vez que parecem mais plásticos e menos robustos que os minifigs dos SETs. Alguns apresentam uma perna um pouco mais curta que outra, mas na base pouco ou nada se nota. Mas também, por 2 euros não se podia exigir muito (ou será que podemos? ) Tirando isso, as impressões estão espectaculares, muito bem conseguidas, sendo que as expressões faciais também estão muito bem. Os acessórios são de boa qualidade o que, conjuntamente com os minifigs (excepção feita a alguns), podem ser muito bem incorporados numa cidade, ou em alguns bons MOCs. www.molamagazine.com


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Tijolos a lupa | Set review

Minifigures Series 2 Review set #8684 Por NPIMENTA

MARACA MAN Este mexicano tem um ar divertido, e juntamente com o sombrero, as maracas e as “capas” (não sei o nome) não engana ninguém. Muito bem conseguido, acho que é um excelente item nesta colecção. Na minha opinião, só peca pela falta de impressão no torso (mesmo com as “capas”, acho que ficava bem ali qualquer coisa). SPARTAN WARRIOR A meu ver o Spartan é um dos melhores minifigs da colecção, sendo também aquele que trás mais acessórios: lança, escudo, capa e capacete. Com uma impressão muito boa no torso e nas pernas, este minifig, juntamente com a capa (que lhe dá uma “vestimenta” muito agradável) e os restantes acessórios, fica com um look agressivo. Muito bem conseguido e sem falhas (a não ser as de molde e as possíveis pernas curtas), esta minifig torna-se num must-have, mesmo para quem não tenciona coleccionar os 16. O Spartan é, sem dúvida, um minifig a ter. PHARAOH Mais um minifig muito original neste lote de 16. Um bom estilo com as impressões a dar uma muito boa aparência a este faraó, que ao juntar aos dois acessórios, coroa e bastão, tornam-no mesmo muito engraçado (apesar de ter cara de mau). O bastão está muito bem conseguido, com grandes detalhes, conseguindo-se mesmo ver a cobra. O meu único apontamento vai para o facto de achar que este ficava melhor na cor da coroa, o que o tornava menos plastificado. KARATE MASTER Mais um minifig cheio de estilo! Adoro a expressão facial deste karateca que, juntamente com o cabelo que está espectacular, www.molamagazine.com

fica mesmo com mania de vencedor, lol. Traz dois troféus, sendo um suplente, que também estão muito bem conseguidos, fazendo desta figura um minifig com todos os pormenores. SURFER Deste minifig, destaco desde já o desenho da prancha, o que lhe confere uma muito boa aparência. Apesar de ser pequena, esta prancha é muito mais bonita que a típica prancha amarela que já existia (não sei se existe outra). Com um cabelo espectacular de cor clara e com franja quase a tapar-lhe os olhos, est minifig apresenta mesmo um look de surfista o que, complementado com a barba por fazer, lhe dá um ar muito engraçado. Nas pernas, podemos ver mais um muito bom trabalho de impressão. Com uns calções às florinhas, o destaque vai todo para o físico deste surfista. Facilmente inserido nos MOCs citadinos onde existam preferencialmente praias, é um minifig a ter (em duplicado). EXPLORER Possuindo um ar de aventureiro, o velho explorador apresenta-se como um minifig muito competente a par de todos os outros desta série. Acompanhado por três acessórios, capacete, chapéu e binóculos (mais um suplente), esta personagem está muito bem equipada. As impressões estão boas, dentro da normalidade desta serie, sendo que em minha opinião, só peca por a lupa ser exageradamente grande. DISCO DUDE Mais um minifig muito bom desta 2ª serie. O Sr. “Brick Fever” está muito bem produzido a nível de desenho, apresentando um bom trabalho na impressão do torso com a camisinha meio desapertada, o que faz sobressair

os pêlos do peito. A expressão facial está também muito bem conseguida, sendo que o “brilho” nos dentes lhe confere um toque especial. Completado pelo divertido cabelo, o que lhe da logo outro ar, e pelos oculinhos, também eles muito bem desenhados, o Sr. “Brick Fever” faz-se acompanhar ainda de um vinil, simulado pela tile2x2. Este minifig é, na minha opinião, um dos mais engraçados desta série. LIFEGUARD Um dos melhores minifigs da série em termos “práticos” pelo que, mal o vemos começamos logo a pensar em ‘n’ MOCs onde o podemos inserir, praias, veículos da equipa de nadadores salvadores, etc. Por oposição, é também o minifig que deixa mais a desejar em termos de construção (pelo menos nos meus 16). Ao olharmos para o torso repara-se logo na má qualidade da impressão, com o amarelo da cara bastante diferente do do corpo, o que lhe confere desde logo um ar esquisito. Quanto à impressão nas pernas, acho que também poderiam ter feito melhor, pelo menos, no que diz respeito ao alinhar a parte das pernas com a do hip. Fechando os olhos a isso, é só arranjar umas quantas e…força nos MOCs. MIME Eu chamo-lhe o minifig a preto e branco. O mimo apesar de ter só duas cores, não perde em nada, muito pelo contrário. O grande pormenor de trazer três cabeças, cada uma com o seu estado de espírito, faz com que este minifig valha por três, lol. De facto um pormenor muito interessante e que faz com que goste ainda mais desta personagem. Para finalizar, a boina que lhe encaixa… perfeitamente.


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“...as impressões estão espectaculares, muito bem conseguidas e as expressões faciais também estão muito boas.” POP STAR Com um ar muito feliz, a esta cantora, se lhe juntarmos uns quantos minifigs com instrumentos, poderemos fazer uns belos MOCs. Apresenta de modo geral um design bem conseguido, verificando-se no entanto, novamente, falha na impressão dos amarelos: o amarelo do torso que quer simular a pele é diferente do amarelo dos braços, o que, tal como na nadadora, acaba por lhe conferir um aspecto esquisito, ainda que menos notório. Apresenta um bom look, conferido pelo cabelo o qual, na minha opinião, deveria ser loiro. Como é óbvio, vem acompanhado por dois microfones, sendo um de reserva caso o principal se avarie. RING MASTER Pessoalmente não acho muita piada a este minifig, acho mesmo que se viesse acompanhado por um “gatinho grande” ficaria melhor. Apresenta uma impressão sem falhas aparentes no torso e com uma expressão engraçada, que o deixa com ar de assustado e a tentar parecer contente. Traz uma cartola idêntica a do mágico da serie 1 e um chicote, sendo por isso um minifig competente. WITCH Sendo o único minifig sem umas pernas “normais”, tendo em seu lugar uma slope, a bruxa fica desde logo destacada por isso, mas também pela sua cabeça verde, o que lhe dá um ar assustador, digno da personagem. Sem falhas aparentes, apresenta uma impressão com alguns pormenores, a saber: o livro de feitiços, o frasquinho de poções ao pendurão, e um rasgão cozido às “três pancadas”. Traz ainda um chapéu a condizer com o resto da vestimenta e, como não podia deixar de ser, uma vassoura que, por acaso, parece que não voa. A par do zombie da serie 1, e quem sabe

