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Informativo do Grupo Mizote – Ano 1 - N° 5 – JANEIRO/FEVEREIRO - 2013

Tratos Culturais

Manejo integrado da lavoura e pulverização aérea estão entre as técnicas adotadas pela Mizote para o aumento da produtividade Págs. 03 e 04

Treinamentos

Uma busca constante por segurança e melhores resultados

Pág. 02

Segurança Pág. 02

Dicas a serem praticadas no campo

e aind

a

A palavra da Diretoria, Programa de Estágios e a trajetória de Aprígio Félix, da Sassapão, em Nosso Time


EDITORIAL A palavra da diretoria Para melhorar os nossos atendimentos quanto aos setores e serviços internos, criamos o “FALE COM A DIRETORIA”, um meio direto de comunicação com cada colaborador. Nos últimos meses falamos de alimentação, transporte, moradia e cursos de formação profissional. Pelos levantamentos efetuados a alimentação é um dos itens diferenciados das fazendas e com elevado grau de satisfação entre os colaboradores, sendo atendida a sugestão de melhoria no cardápio do café da manhã. Foi realizada uma conscientização com as equipes dos refeitórios, quanto ao atendimento das pessoas no setor, sob orientação da nossa coordenadora Juliane. O transporte diário para os colaboradores até o distrito de Roda Velha é tema que requer investimento. Estamos aguardando maior clareza quanto à atual safra, para possível aquisição de um veículo. A nossa sugestão, como melhoria na qualidade de vida dos colaboradores, é o investimento de moradia em Roda Velha, hoje facilitado com bônus e juros subsidiados pelo programa “Minha Casa Minha Vida", do governo federal. A documentação para solicitação do empréstimo, tão dificultosa no passado, agora fica por conta das imobiliárias. Em breve faremos uma palestra de esclarecimento para os interessados. Os cursos de aprimoramento profissional, que estamos proporcionando, é resultado de uma busca constante do nosso setor de RH, junto à diversas entidades, atendendo a maior parte das expectativas. As sugestões que chegaram pelo “FALE COM A DIRETORIA” são solicitações individuais, que estamos anotando para avaliação quanto à inserção em nosso projeto de educação coorporativa, juntamente com cursos de duração continuada, como graduação e especializações. Inicialmente objetivamos atender à demanda pelos cursos da universidade virtual, com presencial uma vez por semana, disponibilizando transporte até Roda Velha, assim que formarmos um grupo de interessados. Este programa é um canal direto conosco. Suas sugestões, reclamações e anseios são de suma importância para a busca pelo atendimento com excelência, junto aos setores internos, visando vossa satisfação em participar de nossa equipe e incrementando produtividade à empresa. Aguardamos as colaborações, para tentarmos ajustar as propostas, da melhor maneira possível! Abraços

TREINAMENTO & QUALIFICAÇÃO Treinamento Concluída a etapa do plantio, é hora de tratar as culturas, mais um passo que exige treinamento e qualificação, para segurança e melhores resultados. Na safra passada – apesar de resultados imprevistos, em virtude da seca – tivemos uma ótima condução das lavouras, bem acompanhadas por consultorias, análise de estudiosos e nossos profissionais bem treinados para empreenderem no exercício de suas atividades. Agora é hora de repetir e aprimorar esse potencial que temos, confiantes em excelentes resultados. Com este propósito, muitos treinamentos, palestras e dias de campo estão previstos, no intuito de sermos melhores juntos.

Programa de Estágio O estágio visa à preparação para o trabalho, uma aliança entre teoria e prática, onde os estudantes têm a oportunidade de vivenciar o dia a dia da atividade profissional que exercerão, por meio de parcerias estabelecidas entre empresas, instituições de ensino e estagiários. A Mizote tem diversos convênios firmados e oportuniza estágios obrigatórios e não obrigatórios, visando apoiar a formação dos estudantes. São graduandos e técnicos vindos de vários estados do país. A empresa direciona os alunos ao exercício de atividades do negócio, acompanhados por um supervisor com a formação condizente com o curso do estudante, oferecendo ainda bolsa auxílio, alimentação, moradia, seguro de vida e certificação. Geralmente os estágios são concedidos de 04 a 06 meses, iniciados entre junho/julho e dezembro/janeiro de cada ano. Atualmente temos muitos estagiários em exercício, vindos da Escola Técnica de Guaramano - RS; do Centro Educacional de Correntina - BA; CETEP da Bacia do Rio Corrente - BA; CETEP’s de Barreiras e Formosa do Rio Preto - BA; dos IEOB’s de Barreiras e LEM - BA; da UFRRJ Campus Seropédica - RJ; da UFSC - Campus Florianópolis - SC; da UNESP - Campus Jaboticabal - SP; da UNEB - Barreiras - BA e da URI – Campus Erechim – RS. Maria Isabel de Sene Corado

