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Organização Sete de Setembro de Cultura e Ensino - LTDA. Faculdade Sete de Setembro – FASETE Curso de Bacharelado em Administração

Marcelo Magno Espíndola de Melo

ANÁLISE DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL ERP EGESTOR NO MODELO DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA DE COMPETITIVIDADE: Um Estudo de Caso com Clientes da Empresa Zipline

Paulo Afonso – BA Novembro / 2011


Marcelo Magno Espíndola de Melo

ANÁLISE DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL ERP EGESTOR NO MODELO DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA DE COMPETITIVIDADE: Um Estudo de Caso com Clientes da Empresa Zipline

Monografia apresentada ao Curso de Bacharelado em Administração da Faculdade Sete de Setembro – FASETE, como requisito para para obtenção do Título de Bacharel em Administração, sob a orientação da Professora Esp. Poliana Rodrigues Pionório Freire, e tendo como co-orientador o Professor Mestrando Jean Carlos Teixeira de Araújo.

Paulo Afonso – BA Novembro / 2011


MARCELO MAGNO ESPÍNDOLA DE MELO

ANÁLISE DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL ERP EGESTOR NO MODELO DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA DE COMPETITIVIDADE: Um Estudo de Caso com Clientes da Empresa Zipline

Monografia submetida ao corpo docente da Faculdade Sete de Setembro – FASETE, como parte dos requisitos necessários à obtenção da Graduação no Curso de Bacharelado em Administração.

Aprovada em ____/____/_____.

BANCA EXAMINADORA _________________________________________________ Poliana Rodrigues Pionório Freire _________________________________________________ Nome Completo _________________________________________________ Nome Completo

Paulo Afonso – BA Novembro / 2011


Dedico este trabalho primeiramente a Deus, pois em sua infinita sabedoria e m達o forte me guiou para que eu continuasse este trabalho e n達o desistisse de lutar em busca dos meus sonhos e objetivos. Tamb辿m dedico a minha querida M達e que, mesmo timidamente sempre me apoiou.


AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, por me dar força e coragem para não desistir nos momentos de angústia, sofrimento e desespero me ajudando a superar todas essas dificuldades e ter me presenteado com uma das mais belas bênçãos que um homem pode ter, uma verdadeira mulher em que posso confiar. Pois Deus é misericordioso e bondoso. Grandes Bênçãos ele concede aos seus filhos quando eles creem que é do Pai que tudo provê. Por isso que agradeço a Deus pelo meu precioso amor, minha namorada Ilma Cordeiro, que me ajudou a superar a minha solidão e fez crescer em mim motivos para acreditar novamente no amor, assim esta mulher merece o mérito da minha conquista. QUE DEUS NOS ABENÇOE E O SEU PLANO SEJA CUMPRINDO EM NOSSAS VIDAS EM NOME DE JESUS AMÉM. Agradeço também a minha orientadora Poliana Rodrigues que mesmo inicialmente relutou em me apoiar por causa da temática da monografia, mas quando ela a conheceu melhor e do que se tratava o tema da pesquisa, me apoio incondicionalmente apontando quase todos os caminhos em que eu deveria trilhar para concluí-la a tempo e com qualidade. Assim tenho certeza que sem esse apoio seria quase impossível de realizá-lo. Agradeço também ao meu co-orientador Jean Carlos que com sabedoria e seus conhecimento na área de sistemas de informação soube me guiar por meios que pudessem concretizar essa monografia e sem ele seria mais difícil termina-la. Agradeço a Zipline na pessoa do senhor Deivison Alves administrador e sócio da empresa que permitiu que a pesquisa fosse aplicada aos seus clientes e respondeu a todos os meus

questionamentos

sem

hesitação

consequentemente a confecção deste trabalho.

contribuindo

enormemente

a

pesquisa

e


"Estratégia é a arte ou ciência de saber identificar e empregar meios disponíveis para atingir determinados fins, apesar de a eles se oporem obstáculos e/ou antagonismos conhecidos.” Sun Tzu


MELO, Marcelo Magno Espíndola de. Análise do Sistema de Informação Gerencial ERP e Gestor no Modelo de Computação em Nuvem como Ferramenta Estratégica de Competitividade: Um estudo de caso com os clientes da empresa Zipline. 2011. 117f. Monografia (Curso de Bacharelado em Administração) Faculdade Sete de Setembro, FASETE. Paulo Afonso-BA.

RESUMO

A computação em nuvem vai muito além da simples eficiência no uso de recursos empresariais, para a IBM (2011) este modelo é apenas uma das formas de tornar o consumo dos recursos naturais do planeta mais inteligente. O objetivo deste trabalho foi avaliar e analisar a existência das vantagens obtidas pela computação em nuvem e do software como serviço divulgado pelos meios de comunicação. Para cumprir com este objetivo foi necessário uma pesquisa bibliográfica que na sua grande maioria se resumiu a artigos e monografias da disciplina de Sistemas de Informação, que também pela sua dificuldade em ser encontrados foram localizados somente na Internet. Como não foram encontrados artigos ou monografias publicadas na área de Administração que relatasse sob o ponto de vista das empresas a opinião delas e experiência sobre esse novo modelo de computação, tornou esta monografia inovadora e pioneira. Outro ponto fundamental para o trabalho, foi a pesquisa realizada aos clientes do eGestor do tipo quantitativa e a entrevista e questionário qualitativos aplicados ao administrador da empresa desenvolvedora desse software, a Zipline que, sobremaneira puderam esclarecer ao autor as indagações da pesquisa e sobre a computação em nuvem que não é uma única tecnologia, mas um conjunto de tecnologias empacotadas com o objetivo de entregar os recursos computacionais no formato de serviços através de assinaturas ao invés da compra de ativos tecnológicos ou licenças de software. Assim, conclui-se que a computação em nuvem é uma nova forma de consumir recursos de tecnologia de informação que potencializa as empresas se abster de gerenciar sua própria infraestrutura de hardware na qual exige alto nível de complexidade e procedimentos que nem sempre elas possuem capacidade financeira e de conhecimento para gerenciar com qualidade esses recursos. A computação em nuvem permite as empresas transferir essa complexidade de gerenciamento a terceiros que possuem mais capacidade em conhecimento para fornecer esses recursos de computação com mais qualidade e garantias de confiabilidade e segurança com até menos custos totais de propriedade.

Palavras-chave: ERP, eGestor, Computação em Nuvem, Estratégia.


Melo, Marcelo Magno of Espindola. Analysis of the Management Information System and ERP Manager at Model Cloud Computing as a Strategic Tool for Competitiveness: A case study with the company's customers Zipline. 2011. 117f. Monograph (Course of Bachelor in Business Administration) Faculty of Seven in September, FASETE. Paulo Afonso, Bahia.

ABSTRACT Cloud computing goes far beyond simple efficiency in the use of company resources for IBM (2011) this model is only one way to make the consumption of natural resources of the planet smarter. The objective of this study was to evaluate and analyze the existence of the advantages obtained by cloud computing and software as a service published by the media. To achieve this goal it was necessary to a literature that mostly boils down to articles and monographs in the discipline of Information Systems, which also by their inability to be found were located only on the Internet. As there were found articles or papers published in the Administration area to report on from the point of view of businesses their opinions and experience on this new computing model, has made this innovative and pioneering monograph. Another key point for the work was to survey customers eGestor type of quantitative and qualitative interview and a questionnaire applied to the administrator of this software development company, the Zipline that could greatly clarify the questions of the author on the research and computing cloud that is not a single technology but a set of technologies bundled with the goal of delivering computing resources in the form of services through subscriptions instead of buying assets or technology software licenses. Thus, we conclude that cloud computing is a new way to consume resources that leverages information technology companies to refrain from managing their own hardware infrastructure on which demands a high level of complexity and procedures that they do not always have the financial capacity and knowledge to manage these resources with quality. Cloud computing allows companies to transfer the management complexity to others who have more knowledge capacity to provide these computing resources with more quality and guaranteed reliability and security with even less total cost of ownership.

Keywords: ERP, eGestor, Cloud Computing, Strategy.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 - O modelo de computação baseado em mainframes ................................................ 28 Figura 2 - O modelo cliente/servidor de duas camadas. .......................................................... 30 Figura 3 - O modelo cliente/servidor com desenvolvimento em três camadas ....................... 32 Figura 4 - O modelo de desenvolvimento de aplicações quatro ou mais camadas ................. 33 Figura 5 - As conexões e mobilidade do modelo de computação em nuvem ......................... 39 Figura 6 - Sistemas Integrados. ............................................................................................... 52

Quadro 1 - Nível em escala de concordância de benefícios das quais na percepção das empresas conseguiram desenvolver ao delegar a Zipline (desenvolvedora do eGestor) a responsabilidade de gerenciar os recursos de software e de hardware ................................................................................................................ 78


LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Níveis de Alta Disponibilidade .............................................................................. 74 Tabela 2 – Classificação da Disponibilidade ........................................................................... 75


LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Contribuição do eGestor para a colaboração entre os funcionários e os departamentos/setores das empresas...................................................................... 69 Gráfico 2 – Nível de frequência com que gerentes e funcionários acessam as informações da empresa através do eGestor em tablets, smartphomes, netbooks e/ou notebooks usando acesso móvel a internet. .................................... 70 Gráfico 3 – Área/setor na qual o eGestor tem contribuído significativamente nas empresas por disponibilizar as informações on-line.............................................. 71 Gráfico 4 – Frequência percebida de falha do eGestor pelas empresas que o utilizam........... 73 Gráfico 5 – Quantitativo de empresas que utilizaram anteriormente outro software ERP que não adotava o mesmo modelo do eGestor ...................................................... 76 Gráfico 6 – Nível de percepção na relação custo-benefício na comparação em utilizar uma solução diferente do modelo do software como serviço com o do eGestor ................................................................................................................... 77 Gráfico 7 – Porcentagem em pontos obtidos na escala de concordância de benefícios das quais na percepção das empresas conseguiram desenvolver ao delegar a Zipline a responsabilidade de gerenciar os recursos de software e de hardware ................................................................................................................ 79 Gráfico 8 – Nível de satisfação dos clientes do eGestor pelos benefícios propostos pelo modelo de acesso via internet ................................................................................ 80 Gráfico 9 – Motivo principal e determinante com que as empresas adotaram o eGestor como sua ferramenta ERP ..................................................................................... 81 Gráfico 10 – Recursos e ferramentas que na opinião das empresas clientes do eGestor estão ausentes na ferramenta na qual seria essencial a elas. .................................. 82


LISTA DE ABREVIATURA E SIGLAS ASP – (Application Service Provider, Provedor de Serviços de Aplicações) CEO – (Chief ExecutiveOfficer – Diretor Geral, Presidente da Comissão Executiva ou Presidente Executivo) CIO – (Chief Information Officer – Diretor da Tecnologia da Informação) CRM – (Customer Relationship Management: Gestão de Relacionamento com Clientes.) ERP – (Enterprise Resource Planning, sistema de planejamento de recursos empresariais também mais conhecido no Brasil como sistema integrado de gestão) SIG – Sistema de Informa Gerencial TCO – (Total Cost Ownership, Custo Total de propriedade) TI – Tecnologia da Informação


SUMÁRIO 1

INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 15 1.1 Considerações Iniciais ........................................................................................... 16 1.2 Definição do Problema .......................................................................................... 18 1.3 Objetivos ................................................................................................................. 19 1.3.1 Geral ............................................................................................................ 19 1.3.2 Específicos.................................................................................................... 19 1.4 Justificativa ............................................................................................................. 20 1.5 Estrutura do Trabalho .......................................................................................... 21

2

REFERENCIAL TEÓRICO .......................................................................................... 22 2.1 Empresa Digital, Estratégia e a competitividade ................................................ 22 2.2 Evolução histórica dos modelos de computação ................................................. 27 2.2.1 Modelo de aplicação em duas camadas....................................................... 29 2.2.2 Modelo de aplicação em três camadas ........................................................ 31 2.2.3 Modelo de aplicação em quatro camadas ................................................... 32 2.3 Computação em nuvem ......................................................................................... 34 2.3.1 Benefícios e a entrega de valor da computação em nuvem ......................... 43 2.3.2 Vantagens ..................................................................................................... 45 2.3.3 Características dos serviços de computação em nuvem e suas categorias ..................................................................................................................... 48 2.3.4 Software como Serviço ................................................................................. 51 2.3.4.1 ERP (Enterprise Resource Planning) ...................................................... 52 2.3.4.2 O eGestor................................................................................................. 53

3

ASPECTOS METODOLÓGICOS ................................................................................ 55 3.1 Universo e Amostra ................................................................................................ 56 3.2 Tipos e técnicas de pesquisa .................................................................................. 57 3.2.1 Pesquisa Bibliográfica ................................................................................. 58 3.2.2 Pesquisa de campo ....................................................................................... 58 3.3 Instrumento de Coleta de Dados .......................................................................... 59 3.3.1 Questionário ................................................................................................. 59 3.3.2 Entrevista ..................................................................................................... 61 3.4 Análise e Tratamento dos Dados .......................................................................... 62 3.5 Aplicação da Pesquisa............................................................................................ 62

CAPÍTULO IV ......................................................................................................................... 64 4

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS .............................................. 64 4.1 Análise da entrevista realizada ao gestor da Empresa ....................................... 64 4.2 Análise dos questionários aplicados aos clientes do eGestor ............................. 69

5

CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................... 84 5.1 Conclusão ................................................................................................................ 85


5.2 Limitações e dificuldades da pesquisa.................................................................. 87 REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 89 GLOSSÁRIO .......................................................................................................................... 94 APÊNDICE ............................................................................................................................. 95 Apêndice A ..................................................................................................................... 95 Apêndice B ..................................................................................................................... 96 ANEXOS ................................................................................................................................. 99 Anexo A - Imagens Internas do SIG eGESTOR ........................................................ 99 Anexo B - Contrato de Concessão de Uso de Software eGESTOR ......................... 102


CAPÍTULO I INTRODUÇÃO


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1 INTRODUÇÃO O mundo está vivendo uma das maiores transformações nunca antes vista e somente comparada à revolução industrial, a transformação das economias industriais em economias de serviço, com isto a economia passa a ser alicerçada na informação (TAURION, 2009). Os dados e informações geradas pelas operações comuns nas empresas devem ser utilizados estrategicamente para alcançar os seus objetivos e metas, pois são dela que depende a qualidade das decisões tomada por seus dirigentes, a fim de cumprir o seu planejamento. A empresa deve ter consciência de que a informação é um requisito tão importante quanto os recursos humanos, pois é dela que depende o sucesso ou o fracasso das decisões tomadas por seus responsáveis e também por todos os seus colaboradores. A informação é, por conseguinte, um elemento primordial nas organizações, que torna possível estabelecer as condições necessárias para atingir seus objetivos e aumentar sua competitividade. (MORAES, TERENCE e FILHO, 2004, p. 30)

Dessa forma as empresas devem investir para que a informação seja distribuída rapidamente por ela com qualidade e preferencialmente por sistemas automatizados que gerem essas informações a partir dos dados existentes no seu banco que são originados naturalmente pelos seus processos de negócio. Contudo há uma pressão forte para que as empresas busquem se tornar cada vez mais competitivas neste cenário mundial de concorrência onde não há mais fronteiras geográficas que barrem esta competição global. Assim, é de fundamental importância que as empresas se adequem com mais rapidez a essas mudanças e isso só é possível quando elas usam cada vez mais nos seus processos de negócio a tecnologia como meio de atingir metas empresariais, tornando-se empresas digitais. Não só as empresas estão se transformando, mas as pessoas já estão caminhando para uma sociedade digital que tem por base o uso intensivo e maximizado da tecnologia em todo o cotidiano. E quem atualmente aposta nesta realidade segundo Taurion (2009) é a IBM, apoiando o uso massivo da Tecnologia da Informação para gerenciar e automatizar cada vez mais o cotidiano da sociedade, a fim de usar com mais inteligência e eficiência os recursos naturais, energéticos, minerais e entre outros que são vitais as pessoas e empresas.


Introdução

1.1

16

Considerações Iniciais A tecnologia atualmente como um todo evolui rapidamente e com ela novos conceitos,

modelos e estereótipos computacionais são reformulados ou deixados para trás para dar lugar a novos. Os primeiros computadores surgiram basicamente com a função de calcular com precisão e com velocidade as complexas fórmulas matemáticas. Com os avanços tecnológicos, novas funções puderam ser acrescentadas aos computadores, sendo assim eles ganham espaços nas empresas com a função de análise de dados auxiliando-as nos seus diversos e complexos processos do gerenciamento da informação. Com o passar dos anos a capacidade dos computadores aumentam tanto em processamento como em armazenamento, então outros processos das empresas, bem como empresas menores começaram a se beneficiar cada vez mais da tecnologia da informação. Contudo o custo de se manter um bom sistema em funcionamento é alto e exige pessoal habilitado para administrar a infraestrutura tecnológica com o objetivo de manter a confiabilidade e a segurança, mantendo a disponibilidade, integridade e a confidencialidade dos dados e informações. A empresa acaba se desviando do seu core business ou core competence (núcleo empresarial ou modelo de negócio) e dando a atenção em demasia à tecnologia, esquecendo-se de sua missão. Essa é uma das características do modelo convencional de aquisição de software e hardware, onde o comum é as empresas se preocuparem sozinhas ou através de alguma consultoria e comprarem todo o hardware necessário, bem como as licenças de software. Battisti (2004) afirma que para se manter um computador em rede gira algo em torno de US$ 10.000 (dez mil dólares) anuais como custo total de propriedade. Com este elevado custo torna-se impossível para muitas empresas manter os seus recursos computacionais modernos e de ponta, pois a obsolescência no mercado tecnológico ocorre numa velocidade altíssima exigindo atualizações constantes de hardware e software e sem falar nas mudanças constantes determinadas pelos órgãos governamentais de fiscalização tributária, exigindo atualizações constantes dos sistemas gerenciais. Quando um modelo computacional apresenta problemas, então surgem novos modelos. A computação nas nuvens é um novo modelo de como as empresas adquirem hardware e software, também chamado de recursos computacionais, onde são absolutamente


Introdução

17

necessários à automatização de seus processos gerenciais. O principio desse modelo é uma nova abordagem de aquisição desses componentes de tecnologia que ao invés da compra de licenças de software e de equipamentos próprios agora podem ser adquiridos como serviço prestados por terceiros. A Intel (2010)1 afirma que essa tendência provocará uma grande mudança no cenário mundial na área de Tecnologia da Informação nas empresas, pois no antigo modelo de venda de licenças será ultrapassado para um novo modelo baseado na oferta de serviços. Esta tendência é a mesma que está transformando a economia de muitos países de potências industriais para economias baseada em serviços. Atualmente 70% do mix da economia dos Estados Unidos são formados por serviços e os 30% por produtos (KOTLER e KELLER, 2006). O administrador ou a gerência não deve necessariamente se atentar em todos os detalhes das tecnologias com as suas técnicas e procedimentos. Isto é responsabilidade do pessoal especializado ou do departamento especifico de tecnologia, entretanto eles devem ter certo conhecimento razoável, não necessariamente demasiadamente técnico nesta área, pois em geral, é deles a responsabilidade de definir as políticas da empresa e pertence a eles a decisão em muitos casos do total a ser investido em tecnologia da informação, bem como o poder de decisão em quais sistemas adotar. Para o administrador implica analisar minuciosamente essas novas tendências tecnológicas se são ou não viáveis para a empresa estudada. Numa discussão sobre infraestrutura de TI e desafios para a administração, os autores Laudon e Laudon (2004, p. 184) confirmam essa teoria: Embora os gerentes e os administradores não precisem ser especialistas em tecnologia de computador, devem ter um conhecimento básico dos papéis do hardware na infraestrutura da Tecnologia da Informação (TI) da empresa para poder tomar decisões tecnológicas que promovam o desempenho e a produtividade organizacionais.

Este trabalho monográfico tem como proposta analisar, através de um estudo de caso, o sistema de informação gerencial eGestor, desenvolvido no modelo de computação em nuvem, que altera a forma tradicional de aquisição de hardware e software, sobretudo

1

CURSO DE SOFTWARE AS A SERVICE. Next Generation Center. INTEL, 17 de maio de 2010. Disponível em: <http://www.nextgenerationcenter.com/detalle-curso/Software_as_a_Service.aspx>. Acesso em: 16 de maio de 2010.


Introdução

18

discutindo a relação de competitividade que as empresas obterão ao adotar o software ERP da empresa Zipline.

1.2

Definição do Problema A computação em nuvem ainda é um termo sem uma definição clara o suficiente para

muitos CIO (Chief Information Officer – Diretor da Tecnologia da Informação) até pouco tempo ainda era considerado apenas um modismo passageiro. Ainda existem muitos receios e perguntas a serem respondidas em relação aos benefícios reais que as empresas poderão ter na adoção desse modelo de computação. É tanto que a Intel afirma que: Atualmente, o conceito de cloud Computing é o centro de muitos debates e discussões, e vem despertando o interesse de analistas, pesquisadores, profissionais e empresários do setor de tecnologia. Porém, essa curiosidade quanto ao tema ainda não se traduz em um entusiasmo significativo por parte dos usuários corporativos, ou seja, em uma súbita empolgação que os levem a simplesmente querer abraçar essa nova tendência em suas organizações sem maiores questionamentos. Essa resistência é reforçada pelo fato da definição sobre a Computação em Nuvem ainda não estar totalmente clara para muitos profissionais da área. (INTEL, 2010, p. 13)2

Isso é causado também pelo fato que são poucos os artigos, livros, publicações e monografias relativas a esse tema e os que já foram publicados apenas uma visão relacionada ao curso de sistemas de informação que não corresponde com as expectativas para o mundo empresarial com este relevante assunto. Tanto é que a Intel (2010)3 ainda afirma que com a incerteza sobre a segurança da informação que os serviços oferecidos neste modelo possuem e quais seriam os reais benefícios que o modelo é capaz de trazer como vantagem competitiva às empresas, contudo ainda somado a cultura de muitos profissionais da área de Tecnologia da Informação que tentam centralizar neles próprios ou no seu departamento o foco no controle todas as operações dos sistemas. Torna-se esses os grandes obstáculos a serem vencidos pelas empresas desenvolvedoras de soluções com base no modelo de computação em nuvem.

2

CURSO DE CLOUD COMPUTING. Next Generation Center. INTEL, 16 de maio de 2010. Disponível em: <http://www.nextgenerationcenter.com/detalle-curso/Cloud_Computing.aspx?PageID=1>. Acesso em: 06 de maio de 2010. 3 CURSO DE CLOUD COMPUTING. Next Generation Center. INTEL, 16 de maio de 2010. Disponível em: <http://www.nextgenerationcenter.com/detalle-curso/Cloud_Computing.aspx?PageID=1>. Acesso em: 06 de maio de 2010.


