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Rede Comunidades Semiรกrido Jornada das Comunidades

REPoRTER POR UM DIA

Apoio


Em março de 2015 foi lançada, no âmbito da Jornada das Comunidades*, a tarefa Repórter Por Um Dia, que desafiava os jovens que integram a Rede Comunidades Semiárido a assumirem os papéis de repórteres, produzindo matérias que retratassem situações reais vividas por famílias de agricultores das suas comunidades. As matérias deviam mostrar como, apesar das dificuldades, esses agricultores conseguiam superar seus problemas.

Essa publicação é uma seleção das reportagens produzidas em cumprimento à tarefa. O material retrata parte da realidade das comunidades e demonstra um grande potencial dos jovens para exercer o papel de comunicadores das suas comunidades.

*A Jornada das Comunidades foi uma gincana que teve como objetivo integrar as comunidades e incentivar a sua participação nas atividades de mobilização da Rede Comunidades Semiárido.

Coordenação: Marcos Carmona Concepção editorial: Luiz Eduardo Lomba Rosa e Marcelo Valle Os conteúdos, textos, fotos e diagramação foram produzidos pelos comunitários e comunitárias autores das matérias. http://www.mobilizadores.org.br/jornada/


Maxi/AL


Redondo/PB


Furnas/PE


Itaizinho/PI Autores: Railka e Rayla


Modelo I/RN


Tabuleiro/AL


Cachoeirinha I/SE


Frankl창ndia/CE


Serra do Meio/AL


Barro Vermelho/PI

Venho aqui contar um pouco da vida do senhor Jose Eusebio De Carvalho, presidente da associação dos apicultores da Comunidade Barro Vermelho. Dialogamos com ele sobre os seguintes tópicos da cooperativa : 1- Em qual ano foi fundada a cooperativa ? R: Em 25/01/2005. 2- Como era feita antigamente a colheita e o armazenamento do mel ? R: A colheita era feita individualmente no campo. Cada apicultor no seu apiário é em sua residencia. 3-Como surgiu a cooperativa ? R: Em uma assembléia para mudar a organização da produção. 4- Quais os fundadores da cooperativa ? R: João Jose (tesoureiro) e Jose Eusebio (presidente). 5- Quais as dificuldades encontradas depois da cooperativa ? R: A falta de organização. 6- Como era a venda do mel antes da cooperativa é depois da cooperativa ? R: Antes a venda era individual, cada apicultor procurava o comércio local. Agora a venda é coletiva. 7- Como é feita a venda do mel ? R: A venda do mel é feita para a central das cooperativas, sonde cada apicultor tem seu código individual. 8- Depois do surgimento da cooperativa a situação melhorou ou piorou ? R: Melhorou, porque a cooperativa e a comunidade passaram a ser vistas a nível nacional. 9- Como está atualmente a cooperativa ? R: Bem. 10- Por quantos membros é composta a cooperativa ? R: Por 38 apicultores. 11- Qual é o coordenador da cooperativa ? R: Jose Eusebio De Carvalho . 12- Qual o valor do mel ? R: O balde de 25 kg é 200 reais . 13- A cooperativa foi fundada com qual sentido ? R: De melhorar e buscar o desempenho dos apicultores no estado. 14- Como era feito o transporte do mel ? R: Antes era feito através de carroças e agora é feito num tricociclo. É por uma C10 do apiário para a UEPA. REPÓRTERES : Robson de Jesus Adalton Crescencio


Batalha/PB

Chuvas de 2015

Entrevistado : Antônio Caldeira Neto, 58 anos, agricultor

O senhor Antônio caldeira, como residente da comunidade de Batalha há 58 anos, fala sobre experiências de inverno, abordando o inverno de 2015, onde ressalta o desânimo dos comunitários em relação à falta de chuvas. O agricultor afirma que a falta de chuvas assustou os agricultores da região. Seguindo tradições populares ( Histórias contadas pelos mais velhos), como: o “ultímo dia de esperança“, onde segundo o mesmo acredita-se que no dia 19 de março , dia de São José (considerado o santo das chuvas pelos religiosos), se não chover, significa dizer que o ano não seria de um bom inverno. Como o ano de 2015 não choveu, foi uma grande preocupação para os comunitários. Mas Antônio fica feliz em ver que no dia 21 de março tudo mudou, com muitas chuvas, fazendo com que os açudes tranbordassem e prometendo uma boa colheita. Para concluir, Antônio deixa uma mensagem para refletirmos: “cuide bem de sua água, pois ela é o bem mais precioso que temos. Hoje podemos ter em abundância, mas o amanhã não nos pertence “ . Edição dia 27/03/2015 , as 08 Hs :30 min

