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Curso: Educação e Comunicação Multimédia Pós-Laboral - 1º ano Disciplina: Psicossociologia das Organizações

Docente: Doutora Sónia Galinha

Discentes: Carmen Almeida – nº 110236002 Maria João Paulo – nº 110236009 Data: 23 de Maio de 2012 Organizações Positivas, Bem-estar Humano, Clima e Cultura Organizacional

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Organizaçþes Positivas, Bem-estar Humano, Clima e Cultura Organizacional

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Índice Índice

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Introdução

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Capítulo 1 – Conceitos

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1.1 – Organização

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1.2 – Psicologia Positiva

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1.3 – Organização Positiva

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1.4 – Bem-estar Humano

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1.5 - Clima Organizacional

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1.6- Cultura Organizacional

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1.7 – Líder/Gestor

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1.8 – Resiliência na Psicologia

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1.9 – Motivação

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Capítulo 2 – Organizações Positivas, Bem-estar Humano, Cultura e Clima Organizacional

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2.1 – Organizações Positivas e Bem-estar Humano

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2.2 – Clima e Cultura Organizacional

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Conclusão

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Bibliografia

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Organizações Positivas, Bem-estar Humano, Clima e Cultura Organizacional

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Introdução Com este trabalho pretendemos responder à proposta colocada pela professora Sónia Galinha na disciplina de Psicossociologia da Organizações. O objectivo deste trabalho é analisar a importância e o impacto do novo paradigma positivo ligado às organizações. Numa primeira fase iremos abordar os conceitos de organização, psicologia positiva, organização positiva, bem-estar humano, clima e cultura organizacional, resiliência na psicologia, líder/gestor e motivação, a fim de contextualizar alguns termos presentes no segundo capítulo. Numa segunda fase iremos, de forma sintética e objectiva, referir a ligação que todos os conceitos estabelecem entre si e de que forma são aplicados na organização.

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Capítulo1 Conceitos Para iniciar o trabalho é necessário definir e contextualizar alguns conceitos como: organização, psicologia positiva, organização positiva, bem-estar humano, clima e cultura organizacional, resiliência na psicologia, líder/gestor e motivação.

1.1 – Organização “Conjunto de duas ou mais pessoas que realizam tarefas, seja em grupo, seja individualmente mas de forma

coordenada

e

controlada,

actuando

num

determinado contexto ou ambiente, com vista a atingir um objectivo pré-determinado através da afectação eficaz de diversos meios e recursos disponíveis, liderados ou não por alguém com as funções de planear, organizar, liderar e controlar.” (Nunes, 2005, pág. 1)

1.2 – Psicologia Positiva “Estudo científico dos factores e processos que conduzem à optimização do funcionamento humano, focando a atenção nas forças, em vez de se debruçar sobre as fraquezas; construindo e solidificando o que de melhor a vida oferece, em vez de tentar reparar o pior; e preocupando-se em promover na pessoa comum a forma mais proveitosa de viver a vida, em vez de se concentrar num processo de cura de pessoas perturbadas.” (Nunes, 2008, pág. 2)

1.3 – Organização Positiva “São todas as organização que possuem nos seus princípios de actuação e cultura organizacional desenvolver emoções positivas, optimismo, incentivo à criatividade, valorização da confiança e a cooperação entre todos os colaboradores. Além de trabalhar a resiliência, as relações interpessoais, a empatia, a cidadania, os princípios éticos para o meio ambiente, a organização, os pares e a comunidade” (Dias, 2010, pág. 1)

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1.4 – Bem-estar Humano Para definir Bem-estar há que ter em atenção que a qualidade de vida do ser humano integra aspectos ambientais e internos, que são específicos de cada pessoa, ou seja, correspondem ao bem-estar psicológico e ao bem-estar subjectivo. “O bem-estar subjectivo está associado à felicidade, ao relaxamento, a sentimentos positivos e a uma ausência relativa de problemas.” (Waterman, 1993, pág. 2) “O bem-estar psicológico está associado ao ser em mudança, ao exercício do esforço e à procura do crescimento e do desenvolvimento pessoal.” (Waterman, 1993, pág. 2)

1.5 – Clima Organizacional “…Fenómeno resultante da interacção dos elementos da cultura como preceitos, carácter e tecnologia. Decorre do peso dos efeitos de cada um desses elementos

culturais,

valores,

políticas,

tradições,

estilos gerenciais, comportamentos, expressões dos indivíduos resultante

envolvidos do

conhecimentos

no

processo

conjunto e

processos

de

e

também

instrumentos,

operacionais

da

organização” (Edela, 1978, pág. 35). “O clima retracta o grau de satisfação material e emocional das pessoas no trabalho. Observa-se que este clima influencia profundamente a produtividade do indivíduo e, consequentemente da empresa. Assim sendo, o mesmo deve ser favorável e proporcionar motivação e interesse aos colaboradores, além de uma boa relação entre os funcionários e a empresa.” (Luz, 2001, pág. 35).

