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ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE DISTRIBUIÇÃO DA BAHIA

VEÍCULO OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE DISTRIBUIÇÃO DA BAHIA | VI | Nº40 | ABR/JUN 2018

POR DENTRO

DO SETOR Os agentes de distribuição baianos faturaram mais de 11 bilhões de reais em 2017, colocando a Bahia entre os sete estados que mais geraram negócios no setor. Confira os dados da maior pesquisa do setor no Brasil.

Tributos Prestigiado jurista baiano fala sobre

exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS

Gestão Confira um ranking com os melhores serviços e taxas bancárias do país


g.inhamuns | marketing | asdab

PLANO DE SAÚDE um benefício ao funcionário e um seguro para a sua empresa

ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE DISTRIBUIÇÃO DA BAHIA

ANS-Nº 34.852-0

Quem pode aderir? Colaboradores e dependentes de empresas associadas à ASDAB

Qual o valor? Existem 3 faixas etárias: 0-43 anos: R$ 113,40 44-58 anos: R$ 194,40 A partir de 59 anos: R$ 329,40 Obs: Terá validade a partir de junho 2018 a maio/2019.

(coparticipação de 30% com teto de R$100 por procedimento, com desconto da folha limitado a R$ 200,00 mensais)

*caso haja resíduos, serão descontatos no mês seguinte. *Não há coparticipação sobre internações. Custo total do Plano de Saúde.

Acomodação

Exames

Alta complexidade

Procedimentos

Laboratórios

Internações

*(Cirurgias eletivas e emergência) *de acordo com o rol definido pela ANS

Carência A partir de 30 vidas por empresa sem carência. Obs.: 50% do quadro de funcionários da empresa deve aderir

O Plano atende emergência?

Enfermaria

Dependentes Cônjuge e Filhos menores de 18 anos (menores de 24 anos de idade se cursando faculdade)

Onde posso ser atendido?

24 Horas Plano de Saúde com Ouvidoria na ASDAB. É a ASDAB cada vez mais perto de você

SAIBA (71) 3342-4977 asdab.com.br (Salvador) Rogério

Almeida (71) 9 8366-2025 rogerioalmeida@asdab.com.br

132 municípios da Bahia, 3 Municípios de Minas Gerais

(Salvador) Emerson

ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE DISTRIBUIÇÃO DA BAHIA

Pesquise locais de atendimento: medisanitas.com.br

Consultas

Carvalho 71 9 8366-2937 emersoncarvalho@asdab.com.br


ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE DISTRIBUIÇÃO DA BAHIA

O momento pede ação Chegamos ao final do primeiro semestre com boas, mas também más notícias. O otimismo, uma marca dos empresários brasileiros, é respaldado por indicadores que confirmam as animadoras previsões para o ano, apontando para um aquecimento do consumo, estabilização da inflação e retomada das contratações.

Apesar dos bons sinais, também temos grandes empasses diante de nós. O principal deles, no caso dos agentes de distribuição baianos, é o cenário tributário. O panorama ficou ainda mais acirrado esse ano, com a queda da glosa de crédito, que protegia o mercado interno das invasões de empresas de outros estados, que conseguem negociar aqui com condições tributárias muito melhores do que as empresas locais. Os dados do Ranking ABAD/Nielsen também apontaram que o setor precisa de atenção. A Bahia cresceu timidamente e perdeu mais uma posição no ranking geral dos estados com base na participação do faturamento geral, saindo da sétima para a oitava posição. E até 2022 o cenário ainda pode piorar muito, quando todos os incentivos fiscais serão suspensos por determinação do CONFAZ. O vislumbre desse futuro demanda do setor ações enérgicas para preparar a categoria para esse tempo. É hora de unirmos a nossa voz para assegurar que até lá os agentes de distribuição baianos tenham o direito de continuar operando em seu estado e desempenhando seu importante papel social de abastecer o mercado interno e oferecer aos quatro cantos da Bahia os produtos da sua preferência. É de olho nesse futuro e no caminho que precisamos trilhar para chegar lá, que os agentes de distribuição baianos têm conduzido suas ações e elaborado sua agenda de trabalho. Temos nos empenhado para promover espaços de debates, alinhamento de estratégia e planejamento de ações coordenadas para construir o fundamento que a categoria precisa para continuar atuando com eficiência e competência. A expectativa da ASDAB é que a próxima edição do Encontro Anual dos Agentes de Distribuição do Nordeste seja um importante momento para discutir esse panorama e traçar junto com os demais parceiros da Cadeia de Abastecimento um plano de ação capaz de alavancar o desempenho do setor e habilitá-lo a enfrentar os desafios que estão por vir. E longe de ficar parado aguardando o desfecho da história, também temos usado toda a nossa influência para dialogar com o Poder Público, nas esferas às quais temos acesso, apresentando a realidade do setor e o impacto das decisões políticas sobre essa importante engrenagem da economia baiana. Fechamos o primeiro trimestre acelerando a cadência da nossa militância em prol do setor de distribuição baiano. Renovados pela esperança de melhora da economia, reforçamos também nosso compromisso de defender o setor e conclamamos cada agente de distribuição a unir a sua voz à nossa, pelo bem do setor e da nossa Bahia.

Antônio Cabral Presidente ASDAB

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VERSÃO ELETRÔNICA - Nº40

SUMÁRIO ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE DISTRIBUIÇÃO DA BAHIA

Presidente Antonio Alves Cabral Filho 1° Vice-Presidente Aldo Sena Macedo e Silva

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A Região Nordeste responde por 25% do faturamento nacional, e a Bahia por 4,6%.

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“Ganha, mas não leva” é a realidade do contribuinte brasileiro, diz Dr. Uadi Bulos

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Mesmo com muitas vantagens, os bancos digitais nem sempre são a melhor resposta.

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Vendas no varejo demonstram sinais de estabilidade no crescimento

2° V ice-Presidente Enzo Augusto Lomanto Souza Andrade Diretoria Cassio Magno Souza Santos Helder Morais Lima Hélio Ferreira de Almeida Junior Israel Joaquim de Andrade Jr Jordan Bergton Andrade Lauro Alves Moreira Marcos Silva Gordilho Roberto Antonio Spanholi Ronaldo Gois de Meneses Tiago Carneiro de Almeida Diretores Regionais Metropolitana Leonardo Viana Régis Recôncavo Adriano Matos Souza Leste Samarone Moraes Freire da Silva Norte Roque Eudes Souza dos Santos Oeste Sinval Oliveira do Nascimento Sul Anizio José dos Santos Nogueira Sudoeste Marcelo Brito Moreira Conselho Fiscal Presidente Jose Nilson Borges Membros Efetivos Jorge Raimundo Lins Netto Victor Ramon Silva do Nascimento Membros Suplentes Antonio Fernando Ribeiro de Almeida Marcelo Valadares Wellenilson Leão Sampaio

ASDAB Alameda Salvador, 1057, Salvador Shopping Business, Torre Europa-Sala: 2106 a 2114 Caminho das àrvores. Salvador - BA CEP 41820-774 (71) 3342-4977 asdab@asdab.com.br