Autores: Daniel Caldeira, Lucineide Caldeira, Maria Sousa e Janiely


Catolé/CE

Projeto de incentivo para agricultores da comunidade Catolé A comunidade de Catolé recebeu um grande incentivo da ONG ACB (Associação Cristã de Base), que proporcionou às comunidades a oportunidade de diversificar e intensificar a produção agrícola com base nos meios agroecológicos, através do projeto “Jovens familiares produzindo no Cariri”, patrocinado pela Petrobrás, com o apoio do governo federal. A comunidade de Catolé já se encontra com o primeiro sistema PAIS- Produção Agroecológica Integrada e Sustentável em pleno funcionamento, na casa do Senhor José Abílio, agricultor da comunidade, que diz estar muito feliz com a conquista: “Achei muito bom, tanto para minha família como também para comunidade, estou muito satisfeito e agradecido.”

José em seu sistema pais onde cultiva uma produção diversificada. Esse sistema foi construído com a mão-de-obra da própria comunidade, através de um trabalho voluntário, que foi concluído em aproximadamente três dias e meio. Era contrapartida da comunidade construir o sistema pioneiro, realizando todas as etapas: o galinheiro, o local dos canteiros e a área de pastejo, assim como montar o quite de irrigação por gotejamento. Houve uma intensa participação de todos e o resultado foi excelente.

Construção do sistema pais.


Esse tipo de iniciativa é muito importante para quem convive com o semiárido e conhece bem os problemas da seca na região. Hoje, na propriedade do senhor José está sendo produzido na horta: alface, coentro, pepino, pimentão, cebolinha, quiabo, abobrinha, hortelã, malva do reino, cenoura, abacaxi, mamão, batata doce e coloral, além de plantas nativas como ypê e imburana de cheiro. É importante salientar que todos esses produtos são isentos de agrotóxicos. A esposa do senhor José, Maria Agda, relatou a importância do projeto e como o mesmo trouxe autonomia e qualidade de vida a todos: “Considero que foi muito bom o projeto, aumentou nossa renda e melhorou a qualidade de nossa alimentação, pois consumimos produtos orgânicos.”

Senhora Agda observando o plantio de cebolinha.

Equipe de reportagem Cicera Hiarly, Alexandra, Halana e Jordânia.


Coxá/CE

Repórter por um dia! Edição do dia 27 de Marco de 2015, às 10hs da manhã do Jornal Notícia da Comunidade Coxá A nossa entrevista foi com o sr Viturino Ferrera,filho de Joao Ferreira Sobrinho e Raimunda Rita de Jesus. Pai já falecido, casado, agricultor, analfabeto, tem 46anos de idade, pai de 4 filhos, tem no total 12 irmaos, sendo o mais velho, da segunda familia, nascido e criado nesta comunidade. Comecou a trabalhar aos 6 anos de idade para ajudar seu pai com as dispesas da casa. Por ser mais velho, teve que batalhar muito cedo. Acordava às 7hs da manhã para alida no campo. Mas para ele não foi problema, apenas solução para um futuro brilhante, superando todas as barreiras e dificuldades. Ao se casar com a sra Maria Aparecida Ferreira, também agricultora, continuou lutando e trabalhando para sustentar a sua família. Devido a este arduo trabalho, em 2002 comecou a sentir algumas dores e cansaço, mas mesmo assim não empediu de trabalhar. Fez uma consulta, mas as dores não passavam, por isso resolveu ir ao médico, que falou que, se ele não diminuísse o ritimo de trabalho, o seu problema na coluna poderia se agravar. Dias depois retornou ao seu trabalho, porque era o único meio que tinha para sustentar sua família. Alguns anos depois, já em 2012, as dores voltaram e ainda mais fortes. Ele volta ao médico, que examina e receita umas injeções, que só podem ser aplicadas no hospital e exige muito repouso. Mas não havia outra alternativa, se voltar ao trabalho. Infelizmente, dias depois voltou a sentir dores, o que o levou a fazer exame e descobriu que estava com 4 hérnias de disco na columa em estado avancado. Os médicos propuseram uma cirurgia que custaria 35 mil Reais, mas não solucionaria o problema, apenas pararia as dores, o deixando paralítico. Ouvindo isso, o seu mundo desmoronou, pois já não conseguiu mais se locomover. Passou dias de cama sem andar, teve comeco de depressão e AVC. Só que a fé foi mais forte, comecou a fazer promessa a Padre Cícero Romão Batista e também para outros santos e não aceitou a fazer a cirurgia. E hoje em 2015 está bem melhor, anda de muleta e consegue fazer alguns servicos que não exigem muita forca fisica. E vai até a roça para sastifazer o seu desejo de estar no campo olhando sua plantação de milho e feijão e diz em alto e bom som que a fé é o melhor remédio para o ser humano, uma superação!

