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N°0 - Edição de Campanha

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Junho 2012

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Diretor Nuno Oliveira

«Garantir o Futuro de Matosinhos» FÓRUM REUNIU SOCIALISTAS DE MATOSINHOS EM TORNO DA DISCUSSÃO POLÍTICA. Notícia

Entrevista

PEDALAR PARA GARANTIR O FUTURO!

Nuno Oliveira

“Vamos mobilizar, vamos discutir as questões que importam aos matosinhenses.” // PÁG. 4

OPINIÃO

// PÁG. 3

// PÁG. 7

OTÍLIA GRADIM, Militante de Matosinhos

“Não podemos assistir ao desmantelamento do Estado de Direito Democrático” Nunca como hoje foi tão importante envolver os cidadãos na discussão e decisão política, mas para isto é fundamental reinventar o funcionamento dos partidos levando-os a uma nova lógica de organização partidária. // PÁG. 3

Passeio de bicicleta promove o convívio entre os militantes. // PÁG. 3

ESPAÇO JOTA

// PÁG. 6

Gustavo Pinhal 19 anos

Os transportes públicos são a ponte que torna o nosso concelho mais acessível, mais próximo. (…) Apostar na mobilidade é apostar no futuro. — em Lavra Hugo Alexandre 23 anos

A promoção de um espírito empreendedor e de inovação não é uma mera opção, é uma necessidade primordial. — em Senhora da Hora

João Pereira da Silva 22 anos

O estigma criado de que as escolas profissionais são escolas “menores” (…) não pode permanecer na sociedade. — em Matosinhos

Ação Socialista de Matosinhos - N°0 | Mobilizar os Socialistas, Garantir o Futuro de Matosinhos!


2 NUNO OLIVEIRA DÁ A CARA PELA DIABETES

EDITORIAL

NUNO OLIVEIRA O JORNAL DOS SOCIALISTAS

Este jornal é a concretização de uma vontade dos militantes do Partido Socialista de Matosinhos. Os socialistas querem acompanhar de perto a vida de Matosinhos e do país. Criar um Ação Socialista de Matosinhos é um passo dessa estratégia que queremos concretizar. O PS merece. Matosinhos merece. Somos pessoas simples, mas com desejo de dar futuro a Matosinhos, de dar vitórias aos Socialistas. Este jornal não é um espaço de protagonismos pessoais, mas de partilhado PS e de Matosinhos. Este jornal é para agir em Matosinhos, é para os socialistas marcarem ainda mais o futuro. Neste número zero daremos conta do que é o meu pensamento político, de apoiantes e de algumas iniciativas a que os nossos autarcas deram o rosto. Falaremos sempre do que importa a Matosinhos.

O PS merece. Matosinhos merece.

VOTA LISTA B

No passado dia 22 de Maio Matosinhos afirmar-se mais uma vez como sede da maior parte das instituições da região, na área da solidariedade, ao assinar um protocolo com a Associação Protetora de Diabéticos de Portugal (APDP) e a Câmara Municipal de Matosinhos, no qual são cedidas instalações no edifício da Antiga Câmara. Portugal é o terceiro país da OCDE com maior prevalência de diabetes (12,4%), com um milhão de portugueses a afetados por esta doença, sendo que 400 mil não o sabem. Assim no momento do seu 86º aniversário, a delegação Norte da APDP recebeu das mãos do Dr. Guilherme Pinto um merecida prenda que irá contribuir em muito para a continuidade do seu trabalho junto da comunidade. O Presidente da APDP, Dr. Luís Gardete Correia, afirmou que, “com o crescimento exponencial da diabetes, Portugal necessita cada vez mais de uma estrutura reconhecida nacional e internacionalmente, como é a APDP”. “Apesar das dificuldades com que nos deparamos neste momento, estamos ainda mais motivados para travar a pandemia da diabetes, com ações de prevenção e controlo, na busca do melhor e mais adequado tratamento, na investigação e na educação” A cerimónia decorreu no Museu da Quinta de Santiago, com a presença dos vereadores da Autarquia, deputados da Assembleia da República, membros da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, representantes do Programa Nacional para a Diabetes, entre outros convidados. O Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos referiu tratar-se de um “excelente dia para a região”. “Não precisamos de criar uma nova instituição. O que devemos é pegar na sabedoria da APDP e coloca-la ao serviço da comunidade”. A APDP foi criada em 1926, pelo médico Ernesto Roma, como Associação Protetora dos Diabéticos Pobres, auxiliando os mais carenciados que não tinham dinheiro para adquirir a insulina, contando hoje com 27 mil sócios.