Por dentro do setor

06 Nordeste se prepara para o maior evento do setor na região

08 ABAD inaugura

novo modelo de convenção anual

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Preço do diesel nos postos no Brasil volta a cair

20 FEBRABAN muda data

para pagar boleto vencido em qualquer banco

Nessa edição analisamos os resultados do maior mapeamento do setor de distribuição do Brasil, o Ranking ABAD/Nielsen. Apresentamos dados com foco especial no desempenho do estado da Bahia e do Nordeste, região em que estamos inseridos. Segundo a pesquisa, a Bahia faturou 11,7 bilhões, o que representa uma retração nominal de 4,5% em relação ao ano anterior. Os números também sinalizam que o estado perdeu mais uma posição no ranking geral de participação no faturamento geral do setor. Os dados sugerem que apesar dos incansáveis esforços do setor para reduzir custos e continuar mantendo a produtividade, a categoria sentiu os efeitos da crise, que somada aos empasses tributários contribuíram para o resultado inferior ao do ano-base anterior. Mas se os números do passado sugerem perdas, as estimativas para o futuro, favorecem o posicionamento otimista. Os indicadores econômicos do IBGE apontam uma aceleração da economia, um aquecimento nas vendas, redução do desemprego e contenção da inflação. As vendas no varejo registraram crescimento durante dois meses seguidos, quebrando um padrão de alta seguida de queda que vinha se mantendo nos últimos meses, o que foi suficiente para deixar a CNC confiante de que os efeitos da greve dos caminhoneiros não serão suficientes para derrubar a projeção de crescimento para 2018. Pensando nos desdobramentos da greve dos caminhoneiros, apresentamos o cenário atual dos preços dos combustíveis e os resultados da ação do governo para tentar controlar o custo do produto nas bombas. Também nessa edição trazemos um levantamento das melhores taxas e serviços bancários do mercado, que ajudarão o empresário a avaliar o tipo de produto que utiliza e compará-lo com aqueles que obtiveram melhor desempenho. Nas próximas páginas, o leitor também ficará sabendo de todos detalhes sobre os preparativos para o maior evento do setor de distribuição do Nordeste. Se tem algo que caracteriza bem os agentes de distribuição baianos, além da competência do trabalho é a coragem e a garra para continuar apostando e acreditando nos seus negócios. Apesar do cenário desafiador, o setor sempre soube se reinventar e encontrar soluções inteligentes e criativas para se adaptar e continuar crescendo. Estamos confiantes de que os desdobramentos dessa história vão comprovar.

Boa leitura!


Nordeste se prepara para o maior evento do setor na Região

06 a 09 de Setembro

16º

Resort Vila Galé Marés GUARAJUBA-BA

Executivos da Região se reúnem em Salvador para alinhar os preparativos do 2º Encontro Anual dos Agentes de Distribuição do Nordeste Depois do grande sucesso da primeira edição do Encontro do Nordeste, realizado no ano passado, o evento se consolidou como o maior dentro do segmento de distribuição na Região. A segunda edição, acontecerá, em parceria com o 16º Encontro Anual da ASDAB, entre os dias 06 e 09 de setembro, no Vila Galé Guarajuba. O foco do evento é criar espaços de diálogo e trocas de experiências entre os canais da Cadeia de Abastecimento em todo o Nordeste. Modelo regional – A proposta do Encontro do Nordeste é realizar um trabalho coordenado entre as nove filiadas da Região, discutindo temas comuns e desenvolvendo uma atuação estratégica para reagir aos desafios do setor. No início do mês, os executivos das nove afiliadas se encontraram em Salvador, na sede da ASDAB, para debater as melhores práticas de cada entidade estadual, mas o principal tema da reunião foi o 2º Encontro Anual do Nordeste. Eles discutiram os processos ope-

OS MELHORES NEGÓCIOS

ACONTECEM AQUI

racionais e comerciais do evento, a fim de alinharem as melhores estratégias de execução.

Decidimos manter o formato que a ASDAB já vem aprimorando há mais de 10 anos. Mas esse ano iremos dialogar não só com os baianos, mas com a Cadeia de Distribuição de todo o Nordeste Antônio Cabral – presidente da ASDAB

Para o anfitrião da reunião, o executivo da ASDAB, Emerson Carvalho, os debates foram muito produtivos, gerando uma sinergia importante para o sucesso do evento, que já se tornou o mais importante para toda a Cadeia de Abastecimento. “Estamos com uma grande expectativa para o Encontro desse ano. Se a edição do ano passado foi uma estreia, esse ano estamos trabalhando para consolidar e fortalecer a parceria das entidades envolvidas”, completou. Para o presidente da ASDAB,

o evento preenche uma lacuna do mercado. “O Nordeste é uma região repleta de características específicas, de demandas que são únicas. Reunir esse público em um só lugar, junto com todos os canais da Cadeia proporciona um momento riquíssimo de aprendizado e engajamento”, argumenta. Outro grande diferencial do evento é o seu formato diferenciado, que combina perfeitamente informação, conhecimento, negócios e lazer. Com uma programação intensa de atividades, o Encontro promove palestras e workshops com grandes nomes do cenário político e empresarial brasileiro, fomenta a geração de negócio, com exposição de produtos, rodadas de negócio, ações de merchandising e também proporciona muita diversão com os serviços de lazer e os shows musicais. Mais de 2.000 pessoas são esperadas no evento que também reúne grandes oportunidades para desenvolver network e fortalecer relacionamento com clientes e prospects. Para as companhias o Encontro é um excelente momento para lançar novos produtos, realizar ações de merchandising e fortalecer o branding das marcas. 06


sAULO FERNANDEZ

Para balançar – Para garantir que ninguém vai ficar parado, o Encontro do Nordeste traz esse ano grandes representantes da música nordestina. Para celebrar todo o mosaico cultural que é a cara do Nordeste, o evento vai contar com o axé de Saulo Fernandez, o sertanejo de Daniel Vieira e o forró “ostentação” do paraibano, Gabriel Diniz. Compartilhando conhecimento – Além dos negócios, outra importante premissa do evento é promover e propagar o conhecimento. “É a competência que garante a permanência no mercado por isso capacitar nossos associados sempre foi uma meta primordial da ASDAB”, diz Antônio Cabral, presidente da entidade. Durante o evento mais importante da categoria em todo o Nordeste, essa máxima também é cumprida à risca. Grandes palestras já são uma das marcas do evento, que já recebeu em edições anteriores, o jornalista Paulo Henrique Amorim, o senador Cristóvam Buarque, o jornalista Carlos Alberto Sardenberg, o ministro Aroldo Cedraz, o ex ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, o técnico da Seleção Masculina de Vôlei, Bernardinho, entre outros.

daniel vieira

As palestras dos Encontros são focadas em temas políticos e empresariais, dois campos de forte influência sobre os negócios. Na edição de 2018, um dos nomes confirmados como palestrante é o do jornalista, apresentador e radialista, Ricardo Boechat. Ele já esteve presente nos principais jornais do país, como O Globo, O Dia, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Ganhador de três prêmios Esso, Boechat tem uma coluna semanal na revista Isto É, e é âncora de dois jornais um na TV Band e outro na rede de rádio da emissora.

