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EDIÇÃO N.º 20 TRIMESTRAL | SCMG | Jul/Ago/Set | 2013 Gratuito

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA NOVA DE GAIA

LAÇOS DE AMOR Uma família ao ser viço da comunidade

Misericórdia de Gaia inaugura Arquivo e Centro de Documentação


ÍNDICE EDITORIAL 84 ANOS DE HISTÓRIA A PALAVRA DOS UTENTES O QUE ACONTECEU

3 4 6 7

O verão dos utentes da Misericórdia de Gaia

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Misericórdia de Gaia no evento de turismo BOEIRA Portugal in a bottle

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ENTREVISTA

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Maria João Teixeira nos destinos da Creche e Jardim de Infância D. Emília de Jesus Costa

ESPAÇO SAÚDE HISTÓRIAS DE VIDA

23 24

A poesia da vida de Zezinho da Mota

NÚCLEO MUSEOLÓGICO ESPAÇO VOLUNTARIADO AGENDA SABIA QUE...

25 26 27 27


EDITORIAL

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA NOVA DE GAIA

Solidariedade A solidariedade já vem de há muitos séculos, e em Portugal alargou-se desde o Reinado de D. Leonor, ao fundar as Misericórdias. A de Vila Nova de Gaia, apenas com 84 anos, foi fundada por um grupo de homens bons, liderado pelo senhor Almeida Barros, o principal obreiro deste projeto beneficente. A instituição, que é uma referência no concelho gaiense, tem procurado fazer mais e melhor, através dos seus dirigentes e colaboradores que estão ao serviço das crianças e dos idosos. O Centro de Acolhimento Temporário N.ª Sr.ª da Misericórdia (CAT), estrutura mais recente, faz-me lembrar a RODA, porta onde eram colocadas as crianças pelos pais ou outras pessoas; Instituições, quase sempre conventos de freiras, onde as crianças eram acolhidas, passando a ser a sua casa, onde tinham alimentação e recebiam educação. Em pleno século XXI, a situação continua, só que as crianças são retiradas aos pais pela Segurança Social, na maioria dos casos por maus tratos ou negligência, e entregues à Misericórdia para, com profissionais devidamente especializados, lhes dar todo o conforto e segurança. Neste ponto, a miséria contínua, mas, no meu ponto de vista, está relacionada com a educação das pessoas. A Santa Casa de Misericórdia de Vila Nova de Gaia tem, neste momento, a funcionar na área da velhice

três equipamentos sociais – Salvador Brandão; Tavares Bastos e António Almeida da Costa. A instituição possui ainda a estrutura residencial para pessoas idosas Residencial Conde das Devezas e, na área da infância, a Creche e Jardim de Infância D. Emília de Jesus Costa e o CAT, como já mencionei, e onde as crianças permanecem vinte e quatro sobre vinte e quatro horas ao cuidado da instituição. A Santa Casa e os seus colaboradores reúnem todos os esforços para proporcionar aos seus utentes (crianças e idosos) o melhor possível em todas as situações. Durante o ano, os utentes têm oportunidade de participar em vários eventos e o verão não foi exceção. Na época balnear, tanto os idosos, como as crianças têm o seu tempo de praia e são devidamente acompanhados pelas funcionárias. Este período do ano coincide, como é óbvio, com férias de pessoal, mas os colaboradores procuram sempre desdobrar-se para que nada falte na hora exata. Os utentes realizaram ainda vários passeios, como foi o caso das viagens a Aveiro, Ponte de Lima, Feira Medieval e Senhora da Saúde, como os leitores vão ter oportunidade de ler nesta edição. Neste espaço de tempo, a instituição inaugurou o seu Arquivo e Centro de Documentação onde todo o espó-

lio documental da Misericórdia de Gaia, desde 1929, será tratado e catalogado por especialistas na área. Destacamos ainda a iniciativa de turismo BOEIRA Portugal in a bottle em que a Misericórdia esteve presente, divulgando os seus serviços, história, mas também os produtos regionais das Santas Casas de Misericórdia de Canha e de Óbidos, para além de ter proporcionado o esplendoroso fecho deste evento com a atuação do Coral da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde. Estes são alguns dos muitos bons motivos para não perder a leitura desta edição de Laços de Amor.

Vilaça Costa

(Mesário do Serviço de Logística da Misericórdia de Gaia)

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84 ANOS DE HISTÓRIA

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA NOVA DE GAIA

Entidades públicas e gaienses apoiaram Hospital da Misericórdia de Gaia

O Provedor da Misericórdia de Gaia de 1955 a 1975 Manuel Moreia de Barros

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A construção do Hospital, que tinha sido classificado pela Direção Geral dos Hospitais como “Hospital Sub-Regional de Vila Nova de Gaia”, decorria a bom ritmo, pelo que se começou a tratar dos concursos para fornecimento e montagem de equipamentos básicos, mecânicos e outros e do mobiliário, ao mesmo tempo que se tratou do projeto para a execução dos arranjos exteriores na zona envolvente do Hospital. Na reunião da Mesa Administrativa de 29 de novembro de 1961, a empreitada de “Instalação de Aquecimento Central (Tubagens e Convetores) e Condicionamento do Bloco Operatório do Hospital” foi adjudicada à firma J. Nunes Correia, Lda., pelo montante de Pte. 675.000$00. Na reunião de 18 de março de 1963 foi a vez de ser adjudicada a Pinto & Cruz, Lda., a empreitada de “Fornecimento e Montagem do equipamento da casa das caldeiras e tubagem de distribuição de vapor”, pelo montante de Pte. 465.403$00. Na reunião de 24 de abril de 1964 foram adjudicados a Edmundo Lisboa y Pujol os trabalhos de “Fornecimento e Montagem de equipamento mecânico da cozinha”, por Pte. 122.490$00. Na reunião de 11 de maio de 1964 foi adjudicado à mesma empresa, pelo valor de Pte. 153.360$00, o fornecimento e montagem do equipamento da lavandaria, com exceção do hidro-extrator (este foi adjudicado à SOTECNA, por Pte. 26.500$00). Na reunião de 31 de dezembro de 1965 foi a vez da Mesa Administrativa adjudicar o fornecimento e montagem de inúmero mobiliário e equipamento, às seguintes empresas e com os seguintes montantes: MUNDINTER – Intercâmbio Mundial de Comércio, SARL, no valor de Pte. 437.993$20; SALUBRIS – Sociedade Fornecedora de Equipamentos Hospitalares, Lda., no valor de Pte. 545.271$50; SIEMENS Reiniger, SARL, no valor de Pte. 453.005$00; Centro Técnico Hospitalar, SARL, no valor de Pte. 162.142$00;

Bacelar & Irmão, Lda, no valor de Pte. 29.921$00; SANITAS – Cortez, Pinto & Pimentel, Lda., no valor de Pte. 15.089$00; Porcelanas do Norte – Costa Pedrosa & Ca., no valor de Pte. 24.519$00; General Electric Portuguesa, SARL, no valor de Pte. 10.432$00. Ao mesmo tempo, e com o apoio de uma Irmã da Comunidade Religiosa da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas que veio trabalhar neste novo Hospital, os Serviços Centrais da Misericórdia realizaram inúmeras consultas, para a aquisição de inúmeros bens (roupas de cama, atoalhados, tecidos, trem de cozinha, talheres, louças, material médico-cirúrgico, material de laboratório, etc.), que custaram largas centenas de contos. Para poder obter os financiamentos necessários, o Provedor, Senhor Comendador Manuel Moreira de Barros e a sua Mesa Administrativa, desdobraram-se em iniciativas junto das entidades públicas e dos gaienses em geral, tendo obtido resultados excelentes, como se pode comprovar pelos exemplos que a seguir enunciamos: - Por despacho superior de 28 de dezembro de 1960, a Direção Geral da Assistência concedeu um subsídio eventual de 150 contos; - Na reunião da Mesa Administrativa de 23 de agosto de 1963 foi presente um ofício da Comissão de Construções Hospitalares, “informando que, satisfazendo o solicitado por esta Misericórdia em seu ofício n.º 174, de 2 de Junho passado, gostosamente submeteram o assunto nele tratado à apreciação de Sua Excelência o Ministro que se dignou despachar nos seguintes termos: Conceder-se-á a comparticipação de quinhentos mil escudos para o equipamento e mobiliário de fabrico nacional, a liquidar mediante formalidades estabelecidas….”; - Na reunião de 25 de fevereiro de 1966 foi presente um ofício da Fundação Calouste Gulbenkian, “informando que o Conselho de Administração daquela Fundação


SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA NOVA DE GAIA

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ANOS DE HISTÓRIA

deliberou autorizar a concessão de um subsídio único e extraordinário de Pte. 350.000$00, destinado a permitir a aquisição da aparelhagem radiológica do Hospital”; - O Senhor Provedor, auxiliado pelo Tesoureiro, Senhor Fiel Rodrigues, levou a cabo uma campanha de angariação de fundos que constituiu um êxito, conforme se pode aferir pelos valores que foram sendo comunicados nas reuniões da Mesa Administrativa: De 25.11.1964 - Croft & C.ª, Lda. .................................................... 4.000$00 - Adriano Ramos Pinto & Irmão, Lda. ................... 3.000$00 - Amândio Silva & F.ºs Lda. ....................................5.000$00 - Delaforce Sons & C.ª Lda. .................................... 2.500$00 - Gonzalez, Biass & C.ª ............................................ 2.500$00 - Silva & Cosens ........................................................ 2.500$00 - João Rodrigues Borges & Filhos ............................. 200$00 - Cockburn, Smithes & C.ª ..................................... 5.000$00 - Martinez, Gassiot & C.ª Lda ................................. 3.000$00 - Reginal M. Cobb ................................................... 5.000$00 31.12.1964 - Richard S. Yeatman .............................................. 5.000$00 - W & J. Graham & C.ª ........................................... 3.000$00 - Rodrigues Pinho & C.ª .......................................... 1.000$00 - Taylor, Fladgate & Yeatman ................................ 5.000$00 - A. A. Cálem & Filho, Lda ...................................... 3.000$00 - C. da Silva, SARL .................................................... 5.000$00 - Comp.ª Agríc. e Com. Vinhos do Porto ............ 5.000$00 - J. H. Andresen, Sucrs., Lda. .................................. 3.000$00 - Wiese & Krohn, Sucrs, Lda. ................................... 5.000$00 - António José Maria de Carvlho .......................... 2.000$00 - Correia de Carvalho & C.ª Lda. ......................... 5.000$00 - Manuel dos Santos Carvalho, Lda. .................... 1.000$00 - Moagem de Gaia ................................................. 7.500$00 - Soc. Vinhos Borges & Irmão ................................ 5.000$00 - C. N. Kopke & C.ª Lda .......................................... 5.000$00 - Barros, Almeida & C.ª ........................................... 5.000$00 - Bosch & Baylina ..................................................... 5,000$00 - António José da Silva, SARL ................................ 5.000$00 - Comp.ª Geral da Agric. Vinhos Alto Douro ...... 5.000$00 - Real Comp.ª Vinícola do Norte de Portugal..... 2.500$00 - Manuel D. Poças Júnior, Lda. .............................. 5.000$00 - Companhia de Linhas Coats & Clarck ............. 5.000$00 - Alcino Correia Ribeiro ........................................... 1.000$00

- H. Klein, Lda. ............................................................. 3.000$00 - António Correia da Silva, Lda. ............................... 5.000$00 - Soc. Vinhos F. Nogueira .......................................... 1.000$00 - António Oliveira d’Almeida & F.º Lda. .......................500$00 - António Oliveira d’Almeida & F.º Lda. ..................... 500$00 - Soc. Agrícola e Comercial de Vinhos Messias .. 5.000$00 - Aniello Ungaro & Sá, Lda. ....................................... 1.000$00 - Diez Hermanos, Lda. ............................................... 3.000$00 - Empresa Electro-Cerâmica ................................... 5.000$00 - Litografia União, Lda. ............................................... 1.000$00 - Jaime Lisboa ............................................................ 1.000$00 - Sociedade Industrial do Derivados da Uva ........ 1.000$00 - Sociedade Vinhos do Porto Serra ......................... 1.000$00 - M. Ribeiro & Filhoo, Lda. ........................................ 1.000$00 - J. Loureiro, Lda. ............................................................ 500$00 - Valentim Pereira da Silva ........................................ 1.000$00 De 30.01.1965 - União Exportadora do Chelo ................................ 2.000$00 - António Marques da Graça ................................... 3.000$00 - Soc. Comercial Orey & Baros Leite, Lda. ............ 2.000$00 - J. Nunes Correia, Lda. ............................................ 1.000$00 - União Comercial de Gaia, Lda. ........................... 2.000$00 - Rancho Regional de Gulpilhares .......................... 1.562$50 De 27.02.1965 - Robertson Bros & C.ª Lda. ...................................... 5.000$00 - Offley Forrestter, Lda. .............................................. 5.000$00 - Justino Ferreira Martins ............................................ 1.000$00 - A. J. Gonçalves de Morais, Lda. .............................. 100$00 De 25.03.1965 - Jos. Vijnen – Soc. Vinhos Barreiros, Lda. ............... 1.000$00 - Júlio César Mendes ................................................... 170$00 De 25.11.1965 - Produto de Festas no Parq. da Praia da Aguda.12.500$00 Total .................................................................. 193.432$50

Neste período aconteceram outros factos muito importantes na vida da Misericórdia, nomeadamente, legados e doações, que abordaremos na próxima revista Laços de Amor. Luís Marques Gomes

(Irmão e Assessor da Provedoria da Misericórdia de Gaia)

NOTA: Imagem retirada da obra "A Misericórdia - A Santa Casa de Vila Nova de Gaia", 2012, da autoria de Fernando Correia.

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A PALAVRA DOS UTENTES

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA NOVA DE GAIA

“Sinto-me feliz por encontrar pessoas que me quiseram tão bem”

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Há quase 10 anos que vivo no equipamento social António Almeida da Costa, da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia. Agradeço muito a Deus Pai em me ter guiado para esta instituição de Solidariedade Social. Sempre que me vem ao pensamento e sou interpelada pela palavra misericórdia associo-a à Misericórdia de Deus Pai que é exercida pelos membros do corpo místico de Jesus Cristo, portanto, tenho muito a agradecer à Misericórdia de Gaia e a todas as pessoas que me apoiaram e ajudaram; desde a inscrição até este momento. Muito obrigada. Sinto-me feliz por encontrar pessoas que me quiseram tão bem. Esta instituição é agradável, porque tem

pessoas com bom coração, pessoas trabalhadoras e responsáveis; as instalações são boas e têm crescido muito ao longo destes 10 anos. Não tenho nada: nem palavras, nem gestos que demonstrem o quanto estou grata à Misericórdia de Gaia. Vivia com muita insegurança, com muitos medos, andava desfeita, sentia-me sozinha, mas Deus nunca me abandonou. Vim para o equipamento António Almeida da Costa muito doente, vinha com a saúde escangalhada. Quando era jovenzinha era muito dinâmica no trabalho e na ação, mas fui perdendo a energia, que só recuperei com a entrada neste lar. Há espinhos que tenho de enfrentar, mas para colher uma bela rosa temos de picar os

dedos e as mãos. Agradeço à Mesa Administrativa, à direção, aos que trabalham nos gabinetes, aos serviços sociais, aos funcionários que trabalham nos lares em qualquer setor ao serviço dos utentes, não esquecendo os voluntários e todos os irmãos e irmãs de Misericórdia. Lembro-me sempre das crianças, dos pobres, dos idosos e das famílias, por isso, transmito-vos que tenham fé, porque Deus está sempre em cada um e em todos. Somos todos irmãos, porque pertencemos todos à família de Deus. Clara Cavadas

(Utente do equipamento social António Almeida da Costa)

SANTOS DOS NOSSOS MESES

Santa Clara de Assis 11 de agosto

Santa Isabel 4 de julho

São Januário

19 de setembro

Nascida em Saragoça, no ano de 1271, a Rainha Santa Isabel tornou-se conhecida pelos inúmeros milagres que realizou, como o caso da transformação dos pães em rosas. Santa Isabel teve um importante papel como medeadora de conflitos políticos e viveu sempre para ajudar os pobres e doentes. Evitou a guerra entre o seu marido D. Dinis e o seu filho D. Afonso. Deixou os seus bens à "Confraria da Santa Casa da Misericórdia de Rocamador", tendo sido a primeira vez que se usou o termo Misericórdia.

Santa Clara pertencia a uma família bastante nobre, mas desde cedo que se sacrificava para socorrer os pobres. Santa Clara costumava trocar as suas distrações de criança pela espiritualidade e nunca mostrou interesse no matrimónio, uma vez que pretendia dedicar-se inteiramente a Jesus Cristo. O seu amor pelos pobres chegou até São Francisco de Assis que mostrou interesse em conhecer Clara. Fugiu de casa e com a ajuda de Assis consagrou-se a Deus.

São Januário foi Bispo de Benavento, mas ficou reconhecido pelos martírios por que passou. São Januário foi preso quando pretendia visitar prisioneiros cristãos, foi lançado a um forno acesso e a feras, tendo saído, por milagre, ileso. O mártir acabou por ser degolado, mas a história vinca o milagre do seu sangue que passa do estado líquido ao estado sólido com perda de peso, mas com aumento de volume. Ao longo dos anos são cada vez mais os devotos a São Januário.

LEITE, José, COELHO, António José, Santos de Todos os Dias, abril, Matosinhos, QN – Edição e Conteúdos, S.A., 2005, pp. 25-30, ISBN:

LEITE, José, COELHO, António José, Santos de Todos os Dias, maio, Matosinhos, QN – Edição e Conteúdos, S.A., 2005, pp.57-62, ISBN:

LEITE, José, COELHO, António José, Santos de Todos os Dias, junho, Matosinhos, QN – Edição e Conteúdos, S.A., 2005, pp. 91-92, ISBN: 989-554-242-9

989-554-242-9

989-554-242-9


O QUE ACONTECEU...

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA NOVA DE GAIA

… NO CENTRO DE ACOLHIMENTO TEMPORÁRIO N.ª SR.ª DA MISERICÓRDIA

Novas experiências para crianças do CAT

Para algumas das crianças do Centro de Acolhimento Temporário N.ª Sr.ª da Misericórdia (CAT), algumas das iniciativas de verão deste ano já não foram novidade, mas para outras foram novas e interessantes experiências.