de outras figuras assustadoras, dá vontade de fazer uns MOCs de terror SKIER Espectacular é o que se pode dizer deste minifig. Muito bem conseguido, apresenta um bom trabalho de impressão onde eu só não incluiria o colete com o número “211”, uma vez que considero que o casaco ficaria muito melhor sem o colete. No que respeita à cara e à expressão, estão também muito bem conseguidas, estando os óculos de neve incluídos. A nível de acessórios traz um gorro, para completar a vestimenta contra o frio ,e como não podia deixar de ser, um par de skis e três batons, sendo um deles suplente. Acho muito interessante a maneira como o minifig consegue agarrar todos os acessórios, especialmente à forma como os batons encaixam um no outro. Sem nada a apontar, este esquiador, acompanhado do futuro snowboarder podem dar umas belas lições e servir de fonte de inspiração para uma estância de desportos de neve. Quem sabe… VAMPIRE Mais um minifig assustador, o vampiro. Acompanhado de um morcego promete estar presente nos MOCs mais assustadores. A destacar, temos a capa que está muito bem conseguida e que fica a matar neste minifig de caninos afiados. Destaca-se no entanto a possível dificuldade, à primeira vista, em colocar a capa, mas que é, desde logo, uma luta ganha com facilidade. Sem falhas aparentes na impressão do torso, com um design muito clássico e uma cara assustadora com grandes olhos vermelhos, esta personagem fica completa com o cabelo idêntico ao minifig “Karate Master”, que é um cabelo que, em minha opinião, fica muito bem nos minifigs. Indispensável sem dúvida.

TRAFFIC COP Aqui está o minifig que vai por em ordem, o tráfego de qualquer cidade. Nada comparado aos polícias do tema city, este polícia de trânsito é claramente inspirado nos americanos, só lhe faltando a Harley para completar mais este excelente minifig. Muito bem sucedido no que respeita à impressão da cara, onde são visíveis uns óculos à aviador e um sorriso sarcástico, o torso apresenta também bons detalhes, onde não foram esquecidos a estrelinha e o comunicador. Acompanhado de um capacete, umas algemas e uma tile 1 x 2 impressa como sendo uma multa de excesso de velocidade, aqui o nosso polícia fica bem numa colecção, sem dúvida. WEIGHTLIFTER Para terminar esta série de reviews, mais um desportista, sendo que neste caso, não se aplica a velha máxima do “quem ri por último, ri melhor”. Pessoalmente, há algo neste minifig que não me agrada, não sei se é a cor verde alface (talvez ficasse melhor em azul), ou se é outra coisa qualquer. No geral, posso dizer que é um minifig competente, a par dos outros. O amarelo impresso no torso a simular a pele não é tão diferente do da restante corpo, só se fazendo notar as diferenças quando observamos a personagem ao pormenor. A expressão facial está bem conseguida, sendo possível observar uma cara de esforço com umas gotinhas de suor incluídas. Sem grandes falhas e acompanhado por um peso e um cabelo fazem deste minifig uma personagem competente, mas ainda assim, com algo mais a desejar.

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Tijolos a lupa | Set review

“A introdução de novas cores é o ponto mais positivo”

Crane Truck Review set #8258 Por Américo Verde

Referência: 8052 Nome: Container Truck Tema: TECHNIC Ano de Edição: 2010 Número de Peças: 686 Preço LEGO®: 59.95€ Preço por peça: 0,09€ Instruções: Sim, 2 Livros Autocolantes: Sim Minifigs: Não Modelos alternativos: Sim Lista de peças: Sim

As peças A cotação de 7 em 10 é mesmo pela variação das cores no tema. Finalmente! As novas cores vieram trazer algum “ar fresco”, algo que o tema já precisava. A partir daqui, já podemos começar a pensar em novas construções com azul e dark bluish gray. Apesar de não ser um conjunto de peças muito rico, algumas vêm em quantidade o que, para um SET deste tamanho e com 686 peças, é muito bom. Como SET, preenche os requisitos para quem se quer iniciar no tema ou procurar peças com novas cores. A construção A construção é fácil e não traz nada de complicado. Bem estruturada e com instruções que não permitem grandes erros, a minha crítica baseia-se na parecença com o 8292. Apesar de serem da mesma escala e estarem no mesmo “escalão”, podiam ter variado um pouco o método de construção, uma vez que os processos são idênticos. Por outro lado, não www.molamagazine.com

me desagrada que continuem a seguir o modelo desenvolvido pelo Nathanael Kuipers (Industrial Designer), o que vem mostrar que teremos esta escala presente no TECHNIC durante mais algum tempo. Esta escala, permite construir pequenos MOCs que facilmente podem acompanhar estes SETs, num pequeno display de construção. O desenho O desenho está muito bem conseguido e mais uma vez conseguiram colocar detalhes numa construção “tão” pequena. A cabine está muito bem conseguida e o sistema da báscula, além de muito eficaz, está muito próxima do real. O seu contentor preenche o esperado, e mostra a capacidade de poupar peças e construir com os painéis, algo que os tecnicistas já começaram a entender e a utilizar. Jogabilidade Não é um SET muito jogável e daí levar uma pontuação mais baixa. Com um motor M e uma caixa de pilhas, a única função motorizada só permite a jogabilidade da báscula. É verdade que num SET “pequeno” não era de prever outra coisa, mas mesmo assim, podem acreditar que mais uns “mimos” seriam perfeitamente possíveis. Este SET está a piscar um olho a mais uns elementos PF para motorizálo, nem sendo preciso para isso, fazer grandes alterações. No entanto, existe uma falha grave: se não estivermos atentos ou se for uma pessoa que não tem a sensibilidade para mexer na caixa de pilhas enquanto estamos a experimentar as funcionalidades da mesma, quando se chega ao fim de um dos processos (subir e/ou descer) esta continua a trabalhar, fazendo com que as gears e o LA, comecem a fazer um esforço desnecessário.

Conclusão Com uma cotação de 8 valores, é possível perceber que conseguiram manter o padrão de construção do trabalho desenvolvido nos SETs já lançados da mesma escala. A não complexidade neste SET e as suas funcionalidades são pontos positivos, sendo que este conjunto é, para mim, um dos melhores para quem quer começar o TECHNIC no ano 2010. A introdução de novas cores é o ponto mais positivo a apontar e é neste momento o melhor atractivo do SET. Se este aparecer naquelas promoções loucas que de vez em quando aparecem... ui ui ! Um agradecimento especial à LCD Team que enviou o set e que nos proporcionou a apresentação mundial do Set, quatro meses antes de ser lançado.


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“Eis um set que ao início não esperava adquirir mas que aos poucos me foi dando vontade de o ter...”

