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32 em Movimento São Paulo, 25 de Fevereiro de 2.011

"Do culto da epopéia máxima surge das trincheiras do tempo o Jornal 32. Celebrando nossos mortos São Paulo estará mais vivo do que nunca." Paulo Bomf im

Edição número 02 - Sociedade Veteranos de 32 - MMDC

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Com a palavra, O Presidente por Cap. Gino Struffaldi

A história registra que dois fatos contribuíram para q u e a R e v o l u ç ã o Constitucionalista não fosse vitoriosa militarmente: O não cumprimento do acordo feito com São Paulo, por parte dos Governos de Minas Gerais e do R i o G ra n d e d o S u l e a d e s t i t u i ç ã o d o Ge n e r a l Bertholdo Klinger, do Comando da Circunscrição Militar que guarnecia o Estado de Mato Grosso, na época ainda integrado com o atual Mato Grosso do Sul. O Governador de Minas Gerais, Olegário Maciel, foi seduzido pelo cancelamento de dívidas de seu Estado para com o governo central e o Interventor do Rio Grande do Sul, Flores

da Cunha, pelo mesmo motivo e ainda pela promessa de ser nomeado Ministro da Justiça. Perdendo o comando, o General Klinger teve sua autoridade diminuída para convencer as unidades do Exército sediadas no Estado a aderirem ao movimento revolucionário. Esse fato, não só ocasionou o retardamento de sua vinda para São Paulo, como também o impediu de trazer consigo força considerável e obrigou-o a vir acompanhado por apenas alguns militares leais a ele. Mas os mineiros e os gaúchos não concordaram com o procedimento esquivo de seus Governos. Combateu-se em Minas Gerais,

nas cidades de Araponga e Viçosa. Os mineiros moradores em São Paulo organizaram o Batalhão Tiradentes e foram para a linha de frente. Os gaúchos aqui residentes formaram o Batalhão Bento Gonçalves, que também foi para a frente de combate. O lendário Coronel Candido Carneiro Junior, que f icou na história como General Candoca, reunindo forças em Soledade e Espumoso enfrentou, com 150 homens, a Brigada Militar Gaucha, na chamada “Batalha do Rio Fão”., onde houve mortes em ambos os lados. Em muitos estados do Brasil houve combates, protestos e prisões de manifestantes f avoráveis aos Constitucionalistas. Bem, meu espaço terminou. Mas haverá o próximo número.

Soldado do Mês: Meu pai Vicente Henrique Taglianetti, revolucionário constitucionalista por Mariano Taglianetti

Identif ico-o como homem de caráter, inteiramente devotado ao trabalho e à família. Sua existência esgotou os limites da perseverança pela constância. Quando os ânimos se exaltavam lembrava Mahatma Gandhi ao discursar no Parlamento Inglês: - “dizia minha mãe analfabeta que todo direito nasce após uma ação cumprida e que o limite do direito de cada um de nós reside em constatar aonde começa o do nosso semelhante”. Apoiou a revolução de 30, como a maioria esmagadora dos brasileiros, que nela se identif icaram pelos ideais da Aliança Liberal, infelizmente traídos, por não convocar o poder revolucionário, mediatamente a constituinte, gerando a espontânea e também esmagadora repulsa dos

paulistas convertida na epopéia de 32, que revelou a consciência democrática de São Paulo. Nesse diapasão, Vicente Henrique Taglianetti, meu pai, incorporou-se à causa revolucionária de 32, expondo sua vida, conjuntamente com todos aqueles que marcharam para as frentes de batalha. Muitos caíram de pé, muitos sobreviveram e hoje restam apenas alguns vivos que ainda a testemunham, mantendo viva a memória desse feito inigualável, na história da brasilidade, que demonstrou a vocação democrática bandeirante. Nesta apologia, os heróis de 32 fazem jus, parafraseando a solene exaltação de Bonaparte aos soldados da Grande Armada,

por ocasião da vitória de Au s te rl i t z : “Revolucionários de 32! Quando relatardes sua participação nessa epopéia já consagrada pela história, podereis af irmar, lutei pela democracia e pelas i n s t i t u i ç õ e s republicanas! - seus descendentes haverão de relembrar : Meu antepassado foi um Herói! Assim como as árvores tem raízes para todos os lados dependentes da principal, a democracia brasileira jamais poderá olvidar a epopéia de 32.


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Renovação: Necessidade Urgente para o MMDC por Cel. Paes de Lira

Fiquei feliz quando circulou a primeira edição do 32 em Movimento. Primeiro motivo: a iniciativa é extremamente importante para a preservação da memória e dos ideais do Movimento Constitucionalista de 1932. Segunda razão: modestamente contribuí para a escolha do nome do informativo, tão competentemente desenvolvido por Camila Giudice e uma equipe de voluntários. Terceira ¯ e sobremaneira importante! ¯ justif icativa: a referida equipe de produção, liderada pela Camila, é composta de jovens. Esse é o ponto crucial: a ingente necessidade que tem a Sociedade Veteranos de 32 de atrair pessoas de pouca idade aos seus quadros e ao seu convívio. Trata-se de assegurar que não se perca toda a grande luta que os Veteranos vêm travando há quase oitenta anos em prol do reconhecimento da Guerra Cívica de 1932 como um dos episódios mais heróicos, importantes e louváveis da História Pátria. É manifesto que temos a presidir a Sociedade um menino...de noventa e seis anos de idade: o nosso querido Gino Struffaldi. Mas esse garoto de alma um dia terá de passar o bastão de comando. E os demais poucos combatentes sobreviventes são também homens de avançada idade. Mesmo os colaboradores

(poucos, a bem da verdade) diretos do Presidente Gino são homens já na casa dos sessenta ou setenta. Precisamos de sangue novo! Do alto de seu entusiasmo, a Camila escreveu, n o n ú m e ro 1 d o 3 2 e m Movimento: “2010 foi um ano de renovação. Renovação de ambiente, de pessoas, de ideias, de energia. A sociedade cresceu. Tornou-se mais forte. Aumentou a família. E essa família cada vez se torna mais unida e orgulhosa de seus feitos, de sua contribuição para a grande família paulista e também para a grande família brasileira.” São palavras que atestam a energia juvenil da equipe de produção e sinalizam para uma renovação do quadro associativo e da militância pró-memória da Epopéia Constitucionalista. Mas é preciso concretizar esse propósito com a efetiva cooptação do maior número possível de jovens. Nesse sentido, acredito que o 32 em Movimento tenha real potencial de despertar o interesse das pessoas na faixa etária dos vinte ou trinta anos, interessadas no estudo da História e da Ciência Política. O formato é atrativo e o modo de divulgação, eletrônico. Muito mais apto, portanto, a atingir esse público pouco afeito ao papel escrito, mas i n te n s a m e n te a t i vo n o desenvolvimento de novos tipos de relacionamentos no espaço cibernético. Ref iro-me especialmente a participação em comunidades do tipo Orkut/Facebook e à intensif icação do uso de “ ta b l e t s ” p a ra t r o c a d e i n f o r m a çõ e s e a ce ss o à literatura virtual. Creio f irmemente que a moçada responsável pela iniciativa de lançar o 32 em

Movimento saberá trilhar esses caminhos e ensinar-nos a explorar todas as amplas perspectivas que se abrem à frente de uma associação vetusta, mas não velha. Uma entidade que tem como missão perpetuar a História daqueles meninos de outrora, que hoje repousam, quase todos, na Última Trincheira, “já sem sopro entre seus lábios”, mas imortalizados e consubstanciados à sagrada terra paulista, que só temos o direito de ferir para lavra, para sepulcro e para a luta em prol da l i b e r d a d e , n a co n f o r m i d a d e d o insuperável poema que lhes dedicou Guilherme de Almeida. Me u s c u m p r i m e n t o s , p o r conseguinte, aos jovens que tornaram r e a l i d ad e o 3 2 e m Mo v i m e n t o, especialmente aos que f iguraram na sua edição inaugural: Camila Giudice, Tiago Berg, Ricardo Della Rosa, Douglas Nascimento, Cássio Martin e Markus Runk. Que Deus os ilumine sempre, mantenha o seu ardor juvenil e abra-lhes as portas do sucesso ao longo do construtivo caminho de suas úteis existências. São Paulo e o Brasil precisam de gente de tão boa estirpe.