Introdução

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Portanto, que seja possível para as empresas investir com mais confiança, segurança e menos riscos financeiros, bem como saber adequar suas estratégias e planos de investimento alinhados com esse modelo de computação há necessidade de mais estudos que possam trazer uma luz sob o ponto de vista delas em relação à computação em nuvem e seus benefícios. Por isto que este trabalho monográfico responderá a seguinte pergunta: O sistema de informação gerencial ERP eGestor desenvolvido no modelo de computação em nuvem é uma ferramenta estratégica que implementa nas empresas que o adotam no uso de seus processos gerencias uma vantagem competitiva?

1.3

Objetivos

1.3.1 Geral Confirmar se há as mesmas vantagens competitivas pelo ponto de vista estratégico tanto na adoção do ERP (Enterprise Resource Planning ou Sistema de Planejamento de Recursos Empresariais) eGestor quanto às quais se encontram defendidas na teoria do modelo de desenvolvimento e entrega de recursos computacionais, o software como serviço que faz parte do modelo de computação em nuvem.

1.3.2 Específicos 

Evidenciar as aplicabilidades práticas já em uso da computação em nuvem pelo eGestor;

Verificar a percepção dos clientes do eGestor em relação a satisfação aos benefícios propostos por este software;

Analisar as vantagens de competitividade que as empresas possuem ao adotar o eGestor;

Estudar a proposta do diferencial ERP eGestor sob o ponto de vista da empresa desenvolvedora.


Introdução

1.4

20

Justificativa A computação em nuvem é um termo extremamente novo a tal ponto que nem sua

definição está plenamente aceita. Este termo surgiu, segundo Taurion (2009), numa palestra em 2006 quando o então presidente do Google (Eric Schmidt) o citou ao demonstrar como a empresa gerenciava seus datas centers4. Só que o termo foi ganhando força e até grandes empresas já começaram a trabalhar em direção a esse modelo. Segundo Santos (2009) Google, Amazon, Microsoft e IBM, foram em 2009 às maiores corporações que investiram neste modelo de computação. Contudo as pessoas já estão envolvidas neste modelo de computação baseado em serviços há muito tempo e sem possuírem a noção disso, quando acessam o e-mail via web até mesmo alguns usam como backup de arquivos pequenos de grande importância, quando acessam os álbuns de outras pessoas no Orkut ou no Facebook, quando colocam as suas informações profissionais na rede social LinkDin, assistem vídeos do YouTube. As pessoas estão acessando informações compartilhadas sem a necessidade de instalar mais software nos seus computadores e fora que muitas delas estão acessíveis em outros terminais como celulares, smartphones, tablets, notebooks e netbooks com sincronização em tempo real. Como a computação em nuvem já está em volta das pessoas isto revela e traz a importância do tema proposto para a vida cotidiana e ainda pelo título deste trabalho acadêmico é possível perceber a importância dele para o mundo empresarial. Desta maneira que este trabalho irá contribuir de forma inovadora em busca da análise deste modelo de computação sob o ponto de vista da administração estratégica, pois muitas questões ainda precisam ser respondidas em relação principalmente à existência de reais benefícios defendidos pela literatura referente a este assunto.

4

Data center: É um repositório para armazenamento, gestão e disseminação de dados e informação organizada em torno de uma área particular ou corpo de conhecimento. Um data center também poderá ser um equipamento especial que aloja sites da Internet e providencia serviço de dados para outras companhias. Este tipo de data centers pode conter um centro de operações em rede, que é uma área restrita que contém sistemas automatizados que, constantemente monitorizam a atividade dor servidor, trafico web e a performance do desempenho da rede. (Disponível em: < http://www.gesbanha.pt/novatec/data_center.htm>. Acesso em: 24 de outubro de 2011)


Introdução

1.5

21

Estrutura do Trabalho Os parágrafos a seguir serão apresentados brevemente o conteúdo de cada capítulo

desta pesquisa de campo, incluindo este introdutório. Esta monografia está estrutura em 5 capítulos: A Introdução descreve a definição do problema, a definição do objetivo geral e dos específicos, justificativa e a estrutura do trabalho. O Referencial Teórico apresenta revisão da literatura, que está baseado em pesquisa bibliográfica sobre a temática, através de consulta em livros específicos sobre o tema estudado e sites especializados. No Aspecto Metodológico, serão apresentados os procedimentos metodológicos utilizados na realização da pesquisa para a coleta de dados. Na Apresentação e Análise dos Resultados, descreve as informações sobre a IES, em seguida, análise dos resultados da pesquisa e o cruzamento dos dados, de acordo com os dados obtidos através do questionário aplicado. O ultimo capítulo, Considerações Finais, refere-se à conclusão do trabalho e apresentando as limitações do estudo. Por fim, os elementos pós-textuais: referências bibliográficas, onde consta o material pesquisado ao longo da realização da pesquisa de campo, anexos e apêndices.


CAPÍTULO II REFERENCIAL TEÓRICO


22

2 REFERENCIAL TEÓRICO Este capítulo tem por objetivo um estudo mais detalhado do tema proposto, com a finalidade de fornecer o embasamento teórico que contribua para uma análise mais detalhada sobre o tema.

2.1

Empresa Digital, Estratégia e a competitividade As primeiras corporações que implementaram o conceito de empresas digitais

começaram a surgir desde da metade do anos 90 e para que isso seja alcançado é necessário uma remodelagem organizacional onde se inclua o uso maximizado da Tecnologia da Informação em todos os processos de negócios. Para Laudon e Laudon, (2004, p. 6) “referemse aos métodos exclusivos segundo os quais o trabalho é organizado, coordenado e focado para produzir um produto ou serviço de valor”, isto é, são os métodos e os meios de trabalho que as empresas possuem para a consecução dos seus objetivos. Para os mesmos autores, Sistemas de Informações têm por definição técnica “Um conjunto de componentes interrelacionados que coleta (ou recupera), processa, armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões, a coordenação e o controle de uma organização”. Os sistemas de informação possuem papel fundamental no auxílio da gestão de negócios e em alguns casos, como do comércio eletrônico, o próprio negócio ou ao dos bancos onde não seriam possíveis realizarem transações financeiras com rapidez a custos baixos de forma tão massificada. A principal diferença entre uma empresa considerada tradicional de uma digital é a dependência quase total da TI, portanto não servindo apenas como uma mera ferramenta, mas parte integrante fundamental ao núcleo do negócio da empresa. Para Campos Filho5 (citado por MORAES, TERENCE e FILHO, 2004, p. 32) Tecnologia da informação ou simplesmente TI é: De um modo mais amplo, pode-se afirmar que a Tecnologia da Informação refere-se a um conjunto de hardware e software que tem, como função, o processamento das informações, que implica coletar, transmitir, estocar, recuperar, manipular e exibir dados, tarefas que podem estar incluídas em

5

CAMPOS FILHO, M. P. (1994) Os sistemas de informação e as modernas tendências da tecnologia e dos negócios. Revista de Administração de Empresas, n.6, v.34, p.33-45, nov./dez.


Referencial Teórico

23

microcomputadores, conectados a redes ou não, mainframes, scanners (leitoras) de códigos de barra, estações de trabalho, softwares como planilhas eletrônicas ou banco de dados, além de outros

No final da década de 90 com o uso cada vez mais intenso da Internet e com o surgimento das primeiras empresas conhecidas como “ponto.com” que se tornou vital investir em TI para que as empresas permanecessem não apenas competitiva, mas para sobreviver no mercado. A TI sempre teve um papel importante na implantação da estratégia competitiva, e por estratégia entende-se: Estratégia é o conjunto de decisões coerentes, unificadoras e integradoras que determina e revela a vontade da organização em termos de objetivos de longo prazo, programa de ações e prioridade na pretensão de recursos. (HAX E MAJLUF6, citado por NICOLAU, 2001, p. 6).

A estratégia, portanto é um conjunto de ações que seguem um planejamento lógico através do uso de recursos e ferramentas disponíveis com objetivo de atingir determinada posição. Quando uma empresa está determinada a alcançar seus objetivos de longo prazo orientados pela sua visão desejando ser considerada competitiva, ela deve para isso ser capaz de gerar valor ao negócio tanto para clientes quanto para os acionistas. Para Hitt, Ireland, e Hoskisson (2005, p. 5): A competitividade estratégica é alcançada quando uma empresa é bemsucedida na formulação e implementação de uma estratégia que gere valor. Quando esta firma implementa a referida estratégia que outras não conseguem reproduzir ou acreditam que seja muito dispendioso imitá-la, ela terá, então, obtido uma vantagem competitiva sustentável (doravante denominada simplesmente de vantagem competitiva).[...] Mesmo que uma empresa alcance uma vantagem competitiva, via de regra, ela poderá sustentá-la apenas por um determinado período.

Para a Intel (2011)7 a motivação principal para o investimento em TI é busca incessante de vantagens competitivas. Para Torquato e Silva8 (citado por MORAES, TERENCE e FILHO, 2004, p. 29):

6

HAX, A. C. e N. S. MAJLUF, 1988, “The concepto f strategy and strategy formation process”, Interfaces, vol. 18, nº. 3, p. 99-109. 7 CURSO DE EMPRESA DIGITAL. Next Generation Center. INTEL, 27 de Abril de 2011a. Disponível em: <http://www.nextgenerationcenter.com/detalle-curso/Empresa_Digital.aspx?PageID=1>. Acesso em: 27 de Abril de 2011. 8 TORQUATO, P. R. G.; SILVA, G. P. (2000). Tecnologia e estratégia: uma abordagem analítica e prática. São Paulo: Revista de Administração, v. 35, n.1, p.72-85, jan./mar.


Referencial Teórico

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Ao esclarecerem a ligação entre tecnologia e estratégia, afirmam que, na criação e renovação de vantagens competitivas, fatores necessários à sobrevivência das empresas, a tecnologia surge como um elemento-chave na busca de peculiaridades que as distingam favoravelmente de seus concorrentes.

A princípio, o papel inicial objetivado pelos primeiros Sistemas de Informações Gerenciais era a redução de custos através da automação e do aumento da eficiência dos processos gerenciais. Quando isso se tornou generalizado, conforme a citação acima de Hitt, Ireland, e Hoskisson, esses principais benefícios não eram mais suficientes para sustentar uma vantagem competitiva, assim foi necessário calcar mais um degrau na evolução, na diferenciação competitiva através da TI com os chamados sistemas de informações estratégicos. Contudo ainda com esses sistemas auxiliando a gestão a nível estratégico, contribuindo nas tomadas de decisão e mesmo que as empresas adotem mudanças organizacionais suficientes em todos os setores para aproveitar e extrair o máximo a vantagem do uso desses sistemas, ainda assim não é o suficiente para sustentá-la em longo prazo. Para Laudon e Laudon (2004, p. 74): As vantagens competitivas conferidas por sistemas estratégicos não tem necessariamente duração suficiente para assegurar lucratividade de longo prazo. Como os concorrentes podem retaliar e copiar sistemas estratégicos, nem sempre essas vantagens são sustentáveis. Mercados, expectativas dos clientes e tecnologia mudam. [...] Por outro lado, é importante alinhar a Tecnologia da Informação ao plano empresarial, aos processos de negócios da empresa e aos planos empresariais estratégicos da gerência sênior. [...] Por outro lado, todos esses planos, processos e estratégias da empresa podem estar muito desatualizados ou ser incompatíveis com a tecnologia pretendida. Nesses casos, os administradores precisarão mudar a organização para adaptá-la à tecnologia, ou ajustar ambas à organização e à tecnologia para conseguir o „ajuste‟ ótimo.

Para Costa9 (citado por INTEL, 2011a, p. 15) “Não basta apenas „alinhar‟ TI ao negócio. É preciso evoluir para uma visão de TI integrada”, isto é, deverá haver em muitas empresas uma ampliação de escopo para departamento da Tecnologia da Informação de um mero setor técnico a uma evolução a nível estratégico integrado ao planejamento de negócio.

9

Letícia Costa, presidente da Booz Allen Hamilton do Brasil, engenheira de Produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP.


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A TI é uma ferramenta que implanta vantagem competitiva, porém como foi visto anteriormente, outras empresas a imitam facialmente, principalmente se ela for usada somente para automação de processos de gestão já em uso. Ao alinhar TI ao negócio é necessário mudanças organizacionais e se isto não houver haverá subutilização do recurso da tecnologia, portanto é necessário uma evolução na abordagem e na visão de TI de automação para gestão estratégica da informação, que tem por definição, segundo Lesca e Almeida10 (citado por MORAES, TERENCE e FILHO, 2004 , p. 31), o uso da informação com fins estratégicos para obter vantagem competitiva. Para entender melhor como a vantagem competitiva torna-se um diferencial importante e essencial em um mercado concorrido e quais os motivos de sua incessante busca por parte das empresas que desejam inovar, é necessário entender que o núcleo da vantagem competitiva é a contínua geração de valor. E por valor segundo Hitt, Ireland, e Hoskisson (2005, p. 101) “É constituído pelas características e atributos de desempenho que as empresas proporcionam sob a forma de bens ou serviços pelos quais o cliente está disposto a pagar”. Para Kotler e Keller (2006, p. 141) “Uma proposta de valor consiste em todo um conjunto de benefícios que a empresa promete entregar; é mais do que o posicionamento central da oferta”. Isto é, propósitos de valor é a existência de motivos e razões pela quais ainda exista demanda por parte dos consumidores ou clientes pelos produtos ou serviços da mesma. Portanto a razão que uma empresa exista é se somente há por parte da mesma oferta de valor no seu mercado de atuação e a busca de vantagens competitivas só existe se o mercado de atuação existir empresas que concorrem entre si dispostos a buscar a reduzir tais vantagens umas das outras, por outro lado se o mercado não é aquecido ou não há concorrentes, pouco haverá necessidade de busca da vantagem competitiva e pouca inovação neste mercado. O fato de que a busca incessante por vantagens competitivas se concentrarem muito na inovação tecnológica e a busca por sistemas novos poderá afetar negativamente a empresa digital em alguns casos. Pois certos números de pesquisas revelaram que para algumas empresas de pequeno e médio porte gastam, segundo Taurion (2009), 70% do seu tempo gerenciando os recursos de Tecnologia da Informação e outros 30% é que são dedicados ao foco do negócio principal da empresa. Com isto é possível perceber uma das desvantagens em trazer para si uma responsabilidade muito diferente do modelo negócio da empresa.

10

LESCA, H.; ALMEIDA, F. C. (1994). Administração estratégica da informação. Revista de Administração. São Paulo: v.29, n.3, p.66-75, jul./set.


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Para se manter competitiva e permanecer a gerar valor, ela deve buscar outros meios, um deles é proporcionado justamente pela Tecnologia da Informação que é o enxugamento de níveis hierárquicos da empresa com intuito de torná-las mais eficientes. Com a diminuição de níveis gerenciais, as pessoas dos níveis mais baixos possuem maior autoridade para tomar decisões, em consequência a empresa se torna mais rápida em acompanhar as mudanças nos seus mercados de atuação e obviamente com isso mais competitivas, tudo graças aos avanços notórios da Tecnologia da Informação nos últimos tempos. Porém, mesmo que as empresas digitais sejam mais eficientes por causa da tecnologia e com menos níveis hierárquicos, como foi citado anteriormente, ela poderá se afastar de sua missão, dando atenção em demasia a uma área de maneira que não está gerando valor e em consequência a empresa poderá se tornar lenta em acompanhar as novidades tecnológicas, pois qualquer mudança geraria dispendiosas quantias em dinheiro. O ideal é ela se manter concentrada em suas competências centrais, no seu “core bussiness”, as atividades fins da empresa que geram receitas definidas no seu modelo de negócio, muitas para conseguir esse efeito terceirizam setores não essenciais. Mesmo assim, nenhuma vantagem competitiva dura para sempre, há sempre a necessidade da evolução dos sistemas e novas abordagens são necessárias, métodos, modelos podem surgir com inovações que podem gerar novas fontes de vantagem competitiva. A evolução da tecnologia é contínua, não pára e evolui rapidamente. A teoria mais próxima da realidade evolutiva da TI é a Lei de Moore. Gordon Moore foi o fundador da Intel, empresa estadunidense de tecnologia, que em 19 de abril de 1965 publicou o seu estudo na revista de tecnologia Electronics Magazine: [...] Ele comentava sobre o rápido ritmo da inovação tecnológica, com uma predição sobre o crescimento da indústria de semicondutores que se transformou quase em uma lenda. Sua predição permitiu a difusão da tecnologia em todo o mundo, e foi confirmada com as rápidas mudanças tecnológicas verificadas desde então. A Lei de Moore estabelece que a densidade dos transistores nos circuitos integrados dobre a cada dois anos. (INTEL, 2011a, p. 1)

Isto significa que o poder computacional (armazenamento, memória e processamento) poderia dobrar a cada dois anos se mantendo com os mesmos custos, é um avanço muito rápido e difícil de acompanhar. A capacidade computacional está muito relacionada às possibilidades que podem ser dadas ao software, ao diminuir, por exemplo, os custos de


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armazenamento, novos sistemas de informação podem ser criados com tarefas que visam guardar no banco de dados perfis individuais completos e detalhados do relacionamento com os clientes e com maior poder de processamento os sistemas de informação poderão ter relatórios analíticos mais complexos como curvas ABC11, data mining12 e data warehouse13. Portanto quem possuir um modelo de computação no qual pode alterar os recursos de TI ao menor custo sairá na frente na corrida na busca da vantagem competitiva. O questionamento agora se resume ao próprio modelo de desenvolvimento e aquisição dessas tecnologias os colocando em evidência. O entendimento atual para muitas empresas e adotado por muitos software é trazer para a empresa contratante essa carga e em conjunto esta responsabilidade, que poderá acarretar numa responsabilidade maior que a imaginada trazida pela complexidade demandada pela gestão em TI. O gerenciamento de uma infraestrutura de TI necessita de um departamento muito aquém de um nível estratégico muito mais técnico e voltado à gestão do hardware e do software perdendo o seu valor em concentrar os seus esforços em processos técnicos que não gerarão uma fonte de vantagem competitiva afetando a capacidade de competitividade da empresa. Quando o próprio modelo de computação se tornar o problema outros são sugeridos e desenvolvidos com intuito de diminuir os custos e de serem mais eficientes.

2.2

Evolução histórica dos modelos de computação Durante a década de 70 e 80 o modelo de computação na época predominante era o

chamado mainframe. O mainframe é um modelo de computação baseado em computadores de grande porte, onde os mesmos armazenavam de forma centralizada os software e os bancos de dados das empresas, os acessos aos software e dados contidos nestes computadores eram feitos em terminais conhecidos como terminais “burros”. Esses terminais possuíam esse nome porque não realizavam cálculos e nenhum tipo de processamento do software no qual eram

11

Curvas ABC: A curva ABC é um método de classificação de informações, para que se separem os itens de maior importância ou impacto, os quais são normalmente em menor número. (Carvalho, 2002, p. 226) 12 Data Mining: Significa usar técnicas estatísticas e matemáticas sofisticadas, como análise de agrupamento, detecção de interação automática, modelagem e redes neurais. (KOTLER & KELLER 2006, p. 162). Geralmente, o objetivo principal é encontrar padrões de venda. Como por exemplo, é interessante deixar um display de venda de sucos naturais próximo aos pães integrais. 13 Data warehouse: Um Data Warehouse é um conjunto de dados baseado em assuntos, integrado, não volátil, e variável em relação ao tempo, de apoio às decisões gerenciais. (WILLIAM IMMON, citado por MATEUS, 2000, s. 2)


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apresentados pelo monitor, esses terminais apenas enviavam os comandos e as teclas pressionadas no teclado pelo utilizador ao computador central (mainframe) que devolvia ao monitor as imagens correspondentes aos comandos enviados. O modelo de computação baseado no mainframe é apresentado a seguir: Figura 1 - O modelo de computação baseado em mainframes

Fonte: Battisti, 2004, p. 46

Os terminais podem estar no mesmo local físico do mainframe ou podem estar acessando remotamente a longas distâncias, neste caso um modem faz a comunicação entre os terminais e o computador central. Os mainframes, por serem grandes, demandam muita energia e seus custos de aquisição são altos, bem como os de manutenção, pois precisam de temperatura e umidade controladas. Somente grandes empresas poderiam arcar com tais custos e as empresas menores para ter acesso aos sistemas disponibilizados somente via terceirização do serviço, que por meio de uma linha de dados conseguiam remotamente acessar os sistemas e suas informações. (BATTISTI, 2004) As vantagens desse modelo eram a administração centralizada e maior facilidade de atualização dos sistemas. Uma das dificuldades desse modelo era justamente a necessidade de as linhas de comunicação que no início da década de 90, segundo Battisti (2004), eram muito caras e de baixa velocidade. Além disso, tinham o problema de quedas frequentes de conexão


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que deixavam muitas empresas que dependiam dessas linhas sem acesso ao sistema. Sem contar com a questão dos dados da empresa estar sob o domínio de terceiros começou a ser questionado, pois não havia garantia da segurança dos dados nem mesmo se eles estavam sendo manipulados ou acessados indevidamente. Diante desses pontos positivos e negativos do modelo, começou a surgir o movimento em prol da descentralização dos dados trazendo-os de volta para servidores internos sob o controle da empresa. Esse novo modelo se chamava cliente/servidor que propunha uma descentralização dos dados e aplicativos, onde os mesmo eram alojados na rede de computadores da empresa e os aplicativos eram instalados em cada computador. Diferentemente do modelo anterior onde cada computador, na verdade era exclusivamente um monitor, que apresentava somente os resultados do mainframe. Neste novo modelo cada computador tem o poder de processar e armazenar informações. Assim, eles tomam pra si algumas atribuições que eram dos mainframes pelo modelo anterior. Este novo modelo de computação tinha, porém, muitos problemas que aos poucos começaram aparecer. Talvez o maior de todos em que Battisti (2004) cita é o elevado custo de administração e manutenção de uma rede baseada nesse modelo. A origem desse problema estava no uso do conhecido modelo de aplicações em duas camadas que também era chamado de modelo cliente/servidor clássico. 2.2.1 Modelo de aplicação em duas camadas Este modelo se refere a como eram desenvolvidos as aplicações e os sistemas de informações utilizados pelas empresas. Neste modelo cada programa é instalado em cada computador da empresa que irá utilizá-lo. E os sistemas acessam os dados do sistema através da rede a um servidor de banco de dados como apresentado na figura 2. Neste modelo o sistema de informação cliente acumula as funções da apresentação e lógica do negócio, sendo esta a primeira camada do modelo. A segunda camada é representada pelo servidor que aloja o banco de dados. A seguir as definições dos componentes da primeira camada: 

Apresentação: É a codificação necessária para gerar a parte visível do sistema, os menus, as imagens, formulários e demais elementos visuais, fazem parte da apresentação do sistema. Caso seja necessário haver mudanças na apresentação no visual ou layout do software é necessária à formulação de uma nova versão do


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programa e em todos os computadores que possuem a versão anterior, deve ser instalada a nova versão. Neste ponto é que está um dos problemas deste modelo de aplicação em duas camadas, pois basta uma pequena mudança no visual do sistema que é preciso uma atualização do mesmo em todos os computadores que usam esse sistema, que neste caso podem ser apenas alguns computadores ou até milhares dependendo do porte e do uso do sistema pela empresa. Esse tipo de atualização é muito complicado de ser feito e, além disso, pode custar muito dinheiro, a depender de quantos computadores em que isso será realizado. 