Battle of Endor Review set #8038 Por Diaaabo

Referência: 8038 Nome: Battle of Endor Tema: Star Wars: Original Trilogy Ano de Edição: 2009 Número de Peças: 890 Preço LEGO®: 109.95€ Dados de compra: Sr. Martins Instruções: 2 livros A4 de 87 e 63 páginas Autocolantes: felizmente que não Minifigs: 12, 6 dos quais exclusivos Modelos alternativos: Não Lista de peças: Sim

As peças Uma grande variedade de peças. Tiles com fartura (só das 1x4 dark blueish gray são 48, muitas plates, muitas slopes e ainda algumas peças TECHNIC) A construção O SET é construído em várias fases. Os polybags vêm numerados, com dois sacos por cada fase de construção. Começamos pelas 12 minifigs, mais o planador e a catapulta dos Ewoks e as duas speeder bikes; o AT-ST e por fim, o bunker. É um SET de construção simples mas com tanta coisa a fazer, torna-se demorado, apesar de não me lembrar quantas horas levei a terminá-lo. O AT-ST é possivelmente a parte mais complexa da construção, tendo em conta que mete algum TECHNIC e que, mesmo construído como deve ser, o mecanismo de andamento não funciona lá muito bem. O mecanismo de “explosão” do bunker é mais simples do que aparenta e é facilmente montado.

O desenho Todo o SET está excelente! A catapulta é igualzinha à do filme, bem como o bunker e todos os seus detalhes. O AT-ST parece um pouco “afunilado” face ao original, mas face a anteriores modelos parece-me muito bem. As speeder bikes na sua nova versão estão muito melhores; no entanto gosto mais do design da que vem no SET 7676. Penso que a plate 2x3 por detrás do assento das novas speeder bikes serve para permitir que dois minifigs viagem na mota, como aparece na cena do filme, ao invés de todos os anteriores modelos que apenas permitem um minifig por speeder bike. A parte interna do bunker já não é tão realista face ao filme, mas permite muita brincadeira e dá vontade de acrescentar mais um bocado à base. Peca um pouco por ser totalmente aberto atrás, mas escapa. Jogabilidade Com 12 minifigs, dois speeders, um planador, uma catapulta, um AT-ST e um bunker que explode, brincadeira não falta neste SET! O planador dispõe de um simples sistema de bombardeamento, bastando colocá-lo num determinado ângulo para deixar cair pedras sobre os soldados do Império, tal e qual como no filme. A catapulta é bastante forte, lançando round bricks 2x2 a uma distância superior a 1.50/2m; até agora não me lembro de ter visto nenhuma catapulta LEGO® tão poderosa. O AT-ST, como mencionei anteriormente, padece de uma certa deficiência no mecanismo das pernas. Supostamente, rodando o mecanismo alternadamente para um lado e para outro, as pernas mexem e o bicho caminha. No entanto, as pernas só mexem se não estiverem em cima de nenhuma superfície. Ainda assim, o facto de ter uma abertura superior serve perfeitamente para se recriar a cena em que um determinado Wookiee pega no condutor e o atira de lá para fora.

O AT-ST, que originalmente comportaria dois condutores, aqui apenas tem capacidade para transportar um minifig. O bunker dispõe de portas que se abrem e de um sistema de molas que permite rebentar com ele, mandando as coberturas laterais pelo voar (e se houverem minifigs por perto que não estejam bem fixas, eles vão atrás). A abertura das duas portas é individual, ao contrário do SET 8036 onde basta rodar um dos lados para que ambas as portas abram sincronizadamente. O facto das alas laterais estarem unidas à parte central por hinges permite a abertura do bunker para se ter mais espaço para se mexer lá dentro. Existem ainda suportes para as armas, computadores e uma pequena parte do shield generator. CONCLUSÃO Um excelente set, sobretudo para quem é fanático por Star Wars como eu se lhe juntarmos uns stormtroopers (e mesmo mais rebeldes) dos battle packs, fica ainda melhor. Próximo passo da LEGO deveria ser lançar a plataforma do shield generator espero ver alguns displays baseados nesta cena épica do filme; e conto fazer umas pequenas modificações dentro de alguns tempos ****************************************************** MINIFIGS 12 minifigs num só SET é muita coisa, ainda mais sendo seis delas exclusivas:o Han Solo, a Princesa Leia, o Chewbacca, o R2-D2, dois soldados rebeldes com uniforme camuflado, três Ewoks, dois Scout Troopers e um oficial imperial. Os Ewoks são maravilhosamente detalhados, ao contrário dos anteriores. Existe um desfasamento entre os bons e os maus, sendo que podiam ter incorporado uns stormtroopers extra no SET. Além disso, falta aqui o C-3PO. PREÇO Aqui é que a porca torce o rabo... 110€ ainda é dinheiro. No entanto, com a quantidade de minifigs, sobretudo exclusivos, e tendo em conta que se trata de um tema licenciado, até não fica mau de todo. Como consegui o meu um pouco mais barato, não me vou queixar.

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Exposição | exHibition

Texto | Tito Nobre Fotografias | COMUNIDADE 0937

Arte em Peças 2010

Construções Originais em LEGO

®

comunidade 0937 - LEGO® fan event paredes de coura - Portugal

Decorreu, de 7 a 13 de Junho de 2010, pela primeira vez em Paredes de Coura (norte de Portugal), o 3º grande evento da Comunidade 0937. Devido à proximidade a Espanha, a exposição contou com uma grande adesão de público proveniente do país vizinho, não descurando contudo os inúmeros visitantes portugueses que vieram de todos os cantos do país. Por ter mudado de local e por ter ganhado novos moldes, o evento teve direito a um novo nome – Arte em Peças. Este nome, não poderia ter sido mais apropriado na medida em que era mesmo isso que se podia encontrar na exposição, uma vez que faz parte da filosofia da Comunidade 0937 a exibição de obras originais, em detrimento da exposição de conjuntos que já todos conhecem. www.molamagazine.com

Pela primeira vez, a Comunidade 0937 apresentou um display centrado no tema Star Wars. Este display representava uma famosa cena do Episode V - The Empire Strikes Back, deixando os visitantes deliciados ao reconhecerem ali uma cena do filme. O display da Cidade, já um clássico, voltou a crescer em tamanho e em qualidade. Com várias composições ferroviárias a circular em simultâneo e um parque eólico, não faltou movimento, ao mesmo tempo que se podia ver tudo o que há para ver numa cidade contemporânea. O display Medieval, composto por 100 baseplates 48x48, foi talvez aquele que apresentou a maior quantidade de detalhes. Por exemplo, entre um autêntico campo de batalha com centenas de figuras e os campos de cultivo, havia

uma cidade rodeada por uma majestosa muralha. No centro da cidade, estava aquela que deve ser a maior construção feita por um português – a Catedral de São Macário - uma Catedral com 82000 peças. O display dos Piratas voltou a fazer brilhar os olhos dos visitantes. Em vez dos tradicionais estrados, foram usados tanques de vidro cheios de água onde as construções pareciam ganhar vida. A pergunta “É mesmo água?” foi recorrente entre os visitantes, tendo todos eles ficado maravilhados com o movimento da água. O display dos Tecnicistas foi o que sofreu o maior incremento qualitativo em relação ao último grande evento. Com cerca de 30m2, este display era constituído por duas zonas distintas: uma


exposição | exhibition

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Fica a promessa de que em 2011 haverá mais e melhor.

