Issuu on Google+

Notícias

Vocações

Primeiro dia da Novena Anual de Santa Edwiges

Manter a Chama da Vocação

No primeiro dia da Novena de Santa Edwiges, contamos com a participação do cantor Caco Soares em todas as celebrações, homenageando nossa Padroeira.

“Antes de mais nada, se quisermos possuir a energia e a fortaleza necessária para o nosso propósito, deveremos buscar a nossa fortaleza no Céu”. (São José Marello)

Pág. 09

STA. EDWIGES

Pág. 11

Padres e Irmãos Oblatos de São José * Arquidiocese de SP * Ano XXIV * N. 278 * Fevereiro de 2014

Vigília de Natal No dia 24 de dezembro a Comunidade Paroquial participou no Santuário Santa Edwiges da Vigília de Natal, uma festa de alegria e de encontro. Pág. 08 Entrevista

Entrevista com o Pe. Bennelson Barbosa Veja a entrevista que o Jornal Santa Edwiges fez com o Pe. Bennelson Barbosa. Ele nos conta como foi trabalhar no Santuário Santa Edwiges. Págs. 04 e 05

Terço dos Homens

Mãos que constroem! O amor que transbordou das entranhas de um Deus Amor fez o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. A mesma mão divina apontou-nos a felicidade, a plena realização no jardim do Éden. Pág. 10


02 calendário editorial

Reflexões

Após um período de férias coletivas e escolares, ou mesmo alguns dias de descanso, nós tivemos um tempo para estarmos com a família e amigos, colocar os assuntos em dia e recarregar as baterias. Iniciamos o mês de fevereiro cheio de energias para batalharmos por nossos objetivos no intuito de alcançarmos nossas metas propostas para ao longo do ano de 2014. Esse ano de 2014 promete! O nosso país, terá vários compromissos em que serão necessárias mudanças na rotina dos brasileiros em relação ao calendário escolar e de trabalho. O maior deles é a tão almejada Copa do Mundo, que é o assunto em todas as localidades, inclusive internacionalmente. Será uma experiência e tanto no país onde se respira futebol. Mas, não devemos descuidar dos nossos propósitos cristãos em função de tais euforias momentâneas e termos principalmente a consciência dos problemas que o nosso país enfrenta em relação ao gritante desfavorecimento das classes sociais. Por ser um ano de eleição, somos instigados a reflexões e análises das propostas dos candidatos em que serão votados para cuidar da nossa sociedade, em todos os aspectos. Uma reflexão da homília do Papa Francisco, me fez levantar essas questões em relação aos “ditos” donos do poder e os que colocam o dinheiro acima de tudo, visando o lucro demasiado e não se importando com os miseráveis que lutam somente para ter o alimento para colocar à mesa. Esta é a reflexão do Papa Francisco: “A ganância é um instrumento da idolatria, porque vai pelo caminho contrário que Deus fez conosco. São Paulo nos diz que Jesus Cristo, que era rico, fez-se pobre para nos enriquecer. Este é o caminho de Deus: a humildade, o rebaixar-se para servir, permaneça em nossos corações a Palavra do Senhor: Tenham cuidado e se mantenham longe de toda ganância, porque mesmo se uma pessoa está na abundância, a sua vida não depende daquilo que ela possui”. (http://regiaoipiranga.com.br/a-ganancia-eum-instrumento-da-idolatria-afirma-papa). Fiquemos atentos às palavras do Santo Papa, só assim enfrentaremos quaisquer mudanças, e não nos esqueceremos do lado espiritual que dá forças, para refletirmos em cada situação da sociedade e termos um olhar de auxílio mútuo para aqueles que estão à mercê de uma exclusão de vida digna. Bom mês para todos! Karina Oliveira

karina.oliveira@santuariosantaedwiges.com.br

Paróquia Santuário Santa Edwiges Arquidiocese de São Paulo Região Episcopal Ipiranga Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio Pároco-Reitor: Pe. Paulo Siebeneichler - OSJ

santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

Calendário Paroquial Pastoral 2014 3 Seg

Memória de São Brás (Bênção das gargantas)

Santuário

15h e 19h30

6 Qui

Apostolado da Oração (Encontro) SAV (Adoração Vocacional)

Salão São José Santuário

14h 19h30

7 Sex

Apostolado da Oração (Missa da 1ª sexta-feira)

Santuário

15h

8 Sab

Ministros de Eucaristia da Região Episcopal (Encontro) Infância Missionária (Encontro de realidade missionária) Grupo Emmanuel (Encontro)

A definir Salão Pe. Segundo Salão São José

8h30 às 12h 14h às 15h30 20h

9 Dom

Catequese (Venda de bolos) Comunidade N.Sra. Aparecida (CPC)

Salão dos Sonhos Sede da Comunidade

7h 15h

13 Qui

Pastoral do Dízimo (Reunião)

Salão São José

20h

14 Sex

Reunião do Presbitério do Setor Anchieta

Par. N.Sra. das Mercês

8h30 às 12h

15 Sab

Setor Juventude da Região Episcopal Ipiranga (Retiro) Infância Missionária (Espiritualidade missionária) Grupo Emmanuel (Encontro)

A definir Salão Pe. Segundo Salão São José

— 14h30 às 15h30 20h

16 Dom

Setor Juventude da Região Episcopal Ipiranga (Retiro)

A definir

19 Qua

Terço dos Homens (Comemoração de aniversário)

Salão São José

20 às 21h

20 Qui

Catequese (Encontro com Pais)

Santuário

20h

21 Sex

Conferência Vicentina (Preparação de cestas básicas)

Salão São José Marello

7h às 10h

Salão São José Marello Sede da Região Salão Pe. Segundo Sala São Pedro Sala São Francisco S. Pe. Pedro Magnone Salão São José Salão São José

8h às 10h30

22 Sab

Conferência Vicentina (Entrega de cestas básicas) Pastoral do Dízimo Regional (Coordenação Paroquial) Infância Missionária (Encontro de realidade missionária) Pastoral Missionária (Reunião) Ministros da Palavra (Reunião) Ministros Extraordinários Sagrada Comunhão (Reunião) Pastoral do Batismo (Encontro de preparação) Grupo Emmanuel (Encontro)

23 Dom

Catequese com Adultos (Retiro para a Profissão de Fé) Catequese (Retiro de catequistas) Pastoral do Batismo (Celebração) SAV (Reunião) Pastoral da Acolhida (Encontro)

A combinar Itapecerica da Serra— SP Santuário Sala São Francisco Salão São José

O dia todo O dia todo 16h 16h 16h às 18h

25 Ter

Terço dos Homens (Adoração aos Ssmo. Sacramento)

Santuário

20h

Responsável e Editora: Karina Oliveira Projeto Gráfico: 142comunicação.com.br Fotos: Gina, Fátima Saraiva e Arquivo Interno Equipe: Aparecida Y. Bonater; Izaíra de Carvalho Tonetti; Jaci Bianchi da Cruz; Guiomar Correia do Nascimento; José A. de Melo Neto; Rosa Cruz; Martinho V. de Souza; Marcelo R. Ocanha; Fernanda Ferreira e Valdeci Oliveira

8h30 às 11h30

14h30 às 15h30 17h às 18h 17h30 17h30

17h30 às 21h30 20h

Site: www.santuariosantaedwiges.com.br E-mail: jornal@santuariosantaedwiges.com.br Conclusão desta edição: 05/02/2014 Impressão: Folha de Londrina. Tiragem: 6.000 exemplares. Distribuição gratuita

Estrada das Lágrimas, 910 cep. 04232-000 São Paulo SP / Tel. (11) 2274.2853 e 2274.8646 Fax. (011) 2215.6111


santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

A mais bela idade...  As estatísticas têm mostrado que o Brasil está ficando cada vez mais maduro. Isto porque, as pessoas estão vivendo mais, tanto que, a média etária do povo tem passado, e muito, dos sessenta anos. Este é um dos melhores momentos da existência do ser humano, pois já viu e viveu muitas coisas, experiências que culminam na sabedoria. Portanto, o idoso deve ser respeitado e enaltecido, ter o carinho e consideração dos mais jovens, ante a vasta bagagem adquirida ao longo dos anos. A Obra Social Santa Edwiges acredita nessa ideia, e luta por isso, tanto que, dirige um lar para senhoras idosas e carentes. Este local, carinhosamente chamado de “Lar das Vovozinhas”, abriga dezesseis lindas e prendadas senhoras, que tem muita história para contar e experiência de vida para passar. Elas vivem no lar, cuidam do jardim, gostam de conversar, fazem peças de crochê como boas vovós, cos-

