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COMO VAI E PARA ONDE VAI ACOMUNIDADE? ESTOU DENTRO! “Pensando entre uma letra e outra!”

1 – Um novo tempo?! A Comunidade Luterana Floripa tem história em nossa cidade. No decorrer do tempo, através dos membros e pastores que a integraram, nossa comunidade foi e tem sido relevante para a nossa sociedade, contribuindo para a preservação dos valores éticos e bíblicos na família. Por meio da pregação clara do amor de Deus e de uma ação diaconal e missionária relevante, ela contribuiu e continua a fazê-lo para a promoção da dignidade das pessoas e para descoberta do sentido de nossa existência neste mundo. Essa tem sido a proposta de ação de nossa Paróquia, da qual a Comunidade Luterana Floripa faz parte. A obra redentora de Jesus nos alcançou e tem nos movido em direção às pessoas, de diferentes formas. Estamos vivendo transições significativas: • Transição de foco comunitário de atividades com fim em si mesmas para um enfoque firmado em propósitos e visão (Planejamento Estratégico). • Transição de membresia por herança para membresia por compromisso pessoal e comunitário. • Transição da visão de atendimento aos membros para a realidade da expansão missionária, em que cada membro é chamado a participar, ofertar e dizimar, e a servir a partir dos dons, não esperando que o pastor e os presbíteros façam a obra toda. O que nos une não são culturas comuns ou atividades que temos em comum. O que nos une, como comunidade, são os propósitos bíblicos que temos e perseguimos conjuntamente, à luz do que Deus tem nos revelado na Sua Palavra. Esse processo não é rápido e nem fácil. Implica mudança de paradigmas. Lidamos com a história cultural e eclesiástica, e com os modelos de comunidade vivenciados pelas pessoas que congregam conosco.


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E isso precisa ser respeitado sem, no entanto, deixarmos de caminhar para a contextualização e para formas alternativas e contemporâneas de ser comunidade num centro urbano. Isso não é fácil, mas é necessário.

2. Paradigmas da Igreja Primitiva na comunidade de Florianópolis A Igreja primitiva era um corpo unido em torno de seus propósitos e visão dos planos de Deus. Na verdade, esses propósitos e visão bíblicos norteavam a vida da comunidade e sua ação missionária integral e eram, ao mesmo tempo, os seus critérios avaliativos. Poderíamos chamá-los de Plano de Crescimento e Formação Espiritual dos primeiros cristãos: “Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas. Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos”. (At 2.41-47)

• Evangelizar (comunicar a boa nova da salvação em Jesus) as pessoas, a partir de suas necessidades e através de um estilo de vida impactante, • Formar discípulos fiéis e obedientes a Jesus, • Ensiná-los a guardarem a vontade de Deus em seus corações, • Equipá-los para a obra diaconal e missionária - a obra do Senhor,


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• Integrá-los em comunidade de adoração e serviço sacrificial e missionário, • Priorizar o encontro dos irmãos no culto e nos PG’s de casa em casa, como centro de comunhão, cuidado, formação e edificação • Servir a partir dos dons, como expressão de amor a Deus e às pessoas. Essa palavra de Atos dos Apóstolos descreve o conceito e a prática eclesiológica e missionária dos primeiros cristãos. Ao mesmo tempo, caracteriza os princípios da prática apostólica de Paulo nas suas viagens missionárias e na consolidação das comunidades:

1. Evangelizar - Eles pregavam o evangelho e reuniam os convertidos em igrejas locais. 2. Estabelecer - Eles fundamentavam os novos crentes nas verdades essenciais da fé. 3. Equipar - Eles indicavam e equipavam líderes devotos para guiar e ensinar a igreja. 4. Expandir - As igrejas enviavam outros para pregar a mensagem e iniciar novas igrejas.