pista feita com materiais como madeira, pedras, tijolos e onde eram postas à prova diversas viaturas construídas para o efeito e uma outra zona onde existia um autêntico estaleiro de construção civil com diversos tipos de maquinaria controladas pelo sistema Power Functions. Junto ao Technic estava o GBC que é um dos melhores exemplos de construções colaborativas e o NXT com vários robots que convidavam à interacção pelo público. Finalmente, o display de MOCs Individuais continha muitas outras construções que, por alguma razão, não se integravam em nenhum dos outros displays. Espalhadas pela exposição, haviam ainda algumas vitrines com diversos temas, entre os quais se destacavam, um diorama de Clone Wars, uma linha www.molamagazine.com


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Exposição | exHibition

Architecture imaginária e um conjunto de construções alusivas à cultura Steampunk. Nos três primeiros dias do evento, o acesso foi reservado a grupos. Desde crianças do jardim-de-infância até idosos de lares de terceira idade e alguns convidados especiais, os grupos eram constituídos por pessoas de todas as idades e estratos sociais. Estes grupos, tiveram oportunidade de realizar visitas guiadas onde foram destacados muitos dos detalhes e das curiosidades que passavam despercebidos à maioria dos visitantes. No final da visita, todos tiveram oportunidade de brincar com as famosas peças de plástico que compunham as autênticas obras de arte que antes haviam visto. No espaço da exposição haviam duas playzones e era aqui que toda a magia acontecia. As crianças entravam em êxtase www.molamagazine.com

com a ansiedade de brincar e os mais crescidos davam asas à sua imaginação e iam juntando peças construindo um pouco de tudo. Os grandes momentos aconteceram quando os idosos tiveram a oportunidade de mexer nas peças. Embora com alguma dificuldade, quase todos puderam experimentaram a magia de encaixar as divertidas peças coloridas. Durante o evento, decorreram várias actividades sendo que algumas davam direito a prémios. Nas playzones, eram premiadas as melhores construções de cada dia, o que, aliado ao facto da lista de prémios ser bastante convidadativa, tornou esta actividade muito concorrida. Num evento com tantos detalhes como o Arte em Peças, há que incentivar os visitantes a procurá-los. Para isso foram lançados vários desafios fotográficos. Para


exposição | exhibition

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o primeiro, foram espalhados cartazes de “Procura-se” com uma fotografia de um minifig prisioneiro e onde se oferecia uma recompensa a quem encontrasse pelo menos oito dos prisioneiros que haviam fugido da prisão localizada no display de Cidade. O segundo, convidava os visitantes a fotografar oito vacas espalhadas pela exposição, sendo por isso obrigatório descobrir a sua localização. As vacas não eram contudo simples vacas, mas sim autênticas obras de arte. Pintadas e decoradas com os mais diversos motivos era possível ver vacas com a bandeira nacional, vacas hippies e até uma vaca com uns graffitis. Tiradas as fotografias, cabia aos visitantes publicá-las nos sites pessoais ou nas redes sociais ajudando assim a divulgar o evento. Neste grande evento, o que não estava à vista dos visitantes era aquilo que torna a Comunidade 0937 um grupo único – a ligação entre os seus membros. Desde o membro mais novo até ao mais velho, todos pareciam fazer parte de uma mesma família, de tal maneira que a parte mais difícil foi mesmo o regresso à vida normal depois de terminada a exposição. http://www.arteempecas.com http://www.flickr.com/photos/0937 http://www.comunidade0937.com http://www.facebook.com/comunidade0937 www.molamagazine.com


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entrevista | interview

Texto | Américo Verde

Han Crielaard (Designer-Han) autor: Américo verde Blog: www.maodeabs.com The moc´s from Designer-Han are part of a range of techniques that require attention. Not only building techniques but it also show us the detail and feature that I so cherish, TECHNIC constructions. This is the type of constructions that differ from many others that exist and therefore worthy of attention. Hi Han. I’m very happy you’ve accept this challenge. -What’s your name, where do you live, how old are you and other stuff like you without Lego? HC: My name is Han Crielaard (42 year) and I live in The Netherlands. And yes, there are others like my wife who isn’t addicted to Lego. However my little daughter loves Duplo and Technic models. Actually she is one of my kid-proof ‘testers’, together with the kids of my friends and family who are always willing to play with my models. I guess that’s why they like visiting us. - Did you had a “Dark-Age”? HC: Yes, quite a long period. As many children I started to play with the Lego ‘Legoland’ cars. I was about 10 years old when the first Technic sets were launched which I got as present for my birthdays. However, during my high school I lost focus on Technic, mainly because sports and music (DJ) took a lot of my time. But, I never lost the interest in Technic completely and did follow the launch of new sets occasionally. It took till 2004 before my attention was really raised again. With the launch of the 8436 Lift Truck I noticed that Lego made a firm step forward in building and appearance. This was confirmed with the launch of 8421 Mobile Crane. I decided to buy these two sets, just to figure out what Technic was all about in the 21st century. - What makes you move, or whatever it takes you to build with LEGO? HC: The main reasons are: a) the variety of – and improved – Technic parts which enables you to make complex, realistic operating models, b) the existence of Cad/Cam computer programs like MLcad, LDview and others, together with the contribution of many Lego fans who keep the parts-library up to date, c) the ability to create professional building instructions, so that I’m able to rebuild my models again… as well to share these instructions with many others around the globe (www.designer-han.nl/lego). www.molamagazine.com

-Always look to build real models? HC: Yes, mostly the models are based on existing real vehicles. I got my inspiration from many places. For instance, the Prinoth Leitwolf project was born during one of my ski-holidays. The Dump Truck 10×4 during the many hours of traffic jam due to the reconstruction of the A2 highway (3 to 5 lanes) in The Netherlands. And, I do design the models with a realistic appearance. That’s why I like to mix Technic with a little bit ‘Creator’. - The average time spent to build? HC: Depends on private life, work, sports, etc. Mainly the time is found during the long winter evenings. Average time spend is 1-2 evenings per week. But, sometimes – when a model is just in ‘start-up’ phase – it can keep me busy for weeks. - You invest more time to build or to seek ideas and techniques? HC: Each can take quite some time. Especially, figuring out the techniques can be time consuming. For example, the 3rd axle lift mechanism with ‘auto-center’ function of the Dump Truck 10×4 took 2 weeks (about 10 hours). Searching on the internet for the right technical documentation and vehicle dimensions is not always that easy, and do take time as well. And don’t underestimate the time it takes to design the model in MLcad and generate professional building instructions. Summarized, I think that building and all other related tasks are about 50%-50%. - Would you like to have more time for the LEGO and dedicate yourself as if you were a designer? HC: That depends. I don’t have the ambition to be a Lego designer. At the other hand, I’m fully convinced that TLC (The Lego Company) will leverage the ‘freelance’ designing power of many Lego AFOLS in the near future. I noticed the last years that many people do want to rebuild my models, but that they don’t own all the necessary parts and are not always able to get them via websites as Bricklink. Today, the Lego Factory website gives you the opportunity to upload your own developed models and TLC will send you in return (after payment ) a nice box with the appropriate parts. Unfortunately the parts library does not included all existing part, probably because the order picking process in the TLC warehouses is manually done.