Lógica do negócio: Está relacionada com a forma em que os dados serão acessados e processados, basicamente são as regras que definem os resultados das entradas do sistema, como por exemplo, as fórmulas de cálculos financeiros e contábil, a forma de como serão gerados os relatórios, enfim, a lógica do negócio compreende as regras do funcionamento do sistema de automatização dos processos da empresa. Qualquer mudança nas regras de negócio através das leis que definem a legislação fiscal e contábil fará necessária uma nova versão do sistema e consequentemente uma atualização em todos os computadores da empresa que usam esse determinado sistema. Sendo que isso ocorrerá a cada mudança nas leis fiscais e fazendárias do país que nosso caso ocorre frequentemente.

Figura 2 - O modelo cliente/servidor de duas camadas.

Fonte: Battisti, 2004, p. 48


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Como foi demonstrado acima o modelo de duas camadas, mostrou-se de difícil manutenção e gerenciamento, principalmente ora por causa das constantes evoluções que os sistemas devem ter para se manterem no mercado e ora pelas frequentes mudanças nas leis. O problema em relação a isso são os custos inerentes às atualizações que se forem muito altos poderão comprometer a relação dos custos pelos benefícios. Alguns cálculos estimam, segundo Battisti (2004), em torno dos U$ 10.000 (dólares) anuais como custo total de propriedade para se manter um computador funcionando adequadamente. De fato o modelo de duas camadas apresenta um TCO – Total Cost Ownership (Custo Total de Propriedade) bastante alto. O custo total de propriedade, segundo Pinheiro (2005), é um modelo de ciclo de vida de um equipamento, produto ou serviço, que considera os custos de aquisição, propriedade, operação e manutenção ao longo de sua vida útil. Ele se refere também aos treinamentos aos funcionários, manutenção, implantação, segurança dos sistemas, custo do hardware, custo das licenças de software, custo de suporte, recursos humanos e entre outros custos. Podem se referir a custos diretos como os de hardware e indiretos como os de treinamento de pessoal, bem como também os custos podem ser tangíveis com fácil mensuração, como por exemplo, os custos de aquisição de licenças de uso do software; e intangíveis de difícil medição como os custos relativos à indisponibilidade do sistema. Com esse problema do elevado custo total de propriedade apresentado pelo modelo de duas camadas, começou a surgir soluções na qual se baseia na proposta de três camadas ao invés de duas. 2.2.2 Modelo de aplicação em três camadas A diferença deste outro modelo para o anterior é basicamente a retirada das regras ou lógica de negócio da aplicação que resida no computador do usuário para um algum ponto centralizado, este chamado de servidor de aplicações. Na figura a seguir é possível entender com mais clareza a proposta desse modelo:


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Figura 3 - O modelo cliente/servidor com desenvolvimento em três camadas

Fonte: Battisti, 2004, p. 51

Com a lógica de negócio centralizada, é possível realizar atualizações das regras sem a necessidade de atualizar cada computador na rede, dessa forma os custos do TCO caem pela facilidade dessas atualizações. Porém com a alteração de algumas regras de negócios, poderiam também surgir à necessidade de alterar a interface de apresentação ou o layout gráfico do sistema, assim esse modelo não resolvia totalmente o problema. Por esse motivo que foi desenvolvido o modelo de quatro ou mais camadas conhecido também como modelo de desenvolvimento de aplicações em n-camadas. (BATTISTI, 2004)

2.2.3 Modelo de aplicação em quatro camadas Como o modelo de três camadas não resolvia o problema no qual retirava somente da aplicação cliente a lógica de negócio, foi sugerida então a retirada também da apresentação do cliente e centralizá-la em um determinado lugar. Este modelo é muito parecido com o modelo da época do Mainframe, onde o sistema era totalmente residente no computador principal acessível apenas pelos terminais, sendo que eles não processavam informações apenas apresentava as telas do sistema no monitor.


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Neste modelo em quatro camadas a aplicação não reside mais no computador cliente e não é mais necessária a instalação dos sistemas de informações e aplicações individualmente em cada computador da rede. A plataforma agora de desenvolvimento é a web bastando para isso o cliente possuir um navegador compatível com as tecnologias usadas pelo sistema para sua exibição e execução. (Battisti, 2004) Para melhor entendimento, o modelo de quatro camadas é apresentado na figura a seguir: Figura 4 - O modelo de desenvolvimento de aplicações quatro ou mais camadas

Fonte: Battisti, 2004, p. 52

Como não mais existe esta necessidade de reinstalações constantes, é possível garantir com eficiência que todos os usuários do sistema tenham acesso às últimas alterações realizadas nele, com isto os custos referentes à administração do sistema são diminuídos e consequentemente o TCO (Total Cost Ownership – Custo Total de Propriedade) também é reduzido. Diferentemente do que ocorre com o modelo de aplicação em duas camadas, que por sua natureza exige atualizações individuais em cada computador. Segundo Macoratti14 (citado por JÚNIOR, 2007) a separação de sistemas em camadas facilita a manutenção, testes e atualização dos mesmos.

14

MACORATTI, José Carlos. Padrões de Projeto: O modelo MVC - Model View Controller. Disponível em: <http://www.macoratti.net/vbn_mvc.htm>. Acessado em: 14 out. 2007.


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Com este modelo de aplicações de quatro camadas ou de n-camadas que é baseado em aplicações para a web abre um precedente para o surgimento de um novo modelo de negócio para as empresas desenvolvedoras de software que atualmente são vendedoras de licença de uso do software e podem passar a oferecê-las como serviço através da internet no chamado SaaS (Software as a Service – Software como Serviço) no qual este faz parte do modelo de Computação em Nuvem sendo uma das suas categorias.

2.3

Computação em nuvem Ainda não existe uma definição clara e plenamente aceita do que seja a computação

em nuvem ou nas nuvens. O termo computação é que sugere que isso seja um novo modelo. O modelo em computação diz como as coisas devem ser feitas e não é uma tecnologia em si. Já o termo nuvem foi emprestado da telefonia para o uso nos diagramas de rede onde a internet é representada por uma nuvem. Neste caso a nuvem representa algo em que não é possível enxergar o seu funcionamento, algo transparente onde às pessoas não sabem a origem dos recursos e nem como são processadas e disponibilizadas, só possuem o conhecimento que estes recursos estão disponíveis a um clique do mouse mesmo que eles estejam sendo processados geograficamente muitos distantes e até mesmo em outros países ou quem sabe dispersos em diversos lugares. Para Taurion (2009, p. 2) “a computação em nuvem é um conjunto de recursos com capacidade de processamento, armazenamento, conectividade, plataformas, aplicações e serviços disponibilizados na Internet”. Basicamente a computação nas nuvens é um novo modelo de como as empresas adquirem hardware e software necessários à automatização de seus processos gerenciais é uma nova forma de entrega e de distribuição de recursos computacionais e processos de software pela rede de computadores. Um dos princípios desse modelo é uma nova abordagem de aquisição desses componentes de tecnologia que ao invés da compra de licenças de software e de equipamentos próprios agora podem ser adquiridos como serviço prestados por terceiros. Para Santos (2009, p. 13) “a computação em nuvem é um aglomerado de servidores capazes de criar um ambiente de computação virtual, por meio de um navegador de internet”. Para Araújo (2008, p. 26) a computação em nuvem será benéfica porque é uma plataforma: Onde o usuário, em casa, com apenas um teclado, um mouse e um monitor – ou qualquer aparelho ou dispositivo parecido, poderá ter acesso à suas


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informações de qualquer lugar do mundo, necessitando apenas de um dispositivo com acesso à internet. O computador será apenas um chip ligado à internet, já que tudo será acessado, processado e armazenado na “grande nuvem de computadores”, a internet.

Portanto, resumidamente o conceito mais simples de computação em nuvem poderia ser: “A computação em nuvem é a entrega de recursos computacionais via Internet”. Contudo a computação em nuvem é uma forma terceirizada de adquirir recursos computacionais de outras empresas também conhecida como outsourcing. As diversas formas terceirizadas em adquirir recursos computacionais segundo Laudon e Laudon (2004, p. 412): Tornaram-se populares porque algumas organizações acham que ela é mais efetiva em curso do que manter seu próprio pessoal de informática. O provedor de serviços terceirizados beneficia-se das economias de escala (os mesmos conhecimentos, habilidades e capacidades podem ser compartilhados com muitos clientes diferentes) e provavelmente cobrará preços competitivos por serviços de sistemas de informação. A terceirização permite que a empresa cujas necessidades de processamento de computação são variáveis pague apenas pelo que usar, sem ter de construir sua própria estrutura, que seria subutilizada quando não houvesse uso intenso.

Para Silva (2008, p.2): Outsourcing é a transferência das atividades, conhecidas como atividademeio, para uma empresa terceirizada. A diferença entre simplesmente subcontratar recursos e optar pelo Outsourcing, é que esse envolve o uso estratégico de recursos externos para desempenhar atividades que eram tradicionalmente desenvolvidas por colaboradores internos, com o objetivo de alcançar uma vantagem operacional pré-definida, que há pouco se resumiam em redução de custos ou pessoas. O Outsourcing vem a ser a ferramenta estratégica para gerir o negócio de forma eficiente e eficaz, garantindo a rentabilidade da empresa.

É importante salientar que o objetivo da terceirização de recursos ou Outsourcing é o fortalecimento da competitividade através da busca de serviços externos que não fazem parte do foco do negócio complementando a atividade-fim. É um serviço inovador estratégico, unido a se concentrar à dinâmica do core competence15 (FERNANDES16, citado por SILVA, 2008, p. 5).

15

Core competence: O conceito de Core Competence (que em português poder ser designado por Competência Nuclear ou competências centrais) surgiu pela primeira vez em 1990, na Harvard Business Review, num artigo intitulado "The Core Competence of the Corporation", da autoria de Gary Hamel e C. K. Prahalad. Segundo os seus autores, Core Competence designa as competências estratégicas, únicas e distintivas de uma


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A conclusão dos benefícios estratégicos do Outsourcing segundo Silva (2008, p.6): Portanto, a terceirização é inseparável da ideia de parceria. A principal finalidade da terceirização seria otimizar a produção, a qualidade, o lucro e a competitividade, mediante um processo de horizontalização de atividades, simplificando-se a estrutura organizacional, a fim de que as empresas possam concentrar seus esforços na melhor metodologia para obtenção do produto de sua atividade-fim.

A computação em nuvem poderá ser de duas formas puras: privada, pública e a miscelânea entre elas, a híbrida. Na computação em nuvem privada a própria empresa adquire o hardware e software necessários à nuvem e faz com seus funcionários tenham acesso a esses recursos pela rede interna (intranet) ou pela Internet. Já no regime de computação em nuvem pública serão os provedores que irão fornecer através de terceirização os recursos computacionais aos clientes pela internet, a híbrida é simplesmente uma junção dos dois modelos aproveitando-se o melhor de cada um. Este modelo é muito semelhante ao modelo de computação baseado em mainframes, onde algumas empresas que poderiam adquirir pra si compravam os equipamentos enquanto outras que também queriam os recursos terceirizavam o acesso. O pioneirismo da computação em nuvem iniciou-se com o gigante do varejo de comércio eletrônico norte americano Amazon. A Amazon dimensionou sua infraestrutura de computação baseado nos momentos de picos, que neste caso são altos em determinados momentos do ano e muito baixo em períodos relativamente maiores. Ela descobriu que poderia alugar esses recursos computacionais ociosos como uma plataforma (conhecida como Platform-as-a-Service). Atualmente, segundo Taurion (2009) mais da metade dos recursos de computação da Amazon estão sendo consumidos por outras empresas. Outra empresa reconhecida como pioneira neste modelo de computação é a Google com seus serviços inovadores como o Gmail, Orkut, Google Docs, Google Calendar e dentre muitos outros. Segundo Muller17 (citado por SANTOS, 2009, p. 12) “o Google é o grande promissor sobre cloud computing (computação em nuvem)”.

Esses serviços são reconhecidos como

organização que lhe conferem uma vantagem competitiva intrínseca e, por isso, constituem os fatores chave de diferenciação face aos concorrentes. (disponível em: < http:/ /www.knoow.net /cienceconempr/gestao/corecompetence. htm>. Acesso em 20 de setembro de 2011) 16 FERNANDES, Jorge M. Gestão da tecnologia como parte da estratégia competitiva das empresas. 1 ed. Brasília; IPDE, 2003. 17 MULLER, Nicolas. Computação nas nuvens. 2008. Disponível em <http://www.oficinadanet.com.br/artigo/923/computacao_nas_nuvens>. Acessado em 14/08/2009 as 22:43.


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computação em nuvem, por que as pessoas podem carregar neles informações e arquivos pessoais e acessá-los de qualquer lugar onde haja internet por diversos dispositivos de acesso diferentes que são características do modelo em nuvens. Outro serviço muito conhecido direcionado a empresas com uma versão mais simples e gratuita e outra com mais recursos e paga é o Google Apps, onde alguns desses serviços do Google são ofertados ao mundo corporativo no formato de software como serviço competindo diretamente com a Microsoft com os seus software servidores de e-mail. Alguns desses serviços são gratuitos para pessoas físicas porque a empresa buscou outros meios de obter receitas sem onerar diretamente o usuário final, isto é, foi buscado outro modelo de negócio diferentemente da oferta de serviços e aplicativos no modelo de licenças de uso. A principal proposta da computação em nuvem é a otimização dos recursos financeiros destinados ao setor de tecnologia da informação. Tanto que em uma pesquisa realizada em 2008 de autoria da Merrill Lynch (citada por TAURION, 2009) e tendo como título “The Cloud Wars:$100 Billion at Stake” em português algo como “A guerra nas nuvens: 100 Bilhões em jogo” comparou os custos de TCO, ou seja, os custos totais de propriedade, de uma solução de e-mail entre uma oferta de serviços de computação em nuvem do Google Apps e outra oferta comum do modelo tradicional da Microsoft com os produtos Exchange e do pacote Office, demonstrou que a variação de custo é bem relevante. Obviamente que a solução do Google apps foi a que apresentou o custo mais baixo. O estudo contabilizou que para uma empresa com aproximadamente dez usuários, a diferença entre as soluções foi de 109 vezes no custo anual por usuário e enquanto que para uma empresa com 100 usuários essa diferença cai para 47 vezes. Outro dado também de grande relevância, ainda segundo Taurion (2009), é que algumas pesquisas revelam que algumas empresas de pequeno e médio porte utilizam 70% do seu tempo gerenciando os recursos de Tecnologia da Informação, que é algo que não gerar valor agregado ao negócio, e outros 30% é que são dedicados ao foco do negócio principal da empresa. Com isto é possível perceber claramente que essa é uma das desvantagens em trazer para si uma responsabilidade muito diferente do modelo negócio da empresa. A empresa acaba se afastando do seu modelo de negócios enquanto opostamente à corrida mundial é focar cada vez mais nas atividades fins da empresa. Para Taurion (2009, p. 6): A empresa pode se abstrair de uma camada de complexidade demandada pela infraestrutura computacional e se concentrar na geração de valor de


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nível mais alto. Em vez de ficar 70% do tempo gerenciando sua infraestrutura, investe este tempo e energia para otimizar ou expandir o negócio.

Um dos problemas que o modelo de aplicação de duas ou três camadas traz é a despesa imediata para compra do hardware e das licenças de uso dos software e fora que há custos atrelados ao gerenciamento dessa infraestrutura. Nesse modelo é difícil de mantê-la atualizada já que a obsolescência em tecnologia é muito rápida, então para uma empresa que aposta neste modelo terá que arcar com muito mais custos dos quais já foram demandado inicialmente. Enquanto no modelo de computação em nuvem os recursos computacionais podem ser adquiridos sob demanda, isto é, de acordo com a necessidade da empresa em determinados momentos. Alguns desses recursos podem ser alocados dinamicamente e pagos pelo uso, diferentemente do modelo anterior onde teriam que adquirir antecipadamente esses recursos mesmo que dimensionados pelos momentos de picos que ocorrem por um tempo menor. Assim, muitas empresas que tem grandes necessidades por recursos dos sistemas de informação em momentos sazonais poderiam adquirir esses recursos quando necessário, otimizando

os

recursos

financeiros

destinados

a

Tecnologia

da

Informação.

Consequentemente há uma redução do custo total de propriedade. Para Taurion (2009), como a empresa não irá despender por recursos não usados, ela pode repassar esta eficiência operacional aos seus clientes, tornando-se mais competitiva no mercado. Este é o ponto principal que pode-se chegar com adoção desse modelo de computação. Tornar as empresas mais eficientes nas suas operações reduzidos custos e torná-las mais competitivas nos mercados de atuação. As empresas poderão então trocar os investimentos de capital em ativos por investimentos operacionais, isto é, ao invés de investir em infraestrutura de ativos tecnológicos, se troca por uma despesa mensal relacionada às operações da empresa. Para Taurion (2009), esta é exatamente a proposta da computação em nuvem, onde caberá à empresa fornecedora de recursos computacionais gerenciar e se manter atualizada em hardware e software permitindo que as empresas utilizadores desses recursos estejam usando uma infraestrutura computacional avançada, moderna e atualizada sem que elas tenham a preocupação de se desalinhar da sua missão e se afastar do seu core business ou core competence que é em outras palavras o modelo de negócio da empresa.


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Uma das bases da computação em nuvem é o compartilhamento das informações pela empresa, já que os arquivos e informações não estarão aprisionados em computadores específicos, mas disponibilizados e espalhados pela nuvem computacional que compõem uma base virtual de recursos computacionais. A empresa ganha então em mobilidade, pois qualquer dispositivo de acesso à internet poderá então acessar e compartilhar informações, dados e arquivos pela nuvem como podemos analisar melhor na figura a seguir: Figura 5 - As conexões e mobilidade do modelo de computação em nuvem

Fonte: Brentano, 2010

As tomadas de decisões poderão então ser pautadas em informações mais confiáveis e atualizadas e independentes de onde esteja o tomador dela facilitando as respostas das questões do turbulento mercado onde atua empresa. É o que afirma Nascimento (2011, p. 24): Afinal a qualidade da decisão na organização está diretamente relacionada às informações que estão disponíveis no momento em que ela é tomada. [...] Nota-se então que as informações se forem descentralizadas e desatualizadas


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irão prejudicar todo processo de decisão. Assim, a organização precisa ter o extremo cuidado quanto à coleta dos dados, se certificando que não há incoerência com relação às informações.

A realocação dinâmica de recursos também pode ser vantajosa para os provedores, já que ela tem o poder de mover esses recursos de acordo com a necessidade dos clientes, movendo recursos não utilizados de um cliente a outro cliente que em determinado momento esteja precisando de mais recursos. De fato cada modelo de negócio tem picos de uso dos sistemas em momentos diferentes, onde caberá aos provedores de computação em nuvem administrar a alocação correta desses recursos. Um dos agravantes do modelo de duas ou três camadas ao da computação em nuvem é o fato que segundo Taurion (2009) muitas empresas não usam plenamente a potência dos seus recursos computacionais, sendo na verdade muito baixo chegando numa média de 5% a 10% da capacidade de processamento do sistema. Com isto é possível perceber que as empresas terão no mínimo a tarefa de repensarem os seus modelos de adoção de recursos computacionais, pois poderão perder capacidade de competição diante dos concorrentes que adotarem modelos puros ou híbridos de computação em nuvem. Uma das mudanças que também poderá ocorrer será a transformação do departamento de Tecnologia da Informação das empresas de meros operadores de manutenção da infraestrutura de TI (Tecnologia da Informação) para um departamento mais estratégico, mais voltado à inovação e integração dos negócios. Segundo Hickey (2011) a mudança do departamento de Tecnologia da Informação de operador e mantenedor infraestrutura de TI para o foco em inovação exigira mais riscos: Essa mudança incluirá ter uma aproximação holística maior para conectar redes, hardwares e softwares. Os departamentos de TI vão reduzir sua ênfase em manutenção e darão mais atenção à inovação, sendo mais encorajados a assumir mais riscos, para dar aos colaboradores maiores capacidades de negócios de vendas. (HICKEY, 2011)

Mas infelizmente muitas empresas não mudam suas estratégias de negócios ou remodelam seus processos gerencias para usarem plenamente a capacidade de computação que possuem. Para Taurion (2009) os sistemas de informação são muitas vezes usados para a simples automação de processos já antigos, isto é, não há nenhuma inovação. Sem a inovação se perde a capacidade de gerar valor e com ela a competitividade e sem essa última não é possível permanecer no mercado. Têm-se assim empresas engessadas sem capacidade de


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inovação com departamento de TI desperdiçando tempo e dinheiro apenas para manter uma estrutura empresarial ultrapassada. No entanto para Battisti (2003) afirma que: Muitas empresas já deram importantes passos na busca de maior eficiência, através do uso adequado da TI. Estas são empresas que já possuem certo grau de conscientização em relação ao papel da TI e da importância do alinhamento da equipe de TI em relação aos objetivos e ao negócio da empresa. Como o mundo está globalizado a competitividade ocorre entre mais empresas do que antes tornado as mudanças imprevisíveis. A solução é inovar. Inovações motivadas por buscas constantes de estar à frente da concorrência são pré-requisitos fundamentais para sobreviver no mercado turbulento com constantes mudanças. As empresas devem buscar continuamente novas vantagens competitivas a todo instante e precisam redesenhar seus processos, bem como suas ofertas de produtos e serviços. Tanto que para Taurion (2009, p. 21) afirma que: As vantagens competitivas são difíceis ou mesmo impossíveis de ser mantidas por longo tempo, existe inovação tecnológica rápida e desarticuladora do setor; a escalada competitiva é crescente e a proposição de valor, ou o que é valorizado pelo cliente, é continuamente redefinida. Nestes setores o sucesso empresarial é daqueles que conseguirem mover-se mais rapidamente.

O fato é que nenhuma vantagem competitiva consegue se manter em longo prazo como fator de alavancagem estratégica, mas a adoção da computação em nuvem dar poderes às empresas a manterem mais facilmente um sistema de informação e recursos computacionais mais modernos e atualizados contribuindo na busca constante de novas vantagens competitivas. A tendência mundial que colabora para que estas mudanças que estejam ocorrendo é conhecido como “downzing”, isto é, as empresas estão enxugando os seus processos e focando mais nas suas competências principais em direção a trabalhar mais no seu “core business” que é o seu modelo de negócios. A computação em nuvem veio colaborar e permitir que as empresas possam repensar o modo que agem diante das tecnologias. Contribuindo para que a empresa se afaste de uma complexidade de gestão tecnológica e se concentre mais energia e esforços no seu próprio negócio subsidiando dessa forma a construção de uma empresa que responda as mudanças ambientais com mais rapidez. Como a solução para empresas que atuam em mercados altamente competitivos é a inovação constante, a


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computação em nuvem pode dar a elas esse poder de inovar contribuindo a se manterem no mercado com competitividade. Isso é confirmado por Boss18 (citado por Santos, 2009, p. 27): Uma infraestrutura em nuvens pode ser um modelo de custo eficiente para a prestação de serviços de informação, reduzindo a complexidade e gestão, promovendo inovação para aumentar a capacidade de resposta em tempo real [...]

