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EXPEDIENTE REVISTA DIGITAL IFSC Ano 2 | Edição 2017 CONSELHO EDITORIAL Carolina A. Carioni Amorim Elen Makara Luciano Mendes Junior REDAÇÃO E REVISÃO Beatrice Gonçalves PROJETO GRÁFICO Luciano Mendes Junior CAPA FOTO Milene Machado BELEZA Daniele Silveira Milene Machado MODELO Juliane Magro

COLABORADORES: REDAÇÃO Káritha Macedo AGRADECIMENTOS Manoella Vieira dos Santos COORDENAÇÃO GERAL Elen Makara


A edição 2017 da revista de moda do Instituto Federal de Santa Catarina recebe um novo nome e identidade visual. Pensando no cenário em que o Câmpus Gaspar se encontra, entenda abaixo quais foram as principais referências e o resultado final deste trabalho.

IND

I

E

As primeiras três letras IND, que compõem o novo título da revista, fazem alusão às indústrias do polo têxtil da região e reafirma a importância do cursos para a comunidade.

A letra I faz referência ao Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e ao curso superior de Design de Moda do Câmpus Gaspar

A letra E representa os estudantes que, juntamente com os professores, são os responsáveis por fazer com que a revista aconteça.

“Em uma pesquisa realizada em um dicionário da língua inglesa INDIE é uma abreviação do termo em inglês independent, que significa “independente”, em português, e remete ao produto ou estilo cultural que foge às grandes massas, produções, empresas ou distribuições. O produto, cultura ou arte indie é desenvolvido a partir de um projeto independente, como o próprio nome sugestiona.” Santa Catarina possui muitas marcas de moda independentes, que se mantêm a partir de vendas em feiras locais ou itinerantes e isso deve estar intrínseco na identidade da revista e no perfil dos estudantes. Desejamos a todos uma boa leitura! Profª Elen Makara Profª Carolina Carioni

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Desfile Alta Costura

II Semode

Sumário

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12º Colóquio de Moda

Editorial

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Passo a Passo Eco Estojos

SCMC


Para a formatura dos alunos do curso Técnico em Modelagem do Vestuário do Instituto Federal de Santa Catarina - Câmpus Gaspar, foi realizado um desle de moda sob a coordenação das professoras Andressa Schainder, Carolina Carioni e Elen Makara, e com o auxílio dos demais professores e das técnicas Adelisa Otto e Milene Machado, onde os estudantes apresentaram os modelos confeccionados na disciplina do Projeto Integrador, em que foram aplicadas as competências e habilidades desenvolvidas ao longo dos três semestres do curso.

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Fotograa: Marcia Merten

O desao foi desenvolver uma peça que demandasse a aplicação de técnicas como plissado e drapeado. Esta edição do primeiro semestre de 2016, teve uma ótima estrutura para o evento, tendo em vista que pela primeira vez o desle contou com uma passarela central e nova iluminação. Foram cerca de 200 convidados, entre familiares, alunos dos cursos técnicos e superior, professores, servidores, prossionais do mercado de moda, fotógrafos, patrocinadores e comunidade.

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Fotograď€ a: Marcia Merten


A Modernidade de Bouchra Jarrar por Jéssica Regina F. Dyck

O vestido da modelista Jéssica foi inspirado no modelo da estilista Bouchra Jarrar, usado no desle da Alta Costura Outono e Inverno 2010/2011, que aconteceu em Paris. Os materiais utilizados na sua confecção foram sarja acetinada e cetim, nas cores azul e branco. A parte superior do vestido foi feita na modelagem Tridimensional, e a parte inferior em modelagem plana 9


Fotograď€ a: Marcia Merten


As Listras de Zuhair Murad por Jéssica de Sá Almeida

A modelista Jéssica teve como inspiração para o desenvolvimento deste Projeto Integrador um dos vestidos da coleção Resort 2016 do estilista Zuhair Murad. O vestido foi feito em modelagem tridimensional e os materiais utilizados foram cetim e sarja acetinada, nas cores rosa, salmão e preto.

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Fotograď€ a: Marcia Merten


A Delicadeza de Zuhair Murad por Elizabete Soares

O vestido da modelista Elizabete foi inspirado no modelo do estilista Zuhair Murad. A frente e as costas do modelo foram feitas em modelagem tridimensional, jå a manga e a saia foram confeccionadas em modelagem plana. Os materiais utilizados na sua confecção foram musseline e shantung, na cor vermelha.