7 Os meninos de dois anos foram pela primeira vez à praia, mas as férias de verão não foram só de sol e areia, houve ainda passeios, momentos culturais e de muita brincadeira. As crianças do CAT divertiram-se no Parque do Buçaquinho, em Esmoriz, e no Parque da Lavandeira no mês de julho. Em agosto, as crianças viajaram até Guimarães, tendo “mergulhado” num mundo novo de experiências aquáticas no Parque Aquático Scorpio. A visita à Feira Medieval de Santa Maria da Feira e ao Sea Life, que foi oferta da voluntária e madrinha do

CAT, Albertina da Cruz, foram outros momentos que marcaram as férias dos meninos que são acolhidos pela instituição que, mesmo quando não tinham atividades marcadas no exterior, divertiam-se com as brincadeiras na piscina do centro.

BREVES Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição As irmãs do Convento de S. José, em Santo Tirso, receberam o provedor Joaquim Vaz e o diretor geral, João Paulo Coelho, no passado dia 19 de setembro. Esta visita da parte da Misericórdia de Gaia revestiu-se de um profundo significado, uma vez que este Convento acolhe muitas irmãs que viveram e se dedicaram aos utentes dos diversos equipamentos sociais da Misericórdia de Gaia: lares, creche e jardim de infância e hospital.


O QUE ACONTECEU... … NA CRECHE E JARDIM DE INFÂNCIA D. EMÍLIA DE JESUS COSTA

Encontros e Reencontros Castelos e bolinhos de areia, mergulhos e muita brincadeira foram alguns dos momentos que marcaram a época balnear vivida pelas crianças da Creche e Jardim de Infância D. Emília de Jesus Costa (CJI). Após as férias de verão, iniciou-se Praia e diversão marcaram o final de um mais um ano letivo e um novo ano letivo. Encontros e reencontros marca- ciclo na vida de muitas crianças ram o arranque de outro ano de aprender que entraram pela primeira vez na CJI. As educadoras, auxiliaa brincar. res e demais equipa da CJI prepararam com rigor e dedicação o arranque de 2013/2014. Os choros habituais da mudança não faltaram, como também não faltaram os abraços e beijinhos dos reencontros entre amiguinhos, crianças e educadores. Aqui ficam alguns desses melhores momentos.

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Creche e Jardim de Infância D. Emília de Jesus Costa

"Porque a BRINCAR estou a APRENDER"

R. Almeida Costa, 151, 4400-013 Vila Nova de Gaia Tel. 223799110 - cji@scmg.pt


… NA RESIDENCIAL CONDE DAS DEVEZAS O Tango esteve, este ano, em destaque na comemoração do 21.º aniversário da Estrutura Residencial Conde das Devezas.

Evento do ano na Residencial Conde das Devezas

A comemoração do aniversário é um dos momentos mais emblemáticos para residentes e colaboradores da estrutura residencial Conde das Devezas (RCD). Este ano, a Residencial Conde das Devezas pautou o seu 21.º aniversário por vários momentos dedicados ao Tango. O primeiro foi da responsabilidade de um par de bailarinos profissionais, tendo-se seguido outro par, desta vez constituído pelos residentes Elisa Juventina Bastos e major Fernando França. O último Tango foi interpretado pelas colaboradoras da RCD, tendo transmitido os sentimentos de entrega e de

desejo. Os três momentos, cada um com a sua especificidade, mas todos com o mesmo sentimento tornaram a comemoração do 21.º aniversário da Residencial Conde das Devezas um evento inesquecível. A data é todos os anos marcada com a forte participação dos residentes que fazem questão de assistir aos espetáculos com entusiasmo e satisfação.

Misericórdia de Gaia solidária com bombeiros A Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia lançou uma campanha de angariação de fundos para as Corporações de Bombeiros próximas da instituição. A Misericórdia de Gaia lembra-se todos os anos dos bombeiros ao ser sócia de várias corporações e ao contar com o seu apoio nos momentos mais importantes para a instituição, como é o caso da Procissão em honra à N.ª Sr.ª da Misericórdia. Consciente de que todas as ajudas para com os bombeiros são bem-vindas, a instituição decidiu lançar uma campanha de angariação de fundos entre os seus órgãos sociais, irmãos, colaboradores, utentes, familiares, voluntários e amigos, colocando mealheiros nos vários equipamentos sociais da Irmandade. O valor angariado com esta campanha foi de 315,20 euros que foi entregue à Corporação dos Bombeiros Voluntários de Coimbrões.

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O QUE ACONTECEU... … NO ANTÓNIO ALMEIDA DA COSTA

Ciclos de vida em destaque no Almeida da Costa Nos meses de verão, o equipamento social António Almeida da Costa continuou com a aposta na intergeracionalidade e com uma atenção redobrada para com os utentes com necessidades especiais.

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A Santa Casa da Misericórdia de Amarante lançou o desafio e a Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia agarrou-o. O desafio do concurso “Mãos com vida V” consistia nos utentes transmitirem, através de uma expressão artística o que entendiam pelo tema “O ciclo da vida”. A atividade realizada no equipamento social António Almeida da Costa (AC) contou com a presença de um grupo de crianças que ajudaram os utentes nessa tarefa. O resultado foi a existência de vários quadros artísticos que ilustraram as opiniões sobre

os ciclos de vida por ambas as gerações: idosos e crianças. Os trabalhos foram a votação e a obra vencedora foi remetida para a Misericórdia de Amarante. O trabalho apresentado pela Misericórdia de Gaia, assim como os demais trabalhos em concurso ficaram em exposição de 23 a 29 de setembro no Lar Conselheiro António Cândido, equipamento da Misericórdia de Amarante. Esta foi mais uma iniciativa intergeracional e interinstitucional bastante enriquecedora para todos os intervenientes.

Aniversários

Passeios pequenos

No passado dia 31 de agosto comemoraram-se mais aniversários no AC. Desta vez foi convidado o Círculo Católico de Operários do Porto que animou os aniversariantes com momentos de teatro e de música.

Muitos utentes não conseguem participar nos passeios de verão de autocarro, devido às dificuldades de locomoção e de orientação. Nesse sentido, o equipamento social AC realizou passeios de curta distância e em pequenos grupos. Para além da valorização e felicidade do próprio utente, este tipo de atividade é uma excelente forma de integração dos novos idosos nos equipamentos sociais da instituição.

Passeio convívio

O passeio convívio deste ano do equipamento social AC foi ao Monte de São Félix, na Póvoa de Varzim, no dia 27 de setembro. Como é habitual esta iniciativa pauta-se pela curiosidade dos participantes que, até ao último momento, desconhecem o destino da iniciativa. Foi mais um momento de confraternização e de bem-estar entre utentes, colaboradores e dirigentes do AC, que contou também com a participação do grupo de música Amizade e Som.


… NO SALVADOR BRANDÃO

Assembleia de Sábios no Salvador Brandão O equipamento social Salvador Brandão foi um dos palcos da semana TROCAS DE TEIA, projeto de cidadania de Gulpilhares, que desenvolveu de forma intensiva durante uma semana atividades de entreajuda, troca e partilha em vários locais da freguesia. Uma das atividades da semana TROCAS DE TEIA foi a “Assembleia de Sábios” realizada no passado dia 21 de agosto no SB. Segundo a coordenadora do projeto, Lucinda Saldanha, esta atividade teve como objetivo valorizar as experiências de vida e o percurso pessoal de cada utente, “respeitando e conhecendo os seus saberes” para que possam ser partilhados e utilizados “de forma criativa por toda a sociedade”. Lucinda Saldanha apresentou a dinâmica da semana TROCAS DE TEIA aos utentes e referiu a importância das pessoas se conhecerem, de saberem as respetivas histórias de vida e do lugar em que vivem. Cada utente teve a oportunidade de se apresentar e de expressar o que mais gosta, criando-se, desta forma, a esperada teia de saberes e experiências que foi partilhada e refletida por todos. Os “gostos” mais referidos e ouvidos pelos utentes

foram “gosto de estar aqui” no equipamento SB. O projeto TEIA é uma rede comunitária, organizada por iniciativas de um grupo de cidadãos da freguesia de Gulpilhares, que tem como missão promover o sentido de comunidade e aumentar o conhecimento interpessoal com o intuito de se formarem redes de vizinhança, baseadas nos valores da interdependência, gratuitidade e partilha de saberes. O projeto existe há mais de um ano e organiza atividades de áreas bastante versáteis.

PASSEIOS DE VERÃO La Salette Os utentes do SB visitaram o parque de La Salette, em Oliveira de Azeméis, no dia 6 de agosto. Os utentes observaram a festa que acontecia no local e tiveram oportunidade de visitar uma fábrica de vidro. Durante a viagem até ao destino ainda houve tempo para uma paragem em Santa Maria da Feira, onde puderam observar elementos da viagem medieval.

Sea Life No passado dia 2 de setembro e aproveitando o bom tempo, o equipamento social SB realizou uma visita temática ao SEA LIFE, no Porto. Os utentes observaram diferentes tipos de peixes, dragões marinhos e cavalos marinhos. Os técnicos do aquário foram explicando as diferentes espécies e o respetivo tipo de alimentação.

Estação litoral da Aguda O equipamento social Salvador Brandão levou os seus utentes a visitar a Estação Litoral da Aguda, no passado dia 10 de julho.

Visita aos moinhos Já no dia 3 de setembro, os utentes foram ver os moinho a Leça da Palmeira. Ao observarem os moinhos a funcionar e a moer o milho, os utentes relembraram-se de certos objetos que fizeram parte da sua vida diária, como panelas de ferro com pés, socos de madeira, foices, entre outros.

