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Aliança de Misericórdia Nº 113 - ano X - NOV/2011 www.misericordia.com.br

EVANGELIZAR PARA TRANSFORMAR PERMANECER FIRMES NO AMOR E NA PROVAÇÃO p. 3

ESPIRITUALIDADE CASAIS DA ALIANÇA p. 8

TIRA-DÚVIDAS MÉTODOS NATURAIS p. 9

FAMÍLIA: FESTA E MISERICÓRDIA


Caríssimos Leitores

Índice Evangelizar para Transformar

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Palavra do Mês

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Motivada pelo Acampamento Caná, a ser realizado nos dias 12 e 13 deste mês de novembro, esta edição está totalmente dedicada à família, e aos casais, de modo particular. O Padre João Henrique, na Palavra do Mês, nos fala da família como o lugar da festa e da misericórdia, diante de um mundo cheio de ameaças às pessoas e à própria natureza da família. Um mundo em que os atentados à vida vão se tornando corriqueiros, seja pela violência nas ruas e nos lares, nos abortos, nas drogas, na prostituição, assim como os atentados ao matrimônio, com os divórcios e adultérios cada vez em maior número, banalizados pelos meios de comunicação de massa, que os transformam em “coisas normais”. Não… não é normal a violação de uma criança, seja em que circunstância for. Não é normal um lar (quanto menos a enorme quantidade que temos hoje) ser desfeito pela falta de amor, pela luxúria, pelas drogas (mesmo as chamadas “socialmente aceitas”, como o tabaco e o álcool, que tantos males trazem às pessoas e à própria sociedade). Não é normal o individualismo exacerbado que nos é oferecido com tanto glamour por este mundo, que viola totalmente a solidariedade e a fraternidade e leva, cada vez mais profundamente, ao rompimento das relações familiares, pondo pais e mães se antagonizando, irmão contra irmão, pais contra os filhos e filhos contra pais. Disto resultam tantas crianças, homens e mulheres pelas ruas, abandonados e entregues ao que de pior é oferecido por este mundo, pondo-se eles próprios no “lixo da sociedade”. Não! Não é normal nos entregarmos à morte pelo vício, pelo pecado, pelo abandono do caminho de Deus, à “descida de Jerusalém para Jericó”, como nos diz o Padre João Henrique. Dar sim à vida, dar sim à subida para Jerusalém, a “cidade da paz”, a “cidade santa”, a cidade do Senhor, o Paraíso, isto sim, é normal! Reconciliarmo-nos com nossos filhos, nossos pais, nossos irmãos, perdoá-los e pedir-lhes perdão, vivermos o amor no amor de Cristo, isto sim é normal! Equipe da Revista

Aliança em Ação

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Espiritualidade

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Tira-Dúvidas

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Infantil

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recados

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Eles são Aliança!

Juliana e Junior Piracicaba/SP Casal do Arco-Íris de Misericórdia

Luciano e Elizangela São Paulo/SP Casal missionário e seus dois filhos Gabriel e Rafael

Torne-se sócio da Aliança de Misericórdia e ajude-nos a resgatar vidas! Banco Itaú Ag. 0036 C/c 64921-8

Banco do Brasil Ag. 2815-0 C/c 16013-X

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ASSOCIAÇÃO ALIANÇA DE MISERICÓRDIA Responsáveis: Pe. Antonello Cadeddu / Pe. João Henrique Coordenação: Guilherme Augusto Editores: Maitê Gabriela Ferreira e António Moura Diagramadora: Juliana Bernardo Revisor: António Moura Fotolito e Impressão: Leograf Gráfica e Editora Ltda. Tiragem: 10.000 exemplares periodicidade mensal Endereço: Rua Avanhandava, 520 - Bela Vista 01306-000 / São Paulo - SP Tel./fax: 11 3257 8805 e-mail: revista@misericordia.com.br site: www.misericordia.com.br


Evangelizar par a Tr ansformar

Permanecer firmes no amor e na provação Viver o matrimônio é morrer pela pessoa que está a seu lado, superando as dificuldades, transpondo barreiras e tendo o olhar voltado para Deus.

