Page 1

JMJ Depoimento dos Jovens do Santuário Santa Edwiges que foram para a JMJ no Rio de Janeiro

Notícias Tríduo Familiar no Santuário Santa Edwiges

Alguns jovens do Santuário Santa Edwiges, que foram para a JMJ, nos conta qual foi à sensação de estar lá e no que a JMJ irá mudar na vida deles daqui pra frente. Pág. 10

Nos dias 13 a 15 de agosto, celebramos no Santuário o Tríduo Familiar.

Pág. 08

STA. EDWIGES

Padres e Irmãos Oblatos de São José * Arquidiocese de SP * Ano XXIII * N. 273 * Setembro de 2013

Um Livro para você Ele chama-se Bíblia Sagrada, que contém a Palavra de Deus para a humanidade. Sem ele é difícil conhecer essa Aliança eterna do Deus que faz a história da salvação, dentro da história humana. Pág. 12

Especial

Lucas:

Segunda Parte da Pregação Vejamos o longo texto de 6,17 até 14,23, onde encontramos vários momentos, palavras, ensinamentos e sinais que revelam Jesus como o enviado do Pai, para a salvação. Pág. 15

Vocações

Carta de um Vocacionado “Quando for grande, quero ser padre!”. Pág. 11


02 calendário editorial Setembro, mês da Bíblia! “A palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto onde a alma e o espírito se encontram, até onde as juntas e medulas se toca; ela sonda os sentimentos e pensamentos mais íntimos (Hebreus 4-12)”. Começo o editorial do mês de Setembro com essa passagem, para relembrarmos o quanto a bíblia é importante no nosso dia- a- dia. Não devemos só nos lembrar de lê-la no seu mês, mais sim todos os dias. Vamos entender porque o mês de setembro foi escolhido para ser o mês da bíblia: “Este mês foi escolhido pela Igreja porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (ele nasceu no ano de 340 e faleceu em 420 dC). São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja. A Bíblia é hoje o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e que está em quase todas as casas. Serve de “alimento espiritual” para a Igreja e para as pessoas e ajuda o povo de Deus na sua caminhada em busca de construir um mundo melhor.”. A Bíblia foi escrita por pessoas escolhidas por Deus e inspiradas pelo o Espírito Santo. Ela revela para o mundo o projeto de Deus, que serve para que possamos crescer na fé e levar uma vida de acordo com o projeto de Deus. “Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar na justiça. (2Tm 3-16)”. Voltando um pouco atrás, quero ressaltar o mês de agosto, mês das Vocações, que foi bem vivenciado por todos na nossa comunidade. Houve semanas de grandes reflexões, tanto no Santuário Santa Edwiges, como na Comunidade Nossa Senhora Aparecida. Todos reafirmaram o seu “sim” na vocação em que foi chamado, seja como sacerdote, religioso (a), no sacramento do matrimônio ou na vocação leiga, e atuante na messe do Senhor, como operários da vinha dispostos a servir. Que possamos voltar sempre nossos olhares em direção do Cristo, aquele que é o Caminho a Verdade e a Vida (Jo 14-6), e que comprovamos todos os instantes das nossas vidas.

santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

3 Ter

Região Episcopal Ipiranga (Reunião geral do clero)

Sede da Região

8h30 às 13h

4 Qua

Terço dos Homens (Récita do terço)

Santuário

20h

5 Qui

Aniversário de Dedicação da Catedral da Sé (Missa) Apostolado da Oração (Reunião)

Catedral da Sé Salão São José

12h 14h

6 Sex

Apostolado da Oração (Missa da 1ª sexta-feira)

Santuário

15h

7 Sab

Independência do Brasil Comunidade N.Sra. Aparecida (Romaria até Aparecida) Crisma (Formação) Catequese (Formação de Catequistas) Grupo de Oração (Encontro)

Aparecida-SP OSSE Sala Pe. Pedro Magnone Salão São José Marello

05h 9h às 10h30 17h 19h

8 Dom

Catequese (Venda de bolos) Coroinhas (Encontro)

Salão dos Sonhos Salas Ss. Pedro e Paulo

7h às 12h30 10h às 12h

11 Qua

Comunidade N.Sra. Aparecida (Formação Bíblica) Terço dos Homens (Récita do terço)

Sede da Comunidade Santuário

20h 20h

12 Qui

Comunidade N.Sra. Aparecida (Formação Bíblica)

Sede da Comunidade

20h

13 Sex

Região Episcopal Ipiranga (Reunião Clero Str. Anchieta) Região Episcopal Ipiranga (Reunião C.P.S. Str. Anchieta) Pastoral da Família (Pós-encontro) Comunidade N.Sra. Aparecida (Formação Bíblica)

Par. São João Clímaco. Par. São João Clímaco. Salão São José Marello Sede da Comunidade

