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Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo de Água Doce do Norte - ES

Secretaria de Estado de Turismo do Espírito Santo SETUR Janeiro de 2011


Secretaria de Estado do Turismo

JOÃO FELÍCIO SCARDUA Secretário de Estado de Turismo FLÁVIA CYSNE Subsecretária de Turismo MARCIA ABRAHÃO Gerente de Gestão do Turismo BRUNA BEZERRA Assessoria Técnica da Gerência de Gestão do Turismo GELISA BOZZI Gerente Unidade de Atendimento ao Turismo e Cultura - SEBRAE ABRAÃO LINCON Prefeito Municipal de Água Doce do Norte - ES – 2009-2012 MEIRIELLY DE OLIVEIRA GARCIA Secretario Municipal de Indústria, Comércio e Turismo

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SUMÁRIO

1 - Apresentação

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2 Análises de Cenários

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2.1 – Descrições dos Cenários Inerciais por Grupos

06

2.2 – Descrições dos Cenários Desejados por Grupos

06

3 - Análises Ambientais

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3.1 – Oportunidades

07

3.2 – Ameaças

07

3.3 – Pontos Fortes

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3.4 – Pontos Fracos

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4 - Hierarquização de Prioridades

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5 – Encaminhamentos e Intervenções

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6 - Percepções do Consultor

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7- Relação dos Participantes

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8- Avaliação Qualitativa

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1 - Apresentação O processo da Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo – ES, é uma iniciativa da Secretaria Estadual do Turismo – SETUR, em convênio com o SEBRAE, com o objetivo de produzir integração para o fortalecimento da vontade de transformar a realidade local e regional. Na oficina, cada participante convidado descobre o modo possível de colocar em prática o passo a passo sempre com foco nos conceitos do desenvolvimento sustentável e as temáticas escolhidas para a Oficina refletirão as experiências de vida de cada indivíduo, de cada distrito e do território na busca constante por um objetivo comum com fundamento nos seguintes programas:  Na instância federal Macro-programa 4 – Regionalização do Turismo – Plano Nacional de Turismo 2007/2010 – Uma Viagem de Inclusão, que “assimila a noção de território como espaço e lugar de interação do homem com o ambiente, dando origem às diversas maneiras de se organizar e se relacionar com a natureza, com a cultura e com os recursos de que dispõe. Essa noção supõe formas de coordenação entre organizações sociais, agentes econômicos e representantes políticos, superando a visão estritamente setorial do desenvolvimento”.  Na instância estadual, o Macro-programa I – Gestão e Relações Institucionais - Plano de Desenvolvimento Sustentável do Turismo do Espírito Santo – 2025 - edição 2010. O fortalecimento dessa busca será o foco central na discussão do turismo local e regional, onde preconiza que “integram esse conceito projetos e ações direcionados a: definição das regiões prioritárias do Estado; organização e capacitação dos atores locais; planejamento turístico das regiões e municípios; atuação integrada do Governo e sociedade civil; integração das instâncias municipal, regional, estadual e nacional; ampliação do orçamento público; captação de recursos financeiros; monitoria e avaliação do programa regionalmente”;  Ao Projeto 3 – Apoio ao Desenvolvimento do Turismo Regional: o Incentivar, sensibilizar e criar facilidades para atores públicos e privados do turismo municipal na criação de Instâncias de Governança Estadual; o Intensificar, nos municípios (prefeituras), a fiscalização do uso e ocupação do solo; o Estimular os municípios a participares das políticas regionais do turismo; o Monitorar a avaliar a execução do plano pelos conselhos estadual e municipais de turismo; o Apoiar iniciativas que visem o aprimoramento da gestão pública do turismo, através de melhoria da competência técnica dos gestores; o Incentivar e apoiar a estruturação organizacional para implantação do COMTUR e Secretaria de Turismo na esfera municipal  Ao Projeto 6 – Projeto Gestão Integrada: o Incentivar e promover a gestão integrada entre secretarias, instituições e planejamentos municipais e regionais; o Buscar a existência de políticas e recursos públicos de outras secretarias que possam ser direcionadas ou aprovadas para o incremento da atividade do turismo seja na área rural ou urbana.

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 Ao Projeto 8 – Consolidação dos Arranjos Produtivos Locais: o Integrar os arranjos produtivos locais na gestão do turismo; o Fortalecer processos e desenvolver modelos de gestão a partir dos arranjos produtivos locais de turismo A Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo de Água Doce do Norte não conseguiu arregimentar a quantidade necessária de representantes dos segmentos do turismo local com o objetivo de estabelecer uma agenda comum que marque a convocação das partes para reuniões de debates e de apresentação de sugestões. A representatividade contribui para a construção do entendimento mútuo até a construção da melhoria contínua que satisfaça se não a todos, a maioria. Face à reduzida presença de participantes alteramos toda metodologia de aplicação da oficina e passamos a registrar o porquê do fato no município e repassamos a objetividade da oficina em consonância com o Programa Nacional de Regionalização do Turismo, mais efetivamente. A Secretária de Indústria, comércio e Turismo, Srta. Meirielly de Oliveira Garcia, representando o prefeito municipal Sr. Abraão Lincoln, destacou que: “a secretaria foi instituída recentemente e que muita coisa deve ser feita para a melhoria do turismo municipal”. A Secretaria de Estado do Turismo - SETUR através da Gerência de Gestão do Turismo, com sua política de desenvolvimento do turismo nos municípios e regiões capixabas, conforme estabelece seu Plano 2025, promove em parceria com a prefeitura uma Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo, tendo eu Moacir Durães como facilitador, e de facilitador exerci a função de orientador de gestão pública de turismo em razão do ambiente formado. Foram citadas algumas considerações, tais como: a velocidade da comunicação de massa via internet versus competitividade, a falta de cultura de participação dos munícipes em se mobilizar para o desenvolvimento do turismo, a ausência de informações sobre as pressões exercidas focadas no território, a necessidade de levantar dados que gerem informações para a construção de uma base de conhecimento e estatísticas, o hábito arraigado em nossa sociedade de planejar de forma setorizada, o egoísmo das secretarias municipais em não trabalhar conjuntamente para o turismo, uma explanação sobre a organização político-administrativa e gestão pública compartilhada, e principalmente da população não se apropriar da coisa pública. Contextualizou-se também, sobre os diversos fatores externos às organizações que podem afetar o seu desempenho e seus reflexos, podendo representar oportunidades ou ameaças ao desenvolvimento do plano estratégico de qualquer natureza. Quando essas intervenções acontecem, remete à reflexão para que a organização perceba que o ambiente externo está mudando face à globalização e à competitividade, e que tenha a mesma agilidade para se adaptar a esta mudança aproveitará com maior proveito às oportunidades e sofrerá menos as consequências das ameaças. Por isso, a análise do ambiente externo é tão importante. Uma coisa é perceber que o ambiente externo está mudando, outra, é ter competência (habilidades) para adaptar-se a estas mudanças (aproveitando as oportunidades e/ou enfrentando as ameaças) e dessa forma encerrou-se então, o aquecimento da oficina.