S

omos casados há 23 anos e temos duas filhas, Larissa, com 16 anos, e Shaiane, com 20. Com esse tempo de casados, podem acreditar que somos um casal experiente e vivido, mas nem sempre foi assim. Viver o sacramento do matrimônio é bem diferente de ter vida individual. Duas pessoas totalmente diferentes, com pouca idade, e acreditando em fazer o certo é até uma loteria, pois, na maioria dos casos, ainda não se tem o entendimento do compromisso assumido diante de Deus, familiares e amigos. A Valéria vem de uma família estruturada e, mesmo com as dificuldades vividas, traz em seu coração o amor e o carinho de seus pais, que servem como referência para nossas filhas. Eu, Paulo, nasci de um relacionamento de namoro, e não tive a oportunidade de conhecer meu pai.

Fui criado por uma família simples, a quem eu carinhosamente chamava tio Gentil e tia Luísa. Ele era um elegante operário de terno, gravata e chapéu; ela, uma professora primária. Ensinaram-me princípios como respeitar o próximo independente de seu estado de vida. Como viver o matrimônio é morrer pela pessoa que está a seu lado, o início foi penoso. Foram muitas as fugas para o mundo, com mulheres, amigos e festas. Desentendimentos e brigas eram constantes e não preservamos nossas filhas. Elas sofreram junto, choraram juntas, e isso foi determinante para a formação delas. Em 1997, Jesus entrou de forma avassaladora em nossas vidas. Foi o nosso primeiro amor, que nos sustenta até hoje. Vieram muitos desafios, lágrimas, vitórias e provações. Entende-

mos que Jesus, a caminho do calvário, assumiu a sua missão e despojou de si mesmo, a cada passo e a cada parada, toda violência sofrida, o que faz-nos meditar o tamanho do seu amor a cada um de nós. Trazemos, como palavra de vida, Eclesiástico 2, 1-7: “Paulo e Valéria, se entrarem para o serviço de Deus, permaneçam firmes na justiça e no temor e preparem suas almas para a provação”. Hoje, Deus nos concedeu a graça de caminhar com os casais Aliança de Misericórdia no AIMSagrada Família. Nossa filha de 16 anos também serve ao Senhor, e pedimos a Ele que visite nosso lar e reconstitua nossa família, para que possamos, ao seu tempo, estarmos novamente unidos e a Ele servindo, buscando sempre a reestruturação das famílias, e na Eucaristia o alimento que nos edifica. Paulo e Valéria

Revista Aliança de Misericórdia - Novembro - 2011

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Palavr a do Mês

Família, lugar de festa e de misericórdia! “Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu no meio de assaltantes, que, após havê-lo despojado e espancado, foram-se, deixando-o semimorto.” (Lc 10, 30)

Descer de Jerusalém para Jericó tem um signifi-

cado muito importante. Jerusalém é situada a 2000 metros de altitude, enquanto Jericó está a 250 metros abaixo do nível do mar Morto. Jerusalém significa, textualmente, cidade da paz ou visão da paz. É a cidade santa onde Cristo foi crucificado e onde ressurgiu, é a cidade da reconciliação que nos salvou, representa o céu, o Paraíso, o caminho “em subida”. Jericó significa lua e, portanto, instabilidade, pois a lua é variável em seu aspecto. Jericó está situada no vale da Morte e representa o vale de lágrimas, a cidade da instabilidade e do pecado, o caminho em descida. Infelizmente, há muitas pessoas e famílias, hoje, que estão descendo para Jericó, para o vale da Morte. Fogem da verdade e da paz de Deus e se entregam às mentiras do demônio, que destroem valores e vidas.

“Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu no meio de assaltantes, que, após havê-lo despojado e espancado, foram-se, deixando-o semimorto.” (Lc 10, 30)

Sobretudo a família, hoje, é ameaçada em sua natu-

reza, roubada de sua dignidade. Segundo uma triste estatística feita no Brasil pelo IBGE, de cada quatro casamentos, um termina em divórcio. O número de abortos também cresce sem controle no Brasil e no mundo, sobretudo nos países do “primeiro mundo”. Idosos e doentes são considerados um peso e a família, “sacrário da vida”, é profanada na sua essência. Cresce o número de adultérios e a violência dentro dos lares, cujas vítimas são, sobretudo, as mulheres e as crianças. A família se tornou fam-ilha, como dizia nosso amado Pe. Léo. TV, internet, pornografia etc. tornaram as famílias ilhas em que cada um vive sua vida, mergulhado em profunda solidão e incompreensão. Em muitas, reina uma falsa liberdade: um esmaga a vida do outro e amarra a sua vida à raiz do egoísmo. Não é raro jovens órfãos de pais vivos deixarem a própria casa, como o filho pródigo, em procura de um

amor misericordioso que não conseguem encontrar em sua habitação, perdendo-se nas drogas, na prostituição, na sexualidade desregrada, na depressão, que geram a morte do corpo e da alma. Eles fogem para preencher o vazio de uma vida familiar que deveria ser lugar de festa e misericórdia, mas se tornou um instável vale de lágrimas. O relativismo ameaça todo projeto educativo que tem os pais com suprema responsabilidade, que não pode ser delegada à escola, à televisão ou a qualquer outro “mercenário” da vida. O afastamento de Deus e todo tipo de idolatria gera profunda perversão sexual e tudo é trocado; “a verdade de Deus pela mentira”, como diz São Paulo: “Suas

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mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza; igualmente os homens, deixando a relação natural com a mulher, arderam em desejo uns para com os outros, praticando torpezas homens com homens e recebendo em si mesmos a paga da sua aberração.” (Rm 1, 25a. 26-27) Ser família é um desafio do nosso tempo, mas “certo samaritano em viagem, porém, chegou junto dele, viu-o e moveu-se de compaixão. Aproximou-se, cuidou de suas chagas, derramando óleo e vinho, depois o colocou em seu próprio animal, conduziu-o à hospedaria e dispensou-lhe cuidados” (Lc 10, 33-34). A parábola do Bom Samaritano expressa de forma viva nosso chamado a tornar-nos próximos dos que são excluídos, despojados, espancados, roubados de sua dignidade, deixados semimortos pela nossa sociedade. Um antigo “midrash” (hebraico, comentário simbólico à Escritura dos rabinos judaicos) diz que Deus, ao criar o mundo, viu que a criação não se sustentava. Aí, “criou” a misericórdia… e o mundo ficou de pé! Hoje, como nunca, o mundo não se sustenta, não consegue ficar de pé sem um novo “Pentecoste de Misericórdia”, uma nova civilização que possa gerar um mundo novo. Quantos irmãos sofridos, marginalizados, precisam de “entranhas de misericórdia” onde possam “renascer”. Só em São Paulo calcula-se que mais de 18 mil pessoas morrem nas ruas, 154.544 adultos vivem presos, 5.300 crianças são internados na Fundação Casa (antiga Febem – SP) e mais de 1 milhão de pessoas vivem nas ruas da cidade. Nosso chamado é sermos bom samaritanos desta humanidade, expressão viva do amor misericordioso de Jesus no meio dos pobres, material e espiritualmente. “ Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu no meio de assaltantes, que, após havê-lo despojado e espancado, foram-se, deixando-o semimorto.” (Lc 10, 30)

É Jesus Misericordioso que, mais uma vez, como

bom samaritano da humanidade, desce ao abismo da miséria humana e nos chama, como Aliança de Misericórdia, a descermos junto com Ele. Através da evangelização pelo anúncio da boa nova do amor misericordioso de um Deus que veio para salvar os pecadores e ressuscitar os mortos, somos chamados a levar a todos a vida plena que Jesus deseja para cada um. Só a misericórdia pode resgatar e

sustentar a vida das famílias. Sem perdão é impossível permanecermos fiéis, pois nossa natureza, ferida em si e pela violência desta sociedade pervertida, exige encontrar no lar o “lugar da festa e do perdão”, esse amor incondicional que me acolha nas minhas fraquezas e me “ressuscite” na minha dignidade, devolvendo-me a confiança e o gosto da vida e da verdade. “Certo samaritano em viagem, porém, chegou junto dele, viu-o e moveu-se de compaixão. Aproximou-se, cuidou de suas chagas, derramando óleo e vinho, depois o colocou em seu próprio animal, conduziu-o à hospedaria e dispensou-lhe cuidados.” (Lc 10, 33-34)

