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NESTA EDIÇÃO AS DIMENSÕES ESPIRITUAIS DO PAZ E AMOR PENSAMENTO E EVOLUÇÃO

...E MUITO MAIS

Revista Nosso Núcleo

01 NÚMERO III - DEZ/2018


Clínica Geral

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SIMBOLOS DO NATAL

NOSSO NÚCLEO é uma publicação do Núcleo Assistêncial Espírita “Paz e Amor em Jesus”. ................................ Rua Isidro Tinoco, 53 - Tatuapé São Paulo - SP - CEP 03316-010 Telefone: 11. 2296-8080 www.pazeamor.org ................................ DIRETOR PRESIDENTE Carlos Cesar J. Carvalho DIRETORA DE DOUTRINA Ezilda Zerbinatti de Oliveira CONSELHO EDITORIAL Tânia F. G. Carvalho ................................ COLABORADORES Foto da capa Rita Dadario Direção de Arte Missael Simões Produção Gráfica Jr. Cassola Impressão Rush Gráfica Tiragem 2.400 unidades Revista Nosso Núcleo

O Natal e seus símbolos e muitas lendas envolvem cada uma, por exemplo, a árvore de Natal. Alguns acreditam que ela se originou no Século VIII com o missionário São Bonifácio, outros afirmam que foi Martinho Lutero o seu idealizador, no Século XVI quando na noite de Natal, Lutero caminhava por uma floresta de pinheiros e via as estrelas brilhando ainda mais belas através dos galhos cobertos de neve. Cortou um galho, levou-o para casa e usou velas acesas para imitar o brilho dos astros que presenciara. Na América, chegou na época colonial, trazida pelos alemães. O presépio, ao que se sabe na noite de 24 para 25 de dezembro de 1224, Francisco de Assis teve a ideia de representar o nascimento de Cristo e preparou uma encenação, num estábulo verdadeiro, da manjedoura, do boi e do jumento. A tempos regulares ele mesmo aparecia em cena e falava a respeito do nascimento de Jesus. Os cartões de Natal surgiram na Inglaterra por volta de 1843 e hoje esta praticamente em desuso, mas já representou muito como durante a guerra entre a Alemanha e a França, em 1870, um oficial prussiano idealizou-os a partir de capas de cadernos, para que seus soldados escrevessem aos seus parentes. Imagine a emoção de uma mãe, uma esposa, a namorada, irmãos recebendo uma mensagem de Natal, escrita de próprio punho, por seu amor, de uma frente de batalha? Dar presentes é uma tradição de tempos recuados e entre os cristãos, o costume data do Século VII, com o papa Bonifácio, que presenteava os necessitados, em nome do Divino Aniversariante. Pena que essa tradição assim não se perpetuou, pois esse sim deve ser o objetivo maior do Natal, homenagear ao Sublime Aniversariante, como ele mesmo nos pediu: O que fazeis a um desses pequeninos é a mim que o fizesse-te Feliz Natal! Em 2019 somos convidados a viver os ensinos de Jesus para sermos felizes! Tânia F. G. Carvalho 03


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Artigo Doutrinário 01

A IMPORTÂNCIA DA MEDITAÇÃO PARA O MÉDIUM A meditação é uma prática milenar para os orientais. Ainda hoje é associada à religiosidade e tem sido cada vez mais objeto de pesquisas científicas, que comprovam os benefícios à saúde física e mental de seus adeptos. Segundo o médico Roberto Cardoso, obstetra da Unifesp e membro fundador do Numepi-Unifesp (Núcleo de Medicina e Práticas Contemplativas), praticante da meditação há 30 anos, que a utiliza como recurso terapêutico em gestante, diz que a meditação pode reduzir os níveis de ansiedade, melhorar a imunidade, ajustar o sono, aumentar a saciedade em relação à vida e nos tornar mais presentes, intensos e plenos no exercício do viver e da profissão. E o que significa meditação? Conforme o Dicionário Aurélio: “atenção intensa do Espírito, reflexão, ato ou efeito de meditar. Meditar significa: submeter-se a um exame interior, pensar em, refletir...”. A prática da meditação é um ato aparentemente difícil para os ocidentais, já que somos habituados a olhar somente para o exterior, para o que está em torno de nós. A incursão interior torna-se um caminho incomum e complicado. Além da falta de hábito, “a vida moderna, rica em divertimentos e pobre em espiritualidade, arrasta o homem para o exterior, para os jogos dos sentidos em detrimento da harmonia que lhe deve constituir a base para quaisquer outras realizações”, como esclarece Joanna de Ângelis. Portanto, lidar com pensamento tem-se constituído um desafio para o homem contemporâneo. O assunto tem despertado grande interesse desde meados do século XX, porque a meditação tem relação com “as operações mentais mais profundas de compreensão do pensar humano, no seu processo de interiorização, de fazer o pensamento refletir sobre si mesmo ou de silenciá-lo, o que significa, mais precisamente, silenciar os veículos fisiopsíquicos, que influem em sua elaboração ou manifestação de forma mais qualitativa”. Para nós, ainda é impossível silenciar totalmente os pensamentos, isto é, não pensar. O que devemos é disciplinar “os macacos loucos que saltam de galho em galho”, representando nossos pensamentos na mente indisciplinada. Na maioria de nós, isso é uma constante, e não percebemos tais ações no cotidiano. Precisamos de harmonia no pensar e no sentir para agirmos de maneira adequada e tranquila, no sentido de utilizar o livre-arbítrio de modo eficiente em relação a nós mesmos e ao próximo. Quanto à prática mediúnica, sabemos que o bom médium deve manter a mente calma e harmonizar suas emoções. Assim, poderá diminuir seu pensar, dar espaço e guarida aos pensamentos e sentimentos do espírito comunicante para que ele traga sua mensagem, “à semelhança de um lago sereno de águas claras e plácidas, a fim de que as imagens nele incidentes possam ser percebidas claramente e transmitidas com fidelidade” (Tenda Espírita Revista Nosso Núcleo

