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1 Revista Comunicação Visual


2 Revista Comunicação Visual


Expediente

Ilustrando em camadas no Photoshop - página 04 Importação e de exportação do Corel Draw - página 08 Desenvolvendo sua criatividade - página 12 Dicas e técnicas para desenvolver ilustração - página 16 Quando optar pelo papel - página 22 Manipulando preenchimentos e contornos no InDesign - página 24 Inovação no design tradicional - página 28

3 Revista Comunicação Visual


Photoshop

Ilustrando em camadas no Photoshop

A ferramenta de

ilustrações

camadas do

complexas,

Photoshop oferece

facilitando o

uma gama muito

manuseio de

grande de recursos elementos para desenvolver 4 Revista Comunicação Visual

individualmente.


Photoshop Na ilustração que vamos apresentar a seguir, foram utilizadas quatorze imagens digitalizadas separadamente e depois unidas em um só arquivo.

por vez, selecione a ferramenta mover (“Move Tool”) e clique sobre a imagem que deseja transportar para o seu documento, e solte.

Todas as doze primeiras capas da Revista Comunicação Visual foram digitalizadas a 300 dpis em um scanner plano, salvas em “JPG” e inseridas, uma a uma, ao documento. Abra um arquivo na medida final a ser impressa. No nosso exemplo, o arquivo tem 30 cm de altura por 40 cm de largura, utilize uma resolução de 150 dpis, visto que sua finalidade é a impressão de um banner em uma plotter jato de tinta. A imagem da caixinha de cd e o próprio “cd” são ilustrações vetoriais desenvolvidas no “FreeHand” e exportadas também em “JPG”. As medidas da imagem podem ser alteradas facilmente. Se, por acaso, no decorrer do trabalho, você perceber que as medidas não são suficientes para agrupar a ilustração, selecione a ferramenta “Crop” e aplique a área desejada, ampliando conforme a sua necessidade, dentro da área de trabalho, porém fora da área da imagem, e recorte. Veja o resultado.

As camadas Cada imagem foi aplicada em uma camada (“Layer”) diferente, permitindo sua manipulação independente. Abra uma imagem

Automaticamente, o Photoshop cria uma camada para cada imagem, facilitando a manipulação de tamanho, de rotações e feitos para cada imagem independente. Se preferir, você pode nomear cada camada conforme lhe convir. No exemplo, como estamos trabalhando com muitas camadas, aplicamos nomes a cada uma delas, capa 01, capa 02 e assim respectivamente até a capa 12, inclusive cd e caixa.

As imagens cd e caixa foram importadas separadamente, gerando uma camada para cada uma delas. O objetivo destas duas ilustrações é estarem juntas como uma única imagem. Colocamos as duas camadas abaixo das outras, por enquanto, e selecionamos “Merge Down”. Dessa forma, unimos duas camadas em uma única, já a opção “Merge Visible” torna todas as camadas visíveis em uma só. Antes de iniciarmos o transporte dos outros elementos, vamos aplicar uma pequena sombra abaixo da imagem, utilizando “Layer >Layer Style> Drop Shadow”.

Uma das vantagens de trabalhar uma ilustração utilizando os recurso de camadas é poder alterar o 5 Revista Comunicação Visual


Photoshop

alternando a diagramação usando as camadas

uma ilustração utilizando os recurso de camadas é poder alterar o layout da ilustração sempre que desejar. No exemplo, depois de criar um leque com as capas em volta da imagem do cd, resolvemos experimentar outras formas de layout. Salvamos este resultado com outro nome, para preservar nossas camadas, e aplicamos o recurso “Merge Down” (para unificar todas as imagens) e , novamente, aplicamos o efeito “Drop Shadow ” no conjunto como um único objeto.

6 Revista Comunicação Visual

Uma nova ilustração Com as capas separadas em camadas, iniciamos a diagramação de uma outra ilustração, colocando as capas lado a lado em três fileiras de quatro unidades para criar outra ilustração. Selecione a camada respectiva e tecle “Cltr + T” para ativar o recurso “Free Transforme” (transformação livre) e posicione cada capa no local desejado.

Retoques O círculo no centro do cd estava em branco, onde deveria estar transparente. Para que o fundo aparecesse, com a ferramenta “Magic Wand”, clicamos sobre a área branca, selecionando e pressionamos a tecla “Del”. Dessa forma, esta área foi eliminada somente nesta camada, deixando a camada de baixo visível.


Cada imagem pode ser retocada de forma independente, como brilho, contraste, curva, efeito, etc..

em disco, pois cada camada é considerada um novo arquivo. O Photoshop exige muito da máquina e da memória.

Lembre-se Mantenha cópias de segurança de cada imagem separada e de resultados que lhe agradaram durante o processo.

Dicas Para trabalhar em camadas, é necessário reservar um espaço

Mauro Arruda Consultor Técnico www.signdesign.com.br/mnpa 7 Revista Comunicação Visual


Corel Draw

Usando os recursos de importação e

de exportação do

Corel Draw

Interagir com outros

criação e de

programas e com

produção.

outras plataformas,

Acompanhe os

geralmente, é um

principais recursos

desafio aos

que o Corel

profissionais de

oferece ao usuário.

8 Revista Comunicação Visual


Corel Draw Quando trabalhamos com o Corel Draw, estamos, geralmente, desenvolvendo documentos complexos nos quais necessitamos de imagens, de gráficos e de textos de outros programas dos mais diversos formatos, assim, muitos elementos destes documentos ou os próprios documentos deverão ser usados em outros programas e plataformas. Os filtros de importação funcionam como um tradutor que aplica as informações necessárias para que o Corel possa editá-los, e os filtros de exportação aplicam as informações necessárias para que o arquivo gerado no Corel possa ser compreendido em outros programas.