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O QUE ACONTECEU... … NO TAVARES BASTOS

Passeios e animação marcaram o verão dos utentes

Os utentes do equipamento social Tavares Bastos viveram os meses de verão com bastante animação.

Este ano, para além dos passeios em conjunto com os demais equipamentos sociais da Misericórdia de Gaia pelas várias cidades do país, os utentes do Tavares Bastos (TB) realizaram pequenos passeios pelo concelho de Gaia, destacando-se a visita à orla costeira e à Marina da Afurada. No entanto, a equipa do Tavares Bastos não se esquece dos utentes com maiores dificuldades e, nesse sentido, proporcionou aos idosos com necessidades ao nível da psicomotricidade vários momentos agradáveis pelos espaços exteriores do equipamento. Mas nem só de passeios foram os dias de verão no TB. Os utentes beneficiaram ainda de momentos de descontração com a atuação do grupo de Cavaquinhos “Entre Parentes” que escolheram um reportório bem ao gosto dos utentes.

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Interação intergeracional No passado dia 24 de setembro, os meninos do infantário Casa do Povo, da Madalena, fizeram uma visita aos utentes do equipamento social TB. Esta visita foi uma “aula viva” para idosos e crianças, uma vez que os utentes explicaram às crianças os nomes das diversas árvores de frutos que se encontram na parte envolvente do equipamento.

Misericórdia de Gaia participou na passadeira Solidária A Misericórdia de Gaia associou-se à iniciativa da Liga Portuguesa Contra o Cancro, participando na “Passadeira Solidária”. Os utentes dos vários equipamentos sociais da Misericórdia decoraram com cores e materiais, quadrados de tecido com conceitos e frases relacionadas com a doença. Os trabalhos apresentados revelam um apurado sentido criativo dos utentes, mas, sobretudo, o seu espírito solidário para com a luta contra o cancro.


Verão para todos

Os dias de verão foram muito bem passados pelos utentes da Misericórdia de Gaia Com o tempo a convidar, os utentes fizeram vários dias de praia e não resistiram aos típicos passeios de verão.

Os equipamentos sociais da Irmandade proporcionaram a cerca de 60 utentes um passeio a Aveiro, no passado dia 16 de julho. Os utentes visitaram o Museu Marítimo de Ílhavo e tiveram ainda a oportunidade de provarem e trazerem para casa os típicos ovos moles de Aveiro. Os momentos de animação não faltaram sempre ao som do acordeão e com muita cantoria.

Já no dia 9 de agosto, os utentes viajaram até Ponte de Lima. Na viagem de regresso ainda passaram pela Póvoa de Varzim e por Vila do Conde.

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Agosto é mês de lembrar N.ª Sr.ª da Saúde e, como habitualmente, os utentes dos equipamentos sociais da Misericórdia realizaram, uma vez mais, a sua peregrinação anual até ao santuário. Nos dias 29 e 30 de agosto assistiram à eucaristia muitos utentes, colaboradores e voluntários da instituição, mas também marcaram presença neste encontro o provedor Joaquim Vaz, o mesário e a diretora do equipamento social António Almeida da Costa, Jorge Soares e Helena Ferreira, e a assessora para o voluntariado Maria Augusta Ferraz. Depois do momento espiritual, aconteceu a festa com muita música e animação.

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07-10-2013 15:53:42


O QUE ACONTECEU...

Palacete da Casa do Costa em projeto de moda O Palacete da Casa do Costa foi o local escolhido para uma produção fotográfica com o objetivo de ser desenvolvido o catálogo de primavera/verão 2014 da marca de sapatos Lazuli.

O Palacete da Casa do Costa, local onde viveu um dos maiores benfeitores da Misericórdia de Gaia e proprietário da Fábrica de Cerâmica das Devezas, António Almeida da Costa, despertou o interesse da marca de sapatos que tem como objetivo a divulgação e promoção de azulejos, como tradição portuguesa.

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A sessão realizou-se no dia 19 de julho por uma alargada equipa de profissionais da área da moda e o resultado final pode ser consultado em http://www.lazuli.pt/ ou na página facebook https://www.facebook.com/ Lazuli.pt.


ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Equipamento Salvador Brandão com licenciamento à vista A Misericórdia de Gaia organizou uma Assembleia Geral Extraordinária, no passado dia 30 de julho, para apresentar aos irmãos a proposta da Mesa Administrativa de contratação de um financiamento na Caixa Económica Montepio Geral, ao abrigo da Linha de Apoio à Economia Social, até ao montante máximo de 100 mil euros. O financiamento, já autorizado pelo Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, visa a realização de obras de segurança que são necessárias levar a efeito no complexo Social Salvador Brandão, em Gulpilhares, tendo em vista a obtenção da licença de utilização do equipamento. A estimativa orçamental das obras é na ordem dos 162 mil euros, mais IVA. “Como os irmãos sabem, os recursos financeiros da Instituição são escassos e, por isso, tudo vimos fazendo para evitar socorrermo-nos de financiamento externo, mas quando tivemos conhecimento da linha de apoio à Economia Social, que o Governo de Portugal colocou à disposição das Instituições Sociais, de imediato nos candidatamos”, referiu o provedor Joaquim Vaz. O diretor geral João Paulo Coelho explicou aos irmãos que as condições deste financiamento são as seguintes: montante máximo de financiamento de 100 mil euros com a taxa de juro bonificada da taxa Euribor a três meses, acrescida de 3,75 pontos percentuais, num prazo de vigência até 27 de dezembro de 2019 e um período de carência de capital que pode ir até dois anos. A proposta foi aceite, colocada à votação e aprovada por unanimidade.

Alteração do horário dos serviços administrativos Os serviços administrativos da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia, localizados na Rua Teixeira Lopes, n.º 33, em Mafamude, estão abertos ao público ininterruptamente das 9h00 às 17h30. A medida avançou no dia 16 de setembro. A alteração do horário dos serviços administrativos da Misericórdia de Gaia visa dar uma resposta mais eficaz às necessidades dos seus clientes e utentes, uma vez que se adapta, desta forma, a realidade da organização ao trabalho e respetivos horários do público, facilitando-lhe o acesso aos diversos serviços da instituição. A Misericórdia de Gaia acredita que esta nova medida

aumentará a eficácia da atividade dos seus colaboradores e a consequente satisfação dos seus clientes e utentes. Em dezembro de 2013, a Mesa Administrativa vai avaliar os resultados obtidos do funcionamento dos serviços administrativos com este novo horário e decidirá pela sua continuidade ou não em 2014.

ERRATA: Informamos que Laços de Amor publicou, equivocadamente, na página 15 da edição n.º 19, que a Procissão em honra a N.ª Sr.ª da Misericórdia se realizou no dia 1 de janeiro, quando, na verdade, a mesma teve lugar no dia 1 de junho de 2013. Laços de Amor pede desculpa por qualquer inconveniente decorrido deste lapso.

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O QUE ACONTECEU...

Misericórdia de Gaia faz investimento em dois novos elevadores O provedor e o diretor geral da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia receberam, no passado dia 20 de agosto, dois novos elevadores para o edifício de rendimento da instituição, localizado na Praça da Batalha no Porto. O investimento de 41 mil, 198 euros e 85 cêntimos na aquisição de dois novos elevadores vai proporcionar a segurança e o conforto necessários aos inquilinos da Misericórdia de Gaia do edifício de rendimento da insituição, localizado na Praça da Batalha, no Porto, e, sobretudo, o cumprimento pela instituição da legislação em vigor. O investimento foi adjudicado por concurso público à empresa Schmitt+Sohn Elevadores que já equipou com três elevadores a estrutura residencial Conde das Devezas e com um o equipamento social da instituição António Almeida da Costa. “A nossa luta agora é sensibilizar os nossos inquilinos da necessidade de preservação e da boa utilização dos novos elevadores”, afirmou o provedor da Misericórdia de Gaia, Joaquim de Moreira Vaz.In Verbindung mit dem Exzellenter Service ist einLima Anspruch.

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BOEIRA PORTUGAL IN A BOTTLE

Misericórdia de Gaia presente em projeto de turismo A Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia esteve presente no evento de turismo BOEIRA Portugal in a bottle, que se realizou na Quinta da Boeira – Arte e Cultura, em Vila Nova de Gaia, de agosto a setembro de 2013.

O BOEIRA Portugal in a bottle pretendeu, através da presença de 60 stands, promover a divulgação de vinhos, gastronomia, artesanato e outras expressões culturais portuguesas. Os visitantes puderam assistir a vários espetáculos de música e de dança que animaram o momento, bem como passear pelos jardins, onde estiveram presentes peças da exposição com o tema "As tradições de Portugal". A Misericórdia de Gaia marcou presença neste evento com um stand que permitiu aos turistas e demais visitantes do BOEIRA Portugal in a bottle terem conhecimento da história, da realidade e da ação social de excelência que a Irmandade presta no concelho de Gaia. No stand da instituição esteve disponível material informativo, obras de literatura sobre a história e os grande beneméritos da instituição, medalhas, porta-chaves, coleção de postais, bem como produtos regionais, produzidos por outras misericórdias, marcando-se, desta forma, a forte ligação de comunhão entre as misericórdias portuguesas.