Ricardo boechat

Outra presença que promete trazer questões importantes à discussão do setor é a jornalista Eliane Cantanhêde. Com experiências bastante plurais, ela já passou por grandes veículos como Jornal do Brasil, a Revista Veja, O Estado de S. Paulo. Especializada em jornalismo político,

GABRIEL DINIZ

Cantanhêde atualmente é comentarista na Rádio Metrópole, na Rádio Itatiaia e colunista de O Estado de S. Paulo. Esses nomes prometem ampliar o olhar dos presentes acerca das previsões e tendências para o cenário político e das eleições esse ano.

Eliane Cantanhêde

No momento de instabilidade política que o Brasil atravessa, essa seleção de palestrantes é a aposta das entidades organizadoras de trazer para o setor o entendimento e previsões importantes que podem definir os rumos da economia nos próximos meses. “Temos acompanhado como as questões políticas afetam os negócios e o mercado. Estamos empregando todos os esforços para compreender esse movimento e na medida do possível, prever cenários e preparar as empresas para encará-los”, explica Cabral. Adesão – Desde o ano passado, a

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ASDAB tem notado que a procura pela participação no Encontro tem aumentado, até mesmo acima das expectativas. Na última edição, faltando ainda quase quatro meses para o evento, mais de 70% das 500 unidades do Villa Galé já estavam com reservas confirmadas. E esse ano, como o evento receberá participantes do Nordeste inteiro, os organizadores acreditam que a procura também deve aumentar.

Para quem planeja participar do evento, a recomendação é se apressar. No ano passado, quem deixou para última hora acabou ficando de fora, lembra o presidente. “É preciso se apressar, porque as vagas esse ano estarão bem mais concorridas. Temos a mesma quantidade de acomodações, para atender o Nordeste inteiro”, alerta.

Ele também destacou que o interesse das marcas cresceu muito com a participação de todas as filiadas do Nordeste, o que deve proporcionar mais uma vez, o sucesso do evento. As inscrições para o evento já estão abertas e podem ser feitas através do hotsite do evento ou pelo telefone da ASDAB (71) 3342-4977. Se inscreva pelo site: http://www.asdab.com.br/16evento

ABAD INAUGURA NOVO MODELO DE CONVENÇÃO ANUAL

Com três dias de imersão, o novo formato do Encontro foca em relacionamento e conhecimento, sem perder de vista os negócios Entre os dias 24 e 26 de abril, a ABAD realizou em um resort em Atibaia, São Paulo, a 38ª Convenção Anual do Canal Indireto, o evento nacional do setor de distribuição no país. A novidade é que este ano, a entidade apostou em um modelo diferente de evento. Ao invés da tradicional Feira de Negócios, com foco na exposição de produtos e negócios, a ABAD mirou no relacionamento e na troca de informações com um formato imersivo de três dias. Nova roupagem - O presidente da ABAD, Emerson Destro, conta que o cenário do país motivou a entidade a repensar os rumos, ampliar o diálogo com os pares e reestruturar suas atividades a fim de se aproximar da realidade do

mercado e do setor. “Desse diálogo surgiu o novo formato de nossa convenção anual, com foco ainda maior no networking e no debate entre empresários do Canal Indireto, fornecedores de serviços e executivos da Indústria com alto poder de decisão, para tratar de aspectos relevantes para toda a cadeia do abastecimento”, explicou o executivo. Público seleto – Diferente do modelo histórico focado em grandes públicos, o novo formato do evento se dirige a um público selecionado, explica o superintendente executivo da ABAD, Oscar Attisano. “A ABAD elaborou uma lista com apenas 300 das mais importantes empresas atacadistas e distribuidoras do país e 200

parceiros do setor para participar do evento em Atibaia”, completou. Com todas as despesas pagas, os convidados passaram três dias mergulhados nos temas e vivências relacionados ao setor, trocando experiências e fortalecendo relacionamento com parceiros, representantes do Poder Público e agentes de distribuição de todo o Brasil. Programação – Na noite de abertura, o presidente Emerson Destro, recebeu diversas autoridades, como o ministro-chefe da Secretaria do Governo, Carlos Eduardo Xavier Marun, a ministra em Exercício do Desenvolvimento Social, Tatiana Alvarenga, o ex-governador do Estado de São Paulo, João Dória, o presidente da Frente


Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreededorismo, Deputado Efraim Filho, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Cauê Macris, entre outros. Ainda na primeira noite, aconteceu a Premiação de Melhor Atacadista Distribuidor por Estado e Nacional, segundo um levantamento realizado pela ABAD em parceria com a GfK. Na Bahia, a soteropolitana Lutan, foi eleita pela quarta vez consecutiva.

Emerson Destro e Antônio Cabral

Durante os dois dias seguintes, a programação esteve centrada em debates organizados em cinco painéis. Com o tema “Bons políticos e empresários ajudando a construir um Brasil novo”, o 1º Painel foi mediado pelo presidente da ABAD, Emerson Destro e teve como palestrantes o presidente do Grupo Riachuelo, Flávio Rocha, o Deputado Efraim Filho e o vice-presidente de Vendas Nestlé, Ricardo Citrângulo. No 2º painel, que discutiu “O novo consumidor conectado”, o mediador foi o vice-presidente da Unilever, Júlio Campos e os palestrantes foram o presidente da Google Brasil, Fábio Coelho, o CEO da Consultoria Locomotiva, Renato Meireles e o presidente da ABAD, Emerson Destro. Fábio Coelho traçou o perfil do consumidor brasileiro, destacando que apesar de 96% das vendas no país acontecerem offline, 50%

delas são influenciadas pelo ambiente digital, que ajudam o consumidor a decidir quais itens e onde comprar. Analisando especificamente o setor de distribuição, Coelho destacou que para serem modernas, as empresas do setor precisam construir uma cultura de dados, em três etapas: captação dos dados, transformação de dados em informação e aplicação da informação nas decisões do negócio. O tema “Tecnologia, automação e inovação”, reuniu grandes nomes das gigantes da área com soluções voltadas ao segmento de distribuição. Com o presidente do Grupo ABAD Jovem e Sucessores, Juscelino Freitas, o painel recebeu o CEO da Totvs, Laercio Cosentino, o vice-presidente da Totvs, Ronan Maia e o diretor de tecnologia da GS1 Brasil, Roberto Matsubayashi. No último painel, o vice-presidente da ABAD, Leonardo Severini, atuou como mediador para o debate do tema “Ética e Compliance”, que contou com a presença do jornalista e professor, Clóvis de Barros Filho, do presidente da ABAD, Emerson Destro e do presidente executivo da Etcos, Edson Vismona. Na última noite do evento o presidente da ABAD, Emerson Destro apresentou os resultados da

maior pesquisa do setor no país, o o Ranking ABAD/Nielsen. Na ocasião, a Fundação Instituto de Administração- FIA também fez uma detalhada análise dos dados apresentados, ajudando os presentes a fazerem uma melhor leitura dos números e se prepararem para as tendências apontadas. A Bahia, no entanto aparece entre os oito estados com menor crescimento de vendas reais e entre os cinco com maior taxa de desemprego. No ranking geral dos estados elaborado pela Serasa Experian, a Bahia aparece na 21ª posição.Em seguida, aconteceu a Premiação dos Maiores Atacadistas e Distribuidores por Estado, segundo levantamento da ABAB/Nielsen. Balanço - Os empresários baianos que estiveram presentes na primeira edição da Convenção em novo formato, aprovaram a mudança. Para o presidente da ASDAB, Antônio Cabral, o modelo representa um progresso e um movimento importante da entidade nacional para se ajustar às demandas atuais do mercado. “O novo formato assumiu uma forma mais enxuta e atrativa para os participantes e mais produtiva para o setor”, avaliou. Emerson Destro Presidente da ABAD