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Feliz e Próspero 2011! por Camila Giudice

Neste ano fomos brindados com um excelente início com um novo meio de comunicação, muito aprovado e elogiado, transformando antigos sonhos em realidade! O Jornal 32 em Movimento, nada mais é do que nossa forma democrática de contar o que temos feito, nossas histórias, efetuar nossos comunicados e permitir toda a forma de participação dos nossos amigos! É uma forma descontraída para tratarmos de assuntos relevantes, e que

cada vez mais, pedimos que haja colaboração de todos que quiserem ser “ouvidos”, para que nossa história seja sempre lembrada e compartilhada! Além do Jornal, a novidade é que em Março, faremos a nossa Reunião da CO FA M ( Co n se l h o Fa m i l i a r d o s descendentes dos Heróis de 32), no Sábado, dia 12 às 15 horas, para que o maior número de pessoas possam comparecer e opinar sobre os rumos da Sociedade. Teremos muitas novidades boas nesse ano! Muitos projetos continuam e já

demos os primeiros passos dos novos, que em breve serão anunciados! A Sociedade Veteranos de 32 MMDC deseja que todos nós tenhamos um excelente ano e que estejamos com nossas forças sempre unidas para que consigamos atingir nosso objetivo de levar a memória paulista adiante! Esperamos que apreciem mais esta edição, que foi preparada com muito carinho para vocês!

Novos associados Apresentamos os novos associados da Sociedade de Veteranos de 32 - MMDC. Sejam muito bemvindos! PAULO SÉRGIO DA SILVA MARCO ANTONIO DE TOLEDO CANDIA MAIYCON BRITO DE MORAES ANTONIO RUY FERREIRA DA SILVA.

Calendário de Eventos Reunião do Conselho Familiar - COFAM Dia 12 de março (SÁBADO) às 15 horas na Sede da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, na Rua Anita Garibaldi, 25 em São Paulo Mais informações pelo telefone: 11 3105-8541 54º Aniversário do Batalhão e Outorga das Medalhas Governador Pedro de Toledo e MMDC. Solenidade no 12º Batalhão de Polícia Militar Dia 28 de fevereiro de 2011 às 16 horas na sede do Batalhão, situado à Rua Rafael Iório, 160 - Campo Belo São Paulo, SP tel: 5044-0833 Medalha MMDC

Medalha Governador Pedro de Toledo

Major PM Sérgio Watanabe Cap PM Guilherme Augusto Bordini do Amaral Cap PM Wantuil Andrade Júnior 1º Ten PM Carlos Eduardo Hirofumi Utiyama 1º Ten PM Celso Arantes Lucas 1º Ten PM Samuel Phelippe de Souza Gomes 2º Ten PM Luciano Carvalho de Souza 2º Ten PM Luiz Augusto Rodrigues Siqueira 2º Ten PM Tiago Tavares da Silva 2º Sgt PM André Luiz Teixeira Beck

Ten Cel PM Helson Léver Camilli Cap PM Flávio Baptista Cap PM Alberto Silvério Lunardi Cap PM Robson Cabanas Duque Cap PM Sérgio de Barros Ferraz 1º Ten PM Almir Gilberto Pires 1º Ten PM André Luís Martins Attie 1º Ten PM Daniel Kumai 1º Ten PM Evaldo Antonio Soares Filho Sd PM Elza Maria da Silva.


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Histórico da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC por Cel. Mário Fonseca Ventura

Foi fundada a 7 de julho de 1.954. É uma sociedade civil sem f ins lucrativos, com propósitos cívicos e patrióticos e de assistência médica, auxílio funeral e assistência junto à Secretaria de Gestão (antiga Secretaria da Criança, Família e Bem estar Social), quanto ao auxílio PENSÃO DA LEI ESTADUAL Nº 1 890/78, aos veteranos e às viúvas de veteranos, LEI ESTADUAL Nº 3 988/88 A atual sede da Sociedade Veteranos de 32 MMDC se situa à Rua Anita Garibaldi, nº 25, no Centro da cidade de São Paulo (vizinha ao Corpo de Bombeiros). Tem a Sociedade por f im precípuo preservar, na memória do povo paulista, a dignidade e a grandeza do Movimento Constitucionalista de 32. Em cumprimento às suas f inalidades a Sociedade propõe-se a: ? Promover eventos cívico-militares e religiosos visando a rememorar os feitos e f iguras expressivas do Movimento Constitucionalista de 32, em especial as datas de 23 de maio,9 de julho, 2 de outubro e 2 de novembro, para cuja organização se valerá do apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo; ? Congregar os sócios em um corpo único, com o intuito de defender, intransigentemente, os interesses coletivos da classe, sem nunca perder de vista a inserção da mesma no campo dos altos objetivos nacionais; ? Promover o entrosamento dos descendentes dos veteranos, of iciais e praças da Polícia Militar do Estado de São Paulo, em atividade ou inativos, visto que são herdeiros das tradições da corporação, na sua participação ativa no Movimento Constitucionalista de 32 ; ? P r e s ta r a ss i s t ê n c i a s o c i a l a veteranos, suas viúvas e dependentes disso carentes, internação hospitalar

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de acordo com a Lei Nº 5 049, de 22 de abril de 1 986, comprovada sua f iliação à Sociedade, aplicado ao regulamento da Lei Nº 1 890/78. Fornecer material didático aos que estiverem cursando até o 2º Grau; manter o Monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, cujo Diretor é o Comandante da Academia de Polícia Militar do Barro Branco e a guarda afeta ao Batalhão da área; Imortalizar os despojos dos heróis constitucionalistas no Monumento Mausoléu; Organizar e atualizar um Memorial Constitucionalista “9 de julho” e um Arquivo Histórico e Biblioteca do Movimento Constitucionalista Realizar cursos e conferências sobre o Movimento Constitucionalista: Promover visitação a lugares históricos do Movimento Constitucionalista; Or g a n i z a r e / o u r e c o n h e c e r entidades congêneres em outra cidades; Manter estreito relacionamento com o comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo, com vistas às suas f inalidades; Defender o modo de vida brasileiro e as tradições, ideais e interesses da Pátria, em concordância com os preceitos constitucionais, intransferíveis e impostergáveis, atribuídos a todos os brasileiros.

