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Jornal Paroquial

Paróquia Sant’Ana de Campinas

Orgão Informativo da Paróquia de Sant’Ana de Campinas - Dezembro 2013

Paz, Alegria, Fé, Esperança, e Amor em 2014 Página 2:

Um Ano que marcou a nossa história Página 2:

Vivência da Páscoa Página 3:

O Ano da Fé Página 3:

Semana Missionária 1

Páginas 4 :

Ide Sem Medo de Servir Páginas 5 :

Testemunhos Jovens Paroquianos Páginas 5 :

Festa de Sant’Ana Página 6:

Caixa Único Páginas 8:

São João Batista - Dezembro 2013 Jornal da Paróquia

Página 7:

A Visita Pastoral do Papa Francisco


Editorial

Um ano que marcou a nossa história

Estimados irmãos e irmãs. o terminarmos mais um ano de nossa caminhada paroquial, é tempo mais do que favorável de rendermos graças ao Pai de Misericórdia por tantos benefícios e graças que Ele nos em concedido. Este ano foi para nós intensamente marcado por momentos expressivos, tanto na nossa vida paroquial quanto no contexto mais amplo da vida da Igreja. Permitam-me começar enumerando grandes acontecimentos de amplo alcance em 2013. Um ano com dois papas: Bento XVI, que renunciou demonstrando humildade e despojamento diante da grandeza da Barca de Pedro, que é a Igreja; e Francisco, que cativa o mundo a cada momento com sua simplicidade e firmeza de conduta. Um Ano da Fé, marcado pela visita de Francisco ao Brasil, por ocasião da jornada Mundial da Juventude, que trouxe os olhos da fé para o Rio de Janeiro. E, por meio da Jornada, nossa Paróquia também se mobilizou, para enviar nossos jovens e para acolher com carinho e cortesia os nossos irmãos coreanos – sentimos de perto, com ardor

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renovado, a bandeira do acolher – uma das palavras fortes do nosso 7º Plano de Pastoral. Nossa paróquia tem ainda tantos outros motivos para agradecer. Começamos o ano com mais uma Semana Catequética, refletindo a temática da comunicação e o Ano da Fé. Tivemos uma Semana Santa forte, reforçando a centralidade do Cristo e seu amor sem limites por nós. Celebramos com carinho e devoção a nossa Padroeira, com a participação de todas as comunidades. Despedimo-nos do padre Odair, que foi seguir a sua missão na Paróquia São Geraldo Magela. Mas abrimos nossos braços para receber o padre Francis, que passa a colaborar efetivamente conosco. Nossos ministérios e serviços também ganharam força neste ano. Investimos novas equipes, formamos novos coroinhas, fortalecemos nossos conselhos. A experiência do caixa comum e a unificação das comunidades Sagrada Família e São João Batista nos apontam para o compromisso permanente com a unidade – sinal do Reino definitivo, em que

Vivencia da Páscoa

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cada ano a Igreja faz, no período da quaresma e da semana santa, experiência da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Em nossa paróquia aconteceram momentos celebrativos onde, pelo olhar da Fé, pode-se realizar a experiência de unidade e dar testemunho da vivência. No domingo de Ramos, que marca início da semana Santa, cada comunidade seguiu em procissão até o Ginásio do bairro Genesis onde, como paróquia reunida, vivenciou a entrada de Cristo em Jerusalém. Outro momento marcante foram as procissões penitenciais que aconteceram sempre as 05:30hs na comunidade Matriz de Santana.

A procissão do encontro com a imagem de Nossa Senhora das Dores e do Senhor dos passos a comunidade pode vivenciar que Maria continua na companhia de seu Filho Amado como discípula fiel. Na manhã da quinta-feira Santa aconteceu a missa dos Santos Óleos na Catedral Metropolitana e a noite a missa do Lava Pés que abriu solenemente o Tríduo Pascal, onde no gesto de humildade a

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todos seremos um, como Cristo e o Pai são um. Enfim, 2013 é um ano que vai ficar para nossa história, de nossas comunidades e de toda a Igreja. Que as boas experiências que vivemos nos inspirem para 2014. E que a celebração do Natal do Senhor nos anime a acolher de forma permanente em nossa vida o Verbo Encarnado de Deus. Que o Emanuel nos abençoe e guarde a todos! Amém!

Padre Wilson Enéas Maximiano Pároco

Pascal, onde através da benção do Fogo Novo celebrou-se a vitória da vida sobre a morte.

Igreja lembra-se do Cristo que se fez servo lavando o pé dos discípulos. Após a celebração, aconteceu pelo segundo ano a Vigília Jovem, na qual todos os jovens da paróquia puderam entrar no silêncio de Cristo no Horto das Oliveiras.

Na sexta-feira Santa, dia de recolhimento e silencio, aconteceu no período da manhã a Adoração ao Santíssimo Sacramento e as 15:00hs foi celebrada a Paixão e Morte de Cristo. À noite a paróquia se reuniu para a procissão do Senhor Morto dando seu testemunho de fé. No sábado aconteceu em todas as comunidades celebração na Solene Vigília

Jornal da Paróquia - Dezembro 2013

No domingo de Páscoa aconteceu a procissão da Ressurreição do Senhor Ressuscitado e de Nossa Senhora Aparecida seguida da missa paroquial com a presença de todas as comunidades para, com o Aleluia, celebramos s ressurreição de Cristo.

