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Agricultores mineiros investem na safrinha de algodão

Central de silagem de vacinas garante a qualidade do produto

Entrevista com Wellerson Silva

Página 44

Página 80

Página 28

r$ 7,90 | nº 28 | dezembro de 2009 | ANO 3

r$ 7,90 | nº 32 | ABRIL de 2010 | ANO 4

De pai para filho

José Coelho Vitor e

Maurício Silveira Coelho promovem mais um grande leilão girolando da Fazenda Página 38 Santa Luzia

Destaque à venda Marcella Lemmer Santa Luzia Girolando, filha do touro Lemmer Único animal 3/4 bicampeão nacional


InteRural

Agricultores mineiros investem na safrinha de algodão

Revista do Agronegócio

Central de silagem de vacinas garante a qualidade do produto

Entrevista com Wellerson Silva

Página 44

Página 80

Página 28

r$ 7,90 | nº 28 | dezembro de 2009 | ANO 3

r$ 7,90 | nº 32 | ABRIL de 2010 | ANO 4

www.interural.com ano 4 | ABRIL de 2010 | nº 32

De pai para filho

José Coelho Vitor e

Maurício Silveira Coelho promovem mais um grande leilão girolando da Fazenda Página 38 Santa Luzia

Destaque à venda Marcella Lemmer Santa Luzia Girolando, filha do touro Lemmer Único animal 3/4 bicampeão nacional


Diplomata Roy Santa Luzia Touro Girolnado 5/8 filho de Roy (touro Holandês) com a vaca Laranja Santa Luzia (3/4). Diplomata está em coleta de sêmen na ALTA Genetics sendo uma grande opção de touros 5/8

Nós Usamos

Passos - MG - Sábado, 24 de Abril às 11h00 Local: Rodovia MG 050 - Km 334


C

editorial

omo passa rápido o tempo, já estamos no mês de abril. Cuidado para não ficar aí sentado, sem fazer nada, enquanto a vida passa. Um alerta aos agricultores, o dia 30 está chegando, já planejaram o orçamento? Organizaram as contas? Pois bem, caso a resposta seja não, aconselho-os a ler a parte de negócios da InteRural, que sempre traz dicas de gestão e organização. Não adianta ser o melhor produtor e deixar a desejar como empresário. Bom, vamos ver o que, de bom, a InteRural preparou para esse mês quatro. A maioria dos agricultores já finalizou a colheita, e dependendo da região, também o plantio da safra de inverno. Pensando nesse período, oferecemos duas opções para a safrinha, o milho e o algodão. O milho já é mais conhecido dos agricultores, mas o algodão surge como uma nova

opção para os mineiros. Aproveitem! Outra novidade, em destaque, na capa, é o 9º Grande Leilão Anual Girolando, da Fazenda Santa Luzia, onde o senhor José Coelho Vitor e filhos, do grupo Cabo Verde, ofertam, no dia 24 de abril, 380 fêmeas selecionadas, dentro do mais alto padrão racial. Serão ofertadas vacas em início de lactação, produzindo acima de 25 kg; novilhas prenhes e bezerras, produtos de IA, TE e FIV. Nesta edição, a InteRural apresenta uma matéria completa sobre a trajetória de vida dessa família, até chegar onde estão, hoje, e também falamos sobre a estrutura e manejo da fazenda. Na pecuária, uma matéria muito interessante sobre a central de selagem de vacinas. Muitos não conhecem, mas é por onde todas as vacinas veterinárias brasileira devem passar, para serem fiscalizadas, até

chegar às fazendas. O caderno de eventos também está recheado de ótimas coberturas. O Congresso Pan-americano do leite, que aconteceu em Belo Horizonte, 45ª Emapa, em Avaré-SP, Fenicafé, em Araguari-MG, enfim, todos os principais eventos do agronegócio brasileiro e até mesmo mundial, com a presença garantida da InteRural trazendo, para vocês, todas as informações. Já no Caderno de Leilões, os resultados dos leilões mais importantes e uma entrevista com o leiloeiro Wellerson Silva, que nos apresenta uma história de muita garra e trabalho. Espero que aproveitem o que a InteRural preparou para vocês.

Renata Paiva Diretora de Jornalismo

www.interural.com expediente Direção geral Mário knichalla Neto mario@interural.com Renata Paiva renata@interural.com

Revisão Ivone Assis e Ione Mercedes

Editora e jornalista responsável Renata Paiva Mtb 12.340 Mg

Diagramação Carolina Messias da Silva

Diretor Comercial Mário Knichalla Neto

Redação Wolney Domingos wolney@interural.com

Estagiária Thainã Neves redacao@interural.com

Consultoras de Venda Fabíola Paiva fabiola@interural.com Lydiane Caixeta lydiane@interural.com Daiane Lemes daiane@interural.com

Colaboradores Agripoint / ReHagro Pré-impressão CTP Registro Digital Impressão Gráfica Brasil

Consultoria Jurídica InteRural Uberlândia - MG Breno Henrique Alfonso de Arruda Rua Rafael Marino Neto nº 600 Bairro Karaíba, Ubershopping, loja 56 Fotógrafos Colaboradores contato@interural.com Luciene (Flash fotografias) (34) 3210-4050

InteRural Itumbiara - GO Av. Beira Rio, 1001, sala 07 Itumbiara-GO interural.go@hotmail.com www.interural.com A revista InteRural é uma publicação mensal. Todos os anúncios, imagens e artigos publicados e assinados são de responsabilidade de seus autores. É estritamente proibida a reprodução parcial ou total sem autorização de seus autores.


sumário matéria de capa

9º Grande Leilão anual

Girolando da Fazenda Santa Luzia 20 |

InteRural News

agricultura 26 | Planejamento de Milho na Safrinha 28 | Irrigação de Pastagem

Brahman 54 | Raça se destaca na venda de sêmen 58 |

Página 38

eSPAÇO GOURMET 70 |

Pacu Caranha ao Gorgonzola

Marcadores Moleculares

EVENTOS 72 | 32 |

PRODUTOR DE SUCESSO ovinos 44 |

ovinos

Maurício Silveira Coelho

pECUÁRIA 46 | 50 | 52 |

45 ª Emapa

Safrinha de algodão em Minas

60 |

Ovinos e Caprinos em pastagem

Aditivos para bovinos de corte Eficiência do sistema produtivo Qualidade das vacinas veterinárias brasileiras

76 |

Lideranças rurais se reunem em Uberlândia 80 | Fenicafé 84 | 11º Congresso Pan-Americano do Leite

lEILÕES NEGÓCIOS 64 |

Discussões contratuais

66 |

Dificuldades de administrar

86 | 88 |

Vida de Leiloeiro Resultado dos principais leilões

cLASSIFICADOS 98 | Fique por dentro dos preços e realize bons negócios nos classificados da InteRural


Os bezerros vão querer agora mamar em outro lugar.

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A ciência e a técnica a serviço da produção animal


NOTAS

Notas

Adulteração de fertilizantes causa perdas milionárias Produtores sofrem com prejuízo

M

isturas e adulterações nos fertilizantes comprados por produtores matogrossenses fizeram com que estes sofressem grandes perdas da produção e prejuízos de R$ 297 milhões na última safra. A Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) realizou um cálculo a partir da análise de 240 amostras coletadas no período de plantio do grão, setembro e outubro de 2009. De acordo com Glauber Silveira, presidente da Aprosoja (MT), em 35% das análises realizadas em laboratório, constatou-se que as quantidades das principais matérias-primas de fertilizantes, como o exemplo do potássio e ao fósforo, apresentaram-se abaixo das normas e quantidades estabelecidas pelo Mapa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Alguns fertilizantes registraram que o volume de potássio existentes em suas fórmulas era 30% menor que o mínimo exigido. Os sojicultores do Mato Grosso usaram 2,755 milhões de toneladas de fertilizantes na atual safra (2009/10), portanto, a Aprosoja (MT) assegura que cerca de 965 mil toneladas estavam com irregularidades em proporção aos minerais. O presidente da Aprosoja (MT) informou que, para compensar o menor volume dos nutrientes, foi adicionada, no geral, uma quantidade maior de calcário ao fertilizante. “A média de prejuízo no potássio foi de R$ 270 por tonelada e, no fósforo, de R$ 38”, afirmou Silveira. Na tentativa de reverter o quadro de irregularidade, foi montada uma força-tarefa com a par12

ticipação dos associados da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e do Ministério da Agricultura. “Queremos qualidade. As entidades vão entrar dando apoio, e pretendemos colher 500 amostras este ano. A ideia é fazer isso em todo o Brasil.” Destaca o representante e presidente da Aprosoja (MT).

396 toneladas de fertilizantes são apreendidos em Uberaba (MG) O mês de março ficará marcado para as empresas que fabricam e comercializam fertilizantes em algumas cidades do Triângulo Mineiro. No município de Uberaba (MG), em dois dias de autuação, os fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura encontraram várias irregularidades na fabricação e venda de fertilizantes. Os fiscais apreenderam cerca de 396 toneladas do produto. Foram observadas as instalações das fábricas e o processo produtivo. Foi levada em conta a qualidade dos insumos em relação ao conteúdo de nutrientes, como nitrogênio, fósforo e potássio. Também foram verificadas as características necessárias para a aplicação do produto, como umidade, uniformidade do tamanho das partículas e densidade. Em dois dias de operação em Uberaba, foram inspecionadas 13 indústrias e três foram embargadas por não estarem funcionando de acordo com as normas do MAPA. “Detectamos irregularidades como armazenagem inadequada, equipamentos em condições indevidas de funcionamento que comprometem a qualidade do produto, controle de qualidade ineficiente, elevado teor

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de umidade nos fertilizantes e licença de operação vencida”, informou o diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, Girabis Ramos. Na operação, também foram coletadas para análise 46 amostras de um volume de 17 mil toneladas de fertilizantes. Elas foram enviadas ao Laboratório Nacional Agropecuário do Ministério da Agricultura. “A expectativa é que essas análises estejam prontas em 60 dias. Se comprovarmos irregularidades, os estabelecimentos poderão ser penalizados com multa ou até interdição do estabelecimento”, explicou o secretário substituto de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal. Por motivo de segurança, a relação das empresas onde foram encontradas as irregularidades não foi divulgada. O Ministério da Agricultura fiscaliza insumos usados exclusivamente na agricultura, como os fertilizantes, não só no Triângulo Mineiro como no restante do país. No ano passado, foram coletadas sete mil amostras de produtos, representando 1,4 milhão de toneladas em todo o Brasil. www.interural.com


Farinha de Mandioca se destaca na produção Registros dos últimos sete anos revelam maior índice na produção De acordo com registros, a produção brasileira de mandioca alcançou seu maior índice dos últimos sete anos no ano de 2002, em que 667 mil toneladas foram produzidas. Já a última safra registrou cerca 584 mil toneladas. Os dados apresentados na reunião do dia 10 de março, da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Mandioca e Derivados de Brasília, revelaram respostas das pesquisas da Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Universidade Federal de São Paulo. A produção de 2008 ficou cerca de 3% menor que a de 2009, com 565,11 mil toneladas de farinha. Já o preço revelou queda, de 2008 para 2009, de R$ 961,64 a tonelada em 2008, para R$ 939,21 a tonelada em 2009. O estado do Paraná concentra a maior produção de farinha de mandioca do país, cerca de 70%, o resto fica com Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Goiás. Na mesma reunião, a proposta de instrução normativa do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento também foi apresentada, com o intuito de definir o padrão oficial de classificação da farinha de mandioca, destinada ao comércio interno, poste-

riormente, importação e exportação. Entre os quesitos analisados, estão os aspectos da cor, sabor, acidez, ingredientes, teor de amido, umidade, tipo, torra e forma de manipulação. O técnico do Departamento de Inspeção de produtos de origem vegetal do Mapa, Rafael Barrocas, informa que, “A instrução normativa surgiu da necessidade de revisar o padrão, anteriormente usado para classifica-

ção, pois, da maneira antiga, nem todos os tipos produzidos no Brasil eram incluídos”. Segundo Rafael, a proposta de norma foi elaborada com a participação de pesquisadores, laboratórios, entidades públicas e privadas ligadas à cadeia produtiva da mandioca. A medida normativa, publicada na Portaria Nº 347, de 12 de janeiro de 2010, está em consulta pública, até o dia 12 de abril.

Bactéria ajuda a economizar US$ 100 milhões

N

Cana-de-açúcar é a maior beneficiada

ovas pesquisas voltadas para a produção de cana apontaram que o uso de bactérias em plantas com capacidade de captar nitrogênio do ar pode reduzir perdas e prejudicar menos o meioambiente. Nosso país deve economizar cerca de US$ 100 milhões de dólares, além de conseguir utilizar novas tecnologias na produção de cana-de-açúcar e manter vantagens ambientais. “O objetivo é chegar a um momento em que se possa pegar a cana e outras plantas próximas, como milho ou arroz, e se substituir o máximo de adubo químico nitrogenado pelo cultivo com essas bactérias”, disse Paulo Ferreira, professor do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) e coordenador do projeto. Além do fato dessas plantas diminuírem o impacto com o aquecimento global, a necessidade de aplicar adubo

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químico reduz-se drasticamente, evitando a degradação poluente e o insumo de custo elevado que o adubo traz. A UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, lidera as pesquisas e constata avanços nas informações com relação à cana e às características do mapeamento do genoma da bactéria, com nome de Gluconacetobacter diazotrophicus. “Identificamos as vias metabólicas dessa bactéria”, afirma Ferreira.

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NOTAS

Embrapa investe em Educação Ambiental Embrapa Soja inaugura espaço voltado para projeto ambiental

A

Unidade Embrapa Soja, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, inaugurou, no dia 12 de março, em Londrina (PR), as instalações do Espaço de Educação Ambiental, em uma de suas unidades. O espaço é localizado na Fazenda Santa Terezinha, antiga sede, que abriga, atualmente, a sede administrativa e os campos para experimentos da Embrapa Soja. A área passou por uma ampla reforma, transformou-se em espaço especial de aprendizado ambiental, voltado a alunos de ensino fundamental, médio e universitário. O chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Cattelan, comenta sobre o projeto: “É um espaço democrático, sustentado por três vertentes: a ambiental, a histórica e a educativa. Além de receber os estudantes, queremos que ele atenda à comunidade, tornando-se um local para interagir com a natureza, para aprender os valores ambientais e para se vivenciar a história das propriedades rurais da nossa região. É importante resgatar a história e valorizar as conexões entre o homem e o ambiente”, argumenta Cattelan. O cantinho de educação ambiental se encontra em um local nobre da propriedade, onde há uma represa, área

de preservação permanente e de reserva legal, além de construções históricas, que resgatam a época em que a fazenda era usada para o cultivo do café. Quem visitar o local poderá caminhar por uma trilha junto à mata, conhecer as instalações restauradas da antiga fazenda de café, como o “terreirão”, onde o grão era colocado para secar, a construção de madeira usada para armazenamento de café, a “tulha”, além da visitação a uma exposição histórica sobre o homem, a própria fazenda e as interações entre agricultura e ambiente. Para tais atividades, estão sendo formados 25 monitores, que serão responsáveis por receber os grupos de visitantes e promover as ações de Educação Ambiental. “O Espaço de Educação Ambiental é uma oportunidade para que alunos e professores desenvolvam práticas didáticas em interação com o meio ambiente. As questões ambientais e a preservação da memória histórica devem estar sempre na pauta de compromissos das organizações”, explica a pesquisadora Vania Castiglioni, coordenadora do projeto. O processo de revitalização do lugar foi realizado com recursos da SETI - Secretaria de Estado da Ciência Tecnologia e Ensino Superior – cuja secretária, Lygia Pupatto, avalia: “É uma iniciativa que resgata um espaço público, a história de

Londrina e da região, além de possibilitar a centenas de crianças um novo espaço para educação ambiental. É projeto que também se destaca por conseguir articular instituições públicas de pesquisa e ensino, criando uma expectativa positiva em relação ao potencial de ações voltadas à preservação do meio ambiente”. O projeto foi viável a partir da parceria entre a Embrapa Soja, a UEL – Universidade Estadual de Londrina –, o NRE – Núcleo Regional de Educação de Londrina – e a Emater – Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural.

A 47ª Expass movimenta a cidade de Passos (MG)

Entre os dias 18 e 28 de março, o Parque de Exposições Adolpho Coelho Lemos, em Passos, MG, foi palco de uma das maiores feiras agropecuárias de todo o Brasil. A 47ª Expass, Exposição Agropecuária e Industrial de Passos reuniu várias atrações, exposições das melhores raças e grandiosos shows, como a cantora Pitty, a dupla Gino & Geno e o cantor Luan Santana. Quatro leilões também fizeram parte do calendário da feira. A Expo Nelore 2010, realizada dentro da Expass reuniu 46 expositores que apresentaram 436 animais, sendo 263 fêmeas e 173 machos. Os jurados, José Delsique D. Borges, Russel Rocha Paiva e Conrado Silveira Giraldi tiveram todo critério para escolher os melhores animais em pista. O título de grande campeã foi para Hematita III HRO, do expositor Sylvio Propheta 14

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de Oliveira, de Arandu, SP. E o grande campeão foi Lux Neogreco, do expositor Rima Agropecuária. O melhor criador e expositor da raça foi Jonas Barcellos, da fazenda Mata Velha, seguido da Fazenda do Sabiá em Capitólio, MG. Entre os dias 26 e 28 o julgamento dos animais da raça girolando movimentaram o parque. Depois da Megaleite e Expozebu, a Exposição de Gir Leiteiro de Passos, tornou-se a 3ª maior exposição da raça, com 335 animais em Exposição e 23 animais no torneio leiteiro. O torneio premiou com um carro 0 km a categoria Gir Leiteiro, vaca Jovem, adulta e vaca Senior. Já a categoria Girolando, 1/2, 5/8, e 3/4 com uma moto 0 km, e, HPB e girolando acima de 3/4 também com uma moto 0 km. Confira todos os resultados dos julgamentos no site www.interural.com. www.interural.com


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NOTAS

Governo Federal na cola dos produtores de trigo Qualidade do trigo é inspecionada

S

ubsidiando 30% da produção nacional de trigo pela segunda vez, o governo busca apertar o cerco para elevar a qualidade do cereal. A nova proposta de reclassificação do trigo para a manutenção de preços mínimos oficiais foi colocada em consulta pública. No campo, a proposta foi considerada exagerada, rígida demais. Se os novos critérios forem aprovados, quase metade da produção do estado do Paraná, onde é produzido o melhor trigo do país, será reclassificada para a categoria “outros usos”, que permite apenas o cereal para ração. O gerente técnico e econômico da (Ocepar) Organização das Cooperativas do Paraná, Flávio Turra, afirma que é preciso fazer adequações nas regras de classificação. Entretanto, segundo ele, a proposta do governo “aperta” muito nos critérios. Turra conta que, na safra considerada proveitosa com as condições climáticas, a de 2008/09, o Paraná produziu em 84% da área duas variedades do trigo, o “trigo-pão”, cereal de melhor qualidade, que é usado principalmente na fabricação do pão francês, e o tipo “melhorador”, de qualidade superior, que é muito usado em misturas para elevar qualidade de grãos inferiores. “Se essa mesma produção fosse classificada de acordo com os critérios da atual proposta do governo, 46% da safra 2008/09 do Paraná seria considerada de qualidade compatível com trigo para a produção de ração animal”, compara. Para o Rio Grande do Sul, cuja produção fica atrás apenas do Paraná, o efeito seria bem maior, devido ao fato de o estado já semear sementes de melhor qualidade em áreas menores. Na safra 2009/10, menos da metade da área gaúcha, cerca de 43%, foi cultivada com o trigo dos tipos de pão e melhorador. O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Culturas de Inverno do MAPA, Rui Polidoro Pinto, ressalta que, em uma reunião realizada na câmara, ficou definido que as cooperativas agrícolas do Paraná e do Rio Grande do Sul irão elaborar uma contraproposta 16

para ser apresentada em uma reunião marcada para o mês de abril, no Ministério da Agricultura, sobre o assunto. “De qualquer forma, essa contraproposta deve ser diferente dessa mudança radical e profunda sugerida. Tem que haver gradualidade na implementação para não desestimular o plantio”, assegura Polidoro, que também é presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro-RS). Em 2010, a maior disponibilidade e variedade de sementes farão com que os produtores do Sul do país plantem com mais variedades os trigos de maior qualidade. A Embrapa tem a expectativa de que, no ciclo 2009/10, que começa o plantio em maio, 53% da área plantada de semente oficial de trigo-pão sejam suficientes, o que representaria avanço de 10% em relação à safra anterior. A mudança na classificação do trigo é anterior à safra de 2008/09, quando ainda se restringia a duas categorias. A primeira, do trigo brando, voltado para a fabricação de biscoitos,

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considerado de menor qualidade. A segunda, o trigo melhorador, que é de maior qualidade, e é usado para se misturar e melhorar a qualidade de tipos de cereais com qualidade inferior. Na seguinte safra, o governo começou a especificação “trigo-pão”, e aumentou os valores mínimos para os que tiveram melhor qualidade. O tipo melhorador, de melhor qualidade, subiu cerca de 15% de seu valor mínimo, que é três vezes maior que o valor do trigo brando. Seguindo a proposta inicial, o governo está em consulta pública até 1° de abril, incluindo como critério de avaliação de qualidade a “estabilidade”, que pode aumentar o custo do produtor com essa classificação, afirma Gilberto Cunha, chefe-geral da Embrapa Trigo. Além das alterações previstas, há mais exigências nos critérios já existentes. Para ser classificado do tipo “pão”, o trigo terá de ter a força do glúten de 220, que antes era de 180. Já o tipo melhorador, terá de ser “força do glúten” de 300, 30 a mais do que se exigia anteriormente. www.interural.com


Avesui América Latina 2010 Aves e Suínos será em Maio

Florianópolis sediará evento mais importante da avicultura e suinocultura Nos dias 11 e 13 de maio de 2010, a capital Sul Catarinense receberá cerca de 20 mil participantes da Avesui – Feira de negócios voltada às cadeias produtivas de aves, ovos e suínos. A Avesui 2010, que conta com a iniciativa da Gessulli Agribusiness, acredita que, entre os participantes, haverá empresários, produtores, técnicos, consultores, especialistas entre outros interessados, que geram em conjunto cerca de R$ 40 milhões em negócios apenas no Brasil. De acordo com a organização do evento, haverá novidades com o intuito de impulsionar a produtividade e a eficiência da produção dos dois segmentos na América Latina. Cerca de 200 empresas especializadas em genética, saúde animal, nutrição animal, equipamentos e serviços do mundo, já têm presença confirmada na Avesui 2010. Devido a seu tamanho, totalizando uma área de 15 mil m², a Avesui já é a maior feira de negócios da América Latina. Mais de 80% dos visitantes são responsáveis pela força econômica da avicultura e suinocultura. A programação da Feira Avesui 2010, além da exposição comercial, oferecerá fórum de discussões econômicas e técnicas sobre as cadeias produtivas de aves e suínos. O IX Seminário Internacional de Aves e Suínos contará com discussões a respeito do potencial da carne brasileira no mercado mundial e a capacidade global da avicultura e da suinocultura. As palestras incluem painéis sobre sanidade e produção de aves e suínos. “Sem dúvida, a AveSui América Latina 2010 será uma www.interural.com

ótima ocasião para trocar informações com os diferentes elos da cadeia, retomar os investimentos e realizar negócios. Estamos tendo uma oportunidade de recuperação, depois de um ano difícil como o de 2009, a hora agora é a de olhar para frente e planejar o futuro. Também teremos a preocupação de mostrar aos produtores a importância de transformar a atividade avícola e suinícola 100% sustentável, já que a prática, além de gerar maior receita ao produto, preserva o ecossistema do planeta”, informa Andrea Gessulli, diretora da AveSui. Na programação também há destaque para o I Fórum Eco Agri, que é o espaço pra discussões voltadas á produção de alimentos sustentáveis. Os temas principais do fórum são os desafios ambientais da produção animal no presente e no futuro. Haverá palestras sobre recursos hídricos, resíduos, estações de tratamento de dejetos, indicadores de sustentabilidade entre outros.

Uberlândia será sede do 1º Encontro da Pecuária Leiteira nos Trópicos A cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi escolhida para sediar o 1º Encontro da Pecuária Leiteira nos Trópicos. O evento será realizado nos dias 22 e 23 de abril, no Center Convention. Profissionais de renome discutirão temas ligados à atividade pecuária em países tropicais. Assuntos relacionados à adaptabilidade das raças leiteiras aos trópicos, sistema de produção de leite em países tropicais, trabalho de assistência técnica direcionado a fazendas produtoras de leite e visão macroeconômica do agronegócio leite. “Procuramos abordar assuntos que estão dentro e fora ‘da porteira’ para dar uma visão geral da pecuária leiteira em terras tropicais”, comenta o coordenador do evento, Marcelo Nogueira Reis. O 1º Encontro da Pecuária Leiteira nos Trópicos é promovido pela Cooperativa Agropecuária Ltda. de Uberlândia (Calu), em parceria com a Prefeitura de Uberlândia. “O encontro surgiu diante da necessidade de levar ao produtor rural o conhecimento de técnicas e informações que possam melhorar a atividade leiteira na região. Sabemos que alguns países com grande potencial na produção de leite já enxergaram o Brasil como terra promissora para explorar a atividade. Esse é um alerta para o setor, pois precisamos tornar a nossa pecuária de leite eficiente. Ao abrir espaço para os estrangeiros, o país, automaticamente, ganha concorrentes já que a matéria-prima produzida aqui terá grandes chances de abastecer outros mercados, além do nosso”, argumenta o presidente da Calu, Eduardo Dessimoni Teixeira. Além de palestras, a programação conta com mesas redondas e debates. As atividades terão início às 8h com encerramento previsto para as 19h, todos os dias. As inscrições podem ser feitas no site www.calu.com.br, onde também são encontradas mais informações do Encontro.

InteRural - Revista do Agronegócio | Abril 2010

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NOTAS

Sisbov passa por Mudanças

Novas regras no setor de produção de carne

A

nova proposta de atualização da SISBOV (Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos) e da Defesa Agropecuária Estatal e Nacional foi discutida no dia 22, em um seminário técnico na Faculdade de Medicina Veterinária da UFMG. A nova norma se refere à rastreabilidade, que foi o tema principal do evento. De acordo com o diretor geral do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária), Sr. Altino Rodrigues Neto, é de extrema importância a discussão sobre os processos de rastreamento, dessa forma, mantendo a qualidade dos serviços não só em Minas Gerais, como em todo o Brasil. O diretor de Programas da Área Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Márcio Rezende, esclarece que as alterações no serviço partiram das exigências de fiscalização dos produtos nacionais feita por países europeus. Rezende destacou que o novo Sisbov atuará de maneira integrada com os

sistemas existentes na saúde pública e animal. Serão usadas ferramentas ligadas à tecnologia da informação, visando facilitar o gerenciamento das certificações. “Além disso, é necessário adaptar o sistema de rastreabilidade aos sistemas produtivos, principalmente ao trabalho dos produtores, para facilitar o cruzamento de informações. Com a nova regra, todas as exigências do setor serão seguidas, e a burocracia de documentações irá diminuir”, observa Rezende. O novo foco da Sisbov também será a identificação individual dos animais, os quais se destinarão para abate, e posteriormente exportados. O intuito maior é permitir que o produtor escolha os animais que serão identificados um por um. A realidade do sistema produtivo brasileiro terá de ser levada em conta, quando participar do serviço. De acordo com o Mapa, no Brasil, as propriedades possuem maior quantidade de rebanhos, comparando-as o com as propriedades européias. A nova regra também deverá con-

siderar as dificuldades que o produtor terá, com relação às informações, em condições de produção extensiva. O secretário do Mapa de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues, acredita que o seminário foi um ponto de partida para que os setores produtivos se adequassem às demandas do mercado, a partir da grande e constante troca de informações. Também estiveram presentes no evento, o diretor de Veterinária da UFMG, Francisco Carlos Lobato, representante do Mapa, da Epamig, da CNA e Compex Tecnologia, entre outros.

