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O CALVÁRIO

Informativo da Igreja do Calvário - Paróquia São Paulo da Cruz - Nº 52 - Ano 30 - Julho/2011

QUERMESSE DO CALVÁRIO

Leia nesta edição:

Planeta Terra Maravilhoso e Frágil II

Pg. 5

Pg. 6

Palavra do Pároco João Paulo II

Pg. 2

Pentecostes Notas

Corpus Christi

Pg. 3

Diácono Vitor

Pg. 4

Você Sabia 5 Mandamentos da Igreja

Obrigação Moral e a Lei Festa Italiana

Min. Sagrada Comunhão

Pg. 9

Maria

Pg. 10

Pg. 7

Ação Evangelizadora

Pg. 11

Pg. 8

O Alimento da Verdade

Pg. 12


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PALAVRA DO PÁROCO / João paulo II

PALAVRA DO PÁROCO A obra pastoral de maior relevância decididamente resulta ser a espiritualidade. Todo plano pastoral, projeto missionário e dinamismo na evangelização que prescindisse do primado da espiritualidade e do culto divino, estaria destinado ao fracasso.

a nós como “paráklitos”, defensor, animador, luz, alguém que constantemente está cuidando de nós para que sejamos melhores a cada dia e vivamos conforme a vontade de Deus. Espiritualidade é tudo o que está em nosso coração e nos anima para a defesa da vida, para o fortalecimento da esperança. E a esperança não decepciona. Ela é como a água da chuva que encharca a terra seca fazendo brotar a grama, as pastagens.

A espiritualidade exige um clima de proximidade com Jesus, de amizade e de encontro pessoal. Para definirmos a Espiritualidade Cristã A Espiritualidade Cristã é algo que temos que primeiramente saber a brota do coração do Senhor. Olhando origem da palavra espiritualidade e para Jesus vemos que o Espírito de Deus o impelia constantemente para o seu uso em nossos dias.

Queridos paroquianos (as) e lideranças de nossa comunidade: Passamos por momentos privilegiados da graça de Deus: assembleia paroquial contando com a presença dinâmica de todas as nossas lideranças, depois veio a Semana Santa, tão rica e plena. Seguimos com muitas atividades no mês de abril: encontros de casais, adolescentes, palestras do pós-encontro, festa italiana. Chegou maio, mês de Maria tivemos a graça da Ordenação do diácono Vitor e os preparativos para nossa tradicional quermesse. Muito trabalho! Tudo isso tem sentido quando o nosso “fazer” aparece imbuído de espiritualidade.

Espiritualidade diz-se da ação do Espírito Santo na vida humana e no Cosmos. É o Espírito que pairava sobre as águas, como está narrado no início do Gênesis, e que continua agindo em vários momentos da história da Salvação. É o Espírito que está presente no batismo e no início da missão de Jesus como vemos escrito nos relatos dos Evangelhos. É o Espírito Santo de Deus que Jesus dá aos seus discípulos após a sua ressurreição conforme a narrativa final do Evangelho de Mateus e na experiência de Pentecostes que a comunidade faz, segundo o escritor dos Atos dos Apóstolos. Somos herdeiros desta promessa. Espiritualidade tem a ver com o Espírito de Deus revelado em Jesus e dado

encontro com os outros – pobres, doentes, crianças, mulheres, excluídos – e também para o encontro com o Pai na oração silenciosa em que acolhia e ouvia a vontade do Pai para a sua missão. Para nós, seguidores de Jesus, discípulos e missionários, a dimensão da Espiritualidade será sempre mais descobrir a vontade de Deus em nossas vidas. Devemos estar sempre com o olhar fixo em Jesus Cristo e fazer o que Ele fez, viver o que Ele viveu, assumir o projeto que Ele assumiu. No caso nosso não dá para viver uma espiritualidade que não seja a Espiritualidade vivida por Jesus. Fiquem todos com minha fraternal bênção. Pe. Rogério de Lima Mendes, CP, Pároco

BEATO JOÃO PAULO II E MARIA, MÃE DE DEUS Texto extraído do jornal “Testemunho” da Região Episcopal Sé, da Arquidiocese de São Paulo.