Equipe de reportagem Delvania Aparecida Daiane Aparecida Juscelino saraiva Maria da Conceicao.


Espinheiros/CE

O grupo de jovens da comunidade do Sítio Espinheiro do Ceará se reuniu e fez uma entrevista com o agricultor Francisco Antônio da Silva. A entrevista foi baseada em seus conhecimentos culturais, que o mesmo adquiriu com sua bisavó em 1953, sobre experiência de chuva em dia de Santa Luzia (13 de dezembro). A experiência era feita com seis pedras de sal, pois cada pedra representava um mês. As seis pedras eram colocadas em cima de uma tábua em cima do frecha de uma porta virada para o nascente. As pedras eram colocadas em ordem referente a cada mês, do primeiro mês ao sexto mês, pois aquelas que estivessem mais úmidas seria por conta das chuvas, que seriam mais prolongadas no mês correspondentes. Muitos agricultores de comunidades adjacentes, procuram o agricultor para se basearem nas experiências de chuva do ano posterior. Joaquim Cardoso da Silva Aluana Mizael de Sousa Silva Jerônimo Coelho da Silva Joana Silvia de Oliveira e Francisco Antônio da Silva.


Marimbas/PB

Chuvas animam os agricultores de São Jose de Marimbas As regularidades das chuvas caída no mês de março tem animado os agricultores de São Jose de Marimbas para uma safra pelo menos melhor que no ano de 2014. No mês de março vem chovendo bastante em nossa região, alguns açudes estão sangrando e quem plantou cedo ou em terras baixa poderá colher um pouco de legume como eu, declara o agricultor Normando Ferreira em nossa entrevista no dia 28 de março de 2015. Seu Ormando como é mais conhecido revelou que já passou por muito aperto na vida, ele disse que todos os anos ia pra São Paulo cortar cana e deixava sua roça já pronta para que sua esposa cuidasse, e muitas vezes gravida “eu tinha filhose uma mulher que ficava gestantepra dar de comer e não havia bolsa família e outras ajudas ou eu ia cortar cana ou não dava o que comer a meus filhos passava seis meses distante de minha família, era muito difícil as coisa naquela época”. Seu Normando disse que esses anos de seca não chegou nem a metade da seca na década de 80,aonde foram quatros anos de seca 1980,81,82,83,84 onde as pessoas se obrigava a sofre na emergência com os fiscais carrascos, pois eles não tinham pena de ninguém, vir pessoas carregando pedras pesadas na cabeça chegaficava sangrando por que era muito pesado o serviço e quando ficavam doente tinha seu ponto cortado eu também sofri muito nesse tempo e agora os governantes dão muitas ajudas pra as famílias. Ele disse que este ano a expetativa dos agricultores é de que a lavoura seja pelo menos melhor do que nos outros anos, por que ora chuvas em excesso, ora escassas. Vale destacar também que as chuvas até o momento estão sendo poucas mais estamos tendo uma sequência que ajuda muito boa para o milho e o feijão. Então voltamos a fala de sua vivencia Normando falou que fez de tudo um pouco pra cria seus nove filhos, já fui fotografo quando não tinha dias de serviços pra trabalha, trocador, tive uma pequena banda de forro onde ajudei um de meus filhos Cicero que hoje toca em São Paulo, trabalhei em um circo e hoje continuo trabalhando na roça e só vou para quando um dia Deus quiser por que sou sertanejo e tenho muito orgulho disso. Criei nove filhos trabalhando na roça no cabo da enxada da foice e do facão em São Paulo, sofri muito pra não deixa faltar o feijão e o arroz deles, hoje seu Ormando emocionado diz “todos os meus filhos estão criados casados só não IOLANDA milha filha que Deus levou, e Amilton o mais nova mais os outros graças a Deus estão felizes “Iolanda faleceu em 2010 teve um problema muito grave na cabeça ficou uns anos sendo cuidado pelos nossos braços e nos deixou foi muito duro perder uma filha tão nova mais se Deus quis assim só nos resta aceitar”, disse seu Ormando emocionado. Reportagem de IrlândiaMartins, Josefa Cerlândia e Antonio Francisco.