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2 – Análises de Cenários O acesso à informação quanto ao assunto provocado é pertinente e pré-requisito para uma participação efetiva e justa; dessa maneira, as opiniões da comunidade ficarão menos sujeitas à influência de idéias individuais ou de representantes de grupos de interesses específicos. Isso incrementa tanto a legitimidade como a apropriação do processo por parte da população local.

2.1 – Descrições do Cenário Inercial Foi solicitado que os grupos expusessem de maneira simples e direta, o estágio em que o município se encontra positiva ou negativamente através do auto-reconhecimento de suas dificuldades e fragilidades, como um retrato da realidade atual.

Cenário Inercial “A maioria da população aguadoçense não apresenta iniciativas para a quebra de paradigma, com o objetivo de desenvolver o novo.”

2.2 - Descrições dos Cenários Desejados por Grupos Foi solicitado que os grupos expusessem de maneira simples e direta, o cenário desejado que queiram construir para a cidade e a posição que querem que a cidade se situe através ações estratégicas indicadas. É uma declaração de onde a cidade deseja estar no futuro, em termo de gestão e sustentabilidade.

Cenário Desejado “O município apresenta os valores de sua cultura valorizada com uma oferta turística organizada e com bom atendimento ao turista”

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3 - Análises Ambientais O objetivo desta etapa foi trazer aos participantes um novo patamar de entendimento do turismo e produzir subsídios para a construção do plano a ser desenvolvido, percebendo quais são as oportunidades que lhes são facilitadas e as ameaças que lhes são imputadas. Os pontos fortes que deverão ser resguardados e os pontos fracos que deverão ser combatidos ou amenizados.

3.1 – Oportunidades - variáveis externas e não controláveis que podem criar condições favoráveis para o desenvolvimento e crescimento, desde que se tenha o interesse e as condições para usufruíla. Quais são as oportunidades do município / região que podem transformar o turismo local?  A oficina de turismo promovida pela SETUR  Turistas mineiros que trafegam na sede da cidade com destino ao litoral capixaba  A instituição da Instância de Governança da Região Turística Pedras, Pão e Mel.  A cidade estar próxima às cidades mineiras: Mantena, Itabirinha e Nova Belém.

3.2 – Ameaças – variáveis externas e não controláveis que podem criar condições desfavoráveis à sua manutenção e sobrevivência, quando não é possível isolá-la ou mitigá-la. Quais são as ameaças do município / região que podem transformar o turismo local?  Aumento da criminalidade devido o uso de drogas ilícitas  O município de Barra de São Francisco como grande competidor comercial  Grandes cargas de dejetos poluindo o rio à montante

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3.3 – Pontos Fortes – variáveis internas e controláveis que proporcionam uma condição favorável ao município e região. São capacidades, recursos, equipamentos entre outros que possuem e que contribuem para o desenvolvimento e manutenção do turismo. Quais são os pontos fortes do município / região que podem transformar o turismo local?              

Município inserido na Região da SUDENE Forte pecuária de leite Grandes jazidas minerais para a exploração de rochas ornamentais Expressiva produção cafeicultura Clima alternado de frio a quente nos mesmos períodos Cidade tranquila de se viver Belas cachoeiras (Cachoeiras, Prainha, Cachoeira do Pantaleão, Santo Onofre) e praias de água doce. Cavalgadas Pégua de Bezerros: existe pista disponível Centro de Exposição para realização de festas Motocross Encontro de Trilheiros Voo livre (temos o local, mas está desativado). A prática do Rapel, principalmente em Santa Luzia do Azul. Encontro de Cieiros

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3.4 – Pontos Fracos – variáveis internas e controláveis que proporcionam uma condição desfavorável ao município e região. Elas correspondem à falta de habilidades, deficiência de qualidades e de recursos que comprometem ou podem vir a comprometer o crescimento do turismo.  População acomodada para desenvolvimento de novos negócios  Qualificação empresarial incipiente afetando a competitividade e contribuindo para o mal atendimento pelo comércio  Não conhecimento pelos gestores do município do Programa Nacional de Regionalização do Turismo  Ausência da inserção efetiva do município na Instância de Governança Regional Pedras, Pão e Mel.  Calçadas irregulares prejudicando a movimentação de pessoas com mobilidade reduzida  O município capixaba localizado no final da estrada da ES-080 com asfalto até Santo Agostinho  Pista de vôo-livre desativada prejudicando os esportistas a escolha por Água Doce do Norte  Parque de exposição pouco utilizado para realização de eventos  O esporte radical (MotoCross) não é promovido comercialmente no município  Os atrativos turísticos (Cachoeiras, Prainha, Cachoeira do Pantaleão, Santo Onofre, Pedra da Torre, Pedra do Cruzeiro) não estruturados.  A falta de um site na internet com banco de imagens digitalizadas do município  Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo sem estrutura funcional devida.  Falta de interesse da própria comunidade em desenvolver o novo  Desconhecimento da população dos benefícios da exploração do turismo  Falta de divulgação da importância do turismo como atividade econômica  Falta de política pública municipal para o turismo

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4 - Hierarquização de prioridades Os Pontos Fracos identificados pelos grupos foram avaliados segundo hierarquização de prioridade conforme metodologia GUT-A (Gravidade x Urgência x Tendência x Abrangência). O método consiste na pontuação dada a cada item, democraticamente em plenária, identificados nas fraquezas com o objetivo de se estabelecer prioridades de tomada de decisão para o gestor local. Desta feita, novamente em plenária foram democratizadas as referidas notas para cada variável da metodologia GUT-A. Num segundo momento, houve o discernimento da exclusão de alguns temas e a inclusão de outros que resultou numa redução dos problemas a serem enfrentados, como apresentado abaixo:

Ambiência

Tendência

1. Os atrativos turísticos (Cachoeiras, Prainha, Cachoeira do Pantaleão, Santo Onofre, Pedra da Torre, Pedra do Cruzeiro) não estruturados.