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Aldeia Nova). Para obter boas comunicações mediúnicas, deve-se ter serenidade. Sem dúvida, a meditação é uma ferramenta vital para disciplinar a mente. “O exercício constante da meditação promove eficazmente o aperfeiçoamento mediúnico em linha reta, de forma mais produtiva e equilibrada e sem vacilações, que são decorrentes da falta de hábito de aquietar-se”. “O médium competente e preparado utiliza-se da meditação para controle psíquico e ordem na casa mental, diminuindo os pensamentos quando for preciso apassivar-se, silenciando-os conforme as necessidades ou quebrando as forças das ideias dominadoras e excludentes (que repelem outras ideias) para retornar à polivalência de interesses”. A meditação, além de auxiliar o médium nas comunicações, promove o autoconhecimento tão necessário para o crescimento, de dentro para fora, realizando-se em plenitude e abrindo-lhe a percepção para os estados alterados de consciência. (*) Artigo baseado na leitura do livro Consciência e Mediunidade – Projeto Manoel Philomeno de Miranda). Sandra L. Alpendre Médica, dirigente de trabalhos espirituais e palestrante na Casa Espírita.

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Artigo Doutrinário 02

AS DIMENSÕES ESPIRITUAIS DO PAZ E AMOR Para conhecimento da família nucleana, destacamos os pontos principais da palestra realizada por Carlos César no Curso de Reciclagem da Evangelização Espírita (aos domingos). Você sabe o que é o Paz e Amor, qual sua dimensão espiritual? A unanimidade afirma que é um pedacinho do céu na Terra; mas ele é um pronto-socorro espiritual, uma escola, uma casa de assistência material e espiritual. O que ele representa para o movimento espírita? O Paz e Amor já completou 55 anos, mas segundo Dr. Rezende1, um dos colaboradores das primeiras horas, já existia dois anos antes de seu registro oficial. É uma das casas espíritas de maior representatividade no movimento espírita, respeitada por ser referência na manutenção dos postulados espíritas propostos por Kardec e também por oferecer aos seus trabalhadores e frequentadores acolhimento e estudo. Nós, seus trabalhadores, temos uma batalha diária para manter sua reputação. Lembramo-nos da sintonia com os espíritos superiores, quando mais ou menos seis meses antes do lançamento do livro Transtornos Psiquiátricos e Obsessivos2, um grupo de médiuns do Paz e Amor, convidados pelo Carlos César, iniciava estudos para compor um novo trabalho espiritual, que atendesse àqueles que padeciam de doenças psiquiátricas e processos obsessivos, que a cada semana conta com mais procura. Nossa responsabilidade é grande, e não por acaso estamos no Paz e Amor. Quando observamos o papel dos trabalhadores do Paz e Amor, perguntamo-nos quem teria avalizado nosso processo de reencarnação. O livro Painéis da Obsessão(***) relata o caso de Áurea, médium que prometera dedicar-se ao trabalho espiritual. Em seu processo de renascimento, realizou-se um trabalho específico. A “Veneranda Irmã Angélica avalizou pessoalmente seu retorno, intercedendo junto aos programadores especiais de reencarnações”. Áurea recebera cuidados especiais, preparação adequada para os compromissos de edificação do bem. Mapas da organização física foram traçados com detalhes cuidadosos e recursos psíquicos receberam providências especiais, objetivando o exercício da mediunidade, bem como se lhe aplicaram “banhos magnéticos” Revista Nosso Núcleo

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para apagar lembranças que não deveriam participar dos primeiros períodos juvenis, evitando reminiscências afetivas malogradas lhe perturbassem o comportamento, pelas dores junto ao esposo limitado pela enfermidade [...]. Dr. Bezerra5 nos diz: “Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era. As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas”. Uma reencarnação não é uma aventura improvisada, devemos construir um estado de consciência para a tarefa a ser realizada. Sabemos que a maior parte do trabalho é feito pelo mundo espiritual, mas os espíritos precisam de nós para ministrar o passe, os instrutores de cursos etc. É uma atividade feita em conjunto. Na Casa, influenciamos pessoas e deixamos de ser anônimos. Devemos ter a consciência que representamos o Espiritismo e o Paz e Amor, somos um exemplo. Muitas vezes, encontramos pais das crianças que orientamos na Evangelização Infantil em supermercados do bairro, e fora da Casa nossa conduta deve ser igual à que temos no Núcleo. Uma experiência que merece destaque ocorreu há quase dois anos. Após a aplicação dos passes às crianças e evangelizadores do domingo de manhã, César Carvalho percebeu, pela psicovidência, um núcleo multidisciplinar espiritual, com enormes bibliotecas e ambientes especializados. A informação foi confirmada por outros médiuns da equipe. Na ocasião, os espíritos amigos alertaram os trabalhadores dos desafios e tarefas complexas que estavam por vir. Acentuaram que o plano superior encaminharia à Evangelização Infantil cada vez mais crianças e jovens com necessidades específicas, exigindo acurada atenção. Observamos esse tipo de orientação no livro Nos Domínios da Mediunidade4 já no primeiro capítulo, quando André Luís, o repórter da espiritualidade, conta-nos de uma reunião no mundo espiritual composta de três equipes diferentes: encarnados (desdobrados pelo sono físico), espíritos em processo de reencarnação e um grupo de médiuns falidos. No relato, essas equipes recebiam orientações. É o mesmo sistema que observamos nas casas espíritas. A interligação dos espíritos com os médiuns do Núcleo acontecem sempre. Em uma das reuniões de Colegiado Mediúnico, realizada uma vez ao mês, novamente é percebida essa ligação com o núcleo multidisciplinar, focado na especialização constante da mediunidade. Assim, notamos que o mundo espiritual trabalha muito conosco, precisamos Revista Nosso Núcleo