Durante o mês de maio celebramos o mês de Nossa Senhora e no dia 1º de maio de 2011 foi realizada, na Praça de São Pedro, a beatificação do Papa João Paulo II. Em seu longo pontificado, nas mais diversas situações, o Papa João Paulo II tinha os seus olhos voltados constantemente para Nossa Senhora. Poucas horas depois de ter sido eleito Papa (em 17 de outubro de 1978),

dirigindo-se ao mundo todo, a fim de enunciar as grandes linhas de seu pontificado, ele afirmou: “Nesta hora, (...) não podemos deixar de voltar com filial devoção, o nosso olhar para a Virgem Maria – que sempre vive e procede como Mãe, no mistério de Cristo e da Igreja – repetindo as palavras comovedoras ‘totus tuus’ [todo teu]”. Aproveitou-se de ocasiões solenes ou

íntimas, visitas a grandes santuários ou a pequenas igrejas e capelas para sempre renovar sua “consagração a Cristo pelas mãos de Maria” (RMa 48). Ele escolheu este meio para mostrar ao mundo seu amor à Virgem Maria e seu desejo de viver fielmente esse compromisso de fidelidade a sua devoção mariana. E assim ele agiu até o fim de sua vida.


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SOLENIDADE DE CORPUS CHrISTI "Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele"

Jovem, você é chamado a um desafio:

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Deixar sua marca na história, abrir caminhos e viver seduzido pelo amor do Cristo Crucificado.

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a obrigação moral e a lei / festa italiana

A OBRIGAÇÃO MORAL E A LEI Todos nós estamos sujeitos à observância de regras para vivermos em sociedade. É uma necessidade. Seria mesmo impossível a vida organizada em sociedade sem a existência de regras. Mesmo as civilizações em estágio menos avançado de desenvolvimento, como os índios, por exemplo, possuem regras de convivência. A moral e a lei são formas de controle social, que permitem uma convivência social mais pacífica e evitam conflitos. Moral e lei se misturam no dia-a-dia, mas por certo a moral é mais abrangente do que a lei. Já diziam os romanos que “nem tudo que é legal é honesto”, querendo dizer

que há muitas leis imorais e prejudiciais aos cidadãos.

A lei inspirada na moral dá origem a leis boas, em geral. O dever de respeito e amparo aos idosos, por exemplo, é uma obrigação moral que surgiu antes mesmo do surgimento do Estatuto do Idoso. Os mais vividos lembram que era em nome desta moral que os mais jovens respeitavam, quase veneravam, os mais idosos, com sua experiência de vida e compreendiam que devido às dificuldades propiciadas pelos longos anos de vida, todos deviam, por exemplo, ceder-lhes o

assento em locais públicos e particulares. Retornando ao exemplo dos índios, podemos observar que eles não possuem leis escritas, são basicamente regras morais. Mesmo assim é incomparável o seu respeito ao meio ambiente em comparação com as civilizações modernas, que mesmo com sua enorme quantidade de leis, acabaram destruindo matas, poluindo rios e condenando diversas espécies de animais à extinção. Isto é uma demonstração de que quanto mais elevado for o senso moral de um povo, menor será a necessidade de leis. E que a decadência moral de um povo pode levar à ruína do próprio povo. Colaboração de Osmar Pessi

festa italiana Como sempre, foi um sucesso a nossa 25ª Festa Italiana. Comemoramos bodas de prata desta bonita festa.

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planeta terra

PLANETA TERRA - MARAVILHOSO E FRÁGIL II O modelo de sociedade que visa o lucro, a riqueza e o acúmulo de bens, leva o ser humano a uma guerra contra o Planeta. Primeiro, vem o avanço sobre os recursos naturais. No Brasil, esse avanço chegou com a colonização, em que a madeira e outros bens começaram a ser dizimados, depois chegou a degradação ambiental. A história não mudou em 500 anos: todos os brasileiros sabem que a Amazônia tem importância vital para a humanidade por causa das florestas, da biodiversidade, do equilíbrio climático. No entanto, o que se vê é o avanço do desmatamento sobre esse ecossistema, que é grande, mas não inesgotável. Mas a prática da preservação do meio ambiente, embora inadiável, parece ser um projeto delegado às futuras gerações: exatamente aquelas que terão pouco a fazer, alem de lamentar o egoísmo de seus antepassados, ou seja, nós. Os moradores deste Planeta Terra sabem que é necessário e urgente mudar o comportamento dos próprios seres humanos, se não quiserem que a degradação de seus países, de seus estados, suas cidades sejam varridos do planeta como foram outros seres viventes na terra. Mas, por mais paradoxal que seja, continuamos persistindo em maltratar o meio ambiente. Vejamos: Quem faz uso de áreas de risco? Quem promove o desmatamento? Somos cidadãos civilizados em relação ao nosso lixo?