Solidão/PI

O meu entrevistado é seu Marcelo Lucas da Costa ele tem 82 anos ele aposentado, e é produtor rurais, e ele vai me falar das dificulidade no campo e do que facilitou no decorrer de sua vida e por ser já ser bem experiente por ele ser bem vivido ele é meu entrevistado entao vamos lá. - Seu Marcelo quais são as atividades que exerce hoje ? - Pois é Leandro vc pode ver hoje eu aos 82 anos ainda cutivo lavoura de milho e feijaão mais o que eu faço mesmo é trabalhar na criaçao de criaçao de caprino ovinos suinos e galinha caipira. - Seu Marcelo quantos animas entre caprinos e ovinos voce tem hoje ? - Hoje eu tenho 75 animas. - E quais forão as dificulidade mais encontrada no seu dia a dia seu Marcelo ? - Forão a falta de Agua quando eu tinha que tirar os animais pra outras comunidades pra eles beberem. - E o que facilitou até hoje seu Marcelo ? - A agua aqui na comunidade lagoa redonda foi perfurado um pouco artesiano no ano passado isso mudou muito, com nada para os animais beber melhorou muito porque nao serve para o consumo humano. - E a raçao é facil seu Marcelo ? - Sim . é comprada , porque tem tres anos que a gente nao ganha milho o suficiente para fazer ração para os animais entao tem que compra . - O que o seu marcelo espera pela frente dificuldade ou facilidade ? - Facildade eu espero que os politicos não partidario traga melhoria para os camponês porque os politicos partidario não querem previnir eles querem é remidiar o poblema. -E se o ministro da agricultura ver essa intrevista seu marcelo o que seu marcelo pederia ou falaria pra ele ? - Eu pederia que ele melhoras para o camponẽs - Seu marcelo muito obrigado e desculpa pelo encomodo . - não a encomodo Leandro estarei sempre as ordem

