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Impresso Especial 9912259129/2005-DR/MG

MITRA

CORREIOS

A Serviรงo das Comunidades JORNAL DA DIOCESE DE GUAXUPร‰

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ANO XXX - 294

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MAIO DE 2014


Editorial “A contemplação de Cristo tem em Maria o seu modelo insuperável. O rosto do Filho pertence-lhe sob um título especial. Foi no seu ventre que Se plasmou, recebendo d’Ela também uma semelhança humana que evoca uma intimidade espiritual certamente ainda maior. À contemplação do rosto de Cristo, ninguém se dedicou com a mesma assiduidade de Maria. Os olhos do seu coração concentram-se de algum modo sobre Ele já na Anunciação, quando O concebe por obra do Espírito Santo; nos meses seguintes, começa a sentir sua presença e a pressagiar os contornos. Quando finalmente O dá à luz em Belém, também os seus olhos de carne podem fixar-se com ternura no rosto do Filho, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura (cf. Lc 2, 7).” São João Paulo II, Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae Maria e José são inspiradores a todo matrimônio. É o casal que assume um projeto grandioso de Deus. Ele representa a fé do Povo de Israel e ela, a Nova Aliança, pura e sem mancha. Ele, o amado que não desacreditou. Ela, a amada cheia da graça de Deus. Em qualquer época, Maria é ícone do Olhar de Deus. Nela, Deus pousa o olhar sobre os que o temem (Sl 32). O olhar de Maria está a serviço da misericórdia de Deus. A encarnação de Jesus escapa a qualquer espaço de privilégio político ou religioso. O cristianismo entende que Deus quis apresentar-se na periferia – Nazaré (periferia da periferia do Império Romano) e aos excluídos – Maria (mulher, po-

bre, distante do poder político e religioso). Toda manifestação religiosa mariana ocorre em espaços de exclusão, sofrimento e pobreza. Basta ver o contexto de Aparecida, de pescadores e escravos negros, de Guadalupe, da exploração indígena. Maria, conforme o magnificat do evangelho de Lucas é sinal da predileção de Deus pelos pequenos e fracos. Deus e Maria têm um encontro de amor! De um lado, Ele a olha para olhar o Povo. De outro lado, Ela O olha para olhar o Povo. Então, Deus serve-se do olhar de Maria para ver seu Povo. Deus serve-se da fé de Maria para gerar Jesus. Se olhar apenas o Novo Testamento, Maria é a mulher mãe de Jesus. Mas, ao ler a história do Povo de Deus do Antigo Tes-

A Voz do Pastor

Dom José Lanza Neto

“PERMANEÇAMOS NA ESCOLA DE MARIA” Todos nós temos experiência de Maria em nossas vidas. Uns mais, outros menos, mas trazemos de alguma forma a marca, a presença e a grandeza de Maria em nossa espiritualidade. Muitos questionam a maneira de a Igreja Católica apresentar a Mãe de Jesus, chegando quase a afirmar que prestamos culto a uma semideusa. Cada qual procura descrever e fazer uma análise mais demorada, aprofundada sobre papel dela na história da salvação, na Bíblia, na Igreja. É incrível admitir que Deus quis utilizar-se de pessoas importantes: homens e mulheres escolhidos(as) e marcados(as)

tamento, Maria é aquela que Deus esperava para o novo Israel (Os 2, 16-25). Portanto, Maria não é apenas personagem histórica. Ela é símbolo da nova aliança, realizada em seu Filho. Ela, em Jesus, une Deus e o Povo. Ela renova a fé em “Deus conosco” (Ex 3, 11-15; Lc 1,28). Maria é toda especial para Deus, sempre apaixonado pela humanidade. É a nova Judá que dá à luz o Messias para o mundo. Por isso, é a mulher da solidariedade universal, naturalmente missionária. Deus, em Maria, recria a humanidade! Ela é a nova terra, grávida do novo homem “imagem e semelhança de Deus”. COMUNHÃO de maio traz reflexões sobre Maria e os desafios do matrimônio nos dias atuais.

(Papa Bento XVI, Aparecida-SP, 2007)

para exercer tais papéis, funções como líderes, organizadores, evangelistas, profetas, sacerdotes, reis... Assim aconteceu com uma mulher simples, pobre, virgem, porém cheia do temor do Senhor, pronta para acolher a palavra, a graça e Jesus em seu ventre. A Igreja entende que Maria é toda de Deus, modelo para os cristãos, discípula e missionária. É, de fato, modelo para quem quer descobrir um caminho de fé, de vida cristã e servidor (a) de Deus. Temos muitas expressões bonitas e fortes em torno de Maria; nosso povo a acolhe de forma

simples e humana, sem medo de ser enganado. No mês de maio, temos manifestações de amor e devoção sem fim: Coroação, Reza do Terço, Novenas; destacamos uma imagem de nossa mãe a quem oferecemos flores, rosas em abundância (Rosário). Ouvimos constantemente esta afirmação: “Peça à Mãe, que o Filho atende.” Reportamo-nos à passagem bíblica das Bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser.” Maria é intercessora. A Virgem Mãe nos indica e nos mostra o caminho: sigamo-la! Mãe Missionária, já estamos vivendo as atividades das Santas Missões

Populares. Ajuda-nos e fortalece-nos em nossos empreendimentos. Que não nos deixemos abater pelo cansaço e pelo peso do fardo! Ainda neste mês de maio, celebraremos o “Dia Mundial das Comunicações”. Que sejamos inspirados no compromisso com a verdade, com a formação da consciência cristã e com o respeito às coisas de Deus. E como Maria, possamos transmitir a nosso modo a grandeza de Deus. Sejamos os comunicadores por excelência do Evangelho de seu Divino Filho. Ser cristão é estar comprometido!

