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1"3026*"Revista formativa, informativa e litúrgica da Paróquia Santo Antônio da Lapa Diocese de São José dos Pinhais, PR. - Nº 108, Ano X, Janeiro/2017.

www.santoantoniolapa.com.br

Mensagem do Santo Padre Francisco para a celebração do 50º Dia Mundial da Paz

Catequese: Epifania: manifestação de Deus Formação: Ministros Auxilizares da Comunidade Boletim Informativo Paroquial

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Editorial

Índice

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Catequese Epifania: manifestação de Deus

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Formação Catequética

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Formação

COMO POSSO ENTENDER, SE NINGUÉM ME EXPLICA? - At 8,31 Ministros Auxiliares da Comunidade

Viva a Mãe de Deus e nossa Feliz ano de 2017, tão esperado, tão mariano, tão vocacional... Iniciamos a caminhada de um ano cheio de celebrações da fé do nosso povo e da manifestação do carinho de Deus transmitido pelo sim generoso de Maria Santíssima.

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Mensagem do Santo Padre Francisco para a celebração do 50º Dia Mundial da Paz

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Agenda Pastoral

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Escala das Celebrações

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Catequese

Queridos(as) catequistas do Sulão

Expediente

Boletim Informativo Paroquial Publicação da Paróqua Santo Antônio da Lapa Praça General Carneiro, 84 - Fone 41 3622.1484 Direção: ....................Pe. Celmo Suchek de Lima Jornalista Responsável: ..........Pe. Marcio Adriano Krefer (MTE 78268/SP) Tiragem: ...................3 mil exemplares Diagramação: ........Aramis José Gorniski (41) 9901.1579 Thiago Cardoso (41) 9662.2136 Impressão: ..............Grafinorte

Pe. Celmo Suchek de Lima

(43) 3420-7777

Assim cantamos: a treze de maio na Cova da Iria no céu aparece a Virgem Maria. Há cem anos, em terras portuguesas, Deus manifestou o seu carinho por todo o povo permitindo que no vilarejo de Fátima Nossa Senhora pudesse manifestar a mensagem evangélica da conversão. Um ensinamento tão antigo que recorda que através da contemplação do mistério de Cristo nós podemos transformar a realidade do mundo. E os escolhidos para a mensagem foram três pastorzinhos, três crianças – Jacinta, Francisco e Lúcia – que souberam acolher a ternura do sinal de Deus manifestado na aparição da Virgem Maria. E com dois séculos de antecedência, nas frustradas tentativas de pescaria no Rio Paraíba do Sul, nesta Terra de Santa Cruz, três pescadores – João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia – unidos à oração da comunidade, encontraram, ao puxar das águas as redes de pesca, o corpo e depois a cabeça da enlameada e escurecida imagem de Nossa Senhora da Conceição, a Virgem grávida de Deus. Um milagre! A estes homens havia sido confiada a missão de oferecer bom peixe para dom Pedro de Almeida e Portugal, o Conde de Assumar, que à época também era o Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais. Deste encontro a pesca abundou e a Senhora Aparecida tornou-se sinal de Deus que apareceu na nossa vida. Não importa a forma, seja no ramo da azinheira ou pescada nas águas do Rio Paraíba, a ternura de Deus vem ao encontro das pessoas para ser sinal urgente da conversão e da esperança de um mundo nas quais somos convidados a viver e conviver fraternalmente nesta casa comum. Um ano de possibilidades para a formação do povo de Deus em nossa comunidade paroquial de Santo Antônio: a partir do mês de março serão iniciadas a Escola Diocesana de Teologia e também as Oficinas de Oração e Vida. Formação teológica e formação espiritual, escolas tão importantes para que possamos conhecer, amar e celebrar Jesus Cristo. E em comunhão com toda a Diocese de São José dos Pinhais estaremos colaborando com a construção do novo edifício para o seminário diocesano. Recordo: aquela contribuição que cada família oferece mensalmente depositando no cofrinho da capelinha de Nossa Senhora, ajudará a arrecadarmos o montante necessário para o novo edifício do Seminário Maria Mãe da Igreja. Deus abençoe a tua vida, da tua família e o trabalho de cada um de nossos paroquianos. E que pelo nosso testemunho possamos anunciar que em Jesus temos a vida, nos movemos e existimos (At 17,28).

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Catequese

Pe. Marcio Adriano Krefer

Epifania: manifestação de Deus A palavra “Epifania” significa “manifestação”. Deus vem ao nosso encontro, de uma maneira única, em Jesus. Ele se manifesta a Maria e a José, membros escolhidos do povo de Israel. Se manifesta aos três Reis Magos, pagãos e que não pertenciam ao povo de Deus. A solenidade da Epifania do Senhor revela que Deus se manifesta em Jesus para todos: ao povo escolhido e aos pagãos. É a universalidade da manifestação de Deus. Sobretudo, a Epifania quer destacar a manifestação de Deus aos três Reis Magos que vindos do Oriente e guiados pela estrela, chegam até a gruta de Belém. A estrela que os guia é a sua própria sabedoria. Eram magos conhecedores dos astros do céu. A palavra “mago” era empregado para o “sábio”, aqueles que estudavam astrologia. Segundo a tradição, os três magos eram chamados de Melquior, Gaspar e Baltasar. Não chegam de mãos vazias. Trazem consigo o ouro, o incenso e a mirra. O ouro é o reconhecimento da realeza. O incenso é o reconhecimento da divindade. A mirra é o reconhecimento da humanidade e símbolo do sofrimento. Segundo