Requalificação do Bairro dos Pescadores O Bairro dos Pescadores em Matosinhos viu a sua traça original ser alterada pela construção de anexos ao longo de 30 anos. Este alargamento ilegal, que prejudica a urbanização no que se refere à segurança e sociabilidade, começou a ser corrigido no mês de Maio, estando finalizada a demolição das construções em Agosto. Será então iniciada uma nova vida no bairro, com a requalificação dos blocos, onde com materiais e tintas fornecidos por empresas, e mão-deobra da comunidade, desempregados ou profissionais pagos pela camara, nascerá um futuro mais colorido para as 150 famílias que aí habitam. O Dr. Guilherme Pinto assistiu à demolição juntamente com o Vice-presidente da Autarquia, Dr. Nuno Oliveira, o Vereador da Educação, Prof. António Correia Pinto, e a administradora da Matosinhos Habit, Eng. Olga Maia, explicando que “Houve um fenómeno de alargamento das habitações desnecessário. Com estas alterações, vamos aumentar a segurança e eliminar as asneiras que, ao longo dos anos, fizeram”. A requalificação das fachadas será acompanhada por redesenho de espaços públicos que irão dar lugar a novas zonas de estar e passeios.

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3

«Garantir o Futuro de Matosinhos» A candidatura à Presidência da Comissão Política do Partido Socialista Matosinhos «Mobilizar os Socialistas» organizou um fórum de discussão política no passado dia 19 de abril na sede da concelhia. Ao longo dos encontros com os militantes para levantamento de ideias que levaram à criação da Moção de Estratégia apresentada no dia 28 de abril foi defendida a ideia da criação de um Fórum de discussão política para que os militantes pudessem debater ideias e para que os líderes da concelhia conheçam os anseios dos militantes. Como o objetivo de Nuno Oliveira, enquanto candidato à Presidência, é que o projeto do PS Matosinhos seja o projeto de todos os militantes que contribuem para o dia a dia do partido. Os militantes reuniram-se em quatro painéis distintos e cada um teve a possibilidade de escolher duas opções de discussão entre Economia Local e Emprego, Ambiente e Mobilidade, Matosinhos Social e Políticas de Juventude. Cada painel teve um relator que reuniu todas as ideias e propostas defendidas pelos militantes. No final, os relatores apresentaram as ideias dos militantes numa conferência intitulada “Matosinhos, que futuro!”, espaço onde o candidato aproveitou para comentar cada proposta. O grande benefício deste Fórum é não excluir da discussão política os militantes mais envergonhados e que não gostam de falar para grandes públicos (como aconteceu nos Encontros com os Militantes para reunião de ideias para o projeto). Assim, nesta discussão política, à semelhança de ideia subjacente a todo o projeto, não se excluiu ninguém porque todos pretendem «Garantir o Futuro de Matosinhos!». Deixamos somente alguns exemplos das muitas apresentadas pelos nossos camaradas nas diversas áreas: Emprego e Economia Local Promover serviços tradicionais. Promover o turismo - tornar Matosinhos atraente. Promover ajuda técnica a empresas em dificuldade.

propostas

Ambiente e Mobilidade

Matosinhos Social

Políticas de Juventude

Promover a instalação de contentores enterrados.

Parcerias das associações com Universidades e Escolas.

CMM facilitar e mediar o arrendamento jovem

Mais rampas de acesso melhoria na mobilidade.

Sustentabilidade como modelo a seguir pelas IPSS

Fiscalização das condições de trabalho dos jovens.

Mais ciclovias e promover o uso da bicicleta como transporte.

Partilha de informação e formação dos quadros das IPSS

Promover o ensino profissional, valorizar a técnica.