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nos adequar aos seus planos, eles pedem que busquemos sempre a excelência nos trabalhos de acolhimento a quem nos procura. O nosso fundador, Sr. João Cortese, recebeu a seguinte informação do médium Francisco C. Xavier: antes de o Paz Amor se fixar no mundo físico, 100 anos antes já era elaborado no mundo espiritual. Sabemos que a espiritualidade não obra ao acaso, mas o trabalho é imenso. Deve haver coesão nas equipes para cumprirmos as metas pré-estabelecidas pela espiritualidade, e não termos preocupação com o ego. Equilibrados, os médiuns conseguem colher as informações do plano maior, tornando-se melhores trabalhadores. Esses amigos espirituais também nos procuram durante o sono físico para trazermos recados e alertas, se necessário. O capítulo 18 de A Gênese fala-nos do mundo de transição, que vivemos agora, que contará com falsos cristos e falsos profetas; o momento é de redobrar atenções no orai e vigiai! Nos trabalhos espirituais da Casa, diversos médiuns revelam que o perímetro espiritual do Núcleo se expandiu para protegê-lo espiritualmente. Quanto maior a assistência, mais intensos são os ataques espirituais inferiores. Precisamos ter cuidado com as infiltrações sutis, frutos principalmente de egos... César Carvalho diz o seguinte: se colocarmos um lençol em uma gaveta com traças, em pouco tempo haverá pequeninos furos. Quando abrirmos o lençol, estará inutilizado, todo furado. Se houvesse um único furo, um remendo daria jeito, e poderíamos aproveitá-lo. Há muitos livros ditos mediúnicos que lançam ideias equivocadas, e pior, transmitem mensagens como se fossem espíritas. O próprio médium Divaldo Pereira Franco tem nos alertados de mensagens que seriam por ele veiculadas para disseminar ideias errôneas e alarmistas. Tempos de transição exigem cuidados! A doutrina espírita é libertária, portanto, é chegado o tempo de evoluirmos, sairmos da dependência, temos farta literatura para nos esclarecer e orientar. A exemplo disso, o próprio Divaldo, em mensagem ditada por Dr. Bezerra 5, destaca: Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando Revista Nosso Núcleo

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seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado... Assim, trabalhadores do Paz e Amor, tenhamos em mente o momento atual e fiquemos atentos! O venerando Dr. Bezerra5 acentua: Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas... 1 - Manuel de Aquino Rezende. 2 - Ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda ao médium Divaldo Pereira Franco, com orientação de espíritos como Bezerra de Menezes, José Petitinga, Juliano Moreira, Ignácio Ferreira e outros conhecidos por sua longa folha de serviços em prol dos espíritos envolvidos com a problemática psíquica e obsessiva. 3 - Livro Painéis da Obsessão, p. 165. 4 - Ditado pelo espírito André Luiz ao médium Francisco C. Xavier. 5 - Mensagem psicofônica de Bezerra de Menezes (espírito) transmitida por Divaldo P. Franco (13.11.2010 Los Angeles).

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Artigo Doutrinário 03

CRIANÇAS DA NOVA ERA/CRIANÇAS ÍNDIGOS Origens: O capítulo XVIII de A Gênese(*) nos fala da nova geração, composta de uma nova geração, de espíritos que se somarão aos que aqui ainda habitam.

“Têm ideias e pontos de vista opostos as duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém, sobretudo das disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo. Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior”. [...] “A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Assistimos à partida de uma e à chegada de outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares” (KARDEC, Allan. A Gênese, cap. XVIII – itens 27 e 28). “A casa do Pai é o Universo; as diferentes moradas são os mundos, que circulam no espaço infinito, e oferecem, aos Espíritos encarnados, moradas apropriadas ao seu adiantamento” (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. III – Há muitas moradas na casa de meu Pai). “Assim como aconteceu com a estrela Capela, que enviou espíritos para o planeta Terra, para ajudá-la a evoluir, formando as diversas raças, com alto padrão de inteligência e baixo desenvolvimento moral, estamos passando por um período de tumulto, ao qual chamamos de Nova Era. Segundo estudos astronômicos, a cada 12 mil anos, o sistema solar adentra ao sistema solar de Alcione, estrela de uma psicosfera de grande luminosidade, e permanece mergulhado nele por cerca de 2 mil anos. Assim, fica propício a migração de espíritos advindos de Alcione, que fazem parte da plêiade de espíritos que deverão gerar transformações em todas as áreas do nosso planeta” (FRANCO, Divaldo. A Nova Geração de Crianças). É época da chegada de missionários da educação, da solidariedade, enfrentando os embates entre o amor e a violência, que ainda permanecem em nosso planeta. O psiquismo terrestre e a genética humana estão em condições de receber os novos hóspedes, que são afeiçoados à verdade, à justiça e se esforçarão num trabalho incansável em favor do próximo e da sociedade como um todo. Qual seria a razão para virem espíritos de outro orbe para o processo de moralização do planeta? Revista Nosso Núcleo