Urgência

Consultor: Moacir Durães - CRC-ES 010791/0-7

Gravidade

Problemas identificados como Pontos Fracos do turismo local

Total

5

5

5

5

625

5

5

5

5

625

4

5

4

5

400

4

5

5

5

400

4

4

5

5

400

3

4

5

5

300

3

4

5

5

300

3

5

3

5

225

3

4

4

4

192

3

4

3

4

144

4

4

2

4

128

2. Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo sem estrutura funcional devida. 3. Falta de política pública municipal para o turismo - Não conhecimento pelos gestores do município do Programa Nacional de Regionalização do Turismo 4. Ausência da inserção efetiva do município na Instância de Governança Regional Pedras, Pão e Mel. 5. Parque de exposição pouco utilizado para realização de eventos 6. Pista de vôo-livre desativada prejudicando os esportistas a escolha por Água Doce do Norte 7. As atividades esportivas, incluindo o MotoCross, não são promovidos comercialmente. 8. População acomodada para desenvolver o turismo 9. Calçadas irregulares prejudicando a movimentação de pessoas com mobilidade reduzida 10. Qualificação empresarial incipiente afetando a competitividade e contribuindo para o mal atendimento pelo comércio 11. A falta de um site na internet com banco de imagens digitalizadas do município


TOTAL

AMBIÊNCIA

TENDÊNCIA

URGÊNCIA

GRAVIDADE

PROBLEMAS

Máxima Prioridade - pontuação entre 625 a 501: Itens em que os participantes deverão se concentrar na união de esforços para as tomadas de decisões quanto à garantia de implementação de políticas contra os impactos; 1. Os atrativos turísticos (Cachoeiras, Prainha, Cachoeira do Pantaleão, Santo Onofre, Pedra da Torre, Pedra do Cruzeiro) não estruturados.

5

5

5

5

625

5

5

5

5

625

TOTAL

AMBIÊNCIA

TENDÊNCIA

URGÊNCIA

PROBLEMAS

GRAVIDADE

2. Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo sem estrutura funcional devida.

Alta Prioridade - pontuação entre 500 a 376: Itens que merecerão especial atenção, mas depois de atendidas as prioridades pontuadas anteriormente; 3. Falta de política pública municipal para o turismo - Não conhecimento pelos gestores do município do Programa Nacional de Regionalização do Turismo 4. 5. Ausência da inserção efetiva do município na Instância de Governança Regional Pedras, Pão e Mel.

4

5

4

5

400

4

5

5

5

400

4

4

5

5

400

6. Parque de exposição pouco utilizado para realização de eventos

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TOTAL

AMBIÊNCIA

TENDÊNCIA

URGÊNCIA

GRAVIDADE

PROBLEMAS

Média Prioridade - pontuação entre 375 a 251: Itens que não oferecerão grandes impactos negativos em razão de sua aplicabilidade ou não, com relação ao tempo. 7. Pista de vôo-livre desativada prejudicando os esportistas à preferência por Água Doce do Norte 3

4

5

5

300

3

4

5

5

300

TOTAL

AMBIÊNCIA

TENDÊNCIA

PROBLEMAS

URGÊNCIA

GRAVIDADE

8. As atividades esportivas, incluindo o MotoCross, não são promovidos comercialmente.

Baixa prioridade - pontuação entre 250 a 126: Itens que não oferecerão grandes impactos negativos em razão de sua aplicabilidade ou não, com relação ao tempo. 9. População acomodada para desenvolver o turismo

3

5

3

5

225

3

4

4

4

192

3

4

3

4

144

4

4

2

4

128

10. Calçadas irregulares prejudicando a movimentação de pessoas com mobilidade reduzida 11. Qualificação empresarial incipiente afetando a competitividade e contribuindo para o mal atendimento pelo comércio 12. A falta de um site na internet com banco de imagens digitalizadas do município

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5 – Encaminhamentos e intervenções Neste quadro foram verificados 11 (onze) problemas e avaliados quanto à sua similaridade entre si e por consenso foram eliminados alguns e/ou agrupados a fim de oferecer maior transparência aos programas e projetos a serem enfrentados. Consultor: Moacir Durães - CRC-ES 010791/0-7

Problema 1 Provável Causa

Os atrativos turísticos (Cachoeiras, Prainha, Cachoeira do Pantaleão, Santo Onofre, Pedra da Torre, Pedra do Cruzeiro), não estruturados.

Problema 2 Provável Causa

Como resolver ou amenizar o problema

Tempo

Responsável/Envolvidos

Desconhecimento dos princípios da Roteirização Turística do Programa Nacional de Regionalização Turística do Ministério do Turismo 1.

Promover discussão para identificação de quais segmentos turísticos o município deve adotar (agroturismo, ecoturismo, turismo de aventura e turismo de eventos).

2.

Pesquisar no Inventário Turístico quais são os atrativos turísticos naturais que devam ser priorizados para sua exploração.

3.

Proteger os demais atrativos de visitação predatória.

4.

Mobilizar os proprietários dos locais onde se situam os atrativos turísticos para melhor exploração do mesmo.

5.

Incentivar e organizar os atrativos e equipamentos turísticos do município a fim de estabelecer produtos turísticos.

6.

Organizar o acesso aos atrativos, somente com visitas agendadas.

7.

Adotar a Norma ABNT 15.331 – Segurança no Turismo de Aventura, nos atrativos turísticos.

8.