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Fotograď€ a: Marcia Merten


O Traje de Giorgio Armani por Amanda Peixe

O conjunto da modelista Amanda teve como referência no o conjunto criado pelo estilista italiano Giorgio Armani. Os materiais utilizados na sua confecção foram tecido tweed e cetim.

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Fotograď€ a: Marcia Merten


O Charme da Azzaro por Marcos Allegri

O modelista Marcos usou como referência para o desenvolvimento deste Projeto Integrador o Blazer e o vestido desenvolvido pelos estilistas Arnaud Maillard e Alvaro Castejon no desle de alta costura outono/inverno 2014/2015, da marca Azzaro. As peças foram feitas em modelagem plana e os materiais utilizados na sua confecção foram cetim, couro e pele sintética. 17


Fotograď€ a: Marcia Merten


O Requinte de Zuhair Murad por Gislaine Soare da Silva

A modelista Gislaine usou como referência para o desenvolvimento deste Projeto Integrador, um dos vestidos usados no desle da coleção de altacostura de inverno 2015, do estilista Zuhair Murad. A parte de cima do vestido foi confeccionada em modelagem tridimensional e a saia em modelagem plana. Os materiais utilizados foram crepe georgette e tafetá.

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Fotograď€ a: Marcia Merten


O P&B de Elie Saab por Deisy Munis Manes

A modelista Deisy usou como referĂŞncia para o desenvolvimento deste Projeto Integrador, um dos vestidos usados no desď€ le da semana da moda em Paris primavera/verĂŁo 2011/2012, do estilista Elie Saab. O vestido foi desenvolvido utilizando a modelagem plana e tridimensional. Os materiais utilizados foram renda, cetim e aplique, nas cores preto e branco.

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Fotograď€ a: Marcia Merten


O Romantismo de Elie Saab por Leandro da Silva Teodoro

O modelista Leandro usou como referência para o desenvolvimento deste Projeto Integrador, o vestido desenvolvido pelo estilista Elie Saab e apresentado em seu desle Primavera/Verão 2014. O modelo foi desenvolvido utilizando a modelagem tridimensional e plana. Os materiais utilizados na sua confecção foram crepe, tricoline e cetim, na cor vermelha. 23


Fotograď€ a: Marcia Merten


A Casa de Bonecas de Chanel por Tatiana Cunha Dias

A modelista Tatiana usou como referência para o desenvolvimento deste Projeto Integrador, o modelo que foi apresentado por Valentino no desle de Haute Couture do Outono/Inverno 2006/2007. O vestido plissado foi desenvolvido utilizando modelagem plana e tridimensional. Os materiais utilizados na sua confecção foram crepe carolina e georgette.

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Fotograď€ a: Marcia Merten


O Brilho de George Chakra por Rubia Tamires Degan

A modelista Rubia usou como referência para o desenvolvimento deste Projeto Integrador, o modelo da coleção lançada em 2004 pelo estilista George Chakra. O macaquinho foi feito em modelagem tridimensional e plana. Os materiais utilizados na sua confecção foram tule, cetim e paetê, na cor preta.

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Fotograď€ a: Marcia Merten


O Bordado de Valentino por Tamara Soares

A modelista Tamara usou como referência para o desenvolvimento deste Projeto Integrador, o casaco que foi apresentado por Valentino no desle de Haute Couture do Outono/Inverno 2006/2007. O modelo foi todo confeccionado em modelagem plana, com exceção da gola, que foi feita em modelagem tridimensional. Os materiais utilizados foram veludo bordado e organza, na cor preta. 29


Fotograď€ a: Marcia Merten


A Alta Costura de Ralph & Russo por Lídia Helena B. Lourenço

A modelista Lídia usou como referência para o desenvolvimento deste Projeto Integrador, o modelo da marca Ralph & Russo. Os materiais utilizados na sua confecção foram tafetá toque de seda e tule ló.