Diretor geral DOM JOSÉ LANZA NETO Editor e Jornalista Responsável PE. GILVAIR MESSIAS DA SILVA - MTB: MG 17.550 JP Revisão MYRTHES BRANDÃO Projeto gráfico e editoração BANANA, CANELA E DESIGN - www.bananacanelaedesign.com.br - (35) 3713-6160 Tiragem 3.950 EXEMPLARES

Impressão GRÁFICA SÃO SEBASTIÃO

Redação Praça Santa Rita, 02 - Centro CEP. 37860-000, Nova Resende - MG Telefone (35) 3562.1347 E-mail PASCOM.GUAXUPE@GMAIL.COM Os Artigos assinados não representam necessariamente a opinião do Jornal. Uma Publicação da Diocese de Guaxupé www.guaxupe.org.br

Expediente

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Ilustração MARCELO A. VENTURA

Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades


Opinião

MARIA E A MISSÃO DA IGREJA Maria sempre foi modelo fiel de discípula missionária do Pai. Acolheu em seu ventre materno o filho de Deus. Não mediu esforços para prosseguir o caminho, a verdade e a vida, sendo sincera em suas ações. Ela, primeiramente, admirou, contemplou o mistério que haveria de vir. Na contemplação, fez eclodir uma profunda sintonia de fé entre ela e a missão a ser concretizada. Quando vemos Maria realizando com seus gestos a simples missão, percebemos o testemunho que todos, como Igreja, deveríamos testemunhá-lo. Com Maria, aprendemos o verdadeiro sentido da missão. Ela nos ensina o caminho que leva à verdade. Ensina-nos a peregrinar e, com sua ternura de mãe, nos conquista e capacita a viver a realidade da fé. Animados no amor do discipulado, devemos viver a missão, dia após dia, com as mesmas virtudes com que Maria a realizou. Virtudes de Maria As sete virtudes de Maria que nos ajudam a repensar nossa missão são: a humildade; o amor a Deus e ao próximo; acreditar; esperar; viver a castidade; a obediência e a paciência. Se melhor consultarmos os escritos dos Evangelhos, não encontraremos essas virtudes explícitas, mas veremos nas entrelinhas os gestos simples com que Maria soube demonstrar sua maturidade espiritual. Maria acreditou em Deus e tomou a decisão de prosseguir o caminho na missão. Viveu a esperança, soube esperar o tempo certo de falar e agir. Viveu a castidade, respeitou o tempo de José e vice-versa. Viveu a pobreza do coração, aberta à graça de Deus e soube, também, ser obediente e paciente. Como seria maravilhoso se todos nós vivêssemos essas virtudes! Talvez a missão fosse muito mais tranquila e serena. Maria, exemplo de Missionária Maria acolhe em seu ventre a ternura de Deus. Ela escuta, medita e interroga-se a respeito do sentido de tal saudação (cf. Lc 1, 29). Além de tantos desafios, coloca seu esforço total na missão. Ela abdica de tudo e sai em busca do zelo e do cuidado “pastoral”. Ah! como seriam maravilhosas nossas Comunidades se caminhassem com os pés no chão e vivessem a serenidade de Maria! Como seria bom se todos os discípulos missionários tivessem o dom da caridade de Maria! (cf. Lc1, 26-45). É preciso sair do comodismo pastoral. É preciso arriscar a própria vida para atravessar as montanhas, ou seja, as dificuldades que vão surgindo no meio do caminho. Toda a nossa Diocese, neste tempo de missão, é chamada a sair e arriscar com força e coragem o deserto diocesano. Temos que desentupir as vias que direcionam nossa caminhada na direção da mina que é o Cristo, centro da vida. É viável existir o ardor missionário para desbravar e assim, cultivar a terra de missão. É preciso apren-

pelo Filho no caminho do Calvário. Ela caminhou, apontou e ratificou com seu testemunho de fé a castidade em espírito e verdade. Em sua paciência, soube contemplar o Calvário do Filho na missão. Ensina-nos a fazer a vontade do Filho. Nas bodas de Caná, diz: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (cf.Jo 2, 5). Segundo o Documento de Aparecida, nº 364, devemos estar atentos, uma vez mais, à escuta do Mestre e, ao redor de Maria, voltarmos a receber com estremecimento o mandato missionário de seu Filho: “Vão e façam discípulos todos os povos” (Mt 28,19). De antemão, podemos nos fazer algumas perguntas: Como Maria viveu essa fé? Em que sentido Maria representa um modelo para a fé da Igreja? Deixamo-nos iluminar pela fé de Maria, que é nossa Mãe? De que modo Maria é para a Igreja exemplo vivo de amor? Que missão é esta que queremos? Somos realmente missionários que vivem o Evangelho ou estamos simplesmente preocupados com status, poderes, arquiteturas, flores, departamentos ou coisas do tipo?

der com Maria a ter simplicidade e, ao mesmo tempo, a prontidão para escutar, procurar e propagar as ações do Reino de Deus. Maria, na sua pequenez, deu sabor à vida de missão e hoje, nós somos convidados a fazer a diferença com nossas atitudes cristãs, seguindo suas orientações: “Faça-se em mim segundo a Tua palavra” (Lc 1, 38). Maria, muito mais que os sábios e entendidos daquela época, compreendeu pela fé. Ela muito mais nos ensinou e ensina a servir sem desanimar. Maria viveu a missão ad intra e ad extra, ou seja: A missão ad intra, uma missão interna no convívio com Deus, seu Filho e o Espírito Santo, com os apóstolos, na comunidade e no trabalho. Já a missão ad extra, uma missão mais pé no chão. É uma missão para fora, aliás, externa, ou seja, fora do contexto peculiar, num lugar totalmente diferente da realidade onde vivera uma cultura simples. Maria realmente colocou a mão no arado e não olhou para trás (cf. Lc 9, 62). Ela abraçou a missão e até subiu o calvário com seu Filho. Quando Jesus se entrega na cruz, ela não foge da dor, mas abraça a cruz e se “entrega” com radical amor à missão de propagar, edificar e santificar a Igreja. Somos discípulos missionários a caminho da missão, tendo como modelo pri-

mordial, Maria. Com Maria aprendemos a nos relacionar com Deus, buscando aprofundar e completar aquilo que falta em nós, na comunhão. De fato, “estamos num grande barco. Nesse barco não existe freio, motor e, muito menos, direção. Quem nos impulsiona a prosseguir é o Espírito Santo”, disse Dom Luiz Vitral, fazendo menção a Fernando Pessoa em nosso retiro do clero, em 2013. Corajosamente navegar é preciso. Maria, modelo de Fé “Ela é modelo de fé não só porque, como judia, esperava o Redentor e, com seu sim, aderiu ao projeto de Deus, mas porque, desde aquele momento da vida, ela se centrou em Jesus” (Papa Francisco). Diz ainda a Constituição Lumen Gentium: “Como já ensinava Santo Ambrósio, a Mãe de Deus é figura da Igreja na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo” (n. 63). Devemos ser assim na missão: fazermo-nos servos, servindo com amor e muita obediência. Necessitamos romper o nosso comodismo e, muito mais, nosso partidarismo. Não pode existir na missão desleixo. Isso fere a Igreja e a toda sua caminhada. Precisamos agir com maestria, seguindo as pegadas de Maria, traçadas