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“O ESTADO É O SÓCIO INDESEJADO DO EMPRESÁRIO BRASILEIRO” DIZ DR. UADI LAMMÊGO BULOS

O prestigiado jurista baiano discutiu com empresários do setor a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS e alertou que a Constituição está acima da Lei Tributária No dia 24 de maio a ASDAB promoveu nas dependências de sua sede, em Salvador, uma palestra para discutir a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS. O tema, foi explanado pelo conceituado advogado constitucionalista, escritor e professor Uadi Lammêgo Bullos. Entenda o assunto - No ano passado, em decisão plenária, o Supremo Tribunal Federal deliberou sobre a matéria, em um posicionamento favorável aos empresários. No entanto, apesar da postura favorável, na prática os empresários ainda não podem aplicar a redução porque não houve o “trânsito em julgado”, ou a finalização do processo na linguagem jurídica. Os efeitos da decisão ainda precisam ser modulados, oferecendo aos contribuintes todas as instruções necessárias para a aplicação dos benefícios da decisão. Esse impasse, que já dura mais de um ano, representa um custo enorme para as empresas, que operam com o orçamento apertado devido à recessão e sob uma pesada carga tributária. Buscando elaborar uma estratégia eficaz para requerer esse direito para o setor de distribuição, a

ASDAB convocou um nome de peso no universo jurídico para discutir o tema e apontar possíveis soluções: o prestigiado professor Bullos, que é doutor e mestre em Direito do Estado pela PUC-SP, autor de obras reconhecidas pela doutrina nacional e estrangeira e amplamente acolhido pela jurisprudência nacional, principalmente no STF. Com uma linguagem clara e direta, livre do dialeto jurídico, o Dr. Bullos falou aos associados, empresários e advogados do setor traçando o panorama tributário brasileiro do ponto de vista constitucional. Ele começou sua explanação com uma constatação chocante: “Querem acabar com a atividade empresarial no Brasil”, disse ele. O especialista também apresentou três maneiras de comprometer o desempenho dos negócios que são amplamente aplicadas na realidade brasileira. A primeira delas é deixar o empresário sozinho, sem apoio, sem instrução ou informação necessárias ao bom andamento da sua atividade. A segunda é afetar o empresário atingindo-o no bolso. “Negócios sem dinheiro não têm como gerar

empregos e não conseguem desempenhar sua função social”, explicou. E por fim, a terceira maneira pode ser observada na equivocada expressão “ganha, mas não leva”. Ganha mas não leva – O Dr. Bullos defendeu que essa é a realidade do empresariado brasileiro em relação à decisão do STF relacionada ao ICMS vinculado ao cálculo do PIS e COFINS. Essa lógica de pensamento utilizada pelo Governo Brasileiro compromete os negócios no país, afirmou. Bullos também declarou que os estudos que desenvolveu ao longo da sua carreira o fizeram concluir que o “Estado é o inimigo de quem trabalha, de quem produz e quer ganhar o seu sustento. Ele é o seu sócio indesejado”. Ele defendeu que a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS é um direito que todos os contribuintes têm, trata-se de “um direito assegurado que é maior que o Processo Civil e maior que a Lei Tributária”, completou. Precedente – O especialista elaborou um detalhado relatório acerca do tema e explicou aos presentes que existem precedentes que podem ser utilizados


O caminho está aberto? Em tese, sim. Mas se ficarmos parados, não!” Dr. Uadi Lammêgo Bullos

como base para a alegação da ASDAB em favor de seus associados. “Existe um direito tributário que está na Constituição, que se sobrepõe a Lei Tributária”, argumentou. Ele instruiu a plateia de que o êxito da alegação dependerá do convencimento que for argumentado perante à nova composição do STF. “A defesa deve ser técnica. Não deve se utilizar de lobby ou camaradagem, mas de argumentos tecnicamente embasados”, explicou. Impasse da decisão – Bullos esclareceu que a decisão favorável do STF seguiu o bom senso que “longe de pregar a não tributação, grita contra o absurdo de ter que pagar para trabalhar. Alguns juízes do STF se convenceram disso, mas a decisão foi mudada depois sob o questionável argumento de que o Estado quebraria se esse precedente fosse aberto”. Ele alertou que sem trabalho, sem esforço e sem fé, essa realidade não mudará. Bullos provocou a questão central em todo esse drama: “O caminho está aberto ou não para o acesso a esse direito? Em tese, sim! Mas se ficarmos parados, não”. Ele explicou que quando essa ação declaratória de inconstitucionalidade foi julgada, não foi feita a descrição da modulação. “Por ora, o direito não está disponível a

todos. Somente terão direito a repercussão geral da decisão geral, se e se somente se, formar-se uma sólida e convincente base de convencimento”, ponderou. Passo a passo – O jurista encerrou sua explanação dando esperança aos empresários de que existe um caminho para se conquistar o direito de aplicar a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS. Ele apontou uma estratégia em cinco passos que deve ser implementada pela entidade que representa a categoria. A primeira etapa, que consistiu em elaborar um levantamento técnico sobre o tema, já foi concluída. Ele mesmo realizou esse trabalho e entregou os resultados em um relatório endereçado a ASDAB. Na segunda etapa - também concluída – aconteceu a sensibilização dos empresários do setor por meio de uma conferência, onde o jurista deu ao setor o detalhamento de toda a situação do pleito. A etapa seguinte, apontada por Bullos é a de elaboração de um parecer técnico, que irá oferecer as bases de um argumento jurídico convincente. A quarta etapa consiste em produzir um estudo jurídico capaz de formar opinião. O especialista irá agendar encontros com os principais agentes de decisão da matéria para apresentar o estudo realizado e mostrar na prática os efeitos da decisão sobre o setor de distribuição. E a última etapa da estratégia do jurista é preparar um memorial em tópicos com todo o conteúdo gerado nas etapas anteriores, facilitando o acesso, a leitura e o entendimento da questão pelos profissionais responsáveis. Esperança - Bullos afirmou que cada empresa deverá ter um tratamento especializado na aborda-

gem dessa questão, precisando de um trabalho individual e personalizado de cada demanda. Ele disse ainda que essa causa não é difícil de ser vencida, mas precisa do tipo de comunicação certa para obter êxito. A expectativa da ASDAB é que o know how do jurista impulsione o trabalho que a entidade já vem fazendo e aproxime o setor do êxito do pleito que já se arrasta por um longo tempo. “Acreditamos nessa vitória”, disse o presidente da ASDAB, Antônio Cabral. “É uma demanda que representa valores significativos, que podem ser o fôlego que muitos agentes de distribuição precisam para deslanchar nesse cenário de recuperação da economia”, completou.