É preciso recomeçar sempre; dar incansavelmen-

te o primeiro passo na nossa família. Um pai, nosso amigo, tinha um filho perdido nas drogas e, por muito tempo, exigiu sua conversão, às vezes agredindoo, jogando em sua cara todo tipo de acusação. Uma madrugada, enquanto esperava o filho retornar para casa, em oração sentiu que Jesus lhe pedia para pedir perdão ao filho, declarando-lhe seu amor. Quando o filho voltou, “semimorto”, o pai foi ao seu encontro e lhe disse: “filho, eu te peço perdão, porque se você caiu assim talvez seja porque eu não soube amar-te como precisava. Não permita que a droga o destrua, pois você é um jovem de grande valor e eu o amo muito. Pode sempre contar comigo. Espero que, quando você for pai, nunca tenha a dor de ver um filho destruir-se como eu estou vendo o meu filho amado.” Naquele momento, o filho abraçou, aos prantos, o pai, pediu perdão e começou seu caminho de libertação. Hoje, é um jovem restaurado, uma nova criatura em Cristo! O amor tudo vence! Porém, ainda é preciso recomeçar sempre, dar incansavelmente o primeiro passo também com as outras famílias, pois quem experimenta o poder da misericórdia não consegue não transbordar, anunciar a nova vida em Cristo. Por isso, como Aliança, não cansemos de prover os encontros Caná, para os casais, e Thalita Kum, para os jovens. Muitos homens e famílias deixados semimortos aguardam bons samaritanos, que sejam expressão de misericórdia do Senhor Jesus para esta nova geração. Evangelizar é questão de vida e morte! Coragem! Nosso pequeno sim pode salvar uma cidade! Pe. João Henrique Revista Aliança de Misericórdia -Novembro - 2011

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Aliança em Ação

Aliança em Família: Projeto Rahamin O que é Aliança em Família?

A

Atualmente, são:

4 famílias acolhedoras

10 famílias-apoio (ficam com as crianças todo final de semana, feriados, férias)

5 famílias-candidatas

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liança em Família é o projeto de Família Acolhedora da Aliança de Misericórdia. Uma iniciativa que visa encontrar famílias dispostas a receber em suas residências crianças e adolescentes que vivem em abrigos, afastados de seus lares de origem, por medida de proteção social. Estas famílias acolhem, temporariamente crianças e adolescentes oferecendo a proteção e convivência afetiva que eles necessitam até que possam voltar para casa. Durante este processo, a família natural é assistida, orientada e acompanhada a fim de recuperar a condição que permita o retorno ao convívio familiar. Inicialmente recebeu o nome de “Rahamin” porque, em hebraico,significa amor que vem do íntimo, compaixão pelo próximo, principalmente por aquele que não conhecemos e que representa a expressão mais profunda do amor de Deus.


Como participar? família-apoio: após entrar em contato com a Casa Naim e receber a visita da equipe técnica, a família pode ser autorizada a levar a criança para sua casa nos finais de semana, feriados, férias. Vão-se criando vínculos, mas a criança não mora com a família família acolhedora:  depois de um tempo como famíliaapoio, a família que desejar pode tornar-se uma família acolhedora (família que acolhe voluntariamente, em sua casa, uma criança ou adolescente, oferecendo-lhe amor, cuidado, proteção e convivência familiar por tempo indeterminado, até que seja possível a reinserção familiar). Não há adoção, mas guarda temporária da criança.im 4

Entre em contato conosco. Juntos poderemos fazer a diferença na vida de uma criança ou adolescente e transformar a realidade que nos cerca!