Autores: Leandro Moreira e Maiki Souza


Tambor/PB

Venho aqui contar um pouco da história de Heleno Francisco Filho, mais conhecido na região como Lenilson, agricultor, 49 anos, que reside na comunidade de Distrito de Tambor, Cachoeira dos Índios-PB. O mesmo é filho de Heleno Francisco de Sousa e Doralice Lins de Sousa, infelizmente não teve a oportunidade de conhecer o seu pai, pois Deus o levou para junto dele quando Lenilson tinha apenas 13 dias de nascido. Lenilson sempre foi agricultor da roça, trabalhava arduamente para ajudar sua mãe quando era viva junto com seus sete irmãos. Naquela época as coisas eram bem difíceis de se conquistar, ele com seus irmãos sempre batalhara, trabalhavam na roça para dar o sustento da família, e por esse motivo não teve a oportunidade de ir à uma escola. “Naquele tempo tinha que trabalhar né, colocar comida para dentro de casa, hoje me arrependo muito de não ter aprendido a ler, não tive escolhas“, conta ele. Aos 23 anos de idade casou-se com Maria do Socorro, que residia no Sitio Azévem a mais ou menos uns 6km daquela localidade. Com muito amor, teve seus sete filhos (Fátima, Lídia, Maria do Carmo, Lucas, José Neto, Marcílio e Eliziane). Sempre fez de tudo para dar uma boa educação para eles, característica magnífica na pessoa dele. “A maior herança que podemos deixar para os nossos filhos é o estudo, já que eu não tive faço de tudo para que eles tenham, o meu papel de pai é sempre cobrar deles que estudem, hoje em dia se não tivermos o estudo não temos nada.” conta ele. Sempre foi um homem simples, humilde, apesar de ser da roça sempre foi dotado de uma boa inteligência, possuía apenas uma casa e um pedaço de terra, algumas vacas e aquilo para ele já era suficiente para levar sua vida. “Nunca desejei ser rico, ter mansão, automóveis luxuosos, para mim tá de bom tamanho o que tenho, o que me importa é ter um amanhecer tranquilo, um cantar de pássaros logo quando acordo, minha família reunida, não tem coisa melhor que isso.” conta ele. Seus filhos também sempre colaboraram... Sabemos que no nosso sertão é um lugar escasso de água, Lenilson nos contou que passou por um momento muito difícil onde no ano de 1979 houve uma seca grande, o que levou a deslocar para um outro estado com o objetivo de trabalhar e com isso dar o sustento de sua família. “Tive que ir para São Paulo, passei uns meses lá longe da minha família, infelizmente não tinha como ficar aqui, o meu trabalho sempre foi a agricultura.” Com os olhos cheios de lágrima de alegria e de orgulho Lenilson finalizou dizendo: “Hoje eu já tenho uma filha que é formada em administração, outra que é professora de Letras, tenho uma filha na faculdade estudando Direito, meus filhos trabalham, três deles já casaram. O meu maior orgulho é verem que alguns deles já tem uma profissão. São filhos exemplares, não me dão nenhum trabalho, não tem vícios, não bebem, não fumam, e isso é o que me deixa satisfeito, posso ver que o meu trabalho, o sofrimento valeu a pena. Poder ter dado para eles uma educação para vida toda é o meu maior orgulho, sei que com isso eles podem partilhar com os meus futuros netos. E essa bela história desse cidadão, essa realidade vivida nos faz concluir que é possível sim um agricultor vencer na vida.

(Foto da formatura de sua filha) Repórter: Eliziane Sousa e Lucelia Oliveira e grupo da comunidade


