Issuu on Google+

João Manuel Ribeiro — pequeno apontamento biobibliográfico

de cada vez (2008), Poemas para Brincalhar (2009), Alfabeto de Adivinhas (2009), Pontos sem nó (2009), Gémeos (2009), A Casa Grande (2009), Sopa de letras (2009), Raras Aves Raras (2010), A Rainha da Misericórdia (2010), Amo-te. Poemas para gritar ao coração (2010), Algazarra de Versos (2010), Soletra a Letra (2010), Eu fui o Menino Jesus (2010), O Rapaz da bicicleta de vento e outras andanças (2010), Cantilenas loucas, orelhas roucas (2010), A Casa dos feitiços (2010), Encrava-Línguas (2011), Meu avô, Rei de Coisa Pouca (2011), Senhor Ato, o Camaleão (2011), Quem do Alto Olhar (2011), Viagem às Viagens (2011), Reis & Reinetes, Damas e Valetes (2011), Desmatematicar (2011), Animalices (2011), O Rapaz sem orelhas de burro (2011), Patati Patatá (2012), O Senhor Péssimo é o Máximo (2012), A Casa do João (2012), O Anjo do Pintor (2012), 365 Adivinhas sem espinhas (2012).

João Manuel Ribeiro nasceu em 1968. É licenciado em Teologia pela Universidade Católica do Porto, mestre em Teologia pela mesma universidade, master em libros y literatura infantil y juvenil, pela Universitat Autònoma de Barcelona, mestre em Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores, pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, e doutor em Ciências da Educação, pela mesma universidade. Profissionalmente, para além de escritor, é também formador e dinamizador de oficinas de escrita criativa. Das inúmeras obras publicadas para crianças, destacam-se Estrela e Príncipe da Paz (2005), O Encanta Pardais Voador (2006), O Natal do Ratinho Daniel e outros versos (2006), Rondel de Rimas para Meninos e Meninas (2008), A Menina das Rosas (2008), (Im)Provérbios (2008), Poemas da Bicharada (2008), Um, dois, três – Um mês 4

Boletim da Biblioteca Escola Básica de Mira / nº23 , abril de 2013

N

Escritor João Manuel Ribeiro

o dia 18 de abril, os alunos dos 5.º e 6.ºanos do nosso agrupamento vão encontrar-se com o escritor João Manuel Ribeiro. Este encontro, que nos deixa em pulgas, motivou a feira do livro que decorre na biblioteca, um concurso de leitura a partir de “O Senhor Péssimo é o Máximo” e outras surpresas que só desvendamos no dia da sua visita! Pedimos, por isso, a todos os elementos da Comunidade Educativa que participem nas atividades programadas e que preparem perguntas para fazer ao au-

tor, mostrando quanto apreciam a sua obra. Resta-nos desejar, aos sortudos que vão conhecer o escritor João Manuel Ribeiro, que o encontro seja inesquecível. A equipa da Biblioteca


Que leva João Manuel Ribeiro a escrever? Onde se inspira? Fomos à procura de respostas, em jornais online e blogues...

lor de verão, e o transportava para um universo feito de contos, rimas, lengalengas e cantilenas. Que razões o levaram a escrever? Quando começou a escrever, João Manuel Ribeiro quis registar o mundo de fantasia experimentado na infância, mostrando que a vida podia ser feita de beleza e calmaria. Escrever foi, desta forma, uma necessidade de partilha com os outros, que redobrou de prazer quando chegou ao seu público predileto: as crianças. A escrita na sua vida aconteceu naturalmente, pois, como diz, sem palavras não seríamos gente.