Somente terão direito a repercussão geral da decisão, se e se somente se, formar-se uma sólida e convincente base de convencimento” - Dr. Uadi Lammêgo Bullos.

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Qual a tarifa do seu banco?

Órgão de apoio ao consumidor divulga ranking com os melhores serviços e taxas bancárias do país. Confira a posição do seu banco e avalie outras opções A conta digital oferecida pelo Banco Inter é a escolha certa tanto para um perfil de cliente que usa poucos serviços bancários quanto para o que faz muitas transações bancárias pela internet ou em terminais de autoatendimento, é o que aponta uma pesquisa feita pela associação de consumidores, Proteste, em dez bancos, incluindo instituições de menor porte e bancos digitais.

Bancos digitais nem sempre são a resposta - Contudo, como outros bancos digitais, o Banco Inter não oferece o serviço de cheques de forma avulsa. Para quem não abre mão do serviço e também prefere usar os serviços presenciais de agências, a opção mais barata é o Banrisul, seguido pelo Bradesco. O Banrisul cobra 18,45 reais por mês para quem utiliza pouco os serviços bancários e 41 reais para quem faz mais operações. Já o Bradesco cobra 19,40 reais em

tarifas no primeiro perfil e 54,20 reais para o segundo. A Proteste comparou as taxas cobradas por cada banco para dois perfis de clientes: quem realiza dois DOCs/TEDs, três transferências entre contas, consulta um extrato e realiza quatro saques por mês, e outro que faz seis DOCs/TEDs, consulta três extratos, realiza dez saques e faz sete transferências entre contas. O Banco Inter é o único que tem, de fato, uma conta digital gratuita. A conta digital pode oferecer serviços ilimitados e gratuitos, desde que sejam usados exclusivamente por meio digital ou canais de autoatendimento. Desde o último estudo que a Proteste fez sobre o tema, as opções de contas digitais diminuíram, principalmente as gratuitas. Atualmente, as contas digitais dos bancos Original e Neon são pagas. Já os três grandes bancos que forneciam serviços ilimitados e gratuitos (Itaú, Banco do Brasil e Bradesco) suspenderam a oferta da conta para clientes novos. As contas digitais deveriam ser sempre uma opção mais econô-

mica, já que as transações são realizadas exclusivamente por meios digitais, o que torna a operação mais barata para o banco. Mas isso nem sempre é verdade, diz Renata Pedro, coordenadora de pesquisas da Proteste. “O estudo mostra que a conta oferecida pelo banco digital Neon tem tarifas mais caras do que os grandes bancos para os dois perfis pesquisados”. O Nubank não foi incluído no levantamento porque não oferece uma conta corrente, mas uma conta de pagamento. Uma conta corrente tradicional, inclusive contas digitais oferecidas por bancos, oferecem serviços adicionais, como saques e cartões de débito. Portanto, a comparação com o cartão roxo não poderia ser feita. Como o estudo leva em conta apenas dois tipos de perfis de uso, para perfis muito diferentes o ranking de bancos que cobram preços menores pelas tarifas pode mudar.


Preço do diesel nos postos do Brasil volta a cair

A redução que aconteceu por duas semanas seguidas é fruto do programa de subsídios anunciados pelo Governo, sinaliza ANP. A gasolina também registrou queda no período O preço médio do litro do diesel recuou 5 centavos nesta semana, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No mesmo período, o preço da gasolina teve queda de 3 centavos na média. Preço na bomba - O valor médio do diesel nos postos brasileiros atingiu uma média de R$ 3,434 por litro nesta semana, queda de 1,4% em relação aos R$ 3,482 por litro registrados uma semana antes, segundo pesquisa semanal da ANP. Na semana passada, o combustível nos postos havia caído 9%, de R$ 3,828 para R$ 3,482, queda de R$ 0,35. O levantamento anterior mostrou que a redução de R$ 0,46 no preço do diesel prometida pelo governo para encerrar a greve dos caminhoneiros ainda não havia sido integralmente repassada. A medida entrou em vigor no dia 1º de junho, e o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, estimou que a redução do preço poderia levar até 15 dias para chegar aos consumidores de todo o país. O preço máximo do diesel nesta semana encontrado pela ANP foi

de R$ 4,859, o mesmo valor da semana passada. Nos postos de Salvador, o preço do diesel varia entre 2,150 e 3,190, enquanto a gasolina é comercializada de 4,390 a 3,890.

redução de R$ 0,46 por litro nas refinarias pode não chegar às bombas dos postos de todos os estados, pois o desconto depende da alíquota de ICMS cobrada em cada estado.

Ação do Governo - O programa de subvenção ao diesel surgiu como resultado de negociações para encerrar a greve dos caminhoneiros que durou 11 dias no fim de maio. Eles protestaram contra os altos preços do combustível, e a paralisação acabou causando desabastecimento em diversos setores e prejuízos estimados para a economia de R$ 15,9 bilhões, segundo o Ministério da Fazenda.

O governo diz que a base de cálculo sobre a qual irá incidir o ICMS será menor com o fim da cobrança da Cide sobre o diesel e da redução das alíquotas do PIS e Cofins.

O recuo nos preços, nas duas últimas semanas, foi possível devido a um corte administrado pela Petrobras em suas refinarias, depois que a estatal aderiu ao programa de subvenção, reduzindo e congelando os preços, contando que será ressarcida por possíveis prejuízos. Uma redução de tributos federais também foi realizada. Segundo a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), a

Reação da gasolina - A gasolina, por sua vez, registrou média nos postos de R$ 4,572 nesta semana, queda de 3 centavos sobre a semana anterior, quando foi vendida por R$ 4,603 reais por litro, segundo a ANP. O preço máximo comercializado foi de R$ 5,499. A gasolina vem sofrendo recuos em meio a uma queda dos preços do barril do petróleo no mercado internacional, entre outros fatores. A Petrobras permanece administrando reajustes quase que diários, seguindo indicadores internacionais, como o preço do barril do petróleo e o dólar, em busca de rentabilidade.

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Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 47,3% e, o do diesel, valorização de 49,92%, segundo o Valor Online. O repasse dos preços cobrados nas refinarias para as bombas depende das distribuidoras e dos donos dos postos. O etanol, por sua vez, teve queda 1,14% na semana, de R$ 2,982 para R$ 2,948 por litro. O maior valor encontrado nas bombas foi de R$ 4,947.

Preços na refinaria - Nesta sexta-feira, a Petrobrás reduziu em 0,89% o preço da gasolina comercializada nas refinarias. O reajuste vale a partir deste sábado (16). Com a redução, o preço da gasolina A nas refinarias passará de R$ 1,9351 para R$ 1,9178 por litro. Na quarta-feira, a petroleira já tinha reduzido o preço em 1,59%. No mês de junho já foram anunciadas 7 quedas e 2 altas no preço da gasolina.

Em 30 dias, a queda acumulada é de 2,5%. Desde o dia 8 de fevereiro, quando a Petrobras começou a divulgar os preços de referência nas refinarias, o avanço é de 5,57%. Já o preço do diesel segue congelado em R$ 2,0316, conforme ficou estabelecido pelo programa de subvenção ao combustível anunciado pelo governo, que prevê redução de R$ 0,46 no preço do diesel por 60 dias.