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Fotograď€ a: Marcia Merten


O Glamour de Ralph & Russo por Simara Schnaider

A modelista Simara usou como inspiração para o desenvolvimento deste Projeto Integrador, o modelo da Coleção Primavera/ Verão 2014 da marca Ralph & Russo. Foi feito em modelagem tridimensional e plana. Os materiais utilizados na sua confecção foi cetim zara.

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Fotograď€ a: Marcia Merten


A Elegância de Dior por Kelin Cristina G. Dutra

O vestido da modelista Kelin teve como referência para o desenvolvimento deste Projeto Integrador, o vestido da Coleção Dior para o Verão 2012. O modelo foi feito em modelagem tridimensional e plana. Os materiais utilizados na sua confecção foram tafetá e organza, nas cores preto e branco.

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2ªSEMODE

SEMANA DOS CURSOS DE MODELAGEM E DESIGN DE MODA

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atividades

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oficina modelagem tridimensional japonesa técnica bamboo concurso customização de camiseta básica

desfile modelaNDO dobraduras 37


II SEMODE Semana dos Cursos de Modelagem e Design de Moda

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ficinas, exposições, desfiles e um concurso de customização de camiseta básica marcaram a 2ª Semana dos Cursos de Modelagem e Design de Moda do Câmpus Gaspar realizada em outubro de 2016. Confira as oficinas ofertadas: Ÿ Técnicas de pintura com aquarela com a Prof.ª

Daniele Silveira Ÿ Matriz Morfológica p a r a d e s e n v o l v i m e n t o d e

produtos com a Prof.ª Andressa Schneider Alves e a Técnica Milene Machado Ÿ Modelagem Japonesa com a Prof.ª Carolina A. Carioni Amorim A oficina "Método da matriz morfológica aplicada ao design de moda", ministrada pela professora Andressa Alves, ensinou técnicas de criatividade pouco empregadas no processo de desenvolvimento de produtos do vestuário. A facilidade em utilizar a técnica para criar produtos surpreendeu os participantes. O que os motivou a utilizá-la em seu dia a dia de trabalho.

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Sobre a oficina de modelagem japonesa, que apresentou a técnica bamboo do designer japonês Shingo Sato, a ministrante Professora Carolina Carioni comenta que a técnica apresenta um certo grau de complexidade, mas todos os participantes conseguiram executar com sucesso. Confira imagens da oficina:


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Concurso de customização 42


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participação do ifsc no colóquio de moda

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professora Káritha Bernardo de Macedo, da área de vestuário do IFSC- Câmpus Gaspar, integrou uma mesa redonda no 12º Colóquio de Moda (2016) realizado na cidade de João Pessoa-PB, intitulada “Identidades Brasileiras – Universos Discursivos Da Moda”. Participaram desta mesa-redonda as professoras Káritha Macedo (IFSC), Daniela Novelli (Udesc) e Mara Rúbia Sant'Anna (Udesc). A proposta da mesa visou uma prospecção sobre a cultura popular e a produção da moda brasileira, discutindo os vieses da construção de uma identidade nacional a fim de fomentar reflexão crítica e original sobre estereótipos que naturalizam a produção discursiva de distintas formas de dominação (classista, étnico-racial, sexual e de gênero). Por meio de abordagens contemporâneas, debateu-se a branquidade produzida nos discursos visuais da Vogue Internacional e a proposta da baianidade sempre revivida por Carmen Miranda, como uma representação de brasilidade. Portanto, de forma mais analítica e crítica a produção artesanal brasileira, com seus produtos como o algodão e a suas versões exóticas: chita, renda de bilro, babados e turbantes entraram em debate, permitindo ao público um olhar múltiplo sobre fazeres que, quando problematizados numa dimensão discursiva e internacional, fazem do local o global. Daniela Novelli abordou questões relativas ao corpo [branco] convocado pelo discurso da alta moda e do prêt-à-porter de luxo, aos “modos de ver” dos fotógrafos a partir da matriz Vogue, ao “autoexotismo” da natureza e da 42