Elaborar projetos a fim de captar recursos para a execução dos projetos de estruturação dos atrativos turísticos

Como resolver ou amenizar o problema

Responsável: Secretaria de Indústria, comércio e Turismo – Meirielly de Oliveira Garcia. Início: 01/03/2011 Término: 31/12/2011

Tempo

Participantes: Secretaria de Obras, Secretaria de Finanças, Parceiros: Câmara de Vereadores e Instância de Governança da Região de Pedras, Pão e Mel.

Responsável/Envolvidos

Aguardo da tomada de decisão do Executivo Municipal

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Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo sem estrutura funcional devida.

1.

Identificar os recursos necessários para o bom funcionamento da secretaria: instalações, veículos, meio de comunicação, equipamentos, pessoal e materiais de expediente.

2.

Verificar junto à Secretaria de Administração, pessoal que possa ser remanejado para o órgão a fim de fortalecer as ações.

3.

Que estes perfis tenham conhecimento sobre o Programa de Regionalização do Turismo, Roteiros do Brasil do Ministério do Turismo ou que possam e aceitem ser capacitados.

4.

Rever os custos dos eventos do calendário oficial e readequá-los ao foco turismo para reduzir despesas do órgão.

5.

Articular junto ao prefeito sobre a importância do turismo como atividade econômica e o novo conceito de aplicabilidade da integração entre as secretarias.

6.

Garantir dotação orçamentária para os anos que se sucedem, sensibilizando a Câmara Municipal pela sua aprovação;

7.

Monitorar a disponibilização de recursos e equipamentos necessários à funcionalidade da Secretaria junto à Secretaria de Finanças, mensalmente.

8.

Apresentar relatório semestralmente de atividades desenvolvidas pelo órgão de turismo ao Executivo Municipal e à cadeia produtiva do turismo local.

9.

Buscar parcerias para capacitação e qualificação na elaboração de projetos.

Início: 25/02/2011

Até: Ação constante

Responsável: Secretaria de Indústria, comércio e Turismo – Meirielly de Oliveira Garcia Participantes: Secretaria de Finanças, Secretaria de Administração, Gabinete. Parceiros: SETUR

10. Realizar eventos (reuniões, oficinas, seminários dentre outros), com a participação de representantes do poder público, empresários, sociedade civil e instituições de ensino, para que conheçam e se interessem pelas estratégicas do órgão de turismo. 11. Motivar permanentemente a comunidade envolvida em todas as etapas e fase do processo, de modo que eles participem e se comprometam permanentemente com as ações que visam ao desenvolvimento municipal e regional. Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo de Água Doce do Norte– ES Consultor: Moacir Durães

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12. Exercitar a transparência: divulgar as informações (rádio, jornal local, etc.);

Problema 3 Provável Causa

Falta de política pública municipal para o turismo Não conhecimento pelos gestores do município do Programa Nacional de Regionalização do Turismo

Problema 4

Como resolver ou amenizar o problema

Tempo

Responsável/Envolvidos

A população desconhece a importância do turismo como atividade econômica 1-

Sensibilizar e conscientizar os gestores públicos sobre a importância do turismo como fator social e econômico, conforme art. 180 da Constituição Federal: “... e os municípios promoverão e incentivarão o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico.”.

2-

Fomentar a importância do turismo junto aos empresários, fortalecendo a rede de serviços e suas oportunidades de negócios, para o desenvolvimento do turismo.

3-

Fortalecer a conscientização sobre a importância do turismo nos segmentos turísticos identificados no município e região

4-

Valorizar os atrativos turísticos a fim de atrair turistas

5-

Fortalecer as associações ligadas à cadeia de serviços do turismo

6-

Estruturar o município com políticas de turismo alinhavadas com o Plano Estadual e Nacional de Turismo através do Programa Nacional de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil, do Ministério do Turismo

7-

Realizar oficinas de sensibilização e mobilização, workshop, reuniões informais constantemente em 2011 e 2012, conforme os Cadernos de Turismo

8-

Estimular o desenvolvimento de projetos vinculados à formação de produtos turísticos

9-

Implementar e fortalecer a política de turismo através do Conselho de Turismo para mobilização constante

Como resolver ou amenizar o problema

Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo de Água Doce do Norte– ES Consultor: Moacir Durães

Início: 01/03/2011

Responsável: Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo – Meirielly de Oliveira Garcia

Até: 31/07/2011

Participantes: Secretaria de Finanças, Secretaria de Administração, Gabinete, Igrejas. Parceiros: SETUR, Câmara de Vereadores

Tempo

Responsável/Envolvidos

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Provável Causa

Desconhecimento da importância da Instância de Governança Regional para captação de recursos federais 1.

2.

Ausência da inserção efetiva do município na Instância de Governança Regional Pedras, Pão e Mel

Verificar com o Gestor Regional Sr. Otamir Carloni (Nova Venécia) da Instância de Governança, se a afirmativa procede e quais são os gargalos que contribuem para o processo.

3.

Identificar as razões que refletem esta sensação pelos participantes, enumerá-las e transformá-las em objetivos a serem resolvidos

4.

Se a afirmativa não se confirmar, desenvolver estratégias para que a população exercite o pertencimento e o empoderamento da Instância de Governança da Região Turística de Pedras, Pão e Mel, para captação de recursos federais.

5.

Verificar se o município está mensalmente com a Instância.

Problema 5

Provável Causa

Verificar com o Executivo Municipal o porquê da sensação de ausência do município com a Região Turística Pedras, Pão e Mel, pelos participantes da Oficina.

colaborando

financeiramente

Início: 01/03/2011 Até: Ação constante

Responsável: Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo – Meirielly de Oliveira Garcia Participantes: Secretaria de Finanças, Secretaria de Administração, Gabinete. Parceiros: SETUR

e

Como resolver ou amenizar o problema

Tempo

Responsável/Envolvidos

A comunidade não despertou para o turismo de eventos esportivos e culturais, como negócio. 1.

Criar a estratégia de transformar o município em um pólo de realização de eventos em nível regional através da utilização do parque de exposição.

2.