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Maria e a Igreja A Igreja não é uma empresa, mas o corpo místico de Cristo (cf. 1Cor 12, 12-21). O próprio Papa Francisco disse: “Nossa Senhora quer trazer também a nós o grande presente que é Jesus e, com Ele, nos traz o seu amor, a sua paz, a sua alegria. Assim é a Igreja, é como Maria: a Igreja não é um negócio, não é uma agência humanitária, a Igreja não é uma ONG, a Igreja é enviada a levar Cristo e o seu Evangelho a todos; não leva a si mesma – se pequena, se grande, se forte, se frágil, a Igreja leva Jesus e deve ser como Maria quando foi visitar Isabel. O que levava Maria? Jesus. A Igreja leva Jesus: este é o centro da Igreja, levar Jesus!” Como sacerdote recém-ordenado, preocupam-nos certos procedimentos na evangelização. Parece que o essencial está sendo, cada vez mais, deixado de lado. Não podemos permanecer inseguros e parados diante do tempo e do espaço. Temos que agir e lutar, fazer a diferença como fez Maria nas bodas de Caná. Conforme disse Madre Tereza: “O que eu faço é uma gota d’água no meio do oceano. Mas sem ela, o oceano será menor.” Portanto, fazer a diferença é missão de todos nós. E mais, é preciso profetizar e testemunhar com o amor sincero. Um aperto de mão, um minuto de atenção, uma palavra de esperança, um sorriso sincerol, uma pequena gentileza, tudo isso acompanhado da oração, da tolerância e do equilíbrio, nos leva a um porto seguro. Sejamos como Maria que reza com a vida. Tenhamos a quota de honestidade, as gotas de sua sinceridade e o seu contributo de caridade, pois mergulhados nessa riqueza, não nos arrependeremos jamais. Por Pe. Gilmar Antônio Pimenta, vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora da Penha, em Passos

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Notícias

Paróquia da Penha realiza Assembleia da Juventude Jovens são protagonistas do hoje e do amanhã da Igreja Foto: Paróquia Nossa Senhora da Penha

Evento reuniu esforços e estabeleceu metas para o trabalho com a juventude na paróquia

No dia 30 de março, aconteceu a 1ª Assembleia da Juventude da Paróquia Nossa Senhora da Penha, na cidade de Passos, reunindo cerca de 130 jovens. O evento foi organizado pelos grupos de jovens JUC (Pastoral da Juventude), ENJOC (do Treinamento de Liderança Cristã) e jovens renovados (da Renovação Carismática Católica), sob a orientação e o acompanhamento dos padres da Comunidade Paroquial, padre Francisco Clóvis Nery (pároco) e padre Gilmar Antônio Pimenta (vigário Paroquial). A Assembleia utilizou um texto de apoio, embasado no conceito de ‘Pessoa, Comunidade e Sociedade’, sendo um subsídio para os debates que foram calorosos e cheios de esperança. Os jovens definiram alguns eixos principais a serem trabalhados na paróquia, com ênfase à importância do

conhecimento da Palavra de Deus, da acolhida, da troca de experiências e do gritante apelo de cada um sair do comodismo e ir ao encontro do outro. Como bem disse um participante: “Precisamos ir para as ruas, aqui têm jovens, mas faltam muitos, precisamos melhorar.” Destaca-se também a presença das pastorais e movimentos da paróquia na Assembleia. O CPP assumiu toda a parte de logística do evento, bem como intercessão, vigília, recepção e acolhida, preparação das refeições, limpeza do ambiente, o que foi muito bem recebido pela juventude que se sentiu acolhida. As principais decisões aprovadas em Assembleia foram: - Formação de uma equipe paroquial com representantes dos grupos de jovens, da catequese de Crisma, coroinhas e acólitos, para a condução das atividades definidas na Assembleia;

- Organização de equipes missionárias da juventude, para dar seguimento ao processo de visitas missionárias; - Formação de equipe permanente para as visitas missionárias aos jovens afastados; - Realização de eventos religiosos, culturais e recreativos voltados para a juventude; - Envolvimento da juventude nas atividades pastorais, com diálogo e participação das decisões; - Usar as redes sociais com sabedoria para anunciar o Evangelho e fazer a divulgação dos eventos; - Buscar conhecer a realidade dos irmãos excluídos, vítimas das drogas, da violência e outros males e, sob a luz do Evangelho, inseri-los na Comunidade. - Organização de Semanas da Cidadania, para discussão das questões sociais que atingem a juventude, visando

ao engajamento de todos na construção de políticas públicas voltadas para os jovens. “A juventude não é o amanhã da Igreja, mas sim o agora. Acreditamos que esta semente lançada na Comunidade Paroquial, atendendo ao pedido do Setor Juventude da CNBB e às reais necessidades de nossa juventude, trarão muitos frutos no seguimento do Jovem de Nazaré, que nos deixou o legado de, todos juntos, sermos discípulos missionários! Parabéns aos nossos jovens, que buscam o protagonismo de uma nova história de fé e vida e a todos os grupos pastorais que, de algum modo, somaram na acolhida à 1ª Assembleia Paroquial da Juventude, da Paróquia Nossa Senhora da Penha”, disseram os padre Francisco Clóvis Nery e Gilmar Antonio Pimenta. Por Coordenação Paroquial da Juventude

Comunidade São Pedro, em Alfenas, celebra sagração da nova Matriz Foto: www.guaxupe.org.br

Na noite do dia 3 de abril, foi presidida pelo bispo diocesano, dom José Lanza Neto, a cerimônia de sagração da nova igreja matriz de São Pedro Apóstolo, em Alfenas. Concelebraram o pároco, padre Carlos Virgílio Saggio, o vigário, padre Paulo Carmo Pereira, além de outros padres da diocese. A entrada com a imagem do patrono São Pedro e a entrega das chaves ao bispo diocesano emocionaram a comunidade paroquial. Em sua homilia, dom José Lanza destacou a importância da nova matriz, não apenas como construção, mas do propósito em que foi edificada, a de acolher os fiéis. O pároco, em seus agradecimentos, prestou homenagem a todos que o auxiliaram para que o projeto se tornasse realidade, aos pedreiros do mutirão, às mulheres que preparam lanches e a partilha dos dizimistas. Por www.guaxupe.org.br

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Dom José Lanza preside celebração e paroquianos se emocionam ante o novo templo

Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades


Jovens brasileiros entregam símbolos da JMJ a poloneses Entrega da Cruz e do ícone de Nossa Senhora aconteceu após a Missa de Ramos no Vaticano Foto: L’Osservatore Romano