Resumo da mesa-redonda Evento: 12º Colóquio de Moda, 9ª edição Internacional, 11-14 de setembro de 2016. Local: Unipê - Centro Universitário de João Pessoa, João Pessoa- PB. Mesa-redonda: Identidades Brasileiras – Universos Discursivos da Moda. Data: 13 de setembro de 2016. Integrantes: Palestrante 1: Daniela Novelli (Udesc) Palestrante 2: Káritha Macedo (IFSC – Campus Gaspar) Debatedor: Mara Rúbia Sant'Anna

cultura popular brasileira, e o cruzamento simbólico entre nacionalismo, erotização e embranquecimento de figuras femininas como a mulata. Já quando se fala de Carmen Miranda, imediatamente a associamos a sua baiana e ao rico manancial de imagens que cercam sua performance. E imagens não apenas do passado, mas também as releituras contemporâneas que buscam reviver sua estética e alguns de seus significados. O que se nota é que a baiana interpretada por Carmen Miranda adquiriu tanta importância que continua perdurando no tempo e sendo acessada como um símbolo de “brasilidade”. Mas como aconteceu a construção desse fenômeno multimidiático brasileiro e que no exterior é também considerado “latino”? E quais são as causas deste processo de continuidade? Foi a partir desses questionamentos que Káritha Macedo discutiu o papel de Carmen Miranda como representação de brasilidade, analisando as bases da criação de sua imagem alegórica como baiana para que isso nos faça refletir sobre suas manipulações e apropriações pela moda contemporânea. Para isso, a professora partiu principalmente da análise da atuação de Carmen Miranda em seus primeiros filmes hollywoodianos, no contexto do fortalecimento da política da boa vizinhança. Que em sua leitura é onde se desenha e se define as imagens mais fortes que ficaram da artista na contemporaneidade. A política da Boa Vizinhança foi implementada pelos Estados Unidos em 1933, no momento em que o quadro da II Guerra Mundial começou a se definir, com a intenção de promover a aproximação cultural e comercial (mercadorias, valores e bens culturais) com os países da América Latina. Essa política se intensifica a partir de 1939, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial.


A Boa Vizinhança incentivou os estúdios de cinema a promoverem uma série de filmes com temas e artistas latino-americanos (entre outras ações) a fim de estreitar relações entre Estados Unidos e os da América Latina. Carmen Miranda destacou-se dentre esses artistas, principalmente com os filmes realizados pela Twentieth Century Fox. A ligação de Carmen com a Fox durou de 1940 até 1945, quando a Política da Boa Vizinhança teve fim e a Fox aceitou que a artista comprasse seu contrato. Os filmes aproximavam latino-americanos e estadunidenses, levando os yankees em viagens por uma América Latina escapista como recurso central da trama (LEV, 2013, p.90). Nos primeiros filmes, o passeio foi por Buenos Aires, Rio de Janeiro e Havana. Essas cidades, além de serem destinos turísticos, representavam países que despertavam grande interesse na política externa travada pelo governo dos Estados Unidos.

Káritha Macedo (IFSC), Mara Rúbia Sant'Anna (Udesc) e Daniela Novelli (Udesc).

Mesa-redonda: Káritha Macedo (IFSC), Mara Rúbia Sant'Anna (Udesc) e Daniela Novelli (Udesc). 43


participação do ifsc no colóquio de moda

Resumo do Minicurso Evento: 12º Colóquio de Moda, 9ª edição Internacional, 11-14 de setembro de 2016. Local: Unipê - Centro Universitário de João Pessoa, João Pessoa- PB. Minicurso: Modelagem Tridimensional Japonesa: Técnica da Caixa Integrada Data: 11 de setembro de 2016. Ministrante: Carolina A.C. Amorim (IFSC/ Gaspar) Processo da técnica da caixa integrada

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professora Carolina A. Carioni Amorim, da área de vestuário do Câmpus Gaspar do IFSC, ministrou um minicurso no 12º Colóquio de Moda (2016), intitulado “Modelagem Tridimensional Japonesa: Técnica da Caixa Integrada”. O minicurso contou com a participação de 18 congressistas, entre eles professores e alunos de cursos de moda de várias instituições de ensino do país. A proposta do minicurso foi conhecer as principais técnicas de modelagem TR Cutting (Reconstrução Transformacional) criada pelo designer japonês Shingo Sato. Durante o minicurso, os participantes foram desafiados a desenvolver uma modelagem da técnica da caixa integrada com recortes de criação individual. Com a modelagem finalizada, foram cortados e montados protótipos para análise dos resultados e discussão de alternativas para o design de produtos de moda.