Thus, if TLC is able automate this process for all existing parts; it will be possible to upload more complex models like my Prinoth Leitwolf model. And this is where it becomes really interesting for freelance designers because you can share your models really with everyone. So, to answer the question: I like to have Lego as a hobby, but like to share my models in an easy way, which means ‘pre-packaged’ with all the necessary parts included. But, I don’t want to make packaging and shipping a profession by myself. That’s where the strength of TLC comes into account. - If you had the chance to launch a set, what kind would it be? HC: No doubt, that would be my personal flagship ‘Prinoth Leitwolf’ snow groomer. This fully remote controlled model is powerful in driving (even in real snow, see youtube), uses the new Technic Treads in parallel, has a working V6 engine, a track tension mechanism, a pneumatic system for height adjustment and a drum-winch. - LEGO for you is a haven from the hectic life or is it? HC: hmm, it is not haven, but close… No, there are many other things that keep me busy and occupied in live. But, designing complex models is a challenge for your brains (which I like), and enables me to be creative. It is a hobby that does no cost me a lot (I don’t buy each set), and can be done just within the living room from my lazy chair. - I’ve noticed that you are also DJ. When you are making a new MOC listening to music or prefer the silence to be focused? HC: I don’t have a preference, silence is okay, television as background no problem, but listing to a good ‘groove-to-club-totrance’ mix is of course perfect. A recommendation is ‘Seven Cities – Solar Stone, on Hooj Choons’, or ‘Independance – Jonesey, on ‘Caged Records’. Both golden oldies, but very nice. Thanks a lot !!!


Fotografias | Han crielaard

entrevista | interview

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historia | lego memories

Texto e Fotografias | Luís Vedorias

Livro de Ideias

Catálogo de sugestões LEGO

®

SET #200-4 - LEGO® 1985 - Europa

Este livro oferece sugestões para construir e brincar com as peças LEGO®. Podemos não ser capaz de construir os modelos exemplificados nas imagens, por falta de peças. De qualquer modo, construir é o mais importante e a usar as peças que temos, desenvolvemos as nossas capacidades e assim descobrimos novas maneiras de utilizar as peças LEGO®. Este livro de ideias apresenta sugestões e propõe inúmeras formas de construir. Também encontramos ao longo desta edição vários manuais de instruções para chegar à solução final de cada modelo. É um produto da LEGO® que fornece a cada um de nós sugestões intere santes e bases importantes para darmos os primeiros passos no hobby. Os temas explorados neste livro foram os mais utilizados pela LEGO® ao longo dos anos. O tema da cidade, por exemplo é utilizado para familiarizar os utilizadores com os conceitos de desenvolvimento da cidade, o trabalho de construção, observação e exploração das diferenças entre os prédios.

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Este tema tem valores essenciais de aprendizagem que nos permitem projetar, fabricar e desenvolver conceitos de desenvolvimento urbano e planejamento, explorando canteiros de obras. É o tema por excelência sobre a expressãoo e o desenvolvimento de ideias. O espaço é o tema que usa as viagens espaciais para inspirar as crianças a pensar sobre o espaço, alienígenas, e sobre a comunicarmos uns com os outros. As ideias sugeridas neste catálogo contéem elementos para a construção de naves espaciais, veículos e criaturas, que servem de guia para histórias com ideias ilustradas para desenvolver novas actividades no mundo das estrelas. O tema do espaço permite a narração de uma situação, explorar o desconhecido e dar a conhecer as ideias para viagens de longa distância e comunicação. Por isso, este livro é um objecto ede culto e de muito valor para Afols como eu, que descobriram o mundo fantástico do LEGO® e procuram agora novas formas de explorar este brinquedo.


historia | lego memories

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Peças Soltas | letters

Vasco Trindade Designer e Professor Portimão, portugal

Brincar é uma coisa séria!

Brincar é uma coisa séria. Apenas para pessoas distraídas os brinquedos são inocentes. O brinquedo é um instrumento de aprendizagem e interacção com o mundo e, como tal, molda percepções sobre como lidamos com os outros e com o ambiente onde vivemos. No caso dos adultos, em que a duração e a experiência de vida já definiram pontos de vista e construíram, em grande medida, a sua personalidade, os brinquedos são escolhidos de acordo com gostos específicos e consolidados. Ou seja, um adulto busca aquilo de que gosta e vive os seus momentos de lazer nesse contexto. As crianças, porém, acabam por ser herdeiras desses gostos – recebem aquilo que os adultos acham adequado à sua educação e crescimento. Há brinquedos que expandem os horizontes da criança e ensinam-lhes a serem criativos e autónomos. Outros há que lhes transmitem regras, disciplina, respeito e métodos. Conforme a perspectiva dos educadores, uns são mais necessários que os outros mas ambos têm de surgir no processo educativo. Alguns brinquedos, conforme o seu contexto, podem ser ambos. Da minha experiência, o lego surge como exemplo desta última situação. O lego concilia um enorme potencial criativo com uma aprendizagem fortíssima em termos de disciplina e planificação. O www.molamagazine.com

principal desafio que se coloca com o lego não é o que podemos fazer – nesse aspecto duvido que haja limites – mas sim descobrirmos como isso é realizável conjugando aqueles tijolos mágicos que, quando devidamente combinados, dão forma física ao que é imaterial – as nossas ideias. Muitas vezes estas aprendizagens não são mencionadas, parecendo que os aspectos da criatividade e imaginação são os mais importantes nestas brincadeiras. Porém, e aqui remeto-me à minha experiência, o que aprendi de mais valioso com a lego é que de nada vale ser-se extremamente criativo se não se tiver a disciplina e a predisposição para o esforço de concretizar as nossas ideias. Com a lego aprendi também a não desistir perante o fracasso (quantas vezes iniciei a construção de uma figura para descobrir, a meio do processo, que esta não era possível por falta de peças ou porque as suas dimensões estavam erradas), mas sim a aprender com ele e corrigir os meus erros – inclusive para projectos futuros. Curiosamente, hoje que sou designer e professor, relembro estas aprendizagens, na altura intuitivas, e percebo como tive sorte em poder passar tantas horas deitado no chão da sala a tentar construir as minhas fantasias. E a errar muitas, muitas vezes…


PEÇAS SOLTAS | leTTERS

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Será que também funciona com outras? E se juntar peças de cores diferentes? E se as colocar ao contrário? E se…?