De maneira gradativa, mas crescente, temos procurado vivenciar esses paradigmas bíblicos em nossa comunidade, através de nossos ministérios e grupos. Esse é o Plano de Crescimento e Formação Espiritual (PCFE) que estamos procurando desenvolver em nossa comunidade. Não que ele estivesse anteriormente ausente, mas o temos enfatizado mais intencionalmente, de maneira pró-ativa e efetiva. 3. Os nossos fatores determinantes A igreja (Ekklesia= ek: “para fora”; kaleo: “chamar” = “chamada para fora...”Ef 2.11-22) cumpre esses propósitos, levando em conta e dependendo de alguns fatores, conforme 1 Ts 1.5: “Sabemos, irmãos, amados de Deus, que ele os escolheu porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. Vocês sabem como procedemos entre vocês, em seu favor” (1 Ts 1.4,5) • O amor de Deus: Ele nos escolheu em Cristo. Deus tomou a iniciativa, • O poder de Deus: a ação poderosa e a intervenção de Deus,


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• O Espírito Santo: somente Ele convence e dá convicção, • A determinação: fazer a coisa certa na vontade de Deus, • Nossa capacidade limitada: recebemos poder (DONS) do Senhor para serví-LO. O compromisso da igreja é com Deus e com sua revelação na pessoa de Jesus. Obediência e fidelidade estão acima de qualquer coisa (At 4.19,20). É esse compromisso incondicional com Deus e com seus propósitos que dá credibilidade à igreja no seu contexto, tornando-a relevante e impactante. Convencer, tocar e transformar, só Deus pode fazer pelo agir do Espírito em nós e nos outros. Esse tem sido o nosso envolvimento como comunidade aqui em Florianópolis, considerando diferentes abordagens e estratégias, aproveitando as oportunidades, sob oração e jejum, com intencionalidade e com constância, a partir de alvos, visão e ações concretas. Sob as palavras de Pedro, em 1 Pe 2.9,10, somos chamados a envolver pessoas e investir em pessoas. Não tem sido um caminho fácil, mas “prosseguimos para o alvo”.

4. Nossa missão: Por que existimos? O foco de todo planejamento e missão de igreja é cumprir a visão que Deus tem nos dado como comunidade. Nossa Paróquia já havia desenvolvido um planejamento estratégico. Esse planejamento facilitou a reflexão e as definições que estabelecemos como comunidade. Depois de alguns anos, concluímos que o nosso slogan poderia ser resumido como: “Aproximar as pessoas de Deus e uma das outras”

> Estamos comprometidos, apesar de nossa limitação como comunidade, a ajudar as pessoas a viverem na perspectiva do Reino de Deus - dependência espiritual – através da fé na pessoa de Jesus, como Salvador e Senhor pessoal. > Recebemos de Deus, como comunidade, “o ministério da reconciliação”, conforme as palavras de Paulo em 2 Co 5.17-21. O Evangelho de Jesus é o poder de Deus para salvação daquele que nEle crê. O Evangelho é o poder de


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Deus que restaura relacionamentos e cria comunidade. Essa é a prática da igreja que consegue ser mais “ORGÂNICA” do que “institucional”. > Nosso foco está em integrar os membros na visão de corpo de Cristo, num estilo de vida que procura resgatar a simplicidade da fé cristã nos relacionamentos e no testemunho missionário e não nas normas, formas e institucionalização. É resgatar a essência da igreja que vive sua fé e a experiência da família cristã, levando outros a terem experiência significativas com Deus a partir das Escrituras e da vida comunitária.

5 - Os nossos eixos transversais A experiência da Igreja Primitiva nos traz um referencial importante de vida comunitária: • o TEMPLO como local do encontro maior dos cristãos e • a CASA como lugar menor, familiar e íntimo para os cristãos que se reúnem por afinidade ou por área geográfica. Nessa visão, ganha forma o MODELO CELULAR, onde a nossa comunidade maior se organiza e se multiplica em pequenos grupos - PG’s ao longo da semana. Os membros servem com seus dons, vão ao encontro de pessoas e de suas necessidades e no domingo todos se reúnem para celebrar os feitos de Deus. Relacionamentos são reforçados em comunidade através dos PG’s.   Os cultos semanais nos dão essa compreensão de pertencimento como corpo de Cristo e os PG’s estão relacionados ao evangelismo e ao pertencimento por afinidades, amizades, etc.   Temos diante de nós um desafio de intercessão e ações estratégicas: apesar de muitos grupos e um número considerável de pessoas que participam, precisamos alcançar os membros “distantes” e pessoas novas, e trazê-las para o convívio comunitário. E isso, certamente, passa pela nossa atitude missionária de ir ao encontro, conviver, testemunhar e convidar pessoas de nossos relacionamentos para estarem conosco em comunidade e conosco conhecerem a Jesus pela fé. Somos uma igreja de Pequenos Grupos. Nossa organização ministerial contempla esse conceito. Temos desenvolvido nesses últimos anos essa visão de