Sementes Adriana lança novos híbridos 2º Encontro Tecnológico da Sementes Adriana

D

ois novos híbridos serão lançados no 2º Encontro Tecnológico da Sementes Adriana, que acontece no dia 24 de abril, a partir das 7h30. Foram criados para oferecer mais uma alternativa ao produtor e preencher uma lacuna no período da safrinha, pois podem ser plantados até 15 de março. Ademais, são culturas promissoras, pois, além da aceitação crescente no mercado de rações, agregam valor a outras culturas, por meio do manejo natural de nematoides. Com esse propósito de apresentar produtos com tecnologia de ponta, a empresa está em constante processo de pesquisa, buscando cada vez mais qualidade, capaz de deixar o cliente com satisfação garantida e retorno de produtividade. Preocupada em buscar e desenvolver alternativas para o produtor rural e contribuir para o crescimento da agricul-

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tura brasileira, a Sementes Adriana, em parceria com a Bonamigo Melhoramentos, iniciou um processo de melhoramento genético visando ao desenvolvimento de cultivares de alta performance. Primeiramente, foram lançados as cultivares ADR 300 e ADR 500, alcançando resultados positivos na produção de palhada para Plantio Direto no Centro-Oeste, Norte e Nordeste. No caso do ADR 500, pastagem de verão com qualidade, para gado leiteiro no Sul e Sudeste do país. Em 2007, a empresa lançou o híbrido ADR 7010, o primeiro do Brasil, também chamado de Super Grão, pois tem como finalidade a produção de grãos para indústria de ração. Este ano, a Sementes Adriana lança mais dois híbridos, os ADRs 7020 e 8010. O primeiro, ADR 7020, tem duplo propósito. Pode ser cultivado tanto para a produção de palha, como para grãos. Tem florescimento médio de 52

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dias e ciclo de 100, é resistente ao acamamento e moderadamente resistente �� ferrugem; produz de 30 a 45 sacos por hectare (ha) e de 5 a 8 toneladas de palha. O ADR 8010 é granífero, de porte médio, com ciclo médio de 95 dias, resistente ao acamamento e com produção média de 30 a 45 sacos/ha. Apesar de produzir de 4 a 6 toneladas de matéria seca, podendo ser utilizado para plantio direto, o propósito dessa cultivar é a produção de grãos. O ADR 7020, assim como o seu antecessor, ADR 7010, produz palhada de alta qualidade e disponibiliza muitos nutrientes à cultura subsequente, ou seja, que será plantada posteriormente à cultura do milheto. O sistema radicular profundo possibilita a reciclagem de nutrientes dispersos no solo e favorece o acúmulo de substâncias, como cálcio, potássio e nitrogênio, na camada superior. www.interural.com


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NOTAS

Fazenda Aroeira promove Dia de Campo

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Novas tecnologias são foco do evento

o dia 17 de março, a Fazenda Aroeira, próxima à cidade de Tupaciguara (MG), ofereceu um dia de Campo para convidados. Com horário de início marcado para as 8h30m da manhã, o público pôde conferir na programação, apresentações de novas tecnologias voltadas à agricultura. A Fazenda Aroeira, propriedade do Sr. José Adalberto Guimarães Cardoso, conhecido como “Beca”, recebeu cerca de 300 pessoas no Dia de Campo de 17/03. De acordo com o organizador do evento e coordenador Técnico do Clube Amigos da Terra de Uberlândia, Ademar Maximiano da Silva Júnior, a aceitação do evento foi muito favorável, tanto da parte das empresas, quanto do público. ”Dá muito trabalho organizar esse tipo de evento, pois tenho que me dedicar desde o plantio dos plots até a

sua montagem e apresentação, entretanto, quando se vê o resultado, é muito gratificante”, destaca Ademar. O grupo de participantes se dividiu entre produtores rurais, profissionais do agronegócio e estudantes da área. Ademar Júnior observou que o maior objetivo era reunir os produtores e lhes apresentar novas tecnologias, nesse propósito, houve boa participação, em consequência, atingiram-se bons resultados.

XIV Curso Novos Enfoques na Produção e Reprodução de Bovinos

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Uberlândia recebeu especialistas em 18 e 19 de março de 10

m sua 14ª edição, o Curso Novos Enfoques na Produção de Bovinos, que tem patrocínio da Pfizer Saúde Animal, passou pela cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O evento que aconteceu no espaço do Centro de Convenções do Center Shopping, nos dias 18 e 19 de março, foi organizado pela Conapec Jr. da Universidade Estadual Paulista (UNESP), de Botucatu. Mark Allan, diretor da Pfizer Animal Genetics, veio dos Estados Unidos para abrir o evento e dar palestras referentes às perspectivas para a pecuária mundial. Mark também abordou o bem-estar animal, a sustentabilidade e a utilização de tecnologias, como os marcadores moleculares que auxiliam no melhoramento genético dos animais. Houve, também, a apresentação de lançamento mundial da empresa Pfizer na genética da raça Angus. O curso, que foi dividido em três pontos, contou com a presença do professor associado do departamento de ciências clínicas de animais de grande porte

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da Universidade de Michigan - EUA, Dan Grooms. Foi discutida a influência das doenças infecciosas no desempenho reprodutivo durante as palestras: “A importância da diarreia viral bovina em perdas reprodutivas”; “Diagnóstico e controle de perdas reprodutivas causadas por Leptospira spp” e “Programas para controle de doenças infecciosas e melhoria do desempenho reprodutivo”, informa Grooms. Além de Grooms, houve outro importante palestrante internacional, William W. Thatcher, professor da Universidade da Flórida. William falou sobre as estratégias no melhoramento da eficiência reprodutiva em vacas leiteiras, e dividiu seu conhecimento entre as palestras: “Manejo de estresse calórico e estratégias para melhorar o desempenho lactacional e reprodutivo em vacas de leite”; “Modulação nutricional da função imune para melhorar o desempenho reprodutivo em vacas leiteiras” e “Estratégias fisiológicas a serem consideradas para desenvolver programas de IATF em vacas leiteiras”.

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O ponto Corte do curso trouxe aos participantes seletas informações e perspectivas na produção da carne bovina, práticas nutricionais e técnicas de manejo.

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I Simpósio de Bovinocultura Leiteira

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conteceu entre os dias 25 e 27 de março, em Uberlândia (MG), o I Simpósio de Bovinocultura Leiteira, evento organizado pela empresa Júnior, da Faculdade de Medicina Veterinária (UFU), ConaVet. O evento contou com a participação de diversos palestrantes competentes de respeitadas Instituições, tais como: UFMG, USP, Unesp, UFU, Vallée; quando foram tratados assuntos pertinentes a produção leiteira de nosso país. O simpósio aconteceu nas acomodações da Universidade Federal de Uberlândia e teve como público alvo estudantes de zootecnia, veterinária e profissionais do ramo, totalizando 150 participantes. A revista InteRural esteve presente e apoiou a iniciativa da Conavet em discutir um assunto tão importante para nossa região, que é a atividade leiteira. O evento ainda contou com o apoio de empresas que atuam no ramo: Calu, Vallée e Bayer.

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Expozebu 2010 Tudo pronto para a realização de mais uma EXPOZEBU, a tradicional feira agropecuária de Uberaba. O evento acontece de 28/04 a 10/05 no Parque de exposições Fernando Costa. Será 76º Edição da feira, que atrai a participação de pessoas do Brasil inteiro e também do exterior. Produtores rurais e profissionais do agronegócio se encontram na EXPOZEBU , com objetivo de apresentar as melhores novidades para o setor. Um dos atrativos da feira são os leilões que todos os anos movimentam milhões de reais em negócios de grandes proporções. A realização da EXPOZEBU movimenta a economia de Uberaba. Um dos setores mais beneficiados é o hoteleiro, que na época fica com todos os leitos esgotados. Quem deseja participar da expozebu é bom fazer reserva de hotel antecipada. A Revista Interural vai fazer uma grande cobertura da 76º EXPOZEBU e tudo que de melhor acontecer você poderá conferir na próxima edição. Outras notícias da feira, inclusive a programação completa você encontra em nosso site (WWW.intetural.com).

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Notícias em Alta

Alta é destaque da Expopassos 2010

Notícias em Alta é uma publicação da Alta Genetics do Brasil Jornalista responsável: Luiz M. Pereira | Fotografia: Francisco Martins

Alta reúne representantes de todo o Brasil A 15º Convenção Interna da Alta foi encerrada ontem com uma grande festa de premiação, realizada no Centro Nacional de Convenções (CENACOM) em Uberaba, MG. Com a participação de quase 200 pessoas, o evento premiou representantes regionais e vendedores da Alta em todo o Brasil. Realizada entre os dias 28 e 30 de março, a 15º Convenção Interna da Alta reuniu a equipe de vendas da Alta dos mais de 66 escritórios regionais, onde os participantes acompanharam palestras de renomados profissionais do agronegócio, além de participarem de discussões sobre mercado de gado de corte e leite e de assistirem a desfiles de bovinos, caprinos e ovinos. Para Heverardo Rezende de Carvalho, diretor da Alta no Brasil, a realização de eventos como esse ressaltam a importância dada pela empresa à formação de sua equipe “unir forças e reunir nossos profissionais para participarem de um evento desse porte, faz com que nós ganhemos muito em formação técnica e capacitação da nossa força de vendas” avalia.

Alta participa do Congresso Panamericano do Leite A FAEMG e a Fepale organizaram entre os dias 22 e 25 de março o Congresso Panamericano do Leite, realizado na cidade de Belo Horizonte, MG. Abordando temas variados relacionados ao leite, o congresso contou com a realização do 1º Simpósio Internacional das Raças Gir Leiteiro e Girolando, onde foram apresentadas informações sobre o teste de progênie de cada raça, os genômicos e o cenário futuro para o mercado de sêmen. A Alta foi a única empresa de inseminação artificial a participar do evento, montando no local um estande para receber os participantes. A Alta possui a bateria de touros Gir e Girolando melhor classificada em sumários disponível no mercado, além de possuir o maior número de reprodutores dessas raças.

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A Expopassos 2010, realizada em Passos, MG, já tem a Alta como Grande Campeça da Raça Gir Leiteiro. O touro Gálio TE F. Mutum, da bateria de reprodutores da empresa e filho do também reprodutor Alta, Modelo TE de Brasília foi consagrado o Grande Campeão da Feira. “Gálio tem um pedigree extremamente interessante. Sua carreira de pista começou em 2009 já se tornando o Reservado Grande Campeão Nacional Megaleite 2009,Campeão Junior Maior e o 3º Melhor Touro da Expozebu 2009. Seu pai Modelo TE de Brasilia é touro provado pelo Sumário Embrapa/ABCGIL com PTA Leite de 309,8kg e pelo Sumário ABCZ/UNESP com PTA Leite de 413,44kg. Modelo é um dos touros mais utilizados em acasalamento no mercado, pai de vários touros em centrais e de excepcionais matrizes do mercado como Prosa, Setiba, Tapuia entre outras. Sua mãe, Condessa TE F. Mutum foi Grande Campeã Nacional Megaleite 2008, Reservada Grande Campeã Expozebu 2008 e Melhor Úbere Nacional Expomilk 2006. Condessa tem lactação de 10.245kg” comenta Christian Milani, gerente de leite nacional da Alta.

Neogrego é Grande Campeão em Avaré

Lux Neogrego, reprodutor da bateria de touros da Alta, foi o Grande Campeão da ExpoAvaré 2010. O touro que já havia sido premiado na Expoinel MG repetiu o sucesso nas pistas paulistas. A ExpoAvaré 2010 é realizada em Avaré, SP e contou com 2.039 animais inscritos, expressando a força e a qualidade da raça Nelore. Os reprodutores da bateria da Alta somaram 51% dos animais expostos, sendo progênies de 21 reprodutores da empresa. “Destaque para Bitelo SS e Basco que apresentou 73 fêmeas e 32 machos e vem se firmando como um dos grandes reprodutores para pistas, acrescentando valoreswww.interural.com de carcaça, nos padrões que se buscam hoje”, comenta Marcos Labury.


Alta realiza curso de Alta recebe dois grandes ícones da genética novos vendedores A Central de Produção e Tecnologia de Sêmen da Alta recebeu na manhã do dia 18 de dois grandes ícones da genética brasileira. Confira os detalhes e conheça esses com foco em leite março reprodutores abaixo:

A Alta promoveu entre os dias 1º e 4 de março o curso “Novos vendedores com foco em leite”. Ministrado no auditório da Central de Produção e Tecnologia de Sêmen, em Uberaba, MG, o curso reuniu novos vendedores Alta de várias partes do Brasil que participaram de uma programação recheada de novidades no setor lácteo. Além das atividades teóricas, foi realizada uma visita técnica à Central e os participantes assistiram a um desfile de touros, onde foram apresentados os reprodutores da bateria de leite da empresa. Os novos vendedores também participaram do curso Alta Mate, realizado nos dias 5 e 6 de março onde tiveram a oportunidade de conhecer e praticas as técnicas de avaliação de animais. Foram visitadas as fazendas Nossa Senhora do Carmo, de Luis Gualberto, criador de Holandês e a fazenda Santa Gertrudes, da Girolando Guima, criadora da raça Girolando. Para o gerente de leite nacional da Alta, Christian Milani, a realização dos cursos é essencial para a qualidade da equipe “oferecer formação continuada e de qualidade para os profissionais que ingressam na empresa é extremamente importante para garantir a qualidade dos serviços prestados à campo” comenta.

Alta é a nova casa de Enlevo da Morungaba

Vaidoso chega à Central de Produção e Tecnologia de Sêmen da Alta

O Grande Campeão da Expozebu 1998 e um dos maiores raçadores Nelore da atualidade acaba de chegar na central Alta em Uberaba/MG.Considerado por muitos como o touro que mais faz diferença racial em sua progênie, Enlevo já provou seu poder pelo grande número de filhas premiadas como Matrizes Modelo na Expozebu ou como por filhas Campeãs Nacionais a exemplo de Iguana TE da Silver e a Campeonissima Essência TE da Guadalupe. A Alta se sente orgulhosa de contar novamente com Enlevo na sua bateria de grandes reprodutores. Sêmen do Enlevo da Morungaba em preços especiais já podem ser encontrados na Alta.

O número 1 do Ranking Embrapa/Abcgil 2009. O primeiro touro a ultrapassar 600kg de PTA Leite. PEDIGREE QUE REÚNE 120 ANOS DE SELEÇÃO: 80 ANOS DE SELEÇÃO CALCIOLÂNDIA E 60 ANOS DE SELEÇÃO SANTA CRUZ. Vaidoso Silvania = Benfeitor Cal X Roçar Induzia Omega (SC Omega Faizão) Maior PTA de Leite e Sólidos já alcançado em 24 anos de Teste de Progênie. É muito leite com muito sólidos!!!!!!!. O melhor touro Gir Leiteiro para leite do mundo. PTA Leite 644kg / PTA Sólidos 65,5kg Vaidoso hoje é um dos touros mais utilizados do mercado e vem resgatar a liderança de Benfeitor no Ranking do Sumário. Benfeitor é um marco na história do Gir Leiteiro: - Líder 4 anos consecutivos do Ranking Embrapa/ABCGIL; - 5 anos consecutivos o Melhor Reprodutor Gir Leiteiro da Expozebu - TriCampeão de Progênie de Pai – Expozebu - Pai de outros líderes do Ranking como Barbante Kubera, Pioneiro Cal, C.A Urandi; Rocar Induzia Omega é filha de Santa Cruz Omega Faizão, touro considerado muito leiteiro e que foi utilizado pelo saudoso José Fernandes Carvalho, pai de Eduardo Falcão no intuito de trazer leite para o rebanho. Induzia tem lactação de 6.377kg e se destaca pela excelente qualidade de seus úberes. A opção certa para os mais exigentes criadores de leite, indicado para linhagens Caju, Everest, Radar, Pati, entre outras.

Alta anuncia contratação de Roberta Gestal A Alta Genetics contratou a zootecnista Roberta Gestal para ocupar o cargo de Consultora técnica de gado de corte. O anúncio foi realizado no dia 4 de março pela diretoria da empresa. Formada pelas Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU), Roberta é especialista em genética pela USP de Ribeirão Preto, SP e Mestre em melhoramento genético pela Universidade do Estado de São Paulo. Trabalha há mais de 20 anos com melhoramento genético e atua no Programa Nelore Brasil da ANCP. É jurada da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e proprietária da empresa Melhora + consultoria genética. Para Heverardo Rezende de Carvalho, diretor da Alta Genetics, a contratação de Roberta representa um crescimento à qualidade www.interural.com

técnica da empresa “a vinda da Roberta para compor a nossa equipe nos alegra bastante e fortifica o conceito Alta de disponibilizar a seus clientes o que há de melhor em serviços técnicos” comenta.

Feinco 2010 é sucesso! A Feinco – Feira internacional de Caprinos e Ovinos deste ano mostrou o potencial de produção destas espécies. A Alta teve um resultado excelente nas vendas, faturando mais que o dobro do nosso recorde em 2008.

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InteRural News

Curso de Gerenciamento de Empresas de Rurais Terá início a partir de abril, em Uberlândia, o curso de capacitação de gerenciamento de empresas rurais. O objetivo é capacitar gestores a utilizar informações técnicas e ferramentas de controle, acompanhamento e gerenciamento da atividade, formar lideranças, motivar equipes de trabalho e melhorar a comunicação entre patrões e funcionários. Também visa fornecer conhecimento e experiências que ajudem no desenvolvimento do ambiente de trabalho e a criar novas atitudes. O curso terá a duração de 10 meses e será dividido em módulos. Cada etapa com um tema diferente será aplicado durante três dias e destina-se a empresários, gestores, gerentes, encarregados, chefes de setor, técnicos e outros profissionais que atuam ou pretendem atuar no gerenciamento e condução de empresas rurais. A previsão dos organizadores é de 40 a 50 inscrições. O professor de zootecnia Daniel Ferreira, do Instituto Federal de Educação de Uberlândia, vai participar com o propósito de adquirir novos conhecimentos e agregar as informações junto às atividades que se desenvolvem no dia a dia. Residente em Patos de Minas, Vitor Carvalho vai participar do curso com o objetivo de ampliar o conhecimento nas atividades ligadas à criação de gado de leite e ao gerenciamento imobiliário rural. Os interesses dos participantes são bem diversificados. O engenheiro agrônomo Fábio Diniz pretende obter informações sobre aumento de produção, relacionamentos pessoais, legislação ambiental, maior aproveitamento de máquinas e equipamentos. Pelas informações que conseguiu, o engenheiro acredita que o curso de capacitação vai lhe proporcionar benefícios. O curso é organizado pela REHAGRO – Recursos Humanos no Agronegócio e tem como parceira, em Uberlândia, a InteRural – Empresa do Agronegócio. A subgerente do setor comercial da Rehagro, Janaína Diniz, que coordena o curso em Uberlândia acredita em sucesso com a realização do evento, já que a procura por informações é grande. “Nossa empresa acabou de realizar um curso dessa natureza em Patrocínio (MG), e o resultado foi excelente. Esperamos repetir o mesmo sucesso aqui em Uberlândia”, comentou Janaína.

Conteúdos Abordados: • Recrutamento, seleção e Contratação de Pessoas • Gerência e Liderança • Comunicação Interpessoal • Diálogo e Discussão • Reuniões. Planejamento Condução • Lideranças em Equipes de Trabalho • Assistência Técnica-relacionamento e normatização • Manter a Motivação • Indicadores de Desempenho • Processo de tomada de decisão • Gestão Financeira na Empresa rural • Metodologia de Controle Financeiro • Legislação Ambiental • Estratégia e Metodologia de Plano • Orçamento e compra/venda • Inteligência e liderança Emocional • Gestão Motivacional • Empreendedorismo • Treinamento e capacitação de pessoas • Motivação • Modelos Mentais e Percepção • Desenvolvimento Interpessoal • Ferramentas gerenciais

Informações: WWW.rehagro.com.br WWW.interural.com

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InteRural participa do 11° Congresso Pan-Americano do Leite Entre os dias 22 e 25 de março, Belo Horizonte se tornou a capital do leite. A cada dois anos, as maiores autoridades mundiais do leite se reúnem no Congresso Pan-Americano do Leite para debater e planejar os rumos da cadeia leiteira. E a InteRural não pôde ficar de fora desse grandioso evento. Confira a cobertura do congresso no caderno de eventos desta edição.

15º Edição da Fenicafé é prestigiada pela InteRural

Cássio Paiva recebe homenagem do Sindicato Rural de Passos

Sempre presente em todos os grandes eventos do agronegócio brasileiro, a InteRural esteve presente na 15ª Edição da Fenicafé em Araguari (MG). Localizada no Triângulo Mineiro, a cidade recebeu, entre os dias 24 e 26 de março, vários produtores e interessados em reciclar o conhecimento em relação ao mercado Cafeeiro. O evento é, hoje, um dos maiores acontecimentos da cafeicultura do Cerrado Mineiro. O município de Araguari se destaca como um dos melhores produtores de café do país. Confira a cobertura da Fenicafé no caderno de eventos desta edição.

Encerrando as comemorações da 47ª Expass em Passos (MG), o leiloeiro e sócio da InteRural Leilões Cássio Paiva foi homenageado pelo Sindicato Rural da Cidade. Leonardo Medeiros, presidente do sindicato, reconheceu o trabalho realizado pelo leiloeiro na região, que já passa dos 10 anos de parceria. “Há 10 anos trabalho como leiloeiro na região de Passos e com muita satisfação. Passos é, hoje, o maior centro de comercialização de gado do Sul de Minas, e uma bacia leiteira extraordinária. Fico muito honrado pela homenagem e por fazer parte dessa família”, assevera Cássio.

InteRural Leilões realiza seu primeiro leilão presencial Conhecida por seus vários leilões virtuais realizados no ano de 2009, a InteRural leilões começou suas atividades no ano de 2009 com uma nova proposta, realizar também leilões presenciais. O primeiro leilão presencial da empresa foi realizado no dia 18 de março no Tatersal de elite do Sindicato Rural de Uberlândia. O Leilão de liquidação de Plantel da Fazenda Seriema reuniu qualidade e bons preços, faturando R$ 372 mil reais. Confira os detalhes no caderno de leilões desta edição.

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InteRural firma parceria e realiza mais um Leilão de gado leiteiro da Renascer Embriões

InteRural News InteRural oferece transmissão via Internet aos seus clientes Depois da televisão em canais disponíveis pela parabólica, a InteRural Leilões agora oferece um novo recurso aos seu clientes, a transmissão dos leilões via internet. “A transmissão, exclusivamente, via Internet, depende, principalmente, da existência, no local da transmissão, de uma banda larga, com, no mínimo, 600 kbps de Upload. Não se consegue transmitir com a tecnologia 3G, porque ela não oferece estabilidade”, explica Flávio Birman, sócio e responsável pela área comercial, relacionamento e marketing do site canaldelance.com. A empresa é a parceira da InteRural na transmissão via internet, que começa a funcionar a partir do próximo leilão da leiloeira. Agora, todos os leilões da InteRural serão transmitidos também via internet. Além de transmitir os próprios leilões, a InteRural irá oferecer esse serviço a outros clientes, iniciando com o Leilão Girolando da Fazenda do Construtor, que será realizado no dia 22 de abril, no tatersal de elite do Sindicato Rural de Uberlândia. Quem quiser conferir o leilão pela internet pode acessar os sites www.interural.com e www.canaldelance.com. Comparando com a transmissão de TV, as de internet são muito mais interativas, haja vista que em uma mesma tela do computador, o internauta pode ver, ao vivo, a foto, as informações, baixar o catálogo e outros. “A transmissão é fundamental para aumentar o potencial comprador de qualquer leilão, e nós estamos investindo nisso, para que o maior número de pessoas possa assistir aos leilões da InteRural”, explica Mário Knichalla Neto, sócio-proprietário da InteRural Leilões. Como toda transmissão, existe o deley, que é o atraso do som e da imagem em relação ao sinal original, “Nessas condições, na internet o delay é ínfimo, na ordem de 2 a 5 segundos, mas ainda na TV existe o delay, e isso pode ser percebido em qualquer leilão virtual, de recinto, quando as imagens são apresentadas em telão”, diz Flávio. Para transmitir seu leilão pela internet, basta entrar em contato com a InteRural Leilões pelo telefone (34) 3210-4050 e realizar ótimos negócios. 26

A InteRural juntamente com os empresários do ramo leiloeiro, Enedino de Freitas Camargo Neto e Milton Carvalho de Castro, firmaram parceria e vão realizar vários leilões de agora em diante. A parceria tem perspectivas de apresentar excelentes resultados e o mais importante, deixar vendedores e compradores satisfeitos com o fechamento dos negócios. “Estamos muito satisfeitos com essa parceria, a InteRural tem se destacado muito nos leilões e na revista por sua seriedade e os resultados que vem alcançando. Tenho certeza que vamos colher ótimos frutos nessa parceria”, diz Enedino. Consolidando essa parceria, o grupo realiza seu primeiro leilão no dia 18 de abril. O Leilão de Gado Leiteiro da Renascer Embriões, de propriedade de João Dário Ribeiro, irá ofertar 150 animais, entre bezerras, novilhas, vacas em lactação e tourinhos. O leilão da Renascer Embriões vai apresentar animais de alta qualidade genética, resultado de inseminação artificial. Serão animais jovens com predominância meio sangue (S1), alto padrão de controle e registro em Livro Fechado. João Dário tem 40 anos dedicados à pecuária, sendo 30 só ao Gir e Girolando. “Tenho certeza que aqueles que participarem do leilão ficarão satisfeitos com a boa performance dos animais”, afirma o pecuarista. O leiloeiro e sócio da InteRural Leilões, Cássio Paiva, acredita que é uma ótima oportunidade para os compradores que querem investir em genética, com um excelente rebanho Livro Fechado, todos, produtos de inseminação artificial e transferência de embriões, levando-se em conta a qualidade dos animais e o grande trabalho que o produtor João Dário desenvolve há 30 anos com as raças Gir e Girolando. O leilão virtual terá transmissão do Canal Terra Viva, às 14h.

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Touro da Renascer Embriões com sêmen a venda na Sembra

TANGO STORM STORM X MORENA

Nasc: 10/04/2003 - Registro: 0983 - Peso: 1043 Kg

Organização:

Enedino de Freitas C. Neto

Milton Carvalho de Castro

Patrocínio do Leilão:

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INFORME PUBLICITÁRIO | SEMEX

Semex

Campeã do torneio leiteiro de passos é filha de touro semex!