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Todas as pessoas que venham a trabalhar com defensivos agrícolas, necessitam de cuidados especiais, de modo a garantir sua saúde e integridade física. Sendo assim, o prévio conhecimento sobre as diversas peculiaridades inerentes às atividades, deve fazer parte do dia a dia de todos os envolvidos. Não obstante, o cumprimento na totalidade de todas as regras de segurança, converte-se em grande ferramenta de modo a evitar situações de emergência.

Colaborador Erivelto na aplicação de defensivos Treinamento de aplicação de defensivos com o prof. Gandolfo

Paulo e Eunice Mizote Expediente

Segurança para a aplicação de defensivos agrícolas

Coordenadora de RH

Abaixo seguem algumas dicas para o trabalho seguro durante as aplicações de defensivos: • Leia o rótulo dos produtos antes da aplicação, conheça sua classe toxicológica, sintomas de intoxicação e medidas de primeiros socorros; • Utilize todos os EPI`s fornecidos pelo empregador, vista e retire observando a sequência correta, faça uso de roupas leves (bermuda e camiseta) abaixo da vestimenta de aplicação; •Atentar para a sinalização da área, com placa informativa do período de reentrada; • Não coma, fume ou beba durante o preparo de calda ou aplicações, a via oral é uma das formas de entrada dos defensivos no organismo; • Mantenha-se sempre bem alimentado e barbeado; • Aos operadores verificar cuidados especiais durante o procedimento de manobras (observar redes elétricas, os demais colaboradores e outras máquinas); • Tome banho com água morna ou fria após a aplicação e vista roupas limpas. Lembre-se, sua saúde está em primeiro lugar, previna acidentes e doenças e tenha uma vida longa e feliz junto às pessoas de quem mais gosta. Texto: Seg e Company - Empresa de consultoria em segurança e medicina do trabalho

Informativo bimestral do Grupo Mizote | Periodicidade - Bimestral | Endereço – Rua Barão de Cotegipe, 807 - Centro | Barreiras, BA | 47805-020 | Tel.: (77) 3611-4218 Diretor Presidente - Paulo Mizote ; Coordenação - Maria Isabel de Sene Corado ; Produção e Edição - Fátima Vasconcelos Nunes - Jornalista responsável Reg.Prof. 2.390/DF/FENAJ (diretora.america@gmail.com); Criação, Projeto Gráfico e Diagramação - Eduardo Cambuí Junior (ecambui.jr@gmail.com) Impressão - Gráfica Irmãos Ribeiro Foto de capa: Fátima Vasconcelos Nunes

Informativo do Grupo Mizote - Janeiro / Fevereiro de 2013


CAPA

Tratos Culturais Grandes aliados no campo

Para um melhor desenvolvimento das culturas, os tratos culturais são um conjunto de práticas que permitem que as lavouras expressem ao máximo a sua capacidade produtiva. Na Desafio, o Manejo Integrado de Pragas, pulverização e adubação de cobertura estão entre as técnicas utilizadas, e que tem por finalidade, além do aumento da produtividade, a proteção do solo e a preservação da sustentabilidade.

Mais que um manejo racional de agrotóxicos, o Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIP) adotado pelo Grupo Mizote é um conjunto de práticas que inclui, além do controle múltiplo de infestações, também o biológico, com base no controle ecológico e nos fatores de mortalidade naturais. A estratégia é desenvolver táticas que interfiram o mínimo possível no ecossistema, diminuindo as chances dos insetos ou doenças de se adaptarem a alguma prática defensiva. O objetivo é aproveitar ao máximo o que a natureza pode auxiliar, preservando inimigos naturais que se encontram na lavoura em seu estágio inicial, através de aplicações mais especificas sobre as pragas. Com essa prática teremos uma lavoura sustentável por mais tempo, o que confere menos danos ao meio ambiente e consequentemente gera economia com defensivos e histórico de melhores produtividades.