Faturamento do setor na Bahia ultrapassa 11 bilhões

A principal pesquisa sobre o setor no país revela que os distribuidores baianos sentiram os efeitos da crise. O faturamento encolheu e o estado caiu da 7ª para a 8ª posição no ranking nacional Os dois últimos anos têm sido de aperto para os brasileiros. As turbulências políticas disseminam a sensação de insegurança e indefinição, enquanto a economia, retraída, tem gerado uma sucessão de indicadores negativos. A boa notícia é que a partir desse ano, o mercado de consumo começou a dar sinais de recuperação e a expectativa é que no levantamento do ano que vem os números confirmem as boas previsões dos economistas. Dados gerais - O mais completo mapeamento do setor de distribuição, o Ranking ABAD/Nielsen, utiliza uma amostragem de mais de 1 milhão de estabelecimentos, dos pequenos aos grandes mercados do setor mercearil, que comercializa 131 categorias de produtos, incluindo, alimentos, itens de higiene e produtos de limpeza. A pesquisa revela que o consumo no setor totalizou 483,8 bilhões de reais. Nesse montante a participação do setor atacadista alcança a cifra de 259,8 bilhões de reais, correspondendo a um aumento nominal de 3,6% - variação real de 0,7% - em relação a 2016, e a uma fatia de 53,6%, participação

que se mantém estável desde o ano passado. Os dados também revelam o tamanho do setor, que atende mais de 1 milhão de pontos de vendas em todo o país, somam mais de 15 milhões e meio de metros quadrados em áreas de armazenagem. Além disso, o setor também reúne uma força de trabalho de mais de 400 mil profissionais – entre funcionários vendedores diretos - e uma frota própria de mais de 50 mil veículos.

Para Emerson Destro, o presidente da ABAD, os números alcançados pelo setor resultado são muito positivos e sinalizam que a categoria está caminhando na direção certa. Números da Bahia - Os dados também revelam que a crise atingiu o desempenho dos agentes de distribuição baianos. O setor na Bahia que no ano passado ainda tinha conseguido avançar acima da média nacional, em 2017 registrou uma retração de 4,5% em relação ao ano anterior,

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alcançando o montante de R$ 11,7 bilhões. Uma das conquistas mais relevantes da Bahia em 2016 foi a ampliação da participação no faturamento nacional, alcançando a marca de 4,6%. Em 2017, o estado retrocedeu um pouco, respondendo por 4,3% do faturamento geral do setor no país, mas não chegou a sua condição em 2015, que era de apenas 1,6%. Apesar de ter mantido a relevância do mercado consumidor baiano para o setor, a Bahia acabou perdendo uma posição no Ranking Geral, saindo da 7ª para a 8ª colocação, abrindo espaço para o estado de Pernambuco ocupar a sétima colocação (4,9%).

Sem os atacadistas abastecedores, estes canais teriam enorme dificuldade para oferecer mercadorias de empresas de todos os portes de acordo com a preferência do consumidor Nelson Barrizzelli, Coordenador de Projetos da FIA

Entre os estados do Nordeste, o estado de Pernambuco e a Bahia se destacaram, e lideram o ranking regional, seguidos da Paraíba que manteve a mesma posição do ano anterior. Numa visão geral, com exceção de Pernambuco que teve uma significativa recuperação, e a Paraíba que manteve o mesmo desempenho do período anterior, todos os demais estados da Região apresentaram queda. Apesar dos números indicarem todo o esforço das empresas baianas para fazer frente à crise, o presidente da ASDAB, Antônio Cabral, acredita que o desempenho da Bahia ainda pode ser muito melhor. “Mesmo com todo o cenário adverso, conseguimos, com muito trabalho, manter quase todos nossos indicadores, mas esse resultado ainda está muito aquém do nosso potencial”, argumenta. O presidente destacou que a Bahia responde por cerca de 10% do consumo nacional, mas representa menos de 5% do faturamento do setor atacadista distribuidor no país. “Temos muito espaço para crescer e gerar milhares de novos empregos”, defende. Destaques baianos – Algumas empresas baianas foram desta-

ques no levantamento. Entre as 10 maiores empresas da modalidade Atacado de Balcão, o Café 2 de Julho, de Feira de Santana, aparece na terceira posição. Já na modalidade Operador de Vendas, duas empresas baianas entraram na lista das 10 maiores: a Mix Ideal, de Salvador, e a Mirasol, de Feira de Santana, figurando na primeira e na décima posição respectivamente. E na modalidade Atacado de Autosserviço, o Atakadão Atakarejo, também de Salvador, aparece na segunda colocação. Faturamento por região - Avaliando o volume de faturamento por estado, os dados do Ranking sinalizam que a Bahia recuou sua participação no faturamento nacional do setor, caindo para a oitava colocação. As primeiras três posições, já são ocupadas pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro há mais de três anos. A quarta posição, que no ano passado foi ocupada pelo Paraná, este ano foi conquistada pelo estado de Santa Catarina, que subiu uma posição. O Distrito Federal, que em 2016, conseguiu pela primeira vez em quatro anos, ocupar a sexta posição, chegou em 2017, ao quinto lugar do ranking. O Paraná, que no ano anterior, ocupou a quarta colocação, esse ano, recuou para a sexta posição. O estado de Pernambuco ganhou duas posições, saindo da nona colocação para a sétima, antecedendo a Bahia, que recou da sétima para a oitava colocação. Os Estados do Sudeste seguem concentrando a maior fatia do faturamento nacional do setor. Juntos, os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, 17


O resultado que conseguimos representa o esforço de trabalho do setor, mas ainda está muito aquém do nosso potencial. Temos muito espaço para crescer e gerar milhares de novos empregos” – Antônio Cabral, presidente da ASDAB

respondem por 38% da cifra nacional, mantendo o mesmo patamar do último ano. Os estados do Nordeste, juntos correspondem a 25% do faturamento do setor, registrando um avanço tímido, de 0,2% em relação ao ano passado. Participação do Nordeste - O setor de distribuição no Brasil atende um mercado de consumo bastante diversificado, marcando presença nos quatro cantos do país. Essa diversidade também fica bem evidenciada no Ranking ABAD/Nielsen 2017. A pesquisa aponta o Nordeste como a região com o maior número de respondentes, (218),

correspondendo a uma fatia de 36% da participação total. Depois do Nordeste, aparece o Centro-Oeste, com 146 respondentes e uma parcela de 24%. Na terceira posição vem o Sul, com 93 empresas e 15% de participação, acompanhado de perto pelo Norte, com 91 respondente e uma fatia de 15% e o Sudeste, com 66 respondentes e uma parcela de 11% de participação. O histórico das edições da pesquisa também indica uma tendência de aumento na participação. No acumulado dos últimos quatro anos o índice de participação cresceu 15%, e no período entre 2014 e 2016 o número de respondentes cresceu 5%. Para Cabral, o aumento representa a conscientização do setor sobre a importância do mapeamento dos dados. “Os números são importantes para mensurar com mais clareza o desempenho do setor e compreender quais são realmente nossos desafios. Aqui na Bahia, os dados nos ajudam a compor os projetos que elaboramos e são fonte confiável para atestar a realidade do mercado de distribuição local”, avalia. Mercado de consumo - Um dos pontos favoráveis que o levantamento revela sobre o setor é uma estável participação no mercado

de consumo nacional, destaca Nelson Barrizzelli, coordenador de Projetos da FIA – Fundação Instituto de Administração e responsável pelas análises do Ranking ABAD/Nielsen. Os dados atestam que desde 2005, os agentes de distribuição mantêm uma participação entre 51% e 54% no mercado de consumo brasileiro. Nos últimos dez anos, o faturamento do setor no em todo o Brasil cresceu quase 61%. Para Barrizzelli esse número mostra o importante papel social que o setor desempenha no país. “Sem os atacadistas abastecedores, estes canais teriam enorme dificuldade para oferecer mercadorias de empresas de todos os portes de acordo com a preferência do consumidor”, analisa o professor.