São João Crisóstomo (+407), mártir e doutor da Igreja, os três Reis magos foram mais tarde batizados pelo Apóstolo São Tomé e trabalharam incansavelmente pela expansão da fé. Para São Beda (673-735), grande doutor da Igreja, os três magos representavam as três raças humanas existentes, os reis e povos de todo o mundo. O Catecismo da Igreja diz: “A epifania é a manifestação de Jesus como Messias Israel, Filho de Deus e Salvador do mundo (...) Nesses “magos”, representantes das religiões pagãs circunvizinhas, o Evangelho vê as primícias das nações que acolhem a Boa Nova da salvação pela Encarnação. A vinda dos magos a Jerusalém para “adorar ao Rei dos Judeus” mostra que eles procuram em Israel, à luz messiânica da estrela de Davi, aquele que será o Rei das nações. Sua vinda significa que os pagãos só podem descobrir Jesus e adorá-lo como Filho de Deus e Salvador do mundo voltando-se para os judeus e recebendo deles sua promessa messiânica, tal como está contida no Antigo Testamento. A Epifania manifesta que “a plenitude dos pagãos entra na família dos

patriarcas” e adquire a “dignidade israelítica”. (n. 528) Pelo fato de serem pagãos, não impede aqueles reis magos de reconhecerem no menino Jesus envolto em faixas, o Rei esperado por todos. Eles ajoelham-se e adoram o “Verbo Encarnado”, o Deus que se fez homem para nos redimir de toda falta e culpa. Aqueles pagãos reconhecem na simplicidade do menino Jesus, a grandiosidade de um Deus que vem para a salvação de toda a humanidade. Deste modo, a Epifania nos mostra que o único lugar onde podemos encontrar Deus nesta terra é na humanidade de Jesus. Os magos reconheceram o Menino Jesus como rei e vitima a ser imolado pelos pecados da humanidade. Somos chamados, a exemplo dos Reis Magos, reconhecer na humildade do Menino Jesus, a grandiosidade do Deus que salva. A salvação oferecida por Deus é para toda a humanidade. Sejamos testemunhas de que “o Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós”.

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Formação Catequética

COMO POSSO ENTENDER, SE NINGUÉM ME EXPLICA? - At 8,31 Equipe de formadores de catequistas A cena deste encontro bíblico nos recorda o ministério do catequista: as pessoas buscam algo ou alguém que deem sentido às suas vidas. E então surge o catequista discípulo missionário que, obedecendo ao Espírito, aproveita o momento e o lugar oportunos para fazer o grande anúncio. Catequista é catequista em todo o tempo e em todo lugar. Deveria ser assim não é mesmo? Ser catequista é uma missão importante, mas também um grande desafio, principalmente nos dias de hoje, em que a tecnologia assumiu papel fundamental na vida de nossas famílias, crianças, adolescentes e jovens. Mas ser catequista é também uma grande alegria, afinal é ser responsável pela Iniciação a Vida Cristã. Que responsabilidade! Hoje para assumir a catequese é preciso preparação, não basta só ter vontade de ser catequista, precisa de orientação, estudo, principalmente fé, afinal um catequista fala em nome da Igreja, deve promover o encontro das pessoas com Jesus, como Felipe fez no seu encontro com o eunuco (cf. At 8). Mas antes de partir para uma formação para ser membro atuante do Ministério da catequese é necessário ter consciência da missão de ser catequista e da grande responsabilidade que esse trabalho requer. Na Paróquia Santo Antônio da Lapa é grande o número de catequistas, mas precisamos de muitos outros. E isso ocorre em toda a Igreja. Pensando nisso a nossa Diocese está realizando o Projeto Anunciar que nada mais é que a formação de um grupo de catequistas de cada Paróquia, para que venham a ser os formadores na Catequese em suas Paróquias e Comunidades. Este Projeto iniciou-se em 2015, mas nossa Paróquia

passou a frequentar a partir de 2016 com um grupo de 9 catequistas, divididos em 4 eixos de Formação – o Bíblico, o Teológico, o Litúrgico, e o Metodológico - com três encontros a cada ano onde tem como objetivo a formação necessária para preparar e atualizar os catequistas na Paróquia. Esta formação terá continuidade em 2017 e 2018. Estão participando do processo diocesano de formação pela Paróquia Santo Antônio da Lapa: Aparecida, Jackson, Karen, Lucila, Marli, Mylena, Neusa, Rosangela e Vera. Nesse processo de transmitir os conhecimentos, iniciamos já no plano paroquial o projeto com uma breve formação à catequistas iniciantes e catequistas já atuantes que ainda não tinham participado de alguma formação, realizado em duas etapas: 24 de julho e 30 de outubro passado. Na 1ª etapa tivemos uma participação de 42 catequistas e na 2ª etapa 26 catequistas, onde buscamos em primeiro lugar integrar e ativar uma comunicação com nossos companheiros de missão.