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47º EXPOSIÇÃO AGROPECUÁRIA E INDUSTRIAL DE PASSOS, ocorrida nos dias 17 a 28 de março no Parque de Exposições Adolfo Coelho Lemos, foi um sucesso total. Durante o evento, foi realizada VIII Especializada do Girolando que contou com grande número de animais em pista de julgamento. Outra grande atração do evento foi o Torneio Leiteiro que chamou a atenção do público pela grande qualidade dos animais participantes. E mais uma vez a Semex mostrou que a sua filosofia de criação balanceada e funcional realmente funciona em todo lugar. A campeã do torneio leiteiro ½ foi o animal Labareda HPJ 1/2, que obteve a impressionante média de 76,05 kg de leite durante o evento e também sagrou-se como a Grande Campeã ½ da exposição sendo filha do touro Gir Ocidente Bem Feitor da CAL, integrante da bateria SEMEX. Esta bela fêmea Girolando é de propriedade do criador Geraldo Oliveira Marques da Estância Bom Retiro, localizada em Virgínia-MG. Ocidente Bem Feitor da Cal é um filho de Bem Feitor na Hidra da CAL. Com muita consistência genética em sua família, esse grande reprodutor tem feito a

alegria de muitos produtores.“Suas filhas são animais diferenciados, com muita beleza racial e ótima caracterização leiteira. Aprumos corretos, impressionantes sistemas mamários, muita força leiteira e elevada produção, tudo isso encontramos nas filhas desse reprodutor”, complementa Arthur Patrus, Gerente de produtos leite nacional da SEMEX.

Primeiro resultados do touro aristeu – girolando 3/4 JPZ Giovan Aristeu Luana é filha do touro Girolando ¾ de nossa bateria, Aristeu Linda Billy Santa Luccia.

Arthur Patrus Campos Bello Supervisor Técnico Semex Regional Sudeste

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Aristeu mostra o quanto é competente ao imprimir tamanha beleza e correção em todos os quesitos de conformação. O diferencial deste touro reside no seu profundo pedigree para o Girolando. Filho de Linda do Spa e Billy Fancy Paul – 02 ícones da raça – já demonstra em sua 1ª filha, toda sua nobreza de pedigree e todo seu potencial ao transmitir características fenotípicas tão desejáveis: estilo, tipo leiteiro, profundidade de corpo e aprumos.” comenta Arthur Patrus, Supervisor Técnico Semex.

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Mais uma contratação Semex: “Bátila” Semex lidera indústria de touros milionários

BÁTILA IRÃ. RGD 0559 Data Nascimento: 30/08/2003 Proprietário: José Mascarenhas Tôrres Jr. – Estância G.BuckAraxá(MG)

Touro 5/8 Hol + 3/8 Gir • Integrante do sétimo grupo do programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando. • Pelagem preta muito procurada. • Mãe Andorinha, com lactação em 305 dias de 10.795 Kg e lactação total de 11.035 Kg Controle Oficial ABCG Girolando. • Avó Paterna Bizica do Morro apresentou na quinta lactação muita persistência com 330 dias e 6.667 Kg e a sua sétima lactação foi de 305 dias com 7.515 Kg. • Seu pai é Irã Urutu do Morro, Touro ¼ filho do provado SC URUTU RELOGIO, pai do AZ URUTU. Família de muito leite no Gir Leiteiro. • Suas filhas e irmãs apresentam muita caracterização leiteira e racial, excepcionais úberes e médias de produção superior a 25 Kg. Nasce na Fazenda Valinhos, município de Monte Alegre de Minas, propriedade de Daniel da Silva e Magnolia, clientes PROGRESSIVE, a primeira bezerra do touro Bátila. Ela é filha de Sinfonia Valinhos 5/8 x Bátila 5/8, ou seja, uma Girolando 5/8 PS. Esta linda bezerra, com apenas 2 dias de vida, já demonstra uma tremenda caracterização leiteira e muita beleza racial. Magnolia Martins, proprietária da fazenda, complementa “trabalhamos com a raça Girolando a 20 anos, sempre procurando fazer o melhor 5/8 PS , e esta bezerra do Bátila já demonstra que estou no caminho certo. Com certeza irei usálo em minhas principais matrizes”

Semex participa de evento “Novos Enfoques em Produção e Reprodução” em Uberlândia – MG A equipe Semex Brasil marcou presença no evento “Novos Enfoques em Produção e Reprodução” em Uberlândia – MG. Este congresso é um ciclo de palestras realizadas pela CONAPEC Jr. da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp) - Campus Botucatu. O evento tem a coordenação do professor José Luiz Moraes Vasconcelos (Prof. Zequinha) onde abordam-se temas sobre produção, reprodução e sanidade animal. Aconteceu nos dias 18 e 19 de março e contou com a presença de aproximadamente 2.000 pessoas, tendo como público: veterinários, produtores, alunos de graduação e pós-graduação.

Na foto: Daniella, Paulo Melo, Arthur Patrus,Flávio Junqueira, Marco Antonio, Frederico Glaser, Jerônimo Ribeiro, Amaury Resende Mancilha.

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Com a recente adição do touro 0200HO07030 Ladino Park Talent-IMP * RC EX-90-AUS ST como um touro milionário, a SEMEX é novamente líder na produção de touros milionários. Como décimo touro da SEMEX a produzir mais de um milhão de doses de sêmen nos últimos 15 anos, Talent-IMP * RC se junta a uma impressionante fraternidade de ícones da indústria, incluindo: Hanoverhill Inspiration; Madawaska Aerostar; Startmore Rudolph; Comestar Lee, Leader, Outside and Lheros; Stouder Morty; e Oliveholme Aeroline. Além disso, Comestar Lee é considerado um “Super Millionaire”, produzindo mais de 1,5 milhões de unidades de sêmen em sua vida, e STARTMORE Rudolph com apenas algumas doses atrás deste marco. Esses touros representam a capacidade única da Semex em combinar genética, produção e vendas em um único pacote. “Esses touros definem a satisfação dos criadores em todo o mundo”, diz Brad Sayles, Vice Presidente Global de Marketing da SEMEX Alliance. “Eles mostram a habilidade da SEMEX de entregar o que os criadores em toda parte estão procurando, rentabilidade e vacas duradouras. Ter um touro milionário é um grande testemunho para comprovar os esforços combinados da genética, celeiro, laboratório e vendas. Ter 10 destes touros mostra não apenas todos estes esforços, mas também comprova que os reprodutores SEMEX são os touros mais procurados a nível mundial.” Com touros milionários desde 1995, a SEMEX continua líder na indústria de produção de touros que são os bestsellers, o verdadeiro testamento para a satisfação e aprovação do criador. Para o futuro, a SEMEX já tem vários touros à espera de alcançar a cobiçada marca de um milhão de doses, demonstrando que tem o compromisso de abastecer o mundo com os mais populares e procurados touros na indústria.

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AGRICULTURA

Safrinha

Planejamento da soja precoce e milho safrinha no Brasil Central André Aguirre Ramos – Eng. Agrônomo, M.Sc. Gerente de Produtos e Tecnologia Região Centro da Pioneer Sementes e Luis Carlos Tessaro – Eng. Agrônomo, M.Sc. Gerente de Produtos e Tecnologia Região do MT da Pioneer Sementes.

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om o sucesso das últimas duas safrinhas no Brasil Central, os agricultores estão mais confiantes no domínio da tecnologia tanto para a soja precoce quanto para o milho de segunda safra. É importante lembrar que o sucesso de uma ótima produtividade do milho safrinha começa no planejamento da soja precoce no verão. Primeiramente, os agricultores que estão obtendo altas produtividades de soja precoce e milho safrinha estão considerando as duas culturas como safra. Isto é, estão adubando, plantando com tecnologia, usando cultivares de soja de alta performance e híbridos específicos para o ambiente de safrinha. Para se iniciar o planejamento do dueto soja precoce e milho safrinha com produtividade e estabilidade, devemos começar com a soja precoce. É preciso, ainda, escolher os melhores talhões da fazenda ou aqueles que já estejam incorporados no processo produtivo 30

há algum tempo e totalmente corrigidos. Essas áreas deverão estar com o solo descompactado e perfil de solo corrigido, lembrando que, praticamente, a partir da floração, na época de safrinha do milho, é natural que não chova mais, e a suplementação de água para a cultura, que é de aproximadamente 5 mm/dia (FANCELLI, 2004), ficará por conta da eficiência do sistema radicular do milho em absorver água em camadas superiores a 30cm de profundidade. Outro fator muito importante é o cuidado na escolha do material precoce de soja, pois 5 dias de antecipação da colheita podem significar um ganho relevante de produtividade. Para isso, devemos atentar para as variedades precoces que estiveram obtendo melhores produtividades e estabilidade em anos anteriores. No caso da soja precoce, devemos sempre fazer uma adubação condizente com uma boa produtividade, porque essas variedades são bastante

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exigentes e possuem pouco tempo para absorção, metabolização e transformação dos fotoassimilados em grãos. Outro fator que pode fazer toda a diferença, não somente para a soja precoce, mas também para o milho safrinha, é uma excelente inoculação com rizóbio. Esta garantirá o suprimento de nitrogênio para a soja precoce para o milho safrinha, lembrando que essa fixação biológica contribuirá muito para suprir os 80 kg de nitrogênio por tonelada de grão de soja a uma produtividade de 55 sc/ha (3,3 toneladas/ha). Serão necessários, aproximadamente, 260kg de nitrogênio/ha, ou seja, seria o mesmo que aplicarmos 600kg de ureia/ha. Deste total necessário para a produtividade de soja, ainda seria possível, na situação de safrinha (plantio de milho ainda no verão sob temperatura e umidade elevadas), sobrar 55kg de nitrogênio/ha para a cultura do milho. Vários resultados têm mostrado que, no geral, é necessário o uso de 1kg de nitrogênio www.interural.com


para produção de uma saca de 60kg de grãos de milho. Só devido a uma boa inoculação na soja, já teríamos 55 sacos de milho safrinha por hectare. Como o clima na fase inicial da soja normalmente é instável, o que poderá comprometer a sua produtividade, sem dúvida, a manutenção do estande das variedades precoces é fundamental, ainda mais nos plantios do cedo, quando o regime de chuvas ainda não está estabilizado. Para isto, a semente de excelente qualidade, aliada a um bom tratamento de sementes, é o mais recomendável para essa modalidade. A escolha do herbicida na soja é outro fator que afetaria mais o milho safrinha do que propriamente a soja precoce. Produtos com residuais acima de 60 dias deverão ser evitados, pois estes podem ocasionar comprometimento do sistema radicular do milho, mesmo não apresentando problemas visuais, mas reduzindo bastante a produtividade do milho safrinha. O fato é que as últimas safrinhas foram de alta produtividade e estas coincidiram com o grande crescimento de soja precoce resistente ao glifosato, produto que não deixa residual no solo, ficando o milho safrinha livre de fitotoxidez. Quanto ao milho safrinha, recomenda-se o uso de fertilizantes, associando ao que foi aplicado na soja, ou melhor, o que sobrou dela, e já contando com a mineralização da palhada da soja para fazer a adubação necessária para atingir boas produtividades, não contando com apoio irrestrito da distribuição de chuvas, que, convenhamos, foi extremamente satisfatória nas duas últimas safrinhas, mas que é uma variável imprevisível. O conceito de utilizar o melhor talhão produtivo da fazenda encaixa-se exatamente aí. Este talhão deverá possuir grande capacidade de suprir os nutrientes que a adubação menos generosa do milho safrinha demanda. Também com relação ao milho safrinha, temos que lembrar que a maioria dos produtores do cerrado começa o plantio no final de janeiro e, praticamente, durante todo o mês de fevereiro. Durante esse período, precisamos compreender as características desse plantio. Para tanto, dividiremos o plantio em: plantio do cedo, iniciando em janeiro até www.interural.com

10 de fevereiro; plantio normal, de 11 a 25 de fevereiro; e plantio do tarde, de 26 de fevereiro a início de março. Para o primeiro plantio, no qual contamos com uma abundância de chuvas e, frequentemente, alta pressão de doenças foliares, como Ferrugem Polysora, Turcicum e Cercospora nas terras altas (acima de 700 metros) e Polysora nas terras baixas (abaixo de 700 metros) e, em alguns casos, alta pressão de doenças de grãos, temos que optar por materiais de alta performance, pois a época é nobre, mesmo apresentando alta pressão dessas doenças. Para o plantio intermediário de fevereiro, também uma época nobre na safrinha, recomenda-se optar por materiais de alto potencial e já com tolerância a uma possível falta de água na floração. Temos, nessa época, menor presença de doenças foliares como a Ferrugem Polysora, porém em regiões de altitude acima de 800 metros já começamos a

ter forte pressão de Mancha Branca e Cercospora. Para o plantio de final de fevereiro, no qual a pressão de doenças, normalmente, é menor, temos um fator restritivo que se chama seca. Nesta situação, duas categorias de híbridos são recomendadas para obter boas produtividades, que são materiais de floração rápida - não necessariamente materiais de maturação precoce – e, também, materiais que geneticamente conseguem suportar o estresse hídrico e encher todos os grãos da espiga. Com isso, temos o modelo defendido pela Pioneer® desde 1997, que é o Sistema de Combinação de Híbridos. No Sistema de Combinação, os híbridos utilizados devem ser escolhidos levandose em consideração o ambiente visando ter sempre boa produtividade média, diluindo riscos, principalmente em ambiente de maiores desafios como é o da SAFRINHA.

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AGRICULTURA

Irrigação

Implantação de um sistema de

irrigação de pastagem

Vinícius Oliveira Rezende , Eusímio Felisbino Fraga Júnior, André Luís Teixeira Fernandes

O

Brasil possui um grande potencial para produzir leite a pasto. Sua dimensão territorial e natureza climática permitem a produção elevada de biomassa. Os custos de produção de leite baseado em pastagem são os mais baixos e de maior competitividade em nível mundial (ASSIS, 1997; BROOKES, 1996). Segundo Aguiar e Almeida (2003), quando comparados os custos de matéria seca dos volumosos utilizados comumente em uma fazenda leiteira, observa-se que o alimento mais barato que se pode oferecer ao rebanho leiteiro é a pastagem manejada intensivamente, que implica um custo 5,2 vezes menor em relação ao feno de gramíneas; 3,77 vezes menor que a silagem de milho; 3,55 vezes menos que a silagem de sorgo e a de girassol; 2,20 vezes menor do que o Capim Elefante; e 2,00 vezes menor comparado com a cana com ureia. O único dos fatores climáticos responsáveis pela estacionalidade da produção forrageira em que o homem tem capacidade de interferir é o déficit hídrico, que pode ser eliminado por meio de irrigação. A escolha da forrageira ideal deve ser realizada com o acompanhamento da temperatura em cada região (ROLIN, 1980). Os objetivos da irrigação de pastagem são: eliminar a necessidade de suplementação volumosa na seca; equilibrar a produção da pastagem entre as estações de verão e inverno; alcançar alto desempenho animal sem usar concentrados; reduzir gastos com suplementação concentrada e volumosa; intensificar a produção animal por área, para obter maiores lucros e retorno na atividade; produzir a “carne ecológica” e o “leite biológico” (TEODORO, 2002). Rolin (1994) cita que, em trabalhos realizados entre 1966 e 1978, 32

pesquisadores obtiveram aumento de produção de forragem, que variou entre 20 e 70% nas áreas irrigadas, durante um período de 150 dias, nas estações de outono-inverno da região do Brasil Central. Segundo Chistofidis (2008), uma fazenda de media produção de carne no Brasil tem uma lotação de 1 UA/ ha e produz por 4,3 @/ha/ano, enquanto uma pastagem com irrigação comercial possui uma lotação de 6,3 UA/ha, produzindo 55 @/ha/ano. A irrigação de pastagem é uma técnica que não é adequada para qualquer local ou situação. A sua adoção exige uma série de requerimentos básicos que, se não forem observados, certamente, tornarão a atividade inviável economicamente. (VILLELA, 1999). Vários sistemas podem ser utilizados para a irrigação de espécies forrageiras, por exemplo: aspersão convencional, pivô central, canhões autopropelidos etc. Dentre eles, destaca-se o sistema de irri-

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gação por aspersão em malha. O sistema de aspersão em malha foi recentemente adaptado pelas Universidades de Uberaba com boa aceitação pelos produtores, principalmente, os pequenos. Neste sistema, as linhas laterais, de derivação e principal são enterradas, necessitando apenas da mudança dos aspersores. Com isso, a mão de obra é sensivelmente reduzida em comparação com o sistema de aspersão convencional. A tecnologia tem alta uniformidade de aplicação da água, viabiliza a fertirrigação, economiza água, energia e mão de obra. Além disso, reduz de 20 a 40% o custo de equipamento, tornando-se mais acessível aos pequenos produtores, permitindo o aumento da produtividade, o que pode se refletir, substancialmente, na renda da família (EMBRAPA, 2009). O sistema de irrigação por aspersão em malha possui as seguintes características positivas: adaptação a qualquer tipo de terreno; baixo consumo www.interural.com


de energia; utilização de tubos de PVC de baixo diâmetro interligados em malha; possibilidade de fertirrigação; facilidade de operação e manutenção; baixo custo de instalação e manutenção; possibilidade da divisão da área em varias subáreas com cercas fixas (DRUMOND; AGUIAR, 2005). Rezende (2009), em seu trabalho de conclusão de curso, construiu um protótipo experimental na FAZU, de um sistema de irrigação por aspersão em malha, e provou cientificamente que, ao aumentar o número de redes de derivação de um sistema de irrigação por aspersão em malha, é possível irrigar piquetes inteiros. As fases de planejamento e dimensionamento do projeto são os momentos mais adequados para se diagnosticar e realizar os ajustes necessários para minimizar os possíveis impactos ambientais resultantes da irrigação, de modo que os possíveis efeitos adversos da irrigação sejam minimizados (BERNARDO, 1997). O sucesso da irrigação está diretamente relacionado à rentabilidade, sendo que um projeto mal dimensionado pode ocasionar perdas financeiras irreversíveis. Atualmente, vários meios de irrigação estão sendo instalados sem os devidos cuidados. Antes de iniciar um projeto de irrigação, é necessário identificar e analisar a viabilidade desse projeto. É fundamental estimar o volume exato de água para a obtenção de ótimas produtividades. O sistema escolhido terá que atender às necessidades hídricas da cultura implantada nas piores situações (REZENDE; FERNANDES, 2008). Para um correto dimensionamento, é importante obter a curva característica ou curva de retenção de água no solo, que é, geralmente, determinada em laboratório e de preferência a partir de amostras indeformadas. Ela representa uma propriedade ou característica físicohídrica do solo que relaciona o conteúdo volumétrico de água e o potencial matricial do solo. Varia de acordo com a classe textural do solo, o conteúdo de matéria orgânica, grau de compactação, classe de solo, geometria dos poros e outras propriedades físicas do solo (EMBRAPA, 2002). Para a realização de um bom projeto, deve-se fazer um levantamento www.interural.com

planialtimético do local onde será implantado o projeto, com escala compatível com o tamanho da área e curvas de nível equidistantemente espaçadas. Este levantamento deve ser bem detalhado, localizando-se a fonte da água, suas cotas, energia elétrica e outros detalhes que possam interferir na seleção do “layout” do sistema. Todo o planejamento deve ser realizado com base nesses dados, escolhendo-se a forma mais racional de utilizar o equipamento, principalmente no que se refere à economia de água e energia elétrica (DRUMOND; FERNANDES, 2001). Deve-se tomar cuidado com le-

vantamentos rápidos, feitos com GPS´s de mão, que podem levar a erros grosseiros no projeto, comprometendo o sistema de irrigação. De posse desses dados, o projetista inicia os cálculos, dimensionandoos com a máxima eficiência. O melhor e o mais preciso aparelho para o levantamento planialeimétrico é a Estação Total, que é capaz de levantar todos os dados com rapidez, possibilitando definir os parâmetros de altura manométrica, distribuição das tubulações e pontos de aspersores. A locação do projeto no campo de irrigação também é feita com esse aparelho (REZENDE, 2009).

Referências AGUIAR , A.P.A.; ALMEIDA, B.H.P.J.F. Gestão de Produção de Leite de Carne a Pasto. 2003. p. 55-57. Apostila apresentada no modulo 2 do Curso de Pós Graduação em Manejo da Pastagem. Uberaba: FAZU, 2003. ASSIS, A.G. Produção de leite a pasta no Brasil. In: SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE PRODUÇÃO ANIMAL EM PASTEJA, 1997, Viçosa. Viçosa: UFV, 1997, p. 381-409. BERNARDO, S. Impacto ambiental da irrigação no Brasil. In: Silva, D.D. da; Pruski, F.F. (ed.). Recursos hídricos e desenvolvimento sustentável da agricultura. Viçosa: MMA, SRH, ABEAS, UFV, 1997. 34; 252p. CHRISTOFIDIS, Demetrios. “O futuro da irrigação e a gestão das águas”, MISIH- DDH. Nov.2008,15p., Brasília. DRUMOND, L. C. D. ; AGUIAR, A. P. A. Irrigação de Pastagem. 01. ed. Uberaba(MG): L.C.D.Drumond, 2005. v. 01. 210 p. EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária: Irrigação por aspersão em malha. Disponível em: <http://www.sct.embrapa.br/novosite/linhas_acao/alimentos/cafe/aspersao.>. Acesso em: 14 abr. 2009. REZENDE, V. O. ; FERNANDES, A. L. T. Levantamentos de dados fundamentais para implantação de um sistema de irrigação: VII JORNADA CIENTÍFICA DA FAZU 2008. Disponível em: <http://www.fazu.br/hd2/jornada2008/ pdf/agronomia.pdf>. Acesso em: 16 abr. 2009. REZENDE, Vinicius de Oliveira. Dimensionamento e Implatação do sistema de irrigação por aspersão em malha no Tifton 85 por piquetes. 2009. 57 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Curso de Agronomia, FAZU - Faculdades Associadas de Uberaba, Uberaba, 2009 ROLIM, F.A. Estacionalidade de produção de forrageiras. In: PEIXOTO, A.M.; MOURA, J.C.; FARIA, V.P. (Ed.). Pastagens: fundamentos da exploração racional. Piracicaba: FEALQ, 1994.p.533-66. TEODORO, R. E. F. Pastejo irrigado e pivô central. In: SIMPÓSIO GOIANO SOBRE MANEJO E NUTRIÇÃO DE BOVINOS DE CORTE, 4., 2002, Goiania. Anais do XII Simpósio Goiano sobre Manejo e Nutrição de Bovinos de Corte. Goiania: Colégio Brasileiro de Nutrição Animal, 2002. p. 147-158. VILLELA, G. Pastagem irrigada. Revista Panorama Rural, São Paulo, n. 4, p.20-26, jun. 1999.

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AGRICULTURA

Grãos

Desperdício de grãos durante o transporte é grande em todo país

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safra de grãos 2009/2010 deverá registrar recorde histórico, segundo informações do ministério da Agricultura. Até então, a maior colheita do Brasil foi verificada no ciclo 2007/2008, de 144 milhões de toneladas de grãos. As projeções do governo são baseadas no levantamento mensal realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que, em fevereiro, apontava uma estimativa de 143 milhões de toneladas. Embora a projeção pareça otimista, atrás da bonança, vêm fatores que desapontam a opinião de muita gente. O desperdício de grãos durante o transporte é algo espantador, principalmente quando se está na estrada atrás de algum caminhão. Da fonte de produção até o destino final, a quantidade de grãos que fica pelo caminho é algo impressionante. O estado do Paraná, por exemplo, perde 1 milhão de toneladas de soja nas rodovias. Em época de colheita, o 34

que mais se vê na beira das rodovias é a soja que cai da carroceria dos caminhões. A estimativa é que cerca de 1 milhão de toneladas do grão sejam desperdiçadas durante o transporte do campo até o Porto de Paranaguá. O problema é constante, mas, nesse período do ano, é a soja que se acumula nos acostamentos das rodovias. As perdas são provocadas pelas condições das estradas e pela má conservação das carrocerias dos caminhões que fazem o transporte da safra. Em Minas Gerais, a situação não é diferente. O estado é um dos maiores produtores de grãos. Mas controlar o desperdício é um trabalho árduo. No Triângulo Mineiro, os caminhões que cortam as estradas deixam muitos grãos para trás. Na região, não existe uma estatística oficial de perdas. Mas, de acordo com do IBGE, 10% do que é produzido são perdidos em transporte e armazenagem. Recentemente, o ministro da

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agricultura Reinhold Stephanes falou sobre a perda de produção. Segundo ele, além de perdas no momento do transporte realizado por caminhões, também pode ser visto um considerável prejuízo nas lavouras, que, possivelmente, deve estar relacionado à falta de manutenção dos equipamentos. Para evitar essas perdas, o ministro acredita que o melhor a ser feito pelo governo é padronizar os meios de transportes. Ele ressaltou que o transporte de produtos de alta periculosidade já deve seguir algumas regras e que o mesmo, portanto, deveria ser feito com os produtos agrícolas. Stephanes comentou que os levantamentos realizados por diferentes Institutos a respeito do desperdício rural mostram números diferentes sobre o tema. “Mas se for 0,5% da produção já é muito”, avaliou. O ministro lembrou que, além das perdas dos alimentos em si, também devem ser considerados os desperdícios do momento da produção, como água e trabalho, entre outros. www.interural.com


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AGRICULTURA

Safrinha de Algodão

Agricultores mineiros apostam na safrinha de algodão Os baixos preços registrados nos últimos tempos da soja, juntamente com a tentativa de reduzir custos, e obter lucros, levou alguns agricultores do Pontal do Triângulo a investir mais uma vez no algodão.