`

osse 03

turam roupas, inclusive para serem vendidas nos bazares realizados na Paróquia. A OSSE cuida destas senhoras com todo carinho e amor que somente filhos queridos podem oferecer. Todavia, para a continuidade desse atendimento, a Obra Social necessita de auxílio da comunidade, precisam de voluntários, pessoas que estejam dispostas a doar parte de seu tempo, para proporcionar mais alegria e conforto a mulheres que lutaram sua vida inteira em benefício de outros. Os brasileiros estão descobrindo a mais bela idade, estão aprendendo que o idoso é um ser humano que foi criança, jovem e adulto, que juntou ao longo de toda sua existência grande sabedoria e tem o direito de participar da vida e ser feliz como todo mundo e precisa de amor, carinho e compreensão.   Veja o texto na integra: http://obrasocialstaedwiges.blogspot.com.br

para refletir

Cura para a dor da perda de um ente querido Uma mulher, desesperada com a morte do pai, procurou um Mestre muito sábio. E pedia que a curasse da dor que a perda provocava em seu íntimo. Disse o mestre: a cura é simples. Tome um chá com semente de mostarda. Mais tranquila, a mulher se preparava para ir ao mercado comprar as sementes, quando mestre voltou para ela e a advertiu: “Mas as sementes têm que ser colhidas no jardim de uma casa onde seus habitantes nunca tenham perdido alguém que amavam”. E lá foi ela em busca destas sementes. Dois anos depois, a mulher voltou. - Então, encontrou as sementes de mostarda? Perguntou o mestre. A mulher respondeu: - Eu estava fechada em minha dor, não entendia que a morte faz parte da

vida. E acrescentou ela: Mas descobri que tal jardim não existe; todo mundo já perdeu uma pessoa querida. E todos sobreviveram ao sofrimento. Meu coração está em paz. Sei que posso conviver com a dor, e seguir adiante. Moral da história: Quando perdemos alguém e nos fechamos ao mundo e aos outros, a dor nos provoca um forte sentimento de perda quase insuportável. Porém, quando olhamos do lado e nos possibilitamos ver a dor do outro, tudo fica mais fácil. Pois muitas vezes o meu sentimento nasce de um egoísmo pessoal e de uma fragilidade enraizada no medo de viver. Descobrimos que na verdade a dor e o sofrimento existem, mas não é algo que nos mata e por isso vivemos para homenagear a vida daquele que já partiu.

Pe. Paulo Sérgio - OSJ Vigário Paroquial


04 entrevista

santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

Entrevista com o Pe. Bennelson Barbosa No dia 29 de dezembro, tivemos no Santuário Santa Edwiges, uma celebração de Despedida para o Pe. Bennelson Barbosa (Vigário paroquial), que foi transferido para a Vila Sabrina- Zona Norte de São Paulo. Antes de ir embora, o Jornal Santa Edwiges fez uma entrevista com ele, para saber como foi trabalhar 3 anos no Santuário Santa Edwiges. JSE- Pe. Bennelson, como foi trabalhar nesse período no Santuário Santa Edwiges? Pe Bennelson- Creio que foi uma experiência de crescimento humano e espiritual. As pessoas que frequentam o Santuário são diversas e com isso o Padre precisa ter mais tato para lidar com as realidades diversas. Aprendi o quanto é necessário um padre escutar e dar mais atenção às pessoas, ser pastor e ser do povo. Muitas foram as atividades que assessoramos e com a graça de Deus foram boas. Primeiro porque as pessoas acreditavam no trabalho e segundo porque sentiam confiança em nós. Eu não tenho que reclamar de ninguém e de nenhuma pastoral/ movimento. Pelo contrário, tenho que agradecer a todos pelo apoio que foi dado em cada atividade, de maneira especial agradeço a Pastoral da Acolhida pelo bom desempenho e na formação de novos ministros. Os ministros da Palavra pelas formações que aconteceram e pela convivência. Os ministros da Eucaristia pelas formações e principalmente pelos nossos retiros inesquecíveis. A catequese pelos diversos momentos com os pais, crianças e com os catequistas. A Juventude em geral pelos diversos momentos de formação, passeios, convivências, Jornada, Missão Jovem e tantas atividades. Em 2013 de maneira especial a Pastoral da Família pelos encontros mensais e formações para casais. Aprendi muitas coisas nas partilhas das famílias. Agradeço todo apoio oferecido pelos funcionários da paróquia que sempre estiveram disponíveis para o desenvolvimento das nossas atividades paroquiais. Outro destaque foi o acompanhamento breve das nossas Obras Sociais, descobri a importância do padre e de toda a comunidade

pois muitas atividades aconteciam simultaneamente, dificultando a presença em tudo.

JSE- Quais as mudanças que o senhor percebeu nos jovens de nossa paróquia antes, durante e depois da Jornada Mundial da Juventude?

ao dar a devida atenção e presença no aspecto social da nossa Igreja. Agradeço a minha Comunidade Religiosa por todo apoio e confiança.

JSE- Em relação às pastorais e movimentos, quais foram os desafios encontrados? Pe Bennelson- A vida do cristão é sempre um desafio. Quando chegamos ao Santuário, o nosso Pároco Padre Paulo, pediu que cuidássemos mais da formação e animação das pastorais e movimentos. No começo foi difícil porque as lideranças não

tinham muito claro as propostas das atividades formativas. Mas com o tempo foram percebendo a riqueza e a importância de participar, de não perder a oportunidade. Assim, aconteceu muitas semanas significativas em nosso Santuário como a Semana Catequética, de Espiritualidade, da Família, Missão, Novenas de Santa Edwiges e Natal, Auto de Natal, Missas nas ruas. Outro desafio era encontrar tempo e local para acompanhar as pastorais e movimentos. O Santuário é muito grande e temos muitas pastorais e movimentos, às vezes faltava tempo,

Pe Bennelson- A juventude do Santuário Santa Edwiges sempre foi uma referência para a nossa região Episcopal e também na Congregação dos Oblatos de São José. Percebemos durante a nossa permanência no Santuário, que houve uma grande mudança nas lideranças juvenis e um aumento na participação dos adolescentes e diminuíram um pouco os jovens, uma vez que o grupo de jovens havia acabado. Mas agora com retomada do grupo (que se chama Emmanuel) acreditamos que em breve teremos uma presença maior de jovens. As atividades de 2013 foram bem animadas e motivadoras para a nossa juventude e acredito que ajudaram na formação de cada um deles. Agora é necessário dar continuidade no acompanhamento, principalmente das nossas lideranças juvenis. É necessário cobrar, mas também ser uma presença de apoio e motivação. Antes da Jornada, muitos jovens não deram muita importância em participar. Quando viram o movimento em nossa paróquia já era tarde para dar nome, ficaram sentidos por não participar de um momento forte da juventude católica. Durante a jornada, a juventude deu um show na participação sejam culturais, litúrgicas, missionárias e nas convivências. A presença dos jovens estrangeiros enriqueceu mais ainda o nosso trabalho de evangelização. Fico bem claro que é possível sim


entrevista 05

santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

desenvolver um acompanhamento da nossa juventude, não simplesmente pelos resultados alcançados, mas pelo desenvolvimento pessoal e espiritual de cada jovem. Foi tão boa à experiência da Jornada que resultou numa Missão Jovem na cidade de Porecatu, Norte do Paraná. JSE- Conte-nos como foi sua experiência como formador. Pe Bennelson- Antes de dizer como foi, quero agradecer a Congregação dos Oblatos de São José pela confiança que deram a nós para acompanhar os futuros padres e irmãos da nossa Igreja. Ser formador é uma tarefa árdua, pois é necessário ficar quase 24 horas ligado. Mas creio que foi feito o melhor no acompanhamento, apesar da pouca idade e da experiência do formador. Talvez o que dificultava eram diversas tarefas que foram acumulando durante esses três anos (formador, vigário, assessor provincial da Juventude e estudante de psicologia).

JSE- Para finalizar, qual a mensagem que o senhor deixa para os paroquianos, os devotos de Santa Edwiges e para a Comunidade de Heliópolis. Pe Bennelson- Irmãos e irmãs! Continuem a seguir o Cristo, mesmo

Padre Bennelson, com as dificuldades que podemos encontrar. Maior é a graça que nos acompanha, dada pelo Pai do céu. Cuidem do nosso Santuário Santa Edwiges, das nossas crianças, dos nossos jovens e das nossas famílias. Preservem o clima de animação e motivação que só encontrarmos aqui. Agradeçam a Deus por ter uma Igreja tão viva e acolhedora. Lembrem-se! Estarei em oração por cada um. Em clima de saudades, fica aqui o meu muito obrigado e o meu abraço fraterno.

o Santuário Santa Edwiges agradece o seu trabalho prestado em nossa Paróquia ao longo desses três anos. Que Deus o guie, ilumine e lhe dê forças nessa nova caminhada que está por vir.


06 palavra do pároco-reitor

santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

O Diferencial... Caro amigo (a), devoto (a), paroquiano (a), leitor (a) do Jornal Santa Edwiges. Ao andar por alguns lugares no início de 2014, e um pouco antes ainda, sempre escutei uma afirmação importante para os que estão focados no capital, no lucro ou centrados em aproveitamentos. De modo geral, se fala com um acento tônico de pessimismo centrado na perspectiva do Ano de 2014, baseando-se na seguinte frase: “O ano mal começou e já tem o carnaval, acaba o carnaval começa a copa, encerra a copa tem as eleições e o ano termina”. De certo modo há razão, mas olhando com outro olhar, vamos mudar o nosso foco e perceber o quanto este ano poderá ser o diferencial! Reflita comigo! Começamos o ano animado, ano novo vida nova e, temos a alegria de chegar ao término do primeiro trimestre e dar uma descansada, festejar sem exageros e voltar animados para o trabalho. Imagine como seria um carro sem combustível e precisando de ajustes, primeiro pararíamos para fazer os ajus-

tes necessários, logo após o abastecimento seria só alegria e bola pra frente, que virá mais um tempo de trabalho. Se planejado e com metas, chegaremos ao mês de junho/julho tempo da copa, com uma boa produção, um bom rendimento e ainda poderemos ver bons jogos, boas programações e certamente o Brasil vai desejar fazer o melhor no fechamento do segundo trimestre ou primeiro semestre com duas paradinhas e muito ânimo para retomar ao fim de julho e caminhar avante. Com o fim da copa do mundo de futebol, começa o tempo dos candidatos a falar, nós não devemos nos calar. Devemos com muita seriedade caminhar e olhar para o cenário nacional, ser sincero e analisar o que não está bem e o que merece uma atenção especial para dialogar com os candidatos, e por fim em outubro votar consciente de que a mudança será realizada. Ao final na balança, nós poderemos olhar como foi bom 2014! Você imaginou, dançamos no Carnaval, comemoramos o Brasil campeão do Mundo na Copa, e ainda ter mu-

dado os que governam dando uma nova esperança para as realizações de 2015? O ano depende de cada um, de cada esforço e de cada dedicação para a realização de seu objetivo. A diferença que devemos aplicar é a de realizar, de não perder a oportunidade de mudar, de olhar com perspectiva de viver, de alegrar-se, adequar-se, de ser um resiliente, e adaptável às circunstâncias e avançar nas probabilidades que a vida nos oferece com alegria e firmeza, o maior projeto não é o que os outros farão, e sim o que eu me dedicar a realizá-lo com sucesso e dedicação. Que 2014 seja um tempo de alegria e de festa, e todos os eventos que aconteceram neste ano seja um tempo de celebração e motivo de felicidade para viver com os que estão a nossa volta. Façamos a diferença e avancemos com as nossas metas.

