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publicação da

Sobloco Construtora S.A. - Empresa de Desenvolvimento Urbano - Junho 2015 - Ano 39 - Nº 192

Parcerias Público-Privadas: um caminho a ser seguido

S

egundo o professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, nosso entrevistado Gesner Oliveira, o conceito das chamadas PPPs – Parcerias Público-Privadas ainda tem muito campo para se desenvolver e dar frutos às nossas atividades econômicas. Embora com alguns resultados positivos já constatados, como o da ampliação do Sistema Alto Tietê que, adotada em 2008, ou seja, em hora oportuna, resultou na redução da crise hídrica dos dias de hoje, as PPPs, já com 10 anos, pouco se desenvolveram. Há ainda um imenso campo a ser explorado. Sabemos todos que projetos advindos do setor público, quando analisados por seus resultados, são na maioria das vezes inegavelmente frustrantes, ainda que conduzidos dentro dos

melhores padrões. Incertezas quanto a seus cronogramas, em geral desacreditados, interesses políticos de toda ordem e falhas lamentáveis em projetos representam, entre outros fatores, as fontes do constante descrédito da opinião pública e o caminho da frustração. Diante deste quadro, parece incrível que, já com 10 anos de vigência, as PPPs não tenham crescido exponencialmente. As sugestões apontadas pelo nosso entrevistado representam, ainda que modestamente, o potencial desse sistema. Sem falar em macro projetos como, por exemplo, a limpeza e recuperação dos rios Tietê e Pinheiros que, nas mãos de nossos governantes, estão fadadas a se estenderem ainda por dezenas de anos a custos mirabolantes. Uma vergonha para nós, paulistas.

Parcerias Público-Privadas

Uma década de parcerias

D

ez anos após sua implantação, as Parcerias PúblicoPrivadas (PPPs) ainda têm muito para crescer no Brasil, na opinião do economista Gesner Oliveira, professor da Fundação Getúlio Vargas e

sócio da GO Associados. “De qualquer maneira, houve um avanço razoável, com efeitos importantes. Vem crescendo o interesse dos empresários ao mesmo tempo que diminui a resistência do Estado”. Pág. 2

Infraestrutura

Crescimento e atraso

E

studo realizado para a Fiesp mostra que a indústria da construção civil teve um aumento de

competitividade. Já o setor de saneamento básico, apesar do crescimento, ficou muito aquém das necessidades do País. Pág. 3

A PPP Alto Tietê permitiu a expansão de 5 m³ /segundo na capacidade de água em São Paulo

Notícias • Sobloco lança o Residencial 3 no Parque Faber-Castell • Inaugurada a avenida construída pela Sobloco em São Carlos • Gafisa entrega o Network Business Tower no Espaço Cerâmica • Coleta de materiais recicláveis na Riviera aumenta 600% na temporada de verão • Publicado o balanço 2014 da Sobloco

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Parcerias Público-Privadas

Uma maneira avançada de empreender Instituídas há 10 anos, as PPPs iniciaram um novo conceito na realização e manutenção de projetos

Gesner Oliveira “A situação econômica atual do Brasil mostra a necessidade de fontes privadas de financiamento”

U

m contrato de prestação de obras ou serviços firmado entre empresas privadas e os governos federal, estadual ou municipal: este é o conceito das chamadas PPPs – Parcerias Público-Privadas, criadas há uma década e que “já deram alguns frutos importantes, mas menos do que poderiam”, na opinião do economista Gesner Oliveira, professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e sócio da GO Associados, consultoria que desenvolve esse tipo de projeto. “De qualquer maneira, houve um avanço razoável, tanto que vemos PPPs bem-sucedidas em vários segmentos.”

Entre elas, ele cita a ampliação do Sistema AltoTietê:“se não tivesse sido feita em 2008, o problema da falta de água em São Paulo hoje seria maior”, e a linha 4-Amarela do metrô paulistano. “É possível ver a diferença de qualidade dos serviços em relação às outras linhas: ela é mais sofisticada e melhor sinalizada.” Os projetos podem ser da iniciativa pública ou propostos por empresas privadas através do mecanismo denominado Procedimento de Manifestação de Interesse. Por meio dele, a iniciativa privada sugere um projeto e cabe ao governo estudar sua necessidade e

viabilidade. “Se a ideia for considerada boa, o governo promove uma licitação e quem desenvolveu o projeto também concorre em igualdade de condições com os demais interessados”, explica Gesner Oliveira. “Em caso de aprovação, o autor do projeto é remunerado pelo vencedor da licitação. Isso estimula as pessoas a desenvolver estudos”. Entre os Procedimentos de Manifestações de Interesse já realizados, ele destaca uma planta de dessalinização da água em São Paulo e a elaboração de estudos de esgotamento sanitário para o Vale do Juqueri. O objetivo das Parcerias Público-Privadas é possibilitar a execução não só de infraestrutura física – estradas, rodovias, postos e hidrovias – como também infraestrutura social: hospitais, escolas, presídios e o próprio saneamento básico, que reúne esses dois aspectos. Entre os setores mais interessantes para incrementar as PPPs, Gesner Oliveira destaca a recuperação de perdas de água, construção e operação de aterros sanitários, plantas de recuperação de resíduos sólidos “não tem limite...” Na área habitacional, foi feita uma PPP para habitação social na cidade de São Paulo, uma ação com os governos estadual e municipal para transformar

prédios do Centro, que já dispõe de infraestrutura, em habitações sociais.