Na 1ª etapa conversamos sobre: Missão e Vocação do Catequista, e qual o papel da Catequese na missão Evangelizadora da Igreja, a Sagrada Escritura, a Catequese Hoje (Iniciação à Vida Cristã) e os diversos documentos da Igreja, em metodologia vimos o processo conhecendo nosso catequizando. Na 2ª etapa, os temas foram Ministério da Catequese, Leitura Orante, Liturgia e Catequese e Metodologia do encontro de catequese. Além dos temas mencionados, tivemos muita música, animação, brincadeiras, dinâmicas. Para o próximo ano já estamos indo ao encontro por mais pessoas que desejam fazer a formação para iniciantes, e também já temos projetos para a formação permanente dos Catequistas, o que contamos com o apoio da Equipe Paroquial e de nossos Padres. Para encerrar deixamos nossa mensagem “Feliz é aquele que transmite o que sabe e aprende com o que ensina”.

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Formação

Padre Celmo Suchek de Lima

Ministros Auxiliares da Comunidade Ao exemplo do Senhor Jesus que durante o lava-pés (Jo 13,15) nos diz: dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais, apresentados pelos CMPC – conselhos missionários pastorais das comunidades da Paróquia de Santo Antônio da Lapa, depois de um intenso ano de formação realizado pela equipe de ministérios do setor pastoral 1 da Diocese de São José dos Pinhais, na noite do sábado, 03 de dezembro, na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, em Araucária, Dom Francisco Carlos Bach, bispo diocesano de São José dos Pinhais, abençoou e enviou os novos ministros auxiliares das comunidades – MAC. São mais de cento e trinta novos

MAC para as nove paróquias do setor pastoral 1, e entre estes, quatorze novos ministros para as comunidades da nossa paróquia, a saber: Alexsandra Wendler Hobmeir, Ana Maria Lech Hukan, Bruno de Oliveira, Daysy A. R. da Silva, Edival Leineker, Elmari de Fátima dos Santos Soares, Eloi Leineker, Ivacir Benedito Soares, Ivone de Fátima Correa Bill, João Thimotheo Neves de Albuquerque, Lilian Ramos Marques, Luciane Santos Lima, Maria Deda Ivaciuk e Soeli Skrzypietz. Os mesmos também foram apresentados oficialmente pelo pároco, Padre Celmo Suchek de Lima, à comunidade paroquial no dia vinte e seis de dezembro, durante a missa no Santuário de São Benedito.

Agradeço de coração à coordenação paroquial, de modo especial à MAC Daysi do Rocio Mendes, que não mediu esforços no acompanhamento destes novos MAC, na formação permanente dos MAC em exercício e no bom andamento de todas as atividades relacionadas ao ministério. Aproveitamos para lembrar a todos os MAC da Paróquia de Santo Antônio do retiro anual que acontecerá nas dependências do Santuário de São Benedito no domingo, 19 de março, iniciando com a missa das 09h. Deus os abençoe para que possam testemunhar o amor que o Senhor tem para conosco através da disponibilidade ao serviço da Palavra, da Esperança e da Eucaristia.

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Mensagem

Parte 1/5

Papa Francisco

Mensagem do Santo Padre Francisco para a celebração do 50º Dia Mundial da Paz 1° de janeiro de 2017 A não violência: estilo de uma política para a paz 1. No início deste novo ano, formulo sinceros votos de paz aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, bem como aos responsáveis das Comunidades Religiosas e das várias expressões da sociedade civil. Almejo paz a todo o homem, mulher, menino e menina, e rezo para que a imagem e semelhança de Deus em cada pessoa nos permitam reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados com uma dignidade imensa. Sobretudo nas situações de conflito, respeitemos esta «dignidade mais profunda» e façamos da não violência ativa o nosso estilo de vida. Esta é a Mensagem para o 50º Dia Mundial da Paz. Na primeira, o Beato Papa Paulo VI dirigiu-se a todos os povos – e não só aos católicos – com palavras inequívocas: «Finalmente resulta, de forma claríssima, que a paz é a única e verdadeira linha do progresso humano (não as tensões

de nacionalismos ambiciosos, nem as conquistas violentas, nem as repressões geradoras duma falsa ordem civil)». Advertia contra o «perigo de crer que as controvérsias internacionais não se possam resolver pelas vias da razão, isto é, das negociações baseadas no direito, na justiça, na equidade, mas apenas pelas vias dissuasivas e devastadoras». Ao contrário, citando a Pacem in terris do seu antecessor São João XXIII, exaltava «o sentido e o amor da paz baseada na verdade, na justiça, na liberdade, no amor». É impressionante a atualidade destas palavras, não menos importantes e prementes hoje do que há cinquenta anos. Nesta ocasião, desejo deter-me na não violência como estilo duma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança,

as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não violentos de construção da paz. Desde o nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas.

Um mundo dilacerado 2. Enquanto o século passado foi arrasado por duas guerras mundiais devastadoras, conheceu a ameaça da guerra nuclear e um grande número de outros conflitos, hoje, infelizmente, encontramo-nos a braços com uma terrível guerra mundial aos pedaços. Não é fácil saber se o mundo de hoje seja mais ou menos violento que o de ontem, nem se os meios modernos de comunicação e a mobilidade que caracteriza a nossa época nos tornem mais conscientes da violência ou mais rendidos a ela. continua na página 13

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Mensagem

Parte 2/5

Papa Francisco

Mensagem do Santo Padre Francisco para a celebração do 50º Dia Mundial da Paz 1° de janeiro de 2017 continuação da página 11 Seja como for, esta violência que se exerce «aos pedaços», de maneiras diferentes e a variados níveis, provoca enormes sofrimentos de que estamos bem cientes: guerras em diferentes países e continentes; terrorismo, criminalidade e ataques armados imprevisíveis; os abusos sofridos pelos migrantes e as vítimas de tráfico humano; a devastação ambiental. E para quê? Porventura a violência permite alcançar objetivos de valor duradouro? Tudo aquilo que obtém não é, antes, desencadear represálias e espirais de conflitos letais que beneficiam apenas a poucos «senhores da guerra»? A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder à violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos, porque grandes quantidades de recursos são destinadas a fins militares e subtraídas às exigências do dia-a-dia dos jovens, das famí-

lias em dificuldade, dos idosos, dos doentes, da grande maioria dos habitantes da terra. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual de muitos, se não mesmo de todos.