Como nasceu o desejo de contar histórias? Na infância, João Manuel Ribeiro tinha dois brinquedos preferidos, um cavalo de pau, que ele cavalgava em viagens imaginárias, e uma bola de trapos, para jogar. No entanto, aquilo de que mais gostava era da natureza que o rodeava em Oliveira de Azeméis, de descobrir ninhos, de ver enxertar uma árvore, de fazer bonecos de trigo. A fantasia entrou na sua vida pela voz do seu avô, um homem muito simples e sábio, que, depois do jantar, se sentava com ele à lareira ou ao abrigo do ca-

Que privilegia na sua escrita? João Manuel Ribeiro, mal começou a juntar as letras na escola, descobriu o encanto de brincar com as palavras e os seus sons. Assim, o autor procura na sua escrita, despertar o prazer 2

pela leitura, trabalhando sobretudo as questões fonéticas, a rima, o ritmo e a musicalidade das palavras. Por outro lado, a sua escrita dá grande realce à imaginação e à fantasia. A natureza ocupa também um lugar central na sua obra, já que muito do que escreve tem origem nas suas memórias de infância, passada em ambiente rural, em casa do avô. A sua ligação à terra, aos animais, está sempre presente nos seus contos e na sua poesia.

ainda mais tarde. O poema nasce «ao sabor do prazer e da emoção» e depois tem de se «rever e aperfeiçoar» para que possa tilintar, isto é, captar a atenção de leitor. Tem palavras preferidas ou com que gosta de brincar?

O escritor admite que há palavras de que gosta mais, como de «rondel», que descobriu em Almada Negreiros. Também as expressões idiomáticas, tão usadas no meio rural, o fascinam, por exemplo «Ir num pé e voltar Porque escreve mais poesia noutro». que prosa? O autor costuma dizer que na verdade só escreve poesia, mesmo quando escreve prosa. Para ele, escrever em verso tem a vantagem da fonética, o que é mais desafiador. Demora muito a escrever um livro? Para saber mais:

Salvo raras exceções, um livro de poemas demora a escrever, não nasce de um dia para o outro, repentinamente. Nasce hoje um poema, outro depois e outro

 http://joaomanuelribeiro.net/   3

(página do autor) http://andancasdopoeta.blogspot.pt/ (blog u e do autor) http://catatu.catalivros.org/fala_estar_ouvenos/ov_LM15_entr_jm_ribeiro.swf


Que leva João Manuel Ribeiro a escrever? Onde se inspira? Fomos à procura de respostas, em jornais online e blogues...

lor de verão, e o transportava para um universo feito de contos, rimas, lengalengas e cantilenas. Que razões o levaram a escrever? Quando começou a escrever, João Manuel Ribeiro quis registar o mundo de fantasia experimentado na infância, mostrando que a vida podia ser feita de beleza e calmaria. Escrever foi, desta forma, uma necessidade de partilha com os outros, que redobrou de prazer quando chegou ao seu público predileto: as crianças. A escrita na sua vida aconteceu naturalmente, pois, como diz, sem palavras não seríamos gente.

Como nasceu o desejo de contar histórias? Na infância, João Manuel Ribeiro tinha dois brinquedos preferidos, um cavalo de pau, que ele cavalgava em viagens imaginárias, e uma bola de trapos, para jogar. No entanto, aquilo de que mais gostava era da natureza que o rodeava em Oliveira de Azeméis, de descobrir ninhos, de ver enxertar uma árvore, de fazer bonecos de trigo. A fantasia entrou na sua vida pela voz do seu avô, um homem muito simples e sábio, que, depois do jantar, se sentava com ele à lareira ou ao abrigo do ca-

Que privilegia na sua escrita? João Manuel Ribeiro, mal começou a juntar as letras na escola, descobriu o encanto de brincar com as palavras e os seus sons. Assim, o autor procura na sua escrita, despertar o prazer 2

pela leitura, trabalhando sobretudo as questões fonéticas, a rima, o ritmo e a musicalidade das palavras. Por outro lado, a sua escrita dá grande realce à imaginação e à fantasia. A natureza ocupa também um lugar central na sua obra, já que muito do que escreve tem origem nas suas memórias de infância, passada em ambiente rural, em casa do avô. A sua ligação à terra, aos animais, está sempre presente nos seus contos e na sua poesia.

ainda mais tarde. O poema nasce «ao sabor do prazer e da emoção» e depois tem de se «rever e aperfeiçoar» para que possa tilintar, isto é, captar a atenção de leitor. Tem palavras preferidas ou com que gosta de brincar?