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PG e pastoreio nos diferentes ministérios. Temos crescido e aprendido a fazer isso, na perspectiva do sacerdócio real de todos os crentes. São pessoas crendo e entendendo o chamado de Deus para suas vidas e se dispondo a servir ao Senhor a partir dos dons que o Espírito Santo traz ao coração. O desafio que continua batendo fortemente está voltado para a formação de novos líderes e a integração de membros e outras pessoas em PG’s já existentes ou PG's novos, objetivando seu despertamento espiritual, maturidade cristã e envolvimento missionário. Uma igreja que está em íntima relação com Deus, que o adora e serve, que está sendo constantemente revitalizada pelo Espírito Santo e por isso entende e obedece ao seu chamado através da visão espiritual recebida e de sua organização ministerial, focadas em pessoas.

6–A nossa logo e suas marcas A partir do nosso projeto Todos a Bordo “De Volta às raízes” em 2013, decidimos, em assembleia da comunidade, por uma logo nova, com seus conceitos, marcas e ênfases, destacando a reflexão que temos feito como comunidade através dos ministérios e dos seus diferentes grupos. Além disso, essas marcas destacam também as minhas ênfases no ministério pastoral desenvolvido na comunidade.

Colocar aqui as explicações de nosso logo

Avaliamos a caminhada dos ministérios, planejamos e definimos caminhos a partir dessa logo. Ao mesmo tempo, a logo e suas marcas nos ajudam a detectar limitações e deficiências da comunidade:Ser membro da igreja envolve renúncia e compromisso. Vida marcada pela presença do Espírito Santo é mais do que usufruir das “coisas” de Deus. É estar disposto ao sofrimento e às implicações de viver como membro do corpo de Cristo, suas contradições, decepções e conflitos, situações estas comuns para quem vive em comunidade (Fp 2.1-4). Por isso, encontramos mais de 40 vezes a expressão “uns aos outros” no Novo Testamento. Ou seja, não dá para ficar no anonimato. Igreja é a “comunhão dos santos” que se reúne nas casas e no templo simultaneamente, cujos membros


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estão envolvidos com a missão e servem às pessoas nas suas necessidades, de acordo com os seus dons. "Pessoas certas, nos lugares certos, fazendo as coisas certas, pelas razões certas" (1 Tm 4.14,15). Os encontros ministeriais com as lideranças precisam continuar crescendo na visão do pastoreio e da formação de novas lideranças e de sua capacitação crescente. Ao mesmo tempo, nossos líderes precisam ser ajudados no processo de mentoria para que possam amadurecer e fazer isso com outros, na perspectiva de “cobertura espiritual”, redução da sobrecarga e multiplicação de líderes em todos os ministérios da comunidade.

7 - Nossa igreja está crescendo? O Teólogo e Missiólogo Orlando Costa ajuda-nos a avaliar essa questão numa ênfase missionária integral, quando aponta para quatro dimensões do crescimento verdadeiro da igreja: • Numérico (novos membros), • orgânico (desenvolvimento de liderança firmada no caráter de Cristo e a partir dos dons espirituais), • conceitual (compreensão e experiência da fé cristã), e • diaconal (serviço a partir dos dons e da prática do amor). Buscamos um crescimento simultâneo. Se for só numérico gerará um inchaço. Se for só orgânico gerará uma liderança burocrática. Se for só conceitual gerará uma abstração teórica. E se for só diaconal gerará um ativismo social. A partir de 1 Co 12.12-31, destaco alguns aspectos que julgo relevantes em e para a nossa comunidade: • Como comunidade de Jesus desenvolvemos o nosso FOCO a partir de um planejamento estratégico que destaca visão, missão e valores comuns. Caso contrário, será muito fácil a dispersão. A consequência também será frustração e cansaço. Deus nos deu um chamado específico e precisamos ser fortalecidos, capacitados e animados para cumpri-lo com alegria. “Jamais seremos tudo para todos”. Sempre de novo precisamos avaliar:


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Será que as estruturas, organização e atividades que desenvolvemos na comunidade são mais distrações e obstáculos do que aspectos funcionais que promovem o crescimento e maturidade da igreja? Estamos promovendo mudanças de vidas através dos nossos cultos, grupos, ministérios e dos líderes comprometidos com as pessoas?

