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O sarcófago das Quatro Estações apresentava, em 2012, sinais visíveis de degradação. Além das poeiras depositadas, produtos de alteração acumulados e de alguns elementos em falta, a peça apresentava fissuras no mármore que em tempos foram estabilizadas com grampos metálicos. A aplicação desses grampos, embora tenha tido o intuito de estabilizar a peça, com o passar do tempo acabou por provocarlhe danos resultantes da oxidação do metal (a ferrugem aumenta o volume dos elementos metálicos dentro da pedra, produzindo novas fissuras e depositando escorrências). Por essa razão foi necessário fazer uma intervenção de restauro na peça. O processo foi levado a cabo pelos conservadores-restauradores afectos ao Laboratório José de Figueiredo, destacados na equipa do Museu, com o apoio de outro técnico de conservação e restauro do Museu D. Diogo de Sousa em Braga.

Remoção dos grampos enferrujados, desoxidação das superfícies e os novos grampos aplicados

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A peça foi limpa com recurso a processos químicos e mecânicos, os grampos oxidados retirados, as superfícies envolventes desoxidadas e colocados novos grampos de aço inoxidável. Estas zonas foram consolidadas com resinas próprias para o efeito, conferindo maior resistência mecânica para o transporte e exposição. Todos os materiais que se utilizam nestes processos têm que ser reversíveis e quimicamente inertes. O processo descreve-se aqui em poucas linhas, que lemos em menos de dois segundos, mas corresponde a um trabalho intensivo de três meses. Se esta intervenção não tivesse acontecido, o sarcófago romano não poderia ter viajado e não poderia ser apresentado nesta exposição.

Fase inicial da limpeza

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Saibaporquê  
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