A Sociedade Veteranos de 32 MMDC foi reconhecida de utilidade pública pelo Decreto estadual º 5.530, de 14 de janeiro de 1.960 e pelo Decreto Municipal Nº 8.790, de 23 de maio de 1.979. Quando de sua fundação (07/07/1954), os sócios (obrigatoriamente veteranos de 32) reuniram-se no antigo

torreão do Pátio do Colégio, por condescendência daqueles que promoviam a demolição do velho prédio, a f im de reconstruírem a Cabana de Anchieta e o Colégio dos Jesuítas, programada para o Quarto Centenário de São Paulo. Sabiam os Veteranos de 32 o que signif icavam para São Paulo aquelas ruínas sagradas da capela do Colégio de Anchieta e reagiram quanto à demolição. Houve até ameaças de conflito e os soldados de 32 já se dispunham a ocupar o Pátio do Colégio para lutar novamente, não mais defendendo o torreão onde faziam suas reuniões, mas o próprio chão paulista. Alguns nomes se destacaram nesta luta: Vilhena, Vilalva e outros que armados de revólveres tentavam evitar o duplo ultraje: a queda do torreão e o desalojamento dos ex-combatentes de 32. Na época, o venerando e boníssimo padre Pedreira, com toda a sua humildade, não percebia a intriga que estava armada contra os veteranos e, pesaroso, pedia ao então presidente da Sociedade, Mércio Prudente Corrêa, a devolução do torreão para que se processasse a demolição. Delicadamente não foi atendido. Surgiram tapumes e, mais tarde, os veteranos foram barrados de entrar no torreão. Os restauradores prometiam que salas seriam cedidas à Sociedade Veteranos de 32 após o trabalho de demolição. Aproximava- se o Quarto Centenário de São Paulo e se notava que da Epopéia de 32 pouca coisa iria sobrar. A incipiente Sociedade cívica dos Veteranos de 32 tinha como meta perpetuar os feitos e fatos do Movimento Constitucionalista, colocando a Revolução na História do Brasil.


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Edição número 02 - Sociedade Veteranos de 32 - MMDC

Um dia, no Pátio do Colégio, com frio intenso e sob a tradicional garoa paulista, ao relento, tendo como mesa apenas o capô de um automóvel e a luz da rua, sempre com a indefectível vigilância dos agentes do DOPS, realizaram mais uma reunião e depois prosseguiram numa caminhada à Casa de amigos. Mas tudo foi em vão. A demolição aconteceu e a Sociedade f icou desamparada. Foi aí que um prefeito cedeu, a título precário, um desvão de escada na Galeria Prestes Maia. Nesse lugar, a Sociedade Veteranos de 32 MMDC f icou até o ano de 1.968. Diretores da entidade, João Cintra Filho e Francisco Molinari desentranharam dos arquivos um ofício enviado em 1.963 ao Sr. Prefeito; dão-lhe nova redação, atualizando-o, e no dia 20 de maio de 1.968 entregaram ao General Meirelles Maia, Presidente da Sociedade. No dia 22 de maio, na casa do Comandante Saldanha da Gama, na solenidade de outorga da Medalha MMDC ao Senhor Prefeito Brigadeiro Faria Lima e personalidades, o Presidente da Sociedade faz entrega do documento em que pede uma sede para o MMDC. O Brigadeiro Faria Lima f icou surpreso ao saber em que condições eram realizadas as atividades da Sociedade Veteranos de 32 MMDC assinando um ofício endereçado ao Tenente-Coronel Flávio Capeletti, seu chefe de gabinete militar da Prefeitura. Dizendo que a sede do MMDC teria de ser resolvida em oito dias Na semana seguinte são chamados à Prefeitura João Cintra, Francisco Molinari e o Presidente recemeleito, Nelson de Moraes Lopes, para decidirem quanto à escolha de um prédio um na rua Conde do Pinhal, 88 e o outro na rua Anita Garibaldi, 25. Foi escolhido o

segundo endereço. O processo foi encaminhado a Coordenaria das Regionais (SubPrefeitura da Sé) que não o acolheu favorável. Voltou o mesmo às mãos do Prefeito que, com novo ofício da Sociedade Veteranos de 32 MMDC, insistindo na escolha do prédio, sendo então homologado pelo Prefeito. Em meados de novembro de 1.968, a Sociedade recebia aviso para desocupar urgentemente os Box da Galeria P r e s t e s M a i a o n d e f u n c i o n av a , precariamente, a sede. Era Presidente na época, Nelson Moraes Lopes. O Decreto Municipal nº 7.541, de 5 de julho de 1.968 autorizou a permissão de uso, a título precário, de imóvel de propriedade Municipal, na Rua Anita Garibaldi, º 25. A Assembléia Legislativa, pelo Presidente Doutor Nelson Pereira, colocou à disposição da Sociedade o mobiliário que pertenceu à antiga A sse m b l é i a , co l a b o ra n d o co m a Sociedade. Finalmente, a Sociedade deixava a Galeria Prestes Maia e se instalava def initivamente na Rua Anita Garibaldi, nº 25, onde desenvolve suas atividades até os dias de hoje. A Sociedade Veteranos de 32MMDC comemorou em 2007 os setenta e cinco anos da Revolução Constitucionalista (Jubileu de Diamante) desenvolvendo um intenso programa durante todo o ano, conforme atesta o relatório que segue este histórico. Pertence à Sociedade o majestoso Monumento-Mausoléu do Soldado Constitucionalista de 1932, que se ergue, imponente, no Ibirapuera. Foi uma obra construída pelo esforço inconteste de vários heróis do Movimento Constitucionalista de 32, onde, nas datas

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de 23 de maio, 9 de julho (principalmente) e 2 de outubro, a Sociedade Veteranos de 32-MMDC realiza, todos os anos, suas cerimônias em homenagem aos excombatentes e seus descendentes, ao povo paulista e, porque não dizer, ao BRASIL. Da Fundação pró construção do Monumento -Mausoléu, o último remanescente, o “capitão” da Coluna Invicta, Herbert Lévy, passou, em cartório, em novembro de 1999, os Direitos da Fundação para o MMDC, como justo reconhecimento pelos esforços desta Sociedade em conservar aceso o espírito da Epopéia de 32, adquirindo os direitos autorais por força do próprio Edital do Concurso que, em 1938, propiciou a elevação do Monumento. Essa histórica incumbência, apesar de todas as dif iculdades surgidas, a Sociedade Veteranos de 32-MMDC vem desenvolvendo com galhardia. Diz Hernâni Donato em sua obra “A Revolução de 32” “A cada 9 de julho, o clarim dos veteranos convoca, dos mais diferentes pontos do território paulista, os mortos da causa de 32 venham ocupar a última trincheira, reunir-se ao seu pelotão na planura do Ibirapuera, para penetrar os portais da história”. Nesse Mausoléu estão as cinzas de 788 ex-combatentes de 32 (paulistas, matogrossenses, gaúchos, mineiros, cariocas, paraenses, enf im de quase todos os Estados da Federação, bem como de muitos estrangeiros, inclusive japoneses e russos. Pena é que nem todos conheçam a beleza que encerram as páginas da história desse sagrado Movimento Constitucionalista. Mas a nossa Sociedade tenta desenvolver essa missão, num País que não se presta o devido respeito aos seus heróis.