Pe Paulo Siebeneichler – OSJ

pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br

terço dos homens

Mãos que constroem! A mão divina estendeu-se silenciosamente e fez astros, estrelas, plantas, galáxias... O amor que transbordou das entranhas de um Deus Amor fez o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. A mesma mão divina apontou-nos a felicidade, a plena realização no jardim do Éden.

A mão divina e humana afagou as crianças e expulsou os vendilhões do templo, estendeu e abençoou os doentes e libertou os oprimidos. A mesma mão divina e humana segurou a cruz e nela se estendeu para nossa salvação, tão desejosa salvação. E também apontou e sua voz clamou: “Ide!”. Mãos da Mulher de Nazaré que embalou o menino

Jesus e o acolheu no alto da Cruz. Mãos suplicantes que apontaram: “Eles não tem mais vinho!”, eles não têm mais vida, estão à mercê da própria sorte. Mãos dos pescadores que tiraram o lodo do charco de uma pequenina imagem negra, e acolheram os peixes para matar a fome. Mãos postas e olhar sereno que nos amparam e acolhem as preces que brotam de um coração sincero. Presença que nos fala sem dizer nenhuma palavra: diante de Deus devemos ser todos humildes. Mãos humanas que se levantam para construir e indicar o caminho da paz para libertar os que são oprimidos pela corrupção e ausência de ética em nossas relações humanas. Mãos humanas que se estendem e convidam o irmão: “venha para o meio” (Lc 6,8), como fez Jesus. Mãos da mãe de família que se erguem para segurar uma vela para iluminar o caminho do filho, do pai que fez seu trabalho com dignidade para ganhar o pão. Mãos benditas são as que respeitam as crianças, os jovens, os idosos... Mãos assim são as que en-

contram Jesus no pobre, no sofredor, no excluído do mundo. Benditas as mãos que cultivam as flores, as que trazem o futuro e as que despertam a aurora e abraçam a paz, as que acenam dizendo não para a guerra, para o tráfico, e indiferença e se abrem para a ternura e o afago sem malícia. Benditas as mãos de Maria que nos consolam e nos confortam. Quem espera com Maria encontrar Jesus, só precisa ter em suas mãos o Evangelho de Jesus!

Marcos Antonio Mendes Catequista mendes_tec@yahoo.com.br


batismo 07

santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

Batismo 24 de novembro de 2013

Meneses Produções Fotográficas Tel.: 2013-2648 / Cel.: 9340-5836

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28-19)

Ana Clara Sousa dos Santos

Andressa Vitória Costa da Silva

Camila Galdini Lima

Davy Tenorio dos Santos

Emanuelle Gonçalves Lima

Fernanda dos Santos Soares

Flávio Henrique A. Vasconcelos

Livia da Silva Assis

Lucas Romão L. Benicio


08 notícias

santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

Celebração na Rede Vida

No dia 14/01 alguns paroquianos do Santuário Santa Edwiges, fizeram uma excursão para o Santuário da Rede Vida. Eles participaram de uma missa onde o nosso pároco Pe. Paulo Siebeneichler presidiu e o coral do Santuário Santa Edwiges, par-

ticipou durante a celebração. Esta celebração foi vista mundialmente através do canal de televisão da Rede Vida. Foi uma celebração muito bonita. Parabéns a todos que participaram!

Vigília de Natal Assim disse o anjo aos pastores: roquianos e de famílias, que par“Eu vos anuncio uma grande ale- ticiparam alegremente da chegada gria, que o  será para todo povo: do menino Jesus. Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá  de sinal: Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura” (Lc 2, 10-12). No dia 24/12 aconteceu no Santuário Santa Edwiges, a Vigília de Natal, uma festa de alegria e de encontro. A celebração foi presidida pelo Pe. Bennelson Barbosa. A igreja estava repleta com a presença da comunidade, dos pa-


notícias 09

santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

Primeiro dia da Novena Anual de Santa Edwiges O Pe. Paulo Siebeneichler, pároco e reitor do Santuário Santa Edwiges, teve a ideia de trazer todo o dia 16 de cada mês um cantor para homenagear nossa Padroeira Santa Edwiges. Nós iniciamos o Primeiro dia da Novena Anual de Santa Edwiges, no dia 16 de janeiro com a participação do cantor Caco Soares. Ele cantou ao final de todas as missas e, todos que estiveram presente nas celebrações, se encantaram com sua voz. Para o Segundo dia da Novena Anual de Santa Edwiges, dia 16 de fevereiro, contaremos com a participação do cantor Allexandre Aguiar, não deixe de participar. Esperamos por você!

Pastoral da Acolhida “Acolhei – vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória do Pai” (Rom. 15,7). No exercício de acolher, o primeiro passo é enxergar os irmãos da forma como Jesus os enxergaria. Isso é atitude cristã que requer disposição e muita vontade em cumprir com as ordens do Mestre. Em nossas famílias, em nossa cultura, a acolhida aos hóspedes, às visitas que chegam à nossas casas, sempre foi uma atitude alegre e de muita atenção a quem nos recorre. O serviço prestado pela Pastoral da Acolhida é um trabalho de muita dedicação com o objetivo de fazer com que os paroquianos e romeiros se sintam à vontade em nosso Santuário. As principais funções desta pastoral são acomodar as pessoas nos bancos, dar informações, entregar folhetos ou jornais, acompanhar

os padres e ministros na distribuição da comunhão e outras mais. As ministras e ministros da Acolhida têm bem claro que é preciso sempre receber a todos com alegria, dar boas-vindas, dirigir a todos palavras de conforto e esperança tendo sempre estampado no rosto o amor próprio dos cristãos. Certamente as pessoas quando são bem recebidas em nossas Igrejas, retornam às suas casas

mais felizes e agradecidas, com vontade de participar e ser membro da comunidade. Os agentes da Pastoral da Acolhida articulam a comunicação na comunidade; garantem uma imagem da Igreja como Mãe acolhedora, além de estar em contato direto com os sentimentos e desejos do povo de Deus.

Para participar da equipe é preciso ter atitude de ouvinte. Quem fala é aqueles que entram e a equipe deve aprender a ouvi-los. Saber ouvir é aprender a evangelizar. Isto é acolher e amar

É evangélico o acolhimento que se presta à comunidade e por isso, deve ser orientado e embasado na palavra de Deus, que motiva e dá animo aos acolhedores fazendo-os desempenharem um bom trabalho de pastoral. Portanto, o convite está sempre aberto a todas as pessoas que queiram colaborar neste importante ministério.

Pe. Marcelo Ocanha - OSJ

Animador Vocacional epicuro7@bol.com.br


10 são josé

santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

O que os Padres e Escritores Antigos Dizem sobre a Paternidade de São José? Ao fazer teologia os Padres e Escritores do passado se depararam diante dos tratados sobre o Verbo Encarnado e a Mariologia e, consequentemente, tiveram de fazer considerações de São José como esposo legítimo de Maria, mãe de Jesus, o qual era tido publicamente filho de José. Assim, para o perfeito conhecimento da mãe de Jesus e da concepção, assim como da infância, juventude, vida, direitos messiânicos e cidadania de Jesus, é necessário conhecer a participação de São José na mariologia que na cristologia. É preciso afirmar que desde a revelação da concepção virginal de Jesus por Maria, a paternidade de São José sobre Jesus foi entendida no sentido de exclusão da geração natural, mas compreendendo todos os outros direitos e deveres de José sobre Jesus e sobre sua esposa, e esta verdade é uma das razões que mais ilustram a pessoa e a missão de São José. O grande escritor sobre São José chamado Cornélio Lápide, fez uma síntese dos elementos que constituem a sua paternidade sobre Jesus e de suas funções com essas palavras: ”Cristo chamava José de seu pai, não apenas porque o povo pensava que ele era o pai de Cristo, mas porque era verdadeiramente seu pai