Elas poderão então com menos recursos a ter acesso a recentes inovações tecnológicas sem precisarem gerenciá-las, mas terão o desafio de usar esse modelo como uma vantagem competitiva no mercado se, e somente, mudarem e alinharem as suas estratégias com as potencialidades e benefícios estratégicos que poderão ter a adotarem tal modelo de computação. É importante também envolver neste processo de alinhamento de tecnologias e estratégias combinar as habilidades dos recursos humanos. É importante que as organizações unam habilidades generalistas vitais com as dos especialistas em TI com a meta de formar uma visão estratégica única de TI e de negócios. Não é possível estruturar uma organização eficiente apenas com a estratégia de informação e a aplicação dos recursos de TI. É necessário também combinar a estratégia de negócios e recursos humanos (MORRIS19, citado por MAÇADA e BECKER, 2001, p. 88).

Para Gil20 (citado por NASCIMENTO, 2011, p. 24) a definição de sistemas de informações não envolve somente tecnologia: Os sistemas de informações compreendem um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros agregados segundo uma sequência lógica para o processamento dos dados e a correspondente tradução em informações.

É importante compreender também que os sistemas de informações não deve envolver apenas a TI e sim unir a competência de profissionais dignos da área de tecnologia, assim sendo as empresas que possuem nos seus recursos humanos como um ativo estratégico obtém uma vantagem competitiva.

18

BOSS , Greg; MALLADI, Padma; QUAN, Dennis; LEGREGNI, Linda; HALL, Harold. Cloud Computing. 2009. Disponível em <http://www.scribd.com/doc/19487341/Cloud-Computing-Wp-Final-8Oct>. Acessado em 18/09/2009 as 23:10. 19 MORRIS, S., MEED, J., SVENSEN, N. O gerente inteligente: como usar a tecnologia para alcançar o sucesso. São Paulo: Futura, 1998. 20 GIL, Antônio de Loureiro. Sistema de Informações Contábil/Financeiros. 3 ed. São Paulo: Atlas, 1999.


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2.3.1 Benefícios e a entrega de valor da computação em nuvem Um dos benefícios que o modelo de computação em nuvem pode trazer para as empresas sob o ponto de vista dos executivos financeiros, os conhecidos CFOs (Chief Financial Officer – Diretor Chefe Financeiro) é a troca do alto investimento inicial de capital de ativos tecnológicos de hardware e software com custosos níveis de manutenção e suporte advindos dos recursos humanos necessários, por investimento em despesas de operações. Segundo Taurion (2009) com esta troca de investimento em capital por despesas em operações gera um risco financeiro menor, pois no modelo tradicional de duas ou de três camadas o investimento é antecipado sem mesmo se ter à certeza que os mesmos trarão os resultados planejados. A empresa então poderá alocar mais investimentos para áreas mais prioritárias relacionadas o seu modelo de negócio ao invés de investimentos em ativos tecnológicos que se depreciam rapidamente e possuem uma baixa vida útil. Com isto, a empresa além de ter o acesso à tecnologia de ponta com menos recursos ela poderá ter uma capacidade maior de retorno em relação ao investimento. Segundo a IBM21 (citada por JUNIOR, PIRES, e SOUZA 2010), quantitativamente o modelo de computação em nuvem poderá reduzir os custos de implantação, operação, administração e monitoramento em até 50%; reduzir os custos de licença de software em até 75%; melhorar a qualidade dos software eliminando 30% dos seus erros de programação e finalmente reduzir em até 40% os custos de suporte aos utilizadores dos sistemas de informações. Outro fator importante como proposta de valor é a da flexibilização ou escalabilidade de uso dos recursos computacionais. A empresa poderá aumentar ou diminuir o uso desses recursos conforme a necessidade, diferentemente com os problemas advindos do modelo tradicional em adquirir a própria infraestrutura, pois caso seja necessário aumentar a capacidade operacional dos sistemas de informações será necessário adquirir mais hardware e/ou comprar mais licenças de software. Se a empresa não dispuser de capital para isso, poderá afetar a sua capacidade de crescimento, enquanto outras empresas poderão otimizar os recursos financeiros e crescer muito mais por muito menos. A necessidade constante de

21

IBM. Cloud computing. Disponível em: <http://www03.ibm.com/systems/information_infrastructure/resources/cloud/index.html>


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alterações de capacidade computacional são confirmadas por Laudon e Laundon (2004, p. 412) “No ambiente da empresa digital, as organizações precisam estar aptas a adicionar, modificar e abandonar sua capacidade tecnológica muito rapidamente”. Ao propiciar as empresas à possibilidade de maior escalabilidade e podendo reduzir os seus investimentos em TI relacionados à atualização e manutenção da infraestrutura, trazendo então maior viabilidade de destinar mais atenção ao seu “core bussines”, isto é, o modelo de negócio da empresa na forma de como ela transforma a sua missão em satisfação dos clientes e em receita para a empresa. A atenção fica então destinada a se concentrar em apenas em usar os recursos de tecnologia disponíveis, e é o fornecedor que irá tratar de viabilizar os serviços através de investimentos na infraestrutura que possa garantir a disponibilidade e a qualidade dos mesmos. Como esses recursos e serviços em aplicativos e software são entregues pela internet pelo seu serviço de web, ela torna as plataformas de sistemas operacionais genéricas sendo que as únicas exigências são um navegador compatível instalado nos computadores dos usuários e um serviço de internet banda larga. Exigências já muito comuns nos ambientes corporativos da atualidade. E mais que as informações dos sistemas poderão ser acessíveis de qualquer lugar por celulares, smartphones, notebooks, tablets e outros componentes tecnológicos com acesso a internet, tornado a plataforma de acesso independente a uma marca especifica e genérica bem como os sistemas operacionais dos computadores não serão exigidos uma versão especifica, mas um navegador ou browser de internet compatível, pois a web baseada em padrões é a nova plataforma de desenvolvimento de aplicações e sistemas de informações. Outro ponto relevante em relação aos aplicativos em nuvem é questão da facilidade do trabalho colaborativo de documentos em tempo real, como por exemplo, pode-se citar que determinado grupo de trabalho de uma empresa use o Google Docs para criar e editar arquivos de documento e apresentações de slides. Cada componente da equipe fica encarregado de adicionar mais informações e sugerir edições e acréscimos de mais informações e entre eles é usando as ferramentas de chat do Google para discutir as modificações e alterações do relatório e da apresentação do mesmo. A cada alteração no documento original todos automaticamente terão acesso à versão modificada dos arquivos.


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Isto facilita o trabalho em equipe mesmo que os membros estejam geograficamente distantes um dos outros.

2.3.2 Vantagens No entendimento de Araújo22 (citado por SILVA, 2008, p. 7-8) os principais benefícios e vantagens na busca de fornecedores de serviços externos a organização são: 

Razões de ordem financeira: redução dos custos passíveis de enxugamento e economia na utilização dos recursos da empresa;

Razões de ordem tecnológica: a contratada disponibiliza à contratante todas as inovações tecnológicas que surgem no mercado;

Razões competitivas: a empresa que adere ao outsourcing torna-se mais ágil se concentrando nas questões realmente significativas;

Excelência operacional: concentração no essencial à evolução competitiva da empresa, sem abrir mão da qualidade nas atividades contratualmente delegadas; e

Competência no negócio: a procura de maior competência no negócio justifica a entrega de funções de apoio, que pouco ou nenhuma intimidade têm com os negócios da empresa, caracterizando o mais forte benefício. Para Araújo23 (citado por SILVA, 2008, p. 8), outros benefícios estão atrelados a:

Redução imediata dos custos e riscos, inerentes à execução dos processos que são transferidos;

Contínua e permanente atualização tecnológica, sem necessidade de investimento (que fica a cargo da contratada);

22

ARAÚJO, Luis César G de. Gestão de Pessoas: estratégias e integração organizacional. São Paulo: Atlas, 2006. 23 ARAÚJO, Luis César G de. Organização, sistemas e métodos e as modernas ferramentas de gestão organizacional. São Paulo: Atlas, 2001.


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Concentração nos esforços estratégicos;

Desburocratização;

Alívio para a estrutura organizacional;

Maior eficácia organizacional;

Mais qualidade para o serviço delegado e produto final da empresa;

Mais flexibilidade para a empresa enfrentar adversidades ambientais;

Mais agilidade decisória e administrativa;

Simplificação na produção;

Economia (redução) de equipamentos, recursos humanos, materiais, instrumentais e financeiros;

Incremento na produção, a partir do momento em que a empresa pode se dedicar às suas atividades principais;

Liberação de espaço na empresa;

Criação de ambiente mais propício ao surgimento de inovações;

Formalização de parcerias;

Valorização profissional;

Estabelecimento de novas micros, pequenas e médias empresas; e

Redução da dependência da comunidade em relação à empresa. Outra vantagem interessante é que como boa parte do processamento dos sistemas

acontece na nuvem computacional e os outros recursos também se concentram no mesmo lugar, os computadores terminais que acessam tais sistemas poderão ser mais simples e consequentemente mais baratos. Não serão necessários sistemas operacionais completos eles


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também poderão ser no futuro apenas ser um navegador com o mínimo para ter acesso aos sistemas. Isso é justamente que Kanarki24 (citado por SANTOS, 2009, p. 20) afirma: Computação em nuvem refere-se à possibilidade de utilizarmos computadores menos potentes que podem se conectar a internet e utilizar todas as ferramentas online. Assim, o computador seria simplesmente uma plataforma de acesso às aplicações, que estariam em uma grande nuvem, a internet.

Também é confirmado por Araújo (2008, p. 26): A visão, que cria uma nova era computacional, promete acarretar numa significativa diminuição dos preços dos computadores, já que as informações estarão armazenadas na internet, precisando assim de computadores de menor capacidade, apenas com uma configuração mínima necessária para o acesso a rede mundial.

Para o ex-CEO (presidente) do Google afirma: “Hoje, se você tem um problema no computador, está tudo perdido, é terrível. Mas, com a computação nas nuvens, não importa se você usa o celular, o computador ou qualquer outro aparelho, tudo estará guardado na internet. [...] A computação nas nuvens é a maneira mais simples e barata de se ter acesso à internet. Pessoas com pouco dinheiro hoje não têm acesso a computadores. E nós poderemos oferecer esse acesso”. (SHIMIDT, 2008).

Isso poderá proporcionar às empresas substanciais economias na aquisição de computadores, elas poderão manter então um parque computacional mínimo somente com o essencial que possibilite acesso e uso dos sistemas de informação. Isso é interessante principalmente nos computadores que exclusivamente são usados para determinadas funções empresariais como, por exemplo, os computadores destinados aos caixas de supermercado ou terminais de consulta ou compra. Assim a empresa além de economizar em hardware também não irá necessitar de custosas licenças de software em demasia, apenas o mínimo necessário.

24

KANARKI, Fernando. Computação nas nuvens segundo o Google. 2009. Disponível em <http://www.undergoogle.com/blog/2008/google/computacao-as-nuvens-o-futuro-segundo-o-google.html> Acessado em 14/09/2009.


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2.3.3 Características dos serviços de computação em nuvem e suas categorias Para qualquer solução ser considerada computação em nuvem ela deverá seguir cinco características que foram formuladas pela empresa de consultoria americana Gartner 25, (citada por JUNIOR, PIRES, e SOUZA 2010, p. 6): 1. Ser baseada em serviço: A solução não deve ser adquirida no formato de compra, mas obtida através de um serviço contínuo com pagamento periódico a ser estabelecido entre as partes. A caracterização principal de qualquer serviço é que ele não gera propriedade de nada; 2. Ser “escalável” e “elástico”: A capacidade de uso do serviço poderá aumentar ou diminuir conforme a necessidades dos clientes, fazendo com que o provisionamento dos recursos seja bem mais rápido do que no modelo tradicional que ocorreria em questão de meses caindo para um tempo medido entre segundos e horas; 3. Ser compartilhado: Os recursos reais do provedor da solução são compartilhados entre os clientes com o objetivo de atingir a economia de escala, sendo que os recursos são alocados dinamicamente entre eles; 4. Ser medido pelo uso: São usadas formas de medidas na qual possibilita variadas formas de pagamento. Elas podem ser baseadas no tempo de uso, no consumo de transferência de dados, na capacidade de uso e entre outros; 5. Usar tecnologias da Internet: Os recursos computacionais devem ser entregues com uso das tecnologias e protocolos da internet. Portanto uma boa conexão com a internet é fundamental para as categorias ou formas de computação em nuvem. Existem vários tipos e categorias de serviços de computação em nuvem, dentre as quais já é possível definir em até 11 categorias de acordo o site computerworld (2010). Os principais serviços já oferecidos são eles: 

Armazenamento como serviço: É o uso do storage (armazenamento) oferecido como serviço pelos provedores de computação em nuvem, onde elas oferecem com

25

GARTNER. Gartner Highlights Five Attributes of Cloud Computing. Disponível em: < http://www.gartner.com/it/page.jsp?id=1035013>, 2009. Acesso em: 20 de julho 2009.


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limitação de espaço o acesso da possibilidade de armazenar arquivos remotamente, algumas pessoas de certa forma usa o próprio e-mail como um meio de armazenar, transportar ou como backup de arquivos pequenos; 

Banco de dados como serviço: Capacidade de utilizar os serviços de um banco de dados hospedado remotamente, compartilhando-o com outros usuários. Funcionaria logicamente como se o banco de dados fosse local. Diversos fornecedores oferecem diferentes modelos, mas sua força está em explorar a tecnologia de banco de dados que normalmente custaria milhares de dólares em hardware e licenças de software;

Processo como serviço: Recurso remoto que pode reunir muitos outros, tais como serviços e dados, sejam eles hospedados no mesmo recurso de cloud computing (computação em nuvem) ou remotamente, para criar processos de negócio. É possível pensar em um processo de negócio como um meta-aplicativo que abrange sistemas, explorando serviços e informações essenciais que são combinados em sequencia para formar processos. Em geral, eles são mais fáceis de mudar do que os aplicativos, proporcionando agilidade a quem utiliza estes mecanismos de processos fornecidos sob demanda;

Plataforma como serviço: Plataforma completa, incluindo desenvolvimento de aplicativos, de interfaces e de banco de dados, armazenamento, teste e assim por diante, disponíveis para assinantes em uma plataforma hospedada remotamente. Taurion (2009, p. 132) define como “uma plataforma para criar e operar aplicações, incluindo ferramentas de desenvolvimento, administração e gerenciamento [...] tudo na modalidade de software como serviço”. Os fornecedores de plataforma como serviço oferecem a capacidade de criar aplicativos corporativos para uso local ou sob demanda, com gratuidade ou por um custo de assinatura. Um exemplo dessa forma é o Google App Engine que segundo Santos (2009) permite ao utilizador executar suas aplicações usando os recursos computacionais do próprio Google;

Segurança como serviço: Capacidade de fornecer serviços de segurança essenciais remotamente, como exemplo antivírus.

Infraestrutura como serviço: Trata-se de data center como serviço ou a capacidade de acessar recursos básico de computação remotamente. Em essência, você aluga um servidor virtual, que pode usar como lhe convier. Para fins práticos, ele é o seu data


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center ou, pelo menos, parte de um data center. A diferença desta abordagem em relação à computação em nuvem principal é que, em vez de usar uma interface e um serviço mensurado, você tem acesso diretamente à máquina inteira e ao sistema operacional que está nesta máquina. É menos "empacotada", isto é, tem poucas camadas de software e acesso direto ao núcleo da máquina e ela mais do tipo hospedagem, isto é, diferentemente dos os outros serviços, nessa forma de computação em nuvem o usuário tem acesso sem restrição ao núcleo do servidor podendo alterar suas configurações como desejar, nos outros serviços o usuário só tem acesso até certo ponto limitado pelo software do serviço em si. Em alguns desses serviços são mais “empacotados” porque também depende de software, banco de dados e servidores, mas sem acesso direto pelo usuário; 

Aplicativo como serviço (ou software como serviço): Qualquer aplicativo ou sistema de informação oferecido sobre a plataforma web para um usuário final. Embora muita pessoa associe aplicativo como serviço a aplicativos corporativos, tais como o Salesforce SFA, os aplicativos de automação de escritório, na realidade, também são aplicativos como serviço, entre eles o Google Docs, Gmail e Google Calendar. Há na realidade outros serviços já sendo oferecidos como informação como serviço,

integração como serviço, gestão como serviço e teste como serviço. Como computação em nuvem ainda é um modelo em fase de maturação é possível que em breve surja novos modelos de negócios com novas formas inovadoras de serviço, bem como podem surgir a qualquer momento novas categorias. Uma das categorias que mais crescem de fato é o software como serviço, pois para operacionalizar um sistema de informação no modelo aquisição de licenças é necessário alguns investimentos em computadores de banco de dados e pessoal habilitado, bem como arcar com infraestrutura suficiente para suportar os momentos de picos de uso (TAURION, 2009). Nesta modalidade além do software em si vem embutido, uma parcela do processamento e o banco de dados, isto é, o software como serviço engloba também as camadas de hardware e outros software por parte do provedor para que o mesmo fique disponível. Um dado importante sobre o crescimento do SaaS segundo Taurion (2009) algumas pesquisas já apontam que o SaaS pode chegar a 25% ou 30% do mercado total de software já nos próximos 3 a 4 anos. Outro dado muito importante estima que ainda 2010 pelo


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menos 65% das empresas americanas terão no mínimo uma aplicação rodando no modelo SaaS. 2.3.4

Software como Serviço Também conhecido como SaaS o software como serviço é uma das categorias da

computação em nuvem. Ele constitui em uma nova forma de entrega de aplicativos e sistemas de informação via web substituindo o antigo modelo de aquisição de licença por usuário. O software como serviço é um das tendências tecnológicas que mais crescem, pois promove uma alternativa mais econômica com mais benefícios do que o modelo tradicional de aquisição de licença por usuário. Umas das vantagens do software como serviço é que as empresas usuárias pagam aquilo que realmente utilizam, usando assim eficientemente seus orçamentos para a tecnologia da informação. E fora que toda a hospedagem do serviço, bem como manutenção é transferida a terceiros que por consequência possuem muitos clientes e detém maiores forças para prover uma maior confiabilidade do sistema e dos bancos de dados dos seus clientes do que elas próprias adquirissem os software e hardware e assumissem todos os compromissos inerentes a eles. Outra vantagem do SaaS é que como a administração e manutenção são centralizadas no fornecedor, cabe à ele as atualizações dos aplicativos e sistemas de informações que estarão disponíveis instantaneamente aos usuários de forma transparente. Uma pesquisa realizada pelo Gartner (citada por INTEL, 2010b, p. 2) tinha uma previsão que a receita mundial advinda do modelo de software como serviço chegaria a US$ 5,1 Bilhões em 2007 com um aumento de 21% em relação a 2006, ainda segundo o mesmo estudo essa tendência permanecerá em forte crescimento de até 22,1% até 2011, esses valores são maiores do que os 9% previsto para o crescimento em investimentos em Tecnologia da Informação no mundo todo. Segundo a Saugatuck Technology (citada por INTEL, 2010b, p. 3), a porcentagem dos executivos de TI que utilizou pelo menos uma tecnologia em SaaS nos Estados Unidos aumentou de 11% para 26% em 2006. Embora que esse modelo de serviço se mostre mais benéfico para as pequenas e médias empresas que possuem um orçamento pequeno para aquisição de software e hardware e para contratação de capital humano necessário ao funcionamento dos aplicativos e sistemas, a pesquisa relata que haverá uma grande adoção de SaaS entre as grandes organizações. Com essa tendência se acentuando e se consolidando, cada vez mais as empresas fornecedoras terão que se adaptar e correr para oferecer os seus produtos no modelo tradicional dentro do modelo de SaaS, segundo


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levantamento de especialistas norte-americanos, dois terços das empresas estão comprando ou pensando em comprar software por meio de assinatura para as áreas de atendimento ao cliente, automação de força de venda e de recursos humanos. Apesar disso, o modelo ainda tem muito a se desenvolver. 2.3.4.1 ERP (Enterprise Resource Planning) O ERP é o acrônimo de Enterprise Resource Planning ou Sistema de Planejamento de Recursos Empresariais também mais conhecido como sistema integrado de gestão. É um conjunto de sistemas que tem como finalidade integrar e estabelecer relações de informação entre todas as áreas de uma empresa. Essa ferramenta de gestão usa o conceito de uma única base de dados, pois todas as ferramentas dos sistemas e seus módulos fazem parte de uma única solução em software. A gestão empresarial é o processo de operação funcional cotidiana de uma empresa, é neste item que entra o ERP, que é um software de integração, que registra e processa cada evento empresarial resultantes das funções básicas de qualquer empresa. Uma das funções do ERP é distribuir as informações para todos na empresa a partir dos outros sistemas que estão integrados a ele de acordo com as regras do planejamento estratégico tático e operacional. A integração do ERP visa desencadear uma série de processos de informações que são interdependentes a uma determinada ação no sistema e que são distribuídas por diversos setores da empresa que possuem funções que se relacionam através dessa ação, como por exemplo, vendas, estoque, financeiro-contábil e recursos humanos como se pode analisar na figura 6: Figura 6 - Sistemas Integrados.

Fonte: Laudon e Laudon, 2004, p. 62.


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Para Laudon e Laudon (2004, p. 62): Sistemas integrados reuni todos os principais processos de negócios de uma empresa em um único software que permite que a informação flua sem descontinuidade através da organização e também entre clientes e fornecedores.