Com as celebrações da semana santa reafirmamos nossa a certeza na vitória de Cristo, que nos aponta o caminho da Vida. Edilson Roberto Deodato


O Ano da Fé

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hegamos ao encerramento do Ano da Fé. No dia 24 de novembro de 2013, na Basílica de São Pedro, em Roma, o papa Francisco presidiu solene celebração eucarística, concelebrada por inúmeros bispos e presbíteros, participada por milhares de fiéis. No mesmo dia, nas dioceses do mundo inteiro, houve empenho e organização para se dar visibilidade ao grande evento. Essa movimentação toda, esse anseio de participação demonstram que a fé é capaz de congregar multidões em torno do único Mestre, Jesus Cristo. Recordemos alguns passos dados ao longo do Ano da Fé:

Quando teve início o Ano da Fé e qual foi o papa que o promoveu? Foi o papa Bento XVI quem decidiu proclamar um Ano da Fé, que começou em 11 de outubro de 2012. Houve algum motivo especial para o papa escolher esse dia? Ao menos duas motivações fortes havia para a escolha dessa data (11 de outubro de 2012): Aniversário de cinquenta anos da abertura do Concílio Vaticano II; e aniversário de vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo Papa João Paulo II. Além destas motivações históricas e significativas para a Igreja, que outros motivos levaram o Papa Bento XVI a proclamar o Ano da Fé? Deixemos o próprio Bento XVI discorrer sobre o tema, servindo-nos de breve passagem de sua Exortação Apostólica, A Porta da Fé (Porta Fidei): “Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades

eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo. Desejamos que este Ano suscite, em cada fiel, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia”. Houve propostas concretas para a animação do Ano da Fé? No dia 6 de janeiro de 2012, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou Nota com indicações pastorais para o Ano da Fé, em três níveis. Para cada nível foram apresentadas dez sugestões. Apenas como exemplo, cito aqui: 1.ª) Em nível de conferência episcopal: “A Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013 oferecerá uma ocasião privilegiada aos jovens para experimentar a alegria que provém da fé no Senhor Jesus e da comunhão com o Santo Padre, na grande família da Igreja”. 2.ª) Em nível diocesano: “O Ano da Fé poderá ser uma ocasião para prestar maior atenção às Escolas católicas, lugares próprios para oferecer aos alunos um testemunho vivo do Senhor e para cultivar a sua fé com uma referência oportuna à utilização de bons instrumentos catequéticos, como por exemplo, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica e o Youcat”. 3.ª) Em nível das paróquias, comunidades, associações e movimentos: “Deseja-se que nas paróquias

Semana Missionária

semana missionária foi uma forma especial da Igreja no Brasil vivenciar e se preparar para A grandioso evento que foi a Jornada Mundial da

Juventude, que aconteceu de 22 a 29 de julho, no Rio de Janeiro com a presença do Papa Francisco em sua primeira viagem Pastoral. Nossa paróquia de Sant’Ana acolheu a 20 jovens peregrinos da Coréia do Sul, mais especificamente da Diocese de Incheon e dois sacerdotes Coreanos “Padre Pedro e Padre Paulo” assim chamados aqui em nossa terra, extremamente simpáticos e brincalhões. O primeiro contato entre os Jovens peregrinos e os Jovens da paróquia aconteceu na Casa das Irmãs Domenicanas, no Cambuí, onde fica localizada a Paróquia Pessoal Coreana São Paulo Chong Hasang. Ali os jovens peregrinos foram recepcionados também pelo pároco Padre Chae (João) Hyun Ahn e por membros da comunidade Coreana em Campinas. Os Jovens Peregrinos chegaram a Matriz de Sant’Ana onde foram recepcionados pelo pároco Padre Wilson. Após uma breve saudação por parte dos sacerdotes Coreanos e do Padre Wilson, aconteceu à oração conjunta do Pai Nosso cada qual em sua língua. A abertura da Semana Missionária aconteceu no dia 16 de julho em Solene Celebração presidida por Padre Wilson e concelebrada pelo Bispo Sul Coreano Dom Lázaro e Padres que acompanhavam os jovens peregrinos da Coréia e do Chile no Ginásio do Colégio Liceu

Salesiano. A Celebração foi marcada pela beleza de entrosamento entre os Jovens Brasileiros, Coreanos e Chilenos, que mediante a missão de Cristo formam um único povo que é o Povo de Deus, seguidores e discípulos de Cristo conforme falou padre Wilson em sua saudação. Em nossa Paróquia os Jovens Coreanos, puderam conhecer a nossa vivência Cristã, nosso trabalho social, cultural onde puderam trocar experiências e enriquecer na fé, conhecendo nossos costumes locais. Os peregrinos foram, de uma forma muito especial, hospedados na casa de nove famílias hospitaleiras, calorosas com valores cristãos das comunidades Matriz de Sant’Ana, São José Operário, Santa Teresinha, Santo André. Esta troca foi recíproca, pois nossos jovens também conheceram os valores e costumes dos Coreanos, e puderam perceber a Universalidade da Igreja que é única, tanto no Brasil como no outro canto do mundo onde se localiza a Coréia do Sul. Um momento marcante em nossa Paróquia foi a participação dos jovens e padres Coreanos na missa do segundo dia da novena preparatória para a festa de Sant’Ana, nossa padroeira, que estava de braços abertos acolhendo aos Jovens peregrinos. A celebração presidida por Pelo. José Carlos ssp e concelebrada pelos Padres sul Coreanos Pedro e Paulo, pelo Padre Luiz Miguel Duarte ssp e pelo pároco Padre Wilson ficará guardada em nossos corações, uma vez que, mesmo falando em outra língua pode-se perceber a força e o valor da transmissão do

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haja um empenho renovado na difusão e na distribuição do Catecismo da Igreja Católica ou de outros subsídios adequados às famílias, que são autênticas igrejas domésticas e primeiro lugar da transmissão da fé”. Naturalmente estas citações são apenas uma amostra da rica lista proposta pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, “para viver este tempo de graça, sem excluir outras propostas que o Espírito Santo quiser suscitar entre os Pastores e os fiéis nas diversas partes do mundo”. O que se espera após o encerramento do Ano da Fé? R: Creio que o Ano da Fé, ancorado sobretudo pelos textos das Exortações Apostólicas (A Porta da Fé e A luz da Fé) dos papas Bento XVI e Francisco, engloba um conjunto de motivações, aprofundamentos e incentivos para continuarmos bebendo nas verdadeiras fontes da nossa fé e sermos para o mundo autênticas testemunhas de vivência cristã. Padre Luiz Miguel Duarte, ssp

