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[EDITORIAL]

CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO ESPÍRITA NO BRASIL

É com imensa felicidade que a equipe da Casa Espírita Esperança, com o seu Departamento de Comunicação Social Espírita, lança seu primeiro Informativo mensal na cidade de Bertioga/SP. É chegada a hora de arregaçarmos as mangas e partimos para o trabalho na seara de Jesus. O espiritismo vem num primeiro momento trazer as respostas para os corações da Terra, na condição de uma Doutrina que utiliza-se da fé raciocinada para orientar na aplicabilidade do evangelho deixado por Cristo. Porém é preciso que haja a sua divulgação, a Doutrina Espírita precisa ultrapassar os muros dos Centros Espíritas e partir em direção aos tantos espíritos encarnados necessitando da luz e a paz prometida pelo nosso Mestre Jesus. Com intuito de atender umas das premissas do codicador Allan Kardec, o Informativo Esperança, vem com uma proposta de ser um meio de comunicação onde as pessoas poderão contar com assuntos de interesse social, artigos e fatos cotidianos explicados pela visão Espírita. Nossa intenção em momento algum será o de confrontar opiniões ou pregar a “verdade absoluta”, estamos todos em um grande aprendizado e juntos traçaremos o melhor caminho para chegar a Deus. Para a nossa edição de numero 1, estaremos apresentando o tripé na qual se apóia a Doutrina Espírita: Filosoa, Ciência e Religião. Boa leitura! Jhefferson A. Costa Presidente

EXPEDIENTE Este Informativo é uma publicação da Casa Espírita Esperança C.N.P.J: 02.579.870/0001-92 Departamento de Comunicação Social Espírita Redação: Rua Treze, 64, Maitinga - Bertioga/SP E-mail: casaesperancabertioga@gmail.com Editorial: Geraldine Richmond, Kátia Lucinda, Tatiane Richmond e Jhefferson Costa. Tiragem: 1.000 exemplares Os textos assinados são de responsabilidade de seus autores. DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Carlos Roberto do Prado O objetivo deste artigo é analisar comparativamente os dados dos Censos Demográcos do IBGE (2000 – 2010), visando apontar as oportunidades e os desaos para as lideranças espíritas em termos de ações para a difusão da Doutrina Espírita no Brasil e, em especial, na Baixada Santista. Esperamos contribuir com subsídios para que estas lideranças do movimento espírita reitam sobre suas ações e o impacto destas no crescimento da quantidade de adeptos à Doutrina. O número de pessoas que se declaram espíritas no Brasil passou de, aproximadamente, 2,3 milhões em 2000 para 3,8 milhões em 2010, portanto, 70% em 10 anos. O aumento mais expressivo entre os espíritas foi observado no Sudeste, cuja proporção passou de 2% para 3,1% entre 2000 e 2010, um aumento de mais de 1 milhão de pessoas (de 1,4 milhão em 2000 para 2,5 milhões em 2010). O Estado de São Paulo saltou de 779.325 no ano de 2000 para 1.356.193 em 2010, crescimento de 74%. São Paulo continua o estado que concentra o maior número de espíritas (35,24%), seguido do Rio de Janeiro (16,82) e Minas Gerais (10,89%). Os dados do Censo IBGE de 2010 mostra que a população de espíritas cresceu em todos os estados, comparado com o Censo IBGE de 2000. Das 28 Unidades da Federação, 15 delas a quantidade de espíritas superou o percentual de crescimento geral no Brasil, que foi de 70%. Na Baixada Santista, a cidade de Santos foi o destaque, passando de 4% para 8% de espíritas na população, enquanto que a população da cidade praticamente não cresceu, no mesmo período. Em 2000 a quantidade de espíritas na cidade era de 17.621 e passou para 31.876 em 2010, um crescimento de 81%. Praia Grande teve um crescimento no número de espíritas no município de 160%, passando de 5.152 em 2000 para 13.415 em 2010. São Vicente também teve um crescimento de 153%, de 5.462 no ano de 2.000 para 13.844 em 2010. Os sem religião são um contingente que vem crescendo ao longo dos anos. A pergunta que deve ser feita é: Por que eles não escolheram o Espiritismo? Podemos inferir que as ações planejadas pelas lideranças espíritas de nossa região, no sentido de difundir o Espiritismo, são pouco efetivas nos espaços ocupados por eles. Não podemos nos esquecer de que os esforços necessários para atingir este público devem estar de acordo com as premissas estabelecidas pelo Espiritismo desde Allan Kardec.

LEITURA ESSENCIAL O QUE É O ESPIRITISMO, Editora IDE. Ao apresentar este importante livro aos leitores, Kardec armou: “Este resumo não é somente útil para os iniciantes que poderão nele, em pouco tempo e sem muito esforço, haurir as noções mais essenciais, mas também o é para os adeptos aos quais ele fornece os meios para responder às primeiras objeções que não deixam de lhes fazer”. Disponível na Livraria da Casa Espírita Esperança, por de R$ 10,00. O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Editora IDE. Na forma de perguntas e respostas, os Espíritos explicaram tudo o que a Humanidade estava preparada para receber e compreender, esclarecendo-a quanto aos eternos enigmas de sabermos de onde viemos, por que aqui estamos, e para onde vamos, facilitando, assim, ao homem, a compreensão dos mais difíceis problemas que o envolvem. Disponível na Livraria da Casa Espírita Esperança, por R$ 10,00.