Pedalar para garantir o futuro de Matosinhos! Como forma de locomoção com baixos custos de deslocação, a bicicleta ganha mais adeptos. A candidatura de Nuno Oliveira olha para o futuro com otimismo e juntou militantes para fazer um passeio de bicicleta entre Matosinhos, Leça da Palmeira e Perafita. Numa manhã com muito sol, o passeio de bicicleta começou da Praia do Titan em Matosinhos, percorrendo a marginal de Matosinhos até à Anémona, e voltando em direção ao ponto de partida para continuar até Leça da Palmeira. Já na freguesia de Leça da Palmeira, o passeio continuou pela marginal até ao Cabo do Mundo, em Perafita. O regresso a Matosinhos foi feito pelo centro da cidade, descendo a Avenida da República. Durante os encontros de militantes, em abril, foi pedido que o convívio fosse uma actividade mais frequente no seio do Partido Socialista. Em particular, no Encontro de Militantes de Leça da Palmeira, Nuno Oliveira sublinhou que “na política é preciso confiança nos outros, é preciso criar laços; e por isso os encontros de convívio são importantes”. Desta forma, a candidatura executa as propostas apresentadas pelos militantes inseridas na Moção de Estratégia.

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4 ENTREVISTA

O Partido Quais são as principais áreas que o seu projeto político para o partido irá preocupar-se mais?

NUNO OLIVEIRA PERFIL Nuno Ricardo Pereira Estima Oliveira 34 anos É de Matosinhos e vive na Senhora da Hora. Estudou sempre no ensino público. Primeiro na escola “primária” nº 1 de Matosinhos, depois na Preparatória António Nobre, e mais tarde na Secundária Augusto Gomes. Licenciou-se em economia na Faculdade de Economia da Universidade do Porto e foi doutorando da Faculdade de Economia da Universidade de Turim (Itália). É casado e o irmão mais velho dos quatro rapazes filhos de Fátima e Carlos. A mãe é professora e o pai um homem bem conhecido em Matosinhos, desde o tempo em que abriu uma loja no Centro Comercial York.

Trabalhar para que nas próximas eleições autárquicas a vitória do PS na Câmara liderada pelo nosso camarada Guilherme Pinto seja absolutamente expressiva e garantir que o nosso partido vença em todas as freguesias. O PS tem de estar preparado, porque este é o projeto de todos os matosinhenses. Garantindo que vamos estar preparados, vamos mobilizar, vamos discutir as questões que importam aos matosinhenses. Importa também que o PS Matosinhos aumente o combate às políticas de direita do governo essencialmente na educação e na ação social. Queremos os nossos jovens na escola de qualidade a tornar-se cada vez mais preparados. Ter escola é um direito de todos e não só de alguns. Confundir isto é fazer o jogo da direita. O Partido Socialista deu a sua vida a lutar pela escola, saúde e ação social para todos. Não vergamos nesta bandeira socialista. Um outro combate será contra a reestruturação das freguesias que o governo quer impor. Vamos ouvir os matosinhenses e saber qual a sua posição porque nenhum autarca foi eleito para extinguir as freguesias de Matosinhos, por isso, os socialistas não aceitam o enfraquecimento do poder local.

Desde muito novo começou a intervir na vida de Matosinhos fazendo parte de escuteiros, de associações de juventude, da igreja, de diferentes bandas musicais, da confraria do mar, etc. Tem o Leixões Sport Club e o Futebol Clube do Porto no coração. Apaixonado pela música. Não resiste a um bom robalo grelhado, a uma feijoada ou um Pão-de-ló de Ovar. É Vicepresidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Presidente do Conselho de Administração da Matosinhos Sport, Administrador da LIPOR e Vice -Presidente da Cruz Vermelha (Matosinhos).

Como imagina o Partido Socialista de Matosinhos daqui a 10 anos? É muito difícil fazer futurologia, mas imagino um PS cada vez mais interventivo, mobilizado, próximo das nossas gentes e das nossas instituições, da vida da comunidade. Um PS cada vez maior, um PS que não se esgota num projeto autárquico mas que atua em todas as frentes da vida dos cidadãos. Mais próximo e interventivo com mais jovens e pessoas com larga experiência de vida. Esse é o meu desejo e é para isso que irei trabalhar. É fundamental que os partidos, que são a base da democracia, sejam estruturas de

discussão, de debate, de troca de ideias, de contributos. Só desta forma poderemos continuar a contribuir para um desenvolvimento contínuo e sustentável do nosso concelho e do país.