O ERP é uma ferramenta imprescindível às empresas de qualquer tamanho e o que gerou cada vez mais valor aos negócios das empresas foram os anos e anos desenvolvimento de novas aplicações e melhoramento dos software, bem como o alinhamento cada vez mais estreito entre negócios e a tecnologia da informação. 2.3.4.2 O eGestor O software eGestor é um é um sistema integrado de gestão desenvolvido no modelo de SaaS (software como serviço). O sistema é dotado com controle de estoque, ordens de serviço, vendas e um sistema de controle financeiro. Todo o sistema é integrado a uma loja virtual de comércio eletrônico. O sistema possui ferramentas gerenciais básicas como qualquer outro sistema, mas com foco nas micros a médias empresas. A desenvolvedora do software eGestor é a empresa Zipline Tecnologia com sede na cidade interiorana de Santa Maria no Rio Grande do Sul. A Zipline é uma pequena empresa gaúcha de desenvolvimento de software que atua no mercado de Tecnologia da Informação desde ano 2000. No princípio, o foco da empresa era hospedagem de sites e administração de servidores para as empresas da região. Contudo, a empresa com foco em longo prazo percebeu que o mercado em que atuava os seus serviços estava ficando saturado e comoditizado, decidiu então inteligentemente entrar em outro setor que possuísse maior valor agregado tanto para seus clientes como para seus sócios. Foi assim que surgiu o projeto do eGestor sistema ERP baseado no modelo SaaS e de arquitetura multi-inquilino. A primeira versão foi desenvolvida em 2007, atendendo apenas alguns clientes locais, somente no final de 2008 o eGestor foi totalmente reprojetado para atender a um público maior. A segunda versão foi lançada em 2009, alcançando mais de mil clientes em todo o Brasil, sendo que a grande maioria dos clientes ficam na região sudeste. Segundo Elias (2011) “O eGestor cresceu muito rápido, mais rápido do que conseguimos organizar internamente a empresa”. A Zipline está no momento refazendo o plano de negócio da empresa para se adequar a esse crescimento acelerado e inesperado do eGestor. A atual missão da empresa é: “Inclusão


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digital e capacitação gerencial para micro e pequenas empresas brasileiras." Segundo dados fornecido por Elias (2011) 16,72% dos clientes do eGestor são empresas de informática com venda de equipamentos e serviços e 3,20% de telefonia. A empresa compreende que essa porcentagem alta entre empresas de tecnologia esteja relacionada ao fato que em geral os empresários desse mercado serem mais abertos a novas ideias e tecnologias, uma vez que os empresários de outros mercados mais tradicionais ainda têm certo receio em adotar sistemas que mantenham suas informações em servidores que não estejam sobre o seu domínio. Um fato percebido pelos administradores da empresa é que eles imaginavam que a assinatura do software seria realizada na sua maioria automaticamente via internet, porém foi constado que os interessados em contratar o serviço ligavam e conversavam muito com os atendentes da empresa antes de tomar qualquer decisão em relação à contratação dos serviços de software da Zipline. Este ponto chamou atenção dos executivos da empresa porque quando se trata de serviços através de assinaturas mensais, a cultura, principalmente a latina, que é fortemente influenciada pelos contatos pessoais, é um item bastante importante que influencia as relações comerciais. Analisando o caso da empresa Zipline Taurion (2009, p. 189) conclui que: Ao entrar no mundo SaaS a Zipline enfrentou alguns desafios. Um destes desafios, comuns aos enfrentadores pelos pioneiros de SaaS como a Zipline é barreira do hábito. Nas gerações de software anteriores, cliente-servidor e web, o pressuposto para garantir segurança, confiabilidade e governança era que os servidores ficassem dentro de casa. Fazer um movimento em direção à Computação em Nuvem e SaaS significa quebrar este pressuposto. Os dados já não residem onde você sabe que estão. Os aplicativos operam de um data Center que pode estar em qualquer lugar do planeta. Quebrar paradigmas não é simples e demanda um esforço muito grande de evangelização e convencimento. Mas à medida que os benefícios forem sedo observados, o mercado vai começar a reagir de forma muito mais positiva e receptiva. Portanto a Zipline assume um compromisso de ofertar um conjunto de serviços que geram valor aos clientes e este em troca fidelidade, garantido receitas mensais a empresa cuja localização geográfica dos mesmos não depende de escritórios fixos ou suporte presencial e sim de um serviço confiável e de qualidade que atendam às necessidades desses clientes e os potencializem a realizarem seus objetivos empresarias com mais eficiência através de novos métodos de encararem um software integrado de gestão.


CAPÍTULO III ASPECTOS METODOLÓGICOS


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3 ASPECTOS METODOLÓGICOS Para todo o estudo científico há uma metodologia. A metodologia é um conjunto de passos e meios que validam a construção e a descobertas de novos conhecimentos, teorias e preposições. Sem uma metodologia adequada e científica a pesquisa se torna vã por levantar dúvidas de sua veracidade e credibilidade. É exatamente isso que afirma Lakatos e Marconi (2001, p. 83): O método é o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros -. Traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista.

Para Sanches (2007, s. 2) o Método científico é: Um instrumento utilizado pela ciência na sondagem da realidade, um instrumento formado por um conjunto de procedimentos, mediante os quais os problemas científicos são formulados e as hipóteses são examinadas.

Por isto que este trabalho de pesquisa monográfica segue uma metodologia orientada pela ciência metodológica na qual busca produzir um conhecimento científico. E por conhecimento cientifico, segundo Costa (2001, p. 10-12) entende-se: [...] Aquele produzido segundo as regras do método científico. É o conhecimento baseado na realidade, sendo testável, reprodutível e fortemente determinista. O conhecimento científico é organizado, metódico e sistemático. Tudo tem a sua razão de ser, isto é, a causa. Para a Ciência não existem milagres. Além disso, o conhecimento científico é analítico, racional, cumulativo e empírico. Conhecimento organizado é conhecimento hierarquizado. Conhecimento metódico é conhecimento cuja produção segue caminhos pré-determinados. É também sistemático o conhecimento científico no sentido de que as ideias, os conceitos, as teorias e os recursos de que se vale pertencem todos a uma família lógica de declarações e de conclusões. Analítico e analisar provêm da mesma fonte etimológica: implicam desmontar o todo em suas partes, a fim de que, conhecendo o mecanismo de funcionamento de cada uma, seja possível enxergar, no todo, a contribuição individual. Por ser racional, o conhecimento científico exclui toda e qualquer relação entre variáveis que dependa de crença ou de fé.

A definição do “método, etimologicamente, é caminho que conduz a determinado fim” (COSTA, 2001, p. 7), isto é, são os passos e estratégias que foram seguidos para responder o problema proposto e satisfazer os objetivos deste trabalho acadêmico.


Aspectos Metodológicos

3.1

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Universo e Amostra Como a pesquisa é a do tipo quanti-qualitativa, A delimitação da amostra e o universo

foram direcionados para a pesquisa quantitativa, pois segundo Costa (2001, p. 39). Em pesquisa qualitativa não tem grande importância à maneira como se coleta uma amostra ou se determina o seu tamanho. Se fosse possível ou mesmo necessário, dimensionar o tamanho da amostra, a pesquisa deixaria de ser qualitativa – passando a quantitativa.

A pesquisa foi delimitada a partir do universo representado pelo número de clientes do software eGestor da Empresa Zipline. Por universo entende-se como um “conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum” (LAKATOS e MARCONI, 2001, p. 223). Constitui a amostra da pesquisa, segundo Lakatos e Marconi (2001), uma porção ou parcela, convenientemente selecionada do universo que a represente. A técnica de amostragem utilizada foi a não probabilística, isto e, todos os elementos representantes do universo não possuíram as mesmas chances de participar da amostra da pesquisa. O universo selecionado é representado pelo quantitativo de clientes que utilizam o eGestor da empresa Zipline que neste caso são formados por 1348 empresas, onde todas elas receberam por email o formulário da pesquisa. A amostra foi representada pelos clientes que aceitaram a responder o formulário que foi enviado a todos por email pelo Administrador da Empresa desenvolvedora do eGestor a Zipline representado pelo quantitativo 17 empresas no total representado por 1,3% do total de empresas clientes do eGestor. Desta forma a amostra das empresas, que aceitaram responder a pesquisa não se mostra o suficiente para representar a totalidade do universo. Para Kotlter e Keller (2006, p. 102) “Embora a pesquisa de grupo de foco tenha se mostrado uma etapa exploratória útil, os pesquisadores não devem generalizar as opiniões dos participantes para o mercado como um todo, porque a amostragem é muito pequena e não é selecionada aleatoriamente”. Portanto a pesquisa levantada, bem como sua análise é uma verdade apenas para que o pequeno grupo representado.


Aspectos Metodológicos

3.2

57

Tipos e técnicas de pesquisa Entende-se como pesquisa, segundo Ander-Egg (citado por LAKATOS e MARCONI,

2001, p. 155), “um procedimento reflexivo sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis, em qualquer campo do conhecimento”. E técnica para Costa (2001, p. 7) “É o recursos que viabiliza o método, isto é, que possibilita que o fim buscado seja atingido” outra afirmação do conceito “Um conjunto de preceitos ou processos de que se serve uma ciência ou arte; é a habilidade para usar esses preceitos ou normas, a parte prática” (LAKATOS e MARCONI, 2010, p. 157). E para Sanches (2007, s. 3): Pesquisa, no sentido mais amplo, é um conjunto de atividades orientadas para a busca de um determinado conhecimento. A pesquisa científica se distingue de outra modalidade qualquer de pesquisa pelo método, pelas técnicas, por estar voltada para a realidade empírica e pela forma de comunicar [grifo do autor] o conhecimento obtido.

Conforme Ruiz (2002, p. 48): Pesquisa científica é a realização concreta de uma investigação planejada, desenvolvida e redigida de acordo com as normas da metodologia consagradas pela ciência. É o método de abordagem de um problema em estudo que caracteriza o aspecto científico de uma pesquisa.

Uma das fases de uma pesquisa é a de levantamento dos dados que podem ser utilizados as técnicas de pesquisa bibliográfica, documental e contatos diretos. Para Lakatos e Marconi (2010, p. 142): A pesquisa bibliográfica é um apanhado geral sobre os principais trabalhos já realizados, revestidos de importância, por serem capazes de fornecer dados atuais e relevantes relacionados com o tema. O estudo da literatura pertinente pode ajudar a planificação do trabalho, evitar publicações e certos erros, e representa uma fonte indispensável de informações, podendo até orientar as indagações.

O passo anterior à pesquisa de campo é uma análise minuciosa de todas as fontes documentais. Contatos diretos ou pesquisa de campo e a pesquisa bibliográfica foram executadas ao mesmo tempo.


Aspectos Metodológicos

58

3.2.1 Pesquisa Bibliográfica Um dos passos que foram seguidos para esse estudo de análise dos benefícios da computação em nuvem e consequentemente o software em questão, foi a pesquisa bibliográfica em livros relacionados ao tema da pesquisa, monografias e artigos que foram distribuídos pela internet. Essas obras serviram de fontes e referências a pesquisa em busca de atingir os objetivos e responder à problemática. Fonte entende-se como “textos originais, ou textos de primeira mão sobre determinado assunto” e Bibliografia “é o conjunto das produções escritas para esclarecer as fontes, para divulgá-las, para analisá-las, para refutá-las ou para estabelecê-las; é toda a literatura originária de determinada fonte ou a respeito de determinado assunto”. (Ruiz, 2002, p. 58). A pesquisa bibliográfica para Sanches (2007, s. 23) “Abrange toda bibliografia já tornada publica em relação ao tema de estudos, desde publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisa, monografias, teses, material cartográfico, até meios de comunicação.”. A pesquisa bibliográfica foi uma fonte de informação primordial para o estudo, apesar da escassez de materiais relacionados ao tema, pois a mesma precede qualquer outra forma de pesquisa. Ela acumula experiência e vivências práticas dos autores sobre determinado assunto e também “oferece meios para definir, resolver, não somente problemas já conhecidos, como também novas áreas onde os problemas não se cristalizaram suficientemente” Manzo26 (citado por LAKATOS e MARCONI, 2001, p. 183). Com a carência de livros publicados sobre o assunto, basicamente na sua grande maioria, a pesquisa foi direcionada para artigos e algumas monografias que pela sua raridade foram encontrados somente na Internet e a maioria delas eram direcionadas a disciplina de sistema de informação. 3.2.2 Pesquisa de campo A pesquisa de campo se constitui de um tipo de pesquisa de documentação direta que segundo (LAKATOS e MARCONI, 2010, p. 169) é formado geralmente “no levantamento de dados no próprio local onde os fenômenos ocorrem” e a pesquisa de campo segundo os mesmos autores e página:

26

Manzo, Abelardo J. Manual para la preparación de monografias: uma guia para presentar informes y teses. Buenos Aires: Humanitas, 1971.


Aspectos Metodológicos

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É aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma reposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou, ainda, de descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles.

Antes de tudo é necessário ser realizado uma pesquisa na bibliografia a ser estudada, mesmo que depois ela continue sendo executada ao mesmo tempo com a pesquisa de campo. Tendo como objetivo em conhecer opiniões de autores e especialistas que escreveram e publicaram trabalhos e documentos sobre os assuntos relacionados ao tema proposto por essa monografia. Apesar de que as duas podem ser realizadas em conjunto, uma pesquisa bibliográfica preliminar deve ser feita como primeiro passo na obtenção das repostas que servirão de base para o que deve ser comprovado e complementado na pesquisa de campo. A pesquisa de campo realizada foi a do tipo quantitativo-descritivo com questionário e a pesquisa qualitativa usando a entrevista como método de coleta de dados.

3.3

Instrumento de Coleta de Dados

3.3.1 Questionário Para a coleta de dados foi utilizado como instrumento de pesquisa o questionário, que possibilitou mensurar com precisão os dados a serem alcançados. Tem por questionário segundo Sanches (2007, s. 17) “É um instrumento de coleta de dados constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador”. O questionário foi aplicado a todos os clientes que utilizam o eGestor da empresa Zipline. A adoção do questionário foi feita levando-se em consideração algumas de suas vantagens citadas por Lakatos e Marconi (2001, p. 200) como: economia de tempo, obtenção de respostas mais rápidas e mais precisas e por apresentar maior segurança pelo fato de as respostas não serem identificadas. A abordagem do questionário foi à quantitativa que permite mensurar com precisão os dados e demonstrando-os estatisticamente. Para Costa (2001, p. 39): A pesquisa quantitativa é metrificaste. Ela busca estabelecer relações de causa-a-efeito entre as variáveis de tal modo que as perguntas “Quanto?”, “Em que proporção?”, “Em que medida” sejam respondidas com razoável rigor. Em suma, enquanto a pesquisa qualitativa pergunta “quê?”, a pesquisa


Aspectos Metodológicos

60

quantitativa pergunta “quanto?”. Além disso, a pesquisa quantitativa pressupõe a utilização da Estatística (do Método Estatístico).

Para Sanchez (2007, s.7) o Resultado da pesquisa quantitativa se “traduz em números opiniões e informações para classificá-los e organizá-los. Utiliza métodos estatísticos.”. O método estatístico também pode ser utilizado em pesquisa e pressupõe o uso de: [...] Recursos e técnicas estatísticas desde a mais simples como porcentagem, média, moda, mediana e desvio padrão, até as de usos mais complexo como coeficiente de correlação, análise de regressão. (OLIVEIRA, 1997, p. 115):

O objetivo do questionário tem por obtenção de dados quantitativos a respeito dos benefícios e vantagens advindos do uso do software eGestor confirmado pelos clientes que o utilizam. As perguntas foram classificadas como fechadas ou dicotômicas e de múltipla escolha. De acordo com Lakatos e Marconi (2010, p. 187 e 189) perguntas fechadas ou dicotômicas “Também denominadas limitadas ou de alternativas fixas, são aquelas que o informante escolhe sua resposta entre duas opções: sim e não.” E de Múltipla escolha “São perguntas fechadas, mas que apresentam uma série de possíveis respostas, abrangendo várias facetas do mesmo assunto.”. A décima primeira (11ª) pergunta do questionário aplicado, representada nas análises pelo gráfico 07 e pelo quadro 01, seguiram a escala de Likert, que segundo Brandalise27 ( citado por NASCIMENTO, 2011, p. 62): As escalas de Likert, ou escalas somadas, requerem que os entrevistados indiquem seu grau de concordância ou discordância com declarações relativas à atitudes que está sendo medida. Atribui-se valores numéricos e/ou sinais às respostas para refletir a força e a direção de reação do entrevistado à declaração. As declarações de concordância devem receber valores positivos ou altos enquanto das quais discordam devem receber valores negativos ou baixos.

Para Oliveira (2001): A escala de Likert se baseia na premissa de que a atitude geral se remete às crenças sobre o objeto da atitude, à força que mantém essas crenças e aos valores ligados ao objeto. As escalas de Likert, ou escala somatória, tem semelhança com as escalas de Thurstone, pois dizem respeito a uma série de

27

BRANDALISE, Loreni Teresinha. Modelos de Medição de Percepção e Comportamento. 2005 Disponível em: <www.lgti.ufsc.br>.


Aspectos Metodológicos

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afirmações relacionadas com o objeto pesquisado, isto é, representam várias assertivas sobre um assunto. Porém, ao contrário das escalas de Thurstone, os respondentes não apenas respondem se concordam ou não com as afirmações, mas também informam qual seu grau de concordância ou discordância. É atribuído um número a cada resposta, que reflete a direção da atitude do respondente em relação a cada afirmação. A somatória das pontuações obtidas para cada afirmação é dada pela pontuação total da atitude de cada respondente. Chisnall28 (1973, p. 174 a 176) coloca que as escalas de Likert são mais populares que as escalas de Thurstone porque além de serem confiáveis, são mais simples de construir e permitem obter informações sobre o nível dos sentimentos dos respondentes, o que dá mais liberdade à eles, que não precisam se restringir ao simples concordo/ discordo, usado pela escala de Thurstone.

A escala de Likert permite então mensurar com certa precisão e confiabilidade valores e sentimentos dos respondentes em relação ao objeto estudado aumentando a credibilidade da pesquisa respondendo-a com fidedignidade aos pensamentos da amostra populacional investigada, pois este tipo de escala se mostrou mais adequado para avaliar as afirmações alegadas por Araújo29 (citado por SILVA, 2008, p. 7-8). 3.3.2 Entrevista O tipo de entrevista será a focalizada, nela há um roteiro com tópicos que contém os assuntos relacionados de forma relevante a problemática da pesquisa que permite segundo Lakatos e Marconi (2010, p. 180) “[...] liberdade de fazer perguntas que quiser: sonda razões e motivos, dá esclarecimentos, não obedecendo, a rigor, a uma estrutura”. Para Best 30 (citado por LAKATOS e MARCONI, 2001, p. 196) a entrevista “é muitas vezes superior a outros sistemas de obtenção de dados”. O tipo de entrevista se desdobra em não dirigida na qual permite ao entrevistador incentivar o entrevistado a comentar sobre determinado assunto, dando, contudo meios pelos quais o pesquisador poderá suscitar ao informante dados e informações desconhecidas do tema proposto por este trabalho, pois ainda este assunto levanta muitas dúvidas como já foi apresentada pela própria pesquisa já realizada. A abordagem deste instrumento de pesquisa será a qualitativa que permite esclarecer com mais clareza e nível de detalhes bem mais apurado que os outros instrumentos de coleta de dados. Para Oliveira (1999, p.117):

28

Chisnall, Peter. Marketing Research: Analysis and Measurement. McGraw-Hill: 1973. ARAÚJO, Luis César G de. Gestão de Pessoas: estratégias e integração organizacional. São Paulo: Atlas, 2006. 30 BEST, J. W. Como investigar en educación. 2. Ed. Madrid: Morata, 1972 29


Aspectos Metodológicos

62

As abordagens qualitativas facilitam descrever a complexidade de problemas e hipóteses, bem como analisar a interação entre variáveis, compreender e classificar determinados processos sociais, oferecer contribuições no processo das mudanças, criação ou formação de opiniões de determinados grupos e interpretação das particularidades dos comportamentos ou atitudes dos indivíduos.

Conforme Costa (2001, p. 39): A pesquisa qualitativa é globalizante, holística. Procura captar a situação ou o fenômeno em toda a sua extensão. Em lugar de identificar a priori algumas variáveis de interesse, trata de levantar todas as possíveis variáveis existentes, numa tentativa de enxergar, na sua interação, o verdadeiro significado da questão sob exame.

Para (SANCHEZ, 2007, s.7) a “pesquisa qualitativa: considera a existência de uma relação dinâmica entre mundo real e sujeito. É descritiva e utiliza o método indutivo. O processo é o foco principal.”. A entrevista foi direciona exclusivamente ao Senhor Deivison Alves Elias, administrador da empresa Zipline. E tinha como objetivo levantar dados qualitativos em detalhes suficientes que mostrassem a natureza e a realidade do mercado atuante da empresa pesquisada, bem como informações das percepções subjetivas, concretas e nem quantificáveis do entrevistado em relação ao objeto de estudo.

3.4

Análise e Tratamento dos Dados Após a aplicação dos questionários, os dados obtidos passaram por análises

comparativas entre a teoria e a prática, que ajudaram na obtenção dos resultados, identificando assim os pontos propostos nos objetivos desse trabalho e que responderam a problemática da pesquisa. Conforme Costa (2001, p. 39) “O caminho e os procedimentos constituem o tratamento dos dados. Tratamento é um conjunto de ações cujo objetivo é „surpreender‟ a Natureza, obrigando-a, de certo modo, a dar ao pesquisador respostas ao problema de interesse.”.

3.5

Aplicação da Pesquisa A pesquisa de campo foi realizada nos períodos de 25/10/2011 à 10/11/2011. Para a

coleta dos dados foi utilizado como ferramenta o formulário do serviço em nuvens do Google


Aspectos Metodológicos

63

Docs que permitiu ao pesquisador com economia de custos e de tempo realizar satisfatoriamente a pesquisa enviando o endereço do formulário por e-mail a todos os clientes do eGestor. Foram enviados aproximadamente a pesquisa à 1348 emails.


CAPÍTULO IV APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS


64

4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Nesta etapa da monografia foram analisadas as respostas obtidas nos formulários que foram aplicados aos clientes utilizadores do eGestor. Em seguida, a análise da entrevista realizada com o senhor Deivison Alves Elias, Administrador e Sócio da Empresa Zipline.

4.1

Análise da entrevista realizada ao gestor da Empresa A pesquisa foi realizada com o administrador e sócio da empresa Zipline, o Senhor

Deivison Alves Elias. A empresa se localiza na cidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul. A pesquisa foi aplicada por meio de uma entrevista utilizando-se para isso perguntas abertas referentes a diversos assuntos levantados e objetivados por esta monografia. Para a realização da entrevista foi utilizada a ferramenta de correio eletrônico, também foi utilizada para o mesmo objetivo o telefone que serviu para esclarecer com mais rapidez e objetividade os questionamentos que não ficaram bem esclarecidos o suficiente para o autor da pesquisa. O administrador da Zipline Tecnologia foi indagado em relação sobre a definição do diferencial que o eGestor possui na visão da empresa, das pretensões em desenvolver uma versão específica para dispositivos móveis, do nível das garantias e da confiabilidade do sistema, das ações que a empresa tem realizado para agregar mais valor ao eGestor, das principais dificuldades encontradas por aqueles que desejam adquirir uma solução na computação em nuvem e em software como serviço, dos motivos que levaram a empresa decidir utilizar a infraestrutura em nuvem de provedores externos e por ter sido escolhida empresas de outros países em detrimento ao Brasil, da opinião do administrador da empresa se a velocidade de internet no país tem sido uma barreira ao crescimento do setor no Brasil e se há algum planejamento em implementar mais alguma camada de segurança de acesso ao software além do usuário e senha. Em relação ao primeiro questionamento na qual se perguntava a definição do diferencial que o eGestor possui na visão da empresa comparando-se os concorrentes que estão no modelo tradicional de software o cliente-servidor. Na resposta a empresa se mostrou bastante centrada e focada no seu mercado de atuação que são as micros e pequenas empresas. Acertadamente e conforme as opiniões dos clientes mostradas nos gráficos do próximo capitulo o principal diferencial ofertado e demando pelo eGestor é de fato de o mesmo estar disponível na web com acesso móvel independente de ambiente físico e geográfico.