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Os heróis que marcaram Fevereiro de 32 por Cel. Mário Fonseca Ventura

53 ANOS DA MORTE DE MARIA JOSÉ BARROSO - MARIA SOLDADO. Há 53 anos falece Maria José Barroso, veterana da Revolução de 1932, conhecida como “Maria Soldado”, em 11 de fevereiro de 1958. Nasceu em 15 de dezembro de 1901. O número de inscrição de Maria José Barroso na Sociedade Veteranos de 32-MMDC, onde começou em outubro de 1955, diz que ela nasceu em Limeira, em 15 de dezembro de 1901. Serviu na Revolução Constitucionalista de 1932 na Legião Negra, nas frentes norte e sul, como enfermeira. O Museu que f icava no interior do MonumentoMausoléu do Ibirapuera leva o seu nome. Em reunião da Diretoria Executiva de 20 de abril de 2006 determinou-se que esse Museu fosse transferido, em caráter precário, para o Colégio Santo Ivo, onde f ica a exposição da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, na Lapa, pois peças estavam sendo sucateadas do museu, numa situação de abandono no interior do Monumento Mausoléu, que se

encontrava em restauro. No dia 24 de abril de 2006 foi feito cuidadoso inventário das peças situadas nesse Museu e, dias após, foram transferidas para o Colégio Santo Ivo. No dia 20 de abril de 2006, o Professor José Carlos De Barros Lima, coordenador do núcleo da Lapa, foi designado Diretor do Museu “Maria Soldado”. O título de “ Mu l h e r S í m b o l o d a R e vo l u ç ã o Constitucionalista de 1932” foi-lhe conferido pela Sociedade Veteranos de 32MMDC após dezenas de reuniões que estudaram a participação das mulheres naquele Movimento. O jornal “A Gazeta”, em sua edição de 5 de setembro de 1932, assim se manifestou: “Uma mulher de cor, alistada na Legião Negra, vencendo toda a sorte de obstáculos e as durezas de uma viagem acidentada, uniu-se aos seus irmãos negros em pleno entrincheiramento na frente do sul, descrevendo a página mais profundamente comovedora, mais cheia de civismo, mais prof undamente brasileira da campanha constitucionalista, ao desaf iar a morte

nos combates encarniçados e mortíferos para o inimigo, Maria da Legião Negra! Mulher abnegada e nobre da sua raça.” No f im da vida, vendia doces e salgados na porta do Hospital das Clinicas, na cidade de São Paulo.

MUSEU MARIA SOLDADO por Douglas Nascimento

O Museu Maria Soldado, cujo acervo é da Sociedade dos Veteranos de 32 e que f ica originalmente no Obelisco do Ibirapuera. Desde que o local fechou para reformas o acervo encontra-se a disposição nesta instituição, temporariamente. Entretanto, apesar de provisório, a sensação é de que você está no local of icial, tamanho é a organização do espaço. Por ser o principal acervo da Revolução, no local é possível encontrar raridades exclusivas, como uma carta escrita por Santos Dumont, fotograf ias do combate em diversos pontos de São Paulo, matracas, capacetes, medalhas e uma das hélices do avião de combate que, nos céus, teria influenciado Santos Dumont a suicidar-se. No local há também a biblioteca da Sociedade dos Veteranos de 32 que possui inúmeras f ichas e documentos e que é constantemente visitado por pesquisadores, estudantes e militares em busca do passado histórico. O local dispõe de uma área especialmente destinada a pesquisa de documentos. Endereço: Rua Duarte da Costa, 1246 Lapa Telefone: (11) 3837-0566 Email: info@santoivo.com.br


Personagens São Paulo, 25 de Fevereiro de 2.011

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Os heróis que marcaram Fevereiro de 32 por Cel. Mário Fonseca Ventura

123 ANOS DO NASCIMENTO DO TRIBUNO DA REVOLUÇÃO, IBRAHIM NOBRE Nasce o tribuno Ibrahim de Almeida Nobre, no coração da cidade de São Paulo, em plena Rua Direita, no dia 19 de fevereiro de 1888. Não poderia haver cidadão mais orgulhoso de sua origem do que o futuro “Tribuno da Revolução de 32”, que se formou em Direito na Turma de 1909, das venerandas Arcadas do Largo de São Francisco, depois de um prolongado namoro com a medicina. Participou ativamente do Movimento Constitucionalista de 32. Na longa luta armada, militarmente desigual, viu-se engajado como simples soldado raso, num batalhão que levava o seu nome impoluto, sob o comando do Coronel Pedro Dias de Campos, para combater o inimigo na frente sul, nas trincheiras de Ourinhos, Itahi, Fartura, Bernardino de Campos, Xavantes, Ipaussu e noutras localidades do setor de Paranapanema, até a melancólica deposição do fuzil, em f ins de setembro de 32, coroada pelas agruras do cárcere, só amenizada pela calorosa

solidariedade de seus colegas de Promotoria. Na Sala da Capela, no Rio de Janeiro, Ibrahim dividiu a glória de seu martírio com Pereira Lima, Aureliano Leite, Waldemar Ferreira, Cásper Líbero, Guilherme de Almeida, Paulo Duarte, Francisco Mesquita, Júlio de Mesquita Filho, Vivaldo Coaracy, e dezenas de outros, que seguiram para o exílio, em Portugal, de onde retornariam à Pátria, anistiados, em 1934, em face da convocação da Assembléia Constituinte, tão ansiada pelo povo. Seus restos mortais acham-se eternizados no Monumentom a u s o l é u d o S o l d ad o Cons titucionalis ta, no Ibirapuera. Falece a 8 de abril de 1970. Inicialmente, foi sepultado no Cemitério São Paulo, com sua velha beca de Promotor, conforme desejo seu, no jazigo da família, onde já se achavam os restos mortais de sua querida Brisabela, seu busto de bronze moldado pelas mãos de Luiz Morrone atesta a passagem luminosa do grande orador pela Tribuna do Júri, no Palácio da Justiça. Seu corpo foi trasladado, por ocasião da comemorações do 45º aniversário da R e v o l u ç ã o Constitucionalista, em 1977, para o Panteão dos Heróis de 32, no Monumento-mausoléu d o S o l d a d o Constitucionalista, no Ibirapuera, juntamente com as cinzas de sua

esposa, num comovente cortejo fúnebre. Ali repousa, ao lado de Guilherme de Almeida, separados por um altar, logo atrás do túmulo do “herói jacente” que abriga os despojos das primeiras vítimas da Ditadura: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, e do bravo caboclo

Paulo Virgínio, debaixo da magníf ica abóbada da cripta daquele imponente santuário da Raça Dos Paulistas. A poucos metros do Mausoléu, numa praça fronteiriça, a cavaleiro do Obelisco, ergue-se o vulto de Ibrahim, lavrado no bronze eterno pelo saudoso estatuário, discípulo de Ximenes, que uma insigne Comissão, formada por Advogados, Promotores e Juizes mandou executar sobre um pedestal assentado em punhados de terras colhidas dos fundos das trincheiras da guerra cívica misturadas com o sangue e as lágrimas dos moços que lhe seguiram os passos, na memorável arrancada de 32.


Memorial São Paulo, 25 de Fevereiro de 2.011

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Nossos símbolos por Tiago José Berg

NOSSA BANDEIRA

A BANDEIRA DE JÚLIO RIBEIRO (1888)

A BANDEIRA DO POVO PAULISTA (1932)

As origens da bandeira paulista datam de julho de 1888, quando ela foi proposta pela primeira vez pelo escritor Júlio César Ribeiro Vaughan (1845-1890). Republicano fer voroso, ele publicou um artigo no primeiro número do jornal O Rebate, do qual era fundador, propondo a criação de uma bandeira com 15 faixas horizontais, nas cores preta e branca. No canto superior esquerdo, havia um retângulo vermelho, onde se sobrepunha um círculo branco que continha um mapa do Brasil (em azul) com as fronteiras da época, ladeado por quatro estrelas de ouro. O primeiro desenho da bandeira foi feito por seu cunhado, Amador Bueno do Amaral. Na época, Júlio Ribeiro apresentou a bandeira não como o estandarte do povo paulista, mas da nação brasileira, na esperança de que este fosse o modelo adotado quando proclamada a República.