O Concelho Enquanto Vice-presidente da CMM e responsável pelo pelouro da Administração e Finanças no contexto da atual situação económico-financeira do país, como descreve a situação de Matosinhos nesta área, quais as maiores dificuldades e como relaciona com o contexto a nível nacional? A crise atingiu Matosinhos, como aconteceu no resto do mundo, mas não se sente da mesma forma como em outros locais por Matosinhos estar apostado no desenvolvimento da economia local e ser um concelho com estruturas sociais, de saúde e educativas fortíssimas e de qualidade. Apesar de tudo o problema é grave e exige de nós um trabalho suplementar para que Matosinhos crie mais emprego e dê condições acrescidas aos concidadãos mais atingidos. Também por isso trabalhamos diariamente para trazer para Matosinhos mais empresas, para fortalecer a economia social, para que a vida tenha dignidade. Nada nos deve demover deste trabalho, nem o governo que tolhe a Câmara e as Juntas com legislação que impede apoios que queremos dar. Os matosinhenses podem ter a certeza que para os socialistas nada é mais importante do que trabalhar e lutar por eles. Para mim, ainda que houvesse um só desempregado, um só jovem que não estudasse até no mínimo aos 18 anos, um só doente que não tivesse assistência médica, uma só pessoa sem apoio social, como disse ainda que fosse só um seria inaceitável. Esta crise afeta-nos sim, mas temos futuro e não desistimos, não deixaremos ninguém para trás. Tudo é o mínimo que podemos fazer.

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5 Apesar de todas as dificuldades económicas que o país atravessa, o actual mandato tem sido apontado como de consolidação e concretização de um conjunto de projetos de grande envergadura como a renovação do Porto de Leixões, a criação do Parque Radical, entre outros. Quais os desafios para Matosinhos nos próximos anos?

diversidade, quer pela qualidade do que aqui se faz, quer pela diversidade e quantidade de restaurantes, particularmente nas freguesias de Matosinhos e de Leça da Palmeira. Falta dar a conhecer muitos e excelentes restaurantes existentes noutros pontos do concelho. Esta é uma das grandes marcas de Matosinhos. É o produto turístico da nossa região e do ponto de vista económico é muito importante.

Matosinhos tem-se tornado um pólo atractivo de investimento pelo esforço que foi feito nos últimos anos nesse sentido. Teremos diversos projetos muito importantes tanto para a promoção do nosso concelho, para o Turismo e consequentemente, também importantes para a economia local. Por exemplo, a intervenção profunda na Doca Pesca, o Terminal de Cruzeiros que irá atrair muitos turistas que irão jantar e pernoitar em Matosinhos, a incubadora de empresas que dará novas e mais oportunidades de emprego. Há também investimentos privados como é o caso da nova unidade da Ramirez que irá concentrar toda a sua produção em Matosinhos e o CEIIA, um centro de investigação aeronáutica que irá empregar cerca de 300 engenheiros, e claro o contínuo investimento no nosso «O Mar à Mesa» que é a principal marca de Matosinhos.

Além disto, temos de aproveitar o que Matosinhos tem há muitos anos, que foi sendo cuidado pelos Matosinhenses - o turismo arquitetónico e o turismo religioso. Matosinhos tem, provavelmente a mais antiga estátua de Cristo em tamanho natural, essa imagem tem cerca de 800 anos, para além da devoção, a nossa igreja, a romaria do Senhor de Matosinhos. O mosteiro de Leça do Balio é um extraordinário ex-libris do que pode ser turismo religioso. Na arquitetura a Casa de Chá, em Leça da Palmeira, o mercado, a nossa biblioteca, o edifício dos paços de concelho,…, tornam Matosinhos uma cidade atrativa e interessante. Temos obras dos melhores arquitetos do mundo em Matosinhos, Siza Vieira, Souto Moura, Soutinho, Fernando Távora, etc. Poucos concelhos têm tal riqueza! No domínio do desporto, sendo o Presidente do Conselho de Administração da Matosinhos Sport, Matosinhos tem vindo a afirmar-se pela organização de eventos desportivos que funcionam, de alguma forma, como imagem de marca do concelho. Que estratégia existe neste setor?