• Como comunidade de Jesus precisamos estar abertos à INOVAÇÃO com responsabilidade. Precisamos estar atentos e contextualizar com criatividade e critério bíblico a verdade do Evangelho. Uma criatividade que não compromete a Palavra de Deus, mas que se deixa guiar por ela. O planejamento está a serviço dessa visão. Importante: “Um bom planejamento estratégico não tem o poder de transformar mentes e corações. Projetos eficientes não fazem de nós verdadeiros discípulos de Jesus”. Isso só o Espírito Santo pode fazer através da Palavra de Deus. • A relevância da igreja está na sua ESSÊNCIA VOCACIONAL: fomos resgatados por Jesus, portanto somos agentes de resgate num mundo onde as pessoas se encontram perdidas e sem rumo. Precisamos estar atentos aos desafios e às possibilidades de nosso tempo, sem pôr em risco o Evangelho. Somos uma comunidade muito criativa e dinâmica. Percebo isso ao ver e ouvir como cada ministério se organiza e se maximiza para executar seu plano de ação. Esse é o poder sinergético da comunidade. • Como comunidade de Jesus zelamos pela EXCELÊNCIA sob a ótica de que não somos os melhores, mas queremos fazer o melhor na dependência de Deus e com o coração de servos. Isso envolve dedicação, compromisso, integridade e vivência dos propósitos de Deus para a nossa vida. A excelência não pode ser justificativa para nosso não-envolvimento sob o argumento de que “não somos bons o suficiente”.

• Como comunidade de Jesus não somos um membro só. Somos um corpo com muitos membros, onde cada um tem a sua importância na


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COOPERAÇÃO. A organização e desenvolvimento comunitário a partir de ministérios promove envolvimento, participação e integração da Igreja. Por isso nos estruturamos em cinco ministérios em nossa comunidade: Infantil, Jovem, Maturidade, Casais e Artes. O envolvimento de cada um é resposta ao chamado de Deus a partir dos dons e não uma forma de substituição e ajuda ao pastor ou missionário. Temos muito trabalho pela frente!

8 - Riscos de construirmos a comunidade sobre a areia Creio que, no anseio sincero de acertar e sermos uma igreja que busca cumprir os propósitos de Deus em e a partir de Florianópolis, precisamos dar ouvidos ao que Paulo diz para não corrermos o risco de perdermos o foco e as prioridades do Reino de Deus: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fazia crescer; de modo que nem o que planta nem o que rega são alguma coisa, mas unicamente Deus, que efetua o crescimento” (1 Co 3.6,7)

Temos procurado ser zelosos e cuidadosos com estas coisas: • Ferramentas tecnológicas: Entendo que estratégias, equipamentos e ambientes modernos, projetos, são recursos criativos que Deus nos dá para realizar a sua obra. Nada disso está errado desde que não substitua aquilo que só Deus pode fazer. Deus é o Deus da Igreja e de sua missão. Vidas são transformadas pelo poder do Evangelho sob o agir do Espírito Santo.

• Observe a Igreja de Laodicéia em Ap 3.17-19:“Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu.Dou-lhe este aconselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa


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nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar.Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se”

• Liderança pastoral centralizadora: Tenho enfatizado a edificação da igreja sob o alicerce do sacerdócio geral de todos os crentes e não sob uma liderança centrada na função e no carisma do líder. A Igreja é construída sobre o único fundamento e Senhor que é Jesus (1 Co 3.11). Os pilares são os princípios imutáveis da Palavra de Deus. Além disso, somos um corpo com muitos membros e todos são importantes e úteis com seus dons • Observe a Igreja de Corinto: “Pois quando alguém diz: "Eu sou de Paulo", e outro: "Eu sou de Apolo", não estão sendo mundanos? Afinal de contas, quem é Apolo? Quem é Paulo? Apenas servos por meio dos quais vocês vieram a crer, conforme o ministério que o Senhor atribuiu a cada um. Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fazia crescer; de modo que nem o que planta nem o que rega são alguma coisa, mas unicamente Deus, que efetua o crescimento... Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo” (1 Co 3.4-7,11)

• Visão do “sempre foi assim”: Com toda a liderança e os presbíteros, tenho me esforçado responsavelmente para promover mudanças funcionais, estruturais e ministeriais na comunidade. A igreja precisa se contextualizar sem comprometer o conteúdo do Evangelho, a prática do amor e do respeito e a obediência às Escrituras.