Só aqui em São Paulo foram mapeados 115 mil moradias em áreas de risco, ou seja, já foram elaborados e enviados a órgãos competentes relatórios comprovando o maciço crescimento urbano dessas áreas. Essas moradias, ocupadas por pessoas de baixa renda, sofrem a especulação imobiliária, comprando seu terreninho para construir, ignorando os riscos futuros. Já quem os vende não se preocupa com nada, a não ser o lucro. O Estado por sua vez omite-se, autorizando a venda e o uso desses locais, preocupando-se em humanizar e enfeitar a periferia, construindo escolas e quadras esportivas sem respeitar o espaço urbano, sabendo que essas áreas são de alto risco. No Rio de Janeiro também, depois do que ocorreu em Angra dos Reis e no Morro do Baú no ano passado e agora na região serrana, acontecem as tragédias quando se autoriza o uso e a venda de terrenos nas encostas como moradia. Sem falar na questão ambiental ou na falta de urbanismo, já que a mata que serve como proteção das encostas está sendo retirada à medida que cresce a população local. É assim que fenômenos naturais são transformados em tragédias. E o que dizer das pessoas que ainda jogam lixo nas ruas? O que difere a casa em que moramos da cidade em que vivemos, a ponto de cuidarmos de uma e não de outra? Estudos mostram que cerca de 35% da poluição acumulada na bacia do rio Tietê não vem de rede de esgotos, mas sim do lixo jogado nas vias públicas. Todos os dias, as águas do Tietê recebem toneladas de sacolas plásticas, garrafas pet, latas e outros tipos de lixo abandonados por moradores da região metropolitana. "Se a população não mudar de atitude,

a situação permanecerá crítica. Em 2015, esse lixo deverá representar 65% da sujeira despejada diariamente na bacia", afirma José Antonio de Angelis, Superintendente de Gestão e Empreendimentos da Produção da Sabesp. Quem joga lixo na rua, também utiliza o som alto em horário e locais impróprios, desrespeita as leis de trânsito, senta ou estaciona o carro em locais reservados a idosos ou deficientes. Essas pessoas não estão em condições de viver em sociedade, pois não conseguem pôr em prática a boa educação que aprenderam ou, pelo menos, deveriam ter aprendido, dentro de casa e na escola. Preservar a cidade não é favor a ninguém, mas sim obrigação de quem se dispõe a viver nela e usufruir de todas as oportunidades que lhe são ofertadas por ela.

"Este planeta é o nosso lar. Cuidar do nosso mundo equivale a cuidar da nossa casa. Em certa medida a terra é a nossa mãe. Ela é muito boa. Tudo quanto fizermos, ela tolera. Mas hoje chegou o momento em que o nosso poder de destruição se revela tão extenso que a nossa mãe se vê obrigada a chamar-nos à ordem. A Natureza tem limites." (Dalai-Lama) Colaboração de Silvia Maria Ortolan