Evangelho, linguagem do amor a todos nós. Os jovens e padres Coreanos, juntamente com nossos jovens participaram da programação especial preparada pela Arquidiocese de Campinas, como momentos de visita na Unicamp, na PUC Campinas e passeios à Lagoa do Taquaral. Os Jovens Coreanos puderam vivenciar vários momentos descontraídos como a participação em nossa Quermesse, troca de danças culturais, almoço, troca de presentes. A presença dos Jovens Coreanos muito nos ensinou deixando sua contribuição para nossa paróquia de Sant’Ana, neste processo de evangelização da juventude. O encerramento da Semana Missionária aconteceu no dia 20 de julho em missa Arquidiocesana presidida por Dom Airton José dos Santos realizada no recinto da Festa do Figo em Valinhos onde lá estavam os jovens, padres e Bispos peregrinos do Haiti, dos Estados Unidos, do Chile, da Coréia do Sul, França, Itália entre outros e toda juventude da Arquidiocese. A Semana Missionária ficará marcada na vida da paróquia e nos corações dos paroquianos. Agradecemos a todos que ajudaram de uma forma ou de outra para o sucesso da Semana Missionária, especialmente ao jovens paroquianos que muito se dedicaram e também às famílias hospitaleiras que abriram as portas de suas casas na acolhida dos jovens peregrinos da Coréia, que Deus lhes Pague!!!

Célia Terezinha Silva Andrade.

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“Ide sem medo de servir!” F

“Pode chover e fazer frio que a Juventude do Papa está no Rio!”

oi neste clima de alegria, de respeito e de comprometimento que milhões de jovens vivenciaram entre os dias 23 a 28 de julho de 2013, a Jornada Mundial de Juventude, na Cidade do Rio de Janeiro. Em 1984 foi celebrado na Praça São Pedro, no Vaticano, o Encontro Internacional da Juventude com o Papa João Paulo II, por ocasião do Ano Santo da Redenção. Na ocasião, o Papa entregou aos jovens a Cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ, conhecida como a Cruz da Jornada. O ano de 1985 foi declarado Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano e no mesmo ano o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude. Todos os anos ela acontece em âmbito diocesano, celebrada no Domingo de Ramos e, com intervalos que podem variar entre dois e três anos, são feitos os grandes encontros internacionais. Segundo o Comitê Organizador Local (COL) o Rio de Janeiro recebeu 355 mil peregrinos, de 175 países, inscritos para JMJ. O mundo inteiro voltou-se para a cidade do Rio de Janeiro, que reuniu milhares de jovens para celebrar e renovar o aprendizado sobre a fé católica. Uma experiência multicultural, ilimitada e magnífica, que agregou seres humanos vindos de todos os continentes para vivenciar a espiritualidade sob acolhida e sob afetuosidade do Papa Francisco. Todas as nações se curvaram ao olhar e ao sorriso cativante do Papa Francisco, um homem dotado de sólida formação religiosa Jesuítica e espírito crítico que, sem perder a ternura, reavivou e convocou os jovens de todo o mundo para o compromisso de transformar a sociedade, pregando que o verdadeiro caminho para ser feliz equivale a uma vida com mais identidade e honestidade, numa sociedade menos corrupta e mais igualitária, com a aproximação dos mais pobres e o comprometimento dos poderes e instituições. Dizendo: “O povo gosta de Evangelho pregado com unção, a serviço dos pobres e oprimidos. Quero que a Igreja vá para ruas. Quero que nos defendamos de tudo que seja acomodação e não fiquemos fechados em torno de nós mesmos. Nunca desanimem. Não percam a confiança. Não deixem que se apague a esperança. Jovens, não fiquem na sacada da vida”. Como juventude cristã fomos convidados a se conscientizar de nosso para não sermos manipulados diante de tantas propostas e provocações, a nos entender como discípulos do Mestre Jesus, Caminho, Verdade e Vida, e missionários da preciosidade dos valores do Evangelho para a humanidade.

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Somos protagonistas juvenis, inclusive, nas Redes Sociais, onde nos sentimos extremamente identificados em nossos desejos e aspirações. E o que podemos falar de nossa postura segura e profética no meio daqueles e daquelas que se deixam levar pelos vícios e violência? Por isso, possuímos inúmeras oportunidades de sermos “sementes na massa” a partir dos valores cristãos. O que precisamos é nos sentirmos valorizados neste contributo e capacitados para tal. A Jornada Mundial da Juventude nos deixa no mínimo, três mensagens: 1.ª) Do valor que o próprio jovem deve dar a si mesmo, a sua história, aos seus dons, a sua real contribuição nesta mudança de época e aos cuidados que deve tomar; 2.ª) Do grande amor que a Igreja – portadora e não proprietária da mensagem de Deus – tem pelos jovens, Ela “aposta nos jovens” enquanto presente e força transformadora de realidades;

3.ª) Da necessidade do jovem assumir com responsabilidade e alegria a missão que o batismo lhe confere enquanto discípulo de Jesus Cristo: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”. O mais interessante é que o “encontro pessoal com Cristo” aconteceu e ainda acontece com aqueles que se envolveram com a proposta da JMJ. Lembremos com alegria e saudade dos Peregrinos/as Coreanos, durante a Semana Missionária, acolhidos na Paróquia Santana de Campinas. Os dias passados em Campinas e no Rio de Janeiro foram ocasiões de reforço para aqueles que já vêm fazendo uma caminhada espiritual como, também, de provocação para aqueles que ainda estão