A Boa Nova 3. O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: «Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos» (Marcos 7, 21). Mas, perante esta realidade, a resposta que oferece a mensagem de Cristo é radicalmente positiva: Ele pregou incansavelmente o amor incondicional de Deus, que acolhe e perdoa, e ensinou os seus discípulos a amar os inimigos (cf. Mateus 5, 44) e a oferecer a outra face (cf. Mateus 5, 39). Quando impediu, aqueles que acusavam a adúltera, de a lapidar (cf. João 8, 1-11) e na noite antes de morrer,

quando disse a Pedro para repor a espada na bainha (cf. Mateus 26, 52), Jesus traçou o caminho da não violência que Ele percorreu até ao fim, até à cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Efésios 2, 14-16). Por isso, quem acolhe a Boa Nova de Jesus, sabe reconhecer a violência que carrega dentro de si e deixa-se curar pela misericórdia de Deus, tornando-se assim, por sua vez, instrumento de reconciliação, como exortava São Francisco de Assis: «A paz que anunciais com os lábios, conservai-a ainda mais abundante nos vossos corações». Hoje, ser verdadeiro discípulo de Jesus significa aderir também à sua proposta de não violência. Esta, como afirmou o meu predecessor Bento XVI, «é realista pois considera que no mundo existe demasiada violência, demasiada injustiça e, portanto, não se pode superar esta situação, exceto se lhe contrapuser algo mais de amor, algo mais de bondade. Este “algo mais” vem de Deus». E acrescentava sem hesitação: «a não violência para os cristãos não é um mero comportamento tático, mas um modo de ser da pessoa, uma atitude de quem está tão convicto do amor de Deus e do seu poder que não tem medo de enfrentar o mal somente com as armas do amor e da verdade. O amor ao inimigo constitui o núcleo da “revolução cristã”». A página evangélica – amai os vossos inimigos (cf. Lucas 6, 27) – é, justamente, considerada «a magna carta da não violência cristã»: esta não consiste «em render-se ao mal (...), mas em responder ao mal com o bem (cf. Romanos 12, 17-21), quebrando dessa forma a corrente da injustiça». continua na página 15

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Mensagem

Parte 3/5

Papa Francisco

Mensagem do Santo Padre Francisco para a celebração do 50º Dia Mundial da Paz 1° de janeiro de 2017 continuação da página 13

Mais poderosa que a violência 4. Por vezes, entende-se a não violência como rendição, negligência e passividade, mas, na realidade, não é isso. Quando a Madre Teresa recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1979, declarou claramente qual era a sua ideia de não violência ativa: «Na nossa família, não temos necessidade de bombas e de armas, não precisamos de destruir para edificar a paz, mas apenas de estar juntos, de nos amarmos uns aos outros (...). E poderemos superar todo o mal que há no mundo». Com efeito, a força das armas é enganadora. «Enquanto os traficantes de armas fazem o seu trabalho, há pobres pacificadores

que, só para ajudar uma pessoa, outra e outra, dão a vida»; para estes obreiros da paz, a Madre Teresa é «um símbolo, um ícone dos nossos tempos». No passado mês de setembro, tive a grande alegria de a proclamar Santa. Elogiei a sua disponibilidade para com todos «através do acolhimento e da defesa da vida humana, a dos nascituros e a dos abandonados e descartados. (...) Inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera; fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes – diante dos crimes! – da pobreza criada por eles mesmos». Como resposta, a sua missão – e nisto representa milhares, antes, milhões de pessoas – é ir ao encontro das vítimas com generosidade e dedicação, tocando e vendando cada corpo ferido, curando cada vida dilacerada.

A não violência, praticada com decisão e coerência, produziu resultados impressionantes. Os sucessos alcançados por Mahatma Gandhi e Khan Abdul Ghaffar Khan, na libertação da Índia, e por Martin Luther King Jr contra a discriminação racial nunca serão esquecidos. As mulheres, em particular, são muitas vezes líderes de não violência, como, por exemplo, Leymah Gbowee e milhares de mulheres liberianas, que organizaram encontros de oração e protesto não violento (pray-ins), obtendo negociações de alto nível para a conclusão da segunda guerra civil na Libéria. E não podemos esquecer também aquela década epocal que terminou com a queda dos regimes comunistas na Europa. As comunidades cristãs deram a sua contribuição através da oração insistente e a ação corajosa. Especial influência exerceu São João Paulo II, com o seu ministério e magistério. Refletindo sobre os acontecimentos de 1989, na Encíclica Centesimus annus (1991), o meu predecessor fazia ressaltar como uma mudança epocal na vida dos povos, nações e Estados se realizara «através de uma luta pacífica que lançou mão apenas das armas da verdade e da justiça». Este percurso de transição política para a paz foi possível, em parte, «pelo empenho não violento de homens que sempre se recusaram a ceder ao poder da força e, ao mesmo tempo, souberam encontrar aqui e ali formas eficazes para dar testemunho da verdade». E concluía: «Que os seres humanos aprendam a lutar pela justiça sem violência, renunciando tanto à luta de classes nas controvérsias internas, como à guerra nas internacionais». continua na página 16