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ssim como no Mato Grosso, as condições climáticas proporcionam aos lavouristas o plantio da cultura do algodão na safrinha, ou safra de inverno, e os mineiros decidiram experimentar e apostar suas fichas no cultivo adensado com ciclo mais curto. Tradicionalmente nessa região, a safrinha de sorgo e milho toma conta das lavouras. As sementes e as técnicas utilizadas no novo sistema reduzem consideravelmente o tempo de cultivo. Com a menor utilização dos insumos, a estimativa é de uma economia de 40%, diminuindo os custos por hectare. “Na safrinha, vamos conseguir diminuir bastante o custo do algodão. A expectativa é de lucro de 30%, em uma produção de 800 arrobas por alqueire”, analisa o agricultor Fernando de Paula Maximiano, que completa, “Nesse mesmo caso, se olharmos o sorgo, vou ter um lucro de 50%, mas essa cultura produz menos e tem menos valor agregado, assim, o algodão se tornou uma ótima opção para nós”. Fernando, juntamente com o pai José Antônio Maximiano e o irmão Alexandre Maximiano, tornaram a fazenda num local de experimento para vários agricultores do Triângulo Mineiro. Nessa safra de inverno, plantaram 12,5 alqueires de algodão precoce, como uma nova opção de rentabilidade, 36

“Meu pai plantou algodão por muitos anos e sempre teve vontade de voltar a plantar, mas os preços não ajudavam. Agora na safrinha, surgiu uma oportunidade”. Na safra 2009/10, os agricultores plantaram uma soja precoce de 100 dias, e o algodão terá um ciclo também precoce, entre 130 e 150 dias. A técnica da safra de inverno conta com ressalvas por causa do maior período de estiagem no inverno. No entanto especialistas acreditam que o menor espaço entre as plantas, por reduzir a exposição da terra ao sol, diminui a necessidade hídrica dos algodoeiros. No sistema convencional,

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são plantadas, em média, 90 mil plantas por hectare, enquanto, no adensado, até 250 mil mudas são cultivadas no mesmo espaço. A iniciativa de Fernando tem servido de experimento para vários produtores da região. O amigo e também agricultor Manoel Pedro de Paiva produziu algodão por mais de 40 anos, mas, com os baixos preços do produto, decidiu, há cerca de 6 anos, iniciar no plantio de soja na safra de verão e sorgo na safra de inverno, “Os preços não estavam mais sustentando a lavoura, que requer muita dedicação de nós. Mas, agora, com a soja também não conseguindo mais pagar as contas, a safrinha www.interural.com


de algodão está me deixando bem animado”, explica o agricultor. Na região do pontal do Triângulo, 3 agricultores plantaram cada um cerca de 10 alqueires de algodão na safrinha para teste. “Esse tipo de safra é muito favorável para nós. A safrinha do algodão depende do andamento normal da safra de soja para ser semeada. Podemos plantar a soja precoce na safra de verão e de acordo com as chuvas, o clima, e o tempo do ciclo, decidir se o algodão vai se adaptar, ou se plantamos o sorgo. Temos tempo para decidir o melhor caminho”, explica Manoel. Mesmo com todos os cuidados no plantio, época certa, chuvas, após o plantio, os agricultores têm que ficar muito atentos. A lavoura de algodão se diferencia pelo extremo cuidado que a planta requer, “Ao final da colheita, os preços podem até ser bons, mas o manejo da lavoura é muito importante. Costumo dizer que o algodão é como um filho pequeno, que você tem de cuidar todos os dias, porque senão ele não vai te trazer alegrias”, finaliza Manoel. O agricultor se refere aos cuidados com a pulverização, controle de lagartas e o bicudo, que é um dos grandes vilões da cultura. Ele provoca queda anormal de botões florais e flores e impede a abertura normal, destruindo-as internamente, pois uma única estrutura pode abrigar várias larvas. Devido ao ataque do bicudo, a lavoura de algodão perde a carga, apresenta um grande desenvolvimento vegetativo, fica bem enfolhado, mas sem produção. Apesar de alguns produtores acreditarem que as chuvas se prolonguem depois de iniciadas, o período dessa duração prolongada também se torna uma preocupação. O algodão tem que ser colhido na seca. É necessário ter muito cuidado para não plantar na época errada, porque, quando a pluma está abrindo, não pode pegar chuva. Se isso acontecer, a safra pode ser dada como perdida. www.interural.com

Folha de algodão atacada por pulgões

Os agricultores Fernando Maximiano e Manoel Pedro de Paiva InteRural - Revista do Agronegócio | Abril 2010

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AGRICULTURA

Café

Cuidados para se ter uma boa colheita de café Hênio Pereira, engenheiro agrônomo – Equipe ReHAgro

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época de colheita do café se aproxima, e muitas fazendas já começam a colher no mês de abril. A colheita engloba, além da retirada dos frutos do pé, as etapas de preparação da lavoura, derriça dos frutos, recolhimento e abanação. Para que se tenha um café de qualidade, ou seja, uma bebida boa, e melhor preço pago pelo mercado, é preciso atentar para as várias etapas ou processos. Cada fazenda apresenta diferentes dificuldades, sejam elas financeiras, com mão de obra ou com equipamentos. Para que isso não venha prejudicar a fazenda, é conveniente adequar-se com o que tem e fazer o melhor. A maturação dos grãos pode variar de acordo com a região e com a variedade da lavoura. Com isso, cabe ao proprietário ou quem for o 38

responsável pelas lavouras fazer um planejamento de colheita. Para isto, a pessoa responsável precisa saber quais são as glebas de maturação adiantadas e tardias. Outro ponto pertinente ao planejamento da colheita é saber em quais glebas serão empregadas colheitas mecanizadas e em quais serão a colheita manual. A preparação da lavoura para a colheita objetiva facilitar o posterior recolhimento dos frutos no chão. A arruação é uma operação de limpeza da parte de baixo e próxima ao cafeeiro. Uma arruação bem feita evita que o café que cai no chão se misture aos restos de vegetais, dificultando a varrição, ou seja, apuração do café após a derriça, prejudicando a qualidade do produto final. Muitas vezes, após a arruação, é necessário fazer um controle de plantas daninhas caso seja necessário.

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Todo o café que vem da lavoura passa por vários processos até ser beneficiado e, para que esses processos não venham a prejudicar a qualidade do produto final, temos que ficar atentos e evitar imprevistos e prejuízos. Para isso, é oportuno fazer uma revisão em toda a infraestrutura (terreiros, estradas, tulhas) da fazenda e equipamentos (lavadores, secadores, máquinas de beneficiar) usados durante a colheita. Outro ponto importante é a compra de materiais como panos, peneiras, escadas e peças de reposição. Não deixando para a última hora e procurando sempre fazer cotações de todo o material comprado para não pagar mais caro. Produtor, não deixe que seu café seja prejudicado! Só se consegue preços melhores se houver qualidade e, para ter qualidade, é primordial ter planejamento e organização. www.interural.com


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CAPA

Fazenda Santa Luzia

9° Grande Leilão Anual Girolando da Fazenda Santa Luzia

Esta chegando a hora de um dos mais importantes leilões da raça Girolando do País. É o 9° Grande Leilão Anual Girolando da Fazenda Santa Luzia. O senhor José Coelho Vitor e filhos, do grupo Cabo Verde ofertam no dia 24 de abril, 380 fêmeas selecionadas dentro do mais alto padrão racial. São animais no inicio de sua lactação, novilhas prenhes e bezerras de IA, TE e FIV.

José Coelho Vitor Maurício Silveira Coelho 24 42

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CAPA

Está chegando a hora de um dos mais importantes leilões da raça Girolando do País. É o 9° Grande Leilão Anual de Girolando da Fazenda Santa Luzia. O senhor José Coelho Vitor e filhos, do Grupo Cabo Verde, ofertam, no dia 24 de abril, 380 fêmeas selecionadas dentro do mais alto padrão racial. Serão ofertadas vacas em início de lactação, produzindo acima de 25 kg, novilhas prenhes e bezerras, produtos de IA, TE e FIV. Desde a primeira edição do leilão, no ano de 2001, a Fazenda Santa Luzia, localizada na cidade de Passos (MG), recebe compradores de todo o Brasil, interessados em adquirir animais que, efetivamente, contribuam com seus plantéis. Além desta qualidade, diversos outros fatores contribuem para o sucesso desse leilão: a facilidade de pagamento, a sua ótima localização, próxima aos grandes centros produtores da raça e a seriedade do Grupo Cabo Verde. O evento já faz parte da agenda do agronegócio brasileiro. Com uma área de 900 hectares, a propriedade tem, entre suas atividades, a Pecuária de leite, Cafeicultura e Agricultura de suporte (milho). Trata-se de uma empresa familiar com três gerações que se sucedem na sua administração desde 1943 e que se destaca como uma das maiores fazendas produtoras de leite a pasto do Brasil. Três gerações se sucedem na administração da Fazenda Santa Luzia, Joãozinho Cabo Verde, patriarca que deu início aos trabalhos, sendo sucedido, em 1960, pelo seu filho, José Coelho Vitor, e, agora, pelos netos: Maurício, Murilo, Rubens, Roberto e Maria Lúcia. A Santa Luzia vem sendo reconhecida como um caso de sucesso no agronegócio brasileiro, tanto pelo seu desempenho técnico produtivo, como pela boa relação estabelecida entre proprietários e funcionários. Maurício Silveira Coelho administra a Santa Luzia, uma das mais bem sucedidas fazendas produtoras de leite a pasto. Com um rebanho formado por cerca de 3.500 fêmeas da raça Girolando de alta rusticidade e elevada capacidade produtiva, a Fazenda Santa Luzia possui um dos principais e mais premiados plantéis de Girolando do país. São vários títulos para men44

Marcela Lemmer Santa Luzia Bicampeã melhor fêmea jovem nacional (até 24 meses) – 2008/2009

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cionar, mas, sem dúvida, alguns deles impressionam. Desde o ano de 2004, ou seja, por seis anos consecutivos, o título de Melhor Fêmea Jovem Nacional ¾ (até 24 meses) é da Santa Luzia, e, nos dois últimos anos, conquistaram o título com o mesmo animal. Marcela Lemmer da Santa Luzia entrou em pista, em 2008, aos 11 meses e, em 2009, aos 23 meses, “Esse título ninguém tira dela, pode até aparecer um animal para empatar, mas ganhar e impossível”, declara Maurício. A Santa Luzia coloca o animal a venda no dia 24 de abril no seu leilão. Ela já vai prenha do touro Torpedo Bolton, um dos 4 touros que a Santa Luzia tem em centrais de inseminação, e é um touro jovem recordista de venda de sêmen. (já vendeu mais de 18 mil doses de sêmen em apenas 8 meses). Outro animal da fazenda é o Abdu Lord Lily Santa Luzia, que tem mais de 7 mil doses de sêmen vendidas,e 12 mil produzidas. Tornado Bolton, outra promessa de venda, está no início de sua carreia, mas revela uma projeção muito boa. A fazenda também aposta muito no Diplomata Roy, touro 5/8, filho de uma das melhores vacas ¼ do Brasil, a Laranja da Santa Luzia, mãe de duas recordistas 5/8 em torneio leiteiro, “O Diplomata é um touro que vem demonstrando produzir animais de pista. Ele vem ao encontro de uma filosofia de se contratar famílias. A Laranja é uma das vacas mais premiadas da Santa Luzia, além de ter vários filhos e filhas premiadas em pista e torneio leiteiro. Uma de suas filhas foi a Campeã Vaca Jovem 5/8, na Megaleite 2009, vendida no Leilão da Santa Luiza no ano passado. O touro tem muita precocidade sexual, coletando sêmen em uma idade muito jovem. Tem muita beleza fenotípica, e uma pelagem de cor escura e com muito volume de costelas. Com certeza, uma das boas opções para o 5/8. Está em teste de progênie e tem disponibilidade tanto para sêmen convencional como sexado. Ele alia a beleza da Laranja e a alta pontuação para tipo de seu pai”, explica Guilherme Marquês, gerente de marketing da Alta Genetics do Brasil. No ano de 2009, alguns animais que saíram do leilão da Santa Luzia sagraram-se campeões de suas categorias. Como foi o caso da Fraterna www.interural.com

Pat, adquirida por Daniel Silva e D. Magnólia, da Fazenda Valinhos. Fraterna foi Melhor Fêmea Jovem Nacional em 2008 e foi recorde nacional de preço do Leilão Santa Luzia 2009. Na Megaleite 2009, conquistou o título de Campeã Vaca Jovem 3/4. Outro animal de destaque vendido no leilão foi uma filha da Laranja Celeste Durhan Santa Luzia, adquirida pela Tropical Genética, que conquistou o título de Campeã Vaca Jovem 5/8. As vacas da Santa Luzia produzem, em média, 4500 kg de leite na lactação, com bons úberes e refinado temperamento leiteiro, fruto de um rigoroso trabalho de seleção e melhoramento genético, em que se usa a inseminação artificial desde 1968, além das técnicas

de transferência de embriões, e FIV, com uso de sêmen de renomados touros holandeses provados da melhor genética mundial. No programa de cruzamentos adotado pela Fazenda Santa Luzia, usase, também, sêmen de touros provados das raças Gir Leiteiro e Girolando. Outro ponto forte das vacas Girolando, da Santa Luzia, é sua longevidade. Por possuir uma vida produtiva maior, característica importante da raça, permanecem no rebanho por mais tempo. Isso permite ao produtor trabalhar com menor taxa de reposição de matrizes e, portanto, menor custo de produção de leite, além de propiciar uma oportunidade de se fazer receita extra com a venda de matrizes.

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CAPA

Existe outro setor na Santa Luzia que merece destaque é o setor de recria. “Nós tínhamos uma deficiência para acomodar toda a bezerrada e ter um desempenho necessário. Desde o ano passado, ampliamos nosso bezerreiro, começamos a fazer um investimento desde a fase inicial, e estamos colhendo bons frutos”, explica Maurício. O trabalho funciona da seguinte forma: Logo após o nascimento, ainda nas primeiras horas de vida, o bezerro recebe os cuidados iniciais, cura de umbigo, fornecimento de colostro, identificação, tatuagem, brinco, pesagem, ou seja, todos os procedimentos necessários para um recém-nascido, garantindo, assim, uma alta taxa de sobrevivência dessa bezerra. Durante as duas primeiras horas de vida da bezerra, ela ingere de 3 a 4 litros de colostro. “Tudo isso é monitorado por um funcionário altamente qualificado. Após as 24h iniciais, a bezerra, ao sair da maternidade para o bezerreiro, passa por um exame de sangue para dosagem de proteína plasmática, pelo qual podemos ter uma avaliação

Estrutura do bezerreiro da fazenda Santa Luzia

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de como foi a colostragem. Trabalhamos, hoje, com um nível acima de 7mg de proteína no soro, dando uma certeza de que esse animal foi bem colostrado”, explica Maurício. Passada essa fase, a bezerra segue para o setor de recria, em que ela tem a liberdade de movimentar em uma área de 10 a 12 metros, por 3,5m de largura, em condições adequadas de nutrição e conforto para se ter um bom desenvolvimento. “Ela tem sombra, água de qualidade em quantidade, com vasilhame de 20 litros de água. Fornecemos também 6 litros de leite nos primeiros 30 dias, para o melhor desenvolvimento e saúde do animal”. Com toda essa estrutura, a Santa Luzia obteve uma revolução dentro do bezerreiro, com um ganho de peso significativo nessa fase inicial, “O que queremos é definir a bezerra nos primeiros 90 dias. Uma bezerra saudável, desmamando na faixa de 80, 90 quilos”. O bezerreiro tem, hoje, capacidade para 280 animais, o que possibilita acomodar cerca de 150 partos por mês. Quando a bezerra atinge 70 dias no bezerreiro, ela passa pela mensuração de fita, para ver o peso estimado. Se ela tiver acima de 70 quilos, ela é automaticamente desmamada e permanece no mesmo local por mais uma semana, “Deixamos ela no mesmo lugar, para não dar dois estresses no animal ao mesmo tempo, privação do leite e mudança de ambiente. Na semana seguinte, já com o animal desmamado, mantemos o monitoramento bastante intensivo, observando consumo de ração e algum sinal de doença. É desejável que ela esteja consumindo acima de 1 kg de concentrado por dia e vá logo para 2 kg”. Passada essa semana, ela é pesada na balança e vai para o sistema coletivo de bezerras, em que trabalhamos com grupo de 12 fêmeas desmamadas na semana. “Preferimos trabalhar com grupos menores de animais para facilitar o monitoramento das bezerras, quase que individualmente”. Esse grupo de animais vai mudando de piquetes dentro do setor, pelos 26 piquetes existentes, sempre em grupos homogêneos de porte e idade. Em alguma etapa do processo, caso algum animal seja identificado como www.interural.com

doente, ele é levado para o piquete hospital, para receber toda a parte de tratamento. São dois piquetes específicos para tratamentos. A Fazenda Santa Luzia adota um programa reprodutivo com criteriosa observação de cio, uso estratégico de protocolos de sincronização e inseminação artificial em tempo fixo, que garantem bom desempenho reprodutivo

de seus animais, com menor intervalos entre partos e maior número de vacas em lactação e mais bezerros nascidos por ano. Isso permite que a fazenda realize seu Grande Leilão Anual, com a venda de mais de 350 fêmeas (vacas em produção e fêmeas jovens de altíssima qualidade) e, ainda assim, continue crescendo sua produção de leite a taxa de 10% ao ano.

A Santa Luzia abre suas porteiras no dia 24 de abril para seu 9° Grande Leilão Anual e oferta 380 fêmeas da raça Girolando. Vacas no início de lactação, novilhas prenhes e bezerras de IA, TE e FIV. O leilão tem transmissão do Terra Viva, às 11 horas da manhã. InteRural - Revista do Agronegócio | Abril 2010

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PRODUTORA DE SUCESSO

Entrevista

Maurício Silveira Coelho

Produtor

de sucesso

C

asado, com três filhos, Maurício Silveira Coelho faz parte da terceira geração de uma família que representa o agronegócio brasileiro. Juntamente com o Pai, José Coelho Vitor e os irmãos Murilo, Rubens, Roberto e Maria Lúcia, administra uma das mais conceituadas fazendas leiteiras do país. Como começa a história do Grupo Cabo Verde no agronegócio até chegar à pecuária leiteira? Sou da terceira geração de uma família de agropecuaristas. A história da empresa começou em 1943, quando meu avô, Joãozinho Cabo Verde, adquiriu a Santa Luzia, em Passos (MG). No início, ele atuava na pecuária de corte e plantio de algodão, mais tarde, café e leite de vacas zebuínas. Em 1960, meu pai, José Coelho Vitor, assumiu a propriedade e, a partir de 1983, começamos a retornar para Passos. Fomos, aos poucos, incorporandonos ao trabalho na fazenda. Hoje, somos conhecidos como Grupo Cabo Verde, que é constituído pelo meu pai, eu e meus irmãos, Murilo, Rubens, Roberto e Maria Lúcia. A empresa se diversificou e atua nas áreas de suinocultura, pecuária leiteira, 30 48

pecuária de corte, cafeicultura e agricultura de grãos (milho e soja). São vários os ramos de atuação da empresa, como conciliar todos os segmentos? A empresa atua, hoje, em quatro atividades principais, igualmente importantes para o grupo: a suinocultura, a pecuária de leite, a pecuária de corte, e a cafeicultura, sendo a agricultura de milho suporte à suinocultura e à pecuária leiteira. Dos cinco herdeiros, cada um atua em um segmento, com autonomia administrativa, mas sempre dando satisfação ao grupo das definições que são pertinentes a gastos. Temos uma reunião semanal, em que definimos investimentos e gastos fundamentais, e focamos na solução dos principais problemas. Essa

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união, que é considerada uma de nossas fortalezas, permitiu que a empresa se diversificasse, abrindo mais frentes de trabalho e conseguindo crescimento para absorver todos os irmãos nos negócios. Ganhamos expressão nos vários segmentos em que atuamos, o que nos deu credibilidade e visibilidade, criando, assim, um hedge natural, que nos ampara nos momentos de crise pontual em um dos segmentos, sem afetar, acentuadamente, as outras atividades. O Leilão da Santa Luzia é considerado como mais um segmento de vocês devido à importância que ele representa. Como você analisa os leilões anteriores e como está se preparando para os próximos? O crescimento do leilão é facilmente mensurado. Estamos crescendo, a cada ano, em qualidade dos animais www.interural.com


apresentados, crescimento de médias de preço, além da participação de maior número de novos clientes adquirindo nossos animais. Isso demonstra a credibilidade do Leilão Santa Luzia. Faremos, no dia 24 de abril, o 9° Leilão, e acredito que repetiremos o sucesso dos anos anteriores, pois, mais uma vez, estamos empenhados em ofertar animais de mais qualidade ainda, além de vários destaques de pista. Estamos muito otimistas, porque vivemos um momento extremamente favorável, com preços de leite muito melhores e mais remuneradores, que há um ano. Acredito que esse é um fator muito positivo. E vamos também ofertar muita qualidade. Só para exemplificar, este ano vamos vender a Marcela Lemmer, que é a única fêmea Bicampeã Melhor Fêmea Jovem Nacional (até 24 meses). Ela conquistou o título em 2008, aos 11 meses, e, em 2009, aos 23 meses. Além desses dois títulos inéditos para a raça, o título de Melhor Fêmea Jovem Nacional é nosso desde 2004, por seis anos consecutivos. Ofertaremos também 150 vacas em lactação de alta qualidade e produção, e, para podermos fazer isto, temos, na fazenda, uma concentração de partos nos meses de março a julho, que nos permite atender ao leilão com uma grande quantidade de vacas recém paridas a serem ofertadas, e depois precisamos de vacas parindo para repor a produção de leite vendida. De nada adiantaria toda a estrutura da fazenda e o empenho de vocês se não existisse uma grande equipe por trás, dando suporte para o bom funcionamento da fazenda. Como vocês investem nos funcionários para obtenção dos melhores resultados? Sempre acreditamos que um dos pontos de estrangulamento, em qualquer atividade é a qualidade da mão de obra, e, por isso, o investimento neste segmento tem retorno assegurado, e, assim, por isso sempre investimos na qualificação dos nossos funcionários. Meu pai sempre teve essa visão e hoje estamos fazendo isso com um pouco mais de técnica. Os nossos funcionários recebem treinamentos para as tarefas designadas. Quando o funcionário é bem treinado, ele desperta maior interesse por aquilo que faz, além de se sentir mais motivado e comprometido com o que faz. Temos um centro de treinamento na propriedade, onde oferecemos vários cursos em parceria com empresas que atuam dentro da fazenda. Temos tido também bons resultados com a realização de cursos do Senar, atuando junto, às mulheres dos funcionários, abordando questões de planejamento familiar, orçamento doméstico, higienização e produção de alimentos entre outros. A partir dos resultados obtidos com essa iniciativa, temos conseguido ter muito mais mulheres trabalhando nas tarefas www.interural.com

da fazenda, contribuindo para melhorar a renda das famílias que moram aqui na Santa Luzia. Uma equipe motivada é um fator determinante para o sucesso em qualquer atividade, cuja base está no treinamento, na valorização, reciclagem constante e remuneração satisfatória de acordo com a função. Outro ponto importante é criar possibilidades de crescimento profissional dentro da empresa e mostrar ao funcionário estas oportunidades. A Santa Luzia tem, hoje, cerca de 50 funcionários, e o grupo Cabo Verde conta com, aproximadamente, 400 funcionários registrados. Como membro da Associação dos Criadores de Girolando e como pecuarista, como analisa o mercado leiteiro para o produtor? Minha visão é muito clara. O setor passa por uma evolução muito significativa. Evolução no sentido da melhoria genética, manejo, nutrição e também da necessidade de aumentar escala. Vejo dois perfis de produtores, o pequeno, da economia familiar que sobrevive do setor, mesmo permanecendo pequeno, e o outro produtor que evolui e cresce, sob o risco de perder competitividade e vir a deixar a atividade. O Girolando é um animal de produção de leite que vem abrindo fronteiras de produção, para todas as regiões e até mesmo para fora do país. A raça vem evoluindo muito e tem conseguido um avanço genético bastante significativo, e, com o teste de progênie, poderemos dar um salto ainda maior. Acredito que a Raça está crescendo bem, mas tem muito a melhorar. Como Associação de Raça, temos que melhorar ainda mais o Teste de Progênie, ampliando as características avaliadas, para oferecer ao mercado touros com alta qualidade e confiabilidade. Precisamos, também, evoluir a base da raça em seu todo, para diminuir a amplitude de variação das produções, eliminando os animais com baixa lactação. A raça tem hoje animais com lac-

tação média de 3.500, 4 mil quilos de leite, o que já é perfeitamente possível em regime de pasto. Com isso, o produtor pode ter um ganho importante no seu negócio. Por tudo isso, vejo um futuro brilhante. O Girolando tem, em um de seus pilares, a melhor raça produtora de leite do mundo, o Holandês, cujo trabalho de melhoramento agrega anualmente produtividade aos animais, e de outro lado a Raça Gir, que traz ao Girolando a rusticidade característica, além de uma boa performance de produção leiteira. Temos, assim, entrada constante da genética de ponta dessas duas raças, colocando todo esse melhoramento genético à disposição da Raça. Temos, com isso, uma herança aditiva, significando maiores ganhos, tornando a raça ainda mais produtiva, adaptada e especializada. É uma raça em franca expansão. A pluralidade de graus de sangue existente no Girolando também se traduz em mais uma de suas fortalezas. O senhor sempre fala muito do exemplo de seu pai e como é bom ter em quem se espelhar. Como é trabalhar em uma empresa 100% familiar, onde o pai e os irmãos estão sempre tão unidos? Meu pai é um homem de sabedoria nata, invejável até. Tem muita experiência e uma capacidade incrível de se relacionar com as pessoas. Admiro-o, sobretudo, pela sua capacidade de trabalho e ter conseguido praticar e transmitir para os filhos, como filosofia de vida, o tripé: fé, família e trabalho. Trabalhar com ele e meus irmãos é bem gratificante, pois, além de tudo, existe uma grande confiança e muito comprometimento. Trabalho extremamente motivado com o nosso negócio, porque eu faço o que gosto. É um negócio que minha família construiu, e temos uma história juntos. Nosso grupo completou 67 anos de vida de muito sucesso, alcançando resultados, batendo metas e com muitos projetos futuros. Um de nossos grandes desafios é preparar a quarta geração para entrar nos negócios.

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PECUÁRIA

Corte

Aditivos para bovinos de corte

antibióticos ou probióticos? André Alves de Souza

O

s custos de alimentação representam, aproximadamente, 70-80% dos custos de produção na bovinocultura de corte intensiva, com grande importância nos custos finais de produção, determinando, na maioria das vezes, a competitividade do sistema. O aumento da eficiência alimentar e a diminuição de custos com alimentação têm sido um dos maiores objetivos na pecuária de corte atual. O uso de aditivos em rações de bovinos confinados passa a ter importância ainda maior, por tratar-se de um sistema com custo alimentar fixo (custo operacional) e o desempenho dos animais ser o limitante entre o lucro e o prejuízo na atividade. Os aditivos são definidos pelo Ministério da Agricultura como substâncias intencionalmente adicionadas ao alimento, com a finalidade de conservar, intensificar ou modificar suas propriedades, desde que não prejudique seu valor nutritivo. Um dos compostos que vêm obtendo sucesso há vários anos como aditivos alimentares, são os chamados antibióticos ionóforos, os quais incluem a monensina, a lasalocida e outros. Os ionóforos são moléculas de baixo peso molecular, utilizadas extensivamente como agentes anti-coccidianos em ruminantes. Atualmente, existem, cerca de, 75 produtos conhecidos como ionóforos, mas com alguma variação na composição química e extensão da atividade biológica. Estudos, avaliando a eficácia do uso dos ionóforos, encontraram que o seu efeito diferiu devido à qualidade da forragem, sexo, status fisiológico e dose utilizada. (JACQUES et al., 1987). Atualmente, há alguns movimentos para o término do uso de antibióticos como promotores de crescimento para animais de produção, em vista da crescente preocupação sobre os efeitos colaterais, como a resistência cruzada a medicamentos de uso humano. Dessa maneira, a busca por alternativas para a manutenção da eficiência produtiva sem a utilização de ionóforos tem grande importância para a produção animal. Nesse contexto, os probióticos estão sendo considerados uma boa opção para substituir os antibióticos nas rações de animais zootécnicos. O crescente avanço da engenharia genética possibilitará a seleção de microorganismos, bem como a transferência de genes entre esses microorganismos, gerando previsões otimistas sobre a utilização de “microorganismos aditivos” na melhora da eficiência na produção de ruminantes. Fereli et al. (2010) avaliaram os efeitos da inclusão de monensina sódica (ionóforo) e/ou Saccharomyces cere50

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visiae (probiótico) na dieta de bovinos machos castrados, sobre a digestibilidade de nutrientes e a eficiência da síntese proteica ruminal. Foram estimadas as seguintes inclusões dos aditivos na dieta: 200mg de monensina sódica (100% ionóforo); 100mg de monensina sódica + 2,5g Saccharomyces cerevisiae (50% ionóforo / 50% probiótico); 200mg de monensina sódica + 5g Saccharomyces cerevisiae (100% ionóforo / 100% probiótico) e 5g Saccharomyces cerevisiae (100% probiótico). Os animais receberam dietas com elevados teores de energia (75% nutrientes digestíveis totais e 14% proteína bruta), na proporção 30:70 volumoso:concentrado (Tabela 1). Os animais experimentais eram alimentados 2 vezes ao dias, manhã e tarde, sendo introduzidas diretamente no rúmen as dosagens de ionóforos ou probióticos durante a manhã. www.interural.com


Tabela 1. Composição química das dietas experimentais

Não houve diferença na ingestão de matéria seca entre as dietas avaliadas, tal informação é de grande importância, visto que um dos possíveis efeitos da inclusão de aditivos na dieta de ruminantes é a alteração no consumo total de matéria seca (Tabela 2). Foram observadas diferenças em relação à digestão intestinal e total de matéria seca (MS) para os diferentes tratamentos, sendo menor para as dietas com ionóforos (Tabela 2). Não houve diferença para as dosagens de 2,5 ou 5g Saccharomyces cerevisiae, com ou sem ionóforo (Tabela 2). Também não foram observadas diferenças em relação à digestão ruminal de matéria seca. A inclusão de 2,5 ou 5g Saccharomyces cerevisiae levou à queda da digestão da proteína bruta no rúmen e aumento da digestão intestinal desse mesmo nutriente. Tabela 2. Ingestão e digestão de matéria seca e proteína bruta das dietas experimentais

Os resultados apresentados neste trabalho, e outros disponíveis na literatura, mostram que a inclusão de leveduras pode ser uma alternativa para a substituição dos ionóforos. Com as restrições ao uso de ionóforos, outras alternativas devem ser buscadas para que se mantenha a eficiência produtiva nos sistemas de produção animal. Referências bibliográficas: JACQUES, K.A .; COCHRAN, R.C.; CORAH, L.R.; AVERY, T.B.; ZOELLNER, K.O.; HIGGINBOTHAM, J.F. Influence of lasalocid level on forage intake, digestibility, ruminal fermentation, liquid flow and performance of beef cattle grazing winter range. Journal of Animal Science, v.65, p. 777785, 1987. FERELI, F; BRANCO, A.F.; JOBIM, C.C.; CONGLIAN, S.M.; GRANZOTTO, F.; BARRETO, J.C. Monensina sódica e Saccharomyces cerevisiae em dietas par bovinos: fermentação ruminal, digestibilidade dos nutrientes e eficiência de síntese microbiana. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 39, p. 183-190, 2010. www.interural.com

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PECUÁRIA

Produção

Índices zootécnicos que auxiliam a medir a eficiência do sistema produtivo Rafaela Carareto; Engenharia Agronômica pela ESALQ - USP (2003) e mestre em Ciência Animal e Pastagens pela Universidade de São Paulo (2007). Doutouranda em Ciência Animal e Pastagens pela USP. Área de Zootecnia com ênfase em nutrição de ruminantes.