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amorfos ou indecisos. Ao perceber a grande quantidade de jovens interessados em dar um sentido maior para a vida. Jovens, o sonho de ser feliz e o desejo de realização pessoal que está em você antes de ser um simples capricho de sua parte é vontade de Deus; Ele é quem depositou esta semente de plenitude que tantas vezes aparece em seus sentimentos e pensamentos. Por isso, ela é sagrada e para que produza os devidos frutos depende da administração de sua liberdade e a definição de opções que realmente favoreçam seu desenvolvimento. Você tem procurado acertar o caminho que conduz à felicidade? Você se questiona sobre qual felicidade é a verdadeira e a mais completa? Você quer que a felicidade dê sentido à vida? Pois então, Jesus respondeu a tudo isto com uma simples frase provocante, profunda e comprometedora: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Tudo o que foge de Jesus é pura ilusão, é passageiro. Ele quer que você opte por uma felicidade duradoura; e que suas alegrias acrescentem significado em sua vida e não sejam meros frutos de passatempos inconsequentes. Esta felicidade duradoura tem um princípio, um alimento, uma meta: o Amor. Amor, este, que só poderá ser compreendido e vivido em sua real beleza quando voltado para o Criador e, ao mesmo tempo, para as criaturas. Amar o próximo, comprometer-se com sua vida, defender sua dignidade, promover o seu bem não é uma opção; é uma exigência de nossa vocação de filhos/as de Deus e irmãos/ãs uns dos outros. A JMJ demonstrou um pouco do que é a vida: uma jornada cansativa que exige grandes sacrifícios (desde a retirada dos Kits no ‘Sambódromo’ até o retorno para nossas casas), mas, que no final das contas, não são nem lembrados quando nos unimos a quem amamos e chegamos à meta de ver o que esperamos e, por fim, reencontrar na simplicidade de momentos rápidos um sentido para viver, perseverar, sofrer e até mesmo morrer! A JMJ para foi uma experiência com Deus e de Deus. Na manhã do dia 28 de julho, na homilia da Missa de Envio, com mais de 3,7 milhões de pessoas diante da paisagem da Cidade Maravilhosa, o Papa Francisco nos incentivou e convocou com o mesmo convite de Jesus Cristo: “Ide sem medo de servir” (Mt 18,29). Sejamos os protagonistas de nossa família, sociedade e paróquia, por que “Essa el juventud del Papa!” por isso rumemos em 2016 para Cracóvia – Polônia, com o tema: “Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia” (Mt 5,7). Pe. José Carlos de Freitas Júnior, ssp Sacerdote religioso da Congregação dos Padres e Irmãos Paulinos Formador dos jovens Paulinos na etapa do Propedêutico em Campinas - SP


Testemunho dos Jovens Paroquianos na JMJ A Jornada Mundial da Juventude que aconteceu de 23 a 28 de julho contou com a participação de 23 jovens da paróquia. Aqui apresentamos o testemunho de alguns jovens que relatam a experiência vivenciada neste grande evento da Igreja que foi a Jornada Mundial da Juventude.

Gislaine Alves: “Para mim JMJ foi e continua sendo uma resposta de amor de Deus para com sua Igreja e vice versa. Morei no Rio de Janeiro 2 anos e nunca o vi como vi na JMJ, “Catolicamente Lotado”, dizem que os Cristãos não se conhecem, mas se reconhecem! Fui reconhecida por muitos irmãos e irmãs, amei e fui muito amada, como foi belíssimo ver o testemunho de todos nós, seja na alegria, nas dificuldades, na chuva, no frio, mas também naquele silencio quem invadiu Copacabana, me arrepio só de lembrar o silencio na missa de envio, a presença da Igreja em todos os seus caminhos, vida consagrada, sacerdotal e laical. Sentir o Amor de Deus que cuidou de mim, colocando pessoas lindas ao meu lado. Posso dizer que não tenho amigos só de caminhada mas tenho IRMÃOS DE JORNADA.... Mas é justo dizer que cada um teve a JMJ que mereceu.... e sim eu tive a JMJ que mereci!!” Milena Marques: “A JMJ foi um encontro pesso-

al com Deus, onde pude conhecer e ter contato com o Seu Amor, em suas diferentes formas, nos irmãos de todo o mundo, foi um grande aprendizado espiritual, pois compreendi que é necessário mais do que dizer apenas “Senhor, Senhor” enquanto filha de Deus, é preciso que sejamos mais missionários a cada dia, levando a Palavra a todos, independente das circunstâncias!”.

Thais Pereira: “Eu vi o Papa Francisco a menos

de 1m de distância na segunda feira, e ele sorriu e

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om o tema “Com Sant’Ana avó de Jesus, celebremos e acolhamos a Jornada Mundial da Juventude junto com o Papa Francisco”, aconteceu no mês de julho a Festividade da padroeira da paróquia Sant’Ana. Durante todo o mês de julho aconteceu à festividade Social com a tradicional quermesse onde a cada final de semana houve a apresentação de atrações musicais, as barracas com lanches de pernil, de linguiça, pastel, pão de queijo, churrasquinho, cachorro quente, o delicioso caldo e as barracas de bebidas e vinho quente. No salão paroquial as famílias puderam encontrar um ambiente gostoso e se divertirem nas rodadas de Bingo. No último domingo, 28 de Julho, aconteceu o tradicional Bingão que encerrou a Festividade Social da Festa da Padroeira. A programação religiosa teve início com o Casamento Comunitário como tradicionalmente acontece nos últimos anos. No dia 14 de Julho aconteceu a Missa dos enfermos presidida pelo Padre Luiz Miguel Duarte ssp e contou com expressiva participação das comunidades e dos Agentes da Pastoral da Saúde que levaram as pessoas enfermas e ido-

acenou pra mim. Foram momento e emoção únicos, um dos melhores da minha vida. Realmente fiquei muito feliz e nunca mais vou esquecer. E, para mim, a JMJ não acabou. Ela estará sempre presente em todos os momentos da minha vida”.