CONTATO:

Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, 13.658 – Jardim Botuquara – São Paulo / SP CEP 02938-000 Telefones: (11) 8612-9769 / 3942-6046/ 6401-0987 – Sheila E-mail: casanaim@misericordia.com.br    Revista Aliança de Misericórdia - Novembro - 2011

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Espiritualidade

Casais Aliança de Misericórdia P

ara conhecermos o dia-a-dia de uma família consagrada na Comunidade Aliança de Misericórdia, antes se faz necessário compreendermos o vínculo que estas famílias fazem com Deus através da Comunidade, o vínculo de oblação. Podemos ver em Levítico 2, 1-3 que se alguém oferecer ao Senhor uma oblação uma parte de sua oferenda será queimada sobre o altar e a outra parte pertencerá a Aarão e seus filhos. Desta forma é que entregamos nossas vidas a Deus, nos consumindo, por amor, na vida fraterna, na evangelização, nos diversos trabalhos realizados pela Comunidade, porém preservando a vida familiar, sendo expressão do amor misericordioso de Jesus. Como casal, buscamos viver bem juntos a cada instante, gerando em nosso meio a presença de Jesus, através do diálogo, da sinceridade e da verdade, sendo carinhosos e atenciosos um para com o outro. Este amor vivido entre nós buscamos transmitir aos nossos filhos, estando presentes na vida deles, através do diálogo, educando-os na fé, corrigindo-os quando preciso, participando de suas atividades na escola e tendo momentos de lazer, quando brincamos e nos divertimos juntos. Percebemos que Deus convida os casais da Aliança de Misericórdia a serem como a família de Nazaré, acolhendo a todos os que baterem em nossa porta e gerando estas pessoas para Deus, seja um irmão, um sacerdote, uma consagrada, uma família. Nossa casa precisa ser um local de descanso e restauração para todos, assim como Abraão o fez para os três homens que encontrou no carvalho de Mambré (Gn 18, 1-16). “Como casal, buscamos viver bem A vivência das cinco pedrinhas é a base que nos sustenta pé em nosso chamado: a meditação da Palavra, a Missa, juntos a cada instante, gerando em de a confissão, o terço e o jejum. Através da vida de oração e do nosso meio a presença de Jesus” nosso relacionamento familiar é que geramos a presença de Jesus em nossa família. Porém, não somos chamados a viver esta presença de forma isolada. Por isso os casais vivem próximos de outras fraternidades, chamadas fraternidadesirmãs, onde vivenciam um intenso relacionamento com os membros internos da Comunidade, com momentos de oração juntos e colocando tudo em comum. Todo o nosso trabalho é oferecido para os mais pobres, para que suas vidas sejam transformadas pela misericórdia de Deus. Com toda a Comunidade, somos chamados a evangelizar para transformar. Por isso, cada casal, conforme o dom de cada um, é inserido em uma evangelização, seja nos retiros do Caná, Ruah, Thalita Kum ou nas demais pastorais (Rua, Maria Madalena, Artistas, etc.). Hoje, evangelizamos no Caná – encontro para casais – e quão maravilhoso tem sido ver a transformação de tantas famílias que chegam até nós destruídas, e através do amor misericordioso de Jesus são restauradas. Durante um tempo, participamos da pastoral Maria Madalena (evangelização de garotas de programa) e algumas vezes partilharam conosco que era diferente nos ver juntos, na rua Augusta (São Paulo), evangelizando, pois para elas não existe fidelidade no casamento, porque a maioria dos homens que as procuravam eram casados. Como família cristã, precisamos testemunhar para o mundo que existem famílias felizes, que buscam viver o amor e a fidelidade. E a conscientizá-lo que “O futuro da humanidade passa pela família” (Beato João Paulo II). Tudo isto só se torna possível quando Jesus Cristo é o centro da família. Luciano e Elizangela Casal Missionário 8