no sentido de que Cristo nasceu para ele (para José) milagrosamente e de maneira divina, e lhe foi dado por Deus como filho por estar unido em legítimo matrimônio com a Mãe de Deus. Dessa maneira, Cristo era verdadeiramente filho de José e José era verdadeiramente pai de Jesus”`. Tomando em consideração as palavras acima, podemos constatar que para os escritores antigos a paternidade de São José sobre Jesus é inquestionável, embora tenha havido erros na perspectiva dessa paternidade por alguns, a começar pelos contemporâneos de Jesus que acreditavam que ele era filho de José e Maria por meio da geração natural de todos os homens. “Pai” era a palavra que Jesus usava para chamar José; “teu pai” dizia Maria a Jesus ao se referir a José; “o pai de Jesus” dizia o povo ao referir-se a José. De fato, José era pai de Jesus em tudo, menos na sua geração natural ou física. Os inimigos de Jesus e da Igreja nascente que não admitiram a virgindade de Maria afirmavam que Jesus era filho carnal de José e Maria. Esse erro sobre a concepção virginal de Jesus se transformou em heresia defendida pelos ebionitas, por Cerinto, Joviano, Helvídio, etc. Da mesma maneira procede-

ram erroneamente os apócrifos que interpretaram as expressões evangélicas sobre os “irmãos de Jesus” como se referissem a supostos filhos que São José teria tido num casamento anterior, o que não é verdade, pois São José não foi um viúvo e nem um velho de barba branca noivo de Maria. Estes escritos “apócrifos” receberam enérgica intervenção de São Jerônimo e de Santo Agostinho. Desde o início os cristãos defenderam o dogma da virgindade de Maria contido explícito na Revelação como afirma Mateus 1,18-25 e Lucas 1,34ss. Dessa maneira, a tradição primitiva da Igreja, fundamentada nos evangelhos, nega uma paternidade natural a São José sobre Jesus, embora o chame de pai de Jesus. Nessa linha os Padres e Escritores antigos foram progredindo em suas reflexões sobre a paternidade de São José tendo alguns no início defendido que São José por sua santidade foi digno de ser chamado pai de Jesus, contudo essa é uma interpretação sobre sua paternidade pouco suficiente para explicar os textos dos evangelhos. Depois teremos Origines que deu uma explicação sobre sua paternidade, mas também insuficiente quando afirma que “O Espírito Santo

o honrou São José como o nome de pai de Jesus, porque o alimentou”. Sua explicação fica apenas nas funções da paternidade desempenhada por José, o que é muito pouco. Na verdade, foi São Jerônimo que teve a glória de ter procurado esclarecer os pontos sobre a paternidade de José, já que antes dele os Padres e Escritores se limitaram em negar a São José a qualidade de pai natural de Jesus. Jerônimo depois de provar contra Helvidio que José não é pai natural de Jesus, ensina que a sua paternidade foi putativa, pois assim ele era tido pelos judeus. Sua paternidade. Depois de Jerônimo será Santo Agostinho que com mais ênfase defenderá a paternidade de São José e a defenderá em razão de seu casamento com Maria dentro do qual o Espírito Santo dará o filho a ambos e por isso José é tanto mais intimamente pai, quanto mais casto é. Sua paternidade é real e verdadeira, tanto é verdade que Jesus tinha a origem davídica por ser filho de São José. O que determina a sua paternidade sobre Jesus foi a sua união matrimonial com Maria, por isso, José é mais que pai adotivo de Jesus. A simples paternidade adotiva de José não pode explicar nem o seu privilégio, nem a sua dig-

nidade e nem menos a sua relação íntima com Jesus. Sua paternidade sobre Jesus lhe provém de sua união matrimonial com Maria, e Jesus é fruto desse matrimônio não nascido dele, mas nele. Para sermos mais completos em nossa exposição, além de Jerônimo e Agostinho acrescentamos também São Bernardo de Claraval o qual confirma que a paternidade de São José não foi física, mas putativa. Contudo essa sua paternidade foi eminentemente ministerial porque a ele foi dado Jesus não apenas para vê-lo e ouvi-lo, o qual, muitos reis e profetas ansiaram por vê-lo e ouvi-lo e não conseguiram, mas também para carregá-lo em seus braços, guiar os seus passos, abraçá-lo, beijá-lo, alimentá-lo protegê-lo. Portanto, José não apenas cuidou de Jesus, mas também o alimentou, o ajudou, o protegeu e lhe proporcionou o bem-estar. Concluindo, se pode afirmar que tal conceito de paternidade de São José lhe proporciona uma dignidade e preeminência sobre os demais santos, proveniente antes de tudo pela sua qualidade de pai de Jesus, ou seja, de sua proximidade com a ordem hipostática. Pe. José Antonio Bertolin, OSJ pebertolin@net21.com.br


vocações 11

santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

MANTER A CHAMA DA VOCAÇÃO Contudo, se deixasse a vela se apagar, seria severamente castigado com prisão perpétua no calabouço. Aquele homem teve o dia mais aflito de sua vida, pois com a vela nas mãos tremia só em pensar no risco de deixar aquele fogo discreto se apagar. Passou por quartos lindíssimos, por bibliotecas com estantes a perder de vista e refeitórios fartos em manjares, mas não pôde desfrutar de nada, sem sequer observar direito e buscar o tal do segredo, pois tinha uma obrigação para ser cumprida. Era uma vez um Rei. Um homem muito abastado em riquezas, com uma multidão de servos ao seu dispor, morava num palácio estupendamente enorme e muito bem decorado. Servia-se de comidas finas e nada lhe faltava. Era feliz e sabia fazer todos ao seu lado também felizes. Toda a sua riqueza e poder nunca o tornaram com ares superiores de arrogância, soberba ou vaidade. Ao contrário, usava sua riqueza para ajudar e beneficiar a todos no seu Reino. Outra característica especial era a sua sabedoria. Possuía o dom de ensinar, de fazer com que as pessoas enxergassem o lado bom da vida. Dava bons conselhos e ensinava a todos a buscarem as respostas por si mesmas. Sua vida era realmente invejável por todos no reino! Certa vez, outro sábio daquele mesmo palácio não contendo em si a inveja e a curiosidade em saber mais sobre a vida daquele rei, aproximou-se dele com uma pergunta ousada. Perguntou-lhe qual era o segredo para tanta riqueza, tanta sabedoria, tanta fama e ao mesmo tempo tanta simplicidade e bondade. O rei sentiu-se surpreso com o atrevimento daquele homem, mas sem perder o bom humor e fazendo bom uso de sua sabedoria, propôs ao homem um desafio: entregou-lhe uma vela acesa, pediu que examinasse todos os cômodos de seu palácio: salas, quartos, terraços, jardins, salões de festas... com uma condição: não deveria por momento algum deixar a chama da vela se apagar. Para certificar-se ordenou que dois de seus melhores soldados o acompanhasse. Além de cuidar daquela chama, deveria observar todo o palácio e em algum lugar haveria de encontrar o segredo que tanta procurava e assim seria feliz como desejava.

Ao final do dia o homem, exausto de tanta tensão, chegou à presença do rei com apenas um restinho da vela com a chama ainda acesa, porém muito frustrado, por não poder descobrir qual o segredo da sabedoria, da riqueza e do poder do Rei. O rei deu uma forte gargalhada, abraçou com ternura o seu súdito e foi dizendo em tom paterno: - “Meu amigo! O segredo de tudo o que tenho e sou é este: Eu jamais em toda a minha vida deixei com que a chama do amor de Deus em mim se apagasse! Nem sempre foi fácil, sofri muito para chegar aqui, tive fraqueza e desânimo, mas soube sempre lutar e valorizar o amor de Deus por mim e o seu brilho em meu coração”.

Centros Vocacionais dos Oblatos de São José:

Vocação é isso: A luz do amor divino um dia nos conquistou, nos invadiu, deixou uma chama em nós. Manteremos este sinal visível pelo mundo e através dos tempos, com nossa vigilância e vontade de não deixar apagar esta chama. Suportar as dores, o cansaço, a fadiga e a falta de coragem, mas colocar a confiança e audácia à frente e manter-nos firmes e resignados, pois quem tem Deus no coração AMA, quem ama MANTÉM ACESSA A CHAMA DIVINA QUE HABITA EM NÓS! “Deus chama para escolhas definitivas, Ele tem um projeto para cada um: descobri-Lo, responder à própria vocação é caminhar para a realização feliz de si mesmo. Deus nos chama todos à santidade, a viver a vida, mas tem um caminho para cada um”. (Papa Francisco) “Antes de mais nada, se quisermos possuir a energia e a fortaleza necessária para o nosso propósito, deveremos buscar a nossa fortaleza no Céu”. (São José Marello)

1 – Centro Juvenil Vocacional Rua  Darcírio Egger, nº. 568 - Shangri-lá  CEP 86070 070 - Londrina-PR Fone: (43) 3327 0123  email: savosjosefinos@gmail.com 2 – Escola Apostólica de Ourinhos Rua Amazonas, nº. 1119 CEP: 19911 722 - Ourinhos-SP Fone: (14) 3335 2230  email: valdineipini10@gmail.com 3 – Juniorato dos Oblatos de São José Rua Marechal Pimentel, nº. 24 - Sacomã CEP: 04248 100 - São Paulo-SP Fone: (11) 2272 4475 email: j.antoniovf@hotmail.com