O provedor da Misericórdia de Gaia, Joaquim Vaz, com o presidente da Assembleia Municipal, César Oliverira

O arquiteto Valentim Miranda, o mesário Sílvio Ribeiro e o provedor Joaquim Vaz da Misericórdia de Gaia

O irmão e escritor Fernando Correia com o provedor Joaquim Vaz

Produtos regionais das Misericórdias de Canha e de Óbidos presentes no stand da Misericórdia de Gaia

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O QUE ACONTECEU... BOEIRA PORTUGAL IN A BOTTLE A Misericórdia de Gaia foi responsável pela animação cultural do BOEIRA Portugal in a bottle no dia 26 de setembro com a atuação do Coro da Misericórdia de Vila Verde. Um espetáculo memorável para quem assistiu. “Estava a ouvir o Coro da Misericórdia de Vila Verde e a pensar na Misericórdia de Gaia. Sei que o que nos une é a cultura de Misericórdia”, referiu o provedor da Misericórdia de Gaia ao agradecer a presença da Santa Casa convidada e, à organização do BOEIRA Portugal in a bottle pela iniciativa. O provedor da Misericórdia de Vila Verde, Bento Morais, referiu que só com o empenho dos seus colaboradores é que tem conseguido um excelente trabalho. Um dos organizadores do evento, Albino Jorge, felicitou as Misericórdias presentes “pelo exemplo que são para o

país”, encorajando-as a continuar com o bom trabalho que têm desenvolvido. Albino Jorge fez ainda referência de que gostaria de poder voltar a contar com a presença do Coro da Misericórdia de Vila Verde na edição do BOEIRA Portugal in a bottle de 2014, que já tem reabertura agendada mara o mês de maio.

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O provedor da Misericórdia de Vila Verde, Bento Morais, e o provedor da Misericórdia de Gaia Joaquim Vaz

Um dos responsáveis do BOEIRA Portugal in a bottle

O provedor da Misericórdia de Vila Verde, Bento Morais, e o provedor da Misericórdia de Gaia, Joaquim Vaz

Elementos da Mesa Administrativa da Misericórdia de Gaia: Jorge Soares e esposa e Sílvio Ribeiro e esposa

Albino Jorge, um dos organizadores do BOEIRA Portugal in a bottle a intervir

Garrafa com 30 metros de comprimento O ex-libris do espaço é uma garrafa em fibra de vidro com 8 metros de diâmetro e 30 metros de comprimento com capacidade para receber até 50 visitantes por sessão. No seu interior é apresentado um filme em 3D sobre as várias regiões vitivinícolas nacionais: Douro, Vinhos Verdes, Dão e Alentejo. O projeto encontra-se em fase de conclusão, devendo o mesmo ser apresentado ao público na reabertura do evento em maio de 2014.


ESPECIAL ARQUIVO E CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DA MISERICÓRDIA DE GAIA

“Equipamento de excelência para divulgação da história e cultura da instituição” O Arquivo e Centro de Documentação da Misericórdia de Gaia já é uma realidade. Em dia de inauguração a benemérita Maria Eduarda Figueiras Pinto Ribeiro foi homenageada por ter tornado este sonho realidade. O provedor da Misericórdia de Gaia, Joaquim Vaz, e a vereadora da Câmara de Gaia, Veneranda Carneiro, procederam ao descerramento da placa de inauguração do Arquivo e Centro de Documentação da Misericórdia de Gaia, que aconteceu no passado dia 3 de setembro, data do aniversário da benemérita Maria Eduarda Figueiras Pinto Ribeiro.

O edifício sito na Rua Pinho Valente, n.º 106, perto da Estação das Devesas é propriedade da Misericórdia de Gaia, mas estava há muitos anos devoluto, tendo sido mesmo alvo de vários atos de vandalismo. Numa visita pelo património da instituição, a Mesa Administrativa da Santa Casa decidiu que este seria o local mais apropriado para concentrar todo o seu acervo documental, que se encontrava disperso, e realizar o respetivo tratamento. “Ficaremos dotados de um equipamento de excelência para a divulgação da história e cultura da instituição, onde teremos uma biblioteca para consulta e pesquisa, contribuindo para o enriquecimento da população”, frisou o provedor, evidenciando que o Arquivo e Centro de Documentação da instituição ficará à disposição dos irmãos, dos agru-

pamentos escolares e do público em geral. Na sua intervenção, Joaquim Vaz prestou homenagem a Maria Eduarda Figueiras Pinto Ribeiro, irmã benemérita da Misericórdia de Gaia, por ter deixado, em testamento, os seus bens, num total de 320 mil euros, à instituição e, assim, ter tornado a existência deste Arquivo e Centro de Documentação possível. A chefe de Divisão do Arquivo Municipal Sophia de Mello Breyner tem acompanhado o trabalho desenvolvido no acervo histórico e documental da Misericórdia de Gaia: “É muito demorado organizar um arquivo, mas desorganizá-lo é muito rápido”. “Vamos analisar o protocolo que temos estabelecido com a Misericórdia, tornando-o mais eficaz e verificar até que ponto podemos converter o nosso apoio técnico numa mais-valia para este serviço público”, frisou Alda Temudo. A chefe do Arquivo Munici-

por essa razão”. Alda Temudo alertou para a importância de existir pessoal técnico especializado no Arquivo e Centro de Documentação da instituição, bem como para os novos desafios que são colocados nesta matéria na atual era digital. “Felicito a Misericórdia de Gaia por esta iniciativa e agradeço a oportunidade técnica e de conhecimento que me é facultada com esta experiência”, reiterou. Joaquim Vaz aproveitou ainda para agradecer publicamente o apoio incondicional que a instituição tem recebido do assessor da provedoria e ex diretor geral desta Santa Casa, Luís Marques Gomes, do irmão e autor do livro “A Misericórdia – A Santa Casa de Vila Nova de Gaia”, Fernando Correia, e do diretor do Solar Condes de Resende, o professor Joaquim Gonçalves Guimarães. No momento estiveram ainda presentes vários irmãos, órgãos sociais, utentes, colaboradores e amigos da Misericórdia de Gaia, mas também representantes das entidades locais e de outras Misericórdias, destacando-se a Misericórdia de Santo Tirso, de Matosinhos e a Misericórdia de Paços Ferreira.

pal referiu ainda que o acervo histórico e documental da Misericórdia de Gaia tem suscitado muito interesse na comunidade que procura essa informação no Arquivo Municipal: “É muito frequente sermos abordados

Arquivo e Centro de Documentação – Resenha histórica A preparação da organização do acervo documental da Misericórdia de Gaia começou em 1992, passando por diversas fases.

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O QUE ACONTECEU... ESPECIAL - ARQUIVO E CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DA MISERICÓRDIA DE GAIA O assessor da Provedoria Luís Marques Gomes informou que nesse ano a secretaria de Estado da Cultura promoveu o projeto “Recenseamento dos arquivos das Misericórdias” que consistiu no levantamento da situação dos arquivos das Misericórdias relativamente às suas instalações,

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equipamentos e grau de organização. Mais tarde, a diretora do Arquivo Distrital do Porto propôs à Misericórdia de Gaia a participação no “Programa de inventariação do património cultural móvel – fundos arquivísticos” e em 1994 apresentou à Santa Casa o relatório de diagnóstico do Arquivo da instituição. No entanto, “por várias razões, nada se adiantou sobre este assunto nos anos seguintes” e os arquivos da instituição “não tiveram a proteção adequada”, reconheceu Luís Marques Gomes. O assessor da Provedoria informou ainda que entre abril e junho de 2004 a União das Misericórdias Portuguesas celebrou um protocolo de cooperação com o Instituto Português dos

Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, visando a preservação, conservação e restauro do património artístico das Misericórdias. No 75.º aniversário da Misericórdia de Gaia, a 26 de junho de 2004, a instituição inaugurou o seu Núcleo Museológico e decidiu avançar para o tratamento e arrumação de toda a documentação da instituição, tendo para o efeito obtido o apoio de um técnico superior de arquivo sob a orientação da chefe de Divisão do Arquivo Municipal Sophia de Mello Breyner. “O processo ficou, entretanto, parado por falta de meios, enquanto no arquivo se registou alguma confusão e desarrumo”, voltou a evidenciar o assessor da Provedoria. O gesto da benemérita Maria Eduarda ao instituir a Misericórdia de Gaia herdeira dos seus bens marcou um novo ciclo no processo documental da instituição com a obra agora inaugurada. Mais 900 livros O Arquivo e Centro de Documentação da Misericórdia de Gaia já recebeu a doação de 900 livros da família do gaiense António Amendoeira, que se destacou pela luta dos seus ideias e pela sua escrita. Os livros oferecidos à instituição vão ser alvo de tratamento e de catalogação e ficarão disponíveis para consulta pública.