Importando arquivos Para importar arquivos para um documento do Corel Draw, utilize o caminho no menu principal (File> Importar ou através do atalho Ctlr + l) ou na barra de ferramentas.

O Corel oferece, atualmente, 61 filtros de importação, começando pelos filtros nos formatos dos produtos da Corel, passando pela Adobe, pela Macromídia, pelo Microsoft, pelo Autocad, chegando até filtros mais específicos.

Ao habilitar a opção “Import” e selecionar o arquivo desejado para edição, você provavelmente habilitará diversas opções de importação. Essas opções podem alterar consideravelmente a forma como o arquivo se apresenta após sua importação. Vamos acompanhar agora algumas das opções existentes na janela de importação: - Full image, Crop, Resample: esta opção oferece ao usuário a possibilidade de alterar cortes e medidas da imagem.

- Combine Multi-Layer bitmap: opção utilizada para achatar imagens que possuem camadas criadas em outros programas. Se você pretende utilizar transparência e editar as camadas separadamente, mesmo depois de importá-las, não habilite esta opção. - Link Bitmap Externally: ao selecionar esta opção, o arquivo importado manterá o seu link externo. Quando estiver trabalhando com documentos para saídas finais, como pré-impressão ou sinalização, não habilite esta opção, pois ela impede que o gráfico seja alterado diretamente no Corel e fica ligada ao gráfico original. - Apply Embedded ICC Profile: se você utilizou o perfil ICC (International Color Consortium) e deseja manter este perfil, utilize esta opção. Se você deseja descartar o perfil utilizando o perfil existente no seu documento no Corel, desabilite este campo. - Extract Embedded ICC: opção utilizada para extrair um perfil ICC e salvá-lo no diretório onde foi criado. 9 Revista Comunicação Visual


Corel Draw - Chec for Watermark: opção utilizada para checar as marcas d’água utilizadas na imagem, se preferir você pode inserir marcas d’água diretamente no documento do Corel depois de importar a imagem. - Do Not Show Filter Dialog: Esta opção desabilita outras janelas que abririam automaticamente para filtrar diferentes formatos de imagem. Utilize esta opção para a importação de grandes quantidades de imagens ao mesmo tempo ou quando tem segurança sobre o conteúdo da imagem importada. - Maintain Layers And Pages: ao importar arquivos com múltiplas camadas ou diversas páginas, o Corel cria novas páginas e adiciona novas camadas durante a importação para edição posterior. - Link To High Resolution file for Output Using OPI (open prepress interface): este recurso é utilizado para incorporar imagens em baixa resolução no documento do usuário e manter a imagem de alta em um servidor. A imagem é “linkada” posteriormente na hora da saída final.

Dicas para importação Lembre-se de que quando estamos criando um documento no Corel ou qualquer outro aplicativo, devemos saber qual será sua utilização final, por 10 Revista Comunicação Visual

exemplo, não adianta manter imagens de alta resolução (300 dpis) se o mesmo será impresso em uma impressora local tipo jato de tinta; da mesma forma, imagens com menos de 300 dpis não oferecem qualidade ideal para impressão off-set. Para os profissionais que necessitam dar saída em imagens em grandes formatos, como banners, por exemplo, 150 dpis são suficientes, mas a imagem deve estar no tamanho da saída. Outro fator é a cor do objeto. Quando o usuário utiliza a paleta do Corel, tem impressão de que as cores são vivas e gritantes; em impressoras locais, apesar delas trabalharem com cores CMYK, sua consistência é bem diferente das tintas utilizadas para off-set. Tenha sempre em mão uma tabela de referência de cores e aplique a porcentagem desejada de cada cor, conforme a tabela. As imagens importadas já devem estar dentro deste padrão.

Cuidado ao importar imagens que serão exportadas novamente para outros formatos e aplicadas em outros aplicativos.

Dicas Textos: a nova versão do Corel oferece uma opção ao usuário para manter a formatação já exis-

tente de textos diagramados no Word, por exemplo.

Exportando objetos Muitas vezes, a utilização do Corel é uma ferramenta utilizada como suporte para criação de gráficos e de ilustrações e posterior aplicação em outros aplicativos de diagramação. Dessa forma, alguns cuidados devem ser tomados para a exportação destes elementos. Assim como os filtros de importação, os de exportação são inúmeros e os cuidados também. Para exportar, selecione o objeto, vá ao menu principal e clique em “Export” ou tecle “Cltr + E”. Se preferir, utilize a barra de navegação. A janela de exportação se abre.

Acompanhe, a seguir, os principais dispositivos na tela de “Exportação”. - Do Not Show Filter dialog: impede o aparecimento de janelas secundárias para configurações. Utilize esta opção para exportação, usando as últimas opções definidas na janela secundária. Usado principalmente quando o usuário necessita exportar


Corel Draw diversas imagens com a mesma configuração. - Export This page Only: esta opção é automaticamente habilitada quando estamos trabalhando com arquivos com mais de uma página. É muito útil quando a exportação requer suporte para textos ou para o formato EPS. Esta opção exporta apenas a página em questão. - Select Only: habilite esta opção quando um objeto estiver selecionado no documento e você desejar exportar apenas o objeto selecionado.

lize o arquivo em questão. Alguns arquivos apresentam suas próprias caixas para detalhar a exportação.