Pe. Marcelo Ocanha - OSJ

Animador Vocacional epicuro7@bol.com.br


12 osj

santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

A VONTADE DE DEUS

No artigo de Janeiro meditamos o tema do Momento Presente. A aventura do Carisma Marelliano, dizíamos, começava com este ponto de partida claro e forte. Neste mês de fevereiro, somos convidados a um novo passo: FAZER A VONTADE DE DEUS. Nosso povo usa duas expressões: “Seja feita a vontade de Deus ”, e, “se Deus quiser”. Mas, perguntemo-nos: esta é vontade de Deus, ou mera resignação, ainda que cristã? Deus é Pai e Mãe, e, portanto, nós somos filhos (as), e isto muda por completo o panorama da vida, portanto, a sua vontade não é já determinada, prevista, pronta, mas, é um designo de Deus Amor, que se desenrola maravilhosamente a cada dia, com a colaboração da nossa liberdade de filhos (as). Não há lugar para resignação, e a pessoa humana se torna protagonista do Reino, com sua adesão livre e ao mesmo tempo agarrada à graça de Deus. Aí sim faz sentido rezar no Pai Nosso: “seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no Céu!”. Convençamo-nos: Deus quer sempre o nosso bem, e “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28). Então vamos lá. A VONTADE DE DEUS NA PALAVRA Toda Bíblia é a manifestação da vontade de Deus, que é sempre amor, sobre a humanidade e a história. O texto chamado das “Bênçãos”, de Efésios 1,1-14, muito denso e profundo, é esclarecedor neste sentido. Desvenda claramente o projeto divino, que abraça tudo, da criação à parusia (vinda final de Jesus), com os verbos: “nos abençoou” (ver. 3); “nos escolheu” (ver. 4); “nos predestinou” (ver. 5); “nos fez transbordar” (ver. 8); “nos havia predestinado” (ver. 11); “fostes selados como Espírito” (ver. 13); e tudo isso para tornarmos “santos e irrepreensíveis”(v.4), “filhos adotivos”(v.5). Vamos aprofundar, apenas, algumas citações dos Evangelhos. Todos nós conhecemos o texto de Mateus 7,21-27, onde se afirma que não basta profetizar, expulsar demônios, fazer milagres no nome de Jesus, mas é necessário escutar sua Palavra e pô-la em prática, ou seja, fazer a Vontade de Deus (v.26) e ser como uma casa construída sobre a rocha. Também, os leitores de Mateus sabem que a nova família de Jesus são aqueles que cumprem a “Vontade de meu Pai do Céu”(12,50). Mas em Mateus, acima de tudo ainda, o que vale é o testemunho de Jesus que aceita beber o cálice e fazer a Vontade do Pai até o fim (Mt 26,39.42). E ao testemunho de Jesus, podemos acrescentar em Mateus o exemplo de José (1,18-25), o justo de Nazaré, que no seu silêncio, grita com a vida o seu sim à Vontade de Deus. Marcos, também retoma o tema da nova família ao lembrar a chegada de sua mãe e demais parentes. Era normal e rigoroso, no tempo de Jesus, que a vontade de um pai, fosse cumprida, e no texto podemos nos perguntar: quem cumpriu melhor a vontade do Pai do que Maria? Por isso: “quem cumpre a vontade de meu Pai do Céu, esse é meu irmão, irmã e mãe” (3,32-35). Lucas é o evangelista de Maria, apresentada como a discípula fiel e obediente: “faça-se em mim segundo a tua palavra” (1,38). Ele apresenta, igualmente, a parábola da casa sobre a areia e a rocha (6,47-49), e o texto da nova família (8,19-21). Assim fica bem evidenciado também em Lucas, que viver o amor é realizar a Lei e fazer a Vontade

de Deus. A parábola do Bom Samaritano é uma confirmação. (10,30-37). João é um teólogo originalíssimo, e o seu Evangelho põe o leitor diante de uma escolha: ou com Jesus ou contra Ele. Pecado é não aceitar Jesus! O tema da Vontade de Deus, em João é abordado mais como testemunho do próprio Jesus. De fato, Ele realiza a Vontade do Pai, a Obra, a glória do Pai. Em 4,34, o texto bem conhecido da Samaritana nós lemos: “Meu alimento é cumprir a vontade daquele que me enviou e terminar a sua obra”. Em 7,17 questiona os ouvintes: “Se alguém está disposto a cumprir a vontade dele, poderá distinguir se meu ensinamento procede de Deus ou se eu o invento”. Fazer a vontade de Deus é realizar a sua “Glória”. Os textos que mais apresentam Cristo como amante apaixonado da vontade do Pai são os capítulos de 15 a 17, sobretudo, a oração sacerdotal (17). E a sua vida termina, em João, com a frase “Tudo está acabado” (19,30), ou seja: a obra que o Pai lhe deu para cumprir, está realizada! A VONTADE DE DEUS E SÃO JOSÉ MARELLO “De resto, conservo-me sempre fiel àquele princípio tão apropriado à condição nossa e dos tempos: de vivermos o momento presente, esforçando-nos para reconhecer em cada evento a vontade do Senhor” (L. 71). “Trabalho com pureza de intenção. Oração confiante e perseverante, uniformidade completa à Vontade de Deus; eis a nossa divisa” (L. 42). Por isso, podia rezar assim: “Senhor [...] concedei-nos a graça de adorar sempre os decretos de vossa vontade” (L.210). Este era o conselho que dava ao seu amigo Pe. José Riccio, mas que, antes de tudo, ele mesmo colocava em prática, como escreveu ao Pe. Cortona em 20 de março 1890, de Acqui, quando já assinava: José, Bispo: “O homem propõe e Deus dispõe... Então me disponho a fazer a vontade de Deus”(L.211). O Marello se mostra grande mestre de espiritualidade, quando escreve, na carta 97: “A união da nossa Vontade a Deus deve ser o nosso único trabalho na terra, como aprendizado da união perfeita que culminará no Céu. Tudo o mais deve depender dela”. E ainda: “Conformidade total com a Vontade de Deus: eis o grande meio para progredir no caminho da perfeição” (L.54). Portanto, “digamos sempre em concórdia: Seja feita a Vontade de Deus em tudo e, nesse meio tempo, meditemos sobre os fatos que se sucedem com a permissão divina” (L. 263). E ainda: “Se for para não cumprirmos a vontade de Deus, que a vida nos seja abreviada” (S.191). Explicando o Evangelho do grão de mostarda (Mt 13,31-35), lemos nas anotações da Irmã Albertina: “A resolução que devemos tomar é ter em grande conta as pequenas virtudes e cumprir momento por momento aquilo que Deus quer, no tempo, no modo, nas circunstâncias que Ele tem determinado”(S. 274). Na explicação do Evangelho dos falsos profetas (Mt7, 15-21), Marello afirma que, quando rezamos a Deus seja feita a tua vontade, “muitas vezes o Senhor poderia tomar essa nossa oração como um insulto e uma irrisão, porque é como se lhe disséssemos: seja feita a vossa vontade, mas como agrada a mim; seja feita a vossa vontade, porém não por mim, mas pelos outros; seja feita a vossa vontade, mas só até certo ponto e não mais além. E, no entanto, a Vontade de Deus deve-se cumprir sempre e intei-

ramente por todos” (S.286). E reparem nesta outra frase que é de verdade uma síntese de vida espiritual: “A verdadeira virtude consiste em manter-nos firmes e sólidos na parte superior da alma, segundo a Vontade de Deus, mesmo quando a parte inferior estiver triste. Sentir tristeza não causa dano quando nós nos mantemos, também nela, sempre fieis a Deus. [...] Façamos momento por momento, a santa Vontade de Deus, sigamos fielmente as pistas de Jesus”(S.206-207). E quando devemos fazer a Vontade de Deus? Eis o que ele ensina: “Hoje farei aquilo que vós quereis meu Deus, e amanhã também, no tempo, no modo e nas circunstâncias em que me quiserdes” (S.228). A VONTADE DE DEUS NA NOSSA VIDA COTIDIANA Apresentamos algumas pistas para viver a Vontade de Deus, no nosso cotidiano, sabendo que o Espírito Santo na sua infinita fantasia age em cada um de nós e nos ilumina. • A primeira Vontade de Deus que vale para todos é o amor. Amar a Deus e ao próximo, não é sentimentalismo, mas é algo de concreto e, portanto, amar a Deus é fazer a cada momento a Sua vontade. Nunca erramos quando amamos de verdade, como dizia S. Agostinho: “Ama, et quod vis fac!” – “Ama e faze o que quiseres!”. • Convença-se de que Deus, muitas vezes, mostra Sua vontade na orientação espiritual, sobretudo, quando se trata de assunto vocacional ou de escolhas importantes da vida. Nunca decidir, nestas situações, com leviandade. • A Vontade de Deus que nos é expressa pelos Mandamentos, pelos deveres do nosso estado de vida, até pelas leis civis. (ex.: as leis do trânsito) é a Vontade de Deus, chamada de “significada”, que nunca deve ser algo de frio, mas oferecida a Ele com amor. • Já a Vontade de Deus de “beneplácito”, é tudo o que é imprevisto, não marcado pelos deveres do dia: um encontro, um imprevisto doloroso, uma alegria inesperada, uma circunstância nova, mudanças de compromissos... Isto exige estarmos abertos continuamente para mudar o nosso programa, quando assim Ele mostrar para nós e, sobretudo, mudar nosso coração. • “Escutar” a Vontade de Deus combina e muito, com a oração. Que tal aprender de cor esta oração que o Fundador aconselhava à jovem Bice: “Diga ao Senhor: ‘Eu sou toda vossa, e nada mais desejo senão que se cumpra a vossa santa vontade, mesmo a custo de sacrifícios, também privada de consolações e cheia de aflições; estou pronta a tudo, ó Senhor: fazei de mim o que vos aprouver” (S. 237). Sim, a vontade de Deus é um caminho fácil para a santidade, para todas as vocações, todos os tempos e todos os lugares. Que tal, hoje, amanhã “fazer momento por momento a vontade de Deus”? Vale a pena tentar. Padre Mário Guinzoni, OSJ

Congregação Nossa Senhora do Rócio


santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

Santa Paula M. Fornés de São José de Calazans 26 de Fevereiro

meninas, com amplos programas educativos, que superavam o sistema pedagógico dos meninos. Era uma escola nova.  Assim, Paula Montal com o seu apostolado totalmente voltado à formação feminina, se tornou a fundadora de uma família religiosa, inspirada no lema de São José de Calazans: “piedade e letras”. Sempre fiel a sua devoção à Virgem Maria, deu o nome para a sua Congregação de Filhas de Maria. A estas religiosas transmitiu seu ideal de: “Salvar a família, educar as meninas no santo temor de Deus”. E continuou se dedicando à promoção da mulher e da família. 