Nelson Barrizzelli

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Segundo Barrizzelli, o setor se configurou de tal forma a atender a diversidade e a heterogeneidade características do Brasil e já se tornou imprescindível para conectar o país em um dos hábitos mais fundamentais: o consumo. “O setor sempre será um poderosíssimo coauxiliar da indústria no esforço para chegarem a pontos distantes do País”, enfatiza. O levantamento realizado pela Nielsen também constatou que o setor de distribuição responde por 95% de participação nas vendas realizadas pelas lojas de varejo que trabalham com um a quatro checkouts, ou classificadas como tradicionais, com atendimento em balcão (como padarias e empórios, os quais apresentaram, no resultado das vendas, crescimentos de 7% e 6,4%, respectivamente). Já na categoria de bares – que cresceu 2,7% -, o setor de distribuição tem participação de 85%; nas lojas enquadradas como de farmacosméticos - que declararam um aumento de 5% - os distribuidores respondem por 45%, e nos supermercados de médio porte, que tiveram 5,2% de crescimento, 40% das vendas passou pela mão dos agentes de distribuição.

Modelos de negócio – O estudo também apontou os modelos de negócio que mais predominam no país. A modalidade, classificada como Distribuidor ainda é a opção da maioria (39,2%). Em relação ao ano anterior, esse modelo, ampliou timidamente a participação (0,2%), enquanto no histórico, o modelo perdeu participação, já que em 2015 representava quase 45% dos negócios do setor. O modelo de Atacado com Entrega, foi o que mais cresceu, acumulando 2,7% a mais de participação. Considerando os dois últimos anos, o modelo avançou 7% saindo de 30,3% em 2015, para 37,3% em 2017, já o Atacado Balcão vem registrando retração desde 2015, saindo de 5,2% de participação, para 3,7% em 2017. O formato de Autosserviço que tinha ampliado participação em 2016, voltou à sua participação ao patamar de 18,7%, o mesmo de 2015.

Nelson Barrizzelli, também observou que as empresas que operam sob regime regionalizado, concentrando sua atuação numa área geográfica mais restrita, conseguem apresentar um melhor desempenho. Ele comprova apresentando os números: 362 empresas do total de respondentes, que atuam em um único estado, apresentaram um crescimento de faturamento de 9,4%, enquanto as 225 que atendem dois ou mais estados, registraram um crescimento bem inferior, de 1%. Perfil da negociação – O levantamento também apontou uma situação que demanda cuidado: a predominância de prazos mais longos para pagamentos e por meio de cobrança bancária em três modelos de atacado pesquisados. Segundo a pesquisa, os modelos Distribuidor, Atacado com Entrega e Atacado de Balcão são os que mais utilizam esses

Para Daniela Toledo, diretora de Retail Services da Nielsen, os dados do levantamento indicam o início da recuperação do consumo em 2017. Ela destaca que a perspectiva para o setor é positiva, e a expectativa é que a categoria consiga avançar, tanto em faturamento quanto em volume, mas ainda de maneira tímida. Modelos de negócio – O estudo também apontou os modelos de

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parâmetros de negociação, enquanto a exceção, é a operação de Atacado de Autosserviço, que, pela própria natureza do negócio, contabiliza a maior parte do pagamento em dinheiro ou no prazo de até sete dias. Barrizzelli, observa que os prazos estão se estendendo, a ponto de 20,7% dos atacadistas distribuidores e 27,5% dos atacadistas com entrega informarem que vendem com mais de 28 dias de crédito. Por outro lado, ele avalia como positiva a consolidação da cobrança bancária como operação predominante, que chega a responder por 87% dos negócios dos atacadistas distribuidores e por 89,4% dos atacadistas com entrega.

Conseguimos obter um bom resultado. Vejo que as indústrias e as empresas estão voltando a contratar e isso criará um ciclo positivo“ – Emerson Destro, presidente da ABAD

Projeções – Numa análise geral, o resultado do setor no Brasil em 2017, mesmo parecendo um avanço tímido, representa um ajuste de rota muito importante, diante do histórico de desempenho da categoria e do mercado nos últimos dois anos. Os números sinalizam que os agentes de distribuição aprenderam a operar em um mercado mais recessivo, a compreender os anseios do consumidor em tempos de crise e entregar soluções mais eficientes.

go reduzindo mês a mês, o setor começa a apresentar uma melhor expectativa quanto ao futuro. Otimista em linhas gerais, a maioria dos atacadistas aposta no crescimento do faturamento em 2018, revelam os dados. Para alcançar essa meta, o plano dos agentes de distribuição é aumentar a base de clientes.

Agora, depois desse período mais nebuloso, a expectativa do setor é que a curva dos resultados continue ascendente. Emerson Destro, comemorou os números do setor em 2016 e vislumbra um cenário mais positivo daqui para frente, desde que a cadeia de distribuição opere de forma conjunta e harmoniosa. “Da mesma forma que o canal atacado distribuidor tem de se reinventar para superar tempos difíceis, os fornecedores fazem ajustes para atender o pequeno varejo de locais mais distantes. E dependem de nós para chegar lá, com cada um desempenhando o seu papel”, analisa. Em um ano de retomada como 2018, com as taxas de desempre-

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Febraban muda datas para pagar boleto vencido em qualquer banco

Bancos adiaram para novembro a conclusão do processo de implementação da nova plataforma de cobrança, que vai facilitar a vida de consumidores A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) adiou o cronograma de implementação da nova plataforma de cobrança, que vai permitir que boletos vencidos sejam pagos em qualquer banco. A data final para que boletos de qualquer valor passem a ser registrados obrigatoriamente na nova plataforma passou de 22 de setembro para 10 de novembro. A mudança acontece de forma gradual, conforme o valor dos boletos. Com a alteração no cronograma, por enquanto, somente boletos vencidos acima de 800 reais podem ser pagos em qualquer banco.

A implementação da nova plataforma termina em 10 de novembro com a inclusão dos boletos de cartão de crédito e de doações. Entenda o motivo - “A mudança nos prazos foi necessária dado o volume elevado de boletos compensados no Brasil anualmente, que soma cerca de 4 bilhões”, afirma Walter de Faria, executivo da Febraban. Segundo ele, a ampliação do prazo dará maior tranquilidade para o sistema se ajustar aos novos valores à medida que forem incorporados, reduzindo os riscos de interrupção durante o processo.