• Duas palavras bíblicas podem mencionadas aqui: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.1,2) “Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas. Tornei-me judeu para os


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judeus, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, tornei-me como se estivesse sujeito à lei, ( embora eu mesmo não esteja debaixo da lei ), a fim de ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, tornei-me como sem lei ( embora não esteja livre da lei de Deus, mas sim sob a lei de Cristo ), a fim de ganhar os que não têm a lei. Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns” (1 Co 9.19-22).

• Pregação de um “evangelho” relativista e consumista: Esse tipo de “evangelho” não compromete e nem conduz à santidade. Por isso, em nossos cultos, PG’s, ministérios e publicações tenho me dedicado ao Evangelho de Jesus que restaura, compromete e envolve o ser humano no andar com Deus, numa relação de privilégio e responsabilidades cristãs. Ao mesmo tempo, enfatizo a dimensão da eternidade. Porque a nossa vida não se limita a este tempo. Deus tem preparado para os seus filhos um lugar no Seu Reino Eterno • Como dizem as Escrituras: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte; Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos” (Fp 3.7-11)

• A falta de visão e ação missionária: A igreja é, em sua essência, missionária. A história bíblica da igreja está relacionada com sua missão no mundo. Não posso sustentar a ideia de “manutenção” dos membros. Meu esforço ministerial é de “expansão” através de um envolvimento comprometido de todos os membros da comunidade. Temos sido constantemente desafiados a “viver além de nós mesmos!”


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• “Então, Jesus aproximou-se deles e disse: "Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos"(Mt 28.18-20)

9 –Nossos ministérios A nossa estrutura organizacional de comunidade está sendo construída sobre cinco ministérios, unidos e interligados pela visão, missão e valores comuns. Isso significa que queremos caminhar na mesma direção e na interdependência. Como equipe ministerial, somos responsáveis diante de Deus pela direção e saúde da Igreja.   Nossos ministérios têm crescido e amadurecido. Crescemos na visão, nos objetivos e na busca de alcançar nossos alvos. São múltiplos serviços, múltiplos ministérios e grupos, e múltiplas estratégias para cumprir a tarefa que Deus nos deu. É verdade também que temos experimentado dificuldades diante da nossa missão: não temos líderes suficientes; nem sempre conseguimos fazer reuniões qualitativas de preparação e acompanhamento, em virtude das agendas; a demanda de necessidades é maior do que os recursos humanos disponíveis; lutamos para ter um acolhimento efetivo de novos membros e visitantes em nossa comunidade e integrá-los na família da fé. Por outro lado, é necessário dizer que temos uma equipe ministerial disposta, fiel e dedicada. Meu ministério pastoral seria ineficaz se eu não pudesse contar com os irmãos cumprindo com a vocação que Deus deu a cada um. Isso faz toda a diferença na igreja. É na perspectiva do Sacerdócio geral de todos os crentes que nós, ministros, André e eu, temos desenvolvido a nossa parceria ministerial, priorizando os nossos dons específicos, e, ao mesmo tempo, temos motivado toda a igreja a servir a Deus a partir dos seus dons, numa rede ministerial crescente.   Como comunidade, somos mais do que membros da igreja, somos servos do Senhor. Somos o Corpo de Cristo com muitos membros e cada um tem sua função e importância sem igual. Levar os membros a viverem nessa perspectiva tem sido o meu foco e investimento como ministro do Evangelho aqui em Florianópolis. Isso tem se tornado motivo permanente de minhas orações e súplicas diante de Deus, ensino e ação estratégica.