Além do minicurso, a professora apresentou um artigo em parceria com Elen Makara e outro com Káritha B. de Macedo, também professoras do Câmpus Gaspar do IFSC. O primeiro artigo intitulado: “O uso de software livre na criação de desenhos técnicos do vestuário” foi desenvolvido junto com a professora Elen Makara e objetivou apresentar o uso do Inkscape como alternativa para criação de desenhos técnicos do vestuário a partir da elaboração de um roteiro mostrando as etapas da execução do desenho de uma camiseta básica. Apresentação de artigos com Elen Makara e Káritha B. de Macedo

Oficina de TR Cutting

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O segundo artigo intitulado: “Nas ondas do litoral catarinense: a reconstrução de um traje de banho de 1920” foi desenvolvido junto com a professora Káritha B.de Macedo e as alunas Juliane Magro, Maria Eduarda de Souza e Júlia Êmilie da Silva. O trabalho tratou de apresentar o processo de reconstrução de traje de banho feminino da década de 1920 de imigrantes da região da Grande Blumenau, a partir de fotografias tiradas na região entre


participação do ifsc no colóquio de moda

A professora Elen Makara, da área de vestuário do Câmpus Gaspar do IFSC, participou do minicurso no12º Colóquio de Moda (2016), intitulado “Design de Moda Inclusiva” com a ministrante Daniela Auler. O minicurso contou com a participação de pessoas de diversos estados do país, o que permitiu a troca de conhecimento. Em uma entrevista especial da ministrante Daniela Auler para a revista, ela explicou que essa foi a primeira vez que foi realizado o minicurso de moda inclusiva no Colóquio, antes eram realziadas apenas palestras.O minicurso proporcionou uma experiência mais ampla porque promoveu um maior contato entre alunos e professores. Para Daniela Auler, o fato da inclusão estar inserida nos debates do maior evento científico de moda do Brasil mostra que o tema da diversidade tem ganho cada mais espaço. Daniela explica que a Moda Inclusiva tem como objeto despertar o olhar dos estudantes e profissionais da área de moda para este público, de forma a facilitar o cotidiano das pessoas com deficiência. No caso da moda inclusiva as peças pensadas, por exemplo, para um cadeirante precisam ser pensadas também para serem utilizadas por alguém que não necessita de cadeira de rodas.

Resumo do Minicurso Evento: 12º Colóquio de Moda, 9ª edição Internacional, 11-14 de setembro de 2016. Local: Unipê - Centro Universitário de João Pessoa, João Pessoa- PB. Minicurso: Design de Moda Inclusiva Data: 11 de setembro de 2016. Ministrante: Daniela Auler Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e coordenadora do Concurso Moda Inclusiva

No Brasil, hoje existe aproximadamente 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Estas pessoas formam um público em potencial e que desejam sim, escolher suas roupas numa loja e comprar coisas que facilitem seu dia a dia. Daniela explica que novos aplicativos, como o QR Code para etiquetas, têm contribuído para que a moda se torne mais inclusiva, principalmente, para pessoas com deficiência visual. Essa mesma tecnologia também pode ser utilizada por usuários que não tenham deficiência visual para que tenham acesso a informações sobre a peça de roupa como quem fabricou o tecido e quem confeccionou a peça. Daniela avalia que eventos como esse contribuem para que se chame a atenção para o tema. "É importante estimular as pessoas a pensar, crescer e investir nesse mercado para torná-los cada vez maior para que seja possível encontrar peças da moda inclusiva em magazines e lojas convencionais." Para saber mais acesse: https://www.youtube.com/watch?v=KsZp4BQlSRI

Foto: Turma do Curso Moda Inclusiva no 12º Colóquio de Moda 45


editorial ACERVO Carolina Carioni FOTO Milene Machado BELEZA Anabel Medina MODELO Juliane Magro EDIÇÃO Luciano Mendes 46


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Estojo Ecológico Passo a passo ensina como produzir um estojo a pa ir de material reciclado

Neste passo a passo, nós vamos ensinar a confeccionar um estojo grande com lona que pode ser utilizado para guradar lápis e caneta ou mesmo como necessaire para remédios e maquiagens. Ele terá 11cm de altura, 20cm de largura, 7 cm de profundidade e um zíper de 20 cm na superfície. A ideia para a proposta de estojos recicláveis surgiu ao se perceber, empiricamente, que nos eventos cientícos do Instituto Federal, professores e alunos apresentavam seus trabalhos em pôsters plásticos e que depois eram descartados. A proposta foi então reaproveitar as lonas plásticas dos pôsters, transformando-as em novo produto, estendendo a sua vida útil e contribuindo com a ecologia e o meio ambiente.