Riacho de Pedra/PE

  Comunidade  de  Riacho  de  Pedra  

Edição Especial/Terça-­‐feira,  31  de  Março  de  2015  

Mulheres da roça e a luta de cada dia

Q

precisamos carregar   água   de   longe,   tanto   para   os   uando   mais   um   dia   nasce   é   hora   de   afazeres   domésticos   como   para   os   animais.   E   nessa   começar  tudo  de  novo,  é  hora  de  tirar   peleja   vai   se   embora   grande   parte   do   dia   e   também    o  leite,  fazer  o  café,  apanhar  o  capim,   vêm  as  dores  por  causa  do  peso  dos  bujões  que  agente   colocar   água   em   casa,   limpar   o   pega”.   roçado,  amarrar  as  cabras,  é  hora  de  ajudar  o  marido   “Quando   chega   o   inverno   as   coisas   melhoram   nas   tarefas   do   campo.   É   assim   que   as   mulheres   da   para   nós”.   –   Afirma   à   Comunidade  de  Riacho  de  Pedra  enfrentam  o  trabalho   que  realizam  todo  santo  dia.     senhora  Vera  Lúcia  Camilo   Diante   as   da   Silva.   Pois   é   nesta   dificuldades   e   as                                                                                 época  que  as  mulheres  da   necessidades   que   roça   colhem   o   alimento   as   famílias   passam   que   plantou.   Para   quem   as   mulheres   nasceu   e   se   criou   no   cumprem   seu   campo   e   ama   a   sua   terra   papel   social   e   se   natal   mais   do   que   nunca,   Vera  Lúcia  Camilo  da  Silva   veem   na   obrigação   não   é   tarefa   fácil   de   contribuir   para   abandonar  a  mesma  e  deixar  de  trabalhar.  É  o  caso  da   aumentar   a   renda   senhora   Josefa   Feitosa   da   Conceição,   mais   conhecida   Severina  Gomes  Ferreira  da  Silva   da   casa.   A   como  “Zefa  Feitosa”,  com  a  idade  estimada  em  cento  e   entrevistada  Severina  Gomes  Ferreira  (42  anos)  afirma   dois  anos  é  a  pessoa  com  mais  experiência  de  vida  em   que  não  se  vê  morando  na  cidade,  pois  no  sítio  tem  a   toda   comunidade.   Quando   tinha   cem   anos   plantou   oportunidade  de  plantar  algum  alimento  e  criar  algum   sozinha   o   seu   roçado   em   volta   a   casa   que   mora,   tornando   um   símbolo   de   perseverança,   coragem   e   de   animal,   contribuindo   assim   no   orçamento   familiar.   “Toda   manhã   vou   fazer   a   ração   do   gado   com   o   meu   exemplo   para   toda   a   comunidade.   “Tenho   tanta   marido,   colocar   água   em   casa,   arrancar   mato   no   vontade   de   trabalhar,   mas   eu   sinto   tanta   dor   cercado;   na   verdade   eu   passo   o   dia   todo   na   luta”-­‐   nas   costas   que   tem   hora   Relatou   à   senhora   Severina   Gomes   Ferreira.   Um   que   estou   aleijadinha.   Se   detalhe   interessante   revelado   pela   mesma   é   que   até   eu   tivesse   minha   saúde   os   dias   atuais   ela   anda   com   uma   faca   no   quarto,   colocaria   o   meu   roçado   costume  que  adquiriu  desde  os  7  anos  quando  ia  fazer   esse   ano.”-­‐   declara   à   os  serviços  do  campo  na  casa  de  seu  pai.       senhora  Zefa  Feitosa.   De   acordo   com   a   entrevistada   Maria   José   É   na   busca   de   Ambrósio   da   Silva   diz   que,   “a   maior   dificuldade   que   enfrentamos   aqui   na   comunidade   é   no   período   da   uma   vida   melhor,   é   no   Josefa  Feitosa  da  Conceição     seca,   pois   mesmo   amor   que   tem   pela   terra   com   uma   cisterna   que   essas   mulheres   encontram   a   força   e   a   coragem   em   casa,   essa   não   é   para   driblar   a   luta   de   cada   dia,   superando   assim   as   suficiente   para   dificuldades  rotineiras.  À  medida  que  desempenha  seu   abastecer   o   tempo   papel   social   como   mulher,   como   mãe,   como   todo   e   chega   uma   agricultora   tornam-­‐se   motivo   de   orgulho   e   de   exemplo   hora   em   que   para  todos  da  comunidade.  

Maria José  Ambrósio  da  Silva  

Autores: Dyovany Otaviano, Cicera Hiarly, Alexandra, Halana e Jordânia


Anauรก/CE


Olho D`Água/CE

A comunidade do Olho D’água comprido, localizado no município de Missão Velha, Ceará possui um tesouro paleontológico de grandioso valor, principalmente no que se refere aos estudos da paleobotânica e da geologia, trata-se do Geossítio Floresta Petrificada do Cariri, um local que possui troncos fósseis com cerca de 145 milhões de anos e paredões de arenito avermelhado. Mas para quem esse patrimônio tem valor? Será que a comunidade conhece esse espaço e a importância que ele tem? O que deveria ser feito para que a população reconheça o valor desse patrimônio? Para responder parte dessas perguntas entrevistamos o proprietário desse espaço José Miguel de Lima, tendo em vista que juridicamente esse patrimônio ainda é uma propriedade privada, ele nos respondeu que: “Eu descobri a importância da minha propriedade mais ou menos em 1998, veio um rapaz da URCA ( Universidade Regional do Cariri) chamado seu Manoel, foi lá na minha residência e a partir desse momento ele e alguns outros professores ficaram visitando lá. Inicialmente não me disseram o porque do interesse. Eu acho que as pessoas não reconhecem o valor do geossítio, a importância do lugar para mim é que hoje ela está alugada, mas também fico feliz e satisfeito com as visitas. Os responsáveis pelo lugar me pagam para roçar o mato que cresce na trilha, fizeram umas obras lá só isso, era preciso que tivesse uma recepção, uma cantina, um banheiro para o povo usar, e se eles quiserem eu mesmo faço isso desde que aumentem meu aluguel”. Percebe-se nessa entrevista que a população não reconhece o valor do patrimônio que eles tem em sua comunidade por não ter conhecimento científico ou não saber das possibilidades de desenvolvimento econômico que esse patrimônio pode proporcionar através do turismo ecológico. Precisa-se que sejam desenvolvidas atividades que deem ao Geossítio o significado que realmente ele deveria ter para a comunidade, ou seja, identidade, desenvolvimento econômico e social.