Dicas Muitas editoras estão recebendo anúncios em formatos “bitmaps” , como “jpg” e “tif”, facilitando o trabalho da criação de um anúncio no Corel com imagens, fontes e gráficos você poder exportá-lo em alta resolução e com uma boa taxa de compressão usando o formato “jpegrgb” e convertendo, posteriormente, em “tiff-cmyk”, o que permite a criação de arquivos compactos para recebimento via e-mail.

priedades em janelas específicas (veja matéria completa na edição 31). - Formatos vetoriais: o Corel oferece uma vasta gama de filtros para exportação de vetores. Cada formato tem sua própria janela para a configuração das propriedades desejadas para exportação. - Formatos CAD e Plotter: com o Corel Draw 11, permitem a exportação para os formatos do AutoCad e Plotters. - Formatos EPS: esta opção é utilizada principalmente para exportar gráficos (logomarcas ou desenhos) vetoriais, por que mantém suas características, mesmo em programas de paginação, como o PageMaker, Quark e o Indesign.

Cuidado Evite o padrão EPS para exportar imagens “bitmaps” (principalmente para importação em paginadores). Este formato geralmente converte as imagens “bitmaps” em tons de cinza ou rgb, quando enviado para produção de fotolitos.

- Web_safe_filenames: com esta opção, você pode salvar objetos diretos para web utilizando o recurso “underline” nos nomes de arquivos. No menu “dropdown”, você pode selecionar o tipo de arquivo que deseja exportar. Cada formato oferece um suporte diferente e específico para o formato desejado, vamos conhecer as principais características destes formatos: - Formatos “bitmaps”: quando você exporta para um padrão “bitmap”, uma janela específica aparece para que você persona-

- Formatos de texto: esta opção oferece filtros para Word, “Rich Text Format” (RTF) e WordPerfect. Mas, você também pode utilizar a opção copiar e colar, desde que tenha o devido cuidado com o padrão de cor utilizado no programa. - Formatos de fonte: você pode criar sua própria família de fontes no Corel e aplicar as pro-

Caso algum filtro não esteja disponível, verifique o cd de instalação, você pode ter selecionado opções compactas de instalação.

Dicas Muitas empresas de sinalização estão recebendo arquivos em “JPEG” também para a produção de impressões em “plotters” para grandes formatos, ao invés de “PDF” ou “EPS”, dessa forma, as possibilidades de problemas são amenizadas. 11 Revista Comunicação Visual


Criatividade

Desenvolvendo

sua criatividade

Se você fosse o seu cliente, quais as cinco razões que justificariam continuar a sê-lo?

12 Revista Comunicação Visual


Comunicação visual é uma das áreas mais criativas e inovadoras. Na última década avançou mais do que nos últimos 200 anos. Novas tendências, novos equipamentos para impressão, materiais cada vez mais perfeitos e sofisticados, utilização da informática e muito mais. Tudo isto é fruto do inconformismo e da busca pelo melhor. É a criatividade gerando idéias que, depois de realizadas, transformase em inovação. Porém todas as inovações acima não serão transformadas em benefícios para o cliente se a Criatividade dos profissionais de comunicação visual estiver estagnada. É preciso saber pensar diferente para tirar o máximo do que as tecnologias modernas nos oferecem. Muitas destas melhorias e evoluções da comunicação visual não foram criadas por artistas ou designers. Muitas foram criadas por engenheiros. Isto prova que todos os tipos de conhecimento podem convergir para uma área diferente desde que haja a vontade de fazer melhor.

qualquer profissão. Conscientize - se de que todo o passado de seus bons serviços prestados é passado. O que funcionava há dois anos, não funcionarão amanhã. O que conta é o seu potencial de realizações futuras. Para começar, pense de que maneiras você pode melhorar aquilo que faz. Observe, detalhadamente, dentro e fora do seu ambiente de dia-a-dia. Fique alerta para o que está acontecendo. Olhe lá na frente. Identifique as tendências. A observação é o primeiro passo para a produção de idéias originais, inovadoras. Pensar diferente é uma atitude incorporada ao comportamento de uma pessoa para fazer tudo cada vez melhor, de maneira simples e inovadora. Para pensar diferente ligue-se em

O que faz a diferença é a maneira criativa como combinamos experiência, informação, observações, falhas e sucessos para ultrapassarmos os limites do que aprendemos na escola. No mundo atual, Criatividade é uma moeda muita bem cotada em 13 Revista Comunicação Visual


Criatividade

Alguns exemplos de perguntas: • De que maneiras você poderá fazer isto melhor, mais rápido, mais prático, mais eficiente? • De que maneiras você poderá melhorar o seu desempenho profissional? • De que maneiras você poderá encontrar novas soluções para um velho problema? • De que maneiras você poderá simplificar um sistema ou um procedimento? • Qual foi o último curso que você fez? Quando? • Você já descobriu alguma boa solução para um cliente na Internet?

tudo o que acontece, em tudo o que o rodeia. Leia diferentes jornais e revistas. Participe de congressos e seminários. Visite feiras e exposições. Assista a palestras. Procure canais de Tv aos que você nunca assiste. Converse com pessoas que você nunca conversou. Mas será que você está ou não agregando valor para a sua carreira e para os seus clientes? Use o seu potencial criativo para fazer perguntas a si mesmo e avaliar. Porém, não se satisfaça com apenas uma resposta. Desafie-se a encontrar, no mínimo, cinco respostas, diferentes para cada pergunta. O princípio é que só chegaremos a uma ótima idéia se tivermos muitas alternativas para escolher. A pior coisa que pode ocorrer 14 Revista Comunicação Visual

é ter uma idéia quando ela é a única que você tem. Porém, apenas ser aberto à inovação não é suficiente. Seja pró-ativo. Busque novas alternativas, novas idéias, novas maneiras de fazer as coisas. Isto é comportamento Criativo. É isto o que a sociedade espera de todos nós. Agora, responda às duas primeiras perguntas deste artigo.