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Por não terem vínculos anteriores com existências perturbadoras, não enfrentarão impedimentos interiores para os processos de doação, para os encontros dolorosos com aqueles que ainda estão comprometidos com o mal. Definições: “Uma criança índigo demonstra uma série de atributos psicológicos novos e pouco habituais, com padrões de comportamento diferentes” (Tereza Guerra, graduada em Filosofia e pós-graduada em Psicologia, mestra em Ciências da Educação – Lisboa). “São sensitivas, intuitivas, tendencialmente hiperativas, perceptivas, com compreensão das grandes leis universais que comandam a vida, criativas, com capacidades invulgares de memória (inclusive de vidas passadas), dotadas de inteligência espiritual [...]” (Dr. Nelson Lima, neuropsicólogo e cientista do Instituto da Inteligência e da Academia de Superdotados – Califórnia). “[...] São seres especiais, que emitem em suas auras uma irradiação com tonalidade azul-violeta específica, que denota o nível de evolução. Esse nome [índigo] se deu por parecer [com] a cor da planta Indigofera Tinctoria, encontrada na Índia. Quanto mais evoluído seu períspirito, também apresenta essa cor. Suas moléculas quintessenciadas vibram trazendo a coloração índigo” (Divaldo P. Franco). Características principais de uma criança índigo e seus aspectos comuns: HUMANISTA (LÍDER) VERBAL – SOCIÁVEL – SUPERATIVO – DETERMINADO – OPINIÃO FIRME –DESMONTA BRINQUEDOS – DIFICULDADES EM ESPERAR – ESQUECIDO – GOSTA DE LER – RESPEITO À AUTORIDADE LEGÍTIMA – DIÁLOGO E NEGOCIAÇÃO – AMOR NAS RELAÇÕES – ATENTO AOS SENTIMENTOS. Será: médico, advogado, psicólogo, psicopedagogo, professor, comerciante, político. Seu foco principal são as pessoas e as relações entre elas. CONCEITUAL/TECNOLÓGICO MENOS VERBAL – TIMIDEZ E/OU ISOLAMENTO – ESTRATEGISTA –TECNOLÓGICO (CIBERCULTURA) – CONTROLADOR E MANIPULADOR. Educar com firmeza e amor. Necessita de compreensão e aceitação. Possui tendência à extravagância e ao uso de drogas na adolescência. Será: engenheiro, arquiteto, projetista, especialista em informática, militar estrategista, astronauta, piloto, esportista... Seu foco é a realização de mudanças na sociedade, ruptura de padrões, propiciando uma forma de vida mais coerente. ARTISTA CRIATIVO – EXPERIMENTADOR DO NOVO – SENTIDOS APURADOS – APAIXONARevista Nosso Núcleo

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DO PELA BELEZA E HARMONIA – SENSÍVEL AO AMBIENTE E ÀS PESSOAS (CHEIROS, CORES, LUZ, RUÍDOS) – TEIMOSIA E IMPACIÊNCIA – NÃO LIDA BEM COM PESSOAS QUE ADIAM AS COISAS – LIGADOS À NATUREZA. Será: poeta, artista plástico, professor, cirurgião, arquiteto, músico... Seu foco é atuar na harmonia e na cura do planeta. INTERDIMENSIONAL (CRIANÇA CANAL) ESPIRITUALIZADO/RELAÇÃO COM DEUS – VIDÊNCIAS – ACREDITA EM SI E EM SUAS POTENCIALIDADES – AUTÔNOMO “Eu sei, faço sozinho” – DESDENHA DE QUEM NÃO LHE DÁ IMPORTÂNCIA (consciência de quem é e de sua missão) – DISCORDA COM AUTORIDADE – SENSO DE JUSTIÇA – LÍDER. Será: terapeuta holístico e espiritual, escritor voltado para a Nova Era. Seu foco principal é a disseminação de novas ideias e filosofias ou de uma nova espiritualidade Muitos dos problemas que apresentam são reflexos, inclusive os de saúde. Quando se insiste em querer mudá-los, eles se revoltam. Pais, escola e sociedade precisam se reciclar. Desafios para educadores, psicólogos, psiquiatras e psicopedagogos. Falamos de criança, pois é na infância que devemos investir. Contudo, encontramos milhares de adultos, com essas características, já atuando na melhoria do planeta, seja na área social, educacional, política, de saúde, entre outras. De que modelos elas precisam? A educação ideal – baseada em valores éticos, morais, no respeito, na confiança, na liberdade com autoridade e principalmente no amor. As crianças da Nova Era precisam ainda mais de modelos positivos, pais responsáveis e conscientes para cumprirem seus propósitos. Necessitam receber uma educação firme, bem direcionada e coerente para executarem seus papéis. Cada família deve fazer sua reflexão a respeito do que seu filho transmite com seu jeito de ser. Os pais devem mudar para serem exemplos positivos, pois educá-los ou entendê-los não é tão fácil assim. Repressão e castigos devem dar lugar a esclarecimento e indicação de consequências. Pais que nunca dizem não também estão criando crianças inseguras, mimadas, imediatistas e despreparadas para enfrentar a vida. Essas crianças requerem a presença de adultos que busquem saúde física, emocional e espiritual, ofertando segurança, atenção, compreensão e amor. Não queremos e nem podemos rotular, precisamos ser sensíveis às diferenças natas. Como todas são crianças, independentemente da origem espiritual, cabe aos pais o principal papel educativo no desenvolvimento daquele ser que está sob seus cuidados. O espírito Emmanuel, através da psicografia de Francisco C. Xavier, diz: Revista Nosso Núcleo