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Tir a-Dúvidas

O que são métodos naturais de planejamento familiar? O

que é um método natural de controle da fertilidade? O que é método Billings? Esses métodos realmente funcionam? Por que a Igreja Católica só aceita esses métodos como moralmente lícitos? Quando se fala de método natural, geralmente o que vem à mente da maioria das pessoas é a antiga tabelinha e sua ineficácia para ajudar os casais na formação de sua família, e na regulação do nascimento dos filhos. Infelizmente, há muito desconhecimento sobre os métodos naturais por vários motivos, principalmente por questões ideológicas e econômicas, que acabam ocultando ou manipulando as informações sobre esse assunto. Primeiramente, é importante deixar claro que tais métodos não foram inventados ou elaborados pela Igreja, mas por cientistas. Hoje, após longo desenvolvimento científico, fruto de pesquisas e investigações meticulosas, há um grau de conhecimento muito seguro em relação a esses métodos. A ideia e o pressuposto básico dos métodos naturais, inclusive o MOB (Método de Ovulação Billings), é que o organismo da mulher apresenta padrões de fertilidade e de infertilidade. Na medida em que a mulher aprende a se observar, e identificar os sinais de fertilidade e infertilidade do seu organismo, o casal tem condições de saber quando há condições biológicas de gerar uma nova vida. Evidentemente, o casal é que vai decidir se naquele momento convém ter mais um filho ou se, por razões sérias, convém esperar Para aprofundar: BILLINGS, Evelyn; WESTMORE, Ann. O método Billings. São Paulo: Paulus, 1983. Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 2331 até 2400.

um pouco mais. É isso que a Igreja chama de paternidade responsável. Muitas pessoas alegam que o método não funciona ou é muito difícil de praticar, pois o casal precisa ficar, dependendo do ciclo da mulher, que pode variar todo mês, vários dias sem relações sexuais, levando o casal a ter vários filhos sem ter condições ou a buscar formas de prazer não lícitas, como a masturbação. Além disso, o método seria cruel porque justamente nos dias férteis é que geralmente a mulher possuiria mais desejo de ter relações. Ora, a beleza do método está justamente nisso. Para funcionar, ele precisa ser uma decisão do casal, dividindo as responsabilidades sobre a geração ou não de uma vida. É uma oportunidade para descobrir o verdadeiro sentido da vida sexual de um casal e também a importância do afeto, do carinho, do autocontrole e da renúncia. Porém, nos dias atuais, busca-se, muitas vezes, o prazer pelo prazer. A vida sexual de muitos casais é despersonalizada. O ato deixou de ser um encontro com o outro para se tornar uma forma de usar o corpo do outro para o próprio prazer. Além disso, é importante cada um se questionar se realmente crê em Deus como criador de todas as coisas. Se Deus fez tudo com sabedoria e ordem, por que intervir em algo que não está doente, mas funcionando como o Senhor pensou e criou? A criação de Deus precisa ser corrigida? Peçamos ao Senhor a graça de não termos medo da vida e de termos uma vida sexual saudável conforme os desígnios do Criador. Prof. Dr. Joel Gracioso

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Infantil

Catador, distribuidor e cuidador das belezas divinas Ao voltar para o Brasil, Marcelo sentia que algo havia mudado em seu coração. Antes, era um catador das belezas divinas e tornou-se um distribuidor delas. Quantas pessoas e corações ele tinha encontrado pelos caminhos nesses anos! Cheio de histórias e sorrisos, o rapaz foi visitar o homem sábio que o havia ajudado a descobrir tantas riquezas. O homem o abraçou com muita saudade. Os dois conversaram tanto que o tempo deixou passar muitos meses. Ao final da conversa, Marcelo percebeu uma Beleza Divina, uma pedra preciosa, em seu coração. O Criador de todas as belezas o convidava a ser sacerdote. E o sábio homem explica para Marcelo: — Filho, esta é uma grande beleza, que é a de cuidar dos corações dos homens e das mulheres a quem você distribuiu tantas belezas divinas. Eles são pepitas de ouro, Marcelo saltitou de alegria e também sentiu medo por tamanha responsabilidade, mas guardou o medo de ser padre no bolso esquerdo, junto com o medo que tinha de falar em público, com o de errar e até com o de andar de avião. Depois olhou para Jesus Misericordioso, a Beleza Divina mais bela. E sorriu, continuando seu caminho de cuidador dos tesouros do Criador.