Ao final da Missa de Ramos, 13 de abril, no Vaticano, jovens brasileiros entregaram a jovens poloneses os símbolos da Jornada Mundial da Juventude. A entrega aconteceu momentos antes da oração mariana do Angelus com o Papa Francisco. Em suas palavras antes da oração, Francisco saudou as delegações do Rio de Janeiro, cidade sede da JMJ realizada em 2013, e de Cracóvia (Polônia), que sediará o evento em julho de 2016 com o tema “Bem aventurados os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia”. Cada delegação estava acompanhada por seu arcebispo, respectivamente Cardeal Orani João Tempesta e Cardeal Stanisław Dziwisz. O Santo Padre recordou que há 30 anos o Papa João Paulo II confiou a cruz aos jovens, pedindo que eles a levassem a todo o mundo como sinal do amor de Cristo pela humanidade. “No próximo dia 27 de abril todos teremos a alegria de celebrar a canonização deste Papa, juntamente com João XXIII. João Paulo II, que foi o iniciador das Jornadas Mundiais da Juventude, passará a ser o seu grande patrono; na comunhão dos santos,

Jovens brasileiros carregam a Cruz para entregá-la aos jovens de Cracóvia, próxima sede da JMJ em 2016

ele continuará a ser para os jovens do mundo um pai e um amigo”. Os jovens brasileiros entregaram, então, os símbolos da JMJ aos jovens poloneses. “Peçamos ao Senhor que a Cruz, junto com o ícone de Maria Sa-

lus Populi Romani, seja sinal de esperança para todos revelando ao mundo o amor invencível de Cristo”, disse Francisco. Após a passagem da Cruz, o Papa aproveitou para anunciar que no dia

15 de agosto deste ano ele visitará Daejeon, na República da Coreia, onde se encontrará com os jovens da Ásia em seu grande encontro continental. Por Jéssica Marçal - Da Redação Canção Nova

Evento contra o aborto é realizado em São Sebastião do Paraíso cessão de Santa Gianna Beretta Molla, na época ainda beata. Segundo Arcolino, o milagre salvou a vida de sua filha, ainda no ventre. Em sua gestação, Elizabethe não contava com o líquido amniótico, essencial para o desenMomento de adoração ao Santíssimo Sacramento contra o aborto volvimento da Nos dias 08 e 09 de março, na ci- criança. E, mesmo com inúmeros dade de São Sebastião do Paraíso, pedidos de aborto, feitos por méfoi realizado o “II Sentinelas Pela dicos, a mãe decidiu prosseguir a Vida: Aborto? Não!”, organizado gravidez e recorrer à intercessão pelo projeto social Sentinelas do da beata. Esse milagre levou o papa João Resgate, pertencente ao Ministério de Promoção Humana do Gru- Paulo II a canonizar Gianna no ano de 2004, passando assim a ser chapo de Oração Jovem Carisma. O evento teve inicio às 9h, na mada Santa Gianna, hoje intercesParóquia São Sebastião, com o tes- sora contra os abortos e patrona temunho de Elizabethe Arcolino, das famílias. A manhã do evento ainda foi da cidade de Franca-SP, que relatou o milagre recebido por inter- marcada por uma linda consagra-

ção das mães e das gestantes diante do Santíssimo Sacramento. E, devido aos danos causados pelo referido ato contraceptivo, foi conduzida, das 13h às 17h, uma vigília em reparação a todos os abortos cometidos. O momento foi marcado pela recitação do Santo Rosário, com membros da RCC e juventude. E, em unidade, foram convidados sete coordenadores dos sete grupos e movimentos jovens da cidade. Juntos, recitaram o terço das sete dores de Maria, um exemplo de unidade em prol da vida. À noite, o Grupo de Oração Jovem Carisma, em unidade ao evento, realizou um grupo especial na praça Comendador José Honório, tendo como tema “namoro e castidade”. Alegria e animação fizeram parte da noite, e o anúncio da Palavra foi realizado pelo coordenador do grupo, Fernando Rodrigues. Destacou: “A castidade não é sinônimo de tristeza e sim de verdadeira alegria com Deus.” O segundo dia de evento foi marcado por uma marcha pela

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vida, que saiu às 14h da Casa da Cultura. Com muita alegria e oração, os participantes declararam pelas ruas centrais da cidade: “não ao aborto” e “sim à vida”. A marcha teve como ponto de chegada o colégio Paula Frassenetti. A banda Graça Plena conduziu momentos de animação. O evento contou ainda com a presença do Grupo de Jovens “Life”, que apresentou um teatro sobre família. Para encerrar a tarde, o casal Mônica Donizete e Oséias partilhou um testemunho de vida, que impactou a muitos que estavam presentes. O encerramento foi marcado também pela Santa Missa, presidida pelo padre Rodrigo Costa Papi, pároco da Paróquia São Sebastião. O coordenador do evento, Leandro Marques de Souza, deixou uma mensagem ao povo, dizendo que “todos têm direito à vida e ela não nos foi negada. Por que haveríamos de negá-la a quem ainda não nasceu?” Ministério de Comunicação Social RCC DIocese de Guaxupé

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Missa da Unidade marca abertura oficial das Santas Missões Populares Na quinta-feira santa, na Catedral Nossa Senhora as Dores, dom José Lanza juntamente com o seu presbitério celebraram a Santa Missa, dentro da qual se consagrou o Santo Crisma e foram benzidos os óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos, marcando assim a manifestação da comunhão dos presbíteros com o seu bispo. Ocorreu também a renovação das promessas sacerdotais, sendo esse o dia do sacerdote. Dom Lanza, em sua homilia, destacou o papel e a importância do sacerdote den-

tro da comunidade, sendo um homem de missão e oração, dando a vida por suas ovelhas. Ressaltou também a participação do leigo nas pastorais e movimentos das paróquias, como instrumento fundamental da Igreja. E por fim, convidou a todos a arregaçar as mangas e começar a trabalhar, pois é tempo de missão, é tempo de ir “por todo mundo, pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15). Ao final da celebração, padre Henrique Neveston, coordenador de pastoral, proferiu a leitura da Carta Pastoral, escrita

pelo Bispo Diocesano, que inicia as Santas Missões Populares no território de toda a Diocese de Guaxupé: “... a Igreja é, na usa essência, missionária. Assim, ela se identifica com seu Fundador, Jesus Cristo, o Missionário por excelência, o enviado do Pai. (...) Façamos tudo com e por amor; quando assim nos dispusermos, nossas metas serão alcançadas e o peso do fardo será leve. Vamos à luta! A messe é grande e nos espera! Boa Missão!”