Na vila de Arenys de Mar, perto de Barcelona, Espanha, nasceu Paula Montal Fornés em 11 de outubro de 1799, que no mesmo dia recebeu o batismo. Paula passou a infância e a juventude em sua cidade natal, trabalhando desde os 10 anos de idade, quando seu pai morreu. O seu lazer era a vida espiritual da sua paróquia, onde se destacou por sua devoção à Virgem Maria.  Paula Montal, durante este período, constatou por sua própria experiência, que as possibilidades de acesso à instrução e educação para as mulheres eram quase nenhuma. Um dia quando estava em profunda oração, se sentiu iluminada por Deus para desenvolver este dever. Decidiu deixar sua cidade natal para fundar um colégio inteiramente dedicado à formação e educação feminina. Paula Montal se transferiu para a cidade de Figueras, junto com mais três amigas de espiritualidade Mariana, e iniciou sua obra. Em 1829, ela abriu a primeira escola para

Em 1842, abriu o segundo colégio em sua terra natal, Arenys de Mar. Nesta época, Paula Montal decidiu seguir os regulamentos da Congregação dos Padres Escolápios, fundada por São José de Calazans com quem se identificava espiritualmente. Um ano após abrir sua terceira escola, Paula Montal conseguiu a autorização canônica para, junto com suas três companheiras, se tornar religiosa escolápia. Em 1847, a congregação passou a ser Congregação das Filhas de Maria, Religiosas Escolápias, que ano após ano crescia e criava mais escolas por toda a Espanha. Paula Montal deu a prova final de autenticidade, da coragem e da ternura do seu espírito modelado por Deus, em 1959. Neste ano, no pequeno e pobre povoado de Olesa de Montserrat, fundou sua última obra pessoal: um colégio ao lado do mosteiro da Virgem de Montserrat. Ali ficou durante trinta anos escondida, praticando seu apostolado. Morreu aos 26 de fevereiro de 1889 e foi sepultada na capela da Igreja da Matriz de Olesa Montserrat, Barcelona, Espanha.  Solenemente foi beatificada em 1993, pelo Papa João Paulo II que posteriormente a canonizou em Roma, no ano de 2001. A mensagem, do século XIX, de Santa Paula Montal Fornés de São José de Calazans será sempre atual e fonte de inspiração para a formação das gerações do terceiro milênio cristão. Fonte: http://www.paulinas.org.br

santo do mês 13 Mensagem especial

Será?

Será que se fosse amanhã, seria melhor do que hoje? Por que não deixar para amanhã quando terei mais tempo para decidir, para resolver o que e como fazer? Talvez seja o mais certo. Talvez... Por que não? Descontente que era, estava sempre a se questionar, sempre a querer que tudo fosse bem diferente do que a ele se apresentava. A indecisão o acompanhava desde sempre, era sua companheira de caminhada. Fazia parte de seus dias, que se apresentavam distorcidos, trazendo sempre as mesmas dúvidas. Nunca respondidas. Nunca. Estava sempre a querer saber, que se realmente deixasse algo para amanhã, talvez fosse a melhor maneira de resolver o que o acabrunhava, embora não entendesse quais as razões que o levavam a ter esse pensar, esse sentimento de incerteza. Seria a falta de confiança em si mesmo? Na vida? No outro? Um dia a mais seria suficiente para resolver suas pendencias há tanto tempo acumuladas, conseguir dosar sua ansiedade, fazê-lo manifestar-se com as palavras que pensava serem as mais certas? Será? Ao ler um livro, cuidava de grifar o que mais lhe chamava a atenção. Quem sabe um dia precisasse ler novamente essas palavras... Mas esse dia nunca chegava e se chegasse não se lembraria em que página de que livro foi. Onde será que estariam aquelas palavras que chamaram tanto sua atenção? Gostava de olhar vitrines sempre a imaginar que aquela roupa que tanto queria, poderia ser comprada quando estivesse mais magro, ou quando fosse a uma festa onde precisasse mostrar seu melhor exterior. Mas acontece que essa roupa vestiria outros corpos, que não deixavam a compra para ser feita num outro dia. Era um eterno sonhador, que sequer sabia que quando seus sonhos fossem realizados, dariam lugar a outros mais. E então sonhava com o amanhã, enquanto o presente dele se distanciava a olhos vistos. Eram sonhos e mais sonhos presentes em sua vida, sonhos que ao chegarem ao primeiro lugar da fila, eram colocados de volta ao lugar de onde nunca deveriam ter saído. Vida feita de procrastinações infindas. Por que não se contentava com a realidade tal qual ela se apresentava e resgatava a alegria, a aceitação? Por quê? Não sabia, ou não queria saber? Será que precisava criar novos hábitos, mudar seu estilo de vida e fazer as substituições necessárias para manter-se no presente? Será? Mas como? O protelar fazia parte de seus dias, vazios de uma análise clara e objetiva, que o fizessem entender os seus porquês, sem se melindrar, e lhe dessem plena certeza de que cada dia deve ser vivido antes que o outro se apresente. Cada um no seu tempo. Ou não? Heloisa P. de Paula dos Reis hppaulareis@yahoo.com.br


14 especial

santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

Noé, um homem longevo Mas qual a historicidade destas indicações? Do ponto de vista histórico, real, podemos dizer que praticamente nada! O que interessa aqui é a interpretação que os autores bíblicos davam a respeito das relações entre os povos, suas diferenças e semelhanças. Em linguagem literária isto se chama “etiologia”, e é um recurso que se usa para compor histórias de povos e nações. Usam-se personagens apresentados os antepassados dos povos atuais. Suas semelhanças de pensamento e ação estão diretamente relacionadas com as semelhanças ou diferenças, bem como amizade ou inimizade, entre os seus antepassados.

não somente de sua nação mas de todo o mundo, como aqueles do século passado… Tudo isso é muito pior do que a situação na qual se encontrava o mundo, segundo este relato mítico, mas muito coerente com a história.

Sem dúvida que estes textos são inspirados pelo Espírito Santo. Mas eles têm uma função específica: devem colocar ordem nas memórias ancestrais do Povo da Aliança e leva-lo a aceitar sua vocação à Santidade, que é amizade com seu Deus. Israel, Povo da Aliança, é o Povo escolhido pelo Deus Único para fazer uma história também única. Mas Israel precisa começar, como todos os outros povos. Estes textos tentam explicar as origens dos povos dentro dos limites de uma família. Dentre os irmãos de uma família há aquele que deverá originar o Povo de Israel.

Noé, alguém especial para uma missão especial. Estas três figuras, Sem, Cam e Jafé são os filhos de Noé, como dizíamos antes, repetindo as indicações bíblicas. Contudo o mais importante aqui é o pai, Noé. O imaginário religioso e até o folclore encontra neste personagem muitos desenvolvimentos, alguns interessantes, outros curiosos e até cômicos. Muitos já viram comédias que apresentam Noé como refém de uma missão praticamente impossível. Como lemos em Gênesis 6,13–22, Deus ordenou que Noé construísse uma grande arca, em forma de navio, para o transporte de grande quantia de seres vivos. Ele cumpre a missão e logo chegam as chuvas.

Os filhos de Noé. Sabemos que todas as famílias têm dificuldades, diferenças, brigas, compromissos, pactos, etc. Assim também esta grande família: os pactos, alianças e situações, vividos pelos ancestrais, indicam os motivos das dificuldades vividas pelos descentes. É deste modo que supostos parentescos entre povos, dificuldades, acordos e tantas outras situações humanas são explicadas pela Escritura.

O mais importante aqui não são as imagens, que realmente impressionam. As chuvas, a morte de todos os seres, exceto os que estão na arca, o final das chuvas, o tempo que se passou, o sinal do ramo de oliveira, indício de que havia terra seca. Sim, é tudo bonito, interessante e imaginativo. Mas é o conjunto do texto, no qual Noé e o dilúvio são apresentados, que é importante. Falemos de três pontos principais.

Segundo, Noé, sua família e os poucos seres vivos, representantes dos animais, estão na arca e são salvos do dilúvio que a todos destrói. Esta imagem é forte e será usada como símbolo do Povo da Aliança, os Judeus, que entre as tempestades da história, horrendas e recorrentes, são preservados, quando outros mais fortes sucumbem. É uma imagem usada pela Igreja, o Corpo de Cristo, que nas tempestades e revoluções da história, apesar de seus próprios pecados, sempre se renova, pois está alicerçada em Cristo. A arca é um sinal de salvação, é um sinal de Cristo Jesus. Na carta aos Hebreus 11,7 lemos que foi a Fé que determinou as ações de Noé em função da salvação de sua família e do futuro do mundo. Assim é Jesus.