Importância do MIP A verificação in loco da situação das lavouras servirá de base para a tomada de decisões sobre as aplicações e o manejo específico a cada cultura, identificando tanto as pragas quanto os insetos benéficos, que auxiliam no controle natural. Quem explica é Jones Bigolin Teixeira, gerente de Produção da Fazenda Desafio. “Contamos com a ajuda dos monitores do manejo integrado, nossos ‘olhos’ no campo”, avalia Teixeira, explicando que eles percorrem as lavouras fazendo anotações importantes que são passadas para o gerente e lançadas em um quadro com a

identificação de pragas e doenças, periodicidade e tecnologias que foram empregadas em cada caso: aplicações de herbicida, inseticida, fungicida e regulador de crescimento, dentre outros. Uma média de 700 hectares (mais de dois talhões) é vistoriada diariamente - cada um com o seu planejamento, definição a seguir e decisão a ser tomada com base nos dados apontados e a cada três dias os monitores retornam para nova inspeção.

Monitoramento: a visão Mayko Johnes Fernandes Cerqueira é um dos monitores do manejo integrado da Fazenda Desafio. No percurso, ele repara a presença de plantas invasoras, observa se as aplicações estão tendo bom aproveitamento e anota tudo em uma planilha, que auxiliará o trabalho do gerente. Dentre as ferramentas usadas no MIP, está a lupa: “ela auxilia na identificação, por exemplo, do ácaro, que pode ser confundido com uma simples mancha na folha; no caso da soja, a ferrugem, ou a ramulária no algodão, pragas minúsculas que não conseguimos identificar a olho nu”, exemplifica Mayko. “O MIP tem papel de destaque nas etapas da cultura”, afirma Jones, “é nossa visão da lavoura. Qualquer tomada de decisão sobre uma área é feita a partir dos dados do monitoramento”, reforça, salientando a importância de uma amostragem de plantas bem feita, e da boa representação do talhão, essenciais a uma lavoura potencialmente produtiva e sustentável.

Adubação nitrogenada Ao invés de fazer toda a adubação no início, a Mizote opta pelas aplicações parceladas, de forma a suprir a necessidade da planta em estágios diferentes, evitando-se a perda de fertilizantes por lixiviação, que ocorre com o excesso de chuvas. A adubação nitrogenada com ureia é feita nas culturas de algodão e milho, plantando-se o adubo nas entrelinhas, técnica que tende a evitar a volatilização do nitrogênio, o que proporciona mais eficiência ao produto. Outra forma de aplicação adotada é “à lanço”, que agiliza o processo, com o uso de produtos específicos como sulfato de amônia e ureia revestida (proteção que evita a volatilização).

Critério com os defensivos O técnico em Operações Agrícolas, Elivelton da Silva Montes, é um dos responsáveis pela pulverização terrestre, que engloba adubação foliar, inseticida, herbicida e fungicida. Com o pulverizador ele executa em torno de 200 hectares/turno, podendo chegar a 400, dependendo da vazão. É uma das atividades mais longas, que vai de outubro até junho, com desfolhantes no algodão. Ele reitera os cuidados para lidar com defensivos, desde o uso correto de EPIs, à direção dos ventos, umidade e temperatura, fatores que vão influenciar na qualidade e eficiência do resultado final da aplicação; “é preciso saber o que vamos aplicar, para ver se a lavoura ao lado – ou mesmo a do vizinho - não é suscetível, e venha se prejudicar”, pondera Montes, e conclui: “é um dos trabalhos mais criteriosos”.

Aplicação de herbicida pós emergente no algodão; Jones instrui Elivelton na manutenção; Mayko avalia eventuais pragas na soja.

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CAPA Pulverização aérea A bordo da americana AIR-TRACTOR 502-B, considerada uma das melhores aeronaves agrícolas do mundo, o piloto Fábio Queiroz de Deus prepara-se para decolar, levando no tanque 1.900 litros de calda que serão lançados do alto nos talhões, trabalho que exige planejamento, profissionais treinados e precisão. Antes do Fábio decolar, o agrônomo define a área da aplicação e os produtos que serão usados, passando para a equipe de aplicação aérea, coordenada pelo técnico Gilmar Alves dos Santos, que com o auxílio de um Termohidroanemômetro, aparelho que possibilita acompanhar os fatores climáticos, vai analisar as reais condições de voo e providenciar o preparo da calda; “em dias favoráveis (temperatura, umidade e vento considerados

Controle e baixas ideais), é possível aplicar em média 1.500 hectares numa vazão de 20 litros/hectare, com 17 voos – cada voo com duração de 20 minutos”, esclarece Gilmar.