Antonio Carlos Teixeira da Silva Conferencista e consultor sobre Criatividade e Inovação www.pensediferente.com.br pense@pensediferente.com.br (11) 3061-1146


15 Revista Comunicação Visual


Ilustração

Dicas e técnicas para desenvolver

ilustração

Perkins, ilustrador

16 Revista Comunicação Visual

1996. O objetivo de

autodidata, formado em

diversificar suas

publicidade com 15

atividades, atender

anos de experiência na

o mercado

área de criação gráfica

Editorial, Gráfico,

criou o Estúdio

de Publicidade,

Madrugad’adentro em

Internet e Têxtil.


Ilustração

Apesar do número de clientes e diversidade de serviços oferecidos, seu principal foco ainda é a Ilustração. Mais que uma necessidade de atender ao mercado, a variedade de estilos, linguagem e acabamento é a marca de quem fez do desenho não apenas um trabalho, mas prazer e eterna busca.

Aquarela feita para a Editora Ática

O rascunho inicial sofreu apenas uma única mudança, do lado do barco em que o ilustrador se retratou. “Depois disso, não achei que deveria alterar mais nada. Mas geralmente não é esse o processo, que sempre exige

outros rascunhos e até mesmo descanso entre eles, para não se repetir em conceitos”, explicou. Para visualizar melhor a idéia finalizada, riscou a área do título da revista e algumas chamadas.

Passando a limpo Depois do rascunho, dependendo da complexidade do desenho, Perkins pode utilizar três caminhos para iniciar um desenho final. Quando complexos, ele passa a imagem para o computador, via scanner, e lá amplia e, se necessário, coloca traços para corrigir perspectivas com problemas, ou para acertar o tamanho de elementos que ainda

não estão adequados. Em alguns casos, inicia a finalização, utilizando um programa gráfico como FreeHand ou Photoshop. Se o desenho ainda tiver de ser feito à mão, o ilustrador imprime o rascunho, com as correções feitas, já no tamanho final. No caso de desenhos simples, adota o mesmo procedimento de ampliar a imagem no com-

Logotipo desenvolvido para a Lúdica Comunicação Teatral

Ao receber o convite para criar a capa desta edição da Revista Comunicação Visual, Perkins optou por mostrar algo que não constasse em seu portfólio. “Resolvi que seria algo leve e lúdico para mostrar não o que eu faço todos os dias, mas o que eu gostaria de fazer. Não está no meu portfólio, mas espero que um dia esteja”, disse Perkins.

17 Revista Comunicação Visual


Logotipo desenvolvido para ANEP

posição dos elementos, tudo o que fez foi redesenhá-lo em tamanho maior, sem o uso do computador. Estabeleceu algumas linhas de perspectiva e a divisão da folha maior em quatro partes. A parte superior foi deixada mais livre, para receber o logotipo da revista. No lado direito da metade inferior, colocou o barquinho voador e, abaixo dele, alguns elementos.

putador, mas sem aplicar correções. A imagem ampliada é impressa e utilizada sob um vegetal, apenas como base para o novo desenho, sem muita fidelidade ao traço do rascunho. No caso da capa da revista, pela liberdade da criação e pelo rascunho ser apenas a idéia da dis-

No lado esquerdo, balanceando o desenho, Perkins colocou uma quantidade maior de desenhos, e uma certa atividade entre os personagens, o que é o foco da luneta do artista. “A luneta também serve para direcionar o olhar para este ponto, que no sentido da nossa leitura, de cima para baixo e da esquerda para a direita, está em uma área de pouco destaque”, completou.

sica, com pincéis e tinta, de preferência guache. Mas esse processo exigiria muito mais tempo, e uma câmera fotográfica para acompanhar o desenvolvimento. Como havia outros trabalhos me prendendo ao computador, a melhor solução era finalizá-lo lá mesmo, e não em uma prancheta”.

Desenho pronto, Perkins olha o conjunto, o equilíbrio e o direcionamento dos olhos. “Senti que a melhor técnica para finalizá-lo seria uma pintura clás-

Utilizou o Photoshop, que, embora não seja específico para ilustrações, tem boas paletas flexíveis e trabalha bem as cores. Outro detalhe importantíssimo

Capa do livro “Dia Suspeito”, de Cláudio Feldman

18 Revista Comunicação Visual

Ilustração para a revista “Caros Amigos”

Ilustração


Ilustração a lápis de cor e guache

Ilustração

Capa do livro “Três Abutres”, de Cláudio Feldman

para a qualidade do trabalho é a utilização do tablet da Wacom com caneta que assimila diferentes níveis de pressão, sem o qual o resultado não seria o mesmo.

Ilustração desenvolvidas para a Fundacentro

O desenho final foi escaneado com traço a lápis, pois a idéia era fazer uma pintura, sem contor-

nos definidos. Depois de alguns testes, combinando ferramentas e técnicas, Perkins adotou um estilo que se assemelhava a pastel seco em papel Tiziano. “Com a vantagem do undo, comecei fazendo testes de cores, e iniciei a pintura do plano mais distante, que nesse caso era o céu. Antes de finalizá-lo completamente, passei para a área seguinte, o lago com o rio e depois os campos. Esta seqüência, pintando os pontos que estarão ao fundo e que também são as maiores áreas primeiro, me mostram as cores predominantes e o que devo adicionar nos outros elementos para balancear o conjunto. Neste caso, o objetivo era o de fazer algo alegre e, portanto, bem colorido.”

pouco os olhos da pintura, para vê-la novamente de forma diferente.