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Mensagem

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Parte 4/5

Mensagem do Santo Padre Francisco para a celebração do 50º Dia Mundial da Paz 1° de janeiro de 2017 continuação da página 15 A Igreja comprometeu-se na implementação de estratégias não violentas para promover a paz em muitos países solicitando, inclusive aos intervenientes mais violentos, esforços para construir uma paz justa e duradoura. Este compromisso a favor das vítimas da injustiça e da violência não é um património exclusivo da Igreja Católica, mas pertence a muitas tradições religiosas, para quem «a compaixão e a não violência são essenciais e indicam o caminho da vida». Reitero-o aqui sem hesitação: «nenhuma religião é terrorista». A violência é uma profanação do nome de Deus. Nunca nos cansemos de repetir: «jamais o nome de Deus pode justificar a violência. Só a paz é santa. Só a paz é santa, não a guerra».

A raiz doméstica de uma política não violenta 5. Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não violência dentro da família. É uma componente daquela alegria do amor que apresentei na Exortação Apostólica Amoris laetitia, em março passado, concluindo dois anos de reflexão por parte da Igreja sobre o matrimónio e a família. Esta constitui o cadinho indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão. A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo

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mundo, irradiando para toda a sociedade. Aliás, uma ética de fraternidade e coexistência pacífica entre as pessoas e entre os povos não se pode basear na lógica do medo, da violência e do fechamento, mas na responsabilidade, no respeito e no diálogo sincero. Neste sentido, lanço um apelo a favor do desarmamento, bem como da proibição e abolição das armas nucleares: a dissuasão nuclear e a ameaça duma segura destruição recíproca não podem fundamentar este tipo de ética. Com igual urgência, suplico que cessem a violência doméstica e os abusos sobre mulheres e crianças. O Jubileu da Misericórdia, que terminou em novembro passado, foi um convite a olhar para as profundezas do nosso coração e a deixar entrar nele a misericórdia de Deus. O ano jubilar fez-nos tomar consciência de como são numerosos e variados os indivíduos e os grupos sociais que são tratados com indiferença, que são vítimas de injustiça e sofrem violência. Fazem parte da nossa «família», são nossos irmãos e irmãs. Por isso, as políticas de não violência devem começar dentro das paredes de casa para, depois, se difundir por toda a família humana. «O exemplo de Santa Teresa de Lisieux convida-nos a pôr em prática o pequeno caminho do amor, a não perder a oportunidade duma palavra gentil, dum sorriso, de qualquer pequeno gesto que semeie paz e amizade. Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo».

O meu convite 6. A construção da paz por meio da não violência ativa é um elemento

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necessário e coerente com os esforços contínuos da Igreja para limitar o uso da força através das normas morais, mediante a sua participação nos trabalhos das instituições internacionais e graças à competente contribuição de muitos cristãos para a elaboração da legislação a todos os níveis. O próprio Jesus nos oferece um «manual» desta estratégia de construção da paz no chamado Sermão da Montanha. As oito Bem-aventuranças (cf. Mateus 5, 3-10) traçam o perfil da pessoa que podemos definir feliz, boa e autêntica. Felizes os mansos – diz Jesus –, os misericordiosos, os pacificadores, os puros de coração, os que têm fome e sede de justiça. Este é um programa e um desafio também para os líderes políticos e religiosos, para os responsáveis das instituições internacionais e os dirigentes das empresas e dos meios de comunicação social de todo o mundo: aplicar as Bem-aventuranças na forma como exercem as suas responsabilidades. É um desafio a construir a sociedade, a comunidade ou a empresa de que são responsáveis com o estilo dos obreiros da paz; a dar provas de misericórdia, recusando-se a descartar as pessoas, danificar o meio ambiente e querer vencer a todo o custo. Isto requer a disponibilidade para «suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo». Agir desta forma significa escolher a solidariedade como estilo para fazer a história e construir a amizade social. A não violência ativa é uma forma de mostrar que a unidade é, verdadeiramente, mais forte e fecunda do que o conflito. No mundo, tudo está intimamente ligado. continua na página seguinte


Mensagem

Parte 5/5

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Mensagem do Santo Padre Francisco para a celebração do 50º Dia Mundial da Paz 1° de janeiro de 2017 continuação da página 16 Claro, é possível que as diferenças gerem atritos: enfrentemo-los de forma construtiva e não violenta, de modo que «as tensões e os opostos [possam] alcançar uma unidade multifacetada que gera nova vida», conservando «as preciosas potencialidades das polaridades em contraste». Asseguro que a Igreja Católica acompanhará toda a tentativa de construir a paz inclusive através da não violência ativa e criativa. No dia 1 de janeiro de 2017, nasce o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, que ajudará a Igreja a promover, de modo cada vez mais eficaz, «os bens incomensuráveis da justiça, da paz

e da salvaguarda da criação» e da solicitude pelos migrantes, «os necessitados, os doentes e os excluídos, os marginalizados e as vítimas dos conflitos armados e das catástrofes naturais, os reclusos, os desempregados e as vítimas de toda e qualquer forma de escravidão e de tortura». Toda a ação nesta linha, ainda que modesta, contribui para construir um mundo livre da violência, o primeiro passo para a justiça e a paz.