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“O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos. Passada a época infantil, os processos de educação moral, que formam o caráter, tornam-se mais difíceis com a integração do espírito em seu mundo orgânico material, e, atingida a maioridade, se a educação não se houver feito no lar, então só o processo violento das provas rudes no mundo pode renovar”. “[...] Tem sido enfatizado, quanto possível, que a tarefa de Evangelização Espírita Infantojuvenil é do mais alto significado dentre as atividades desenvolvidas pelas instituições espíritas, na sua ampla e valiosa programação de apoio à obra educativa do homem” (Divaldo Pereira Franco). Levando em consideração o que foi exposto, é de suma importância a participação da criança e do adolescente na Evangelização Infantojuvenil. A educação espírita, como coadjuvante no processo de educação do ser integral, vem compor o quadro dos instrumentos que devem ser utilizados pelos pais para educar o espírito que hoje está como criança. (*) A Gênese, de Allan Kardec Lúcia Helena Zenha Neuropsicopedagoga e educadora espírita

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Artigo Doutrinário 04

ESPIRITISMO NA CABEÇA É INFORMAÇÃO. NO CORAÇÃO, É TRANSFORMAÇÃO Atire a primeira pedra quem, ao começar a frequentar uma casa espírita, nunca tenha ouvido: “Se você não vai ao Espiritismo pelo amor, vai pela dor”; “Se não consegue evoluir através do amor, vai ter que seguir o caminho da dor”. Em um país como o nosso, de predominância católica – em razão da colonização portuguesa, talvez as premissas supramencionadas sejam verdadeiras. Afinal, ainda não são muitos os espíritas nascidos em berço espírita. Contudo, deve ser assim mesmo? Será que é preciso sofrer para pedir socorro a um centro espírita? O fato é que, na maioria das vezes, é exatamente como acontece; e não há nada de errado nisso, as casas espíritas estão aí justamente para, entre outras tarefas, acolher os necessitados e os carentes de pão e de abraço. Para tal, é preciso que todos nós, frequentadores e trabalhadores das entidades espíritas, vivenciemos o que disse o espírito Ermance Dufaux: “Espiritismo na cabeça é informação. No coração, é transformação”. E comecemos por nós mesmos, estudando e laborando na seara do Cristo. Ao pesquisarmos essa doutrina tão consoladora, seremos conquistados pela lógica, e não pela dor. Uma lógica que, por ser irrefutável, fortalece a fé raciocinada. Há muitos trabalhadores de instituições espíritas que reconhecem a contração de sua fé. Vivemos um momento difícil, especialmente no Brasil. É exatamente por isso que temos de dar um testemunho de fé, de esperança e de otimismo. Para obtermos êxito, naturalmente precisamos buscar informações e interpretar o que se passa nesta linda morada que o Pai nos deu, afinal estamos em meio à transição planetária. Sem desânimo! Estudar e buscar referências para compreender. O tempo urge! É vital sentir o Espiritismo no coração, assim podemos acionar as engrenagens do movimento espírita com vistas à aceleração da referida transição planetária. Revista Nosso Núcleo

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De que forma podemos fazer isso? Ora, estudando e labutando! O conhecimento sem o trabalho é inócuo; e o trabalho sem conhecimento é, por vezes, mal aproveitado. Para ser espírita, não basta acreditar na reencarnação e na comunicação dos espíritos, é essencial manter a doutrina, conservando os ensinamentos do mestre Jesus no cérebro e no coração. No cérebro, através de análise incansável; no coração, transformando-nos, pois o Espiritismo nos dá as ferramentas necessárias para evoluirmos. Não se trata apenas do processo natural de evolução que acontece por milênios, é preciso modificar nosso modo de pensar e de viver. As necessidades do período de transição são imperiosas. Usemos as ferramentas! A hora é agora! Cláudia Ramos

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Artigo Doutrinário 05

MEU FILHO ESTÁ USANDO DROGAS: E AGORA, O QUE FAZER? Por mais que vigiemos, o consumo de álcool e drogas é uma situação muito presente nos lares hoje. Os tipos de substâncias e apetrechos utilizados revelam muito sobre as experiências do filho com substâncias químicas, por isso é importante que os pais estejam sempre atentos. Pais e mães possuem muito medo e preocupação de como agir quando percebem que seu filho está usando drogas. A maioria dos progenitores não está preparada para lidar com a situação. Assim, falar sobre drogas com os filhos deve fazer parte do processo educacional da família. O diálogo deve iniciar já na infância, considerando as inúmeras fases de desenvolvimento emocional e cognitivo pelas quais passam o indivíduo. Os pais não devem ter receio de uma conversa franca e objetiva sobre álcool e drogas, é vital criar um clima de conforto para que o bate-papo permita ao jovem falar sobre o assunto. Os educadores sempre devem ser firmes, mas ao mesmo tempo acolhedores, jamais expondo as crianças. É preciso deixar claro aos filhos sua opinião a respeito do uso de drogas, mostrando-lhes as consequências danosas sobre o consumo de tóxicos para a saúde. É essencial ressaltar as influências negativas que o álcool e outras substâncias causam na vida escolar, profissional e familiar. Para tal, é necessário que os pais procurem se informar com profissionais capacitados e confiáveis sobre a dependência química. Após identificada a situação, o que fazer? 1 – Manter a calma e o equilíbrio. 2 – Tentar conhecer e compreender as dificuldades do filho. 3 – Procurar enxergar a verdadeira dimensão do problema, deixando de lado o sentimento de culpa. 4 – Entender o que a droga significa na vida dos filhos – novas experiências, busca do prazer, fuga dos problemas emocionais etc. 5 – Evitar tratar o indivíduo como se fosse uma criança. Revista Nosso Núcleo