Andreza Soares: “A jornada para mim foi simplesmente maravilhoso! Tudo o que vivemos foi uma experiência única de fé e amor! A emoção de ver de Perto Nosso Santo Padre, do silencio da Vigília que confortava os corações, as pessoas q conhecemos, os lugares, a vivencia intensa da fé cristã, tudo isso dá animo, nos encoraja na caminhada pela santidade, e ficará marcada para sempre em nossos corações”. Bruna Reis: “A JMJ foi uma experiência que recebi como um presente, uma dádiva de Deus! Poder partilhar tanta emoção com nossos irmãos de diversas nacionalidades foi espetacular, pois pude ver o Cristo Vivo em cada um e poder nos comunicar com “a língua do amor” foi demais! Que possamos continuar sendo o Cristo Vivo por onde passarmos e sem medo de servir a JESUS!”. Moniquele Cruz: “Participar da Jornada Mundial para mim foi muito gratificante, um verdadeiro encontro com Deus, a começar pela Semana Missionária, dias de alegria e amor ao próximo. A presença dos jovens coreanos em nossa Paróquia foi um presente de Deus. Ver alegria e o amor nos olhos dos Jovens de Nossa Paróquia me deixou feliz e mais confiante para seguir em frente, sem falar em todo apoio

que o Padre Wilson e a Paróquia nos prestaram durante todo o tempo que nos preparávamos para este grande encontro no Rio de Janeiro. Foi simplesmente Maravilhoso, desafios lançados, sacrifícios, mas tudo isso me fortaleceu. Posso dizer que vivenciei intensamente a Semana Missionária em nossa paróquia e Jornada Mundial no Rio de Janeiro como realmente desejei”.

Camila Alves: Camila Alves: “A Jornada Mundial

da Juventude, foi uma experiência maravilhosa! Não pude participar de todos os dias, mais os dois dias que participei valeu muito a pena. Quando voltei, Muitos me perguntaram: “Onde você dormiu”?” “Onde tomou banho?” “Como usou o banheiro?”. Eu apenas respondia: “Dormi no calçadão desconfortável e fui prestigiada em ver o amanhecer de camarote, lindo sol fez aquele dia!” E Banho? Que banho ? Não tomei banho, Banheiro ? A única opção era o banheiro químico. Mas valeu a pena e faria tudo de novamente.” Sentir a presença do sucessor de Pedro, a quem foi confiado nossa amada igreja, foi uma experiência de paz e puro amor. O Papa Francisco é jovem, acredito que todos se identificaram com a sua humildade, serenidade e sua vontade de tornar o mundo novo, uma frase que ele citava bastante e que vou carregar sempre era: “Jovens, não tenham medo. Ide, sem medo de servir! “Novamente repito, TUDO VALEU A PENA!” Juventude Paroquial

Festa de Sant’Ana sas para esta missa na qual Padre Luiz Miguel realizou a Benção e a Unção dos Enfermos. No dia 16 com a Adoração ao Santíssimo Sacramento presidida pelo pároco Padre Wilson iniciou-se a Novena preparatória. Aos pés de Jesus Sacramentado Padre Wilson depositou o êxito da festividade da Padroeira. A celebração da Novena neste Ano teve um caráter de celebração em família onde a cada missa famílias eram sorteadas para levarem a capela com a imagem de Sant’Ana para celebrarem em família e com o compromisso de trazer a capela na próxima missa. As capelas foram sorteadas definitivamente na missa do dia 26 de julho. Durante a novena a paróquia contou com a presença de sacerdotes da Arquidiocese de Campinas, bem como religiosos e de outras Dioceses, que ajudaram aos paroquianos a compreenderem a dimensão da Fé através da vivencia da Palavra de Deus e do exemplo dos Santos assim como Sant’Ana que educou Nossa Senhora dentro dos ensinamentos da escuta e vivencia da palavra de Deus. Um momento marcante dentro da novena foi à participação dos Jovens Peregrinos da Coreía do Sul que participavam da Semana Missionária.

Na missa do dia 21 de julho aconteceu a “Missa da Unidade Paroquial” onde em missa paroquial todas as comunidades se reuniram para celebrar a Unidade. Nesta celebração aconteceu o ENVIO de 23 jovens da paróquia, que após um período de preparação, iriam participar da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. No dia 26 Monsenhor João Luiz Fávaro, Vigário Geral da Arquidiocese, celebrou a missa solene pelo dia de Sant’Ana e lembrou que o cristão é aquele que ouve a palavra de Deus, pois é através da palavra que se pode compreender o Mistério do Amor. Falou que o seguimento a Jesus só ganha sentido à medida que a Palavra de Deus entre no coração humano. Ao final da celebração Padre Wilson agradeceu a todas as pessoas que trabalharam durante a Festa de Santana neste Ano, em especial as famílias que acolheram aos jovens peregrinos da Coréia, bem como a todos os sacerdotes que celebraram junto à comunidade.

Juliano Andrade

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Notícias

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urante a missa Solene da Padroeira Sant’Ana, celebrada no dia 26 de julho, foi anunciado o novo projeto paroquial que é a Experiência do CAIXA ÚNICO. O projeto de um Caixa Único é um novo jeito de organizar os recursos financeiros utilizados para a manutenção da paróquia e suas comunidades, para a solidariedade e para a Evangelização. O Período da experiência é de 01 ano, tendo seu inicio em 01 de agosto de 2013. A inspiração da criação do Caixa Único está na Palavra de Deus onde se vê que as primeiras comunidades “Dividiam seus bens com alegria, e colocavam tudo em comum”, o que mostra que todas as comunidades pertencem a um único corpo, que é a Igreja, do qual Cristo é a Cabeça. Este sinal de unidade deve ser a expressão do trabalho da paróquia com um Caixa Único. A proposta da criação do Caixa Único levou em conta as três assembleias paroquiais, onde se votou a PARTILHA como prioridade para a caminhada da paróquia. O Caixa Único não visa tirar dinheiro das comunidades e deixa-las sem nada. Os recursos serão distribuídos conforme as necessidades. Haverá uma reserva para que cada comunidade possa adquirir material litúrgico e outros pequenos gastos semanais como ornamentação e limpeza. Os valores dos dízimos e coletas arrecadados serão colocados em COMUM para as necessidades da evangelização, da caridade e da manutenção dos espaços de nossas comunidades e os paroquianos continuarão entregando seu dízimo na comunidade onde participa. O Caixa Único será administrado por uma Equipe Econômica constituída pelo pároco Padre Wilson, o Diácono Permanente Wil, os Coordenadores e Tesoureiros das Comunidades, um Advogado e um Engenheiro convidados, que terão a incumbência de planejar e elencar as prioridades com relação à administração econômica da paróquia. A vivência Caixa Único é um testemunho de unidade e comunhão. E nos faz entender que somos uma família, a FAMÍLIA de DEUS. TESTEMUNHO DAS COMUNIDADES João Carlos – Comunidade S. José Operário: ”Estamos em dezembro, final de ano, e no começo de uma experiência em nossa paróquia que é o caixa comum. Há muito tempo se ouvia falar que o desejo de Dom Bruno Gamberini, era implantar o caixa comum nas paróquias. Depois de uma longa caminhada decidiu-se fazer essa experiência na paróquia Santana. Estamos partilhando e vivenciando essa ideia coincidindo com esse momento de transição de nossa igreja católica, e no