Prevenção Para Fábio de Deus, a empresa investe na manutenção preventiva, o que oferece mais segurança e menos impacto ambiental, resultante de resíduos poluentes; “as revisões são feitas rigorosamente a cada 50h”, diz o piloto, ressaltando a preocupação com a natureza e a sustentabilidade; “a aviação agrícola é um setor que dispõe de legislação específica e profissionais qualificados para trabalharem na área, seguimos à risca todas as exigências”, finaliza.

Responsável pelo controle e baixas de agroquímicos, o auxiliar administrativo Rhuan Felipe de Oliveira Alves explica que o monitoramento das lavouras irá determinar a quantidade de defensivos a ser aplicada. A partir daí, os gerentes de produção oficializam a solicitação junto ao administrativo, que lança um Planejamento Operacional (PO) via sistema dos produtos, de acordo com dosagem, vazão e área (talhões). Feito o PO, o coordenador de campo retira o produto no depósito, e após o uso, faz um relatório do que foi aplicado. Se houver sobra, o produto volta ao estoque.

Inventário Rotativo “Em 2012 nós implantamos na empresa o Inventário Rotativo, uma ferramenta de gestão e controle que permite confrontar

AIR-TRACTOR 502-B – uma das melhores; Matheus e Milton abastecem o P.U; O piloto, Fábio de Deus, e o coordenador de Aplicação Aérea, Gilmar: atividades complementares; Fábio Mello e Rhuan: controle de agroquímicos no sistema.

NOSSO TIME dos. Em Barreiras, atuou por seis anos como operador de máquinas em uma destilaria, e depois como motorista e segurança durante 17 anos. Em 2004, Aprígio foi apresentado à Mizote por um amigo, e no último mês de dezembro, ele completou oito anos na empresa, cinco dos quais como operador de máquina agrícola.

Aprígio Felix da Silva Neto

“Para ser feliz tem que ser honesto”

Motorista e Coordenador de Pátio

De caminhonete, caminhão ou trator, ele se divide, incansavelmente, entre as unidades do Grupo, transportando pessoas, peças e o que for preciso, atividade que realiza com a paixão de quem adora dirigir e viajar. Além de motorista, Aprígio ainda faz as vezes de coordenador de Pátio da Fazenda Sassapão, do qual se orgulha em manter limpo e organizado; ”temos que zelar pelo patrimônio da empresa como um todo, dos carros ao pátio”, diz ele. A trajetória deste pernambucano de Arco Verde - que em 1981 deixou sua terra natal e veio para a Bahia em busca de oportunidades - começou em Feira de Santana, onde trabalhou um ano com montagem de pré-molda-

Casado e pai de três filhos, sua receita de sucesso é simples: “para ser feliz tem que ser honesto. Todos devem ter responsabilidade e dignidade, mas honestidade acima de tudo”, pontua. Para este homem simples, que nas horas vagas curte Milionário e Zé Rico e um bom churrasquinho, trabalhar na Mizote, mais que tirar o sustento do dia a dia, é fazer com carinho; “além de nos valorizar, a empresa também trata a nossa família muito bem. Eu só tenho a agradecer o trabalho que ela me proporciona, que inclusive já me deu oportunidade de conhecer várias cidades do Brasil, através das viagens”, diz Aprígio, e confessa seu grande sonho: ter um pedaço de terra para plantar e ser feliz ao lado da família, que para ele é fundamental.

as informações do sistema com as informações físicas, no sentido de verificar se os procedimentos estão sendo cumpridos, para corrigir eventuais diferenças e tomar as decisões adequadas”, explica Fábio Mello, da Mizote Sede, gerente administrativo do Grupo. De acordo com ele, o inventário é separado em quatro grupos: almoxarifado, insumos agrícolas, gêneros alimentícios, combustíveis e lubrificantes, e cada unidade tem uma periodicidade para fazer o seu. Os benefícios vão desde a redução de custos à otimização do trabalho. Os tratos culturais se inserem no segundo grupo, através de subgrupos que abrangem fertilizantes, agroquímicos e sementes. Por meio das baixas que são feitas diariamente, obtém-se o controle dos estoques.

Rotinas diárias Na opinião de Mello, a criação de rotinas diárias é essencial para uma ferramenta de gestão confiável; “o processo está em andamento, e uma vez implantado, vai permitir programar o orçamento e manter os estoques em dia”, acredita. Ainda segundo ele, é possível lançar no sistema os valores mais próximos da realidade, o que auxilia na hora de conferir, sobretudo a questão de custo; “estou apostando nas rotinas, que viabilizam o acompanhamento em tempo real de tudo o que movimenta a empresa”, finaliza.

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No Campo - N°05  

Ano 1 – janeiro/fevereiro de 2013

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