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6 – Ter consciência dos limites dos filhos, evitando exigir muito deles. 7 – Agir com autoridade, e não autoritarismo. 8 – Reconhecer os próprios erros e tentar modificá-los. 9 – Fortalecer vínculos familiares, incentivando afetividade, sinceridade e companheirismo. 10 – Aceitar que os filhos não pertencem aos pais, que possuem vida própria. 11 – Encaminhar o filho para uma consulta com um especialista em dependência química, psicólogo ou psiquiatra, para avaliar o grau de envolvimento com a droga e as consequências do consumo. Quanto aos pais, é imprescindível que eles também sejam orientados por um psicólogo familiar especializado em dependência química, pois o problema com as drogas não afeta somente o usuário, mas toda a família. 12 – Dependendo do grau da dependência, será necessária internação em uma comunidade terapêutica para tratamento. A dependência química é uma doença biopsicossocial e espiritual, mas esta última pode ser determinante, porque vai ao fundo do problema. A espiritualidade tem exercido papel fundamental no tratamento da dependência química, pois possui elementos que compõem um quadro de possibilidades diferenciadas, que auxiliam no período do tratamento e na busca da recuperação. O plano maior promove mudanças no usuário, como: autoperdão, sentimento de alívio, cuidado corporal, melhoria nos relacionamentos, partilha dos desafios, autocontrole e disciplina. Com isso, o indivíduo consegue adequar seus sentimentos de responsabilidade sobre suas atitudes e, por conseguinte, muda a forma como se vê, percebe a si próprio e o mundo a sua volta, fazendo constantemente uma reforma íntima; além disso, propicia a manutenção do tratamento e auxilia na prevenção à recaída, levando-o a um novo estilo de vida. Ainda hoje, por causa de mitos ou preconceitos, sentimos certa resistência à espiritualidade como parte do tratamento, mas pari passu, com muita fé, união e trabalho, chegaremos lá, independentemente de crenças ou religiões específicas. Continuemos na luta, auxiliando e consolando os dependentes químicos. Devemos ter disciplina, respeito, fraternidade, amor, fé e esperança em uma vida melhor. Revista Nosso Núcleo

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Artigo Doutrinário 06

PARA VOCÊ MÉDIUM DOS DIAS ATUAIS O Prefácio do livro “Emmanuel” escrito no início do século passado traz-nos grandes reflexões, aproveitemos para o nosso dia a dia de médiuns dos dias atuais...

Explicando... Lembro-me de que, em 1931, numa de nossas reuniões habituais, vi a meu lado, pela primeira vez, o bondoso Espírito Emmanuel. Eu psicografava, naquela época, as produções do primeiro livro mediúnico, recebido através de minhas humildes faculdades e experimentava os sintomas de grave moléstia dos olhos. Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz. Às minhas perguntas naturais, respondeu o bondoso guia: - “Descansa! Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espiritualista. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos da vida e o sentimento afetivo que me impele para o teu coração tem suas raízes na noite profunda dos séculos . . .” Essa afirmativa foi para mim imenso consolo e, desde essa época, sinto constantemente a presença desse amigo invisível que, dirigindo as minhas atividades mediúnicas, está sempre ao nosso lado, em todas as horas difíceis, ajudando-nos a raciocinar melhor, no caminho da existência terrestre. A sua promessa de colaborar na difusão da consoladora Doutrina dos Espíritos tem sido cumprida integralmente. Desde 1933, Emmanuel tem produzido, por meu intermédio, as mais variadas páginas sobre os mais variados assuntos. Solicitado por confrades nossos para se pronunciar sobre esta ou aquela questão, noto-lhe sempre o mais alto grau de tolerância, afabilidade e doçura, tratando sempre todos os problemas com o máximo respeito pela liberdade e pelas idéias dos outros. Convidado a identificar-se, várias vezes, esquivou-se delicadamente, alegando razões particulares e respeitáveis , afirmando, porém, ter sido, na sua última passagem pelo planeta, padre católico, desencarnado no Brasil. Levando as suas dissertações ao passado longínquo, afirma ter vivido ao tempo de Jesus, quando então se chamou Públio Lêntulos. E de fato, Emmanuel, em todas as circunstâncias, tem dado a quantos o procuram os testemunhos de grande experiência e de grande cultura. Para mim, tem sido ele de incansável dedicação. Junto do Espírito bondoso daquela que foi minha mãe na Terra, sua assistência tem sido um apoio para meu coração nas lutas penosas de cada dia. Muitas vezes, Revista Nosso Núcleo

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quando me coloco em relação com as lembranças de minhas vidas passadas e quando sensações angustiosas me prendem o coração, sinto-lhe a palavra amiga e confortadora. Emmanuel leva-me, então, às eras mortas e explica-me o grande e pequeno porquê das atribulações de cada instante. Recebo invariavelmente, com a sua assistência, um conforto indescritível, e assim é que renovo minhas energias para a tarefa espinhosa da mediunidade, em que somos ainda tão incompreendidos. Alguns amigos, considerando o caráter de simplicidade dos trabalhos de Emmanuel, esforçaram-se para que este volume despretensioso surgisse no campo da publicidade. Entrar na apreciação do livro, em si mesmo, é coisa que não está na minha competência. Apenas me cumpria o dever de prestar ao generoso guia dos nossos trabalhos a homenagem do meu reconhecimento, com a expressão da verdade pura, pedindo a Deus que o auxilie cada vez mais, multiplicando suas possibilidades no mundo espiritual, e derramando-lhe n´alma fraterna e generosa as luzes benditas do seu infinito amor. Pedro Leopoldo 16 de Setembro de 1937. FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