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pentecostes / Notas

pentecostes Entre as grandes festas religiosas do povo judeu está a festa da Messe (Ex 23,16), também chamada festa das Semanas (Ex 34,22) que era celebrada durante sete semanas ou cinquenta dias depois da Páscoa, donde o seu nome Pentecostes (Tb 2,1) que em grego significa qüinquagésimo dia. Era a festa de ação de graças pela colheita do trigo e tardiamente relacionada à lembrança da promulgação da Lei no Sinai. O capítulo 2 do livro dos Atos narra que: ”Tendo-se completado o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como o agitar-se de um vendaval impetuoso, que encheu toda a casa onde se encontravam. Apareceram-lhes, então, línguas como de fogo, que se repartiam e que pousaram sobre cada um deles. E todos ficaram repletos do Espírito Santo.” ( At 2,1-4a)” Em grego, como em hebraico, a mesma palavra designa o vento e o Espírito. Na criação, um vento de Deus pairava sobre as águas (Gn1,2) e um sopro de vida nas narinas, tornou o homem um ser vivente ( Gn2,7). O sopro de Deus tem força criadora e renova a face da terra, canta o Salmo (104,30). O Espírito Santo é como o vento, sopra onde quer, ouve-se o seu ruído, mas não se sabe de onde vem nem para onde vai. (Jo 3,8). Está presente na vida e na história do Povo de Deus, orientando Moisés em suas decisões (Nm 17,16) e suscitando os profetas a enfrentarem os reis e a denunciarem os crimes dos poderosos (Mq 3,8; Ez 2,2; Is 42,1). Faz nascer Jesus

de Maria (LC 1,35); unge Jesus de Nazaré no batismo (Lc 4,18). Prometido pelo Pai e enviado por Jesus (At 1,4.8), em Pentecostes, desce com barulho de ventania forte em forma de línguas de fogo. O fogo é um dos símbolos do Espírito pelas conotações que encerra de energia, de princípio vital, de capacidade de fusão e de união. O fogo esquenta, clareia e queima: esquenta o coração, clareia a mente e queima os desvios. A língua anuncia e possibilita o diálogo que enriquece. A superação da barreira das línguas (At 2,512) é uma antítese de Babel (Gn 11): Babel é a confusão e a dispersão, Pentecostes é a comunhão na diversidade; Babel é fruto do orgulho humano que pretende construir uma civilização à margem de Deus, Pentecostes é a irrupção do divino no mundo para um estilo novo de vida. A igreja que nasce em Pentecostes é destinada á universalidade dos povos e deve estar aberta a todas as culturas. A efusão do Espírito Santo transforma: os apóstolos, antes medrosos e de portas fechadas, agora abrem as portas e enfrentam a multidão; Pedro que se acovardou diante de uma empregada, negando-o (Lc 22,57), agora dá testemunho corajoso diante da multidão (At 2,32; 3,13) e do Sinédrio (At 4,10). Reunidos e unidos pelo Espírito, sentem-se cheios de consolação e de alegria (At 9,31; 13,52) e com coragem para anunciar a palavra de Deus e dar o testemunho (At 4,31). O Espírito não se compra, nem se vende (At 8,18-20), mas é conferido pela conversão e batismo (At 2,38), pela oração (At 8,15) e pela im-

posição das mãos (At 8,17-18;19,6). No Espírito, a Igreja constituída e manifestada ao mundo em Pentecostes inaugura um tempo novo em que Cristo vive e age na comunicação dos frutos do Mistério Pascal, dotando-a com os dons para a missão de anunciar e testemunhar o Amor no mundo. (Colaboração de Lydia Bechara) Agradecimento aos colaboradores Não é só o padre e a comunidade que fazem a quermesse acontecer. Agradecemos aos nossos colaboradores: Quitanda Hortifruti, Restaurante Meaipe, Macarrão Alfa, Skill Idiomas e Banco Bradesco.

DOCUMENTÁRIO PASSIONISTA Dentro das comemorações dos 100 anos dos passionistas no Brasil, foi exibido um filme que retrata um pouco de sua bonita caminhada ao longo destes cem anos de vida e missão.

MUDANÇA: O CPP - Conselho de Pastoral Paroquial resolveu por votação que suas reuniões passam a ser nas últimas terças-feiras do mês, com início às 20h15.


diácono vitor

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Consultoria de turismo: Cidinha Viagens (11) 3082-0669 | (11) 9611-0012 ADVOGADO: Fábio José de Araújo Bandeira Rua Cristiano Viana, 528 (11) 3061-1327 / 9222-9806 TRADUÇÃO E VERSÕES: Inglês e Espanhol Ana Carolina e Isabela (11) 9636-4891 carolzancoper@yahoo.com.br

Com a presença de familiares, religiosos(as) e lideranças de outras comunidades, nosso Bispo Dom Tarcisio ministrou a ordenação diaconal ao Religioso Vitor. Foi uma linda celebração! Parabéns ao Diácono Vitor, à Congregação e a toda a nossa comunidade que vivenciou este momento tão rico da graça de Deus.