Criar parcerias com a iniciativa privada (promotores de eventos) no sentido de viabilizar a atração de eventos (atividades esportivas e culturais, feiras e outros)

3.

Garantir recursos no orçamento municipal e buscar parcerias;

4.

Viabilizar a implantação realização de eventos

5.

Convocar os agentes promotores para elaboração de rotinas para realização de eventos;

de infraestrutura

necessária, para a

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Parque de exposição pouco utilizado para realização de eventos

6.

Coleta de informações das manifestações culturais, eventos religiosas, esportivos, grupos musicais etc.;

7.

Fazer a classificação dos eventos prioritários, ouvindo o Conselho Municipal de Turismo

8.

Estabelecer cronograma anual dos eventos;

9.

Dimensionar os eventos, se pequenos, médios ou grande porte

Responsável: Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo – Meirielly de Oliveira Garcia Início: 01/03/2011

10. Levantar os custos e desenvolver projetos de cada evento 11. Definir material gráfico de divulgação (convites, adesivos, folders, folhetos, mapas,) 12. Criar programação visual: faixas, letreiros de identificação, painéis fotográficos, placas de sinalização de áreas externas

Até: Ação constante

Participantes: Secretaria de Finanças, Secretaria de Administração, Secretaria de Obras, Secretaria de Agricultura, Gabinete. Parceiros: SETUR, SEBRAE, Instância de Governanças Pedras, Pão e Mel

13. Criar material para imprensa (fotos, press kit, press release) 14. Criar condições de assistência médica (pronto socorro, médico, enfermeiros, ambulância etc.). 15. Criar condições de segurança, envolvendo antecipadamente os órgãos pertinentes. 16. Programar recursos físicos: estacionamento, local de informações, instalações sanitárias, pessoal de apoio, pessoal de limpeza, pessoal de manutenção, secretaria geral. 17. Quantificar recursos humanos: assessor de imprensa, comitê de recepção, coordenadores de áreas, fotógrafos, garçons, copeiros. 18. Verificar recursos materiais: gerador, palanque ou palco, projeção (data-show, filmes, retroprojetor, telas) 19. Identificar suporte de alimentação empreendedores do município)

e

bebidas

(priorizar

20. Pós-eventos – álbum de fotografias, edição de vídeo, ofícios de Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo de Água Doce do Norte– ES Consultor: Moacir Durães

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agradecimento, prestação de contas, recortes de jornais e relatório final.

Problema 6

Provável Causa

Pista de vôo-livre desativada prejudicando os esportistas à preferência por Água Doce do Norte

Como resolver ou amenizar o problema

Responsável/Envolvidos

Falta de planejamento e gestão para a prática do turismo de aventura no município 1.

Verificar a acessibilidade e as condições de uso da rampa e registrar em relatório contendo fotografias dos principais problemas.

2.

Envolver o secretário responsável por equipamentos, tratores e caminhões para dar suporte de manutenção de acesso à rampa.

3.

Elaborar projeto de revitalização da rampa a fim de competir com outros destinos regionais.

4.

Incentivar a formação de uma instituição para administrar e promover a rampa de vôo, através de concessão ou permissão de uso.

5.

Aplicar a Norma ABNT-NBR 15.331:2005 – Turismo de Aventura, Sistema de Gestão de Segurança para utilização da rampa

6.

Permitir o acesso somente com agendamento antecipado

7.

Envolver a Secretaria de Saúde para dar suporte quando houver vôos programados.

8.

Oferecer hospitalidade aos competitividade de destinos.

Problema 7 Provável Causa

Tempo

esportistas

a

fim

de

melhorar

Início: 01/03/2011

Até: Ação constante

Responsável: Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo – Meirielly de Oliveira Garcia Participantes: Secretaria de Finanças, Secretaria de Administração, Secretaria de Obras, Secretaria de Agricultura, Gabinete. Parceiros: Instância de Governanças Pedras, Pão e Mel, Associações e federações esportivas, ABNT.

a

Como resolver ou amenizar o problema

Tempo

Responsável/Envolvidos

Realização de eventos promovidos por amadores na busca de patrocínio da prefeitura, sem se importarem com o retorno financeiro para a cidade 1.

Neste processo, o marketing assume um papel muito importante no mercado turístico, pois envolve um processo de decisão de gerenciamento para os prestadores de serviços ou produtos junto ao cliente

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As atividades esportivas, incluindo o MotoCross, não são promovidos comercialmente

2.

Criar um relacionamento próximo com o mercado consumidor, isto quer dizer, identificar os perfis e onde estão os turistas que se interessam por essas atividades esportivas;

3.

Criar e fortalecer a imagem de que o evento promovido em Água Doce do Norte é referencial para o público-alvo

4.

Gerar informações confiáveis e dirigidas para públicos específicos

5.

A Prefeitura, através das secretarias afins, dar o suporte necessário ao processo de comercialização dos eventos.

6.

Destinar percentual de contribuição dos ingressos de bilheteria para o Fundo Municipal de Turismo, a fim de financiar outros eventos

7.

Realizar promoção institucional através de empreendedores, entidades e instituições de turismo com a finalidade de incentivar o desejo de conhecer o município. Não favorecer a uma instituição ou empresa especificamente, mas a todas elas por meio da divulgação da localidade.

8.

Realizar promoção de produtos específicos: feita pelos empreendedores ou em conjunto com órgãos públicos para informar datas, roteiros, preços, formas de pagamento etc. Tem por objetivo transformar o desejo dos turistas em ato efetivo de compra, ou seja, em visitação.

9.

Utilizar instrumentos para atrair e promover eventos diversos, nas associações e federações esportivas

Início: 01/03/2011

Até: Ação constante

Responsável: Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo – Meirielly de Oliveira Garcia Participantes: Câmara de Diretores Lojistas, Igrejas, Maçonaria, Clube de Serviços, Sindicato dos Produtores Rurais, artesãos, hoteleiros, bares, restaurantes e similares, associações e federações esportivas. Parceiros: Câmara de Vereadores, Instância de Governança da Região Pedras, Pão e Mel

10. Introduzir publicações em catálogos e folhetos específicos para os mercados alvo 11. Divulgar na mídia os produtos turísticos (eventos esportivos) com o auxílio de um plano de relações públicas

Problema 8 Provável Causa

Como resolver ou amenizar o problema

Tempo

Responsável/Envolvidos

Falta de sensibilização e conscientização turística 1.