Excesso de burocracia O principal entrave para o incremento das PPPs no Brasil, e que acontece em todas as esferas governamentais, é o excesso de burocracia. “É preciso melhorar o sistema de garantias para o caso de haver, por exemplo, um problema de default”, analisa o economista. “Além disso, as fontes de financiamentos devem ser diversificadas. Por enquanto, os grandes responsáveis por esses financiamentos são o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – e a Caixa Econômica Federal. A situação econômica atual do Brasil mostra a necessidade de se buscar fontes privadas de financiamento. Hoje existem poucas, alguns empréstimos-ponte dados por instituições privadas.” Segundo ele, é necessário incentivar as debêntures de infraestrutura e também os fundos de previdência a investir mais no setor. “O importante é que vem crescendo o interesse dos empresários pelas PPPs ao mesmo tempo que vem diminuindo a resistência do governo. Antes havia uma resistência grande principalmente do governo federal sobretudo por questões ideológicas”, conclui.


Infraestrutura

Investimentos insuficientes Estudo da Fiesp mostra que o Brasil precisa investir R$ 4,5 trilhões em desenvolvimento urbano e obras de infraestrutura entre 2015 e 2022

U

m levantamento tendo melhorado nas últimas desenvolvido pela décadas, o Brasil ainda apresenta consultoria Ex Ante um atraso muito grande. Segundo para o 11º Congresso Brasileiro dados do Sistema Nacional de da Construção, realizado pela Informações do Saneamento, Federação das Indústrias do Estado em 2012 havia 13,4 milhões de de São Paulo (Fiesp) em março, moradias sem acesso à água tratada demonstra que a indústria da e 34,8 milhões sem coleta de construção civil teve um aumento esgoto. “Apesar de as aplicações de competitividade considerável do FGTS em saneamento nos últimos anos, estimulando indicarem valores superiores à a expansão da produção e do média dos anos anteriores, entre emprego. “O investimento em 2013 e 2014 foram cerca de obras saltou de R$ 205 bilhões em R$ 8,6 bilhões, bem menos que os 2007 para R$ 460 bilhões em 2014, R$ 13,7 bilhões necessários para indicando crescimento de 12,2% suprir as carências da população”, ao ano”, afirma o economista afirma. “Os investimentos Fernando Garcia de Freitas, diretor cresceram, mas a oferta de 500.000,00 da Ex Ante. No ano passado, o infraestrutura em diversas áreas PIB da indústria de materiais, 460.110 ainda não é suficiente para atender 9,6% máquinas e equipamentos para a à demanda nacional.” 450.000,00 443.924 construção atingiu R$ 53,4 bilhões Para ele, novos projetos de 9,2% 9,2% 9,1% infraestrutura são fundamentais e o9,1% setor gerou 672421.171 mil empregos. 400.000,00 Em consequência do Programa para aumentar a produtividade da 381.338 Minha Casa Minha Vida, o déficit economia brasileira e reduzir os 350.000,00 342.421 brasileiro passou de habitacional custos de produção, adequando o 8,4% 6,941 milhões de famílias em 2010 300.000,00 país a um ambiente global cada vez para 6,067 milhões em 2013, uma mais competitivo. “Cabe ressaltar 273.383 queda de 4,4% ao ano no período. que a necessidade é distinta em 250.000,00 O estudo demonstra ainda cada segmento, exigindo expansão 241.547 a importância da cadeia da mais rápida nas áreas em que construção civil, que empregou em 200.000,00 hoje há maior carência. Para 2014 um contingente de cerca de isso, é necessário que obstáculos 150.000,00 6,4 milhões de trabalhadores com de natureza regulatória, de 2009 2010 2011 2012 08 2013* 2014** carteira assinada, o que representa financiamento e ambientais, que 13% da força de trabalho nacional. reduzem a velocidade de execução dos projetos, sejam tratados Atraso no como prioridades nos próximos saneamento básico anos. O papel que o setor público exerce nesse contexto, seja como No tocante a saneamento básico, o regulador, investidor direto ou economista comenta que, mesmo parceiro da inciativa privada,

Investimento e PIB 10,0%

500.000,00 460.110 9,6%

450.000,00

9,5%

443.924 9,2%

421.171

9,2%

9,1%

9,0%

9,1%

400.000,00

381.338 350.000,00 342.421

8,5%

8,4% 8,0%

8,0%

7,0%

273.383 250.000,00

7,7%

7,5%

300.000,00

241.547 205.235

2007

2008

200.000,00

2009

2010

Valor das obras e serviços

2011

2012

150.000,00

2013*

2014**

(%) do PIB brasileiro

Investimentos em construção, em milhões de reais (R$), e participação (%) no produto interno bruto (PIB) brasileiro. Fonte: IBGE. * Estimativa e ** projeção: Ex Ante Consultoria Econômica.