PLANO DE SAÚDE: Diversos planos: A partir de 3 vidas Helio Marcos e Silvanete Lea (11) 3814-6545 / (11) 9559-4455 ACOMPANHANTE PARA IDOSOS: Mariângela (11) 3064-9107 (após 18h) (11) 7249-8653 CONDOMÍNIOS: Prestação de serviços na área administrativa. Sindico profissional Moacyr P. Dutra (11) 2476-9356 / 8534-3330 (11) 8110-0848

ENCERRAMENTO DO CENTENÁRIO DE PRESENÇA PASSIONISTA NO BRASIL: No dia 30 de julho acontecerá em Aparecida a missa de encerramento do centenário. A romaria para participar do evento sairá da nossa igreja às 5h30 e voltará à tarde. As inscrições devem ser feitas na secretaria da paróquia e custam R$ 40,00.

Anuncie no "O Calvário" informações: informativo@paroquiadocalvario.org.br

PSICOLOGIA CLÍNICA PSICOPEDAGOGIA: Maria Jose G. Di Santo Reforço escolar Tradução Italiano/Português Aulas de italiano, piano e teclado (11) 3085-2062 / (11) 9757-3108 Rua Artur de Azevedo, 761 PLANO DE SAÚDE: Nilza Maria (11) 9535-6050

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você sabia / mandamentos da igreja

você sabia... A origem das festas juninas? Tudo indica que estas festas tiveram origem em países católicos da Europa, em homenagem a São João, sendo trazidas para o Brasil pelos portugueses, no período colonial. Aos elementos culturais originais – danças e fogos – foram incorporados os brasileiros, com influências indígenas, afro-brasileiras e de imigrantes europeus, nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas. Como esta é a época da colheita do milho, grande parte dos quitutes relacionados às festividades são feitos desse cereal, como: pamonha, curau, canjica, cuscuz e pipoca. Além dessas receitas, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de pinhão, bom-bocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança da quadrilha. No passado, os balões também compunham este cenário, até serem proibidos por causa do risco de incêndio que representam.

No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o "pãozinho de Santo Antônio", memória da caridade praticada pelo santo e que, segundo a tradição deve ser guardado junto com os mantimentos da casa, para que nunca faltem.

Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, as festas juninas têm um especial destaque na região nordeste onde o mês de junho é o momento de se homenagear os três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Lá, é muito comum a formação de grupos festeiros que circulam pelas ruas das cidades, alegrando a todos e sendo brindados com comidas e bebidas próprias da época.

São comuns, ou pelo menos, eram no passado, as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar, pois Santo Antônio também é considerado o santo casamenteiro, fato imortalizado na cultura popular, como neste trecho de uma marchinha composta por Lamartine Babo, para o carnaval de 1934:

Já na região sudeste, são tradicionais as quermesses, realizadas por igrejas, colégios e associações, com barraquinhas de bebidas e comidas típicas e jogos, além da dança da quadrilha, que não pode faltar.

Eu pedi numa oração ao querido São João Que me desse um matrimônio São João disse que não! São João disse que não! Isto é lá com Santo Antônio!

Colaboração de Moacir Cordeiro

OS CINCO MANDAMENTOS DA IGREJA Neste número de “O Calvário” iniciamos esta série, pois, uma coisa que muitos católicos não sabem – e por isso não cumprem – é que existem os “Cinco Mandamentos da Igreja” além dos Dez Mandamentos da Lei de Deus. É preciso entender que mandamento é algo obrigatório para todos os católicos, diferente de recomendações, conselhos, etc. Assim sendo, a Igreja estabeleceu cinco obrigações que todo católico tem que cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica. O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável para o crescimento da vida espiritual, deixando que cada um, conforme sua realidade, faça mais.