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Caixa Único ano da fé que se encerrou dia 24/11/2013, nos leva a crer que a igreja não é nossa, e sim de Jesus Cristo. A humildade do papa Francisco nos faz reconhecer o quanto podemos crescer em nossa fé, não somos membros de uma igreja local e sim fazemos parte de um trabalho paroquial, ajudando as comunidades que mais precisam, sem deixar de exercitar nossa fé, nosso compromisso com nossa comunidade que frequentamos, em comunhão com nosso pároco, Padre Wilson, nosso orientador espiritual. Por enquanto ainda é uma novidade e não podemos fazer uma avaliação, mas nossa expectativa é que tem tudo para dar certo esse novo sistema”. Pedrinho – Comunidade Santa. Teresinha: “Nós, da Comunidade Santa Teresinha estamos passando por um momento de adaptação ao Caixa Único da Paróquia, implantado há alguns meses. Com o Caixa Comum, vivemos um momento novo, e nossa expectativa para o próximo ano é a de que possamos fazer os ajustes necessários e caminhar juntos para o bem da nossa Paróquia”. Sra. Santina dos Santos Fernandes – Comunidade Sagrada Família: “Para a Comunidade Sagrada família, a implantação do Caixa Único, proporcionou um grande passo, apesar de estarmos ainda em período de experiência, de adaptação e aprendizado, A Comunidade encontra-se feliz pela priorização de término das obras, que para os agentes de pastorais, leigos leigas tornase ferramenta positiva. Com a implantação do Caixa Comum, os trabalhos da Comunidade ficaram mais fáceis. Há uma maior integração entre as demais Comunidades da Paróquia, e uma organização entre a colegiada local. Trata-se de uma fase de mudança e toda mudança requer novos aprendizados. Estamos convictos que dará tudo certo e as adequações que se fizerem necessárias realizar assim faremos”. Dalvina de Araujo Campos – Comunidade Santo André: “Participo desta Comunidade desde 1982 onde vi a construção da igreja e acompanhar o seu crescimento pouco a pouco e hoje está belíssima. No passado era difícil também como é hoje, porém com uma diferença. Antes tínhamos mais mão de obra, mais doação e tempo para a igreja o hoje é mais complicado devido ao modo de viver, com tanto estudo, cursos, shoppings que funcionam à noite e finais de semana. A igreja acaba ficando de lado e assim as dificuldades aumentam e muito. A partir de 1º de Agosto de 2013, quando Pe. Wilson com apoio das Colegiadas implantou o

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Caixa Único, em minha opinião, há uma diferença para melhor. Apesar de pouco tempo é possível perceber a união das Comunidades nos trabalhos, no dialogo e na convivência que pouco a pouco vai acontecendo mais intensamente. Acredito no sucesso DO CAIXA ÚNICO. Por que não ficamos pensando só na Comunidade que pertencemos e sim no bem comum de toda a paróquia. Eu tenho muita fé em Sant’Ana e em todos os Padroeiros que unidos na mesma fé venceremos”. Mauricio Hirata – Comunidade Matriz de Sant’Ana: Começo com o versículo 44 do capítulo 2 dos Atos dos Apóstolos, “TODOS OS QUE ABRAÇAVAM A FÉ VIVIAM UNIDOS E POSSUÍAM TUDO EM COMUM”. Caixa único ou comum, é muito mais que unir as finanças das comunidades é unir as comunidades em tudo, sobretudo na FÉ e no amor a DEUS, assim como diz nos Atos dos Apóstolos! Em nossa Paróquia não é, e não pode ser diferente, temos que seguir a justiça de Deus! O que é “justiça de Deus”? É seguir os ensinamentos de Deus assim como os profetas e os apóstolos fizeram e a igreja Católica toda faz, não podemos ficar indiferentes. O Santo padre Papa Francisco disse aos jovens “Não tenham medo de agir”, digo que devemos nós todos também agir sem medo de mudar e anunciar o evangelho por toda parte. Na Paróquia o caixa comum já é sucesso, tanto no financeiro como na união entre as comunidades, abraçamos a Sagrada família como um irmão mais velho abraça o mais novo e estamos ajudando a comunidade a crescer na FÉ. Os resultados são claros, basta você passar na frente da comunidade para ver. Já se quiser ver o crescimento na FÉ, participe de uma missa no sábado. O caixa comum possibilitou tamanha integração que eu mesmo que participo desta Paróquia a mais de 6 anos, nestes pouco mais de 4 meses de caixa comum conheci muita gente de outras comunidades como já mais havia conhecido nos últimos 5 anos e meio.... Isso é caixa comum ou comunidade comum! Coordenadores das Comunidades


Visita Pastoral do Papa Francisco Presença humilde e significativa do Papa Francisco, no Brasil!