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Artigo Doutrinário 07

PENSAMENTO E EVOLUÇÃO Conforme sabemos dos evangelhos, na noite em que foi preso, Jesus estava no jardim conhecido como Getsêmani com seus discípulos para orar. Deixando-os um pouco mais afastados, pediu a Pedro, Tiago e João que se unissem a ele em oração, pois seu coração estava opresso diante do que sabia que iria acontecer. Enquanto ele orava sozinho, os discípulos adormeceram e quando voltou, Jesus os surpreendeu e os avisou que deveriam vigiar e orar, para não caírem em tentação (Mateus 26:40-41). No entanto, eles adormeceram outras duas vezes! Ao tomar conhecimento dessa passagem da vida de Jesus, nos parece estranho que os discípulos não tenham compreendido a situação. Pensamos que essa é uma coisa horrorosa e que jamais vacilaríamos se fossemos nós os discípulos. Além disso, essa mesma passagem é bastante utilizada não só dentro do Espiritismo como uma advertência para que tenhamos disciplina sobre nossos pensamentos. Aliás, esse é um ponto nevrálgico dentro da compreensão do Espiritismo: O pensamento. A chave para a compreensão de praticamente tudo que está na doutrina passa pelo estudo, classificação e entendimento do pensamento, suas origens, mecanismos e efeitos. Encontramos uma ótima alusão a esta circunstância no prefácio do livro muito querido pelos espíritas Sinal Verde, onde Emmanuel, pelas mãos de Chico Xavier nos diz: “Não desconhecemos que todos respiramos num oceano de ondas mentais, com o impositivo de ajustá-las em benefício próprio. Vasto mar de vibrações permutadas. Emitimos forças e recebemo-las, o pensamento vige na base desse inevitável sistema de trocas”. Toda a vida de relação dos espíritos, bem como sua trajetória de evolução estão intrinsecamente ligados à manifestação do pensamento. Não é sem motivo que Kardec tratou dessa questão em todas as suas obras (pode conferir, não só nas obras básicas como também na Revista Espírita!). Em cada uma delas encontramos explicações a esse respeito. Posto isso, seria fácil depreender que os espíritas possuem não só conheRevista Nosso Núcleo

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cimento sobre as questões do pensamento como também seriam árduos cultivadores do pensamento realmente edificante e propulsor da sua própria evolução. Será mesmo? Ou será que podemos estar a dormir no ponto, como nossos queridos apóstolos no Getsêmani? Até um pouco mais de 30 anos atrás, psicólogos e psiquiatras afirmavam que os pensamentos eram produto das nossas emoções. Com o surgimento da psicologia cognitiva, as teorias de Freud e dos behavioristas (comportamentalistas), nesse sentido, foram gravemente feridas. Aaron T. Beck, importante teórico da terapia cognitiva afirmou que a emoção é sempre gerada pela cognição e não o contrário. Essas duas visões opostas permaneceram irreconciliáveis por muito tempo. Afinal de contas, uma pessoa deprimida tem pensamentos negativos por conta das emoções que tem ou tem emoções negativas pelo que está pensando? Martin Seligman, um dos pais da Psicologia Positiva afirma que as duas situações ocorrem e se revezam dependendo de para qual momento do tempo (passado, presente ou futuro) nossa mente está direcionada. Para situações imediatas, em geral, nossas emoções prescindem de maiores raciocínios. É assim principalmente quando essas emoções dependem de estímulos sensoriais. Você não precisa pensar que um prato é delicioso para ter certeza disso da mesma forma que não precisa racionalizar um beijo. Porém, situações mais complexas, geralmente aquelas ligadas a perscrutar o passado ou o futuro, exigem pensamentos que eles sim, geram emoções equivalentes. A lembrança do passado e a projeção do futuro geralmente estão associados a julgamentos e juízos de valor (pensamentos), o que ao serem processados, geram emoções e sentimentos que associamos, na maioria das vezes, inconscientemente a eles. O fato é que estamos pensando, raciocinando, planejando, lembrando, o tempo todo, e, como nos diz o instrutor Áulus quando ensina André Luiz no livro Nos domínios da mediunidade: “Arrojamos de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa individualidade, o ambiente psíquico que nos é particular”. No próximo artigo, trarei algumas reflexões a respeito desse efeito no mundo em que vivemos e buscaremos descobrir se pensamos como seres despertos ou como apóstolos dorminhocos. Rodrigo Motoike Aguiar