Em celebração, presença maciça de padres e missionários leigos comprometeu, com o bispo, uma nova caminhada diocesana

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Jornal Comunhão - A Serviço das Comunidades

Cada paróquia, representada por três leigos e seus padres, foi enviada à missão por seu pastor, o bispo diocesano. Um gesto simples gerou entusiasmo em toda a assembleia, o clero foi convidado a permanecer ao redor de seu bispo. Religiosos e leigos somaram-se, naquela ocasião, ao presbitério da catedral. Fez-se, emocionadamente, a unidade. Por Douglas Ribeiro Lima


Reportagem

Formação pré-nupcial favorece a convivência conjugal e inserção na comunidade Pesquisa divulgada no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE) comprovou que os brasileiros estão mais dispostos a se casarem. Em contrapartida, o número de divórcios realizados no País recuou na mesma taxa de crescimento dos casamentos, 1,4%. Os números são resultado de um comparativo entre os anos 2012 e 2011. A mesma pesquisa ainda aponta uma queda de 2 anos na duração das uniões. O resultado anterior era de 17 anos, média mantida desde 2002. A atual situação da família chama a atenção, principalmente pela profunda transformação sofrida nestes últimos cinquenta anos, tanto que provocou a realização de um Sínodo dos Bispos sobre a temática, com assembleia marcada para outubro deste ano. O texto preparatório para o sínodo demonstra a preocupação com as rápidas alterações sentidas no ambiente familiar em poucos anos. “Na época em que vivemos, a evidente crise social e espiritual torna-se um desafio pastoral, que interpela a missão evangelizadora da Igreja para a família, núcleo vital da sociedade e da comunidade eclesial.” Quais seriam os caminhos necessários para a solidificação das famílias que se iniciam? Uma solução encontrada para os casais que buscam o sacramento do matrimônio na Igreja é a preparação catequética para a vivência da vida a dois, realizada de forma diversa nas comunidades paroquiais, evidenciando não só os aspectos inerentes à vida conjugal, mas a vivência dos valores cristãos na família e sua consequente abertura à comunidade. A consciência sacramental e comunitária é um dos grandes desafios apontados por padre Gilgar Paulino Freire, pároco da São Judas Tadeu, em São Sebastião do Paraíso: “Falta uma maior convicção do que realmente querem, quando buscam o casamento. Nem sempre estão maduros para tal, apesar de terem idade para contraírem o Matrimônio.” De acordo com o padre,

as paróquias da cidade realizam encontros, conjuntamente, de formação catequética para a vida conjugal, trimestralmente, com duração de um dia, aos domingos. Não é tão atual a preocupação com a formação ampla àqueles que desejam unir-se. Já em 1978, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estabeleceu orientações pastorais sobre o sacramento do matrimônio. O texto inclui a reflexão teológica específica sobre a família e a união sacramental, além de apresentar uma série de conteúdos a serem ministrados aos nubentes, remetendo às realidades locais a opção pelos métodos utilizados e, ainda, cabe às comunidades capacitar os agentes de pastoral com o intuito de prepará-los para o processo de instrução matrimonial. “A equipe deve ser formada por pessoas que acreditam muito na familia e no casamento, pois utilizam de suas experiências vividas no dia a dia.” Este é o critério fundamental para a participação nas equipes de formação de noivos, de acordo com Marcos Moia, coordenador da equipe de noivos na paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Alfenas. A grande aposta desta equipe é o acompanhamento personalizado, pois cada casal de noivos é assessorado diretamente por um casal da equipe e pelo padre que, ao longo de oito encontros, se dedicam a transmitir sua experiência de vida, os valores familiares e, ainda, a essência do sacramento. “Os casais que têm a oportunidade de passar por esses encontros são privilegiados por refletirem sobre temas que estarão vivenciando por toda sua vida e estarão mais preparados para as decisões que porventura terão em seu

cotidiano”, salienta o coordenador. A partilha de experiência sobre a vivência conjugal, realizada nos diversos modos de preparação, parece indicar o caminho das pedras para quem pretende subir ao altar, isto é o que afirma o casal de Guaxupé, Alisson Prado e Laura Caroline, casados há dois meses. “Um ponto que muito nos marcou em uma das falas [do encontro] foi o fato de que teríamos que nos adaptar às diferenças de ambos e, que além do amor, precisaríamos ser companheiros e respeitar muito um ao outro. E isso, já atestamos como verdade.” Em relação à implantação das orientações para o Sacramento do Matrimônio na Diocese de Guaxupé, os entrevistados indicaram uma variedade de reações, mas a majoritária foi a de compreensão e concordância sobre a limitação de arranjos, adequação do repertório musical, número de padrinhos e outros quesitos. A partir da experiência pastoral, padre Gilgar afirma que é essencial esclarecer bem aos fiéis os motivos da diocese em desenvolver estas orientações, ressaltando “a importância do sacramento ser um momento único para eles.” OUTRAS EXPERIÊNCIAS Em 2013, os setores pastorais da diocese promoveram encontros de equipes paroquiais para o matrimônio. O objetivo foi aproximar os agentes que tra-

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balham a preparação matrimonial em suas comunidades e discutir as novas orientações da diocese para o respectivo sacramento. Viu-se que, não obstante o esforço comum de adequação às normas diocesanas, cada paróquia possui aspectos valiosos na acolhida e acompanhamento aos jovens casais. No setor Guaxupé, por exemplo, o referido encontro fez valer uma rica partilha de experiências pastorais. Constatou-se uma dedicação para tornar o matrimônio digno de ser sacramento. Há paróquias que trabalham dinâmicas e símbolos variados para uma compreensão mais acessível do compromisso a ser assumido pelos noivos. Casais idosos de algumas comunidades são valorizados durante alguns momentos, ao partilhar a sabedoria dos anos de união. Algumas paróquias dispõem de casais para acompanhar cada dupla de noivos na preparação e realização do matrimônio, dispensando as chamadas empresas cerimoniais. Há experiência também de paróquias que realizam encontros pós-matrimônio, geralmente com casais de um ou dois anos de vida conjugal, com o intento de acompanhar, fortalecer e orientar aqueles que passaram a viver uma nova experiência de convivência e responsabilidade. Por Sérgio Bernardes

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Atualidade

A imprescindível arte de comunicar-se

Dia primeiro de junho, será o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Não há uma data fixa, pois sempre se comemora na Ascensão do Senhor. Será o 48º ano em que a Igreja celebra tal data que teve início em 1967, depois de proposta pelo Concílio Vaticano II. Desde então, todo ano, uma mensagem é publicada pelo Papa a 24 de janeiro, por ser o dia em que se festeja São Francisco de Sales, o padroeiro das comunicações sociais. A primeira carta alusiva ao assunto foi escrita pelo Papa Paulo VI que já percebia a necessidade de se usar os meios de comunicação disponíveis, na época, a serviço da divulgação da mensagem evangélica. A necessidade de comunicar-se Diante da presença massiva de comunicação em nossas vidas, fica-nos a pergunta: comunicação é essencial? Depende. Torna-se essencial quando é sadia. A comunicação se faz necessária quando é usada para o bem, para propagar boas notícias, a beleza de nossa existência, a solidariedade. Fala-se muito em como a comunicação é importante nos dias atuais. Falta ressaltar que a comunicação sadia e confiável é que é importante. Uma pessoa tem o poder impressionante de resgatar ou acabar com uma vida com apenas uma palavra. Como é bonito ver pessoas que se abstêm de se comunicar na hora certa. Pessoas que conseguem ficar quietas quando o silêncio é a melhor opção. Afinal, o silêncio também é uma forma de comunicação. Quantas intrigas seriam evitadas se soubessem selecionar o que escutar e o que “passar pra frente.”