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visita do Santo Padre, o Papa Francisco, no Brasil dos dias 22 a 28 de julho, neste ano de 2013, por ocasião da Vigésima Oitava Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro, foi um acontecimento marcante. Por se tratar da Visita do Sucessor de Pedro, ainda que o Papa tenha vindo para falar a todos, de fato acrescentou ao coração a renovação da esperança, da fé e do amor. Evidente, o texto que se segue é apenas um olhar sobre a presença humilde e significativa do Papa Francisco. Afinal de contas, resumir tal alcance é impossível em palavras, dado que foi tão significativo em gestos. Da programação da Visita, o Papa chegou ao Brasil no dia 22, no Aeroporto Internacional do Galeão. Dada a Cerimonia de boas vindas, com autoridades presente, particularmente, como não recordar as palavras de Sua Santidade ao bater ao coração e pedir licença para entrar. Momento Marcante também foi a presença em Aparecida, São Paulo, dia 24 com a Missa presidida pelo Papa às 10hs., concelebrada pelo Cardeal Dom Raimundo Damasceno, sem contar a inúmera participação de outros bispos, presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas e fiéis. Missa esta em que pude concelebrar, na condição de presbítero. Muitas pessoas ali estiveram mesmo com o tempo chuvoso e um frio muito forte. A basílica ficou repleta de fiéis. Aclamações de acolhida e muitas palmas de boas vindas, ao Santo Padre. Estar ali de fato foi emocionante. É possível dizer sem errar: o Papa Francisco é sempre o mesmo, visto de perto ou de longe. As suas palavras ainda ecoam dentro de mim como uma lembrança presente de motivação e encorajamento, amor aos pequenos, preferidos de Deus. Ainda no dia 24 aconteceu à participação do Papa Francisco na inauguração do Pólo de Atenção Integrada da Saúde Mental (PAI), voltado para a recuperação e dependência química, um dos legados sociais da Jornada. Dia 25, na continuidade dos momentos previstos, pode-se destacar o momento em que Papa esteve com o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, quando, em um gesto simbólico e tradicional, recebeu as chaves da cidade, traduzindo respeito pelo Santo Padre e a autoridade que ele representa. Mas, também, visitou a uma favela da zona norte, a comunidade de Varginha, dentro do Complexo de Manguinhos, recentemente pacificada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. O Papa falou aos moradores de um modo tocável e deu sua bênção.

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Então, no mesmo dia 25, às 18h, o Santo Padre participou da festa de acolhida dos jovens na orla de Copacabana, um dos atos centrais da Jornada Mundial da Juventude. Houve a primeira saudação do Papa Francisco aos peregrinos da Jornada e um discurso. Quanta vivacidade do Santo Padre que, ao passar, parou inúmeras vezes para cumprimentar a todos, particularmente, beijar as crianças e as abençoar. Disse o Papa: “a fé de vocês é mais forte que o frio e a chuva” e ainda “Do Corcovado o Cristo Redentor abraça e abençoa a todos”. E mais: “Bote fé... Bote esperança... Bote caridade”! Ainda, em visita à antiga casa de repouso do imperador Dom Pedro, a Quinta da Boa Vista recebeu no dia 26 o Santo Padre, onde se deu um dos maiores pontos de catequese do evento e a Feira Vocacional. Além disso, na parte da manhã o Santo Padre atendeu as confissões de alguns jovens. Em seguida, alguns jovens detentos se encontraram com o Papa Francisco no Palácio Arquiepiscopal São Joaquim. E ao meio dia, o Sumo Pontífice fez a Oração Angelus Domini. Antes do tradicional almoço com os jovens de todos os continentes, que acontece como parte das Jornadas, o papa fez uma saudação ao Comitê Organizador Local e aos patrocinadores. Às 18h, no mesmo dia 26, aconteceu a Via Crucis com os jovens, na orla da Praia de Copacabana, o terceiro Ato Central da Jornada, com um discurso do Santo Padre. O Santo Padre acompanhou tudo muito atenciosamente e depois fez sua exortação. Entre outras palavras, ele disse: “Queridos irmãos, ninguém pode tocar a Cruz de Jesus sem deixar algo de si mesmo nela e sem trazer algo da Cruz de Jesus para a sua própria vida”. E ainda “A Cruz de Cristo foi implantada não só na praia, há mais de cinco séculos, mas também na história, no coração e na vida do povo brasileiro e em muitos outros povos: o Cristo sofredor, sentimo-lo próximo, como um de nós que compartilha o nosso caminho até o final”. As atividades oficiais no dia 27 começaram com a Santa Missa com os bispos na Catedral São Sebastião, presidida pelo Santo Padre. Logo após, o Papa Francisco se encontrou com representantes da sociedade da cidade e do Brasil no Teatro Municipal. Houve diferentes apresentações para falar da cultura e da arte. No inicio da tarde participou de um almoço com os cardeais brasileiros, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os bispos do Regional Leste 1 da CNBB (que compreende as dioceses do Estado do Rio de

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Janeiro), no grande refeitório do Centro de Estudos do Sumaré e depois falou para os bispos, apresentando a audácia para os desafios, mas também o encorajamento para a missão. Ainda à noite, a partir das 19h30, o Papa Francisco esteve presente na Vigília de Oração, quarto Ato Central da Jornada, onde ele fez um discurso aos peregrinos e permaneceu em um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento com os jovens presentes. No dia 28, domingo, último dia da Jornada, o Santo Padre iniciou o dia presidindo a Santa Missa na praia de Copacabana, na qual estimativas posteriores, disseram em torno de 3.000.000 (três milhões) de pessoas. Momento fortíssimo de fé. E ao final da mesma celebração se fez a oração do Angelus Domini. Ainda nesta missa foi anunciada a sede da próxima Jornada mundial da Juventude, isto é, em 2016, em Cracóvia, na Polônia. O almoço se deu no refeitório do Centro de Estudos do Sumaré. Na parte da tarde, sem esmorecer, ainda o Santo Padre se encontrou com o Comitê de Coordenação do Conselho Episcopal Latino Americano (CELAM) antes de sua despedida da Residência do Sumaré. E outro momento marcante ainda foi seu encontro com todos os voluntários da Jornada. Suas palavras também destacaram a beleza de se viver a fé em Jesus e os compromissos por amor a ele, sem se deixar levar pelos outros. Por fim, no Aeroporto Internacional do Galeão houve ainda uma cerimonia de despedida e agradecimento. Mais uma vez com palavras humildes o Papa já mencionava Saudades: “Neste momento, já começo a sentir saudades. Saudades do Brasil, este povo tão grande e de grande coração; este povo tão amoroso”. Assim, se deu esta tão importante e especial visita. Ficará marcado na história das Jornadas e de nosso país esse grande momento, como de fato o foi. Aguardamos, sem sombras de duvidas, os frutos desta experiência, pois caminhamos na fé e sabemos que as ações de Deus tem seus frutos para além daquilo que quantificamos.