Sensibilizar e conscientizar a sociedade para a importância do turismo

Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo de Água Doce do Norte– ES Consultor: Moacir Durães

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como fator econômico, na geração de emprego e renda através de campanhas publicitárias 2.

População acomodada para desenvolver o turismo

3.

Fortalecer as associações ligadas à cadeia de serviços do turismo (hotéis, bares e restaurantes, artesãos, barraqueiros, artistas etc.)

4.

Realizar campanhas educativas internas à prefeitura voltadas para o turismo sustentável (ambiental, social e econômico)

5.

Realizar oficinas de sensibilização e mobilização, workshop, reuniões informais constantemente, de preferência em locais abertos e públicos.

6.

Elaborar e promover campanhas internas ambiental, cultural e recepção ao turista;

7.

Estimular o desenvolvimento de projetos vinculados à formação de produtos turísticos

8.

Mostrar os pontos positivos que o município tem e que podem se transformar em atração para turistas

Problema 9 Provável Causa

Fortalecer a conscientização sobre a importância do turismo nos segmentos turísticos identificados no município e região, para a elaboração de roteiros turísticos

de

conscientização

Responsável: Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo – Meirielly de Oliveira Garcia Início: 01/03/2011

Até: Ação constante

Participantes: Câmara de Diretores Lojistas, Igrejas, Maçonaria, Clube de Serviços, Sindicato dos Produtores Rurais, artesãos, hoteleiros, bares, restaurantes e similares, associações comunitárias Parceiros: SETUR, SEBRAE, Câmara de Vereadores, Instância de Governança da Região Pedras, Pão e Mel

Como resolver ou amenizar o problema Desconhecimento do Decreto 5.296 de 2004 que regulamenta a promoção de acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou mobilidade reduzida 1.

Estudar o Decreto nº 5.296 de 02/12/2004, que regulamenta as Leis nºs 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida;

2.

Dispor da planta cadastral do município para análise das calçadas impróprias à acessibilidade

Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo de Água Doce do Norte– ES Consultor: Moacir Durães

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Calçadas irregulares prejudicando a movimentação de pessoas com mobilidade reduzida

3.

Definir equipe e atribuir responsabilidades para realizar palestras de sensibilização com a comunidade sobre as calçadas e sua acessibilidade;

4.

Buscar o modelo do Projeto Calçada Cidadã da Prefeitura de Vitória;

5.

Consultar e entender o Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001) e seus instrumentos;

6.

Estudar o Manual Fortalecimento da Gestão Municipal – Assistência Técnica para o Planejamento Territorial e a Gestão Participativa Urbana - http://www.cidades.gov.br/ministerio-das-cidades/arquivose-imagens-oculto/Manual%20Programa%201136_2009.pdf

7.

Propor parceria na construção e alargamento das calçadas a fim de fortalecer o comércio local

8.

Identificar áreas específicas para movimentação de embarque e desembarque nas ruas

9.

Verificar no Plano de Desenvolvimento Municipal se há impeditivos para instalação de empreendimentos que contribuem com o estrangulamento do trânsito.

Responsável: Secretária de Obras e Serviços Urbanos Início: 01/03/2011 Final: 31/12/2011

Participantes: Secretaria de Administração – Secretaria de Educação e Cultura – Gabinete, Câmara de Diretores Lojistas, Associação Comunitária Parceiros: Promotoria Pública, Ministério das Cidades, Prefeitura de Vitória.

10. Buscar no Ministério das Cidades recursos para financiamento para melhoria da mobilidade urbana

Problema 10 Provável Causa

Como resolver ou amenizar o problema

Tempo

Responsável/Envolvidos

Falta de planejamento para buscar parceiros efetivos de capacitação e qualificação 1.

Realizar levantamento das demandas de qualificação profissional e empresarial, através de pesquisa junto às empresas e profissionais informais;

2.

Identificar possíveis empreendedores no setor de meios de hospedagens urbanos e rurais, equipamentos turísticos, bares, restaurantes.

3.

Realizar pesquisa de demanda (fluxo turístico) a fim de identificar

Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo de Água Doce do Norte– ES Consultor: Moacir Durães

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questões de atendimento. 4.

Qualificação empresarial incipiente afetando a competitividade e contribuindo para o mal atendimento pelo comércio

Capacitar e qualificar os prestadores de serviços turísticos do município

5.

Buscar recursos e efetivar parceria para garantir a efetivação do Programa de Capacitação;

6.

Monitorar através da Comissão Municipal do Trabalho ou Secretaria de Ação Social.

7.

Fomentar a melhoria da infraestrutura física dos bares, restaurantes e similares e meios de hospedagem;

8.

Buscar parceria com o SEBRAE para desenvolvimento de Planos de Negócios para empreendedores

9.

Levantar os setores a serem priorizados inicialmente que fazem parte da cadeia direta do turismo.

Início: 01/03/2011 Final: 30/07/2011

Responsável: Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo – Meirielly de Oliveira Garcia Participantes: Secretaria de Educação, Câmara de Diretores Lojistas, Igrejas, Maçonaria, Clube de Serviços, Sindicato dos Produtores Rurais, artesãos, hoteleiros, bares, restaurantes e similares, associações comunitárias Parceiros: SEBRAE, SENAR, INCAPER, IDAF, Instituições de Ensino e Instância de Governança da Região Pedras, Pão e Mel

10. Promover seminário de sensibilização e mobilização para o empresariado local sobre a importância econômica dos produtos locais e seus serviços, no contexto do turismo. 11. Realizar cursos: gestão empresarial, de planilhas de custos, de capacitação para definição de preços de venda.

Problema 11 Provável Causa

A falta de um site na internet com banco de imagens

Como resolver ou amenizar o problema

Tempo

Responsável/Envolvidos

Desconhecimento dos gestores da importância da rede internacional de computadores (internet) para divulgação do município por reduzido custo operacional 1.

Criar um site da Prefeitura de Água Doce do Norte a fim de promover a cidade, através de notícias, fotos e vídeos.