O provedor da Misericórdia de Gaia, Joaquim Vaz

O assessor da Provedoria Luís Marques Gomes

A chefe de Divisão do Arquivo Municipal Sophia de Mello Breyner, Alda Temudo

Familiares do gaiense António Amendoeira, que doaram os livros para o Centro de Documentação

Maria Eduarda Figueiras Pinto Ribeiro – a benemérita Maria Eduarda Figueiras Pinto Ribeiro faleceu no dia 10 de janeiro de 2011, com 89 anos de idade. A 18 de fevereiro de 1994 a benemérita assinou com a Misericórdia de Gaia um contrato de aquisição de um apartamento com direito a ocupação vitalícia na estrutura residencial Conde das Devezas, propriedade da Misericórdia de Gaia, mas só o ocupou definitivamente em setembro de 1998. Quem a conheceu diz que Maria Eduarda era uma senhora culta e de muito bom gosto. Com o passar dos anos foi perdendo pouco a pouco a visão, mas teve sempre todo o apoio necessário da parte da Misericórdia de Gaia. Esse reconhecimento e o facto de não ter tido herdeiros levaram a residente a decidir deixar em testamento, todos os seus bens à Misericórdia. O testamento foi celebrado no primeiro cartório de Vila Nova de Gaia e teve como

testemunhas o diretor geral da instituição na altura, Luís Marques Gomes, e a diretora do equipamento residencial Conde das Devezas desse momento, Maria Beatriz. A Mesa Administrativa da Misericórdia de Gaia no mandato de 2009/2012, ao ter tido conhecimento deste gesto de Maria Eduarda, e de estar perante a necessidade de construção de um espaço para organização e tratamento da documentação da instituição, decidiu canalizar o valor dos bens da residente para a obra do Arquivo e Centro de Documentação da instituição. Maria Eduarda Figueiras Pinto Ribeiro foi distinguida irmã Benemérita da Irmandade em assembleia geral extraordinária de 14 de novembro de 2011. No dia 3 de setembro de 2013, dia do seu aniversário, foi inaugurado o Arquivo e Centro de Documentação da Misericórdia de Gaia.


ENTREVISTA

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA NOVA DE GAIA

MARIA JOÃO TEIXEIRA, DIRETORA DA CRECHE E JARDIM DE INFÂNCIA

“Não há receita para educar uma criança” Há 22 anos a educar crianças e há 20 a dirigir os destinos da Creche e Jardim de Infância D. Emília de Jesus Costa, Maria João Teixeira revela a Laços de Amor as preocupações, objetivos e projetos para o ano letivo 2013/2014. Que desafios o ano letivo 2013/2014 traz para as crianças, e suas famílias, da Creche e Jardim de Infância D. Emília de Jesus Costa (CJI)? O desafio para este ano é fazer com que as crianças vejam o mundo de forma otimista e positiva, porque elas próprias sentem a pressão da crise que está nas suas famílias. Devemos ajudar a que as crianças passem ao lado deste pessimismo e que nós também possamos aprender com elas a descobrir a beleza de cada coisa. E como expressam essa pressão? Andam mais perturbadas, mais nervosas, veem os pais mais tristes e mais ansiosos. É necessário que olhemos o mundo com os olhos delas, porque são olhos a descobrir tudo. “Porque a brincar estou a aprender” é o tema pelo 3.º ano consecutivo do projeto educativo da CJI, o que revela o sucesso desta opção. Quer contar-nos um pouco em que consiste? Entendemos que é fundamental que as crianças brinquem, porque brincar é o seu mundo e é dessa forma que descobrem as várias áreas de conhecimento: a matemática, a linguagem, a arte, a ciência… Baseamo-nos nas orientações curriculares para o pré-escolar, mas explicamos aos pais que não queremos escolarizar as crianças. Queremos sim que adquiram as competências necessárias para ingressar no ensino básico. Isso é feito de forma muito consciente, mas também lúdica, porque são crianças e têm de brincar. “Porque a brincar estou a aprender” mais do que um projeto educativo é uma linha de orientação na CJI. Daí ter sido prolongado. Há resultados e feedback de que esse trabalho tem sucesso… Sim. Quando as crianças estão na escola primária, as professoras, por norma, elogiam a preparação que tiveram no jardim de infância. Há sempre a preocupação de complementar o trabalho que é executado em contexto sala com novidades, como os especialistas que vêm à CJI ou as visitas culturais…

Nós devemos usar os recursos da comunidade e é importante que as crianças os conheçam. É uma forma de concretizar as atividades pedagógicas. Tentamos aproveitar os recursos existentes na comunidade para complementar com o que é lecionado em contexto sala. No âmbito da linguagem e da leitura, recebemos no ano passado uma escritora, no âmbito das artes, fomos visitar a Casa Museu Teixeira Lopes, e muito mais… A CJI D. Emília de Jesus Costa é bastante procurada não só por ser uma IPSS, mas também pelo reconhecimento dos seus valores e ideais… Além de ser uma Instituição Particular de Solidariedade Social, pertence à Misericórdia de Gaia, que tem valores associados muito fortes. Pretendemos que esses valores sejam transmitidos às crianças, sobretudo, o da solidariedade. Como temos crianças oriundas de várias classes económicas a frequentar a instituição, as crianças sentem que nem todos têm as mesmas oportunidades e aprendem a partilhar. Na festa de Natal do ano passado, as crianças perceberam que estavam a atuar para os seus pais, mas também com a finalidade de angariação de fundos para oferecerem ao Centro de Acolhimento de crianças em risco N.ª Sr.ª da Misericórdia. Muitos pais procuram-nos, porque querem que os filhos tenham os nossos valores: o ser solidário, o ter atenção ao próximo. Outro valor que germina na CJI é o da intergeracionalidade… Entre a CJI e os vários lares da Misericórdia de Gaia é frequente realizarmos atividades conjuntas, privilegiando a intergeracionalidade. Participámos numa fase experimental num projeto, desenvolvido pela psicóloga clínica da instituição, que consistiu num grupo de crianças trabalhar especificamente com um grupo de idosos com demência, e resultou muito bem. Posso dar o exemplo de uma utente com demência que não falava com ninguém e começou a falar com as crianças.

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ENTREVISTA

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Desde essa altura, a utente, que está no lar do Complexo Social António Almeida da Costa, procura-nos, porque ouve os meninos na CJI. Consegue-se resultados quase por magia… Sim. Temos muitos recursos para mudar o mundo. Uma novidade da CJI deste ano é o facto das salas do pré-escolar serem compostas por crianças dos 3 aos 5 anos. Porque foi tomada esta opção? Iniciámos este ano o projeto de juntar as idades. Tínhamos grupos etários homogéneos e um grupo heterogéneo. Percebemos que as crianças deste grupo eram mais calmas, serenas, dóceis. Como são idades diferentes, não existe tanta competição, porque os interesses também são diferentes. Este ano arrancámos com os quatro grupos compostos por crianças dos 3 aos 5 anos de idade, o que está a resultar: Os mais velhos ajudam os mais novos e os mais novos têm o exemplo dos mais velhos. Experiência que se tem revelado muito positiva… Bastante. Inicialmente os pais ficaram preocupados, mas o que costumamos dizer-lhes é para confiarem em nós, naquilo que propomos e na equipa educativa. Pedimos este voto de confiança, porque só queremos o melhor para as nossas crianças. Até agora podemos confirmar-lhes que está tudo a correr muito bem. Da CJI já saíram muitas crianças que agora são adultos, pais e que regressam para inscrever os filhos… Os pais fazem questão que os filhos frequentem a mesma instituição que eles frequentaram. É sinal de que a semente ficou. É um orgulho perceber que nós fomos importantes na vida deles. Um dos fatores diferenciadores da CJI prende-se com o tempo de prolongamento que é até às 19h00, sendo uma mais-valia na atual conjuntura económica… As atividades pedagógicas terminam às 16h30, a partir daí as crianças estão em atividades livres ou extracurriculares, que são opcionais. Temos muitas crianças a frequentar o horário completo o que não é muito aconselhável, porque embora estejam bem, estão muitas horas do dia privadas do seu ambiente familiar. Pedimos aos pais para, caso possam, chegarem à CJI até às 18h00, exceto aqueles que trabalham até mais tarde, não havendo qualquer agravamento da mensalidade. Tem sido frequente a participação dos encarregados de educação nas iniciativas da CJI, bem como já são os próprios que propõe eventos... Essa ligação é muito próxima. No fundo, somos o complemento da família, com outras responsabilidades, porque não estamos só a fazer a guarda das crianças, estamos a educá-las. É importante que os pais possam sentir que estamos cá para ajudar a família e que nós também possamos sentir que a família nos pode ajudar, porque o que interessa é a criança. Temos todos de estar em sintonia. Os bons resultados que se têm atingido também se devem à equipa educativa da CJI... Sem dúvida. A equipa de colaboradores vive muito intensamente o seu trabalho, que é de grande responsabilidade, uma vez que tem nas mãos seres humanos em