Apresentação e Análise dos Resultados

65

“O eGestor é um sistema simples, pronto para uso, focado em micro e pequenas empresas. Os diferenciais são a mobilidade, preço e o atendimento centralizado.” No segundo quesito relativo às pretensões em desenvolver uma versão específica para dispositivos móveis seja uma versão web ou através de algum aplicativo para smartphones e/ou tablets a empresa foi contundente em responder que a mesma só desenvolve software para a web com acesso online e que não trabalha com desenvolvimento de aplicativos que se baseiam em alguma plataforma em sistema operacional ou qualquer outro software. Contudo a empresa está desenvolvendo uma nova versão do eGestor que estará mais apta a ser exibida em dispositivos móveis, porém ela permanecerá utilizando-se a web como plataforma. A empresa afirma com isto que deseja se firmar apenas neste nicho de mercado, mas poderá ter perdas a longos prazos caso não deseje crescer ainda mais e calcar outros níveis de mercado que deseja um produto mais completo. Os clientes tem se tornado mais exigentes em relação a essas soluções e exigido cada vez mais a integração com outros sistemas e soluções que não sejam apenas o ERP, mas soluções analíticas de BI (Inteligência empresarial), Data Warehouse, CRM e SCM (supply chain management) (INTEL, 2011b). Outro fator importante é que o ERP acompanhe constantemente a evolução da gestão da empresa, por isto que as empresas clientes estão exigindo também a presença mais forte dos fornecedores das soluções no formato de consultoria, suporte aos produtos e atendimento. As empresas têm procurado não somente uma solução pontual que atenda processos isolados, mas que também algo que lhes agrega um valor maior tal como um forte relacionamento com o cliente por parte dos fornecedores das soluções. “Trabalhamos apenas com software online. Não desenvolvemos nada para ser instalado. A próxima versão do eGestor estará mais preparada para trabalhar com smatphones e tablets, mas continuará sendo web.” No terceiro questionamento aplicado pela pesquisa ao gestor da empresa foi levantado para análise o nível de garantia da confiabilidade e segurança dos dados e informações que os clientes do eGestor possuem ao delegar a Zipline as responsabilidade de gerir os recursos ofertados. Ao responder o questionamento pelo email a empresa não esclareceu totalmente a ideia deste item da pesquisa, que tinha como objetivo de conhecer o nível de classificação enquanto a segurança que na qual foi confirmada pela consultoria contratada pela empresa. No entanto a empresa revelou alguns procedimentos básicos de segurança que são seguidos pela Zipline, tanto neste questionamento bem como também nos vídeos de apresentação e


Apresentação e Análise dos Resultados

66

propaganda do produto alardeados pelo site da empresa e tal como na análise do contrato de concessão de uso de software eGestor que no qual está disponível no Anexo B desta monografia. Com o mesmo objetivo deste questionamento foi feita uma análise meticulosa do autor desta monografia seguindo para isso os seus conhecimentos, tanto em administração como informática, pois o mesmo possui certificação técnica nesta área. No item 3.1 a empresa se obriga em manter o sistema funcionando a 100% do tempo. Mas isso é impossível de se obter, não existe sistema 100% disponível o máximo que se pode é em determinados períodos alcançar o total de disponibilidade. O correto é explicitar que poderá haver períodos de indisponibilidade do sistema sendo o ideal demonstrar numericamente este tempo dando das garantias máximas de disponibilidade. Porém apesar da Zipline delegar a terceiros o gerenciamento do hardware e se preocupar unicamente com o software os clientes com certeza não o vem dessa mesma forma, eles muitas vezes não possuem conhecimento técnico suficiente para discernir entre o limite do software e do hardware e entre os limites das responsabilidades da Zipline e das outras prestadoras que apoiam o serviço do eGestor. “Temos profissionais capacitados e políticas de segurança para manter esses dados em segurança. Os backups são criptografados, servidores sempre atualizados, firewall e, além disso, nossos servidores são auditados diariamente pela empresa americana Network Solutions.” Ao ser levantada as ações que a empresa tem realizado para agregar mais valor ao eGestor a empresa respondeu que o mesmo foi reprojetado e está na fase final de conclusão de uma versão que apresentará melhorias em uma nova interface de usabilidade e conterá novas funcionalidades. A empresa afirma também que está investido em uma nova reformulação da empresa em diversos sentidos, isto é, a empresa está se adequando e se reinventando para acompanhar o crescimento do eGestor que nas próprias palavras do administrador da empresa disse “O eGestor cresceu muito rápido, mais rápido do que conseguimos organizar internamente a empresa” (ELIAS, 2011). Mostra-se aqui a preocupação da Zipline em manter atualizações do software de gestão com novas versões que trazem novidades aos seus clientes bem como melhor entende-los para fideliza-los agregando mais valor ao produto e até mesmo conquistado novos clientes por essas atitudes de profissionalismo. Temos com isto um ponto positivo à empresa que disponibiliza sempre que possível, melhorias do software aos seus clientes e estes obtém por consequência a certeza que de forma imediata todos os clientes terão acesso a essa melhorias por causa do modelo de computação em nuvem.


Apresentação e Análise dos Resultados

67

“O eGestor está sendo totalmente reescrito, essa nova versão trará uma série de melhorias de usabilidade e funcionalidades ao sistema. Além disso, estamos investindo em uma pesquisa de mercado para entender melhor nossos clientes e dessa maneira atendê-los melhor. Uma reestruturação das marcas da Zipline e eGestor, além de novos sites também estão sendo desenvolvidos.” Ao ser perguntada sobre a experiência e o conhecimento que a empresa possui sobre o mercado de computação em nuvem e do software como serviço no tocante as principais dificuldades encontradas por empresas que desejam adquirir soluções nestes mercados. A empresa respondeu que o principal problema é que essas empresas buscam produtos específicos e adequados ao seu mercado de atuação e não são encontradas ofertas compatíveis. Isso talvez seja uma oportunidade para que outras empresas ou até mesmo a própria Zipline possam desenvolver soluções diferentes que visam se alinhar a vários tipos de negócios e um software genérico que atenda a maioria. “Soluções personalizadas. Algumas empresas buscam produtos específicos e não encontram no mercado.” Já no sexto quesito foi questionado os motivos que levaram a empresa decidir por usar a infraestrutura em nuvem de provedores externos e por que buscaram fora do país esse recurso. O administrador foi categórico em afirmar que a Zipline é focada no desenvolvimento para a plataforma web, pois é esse o conhecimento que a empresa possui também conhecido como know-how. Isso é um ponto positivo para a empresa porque a mesma se mantém focada nas suas competências centrais e se abstrai de um conhecimento que no qual seria dispendioso para ela obter e também ele não possui forças suficientes para gerenciar diretamente uma infraestrutura em nuvem, por quanto à empresa prefere buscar esses recursos em terceiros que possuem mais habilidades e conhecimento para isso. Motivado principalmente porque a Zipline atua diretamente no desenvolvimento em software para web que no caso é o núcleo da vantagem competitiva ofertada as empresas clientes do eGestor. Em relação aos motivos que levaram a empresa adotar a infraestrutura de nuvens de provedores do exterior a empresa respondeu que foram o serviço de maior qualidade e os custos dos serviços menores. Isso é interessante, pois a computação em nuvem tem reforçado a globalização da economia ofertando um serviço como o de infraestrutura de hardware em nuvem que poderá ser ofertado de forma independente aos países de origem e destino,


Apresentação e Análise dos Resultados

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fazendo com que países como o Brasil que possuem uma das cargas tributárias mais altas do mundo menos competitivo para esse setor. É o que a Revista Veja (2011) afirma em que: De acordo com um ranking organizado pelo Banco Mundial, o Brasil está na 145ª posição entre os países com maior carga tributária em relação ao PIB. No total, 181 países foram pesquisados. Em termos de competitividade, o país fica em 125º lugar.

Para Barone31 (citado por VEJA, 2009) “o Brasil perde competitividade no cenário internacional quando aumenta a carga tributária”. “A Zipline nasceu com desenvolvimento web. É o que sabemos fazer. Já possuíamos experiência pessoal com desenvolvimento nas nuvens. Por isso decidimos desenvolver um produto para explorar nosso know-how. A qualidade do serviço em nuvens do exterior é superior a do Brasil, além do serviço ser mais barato.” Já na sétima questão era relacionada à opinião que o gestor possuía se as velocidades de conexão com a internet no Brasil tem sido uma barreira ao crescimento do setor de software como serviço e de computação em nuvem. A empresa acredita que as conexões de internet no Brasil tiveram bastantes melhorias em qualidade e velocidade, porém o gestor acredita que a Zipline poderia possuir mais clientes se as conexões das cidades do interior fossem melhores. Contudo como o crescimento do eGestor tem sido satisfatória para a empresa, o administrador da empresa acredita que isso não tem sido uma barreira muito significativa, pois a aceitação do mesmo tem sido muito boa. “As conexões internet no Brasil têm melhorado muito. Estamos fechando muitos negócios principalmente nas capitais. Possivelmente fecharíamos mais negócios se as conexões do interior fossem melhores. No entanto a Zipline vem crescendo bastante, não temos visto as conexões internet como um limitador já que a aceitação tem sido muito boa.” O último questionamento aplicado ao senhor Deivison foi relativo se a empresa tem pretensão de implementar mais alguma camada de segurança de acesso ao eGestor que vá além do apenas usuário e senha. A empresa não tem essa pretensão por não desejar limitar o acesso do usuário ao eGestor somente através de algum computador ou local especifico ou

31 BARONE, Francisco. Fundação Getúlio Vargas e da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape)


Apresentação e Análise dos Resultados

69

complicar o acesso do sistema pelos os usuários. A segurança e a confiabilidade ofertada pelo eGestor é de certa forma adequada e até superior que os seu clientes poderiam obter se o software eGestor não tivesse como base a nuvem computacional, porém ela só é adequada a micro e pequenas empresas que são o público alvo deste software. Se a empresa desejar alcançar outro tipo público de maior poder aquisitivo ela terá que adotar o eGestor com outros níveis alto de segurança e confiabilidade. “Não temos a intenção. Trabalhamos com software online. Não pretendemos limitar usuário a alguma máquina ou local específico.”

4.2

Análise dos questionários aplicados aos clientes do eGestor

Gráfico 1 – Contribuição do eGestor para a colaboração entre os funcionários e os departamentos/setores das empresas 12%

Sim Não

88% Fonte: Pesquisa de campo realizada no período de 25/10/2011 à 10/11/2011

O gráfico 1 representa que 88% dos respondentes afirma que eGestor contribui para a colaboração entre os funcionários e departamentos/setores das empresas. O conceito de colaboração usada na pesquisa é da fluidez das informações pertinentes a empresa, isto é, ao editar qualquer informação da empresa no sistema a mesma estará disponível a qualquer um que tenha direito legítimo ao acesso. O eGestor contribui a essa fluidez por causa do seu modelo de acesso via web, pois os gestores poderão de qualquer lugar ter acesso as informações da empresa. As informações podem fluir com melhor rapidez, e como afirmado


Apresentação e Análise dos Resultados

70

anteriormente e comprovado neste questionamento, as tomadas de decisões poderão então ser pautadas em informações mais confiáveis e atualizadas e independentes de onde esteja o tomador da mesma facilitando as respostas das questões do mercado onde atua a empresa. Pois a qualidade é uma das métricas que defini assertividade da decisão que está ligada diretamente às informações que estavam disponíveis no momento. Portanto a qualidade da informação define diretamente a qualidade da decisão e para isto as informações devem ser atualizadas, centralizadas e fluírem pela organização. (NASCIMENTO, 2011) Gráfico 2 – Nível de frequência com que gerentes e funcionários acessam as informações da empresa através do eGestor em tablets, smartphomes, netbooks e/ou notebooks usando acesso móvel a internet. 6%

Alta frequência 29%

24%

Frequentemente

Pouca frequência

Nenhuma frequência 41% Fonte: Pesquisa de campo realizada no período de 25/10/2011 à 10/11/2011

No gráfico 2 é possível compreender que pelos menos 70% dos entrevistados responderam que acessam as informações de sua empresa com bastante frequência através de conexões moveis a internet, dividido-se entre 41% os que acessam frequentemente e 29% que acessam com alta frequência. Considerando-se que para a pesquisa conexão móvel a internet são o uso das tecnologias conhecidas como 2G e 3G com exceção da conexão wifi que é uma tecnologia sem fio, mas não móvel. A empresa que utiliza a informação como um ativo estratégico a terá como um fator de vantagem competitiva. E como falado anteriormente que a qualidade da tomada de decisão depende da qualidade da informação e esta deve estar disponível de preferência em qualquer


Apresentação e Análise dos Resultados

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lugar e em qualquer momento. Pois a qualidade da decisão deve ser afetada independentemente da localização geográfica do tomador dela. Durante a aplicação da pesquisa só respondia este questionamento caso outra questão anterior era respondida como positiva e que neste caso todos os respondentes afirmaram que as empresas têm usufruído da vantagem de que o modelo adotado do software eGestor é via internet e a mesma tem acessado as suas informações remotamente, distante do ambiente físico da empresa. Isso demonstra que o eGestor têm proporcionado ganhos significativos as empresas por disponibilizar as informações dela aos seus colaboradores e gestores pela Internet. Gráfico 3 – Área/setor na qual o eGestor tem contribuído significativamente nas empresas por disponibilizar as informações on-line

Outro

6%

Melhor acesso aos relatórios e informações da empresa

18%

Estoque

18%

Financeiro/Contábil

29%

Vendas

29% 0%

5%

10%

15%

20%

25%

30%

35%

Fonte: Pesquisa de campo realizada no período de 25/10/2011 à 10/11/2011

Neste gráfico é possível esclarecer que são nas vendas e na gestão financeira que o eGestor melhor tem contribuído as empresas por disponibilizar as informações através da web. Para empresas de qualquer tamanho é vital o uso correto e adequado da administração financeira para a melhor organização das finanças e consequentemente as melhores tomadas de decisão. As tomadas de decisões devem ser baseadas em informações confiáveis por isso que se faz necessário o uso de controles financeiros para manter as contas em dia e dar


Apresentação e Análise dos Resultados

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embasamento suficiente e imprescindível para um bom planejamento de investimentos e assim se haver crescimento da empresa. É de fundamental importância o entendimento e a compreensão da administração financeira e os conceitos contábeis, principalmente para pequenas empresas nas quais o gestor acumula muitas funções diferentes. Oliveira (2005) afirma que com a experiência do SEBRAE de Minas Gerais pode-se chegar à conclusão que a origem dos problemas financeiros de pequenas empresas, na maioria das vezes está relacionada a decisões tomadas sem planejamento, como por exemplo, decisões de investimento ou compra de imóveis. Em outras ocasiões a falta ou má qualidade das informações financeiras e contábeis, também provocam tomadas decisões errôneas que consequentemente desencadeiam um aperto financeiro e geram dificuldades de pagamento afetando assim a sua liquidez. Contudo é de suma importância como qualquer empresa seguir algumas orientações e regras básicas de uma boa gestão financeira. Pois se houver em futuro próximo crescimento da empresa a mesma estará preparada para gerir recursos financeiros maiores, bem como uma maior complexidade das exigências governamentais contábeis da empresa. Além disso, segundo o SEBRAE32 citado por (OLIVEIRA, JUNIOR, e ALBUQUERQUE; 2010; p. 2) 29% das empresas abertas são fechadas ainda no primeiro ano após a abertura e 56% em até cinco anos. O grande problema ainda segundo os autores, para a baixa longevidade das empresas são a falta de planejamento e a má administração da empresa. Com isto é possível afirmar a importância que se tem também a dar atenção e cuidados a contabilidade para que os planos da empresa não comprometam as finanças com decisões de investimentos além da capacidade de pagamento, na qual afetaria o índice de liquidez da mesma e consequentemente resultaria em sua falência. É neste sentido que entra o ERP, que por sua definição numa tradução direta do acrônimo em inglês (Enterprise Resource Planning) significa sistema de planejamento de recursos empresariais. Esses sistemas visam manter em uma única base de dados às informações financeiras e contábeis, além de outras, com o objetivo de embasar melhor a gestão dos recursos empresariais. Portanto, é importante manter os esses registros financeiros contábeis sejam corretas para que as informações e dados financeiros sejam de confiança e as tomadas de decisão

32

SEBRAE. Indicadores SEBRAE-SP. Pesquisa de Conjuntura. Resultados de março de 2010. Disponível em: <http://www.sebraesp.com.br/sites/default/files/ indicadores_mai_10.pdf>. Acesso em: 09/05/2010.


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sejam decididas com base em informações seguras, a fim de que seus objetivos sejam alcançados. Para Shimitt33 citado por (OLIVEIRA, JUNIOR, e ALBUQUERQUE; 2010; p. 5) afirma que “as empresas tendem a se adaptar aos pacotes de software ERP com o argumento que os sistemas ERP incorporam as melhores práticas de negócios”. Com isto pode-se confirmar a importância de analisar a adequação entre as ambas as partes e propondo mudanças organizacionais. Gráfico 4 – Frequência percebida de falha do eGestor pelas empresas que o utilizam

35%

Pouca frequência

Nenhuma frequência 65%

Fonte: Pesquisa de campo realizada no período de 25/10/2011 à 10/11/2011

Este gráfico representa uma das mais importantes informações sobre os benefícios proporcionadas pelo eGestor aos seus clientes: a disponibilidade dos dados e informações. Ele nos mostra que 65% dos pesquisados não perceberam nenhum tipo de falha no software e que somente 35% perceberam com pouca frequência algum tipo de problema em acessar o sistema. A pesquisa também demonstrou que não houve nenhum relato de frequência ou alta frequência na percepção em falhas do eGestor, pois nenhum dos pesquisados responderam positivamente as opções deste questionamento entre “frequentemente” e “alta frequência”.

33

SCHIMITT, Carlos Alberto. Sistemas integrados de gestão empresarial: uma contribuição no estudo do comportamento organizacional e dos usuários na implantação de sistemas ERP. Tese (Doutorado em Engenharia da Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2004.


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Disponibilidade é a capacidade do sistema de informação em se manter disponível aos seus usuários a todo custo mesmo em condições anormais de falhas, porém previstas e controladas. Para Pereira (2005, p. 13) “Um sistema de Alta Disponibilidade tem como principal finalidade a de estar o maior tempo possível disponível para que seus serviços, de alguma forma, não sejam interrompidos”. Refere-se tanto ao hardware do sistema de servidores e de redes de comunicações quanto o software. A medida mais utilizada para manter a disponibilidade em nível de hardware é a redundância de equipamentos em caso de uma falha há outro que o substitua, porém esse método custa muito dinheiro e, além disso, é necessário pessoal altamente qualificado para operar essas estrutura. Não há garantia que nenhum sistema consiga se mantiver em 100% de tempo disponível, porém há uma faixa de tolerância de disponibilidade do sistema que vai de 95% a 99,999%, ele é também como conhecido como downtime que é o tempo máximo em que os usuários do sistema não têm acesso a informações e dados.

Tabela 1 - Níveis de Disponibilidade Disponibilidade (%) 95% 96% 97% 98% 99% 99,9% 99,99% 99,999%

Downtime/ano Dias hh:mm:ss 18 dias 6:00:00 14 dias 14:24:00 10 dias 22:48:00 7 dias 7:12:00 3 dias 15:36:00 0 dias 8:45:36 0 dias 0:52:34 0 dias 0:05:14

Downtime/mês 1 dias 12:00:00 1 dias 4:48:00 0 dias 21:36:00 0 dias 14:24:00 0 dias 7:12:00 0 dias 0:43:11.99 0 dias 0:04:19.20 0 dias 0:00:25.92

Fonte: Pereira, 2005, p. 15 (adaptado pelo autor).

A escolha do nível de disponibilidade é uma meta a ser alcançada que varia com o porte da empresa e que tipo de serviço será oferecido pelos equipamentos de redes e computadores. A necessidade de disponibilidade será igualmente proporcional o quanto este afeta a capacidade da empresa de obter receitas e quanto maiores forem essas receitas em proporção serão os investimentos neste sentido que garanta o mínimo possível de downtime. Contudo “Conseguir 100% de disponibilidade é algo quase impossível por diversos fatores” (BRANDÃO, 2011).


Apresentação e Análise dos Resultados

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Tabela 2 – Classificação da Disponibilidade Porcentagem 99,5% 99,9% 99,99% 99,999% 99,9999%

Tempo-Desativado 3,7 dias 8,8 horas 52,5 minutos 5,25 minutos 31,5 segundos

Classificação Convencional Disponível Alta Disponibilidade Resistente a Falhas Tolerante a Falhas

Fonte: PEREIRA, 2005, p. 15.

A disponibilidade das informações bem como o do sistema é um fator crítico para as empresas e se não for alta o suficiente, grandes prejuízos poderão ocorrer justamente por esta falta do acesso ao sistema. Pior ainda se o sistema não for confiável e houver perdas de dados, as informações de vendas, faturamento, mas principalmente as contas de clientes, o prejuízo é incalculável se não houver formas de restaurar com backups ou se os backups forem ineficientes e ineficazes. Com esta importância em prevenir falhas e erros tornam-se necessários se realizar grandes investimentos, porém adequados à necessidade para a segurança da informação em hardware e software. Contudo isto leva a empresa a despender muito dinheiro com hardware e software e pessoal habilitado para tal, demandando atenção e energia há uma necessidade muito importante à empresa, porém que não faz parte das competências centrais ou do seu núcleo empresarial. Entretanto é neste sentido que o eGestor tal como o software como serviço e a computação em nuvem é benéfica, transferindo estas responsabilidades a terceiros que possuem mais habilidade, conhecimento e recursos para prover essas informações com confiabilidade e segurança com custos menores e com mais benefícios, fazendo com que a empresa se abstraia de uma camada muito complexa que exige forças em muitos casos além de sua capacidade. E como foi demonstrado neste gráfico há um quantitativo de 35% com pouca percepção por partes dos clientes da indisponibilidade do eGestor se for considerado que muitos desses não possuem conhecimento suficiente para separar problemas de acesso a internet ou do próprio computador, a problemas de acesso por falhas exclusivas do eGestor. Contudo é possível afirmar que o software possui grande estabilidade e proporciona ganhos superiores aos seus clientes.


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Gráfico 5 – Quantitativo de empresas que utilizaram anteriormente outro software ERP que não adotava o mesmo modelo do eGestor

Sim, a empresa utilizou outro software que adotava um modelo diferente

41%

59%

Não, a empresa não utilizou outro software que adotava um modelo diferente

Fonte: Pesquisa de campo realizada no período de 25/10/2011 à 10/11/2011

O gráfico representa que o quantitativo de 59% das empresas que responderam o formulário utilizavam anteriormente outro software que não era desenvolvido no mesmo modelo de software como serviço usado no eGestor. Esses 59% são o quantitativo de empresas que migraram ou advieram de outra solução ERP com um modelo de desenvolvimento diferente para o eGestor e os outros 41% são representados por aqueles que adotaram o eGestor como primeiro software ERP. O objetivo da pergunta representada por este gráfico foi o direcionamento, durante a pesquisa para efeito de comparação, para que as próximas perguntas relacionadas pelos gráficos 6 e 7 fossem respondidas apenas por empresas que já tinham feito alguma migração de outro software ERP para o eGestor.