O setor do Turismo conheceu, em Matosinhos, nos anos mais recentes, um grande desenvolvimento. Quais são, neste domínio, as suas perspectivas para o futuro? Há uns anos atrás, Turismo e Matosinhos eram palavras que não se encontravam na mesma frase. Matosinhos tem um património histórico fantástico, ainda pouco divulgado, mas o modo como a cidade se desenvolveu, do ponto de vista urbanístico, como um conjunto de infraestruturas que têm vindo a ser construídas e a qualidade de vida que o concelho hoje tem, fazem com que a seja perfeitamente possível pegar no que Matosinhos tem de melhor para oferecer e alargar imenso os produtos turísticos. Hoje todos sabem que Matosinhos é a sala de jantar do Grande Porto, e é por isso que o «Mar à Mesa» é a marca que faz com que, na área metropolitana e na região, quem pensa em comer, em comer bem, quem pensa em comer peixe, comer bom peixe, pensa imediatamente em Matosinhos, quer pela

Matosinhos evoluiu muito também nesta área. A prática desportiva, não só através da disponibilização equipamentos multidesportivos de excelência, como pela prática do desporto federado, como pelo estímulo da actividade física e do lazer, fizeram com que Matosinhos seja hoje um concelho com uma grande e permanente oferta de actividades e serviços. Temos 7 piscinas municipais, criamos um ginásio lowcost que levou a um aumento do número de pessoas a aderir aos serviços desportivos, criamos hábitos de desporto como o «Põe-te a Mexer», colocamos relvados sintéticos que permitem uma utilização muito maior dos campos de futebol, hoje mais de 500 crianças de Matosinhos usam estes equipamentos por dia, melhoramos também as instalações já existentes, entre outros. Todo este investimento, todo este conjunto de serviços disponíveis faz com que os Matosinhenses tenham mudado hábitos do dia-a-dia, dão maior importância ao desporto porque ele é acessível e com qualidade. O desporto para todos é uma marca do socialismo que defendemos. Democratizar e criar novos públicos para o desporto é uma meta em permanente

construção.

A União Europeia Para conhecer também a sua opinião sucinta face às questões a nível europeu, considera que há uma crise de liderança na Europa actual? A Europa não tem hoje nem um rumo definido, nem um projeto verdadeiramente europeu. Não há uma governação europeia. Assim é difícil aproximar o projeto europeu das pessoas e as pessoas do projeto europeu. Não aceito que nós não possamos decidir quem governa nesta esfera. Há muitos espaços de decisão que vão desde a área metropolitana, ao espaço europeu, onde não há votação legítima para decidir quem governa. A Europa está nas mãos da direita e esta tenta veicular de forma intensa e dramática a ideia que os cidadãos não são todos iguais, não podem ter tantos direitos e que há uns milhões que são pobres por não quererem trabalharem. Esta visão da Europa tem de ser ferozmente combatida pelos socialistas. É possível combater a crise também com investimento e com o apoio à qualidade de vida das pessoas. Os socialistas europeus têm de falar a uma só voz e bem forte, sob pena de a direita atentar ainda mais severamente contra as pessoas. Enquanto economista, concorda com a opinião de que as agências de notação financeira devem ser "postas na ordem"? Acho que um dos problemas a nível mundial é a desregulação do sistema financeiro, sobretudo na Europa. O atual enquadramento institucional financeiro resultou da I Guerra Mundial. Importa refundar o sistema financeiro e para isso precisamos de ter uma participação efetiva da comunidade internacional. Principalmente desde 2008 estamos a assistir por parte dessas agências a um abuso de poder a um agir sem controlo ou concorrência leal. Estas agências não servem a comunidade, servem-se da comunidade. Precisamos de uma solução mais ativa, reguladora da economia, dispensamos agentes de especulação financeira. Sim, eu gostava que a Europa tivesse uma agência de notação financeira.