No caso dos filhos de Noé, temos a explicação para povos diversos. O filho chamado Sem seria, na visão da Bíblia, o antepassado dos povos chamados “semitas”. Entre eles está o povo de Israel, identificados como semitas, uma espécie de “parentes” de diversos pequenos grupos humanos daquelas regiões do Oriente Médio. Veja Gênesis 10,24–30 os diversos povos que descenderiam de Sem. Os filhos de Cam, que por sua vez também teriam gerado povos, estão elencados em Gênesis 10,6–20. Estes povos seriam os antepassados das nações ao sul do Oriente Médio, inclusive os egípcios. O outro filho de Noé, Jefé fez surgir também muitos povos como podemos ler em Gênesis 10,2–5. Eles compõem os povos do Ásia Menor e da bacia do Mediterrâneo.

Primeiro, a terra, isto é, a sociedade, os relacionamentos humanos, os relacionamentos do homem com a natureza, a história… Enfim, tudo está corrompido, como lemos em Gênesis 6,5–7. No versículo 6 encontramos a afirmação O Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra, e afligiu-se o seu coração. O arrependimento de Deus é sinal de que o mundo seguiu um rumo diferente da ideia original. E é assustador que, também hoje, mais do que na antiguidade, vejamos situações iguais e até muito piores. A devastação ambiental, com muita agressão, intensa, constante, múltipla ao meio ambiente; as inimizades entre povos e culturas, as ameaças de destruição, não somente localizadas, mas globais; os ditadores que interferem na história

Sobre Noé encontramos tradições literárias no livro do Gênesis. Quando dizemos tradições literárias, indicamos que o personagem é apresentado por fontes diferentes e em textos distintos. Às vezes os textos podem se complementar e às vezes podem até se contradizer. Um patriarca de antes do dilúvio. Seguindo o texto bíblico Noé é o décimo dos chamados “patriarcas de antes do dilúvio”. São eles: Adão, Set, Enós, Cainã, Malaleel, Jared, Henoc, Matusalém e Lamec; o décimo é Noé. Encontramos isso em Gênesis 5,1–32. Em Gênesis 9,20–27, depois do dilúvio, Noé é o primeiro vinicultor, isto é, plantador de uvas. Ele é pai de Sem, Jafé e Cam.

Havia, no entanto, um homem que justificava a humanidade e sua preservação: Noé era ele. Lemos em Gênesis 6,8: Mas Noé encontrou graça aos olhos do Senhor. Recebida a missão da construção da arca, Noé a leva diante. O décimo homem de Deus, desde Adão, conforme já vimos, é fiel a Deus.

A nova Criação. Este é nosso terceiro ponto. Depois do dilúvio, Noé e sua família, acompanhados dos seres vivos transportados pela arca, iniciam a nova humanidade, agora sem a ingenuidade inicial de uma suposta inocência, como estava incluso na imagem mítica do paraíso. Em Gênesis 8,21 lemos a afirmação de Deus: “…os desígnios do coração do homem são maus desde a infância. A história deverá ser feita com o que existe: a liberdade humana limitada pelo pecado. É aqui que nós nos encontramos. A nova criação, que é uma Aliança com todos os seres vivos e é representada pelo arco-íris é chamada a retomar o projeto original. É como “reconquistar o Paraíso perdido”. O Homem não pode, sozinho, levar isto a termo, mas precisa de um Redentor. É assim que, já nestes primeiros capítulos do Livro do Gênesis encontramos a imagem latente de Jesus Cristo e de sua ação salvífica. Noé, o homem que encontrou graça diante de Deus, é uma espécie de “ponte” entre o mundo antigo e a nova criação. Ele é tão especial que viveu 950 anos (Gênesis 9,29). E o curioso é que em Gênesis 6,3 Deus havia afirmado que não seria


especial 15

santuariosantaedwiges.com.br

fevereiro de 2014

possível a vida humana além de 120 anos. O que isto tudo significa? Primeiro, lembremos que estas quantias são simbólicas. Ninguém viveu assim, tanto tempo. Ninguém. Nem adianta dizer que o tempo era contado de modo diferente no passado. Não! Ano é sempre ano, com 365 dias. Pode variar de 360 a 370 dias, mas a média é sempre a mesma, pois o ano é uma quantia de tempo determinada pela rotação da terra em torno ao sol. Então, não é um modo diferente de contar tempo. É uma hipérbole, um exagero proposital para evidenciar algo. No caso, a ação de Deus em um personagem. De fato uma das explicações para o nome Noé é “longevo”, que viveu muito. E isto mesmo com o limite divino dos 120 anos. Ele passou desta marca pois tinha graça diante de Deus. O dilúvio. Muito já se falou sobre este acontecimento terrível para a humanidade, como o relata a Bíblia judaica e cristã. O curioso é que muitos povos, de regiões e origens muito diferentes, que desconhecem a Bíblia, recordam-se também de um acontecimento de destruição envolvendo água. O dilúvio, como lemos na Bíblia, não é o relato mais antigo de uma destruição tão grande. É certo que a base do relato bíblico do dilúvio está em um poema mais antigo, chamado “Quando lá no céu”, que tem o nome em língua acádica adaptado para nossa leitura: Enumah Elish.

Entre algumas hipóteses a respeito de um possível dilúvio histórico há uma que merece atenção. Durante as glaciações (as chamadas “eras do gelo”) o nível de água dos mares abaixava muito. No final da última glaciação, há cerca de dez mil anos, a água foi, aos poucos, com o aquecimento da temperatura e o derretimento dos gelos, subindo. Em dado momento, na região que hoje é o chamado Estreito do Bósforo, houve uma grande vasão de água do Mediterrâneo que irrompendo com força criou uma passagem para o Mar Negro. Esta é a atual passagem que liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Negro, que divide a cidade de Istambul, antiga Constantinopla. É provável que o Mar Negro tivesse o nível das águas bem mais baixo que o Mediterrâneo. Então, com a vasão das águas, ele foi subindo de um modo assustador. Pensemos em algo em torno de um metro por dia! Aldeias e povoamentos, sempre às margens da água, foram tomados por elas. Perdas totais, mortes por afogamento de animais e pessoas. Isto pode ter marcado profundamente a memória dos homens e mulheres daqueles tempos. Os sobreviventes se espalharam e, aos poucos, em todos os lugares, levaram consigo a memória deste acontecimento inexplicável para eles. Esta pode ser a origem do que na Bíblia se chama de dilúvio e que encontramos, com diferenças, em muitas outras civilizações. O que fica para nós é que Noé, homem que encontrou graça aos olhos de Deus, tornou-se o

Ver mais de perto os personagens Muitos amigos e devotos de Santa Edwiges têm lido meus artigos por muitos anos, desde antes do período em que fui editor deste Jornal Santa Edwiges e até agora. Isto me deixa feliz e realizado como biblista. Comecei minha colaboração com este Jornal em 1998, com artigos e assessoria à editora. Depois, de 2005 a 2009 fui o editor. Desde então, participo com meus humildes artigos, o que desejo fazer até quando for interessante a este querido Jornal e ao Santuário. Desejo neste ano de 2014 partilhar com os leitores impressões e possibilidades de alguns personagens bíblicos. De fato, é comum que se façam leituras simplistas de personagens presentes nas Sagradas Escrituras. Por “leituras simplistas” eu entendo aquelas que destacam o personagem

em sua história como está lá, sem qualquer reflexão ou ligação com os episódios ao redor, com as ideias teológicas que podem ser lá expressas e com o sentido que se deve buscar nos textos bíblicos. Assim é que vamos tentar compreender alguns personagens, uns mais comentados e outros mais obscuros. Deles iremos entender o contexto em que aparecem, a função que exercem no texto bíblico, sua teologia e as propostas que podem surgir disto tudo. Possivelmente vamos também olhar uma ou duas passagens relativas a estes personagens. Claro que, pelo espaço e pela índole de nosso Jornal isto não será aprofundado, mas tentaremos dar algumas noções.

sinal da salvação e de uma nova criação. E poderíamos falar ainda mais dele aqui. Ficamos com estas reflexões. Bibliografia Recomendada Existem muitos textos interessantes a respeito da teologia de Noé. Indico aqui alguns que me parecem mais acessíveis. BRIEND, Jacques. Uma leitura do Pentateuco. Tradução: Benôni Lemos. São Paulo : Paulinas, 1980. (Coleção Cadernos Bíblicos, nº 3) UEHLINGER, Christoph. Gênesis 1—11. In: RÖMER, Thomas; MACCHI, Jean-Daniel; CHRISTOPHE NIHAN. Antigo Testamento: história, escritura e teologia. Tradução: Gilmar Saint Clair Ribeiro. São Paulo : Loyola, pág.144–167. VV.AA. A criação e o dilúvio: segundo os textos do Oriente Médio Antigo. Tradução: M. Cecília de M. Duprat. São Paulo : Paulinas, 1990. (Coleção Documentos do Mundo da Bíblia, nº 7)

Pe. Mauro Negro - OSJ Biblista PUC Assunção. São Paulo SP mauronegro@uol.com.br


parabéns aos dizimistas que fazem aniversário no mês de FEVEREIRO 04/fev 20/fev 03/fev 05/fev 11/fev 07/fev 10/fev 17/fev 01/fev 17/fev 17/fev 23/fev 05/fev 04/fev 10/fev 03/fev 17/fev 22/fev 20/fev 12/fev 01/fev 20/fev 19/fev 06/fev 28/fev 21/fev 23/fev 01/fev 04/fev 15/fev 08/fev 287/02 26/fev 19/fev 05/fev 25/fev 28/fev 13/fev 25/fev 10/fev 16/fev