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Artigo Doutrinário 08

PROVAÇÕES: NÃO VALORIZES O MAL Quantos de nós sofremos por situações que nos tiram o sono e a vontade de prosseguir? Gostaria de lhe repassar uma experiência vivida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ainda jovem, em seu início de tarefa mediúnica. Era o ano de 1962, quando o querido médium passava por uma grande provação, o que lhe impedia de conciliar o sono, resultando em constante dor de cabeça. Quando parecia não suportar mais, sua mentora espiritual, Joanna de Ângelis, apareceu-lhe e ele pergunta-lhe: – Minha irmã, a senhora sabe que eu estou passando por um grande problema, uma grande injustiça, e não me diz nada? – Por isso mesmo eu não te digo nada, porque é uma injustiça, não tem valor, Divaldo. Tu é quem está dando valor, e quem dá valor à mentira deve sofrer seu efeito. Porque se tu sabes que não é verdade, por que estás sofrendo? Eu já não escrevi, por tuas próprias mãos: “Não valorizes o mal”. Não tenho outro conselho a dar-te. A princípio parece um descaso, por parte da amiga espiritual, mas ela é assertiva no remédio, que viria a dar um paradeiro nesse momento de aflição: Não valorize o mal. É preciso lembrar o dito popular “o frio vem conforme o cobertor”, ensinando que tudo que chega até nós só chega porque saberemos como resolver. E você? Passa por um momento de aflição? Está dando importância maior que o caso requer? Há dois mil anos, Jesus nos trouxe respostas para todas as dores e nós, que conhecemos o Seu Evangelho, teremos respostas e apoio para todas as aflições. Vamos meditar e colocar em prática seus ensinos e assim seremos mais felizes! Tânia F. G. Carvalho

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Artigo Doutrinário 09

TRABALHO EVANGELHO VIBRAÇÃO E PASSE PAZ E AMOR EM JESUS Senhores e senhoras, quem entre vós é capaz de levar à boca um alimento já apodrecido? Causando males, infecções e levando bactérias nocivas ao corpo físico. Venho, pois, lhes dizer que ao se deixarem contaminar pela ação alheia, absorvendo-lhe o ódio, a ira e o orgulho e a tola vaidade, fazem a si mesmos mal muito maior do que se tivessem mastigado o alimento orgânico em putrefação. Coloquem-se a postos, fiquem atentos aos ataques externos e usem vosso saber, vosso sentir e vosso direito de escolha a vosso favor. Impondo, com respeito ao outro, limites, impedindo-lhe que este lhe contamine a alma. Usando o amor-próprio, não se permita contaminar-se com a mágoa alheia, lembre-se: a ira e o egoísmo do outro não lhe dão o direito de errar também, ao contrário, lhe dão a obrigação de ensinar e educar. Vosso saber e vosso conhecer devem ser instrumento de ajuda, e jamais arma que fere. A alma sã, inteligente e compassiva, deve se sobrepor àquela doente e nociva. - Sobrepor-se utilizando a razão, que inibe o ataque. - Sobrepor-se usando a humildade, que estingue o orgulho. - Sobrepor-se usando o amor, que acolhe o doente. - Sabedoria, instrumento valioso, capaz de transformar seres doentes em seres fortes e saudáveis, conscientes de si mesmos e de suas ações. - Sois sabedores, o instrumento está em vossas mãos! Coloquem-se então à disposição da ação que ensina, acolhe, zela e ama. Psicografia – Médium: Priscilla Mensinger

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Artigo Doutrinário 10

RETORNA À PATRIA ESPIRITUAL NOSSO FUNDADOR SR. JOÃO CORTESE Dia 05 marcou o retorno do nosso querido fundador: Sr João Antonio Cortese, ao mundo espiritual. Grande Médium, principalmente de cura, muito contribuiu com aqueles que o procuravam. O Sr João Cortese, nos contava, que acompanhando um amigo até o Centro Espírita de Chico Xavier, permanecia na fila até que foi chamado pelo Chico: - Ei, João, Ele pensou quantos João, não deve ser eu. - Cortese.... replicou Chico... Foi assim que se conheceram. Durante muitos anos conviveu com o querido médium Chico Xavier e recebeu deste mensagens inúmeras dentre elas, que sua tarefa seria de fundar alguns Centros Espíritas, a fim de cumprir tarefa previamente assumida no mundo espiritual. Orientado pelo querido Chico, que as Casas que teria que fundar deveriam ter o nome “Paz e Amor em Jesus”, já que estas eram as palavras finais das mensagens recebidas pelo médium mineiro, ditadas pelo espírito Bezerra de Menezes. Assim o nosso Núcleo foi o primeiro de uma série de Centros Espíritas que nosso querido Sr. João fundou, sendo que o “nosso”, já no próximo janeiro completará 47 anos de existência. A partir do “nosso” Núcleo muito consolo, esclarecimento, ajuda espiritual e material vem sendo distribuídos a todos que se acercam desta Casa bendita. O Núcleo, em todos os dias da semana, manhã, tarde e noite, vem cumprindo sua tarefa de libertar consciências e ainda como Jesus nos convocou: - “Conhecereis a verdade e ela vos libertará...”, daí tantos Cursos e palestras em nossa Casa. Revista Nosso Núcleo

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Agora é hora de render nossa gratidão a esse trabalhador incansável, que mesmo convivendo com uma doença tão pertinaz, como é o câncer, deu exemplo de coragem e determinação. Querido amigo João, tu fostes o primeiro, aquele que abriu caminho para que tivéssemos o PAZ E AMOR, foi aquele que acreditou, em tempos que muitos não se animavam a dizer-se espírita. Abristes as portas de tua casa e nos recebestes e o trabalho foi tão bem feito que até hoje, mesmo com uma casa tão grande, ainda continuarás recebendo, com o mesmo aconchego de Casa pequena, em nome dos mentores espirituais, de Jesus e de Deus nosso Pai os caídos do caminho, os ávidos de conhecimento.... Bem cumpriste tua missão, vários “Paz e Amores” existem pelo teu amor à causa do Cristo amplificada pelos conhecimentos trazidos por Kardec. Agora é a hora de receber o teu galardão, receber os frutos de tudo que semeastes. Permaneça em paz, sentiremos muitas saudades, mas como espíritas te dizemos: Até breve! Até breve, nosso querido amigo, Sr. João.

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