Em conclusão 7. Como é tradição, assino esta Mensagem no dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Nossa Senhora é a Rainha da Paz. No nascimento do seu Filho,

os anjos glorificavam a Deus e almejavam paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade (cf. Lucas 2, 14). Peçamos à Virgem Maria que nos sirva de guia. «Todos desejamos a paz; muitas pessoas a constroem todos os dias com pequenos gestos; muitos sofrem e suportam pacientemente a dificuldade de tantas tentativas para a construir». No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornarnos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos a violência, e a construir comunidades não violentas, que cuidem da casa comum. «Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz». Vaticano, 8 de dezembro de 2016. Francisco

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Agenda Pastoral ENCONTRO COM OS MEMBROS DA LEGIÃO DE MARIA PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO DA LAPA Data: Terça-feira, 17 de janeiro. Início: às 17h e conclusão com a missa das 19h. Local: Sede paroquial.

ENCONTRO DE FORMAÇÃO SOBRE O TRÍDUO PASCAL com o Diácono Márcio Pelinski Convidados a participar: MAC, membros das equipes de liturgia e músicos de toda a Paróquia de Santo Antônio da Lapa, de Santos Reis e de Imaculada Conceição de Mariental. Data: Sábado, 21 de janeiro Início: às 08h e conclusão às 12h. Local: Casa comunitária.

Reunião com a equipe da PASTORAL VOCACIONAL de toda a Paróquia Data: Sábado, 04 de fevereiro. Início: às 09h e conclusão às 11h. Local: Casa comunitária. Quem é convidado a participar: os representantes da Pastoral Vocacional de todas as comunidades da Paróquia de Santo Antônio.

Tarde de formação com os Ministros da Esperança Cristã Data: Sábado, 04 de fevereiro. Início: às 14h e conclusão às 16h. Local: Casa comunitária. Quem é convidado a participar: todos os MAC da Paróquia de Santo Antônio da Lapa.

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Paróquia Santo Antonio

Escala das Celebrações Janeiro de 2017 01/01 – Domingo

08/01 – Domingo

09h Missa no Santuário. 10h Missa em N. SRA. FÁTIMA, Estação. 10h30 Missa na Matriz. 10h30 Missa em N. SRA. LUZ, Capão Bonito. 19h Missa no Santuário. Não haverá batizados neste domingo.

10h30 19h 19h

19h

Celebração da Palavra na Matriz.

11/01 – Quarta Novena de N. Sra. do Perpétuo Socorro e celebração, na Matriz: 06h, 07h30, 09h, 10h30, 12h, 13h15, 14h30, 16h, 17h30, 19h, 20h30, 22h.

Novena de N. Sra. do Perpétuo Socorro e celebração, na Matriz: 06h, 07h30, 09h, 10h30, 12h, 13h15, 14h30, 16h, 17h30, 19h, 20h30, 22h.

Celebramos hoje a NOVENA DA PARTILHA. Ajude-nos a ajudar quem precisa de alimento e material de higiene e limpeza.

05/01 – Quinta Missa na Matriz.

12/01 – Quinta

06/01 – Sexta 14h30 14h30 19h

Celebração da Palavra no Hospital. Missa no Santuário. Missa e CMPC em IMACULADA CONCEIÇÃO, Faxinal dos Correas.

07/01 – Sábado 16h 16h 18h 19h 19h30 20h

Missa em MENINO JESUS, Espigão Branco. Missa na Matriz. Missa em N. SRA. PERPÉTUO SOCORRO, Vista Alegre. Celebração da Palavra na Matriz. Missa em SÃO JOÃO BATISTA, Faxinal dos Dias. Missa com a participação da folia de reis em SÃO JOÃO BATISTA, Johannesdorf.

08/01 – Domingo 09h 09h 09h 09h00 10h30

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Missa na Matriz. Missa e CMPC em MENINO JESUS, Vila José Lacerda.

Missa na Matriz.

04/01 – Quarta

19h

Celebração da Palavra na Matriz.

10/01 – Terça 19h 19h30

03/01 – Terça 19h

09/01 – Segunda 19h

02/01 – Segunda

Missa na Matriz. Missa em N. SRA. MILAGRES. Missa com a participação da folia de reis, no Santuário.

Batizados na Matriz. Missa em N. SRA. APARECIDA, Cohapar. Missa no Santuário. Missa em N. SRA. APARECIDA, Capão Alto. Missa e festa em N. SRA. APARECIDA, Faxinal dos Pretos.

Janeiro / 2017

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Boletim Informativo Paroquial

19h 20h

Celebração da Palavra na Matriz. Missa em SANTA LUZIA E SANTA HELENA, Lavrinha.

13/01 – Sexta 14h30 14h30 19h30 20h

Missa no Santuário. Missa no Hospital. Missa e CMPC em SÃO MIGUEL ARCANJO, Passa Dois. Missa em N. SRA. APARECIDA, Faxinal dos Pintos.