C

oletar dados é muito importante para que o produtor possa conhecer a situação atual da propriedade, a situação produtiva, reprodutiva e sanitária do rebanho e, também, para poder estipular metas a curto, médio e longo prazo. Mas com quais índices devemos trabalhar? A característica principal que um animal leiteiro deve possuir é a produção de leite, logo, todos os índices estudados estão focados neste quesito, estando ligados a estes direta ou indiretamente. Alguns índices reprodutivos: - Intervalo entre partos: 12 meses - Gestação: 283 dias - Período de serviço: 82 dias - Involução uterina: de 20 a 40 dias após o parto - Primeira ovulação: 20 dias pósparto (cio silencioso) - Primeiro cio: 40 dias pós-parto - Período seco (descanso): 60 dias

- nível de produção de leite (fator não comprovado); - balanço energético da dieta; - condição corporal no parto; - fatores fisiológicos (por exemplo, cisto ovariano) e - fatores sanitários (ex.: retenção de placenta, inflamação uterina). A vaca apresenta um período de espera voluntário à primeira cobertura após o parto de 45 a 60 dias, ou seja, se ela tiver o primeiro cio 45 dias depois do parto, ela terá três chances de emprenhar para se conseguir o período de serviço de 82 dias, ao passo que, se o primeiro cio se der aos 60 dias,

as tentativas para emprenhar o animal diminuem. Para obter bons índices de prenhez por animal, deve-se, além de realizar o correto manejo do animal e a de sua fecundação, também efetuar as detecções de cio de maneira precisa, podendo, com isso, afetar de forma drástica o manejo reprodutivo do rebanho. Dessa forma as taxas de detecção de cio devem estar por volta de 70%, mas podem variar de 30% a 85% devido à forma que ela é realizada. Os fatores que afetam a primeira cobertura podem ser descritos pela fertilidade da vaca, fertilidade do touro, hora da insemina-

Para se conseguir um bom período de serviço, e mantê-lo em números aceitáveis, é conveniente que o animal recém parido volte à reprodução novamente, ou seja, que comece a gestar o feto até os períodos aceitáveis para não prejudicar o período de serviço e o intervalo entre partos. Para isso ser possível, o retorno da vaca ao cio não deve ser prolongado, e, dentre os fatores que afetam esse retrocesso, podemos citar: - estado nutricional do animal; 54

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ção e o aborto embriônico. Tendo, assim, por objetivo o número de serviços por concepção, variando entre 1,4 a 2,0 (50 a 71%), sendo, então, a taxa de prenhez o produto da taxa de detecção de cio pela taxa de serviços/concepção. O manejo reprodutivo dos animais tem por objetivo estabelecer ou restabelecer a lactação, manter elevada a porcentagem de vacas em lactação, minimizar os custos com animais improdutivos, maximizar a produção de leite por vaca por ano, produzir novilhas geneticamente superiores às mães, promover aos animais facilidade durante o parto por meio da escolha adequada do touro correspondente a certa raça ou categoria animal, dentro outros. No entanto a reprodução pode ser caracterizada por um problema complexo envolvendo inúmeros fatores, tais como: estresse térmico (calor ou frio), fertilidade do touro, nutrição e doenças. De acordo com Faria et al. (1993), dentre todos os fatores que afetam a eficiência de um sistema de produção de leite, a reprodução ocupa um lugar de destaque. Qualquer fazenda deixará de ser eficiente, se a vaca reproduzir de maneira irregular. Entende-se por reprodução regular o estabelecimento de prenhez, no máximo, de 85 dias após o parto, com objetivo de obter intervalos entre parições próximos de 365 dias. Esse, talvez, seja o propósito mais difícil de ser conseguido, pois depende de dedicação, tempo, conhecimentos técnicos, senso prático, auxílio profissional e controle efetivo do rebanho. Além desses aspectos, deve-se observar a persistência de lactação da vaca, que é uma característica essencial do animal especializado, independente da raça, mas, sim, de suas características genéticas, podendo ser encontrada a característica de baixa persistência de lactação mais comumente em animais de sangue zebuíno. Deve-se salientar que o conceito de especialização para www.interural.com

a produção de leite independe de raça ou tipo, havendo um requerimento único de que o animal seja capaz de produzir grandes quantidades de leite, no período de lactação de 305 dias. O fato de elevar o intervalo entre partos gera perdas econômicas no sistema, isto ocorre porque a ampliação do intervalo entre partos contribui para diminuir a produção média por vaca/dia, e este fator é mais relevante para a eco-

nomia do sistema que a produção por lactação. Além disso, a ampliação do intervalo entre as parições concorre para aumentar o número de animais improdutivos na fazenda, modificando, assim, a composição do rebanho em seu todo, elevando o custo do processo produtivo devido à manutenção dos animais que não estão em produção. A tabela 1 ilustra a relação do intervalo entre partos na composição do rebanho.

Tabela 01. Relação entre intervalo entre partos e composição do rebanho.

Fonte: Faria et al., 1993. * Para o cálculo de disponibilidade de novilhas considerou-se que somente 85% das fêmeas nascidas na fazenda participarão do processo produtivo, como conseqüência de mortes, acidentes, descartes, etc. * Para a estimativa da porcentagem de vacas secas por ano o rebanho, utilizou-se o período de lactação de 10 meses.

Portanto, os índices reprodutivos a serem considerados no rebanho leiteiro são: - % de nascimentos; - intervalo entre partos; - serviço / concepção; - serviço / bezerro nascido vivo; - taxa de detecção de cio; - dias vazia; - taxa de prenhez; - % de abortos. Analisando os dados, notamos que há necessidade de melhor compreensão de alguns índices para podermos equiparar às outras atividades agropecuárias, verificando a

viabilidade do sistema, tais como, o número de vacas em lactação por ha por ano, além do custo e contribuição (produção) em equivalente da vaca por ano. Conclusão: É de suma importância a compilação dos índices zootécnicos de uma propriedade, pois é por meio destes que se pode verificar a real eficiência de uma atividade pecuária, seja esta de bovinos de corte, leite, ovinos, caprinos etc.; podendo saber onde o sistema está sendo afetado com precisão, atendo, então, às mudanças que sempre melhorem esses índices, gerando, assim, maior eficácia e uma posterior maior rentabilidade da atividade praticada.

Referências: EUCLIDES FILHO, K. Índices produtivos para fazendas de gado de corte. In: Simpósio sobre Bovinocultura de Corte, Anais, Piracicaba: FEALQ, 2004. p. 01-42. FARIA, V. P.; CORSI, M. índices de Produtividade em Gado de Leite. In: Bovinocultura Leiteira: fundamentos da exploração racional, Piracicaba: FEALQ, 1993. p. 01-22. InteRural - Revista do Agronegócio | Abril 2010

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Central de Selagem de Vacinas Garantia da qualidade das vacinas veterinárias brasileiras

O

Brasil, sob a coordenação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e com a participação dos serviços veterinários estaduais, segue na luta contra a febre aftosa, dentro de sua meta de eliminação da doença em todo o território nacional. O Programa de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) tem como estratégia principal a implantação progressiva e manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Para atingir o objetivo, o MAPA executa diversas ações para facilitar a vida do pecuarista na hora de vacinar o rebanho. Uma das estratégias foi a implantação da Central de Selagem de Vacinas (CSV) em 1998, a partir de parceria com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), para ser um órgão de apoio ao PNEFA. A proposta era criar uma central onde cada frasco de vacina fabricada no Brasil recebesse um selo holográfico que permitisse a rastreabilidade total do produto, facilitando a fiscalização, o controle de qualidade e a distribuição, além de garantir sua procedência. A Central atesta a qualidade das vacinas e fornece informações essenciais para a condução das campanhas de vacinação. Em 12 anos de operações, a CSV se mostrou uma ferramenta fundamental para o MAPA e para a indústria veterinária, e suas atribuições cresceram. Hoje, além das vacinas contra febre aftosa, o órgão controla a distribuição e a fiscalização das vacinas contra raiva dos herbívoros e das vacinas contra brucelose. Para Sílvio Cardoso Pinto, coordenador da Central de Selagem de Vacinas, o trabalho do órgão torna a vacina 56

Fotos: L. Adolfo

PECUÁRIA

Vacinas

Central de selagem de vacinas

brasileira uma das mais seguras e eficientes do mundo. “Hoje, toda a vacina distribuída pelo território nacional passa pela CSV, onde é identificada e mantida nas condições ideais até a distribuição”, constata. A Central de Selagem de Vacinas também é uma fonte de informações valiosas, que auxilia o MAPA a conduzir as campanhas de vacinação. Com a centralização da distribuição e a selagem de frasco por frasco, é possível identificar, em qualquer tempo, a origem da vacina que chega ao mercado. Outra função da CSV é a armazenagem de um estoque de segurança de vacinas, utilizado apenas em caso de epidemia. Este estoque nunca é inferior a 15% das necessidades brasileiras no ano (cerca de 365 milhões de doses). Emílio Salani, presidente do Sindan, informa que o Brasil é o único país capaz de produzir vacinas adicionais para o caso de uma emergência sanitária.

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“Hoje, se houvesse uma epidemia de febre aftosa no mundo, o Brasil seria o único país com parque industrial capaz de fornecer a vacina em caráter emergencial para outros países”, afirma o dirigente. No Brasil, o processo mais aconselhável é a vacinação periódica dos rebanhos, assim como a vacinação de todos os bovinos antes de qualquer viagem. Em geral, a vacina contra a febre aftosa é aplicada, de 6 em 6 meses, a partir do 3º mês de idade. Na aplicação, devem ser obedecidas as recomendações do fabricante em relação à dosagem, ao tempo de validade, método de conservação e outros detalhes. Na região do Triângulo Mineiro, a primeira etapa da campanha é realizada em maio e tem a fiscalização do Instituto Mineiro de Agropecuária, e o produtor que não cumprir a norma estará sujeito a multas (R$ 45,31 por animal) e a outras penalidades previstas em lei. www.interural.com


TRANSMISSÃO

SINTOMAS

A febre aftosa é uma doença extremamente infecciosa. O Vírus se isola em grandes concentrações no líquido das vesículas que se formam na mucosa da língua e nos tecidos moles em torno das unhas. O sangue contém grandes quantidades de vírus durante as fases iniciais da enfermidade, quando o animal é muito contagioso.

A elevação da temperatura e a diminuição do apetite são os primeiros indícios da infecção.

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O vírus ataca a boca, língua, estômago, intestinos, pele em torno das unhas e na coroa.

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BRAHMAN

Sêmen

Brahman destaca-se como segunda raça zebuína de corte em

vendas de sêmen em 2009

O

ano de 2009 foi de superação para a raça Brahman. Com pouco mais de 16 anos de seleção no Brasil, a raça foi o grande destaque da pecuária nacional de corte também na venda de sêmen. Após a divulgação do relatório da movimentação de sêmen no Brasil, em 2009, pela ASBIA (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), a raça Brahman, mais uma vez, comprovou que está sendo uma opção bastante utilizada pelos criadores brasileiros, seja pura ou em cruzamentos. A Brahman foi a segunda raça zebuína de corte que mais comercializou sêmen no ano que passou, e a terceira, dentre todas as raças de corte. Foram 245.690 doses Brahman vendidas no Brasil (Brahman e Red Brahman). Além disso, o material genético do Brahman brasileiro também foi expor58

tado para países como Canadá, Equador e Panamá. “Tivemos 23 estados comprando genética Brahman. Crescemos 37,54% de 2005 para 2009. Entre 2008 e 2009, a comercialização de sêmen cresceu 27,62%. Estes números, somados ao fato da Brahman ter sido apontada como a raça de corte mais valorizada entre os zebuínos, em 2009, pelo Anuário DBO, demonstram que a raça está em plena ascensão em decorrência da sua capacidade de agregar qualidade de carcaça, carne e temperamento no cruzamento com outras raças de corte, como também estar dire-

tamente vinculada ao conceito de sustentabilidade em função da sua precocidade e produtividade“, enfatiza Lydio Cosac de Faria, diretor executivo da ACBB. O relatório da ASBIA traz ainda como informação importante a venda total de sêmen da raça, no período compreendido entre os anos de 1997 e 2009, um total de 1.702.063 doses comercializadas. Segundo as empresas de Inseminação Artificial do Brasil, atualmente, existem 269 touros disponíveis nessas centrais para a produção e comercialização de sêmen.

Convite A Raça Brahman estará presente na 32ª Expomonte, em Monte Alegre-MG, de 20 a 25/04.

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BRAHMAN

Congresso

C

Pecuaristas de todo o mundo são convidados para o Congresso Mundial do Brahman

riadores de todo o mundo foram oficialmente convidados durante a maior feira de animais dos Estados Unidos, a Houston Livestock Show and Rodeo, no Texas, entre os dias 03 e 06 de março, para participar do XV Congresso Mundial do Brahman, que será realizado pela primeira vez no Brasil, entre os dias 17 e 24 de outubro. Além da divulgação realizada no estande ABBA (American Brahman Breeders Association), o convite também foi feito pessoalmente pelo presidente da ACBB (Associação dos Criadores de Brahman do Brasil), José Amauri Dimarzio, ao público que assistia à escolha do Grande Campeão da feira, na pista de julgamento. “Houve muito interesse na participação no congresso externada por representantes de criatórios de vários países de todos os continentes que têm Brahman na pecuária. Falaram em caravanas de diversos países e da curiosidade de como está a raça no Brasil, maior produtor de carne do mundo”, explica o diretor de Marketing da ACBB, José Otávio Lemos. Criadores da Colômbia, México, Estados Unidos, Panamá, Venezuela, Guatemala, Nicarágua, Tailândia, Costa Rica e África do Sul demonstraram interesse em participar do Congresso, em Uberaba/MG. Os criadores também foram convidados durante a reunião anual da ABBA, com a presença de mais de 200 pessoas. O congresso também foi tema da reunião da World Brahman Federation, em que estavam presentes representantes das 21 associações promocionais da raça Brahman de todo o mundo. Ambas as reuniões foram realizadas no dia 03 de março. Na oportunidade, Dimarzio falou sobre a preparação do congresso no Brasil para 60

receber os visitantes e sobre o incentivo aos negócios que o congresso propiciará. Durante a reunião, também foram definidos os próximos países sede do Congresso Mundial: Panamá (2012), Austrália (2014), África do Sul (2016) e Equador (2018). O XV Congresso Mundial do Brahman é uma realização da ACBB em parceria com a ABCZ e Brazilian Cattle, com patrocínio da Dow Agroscience.

Grandes Campeões Durante a Houston Livestock Show and Rodeo, foram expostos mais de 1.400 exemplares Brahman. A Gran-

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de Campeã da exposição foi a matriz Miss H Lisa Manso 947/7, filha do touro Mr. H Maddox Manso 684, pertencente à Santa Tereza Agropecuária. “Desde o início da feira, era o animal mais cotado, segundo a opinião de criadores e técnicos. É uma matriz que terá genética disponível para o Brahman brasileiro”, conta o diretor de Marketing da ACBB. O Grande Campeão foi JDH Denton de Manso 592/7, filho do JDH Lawford Manso, um dos netos do também Grande Campeão JDH Madison de Manso. Ele é de criação e propriedade do JDHudgins Inc. O jurado foi Alfredo Muskus. www.interural.com


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BRAHMAN

Marcador Molecular

DNA Animal

Marcadores moleculares avaliam o potencial genético das raças

O

s empresários do meio rural estão sempre em busca de conseguir melhores índices em sua produção e, consequentemente, um retorno positivo com a venda dos produtos que oferecem. Nos dias de hoje, é fundamental ter a maior quantidade possível de informações específicas e exatas sobre seus rebanhos para administrá-los de modo mais eficaz e, claro, econômico. Na pecuária, principalmente na busca pela tão sonhada genética de ponta, animais diferenciados vêm agregando cada vez mais adeptos. Os marcadores moleculares vêm ao encontro desse contexto. Marcadores moleculares são variações encontradas no DNA dos animais que permitem identificar indivíduos com aptidão para determinadas características de interesse econômico. Por meio da análise de DNA de determinado animal, é possível avaliar o potencial genético do animal para diversas características como qualidade de carne, eficiência alimentar e reprodutiva, produção de leite etc. De uma forma mais simplificada, essa técnica revela “quem é quem” no rebanho, os animais com os piores e com os melhores potenciais produtivos. Hoje, já existe a possibilidade de avaliar o potencial genético das principais raças de gado de leite, taurinas (Holandês, Jersey), zebuínas (Gir) e do Girolando. Além das raças taurinas (Angus, Hereford, Braford, Brangus) e zebuínas de corte (Nelore, Brahman). Com essas novas informações, pode-se auxiliar o trabalho na fazenda com o objetivo de incorporar no rebanho características relacionadas à produção e qualidade final da carne ou do leite, por exemplo. Os marcadores moleculares também são amplamente 62

utilizados para testes de paternidade, diagnóstico de doenças genéticas e, ainda, com um grande potencial não explorado como uma ferramenta para rastreabilidade. Segundo Roulber Silva, médico veterinário, mestre em Zootecnia, com a codificação do genoma bovino, os marcadores moleculares têm ganhado cada vez mais espaço no mundo da produção animal, principalmente no mundo do Melhoramento Genético. “Com a inclusão das informações moleculares nas avaliações genéticas tradicionais, hoje, é possível diminuir os custos com testes de progênie (aumentando a acurácia das avaliações genéticas e diminuindo intervalo de gerações) e selecionar animais para características nunca antes trabalhadas, como a maciez, que é uma característica de custosa e difícil mensuração, que pode agregar grande valor à qualidade da carne dos animais”.

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Roulber informa ainda que está realizando trabalhos específicos com algumas raças, e destaca o Brahman, “Especificamente para o Brahman, os marcadores moleculares são importantes para avaliação das características de qualidade de carne, resistência a doenças e eficiência alimentar. Hoje, já temos alguns criadores trabalhando amplamente com a técnica para avaliação dessas características e têm conseguido ótimos resultados (trabalho de acasalamento enviado anteriormente)”, explica do médico veterinário. A utilização dos marcadores moleculares ainda está sendo um imenso passo para o melhoramento genético animal. Tudo começou com o uso da ferramenta para identificação e confirmação de paternidade e diagnóstico de doenças genéticas. Hoje, empregado para a avaliação de características economicamente relevantes.

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É uma tecnologia que está em franco desenvolvimento e não chegará ao seu limite tecnológico tão cedo, em razão do amplo número de raças e linhagens dentro da espécie bovina. “Esse é o momento de investir na tecnologia, pois é uma tecnologia que já tem maturidade para mostrar seus resultados e dar o retorno esperado para quem acredita e quer investir em tecnologia de ponta. Se o produtor esperar muito para investir, ele ficará para trás e pode perder a oportunidade de andar na ponta da pecuária bovina”, comenta Roulber. Algumas empresas líderes em saúde animal vêm concentrando altos investimentos em pesquisas sobre os Marcadores Moleculares e já ofertam vários produtos no mercado, possibilitando ao criador certificar-se sobre características econômicas importantes, nos primeiros meses de vida dos seus produtos, e realizar acasalamento mais assertivos. Na pecuária de corte, características como: maciez da carne, espessura de gordura, musculosidade (área do olho de lombo), qualidade em cortes nobres, facilidade de parto, fertilidade, temperamento e até longevidade, vêm sendo avaliadas entre outras. Vários marcadores apontam, também, a capacidade de conversão alimentar e de ganhar peso, já há, inclusive, um marcador que oferece dados sobre “consumo alimentar residual” (Igenity), que tem um altíssimo impacto econômico, pois destaca a eficiência alimentar e ecológico, visto que indicam os animais que produzem menos resíduos (fezes) e gazes nocivos (metano). Ou seja, enquanto o boi é colocado por muitos como um dos principais vilões do efeito estufa, já há trabalhos visando a uma melhor relação: poluição x kg carne produzida. A Austrália e os EUA, que são fortes referências para a produção de carne, pela eficiência e alto valor agregado de seus produtos, utilizam, há muitos anos, os Marcadores Moleculares na seleção, pois, além de auxiliarem no aumento da produtividade, aceleram a seleção na direção da produção de carne de qualidade. Uberlândia, no Triângulo Miwww.interural.com

neiro, já vem se destacando também no uso da técnica dos Marcadores Moleculares. Em 2008, a fazenda UberBrahman realizou o primeiro leilão de Touros no Brasil, identificados com Marcadores Moleculares, o 3º Leilão UberBrahman, em que excelentes reprodutores da raça Brahman foram comercializados não só no município, mas para várias regiões do país. Em Uberlândia, por meio do software Progênie, administrado pelo Dr. Maurício Borges, são realizados os acasalamentos assistidos por Marcadores Moleculares, para todo o país. Está em curso, também na cidade, a mais completa Prova de Ganho em Peso a pasto oficial já realizada no Brasil, em que os animais são submetidos a inúmeras avaliações, e, em seu DNA, ainda são identificados os Marcadores Moleculares. A PGP está sendo realizada pelo UberBrahman, na Fazenda Morro Alto II, em parceria com diversas entidades oficiais e nela

participam exemplares dos melhores rebanhos da Raça Brahman. “Utilizamos os Marcadores Moleculares em 100% do rebanho já há alguns anos, sempre comparando com as outras avaliações que realizamos e cada vez mais confiamos na ferramenta. O Brahman é uma raça zubuina, que, apesar de ser muito rústico e eficiente, vem sendo selecionado para alta qualidade de carne há muitas décadas, razão pela qual, encontramos animais capazes de produzir carne similar aos melhores exemplares da Raça Angus, por exemplo, que é a maior referência neste quesito. Estamos conseguindo o que parecia mágica: produzir zebu com carne de altíssima qualidade. Isto já vem sendo alcançado por outros países, com o Brahman, há muito tempo e os Marcadores Moleculares nos ajudam muito a acelerar este processo aqui no Brasil”, comentou Aldo Valente, um dos titulares do UberBrahman.

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OVINOS

Cordeiros

Produção de ovinos e caprinos em pastagens: hábito alimentar dos animais Clayton Quirino Mendes; Engenheiro Agrônomo pela ESALQ/USP e doutorando em Ciência Animal e Pastagem também pela ESALQ/USP

O

s ovinos e caprinos são animais muito versáteis quanto à diversidade de alimentos que podem consumir para sobreviver. Dessa maneira, a criação desses animais pode ser inserida em sistemas de produção variados, os quais devem ser tecnicamente planejados visando ao desempenho animal sa64

tisfatório. O uso de pastagens na alimentação de ovinos e caprinos apresenta vantagens econômicas. Entretanto a rentabilidade do sistema de produção baseado no uso de forrageiras depende, em grande parte, da eficiência da conversão da massa de forragem consumida em produto animal.

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O manejo eficiente da pastagem exige a compreensão do papel de todos os componentes envolvidos no sistema. Dentro deste contexto, o grande desafio imposto ao criador que utiliza o sistema de produção em regime de pasto, é manejar o sistema para maximizar a produção, a utilização do pasto e a produtividade animal. O primeiwww.interural.com


ro passo para vencer esse desafio é respeitar as interações existentes entre o ambiente da pastagem e o animal, o que somente será atingido após o conhecimento dos diversos aspectos relacionados ao animal, ao solo e à planta forrageira utilizada. Neste texto, serão abordados os aspectos relacionados ao hábito alimentar dos animais, uma vez que este fator determina a capacidade do animal de explorar o ambiente da pastagem e ingerir alimento necessário para máxima produção. Hábito alimentar dos animais A colheita da forragem pelo animal compreende as atividades de apreensão de parte da planta pela boca por meio de movimentos da cabeça, mandíbula, língua e lábios. Uma característica muito importante em relação ao hábito alimentar dos ovinos e caprinos em relação aos bovinos é a seletividade durante a colheita. Animais em pastejo são seletivos ao escolher o que irão consumir e, geralmente, observam a qualidade da forragem em detrimento da quantidade de biomassa disponível. Segundo o NRC (2007), os animais priorizam plantas ou partes da planta que apresentam maior digestibilidade, maior concentração de proteína e baixa presença de compostos secundários. Desta forma, a planta forrageira utilizada, bem como a estrutura do pasto, interfere diretamente na atividade de pastejo ao longo do dia e no desempenho dos animais. Os caprinos são mais seletivos que os ovinos e estes mais que os bovinos, o que altera o comportamento ingestivo dos animais e a maneira que exploram o ambiente do pasto. As razões pelas quais os ovinos e caprinos selecionam uma dada planta, ou parte dela, estão relacionadas aos parâmetros morfológicos como tamanho do corpo, capacidade do estômago, peso do animal, tamanho da boca e anatomia labial. Diferentemente dos bovinos, os ovinos e caprinos apresentam mobilidade dos lábios superiores, o www.interural.com

que facilita a apreensão de partes selecionadas das forragens. Além disso, a utilização conjunta dos lábios, dentes e língua possibilita a realização de pastejo rente ao solo. Os bovinos utilizam a língua como principal órgão de apreensão dos alimentos, por isto, apresentam certa dificuldade na apreensão de partes menores das forragens, tornando a seleção menos eficiente. Carnevalli et al. (2000) avaliaram o comportamento ingestivo de ovinos submetidos à pastagem de “florakirk” e verificaram altas proporções de folhas em relação a hastes na composição morfológica da forragem consumida. Sabe-se que os ovinos e caprinos não pastejam continuamente, tendo seus ciclos de pastejo interrompidos por períodos de descanso e ruminação. Normalmente, os maiores períodos de pastejo ocorrem no início da manhã e entre o final da tarde e o anoitecer. Zanine et al. (2006) apontam que ovinos e caprinos apresentam, de forma geral, tempo de pastejo entre 6:00 e 11:00 horas diárias, com picos de pastejo e ruminação em horários de temperaturas mais amenas, permanecendo em descanso nos horários mais quentes do dia como estratégia de melhor aproveitamento energético do alimento. De acordo com Andrigueto (1983), ovinos são animais que fazem a seleção no pastejo preferindo os pastos mais finos e tenros, desprezando os grosseiros. Os ovinos dão preferência a gramíneas de porte médio ou baixo. Em pastagens com plantas de porte mais elevado, altura acima de 0,80cm, os animais tendem a explorar as áreas marginais, resultando em sub-aproveitamento da forragem nas áreas centrais. Nesse sentido, as plantas estoloníferas apresentam melhores condições de resistir ao tipo de pastejo praticado pelos ovinos, inclusive quanto à coleta de forragem altamente selecionada. Considerando a seletividade do ovino, não é conveniente estabelecer pastagens com diferentes espécies de gramíneas, pois a aceitabilidade recairá naquela com

maior valor nutritivo. Além disso, ao se estabelecer uma pastagem, deve-se utilizar uma única forrageira por piquete, de preferência gramíneas estoloníferas e rizomatosas, com altura e densidade adequadas para maximizar a ingestão em menor espaço de tempo. Quando a massa de forragem diminui, o tempo de pastejo aumenta em decorrência de período mais longo de procura e seleção de alimentos pelos ovinos e caprinos. Sendo assim, pastagens que apresentam escassez de forragem elevada ou pastos manejados com resíduo de pastejo muito baixo podem gerar problemas, uma vez que o animal reduz a ingestão e aumenta o gasto de energia na procura de alimento. Levando em conta que o comportamento animal é um importante componente no sistema de produção animal a pasto e que influencia na capacidade de colheita da massa de forragem produzida, deve-se adequar o estabelecimento e manejo das plantas forrageiras ao hábito alimentar do animal, de maneira que este consiga explorar o ambiente da pastagem e suprir sua capacidade máxima de ingestão no menor espaço de tempo possível.