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Jesus foi o maior comunicador de nossa história. Não possuía microfones, alto-falantes, palco, nem mesmo um meio de locomoção eficiente. E atingiu tanta gente!

Jesus e a comunicação Jesus foi o maior comunicador de nossa história. Não possuía microfones, alto-falantes, palco, nem mesmo um meio de locomoção eficiente. E atingiu tanta gente! Tantos ouviram Sua palavra e O seguiram. Muitos O escutavam e contavam a outros que não tiveram a oportunidade de ouvi-Lo pessoalmente. A Boa-Nova se espalhou sem a ajuda da tecnologia avançada, disponível hoje. A pergunta pertinente quando se fala em comunicar a Boa-Nova usando da facilidade atual é: Jesus se comunicaria como? Teria um perfil no Facebook? Teria muitos seguidores no Twitter? Daria conselhos de direção espiritual através de e-mails? Teria programas de rádio e/ou na TV? Todos são meios válidos e que merecem ser usados à exaustão tendo, como objetivo, evangelizar. Muitas paróquias utilizam essa importante ferramenta para divulgar

seus trabalhos. Não se pode desprezar a ajuda da Internet num tempo em que tudo é imediato. Em todo lugar, pode-se consultar a Bíblia on-line, o Evangelho do dia e também saber os principais eventos e avisos paroquiais. Comunicação e Igreja Há, portanto, de se certificar que a mensagem atinja seu objetivo de evangelizar. Vivemos em uma realidade de urgência, de pressa, de avidez em ficar informado sobre tudo e, muitas vezes, são tantas as informações obtidas em um só dia que pode “escapar” o que é essencial. Apesar da eficiência com que a notícia se espalha, a comunicação nem sempre é eficaz. Não é raro a pessoa falar que “leu, mas não entendeu” e, o pior, não se deu ao trabalho de reler até entender. Textos longos são ignorados. Para ter a certeza de que seu texto despertará a atenção do leitor, você tem que colocar uma imagem que chame a aten-

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ção e um recado simples e objetivo. A comunicação, quando a serviço da Igreja, pode ser mais falha ainda. Muitas pessoas não têm coragem de demonstrar que são crentes e que querem ajudar na evangelização. No Facebook, poucos são os que compartilham mensagens edificantes, como se se sentissem constrangidos em serem pessoas boas. O normal, a moda, é compartilhar piadas infames, mensagens que nada têm a dizer. Por que a falta de compromisso dos católicos em propagar os ensinamentos de Jesus? Por que têm vergonha? É urgente a conscientização dos fiéis católicos em ajudar na evangelização, tanto com palavras, com gestos, com atitudes e também com seu silêncio. Em um mundo de tanta informação desnecessária, a atuação da Pastoral da Comunicação (PASCOM) assume um papel relevante, pois é canal de informação sadia, de caráter religioso e tem o objetivo de ajudar na comunicação responsável. Pensando nisso, a Equipe PASCOM Diocesana ressalta a importância de toda paróquia ter sua própria equipe de comunicação. Há um grande contingente de fiéis a ser atingido e se a qualidade da comunicação tem sido tão ruim, pode ser por omissão de comunicadores bem intencionados. Ao pensarmos em comunicação, sigamos a seguinte sugestão: “que os cristãos colaborem para que essa se torne mais nobre e elevada, digna de homens responsáveis e espiritualmente maduros” Papa Paulo VI (12 /05/67). Por Jane Ferreira Martins Alves, membro da Pastoral da Comunicação da Paróquia São Sebastião de Areado


Catequese

Catequese e Matrimônio “Que a família comece e termine sabendo aonde vai”

(Oração pela Família, Padre Zezinho)

A Catequese é vista normalmente como um período de preparação para se receberem os Sacramentos, especialmente os da Eucaristia e da Crisma, apesar de que nós sabemos que não deve ser apenas isso, mas sim, um caminho de aprendizagem e de aproximação com Deus que perpassa toda a nossa vida. Não exclui o fato de que a Catequese deve também preocupar-se com os Sacramentos, todos eles. E, se os Sacramentos acompanham todas as etapas de nossa vida (nascimento, amadurecimento, compromisso assumido, momentos de fraqueza e morte), o Matrimônio marca uma transformação profunda vivencial. Daí a necessidade de catequizar-se para ele. Catequese e o sentido da família Cabe aos catequistas apresentarem a seus catequizandos o que é este Sacramento e seu resultado, a constituição de uma nova família. Mostrar seu verdadeiro sentido, levantando nos encontros elementos que levem as crianças e especialmente os jovens, a perceberem sua grandiosidade. Isso pode ser feito ao se mostrar que se trata de um Sacramento diferente, no qual o celebrante não é o padre, mas sim, os noivos que se unem nas promessas matrimoniais e em seu sim. O padre acompanha a cerimônia como representante da comunidade e não como presidente (aquele que preside a celebração). Chamar a atenção sobre a importância da comunidade reunida na cerimônia, pois todos são testemunhas do novo casal e não apenas os padrinhos (inclusive, muitos padres convocam a assembleia para, todos juntos, participarem da bênção sobre o casal). Necessariamente, deixar claro que é na entrega total e gratuita dos noivos, ou seja, no amor manifestado por eles que realmente acontece o Sacramento. A Catequese não pode parar por aí. Para além da tão importante missão de se valorizar o Sacramento e a cerimônia do casamento, cabe a ela conscientizar os jovens sobre o que virá depois: a família. Esta parece ser uma questão muito simples, mas será que é mesmo assim? Conflitos familiares Família é algo lindo e maravilhoso, que tem tudo para dar... errado! Você já parou para pensar nisso? Quando falamos de família, estamos falando de uma relação que envolve elementos diferentes nem sempre fáceis de se misturar. De um lado, temos um