14/01 – Sábado 16h 16h 16h 18h 18h 19h30 19h 20h

Missa na Matriz. Missa em N. SRA. CARMO, Faxinal dos Castilhos. Celebração da Palavra nos Vicentinos. Missa em SENHOR BOM JESUS, Colônia Municipal. Missa em N. SRA. PERPÉTUO SOCORRO, São Bento 2. Missa em DIVINO ESPÍRITO SANTO, Pedrinhas. Celebração da Palavra na Matriz. Missa em N.SRA. GRAÇAS, Marafigo.


Paróquia Santo Antonio 15/01 – Domingo

22/01 – Domingo

09h 09h 09h 10h30 10h30

09h 10h30 10h30 10h30

10h30 13h 19h

Batizados na Matriz. Missa no Santuário. Missa em N. SRA. DORES, Campina das Dores. Missa na Matriz. Missa e festa em SENHOR BOM JESUS, Fazenda dos Forjos. Celebração da Palavra e festa em SÃO BENEDITO, I Faxinal. Celebração da Palavra e festa em SÃO MIGUEL ARCANJO, Passa Dois. Missa no Santuário.

19h

Missa em N. SRA. APARECIDA, Km 202. Missa na Matriz. Missa e festa em SÃO SEBASTIÃO, Espigãozinho. Celebração da Palavra em IMACULADA CONCEIÇÃO, Fazenda Lagoa Dourada. Missa no Santuário.

23/01 – Segunda 19h

Missa na Matriz.

24/01 – Terça 16/01 – Segunda 19h

Celebração da Palavra na Matriz.

17/01 – Terça 19h

19h 19h

25/01 – Quarta Novena de N. Sra. do Perpétuo Socorro e celebração, na Matriz: 06h, 07h30, 09h, 10h30, 12h, 13h15, 14h30, 16h, 17h30, 19h, 20h30, 22h.

Missa na Matriz.

18/01 – Quarta Novena de N. Sra. do Perpétuo Socorro e celebração, na Matriz: 06h, 07h30, 09h, 10h30, 12h, 13h15, 14h30, 16h, 17h30, 19h, 20h30, 22h.

19/01 – Quinta 17h30 19h 19h30

Missa em N. SRA. FÁTIMA, Lavrinha. Celebração da Palavra na Matriz. Missa e CMPC em SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, São Bento 1.

20/01 – Sexta 14h30 14h30 19h

Missa no Santuário. Celebração da Palavra no Hospital. Missa em SÃO SEBASTIÃO, Vila Esperança.

21/01 – Sábado 16h 16h 17h30 19h 19h 19h

Missa na Matriz. Missa em SÃO JOÃO PAULO II. Missa em SÃO JOÃO BATISTA, Floresta São João. Missa em N. SRA. CONCEIÇÃO e CARIDADE, Pedra Alta. Celebração da Palavra e casamento em N. SRA. GRAÇAS, Pinheiros. Celebração da Palavra na Matriz.

22/01 – Domingo 09h 09h 09h

Batizados na Matriz. Missa no Santuário. Celebração da Palavra em SÃO FRANCISCO DE ASSIS, Pedra Lisa.

Missa e CMPC em N. SRA. APARECIDA, Paiquerê. Celebração da Palavra na Matriz.

26/01 – Quinta 10h 19h 19h

Missa na cadeia fechada. Missa em SANTA TEREZINHA, Vila do Príncipe. Celebração da Palavra na Matriz.

27/01 – Sexta 08h30 14h30 14h30

Missa no lar das idosas. Missa no Santuário. Missa no Hospital.

28/01 – Sábado 16h 17h 19h

Missa na Matriz. Missa em SÃO BENEDITO, I Faxinal. Celebração da Palavra na Matriz.

29/01 – Domingo 09h 09h 09h 10h30 10h30 19h

Batizados na Matriz. Missa no Santuário. Missa em Vila SÃO JOSÉ. Missa na Matriz. Missa e festa em SÃO SEBASTIÃO, Santo Amaro. Missa no Santuário.

30/01 – Segunda 19h

Celebração da Palavra na Matriz.

31/01 – Terça 19h

Missa na Matriz.

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Catequese

Carta 8

Queridos(as) catequistas do Sulão Regionais Sul 1, Sul 2, Sul 3, Sul 4 e O1 da CNBB Queremos saudar com muito carinho a todos e todas que nos acompanham neste processo de crescimento da fé e entendimento de uma formação pautada nos caminhos da Iniciação à Vida Cristã. Você está recebendo a 8ª carta em preparação ao IX Sulão bíblico catequético. A partir dela, queremos despertar para mais uma atitude comunicadora de Jesus: Celebrar. A imagem motivadora desta carta é expressa pela lamparina, quer nos recordar a atitude de gratidão de um coração orante que celebra o dom da vida e da fé.