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Essa diversidade em nossa comunidade exige que demos uma atenção especial à comunicação. Precisamos repensar as informações em culto, informativo dominical, informativo online, etc. A secretaria de nossa comunidade tem contribuído para que isso aconteça mais eficazmente. Há uma equipe trabalhando numa proposta de novo informativo e folder da comunidade.   O nosso novo site e a transmissão dos cultos pela internet têm nos ajudado a sermos mais eficazes em alcançar as pessoas com o Evangelho e com as nossas informações.     10 – Destaques e investimentos Nessa caminhada ministerial, temos investido em projetos que envolvem todas as áreas de atuação da comunidade, entre eles: • Todos a Bordo: Projeto de 40 dias em que toda a comunidade trabalha um tema comum nos PG’s, nos cultos e nos ministérios, por 6 semanas. A cada ano definimos uma ênfase temática de acordo com as nossas necessidades. Esse projeto tem nos envolvido intencionalmente como comunidade, líderes e membros numa caminhada em equipe – uns aos outros e uns pelos outros. • Curso Alpha: Esse curso visa dar base cristã aos membros e àqueles que desejam integrar-se como membros em nossa comunidade. Anualmente pessoas são integradas e inseridas no corpo de nossa comunidade através do Curso Profissão de Fé – Curso Alpha. Além disso, através desse curso de 8 semanas, envolvemos muitas pessoas na recepção e nos pequenos grupos, despertando, com isso, novas lideranças. • Série de pregações: Por diversas vezes ao ano, fazemos séries de 05 pregações em nossos cultos. Estas séries têm a ideia de continuidade e motivam as pessoas a voltar para ouvirem a abordagem seguinte. • Curso de noivos: anualmente reunimos os casais de noivos para uma caminhada de cinco semanas no formato de um PG para tratarmos temas relacionados ao matrimônio. Depois, procuramos integrá-los num PG permanentemente. • Palestra para casais/pais: desde o ano passado começamos com palestras especiais aos casais e pais. Trazemos um palestrante para um


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tema específico e relevante, relacionando a verdade bíblica ao nosso cotidiano. Essas palestras acontecem a cada dois meses e o número de casais participantes tem crescido consideravelmente. No último encontro realizado em abril, tivemos 35 casais presentes. • Discipulado: acompanhamento aos novos cristãos, ajudando-os no seu crescimento espiritual. Aqui precisamos melhorar e desenvolver um “programa” de discipulado mais efetivo. Isso ajudará os cristãos a desenvolverem as disciplinas espirituais da oração, da leitura bíblica, da comunhão, do serviço e do testemunho. Percebo que a ausência dessas disciplinas cristãs têm inibido e limitado o crescimento e maturidade dos membros da igreja. • Grupo fundamentos: um plano de formação de liderança num programa de 18 meses para líderes em formação ou pessoas com potencial de liderança. Neste ano iniciarei o 3º grupo, na proposta de GTLI – Grupo de Treinamento para Líderes na Igreja. • Grupos de trabalho: • GT Finanças é o grupo que está trabalhando em torno do tema finanças na comunidade, dízimos, ofertas e formas de dar. Pretendemos desenvolver uma serie de pregações e estudos para cultos e PG’s. Há ainda fortemente a cultura do pagamento e de “sociedade” religiosa. Temos insistido que o nosso sistema de “contribuição” está firmado nas palavras de Paulo, conforme 2 Co 9.7. Tenho visto um número considerável de pessoas exercitando a arte do dar como expressão de fé e gratidão e não de pagamento. Por isso não trabalhamos com a ideia de “inadimplência” em nossa comunidade. • GT Culto é o grupo que está refletindo a respeito da importância e o papel do culto na vida comunitária. Está trabalhando em torno da ênfase de “culto inspirador”. Além disso, está estudando mais um horário de culto na comunidade e seus desdobramentos, • GT PG’s é a constituição de uma equipe base responsável pelo trabalho de pequenos grupos na comunidade, multiplicação, formação de líderes, material, etc. • Equipe de pregadores: a disposição e dedicação de alguns irmãos da comunidade de serem pregadores em nossos cultos. Essa prática não é


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“tapa-furo” na ausência pastoral, mas um exercício da vocação espiritual de comunicar o Evangelho. • Acompanhamento: temos acompanhado pessoas em discipulado e pastoreio (pessoal e relacional); atendimento a pessoas no plantão pastoral; visitas aos membros, seja por percepção, solicitação ou indicação. Esse processo amplo de acompanhamento não é exclusividade pastoral. Esse acompanhamento deve acontecer mais efetiva e eficazmente por meio da liderança dos PG’s e dos líderes ministeriais, conforme Êx 18.13-25; At 6.1-7.