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Vericou-se que as lonas plásticas eram bastante resistentes, porém poderiam ser facilmente cortadas e costuradas, criando produtos para uso pessoal com baixo custo e com alta durabilidade além de impermeáveis. Sendo assim, objetivou-se confeccionar produtos ecológicos a partir de pôsters descartados após os eventos cientícos do IFSC. Considerando os problemas socioambientais causados pelo descarte do plástico na natureza, foi realizado em 2014 o projeto de extensão de curta duração do Instituto Federal de Santa Catarina Câmpus Gaspar, intitulado: Bolsas e Estojos Ecológicos, do edital APROEX - N° 02/2014 que visou desenvolver estojos, carteiras e necessaires com pôsters de lona plástica descartados em eventos cientícos.


FAÇA VOCÊ MESMO: Estojo com zíper 1.

Para desenhar o molde, basta riscar um retângulo com medidas de 29 cm de largura por 20 cm de altura, retirando um quadrado de 4 cm x 4 cm nas quatro extremidades. Feito isso, recorte o molde seguindo o desenho feito, preferencialmente usando papel de gramatura maior, pela durabilidade do mesmo, pois será usado muitas vezes.

4.

Para costurar o zíper no estojo, é preciso posicioná-lo virado para baixo, sobre a lado maior (21 cm) do lado direito da lona como na gura. Passar uma costura reta prendendo um dos lados do zíper em um dos lados do estojo. Esta costura deverá car a uma distância de 0,5cm da extremidade do estojo onde será a sua abertura. Repetir a mesma operação para o outro lado do zíper. Se houver diculdade em segurar o zíper nesta posição para em seguida costurá-lo, prenda o zíper com ta crepe e depois da costura retire a ta.

2. Depois, basta posicionar o molde sobre a lona plástica e riscar o seu contorno. Lembre-se de cortar duas vezes o molde na lona, já que para formar o estojo são necessárias duas partes dele (lado direito e esquerdo do estojo). Aconselha-se o uso de tesoura no lugar de estilete, por ser mais prática.

3. Se o zíper for comprado em metro com o cursor separado, ele deverá ser cortado com 3 cm a mais em relação à parte superior do molde, onde haverá a abertura do estojo. A parte superior do molde tem 21 cm, ao acrescentar os 3 cm, a medida do zíper que deverá ser cortado para este modelo deverá ser de 24 cm. Esta sobra facilita a costura do zíper na lona e a montagem do zíper com o cursor. O zíper comprado em metro diminui o custo e possibilita o desenvolvimento de tamanhos de estojo de forma livre, pois o zíper pronto possui medidas padronizadas pré-estabelecidas. Se for comprar o zíper pronto, esta etapa deverá ser desconsiderada. É preciso lembrar que o zíper deve ser comprado com o mínimo de 3 cm a mais que a abertura pretendida do estojo.

5. Virar o zíper para o lado direito e passar uma costura (pesponto) sobre a lona, rente à emenda entre a lona e o zíper. Esta costura irá assentar a lona conferindo melhor acabamento ao estojo, além de reforçar a costura do zíper e conferir um melhor acabamento estético ao produto. Repita esta operação no outro lado do estojo. Observe como se posiciona o material na máquina e como ca depois de pespontado. Dependendo do tipo do plástico utilizado, será necessário trocar o calcador por outro especial: calcador de teon. Este calcador deslizará com mais facilidade sobre o plástico.