Autores: Valéria Rélvia, Vanessa Oliveira e Daniele Ferreira


Barreiros/PB


Autores: JosĂŠ Pereira Sobrinho Zezito, Damiana Tavares, Naldy Pereira e Nalri Pereira


Pereiros/PB

A comunidade de Pereiros localizada no município de Bonito de Santa Fé no estado da Paraíba já passou por grandes dificuldades em relação a escassez de água sendo que a mesma não dispunha de açudes ou rios perenes capazes de suportar a grande seca enfrentada por boa parte do nordeste . Hoje a comunidade é uma das privilegiadas na região pois dispõe de grande quantidades de água própria para o consumo humano sendo essa encontrada no açude pertencente a mesma .O açude local é utilizado por todos os moradores da comunidade em diversas atividades do dia a dia como irrigações de plantações , na utilização domestica e para o próprio consumo por conta de falta de conscientizações nas margens do açude podem ser encontrados diversos tipos de lixo que estão sendo deixados por visitantes , pescadores e banhistas ,não sendo o lixo encontrado em grandes quantidades mais preocupante aos moradores já que o período de chuvas começou e tudo pode ser levado pra dentro do açude. Já que o local onde o lixo está sendo encontrado está sem sua mata ciliar sendo que a mata foi derrubada para implementações de plantações.

Autores: Maria Lizandra e equipe


Pedra Branca/PE

Agricultora sr. Resfa Barborsa da Costa, nasceu no dia 11 do 10 de 1920 natural de Surubim Pe. Viúva com idade de 94 anos .Chegou pra mora em Pedra Branca com a idade de 13 anos de idade acompanhada de seus pais na década de 30, tornou-se professora e catequista, cazou-se e teve 9 filhos ficando viúva, não quis mais casar e com 9 filhos pra criar onde seu filho mais velho ficou com 10 anos, pois resolveu criar seus filhos sozinha, trabalhando na agricultura e quando chegava o périudo da estiagem era muito sacrifício, pois fazia um percuso de 12km. A pé em buscar de água para o consumo, como o periudo da estiagem era longo, ela teve uma ideia de aprender costurar pra aumentar renda familiar, pois ela não sabia costura e não tinha quem o ensinasse, ela confessar que chorava, e tinha medo de corta o pano e colocar o pano a perder mais com muita força de vontade e fé em Deus ela conseguiu e costurava a fita metro que dona Resfa usava era um tira de pano para tira as medidas, com sacrificio ela conseguiu ganhava um dinheiro extra para ajuda na renda, mais conversa que nunca deixou de botar o seu roçado e colocar seus filhos pra trabalhar e disse que era muito carasco com seus filhos pra que eles trabalhassem ,mais hoje se sente feliz por seus filhos nunca ter lhe abadonado e todos eram obedientes a ela. O tempo de hoje mil maravilhar e que ela não sente saudade daquele tempo era um tempo de sofrimento, hoje tem muita ajuda com projeto de açudes, barreiros cisternas, energia muita facilidade pra viver e que é feliz por viver na comunidade Pedra Branca.Frase de D. Resfa: SINTO UMA FORÇA ,UMA FÉ, UMA ALEGRIA TÃO GRANDE DE VIVER, QUE ACHO QUE NUNCA VOU MORRER.

Autores: Luzenira Gomes Bezerra, Rogerio, Jeronimo, Eduardo e Nicolau


Repórter por um dia  

Matérias produzidas pelas comunidades integrantes da Rede Comunidades Semiárido

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