2.

Solicitar parceria para cessão de base no PRODEST

3.

Identificar funcionário para a manutenção dos conteúdos

4.

Atualização constante do site através das notícias, informações e serviços para efeito de consultas

Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo de Água Doce do Norte– ES Consultor: Moacir Durães

Início: 01/03/2011

Responsável: Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo – Meirielly de Oliveira

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digitalizadas do município

5.

Inserir nas secretarias municipais a importância de subsidiar o setor de comunicação com informações pertinentes e importantes para serem divulgadas

6.

Fotografar todos os atrativos turísticos, patrimônios naturais e culturais, sítios históricos e arquitetônicos do município e disponibilizá-lo no site.

Final: 30/07/2011

Garcia Participantes: Secretaria de Administração, Gabinete Parceiros: Prodest, Instância de Governança da Região Pedras, Pão e Mel

Consultor: Moacir Durães - CRC-ES 010791/0-7

Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo de Água Doce do Norte– ES Consultor: Moacir Durães

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6 - Percepções do Consultor O município de Água Doce do Norte fica na extremidade asfaltada da ES-080. Esta posição geográfica lhe proporciona um distanciamento dos centros urbanos vizinhos, lhe dando uma característica única de cidade fronteiriça com os municípios mineiros de Nova Belém e Itabirinha de Mantena. Há um avanço da polarização da cidade mineira de Mantena sobre as áreas de seu domínio municipal, situadas a oeste do Espírito Santo. O município apresenta um significativo vazio populacional nas suas faixas de terra e ali estão localizadas lindas cachoeiras e prainhas de água doce. Também tem o privilégio de dispor de dois climas, predominando o clima frio nas regiões de Santo Agostinho e Santa Luzia do Azul e clima quente nas demais regiões. Água Doce do Norte é um município com uma grande vocação turística, no entanto essa potencialidade não é percebida pelos moradores. É preciso reforçar o seu dinamismo. Quanto aos conceitos adotados, na oficina que se transformou numa reunião de trabalho, foi sugerido que os presentes fizessem uma releitura sobre todos os assuntos concernentes ao turismo do município, para que reconheçam o seu papel e atuem em parceria com as diferentes instituições de forma a intensificar a troca de experiências para melhorar indicadores de qualidade de vida e contribuir para o êxito de programas, projetos e ações específicos oriundos dessa oficina. Cabe aqui acrescentar, que os conceitos adotados como estratégico, ao desenvolvimento sustentável, desenvolvidos na Oficina, em: “que foca o ser humano, a participação efetiva das pessoas como sujeito das ações e dos processos implementados no âmbito do território, sejam elas econômicas, socioculturais, políticas institucionais e ambientais”, como preconiza as Diretrizes Operacionais do Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil foram praticados. Quanto à oficina, os participantes que se propuseram a participar, destacaram como problemas identificados na Tabela GUT-A, para serem resolvidos ou amenizados, considerando a avaliação de resultado, tais como: Os dois problemas iniciais foram destacados com nota máxima de 625 pontos, isto quer dizer, problemas com máxima prioridade, em que os gestores públicos e participantes deverão se concentrar na união de esforços para as tomadas de decisões quanto à garantia de implementação de ações contra os impactos. Já do terceiro ao quinto, com 400 pontos, itens que merecerão especial atenção, mas depois de atendidas as prioridades pontuadas anteriormente, a saber: 1. Os atrativos turísticos (Cachoeiras, Prainha, Cachoeira do Pantaleão, Santo Onofre, Pedra da Torre, Pedra do Cruzeiro), não estruturados. Destaca-se de que os gestores públicos compartilhados com a população não estruturam os atrativos turísticos para melhor explorar o turismo e, consequentemente, transformar as visitas em negócios constantes. Não há definição de utilização tanto em área pública quando na área privada. É preciso organizar essa receptividade. 2. Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo sem estrutura funcional devida. Percebe-se que a secretaria operacionalidade. Compreende responsabilidades de fomentar implementar o turismo local e

não tem pessoal o suficiente para sua gestão e ainda a complexidade dada à secretaria com as a industrialização local, de fortalecer o comércio e regional. É uma secretaria de muita importância para o


desenvolvimento do município e por tal responsabilidade conferida na lei, que a constituiu, precisa estar melhor estruturada. 3. Falta de política pública municipal para o turismo - Não conhecimento pelos gestores do município do Programa Nacional de Regionalização do Turismo A sociedade não tem conhecimento sobre as vantagens da exploração do turismo associado às outras atividades econômicas, é natural que o município careça de iniciativas públicas e privadas para sua implementação, e a mesma sociedade não utiliza ainda o art. 180 da Constituição Federal de 1988 para promover o turismo como desenvolvimento social e econômico. 4. Ausência da inserção efetiva do município na Instância de Governança Regional Pedras, Pão e Mel. A inserção do município ainda não se deu por efetivo por falta de conhecimento do Programa de Regionalização do Turismo e de sua importância para captação de recursos do governo federal, pelos gestores municipais. 5. Parque de exposição pouco utilizado para realização de eventos O município dispõe de um equipamento turístico de grande valor de atração de pessoas: o parque de exposição. Infelizmente, assim como na maioria dos municípios capixabas, estes equipamentos não são utilizados, como a exemplo o Parque de Exposição Floriano Varejão, situado na Serra-ES, para a promoção de eventos culturais (shows) e realização de feiras. Fato que o município apresentou uma queda de arrecadação de R$ 20.486,60 (mi) para R$ 19.339,30 (mi), de 2008 para 2009, numa variação de -5,6%, conforme a Revista de Finanças dos Municípios Capixabas, publicado no jornal A Gazeta em 11/07/2010. Infelizmente não temos dados que mostrem a variação de 2009 para 2010, mas alternativas econômicas devem ser avaliadas para a compensação dessa queda. Mais atenção ainda deve ser dada ao Projeto 1 – Institucionalização, Estruturação e Difusão do Plano, do Macro programa 1- Gestão e Relações Institucionais do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Turismo do Espírito Santo – edição 2010, onde preconiza que: “... instituir norma estabelecendo que só serão repassados recursos orçamentários para os municípios ligados às Instâncias de Governança Regional com gestão participativa do turismo (CMT – Conselho Municipal de Turismo), FMT (Fundo Municipal de Turismo), Plano Municipal de Desenvolvimento do Turismo e PDM.” O Estado do Espírito Santo passa a partir desse Plano cobrar dos municípios o dever de casa. Recomenda-se que o município recorra a Portaria nº 42 de 14 de abril de 1999, do Ministério de Orçamento e Gestão, que recomenda estabelecer na gestão do orçamento público: a) Programa, o instrumento de organização da ação governamental visando à concretização dos objetivos pretendidos, sendo mensurado por indicadores estabelecidos no plano plurianual; b) Projeto, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de governo; c) Atividade, um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um produto necessário à manutenção da ação de governo; Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo de Água Doce do Norte– ES Consultor: Moacir Durães