Imagem motivadora

LAMPARINA

Atitude comunicadora de Jesus CELEBRAR

“Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão” ( Lc 24, 35) O pano de fundo desta nossa carta será o texto dos discípulos de Emaús, texto tão caro a nós catequistas! A palavra Celebrar proclama uma certeza: “aquilo que não é celebrado não pode ser aprendido em sua profundidade e em seu significado para a vida” (DNC 116). No caminho de Emaús os dois discípulos imersos em sua tristeza e decepção não reconheceram o Senhor que se aproximava e começava a caminhar com eles (Lc 24, 16), esqueceram as palavras do Mestre, faltava-lhes a experiência do contato, do significado. E serão os gestos de Jesus, carregado de significado que ajudarão os olhos se abrirem e reconhecerem o Mestre (Lc 24, 31). Isso nos ajuda a perceber que a “celebração e a festa contribuem para uma catequese mais prazerosa, motivadora e eficaz que nos acompanha ao longo da vida” (DNC 118). Celebrar é também introduzir o “catequizando na compreensão dos sinais, símbolos e ritos presentes nas celebrações cristãs [...] A dimensão mistagógica permite dar sentido pleno ao mistério que se revela no encontro sacramental com Jesus” (AIDM 71). Celebrar é encontrar-se! O encontro celebrativo envolve a todos em um clima de proximidade e fraternidade. A celebração abre também para a contemplação amorosa de toda a obra da criação como manifestação do amor de Deus pelos seres humanos, por isso a catequese é desafiada a tocar o coração de catequistas, catequizandos, comunidade de fé, despertando-os para a “descoberta, admiração, acompanhamento e celebração de Jesus presente na Eucaristia” (AIDM 69). A iniciação à vida cristã no Tempo da Purificação e Iluminação nos desafia a resgatar a beleza dimensão mistagógica da catequese no chamado ao acolhimento do mistério de Cristo e na missão de exalar o perfume de quem foi conquistado por um amor maior e por isso deseja que todos O conheçam e com Ele se relacione. Os discípulos de Emaús quando reconhecem o Mestre partem na mesma hora para anunciar a jubilosa certeza de que o Senhor não está morto (Lc 24, 33). Celebrar é ainda, semear ao longo do caminho os sinais de ressureição em uma superação constante de tudo aquilo que dificulta o agir dos cristãos no caminho diário da vivência da fé. Jesus caminhou com os discípulos, explicou-lhes as Escrituras, celebrou com eles, conduzi-os ao encontro na oração, na celebração e na vida diária. Não seria exagero dizer que Jesus fez do cotidiano também espaço para a celebração, para a alegria, não é à toa que o ambiente escolhido para sua

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“despedida” foi a ceia. Momento de festa e de encontro, as narrativas do Evangelho nos apresentam um clima de fraternidade onde Jesus fala aos seus como amigos. O Evangelista João nos apresenta a última ceia num contexto de doação e serviço, emoldurando a cena em uma dimensão de amor: “tendo amados os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1). Celebrar é experienciar o amor unificador e curativo de Jesus! É um convite a uma experiência de comunhão que nos purifica e ilumina, que cura e gera unidade dia a dia. Chama-nos atenção o fato de João inserir no contexto da última ceia o discurso de Jesus sobre o mandamento do amor (Jo 15). Celebrar com Jesus é ser ensinado por Ele, e ser ensinado por Ele nos transforma em seus amigos “já não vos chamo de servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo de amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai” (Jo 15, 15). Conhecer a Jesus e com Ele celebrar! Eis o desafio da catequese litúrgica: levar “a uma maior experiência do mistério cristão. Ela explica o conteúdo das orações, o sentido dos gestos e dos sinais, educa à participação ativa, à contemplação e ao silêncio” (DNC 121). Ou seja, ela auxilia para que crianças, jovens e adultos conheçam a Jesus e tornem-se seus amigos. O papa Francisco respondendo a pergunta de uma menina brasileira, de 10 anos, sobre a necessidade de frequentar a catequese disse: você vai à “catequese para conhecer melhor a Jesus [...] o catecismo nos ajuda a conhecer melhor nosso amigo Jesus e sua grande família que é a Igreja” (Querido Papa Francisco, p.39). Celebrar é criar espaços de encontro, de proximidade! Lembremos ainda as palavras do papa Francisco: “ o encontro de catequético é um anúncio da Palavra e está centrado nela, mas precisa sempre de uma ambientação adequada e de uma motivação atraente, do uso de símbolos eloquentes, da sua inserção num amplo processo de crescimento e da integração de todas as dimensões da pessoa num caminho comunitário de pergunta e resposta” (EG 166). Querido/a catequista, que a cada encontro com Jesus na celebração renove em nós a certeza de que Ele vive e nos faça anunciadores jubilosos, arautos de propostas altas e belas (EG 168). Que possamos dizer com nossa vida que “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DAp 29). A comunicação precisa se transfigurar em serviço e solidariedade. Que esta carta sirva de força e coragem na missão de catequizar. Queridos (as) catequistas, irmãos e irmãs na fé: “alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, tendes um mesmo sentir e pensar, vivei em paz e o Deus do amor e da paz estará convosco” (2Cor 13, 11). Um grande abraço! Lumen Equipe de Coordenação do Sulão Provocações para reflexão: 1 – O que eu costumo CELEBRAR em minha vida e em minha catequese? 2 - Como eu motivo meus catequizandos para CELEBRAR sua fé e sua vida pessoal e comunitariamente? 3 – Como, concretamente, vivencio a CELEBRAÇÃO em meu encontro de catequese? Leitura Orante: “A leitura orante da Bíblia alimenta nas pessoas a escuta atenta à Palavra e ao diálogo filial com o Pai” (DNC 111). Também a Eucaristia, o sacramento da reconciliação, a oração pessoal e comunitária e o encontro com o rosto dos mais pobres e excluídos são espaços de escuta e diálogo. Sugerimos, portanto, que seja feita a Leitura Orante do texto bíblico Lc 24, 13-35. Continuaremos nossa conversa sobre as atitudes acolhedoras de Jesus na próxima carta:

Leitura e Escuta Orante da Palavra de Deus:

Lc 24, 13-35.


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