Na bandeira proposta por Júlio Ribeiro residiam as três raças formadoras da nação brasileira: negros, brancos e indígenas. ? As 15 listras representavam a igualdade que deveria existir entre negros e brancos na nação brasileira. ? O retângulo vermelho simbolizava os povos indígenas. ? As quatro estrelas douradas aludiam à constelação do Cruzeiro do Sul, indicativas de nossa latitude austral. ? O círculo branco representava o globo terrestre, onde se destacava o mapa da nação brasileira.

Foi com a Revolução Constitucionalista de 1932 que a bandeira de Júlio Ribeiro ressurgiu com força como símbolo legítimo do povo paulista, e passou a ser usada de forma mais emotiva na luta pela liberdade e democracia. De fato, desde o começo do século XX, ela já era conhecida como símbolo de nosso Estado, mas seu uso era reservado a a l g u m a s r e p a r t i çõ e s p ú b l i c a s e estabelecimentos de ensino. Em 1937 a Constituição do regime de Getúlio Vargas proibiu o uso de símbolos municipais e estaduais. Segundo o pesquisador Hilton Federici, “por quase um decênio, tempo de duração do Estado Novo, esses símbolos f icaram sepultados, não na memória e no coração dos paulistas, mas apenas nas sombras das imposições ditatoriais”. Com a queda de Vargas e a nova Constituição democrática de 1946, a bandeira paulista foi restaurada pelo Decreto-lei 16.349 e posteriormente of icializada com a Lei 145, de 3 de setembro de 1948. Nela, a bandeira ganhou novos sentidos.

Decreto Nº 29.896, de 10 de maio de 1989 Citado por Cel Antonio Carlos Mendes

DESCRIÇÃO OFICIAL DA MEDALHA CONSTITUCIONALISTA, INSTITUÍDA PELA SOCIEDADE VETERANOS DE 32 - MMDC A Medalha Constitucionalista é outorgada pela Sociedade Veteranos de 32 - MMDC. Se destina a galardoar pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e relevantes serviços prestados ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932 se tenham tornado dignas de especial distinção. A medalha é um resplendor

canelado de prata, de trinta e seis milímetros de d i â m e t r o , carregado ao centro, no anverso, de um disco, trazendo no campo o emblema da Campanha do Ouro Para o Bem de São Paulo e na orla a divisa "Pela Lei - Pela Grei", no reverso, no campo, o contorno geográf ico do Brasil, tendo brocante um capacete

e n a o r l a , o s d i z e re s : "Sociedade Veteranos de 32 MMDC - 9 de Julho". Será pendente de f ita com dezenove listas iguais em largura, sendo treze ao centro, sete pretas e seis brancas, alternadas, ladeadas de uma vermelha, uma amarela e uma verde, para compreender a largura total de trinta e cinco milímetros. Aco m pa n h a rã o a medalha a miniatura, a roseta e o respectivo diploma.


Memorial São Paulo, 25 de Fevereiro de 2.011

Edição número 02 - Sociedade Veteranos de 32 - MMDC

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Lembrança dos combates no Túnel da Mantiqueira por Ricardo Della Rosa

Em adição à postagem sobre o Túnel da Mantiqueira, no blog, trago mais duas peças que lembram os combates naquele local. A primeira é uma antiga f lâmula baseada na famosa foto da boca do túnel, com a inscrição em latim: Hic, Hostis Non Transit (Aqui o inimigo não transita). Site: www.tudoporsaopaulo1932.com.br

A Revolução de 1932 na voz de César Ladeira por Douglas Nascimento

Você sabe porque nos desf iles da Revolução de 32 sempre toca a marcha Paris-Belfort ? A escolha desta música não é por acaso e vem lá dos idos de 1932, pois servia de fundo musical para as narrativas sobre o combate que se imortalizariam através do brilhante radialista César Ladeira. Este ícone do rádio brasileiro foi um dos maiores nomes deste veículo de comunicação em todos os tempos. Com sua voz marcante ditou o tom do rádio por muitos e muitos anos. Em 1931, foi contratado pela Rádio Record. Mal poderia imaginar que um ano depois, em 1932, iria ele se tornar a grande voz em prol da Revolução Constitucionalista. Era uma época que não existia televisão e o rádio era o principal meio para levar as notícias do campo de batalha até a população. A censura de Vargas dif icultava muito, e Ladeira e seu c h e f e , Pa u l o M a c h ad o d e Car valho, driblavam como possível o governo central para assim poder levar através de sua voz marcante as notícias da revolução aos lares das famílias

paulistas. Naquela época era comum que as famílias se reunissem ao redor do rádio para saber quais eram as últimas. S u a s n a r r a ç õ e s dramáticas e e m o c i o n a n te s à frente do microfone da Rádio Record f izeram que ele se tornasse “A Voz da Revolução de 1932?. E esta sua voz marcante foi além das fronteiras paulistas ecoando por todo o país. Quando a Revolução encerrou-se, por muito pouco não foi deportado. Mesmo com o término da revolução e tendo se mudado para o Rio de Janeiro, César Ladeira campinense de nascimento não encerraria sua ligação com o ideal dos bravos heróis de 1932. Em 1957, na ocasião da celebração dos 25 anos da Revolução Constitucionalista,

o locutor lançaria um LP chamado: São Paulo de 32 Pró Brasilia Fiant Eximia. Neste álbum totalmente narrado por ele, temos uma crônica de sua própria autoria chamada “25 anos depois” além de poemas de Guilherme de Almeida e Oliveira Ribeiro Neto. Imperdível. César Ladeira faleceu em 8 de setembro de 1969. Em prol da memória paulista, estamos disponibilizando este rico material histórico para download no site.

Site: www.saopauloantiga.com.br


Paixão Paulista São Paulo, 25 de Fevereiro de 2.011

Edição número 02 - Sociedade Veteranos de 32 - MMDC

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Esperança de 32

A Magia Bomfiniana

por Frances de Azevedo - 07/2010

Por Renato Nalini, Presidente da Academia Paulista de Letras

Lá nas trincheiras, a esperança Era bandeira do ideal, A pairar com conf iança, Naquele julho invernal! Com tão pouca munição, A matraca não foi mito, Tão forte, com precisão, Fez efeito no conflito!

Marca o passo na história, Para orgulho do brasil! Depois da bandeira erguida, A carta da liberdade Foi o sol da paz rompida Outorgando dignidade!

Avança a tropa paulista, Mesmo sendo minoria, Tudo pela reconquista Da real democracia!

A Magia Bomf iniana

O jovem, com toda glória, Tombando no campo hostil,

Paulo Lobato Giudice por Camila Giudice

O início de tudo…. Não havia uma fotograf ia que eu mais adimirasse do que a de meu avô...estava ele jovem, muito bonito, fardado, com um olhar orgulhoso, com algo a mais, que sempre me leva a pensar... Há alguns anos, descobri o que essa farda signif icava e o quanto minha família estava envolvida nessa história tão apaixonante de 32.... A partir daí começaram as homenagens com a imortalização, o primeiro retrato do Herói, o primeiro quadro em Museu, os desf iles e a entrada na Sociedade Veteranos de 32 MMDC, minha f amília de coração! Só devo agradecer a este herói, com tantas virtudes que transmitiu o maior de seus valores, na continuidade da história por sua neta e que permitiu a abertura de tantos caminhos! Esta edição, dedico de coração a ele, o herói que já se uniu ao Batalhão de 32, mas deixou sua paixão renovada em meu coração! Obrigada, meu avô Paulo!