1º Mandamento: “Participar da Santa Missa nos domingos e outras festas de guarda e absterse de ocupações de trabalho.” Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da Santíssima Virgem Maria e dos Santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística em que se reúne a comunidade cristã e depois se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir a santificação desses dias. São permitidas as atividades ligadas à necessidade familiar ou a serviço de utilidade pública.

Eucarística, normalmente chamada “Missa”. A liturgia que é centrada na missa é a celebração oficial e pública do Mistério de Cristo e em particular o seu Mistério Pascal. Através dela, Cristo continua na sua Igreja, com ela e por meio dela, a obra da nossa Redenção. A missa centra-se na Eucaristia por que ela é “fonte e ápice da vida cristã”. Nela a ação santificadora de Deus em nosso favor e o culto para com Ele “atingiu o ápice”.

A missa é celebrada todos os domingos (além dos dias santos de guarda). No entanto os católicos podem cumprir suas obrigações dominicais se participarem O ato de prece mais importante da da missa no sábado.

Igreja Católica é sem dúvida a Liturgia Colaboração de Mauricio Mammana


ministros da sagrada comunhão

MINISTROS DA SAGRADA COMUNHÃO

O setor Pinheiros, que compreende as paróquias Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora do Monte Serrate, Nossa Senhora Mãe do Salvador, São Paulo da Cruz, Santa Maria Madalena e São Miguel

Arcanjo e Senhor Bom Jesus dos Passos, participaram do encontro de preparação para renovação dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão. O encontro aconteceu no Calvário e participaram cerca de 120

pessoas. A preparação foi ministrada pelos padres João Junior, Helmo e Leonildo e coordenada pelo pároco Padre Rogério.

A celebração de posse dos novos ministros aconteceu na Igreja de Nossa Senhora do Monte Serrate, no dia 21 de maio, foi presidida pelo nosso bispo Dom Tarcísio e concelebrada pelos padres do setor. Aos novos ministros desejamos êxito em sua missão, que é servir a comunidade por amor a Deus. Mais do que uma honra, é uma entrega motivada pela fé, sustentada pela esperança e alimentada pela caridade.

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maria

MARIA O mês de maio nos lembra particularmente de nossa Mãezinha do Céu. É em Maria que a Trindade se manifesta de maneira inconteste pela primeira vez nas Escrituras: - o Pai: "O Senhor está contigo." (Lc 1,28c) - o Filho: "Conceberás e darás à luz um filho [...] Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo" (Lc 1,31a.32a) - o Espírito Santo: "Como é que vai ser isso, se não conheço varão? [...] O Espírito Santo virá sobre ti..." (Lc 1,34b.35b) As três pessoas da Santíssima Trindade aparecem atuando em conjunto na grandiosa obra destinada a nos resgatar do pecado e nos proporcionar a salvação. A música "Mãe da humanidade", do grupo católico Agnus Dei também retrata, em seu refrão, este acontecimento: “Alegra-te Maria, filha do Criador; alegrate Maria, esposa do Consolador; alegrate Maria, mãe do Redentor” É assim que Deus prefere agir, através de pessoas simples de lugares humildes e rudes, mas é fundamentalmente necessário que haja a resposta adequada ao convite divino e Maria se coloca plenamente nas mãos de Deus, aceitando ser instrumento de sua ação salvífica:

Muitos alegam também que a adoramos, colocando-a no lugar de Deus, quando na verdade o culto devido a ela é de veneração. Honrando Maria, demonstramos a Deus nossa gratidão, pois foi Ele que a fez e a dotou dos dons necessários à grande obra que lhe estava reservada. Sem dúvida, muitos católicos demonstram tal carinho e admiração pela Mãezinha do Céu que levam alguns a considerar que eles a colocam ao lado de Deus. Lembro-me de um documentário televisivo sobre as diversas denominações de Nossa Senhora e a devoção popular, onde no final o narrador dizia que mesmo que o Papa e a Igreja afirmassem o contrário, no imaginário popular a Virgem era uma deusa. Não podemos permitir que essa confusão tire o brilho do nosso amor por ela e da nossa adoração pelo Deus único. Em outra oportunidade, questionado por alguém de outra religião sobre esta “adoração” a Maria, que seria equivalente a idolatria, levando à condenação, respondi-lhe que não consigo acreditar que o Deus pleno de amor e misericórdia a quem sirvo seria capaz de castigar quem, por ingenuidade ou ignorância, exagera no carinho e na devoção àquela que Ele mesmo escolheu para mãe de seu filho.

"... eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. (Lc 1,38bc). Maria se firma como exemplo de fé, como primeiCom o tempo, essa ra cristã e como participante da Igreja primordial estando presente devoção se espalhou e hoje numeem Pentecostes. Muitos irmãos de outras Igrejas contestam essa visão, preocupando-se mais com os “irmãos de Jesus” (Mt 12,46s). É mera perda de tempo esta polêmica estéril que em nada diminuirá a grandeza da jovem de Nazaré.

rosos países e locais do mundo têm a “sua Maria”. Maria que é de Lourdes, das Graças, de Fátima, de Loreto, do

Colaboração de Moacir Cordeiro

Pilar, de Medjugorie, de Guadalupe, da Conceição Aparecida e que é lembrada com tantos e tantos outros nomes. A ela, todo o nosso carinho e todo o nosso amor. Como diz uma música do Padre Antonio Maria: “com mil nomes, ó Mãe, te honramos, mas te amamos num só coração”.

Que ela esteja sempre rogando por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém!


ação evangelizadora

RUMOS PARA A AÇÃO EVANGELIZADORA - DOM TARCÍSIO SCARAMUSSA Assembléia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida no início de maio, aprovou as Diretrizes Gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o período de 2011 a 2015. O novo formato adotado no documento teve ótima recepção, e apresenta-se como referência unitária para a elaboração dos Planos de Pastoral das Igrejas Particulares. O documento focaliza os novos rumos ou metas prioritárias para a ação evangelizadora, traçando um objetivo geral comum e enumerando cinco urgências para uma pastoral decididamente missionária, que responda às exigências das profundas transformações pelas quais o mundo está passando.

é nossa razão de ser, origem de nosso agir, motivo de nosso pensar e sentir". Por isso, "contemplamos Jesus Cristo presente e atuante em meio à realidade, compreendemos a realidade à sua luz e com ela nos relacionamos no firme desejo de que nosso olhar, ser e agir sejam reflexos do seguimento cada vez mais fiel ao Senhor Jesus" (n. 5).

O 10º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo tem vigência até 2012. As novas Diretrizes da CNBB poderão ser inspiradoras para a sua revisão para o período seguinte, especialmente com as novas indicações de operacionalizaAs principais "marcas do nosso tem- ção (Cap. V). Nosso Plano já contempla po" (Cap. II) se manifestam em todos os praticamente os aspectos fundamentais lugares, de forma globalizada. Por isso, das Diretrizes agora aprovadas, partindo "quando a realidade se transforma, de- de Jesus Cristo, interpretando a realidavem igualmente se transformar os cami- de com este olhar pastoral, e colocando nhos pelos quais passa a ação evangeli- nossa Igreja em processo de conversão zadora" (n. 25). É nessa perspectiva que pastoral para se tornar missionária na se espera que todos os planos a serem cidade de São Paulo. As cinco urgênelaboradas nas Igrejas Particulares le- cias também são contempladas, embovem em consideração as cinco urgên- ra não estejam tão enfocadas e explicicias para a ação evangelizadora (Cap. tadas como prioridades no conjunto da III), com as correspondentes perspecti- dinâmica pastoral. De fato, nosso Plano se debruça sobre todos os aspectos da vas de ação (Cap. IV): realidade eclesial, de forma ampla. A Igreja em estado permanente de mudança de formato de plano será uma missão; questão também a ser considerada no Igreja: casa de iniciação à vida cristã; futuro.