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Texto : Viviane Veiga

preciosidades. E o Criador escolheu você para cuidar de cada uma delas!


recados Um nadador tinha o costume de correr até a água e molhar o dedão do pé, somente, antes de qualquer mergulho. Alguém, intrigado com aquele comportamento, lhe perguntou qual a razão daquele hábito. O nadador sorriu e respondeu: — Há alguns anos eu era professor de natação de um grupo de homens. Eu os ensinava a nadar e a saltar do trampolim. Certa noite, eu não conseguia dormir e fui à piscina para nadar um pouco. Não acendi a luz, pois a lua brilhava através do teto de vidro do clube. Quando eu estava no trampolim, vi minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, minha imagem formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali, parado, contemplando minha imagem. Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não era um cristão, mas, quando criança, aprendi que Jesus Cristo tinha morrido para nos salvar. Naquele momento, as palavras daquele ensinamento me vieram à mente e me fizeram recordar do que eu havia aprendido sobre a morte de Jesus Cristo. Não sei quanto tempo fiquei ali parado, com os braços estendidos. Finalmente, desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar. Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina. Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido. Tremi todo e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado, seria meu último salto.  Naquela noite, a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Fiquei tão agradecido a Deus, que me ajoelhei na beira da piscina, confessei meus pecados e me entreguei a Ele, consciente de que foi exatamente em uma cruz que Jesus morreu para me salvar. Naquela noite, fui salvo duas vezes e, para nunca mais esquecer, sempre que vou à piscina molho o dedão do pé antes de saltar.

A piscina e a cruz

Recorte e guarde esta história para você.

Santa Missa com Pe. Antonello

Rádio

- Toda 5ª feira, às 19h30 – Antigo Terminal Rodoviário Bresser

Em SP: Rádio Imaculada Conceição AM 1490 – toda 4ª feira, das 11h às 12h Em MG: Rádio Gospa Mira FM 105,7 – toda 4ª feira, das 14h às 14h40 Webradio: www.misericordia.com.br/misericordiaonline

Embaixo da estação Bresser do metrô | Informações: (11) 3257-8805

- Todo domingo, às 18h – Igreja N. Sra. da Boa Morte Rua do Carmo, 202 – Centro/SP | Infomações: (11) 3101-6889/6920

Santa Missa - Toda 3a feira, às 19h30, missa de cura – Rincão Nossa Senhora de Guadalupe

TV

- Todo domingo, às 18h e todo dia 23– Santuário de São Pio de Pietrelcina (CJ)

Toda sexta-feira às 23h30

Rua Nilo Bruzzi, 31 – Jd. Botuquara/ SP (alt. do n° 13890 da Av. Raimundo Pereira Magalhães) | Informações: (11) 3943-3725

A Arte da vida: TV Século 21 Toda quinta-feira, às 21h30. Histórias em oração: TV Canção Nova

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eventos POR QUE SER UM VOLUNTÁRIO NA ALIANÇA DE MISERICÓRDIA? Você que é membro ou amigo da Aliança de Misericórdia e deseja fazer mais por essa obra, entre em contato conosco e seja um voluntário em uma de nossas casas doando um pouco do seu tempo, dos seus dons, habilidades e conhecimentos. Para mais informações, ligue (11)3257-8805

novembro

4 novembro

12 e 13 novembro

26 e 27

Vigília MMAE Movimento Mariano de Adoração Eucarística Acampamento para Casais Famílias para Deus livres da maldição Botuquara Sede Santos (RJ) Retiro de sexualidade e afetividade

novembro

6 novembro

18 a 20

Dia Nacional da Juventude (SP) Colégio Luiza de Marillac TK Encontro (RJ) Retiro feito por jovens para jovens

novembro

11 a13

novembro

25

Samuel Encontro Vocacional Botuquara TK Missão (RJ) Missão de evangelização no centro da cidade

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Revista Aliança de Misericórdia - novembro/2011  

Revista da Comunidade Aliança de Misericórdia - novembro de 2011