1.6 – Cultura Organizacional “...Cultura Organizacional é o conjunto de valores, crenças e tecnologias que mantém unidos os mais diferentes membros, de todos os escalões hierárquicos, perante as dificuldades, operações do quotidiano, metas e objectivos. Pode-se afirmar ainda que é a cultura organizacional que produz junto dos mais diferentes públicos, diante da sociedade e mercados o conjunto de percepções, ícones, índices e símbolos que chamamos de imagem corporativa.” (Nassar, 2000, pág. 34) Autores como Chiavenato (1999); Nassar (2000) e Vergasta (2001) afirmam que a Cultura Organizacional pode sofrer alterações com a passagem do tempo, mesmo com a resistência da organização a ela. Segundo Vergasta (2001, pág. 34), “A Cultura Organizacional não é algo pronto e acabado, mas que está em constante transformação, de acordo com a sua história, os seus actores e com a conjuntura.” Organizações Positivas, Bem-estar Humano, Clima e Cultura Organizacional

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1.7 – Líder/Gestor O líder deixou de ser um chefe hierárquico autoritário passando a ser um gestor de sentidos, ou seja, tornou-se na pessoa que define o caminho a seguir dentro da organização e os valores que lhe servem de suporte. “O gestor é definido pelas suas funções no interior da organização: é a pessoas a quem compete a interpretação dos objectivos propostos pela organização e quem deve actuar, através do planeamento, da organização, da liderança ou direcção e do controlo a fim de atingir os referidos objectivos” (Fayol, pág. ).

1.8 – Resiliência na Psicologia A resiliência traduz-se na capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir a tudo o que implica uma situação adversa (choque, stress…) evitando o surto psicológico. No contexto de organização, a resiliência define-se como um estado de dualidade causada pela tenção exercida sobre o sujeito, por parte da organização, e a sua vontade de alcançar/atingir o seu objectivo. Tudo isto leva a que o individuo desenvolva novas competências de forma a adaptarse a novas realidades e a agir de forma eficaz sobre os problemas que dela advêm.

1.9 – Motivação A motivação traduz-se no impulso interno que o sujeito sente e que o leva a executar determinada acção. Logo a motivação encontra-se ligada ao sistema cognitivo (valores, atitudes, necessidades pessoais, interesses, aptidões…) do sujeito, uma vez que é influenciada pelos aspectos pessoais inerentes a cada um, o que a torna diferente de indivíduo para indivíduo.

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Capítulo 1I Organizações Positivas, Bem-estar Humano, Cultura e Clima Organizacional Quando

se

fala

em

organização

é

incontornável falar das novas concepções que estão associadas a este conceito. Ao longo dos anos foi-se evoluindo de forma a criar um melhor relacionamento entre todos os intervenientes na organização. Sendo assim evoluiu-se para um paradigma de carácter positivo, ou seja, que visa motivar e implementar meios e métodos com o intuito de proporcionar bemestar. Segundo Nunes (2008, pág. 2) “a  Psicologia  Positiva  trata  do  estudo  das  experiências  positivas  subjectivas,  dos  traços  positivos  do  ser  humano  e  das  Instituições que permitem a experiência e a manifestação destes traços positivos”. A Psicologia Positiva ronda três temas da felicidade (“good life”):  Optimização emocional da experiência (“pleasant life”);  Envolvimento individual (“engaged life”);  Afiliação social/bem-estar (“meaningfull life”). Segundo Aristóteles “A felicidade é o único desejo e a única finalidade da existência humana”. Podem definir-se dois objectivos para a Psicologia Positiva um a nível individual, outro a nível social. Individualmente tenta perceber, através de estudos filosóficos, psicológicos, neurofisiológicos e evolutivos, o que leva à felicidade na vida dos indivíduos a fim de definir o que é “Felicidade” e quais as melhores formas de a potenciar. Socialmente impulsiona uma mudança de paradigma enaltecendo as potencialidades humanas esquecidas e promovendo a motivação, o que leva ao aumento da satisfação no trabalho. Em suma, as organizações devem integrar uma abordagem positiva a fim de melhorar o meio e a produtividade.