Outros estilos “As ilustrações não são minha única experiência na área gráfica”. Perkins iniciou-se na profissão quando ainda se “marcavam textos” à mão, com guache ou canetas para layout. Fotos eram simuladas com as manchas e, fora os títulos, o restante do texto era representado por riscos ou “nononos”. “A chegada dos computadores e programas grá-

Depois de colorida a maioria dos elementos, chega a finalização da pintura, com a colocação dos detalhes em todos os elementos que pedem maior definição. Perkins recomenda descansar um 19 Revista Comunicação Visual


Ilustração

tando atenção nos detalhes, na luz e nas sombras. “Criar é muito mais recriar, dar novas formas a velhas linguagens, renovar conceitos”, diz.

ilustrações publicadas na Revista Bovespa

ficos acessíveis foi o paraíso para todos. Qualquer idéia ficava pronta em minutos, sem sujeira ou cheiro de benzina no ar. Mas acredito que este aprendizado inicial foi muito importante, me dando uma perspectiva maior de tudo que está envolvido na criação gráfica”. O estúdio desenvolve folders, folhetos, livros, catálogos, ilustrações, projetos de identidade visual, sites para internet, jornais, revistas, criação de estampas, personagens, livros de atividades e histórias em quadrinhos. Os conceitos que utiliza em outras áreas são basicamente os mesmos. O desafio de sempre é atender às necessidades dos clientes, sem deixar de lado a 20 Revista Comunicação Visual

qualidade do material e o projeto gráfico equilibrado. É muito importante guardar todos os trabalhos, originais e finalizados, aprovados ou não. Além de configurar um bom arquivo e histórico, os não aprovados tornam-se bons salva-prazos. “Acredito que todo trabalho que desenvolvo é conseqüência do prazer em ver o mundo, notar detalhes e sentir o todo”, conta Perkins. Para ele, o artista deve olhar o mundo de muitas maneiras, pres-

Mas o artista destaca que é importante adequar as expectativas e separar o trabalho profissional da arte. “Você desenha para um fim específico; cada trabalho tem um público e um cliente, que possuem uma certa linguagem que deve ser respeitada.” Perkins revela ainda uma ferramenta essencial: o bom senso. “Não deixe que a prancheta o prenda completamente. Procure sempre ver trabalhos de outros profissionais, artistas famosos e conhecer suas técnicas de composição. Além disso, viaje muito pela internet, buscando tendências e notando as características de outros projetos”.

Perkins Teodoro Moreira Estúdio Madrugad’adentro perkins@madrugadadentro.com.br www.madrugadadentro.com.br/studio


21 Revista Comunicação Visual


Papel

Quando

optar pelo

papel

Quando usar papel

O mercado de sinalização vem sofrendo com o elevado preço das mídias, como canvas, vinil, gloss, entre outros. Muitos são importados e sofrem a variação cambial. Uma opção para baratear o custo da produção é a utilização do papel como solução.

O papel é mais utilizado visando à redução de custos de produção. Ele pode ser aplicado, principalmente, para uso indoor, evitando a aplicação de verniz UV e de tintas especiais. Segundo a Sonsun distribuidora, materiais impressos em papel e bem laminados podem oferecer uma boa durabilidade mesmo para materiais de uso externo. O papel também é muito solicitado para a confecção de banners promocionais, cuja aplicação é temporária e descartável dispensando o uso de mídias mais caras. Ainda para uso indoor, a impressão de painéis fotográficos, de plantas em Cad e de cartazes em pequenas e médias tiragens, o papel pode ser uma excelente solução.

Tipos de Papel O Papel Brilhante A utilização deste tipo de mídia é normalmente recomendada para a reprodução fotográfica, pela sua qualidade e alto contras-

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te e, principalmente, pelo alto brilho. Não se recomenda iluminação direta para se evitarem reflexos. Ela é basicamente utilizada para uso indoor.

O Papel Fosco O papel fosco também é recomendado para uso interno, mas oferece uma resistência para uso em outdoor um pouco maior. Aceita aplicação de verniz e laminações. Não reflete, o que auxilia na exposição ao sol, e ressalta as cores em áreas com iluminação natural.

Vida Útil Durabilidade A durabilidade varia dependendo de diversos fatores, como: do fabricante, da definição da impressão,da qualidade da tinta, das condições climáticas, da exposição à luz, do manuseio e dos acabamentos, como laminação ou aplicação de verniz. Estudos realizados pelos fabricantes de papéis internacionais afirmam uma durabilidade de dois meses (sem laminação) a oito meses (com laminação).


Papel É importante colocar que a durabilidade do papel é uma e a da impressão é outra, visto que a ação da luz sobre a impressão diminui consideravelmente a qualidade da mesma. Ao optar por papel, analise o tipo de papel, as tintas especiais para uso interno e externo, o custo de laminação, o verniz e os acabamentos. A diferença de durabilidade entre papéis foscos e brilhantes se dão devido à incidência de luz, já que o material fosco absorve luz e o brilhante reflete. Mas, usuários garantem que a diferença não é muito significativa e o que conta mesmo é o custo ou a necessidade de impacto da impressão.

Manipulando o Papel Alguns cuidados são essenciais para não danificar a qualidade do material, como a utilização de luvas para evitar o contato da pele, que geralmente é oleosa, com o papel, armazenar sempre em local seco e sem umidade. Alguns usuários consultados pela Revista Comunicação Visual se utilizam, inclusive, de estufas para manter o papel seco. Outro detalhe importante é a configuração da impressora na hora da impressão, visto que o tempo de secagem dos papéis foscos geralmente é menor do que o dos papéis brilhantes de-

vido ao poder de absorção. Dependendo da qualidade do papel, existe a necessidade até de secadores para evitar seu enrugamento.