Nesta edição, não resistimos a uma merecidíssima homenagem ao nosso querido e amigo poeta e endossamos, com a publicação da bela mensagem da página de abertura do s e u s i t e o f i c i a l : www.paulobomfim.com, o qual nos brinda com a leitura de suas gloriosas palavras!

Se a humanidade nem sempre está atenta às primícias que de quando em quando ela produz, há exceções que propiciam retomada do credo nas criaturas. Uma delas é o amor que envolvem pessoa e obra do poeta Paulo Bomf im. Ele merece em vida a reverência carinhosa de uma legião de devotos. Reconhecem eles a qualidade de sua obra e a suprema excelência da matéria-prima de que o seu ser foi composto. A genialidade não se caracteriza, inevitavelmente, pela beleza de caráter. Quanta vez o talento compartilha a miséria da condição humana. Em Paulo Bomf im, o casamento é perfeito. Poeta arrebatador em espírito sedutor. Erudição e singeleza. Beleza e generosidade em doses olímpicas. Sobre sua obra e personalidade, se pode invocar Schiller, quando observa: Um homem pode nos agradar por sua prontidão para servir; ele pode, por meio de seu discurso, nos dar assunto sobre o qual pensar; ele pode, por meio de sua personalidade, encher-nos de respeito; mas, por f im, ele também pode, independentemente de tudo isso, e sem levarmos em consideração, ao julgá-lo, qualquer lei ou propósito, simplesmente nos agradar quando o contemplamos e pela simples maneira de seu ser. Sob esta qualidade nomeada por último, nos o estamos julgando esteticamente. Felizes somos nós que podemos partilhar da vida e obra de Paulo Bomf im, no convívio fraterno que é um dos maiores dons que a Providência pode reservar aos viventes. Sorvamos e nos deliciemos com a poética magia Bomf iniana. Sinta a magia bomf iniana no Espaço Cultural Paulo Bonf im, localizado no Tribunal da Justiça do Estado de São Paulo. Um acervo exclusivo alusivo ao príncipe dos Poetas e também peças da revolução constitucionalista de 1932.

Site: www.camilagiudice.com.br


Paixão Paulista São Paulo, 25 de Fevereiro de 2.011

Edição número 02 - Sociedade Veteranos de 32 - MMDC

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Dia a dia com meu grande avô... por sua netinha por Renata Luz

Vovô acordava tarde....quando a gente ia dar um beijinho nele na cama, ele colocava seu lençol tapando a boca....será que era pra gente não sentir seu hálito ? Só se i q u e e l e t i n h a s e m p re e sse s cuidados...... Também adorava cuidar de pombinhas doentes, ou com perninha quebrada, ou meio ceguinhas, ou com cara de muito, muito velhinhas.... O quintal dele parecia um asilo de pombinhas..... E lá tinha sempre uma vasilha de água fresquinha, e quirera pra tudo que é lado..... Então vivia também cheio de passarinho disputando a comidinha das pombas.... Quando uma pomba mais fortona (também tinha...) f icava comendo toda a quirera das mais fraquinhas, o vovô não deixava... ele espantava ! O vovô tinha uma santinha, uma imagem da N. Sra., que ele guardava numa espécie de igrejinha de madeira, cheia de santinhos e flores m e i o antigas...Quando a gente ia viajar com os nossos pais, o vovô telefonava antes e dizia: "Primeiro vem beijar a santinha...." ..é que a gente morava a menos de um quarteirão de distância de sua casa...e lá ia a gente beijar a

santinha...ela era toda gasta, meio “brilhosa”, acho que de tanto levar beijo ...... O vovô então rezava uma reza.... e a gente tinha que repetir.... "Nossa Sra. Aparecida ....esqueci o resto....” Mas é porque a gente não viajava muito...mas tem uma reza que nunca esqueci, que era a que ele nos ensinou a rezar quando dormíamos em sua casa....coisa que eu mais adorava....! : "-Nossa Sra. Aparecida, eu agradeço o bom dia que me destes...dai-me uma boa noite...abençoai papai, mamãe, vovó, vovô, fernanda cecilia, rogerio, a mim, andré e raquel.....a benção Nossa Senhor ! E lá vinha beijo na santinha de novo..... acho que o vovô era o maior fã da santinha....da N. S. Aparecida” Adorava a casa do vovô...quando eu cabulava a aula, era lá q u e e u m e escondia....que ele me escondia ! Mas antes me dava pra tomar um leitinho "real"....rsrs...e depois eu ia terminar gostosamente meu sono interrompido, de uniforme, mala, lancheira e tudo, no sofá molinho da sua sala....mamãe nunca desconf iou dessa nossa cumplicidade... Sinto até hoje o gostinho do leite da casa do vovô. Era frio, m a s n ã o d e geladeira....o vovô

fervia o leite tipo A, da granja, e depois punha a leiteira com o leite ainda morno pra esfriar dentro de outra vasilha cheia de gelo...então ele esfriava devagar, sem ser forçado, era diferente, era um leite friozinho gostoso, natural......que a gente tomava comendo goiabada cascão junto...e enquanto eu me deliciava, ele, muitas vezes, apoiava o braço encima de uma geladeira baixa que tinha na copa, e desandava a contar os causos....... Vovô adorava conversar, e eu era muitas vezes sua platéia....Quando precisava de uma ouvinte atenta e deslumbrada, ligava pra minha casa, mandava me chamar pra tomar um leitinho "real"....e lá ia eu correndo, feliz da vida ! "- Por que se chama "leitinho real", vovô ?", perguntei um dia..... Ele dava um sorrizinho maroto, aquela cara tão bonita, aquela cabelereira branca esvoaçante, aquele porte altivo e bondoso.... e em silencio fazia um gesto com as mãos em sua direção, apontando a si mesmo, como querendo dizer :."É feito por um rei....." Era uma brincadeira dele, mas para mim, era verdade....... O vovô, para mim, não era o Ibrahim de Almeida Nobre, o tribuno da revolução de 32, o maior ou um dos maiores oradores que o Brasil já teve, um exemplo de ética, honestidade e inteligencia.....pra mim, o vovô era um rei....que sabia preparar o melhor leitinho do mundo, e que me contava histórias.... rimando........