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Gráfico 6 – Nível de percepção na relação custo-benefício na comparação em utilizar uma solução diferente do modelo do software como serviço com o do eGestor

Sim, os custos são muito menores

12%

Sim, os custos são um pouco menor

18%

Não, os custos são praticamente iguais

6%

Não, os custos são um pouco maiores

18%

Não, os custos são muito maiores

6% 0%

5%

10%

15%

20%

Fonte: Pesquisa de campo realizada no período de 25/10/2011 à 10/11/2011

É possível perceber com este gráfico que apenas 24% das empresas respondentes acreditam que o eGestor possui custos maiores que a solução ERP anterior e 30% acreditam que o software possui custos menores. Outros 40% são representados pelas empresas que não migraram de outro software e sim adotaram o eGestor como o seu primeiro ERP. Na verdade é possível afirmar que existe um equilíbrio entre os níveis de percepção entre os que acreditam que os custos totais são maiores e os que acreditam que os custos são menores. Contudo a pergunta relacionada a este gráfico tinha o objetivo na pesquisa de apenas analisar a percepção dos clientes da ferramenta eGestor comparando-a em relação aos custos no modelo de aquisição de licenças de software para o modelo software como serviço oferecido pela web. Entretanto o ideal desta análise de custos seria seguir o modelo de custo total de propriedade que levaria em conta diversas variáveis de difícil mensuração com os quais estes clientes que foram entrevistados dificilmente possuem este conhecimento.


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Quadro 1 - Nível em escala de concordância de benefícios das quais na percepção das empresas conseguiram desenvolver ao delegar a Zipline (desenvolvedora do eGestor) a responsabilidade de gerenciar os recursos de software e de hardware

Possíveis benefícios percebidos e suas escalas de concordância

CT

C

I

D

DT

Somatória de Pontos

A. Razões de ordem tecnológica: a contratada disponibiliza à contratante todas 12% 18% 18% 12% 0% 70% as inovações tecnológicas que surgem no mercado; B. A empresa que adota o eGestor não possui problemas de atualização do sistema muito presente na maioria dos 18% 29% 12% 0% 0% 82% software desenvolvidos no modelo clienteservidor; C. Razões competitivas: a empresa que adere ao eGestor torna-se mais ágil se 18% 29% 12% 0% 0% 82% concentrando nas questões realmente significativas; D. Excelência operacional: concentração no essencial à evolução competitiva da 6% 53% 0% 0% 0% 82% empresa, sem abrir mão da qualidade nas atividades contratualmente delegadas; E. Concentração nos esforços 12% 24% 24% 0% 0% 76% estratégicos; F. Economia (redução) de equipamentos, recursos humanos, materiais, instrumentais 24% 18% 18% 0% 0% 88% e financeiros; Legenda: CT= Concordo Totalmente; C= Concordo; I= Indiferente; D= Discordo; DT= Discordo Totalmente. Fonte: Pesquisa de campo realizada no período de 25/10/2011 à 10/11/2011

Utilizando-se da escala de Likert ou escala somada foi utilizado às afirmações creditadas a Araújo34 (citado por SILVA, 2008, p. 7-8) nas quais na opinião do autor, são os principais benefícios e vantagens na busca de fornecedores de serviços externos a organização. Para melhor visualização e análise das respostas desta tabela continua-se no gráfico a seguir a tabulação do mesmo questionamento usando-se como base a somatória dos pontos.

34

ARAÚJO, Luis César G de. Gestão de Pessoas: estratégias e integração organizacional. São Paulo: Atlas, 2006.


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Gráfico 7 – Porcentagem em pontos obtidos na escala de concordância de benefícios das quais na percepção das empresas conseguiram desenvolver ao delegar a Zipline a responsabilidade de gerenciar os recursos de software e de hardware 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% A

B

C

D

E

F

MÉDIA

Fonte: Pesquisa de campo realizada no período de 25/10/2011 à 10/11/2011

Apresentado no formato de gráfico em barras é possível visualizar com melhor clareza que os benefícios afirmados por Araújo35 (citado por SILVA, 2008, p. 7-8) que já foram mencionados na subseção 2.3.2 como os principais benefícios e vantagens buscados na terceirização de serviços são proporcionados de fato pelo eGestor. Somente ficaram um pouco fora da média constatada pela pesquisa foram os itens A e F. Conclui-se que os clientes possuem uma menor percepção nos benefícios relativos a questões de inovações tecnológicas e no enxugamento no gerenciamento no usufruto nos próprios recursos. Porém sabe-se que para manter um sistema de alta disponibilidade e confiabilidade são necessários altos investimentos em centros de dados exigindo-se altos investimentos em software e hardware que possui baixa vida útil e alta obsolescência. Eles não possuem a mínima ideia da complexidade de que é manter um sistema como o eGestor confiável e seguro, pois é

35

ARAÚJO, Luis César G de. Gestão de Pessoas: estratégias e integração organizacional. São Paulo: Atlas, 2006.


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justamente esse o problema que é abstraído por este modelo de computação (TAURION, 2009, p. 6):. O provável motivo que leva a essa menor percepção em relação aos custos é a questão de que os clientes não possuem conhecimento suficiente para calcular os custos totais se baseando no modelo de custo total de propriedade. Cabe então à empresa Zipline levar aos clientes à conhecerem um pouco mais sobre o que ocorre internamente na empresa com o objetivo de gerar mais confiança por parte dos clientes ao delegar essas responsabilidade a Zipline. Ela deve demonstrar que o que fazem são com destreza e profissionalismo com o objetivo de aumentar o valor percebido que se possuem em adquirir serviços computacionais em nuvem. Gráfico 8 – Nível de satisfação dos clientes do eGestor pelos benefícios propostos pelo modelo de acesso via internet

18% Plenamente satisfeito Muito satisfeito Satisfeito 58%

24%

Fonte: Pesquisa de campo realizada no período de 25/10/2011 à 10/11/2011

Com este gráfico é possível afirmar que todos ou quase todos respondentes eGestor estão satisfeitos com a ferramenta. Visto que nenhum dos pesquisados responderam que estavam com algum nível de insatisfação em relação à proposta dada pelo eGestor de software como serviço com acesso as suas informações via internet. Todos os respondentes afirmaram que estão satisfeitos com a proposta do eGestor. Um pouco próximo a última pesquisa realizada pela empresa em julho do ano 2011 revelou que 97% dos clientes estão satisfeitos com o atendimento da Zipline.


Apresentação e Análise dos Resultados

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Gráfico 9 – Motivo principal e determinante com que as empresas adotaram o eGestor como sua ferramenta ERP 6%

Pela disponibilização de informações on-line

24% Custo-Benefício

70%

Atendimento

Fonte: Pesquisa de campo realizada no período de 25/10/2011 à 10/11/2011

Está claro com a apresentação deste gráfico que apesar de que poderia haver diversos motivos pelos quais os clientes adotariam o eGestor como seu ERP, não houve por parte de nenhum dos respondentes marcação na opção “Outro”, permanecendo o benefício de acesso ao sistema pela web como o principal diferencial que tem atraído consumidores para este software. Visto também que na relação custo beneficio há por parte dos pesquisados certa percepção que isto também tem sido um beneficio atraente, porém como foi mostrado no gráfico 6 há um equilíbrio na comparação entre o eGestor e uma solução diferente do modelo do software como serviço nos níveis de percepção entre os que acreditam que os custos totais são maiores e os que acreditam que os custos são menores. Portanto a ferramenta possibilita que gestores e funcionários possam acessar e acompanhar as informações, dados e relatórios de suas empresas de qualquer lugar a qualquer momento.


Apresentação e Análise dos Resultados

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Gráfico 10 – Recursos e ferramentas que na opinião das empresas clientes do eGestor estão ausentes na ferramenta na qual seria essencial a elas. 59%

Outros Aplicativo para BlackBerry

6%

Aplicativo para iPhone/iPad

29% 29%

Aplicativo para Android Consultoria administrativa ou estratégica integrada

6% 12%

Agenda Integrada

29%

Módulo de CRM

29%

E-mail marketing

35%

E-mail integrado Impressão de Cupom Fiscal

24% 18%

Curva ABC 0%

10%

20%

30%

40%

50%

60%

70%

Fonte: Pesquisa de campo realizada no período de 25/10/2011 à 10/11/2011

Fica claro a partir de agora e também com os dados deste gráfico que o modelo de software como serviço, elimina diversos problemas da geração tradicional de software clienteservidor. Na pesquisa nenhum dos questionados apresentaram que o suporte presencial de algum modo seria essencial a eles visto que este modelo tem o poder de dispensar totalmente esse tipo de suporte presencial, pois todo o apoio poderá ser realizado remotamente geograficamente distante dos clientes proporcionando as empresas um custo menor do produto, gerando assim mais valor aos seus clientes. Portanto tem sido o seu modelo de software como serviço o principal diferencial ofertado pelo eGestor que os clientes o veem como valor principal desta ferramenta. Como visualizado no gráfico 2 pelo menos 70% dos entrevistados responderam que acessam as


Apresentação e Análise dos Resultados

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informações de sua empresa com bastante frequência através de conexões moveis a internet e todos os respondentes afirmaram que tem acessado as suas informações distante do ambiente físico da empresa. Por isto que é importante a empresa analisar a necessidade de desenvolver uma versão especifica para smartphones e/ou tablets, bem como também foi demonstrado neste gráfico que 29% das empresas clientes do eGestor acreditam ser essencial a disponibilização de um aplicativo especifico para iPhone/iPad e 29% também para Android e somente 6% acreditam ser essencial um aplicativo para o BlackBerry.


CAPÍTULO V CONSIDERAÇÕES FINAIS


84

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho tinha como finalidade em cumprir com os seus objetivos específicos dos quais se encontram a seguir: 

Evidenciar as aplicabilidades práticas já em uso da computação em nuvem pelo eGestor; Foi demonstrado essas aplicabilidades tantos nos gráficos referentes ao questionário

aplicado aos clientes do eGestor, bem como colocado em anexo algumas telas de apresentação que mostra a execução prática deste ERP. Também consta no capitulo que trata especificamente deste software na subseção 2.3.4.2 que traz informações relevantes sobre este software e também no capitulo anterior a este que trata dos benefícios do software como serviço que estão atrelados ao eGestor por também ele ter sido desenvolvido a partir desse modelo de assinatura de software. 

Verificar a percepção dos clientes do eGestor em relação a sua satisfação aos benefícios propostos por este software; Isso ocorreu durante a aplicação dos questionários aos clientes do eGestor, mas

especificamente na 5ª questão que se relacionava ao nível de satisfação da empresa com os benefícios propostos por este software. E a verificação dessa questão ocorreu na análise do gráfico 8. 

Analisar as vantagens de competitividade que as empresas possuem ao adotar o eGestor; A coleta de dados para essa análise se deu a partir do questionário aplicado aos

clientes que foram indagados a respeito desse objetivo nos itens que vão entre 7 e 10. Principalmente neste 10° questionamento tinha o objetivo de metrificar usando a escala de Likert para medir o nível de percepção dos clientes do eGestor nos benefícios das quais alguns itens foram defendidos diretamente pala literatura encontrada sobre computação em


Considerações Finais

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nuvem e outros afirmados por Araújo36 (citado por SILVA, 2008, p. 7-8) que podem ser visualizados as análises no gráfico 7. 

Estudar a proposta do diferencial ERP eGestor sob o ponto de vista da empresa desenvolvedora. Para cumprir com este objetivo foi realizado a entrevista via questionário ao

Administrador da Empresa Zipline Senhor Deivison Alves. Principalmente nas questões 1,3 e 8 que se tratava dos benefícios e diferencias que o ERP eGestor possui na visão da empresa e das pretensões de agregar mais valor a este software. As análises da entrevista e do questionário aplicados ao gestor da Zipline constam na subseção 4.1.

5.1

Conclusão O eGestor possui como diferencial competitivo em relação aos outros ERP o fato de

que o mesmo possui acesso móvel e como mostrado na pesquisa, 70% das empresas afirmaram que foi esta o motivo principal e determinante que fizeram com que o adotassem. Infelizmente a maioria das empresas não conhece o esforço que existe para manter o sistema confiável com segurança e disponibilidade conforme foi concluído na análise do Gráfico 07 em que os clientes possuem uma menor percepção nos benefícios relativos a questões de inovações tecnológicas. Portanto, o software como serviço, assim como o eGestor, promove nas empresas capacidade e forças de geração de valor e competitividade. Contudo, elas devem ter conhecimento de como aproveitar melhor o uso da ferramenta, colocando-a, antes tudo, dentro do planejamento e dos objetivos da empresa. No entanto, cabe a Zipline ajudar essas empresas a alcançar esses objetivos. Outra questão importante é de que os sistemas de recursos empresariais acompanhem firmemente o desenvolvimento da empresa, por isto que as mesmas têm exigido também a presença mais forte dos fornecedores das soluções no formato de consultoria, suporte aos produtos e atendimento (INTEL, 2011b).

36

ARAÚJO, Luis César G de. Gestão de Pessoas: estratégias e integração organizacional. São Paulo: Atlas, 2006.


Considerações Finais

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Porém como dito anteriormente, a computação em nuvem vai muito além da simples eficiência no uso de recursos empresariais, para a IBM este modelo é apenas uma das formas de tornar o consumo de recurso naturais do planeta mais inteligente. Conservar energia. Consolidar recursos. Tornar a informação segura e disponível, onde e quando necessário. Com imperativos como esses, temos que ser mais inteligentes sobre como acessar, processar e armazenar dados. Isso significa pensar além do computador e para fora dos nossos próprios centros de dados. Pensar a respeito de formas mais inteligentes de lidar com os 15 petabites de novas informações que geramos a cada dia e no colossal aumento no número de dispositivos conectados que utilizamos para trabalhar com esses dados. Dados que são otimizados para as cargas de trabalho notavelmente diversificadas que as empresas, organizações e governos gerenciam. A hora é agora para uma plataforma projetada para uma computação eficiente e eficaz em amplos espaços abertos... em outras palavras, em todo lugar. Está na hora de pensar em nuvem. (IBM, 2011)

Um dos maiores exemplos de eficiência de recursos é o Google, que busca incansavelmente otimizar o uso de eletricidade nos seus centro de dados espalhados pelo mundo, conforme o que diz Pinto (2011) “A Google detém 3% dos servidores em todo o mundo e consome apenas 1% da energia elétrica associada a este tipo de aplicações”, isto é, o consumo de energia do Google no seus centros de dados é mais de 66% mais eficiente do que a média de consumo de outras empresas. O Google somente consegue isso por meios de uma engenhosa customização de seus data centers, como afirma Gugelmin (2011) Apesar de ser conhecida pelos imensos servidores, a Google utiliza equipamentos especialmente modificados para realizar a tarefa, ao contrário da maioria dos competidores, que aposta em dispositivos comuns e que não são especializados em nenhuma tarefa específica.

Isso também é confirmado por Pinto (2011) “A Google constrói por medida muitos dos seus novos centros de dados, como um que foi recentemente instalado na Finlândia e que usa água do mar para arrefecer os servidores (permitindo deste modo reduzir os custos com energia elétrica)”. O Google procura por diversos meios reduzir os custos de energia para poder entregar serviços gratuitos como busca e email a pessoas comuns com compensação financeira advinda de apenas de pequenos textos publicitários incluídos nos resultados de busca e de outros serviços. Isto é apenas uma das capacidades que se obtém ao propor que outras empresas gerenciem a nuvem computacional, pois se assim não fosse o consumo de recursos seriam bem maiores e isto poderia afetar até mesmo o aquecimento global. Isso é justificado pelo que o Google sozinho consome 0,01% de toda energia elétrica produzida no mundo Gugelmin


Considerações Finais

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(2011). O fato é que a computação em nuvem é um das muitas inovações tecnológicas que buscam aperfeiçoar a eficiência no uso dos escassos recursos naturais do planeta terra, promovendo através de soluções tecnológicas a sustentabilidade e o equilíbrio natural do meio ambiente. No seu comunicado a Google compara o consumo energético de sistemas informáticos de tipo doméstico da maior parte das empresas com os seus próprios servidores em nuvem, e conclui que a utilização do seu serviço de correio eletrônico (Gmail) consegue ser quase 80 vezes mais eficiente que sistemas similares alojados em servidores próprios. A Google afirma igualmente que 25% da energia por si consumida em 2010 foi fornecida por fontes renováveis – como parques eólicos – e planeia aumentar este valor 30% este ano. Sherif Akoush, investigador da University of Cambridge (Reino Unido), salienta que esta empresa se pode tornar ainda mais eficiente e que a sua pegada de carbono deverá manter uma trajetória ascendente em termos absolutos. A Google contorna este último fato com recurso a acordos comerciais para a aquisição de eletricidade renovável que compensam basicamente as emissões dos seus centros de dados. (PINTO, 2011)

Enfim a computação em nuvem não é uma tecnologia, mas um conjunto de tecnologias empacotadas com o objetivo de entregar os recursos computacionais no formato de serviços através de assinaturas ao invés da compra de ativos tecnológicos ou licenças de software. É uma nova forma de consumir recursos de tecnologia de informação que potencializa as empresas se abster de gerenciar sua própria infraestrutura de hardware na qual exige alto nível de complexidade e procedimentos que nem sempre elas possuem capacidade financeira e de conhecimento para gerenciar com qualidade esses recursos. A computação em nuvem permite as empresas transferir essa complexidade de gerenciamento a terceiros que possuem mais capacidade em conhecimento para fornecer esses recursos de computação com mais qualidade e garantias de confiabilidade e segurança com até menos custos de propriedade conferidos pelos ganhos de escala.

5.2

Limitações e dificuldades da pesquisa Apesar de que para o presente trabalho monográfico houve pouca pesquisa em livros,

provocada pela escassez de material sobre o assunto pesquisado, a pesquisa bibliográfica se recaiu basicamente em vários artigos e em algumas monografias que na sua grande maioria eram da disciplina de sistema de informação. Por ser metódico o conhecimento científico, o cientista não se deixa levar pelas circunstâncias nem desiste diante das dificuldades: traça um plano de


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ação e busca recursos que lhe possibilitem chegar às melhores soluções. (COSTA, 2001, p. 12)

Até o momento há poucos trabalhos de pesquisa publicados que referencie a computação em nuvem sobre a perspectiva das empresas em relação a ela, há pouca pesquisa deste assunto tão promissor e notório atualmente publicado pela disciplina de Administração ou Estratégia ou qualquer outra relacionada à gestão. Ao invés dessas dificuldades de pesquisa serem inibidoras para o presente trabalho elas serviram de motivação a inovação.


REFERÊNCIAS


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REFERÊNCIAS AMOROSO, Danilo. Frases impactantes sobre tecnologia e informática. 2009. Disponível em: <http://www.tecmundo.com.br/3145-frases-impactantes-sobre-tecnologia-einformatica.htm>. Acesso em: 17 de out. de 2011. ARAUJO, Jean Carlos Teixeira de. Avaliação comparativa entre desktops online: Uma solução para prover a mobilidade da informação. 2008. 89 f. Monografia (Graduação) – Faculdade Sete de Setembro. Curso: Bacharelando em Sistemas de Informação. Paulo Afonso – BA. ARAÚJO, Luis César G de. Gestão de Pessoas: estratégias e integração organizacional. São Paulo: Atlas, 2006. ARAÚJO, Luis César G de. Organização, sistemas e métodos e as modernas ferramentas de gestão organizacional. São Paulo: Atlas, 2001. As 11 categorias de Cloud Computing. COMPUTERWORLD, São Paulo, 04 de março de 2010. Disponível em: <http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2010/03/03/11categorias-de-cloud-computing>. Acesso em: 10 de maio de 2011. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR - 14724: Trabalhos acadêmicos - Apresentação. Rio de Janeiro, Abril. 2011. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR - 6023: Informação e documentação – Referências - Elaboração. Rio de Janeiro, Ago. 2002. BATTISTI, Júlio. Criando aplicações em 3, 4 ou n camadas. 2003. Disponível em: <http://www.juliobattisti.com.br/artigos/ti/ncamadas.asp>. Acesso em: 18 de out. de 2011 BATTISTI, Júlio. E-book Guia de Estudos Para o MCSE 70-290. 2004 BEST, J. W. Como investigar en educación. 2. ed. Madrid: Morata, 1972 BOSS , Greg; MALLADI, Padma; QUAN, Dennis; LEGREGNI, Linda; HALL, Harold. Cloud Computing. 2009. Disponível em <http://www.scribd.com/doc/19487341/CloudComputing-Wp-Final-8Oct>. Acessado em: 18 de set. de 2009. BRANDALISE, Loreni Teresinha. Modelos de Medição de Percepção e Comportamento. 2005 Disponível em: <www.lgti.ufsc.br>. Acesso em: 18 de out. de 2011 BRANDÃO, Júlio. Conceitos sobre disponibilidade. 2011. Disponível em: < http://technet.microsoft.com/pt-br/library/cc668492.aspx>. Acesso em: 15 de novembro de 2011. BRENTANO, Laura. Mesmo sem saber, usuários já aderem à computação em nuvem. G1, São Paulo, 15 de Out. de 2010. Disponível em:< http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/10/mesmo-sem-saber-usuarios-ja-aderemcomputacao-em-nuvem.html>. Acesso em: 28 de abril de 2011 CAMPOS FILHO, M. P. (1994) Os sistemas de informação e as modernas tendências da tecnologia e dos negócios. Revista de Administração de Empresas, n.6, v.34, p.33-45, nov./dez. CARVALHO, José Mexia Crespo de. Logística. 3 ed. Lisboa: Edições Silabo, 2002. Chisnall, Peter. Marketing Research: Analysis and Measurement. McGraw-Hill: 1973.


Referências

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GLOSSÁRIO

Hardware: É a parte física do computador, ou seja, é o conjunto de componentes eletrônicos, circuitos integrados e placas, que se comunicam através de barramentos. Internet: É um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados pelo TCP/IP que permite o acesso a informações e todo tipo de transparência de dados. Software: Consiste em instruções detalhas e pré-programadas que controlam e coordenam os componentes do hardware de um sistema de informação. Web: É um sistema de documentos em hipermídia que são interligados e executados na Internet. Os documentos podem estar na forma de vídeos, sons, hipertextos e figuras.


APÊNDICE


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APÊNDICE

Apêndice A FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE DEPARTAMENTO DE ADMINITRAÇÃO CURSO DE BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO

Questionário a ser aplicado ao Gestor da Empresa Objeto 1) Como a Zipline define o diferencial que o eGestor possui em frente aos concorrentes ERPs que estão no modelo tradicional de software cliente-servidor? 2) A empresa pretende lançar, através de algum aplicativo ou uma versão web do eGestor especifica para dispositivos móveis como os smartphones e tablets? 3) Qual é o nível de garantia da confiabilidade na disponibilidade, integridade, confidencialidade em relação aos dados e informações que os clientes do eGestor possuem ao delegar a empresa essas responsabilidades? 4) O que a empresa tem feito para agregar mais valor e benefícios ao eGestor? 5) Com a experiência da Zipline e do eGestor quais são as principais dificuldades encontradas por aqueles que desejam adquirir uma solução na computação em nuvem e software como serviço? 6) Por que a empresa decidiu usar a infraestrutura em nuvem de provedores externos e porque o buscaram fora do país? 7) Na sua opinião a velocidades dos links de comunicação e internet no Brasil tem impedido o crescimento deste setor no país? 8) A empresa tem pretensão em algum momento de implementar mais alguma camada de segurança de acesso ao eGestor além do famoso usuário e senha? Como por exemplo o uso de certificados digitais A3, Biometria, Chave de acesso, Token?