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O ESPIRITISMO difere de toda e qualquer ramicação espiritualista religiosa, uma vez que não possui “dogmas” propriamente ditos, mas fundamenta-se na razão e nos fatos. Sob esse aspecto o Espiritismo é considerado uma Doutrina Tríplice, pois sua estrutura consiste em Ciência, Filosoa e Religião. As primeiras manifestações inteligentes se produziram por meio de mesas que se levantavam e, com um dos pés, davam certo número de pancadas, respondendo desse modo - sim, ou - não, conforme fora convencionado, a uma pergunta feita. Até aí nada de convincente havia para os céticos, porquanto bem podiam crer que tudo fosse obra do acaso. Obtiveram-se depois respostas mais desenvolvidas com o auxílio das letras do alfabeto: dando o móvel um número de pancadas correspondente ao número de ordem de cada letra, chegava-se a formar palavras e frases que respondiam às questões propostas. A precisão das respostas e a correlação que denotavam com as perguntas causaram espanto. Estudos e descobertas Foi em 1854 que ouviu falar pela primeira vez das mesas girantes e das manifestações inteligentes, seu nome era Hippolyte Rivail, que mais tarde adotaria o pseudônimo de Allan Kardec, professor de letras e de ciências. Excelente pedagogo, publicou diversos livros didáticos e contribuiu para a reforma do ensino francês. Cético no início, adotou entretanto uma atitude correta aceitando assistir às experiências, só depois empreendendo o estudo sério do fenômeno. Sem jamais elaborar teorias preconcebidas ou prematuras, aplicou o método experimental que consiste em observar os fatos, a seguir deduzir uma teoria, então confrontá-la com a experiência, e rejeitá-la se fosse incapaz de explicar os novos fatos. Com um trabalho de observação e de análise metódica, multiplicando as fontes e os médiuns, comparando as mensagens e passando-as sob o crivo da razão e do bom-senso, Allan Kardec organizou e selecionou os ensinamentos dos espíritos, e os publicou em 18 de Abril de 1857 em "O Livro dos Espíritos". Esse livro contém os princípios da doutrina espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e seus relacionamentos com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade, segundo os ensinamentos dados pelos espíritos Superiores. Sendo assim, podemos armar que a Doutrina Espírita teve sua proposta organizada pelo codicador Hippolyte Rival - Allan Kardec - através de uma tese que foi desenvolvida através de um questionamento acerca do ‘’mundo dos espíritos’’, trabalhando a todo momento com argumentos, fatos e dados, utilizados para reforçar e justicar suas idéias. Doutrina Tríplice Ciência, pois possui como fundamento a parte experimental ou seja, ideias organizadas sistematicamente a partir dos fatos, dos fenômenos mediúnicos, das manifestações em geral. Para tanto, emprega, efetivamente, o método experimental. Filosoa, pois sua temática abrange essencialmente objetos de conhecimento que estão além da experiência sensível, qual: a existência de Deus, os Princípios constitutivos do Universo (Causas Primárias), as leis morais e outros. Para tanto, possui como instrumento seguro o método racional. Religião na medida em que seu m último consiste na restauração do Evangelho e na pratica dos princípios Cristãos. Importa porém considerar que, embora de essência religiosa, o Espiritismo não se vale de formalismos exteriores, de práticas sagradas, rituais ou técnicas coletivas, mas a busca da religiosidade dá-se na intimidade afetiva de cada um, a partir de uma atitude interior consciente. Em seus aspectos cientícos e losócos, a Doutrina será sempre um campo de investigações humanas. No aspecto religioso, todavia, repousa a sua grandeza divina, por constituir a restauração do Evangelho de Jesus Cristo, estabelecendo a renovação denitiva do homem para a grandeza de seu imenso futuro espiritual. Trecho da mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Franco, no encerramento da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional, Brasília/DF no dia 11 de novembro de 2012. Publicada na revista Reformador em janeiro de 2013, p. 8 e 9. ...Não seja de surpreender que a Ciência, através de homens notáveis e de mulheres extraordinárias, vem realizando a sua parte missionária, oferecendo ao ser humano melhores condições de vida, longevidade, conforto para alguns e perspectivas de melhores dias para todos. Do ponto de vista losóco, recordamo-nos que no século XVII grandes lósofos e cientistas, desejando ampliar os horizontes do conhecimento e libertar a Ciência das garras totalitárias das religiões ortodoxas, optaram pela restauração do atomismo grego, abrindo o grande abismo entre Ciência e Religião. Nos séculos que sucederam àquele período, a Ciência pôde, enm, penetrar nos laboratórios, entender a psique humana, interpretar vários enigmas do Universo nas macro e micropartículas, desenhando extraordinários contributos para o progresso e para a sociedade. Graças ao Espiritismo, na sua feição de ciência experimental, foi possível lançar a primeira ponte sobre o abismo, demonstrando que o resultado máximo da investigação cientíca é o encontro com a verdade relativa pela linguagem dos fatos e, ao constatar-se a imortalidade da alma, ao conrmar-se a reencarnação nos laboratórios da mediunidade, foi inevitável a aceitação de Deus como causa do Universo... Referências Bibliográcas: KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos. 76 Ed. Rio de Janeiro. FEB 1995. Revista Reformador. N° 2.210, ano 131. Editora FEB maio de 2013.


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