32 em Revista São Paulo, 25 de Fevereiro de 2.011

Edição número 02 - Sociedade Veteranos de 32 - MMDC

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Criação da Frente Única Paulista por Cel. Mário Fonseca Ventura

Há setenta e nove anos, num domingo, dia 14 de fevereiro de 1932, criava-se a Frente Única Paulista. Representantes do Partido Republicano Paulista e do Partido Democrático reuniram-se no Hotel Esplanada, no apartamento do doutor Álvaro de Carvalho e decidiram se unir pela reconstitucionalização do País e pela autonomia de São Paulo. O Manifesto da união política foi redigido pelo doutor Francisco Morato, com a colaboração do doutor Altino Arantes e publicado com data de 17 de fevereiro. Diz o manifesto: “É a conjunção de todas as correntes dispersas ou discordantes que fraternizam em uma única diretriz e disciplina, animadas de sentimentos da mais absoluta cordura, lealdade e impavidez (...) Cedemos à força irresistível da opinião pública; cedemos contentes e resolutos (...) São Paulo, martirizado, nunca poderia perdoar aos seus f ilhos manterem-se desunidos ante tantos perigos e infortúnios. Tréguas, pois, para as lutas estéreis; tréguas para as discórdias de irmãos; a hora não é de

dissídios e rivalidades. Os componentes da f rente-única paulista mantêm integralmente os seus programas de atividade cívica e quadros partidários, tanto como a autonomia e prerrogativas dos respectivos diretórios e organizações, mas recolham-se, neste passo de nossa história, à sombra da mesma bandeira, conjugando suas aspirações e esforços, com lealdade e dedicação, em prol do retorno do Brasil à ordem constitucional e da imprescindível autonomia do nosso Estado (...) Ponhamo-nos à altura do papel que sempre nos coube no cenário nacional. Unidos, patentearemos aos nossos compatriotas a resolução irredutível em que nos mantemos de nos governar por nós mesmos e de reacender as energias com que temos contribuído para a construção e prosperidade da Pátria.” A causa de São Paulo se fortif icava com a união das duas agremiações e a união dos paulistas transformou a cidade de São Paulo como um rastilho de pólvora, incendiando os

corações de homens, mulheres e crianças. São Paulo tinha a adesão dos espíritos desapaixonados. O dia 17 de fevereiro foi de verdadeira glorif icação de São Paulo, com forças unidas em todas as suas direções: morais, intelectuais, sociais, políticas, econômicas, f inanceiras. A Frente Única Paulista passava a ser apoiada pelas grandes associações de classe, lavouras, indústrias, a mocidade estudiosa, comércio, bancos, sociedades sábias e liberarias. São Paulo reagia d e c i d i d a m e n te co n t ra a s humilhações que o Governo Provisório causava ao Brasil. Um estrondoso comício, convocado pela Liga Pró-Constituinte, em 24 de fevereiro, vai mostrar a “a união sagrada de todos os paulistas, iniciada pela aliança dos dois partidos”. Foi uma massa gigantesca de pessoas, em frente à Catedral da Sé, que ultrapassava o grande comício de 25 de janeiro de 1932.


Polícia Militar em destaque São Paulo, 25 de Fevereiro de 2.011

Edição número 02 - Sociedade Veteranos de 32 - MMDC

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Legalismo Paulista - Uma história de longa duração por Capitão PM Herbert Moraes

Parte II Nesse contexto, ouso evocar a Nova História para elaborar uma leitura possível sobre os acontecimentos de 1932 em São Paulo e as consequências deles decorrentes. A Revolução Constitucionalista não se explica tãosomente por acontecimentos imediatos e manipulação elitista dos grandes e poderosos. Igualmente não se explica somente pela sanha e ambição sanguinária de um ditador inescrupuloso, assim como não se pode atribuí-la individualmente à mania gigantista dos paulistas e nem à liderança dos militares diretamente engajados no conflito. A coerência talvez seja encontrada na reunião desses múltiplos fatores, cada um com sua devida intensidade, mas certamente o elemento fundamental a ser destacado é a mentalidade do povo paulista, com seus atributos positivos e negativos, mas singulares, assim como os possuem cada povo de cada Estado pertencente à Federação. O grande atributo, neste caso, do povo paulista pode ser resumido em apenas uma palavra: legalismo. Não vai aí nenhum viés panfletário a exaltar as qualidades do povo paulista, mas há uma leitura a ser feita acerca deste legalismo, que encontra suas raízes em tempo distante, assim como distante é o espaço. É uma longa história, quer dizer, uma História Longa, que começa antes mesmo da chegada dos portugueses na terra que hoje chamamos Brasil. Pioneiros na consolidação de seus Estados Nacionais, enquanto os outros quase-Estados europeus

digladiavam-se em lutas intestinas, Portugal e Espanha cedo lançaram-se às águas para avultar seus domínios. Antes mesmo de chegarem ao Novo Mundo, a Terra fora dividida em duas via chancela papal: era a ordem tordesilhana - única ordem mundial que não foi fruto de guerra. O negócio era bom para todos: a Coroa teria mais terras para pilhar e, portanto, mais súditos para tributar, os despossuídos teriam esperança de uma vida melhor em terras distantes e a inconveniência de sua presença seria enviada para longe, a autoridade e legitimidade papal seria reforçada, o rebanho do Senhor seria aumentado em número de almas e os outros Estados chegariam tarde demais para partilhar da pilhagem. Porque grande demais e longe demais, a América Portuguesa não poderia ser ocupada de maneira consistente. Desde que a fatia da coroa fosse enviada, em geral vivia-se em paz em terras brasílicas, com leis locais, juízes locais, senhores locais e braço armado local. Os mais incomodados pela coroa eram as localidades mais ricas: era a época do açúcar. São Vicente, a princípio uma próspera Capitania, cedo viu seu sonho de riqueza desvanecer frente às escarpas íngremes da Serra do Mar, formidáveis barreiras a cercear seu ímpeto açucareiro. O remédio foi escalar as escarpas e tentar a vida no planalto, longe da costa e de quase impossível f iscalização. E então começa o terror. As bandeiras eram o sonho de riqueza emprestado dos espanhóis, que tinham ouro dos Mexicas, mas sobretudo, tinham a prata do Potosi, escoada pelo

Porto de Buenos Aires, via, claro, Rio da Prata. Como não houvesse o vil metal por estas bandas, o aprisionamento de índios foi um passo natural. Saque, escravização, pilhagem, violência, estupro, destruição: eis as primeiras contribuições dos bravos bandeirantes paulistas, uma raça de gigantes. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra: que se atribua o valor a quem o tem. O gigantismo paulista e bandeirante é derivado de motivos de outra ordem, advém da verdadeira contribuição das bandeiras. Ora, entre os anos 1580 e 1640 do nosso Senhor, os reinos de Portugal e Espanha estiveram sob a mesma coroa. União Ibérica para uns, dominação espanhola para outros, o fato é que havia um só rei para os dois reinos, e, sendo assim, não havia necessidade de fronteiras entre os dois. Os bandeirantes, ladeados pelas entradas e monções, acabaram por adentrar o inexplorado território e deixar suas marcas mediante o estabelecimento pequenos vilarejos, fortes e marcas de ocupação. Até mesmo os nomes dados pelos bandeirantes aos rios, montanhas e demais reentrâncias geográf icas seriam de suma importância para que se estabelecesse posteriormente a posse de fato e de Direito def initiva das terras exploradas. E é exatamente aqui que a mentalidade legalista tupiniquim tem seu início, já em terras brasílicas.

Continua na próxima edição.