é crítico para a recuperação e expansão dos investimentos no setor de infraestrutura.”

Crescimento abaixo das expectativas O estudo estima que entre 2015 e 2022 sejam aplicados em infraestrutura no país R$ 1,783 trilhão, o que equivale a uma média anual de R$ 222,9 bilhões, 20,8% a mais do que os cerca de R$ 184,5 bilhões apresentados nos últimos quatro anos. Apesar do aumento, o valor médio anual dos investimentos em relação ao PIB deve ter uma alta

modesta, ficando em 3,8% de acordo com as projeções feitas para os investimentos e para o PIB brasileiro. Isso significa dizer que o cenário não prevê uma solução imediata das carências do país em termos de infraestrutura. “As deficiências começaram a ser equacionadas nos últimos anos, mas apenas serão devidamente superadas com a continuidade do esforço investido por parte dos setores privado e público nas próximas décadas”, conclui Fernando Garcia. “As Parcerias PúblicoPrivadas são uma alternativa excelente para permitir que o setor possa crescer.”


Notícias Residencial 3: morar com qualidade

F

oi lançado pela Sobloco, no último mês de abril, o Residencial 3 do Parque Faber-Castell. Ocupando cerca de 137 mil m² ao lado do Shopping Iguatemi São Carlos, o empreendimento conta com 233 unidades residenciais, com áreas privativas entre 311 m² e 583 m² e um clube privativo. O Residencial conta ainda com dois parques exclusivos com 6,1 e 3,5 m², adornados com cutieiras, além de um projeto paisagístico do escritório norte-americano Arla Studios, que prevê palmeiras imperiais na entrada do condomínio e ipês, cássias e outras plantas ornamentais na ruas e alamedas.

Concluída a nova avenida

F

inalizadas pela Sobloco as obras de uma nova avenida com 2 km de extensão, que liga o Shopping Iguatemi São Carlos ao Campus II da USP, ampliando a possibilidade de empreendimentos Foto de inauguração da nova Avenida I, construída pela Soloco Construtora residenciais e comerciais ao longo da via. Visando a priorização das pessoas e do meio ambiente, foi incluída uma ciclovia em toda a sua extensão e plantadas mais de 380 árvores nativas e 102 palmeiras imperiais nos canteiros centrais e praças. Faz parte do projeto também o adensamento do córrego do Mineirinho, com o plantio de mais de 16 mil mudas de árvores nativas da região. Na solenidade de inauguração da Avenida da Avenida I, em 2 de abril, estiveram presentes representantes da Sobloco, entre os quais o diretor de marketing, Luiz Augusto Pereira de Almeida, e autoridades do município, inclusive o prefeito de São Carlos, Paulo Altomani. SOBLOCO

Bom desempenho

P

ublicado em 24 de abril o balanço consolidado da Sobloco Constutora relativo a 2014 que, mais uma vez, mostra o bom desempenho da empresa. Alguns índices apresentados: liquidez corrente – 12,66; liquidez geral – 3,36.

RIVIERA DE SÃO LOURENÇO

Nada se perde, tudo se transforma

A

preocupação com o meio ambiente é uma constante na Riviera. Para atender ao aumento de cerca de 600% no volume de resíduos que ocorre na temporada de verão, a Associação dos Amigos da Riviera contrata mais funcionários e intensifica a coleta. Segundo levantamento, em 2014 foram coletadas e encaminhadas para a Central de Triagem 237 toneladas de materiais recicláveis, entre os quais: Papel

90.700 kg

Vidro

101.430 kg

Aluminio Sucata de ferro

4.376 kg 18.386 kg

Pilhas/lixo tecnológico Plástico

161,50 kg 22.483 kg

Lâmpadas fluorescentes

6.843 unidades

Pneus

153 unidades

ESPAÇO CERÂMICA

Mais um prédio comercial

A

Gafisa concluiu e entregou aos seus compradores o Network Business Tower, localizado na avenida Guido Aliberti, dentro do Espaço Cerâmica, empreendimento realizado pela Sobloco em São Caetano do Sul, SP. O edifício possui salas comerciais de 52 a 54 m², além de sala de convenções no térreo. Em função do sucesso desse empreendimento, a empresa deve lançar em breve a segunda fase do Network Business Tower.

Publicação da Sobloco Construtora S.A. Av. Brig. Faria Lima, 2601- 8º andar Fone (11) 3093-9300 01451-001 - São Paulo Editora Responsável Beatriz Almeida

Assessoria Editorial ML Jornalismo Empresarial Ltda Fone (11) 3887-1930 Jornalista Responsável Miriam Saade Haddad (MTb 10.496) Tiragem: 19.000 exemplares

www.sobloco.com.br

CIRCULAÇÃO: JUNHO 2015

PARQUE FABER-CASTELL

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Sobloco Informa 192  

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