Referências bibliográficas Andriguetto, J. M. et al. Nutrição Animal. Ed. Nobel, 2° ed. São Paulo, 1983. 395p. Carnevalli, R. A.; Silva, S. C.; Carvalho, C. A. B.; Sbrissia, A. F.; Fagundes, J. L.; Pinto, L. F. M.; Pedreira, C. G. S. Desempenho de ovinos e respostas de pastagens de “florakirk” (Cynodon spp.) submetidas a regimes de desfolha sob lotação contínua. Boletim da indústria Animal, v. 57, n.01, p. 53-63, 2000. National Research Council. Nutrient requirements of small ruminants. Washington: National Academic Press, 2007. 292p. Van Soest, P.J. Nutritional ecology of the ruminant, 2 ed. Ithaca:Cornell University Press, 1994. 476 p. Zanine, A.M.; Santos,E. M.; Ferreira, D.J.; Graña, A.L.; Graña, G.L. Comportamento ingestivo de ovinos e caprinos em pastagens de diferentes estructuras morfológicas. Revista Electrónica de Veterinaria REDVET ®, v. 7, nº 03, 2006. Disponível em http://www.veterinaria.org/revistas/redvet

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NEGÓCIOS

Cooperativas

Cooperativas. Nem tudo são flores Maria Sylvia Macchione Saes; Professora do Departamento de Administração da USP e pesquisadora do PENSA Bruno Varella Miranda; Bacharel em Relações Internacionais pela USP e Pesquisador do PENSA

D

esde suas origens, o movimento cooperativista assegurou a participação de milhões de pessoas na rotina econômica. Casos de êxito são abundantes em todo o mundo: na Europa, berço das cooperativas, ainda hoje, sua presença é marcante na sociedade. No Brasil, os exemplos de sucesso são igualmente notórios, motivando uma série de análises. Tendo esse panorama em vista, adotaremos, nas próximas linhas, um enfoque distinto, debatendo aquilo que está errado. Ao longo do texto, discutiremos um importante dilema envolvendo a relação entre essas organizações e o Estado. A escolha pelo debate de pontos problemáticos na gestão das cooperativas não se deve a uma descrença no movimento. Pelo contrário, é fundamental salientar o quanto muitas dessas organizações vêm contribuindo para a viabilização da atividade rural no Brasil. O foco no êxito, porém, tão comum na academia, impede a elucidação de diversos problemas fundamentais para um melhor entendimento do mundo. Daí, a necessidade de olharmos também o “outro lado” das coisas. Cooperação para quê? Do que se trata a cooperação? A fim de responder à pergunta, faz-se necessário, em primeiro lugar, determinar o sentido desse ato. Cooperar decorre do anseio, por parte de um dado número de agentes, de atingir um objetivo. Dado que este pode ser obtido de 66

diversas maneiras, e a escolha de uma estratégia específica se relacionará – ou deveria se relacionar - aos custos incorridos ao longo do processo. Desde que a meta seja assegurada, quanto menor o gasto, melhor a estratégia. Pois bem, a razão de ser de uma cooperativa está na viabilização da ação econômica de agentes que, de outra forma, teriam enorme dificuldade para sobreviver à dura rotina nos mercados. Unidos os esforços em torno de um objetivo comum, espera-se que se deem as condições para que atuem na esfera econômica. Em outras palavras, a instituição de uma cooperativa deve bastar

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para que seus associados compitam em condições adequadas no mercado. Ocorre que, para determinados agentes ou atividades, a união em torno de uma cooperativa não é suficiente para viabilizar a sobrevivência nos mercados. Daí, a relevância de políticas públicas que, atentas ao aspecto social relacionado à ação econômica, atenuem essas diferenças. A ação do Estado, dessa maneira, torna-se uma espécie de “último recurso”, executada sempre que haja razões sólidas para tanto. Tem-se aí um caso que merece nossa reflexão: qual a melhor forma de auxílio público às cooperativas, tendo em www.interural.com


vista que tais políticas se destinam a viabilizar a participação no mercado daqueles que, de outra maneira, não o conseguiriam? Na atualidade, vemos, por um lado, que a defesa das cooperativas constitui uma prioridade do ponto de vista da administração pública que, por exemplo, concede a essas organizações benefícios tributários. Por outro lado, a busca por maior eficiência levou diversas cooperativas a excluir produtores ou encerrar atividades com baixa produtividade. Isso posto, vale a indagação: estariam as reformas empreendidas pelas cooperativas mais bem-sucedidas – por serem consideradas mais eficientes – excluindo justamente aqueles que mais precisam de auxílio? Ou, mudando o raciocínio: estariam as atuais políticas públicas atendendo de forma adequada às necessidades desses produtores? As respostas para os questionamentos acima são com-

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plexas, e certamente exigem mais que alguns parágrafos. Uma primeira aproximação, porém, fornece-nos ferramentas indispensáveis para um posterior debate. Em primeiro lugar, cabe enfatizar que as cooperativas que têm feito “a lição de casa”, ou seja, buscado garantir sua sobrevivência por meio de uma inserção diferenciada no mercado, são as menos culpadas dessa situação. Na verdade, a busca constante por eficiência reflete uma demanda do mercado. Talvez quem mais deixe a desejar, nesse caso, seja o governo e, principalmente, aquelas cooperativas cuja atividade constitui um fardo para seus associados. Dito de outra forma, é necessário diferenciar entre má gestão e atividades e produtores que, por suas características, exigem um tratamento diferenciado. O temor é o de que as políticas públicas, na atualidade, não estejam diferenciando de forma adequa-

da esses dois casos. Com isso, observa-se um problema duplo: (I) o desperdício se perpetua na mão de gerenciadores incompetentes, beneficiários dos incentivos governamentais; (II) aqueles que mais precisam de ajuda estão sendo excluídos do mercado justamente porque as políticas atuais não chegam até suas propriedades rurais. A moral da história, portanto, é a seguinte: aqueles que deveriam ser protegidos são os mais expostos e aqueles que deveriam ser eliminados do mercado se perpetuam. Em meio a esse quadro, diversas cooperativas exitosas têm feito seu trabalho da melhor forma possível, garantindo sua sobrevivência e a de seus associados mais bem adaptados ao meio. Muitos, porém, ficam pelo caminho, e é isso o que devemos evitar caso queiramos construir políticas de apoio efetivas aos produtores rurais.

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NEGÓCIOS

Contrato

Quando a fazenda é menor do que o previsto no contrato de compra e venda

A

ções judiciais corriqueiras nos fóruns são aquelas ajuizadas por compradores de terras que, após a aquisição, constatam que o tamanho da propriedade não corresponde exatamente ao que constou no contrato de compra e venda. O assunto tem algumas peculiaridades que merecem ser comentadas, já que, em certas situações, o direito do comprador não é tão evidente como parece. Dependendo da modalidade de contrato de compra e venda feita, o comprador pode ou não ter direitos. A primeira modalidade é a 68

chamada compra e venda “ad mensuram”. Nesse tipo de contrato, as partes preveem o preço de cada unidade de medida. O contrato especificará, então, o valor por área que está sendo comprada; por exemplo, R$ 1.000,00 o metro quadrado, ou R$ 100.000,00 por alqueire. Fica explícito que a compra é por unidade de medida, sendo que as dimensões do imóvel são determinantes para o comprador. Já na segunda modalidade de contrato, a chamada compra e venda “ad corpus”, o vendedor aliena o imóvel como um todo, descrevendo claramente suas con-

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frontações e divisas. Nesse caso, a exata medida do imóvel não é o primordial, o que tem relevância é a intenção de comprar determinado imóvel. Compra-se o “corpo” e não a mensuração de terras. As consequências jurídicas de cada um dos tipos de contratos são distintas e relevantes. No primeiro caso (“ad mensuram”), se, após a compra, se constatar que as dimensões do imóvel não correspondem ao que constou no contrato de compra e venda ou na escritura, o comprador poderá exigir o complemento da área. Caso isso não seja possível, consideranwww.interural.com


do-se as características do imóvel, o comprador poderá, alternativamente, exigir a rescisão do contrato ou o abatimento proporcional do preço. Importa observar que, se a diferença de área for inferior a 1/20, o comprador somente poderá reclamar se provar que teria deixado de concluir o negócio, caso tivesse conhecimento dessa diferença. Em relação à venda “ad corpus”, a regulamentação e os direitos do comprador são diferentes. Tratando-se dessa modalidade contratual, a lei presume que o comprador tinha pleno conhecimento das dimensões da propriedade descrita no contrato - já que consta do contrato a descrição de suas divisas - e que a aquisição se deu em razão do conjunto que lhe foi mostrado, e não em função da área que constou no contrato. Entendem a lei e os tribunais que, nesses casos, a área é meramente secundária, ou “enunciativa”, segundo expressão forense corriqueira. O que interessa é a propriedade em seu todo. Assim, tratando-se da venda “ad corpus”, não terá o comprador direito de insurgir-se contra a diferença de área encontrada. Para identificar se a compra pertence a uma ou a outra modalidade, alguns parâmetros são levados em consideração nas decisões judiciais. O primeiro deles é, evidentemente, a inserção das expressões “ad mensuram” ou “ad corpus” no próprio contrato. Frise-se, entretanto, que isso, por si, não torna inquestionável a modalidade contratual, já que a expressão pode estar

em contradição com o teor do documento. Expressões como “área aproximada” indicam, por exemplo, que a venda é “ad corpus”. Já a indicação de que se trata de área específica, ou esclarecendo que o vendedor se compromete pelas dimensões, que houve prévia medição, entre outras, ajudam a caracterizar a venda com sendo “ad mensuram”. A partir da análise do conteúdo do contrato, interpretando isso em conjunto com as demais circunstâncias que envolveram a operação,

o juiz concluirá se a intenção das partes foi a de realizar uma venda “ad corpus” ou “ad mensuram”, extraindo daí as consequências legais. Enfim, nota-se que a adoção de uma ou de outra modalidade contratual traz implicações práticas bem distintas, sendo importante a elaboração, por profissional competente, de um contrato específico para cada caso concreto. (Para maiores informações, contate Fialdini Advogados – www.fialdiniadv.com.br)

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NEGÓCIOS

Gerenciamento

O ônus do comando Eduardo Diniz – Engenheiro agrônomo, professor do tema “Gestão de pessoas” em cursos do ReHAgro

M

uito tem se falado em choques de gestão, profissionalização das ações, entre tantos outros jargões, que visam caracterizar a necessidade de uma profunda quebra de paradigmas na forma como são gerenciadas as empresas do meio rural. O setor encontra-se, atualmente, carente de atitudes que propiciem a competitividade do mercado e, principalmente, a sustentabilidade de suas atividades. O que explica a existência de empresários rurais empenhados em expandir seus negócios e outros tantos, após anos de reclamações e liquidações de plantel? Como é possível, em um mesmo setor, em uma mesma região, com o mesmo clima e meios de produção, encontrar realidades tão distintas? Nesse contexto, fica evidente a necessidade de atenção para alguns setores da gestão da empresa que, para muitos pecuaristas de outros tempos, não eram primordiais. Como anda a rotatividade de funcionários na empresa? Quanto do seu orçamento é direcionado para a capacitação e treinamento de sua equipe? Quanto de seu tempo é dedicado a ouvir e buscar algum tipo de retorno de seus funcionários? Quais as ferramentas de planejamento são utilizadas na sua propriedade? Quais metas traçadas para o mês passado foram atingidas? Quantos índices são monitorados e divulgados à equipe na sua fazenda? Se você se sentiu incomodado com alguns dos questionamentos acima e deseja buscar as tão sonhadas competitividade e sustentabilidade, talvez seja interessante repensar alguns pontos em sua forma de gerenciar. Na busca da chamada profissionalização da gestão, torna-se importante atentar para o descrito 70

na figura abaixo:

De acordo com a figura proposta, deve haver um equilíbrio entre as três “pontas” do triângulo. Ou seja, não é suficiente possuir conceitos técnicos profundos da atividade leiteira se não existirem ferramentas gerenciais capazes de transformar, por exemplo, bons índices zootécnicos em incrementos na lucratividade da empresa. De acordo com o mesmo raciocínio, pode haver ferramentas gerenciais apropriadas, conhecimento técnico profundo, mas, desde que não haja a liderança, torna-se impossível a obtenção de tais resultados de forma sustentável. Se as equipes envolvidas não são capazes de transformar boas ideias em resultados, todo o foco dispensado nas outras duas áreas torna-se em vão. É pertinente ressaltar que, nesse caso, não basta saber quem são os líderes, pessoas que se destacam por terem características de liderança. É necessário definir quem serão os responsáveis pela liderança do projeto dentro das rotinas da propriedade. Frequentemente, produtores informam que o nível de seus funcionários é muito baixo, que a mão de

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obra disponível no meio rural é ruim e, mesmo assim, está se tornando impossível contratar pessoas para as fazendas de leite. No entanto grande parte do desempenho positivo ou negativo apresentado pela equipe tem interferência direta de somente uma pessoa: o líder. De acordo com Daniel Goleman, entrevistas com 2 milhões de profissionais, em setecentas empresas americanas, revelaram que o que determina a permanência dos funcionários, bem como sua produtividade, é a qualidade do relacionamento com seu superior imediato. Assim, é necessário diferenciar o conceito de liderança e gerência: - Gerenciar é um dos exercícios da liderança e vai além dessas habilidades. Para gerenciar, não basta ser líder e possuir habilidades de influência no grupo. É imperioso ter conhecimentos e domínio sobre o negócio. Existe, ainda, uma diferença entre os conceitos de poder e autoridade: O poder é intrínseco a determinados cargos dentro da organização. Gerentes de fazenda, por exemplo, possuem o poder dentro delas. Podem ser contratados ou demitidos. Já a autoridade é inerente à pessoa www.interural.com


ocupante do cargo. Tem uma relação íntima com suas virtudes como líder. Mas, por que entendermos tais conceitos? Existem alguns cenários encontrados com certa frequência em nosso meio e que devem ser considerados: 1. O proprietário é o gerente de sua fazenda. Por não possuir habilidades de liderança e/ou gerenciais, defende-se no seu cargo, na sua superioridade hierárquica, não delegando funções aos seus funcionários e concentrando todo o poder de decisão em suas mãos. Por não ter uma equipe motivada e envolvida, tende a acumular resultados negativos em seu negócio. É interessante considerar que, muitos proprietários, por terem uma alta capacidade operacional, acumulam funções e, com isso, limitam o crescimento de seus negócios à sua capacidade de atuação, restringindo o crescimento de suas atividades ao espaço por eles “gerenciado”. 2. O proprietário é o gerente de sua fazenda. Por não possuir habilidades gerenciais, omite-se no cargo, não assumindo, na prática, o papel de gerente. Neste caso, a equipe perde seu ponto de referência e, por não delegar a alguém competente o papel da gerência, a empresa perde em motivação da equipe e produtividade. 3. O proprietário não é o gerente de sua fazenda. Por entender que

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não tem perfil ou não tem tempo para exercer o cargo de gerente da propriedade, “delARGA” a função de gerente a alguém. Isso mesmo, “delargar“ é diferente de delegar. Nesse caso, aquele que exerce o cargo de gerente não possui os requisitos necessários para o bom desempenho da função. Muitas vezes, por falta de treinamento e capacitação. A empresa perde resultados significativos com a má escolha desse gerente. É comum proprietários “delargarem” a gerência a pessoas ainda não capacitadas, mas continuarem interferindo diretamente nas ações executadas no dia a dia. Desta forma, “passam por cima” do cargo do gerente, não levando em conta as relações hierárquicas existentes. Os exemplos citados acima servem para mostrar o quanto algumas empresas se preocupam pouco com uma variável de grande importância para o sucesso do empreendimento. Sem dúvida, existem vários outros cenários que podem ocorrer nas diferentes realidades encontradas nas fazendas do Brasil. Existe uma tendência dentro das relações humanas que leva as pessoas a culpar alguém pelo insucesso ou pelos piores resultados de suas próprias atividades. O relevante neste raciocínio é que, muitas vezes, proprietários julgam o baixo nível da mão de obra como responsável pelo mau desempenho dos negócios. Como demonstrado acima, ao culpar o desempenho de sua equipe

pelo insucesso de suas atividades, os empresários estão assinando seu próprio atestado de incompetência como líderes de seus negócios. Muitas vezes, raro imaginar gestão de pessoas dentro de uma empresa, a tendência é vislumbrar um departamento de RH estruturado com várias pessoas trabalhando em uma sala com ar condicionado e outras particularidades. No entanto, para formar equipes motivadas e produtivas, não é necessário sequer ter esse departamento estruturado. Pequenas, mas eficazes ações do dia a dia permitem construir um bom ambiente de trabalho e gerar resultados consistentes. O processo em que as lideranças são assumidas e levadas a sério dentro das equipes é, sem dúvida, um passo considerável na formação de uma equipe que busca o sucesso. É interessante o quanto, muitas vezes, esperam-se resultados diferentes, agindo da mesma forma como todos agem. A evolução exige mudanças, e estas somente são possíveis a partir da mudança dos “comandantes”. Portanto, reflita sobre seu papel como proprietário, gerente, gestor ou qualquer outro cargo de sua empresa rural, assumindo ou delegando funções, mas nunca entregando aos outros a responsabilidade que é sua. E lembre-se que “a verdadeira tarefa da liderança não é criar grandeza na humanidade, mas trazêla à tona, pois a grandeza já existe”.

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NEGÓCIOS

Insalubridade

Trabalho Insalubre nas Atividades de Pecuária de Corte e Leiteira

A

s atividades insalubres, à luz do disposto no artigo 189 da CLT, são aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância, fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. O Ministério do Trabalho editou a NR – Norma Regulamentadora n° 15 –, que dispõe, em seus anexos, sobre atividades e operações insalubres no ambiente de trabalho. No meio rural, muito se discute sobre o direito do trabalhador receber o adicional de insalubridade decorrente do contato com agentes biológicos (por exemplo, dejetos e microorganismos que se proliferam a partir do esterco, urina, moscas, machucados, carrapatos etc.), normalmente, presentes nas atividades de pecuária de corte e leiteira. A discussão veio à tona recentemente, quando o Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, por meio de sua 5ª. Turma, negou provimento ao recurso ordinário interposto nos autos n° 00166.2009.146.03.00.1 – acórdão publicado no dia 22/02/2010 – e concluiu que o trabalho de ordenha e cuidados com o gado é atividade insalubre, em razão do contato do trabalhador com agen-

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tes biológicos. Segundo o relator da decisão mencionada, ficou provado, naqueles autos, que o trabalhador esteve exposto, no curso do contrato de trabalho, de forma permanente e habitual, a microorganismos diversos, capazes de causar doenças, já que trabalhava no interior de currais em atividade de ordenha e cuidados com o gado, estando a situação enquadrada no Anexo 14, da NR-15, segundo o qual, o trabalho em “estábulos” e “cavalariças” está contemplado com o adicional de insalubridade no grau médio (20%). Muito embora a decisão mencionada tenha se amparado em laudo pericial técnico, ousamos entender que a conclusão a que chegou o relator comporta interpretação, uma vez que o Item 15.4, da NR-15, prevê a cessação do pagamento do adicional mediante a eliminação ou neutralização da insalubridade. E não se pode negar que existem inúmeras medidas capazes de eliminar a ação de qualquer agente nocivo sobre a saúde e a integridade física do trabalhador. Como exemplo dessas medidas, citam-se o fornecimento, pelo empregador, e a efetiva utilização, pelo trabalhador, de EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual –, adequados e devidamente certificados pelo Ministério do Trabalho. É certo que a insalubridade por

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agentes biológicos apresenta uma situação em que não se podem estabelecer critérios quantitativos nem mesmo uma lista interminável de agentes de insalubridade, o que dificulta, de certa forma, a eliminação dos agentes nocivos apenas com o fornecimento e utilização dos EPI’s. Contudo, por meio de um programa de prevenção cuidadosamente realizado, possível é a adoção de um conjunto de medidas de segurança no ambiente de trabalho, não só individuais, mas também de ordem geral e coletiva, capazes de cessar a ação dos agentes causadores da insalubridade, independente da atividade exercida pelo trabalhador. Assim sendo, é salutar que os empregadores rurais procurem orientação especializada sobre a matéria e busquem a implantação de um programa de prevenção eficaz e capaz de neutralizar os agentes causadores da insalubridade em suas propriedades, sejam eles físicos, químicos ou biológicos, contribuindo, assim, para preservação da saúde de seus trabalhadores, e para a redução dos riscos de passivo trabalhista no particular. Marcelo Isaac de Oliveira Advogado Área Trabalhista Franco Teixeira Advogados Associados

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ESPAÇO GOURMET INTERURAL

Receita

Pacu Caranha ao Gorgonzola Em uma tarde muito agradável de quinta-feira, o ex-secretário de Agricultura Agropecuária e Abastecimento da cidade de Uberlândia (MG), e atual superintendente da Universidade Presidente Antônio Carlos – Unipac, Leonídio Bouças, recebeu, em sua propriedade, na cidade de Uberlândia, a InteRural para a elaboração de mais um Espaço Gourmet. O empresário é também médico, professor e, em suas propriedades rurais, é produtor de leite e grãos. Em foco na cozinha, um delicioso peixe retirado do próprio tanque da propriedade. Leonídio só não pescou o peixe, mas a elaboração da receita, recheio do peixe até a hora de servir o prato, ficou a cargo do empresário. Na oportunidade, Leonídio reuniu alguns amigos para apreciar o feito. Uma ótima escolha, já que estávamos às vésperas da Sexta-Feira da Paixão, uma data religiosa para os católicos, e, pela tradição cristã, na SextaFeira Santa, não se deve consumir carne vermelha, o tradicional é o consumo de peixe. A carne do Pacu Caranha é considerada nobre na piscicultura, é também um peixe bastante procurado por seu rápido crescimento. Confira a receita e como preparar esse delicioso peixe e ainda algumas fotos da nossa agradável tarde ao lado do empresário. A InteRural agradece pela hospitalidade e por poder desfrutar de tão delicioso menu. 74

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Pacu Caranha ao Gorgonzola Ingredientes: - 1 Pacu Caranha com escamas - Gorgonzola que dê para o enchimento do peixe - 2 ou 3 tomates picadinhos - 3 cebolas picadinhas / coentro a gosto - limão (2 unidades)

Modo de Preparo: Lave bem o peixe e retire quaisquer resquícios de vísceras em seu interior. Regue todo o peixe com suco de limão e deixe repousando. Após cerca de 30 minutos, tempere-o com tempero pronto.

Recheio: Em uma travessa, pique o gorgonzola em pequenos pedaços, acrescente as cebolas, os tomates picadinhos e o coentro. Misture bem e recheie o interior do peixe. Cubra todo o peixe com papel alumínio e coloque-o em uma assadeira. Leve ao forno médio por, aproximadamente, 1 hora e meia ou até estar bem cozido (ao espetar um garfo ele tem que entrar facilmente). Após assado, retire o papel alumínio e sirva.

Sugestão de acompanhamento: Arroz branco - Salada de alface e rúcula Batatas cozidas e temperadas

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EVENTOS

Emapa

45ª Emapa promoveu diversas atividades simultâneas

Fotos: Matriz Comunicação

Em 16 dias de exposição, a Emapa realizou atividades em pista de julgamento com 9 raças bovinas e 5 eqüinas, além de promover 9 leilões, realizar curso de julgamento, Queima do Alho e Torneio Leiteiro.

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A tradicional 45ª Emapa, de Avaré (SP), maior feira agropecuária do Estado de São Paulo, aconteceu de 27 de fevereiro a 14 de março e promoveu, em 16 dias de evento, um calendário repleto de atividades, que reuniu um público bastante diversificado durante a exposição. Estavam presentes no parque de exposições 3072 animais, entre raças bovinas e equinas – que foram divididas em dois turnos. No primeiro turno, estavam presentes animais das raças Nelore, Mangalarga Marchador, Bretão, Percheron e Clydesdale. No segundo turno, compareceram ao parque de exposições as raças Angus, Brahman, Bonsmara, Simental, Guzerá, Gir, Girolando e Santa Gertrudis e as raças equinas Mangalarga Paulista e Muares. Acompanhe abaixo os resultados de todos os eventos.