formação, que necessitam de muitos cuidados. Os nossos profissionais realizam, diariamente, um excelente trabalho de formação e dedicação total às crianças, como às suas famílias. Trabalhamos com emoção, porque também sabemos que estamos a representar uma instituição que tem uma responsabilidade enorme na comunidade. Os pais aconselham-se com os profissionais da CJI? Solicitam-nos, muitas vezes, ajuda para a educação dos seus filhos. Penso que alguns pais andam perdidos, quer com a vida agitada que têm atualmente, quer com tanta informação que surge sobre o tema e que acaba por perturbar a parentalidade, que é algo inato. O educar tem de sair do coração e não tanto do livro. Não há receita para educar uma criança, tem que ser da intuição e do amor para com a criança. Os pais têm intuição para perceber o que é importante no seu filho, mas têm muito medo de educar mal e, muitas vezes, acabam por facilitar e por não dizer NÃO. Como os pais sabem que conhecemos bem os seus filhos, porque, indiscutivelmente, passam muito tempo connosco, partilham as suas dúvidas e ansiedades. Muitas vezes temos o privilégio de presenciar aquilo que os pais não conseguem assistir e que ficam tristíssimos, como as primeiras palavras, os primeiros passos. Que projetos de maior destaque estão planeados para este ano letivo? Pretendemos implementar este ano o projeto “Shiuuu – Faz silêncio” que consiste em diminuir os níveis de agitação nas crianças. Na generalidade, as crianças de hoje não conseguem, nem sabem o que é estar relaxado. Nesse sentido, vamos promover momentos de relaxamento durante o dia, incentivando as crianças a perceberem que têm de estar relaxadas e que conseguem fazer tudo, mas sem agitação. Vamos pedir o apoio dos pais para que possam promover estes momentos de serenidade também em casa. Gostávamos ainda de poder proporcionar aos meninos, no âmbito deste projeto, um workshop de Yoga e Tai Chi. Uma ambição antiga da CJI é a Horta Pedagógica… Há uns anos as crianças tinham a liberdade de brincarem nos parques, nos jardins, na rua… Mas hoje em dia existe o medo do que lhes possa acontecer nesses locais. O resultado da falta de contacto dos meninos com a natureza é assustarem-se com formigas e moscas… A ideia é termos uma Horta Pedagógica em que as crianças possam cultivar, mexer na terra, perceber de onde vêm os alimentos, porque não sabem… Penso que lhes está a faltar o contacto com a natureza. Gostávamos de implementar a Horta Pedagógica no Complexo Social António Almeida da Costa, onde temos muito espaço envolvente com zonas férteis. Que mensagem é que gostaria de deixar às crianças da CJI? Gostava que os nossos meninos fossem pintores de um mundo novo e que o fizessem com amor, tal como diz o hino da CJI: "Ser capaz de pintar o mundo inteiro de amor". Gostaria ainda de acrescentar que para nós é um orgulho fazer parte das suas vidas.


SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA NOVA DE GAIA

ESPAÇO SAÚDE

A energia dos

ALIMENTOS

Os alimentos são constituídos por nutrientes, os macronu- ca de 70% dos alimentos que adquirimos são processatrientes (proteínas, hidratos de carbono, lípidos) e os mi- dos, modificados na sua natureza quanto à sua apresencronutrientes (vitaminas, sais minerais e oligoelementos). tação, é fundamental consultar o rótulo dos respetivos Todos têm funções específicas e vitais para o nosso orga- alimentos no momento da aquisição, verificando a sua nismo contudo, apenas os macronutrientes nos fornecem constituição em nutrientes e energia, para a respetiva energia. adequação às nossas necessidades. Desde a conceção, o ser humano necessita de energia Atualmente, sabemos que, de acordo com a balança diariamente para o metabolismo basal (MB), isto é, para a alimentar portuguesa (BAP), apesar das necessidades manutenção das funções vitais do organismo; para a ter- médias em energia dos Portugueses rondar as 2200 e mogénese de adaptação (TA), ou seja, a energia gasta as 2400 Kcal, são atualmente consumidas em média para manter o corpo a uma temperatura constante ape- por cada português 3.800 Kcal, com as consequências sar das variações de temperatura ambiente; para o efeito a que assistimos, nomeadamente, o aumento de peso térmico dos alimentos (ETA), ou seja, a energia gasta pelo para níveis excessivos, que já atinge 52% dos Portugueorganismo no processo digestivo de transformação dos ses. alimentos em nutrientes e para o consumo supra específi- Optar por alimentos com alta densidade nutricional e baico (CSE), isto é, a energia gasta com o trabalho muscular, xa necessidade energética é uma atitude urgente que o resultante da atividade física diária. consumidor deve ponderar na altura da sua aquisição, A unidade física que quantifica a energia é denomina- carecendo este facto de um conhecimento razoável da da por caloria (cal), que nos alimentos, habitualmente, componente nutricional dos alimentos para que a escose quantifica como quilocaloria (Kcal). O Kilojoule (KJ) é lha seja realizada de forma esclarecida e, assim, previna outra unidade também usada para expressar energia. A a ocorrência de danos para a sua saúde. relação de equivalência entre Kcal e Kj é: 1Kcal=4,184Kj. O potencial energético dos alimentos depende da sua Carlos Leite constituição em macronutrientes, sabendo que: os hi(Assessor para a Nutrição da Misericórdia de Gaia) dratos de carbono e as proteínas fornecem 4 kcal por grama, enquanto os lípidos fornecem 9 kcal por grama. O álcool não é um Farmácia da Misericórdia de Gaia nutriente e fornece 7 kcal por grama. A cuidar de si... As necessidades energéticas diárias variam de individuo para indivíduo, Serviços: dependendo de vários fatores: sexo, - Uma vasta gama de produtos e idade, estado de saúde, atividade físerviços sica, clima, entre outros. Para a manutenção do peso corporal é fundamen- Administração de vacinas tal equilibrar a quantidade de energia ingerida pelos alimentos com a ener- Controlo da tensão arterial gia gasta diariamente. O consumo excessivo de energia acima das nossas - Uma equipa de profissionais necessidades diárias faz com que seja disponível para aconselhar na armazenada em forma de gordura no área da saúde organismo, para além de estar relacionada com várias doenças que prolife- Serviço de Podologia ram atualmente, como, a diabetes, as Segunda a sexta-feira das 9h00 às 20h30 e sábados das 9h30 às 13h00 doenças cardíacas, as doenças osteoR. Capitão Salgueiro Maia, 311/7; 4430-518 - Consultas de Nutrição (em Vila Nova de Gaia articulares, entre outras. Tel.: 227828971; Fax.: 227826246 breve) Considerando que habitualmente cer-

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HISTÓRIAS DE VIDA

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA NOVA DE GAIA

ZEZINHO MOTA E A POESIA DA VIDA

“Interrompi a minha vida como se estivesse em estado de coma” José ou Zezinho Mota, como é conhecido no mundo da escrita, é utente de apoio domiciliário da Misericórdia de Gaia, e tem abraçado vários géneros literários: no papel e na vida. A sua história não é só poesia, dado que o drama da doença tem estado bastante presente ao longo do seu percurso. Laços de Amor apresenta, em prosa, mais um caso de coragem e de amor à vida.

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O barulho dos comboios a passar, mesmo ao lado de casa, já faz parte da sua vida, uma vez que esta realidade acompanha José Mota desde sempre. A mãe do utente trabalhou nos caminhos de ferro e foi devido a este contexto que José Mota aperfeiçoou o seu gosto pela leitura ao ler muitos livros que os passageiros da carris entregavam à sua mãe. O utente tem, efetivamente, 65 anos de idade, mas sente-se com menos 28, período de tempo em que foi “obrigado” a deixar de trabalhar por doença: “A doença retirou-me o que mais gostava de fazer: trabalhar e conviver”. José Mota viveu parte da infância com normalidade, sendo brincalhão e empenhado, e lembra com orgulho quando a professora primária o passou com distinção. No entanto, aos 9 anos começam a surgir as primeiras, de muitas, preocupações com a saúde. “O destino roubou-me as melhores fases que podemos ter que é o fim da infância e a adolescência”, lamenta. Um sério problema nos membros inferiores deixou José Mota sem andar dos 9 aos 20 anos: “Interrompi a minha vida como se estivesse em estado de coma”. Aos 14 anos sentiu melhoras e a mãe já o retirava da cama para sentá-lo na cadeira e poder brincar: “Fazia de guarda-redes e só a cadeira ocupava o lugar todo da baliza”. Aos

18 anos foi internado no Hospital São João. As previsões dos médicos não eram as melhores, mas Jos�� Mota tomou uma importante decisão que o marcou para toda a vida, física e emocionalmente, mas que não se arrepende. “Os médicos disseram-me que ia ficar mais baixo, para além do que já era devido à doença, porque tinham de retirar a articulação completa. Disse-lhes que preferia ser operado, porque o que mais queria era andar”, explica. É com orgulho e emoção que José Mota relata a sua persistência, depois de ter sido operado, em fazer caminhadas cada vez mais longas, sempre com a linha de comboio como cenário de fundo. “Todos os dias fazia um bocadinho mais a pé e quando cheguei à ponte de Francelos, sentei-me à beira da linha e pensei ´já estou aqui e só agora é que é o início”, recorda. Essa mesma linha levou-o durante vários anos até à Electro Cerâmica do Candal, onde trabalhava, na secção de artigos elétricos de baixa tensão. Mas, uma vez mais o drama voltou a estar em cena e um problema reumatológico conduziu-o para a reforma por invalidez em 1984. Um enfarte, um aneurisma e mais algumas intervenções cirúrgicas têm marcado presença na vida de José Mota. “Fui sempre muito positivo. Para quem teve tantas doenças graves é

importante dizer que o momento do dia em que sou mais feliz é quando acordo, porque estou cá”, partilha, frisando que quando olha para trás não vê sofrimento. A escrita. A escrita e a leitura foram sempre grandes paixões na vida de Zezinho Mota. Com 10 anos já lia policiais e romances e em adolescente os irmãos pediam-lhe para escrever cartas às respetivas namoradas. Zezinho não esconde que quando teve o seu primeiro computador, usado, e descobriu o mundo da internet, a sua dedicação à escrita aumentou exponencialmente: “Comecei a conhecer pessoas com blogs, principalmente, de poesia”. O utente criou um blog e, atualmente, já é detentor de um segundo, onde publica os seus poemas. “Há pouco tempo, numa pesquisa no Google, vi um poema meu num blog brasileiro”, conta satisfeito. “A internet deu-me a oportunidade de ser outra pessoa”, refere. A prová-lo são os muitos convites que tem recebido de diversas editoras. Zezinho Mota já conta com o seu nome em várias obras publicadas. Muitos sonhos já foram realizados, mas, neste momento, o sonho de José ou Zezinho Mota é ir ao Brasil passar umas férias e “se possível, ficar lá como escritor”. “Gostava de ser conhecido por aquilo que faço que é poesia”, finaliza.