Cronograma da mudança - Boletos vencidos acima de 400 reais poderão ser pagos em qualquer banco somente a partir de 25 de agosto. As empresas têm até essa data para registrar os boletos na nova plataforma. O prazo anterior era 26 de maio.

O novo sistema reduz o risco de erro no cálculo de multas e encargos, diz a Febraban. A empresa emissora do boleto deve registrar na nova plataforma todas as informações do documento, como o seu CPF ou CNPJ, data de vencimento, valor, nome e número do CPF ou CNPJ do pagador.

As demais fases também foram adiadas. Boletos vencidos acima de 100 reais poderão ser pagos em qualquer banco a partir de 13 de outubro, e boletos vencidos de qualquer valor, até 27 de outubro.

Para saber se o boleto está cadastrado na nova plataforma, é preciso consultar diretamente a empresa que emitiu o documento, já que não há diferenças visuais entre os boletos antigos e os novos. Quem

não conseguir pagar o boleto antigo no banco deverá quitar o débito diretamente com o credor. Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 47,3% e, o do diesel, valorização de 49,92%, segundo o Valor Online.


Vendas no varejo crescem pelo segundo mês consecutivo

Para CNC, greve dos caminhoneiros não vai comprometer a tendência de crescimento do setor neste ano O varejo iniciou o segundo trimestre com um ritmo de vendas melhor que o previsto pelo mercado e números positivos disseminados por todos os seus ramos, conforme os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de abril divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume de vendas no varejo restrito — que exclui o comércio de automóveis e de materiais de construção — cresceu 1% em abril, na comparação a março, descontados os efeitos sazonais. Das oito atividades acompanhadas pelo IBGE, sete tiveram crescimento no mês e uma ficou estável, algo que não era visto desde 2012. Outra boa notícia foi a revisão do resultado das vendas de março, que passou para uma alta de 1,1% frente a fevereiro — o dado foi revisado de um avanço de 0,3% divulgado anteriormente. A revisão refletiu o ajuste sazonal e novos dados primários para atividades de supermercados e equipamentos de escritório. “Tínhamos meses de alta do varejo seguidos de meses de queda ou pouco crescimento. Era um dado mais volátil. Foi o primeiro par de meses que o varejo se mantém em

um ritmo de recuperação”, disse Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. Supermercados alavancam resultado - O desempenho do varejo foi disseminado em abril, com destaque importante para as vendas de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que representa quase a metade (46%) do varejo restrito e um terço (36%) do varejo ampliado. O setor cresceu 1% em abril, frente a março. “Todo o varejo se movimentou em abril, mas é um setor que está na base do consumo, tem peso grande na pesquisa e por isso mesmo foi um destaque positivo”, disse Isabella. Para o economista-chefe interino da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fábio Bentes, os impactos negativos da greve dos caminhoneiros sobre o volume de vendas do varejo devem se limitar aos meses de maio e junho, sem comprometer a tendência de crescimento do setor neste ano. De acordo com a CNC, os números mostram que as vendas do varejo continuam emitindo sinais de recuperação no curto prazo. Bentes afirma que a inflação ainda

baixa e a queda nas taxas de juros contribuem para isso. Desta forma, a CNC revisou sua projeção de crescimento do varejo ampliado de 4,7% para 5% neste ano. Inflação - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,40% em maio, acima da taxa apurada um mês antes, de 0,22%, conforme o IBGE. De janeiro a maio, a inflação acumulada foi de 1,33%. Trata-se da menor inflação para o período desde o início do Plano Real, em 1994. Em 12 meses, o IPCA subiu 2,86%, excedendo os 2,76% apurados nos 12 meses imediatamente anteriores. O índice completou, desta forma, 11 meses abaixo do piso da meta de inflação, de 3% — o centro é de 4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Falência – Os pedidos de falência caíram 21,6% no acumulado em 12 meses (junho de 2017 até maio de 2018 comparado aos 12 meses antecedentes), segundo dados com abrangência nacional da Boa Vista SCPC. Mantida a base de comparação, as falências decretadas subiram 21,8%, enquanto para os pedidos de recuperação judicial e recuperações

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judiciais deferidas1 foram observadas quedas de 5,4% e 7,1%, respectivamente. Na comparação mensal os pedidos de falência caíram 7,9% em relação a março, enquanto as falências decretadas subiram 6,4%. No mesmo período foram observados crescimentos nos pedidos de recuperação judicial (37,2%) e recuperações judiciais deferidas (41,1%). Salário – Cerca de 63% dos reajustes salariais de 2017 implicaram ganhos reais aos trabalhadores, aponta balanço do Dieese (Departamento Intersindical Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgado nesta semana. Segundo o instituto, o dado sugere uma ligeira melhora para o empregado no quadro das negociações salariais em relação aos dois anos anteriores, marcados pela recessão econômica. Em 2015, metade dos reajustes ficaram acima da inflação do período e, em 2016, apenas 18,3%. Serviços – Em abril, o volume de serviços prestados no Brasil registrou aumento de 1,0% ante março, na série divulgada pelo IBGE. Este é o primeiro resultado positivo do ano, com maior influência do setor de transportes, que tem grande peso no índice. O levantamento, porém, foi feito antes da greve dos caminhoneiros afetar os

setores produtivos e a confiança. Em comparação a abril de 2017 (série sem ajuste sazonal), o volume de serviços cresceu 2,2%, a taxa mais alta desde março de 2015 (2,3%). Bancos têm otimismo reduzido Mas se os empresários do setor de varejo mantêm o otimismo, os bancos e as consultorias econômicas não estão tão convictos assim de que a paralisação dos caminhoneiros não irá afetar o desempenho do PIB. Bancos e consultorias refizeram suas contas e os mais otimistas projetam um aumento do PIB de no máximo 2% neste ano. O Santander, foi o único banco, que manteve a projeção de crescimento do PIB para 2018. “Chegamos a projetar um crescimento de 3,2% para este ano. Antes da greve, estava caminhando para 2,5%. Agora, estimamos um PIB de 2% com simetria para baixo”, diz o economista do banco Santander, Rodolfo Margato. Para 2019, o Santander mantém a projeção de alta de 3,2%. Em relação à inflação, o economista considera que a tendência fique dentro do centro da meta, que é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual – variação de 3% a 6%.

O banco Itaú, também reduziu as projeções de crescimento do PIB de 2% para 1,7% em 2018. Para 2019, o banco diminuiu sua previsão de crescimento de 2,8% para 2,5%m devido ao aperto das condições financeiras e ao impacto da paralisação dos caminhoneiros. “Analisando os dados de Abril divulgados pelo IBGE, mostram uma recuperação forte, mas maio tende a ser bem diferente. Ainda temos alguns elementos que mostram a recuperação, como o consumo voltado em junho”, comenta o economista Sérgio Vale, da MB Associados. Ele diz ainda que a previsão de que o crescimento chegaria a 2,5% neste ano foi rebaixada para 1,9%.


ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE DISTRIBUIÇÃO DA BAHIA

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