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6 JS EM AÇÃO Este espaço, no futuro, contará com as atividades

da

Juventude

concelho.

Neste

momento

Socialista de

no

campanha

interna do partido, a Juventude Socialista como estrutura independente do Partido Socialista decidiu não apoiar qualquer das partes. Assim, no futuro, neste espaço será destacada a «Ação Socialista» levada a cabo pelos militantes da Juventude Socialista da Concelhia

de

atividade

promovida

residência

da

Matosinhos pelos

Juventude

e

também

a

núcleos

de

Socialista

de

Matosinhos. ESPAÇO JOTA Hugo Alexandre 23 anos

Empreendedorismo quando era mais jovem ainda, lembro-me do meu avó me contar uma história sobre um esquilo que queria fazer um doce e que tinha decidido pedir ajuda aos seus amigos mais próximos. Todos sem exceção se recusaram a preparar o doce, uns por falta de tempo, outros por falta de conhecimentos, outros por preguiça e outros que por outra razão qualquer também se recusaram. No entanto, quando chegou a hora de provar o doce até fila faziam, apesar de em nada terem contribuído para a preparação do doce. Sem dúvida que esta história é um reflexo do nosso país. Quem assume o risco? Quem quer criar novos postos de trabalho? É urgente mudar esta postura passiva face à realidade que nos rodeia. A promoção de um espirito empreendedor e de inovação não é, no contexto que vivemos, uma mera opção, é uma necessidade primordial. Matosinhos já deu importantes passos nesse sentido, ao criar a Loja do Empreendedorismo, acolhendo o empreendedor, acompanhandoo de forma ativa através de um gestor, no seu percurso individual ou empresarial. É lógico que não existe uma forma mágica para o sucesso, cada empreendedor alcança o sucesso de uma maneira diferente do outro, por vezes nem sempre o alcançam à primeira tentativa mas é importante persistir, ser lutador, ter um espirito de sacrifício e passar das palavras aos atos. Matosinhos disponibiliza essa possibilidade nas mais variadas áreas, com os mais variados apoios, resta agora ter a coragem e a determinação para avançar. — em Senhora da Hora

Gustavo Pinhal 19 anos

João Pereira da Silva 22 anos

Transportes públicos - este

Educação - como em todas

é,

as políticas, as alterações na

sem

pilares

dúvida,

um

dos

indispensáveis

de

educação

apenas

têm

apoio à nossa sociedade. Uma sociedade que

resultados anos depois sua implementação.

se quer cada vez mais desenvolvida e

As

inclusiva. Os transportes públicos são a

educativo e nos planos curriculares não

ponte que torna o nosso concelho mais

trazem credibilidade às nossas escolas, nisso

acessível, mais próximo. O PS Matosinhos

estou certo. Mas, não estou menos certo de

deve pensar, discutir e idealizar novas

que o estigma criado de que as escolas

formas de contribuir para a melhoria da

profissionais são escolas “menores” e para

mobilidade em Matosinhos. O transporte

onde apenas vão os excluídos do regime dito

público urbano de passageiros deve permitir

“normal”

a efectiva mobilidade das pessoas e trazer

sociedade. Todos têm direito a formar-se e

com isso benefícios sociais e ambientais,

todas

orientado por princípios que assentem na

Matosinhos, à semelhança do que fez o PS

sustentabilidade. Igualmente no turismo a

nos últimos mandatos em que foi governo,

mobilidade é importante. Uma rede de

deverá seguir o rumo do investimento na

transportes

e acessível

qualidade e no melhoramento da imagem

benefícios

das escolas profissionais e colherá os seus

pode,

bem

organizada

efectivamente,

trazer

económicos para Matosinhos. Apostar na

constantes

as

não

alterações

pode

profissões

no

permanecer são

Ação Socialista de Matosinhos - N°0 | Mobilizar os Socialistas, Garantir o Futuro de Matosinhos!

na

necessárias.