• As iniciativas ministeriais: os ministério e seus grupos (Culto Infantil, Ensino Confirmatório, Jepa, Up Grade, OASE, Casais, Dorcas, Corações Alegres, Visitadoras, Coral, Grupos de Louvor, Teatro, parcerias missionárias, cursos, PG’s, etc...) têm desenvolvido retiros, atividades especiais e ênfases específicas, contribuindo para a concretização da visão geral da comunidade. Isso tem nos dado uma caminhada bem focada como igreja:

Ministério Infantil: temos dois grupos com trabalho infantil em nossa comunidade: culto da manhã e culto da noite. São abordagens diferentes, mas com propósitos comuns. É digna de nota a criatividade, fidelidade e dedicação de nossas professoras. Deus tem acrescentado crianças domingo após domingo e oramos para que cresça também o número de voluntários que sempre estão aquém de nossa demanda. Ministério Jovem: o trabalho com jovens se dá em três frentes: Ensino Confirmatório/conexão; Jepa (Jovens adolescentes) e Upgrade (jovens universitários). Há um bom número de colaboradores que alegre e voluntariamente servem a Deus entre os jovens. Merece destaque o que temos experimentado nesses dois últimos anos: a integração do EC com a Jepa e a formação do grupo Upgrade. O ministério jovem sempre necessita de avaliação e implantação de estratégias novas para cumprir com sua missão. Nesse sentido, a inserção de novas lideranças significa inovação e renovação. Ministério Maturidade: esse ministério se desenvolve em quatro frentes: OASE (trabalho com senhoras), Corações Alegres (ênfase nos idosos), Dorcas (trabalho social e de apoio às mães/gestantes) e Visitadoras (equipe de


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senhoras que visitam regularmente pessoas doentes e impossibilitadas de virem aos cultos). Sua ênfase se resume nas palavras “Comunhão – Testemunho e Serviço”. Esse ministério é coordenado e desenvolvido pelas mulheres de nossa comunidade e chama a minha atenção o compromisso e a fidelidade de cada uma delas. Ministério Casais: além do retiro anual para casais, esse ministério organiza palestras para casais e pais, jantar dos casais, curso de noivos e o trabalho com PG’s de casais. Foi reativado efetivamente há dois anos. Temos agora uma equipe que coordena esse ministério. Ministério Artes: integram esse ministério os grupos de louvor, coral, o grupo de teatro Reformadores, recepção e a equipe de transmissão dos cultos pela internet. Esse ministério tem trabalhado para que os nossos cultos sejam inspiradores, sob a seguinte pergunta: “De que maneira o culto e seus elementos tem ajudado às pessoas a terem um encontro e relacionamento significativos com Deus?”.

• Família e lazer: Insisto em dizer que a prioridade primeira de cada pessoa e líder de comunidade é a sua relação íntima com Deus. Em seguida é sua família. Só depois vem trabalho, igreja, ministérios, etc. “Nenhum sucesso justifica o fracasso da família”. Nossas estruturas e atividades precisam considerar prioritariamente a família, o lazer, o descanso, etc. Agenda lotada não é sinônimo de vida espiritual. O tempo a sós com Deus, o convívio com a minha família e o cuidado com minha saúde através da prática de exercícios físicos são muito importantes. Certamente isso implica determinação, reeducação e disciplina constante.

12. O futuro Nessa visão de planejamento estratégico que nos envolve como comunidade, vejo alguns desafios dos quais não poderemos fugir nestes próximos anos, a curto e médio prazos: • A restauração de nosso patrimônio: Casarão (processo em andamento) e Templo,


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• A construção de um Centro de Multi-Uso, a partir de projetos em estudo. Precisamos de um espaço maior para cultos, reuniões da comunidade e diferentes atividades de integração dos ministérios e grupos. • Aperfeiçoamento e implementação mais efetiva do Plano de Crescimento e Formação Espiritual baseado na nossa logo, por meio de um processo de Discipulado: Nível 1 – Evangelismo: conduzindo pessoas para Cristo Nível 2 – Discipulado básico: para novos crentes, Nível 3 – Discipulado intencional: desenvolvendo a maturidade espiritual, Nível 4 – Discipulado vocacional: preparação para a multiplicação Nível 5 – Pastoreio e Mentoria informal • A partir das propostas do GT sobre finanças iniciado em fevereiro deste ano, concretizar um plano de mobilização financeira na comunidade que expressa gratidão e confiança e compromisso com o Senhor, • Fortalecer a organização por ministério e o respectivo pastoreio. Com isso, poderemos motivar, fortalecer e equipar nossos líderes para suas diferentes frentes de atuação. • A ampliação do atual PG Fundamentos para o GTLI – Grupo de Treinamento para Líderes na Igreja, como um plano efetivo de formação de liderança para os diferentes ministérios, com um currículo de 18 meses. Essa proposta se enquadra no nosso Plano de Crescimento e Formação Espiritual, descrito nas quatro marcas de nossa comunidade, conforme a nossa logo. Este é o Nível 6: Equipando líderes e líderes em potencial. Creio que esse processo de discipulado e formação de liderança (5 níveis) nos ajudará a caminhar para a “solução” da falta de liderança em nossa comunidade e para multiplicação permanente de líderes.      