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FAÇA VOCÊ MESMO: Estojo com zíper 6. Nesta etapa de encaixe do cursor no zíper,

7. Pelo avesso do estojo e unindo as duas partes

corta-se 0,5 cm de um dos lados do zíper para facilitar esta colocação, diminuindo um dos lados. Em seguida, posiciona-se o cursor com a parte arredondada em contato com os dentes do zíper do lado maior. Depois encaixa-se o outro sulco do cursor no lado menor do zíper, aquele que foi cortado e puxa-se o cursor para o meio do estojo. É preciso cuidado para encaixar os dois lados do zíper no cursor nas primeiras tentativas.

uma de frente para a outra, costurar as laterais e a parte do fundo do estojo na máquina reta à uma distância de aproximadamente 1cm da borda. É necessário arrematar nos inícios e nais de cada costura para que não desmanche depois de pronto. Se houver diculdade em segurar as partes na hora de uni-las com as costuras, pode-se usar a ta crepe para xá-las uma na outra temporariamente.

8. Ainda pelo avesso do estojo, abrir os cantos ajeitando para fechá-los com uma costura reta também a uma distância de aproximadamente 1cm da borda. Repetir este fechamento nos quatro cantos do estojo. A gura 8 mostra como abrir os cantos e como cam após costurados. Para terminar o estojo, apenas abra o zíper e revire-o para o lado direito. Quanto mais rígido for o material, maior será a diculdade de desvirar. Alguns materiais também amassam um pouco nesta etapa, requerendo maior cuidado ao serem manipulados para não retirar a tinta do pôster.

DICA:

O estojo pode ser utilizado para acondicionar material escolar como lápis e canetas, necessaire para remédios ou maquiagens , entre outros ns. O molde pode ser alterado para outras dimensões, formando estojos de diferentes tamanhos.

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Carolina Anderson Carioni Amorim Instituto Federal de Santa Catarina, Gaspar, SC, Brasil carolina.carioni@ifsc.edu.br Káritha Macedo Instituto Federal de Santa Catarina, Gaspar, SC, Brasil karitha.macedo@ifsc.edu.br


O Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC) é uma plataforma colaborativa que conecta empresas e universidades de moda e design para capacitar pessoas, fomentar a inovação, estimular ambientes pulsantes e ressignificar protagonismos. Em mais de 10 anos de atuação, mais de 50 empresas catarinenses já passaram pelo SCMC e 25 instituições de ensino aderiram à plataforma através da participação dos seus alunos. Foram mais de 400 eventos de capacitação que impactaram cerca de 30 mil profissionais e acadêmicos. Juntas, as empresas associadas faturam R$ 4 bilhões. Atualmente, 16 empresas fazem parte da plataforma: Altenburg, Audaces, Cia. Hering, Círculo, Copa&Cia, Coratex, Cores e Tons, Dudalina, Fakini, HI Etiquetas, Karsten, Lepper, LOA Underwear, Marisol, Meu Móvel de Madeira e Tecnoblu. Em 2016 ocorreram quatro encontros:

#1 Encontro O primeiro encontro aconteceu em Balneário Camboriú nos dias 27 e 28 de Agosto. O palestrante Américo Guelere falou sobre ecodesign e as três dimensões da sustentabilidade: social, econômica e ambiental.

#2 Encontro O segundo encontro aconteceu em Jaraguá do Sul nos dias 10 e 11 de setembro. O palestrante Kleber Puchaski falou sobre inovação e apresentou técnicas que auxiliam nesse processo.

#3 Encontro O terceiro foi realizado em Blumenau nos dias 24 e 25 de setembro. Renata Abranchs falou sobre branding e comunicação voltado para marcas.

#4 Encontro O quarto e último encontro antes do Design Camp, foi realizado em Florianópolis nos dias 08 e 09 de outubro. O tema desenvolvido foi a Identidade Catarina, permeando sobre semiótica e técnica de antidesenho, com o ministrante Richard Perassi

Chegar na final Ter chegado até a final do SCMC, sendo a primeira vez que o IFSC de Gaspar participou foi uma honra para nós! Aprendemos e muito nos quatro finais de semana com os desafios e depois nos cinco dias imersos no acampamento Design Camp que aconteceu no SENAI de Jaraguá do Sul. Foi incrível a experiência e temos certeza que será essencial para nossa formação como designers inovadores. Depoimento de Karen Muller e Luciano Mendes, alunos do curso superior em Design de Moda do Câmpus Gaspar do IFSC. A aluna Jaine Caon também participou da primeira eliminatória.

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Indie Mag 2017  

Revista Digital da área do vestuário do IFSC - Câmpus Gaspar.

Indie Mag 2017  

Revista Digital da área do vestuário do IFSC - Câmpus Gaspar.

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