Laminação Uma das maneiras de se obter um resultado melhor e uma durabilidade maior da sua impressão, sem dúvida, é a laminação. É importante lembrar que existem dois tipos de laminação, o quente e o frio, além da aplicação de verniz. Você que adquiriu o Manual Técnico de Sinalização pode se aprofundar no assunto, pois publicamos o manual completo sobre laminação. Antes de laminar, confirme com o fabricante do seu papel e de sua tinta qual o tipo de laminação que a mídia suporta (quente ou fria), para não ter surpresas no final. Vantagens da Laminação - Melhor acabamento - Maior proteção ao substrato - Proteção contra intempéries - Facilita o manuseio - Aumenta vida útil

Utilizando filmes que oferecem proteção UV, você pode obter uma ampliação da durabilidade em até 70% do material, o que traz maior valor agregado à impressão. Além disso, a laminação oferece acabamento fosco, brilho e semibrilho.

Por que o papel? Segundo alguns fabricantes, a utilização do papel, em muitos casos, viabiliza projetos mesmo depois da laminação que, sem essa opção, ficariam inviáveis. Por outro lado, o papel oferece uma gama muito maior de formatos do que qualquer outro tipo de mídia, muitos até já vêm adesivados, facilitando sua aplicação, além de oferecer excelente qualidade na impressão, tornando-se uma ótima opção para projetos de fotografia, de arquitetura e para trabalhos artísticos.

Principais cuidados Um dos grandes problemas enfrentados pelo signmaker ou designer é a falta de informação. Muitos materiais podem ser perdidos devido ao desconhecimento. Alguns distribuidores afirmam compatibilidade inexistente, prejudicando projetos inteiros e, outras vezes, no anseio de economizar, o signmaker cai em armadilhas. Por isso, aconselhamos ao profissional fazer testes. Compre ou obtenha amostras de diferentes tipos de papel para: testes de impressão, secagem, laminação, umidade e até reação à forte incidência de luz. Seu tempo, com certeza, não será desperdiçado, você pode obter melhores resultados tanto em qualidade, como em custo em médio e em longo prazo. 23 Revista Comunicação Visual


InDesign

Manipulando

preenchimentos e contornos

no InDesign

Uma das

algumas

inovações do

ferramentas para a

InDesign é a forma

manipulação de

como ele trata os

cores, contornos,

objetos,

gradientes e

disponibilizando

transparência.

24 Revista Comunicação Visual


InDesign - Join: determina a forma das emendas dos nós nos traços.

- Type: determina o tipo de traço utilizado no desenho.

O mercado ainda está absorvendo a idéia de migrar para o InDesign, infelizmente sua primeira versão não foi muito aceita pelos profissionais acostumados a ferramentas poderosas de diagramação associadas a facilidade de uso. A Adobe lançou a versão 2.0 com o desafio de mostrar que o InDesign é um programa definitivo, e como acompanhamos as tendências, estamos transmitindo, a você leitor, para facilitar a compreensão dos principais recursos do programa. Como já vimos na edição anterior o InDesign é um programa que além de realizar as tarefas de um paginador tradicional reúne as principais ferramentas de um ilustrador, ou seja, as ferramentas necessárias para que se criem ilustrações vetoriais sem o auxilio de programas como o Ilustrator ou o Corel Draw. Apesar de limitadas, muitos trabalhos podem ser realizados inteiramente no InDesign, diminuindo a necessidade de trabalhar com dois programas diferentes, além

de oferecer suporte para imagens, tabelas entre outros. Você terá a oportunidade de acompanhar no decorrer do curso. Nesta edição prática de exercícios para editar preenchimentos e contornos no InDesign.

- Start e End: como inicia e finaliza o traço desenhado, nesta opção você pode escolher deste normal até setas ou pontilhados (nesta última você pode selecionar as medidas dos tracejados).

Contorno O InDesign oferece no próprio desktop uma paleta “Stroke” completa para que o usuário possa editar as linhas dos objetos criados no InDesign.

Outro diferencial que encontramos na palheta contorno é a possibilidade de aplicarmos contorno diretamente nos tipos facilitando o trabalho de ilustrações

- Weight: determina a espessura do contorno ou linha desenhada. - Cap: esta ferramenta oferece ao usuário opções de ponta para os traços, como nos softwares vetoriais, arredondados e retos.

Cores A paleta de cores oferece um misturador complexo onde o usuário pode optar por cores padrão LAB, CMYK e RGB. Alterando entre cores para preenchimento e contorno de objetos 25 Revista Comunicação Visual


InDesign e cores para preenchimento e contorno de tipos. Esta paleta oferece também a opção de correção automática para Gamut Color, que pode ser configurada individualmente.

e radial. Para aplica-lo, selecione o objeto desejado e ative a paleta de “Gradiente”. Uma vez selecionado, o usuário pode manipular as cores selecionando os pequenos ícones posicionados abaixo do misturador, e alternar com a paleta de cores para a cor desejada.

Para exercitar e conhecer melhor as possibilidades do InDesign, importe imagens e gráficos de outro aplicativos ou crie os seus próprio diretamente no InDesign, e tente manipula-los, editando seus contornos, preenchimentos, aplicando gradientes e transparências das mais diversa formas.

O usuário pode também aplicar cor no contorno do objeto, manipular de forma aperfeiçoada, inserindo cores, alterando angulação e controlando a intensidade. Para alternar entre cor de preenchimento ou de contorno basta clicar no ícone correspondente. Para alternar entre objeto e texto basta seleciona-lo com a ferramenta de texto.

Gradiente Gradiente ou como é mais conhecido pelos designers degrade. Está ferramenta para usuários do Quark já é conhecida, porém para os usuários do Page Maker, é uma inovação que auxilia muito.

O gradiente se apresenta no InDesign em dois padrões, linear 26 Revista Comunicação Visual

Transparência Esta paleta oferece uma ferramenta como a utilizada no Photoshop, oferecendo ao usuário uma opção de transparência, antes muito limitada em outros programas. Através de uma barra deslizante, o usuário determina a porcentagem de transparência desejada para o objeto selecionado. Além disso, o usuário também pode recorrer aos recursos de diversos tipos de transparência, optando pela melhor em sua ilustração. Esta ferramenta pode ser utilizada em textos, objetos e imagens.