O objetivo geral aponta para o essencial: "Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evanIgreja: lugar de animação bíblica da gélica opção preferencial pelos vida e da pastoral; pobres, para que todos tenham Igreja: comunidade de comunidades; vida (Jo 10,10), rumo ao Reino Igreja a serviço da vida plena para definitivo". As urgências foram identificadas através de um discernimento da realidade que levou em conta o "partir de Jesus Cristo" (Cap. I) , pois "toda ação eclesial brota de Jesus Cristo e se volta para Ele e para o Reino do Pai. Jesus Cristo

em linha de fidelidade com o espírito do Concílio Vaticano II, e acolhendo as Conclusões da Conferência de Aparecida.

todos. A conclusão do documento expressa o "compromisso de unidade na missão, ressaltando ainda que as Diretrizes respondem às necessidades do nosso tempo em profundas transformações,

Finalmente, o subtítulo das Diretrizes expressa a grande visão e a mística que orienta toda a ação pastoral da Igreja: "Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida" (Jo 14,6). Dom Tarcísio Scaramussa, SDB Bispo Auxiliar de SP e Vigário Episcopal da Região Sé. (material obtido no site da Região Episcopal Sé: www.regiaose.org.br)

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o alimento da verdade

O ALIMENTO DA VERDADE No Sacramento do altar, o Senhor vem ao encontro do homem, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1,27), fazendo-Se seu companheiro de viagem. Com efeito, neste sacramento, Jesus torna-Se alimento para o homem, faminto de verdade e de liberdade. Uma vez que só a verdade nos pode tornar verdadeiramente livres (Jo 8,36), Cristo faz-Se alimento de Verdade para nós. Com agudo conhecimento da realidade humana, Santo Agostinho pôs em evidência como o homem se move espontaneamente, e não constrangido, quando encontra algo que o atrai e nele suscita desejo.

fato, todo homem traz dentro de si o desejo insuprimível da verdade última e definitiva. Por isso, o Senhor Jesus, “Caminho, verdade e vida” (Jo 14,6), dirige-Se ao coração ofegante do homem que se sente peregrino e sedento, ao coração que suspira pela fonte da vida, ao coração mendigo da Verdade. Com efeito, Jesus Cristo é a Verdade feita Pessoa, que atrai a Si o mundo.

No Sacramento da Eucaristia, Jesus mostra-nos de modo particular a Verdade do amor, que é a própria essência de Deus. Esta é a verdade evangélica que interessa a todo o homem e ao homem todo. Por isso, a Igreja, que encontra na Eucaristia o seu centro vital, esforça-se constantemente por anunciar a todos, em tempo propício e fora dele (opportune, importune: cf. 2Tm 4,2), que Deus é amor (Bento XVI, Discurso aos membros do Conselho Ordinário da Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, 1/06/2006).

“Jesus é a estrela polar da liberdade humana: esta, sem Ele, perde a sua orientação, porque, sem o conhecimento da verdade, a liberdaExatamente porque Cristo Se fez alide desvirtua-se, isola-se e reduz-se a estéril arbítrio. Com Ele, a liberda- mento de Verdade para nós, a Igreja diriPerguntando-se ele, uma vez, sobre de volta a encontrar-se a si mesma” ge-se ao homem convidando-o a acolher

o que poderia em última análise mover o homem no seu íntimo, o santo bispo exclama: “Que pode a alma desejar mais ardentemente do que a verdade?” De

(Bento XVI, Discurso aos participantes na Assembléia Plenária da Congregação para a doutrina da Fé, 10/02/2006).

livremente o dom de Deus. (Parágrafo extraído da introdução da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis de Sua Santidade Bento XVI)

Colaboração de Jussara Maria Silva

ORAção da serenidade: Deus, concedei-me SERENIDADE para ACEITAR as coisas que não posso modificar, CORAGEM para modificar aquelas que posso e SABEDORIA para perceber a diferença.

O “Grupo Calvário de NarAnon” se reúne em nossa igreja todas as segundas feiras às 20h.

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Pinheiros - São Paulo Editor: Padre Rogério de Lima Mendes, CP • Redação: Equipe da Pastoral da Comunicação: Carol Zancoper / Iara Pecoraro / Lydia Bechara / Mauricio Mammana / Moacir Cordeiro / Mônica Munuera / Osmar Pessi / Sérgio José Andreucci / Sidney Oliveira / Silvia Maria Ortolan • Fotos: Sidney Oliveira • Ilustração: Juliana Henrique • Quadrinhos: Roberto Pacheco Junior • Diagramação: Rodrigo Rebellato • Tiragem: 1.000 exemplares • Impressão: W. Teixeira (2601-3668) • Distribuição interna e gratuita.

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