Reserva Cultural São Paulo, 25 de Fevereiro de 2.011

Edição número 02 - Sociedade Veteranos de 32 - MMDC

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Curso: São Paulo: História e fragmentos de uma metrópole por Douglas Nascimento

Não é todo dia que vemos um bom curso gratuito de história sobre a cidade de São Paulo. E foi pensando nisso que o Mosteiro de São Bento está organizando o curso “São Paulo: História e fragmentos de uma metrópole”, que será ministrado pelo Professor Dr. Paulo de Assunção. As incrições já estão abertas e se você quiser participar, é melhor correr pois as vagas são limitadas. Programação: Curso “São Paulo: História e fragmentos de uma metrópole” Ementa: São Paulo possui uma história muito rica que pode ser explorada pelos seus habitantes, visitantes, e por prof issionais que desejem explorar as diversas oportunidades desse roteiro que oferece atrativos culturais impares. Por meio do conhecimento do contexto histórico e social de São Paulo, bem como saber sobre as culturas e tradições dos diversos povos que formaram a cidade, será desenvolvida uma análise sobre o turismo cultural na capital paulista. Programa: 1. A fundação de São Vicente e a ocupação do planalto de Piratininga; 2. A vila de São Paulo: entre as cartas jesuíticas e as atas da câmara da vila; 3. A união Ibérica e a vila de São Paulo: novos limites, novas conquistas; 4. São Paulo no Século XVII: os bandeirantes, os índios e o reconhecimento do interior; 5. As minas de São Paulo: o ouro e a miséria na América portuguesa; 6. As transformações da cidade na primeira metade do Século XIX: um burgo de estudantes e o olhar dos viajantes; 7. O café, os imigrantes e a cidade de São Paulo: a construção e as mudanças no plano urbano da cidade; 8. No limiar do Século XX uma cidade em mutação: a paulicéia desvairada; 9. A metrópole e os fragmentos do passado. Início: 03/05/2011 Término: 21/05/2011 Dia: Terças-feiras Horário: 08:30 às 11:45 Valor: Gratuito Inscrições: Ir. João Baptista, OSB Biblioteca do Mosteiro: joaonetoop@ibest.com.br

Acervo digital de 90 anos do jornal Folha de São Paulo

Casa Guilherme de Almeida por Ricardo Della Rosa

por Camila Giudice

O Jornal Folha de São Paulo disponibiliza aos seus assinantes o acesso para a Consulta ao Acervo de todas as edições desde 1921, por um período gratuito para “degustação”. Vale a pena conferir no site: Http://acervo.folha.com.br/ A imagem ao lado é a 1. página da edição de 24 de maio de 1932!

Recomendamos a visita a Casa Guilherme de Almeida para todos que se interessam pela história de São Paulo, pela Semana de Arte Moderna de 1922, pelo Movimento Constitucionalista de 1932, por literatura, arte ou arquitetura. Seja qual for o seu foco de interesse, a visita será fascinante. Para saber mais acesse www.casaguilhermedealmeida.org.br


Cartas São Paulo, 25 de Fevereiro de 2.011

Edição número 02 - Sociedade Veteranos de 32 - MMDC

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Edição de Janeiro do jornal 32 em Movimento MEUS AMIGOS (AS) A criação do jornal da Sociedade, denominado pela Diretoria como "32 EM MOVIMENTO", é um dos nossos sonhos acalentados por mais de 10 anos. Agradeço ao desempenho e a boa vontade de Camila Giudice, nossa Diretora de Comunicação Social, e sua equipe pela concretização f inal. A idéia é lançar uma edição mensal. Acredito que isso será uma realidade. Também preciso render minhas homenagens à Frances de Azevedo pelo seu grande incentivo nessa empreitada. Durante quase 15 anos servindo ao MMDC tinha um sonho de publicar um jornal da Sociedade. Por falta de patrocínio e, as vezes, boa vontade das pessoas, somente hoje dia do Aniversário da Cidade de São Paulo, esse sonho tornou-se realidade. Compartilho com meus amigos e minhas amigas a grande vitória do MMDC. Aceito a colaboração de todos e de todas. Basta mandar ou para mim ou diretamente para nossa Diretora de Comunicação Social, Camila Giudice, um artigo, um comentário, uma sugestão, a l go q u e te n h a r e l a c i o n a m e n to co m o Mov i m e n to Constitucionalista, para que possamos fazer a história da EPOPÉIA DE 32. O jornal será publicado mensalmente. Solicito apenas que mande também uma fotograf ia para que se possa identif icar melhor o trabalho com o seu autor. A todos os amigos e amigas que se uniram para esse desiderato o meu muito obrigado!!! Cel. Mário Fonseca Ventura

Aniversariantes de Fevereiro 05/02 José Carlos di Sisto Almeida 05/02 Carlos Roberto Venâncio 05/02 Angélica Marino Feitosa 05/02 Paulo Antonio Lemos 06/02 Cap Ricardo S. Barreto 06/02 José Guilherme Levensten 07/02 Nazareth da Silva Darakdjian 07/02 Francisco George Trajano 11/02 Ten Cel PM Capelão Osvaldo Palópito 17/02 Paulo F. de Campos De Toledo 19/02 Ten Modesto de O. Azevedo 22/02 Arthur Cesar Falcão 24/02 José Palazolo 25/03 Paulo César Gomes 26/02 Cap PM Anisio Araujo Dos Santos 26/02 Valdir Candido Martins 27/02 Cel. Roberto Gueiros Da Silva

Fiquei encantada com o Jornal da Sociedade de Veteranos de 32-MMDC, maravilhoso. Todos os dias na hora do almoço na empresa aproveito para ler seu blog ( é uma volta ao passado). Parabéns!!! Roseli Fonseca

Alvíssaras! Apesar de minha def iciência visual, regressando de estafante viagem, alertado por minha secretária, encontro notícia das mais auspiciosas : - o lançamento " Jornal de 32 " , neste marco comemorativo dos 457 anos da fundação de São Paulo. Congratulo-me com a notável iniciativa e peço-lhe estender meus efusivos cumprimentos a todos que levaram-na a efeito, augurando-lhes os melhores votos para o futuro, visto que a lavra de Gino Struffaldi será por esse arauto cultivada :"O Jornal de 32" lembrará aos nossos governantes necessidade de agirem sempre com ef iciência, honestidade, dignidade e patriotismo, trabalhando para conduzir o nosso querido Brasil em sua marcha triunfal rumo ao inf inito" contribuindo para forjar mentalidade,a exemplo do que consigna o artigo do preeminente amigo no exemplo inesquecivel, para sempre, de Mário Hilário Dallari. Prezados redatores: "32 em Movimento" pode ser considerado um presente impar ofertado à nacionalidade e em especial aos paulistas, nestas festividades comemorativas dos 457 anos de fundação de São Paulo. Com entusiasmo, recebam nossos cumprimentos por mais esta inabalável demonstração de patriotismo. Nosso clube rotaryano Curitiba/Sul foi cientif icado nos termos adiante expostos,na reunião da última quintafeira, f iz nessa oportunidade alocução sobre o signif icado do MMDC e seu heróis. A acolhida foi gratif icante. Mariano Taglianetti - presidente da AVDD Associação do Voto Democrático Distrital.

EXPEDIÇÃO: Publicação: Sociedade Veteranos de 32 - MMDC Endereço: Rua Anita Garibaldi, 25 - 01018-020 - São Paulo - SP Telefone: (11) 3105-8541 E-mail Sociedade: mmdc.32@terra.com.br E-mail para contribuições: veteranos32@gmail.com Site of icial: www.sociedademmdc.com.br Twitter: www.twitter.com/MMDC32 Publicação: 25 de fevereiro de 2011 Produção executiva: Camila Giudice - Diretora de Comunicação Social Redação: Diversos autores Criação e diagramação: Markus Runk Agradecimentos: A todos nossos colaboradores que possibilitaram a criação deste jornal e o apoio que tivemos de todos nossos amigos. Tiragem: Eletrônico

32 em Movimento Fevereiro  

Jornal da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC, com o intuito de manter a perpetuação da memória dos heróis de 32.

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