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• A plantação de uma nova igreja num processo de multiplicação (por exemplo, no Estreito). Esse assunto está na nossa mesa de discussão há muito tempo. Plantar igrejas é um desafio bíblico. Precisamos refletir sobre como esse desafio nos envolve. • O fortalecimento de parcerias missionárias além de nossas “fronteiras” (como, por exemplo, a Missão Zero). • Expansão e mobilização: Incrementar o nosso plano de alcançar pessoas novas, sem omitir a nossa responsabilidade de manter e “resgatar” aqueles que “são” nossos. Além disso, a mobilização dos ministérios e membros ativos para acolher e integrar os que nos visitam e respondem ao nosso convite de participação.

13 - Agradecimentos Ao Senhor: Louvo ao Senhor pelo privilégio de poder servi-Lo nesta comunidade e ver o Seu agir entre nós. Como diz aquele cântico: “Não a nós, Senhor, mas ao Teu Nome dá glória”. Aos meus familiares: Agradeço aos meus filhos pela caminhada que fazemos juntos na fé em Cristo, cada um com sua singularidade. À Irani, que tem sido uma companheira incansável no ministério. Além de esposa e mãe dedicada, tem sido uma intercessora e tem investido seu tempo e dons em acompanhar mulheres individualmente e em PG’s, e está comigo em diversas frentes ministeriais.


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Aos presbíteros e líderes da comunidade e paróquia: Numa relação de confiança, parceria e interdependência no corpo de Cristo, temos sonhado e caminhado juntos e na mesma direção. Meus irmãos! Muito obrigado por tê-los ao meu lado e podermos servir ao Senhor juntos. Vocês têm me cuidado, apoiado e encorajado. Isso é imensurável! Ao missionário André: Além de repartir comigo o trabalho na comunidade, o André tem sido um parceiro e amigo. Ele está à frente dos ministérios Infantil e Jovem. Com diferentes dons, complementamo-nos no exercício do nosso chamado nesta comunidade. Tem sido especial repartir esse ministério com o André, a Daiane e sua família. Meus agradecimentos também aos pastores eméritos Adelário e Anildo e ao P. Sinodal Sigolf, que prontamente se dispõem a colaborar em nossa comunidade. Agradeço também a meus colegas P. Jacson e P. Rui pela caminhada conjunta. O assunto não terminou! A questão é QUANTAS VIDAS ESTÃO SENDO TRANSFORMADAS, e não quantos estão participando. É tornar-se discípulo de Jesus!!! Que o Senhor Jesus, no poder do Espírito Santo, renove as nossas forças e nos dê direção clara para não perdermos o foco de nossa tarefa nas coisas concernentes ao Reino de Deus aqui em Florianópolis e, a partir daqui, para outros lugares.

PERGUNTAS AUXILIARES PARA AVALIAÇÃO (P. DIETMAR WIMMERSBEGER e CAM - CAMPO DE AÇÃO MINISTERIAL)

1 - Comente aspectos que lhe chamaram a atenção no relatório.

2 - Destaque ênfases e dons do P. Dietmar que têm contribuído para a edificação de nossa comunidade.

3 - Que aspectos do ministério do P. Dietmar poderíam ser considerados como necessários de melhoras e aperfeiçoamento para que ele possa exercer mais


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efetivamente seu trabalho entre nós?

4 - De que maneira a comunidade, seus líderes e ministérios/grupos têm apoiado e contribuído para que o P. Dietmar exercite seu ministério em nosso meio? Onde podemos melhorar?

5 - Gostaríamos de renovar o contrato ministerial com o P. Dietmar e que ele o renove conosco também? Sim ou não? Por quê? Se "sim", por quanto tempo? Três, quatro, cinco ou seis anos?

Em Cristo, P. Dietmar Wimmersberger Florianópolis/SC, 24 de abril de 2014

     


Avaliação P. Dietmar