O escritor admite que há palavras de que gosta mais, como de «rondel», que descobriu em Almada Negreiros. Também as expressões idiomáticas, tão usadas no meio rural, o fascinam, por exemplo «Ir num pé e voltar Porque escreve mais poesia noutro». que prosa? O autor costuma dizer que na verdade só escreve poesia, mesmo quando escreve prosa. Para ele, escrever em verso tem a vantagem da fonética, o que é mais desafiador. Demora muito a escrever um livro? Para saber mais:

Salvo raras exceções, um livro de poemas demora a escrever, não nasce de um dia para o outro, repentinamente. Nasce hoje um poema, outro depois e outro

 http://joaomanuelribeiro.net/   3

(página do autor) http://andancasdopoeta.blogspot.pt/ (blog u e do autor) http://catatu.catalivros.org/fala_estar_ouvenos/ov_LM15_entr_jm_ribeiro.swf


João Manuel Ribeiro — pequeno apontamento biobibliográfico

de cada vez (2008), Poemas para Brincalhar (2009), Alfabeto de Adivinhas (2009), Pontos sem nó (2009), Gémeos (2009), A Casa Grande (2009), Sopa de letras (2009), Raras Aves Raras (2010), A Rainha da Misericórdia (2010), Amo-te. Poemas para gritar ao coração (2010), Algazarra de Versos (2010), Soletra a Letra (2010), Eu fui o Menino Jesus (2010), O Rapaz da bicicleta de vento e outras andanças (2010), Cantilenas loucas, orelhas roucas (2010), A Casa dos feitiços (2010), Encrava-Línguas (2011), Meu avô, Rei de Coisa Pouca (2011), Senhor Ato, o Camaleão (2011), Quem do Alto Olhar (2011), Viagem às Viagens (2011), Reis & Reinetes, Damas e Valetes (2011), Desmatematicar (2011), Animalices (2011), O Rapaz sem orelhas de burro (2011), Patati Patatá (2012), O Senhor Péssimo é o Máximo (2012), A Casa do João (2012), O Anjo do Pintor (2012), 365 Adivinhas sem espinhas (2012).

João Manuel Ribeiro nasceu em 1968. É licenciado em Teologia pela Universidade Católica do Porto, mestre em Teologia pela mesma universidade, master em libros y literatura infantil y juvenil, pela Universitat Autònoma de Barcelona, mestre em Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores, pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, e doutor em Ciências da Educação, pela mesma universidade. Profissionalmente, para além de escritor, é também formador e dinamizador de oficinas de escrita criativa. Das inúmeras obras publicadas para crianças, destacam-se Estrela e Príncipe da Paz (2005), O Encanta Pardais Voador (2006), O Natal do Ratinho Daniel e outros versos (2006), Rondel de Rimas para Meninos e Meninas (2008), A Menina das Rosas (2008), (Im)Provérbios (2008), Poemas da Bicharada (2008), Um, dois, três – Um mês 4

Boletim da Biblioteca Escola Básica de Mira / nº23 , abril de 2013

N

Escritor João Manuel Ribeiro

o dia 18 de abril, os alunos dos 5.º e 6.ºanos do nosso agrupamento vão encontrar-se com o escritor João Manuel Ribeiro. Este encontro, que nos deixa em pulgas, motivou a feira do livro que decorre na biblioteca, um concurso de leitura a partir de “O Senhor Péssimo é o Máximo” e outras surpresas que só desvendamos no dia da sua visita! Pedimos, por isso, a todos os elementos da Comunidade Educativa que participem nas atividades programadas e que preparem perguntas para fazer ao au-

tor, mostrando quanto apreciam a sua obra. Resta-nos desejar, aos sortudos que vão conhecer o escritor João Manuel Ribeiro, que o encontro seja inesquecível. A equipa da Biblioteca


Escritor Joao Manuel Ribeiro_Boletim BE de Mira