Julgamentos Primeiro Turno Nelore - A raça Nelore abrangeu 6 dias de julgamentos, contemplando 1029 animais em pista de avaliação. Ao total, 114 expositores de todo país trouxeram animais para participar da mostra pecuária. Dezenas de pecuaristas lotaram a pista de julgamento para acompanhar os campeonatos, que definiram o macho Lux Neogrego, do expositor Rima Agropecuária, como Grande Campeão da Raça Nelore, seguido pelo macho Serro FIV da Bacaray, do Expositor Jonas Barcelos, como Reservado Grande Campeão da Raça Nelore. No campeonato das fêmeas, sagrou-se Grande Campeã o animal Parla FIV AJJ, do expositor Antônio Junqueira Vilela, seguida pela fêmea Hematita III HRO, do expositor Sylvio Propheta, como Reservada Grande Campeã. Bretão, Percheron e Clydesdale - O total de 48 animais das raças Bretão, Percheron e Clydesdale, provenientes de 16 expositores, despertaram muita atenção durante a 45ª Emapa, devido à exótica beleza racial que as compõem. Um animal Clydesdale participou da feira para VII Mostra da raça

aos visitantes, bem como 10 animais Percheron, que vieram para a IV Exposição Nacional do Cavalo Percheron. A raça Bretão trouxe 37 animais para sua XI Exposição Nacional do Cavalo Bretão. Sagrou-se como a Grande Campeã dos julgamentos de fêmeas da raça Bretão o animal Soizic de Guerloch, do expositor Charles Marx do Nascimento, do Rio de Janeiro. O Grande Campeão foi Renard de Beaufort, do expositor Anis Razuk, de São Paulo. Mangalarga Marchador1 - Realizando a Expo Marcha Paulista, 255 animais Mangalarga Marchador vieram ao parque de exposições para serem julgados. Segundo o árbitro Márcio Meirelles Leite, a Expo Marcha Paulista 2010 contou com um número representativo de animais de diversos estados, com excelente qualidade, encontrada em exposições de nível nacional. Os resultados da Expo Marcha Paulista 2010 podem ser conferidos no link Julgamentos do site http://www.expomarchapaulista. com.br/index.php

Julgamentos Segundo Turno Raça Brahman - A raça Brahman apresentou 375 animais na Emapa, com julgamentos comandados por Irineu Gonçalves Filho. Segundo ele, os animais expostos em pista ressaltaram muito desempenho, performance e harmonia. “Estrutura, funcionalidade e aprumos corretos também são imprescindíveis”, ele ressaltou. Sagrou-se como Grande Campeã Miss Querença 3544, do expositor Querença Empr. Rural Agr. e Pec. Ltda., de Inhaúma (MG). A Reservada Campeã

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foi Miss Lince Lolita 555, do expositor César Tomé Garetti, de Neves Paulista (SP). No grande campeonato de machos, sagrou-se Grande Campeão Mister Ivan da Canaã, do expositor Agropecuária Leopoldino Ltda., de São Carlos (SP). E o Reservado Grande Campeão foi Mister Been Tinajas POI 636, do expositor Interpar Empreendimentos Ltda., de Divinópolis (MG). A raça Brahman também recebeu, na Emapa, o selecionador Luís de Moraes Barros, da Brahman Escol, que trouxe

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EVENTOS

11 animais para exposição em seu Shopping Brahman Escol, que ficou posicionado em frente à pista principal de julgamentos. Raça Gir - O total de 385 animais, entre Gir Leiteiro e Gir Padrão, compareceram ao parque de exposições durante a 45ª Emapa. O juiz Fábio Miziara comandou os trabalhos com a raça Gir Leiteiro nas pistas, que reuniu 224 exemplares. “O objetivo dos julgamentos de Gir Leiteiro foi identificar o biótipo mais adequado para a produção de leite a nível de trópicos”, ele comentou. A fêmea que sagrou-se Grande Campeã Gir Leiteiro é Jana FIV Jacurutu, do expositor Demetrius Martins Mesquita, de Brasilia (DF). No grande campeonato de machos Gir leiteiro, sagrou-se Grande Campeão Escol TE Silvania, do expositor Eduardo Falcão Carvalho, de Caçapava (SP). Como Reservado Grande Campeão, sagrou-se C.A Gigante TE, do expositor Joaquim Noronha e outros, de Vargem Grande do Sul (SP). A raça Gir Leiteira também promoveu um Torneio Leiteiro, que sagrou como campeã a vaca Hilda, que produziu média de 40 kg/dia de leite durante 4 dias de torneio. Toda a produção de leite gerada no torneio foi doada a uma comunidade carente de Avaré. Na pista de julgamento Gir Padrão, comandou os trabalhos o jurado Braz Costa de Oliveira Junior, sagrando como Grande Campeã Cabana da GI, do expositor Sérgio Barros, e como Reservada Grande Campeã Fotografia do BI, do expositor José Luiz Junqueira Barros. No campeonato de machos, sagrou-se como Grande Campeão Gabão do Bi, do expositor José Luiz Junqueira Bastos e, como Reservado Grande Campeão, Imponente ZS, de Nádia e Dunya Sab.

Sagraram-se campeões os animais a seguir, divididos por categorias: Meio Sangue - Grande Campeã: Cinderela Dunas SI, do expositor Eugênio Deliderato Filho; Reservada: Delicada Modelo Mumu, do expositor José Alberto Menck. ¾ - Grande Campeã: Sapeca Lins, do expositor Valdir Junqueira de Andrade; Reservada: Condessa 3 Ypes, do expositor Fernando Antônio de Macedo; 5/8 - Grande Campeã: Dezoith Dede da Mumu, do expositor José Alberto Menck; Reservada: Cindy Babiu Delid, do expositor Eugênio Deliderato Filho. Simental - O juiz Luiz Roberto Pena Andrade comandou os trabalhos com a raça Simental durante a 45ª Emapa. No Grande Campeonato de fêmeas, sagrou-se como Grande Campeã, India do Itaqui, do expositor Paulo de Castro Marques, de Fama (MG) e como Reservada Grande Campeã Journey Alambary, do expositor Antônio Brandão, de Maceió (AL). O Grande Campeão foi Jaguar da Santa Andreia, do expositor Santa Andreia Agropec. Ltda., de Itararé (SP). O Reservado Grande Campeão foi Legat de Amica, do expositor Eolo José Vicentini, de Dois Córregos (SP).

Santa Gertrudis - O juiz Egon Neufeld foi o responsável pelo julgamento de 76 exemplares da raça Santa Gertrudis, que, este ano, também estreou nas pistas da 45ª Emapa. Sagrou-se Grande Campeã Ênfase da Malagueta, do expositor Wladimir Álvares de Mello, de Mairinque (SP). Como Reservada Grande Campeã, ficou Delegada da Malagueta, do mesmo expositor. Já no grande campeonato de machos, sagrou-se como Grande Campeão, Billabong da Pau D´Alho, do expositor Carson G. Geld, de Tietê (SP). Como Reservado Grande Guzerá - O juiz Carlos Alberto de Souza Celestino co- Campeão, ficou Paracuru da Jatobá, também do expositor mandou o trabalho de pista dos 182 animais da raça Guzerá Wladimir Alvares de Mello. que compareceram ao parque para julgamentos, provenientes de 107 expositores de Estados como MS, GO, DF, SP e Também participaram do segundo turno da 45ª MG. Sagrou-se Grande Campeã Eloise FIV da Tir, do expositor Emapa a raça bovina Bonsmara, que levou 25 animais para Silvely Maria Jonata Antunes, de Brasilândia (MS). Como Re- a exposição, e a raça equina Mangalarga Paulista, que levou servada Grande Campeã, ficou Brasília SMPF, do expositor mais de 100 animais para pista de julgamentos. Agropecuária São Marcos, de Paulo de Faria (SP). No campeonato de machos, sagrou-se Grande Campeão Irlo EB da Ipê, também do expositor Agropecuária São Marcos. E o Reservado Grande Campeão foi Figo FIV Tir, do expositor Silvely Maria Jonata Antunes. Angus - Segundo Ignácio Tellechea, diretor de Núcleos da Associação Brasileira de Angus (ABA), participaram da pista de Avaré 145 animais de 21 expositores do Brasil. O jurado foi o presidente do Núcleo de Criadores de Angus do Oeste do Paraná, Cristopher Filippon. O touro que se sagrou como Grande Campeão foi Reconquista Naco (pelagem vermelha) e a roseta de Grande Campeã Reconquista Naja, uma vaca adulta (pelagem vermelha), como Reservado Grande Campeão, o título foi para Reconquista 1292, um touro sênior (pelagem preta), da Reconquista Agropecuária. Girolando - Já a raça Girolando estreou este ano na Emapa com mais de 100 animais para julgamento. O juiz responsável pela raça, Euclides Prata dos Santos Neto, ressaltou que procura, nos animais em pista, força leiteira aliada ao equilíbrio, proporcionalidade e funcionalidade do animal. 78

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Marcha de Muares A AMA – Associação de Mulandeiros de Avaré também realizou a 6ª Prova de Marcha de Muares. Segundo o presidente da entidade, José Darci de Souza, participaram 115 mulas das provas, provenientes de 35 expositores de Estados, como Minas, Brasília, São Paulo e Paraná. Entre as provas, aconteceram duas provas de marchas, sendo elas Mula Dente de Leite, com a presença de 16 mulas em pista, sendo 7 classificadas. O primeiro lugar ficou para um animal de Porto Feliz, cujo dono ganhou uma moto 125 cilindradas. Os demais classificados levaram prêmios em dinheiro. A segunda Prova de Marcha foi Mulas de Elite, a qual 14 mulas participaram, sendo 7 classificadas. O primeiro lugar foi da cidade de Votorantim (SP), e a premiação foi igual à citada anteriormente.

Leilões A 45ª Emapa também encerrou as atividades com sucesso absoluto nos remates que promoveu. Ao todo, foram 9 leilões que comercializaram 340 animais das raças Nelore, Brahman, Gir, Girolando, Angus e Santa Gertrudis. O faturamento total da feira alcançou R$ 15.5 milhões este ano. “Esta edição da 45ª Emapa foi a melhor que realizamos nos últimos anos, com toda certeza! E podemos afirmar isto considerando a qualidade dos animais apresentados em pista, em leilões e, também, a presença maciça de centenas de criadores, que vieram de todos os Estados do Brasil para acompanhar pessoalmente nossa exposição!”, avaliou Heitor Pinheiro Machado, vice-presidente da Emapa. No primeiro turno, a 45ª Emapa recebeu quatro leilões da raça Nelore: Nelore das Águas, Tradição HRO, Qualidade do Nelore e AgroZurita Brasil Brasileiro. No segundo turno, mais 5 remates agitaram a exposição, sendo eles: 1.º Circuito Eco Angus (raça Angus), 1.º Leilão Girolando (raça Girolando), 1.º Leilão Fazendas Taquari e União do Brasil (raça Santa Gertrudis), 2.º Leilão Gir Leiteiro Tipo A (raça Gir leiteira) e Leilão Marcas de Peso Brahman e Convidados (raça Brahman), já tradicional na Emapa. www.interural.com

Queima do Alho A AMA também promoveu a VI Queima do Alho, com a participação de 12 competidores, que armaram 12 cozinhas para preparação de pratos típicos. O campeão foi a Cozinha Pedra Preta, de Avaré (SP), que recebeu troféu de Campeão. Segundo José Darci, cerca de 600 pessoas estavam presentes e, aproximadamente, 450 refeições foram servidas gratuitamente aos convidados, ao som de uma dupla sertaneja, que animou o evento.

Curso de julgamento Oficializado pela ABCZ, a Emapa recebeu, pela primeira vez, o Curso de Morfologia e Julgamento das Raças Zebuínas, oferecido pela BrAgrocursos e que aconteceu nos dias 12 e 13 de março. As aulas contaram com a presença de 30 alunos, entre profissionais e estudantes de zootecnia e veterinária, que vieram de diversas regiões do Brasil para participar deste curso, como Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso e norte de São Paulo. A aula teórica foi ministrada na sede do Sindicato Rural de Avaré, que apoiou a realiza-

ção deste curso durante a 45ª Emapa. As aulas práticas se dividiram em duas localizações: as aulas sobre a raça Nelore foram realizadas na fazenda HRO, do renomado selecionador Sylvio Propheta e, as aulas de Guzerá, Gir e Brahman aconteceram dentro do parque de exposições, na pista de julgamento da Emapa. Os professores foram os jurados efetivos da ABCZ, Carlos Henrique Cavallari Machado e Roberto Vilhena, e todos os alunos receberão certificado emitido pela ABCZ.

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EVENTOS

Encontro

Lideranças rurais realizam encontro em Uberlândia O que esperar do próximo presidente

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Fotos: Welton Neves

Nos dias 11 e 12 de março, lideranças rurais dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santos estiveram reunidas em Uberlândia (MG) para uma discussão que teve como finalidade criar ações de interesse dos produtores rurais de todo país. Mas, como em todo movimento organizado, as questões políticas esquentaram os debates. E, por acreditar no processo democrático, a classe rural quer mais espaço nas futuras ações que o próximo Governo Federal irá colocar em prática. Portanto, quem participou do evento, teve a oportunidade de perceber que o processo de escolha do próximo presidente da república irá encontrar junto aos produtores rurais um comportamento diferente em relação aos anos anteriores, “Uma classe forte depende de uma primícia simples, organização. É com esse pensamento que vamos conseguir juntar forças para uma jornada árdua que é defender nossos interesses”, orientou o ex-presidente do Sindicato Rural de Uberlândia e deputado estadual Luiz Humberto Carneiro. Sob a coordenação da CNA, Confederação da Agricultura e Pecuária, as lideranças querem elaborar um documento com várias propostas, que, posteriormente, será entregue aos candidatos a presidência da república. Nestes últimos anos, o setor agrícola vem sofrendo com o descaso dos governos federais, “Somos verdadeiros guerreiros por levar à frente um dos setores que mais contribuem para o desenvolvimento do país”, explicou Kátia Abreu, Senadora e Presidente da CNA. Ela fez questão de lembrar que a produção de grãos no Brasil, constantemente, bate recordes e que as exportações dos produtos agrícolas são responsáveis por grande fatia da arrecadação do país, “Representamos um terço do PIB brasileiro, um terço dos empregos gerados e 40% de tudo que

o país exporta”, informou a presidente da CNA, lembrando que o superávit comercial gerado pelo Agronegócio possibilitou ao país conviver com a última crise financeira mundial sem maiores prejuízos. “O nosso segmento precisa ser priorizado nos planos de governo e o que geramos aqui são subsídios para que se estabeleçam as diretrizes nacionais”, afirmou. Dentro dos temas citados, foram debatidas diversas situações que envolvem diretamente as atividades rurais. Assuntos como: política agrícola, meio ambiente, insegurança jurídica, alimentos saudáveis, tecnologia, logística, qualificação profissional, educação e responsabilidade social foram colocados a apreciação dos participantes. O presidente da FAEMG, Federação da Agricultura do estado de Minas Gerais, Roberto Simões, pede mais apoio para investimentos em propriedades rurais. Segundo ele, os produtores adotaram a modalidade do arrendamento, em substituição à aquisição de novas propriedades, o que demonstra a clara evidência de que o produtor não está satisfeito e não tem interesse em novos investimentos. Roberto Simões destacou ainda a importância do evento como forma de colaborar com sugestões para a classe política nacional, “Não queremos apenas reclamar e reivindicar, também temos o dever de colabo-

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rar”, assegurou o presidente da FAEMG. O vice-presidente da Comissão de meio ambiente da câmara federal, deputado Paulo Piau, foi um dos convidados do encontro. Ele considerou a iniciativa pertinente como forma de envolver os candidatos a presidente a se comprometer com as propostas apresentadas pelos produtores rurais durante a elaboração dos planos de governo. Uma das preocupações do deputado Paulo Piau está relacionada ao comportamento das ONGs, organizações não governamentais. Segundo ele, há ONGs, cujo papel é defender os interesses de grupos internacionais, que querem levar vantagem sobre questões meramente nacionais. O documento com as propostas da Região Sudeste será avaliado juntamente com o resultado das discussões de outras regiões brasileiras. Do encontro nacional vão sair ideias que aos agricultores querem apresentar aos candidatos da república. www.interural.com


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EVENTOS

Sicoob Creditril

Sicoob Creditril realiza a Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária

No dia 19 de março de 2010, a Cooperativa de Crédito de Produtores Rurais e de Livre Admissão do Triângulo Ltda. - Sicoob Creditril – realizou sua Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, no Centro de Eventos Acrópole. Os associados compareceram atingindo a marca recorde de quase 1000 associados, totalizando mais de duas mil pessoas, considerando os colaboradores, amigos e visitantes.

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Fato que enche de orgulho a Diretoria Executiva, Conselho de Administração, Conselho Fiscal, Colaboradores e Associados do Sicoob Creditril, uma cooperativa de crédito de livre admissão, que conta 18 anos de atividade e vem apresentando expressivo crescimento em sua série histórica, conforme se vê nos indicadores de desempenho a seguir: O Diretor Presidente do Sicoob Creditril, Sr. Charles Drake Guimarães Gonçalves, o Diretor Vice Presidente, Sr. Floriano Moura Guimarães, e o Diretor Administrativo, Sr. Matheus Giovanni Pereira Fernandes, administram a Cooperativa firmados nas boas práticas de Governança Cooperativa, profissionalismo e excelência, proporcionando aos Associados do Sicoob Creditril a segurança, a confiabilidade e a estrutura econômica financeira necessária para que eles foquem seus esforços na gestão de seus negócios, alcançando, assim, a almejada eficiência do sistema cooperativista.

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EVENTOS

Fenicafé

Fenicafé se consolida como maior evento da cafeicultura irrigada do país A cidade de Araguari, localizada no Triângulo Mineiro, recebeu, entre os dias 24 e 26 de março, a 15º edição da FENICAFÉ, considerado um grande acontecimento da Cafeicultura do Cerrado Mineiro. O município de Araguari se destaca como um dos melhores produtores de café do país. Em várias oportunidades, o café do município já foi premiado em eventos nacionais e internacionais. Esse bom desempenho atrai a atenção de muita gente que gostaria de conhecer e entender como se cultiva uma cafeicultura de qualidade. Nesse processo de troca de experiência, a FENICAFÉ passou a fazer parte do calendário das atividades dos produtores de café de várias regiões, inclusive, do exterior. Para se ter uma ideia do prestígio do evento, no ano passado, cerca de 17 mil pessoas visitaram a mostra. Este ano, 30 empresas especializadas no setor dividiram os estandes para apresentarem as novidades em equipamentos, tecnologias e prestação de serviço. São informações que o produtor vai levar para o campo, com o objetivo de melhorar produtividade e renda. A parte de irrigação é um dos grandes atrativos. As palestras e os encontros também são partes importantes do acontecimento. Logo na abertura, um dos momentos mais marcantes da Fenicafé 2010 foi a palestra do ex-ministro Alysson Paulinelli. Segundo Paulinelli, o maior desafio do agronegócio refere-se à organização. “O Brasil não tem política pública nem de produção e muito menos de comercialização”, afirma o exministro da Agricultura Alysson Paulinelli. Segundo ele, o café está, praticamente, há sete anos em crise. “Trata-se de uma cultura híbrida. Se há excesso de oferta, o preço cai e, se há escassez do produto, o preço tende a subir. Nossa grande preocupação é que o setor permanece a sete anos em um aperto sem precedentes. O produtor está descapitalizado e os tradicionais produtores estão deixando a atividade”, afirma, dizendo que o café, hoje, não é aquele que gerou a grande economia brasileira no século passado. “Foi ele quem fez a indústria do país, mas foi cedendo espaço”, adianta. “O Brasil que chegou a ter 60% do mercado internacional, hoje, tem menos de 20%. 84

Para o presidente da Federação do Café do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis, o café precisa, com urgência, de uma política mais inteligente. “A cafeicultura é um setor muito grande, mas sem uma política de representatividade nada se faz. Devemos pensar em planejamento estratégico. Muitos outros setores já se organizaram e conseguiram bons resultados. O Brasil é o maior produtor de grãos do mundo e, com certeza, será o maior consumidor, portanto, precisamos usar a força do setor que emprega oito milhões de pessoas no país”, destaca. A dependência do governo ainda é uma necessidade. Em seu anúncio, o diretor do Departamento de Café do Ministério da Agricultura, Lucas Ferreira, divulgou a liberação de R$ 2,88 bilhões para as tradicionais linhas de crédito, custeio e colheita. Safras – A produção de café, na safra 2010, na região de Araguari, no cerrado mineiro, deverá ficar em torno de 600.000 sacas de 60 quilos, com crescimento na faixa de 20% no comparativo com a safra 2009, que foi de cerca de 500.000 sacas. A estimativa é do presidente da Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), Nivaldo Souza Ribeiro. Vale lembrar que a safra 2010 é de ciclo alto produtivo e a de 2009 foi de ciclo baixo, dentro da bienalidade da cultura. A região de Araguari engloba municípios vizinhos nesse cálculo, como Cascalho Rico, Indianópolis e Uberlândia.

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A safra deste ano, na região de Araguari, não será ainda maior devido à renovação dos cafezais, afirma Ribeiro, com podas tendo sido realizadas. Além disso, as floradas foram muito espaçadas, prolongandose até dezembro, o que prejudica a safra nova, tornando-a muito heterogênea, com grãos em várias etapas de desenvolvimento, sem uniformidade. Com isso, a colheita deve iniciar-se no começo de maio e se prolongar até agosto. Sobre o mercado, Nivaldo Ribeiro acredita em queda nos preços com o começo da colheita. “Não quero desanimar o produtor, mas a tendência é de queda pequena nos preços, que não vão cair mais porque os estoques são pequenos. Mas a partir de agosto, o pessoal vai olhar para a safra futura (de 2011 do Brasil, menor no ciclo bienal), e os preços podem subir de novo”, avaliou. Durante o evento, a Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) inaugurou oficialmente com parte da programação o Campo Experimental Izidoro Bronze. O Campo Experimental fica em uma área arrendada pela ACA e teve suas atividades iniciadas em agosto de 2009. Segundo o presidente da Associação Araguarina, Nivaldo Souza Ribeiro, o Campo foi implantado com o objetivo de fomentar pesquisas nas diversas áreas da cafeicultura, com ênfase nos trabalhos de irrigação, tratos nutricionais, tratos fitossanitários e culturais, além do melhoramento genético e qualidade do café. www.interural.com


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EVENTOS

Dia de Campo

Aula de irrigação realizada na Fazenda Bonsucesso

Foi realizada uma aula extramuros das Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU), no dia 17 de março de 2010, em Uberlândia, na Fazenda Bom Sucesso, com alunos, produtores rurais e técnicos da região. Nessa aula realizada, foram apresentados dois sistemas de irrigação com aspersão em malha. O primeiro, que é o modo tradicional de irrigação por aspersão em malha; e o segundo, que se constitui em modificação que possibilita irrigar os pastos por setor (pastos inteiros), conforme a Figura 1. A vantagem dessa modificação é trabalhar com os aspersores reunidos possibilitando as seguintes melhorias: • mão de obra reduzida (aspersores são transferidos de um pasto para o outro); • maior uniformidade de crescimento da forrageira, pois o pasto é irrigado por inteiro no mesmo dia; • os animais não têm contato como os aspersores, possibilitando maior segurança na fertirrigação, além de não haver risco de quebra dos aspersores nem dos tubos de subidas; • menor consumo de energia por trabalhar com mais de uma rede de derivação; 86

• Facilitação na adoção do pastejo rotacionado irrigado, à medida que o manejo da irrigação acompanha as mudanças do gado de piquete para piquete. O Eng. responsável pelos projetos, Vinícius de Oliveira Rezende conduziu uma aula explicando a importância de um projeto bem feito: A irrigação de pastagem vem sendo implantada, atualmente, de uma forma cautelosa, com análise de viabilidade econômica, projetos hidráulicos mais elaborados com levantamentos topográficos e altimétricos e com equalizações de pressões hidráulicas mais elaboradas. Também tem sido feito pelo Eng. Vinícius e parceiros estudos climáticos de cada microrregião, estudos de solo para dimensionar a melhor forrageira e para a definição dos equipamentos de irrigação que sejam mais adequados a cada situação. Esses cuidados estão sendo tomados para evitar erros cometidos no passado, provenientes de um modismo, e por falta de profissionais extremamente qualificados. Convém salientar que esses erros comprometem a qualidade final do sistema de irrigação, causando problemas irreversíveis às

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pastagens, além de denegrir a imagem do sistema de aspersão em malha. O proprietário da fazenda Elci Pereira de Rezende comentou os resultados obtidos na fazenda, comentários estes que podem ser assim resumidos: “há duas secas consecutivas que não utilizamos cana ou volumoso no cocho, a área irrigada de Tifton destinada às vacas de leite de 10 ha está com uma lotação média ano de 75 vacas sem adição de concentrado no verão. Na área destinada à recria de bezerros, a lotação atual é de 120 bezerros de 240 quilos em 6 ha. Estou contente com os resultados, principalmente, com o ganho de peso. Tenho outra área de 6 ha com Xaraes (MG5), com 35 bois com média de 470 quilos em arremate.” Além do Professor Dr. André Luís Teixeira Fernandes, das Faculdades Associadas de Uberaba e Universidade de Uberaba, estiveram presentes vários pecuaristas, consultores, técnicos da CALU, da PIF-PAF e professores, em especial o Dr. Edmundo Benedetti, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que também engrandeceu o evento com comentários bastante oportunos. www.interural.com


Figura 1 – Comparação dos dois sistemas de irrigação por aspersão em malha apresentados no dia de campo, Fazenda Bom Sucesso, Uberlândia, MG. Fonte: Vinicius de Oliveira Rezende

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EVENTOS

Congresso

11° Congresso Pan-Americano do leite

A realização do congresso Panamericano do Leite mostrou a organização e a força da pecuária leiteira brasileira. Ao tomar esta decisão de trazer o FEPALE para o Brasil, foi levada em conta a importância do setor leiteiro nacional, seu grande dinamismo e o rápido crescimento no qual se encontra. Por sua vez, para o Brasil, esta designação é de grande relevância, pois constitui um verdadeiro apoio da organização leiteira das Américas à cadeia láctea brasileira. O evento, realizado em Belo Horizonte entre 22 e 25 de março, teve como objetivo proporcionar um espaço para reflexão, discussão e in88

tercâmbio de conhecimentos e experiências pan-americanas e mundiais relacionadas com o setor leiteiro. Além disso, o evento promoveu relações interpessoais, fortalecendo os vínculos de amizade e cooperação entre a comunidade técnica e empresarial. Por se tratar de um tema que envolve aspectos da economia mundial, o congresso se destaca pela importância do peso político. Minas Gerais foi escolhida para receber os participantes da 11ª edição do evento por ser o maior produtor nacional de leite e queijos e pelo trabalho de entidades públicas e privadas em pesquisa, fomento e modernização da produção e

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beneficiamento. O Vice Governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, participou da abertura e direcionou o seu discurso enfocando a importância do leite para a cultura mineira. “Falar de leite é falar de história, está em nossa consciência coletiva”, afirmou. Ele reforçou também a questão de o leite ser matéria de alta complexidade e âncora da estabilidade econômica. De acordo com a Presidente da CNA e Senadora Kátia Abreu, um dos grandes desafios da agropecuária é conhecer sua complexidade e unir forças para enfrentar a situação dos pequenos produtores. “Nossos www.interural.com


produtores não fazem questão do crédito do governo, mas, sim, da cobertura global dos riscos”, assegurou. O Congresso é realizado a cada dois anos, pela Federação PanAmericana do Leite (FEPALE), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG). A Entidade representa cerca de 400 sindicatos rurais e 250 mil produtores rurais do estado. O Presidente da FAEMG, Roberto Simões, falou da importância de Minas em sediar o evento e lembrou que, em 2011, a FAEMG completa 60 anos. “Minas liderou o ranking da produção leiteira do Brasil, com 7,6 bilhões de litros em 2008, o que representa 28% da produção nacional. Além disso, o Estado é polo gerador de tecnologia na área leiteira, agregando importantes centros de pesquisa e os mais renomados profissionais da área”, ressaltou. O 11° Congresso Pan-Americano do Leite reuniu especialistas que apresentaram trabalhos técnicos-científicos, fazendo do evento o cenário ideal para a atualização de conhecimentos. Os participantes lotaram as dependências do Minas Centro, valorizando as palestras com diferentes temas. A EPAMIG fez o lançamento de uma campanha que visa conscientizar a sociedade sobre a importância do leite para a saúde. “A grande diversidade de produtos lácteos fabricados nas diferentes partes do mundo constitui uma base alimentícia que, em função de seu amplo consumo e versatilidade, está sendo aplicada para incorporar e fornecer a todos os nichos da população novos ingredientes funcionais”, explica a pesquisadora da Epamig, Danielle Chelini. Profissionais de nutrição recomendam o consumo de três porções diárias de leite ou derivados como parte de uma dieta equilibrada. No encerramento, os organizadores consideram a realização do 11º Congresso Pan-Americano do leite um sucesso, com todos os objetivos alcançados e a satisfação plena dos participantes, com destaque para as presenças internacionais. www.interural.com