Padre Francis Tadeu de Oliveira Mistrelli

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Especial

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São João Batista

uitas vezes disse o Senhor que o mundo era um grande campo onde era necessário semear... Não entendo muito de cultivo, mas sei que o que se semeia deve ser cultivado... Algum tempo atrás, acredito que por um forte impulso missionário, iniciou-se, no que hoje chamamos de Comunidade São João Batista, um trabalho de ajuda e assistência às famílias que ali tentavam sobreviver apesar das adversidades. De lá para cá muita coisa mudou: casas melhores, a EMEI, um pouco mais de infraestrutura. A Paróquia de Sant’Ana orientada por seus párocos no decorrer desses anos foi realizando um trabalho pastoral de evangelização. Até um tempo atrás ali aconteciam encontros de catequese, grupo de oração, rezo do terço, missões populares, Celebrações Eucarísticas mais frequentes... Mas se o campo não é muito cultivado, se a terra não é molhada, se as ervas daninhas não são retiradas, o mato toma conta do campo que deveria estar tratado e florido... Há pouco mais de um ano, em outubro de 2012, por ocasião das assembleias realizadas nas comunidades para a indicação dos novos coordenadores, nos reunimos na Comunidade de São João Batista para refletir a situação na qual se encontrava a mesma. Entre os assuntos um se destacava: a presença da ONG “Associação Anhumas Quero-Quero”. Indiscutivelmente reconhecíamos o ótimo trabalho que a ONG realizava ali, tínhamos consciência de que nem a Prefeitura nem a Paróquia poderiam assumi-lo, mas temíamos pelo “espaço sagrado”, único local onde as Celebrações aconteciam. Sentíamos que aos poucos esse espaço nos era tirado e um misto de indignação e medo invadia nosso coração, não podíamos ceder. Saímos daquela reunião decididos a tentar de novo. Nova coordenação foi constituída com a Srª Hilda e o jovem Valdivando, eles se encarregariam da parte religiosa, da vida da comunidade e a Paróquia da ONG e da Prefeitura, em diálogo com a Arquidiocese. Os membros do Conselho de Pastoral Paroquial

(CPP), às Irmãs e leigos da Consolação e às demais Comunidades seriam convocados a unir forças para realizar um trabalho de resgate às pessoas da Comunidade, para que não ficasse ocioso o espaço que era nosso e assim dar continuidade ao cultivo daquele campo e a partir de agora a Comunidade seria conhecida como Capela (esse nome não pegou muito!).

Algo foi feito! Realmente as comunidades se faziam presentes no tríduo do padroeiro São João Batista, em alguma Celebração Eucarística “especial”, mas nos faltou assumir a comunidade como a “irmã menor”, a mais frágil, a que necessita mais atenção e cuidado. Infelizmente entre os próprios habitantes do local, não todos, porém, alguns não possuem a consciência de “comunidade”. Sempre foi possível contar com uns e outros, sempre os mesmos nas celebrações e trabalhos. O espaço continuou ocioso e as pessoas dispersas. O mato continuava a tomar conta do campo... No início desse mês de novembro entre os assuntos a serem tratados no CPP vol-

tou à tona o tema sobre a Capela São João Batista. Padre Wilson Eneas Maximiano nos informou que as coordenadoras da ONG, as senhoras Kátia e Célia, solicitaram uma reunião com o senhor Arcebispo D. Airton José dos Santos, onde também estava presente Padre Wilson, para pedir uma decisão sobre a situação existente, pleiteando o uso exclusivo e definitivo do “salão”. Após dita conversa Dom Airton aconselhou a Padre Wilson que juntamente com o CPP decidissem essa situação que já não poderia mais ser postergada: a Capela de São João Batista deixaria de existir e se uniria à Comunidade Sagrada Família, que uma carta fosse redigida pela ONG onde a mesma faria a solicitação desse espaço à Arquidiocese. Por sua vez Padre Wilson convocou uma reunião com as coordenadoras da ONG para explicar a decisão do Conselho. A notícia foi recebida com alegria pelas senhoras Kátia e Célia que se encontravam intranquilas com a situação. Foi esclarecido que o espaço será cedido para os trabalhos das ONG a partir do dia 01 de dezembro desse ano e que fique claro que seja usado somente para fins sociais, que nenhuma atividade política ou de outra denominação religiosa poderá acontecer ali. Agora uma nova história começa a ser escrita. Não encontraríamos respostas se perguntássemos o porquê do ocorrido, mas com certeza o para quê isso aconteceu deve ser a lição que tiramos de tudo isso. Talvez o Senhor nos convide a reconhecer nossas debilidades enquanto Comunidade paroquial, enquanto discípulos missionários que somos chamados a ser.

“Jesus falou muitas coisas por parábolas, dizendo: O semeador saiu a semear. Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram. Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra, e logo brotou, porque a terra não era profunda. Mas, quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz. Outra parte caiu no meio dos espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas. Outra ainda caiu em boa terra, deu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um. Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!”(Mateus 13, 3-9) Elizia Cássia

Irmã da Consolação

Expediente: Paróquia Sant’Ana de Campinas - Informativo Paroquial Especial 2013 - Produção: Pastoral da Comunicação Paroquial Coordenação: Padre Wilson Enéas Maximiano - Colaboradores: Padre José Carlos de Freitas Junior, ssp - Padre Luiz Miguel Duart,e ssp Padre Francis Tadeu de Oliveira Mistrelli - Ir. Elizia Cássia do Nascimento - Jovens Peregrinos na JMJ 2013 - Coordenadores das Comunidades: Célia Teresinha da Silva Andrade, Edilson Roberto Deodato e Juliano Andrade - Projeto Gráfico e Diagramação: Rip Editores Gráficos - Revisão e Impressão: Rip Editores Gráficos - Tiragem: 1500 exemplares

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Informativo Paroquial