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27 Revista Comunicação Visual


Ilustração

Inovação no design tradicional

O desafio do design em recriar embalagens tradicionais para atrair o consumidor.

28 Revista Comunicação Visual


Ilustração sumidor estava pedindo: um preservativo que aliasse a segurança com a sensibilidade. A embalagem do produto foi desenvolvida nas cores cinza com azul, indicando mais requinte e sofisticação ao produto já que trata-se de um produto diferenciado dos outros e virá com 3 unidades.

Um preservativo muito mais fino Mais sensibilidade. É isso o que os consumidores de Jontex® vão encontrar no principal lançamento da marca este ano. Jontex® Sensitive como mais uma estratégia da empresa para conquistar os consumidores. Com uma espessura na média 40% mais fina que os outros preservativos da linha, o produto chega para conquistar o consumidor que procura mais sensibilidade com toda a segurança nas relações. Um dos principais aspectos de reclamação por parte dos consumidores é em relação a espessura do preservativo. Além disso, pesquisas com consumidores mostram que Jontex Sensitive passa a sensação de você não estar usando nada. Após anos de pesquisa e graças a um processo produtivo e formulação especial, Jontex preparou um produto que o con-

Cotonetes muda embalagem baseado em pesquisa com o consumidor As novas embalagens foram definidas de acordo com a opinião dos consumidores que quiseram, entre outras coisas, a presença do Homenzinho Azul nos cartuchos de papel. As embalagens temáticas, que fizeram sucesso em 2002, também continuam nos planos da empresa para este ano Os fãs do Homenzinho Azul, famoso personagem da marca Cotonetes*, ficarão felizes nos próximos meses. Isto porque, além de voltar à mídia em comerciais de TV, ele vai estampar as novas caixas e o pote de Cotonetes*. A escolha da embalagem foi feita através de uma pesquisa com 200 consumidores que optaram pela modernidade, diferenciação e pela alegria do personagem.

Os consumidores têm uma imagem muito positiva do Homenzinho Azul, pois ele retrata a higiene e os cuidados pessoais de uma forma alegre, gostosa, segura e descontraída. É por isso que ele estará também na nova embalagem que terá um visor transparente em novo formato, facilitando a visualização das pontas de algodão das hastes. Presente no Brasil desde 1960, Cotonetes foi pioneiro no conceito de hastes flexíveis desenvolvendo a categoria no País. Desde então, vem se mantendo líder mesmo com a chegada de outras marcas. Com 38% de participação de mercado (leitura de ND02 AC Nielsen), Cotonetes* se mantém estável e bem à frente dos 23% de market share do segundo colocado. Atualmente a linha é composta pelo pote (150 unidades) e pelas caixinhas (com 75 e 150 unidades). Desde o ano passado, a Johnson & Johnson vem investindo em potes temáticos em períodos especiais como a Copa do Mundo, o verão e, mais recentemente, o Carnaval. Esta é uma categoria onde a qualidade e o preço são fatores importantes para a decisão de compra. Mas como líderes de mercado e única marca com um personagem capaz de criar um link emocional com os consumidores, buscamos sempre trazer diferenciais competitivos. 29 Revista Comunicação Visual


Ilustração

Cotonetes: pioneiro no conceito de hastes flexíveis hastes também eram de madeira e só algum tempo depois foram mudadas para plástico.

A Johnson & Johnson introduziu o conceito da haste com ponta de algodão em 1921 no Estados Unidos. Naquela época, as hastes eram de madeira com algodão em apenas uma das pontas. O Wooden Aplicator, como era chamado o produto, tinha seu uso restrito em hospitais para a aplicação de remédios. Em 1947, o sucesso deste con-

ceito fez com que a empresa lançasse um produto semelhante disponível para a venda direta ao consumidor e posicionado para o público infantil. Em 1963, as hastes começaram a ser fabricadas em plástico, como são até hoje. O conceito chegou ao Brasil na década de 60 já com o nome de Cotonetes*. Naquele tempo, as

A volta do Homenzinho Azul Atendendo à pedidos, o Homenzinho Azul vai estampar todas as embalagens de Cotonetes*. Divertido e alegre, ele já faz parte do imaginário das crianças e adultos desde 1977 quando começou a protagonizar os filmes de Cotonetes com mensagens marcantes e bem humoradas. Ele foi criado para estimular o uso adulto de Cotonetes*, já que na época em que foi lançado no Brasil o produto era muito focado na higiene dos bebês. Ele transmite os principais atributos do produto: é fofinho como o algodão, é azul como a haste e é alegre e não há como temer quanto à segurança. As peças publicitárias o mostravam na maioria das vezes no banheiro, local onde ele perdia toda a timidez. O sucesso do personagem foi tanto que ele ficou conhecido internacionalmente, ganhando prêmios publicitários em Cannes e Nova York. Johnson & Johnson

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Dicas e Toques

Inovação em Impressora de Grande Formato A Akad traz para o mercado em parceria com a Epson, a Stylus Pro 10600, ideal para usuários exigentes combinando: inovação, facilidade de utilização, qualidade e velocidade de impressão a um baixo custo.

são de até 44 polegadas, atinge velocidades de até 20 m2/ h a 360 ppp, e é capaz de imprimir em papel em rolo e em folhas soltas, desde o formato A4 até B0+. Integra as novas tintas pigmentadas EPSON UltraChrome, que proporcionam uma gama cromática excelente (equivalente à das tintas que têm por base corantes), uma elevada estabilidade de cor e uma durabilidade superior a 75 anos* das cópias impressas em condições de exposição interior.