Nunca gostei da existência de armas nas figuras da lego. Neste universo, sempre as vi como um elemento estranho, algo invasor provindo de outras brincadeiras nocivas e que ali não encaixava. Qual a necessidade de elementos de destruição ou opressão neste mundo de criação e liberdade? E, já agora, em que todos os bonecos aparentam estar felizes, com aquele sorriso homogéneo… Há algo de perturbador, portanto, numa realidade em que tudo é possível de construir e em que todas as personagens estão felizes mas, mesmo assim, algumas têm de possuir armas.

Duvido que seja consequência do que afirmei no ponto anterior, mas hoje em dia, e numa busca rápida pela internet, descubro que um dos temas favoritos de muita gente para utilização do lego é a reprodução de armas, muitas vezes montadas e pintadas de modo a parecerem o mais reais possível. Acabam por ser, talvez, dos exemplos mais infelizes e desinteressantes da polivalência do lego.

A descoberta do lego pelas crianças mais pequenas é uma experiência extremamente curiosa. Com a riqueza de estímulos que proporcionam, as peças da lego são um brinquedo de apelo imediato. No princípio, são óptimas para levar à boca, observar as cores e apalpar as formas. Têm o tamanho e o peso ideais para serem projectadas e existem em quantidade suficiente para que essa distribuição seja em muitas direcções. Geralmente são acompanhadas por um adulto que as recolhem. Após se fazer pilhas com os tijolos e se descobrir que todas as cores, apesar de diferentes, têm o mesmo sabor, surge ainda uma outra surpresa: uma das peças fica presa a outra. Claro que o adulto que recolhe as peças já tinha mostrado algo do género, mas para a criança esta é uma descoberta sua. www.molamagazine.com


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perfil | afol profile

Texto e Fotografia | Pedro Silva

El Gordo Coleccionador Pedro Silva comunidade 0937

Chamam-me Gordo. Pode parecer estranho para quem me conhece pessoalmente, mas é mesmo assim. Quando entrei para o mundo LEGO® estavam na moda os nicks e ninguém se ia lembrar de um banalíssimo Pedro Silva. Tenho 28 anos, um filho e sou formado em História, com um pé na Geografia. O meu primeiro contacto com o LEGO® foi sem dúvida na mais tenra infância, não posso precisar se em casa de amigos ou no infantário. O que é certo é que os meus pais acharam que o brinquedo tinha qualidade e me ofereceram um ou outro LEGO® DUPLO, de que recordo o 2700. Mais tarde, o meu primeiro set com as peças tradicionais foi o 530 – e no próprio dia em que o recebi, sofri a frustração de perder uma peça (visível mas inalcançável no local onde caiu), o que me deixou particularmente alerta para a necessidade de estimar a integridade do brinquedo. Ou pelo menos é essa a minha interpretação! Quando era pequenino, fui acumulando uma colecção generosa de LEGO®, em detrimento de quase todos os outros brinquedos habituais de um miúdo nos anos 80. Não se pode dizer que coleccionasse – eu dava muito e bom uso aos brinquedos! Mas nunca me dei por satisfeito: creio que em mim se cumpriu a lógica de perpétua expansão modular do brinquedo. Já mais crescido, na idade em que a maioria dos meninos deixa o LEGO® ou se volta para o Technic, apareceram em Portugal os comboios de 9V – e foram eles que me mantiveram ligado ao hobby. Por esta época, anos 90, já não brincava com LEGO® em sentido estrito. Talvez então tenha começado a fazer uma espécie de coleccionismo pouco estruturado, não sei. O que é certo é que graças aos comboios LEGO® nunca tive uma “Dark Age”. Para desespero dos meus pais... Para mim, o grande salto no hobby foi quando comecei a usar a internet para procurar mais informação sobre LEGO®, por

“Cá para mim há uma dimensão genética no LEGO”

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volta de 1997. Descobri a Brickshelf (então chamada “kl.net”), e as milhentas instruções de sets que eu nem sabia que tinham existido. Abriu-se um mundo. A curiosidade sobre a história do brinquedo foi desperta, até hoje. O início da minha actividade em comunidades organizadas data de 2001, penso eu, quando através da Lugnet conheci o Luís Baixinho. Em pouco tempo lançámos do nada um projecto comunitário. Foi a PLUG, que veio mais tarde a seguir outro rumo. Procurando algo mais consentâneo com a nossa visão do hobby, fundámos a Comunidade 0937 em 2006. Esta evoluiu muito e é sem dúvida o maior palco de visibilidade externa dos AFOLs portugueses. E isso traz-me um sorriso aos lábios. Acima disse que coleccionava LEGO® e não é mentira; mas não me preocupo em manter uma colecção da mesma forma que alguém mantém selos ou moedas. Não gosto de tudo o que a LEGO® vende, e acho um exercício de loucura comprar “por comprar”. Mesmo “para peças” há fontes bem mais interessantes, como o Bricklink. Pouco ou nada construo de original. Valorizo imenso a originalidade, claro, e se não percorro esse caminho não é por falta de ideias. Falta de jeito certamente, mas também falta de pachorra. Prefiro dar apoio nas actividades comunitárias de outras maneiras. Não obstante, há pouco tempo puseram-me à frente um desafio criativo para 2011 e não vou deixar de lhe dar resposta. Em 2001 a LEGO® nem sabia que existiam AFOLs em Portugal. As coisas mudam: em 2009/2010 desempenhei funções como

LEGO® Ambassador, e em Abril de 2010 participei na Road Trip a Billund organizada pela Comunidade 0937. Poder visitar a fábrica LEGO® e o parque Legoland foi o culminar de muitos anos de esforço, e soube a missão cumprida. Ultimamente tenho estado a dar algum tempo ao Projecto Construir, como voluntário. O Romão sugeriu, eu tenho tempo, porque não? Ignorando a questão moral, faço-o porque assim posso redescobrir a dimensão mais pura do LEGO®, junto de miúdos, depois de ter passado os últimos anos a ver o hobby na perspectiva de um adulto. Uma espécie de ligação à terra. O futuro, claro, é uma página em branco. Mas já começo a antever o que aí vem. O meu filho já vai aos eventos comunitários e tem estado à altura. Em casa, já construímos comboios a dois. Ele ficou com o meu velhinho 2700 e é claramente um apaixonado da ferrovia, como eu. Cá para mim há uma dimensão genética no LEGO® – hei-de descobrir! Ah, e aquela peça do set 530 que perdi em 1985? Pesquei-a finalmente em 1999, depois de desmontar parte do automóvel da minha mãe...


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WIP work in progress...

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Portfolio | PHOTOGRAPHER

Chris New

A small series of images inspired by Russian Constructivism in the early 20th century sAVANNAH, GA - ESTADOS UNIDOS

I MAKE PICTURES, I DON’T TAKE PICTURES.