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LEILÕES

CADERNO ESPECIAL DE LEILÕES

Vida de Leiloeiro

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ascido e criado em Santo Antônio do Amparo, no sul de Minas Gerais, com o pai motorista de caminhão, a mãe, dona do lar, a vida não tinha muita ligação com o agronegócio, somente o avô paterno, Joaquim Antônio da Silva, trabalhava como administrador de grandes fazendas do município. Na infância, quando não estava acompanhando o avô, na fazenda Campo Alegre, tradicional fazenda de criação de gado leiteiro e cavalos Mangalarga marchador, estava com os tios que trabalhavam com o avô materno no açougue da cidade, mais sempre com um só objetivo: “andar a cavalos”. Com o falecimento do avô paterno, ficou distante da fazenda e começou, aos 7 anos de idade, a trabalhar com os tios no açougue do avô, “Minha tarefa era entregar carnes nas casas”, diz Wellerson, que ficou por lá até os 16 anos. Permaneceu todo esse período trabalhando como açougueiro, por vários motivos, “O principal era sempre estar fazendo aquilo de que mais gostava, que era andar a cavalo, também por necessidade, em função das dificuldades financeiras atravessadas pela minha família e por independência do meu próprio dinheirinho no final de cada semana”. No ano de 1992, mais precisamente em 19 de janeiro, uma triste desavença veio a acontecer, e aí acabou toda a história com o açougue que já era do tio. “A partir daí, começaram a aparecer os problemas financeiros, principalmente pelo motivo de sempre poder 90

Wellerson José Silva contar com meu próprio dinheiro”. Foi quando Wellerson teve o primeiro contato com os leilões, “Fui a um leilão, a trabalho, mais para preparar as carnes para o churrasco do Buffet, o leilão foi sensacional, quando acabei as minhas obrigações, fui até o recinto do leilão e me emocionei, mas nem imaginava o que estava por vir”. No ano seguinte, a Comercializa Leilões, empresa com sede em Belo Horizonte, abriu uma filial em Santo Antonio do Amparo, e logo já marcaram um leilão. Desempregado e afastado dos estudos, Wellerson pediu a um amigo que o levasse para trabalhar no leilão. Mas Wellerson ainda era menor de idade e eles não o deixariam trabalhar. Mas, por um percurso do destino, um dos funcionários de manejo, contratado para o leilão, não poderia mais ir, “Foi então que, no dia 07 de março de 1993, tive meu primeiro contato definitivamente com leilão, em meio a

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tanta ‘confusão’ foi o que achei no momento”. Depois do leilão, o dinheiro compensou, “Havia ganhado mais que ganharia com uma semana de trabalho. Primeiramente, meu envolvimento com os leilões foi único e exclusivo pelo dinheiro, não havia nada que deslumbrasse, menos ainda visse um futuro como profissional. Mas o Geraldo Rodrigues, o “Geraldão” popularmente conhecido, gerente e sócio da empresa, que é hoje meu amigo a quem sempre terei grande gratidão, deu-me uma oportunidade”. Wellerson foi contratado e começou a fazer leilões em outras cidades. Com oito meses passados, já estava com o cargo de gerente. Em 16 de janeiro de 1994, em uma indecisão sobre se haveria ou não um leilão já marcado, ele teve a oportunidade de leiloar pela primeira vez, “Naquele momento, o microfone caiu de minha mão, tremia sem parar, olhava para o púwww.interural.com


blico, todos meus conhecidos e na minha cidade, pensei vou ser muito criticado e vão me vaiar. Mais foi tudo ao contrário, graças a Deus! Aplaudiram-me muito”. Foi então que começou a carreira como leiloeiro. Em 16 de abril de 1994, fez oficialmente seu primeiro leilão, na pequena cidade de piracema, a 100 km da capital Belo Horizonte. Com toda a turbulência que o país atravessava naquela época, Wellerson foi morar em Belo Horizonte, onde foi adquirindo experiência com os grandes leilões. “Permaneci em BH até outubro de 1995, quando, em um retorno para minha casa, dentro de um ônibus e pensando na vida, pedi a Deus que me desse um caminho, que já estava muito difícil para mim. Foi nesse retorno para casa, chegando à rodoviária que, pela primeira vez, vi aquela que seria a mãe de minha linda filha Lívia”.

Em 07 de março deste ano, completaram-se exatos 17 anos que Wellerson vive no mundo dos leilões, “O prazer que sinto nos leilões é o mesmo que senti no primeiro que fiz. No início, o que mais me interessou pela profissão, conforme disse anteriormente, foi o lado financeiro, mas, hoje, o leilão é minha grande paixão profissional. A cada lance, a cada momento, vem a empolgação, é muito mágico o mundo dos leilões”. O único problema, segundo Wellerson, é a saudade da família, “Deixa-me de coração partido ficar longe da minha família, de ter um final de semana juntos, e viver mais cada momento com minha filha. Amo estar com minha família, meus amigos, minha churrasqueira, minha picanha”. Wellerson ainda finaliza esta entrevista agradecendo a todos que, de alguma forma, o ajudaram em sua trajetória, “Gos-

taria de agradecer a InteRural por fazer parte da vida dos grandes leilões e dos leiloeiros, uma revista dinâmica e, como sempre, está em busca de conquistar seu espaço!!! Boa sorte sempre!!! Gostaria, também, de agradecer a cada profissional de leilões, meus eternos amigos de manejo, meus companheiros(as) de escritório. Aos amigos e amigas auxiliares de pista, que sempre são o nosso braço direito, aos sonoplastas, grandes artistas de empolgações, aos coordenadores e assessorias de leilões. Aos técnicos, veterinários, zootecnistas, pelos ensinamentos e boas dicas. A todas as empresas leiloeiras pelas quais já passei e em que ainda estou, muito obrigado, e aos colegas leiloeiros que, no início de tudo, estenderam as mãos para mim, muito obrigado pela confiança e pelas amizades, que Deus abençoe vocês e suas famílias.

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LEILÕES

CADERNO ESPECIAL DE LEILÕES

Leilão

leilão Virtual Reservas Nobres Gir Leiteiro O Leilão Virtual Reservas Nobres Gir Leiteiro foi realizado em 27 de março, em São Paulo, com transmissão pelo Canal Rural. Foram ofertados 23 animais, atingindo um faturamento de R$ 457.200,00, com uma média de R$ 20.340,00 por animal. O lote de maior cotação teve como vendedor o Condomínio Arcos e como comprador Wanderley Humberto Valadão. A fêmea Gir PO, Chuva Fiv Lindoya, de 25 meses, foi vendia por R$ 49.200,00. O leilão foi realizado pela Nova Leilões.

7° Leilão Mega Horse Virtual Sale Na segunda-feira, dia 8 de fevereiro, a WV leilões realizou o 7° Leilão Mega Horse Virtual Sale, ofertando animais PH e QM obtendo uma média de R$ 10.804,00. A maior venda entre os animais QM foi a fêmea A Rare Doc (NICice Jac x Lady Doc Candy), que foi do Fábio Mendes Rodrigues Alves, Botucatu (SP) para João Paulo Sivieiro, Xanxere (SC) no valor de R$ 15.000,00.

2° Leilão Gir Tipo A Com transmissão do Terra Viva, o 2° Leilão Gir Tipo A foi atração no dia 13 de março de em Avaré, SP. À disposição dos apreciadores, 32 animais. Com a marca Nova leilões, todos os animais foram comercializados, atingindo R$ 387.900,00, com média de R$ 12.121,88 por animal. Destaque para a fêmea Ama MC Fiv Rio Vale, animal Gir Po, de 2 meses. O Condomínio Porangaba vendeu o animal para o Sr. Amilcar Farid Yamin por R$ 26.000,00.

5° Leilão Virtual Haras Major Expedito e Convidados Na terça-feira, dia 9 de março, o 5° Leilão Virtual Haras Major Expedito e Convidados, somente com animais QM, obteve uma média de R$ 11.077,00. O lote mais valorizado foi a Chanel Power MV (Playboy Power MV x Babie Super Charge), que saiu do Haras Monte Verde, Garanhus (PE) para Rodrigo Falcão Leite, Mossoró (RN) no valor de R$ 19.500,00.

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III Leilão Double D’Ranch No dia 15 de março, com a realização de Jr. Ricci e a WV Leilões, o III Leilão Double D’Ranch obteve uma média de R$ 13.500,00. O lote QM mais valorizado foi a fêmea Rota Skippy G (Top Firewater x Fábula Skippy KRB) do proprietário Geraldo Alves Ferreira Filho, Penápolis (SP), vendida para Acelmo Roberto Marcelino, Águas de São Pedro (SP) no valor de R$ 22.500,00. Outro destaque foi o macho Boolt da São Jorge (Nice Jac x Pretty Baby SJ), de Eduardo Ferreira Baggio, Paranavaí (SP), vendido por R$ 20.100,00. Quem comprou foi Fernando Luiz Guimarães Nicola, Rio de Janeiro (RJ).

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1º Leilão Noite das Campeãs: o campeão de vendas do Gir Leiteiro Com liquidez total, evento ofertou somente prenhezes de campeãs de torneios Com a casa lotada, na noite do dia 23 de março, os promotores Rio Vale Agronegócios e a Agro Santa Bárbara receberam os amigos e convidados especiais no Octávio Café, em São Paulo (SP), para acompanhar e participar do 1º Leilão Noite das Campeãs. O evento virtual da raça Gir Leiteiro, transmitido pelo Canal Rural, disponibilizou, em uma oferta inédita, entre lotes dos promotores e criatórios premiados, 31 prenhezes, fruto de acasalamentos dos maiores touros da atualidade com as campeãs de torneio leiteiro de todas as pistas pelo Brasil afora. Foram lances de todos os lugares do país e também no local, tornando o leilão bastante disputado, o que gerou um faturamento de R$ 822.000,00 e uma média de R$ 26.516,13. O momento alto da noite foi a venda da prenhez de Regelada TE Cal, Grande Campeã do Torneio Leiteiro da Expozebu, com Vaidoso da Silvânia, ofertada pelo Condomínio Regelada, formado por Gabriel Donato de Andrade, Walter Egídio e Paulo Afonso Trindade. O lote foi adquirido pela Agropecuária Corona, do criador Amilcar Farid Yamin, por R$ 48.000,00. Amilcar também foi o maior comprador do evento Noite das Campeãs. Já a Agro Santa Bárbara, uma das promotoras do leilão, foi a maior vendedora, com a oferta de 4 lotes, totalizando R$ 110.000,00. Na ocasião, a Santa Bárbara comercializou as prenhezes das campeãs de torneio Emotiva TE Kubera, vendida para Comapi Agropecuária; Ameixa TE Kubera, para José Coelho Vitor e Paulo Ricardo Maximiano; Parker TE Kubera, para Francisco das Chagas Pereira da Silva; e Bela TE Kubera, para Getúlio Vilela Figueiredo. Já a Rio Vale Agronegócios, de Carlos Alberto da Silva, também promotor do Leilão Noite das Campeãs, disponibilizou as prenhezes de suas melhores matrizes. Pela primeira vez, Carlos colocou à venda uma prenhez da Zíngara FIV Rio Vale, Campeã Fêmea Jovem do Torneio de Uberlândia, e Paródia Kubera, Campeã Vaca Jovem do Torneio da EMAPA, adquiridas, respectivamente, por José Orlando Bordin, da Fazenda Araquá, e Francisco das Chagas Pereira da Silva. Também ofertou uma prenhez de Labry TE da São José, Campeã Vaca Jovem do Torneio da Feileite, sociedade da Rio Vale e Essência Agropecuária, adquirida por José Alves

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Regelada Neto, da Fazenda Três Américas. Os produtos de Labry já demandam grande procura no mercado e estão presentes nos criatórios de Antônio Lopes Batista, Marcos Ronaldo Gaspar, Lecy Ribas Camargo, Wolmer Cerqueira dos Santos e Hélio Virgilio. Comandado pelo leiloeiro João Gabriel, outras grandes disputas elevaram ainda mais o leilão, como o lote de Dílson Cordeiro de Menezes, da Fazenda Vila Rica, e a venda da prenhez de Honda TE Vila Rica com Major TE dos Poções, por R$ 38.000,00, para Lecy Ribas Camargo e Augustinho Aires; e o lote de José Mário Miranda Abdo, da Fazenda Coqueiro & Barreiro, que ofertou Taça FIV JMMA com Vale Ouro, arrematada pelo mesmo valor para a Lumiar Agropecuária. Ao todo, foram 20 compradores de várias regiões do país, como o criador Adão Eugênio Ribeiro, Agro Santa Bárbara, Amilcar Farid Yamin, Bonanza Agropecuária, Comapi Agropecuária, Francisco das Chagas Pereira, Getulio Vilela de Figueiredo, José Alves Neto, José Coelho Vitor e Paulo Maximiano, José Geraldo Vaz de Almeida, José Orlando Bordin, José Roberto Roland de Oliveira, Lecy Ribas e Augustinho Pereira Aires, Luiz Fernando Taranto Neves, Lumiar Agropecuária, Pedro Avedis Seferian, Pedro Otoniel de Magalhães e Daniel Silvano, Raul Henderson Ávila Jr., Renato da Cunha Oliveira e outros, e Wolmer Cerqueira dos Santos. Participou com ofertas, o seleto

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grupo de criadores Adonias Souza Santos, AgroCopa (Tico Cardoso, Murilo Benício e Felipe Picciani), Agropecuária Bom Pastor, Amílcar Farid Yamin, Condomínio Bela, Condomínio Labry, Condomínio Planta, Condomínio Regelada, Dilson Cordeiro de Menezes, Fazenda Brasília, Fernando Fiuza Diz, Joaquim José da Costa Noronha (Kinkão), José Geraldo Vaz de Almeida, José Mário Miranda Abdo, José Coelho Vitor & Miller Cresta de Melo Silva, José Nunes Filho, Léo Machado Ferreira, Lucio Cornachini & Marcos Corteletti, Hélio Macedo de Queiroz, Maria Tereza Lemos Costa Calil, Paulo Roberto Andrade Cunha e Renato da Cunha Oliveira. O 1º Leilão Noite das Campeãs contou com assessoria técnica da G Leite, de Rafael Veloso, a Programa Leilões como leiloeira e João Gabriel como leiloeiro, além de marketing do Grupo Publique. www.interural.com


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Leilão Virtual Racing Future Stalions 2010 No dia 30 de março, a WV Leilões e André Nunes Costa realizaram o Leilão Virtual Racing Future Stalions 2010, obtendo uma média de R$18.604,00. O lote mais valorizado da noite foi o macho Beny Cash Royal (Quick Dash x Bandoleira do Sul) que saiu do Rancho Sant’ana, Sorocaba/SP para o Haras 3 Patetas, Jales/SP no valor de R$30.000,00.

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Leilão Marcas de Peso No dia 13 de março, a cidade de Avaré, no interior do estado de São Paulo, recebeu o Leilão Marcas de Peso, reunindo 26 animais, sendo duas prenhezes. O leilão teve um faturamento de R$ 734.600,00, com uma média R$ 28.253,85 por animal. O lote de maior cotação foi o animal disponibilizado pela Fazenda Imperial, MR Imperial Poi, vendido por R$ 79.200,00. O animal, com 83 meses, foi adquirido pelo Brahman Oxox. O leilão realizado pela Nova Leilões teve transmissão do Canal do boi.

1° Leilão União do Brasil & Taquari A Nova Leilões realizou, no dia 13 de março, em Avaré (SP), o 1° Leilão União do Brasil & Taquari, reunindo 75 animais. O leilão arrematou R$ 79.220,00, com média de R$ 836,84 por animal. O lote mais valorizado teve como vendedor Márcio Cabral Magano, que ofertou 32 fêmeas de 15 meses e faturou R$ 14.720,00. Os animais 3/4 Santa Gertrudis foram arrematados por Fábio Slucki.

2° Leilão Virtual Tropa de Elite

1° Leilão Virtual Speed Show Aconteceu no dia 23 de março, o 1° Leilão Virtual Speed Show, realizado pela Agropecuária Grumarim, RH Ranch e a leiloeira WV leilões. O leilão ofertou animais PH e QM, obtendo a média de R$ 15.680,00. O lote mais valorizado da noite foi o macho Castanho Delight Spoon SLN (Takin On Spoon Man x Only A Streaker), adquirido por Cláudio Roberto Alves Feitoza, Crato/CE, no valor de R$33.600,00. Outro destaque foi o embrião efetivado (Las Palmas Dash MRL x Royal Qick Dash), que saiu para Isaac Benaia Santos Barros, Salvador (BA), no valor de R$ 33.000,00. Delight-Spoon-SLN

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Bela-San-Jay A WV Leilões realizou no dia 29 de março, o 2° Leilão Virtual Tropa de Elite, constituído somente de animais QM, obtendo uma média de R$ 12.176,00. O animal mais valorizado foi a fêmea Bela San Jay (Best Trouble FF x Chapo’s Blondie RM), que foi de Luiz Roberto, Belo Horizonte (MG), para João Paulo Siviero, de Xanxere (SC), no valor de R$ 21.000,00. Destaque também para o macho Dually Pepto WLR (HA Dual CD Player x Badgers Beedee SRP) que saiu do Eugênio Arenas Neto, São Paulo (SP), para Paulo Sérgio Bressiani, de Barra do Garças (MT), no valor de R$ 21.000,00. www.interural.com


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LEILÕES

CADERNO ESPECIAL DE LEILÕES

InteRural Leilões realiza seu primeiro leilão presencial e fatura R$ 372 mil reais Em uma noite muito especial, a InteRural Leilões realizou, no dia 18 de março, seu primeiro leilão presencial, o Leilão de Liquidação de Plantel da Fazenda Seriema. Com Cássio Paiva no martelo, o evento mostra o bom entendimento entre o Sindicato Rural de Uberlândia e a InteRural Leilões. De acordo com o presidente do sindicato rural, Paulo Ferola da Silva, o leilão foi excelente e reuniu todos os aspectos que o pecuarista valoriza como organização e qualidade dos animais oferecidos, “Aqui é a casa do produtor, é onde ele se sente à vontade”, disse Paulo. Aproximadamente, 700 pessoas foram prestigiar o leilão, que, mais uma vez, foi impecável na organização. O ambiente estava perfeito para uma boa noite de negócios, tendo em vista que desde o ano passado, o Tatersal de elite não era aberto para essa modalidade. Foram ofertados 240 animais, a maioria da fazenda Seriema, situada em Uberlândia (MG), em liquidação de plantel de propriedade do senhor Waldemar Roberto de Morais. Além dos animais em liquidação, mais 4 convidados especiais compuseram o seleto plantel de animais ofertados. Os animais, todos atestados pelo IMA, Instituto Mineiro de agropecuária, foram distribuídos em 89 lotes. Assim que começa a apresentação, cria-se um clima de euforia e entusiasmo entre os participantes. Para o leiloeiro Cássio Paiva, tudo tem que ser feito com muita responsabilidade e sempre respeitar a opinião de quem está compran98

do. Quem comprou tinha a opção de pagar em nove meses e com 18 parcelas. A média das vacas com cria ficou em R$ 3.255,00, as vacas prenhes por R$ 2.980,00 e as novilhas prenhes por R$ 2.520,00. O leilão foi um sucesso, com destaque para a vaca FANTASIA, da fazenda Seriema, vendida por R$ 4.500. O comprador foi o senhor Ivanir Delvizio da Silva. Para ao leiloeiro Cássio Paiva o resultado foi excelente, superando as expectativas. O produtor Waldemar Roberto de Morais também saiu satisfeito com o resultado e com a organização. “Tive todo o apoio da InteRural, que me orientou em tudo, gostei muito do serviço e dos resultados do leilão”, declarou Waldemar. O leilão de li-

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quidação de Plantel, realizado no Camaru de Uberlândia, demonstrou, mais uma vez, a competência e a credibilidade da Interural, na organização e realização de eventos do porte que o produtor espera. Há quase um ano nesse segmento, a empresa vem conquistando espaço e se consolidando como a principal leiloeira de Uberlândia, que, de certa forma, é um orgulho para a cidade. No último ano, a InteRural ganhou destaque entre as empresas que realizam leilões virtuais comercializando, aproximadamente, 20 mil animais, prenhezes e aspirações, ofertados de alguns estados brasileiros com ênfase em Goiás, São Paulo e Minas Gerais, destacando, www.interural.com


neste último estado, as regiões do Triângulo Mineiro, Bacia Leiteira do Sul de Minas e Zona da Mata Mineira. Para o diretor comercial da Interural Mário Knichala, parte desse sucesso se deve à credibilidade que os parceiros depositam na empresa, “Nossa meta é sempre buscar o melhor e passar para os nossos clientes o máximo de retorno possível”, explica. Como a primeira impressão é a que fica, o 1° leilão da InteRural, no dia 3 de junho, o 1° Leilão Virtual Girolando Genuíno de Araxá, com animais ofertados por Olavo de Carvalho Júnior, Emílio Carlos Teixeira e convidados, foi um sucesso. Seguido desse leilão, outro destaque foi o 1° Leilão Virtual Peso Pesado em que foram levados à arena quase 4 mil animais para confinamento, batendo, então, o recorde de animais ofertados em leilões virtuais. A InteRural, com seu anseio em descobrir o novo e sempre crescer, foi a primeira leiloeira a realizar o Leilão Virtual de Búfalos Leiteiros, que aconteceu no dia 13 de agosto. O leilão ocorreu durante o V Simpósio de Búfalos das Américas, e envolveu criadores de vários estados brasileiros. Outro destaque que merece ser relembrado foi o leilão do dia 16 de julho, em que a InteRural, em parceria com as experientes empresas Renascer Embriões e Passatempo Embriões, realizou o Leilão Virtual Gir Leiteiro. Foram ofertados, nessa data, 50 touros e 30 fêmeas de grandes doadoras e dos grandes touros da atualidade. Com tanta qualidade, o resultado só poderia ser mesmo um sucesso. Em seis meses, a InteRural realizou 45 leilões e comercializou cerca de 20 mil animais, prenhezes e aspirações, ofertados de alguns estados brasileiros, com destaque em Goiás, São Paulo e Minas Gerais, sobressaindo, neste último estado, as regiões do Triângulo Mineiro, Bacia Leiteira do Sul de Minas e Zona da Mata Mineira. www.interural.com

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LEILÕES

CADERNO ESPECIAL DE LEILÕES

1º leilão virtual de gado jovem do Sítio Monte Alegre é Sucesso Nelson Ariza ofertou o melhor da genética leiteira Um sucesso. É assim que o produtor Nélson Ariza, avalia o resultado do 1º leilão virtual de gado jovem do Sítio Monte. Realizado pela Nova Sat, com transmissão do AgroCanal, o Brasil inteiro pode constatar o que de melhor é produzido por Nélson Ariza, um homem que tem a maior paixão pela criação de animais da raça Girolando. Foram a leilão 40 bezerras e novilhas, sendo 03 bezerras do time de pista do sítio. O leilão teve como destaque as médias alcançadas pelas prenhezes. As Girolando foram comercializadas com uma média de R$ 10.800,00, e as Gir Leiteiro por R$ 7.560,00. As novilhas também obtiveram ótimas médias, as Girolando com R$ 4.860,00 e as Gir Leiteiro 7.403,00. Finalizando o sucesso do leilão, as bezerras Girolando alcançaram uma média de R$ 3.745,00 e as Gir leiteiro, R$ 4.752,00. O consultor David Roberto Oliveira, o Boi, da Boi Assessoria,

atesta que os animais comercializados no Sítio Monte Alegre dispõem do que há de melhor em

carga genética. Tudo é resultado da utilização dos melhores touros e matrizes.

Leilão Brahman Canaã

1° Leilão Panorama Simental fatura R$1.718.400,00

A Nova Leilões realizou, no dia 26 de março, em São Carlos (SP), o leilão do Brahman Canaã. O leilão reuniu 14 animais e faturou R$ 252.999,00 com uma média de R$ 18.071,36 por animal. O lote de maior cotação foi a do animal Ecoema da Canaã, adquirido por Adriano Massari por R$ 48.600,00.

O 1° Leilão Panorama Simental, realizado pela Nova Leilões, no dia 27 de março, em Boituva (SP), reuniu 29 animais e faturou R$ 1.718.400,00, com média de R$ 59.255,17 por animal. Destaque para a fêmea PO Iluminada da Zurita TE, de 38 meses, vendida pelo Sr. Sérgio da Silva Bezerra de Menezes e adquirida pela Fazenda Passatempo por R$ 148.800,00.

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Fazenda localizado entre os municípios de ITUIUTABA e PRATA-MG Localidade: Ituiutaba – MG Valor: R$ 5.500,00 o hectare

Fazenda 550 alqueires Municipio Peixe-to Localidade: Peixes – TO Valor: R$ 4.950.000,00

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Mudas de Neem Indiano Localidade: Uberlândia – MG Valor: R$ 4,00

Novilha Gir PO Localidade: Uberaba – MG Valor: R$ 6.000,00 por animal

Colheitadeira NH TC59 Localidade: Jatai – GO Valor: R$ 240.000,00

Fazenda britania 317 alqueires Localidade: Britania – GO Valor: R$ 20.000,00 o alqueire

Tourinhos Senepol POI Localidade: Uberlândia – MG Valor: R$ a combinar

Escavadora 320D Localidade: Goiania – GO Valor: R$ 200.000,00

Colheitadeira NH TC59 Localidade: Jatai – GO Valor: R$ 240.000,00

Rancho represa Miranda Localidade: Indianopolis Valor: R$ 230.000,00

21 novilhas girolando 3/4 prenhas Localidade: Uberaba – MG Valor: R$ a combinar

71 excelentes novilhas girolando Localidade: Uberaba – MG Valor: R$ a combinar

15 Novilhas Girolando 1/2 Sangue Prenhas Localidade: Uberaba – MG Valor: R$ a combinar

Fazenda 30 alqueires Localidade: Prata Valor: R$ 1.000.000,00

Trator Valtra BM120 Localidade: indianopolis – MG Valor: R$ 75.000,00

Sitio 3 Alqueire porteira fechada Localidade: Uberlândia – MG Valor: R$ 350.000,00

Fazenda de 1280 ha em Santa Fé de Minas Localidade: Santa Fé Minas – MG Valor: R$ 3.000,00 há

Fazenda 22.5 alqueires em Uberlândia Localidade: Uberlândia – MG Valor: R$ a combinar

Fazenda no Municipio de Gurupi-TO Localidade: Gurupi – TO Valor: R$ 10.000,00 o alqueire

Frigorifico em Goias Localidade: Goiania – GO Valor: R$ 4.500.000,00

Sem Foto Lote 1041

Posto gasolina Área 34.500 m2 Localidade: Passos-MG Valor: R$ 10.000.000,00

Lote 1040

Fazenda 1.440 alqueirões Localidade: Nova Crixás- GO Valor: R$ 15.000.000,00

Lote 1039

Fazenda 10 alqueires Localidade: Uberlândia – MG Valor: R$ 750.000,00

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Bufalas leiteiras murrah Localidade: Rio Verde-MT Valor: R$ a combinar

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02 Touros GIR Padrão Localidade: Uberlândia – MG Valor: R$ 3.500,00

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