frutos no futuro. — em Matosinhos

mobilidade é apostar no futuro. — em Lavra

sistema


7 OPINIÃO OTÍLIA GRADIM Militante de Matosinhos

O ESTADO DA

POLÍTICA

Fábrica em ruínas acolherá ninho de empresas A antiga fábrica de tecidos FIL, em S. Mamede de Infesta, dará lugar a um condomínio de novas empresas num investimento privado de 6 milhões de euros. O espaço chamar-se-á Centro Empresarial FIL (CEFIL) e contará com 14 mil metros quadrados entre cave, R/ chão e primeiro andar. O Parque de Estacionamento terá 153 lugares de estacionamento para servir a área de serviços, pequenas indústrias, escritórios, restaurantes e lojas. No período conturbado em que vivemos, estes investimentos tornam-se ainda mais importantes pela sua mensagem esperançosa no futuro. Este investimento faz parte do projeto Matosinhos FINICIA da Autarquia de Matosinhos. Este crédito financia, ao todo, 11 projetos, empregando 50 pessoas.

Unicer patrocinadora oficial das festas do concelho Festa do Mar, Senhor de Matosinhos e a Feira de Medieval ganharam um patrocinador de peso: Unicer. A empresa detentora da Super Bock, Água das Pedras e Vitalis assinou um protocolo com a Câmara Municipal de Matosinhos. A Unicer já detém uma fábrica em Leça do Balio, a qual está a ser alvo de um investimento na ordem dos 80 milhões em equipamento e obras

de

melhoramento. Agora faz, também, parte dos eventos culturais e desportivos mais importantes da cidade. Pires de Lima, presidente executivo da Unicer, reconheceu que “a Câmara de Matosinhos é amiga do investimento”.

Nunca como hoje foi tão importante envolver os cidadãos na discussão e decisão política, mas para isto é fundamental reinventar o funcionamento dos partidos levando-os a uma nova lógica de organização partidária. Este é um enorme desafio mas também é seguramente a melhor forma de voltar a aproximar os cidadãos dos partidos e dos políticos por forma a devolver a respeitabilidade que se exige a quem serve a causa pública. Na actual situação politica e económica do país não investir no envolvimento dos cidadãos na vida política pode ser um erro que sairá demasiado caro e poderá fazer perigar a democracia. Portugal tem hoje um governo de direita ultra liberal que se caracteriza por ser a direita menos inteligente e com menos sentido de Estado de que há memória. Só a falta de sentido de Estado justifica que em 2011 a direita portuguesa tenha somado à grave crise económica uma crise politica. Diz-se que de Espanha não vem bom vento nem bom casamento, e talvez seja verdade, mas se se fizer um rápido paralelismo entre as situações vividas em Portugal e Espanha durante 2011 há uma pergunta que se impõe: porque é que em Espanha se continuou a andar de “PEC” em “PEC”, com a direita espanhola a preferir aguardar pelas eleições sem provocar uma crise política e as antecipar? e porque é que a direita espanhola, depois de ganhar o poder nas últimas legislativas, não pediu um resgate da sua dívida e continuou afincadamente agarrada aos “PEC”? A mim só me ocorre uma resposta:- é que, apesar de tudo, a direita espanhola tem um maior sentido de Estado do que tem a direita portuguesa. Ora a situação actual só é reversível se tivermos os cidadãos informados e a participar na discussão e decisão politica. É fundamental desmontar a estratégia do medo que está por trás do actual discurso político e a argumentação que estão a usar para impor a sua agenda politica ultra liberal. Este é um caminho difícil mas que é

“Não podemos assistir ao desmantelamento do Estado de Direito Democrático(…)” preciso fazer. Não podemos assistir ao desmantelamento do Estado de Direito Democrático sem combate político, deixando que haja cada vez menos justiça social. É preciso combater o argumento de que o desemprego elevado é uma inevitabilidade, quando sabemos esse é o conceito que serve os interesses da direita. É preciso combater o argumento dos cortes, porque os cortes que estão a ser feitos são cortes com uma forte carga ideológica que incidem primordialmente no factor trabalho e nos serviços públicos de educação e saúde. Não se põe em causa a necessidade de se consolidar as contas públicas, o que se tem que questionar é o universo temporal, a dimensão e a abrangência social dos cortes. Este combate é um enorme combate para o qual é preciso trazer TODOS, porque só contar com os que sempre se interessaram pela vida político-partidária não chega.

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Jornal Acção Socialista de Matosinhos