homem, com seu jeito de ser: cabeça de homem, visão racional e prática do mundo, necessidade de se impor num mundo que tanto lhe cobra isso. Do outro lado, uma mulher, também com seu jeito de ser: cabeça de mulher, visão mais aberta e emotiva do mundo, em luta constante com um ambiente que lhe cobra ser uma pessoa cada vez mais plural - esposa, mãe, filha, irmã, funcionária, responsável... tudo ao mesmo tempo. Sem contar que cada um vem de uma formação diferente, uma história familiar própria, na qual aprendeu a ser mais aberto ou mais fechado a determinadas questões, a encarar a realidade ou a fugir dela e esconder-se. Há também os filhos e a relação se torna ainda mais complexa. Além do convívio homem e mulher, há agora o convívio entre adultos e crianças, ocupando o mesmo espaço, estas exigindo cada vez mais dos pais, inclusive um tempo que é cada vez menor. Não nos esqueçamos de que, para além de nossas casas, temos pais, irmãos, vizinhos, patrões, colegas de trabalho, prazos a cumprir, horários marcados e um relógio que não para... Com tudo isso (e mais tantas outras coisas!), chegamos facilmente à seguinte conclusão: o casamento foi criado para não funcionar. Não era para dar certo. Mas dá! Por quê? Por uma catequese familiar permanente O casamento, que se iniciou com

o ato de se receber o Sacramento do Matrimônio, dá certo sim, porque, para além de todos os problemas acima apontados, há um detalhe que faz toda a diferença: o amor. É esse amor real, de doação, desinteressado leva tantos casamentos a darem certo, “na saúde e na doença, na tristeza e na alegria.” Podemos ainda nos questionar (e a Catequese tem a obrigação de fazê-lo) sobre aqueles casamentos que não dão certo, que se desfazem com o tempo (e, às vezes, nem tanto tempo assim). Será que não faltou algo a eles? Será que o Sacramento recebido pelos noivos “não funcionou”, veio “com defeito”? O que houve de errado? Essa é mais uma questão que a Catequese deve considerar. Em primeiro lugar, devemos nos lembrar de que o Sacramento é sempre eficiente (é a parte de Deus), mas que o convívio entre o casal (é a parte do homem) nem sempre o é. Esse convívio deve ser bem estruturado desde a fase do namoro (outro tema caro aos encontros de Catequese). Várias questões podem ser levantadas sobre essa fase: Quais meus planos de vida? Quais os planos do (a) outro (a)? Eles combinam? Estou disposto a rever certas posições que poderiam atrapalhar meu relacionamento? Quais decisões de vida devem ser alteradas e quais não vale a pena alterar? Eu aceito o outro (a) como é ou fico tentando moldá-lo (a) aos meus interesses? Tendo essas questões mais claras, a pessoa pode decidir com mais certeza

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sobre querer ou não se ligar a outro (a). Ter consciência disso é o primeiro passo para se pensar seriamente em um Matrimônio. Ou seja, casamento não é algo para ser decidido no calor da paixão e sim, ser pensado com o coração e também com a razão. A palavra “paixão” vem de phatos, que em grego significa doença! E não é assim? A pessoa apaixonada perde o controle sobre sua própria vida: não dorme ou dorme demais; não come ou come demais; não consegue se concentrar em atividades corriqueiras... . Por isso, um casamento baseado apenas em “paixão” não se sustentaria, pois esta, com o tempo, simplesmente acaba. E aí, certo dia, a pessoa acorda ao lado de alguém e se pergunta: “o que eu fiz com minha vida?” É exatamente por isso que o Matrimônio deve ser uma decisão madura, pensada, baseada no amor e na razão (aliás, coisas que nunca deveriam estar separadas). É esse casamento bem pensado, planejado, amadurecido que se deve buscar e a Catequese tem um grande compromisso nisso. Uma Catequese bem feita, que trata estes questionamentos, na qual o catequizando se sinta livre e bem para analisar sua própria visão sobre o Matrimônio e sobre a relação familiar, partindo de sua experiência de vida (que, muitas vezes, foge do ideal), com certeza auxiliará na tomada de consciência e de decisão. Se é realmente necessário que a família “comece e termine sabendo aonde vai”, a Catequese tem a obrigação de auxiliar nesse saber. Questões: -Como estamos tratando do Sacramento do Matrimônio em nossos encontros de Catequese? - Que linguagem utilizamos com nossas crianças para mostrar a importância do Matrimônio? - Que testemunho de família nós, catequistas casados, damos em nossas comunidades? - Para que haja um casamento feliz, é necessário que eu pense primeiramente no (a) outro (a) e não em mim mesmo e depois na família. Como levar esse questionamento aos meus encontros de Catequese? - Se o fundamento do Matrimônio é o amor, como e quanto estamos falando desse amor? Por José Oseas Mota, catequista e professor em Guaxupé

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RETRATO SOCIAL

Mariana Resgate promove iniciativa social para crianças e jovens, em Alfenas

“Mostrar que Deus está presente em tudo”, nesta fala de uma das voluntárias da Casa de Missão Santa Teresinha do Menino Jesus, em Alfenas, é possível perceber a espiritualidade que envolve o projeto, que se dedica à formação musico-instrumental, artesanal, teatral, além de aulas de informática para crianças de 8 a 14 anos. A iniciativa é mantida, através de doações, pela comunidade de vida Mariana Resgate desde novembro de 2013, inspirada nos documentos sociais da Igreja e por reuniões entre a fundadora da comunidade, Danusa da Silva, do pároco, padre Reinaldo Marques Rezende, paróquia Nossa Senhora Aparecida, e do bispo diocesano, dom José Lanza Neto, ao tratar do papel evangelizador da comunidade. “A evangelização caminha junto com a ação, a nossa missão como comunidade de vida é ajudar o ser humano a se encontrar como pessoa, valorizando seus dons”, esta é, segundo a fundadora, a forma de doar a vida pela

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evangelização, partilhando os dons presentes na comunidade. Cerca de 20 crianças participam das atividades do projeto, que tem o objetivo de promover, pedagogicamente, a inserção social, com o auxílio de atividades extracurriculares, valorizando a espiritualidade, através da ambientação do local, das técnicas artesanais na produção de terços e com aulas de violão e canto. Aline dos Santos, membro da co-

munidade e coordenadora da casa, avalia como a concretização de um sonho pessoal e da missão com as crianças, “eu esperava um espaço de partilhar meus dons e tenho pressa de vê-las felizes e sentindo que esta obra faz parte delas”. O projeto deve oferecer no segundo semestre deste ano, cursos profissionalizantes para moradores da comunidade, com temas de administração e contabilidade. Em um espaço cedido pela paróquia, o trabalho é exercido voluntariamente por membros da comunidade e parceiros que se organizam, inclusive para oferecer lanche para os participantes, que demonstram gostar das atividades e dos voluntários. As falas de Maria Eduarda, 9 anos, e de Ana Karolynne, 14 anos, revelam o clima de descontração, “é legal, a gente aprende tocar violão, informática e teatro”, “além da gente aprender, a gente se distrai e faz bastante amizade”, completa Ana. Por Sérgio Bernardes

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A Caminho do Centenário O Hino e a Oração do Centenário da Diocese são partes de algumas ações comemorativas e evangelizadoras, com a finalidade de unir paróquias e comunidades em torno do acontecimento jubilar. Você, sua paróquia e comunidade são membros ativos desta ação. Rezem, em todos os momentos possíveis, a proposta de oração. Adquiram também a gravação do Hino, através do site www.guaxupe.org.br. Que ele seja cantado com fervor em celebrações e encontros. Outros trabalhos ainda acontecerão, durante os anos que antecedem o Jubileu da Diocese.