A Stylus Pro 10600 possui hardware interno de aceleração de gráficos, um sistema de verificação de jatos a laser e 6 cartuchos inteligentes de alta capacidade (500 ml) que, além de assegurarem uma grande autonomia e um baixo custo de impressão, permitem uma substituição “a quente” (sem ter de esperar para retomar a impressão).

O usuário pode adaptar facilmente a sua impressora ao tipo de trabalho que precisar realizar, bastando simplesmente substituir um cartucho com um dos dois tipos espe-

Possui resolução de até 1440 dpi e largura de impres-

cíficos de tinta preta desenvolvidas para dar resposta a diferentes aplicações e à flexibilidade exigida pelo mercado fotográfico e artístico. O preto fotográfico proporciona níveis de brilho elevados em papel fotográficos, enquanto que o preto mate optimiza a qualidade de impressão em papéis normais, mates ou artísticos. www.akad.com.br

Estas e muitas matérias você também encontra no site:

signdesign.com.br

www.

Kelvx: um Plástico Revolucionário A DAY BRASIL traz mais uma grande inovação para o mercado de comunicação visual: o plástico Kelvx. Especialmente fabricado para aplicações outdoor, além de signs, clara-bóias e janelas para veículos especiais, como os carrinhos de golf e snowmobiles, o produto pode ser furado, cortado, serrado, dobrado a frio (até 2 mm de espessura) e a quente, termoformado a vácuo, rebitado, impresso e pintado.

O novo plástico possui altíssima resistência à temperatura, ao impacto e aos raios ultravioleta (resiste até 98º C), com isso, evita-se o amarelamento do material, ampliando ainda mais a gama de aplicações. O Kelvx pode ser usado tanto em grandes aplicações, como letreiros para utilização externa e interna e sinalização de grande porte (estandes para feiras e eventos) ou em pequenas peças.

Algumas empresas adotaram o uso do Kelvx e aprovaram sob diferentes aspectos, entre eles a grande resistência ao impacto, ao calor, além da grande durabilidade. O material também se destaca pela sua transparência e versatilidade, proporcionando produtos finais de grande criatividade, com garantia e qualidade. www.daybrasil.com.br

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Dicas e Toques

Lançamento na área de Comunicação Visual Quem atua no ramo de comunicação visual, no início estranhou o nome deste novo produto: “furadinho”... Este é o nome carinhoso dado ao Vinil Perfurado ou See-Thru, um dos novos produtos oferecidos pela CMY Innovation. O furadinho foi introduzido no mercado mundial, há cerca de quatro anos, como uma nova estratégia mercadológica que propunha explorar inusitados espaços publicitários, transformando trens do metrô, ônibus e táxis em outdoors ambulantes, e fachadas de edifícios e vitrines, em grandes painéis de propagandas.

O Vinil Perfurado tem como principal característica uma típica transparência conseguida pelos furinhos (que cobrem 50% da superfície). Quando colocado sobre vidros ou janelas de veículos, por exemplo, o produto permite a visualização do ambiente externo de um lado e do outro, proporciona um agradável visual das propagandas que podem ser impressas sobre ele. As principais características do Vinil Perfurado oferecido pela CMY Innovation são: • Construção em camada única: auxilia na impressão e aplicação do material e não rasga

durante sua remoção; • Adesivo de alta tecnologia e performance: não deixa resíduos de cola, mesmo para materiais com um ano de aplicação; • Liner transparente: permite a visualização de ambos os lados do material, auxiliando na sua produção e instalação; • Tratamento para recepção de tinta base solvente e UV. Compatível com as principais impressoras do mercado brasileiro. www.cmy.com.br (11) 3331-0577

Produtos Sky Print para sinalização de segurança Locais com aglomeração de pessoas, como cinemas, igrejas, teatros e shopping centers, precisam de boa sinalização e rotas de fuga corretas. Essa medida é muito importante por questões de segurança, e sua fiscalização tem se mostrado mais rigorosa atualmente, podendo inclusive resultar na aplicação de multas. Na sinalização de lugares escuros ou no caso de falta de energia em ambientes públicos fechados, os vinis fosforescentes desempenham um papel fundamental para rotas de fuga. Nesse contexto, a Sky Print oferece duas opções de vinis que podem ser utilizados em diversas aplicações, e são aprovados pela OSHA (Occupational Safety & Health Admin.), órgão responsável pelo regulamento para rotas de fuga nos E.U.A. 32 Revista Comunicação Visual

Os produtos foram testados em laboratórios independentes e aprovados em todos os requisitos de qualidade. O teste consiste em, após 8 horas ativado, identificar uma placa de saída medindo 25 x 30 cm a uma distância de 30 metros. Pois no uso profissional, especialmente em rotas de fuga, este é o tempo que o material permanece incandescente, oferecendo grande eficiência. Os vinis da Sky Print podem ser utilizados em vários locais como saídas e sinais de direção; para identificação de alarme de incêndio, extintores, mangueiras e luzes de emergência; identificações de degraus, declives na superfície e outros riscos; instruções em caso de falhas em compartimentos fechados como: freezers, elevadores etc; sinais

e emblemas para carros policiais e outros veículos nos quais a identificação noturna seja necessária entre outras. Os produtos possuem adesivo à base de borracha, garantindo excelente aderência; além disso, são especialmente preparados para impressão serigráfica e corte eletrônico (plotter). A Sky Print também oferece um vinil fosforescente para uso promocional, que garante até 1 hora de incandescência, dependendo da aplicação. A Sky Print ainda possui vinis metalizados (9 modelos) e holográficos com 12 tipos de efeitos. www.cmy.com.br (11) 3331-0577


MarketPlace

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