Adália Maria Lima Ademar Oliveira Franca Adriana Fresmeda S. Rogerio Agda Queiroz Ailton Domingos da Silva Alessandro Melzani Pinto Ana Carina C. de Proença Ana Carla Galvão Ana Cristina de Lima Silva Ana Maria Costa Santos Ana Maria dos Santos Rodrigues Andrea Inácio dos Santos Andréia Duarte da Silva Antonia Pereira dos Santos Antonio Frota Antonio José do Nascimento Antonio Marcos C. de Oliveira Auricério Inácio da Silva Auzeni de Carvalho Pereira Breno Quaresma de Sousa Bruno Rafael da Silva Carmem Aparecida L. Simioni Celia Ogi Sato Cenira Soares de Almeida Cícera Ferreira de Almeida Claudeli Belarmino da Silva Claudia Maria Santos Morais Claudiana da Silva Claudio Chales P. da Silva Claudio Soares da Silva Cleusa de Fátima P. Teixeira Cleusa Maciel Ferreira Cosme Cardoso dos Santos Cristina Viera da Silva Dalva Maria Bellato Daniele Gomes de Brito Dario de Souza Dantas Deusimar Chagas Oliveira Edileusa Lima Xavier Eliana Aparecida M. Nunes Eliege Bastos dos Santos

27/fev 16/fev 12/fev 19/fev 27/fev 24/fev 12/fev 13/fev 14/fev 03/mar 11/fev 13/fev 20/fev 23/fev 12/fev 17/fev 26/fev 18/fev 09/fev 18/fev 28/fev 12/fev 01/fev 03/fev 09/fev 27/fev 27/fev 09/fev 15/fev 14/fev 25/fev 28/fev 26/fev 07/nov 11/fev 21/fev 03/fev 08/fev 20/fev 22/fev 03/fev

Elivanda Monteiro David Estrela Perrone Eulália M. da Silva Costa Euzita Dias de Azevedo Eva Catarina Fernandes Fagner M. Souza Alemida Fernanda Inácio de Cardoso Flávia M.G.Pereira Francisca Alexandre Duarte Francisca de Assis C. Souza Francisca Ines de Jesus Francisca P. Miranda Silva Francisco Amancio Sobrinho Francisco Clodoaldo P. Sousa Francisco de A. Silva Francisco Nunes Pereira Gênia G. Evangelista Silva Geralda Francisca Amorim Gilza Maria dos Santos Gislaine Marto Dias Givanildo Pedro Vailante Hélio Lucilo de Souza Heráclito Soares de Melo Ilda Meotto de Carmargo Inês Schrolder Iraci Barbosa Nascimento Ivaneide Maria S. Nascimento Ivone Vicente Dias Jane Lucia de Jesus Sousa Jarle Pereira R. Santos João Firmino S. Neto Joelma Ferreira da Silva José Bezerra Galvão Josineide S. dos Santos Juarez Dias de Oliveira Juarez Feliz Baig Juvencilia Sousa Pereira Kely Cristina O. Silva Leandro Santos da Silva Leandro Valério Palmeira Lourdes Ferreira Santana

01/fev 28/fev 28/fev 26/fev 18/fev 15/fev 02/fev 08/fev 12/fev 17/fev 10/fev 13/fev 14/fev 18/fev 03/fev 17/fev 08/fev 02/fev 05/fev 28/fev 05/fev 12/fev 25/fev 10/fev 12/fev 25/fev 23/fev 28/fev 10/fev 28/fev 18/fev 07/fev 05/fev 28/fev 07/fev 11/fev 15/fev 01/fev 22/fev 25/fev 06/fev

Lucia Gil Ferreira Luciene Guedes de Lima Lucilene Cavalcante Araujo Luzia Bicudo V. de Andrade Luzia Rodrigues Almeida Luzia Souza da Silva Marcos Antonio Mendes Maria Antonia Alves Toledo Maria Crizeuda Ventura Maria Soledade O. Molina Maria das Marcês Correia Maria de Fátima L. de Andrade Maria de Jesus A. Sousa Maria de Lourdes da Conceição Maria de Lourdes Silva Maria do Carmo Leal Costa Maria do Socorro A. Santos Maria Edna X. dos Santos Maria Geralda L. Rocha Maria Graciete Santos Costa Maria Helena Ribeiro Maria Izoneide P. de Lima Maria Lucia da Silva Maria Lucimar Domiciano Maria Luzineide S. Ferreira Maria Terezinha Gomes Maria Zelda S. Araujo Maria Zélia dos Prazeres Mariana Batista dos Santos Marilene O. Antunes Marina Vieira de Morais Marinalva Conceição de Brito Marlene Nunes Martha Barboza R. Zarza Mauro Braz Ballestero Miriam Sampaio Guedes Amaral Mirian Cristina Mascarenhas Natalino de Oliveira Nilce Aparecida Valentin Noemia de Oliveira Monerato Osnei Soares de Oliveira

09/fev 16/fev 28/fev 01/fev 27/fev 19/fev 12/fev 28/fev 28/fev 05/fev 06/fev 26/fev 24/fev 26/fev 19/fev 10/fev 08/fev 10/fev 27/fev 25/fev 26/fev

Paulo Cesar Mota Dias Raimunda Maria S. Lima Regina Alves de Alemida Ferreira Regina Felix Lopes Renata Portela Rita Alves Rodrigues Rosemeire Lima Carneiro Silvano Pereira Rodrigues Solange Ana Santana Tania Maria B. Evangelista Teresa Pedro dos Santos Teresa Teixeira Souza Terezinha Dias Vasconcelos Terezinha Eufrasio F. dos Santos Terezinha Oliveira Silva Thais da Silva Vanessa Cristina F. Vicente Vera Lucia Carnaúva Wagner Rodrigues da Costa Wilson Roberto G. Santana Zeni Sousa Braga Reis

O dom do acolhimento Certamente, o mundo necessita de pessoas que tenha esse dom: o acolhimento das pessoas em todas as suas situações. Acolher não é tão simples como às vezes imaginamos. Ele supõe de certo preparo e de uma vocação especial para esse tarefa. Na Constituição cap. IV vida apostólica, do Instituto Secular Maria de Nazaré esta escrito: O nosso carisma ‘nazaretano é um carisma de serviço e, portanto, a exemplo de Jesus, seremos acolhedoras com todos sempre. No respeito ao outro, prestaremos um serviço discreto, alegre e desinteressado, sinal de atenção providencial de Deus pelo homem (nº. 32). Esta é a missão primaria do Instituto. A missão da Tra Noi acena a sua importância nesse serviço desinteressado aos irmãos. Nada mais lindo nesse milênio que saber que existem pessoas que se dedicam ao acolhimento de forma a fazer a Igreja ser mais presente entre as pessoas. Dom Orione ava: Devemos ser os carregadores de Deus: grandes trabalhadores, os trabalhadores da humildade, da fé e da caridade . Certamente, ele tinha presente aquelas pessoas que por motivos diversos se sentiam solitárias diante do sofrimento humano. Na maioria das vezes o sofrimento não é simplesmente uma questão econômica, social ou religiosa apenas. Existem aqueles sofrimentos da alma que machucam muitas pessoas e elas não sabem a quem recorrer. Sofrimento esse que faz as pessoas carregarem um fardo muito pesado.

O dom do acolhimento nos coloca na ordem de Cristo: Todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram (Mt 25,40). Acolher é descobrir, sem mesmo o saber, Jesus presente na pessoa humana; é viver a maior experiência de fé; é ser o portador da esperança em um mundo de tanta desesperança; é a condição para participar da vida do Reino. O acolhedor vai ao acolhimento com muita singeleza. Não é necessário técnicas, estudos sofisticados. Nada disso. Mas dá um pouco de sua pobreza também. Na maioria das vezes o faz de forma tão natural que ele mesmo não se dá conta do gesto libertador e provocante de Deus. Acolher é um caminhar em direção ao outro. Colocar se na escuta de suas lamentações; é aprender a ouvir; é colocar se a serviço; é uma vocação. O exemplo de Maria de Nazaré. Não teve uma duvida sequer quando se levanta e atravessando as montanhas da sua Palestina se dirige à sua prima Isabel. Que gesto grandioso daquela que, sem ser convidada, sente a necessidade de sua presença naquele instante. Assim acontece o acolhimento. Não necessitamos ser convidados. Apenas estar disponíveis faz a diferença do convite. Tra Noi revela um carisma diferente dentre os tantos conhecidos. O mundo espera por vocês como consagradas seculares para fazer presente a Igreja. Uma pessoa, uma família acolhida nunca mais será a mesma. O gesto de acolher traz a Santíssima Trindade para dentro de cada um. Há um novo nascimento. O mundo novo

nasce naqueles que se sentem acolhidos em suas necessidades. O acolhimento reconforta, renova as energias perdidas pelas dificuldades da vida. Desejo uma palavra de estimulo por todas as irmãs que vivem esse carisma para que se esmerem nesse trabalho. Façam do acolhimento um verdadeiro gesto divino. Carreguem Deus para dentro dos lares, nas escolas, na Igreja, nas periferias abandonadas, nos hospitais, nas maternidades, nos asilos, enfim, onde há sofrimento vocês deve ser a presença de Deus que faltava.  Pe. Jerônimo Gasques www.saojosepp.org.br

campanha do terreno quitaram o carnê esse mês Ilma Moreira Mafforte de Moura Zilda Helena Barbosa e Sideny Benedito Mecca mais informações na secretaria ou no nosso site www.santuariosantaedwiges.com.br


fevereiro_04_sta_edwiges_web