ORAÇÃO PARA O CENTENÁRIO DIOCESANO

HINO DO CENTENÁRIO DA DIOCESE DE GUAXUPÉ

Por Pe. Gilvair Messias, com iluminação bíblica de Lc 1, 68-79

Ser Igreja Composição: Dali Cícero da Silva, Paróquia Nossa Senhora das Graças – Passos Arranjo: Rodrigo R. Batista

Senhor Deus de nossos pais, Bendito sejais Pela Centenária Igreja de Guaxupé, Porque vosso povo visitou, libertou E fez surgir profetas, Homens e mulheres consagrados na fé, De coragem e temor! Enviai-nos hoje a vosso serviço, Em santidade e em justiça, Enquanto perdurarem nossos dias.

1. Ser Igreja é anunciar o Evangelho à comunidade. Caminhar ao encontro do irmão, acolher todos com igualdade! Protegei, ó Senhora das Dores, a Diocese de Guaxupé que caminha em comunidade, construindo e partilhando a fé! Com o bispo e os sacerdotes, movimentos e as pastorais, Há cem anos servindo as famílias com Jesus, Maria e José!

Senhor Deus de nossos caminhos, Bendito sejais Por armar vossa tenda em nosso meio, Por nos fazer vossos filhos, Por gerar um povo de irmãos em vosso seio, Igreja de Comunidades, Alimentada pela Palavra e a Eucaristia, Que tecem as redes da unidade! Enviai-nos hoje a aplainar e preparar vossas estradas, Animados para o Ano da Graça.

2. Com a ajuda da Igreja aprendemos cultivar o amor e a esperança. Conviver sem fazer distinção com humildade e perseverança! 3. Jesus Cristo, Palavra de Deus, Ele é Vida, Caminho e Verdade! Com a força do Espírito Santo, nos conduz para o Pai com bondade! 4. Sua vida por nós foi doada, expirada no alto da cruz. Mas na glória Ele vive e reina, na Igreja brilha sua luz! 5. Lançar redes, missão da Igreja pra formar novas comunidades. Que Jesus abençoe e proteja a Diocese nessa unidade!

Senhor Deus da Misericórdia, Bendito sejais Pelos pastores de vosso rebanho! Guiados pela esperança, Construíram vosso Reino nesta terra, Secaram o pranto, Curaram as feridas, Semearam alegria. Enviai-nos hoje a consolar as dores de nosso tempo, Recordando Vossa Santa Aliança.

Diocese de Guaxupé

Senhor Deus Altíssimo, Bendito sejais Por demonstrar vosso amor a esta diocese E nos dar a Senhora das Dores como padroeira, A quem olhamos com devoção! Mãe do Salvador e, em nossas tribulações, medianeira. No seguimento de Vosso Filho, animados pelo Espírito à missão, Fazei hoje brilhar o Sol de Vossa justiça! Levantai-nos em todo cansaço E dirigi nossos passos no caminho de vossa paz!

omunidade C o d n s. Lançando redes, gera

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Comunicações

Comemorações de Maio Natalício 03 Pe. Irineu Viana 04 Pe. Geraldo Henrique Benjamin 10 Pe. Benedito Clímaco Passos 14 Pe. José Benedito dos Santos 15 Pe. Thomaz Patrick O’Brien – OMI 20 Pe. José Hamilton de Castro 21 Pe. Hiansen Vieira Franco

22 Pe. Antonio Carlos Maia 24 Pe. Graziano Cirina 26 Pe. Homero Hélio de Oliveira Ordenação 01 Frei Adilson Gonçalves 04 Pe. Francisco Albertin Ferreira 04 Pe. José Hamilton de Castro

07 Pe. César Acorinte 09 Pe. Francisco Carlos Pereira 10 Pe. Eduardo Pádua Carvalho 16 Pe. Antonio Donizete de Oliveira 16 Pe. Francisco Clóvis Nery 20 Pe. Geraldo Henrique Benjamin 21 Pe. Carlos Virgílio Saggio 22 Pe. Vítor Aparecido Francisco

22 Pe. José Carlos de Carvalho 25 Pe. Marcos Luis Silva Rezende 30 Pe. Donizete Miranda Mendes 30 Pe. José Ricardo Esteves Pereira 31 Pe. Thomaz Patrick O’Brien – OMI

Agenda Pastoral de Maio 1

Encontro de formação para Missionários do infanto-Juvenil Mãe Rainha no Santuário, em Poços de Caldas 1-9 52ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida – SP 9 Setor Poços: Reunião dos Presbíteros na Paróquia São Domingos, em Poços de Caldas 12 Setores Alfenas e Areado: Reunião dos Presbíteros na Paróquia Sagrada Família, em Carmo do Rio Claro 15 Setor Passos: Reunião dos Presbíteros na Paróquia São Benedito, em Passos 16-18 Visita Pastoral em Conceição Aparecida 17 Setores: Reunião dos Espaços das Juventudes Setoriais Encontro Diocesano de Comunicação, em Guaxupé 18 Diocese: Reunião com os Agentes do SAV Encontro de Espiritualidade Aliança de Amor e Santuário Lar no Santuário, em Poços de Caldas Setor Alfenas: Dia de Espiritualidade da Pastoral da Criança

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21 Diocese: Reunião do Conselho de Presbíteros, em Guaxupé 22-25 Cursilho Masculino em Poços de Caldas 23-25 Diocese: Assembleia Diocesana da Pastoral da Criança em Paraguaçu 24 Diocese: Reunião da Coord. Diocesana dos Grupos de Reflexão, em Guaxupé Reunião do Conselho Diocesano do ECC, em Guaxupé Reunião Diocesana do Serviço de Animação Litúrgica, em Guaxupé 25 Setor Passos: Encontro de formação dos Coord. e Missionários da Mãe Rainha 28 Setor Guaxupé: Reunião dos Presbíteros 29 Setores Cássia e Paraíso: Reunião dos Presbíteros, em Ibiraci 29-31 Cursilho Feminino, em Poços de Caldas 30-31 Diocese: Encontro Vocacional no Seminário São José, em Guaxupé

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