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http://seenew.net http://www.seenew.net/blog http://be.net/seenew http://be.net/seenew/frame


Fotos | CHRIS NEW

portfolio | PHOTOGRAPHER

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Portfolio | PHOTOGRAPHER

I’m Chris New, a freelance commercial photographer and retoucher currently based in Savannah, Georgia, but looking to relocate soon. I like to think I specialize in portraiture, but I’m also fond of still life and product, as well as fashion and editorial. Basically, if there’s good AD, I’ll shoot anything. I love lights more than any camera or lens, and I think I can make any existing scene look ten times cooler, given the chance. I’m a recent graduate (Summa Cum Laude!) of the Savannah College of Art and Design where I received my BFA in Photography.

I’m a fan of carrot cake, Nintendo, and Calvin Harris. www.molamagazine.com


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Peça à peça | MOCs

Citroën DS Autor: ARVO apresentado em 04/02/2009 Reprodução do Citroen DS numa escala ligeiramente inferior ao que estamos habituados a utilizar. Suspensão nas quatro rodas mas sem direcção. Dimensões aproximadas: 25x15cm.

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Peça à peça | MOCs

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Mini Cool Convertible Autor: CATARINO apresentado em 16/01/2009 Este MOC é uma miniatura do set LEGO 4993. Está próximo da minifig scale e mantém a maior parte dos pormenores e funcionalidades do roginal. Só a capota é que não trabalha “automaticamente”... Trabalha a dedo.

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Peça à peça | MOCs

VL-235 Nemesis Autor: EíNON apresentado em 10/11/2009 Eínon continua com as suas construções militares, desta vez uma potente aeronave à escala minifig. Destaca-se pelo realismo apesar de não ter origem num avião em particular e também pela forma como a orientação das asas é mudada.

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Peça à peça | MOCs

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Descoberta do Brasil Autor: EVILDEAD apresentado em 02/011/2009 Neste MOC de evildead é representada a descoberta do brasil pelo portugueses, no ano de 1500. A praia com vegetação realista está fantástica. Os nativos aguardam os navegadores portugueses enquanto estes chegam à costa e ao fundo, em falsa perpspectiva, uma caravela.

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Peça à peça | MOCs

Tempestas Volatilis Autor: Luís Baixinho apresentado em 12/10/2009 Este veículo está situado no universo/ tema que criei há uns anos atrás, o Outro Mundo. Construído np Séc. XVIII DD, foi primariamente pensado para acções de pirataria e ataque a outras naves voadoras. No declínio da Era do Gas Calx a Tempestas Volatilis foi convertida num veículo de contrabando, aproveitando as caracerísticas de grande poder de manobra era optido pela grande manobrabilidade que as velas principais davam, além da já obtida pela vela-leme na popa. O veículo possuía uma lâmina frontal para ataque, dos dois canhões que poderiam ser utilizados em ambos os lados, dois contentores de gas calx com respectivos estabilizadores e várias dicisões internas.

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Peça à peça | MOCs

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Milouuu, where are youuu? Autor: Marcos Bessa apresentado em 04/10/2009

Para os europeus a banda desenhada Tintim do belga Hergé é um passo quase que obrigatório na literatura e a personagem Milou é recorrente em toda a série. Marcos Bessa conseguiu captar praticamente todos os detalhes da cabeça do personagem e transportar correctamente para uma criação LEGO que fez as delícias tanto dos apreciadores do brinquedo como da banda desenhada.

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Peça à peça | MOCs

VW tipo pão de forma Autor: MARISA SILVA apresentado em 12/10/2009 Quem não se lembra do clássico VW “pão de forma”? Marisa Silva inspirou-se neste famoso veículo e criou esta miniatura à escala minifig. As técnicas SNOT foram aplicadas em quase todo o veículo, desde as rodas traseiras cobertas, passando pelos vidros na lateral e parte da frente e traseira com um aspecto arredondado característico do veículo original. Lá dentro há espaço para condutor, fazendo com que este veículo fique bem em qualquer cidade LEGO.

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Peça à peça | MOCs

O Resgate da Menina Elaine

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Autor: NORO apresentado em 21/05/2009

Noro criou esta animada construção inspirada na série de jogos Monkey Island. A integração do casco do navio encalhado, as várias situações protagonizadas pelos minifigs, a perfeita integração entre as áreas pedestres, vegetação e construção fazem deste MOC um regalo para os olhos e um ponto importante no display Piratas que a Comunidade 0937 apresentou no 2º TOMARLEGO.

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Peça à peça | MOCs

Restaurante Oriental Crocodile Heaven

Autor: Rupi apresentado em 11/05/2009

O humor é um lugar comum na maior parte das criações do rupi. Nesta construção o humor é aliado a uma conseguida representação do “ambiente chinês forçado” que se encontra em muitos restaurantes do género no ocidente. De salientar todos os pormenores chineses, os letreiros e a qualidade gráfica dos autocolantes personalizados.

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Peça à peça | MOCs

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Castelo Autor: Tânia apresentado em 29/03/2009 Um elaborado cenário medieval, com o habitual castelo e um terreno cuidadosamente criado. com elevações, irregularidades e vegetação. Completo com minfigs que representam a população da época.

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Peça à peça | MOCs

Thwaites Dumper Autor: Tech801 apresentado em 15/12/2009 Não há muito tempo, os “dumper” eram máquinas bastante comuns nas obras e estradas. Tech801 inspirou-se nestes míticos equipamentos para construir este modelo TECHNIC. Muito fiel ao original, tem motor de pistões com 2 cilindros, direcção a partir do volante, estabilizador e um balde accionado por gravidade.

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Peça à peça | MOCs

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Cylinder Truck Autor: USSNEGRELI apresentado em 23/12/2009 Negreli é um brasileiro que acompanha a evolução da Comunidade 0937 desde os primeiros tempos. Dedicou o ano de 2009 à construção do seu tema preferido, camiões, mas em 6-wide. A evolução das técnicas utilizadas, da estética e por fim da solução final é evidente e o culminar de um ano de aperfeiçoamento é este Cylinder Truck. Pormenores como os eixos elevados, baldes, alavancas, extintores, retrovisores e muito mais, acrescentam um toque final para uma construção a roçar o perfeccionaismo.

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VIDA àS peçaS | bRICKS IN lIFE

Texto e Fotografias | Romão santos

Projecto Construir Romão Santos

ASSOCIAÇÃO DE iNTERVENÇÃO sOCIAL PORTO - portugal

O Projecto Construir – Associação de Intervenção Social, é uma iniciativa empreendedora de cariz social cujo objectivo é prestar apoio a pessoas institucionalizadas, em particular crianças, proporcionando-lhes momentos únicos, de cariz lúdico e educacional, através do seu envolvimento em actividades de construção de modelos em grande escala, com peças LEGO®. O recurso à técnica de construção de modelos com peças LEGO® tem por finalidade - uma vez que consideramos que toda a “Experiência LEGO” é uma junção única entre o aspecto lúdico e o aspecto artístico - aumentar a auto-estima, a autodisciplina, a motivação para o trabalho colaborativo e a concentração, tornando-se um meio de dinamização dos resultados dos tratamentos, no caso de crianças institucionalizadas em estabelecimentos de saúde, ou na actividade de reinserção social no caso de outras instituições.