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Apêndice B FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE DEPARTAMENTO DE ADMINITRAÇÃO CURSO DE BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO

Prezado respondente, esta pesquisa tem o objetivo meramente acadêmico, com isso sua identidade não precisa ser revelada, basta apenas que você responda as questões abaixo para que as respostas sirvam como base de análise de um trabalho monográfico. Questionário a ser aplicado as empresas clientes do software eGestor 1) O software eGestor por ser acessado pela internet contribui significativamente para a colaboração entre os funcionários na sua empresa? a) ( ) Sim b) ( ) Não

2) A empresa têm usufruído da vantagem de que o modelo adotado do software eGestor é via internet e a mesma tem acessado as suas informações remotamente, distante do ambiente físico da empresa? a) ( ) Sim

b) ( ) Não

3) Com que frequência a gerência ou funcionários acessam as informações da empresa através do eGestor em tablets, smartphones, netbooks ou notebooks usando acesso móvel a internet? (considere-se móvel as conexões 3G, 2G e semelhantes não inclui o protocolo 802.11 mais conhecido como wifi) a) ( ) Alta frequência c) ( ) Pouca frequência b) ( ) Frequentemente

d) ( ) Nenhuma frequência

4) Em qual área o eGestor por ser on-line (adotando o modelo de software como serviço) tem ajudado significativamente a sua empresa? a) ( ) Vendas b) ( ) Financeiro/Contábil c) ( ) Relacionamento com o cliente

d) ( ) Estoque e) ( ) Melhor acesso aos relatórios e informações da empresa e) ( ) Outro


Apêndice B

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5) Qual é o nível de satisfação de sua empresa com os benefícios propostos pelo modelo on-line do eGestor? a) ( ) Plenamente satisfeito

d) ( ) Insatisfeito

b) ( ) Muito satisfeito

e) ( ) Muito insatisfeito

c) ( ) Satisfeito

e) ( ) Plenamente insatisfeito

6) Na sua opinião o que falta no eGestor no qual seria essencial a sua empresa? a) ( ) Curva ABC b) ( ) Impressão de Cupom Fiscal c) ( ) E-mail integrado

g) ( ) Agenda Integrada h) ( ) Consultoria administrativa ou estratégica integrada i) ( ) Aplicativo especifico para Android

d) ( ) E-mail marketing

j) ( ) Aplicativo especifico para iPhone/iPad

e) ( ) Módulo de CRM

l) ( ) Aplicativo especifico para BlackBerry

f) ( ) Suporte presencial

m) ( ) Outro

7) Desde que a empresa utiliza o eGestor houve alguma percepção frequente de falha do software? (Inclui: indisponibilização do sistema, erros do software, falha na obtenção de dados e entre outros. Não inclui: falhas ou instabilidade na conexão de internet pela prestadora do serviço) a) ( ) Alta frequência c) ( ) Pouca frequência b) ( ) Frequentemente

d) ( ) Nenhuma frequência

8) Qual foi o motivo principal determinante para a sua empresa em adotar o eGestor? a) ( ) Pela disponibilização de informações on-line b) ( ) Custo-Benefício

c) ( ) Atendimento

d) ( ) Outro

9) A sua empresa utilizou anteriormente outro software que não adota o mesmo modelo do eGestor (isto é, não era possível ser acessado via internet)? a) ( ) Sim

b) ( ) Não


Apêndice B

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10) Na comparação entre os dois sistemas foi percebido alguma mudança positiva na relação custo-benefício totais em se manter os dois sistemas, isto é, há um custo menor em adotar o eGestor ou nos sistemas tradicionais de software? a) ( ) Sim, os custos são muito menores b) ( ) Sim, os custos são um pouco menor

d) ( ) Não, os custos são um pouco maiores e) ( ) Não, os custos são muito maiores

c) ( ) Não, os custos são praticamente iguais

11) Qual foi o nível de percepção nos seguintes benefícios e vantagens que sua empresa conseguiu desenvolver ao delegar a Zipline (desenvolvedora do software eGestor) a responsabilidade de gerenciar os recursos do software e de hardware? Legenda: CT = Concordo totalmente; C = Concordo; I = Indiferente; D = Discordo; DT = Discordo totalmente

CT

C

I

D

DT

CT

C

I

D

DT

CT

C

I

D

DT

Razões de ordem tecnológica: a contratada disponibiliza à contratante todas as inovações tecnológicas que surgem no mercado; A empresa que adota o eGestor não possui problemas de atualização do sistema muito presente na maioria dos software desenvolvidos no modelo cliente-servidor; Razões competitivas: a empresa que adere ao eGestor torna-se mais ágil se concentrando nas questões realmente significativas;

CT

C

I

D

DT

CT

C

I

D

DT

Excelência operacional: concentração no essencial à evolução competitiva da empresa, sem abrir mão da qualidade nas atividades contratualmente delegadas; Concentração nos esforços estratégicos;

CT

C

I

D

DT

Economia (redução) de equipamentos, recursos humanos, materiais, instrumentais e financeiros;


ANEXOS


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ANEXOS Anexo A - Imagens Internas do SIG eGESTOR

Tela Inicial de identificação e autenticação do eGestor Fonte: https://web2.egestor.com.br/

Tela principal após autenticação Fonte: https://web2.egestor.com.br/


Anexo A

100

M贸dulo de contas a pagar do eGestor Fonte: https://web2.egestor.com.br/

M贸dulo financeiro do tipo caixa do eGestor Fonte: https://web2.egestor.com.br/


Anexo A

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Módulo de criação de Ordem de Serviço Fonte: https://web2.egestor.com.br/

Tela com a lista dos relatórios disponíveis Fonte: https://web2.egestor.com.br/


102

Anexo B - Contrato de Concessão de Uso de Software eGESTOR Pelo presente instrumento e na melhor forma de direito, as partes abaixo qualificadas têm, entre si, justo e acordado, este Contrato de Concessão de Uso de Software que será regido de acordo com as seguintes cláusulas e condições de vontades. De um lado ZIPLINE TECNOLOGIA LTDA., com sede na cidade de SANTA MARIA, estado do RIO GRANDE DO SUL, à Rua Silva Jardim n. 1130 / 101, CEP 97.010-490, inscrita no CNPJ/MF sob n. 004.693.497/0001-21 neste ato, representada por seus representantes legais, doravante simplesmente denominada CONTRATADA, e, de outro lado a pessoa, doravante denominado simplesmente CONTRATANTE, identificada na Confirmação Contratual, em conformidade com a legislação vigente, tem entre si justo e avençado o seguinte:

CLÁUSULA PRIMEIRA - DO OBJETO 1.1. Por este instrumento particular, a CONTRATADA concede ao CONTRATANTE, o uso do programa EGESTOR - http://www.egestor.com.br, doravante denominado simplesmente SOFTWARE, em forma de código fechado e proprietário, bem como o conteúdo e a estrutura do banco de dados, arquivos de ajuda e qualquer outro de natureza técnica eventualmente fornecidos pela CONTRATADA. 1.2. A CONTRATADA concede a CONTRATANTE o uso do SOFTWARE, unicamente, não constituindo a venda do programa original ou de qualquer cópia do mesmo, mas apenas um licenciamento temporário de uso (não exclusivo), mediante contraprestação da mensalidade. 1.3. A propriedade do EGESTOR não é objeto deste contrato e continua sendo propriedade exclusiva da ZIPLINE TECNOLOGIA LTDA, sendo que tais direitos estão protegidos pela Legislação Brasileira e Internacional aplicável a propriedade intelectual e aos direitos autorais, especificamente no Brasil, pela Lei n° 9.609 (Lei do Software) e Lei n° 9.610 (Lei de Direitos Autorais). 1.4. Os planos e módulos do EGESTOR cobertos pelo presente contrato estão relacionados no Anexo I deste instrumento.


Anexo B

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CLÁUSULA SEGUNDA - DO PREÇO E DAS CONDIÇÕES DE PAGAMENTO 2.1. A CONTRATANTE poderá fazer uso do SOFTWARE na versão gratuita, sendo que para este plano não pagará para usá-lo, nos demais planos, chamados de PROFISSIONAIS, a CONTRATANTE poderá optar pelo plano chamado Light (que permite DOIS USUÁRIOS), pela importância mensal de R$ 99,90 (noventa e nove reais e noventa centavos); o plano Padrão (que permite CINCO USUÁRIOS), pela importância de R$ 119,90 (cento e dezenove reais e noventa centavos); o plano Avançado (que permite DEZ USUÁRIOS), pela importância de R$ 149,90 (cento e quarenta e nove e noventa). Acima de CINCO USUÁRIOS pagará a quantia de R$ 50,00 (cinquenta reais) a cada lote de 5 usuários (não negociado de forma unitária), com vencimento a cada dia 5 (cinco), 10 (dez) ou 15 (quinze) de cada mês de acordo com o combinado no momento da contratação, referente à concessão do uso do SOFTWARE, sendo que esse montante será acrescido de R$ 1,90 (um real e noventa centavos) referentes a taxas bancárias, conforme consta no Anexo I. 2.1.1. O Anexo I é documento integrante deste contrato, ficando vinculado as cláusulas préestabelecidas neste instrumento. 2.2. As partes convencionam que o não pagamento da fatura até a data do seu vencimento ocasionará multa de 10% (dez por cento), mais correção monetária determinada pela variação do IGPM da Fundação Getúlio Vargas ou outro índice que venha a ser criado e que melhor reflita a inflação do período. 2.3. As partes acertam que ocorrendo o atraso do pagamento de duas ou mais parcelas mensais, consecutivas ou não, o serviço será imediatamente interrompido, ficando a CONTRATANTE impossibilitada à utilização e uso do SOFTWARE. 2.4. Ocorrendo atraso da CONTRATANTE de qualquer quantia pactuada neste contrato, esta será considerada em mora para todos os efeitos legais, independentemente de qualquer aviso ou notificação. 2.5. A periodicidade de utilização dos serviços é opção única e exclusiva da CONTRATANTE e seu uso esporádico, ou mesmo a não utilização, não a isenta do pagamento integral dos serviços contratados. Parágrafo Único - Os reajustes serão praticados sempre de acordo com a legislação vigente, sendo que no primeiro ano de vigência deste não está previsto nenhum tipo de reajuste, haja vista não haver expectativa de inflação; entretanto, se ao longo deste contrato for verificada qualquer tipo de


Anexo B

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desvalorização da moeda, aplicar-se-á sobre os valores mensais, o índice divulgado pelo Governo que melhor corrigir esta desvalorização, preferencialmente o IGP-M-FGV.

CLÁUSULA TERCEIRA - DAS RESPONSABILIDADES E LIMITAÇÕES 3.1. A CONTRATADA se obriga a manter o SOFTWARE em pleno funcionamento 24 (vinte e quatro) horas por dia e 07 (sete) dias por semana, exceto nas situações de caso fortuito ou força maior. 3.2. A CONTRATADA se obriga a disponibilizar meio para a realização de backup (cópia de segurança) do(s) banco(s) de dados das informações adicionadas e mantidas pela CONTRATANTE no SOFTWARE, tal dispositivo é parte integrante do SOFTWARE nas versões pagas, podendo ser executada a qualquer momento, sendo o conteúdo e a guarda do backup extraído de inteira responsabilidade da CONTRATANTE. A CONTRATADA fará backup diário dos dados e guardará as cópias dos últimos 07 (sete) dias e também realizará cópias de segurança a cada meia-hora para uso exclusivo nos casos previstos no ponto 3.4 do presente contrato, em sendo necessárias restaurações. 3.2.1. A restauração da cópia de segurança nos planos profissionais será feita logo após o CONTRATANTE entrar em contato com a CONTRATADA, podendo ser efetuada a restauração apenas uma única vez ao mês, caso haja a necessidade de ser feita uma ou mais restaurações, será cobrada uma taxa de R$ 15,00 (quinze reais) por restauração. 3.2.2. A restauração da cópia de segurança no plano gratuito será realizada após o contato do CONTRATANTE com a CONTRATADA, onde o CONTRATANTE terá quer aderir à algum plano profissional descrito no Anexo I. 3.2.3. Ocorrendo algum dos casos previstos no ponto 3.4 do presente contrato, em sendo necessárias restaurações, as mesmas serão feitas de forma gratuita, não ocasionando ônus algum aos CONTRATANTES. 3.3. A CONTRATADA não se responsabiliza pelo conteúdo das informações contidas no(s) banco(s) de dados do software, sendo este de inteira responsabilidade da CONTRATANTE. 3.4. O SOFTWARE poderá ficar indisponível por dificuldades técnicas, falhas de Internet, manutenção improrrogável ou qualquer outra circunstância alheia a CONTRATADA, as quais não se responsabiliza, tampouco responderá por lucro cessante, bem como qualquer outro tipo de danos diretos e indiretos que surjam em conexão com o presente contrato.


Anexo B

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3.5. A CONTRATADA não se responsabiliza por quaisquer insucessos comerciais da CONTRATANTE decorrentes dos serviços aqui prestados, bem como por perdas e danos, lucros cessantes ou qualquer outra indenização, bem como quando decorrente de eventual indisponibilidade dos serviços, quer por ação da CONTRATANTE, quer por terceiros. 3.6. Se as partes deixarem de exigir em qualquer tempo o cumprimento de quaisquer cláusulas ou condições deste contrato, à parte prejudicada não ficará impedida de quando entender, fazer com que a outra parte inadimplente cumpra todas as condições contratuais. 3.7. A eventual tolerância, por uma das partes, a qualquer infração de cláusula ou condição deste contrato, não significará qualquer liberação das obrigações futuras da parte infratora, sem qualquer modificação do dispositivo infringido. 3.8. A CONTRATADA deverá manter total sigilo sobre as informações confidenciais da CONTRATANTE a que tiver acesso, inerentes do trabalho de manutenção e desenvolvimento do SOFTWARE. 3.9. A CONTRATADA reserva-se no direito de alterar o código-fonte e sistemática de funcionamento do SOFTWARE sem aviso prévio ao CONTRATANTE, desde que não gere prejuízos a este. Parágrafo Único. Entende-se por caso fortuito ou de força maior aquele evento, fato ou circunstância que não pode ou pôde ser previsível e, se pudesse, ainda assim não seria possível evitar que produzisse os efeitos que produziu.

CLÁUSULA QUARTA - CONDIÇÕES GERAIS 4.1. A CONTRATANTE não poderá copiar, traduzir, modificar, adaptar, separar, desmontar ou reconstruir o SOFTWARE, bem como o conteúdo e a estrutura do(s) banco(s) de dados. 4.2. Para a utilização do SOFTWARE - EGESTOR, por parte da CONTRATANTE, será necessária a utilização dos seguintes equipamentos e programas: 1 - Conexão de banda larga com a Internet; 2 - Pelo menos 01 microcomputador com processador de 500 MHz ou maior e memória de 128 MB ou maior;


Anexo B

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3 - Navegador Mozilla Firefox na versão atualizada ou programa de acesso próprio fornecido pela CONTRATADA. 4.3. O suporte será prestado pela CONTRATADA através dos meio eletrônicos (e-mail, ICQ, MSN e Skype) e por telefone no horário comercial em que esta presta seus serviços.

CLÁUSULA QUINTA - DO PRAZO E DA RESCISÃO 5.1. O presente contrato é pactuado por prazo determinado de 12 (doze) meses, a partir daí passando a vigorar por prazo indeterminado, de modo automático, independentemente de aviso ou notificação. 5.2. Após o período pactuado, as partes poderão dá-lo por findo, a qualquer tempo, mediante simples notificação a outra parte, feita por escrito e com protocolo de recepção, com, no mínimo, 45 (quarenta e cinco) dias de antecedência. Durante o prazo do aviso prévio, as partes deverão continuar cumprindo as obrigações assumidas neste contrato. 5.3. No caso da CONTRATADA ser impossibilitada de prestar os serviços, objeto deste contrato, devido a caso fortuito, força maior ou fatores alheios à sua vontade, tais como proibições legais ou quaisquer outras disposições que não possa superar, extingui-se, automaticamente, o presente contrato, ficando, a CONTRATANTE, obrigada ao pagamento dos serviços prestados até o momento do fator que impossibilitou o serviço. Neste caso, além da CONTRATADA desobrigar-se de quaisquer responsabilidades advindas deste contrato, fica, desde já, autorizada a bloquear a utilização e uso do SOFTWARE. 5.4. Em caso de inadimplemento de qualquer das obrigações contidas neste instrumento, por qualquer das partes, poderá a parte inocente rescindir o presente contrato de imediato e independente de notificação judicial ou extrajudicial, respondendo ainda à parte infratora pelo total cumprimento de suas obrigações. 5.5. A CONTRATADA poderá rescindir o presente contrato se a inadimplência por parte da CONTRATANTE for igual ou superior a 05 (cinco) importâncias mensais, descritas na Cláusula Terceira. 5.5.1. Nos casos em que for verificado que a CONTRATANTE permite ou permitiu que terceiros usassem ou tivessem acesso ao SOFTWARE, sem a autorização da CONTRATADA. 5.5.2. Nas situações onde possível(eis) defeito(s) no funcionamento do SOFTWARE não possa(m) ser solucionado(s) pela CONTRATADA no prazo de 60 (sessenta) dias.


Anexo B

107

Parágrafo único. Na rescisão deste contrato a CONTRATANTE perderá todos os direitos de uso mediante bloqueio de acesso ao SOFTWARE feito pela CONTRATADA que enviará, por meio eletrônico e-mail, uma cópia do conteúdo de seu Banco de Dados num prazo de 30 (trinta) dias. Além da rescisão, a CONTRATANTE ficará sujeita às sanções cíveis e penais porventura aplicáveis.

CLÁUSULA SEXTA - DO FORO 6.1. As partes elegem o foro de Santa Maria, estado do Rio Grande do Sul, como único competente para dirimir qualquer controvérsia ou dúvida oriunda do presente contrato, com expressa renúncia a qualquer outro, por mais privilegiado que seja.

ANEXO I

CLÁUSULA PRIMEIRA - DA ABRANGÊNCIA DOS PLANOS E MÓDULOS 1.1. Conforme disposto no presente contrato de concessão de uso de SOFTWARE, abrange os seguintes planos e módulos do eGestor. 1.1.1. EGESTOR Gratuito; 1.1.2. EGESTOR Light - Plano 2 usuários; 1.1.2. EGESTOR Padrão - Plano 5 usuários; 1.1.3. EGESTOR Avançado - Plano acima de 5 usuários; 1.1.4. Loja Virtual - Módulo extra do EGESTOR.

CLÁUSULA SEGUNDA - EGESTOR PLANO GRATUITO 2.1. O SOFTWARE neste plano aceitará apenas um usuário que poderá cadastrar 100 (cem) contatos (clientes e fornecedores). Novos CONTRATANTES, cadastrados a partir de 10/03/2009, possuem limite de 50 produtos cadastrados em seu estoque. O plano gratuito ainda tem algumas limitações em relatórios e gráficos estatísticos. Todas indicadas em destaque nas telas do sistema. O Disco Virtual do plano Gratuito dá direito a 5 megabytes de espaço. Caso precise aumentar os usuários ou cadastrar mais contatos, poderá migrar para algum dos planos profissionais a seguir.


Anexo B

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CLÁUSULA TERCEIRA - EGESTOR LIGHT - PLANO 2 USUÁRIOS 3.1. O SOFTWARE neste plano permite 2 (dois) usuários com autenticações diferentes e número ilimitado de contatos. O Disco Virtual do plano Padrão dá direito a 20 megabytes de espaço. 3.2. O valor mensal de R$ 99,90 (noventa e nove reais e noventa centavos) por mês, referente à concessão de uso do SOFTWARE, devendo o seu pagamento ser de acordo com a cláusula segunda do contrato.

CLÁUSULA QUARTA - EGESTOR PADRÃO - PLANO 5 USUÁRIOS 4.1. O SOFTWARE neste plano permite 5 (cinco) usuários com autenticações diferentes e número ilimitado de contatos. O Disco Virtual do plano Padrão dá direito a 50 megabytes de espaço. 4.2. O valor mensal de R$ 119,90 (cento e dezenove reais e noventa centavos) por mês, referente à concessão de uso do SOFTWARE, devendo o seu pagamento ser de acordo com a cláusula segunda do contrato.

CLÁUSULA QUINTA - EGESTOR AVANÇADO - PLANO 10 USUÁRIOS 5.1. O SOFTWARE neste plano permite ilimitado de usuários com autenticações diferentes e número ilimitado de contatos. O Disco Virtual do plano Avançado dá direito a 100 megabytes de espaço. 5.2. O valor mensal de R$ 149,90 (cento e quarenta e nove reais e noventa centavos) por mês, referente à concessão de uso do SOFTWARE, com acréscimo de R$ 50,00 (cinqüenta reais) a cada lote de 5 (cinco) usuários, não negociados de forma unitária, devendo o seu pagamento seguir a cláusula segunda do contrato.

CLÁUSULA SEXTA - MÓDULO LOJA VIRTUAL 6.1. O módulo da Loja Virtual não pode ser utilizado em conjunto com o módulo gratuito. Ficando assim, a necessidade da contratação de um plano profissional para a utilização deste módulo. 6.2. Acréscimo de R$ 99,90 (noventa e nove reais e noventa centavos) no valor mensal do plano profissional contratado, referente à concessão de uso do módulo de Loja Virtual.


Anexo B

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CLÁUSULA SÉTIMA - MÓDULO NOTA FISCAL ELETRÔNICA 7.1. O módulo da Loja Virtual não pode ser utilizado em conjunto com o módulo gratuito. Ficando assim, a necessidade da contratação de um plano profissional para a utilização deste módulo. 7.2. Acréscimo de R$ 50,00 (cinquenta reais) no valor mensal do plano profissional contratado, referente à concessão de uso do módulo de Nota Fiscal Eletrônica.

CLÁUSULA OITAVA - MIGRAÇÃO 8.1. Para que ocorra a migração de qualquer plano, necessário se faz entrar em contato com a CONTRATADA, onde será emitido um boleto para pagamento da diferença avençada, e com sua posterior confirmação, tal plano será migrado automaticamente, sendo informado o CONTRATANTE por e-mail de toda a operação realizada.

CLÁUSULA NONA - SUPORTE 9.1. O suporte prestado para o SOFTWARE será apenas em sua forma paga, não cabendo ao módulo gratuito, sendo efetuado através de atendimento por técnico qualificado, com acesso remoto via internet ou através de meios de comunicação que a CONTRATADA julgar mais conveniente.

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