NÚCLEO MUSEOLÓGICO

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Nesta edição vamos dar a conhecer dois oratórios que se encontram patentes no Núcleo Museológico, que nos foram doados por utentes dos nossos equipamentos, mas cujos nomes, infelizmente, desconhecemos.

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O primeiro fez parte do inventário realizado em 1999 e tem as seguintes referências: MVNG – 71 – Maquineta (Oratório) em madeira MVNG – 72 – Calvário em madeira, resplendor e filactera em prata.

O segundo foi inventariado mais recentemente com as seguintes referências: SF – 34 – Oratório de madeira, com talha SF – 35 – Crucifixo de Assento SF – 36 – Imagem de S. João SF – 37 – Imagem de Nossa Senhora

Gostaríamos de destacar ainda a oferta feita pelo Irmão e ex Provedor, Sr. Dr. Valdemar Teixeira de Castro Chaves: SF- 38 – Pinha em faiança, que, de acordo com a gravação feita na base, foi produzida na Fábrica Cerâmica das Devezas. Esta peça veio, assim, completar um conjunto de peças similares, que mostraremos na próxima revista Laços de Amor.

Luís Marques Gomes

(Irmão e Assessor da Provedoria da Misericórdia de Gaia)

BREVES Eleições na Misericórdia de Bom Jesus de Matosinhos O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia, Joaquim Vaz, foi convidado para integrar a Comissão de Honra da recandidatura de António Avelãs Canotilho a liderar a Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Bom Jesus, de Matosinhos, para o triénio 2014/2016.


ESPAÇO VOLUNTARIADO

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA NOVA DE GAIA

24.º ANIVERSÁRIO DO SERVIÇO DE VOLUNTARIADO

“Somos rede” O serviço de Voluntariado da Misericórdia de Gaia comemorou no passado dia 2 de julho o seu 24.º aniversário com formação e motivação.

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Este ano foi a vez do equipamento social Tavares Bastos reunir os voluntários das cinco unidades sociais para um dia de apreciação e de agradecimento pelo trabalho que desenvolvem ao longo do ano. “Que este espírito que se vive aqui vos alimente durante todo o ano e que as vossas forças sejam colocadas ao serviço da meninice e da velhice”, referiu o provedor da Misericórdia de Gaia aos voluntários. A coordenadora do serviço de voluntariado da instituição, Célia Rodrigues, lembrou todos os “voluntários que já partiram e que foram os motores deste serviço na instituição”. Os voluntários tiveram a oportunidade de assistirem a uma apresentação sobre o balanço do primeiro ano do novo serviço de voluntariado da Misericórdia de Gaia – o voluntariado ao domicílio - que se tem revelado um sucesso. No entanto, Célia Rodrigues deixou um apelo a todos os presentes de que são precisos mais voluntários para este serviço. O 24.º aniversário do serviço de voluntariado foi comemorado com uma sessão de formação, orientada e dinamizada pelas formadoras da Organização Não Governamental “Leigos

para o Desenvolvimento”, Isménia Silva e Ana Leite, que integram a equipa de formação do núcleo do Porto. O fio de um novelo foi o mote para que todos os voluntários divulgassem as suas motivações no serviço que prestam, formando-se assim uma “teia” que todos acreditam ser difícil de destruir. “Há momentos duros, mas quando os vivemos vamos buscar forças nas nossas motivações”, referiu a formadora Isménia Silva, frisando a importância de todos os voluntários conhecerem as motivações dos seus pares. “Assim, somos rede”, reiterou. O dia continuou com outras atividades sobre a realidade do serviço de voluntariado, de muitos momentos de reflexão e de motivação: “Os voluntários são cuidadores, mas também têm que ser cuidados”.


AGENDA

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE VILA NOVA DE GAIA

OUTUBRO:

NOVEMBRO:

DEZEMBRO:

Dia 2 - Comemoração do Dia Internacional do Idoso com atuaçao da Banda de Música da PSP

Dia 5 - Desfolhada do Resto nos equipamentos sociais da Misericórdia de Gaia

- Entrega de cabazes de Natal aos colaboradores da Misericórdia de Gaia

Dia 16 - Comemoração do Dia Mundial da Alimentação na Creche e Jardim de Infância D. Emília de Jesus Costa

Dia 11 - Comemoração do S. Martinho nos equipamentos sociais da Misericórdia de Gaia

Dia 17 - Festa de Natal da Creche e Jardim de Infância D. Emília de Jesus Costa

Dia 13 - Sessão de cinema no equipamento social Salvador Brandão

Dia 18 - Festa de Natal do equipamento social Tavares Bastos

Dia 21 - Tarde de Fados no equipamento social Salvador Brandão

Dia 19 - Festa de Natal dos equipamentos sociais António Almeida da Costa, Salvador Brandão e Centro de Acolhimento Temporário N.ª Sr.ª da Misericórdia

Dia 18 - Comemoração do 80.º aniversário do equipamento social Salvador Brandão Dia 28 - Comemoração do 25.º aniversário da reabertura do equipamento social Tavares Bastos Dia 31 - Comemoração do Halloween na Creche e Jardim de Infância D. Emília de Jesus Costa e Centro de Acolhimento Temporário N.ª Sr.ª da Misericórdia

Dia 28 - Comemoração dos aniversários no equipamento social António Almeida da Costa

Dia 20 - Festa de Natal da estrutura residencial Conde das Devezas - Festa de Natal para os filhos dos colaboradores da Misericórdia de Gaia no Coliseu do Porto

SABIA QUE... … A Misericórdia de Gaia é membro fundador da Academia Sénior de Gaia, pertencendo também ao seu Conselho de Gestão? ... A Misericórdia de Gaia tem um Protocolo de Cooperação com a Novo Futuro – Associação de Lares para Crianças e Jovens, com cinco moradias arrendadas àquela organização, na rua Mouzinho de Albuquerque? ... Em 28 de junho de 1986, em sessão solene na Câmara Municipal, comemorativa da elevação de Vila Nova de Gaia a cidade, a Misericórdia foi agraciada com a Medalha de Mérito Municipal - Classe Ouro? FICHA TÉCNICA: PROPRIETÁRIO: Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia; DIRETOR: Dr. Pedro Nobre; EDITOR: Dr. Pedro Nobre COORDENADORA: Dr.ª Marisa Pinho; REDATORA: Dr.ª Marisa Pinho; COLABORADORA: Dr.ª Manuela Pinto; DESIGN GRÁFICO: Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia; TIRAGEM: 1150; PERIODICIDADE: Trimestral; SEDE DA REDAÇÃO: Rua Teixeira Lopes, n.º 33, 4400-320, Vila Nova de Gaia; PRODUÇÃO: Gráfica São Miguel, Rua Norton Matos, 731, Gulpilhares, 4405-671 Vila Nova de Gaia NOTA: Publicação isenta de registo na ERC ao abrigo da Lei de Imprensa 2/99 de 13 de janeiro, artigo 9

Os artigos foram escritos com base no novo acordo ortográfico

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EQUIPAMENTOS SOCIAIS E UNIDADES DE EXPLORAÇÃO Equipamento Social Salvador Brandão R. Salvador Brandão 4405-702 Vila Nova de Gaia Tel.: 227622114 / 227625131 lsb@scmg.pt Equipamento Social António Almeida da Costa R. Almeida Costa, n.º 151 4400-013 Vila Nova de Gaia Tel.: 223754299 / 223751069 lac@scmg.pt Equipamento Social Tavares Bastos R. António Francisco Sousa, 216/38 4405-726 Vila Nova de Gaia Tel.: 227130031 ltb@scmg.pt Estrutura Residencial Conde das Devezas R. Particular às Árvores, n.º 96 4400-239 Vila Nova de Gaia Tel.: 223706526 lrcd@scmg.pt Creche e Jardim de Infância D. Emília de Jesus Costa R. Almeida Costa, n.º 151 4400-013 Vila Nova de Gaia Tel.: 223799110 Fax.: 223722490 cji@scmg.pt Centro de Acolhimento Temporário N.ª Sr.ª da Misericórdia R. Bernardino Oliv. Pinto, C/5 Blc. A 4410-474 Vila Nova de Gaia Tel.: 227534494 ca@scmg.pt Clínica Fisiátrica R. Salvador Brandão 4405-702 Vila Nova de Gaia Tel.: 227539300 Fax.: 227539301 cft@scmg.pt Centro de Hemodiálise R. Salvador Brandão 4405-702 Vila Nova de Gaia Tel.: 227538980 Fax.: 227538982 Farmácia da Misericórdia de Gaia R. Capitão Salgueiro Maia, 311/7 4430-518 Vila Nova de Gaia Tel.: 227828971 Fax.: 227826246 far@scmg.pt Serviços Centrais R. Teixeira Lopes, n.º 33 4400-320 Vila Nova de Gaia Tel.: 223773350 Fax.: 223773359 geral@scmg.pt Departamento de Intervenção Comunitária R. Teixeira Lopes, n.º 33 4400-320 Vila Nova de Gaia Tel.: 223773350 dic@scmg.pt Gestão do Património R. Teixeira Lopes, n.º 33 4400-320 Vila Nova de Gaia Tel.: 223773350 astec@scmg.pt

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