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2.1 – Organizações Positivas e Bem-estar Humano No panorama mundial foi necessário às organizações adoptarem uma nova abordagem positiva e um novo comportamento organizacional a fim de integrar novos parâmetros de análise, diagnóstico e intervenção. As organizações positivas, segundo Cunha & (2008, pág. 1), assentam em quatro princípios básicos:  As  pessoas  dispõem  de  inúmeras  forças,  frequentemente  negligenciadas,  tanto  por  si  próprias como pelas organizações em que trabalham.   O  modo  como  os  gestores  e  as  organizações  actuam  para  com  os  seus  colaboradores  influência vigorosamente a maneira como tais forças são aproveitadas e desenvolvidas.   O  fomento  dessas  forças  cria  uma  cascata  de  efeitos  positivos  sobre  as  equipas  e  as  organizações  (que  se  tornam  mais  eficazes),  e  sobre  os  próprios  indivíduos  (que  encontram  mais  significado no seu trabalho e se tornam mais felizes).   Os  gestores  e  as  organizações  devem  assumir  o  papel  de  agentes  da  positividade  e  os  indivíduos  devem  identificar  as  suas  forças,  desenvolvê‐las  e  procurar  os  contextos  em  que  podem  fazer uso das mesmas, fomentando‐as.  Em suma o conceito de Organização positiva fomenta o aproveitamento de forças e capacidades pessoais, a interacção positiva entre gestores e colaboradores, a criação de condições para melhor aplicação das capacidades, o que gera efeitos positivos nas equipas e organizações, bem como a necessidade de transformação por parte dos gestores e das organizações a fim de identificar e promover capacidades.

2.2 – Clima e Cultura Organizacional Há então a necessidade de referir a importância do clima e cultura organizacional, uma vez que demonstram/explicam a estruturação da própria organização. O clima organizacional vai influenciar directa e indirectamente os comportamentos, a motivação, a produtividade no trabalho e também a satisfação dos sujeitos envolvidos na organização, ou seja, depende, em grande escala, do ambiente socioeconómico em que está inserido, da liderança e dos sujeitos que integram a organização. Sendo que a cultura organizacional, segundo Nassar (2008, pág. 34), exprime “o  conjunto  de  valores,  crenças  e  tecnologias que mantém unidos os mais diferentes membros, de todos os escalões hierárquicos, perante  as dificuldades, operações do cotidiano, metas e objectivos”, ou seja, abarca valores como coragem, esperança, optimismo, resiliência, cooperação, criatividade, energia, emoções positivas, confiança, cidadania, sabedoria...

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Conclusão As organizações devido à globalização, aceleração tecnológica e ritmo de vida acelerado sentiram a necessidade de acompanhar o desenvolvimento. Devido a isso, adquiram modelos organizacionais diferentes e com uma abordagem positiva a fim de incentivar, motivar e criar bem-estar nos seus colaboradores o que implicou um aumento de produtividade. A versão multimédia do trabalho encontra-se disponível na wwww: URL: http://carmenalmeida87.wordpress.com/organizacoes‐positivas‐bem‐estar‐humano‐clima‐e‐cultura‐ organizacional/ 

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Bibliografia Albuquerque, Isabel; De Lima, Margarida Pedroso. (2007, 15/10/2007). Personalidade e Bemestar Subjectivo: Uma Abordagem com os Projectos Pessoais. Consultado em: 18 Maio 2012. Disponível na www: URL: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0373.pdf

Cunha,Miguel Pina ; Lopes, Miguel Pereira; Ceitil, Mário; Rego, Arménio. (2008). Organizações Positivas – Manual de Trabalho e Formação. 1ª Edição. Edições Silabo. Consultado em: 19 Maio 2012. Disponível na WWW: URL: http://www.wook.pt/ficha/organizacoes-positivas/a/id/203188

Dias, Elisangela. (2010, 13/04/2010). Drª Elisangela Dias: Organizações Positivas. Consultado em: 18 Maio 2012. Disponível na www: URL: http://www.saberesorrir.com/2010/04/13/dr%C2%AA-elisangela-dias-organizacoes-positivas/

Marques, Ramiro. O Conceito de Resiliência. Consultado em: 19 Maio 2012. Disponível na www: URL: http://www.eses.pt/usr/ramiro/docs/etica_pedagogia/Conceito%20de%20resiliência.pdf

Nunes, Patrícia. (2008, 26/09/2008). Psicologia Positiva (2007). Consultado em: 18 Maio 2012. Disponível na www: URL: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/TL0115.pdf

Nunes, Paulo. (2005, 01/01/2005). Conceito de Organização. Consultado em: 18 Maio 2012. Disponível na www: URL: http://www.notapositiva.com/trab_professores/textos_apoio/gestao/03conc_organizacao.htm

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