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d) Operações Especiais, as despesas que não contribuem para a manutenção das ações de governo, das quais não resulta um produto, e não geram contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços. Notadamente que o município recorra ao orçamento anual de 2011 para descrever os objetivos específicos referentes à magnitude e tempo, transformar objetivos em metas mensuráveis onde facilita o planejamento, à implementação e controle. Para tanto, este é o ano de investimentos por parte dos gestores públicos em detrimento do orçamento de 2012, que estará comprometido em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal e do processo eleitoral. Destaca-se nos participantes o consenso sobre os problemas que afligem ao coletivo e a determinação de enfrentá-los, principalmente pelos colaboradores. Na oficina, foram identificados 11 (onze problemas) e que após, democratizados em plenária concentrou-se em 108 (cento e oito ações) para serem resolvidos ou amenizados. Se atentarmos com mais profundidade, o município poderá concentrar suas energias nos dois primeiros problemas, que por consequência os outros, respectivamente serão resolvidos paulatinamente. Durante a Oficina, os participantes, nos fizeram perceber de que a comunidade manifesta interesse quanto ao seu processo de desenvolvimento turístico, salientando sempre que os problemas são oriundos da falta de uma conscientização da sociedade e principalmente por carência de orientação estratégica de política municipal. Nota-se, portanto, que a população ainda não tem um direcionamento de cenário mais definido quanto às suas potencialidades e exprimem generalidades um pouco comuns para seu futuro, conforme pode se notar na apresentação dos grupos, no Tópico 2.2 – Cenários Desejados. Na oficina foi demonstrada que competências estratégicas estão carecendo principalmente por parte dos gestores públicos em definir melhor o órgão de turismo, seu pessoal e equipamentos. Turismo é uma atividade econômica, portanto, de riscos da comunidade empresarial para a exploração do mesmo, principalmente no processo de negócios horizontais e verticais; ao Estado cabe fomentar a organização e o fortalecimento da estrutura turística. As potenciais explorações da cafeicultura, da pecuária de leite e das atividades esportivas radicais podem proporcionar a discussão sobre o turismo de eventos, até porque existe a disponibilidade de um parque de exposição subutilizado. Essa discussão deverá passar pelos novos conceitos de hospitalidade, e incluí-se aí, o atendimento com excelência a fim de atender as expectativas do turista. Outra percepção fundamental foi a de que para o desenvolvimento do município é a de que: não há produto turístico sem serviços de qualidade e para tanto, o município precisa urgentemente de apoio do SEBRAE, SENAR, SINDBARES, INCAPER e outros, para sua qualificação. Em nossa percepção, necessário se faz um contínuo trabalho de sensibilização e mobilização das lideranças representativas de entidades de classe e da sociedade civil, ainda a participação dos agentes políticos, aqui denominados de secretários, assessores diretos do Executivo. Por fim, é possível que se faça uma boa gestão de saúde no município, uma excelente gestão na educação, que apresente uma boa infraestrutura e obras, uma boa política ambiental, que forneça um leque de atividades esportivas, um relevante patrimônio histórico conservado etc., no entanto, não se programa turismo sem a participação efetiva de todos eles. O turismo é uma conjunção de forças e que estas necessariamente precisam estar integradas. Desse passo em diante, a formulação de estratégias, indicará de como chegar lá.

Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo de Água Doce do Norte– ES Consultor: Moacir Durães

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7 - Relação dos Participantes

Nome

Instituição

E-mail

Telefone

CPF

1.

Julieide de Carvalho Lima

Empresária

Julieide01@gmail.com

27-3759.1208

974.025.246-04

2.

Meirielly de Oliveira Garcia

Secretária de Turismo

meiriellygarcia@hotmail.com

27-3759.11.92

118.703.807-54

3.

Adlaide de S. Lopes

Hotel Cabral

hotel_cabral@hotmail.com

27-3759.1117

4.

Moacir Durães

SETUR/SEBRAE

moacir.duraes@hotmail.com

27.3322.7700

451.522.767-04

8– Avaliação Qualitativa dos participantes da Oficina de Planejamento e Gestão Municipal de Turismo

“Foi muito bom, pois adquiri muitos conhecimentos, e de certa forma experiência para assumir a Secretaria de Turismo.” – Meirielly de Oliveira Garcia – Secretária Municipal de Turismo.

“Foi muito bom, pois adquirimos conhecimentos de como melhorar nosso município. Espero que realmente aconteça, e não fique apenas nos papéis.” –. Adlaine de Souza Lopes – Hotel Cabral


“Não é o desafio com que nos deparamos que determina quem somos e o que estamos nos tornando, mas a maneira com que respondemos ao desafio. Somos combatentes, idealistas, mas plenamente conscientes, porque o ter consciência não nos obriga a ter teoria sobre as coisas: só nos obriga a sermos conscientes. Problemas para vencer, liberdade para provar. E enquanto acreditamos no nosso sonho, nada é por acaso”. “HENFILL” Em 16/02/2011 Moacir Durães CRC-ES 010791/0-7

Oficina de Planejamento e Fortalecimento da Gestão Municipal de Turismo de Água Doce do Norte– ES Consultor: Moacir Durães

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RELATÓRIO DE TURISMO DE ÁGUA DOCE DO NORTE - ES  

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