Imagina, partilha e brinca em equipa!

As actividades associadas à “construção LEGO” irão permitir, igualmente, proporcionar momentos gratificantes e educativos a todos os seus beneficiários, produzindo resultados altamente atractivos para o grande público.

www.projectoconstruir.pt www.molamagazine.com

UPTEC - PARQUE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA da UNIVERSIDADE DO PORTO Rua Actor Ferreira da Silva 100 4200-298 Porto - Portugal


Projecto #01 | Estádio do dragão

vida às peças | BRICKS IN LIFE

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Pirate Land

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billund | travel

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Peças Soltas | letters

Sandro Funina

F

Designer cartaxo, portugal

az anos por esta altura do Natal que recebi uma fantástica caixinha de legos. Era azul, com uma asa para fazer de malinha e cuja sua tampa era o giríssimo relvado da casa que ela trazia dentro, tijolo por tijolo, telha por telha. Nessa caixinha também coabitavam as pecinhas de uma carro (ou uma furgoneta – dependendo da minha vontade ou inspiração) e, claro, os respectivos moradores dessa casa. Posso dizer que já fui engenheiro e construtor de improviso. A Lego deu-me o terreno, os materiais e o desafio para fazer… qualquer coisa. Nesta matéria temos que admitir que a Lego é uma muito simpática. Não nos exige nada e dá-nos a possibilidade de fazer tudo. Perdi a conta das formas que construi com os “tijolos” da casa que ilustrava a caixa desse meu fantástico brinquedo – o mais versátil que alguma vez tive. Fiz a casinha da capa, fiz torres, num desafio às leis da física em que teimava ver qual a altura máxima que conseguia atingir com todas as peças, as quais, por sua vez, teimavam em desmoronar e eu em reergue-las novamente economizando peças na base, enfraquecendo-a, mas simplesmente porque precisava dessas peças para conseguir construir a maior torre de sempre – já não me lembro da altura máxima que consegui atingir mas a malta esperta, mais velha, dizia-me que era só saber qual a altura de cada pecinha e multiplicar pelo número total de peças… Fiz também garagens para o carro ou castelos das cores mais berrantes e variadas possível – sim, porque os castelos que se vêm por aí são um desalento à criatividade, todos da mesma cor e bem desfarçadinhos entre a paisagem dominante – os meus, pelo menos, eram uma alegria! E foi assim, meses e meses a fio, ou até anos. Depois, como acontece com toda a gente (quero acreditar que acontece com toda a gente e eu não era o único) ganhei aquela crónica mania que era um tipo crescido e, ao que me faziam crer, tinha www.molamagazine.com

mais que fazer que andar a fazer bonecadas com pecinhas encastráveis, para as quais é preciso disponibilidade, paciência, dedicação e cujo resultado era algo de efémero e sem utilidade prática aparente. Ora, toda a gente sabe que as pessoas crescidas andam sempre muito ocupadas a fazer sempre coisas muito úteis e importantes. Diariamente as pessoas um bocado mais crescidas começam-nos a pedir para termos responsabilidade, para fazermos como elas, para pensarmos na vida, que temos que estudar, que temos que fazer desta maneira ou daquela, que temos que trabalhar, que temos que nos fazer à vida, que temos que pagar a renda, que viver numa casa arrendada é uma chatice porque a gente paga e a casa nunca é nossa, que temos que arranjar emprego, que o défice está muito elevado e tem que baixar, que mais vale comprar uma casa, que os juros são altos e isso é uma chatice também, que uma pessoa arranjou emprego mas está prestes a ir para a rua mas entretanto, se for, é uma chatice pois não ganha ordenado para pagar o empréstimo e isso é uma chatice ainda maior. Mas por outro lado, se formos para o olho da rua até pode não ser uma chatice. Ficamos em casa, de pijama ou fato-de-treino daqueles baratos que se compram na feira a 5€ pois as economias são curtas e não esticam. Entretanto voltamos a não estar muito ocupados e a não ter nada de útil e importante para fazer constantemente. Reparamos que o patrão na realidade era um chato e até foi um sacana, mas o que ainda o safa é que costumava perdoar um tipo quando chegava atrasado graças ao desgraçado do motorista do autocarro que, mesmo estando a ver que um gajo vinha lá atrás correr e só demorava um segundinho a chegar à paragem, apanhava quem já lá estava e zarpava, deixando-nos a gramar com meia hora de espera até à próxima carreira. Comprar casa seria uma chatice e estar a pagar renda não é assim tão mau porque agora uma pessoa podese mudar para uma casa mais barata. Que se dane o “aspirador central” e a “vista desafogada” para um sítio qualquer que vinha no folheto da agência mas que uma pessoa nunca chegou a ver nada disso. Almoçar em casa passa a ser um ritual em oposição aqueles almoços aborrecidos com os colegas do trabalho, sempre com


PEÇAS SOLTAS | leTTERS

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“Onde é que pára a minha caixinha de lego?”

o telemóvel ao pé porque uma pessoa pode sempre ter um assunto sério e importante a resolver enquanto almoça. Ter esta profissão ou aquela não significa que se seja isto ou aquilo. Pode- se ser quem nós quisermos e fazer o que houver para fazer. Gasta-se menos, logo, pode-se trabalhar menos. Fazer horas extraordinárias é uma chatice. O tempo pode não ser dinheiro. Se não se tem nada para fazer, pode-se fazer tudo. Se precisamos de orientar uns euritos para pagar a renda, que agora é mais barata, fazem-se uns biscates, ou uns “freelas”, como se diz agora. Ao senhorio já se pagou e não se tem nada para fazer, muito menos para fazer com a esperteza que as pessoas crescidas como eu me ensinaram. Sempre se pode voltar a tentar desafiar as leis da física… E por falar nisso, onde é que pára a minha caixinha de legos?

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NOTÍCIAS | NEWS

Próxima Edição Vários... GIZMODO Janeiro 2011

Uma selecção criteriosa de alguns dos melhores projectos realizados com peças LEGO no ano de 2010. www.gizmodo.com.au

Próxima Edição #03 Next Issue Comunidade \\ LUG

Marcas de Culto \\ Brands

LUG Brasil

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Perfil \\ AFOL Profile

Portfólio \\ Designers

Criador: Richard Virag (Brasil)

CazuloDesigners

Exposição \\ Exhibition

Peça à Peça \\ MOCs

Atrium - Coimbra

O melhor de 2010

Entrevista \\ Interview

Peças Soltas \\ Letters

MIke Doyle por Marcos Bessa

Mais artigos de opinião

Vida às Peças \\ Bricks in Life

Billund \\ Travel

Américo Verde - LEGO Ambassador

Momentos Mágicos (continuação)

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MOLA Brick Magazine #02  

Lego Brick Magazine

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