9h às 12h 20h 20h 20h

14 Sab

Região Episcopal Ipiranga (Retiro MESC’S) Região Episcopal Ipiranga (Conselho Regional Pastoral) Infância Missionária (Espiritualidade Missionária) Grupo de Oração (Encontro)

Mariápolis Ginetta Sede da Região Capela da Reconciliação Salão São José Marello

8h às 17h 9h às 12h 14h às 16h 19h

15 Dom

Juventude (Dia do Jovem Josefino) Coroinhas (Encontro) Pastoral da Acolhida (Reunião)

Londrina-PR Salas Ss. Pedro e Paulo Salão São José

Prog. própria 10h às 12h 16h

18 Qua

Terço dos Homens (Récita do terço)

Santuário

20h

20 Sex

Vicentinos (Preparação de Cestas Básicas)

Salão São José Marello

7h às 10h30

21 Sab

Vicentinos (Entrega de Cestas Básicas e Reunião) Crisma (Formação) Infância Missionária (Compromisso Missionário) Ministros Extraord. da Sagrada Comunhão (Reunião) Comunidade N.Sra. Aparecida (Festa da Primavera) Grupo de Oração (Encontro)

Salão São José Marello OSSE Capela da Reconciliação Sala Pe. Pedro Magnone Sede da Comunidade Salão São José Marello

8h às 10h30 9h às 10h30 14h às 16h 17h30 18h 19h

22 Dom

Terço dos Homens (Romaria à Canção Nova) Coroinhas (Encontro) Comunidade N.Sra. Aparecida (Festa da Primavera)

Cachoeira Paulista-SP Salas Ss. Pedro e Paulo Sede da Comunidade

06h 10h às 12h 18h

28 Sab

Comunidade N.Sra. Aparecida (Mutirão Missionário) Infância Missionária (Vida de Grupo) Pastoral Missionária (Reunião) CPP Pastoral do Batismo (Preparação de Pais e Padrinhos) Catequese (Gincana Bíblica) Grupo de Oração (Missa)

Sede da Comunidade Capela da Reconciliação Sala São Pedro Salão São José Salão São José A definir Santuário

Prog. própria 14h às 16h 17h 17h30 17h30 às 21h30 — 19h

29 Dom

Comunidade N.Sra. Aparecida (Mutirão Missionário) Crisma (Formação) Coroinhas (Passeio) Pastoral do Batismo (Celebração)

Sede da Comunidade OSSE A definir Santuário

Prog. própria 9h às 10h30 9h às 16h 16h

Um excelente mês da Bíblia! Fiquem com Deus! Karina Oliveira

karina.oliveira@santuariosantaedwiges.com.br

Paróquia Santuário Santa Edwiges Arquidiocese de São Paulo Região Episcopal Ipiranga Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio Pároco-Reitor: Pe. Paulo Siebeneichler - OSJ

Responsável e Editora: Karina Oliveira Projeto Gráfico: 142comunicação.com.br Fotos: Gina, Fátima Saraiva e Arquivo Interno Equipe: Aparecida Y. Bonater; Izaíra de Carvalho Tonetti; Jaci Bianchi da Cruz; Guiomar Correia do Nascimento; José A. de Melo Neto; Rosa Cruz; Martinho V. de Souza; Marcelo R. Ocanha; Fernanda Ferreira e Valdeci Oliveira

Site: www.santuariosantaedwiges.com.br E-mail: jornal@santuariosantaedwiges.com.br Conclusão desta edição:31/08/2013 Impressão: Folha de Londrina. Tiragem: 6.000 exemplares. Distribuição gratuita

Estrada das Lágrimas, 910 cep. 04232-000 São Paulo SP / Tel. (11) 2274.2853 e 2274.8646 Fax. (011) 2215.6111


santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

Participar da vida educacional dos filhos é preciso

educação 03

“A vida de Cristo contemplada com o olhar de Maria.” 1ª quarta-feira do mês: “Terço pela Família” 2ª quarta-feira do mês: “Terço pelos Enfermos”

É unânime na fala de especialistas e também de pessoas leigas no assunto que a sociedade tem passado por mudanças cada vez mais rápidas e que acabam influenciando a vida das pessoas e das famílias. Os avanços na tecnologia, o acesso às informações, as alterações no mercado de trabalho, tem levado a uma nova configuração familiar. Com o decorrer dos anos, as mulheres têm alcançado cada vez mais espaços, muitos homens tem se dedicado com maior afinco a conquistas profissionais e, por consequência, modificações na vida das crianças se tornam cada vez mais constantes.

educativo, nem mesmo a família ser o ambiente extremamente protetor, de modo que acabe tirando a liberdade da criança. A educação deve começar no âmbito familiar, pois é nela que a criança começa a aprender os valores que irá carregar para toda a vida e, além do mais, os pais precisam transmitir segurança e incentivo para que os filhos possam desenvolver suas aptidões. A escola, por sua vez, tem a missão de colaborar e de ampliar todas essas ações começadas na família, bem como proporcionar aos alunos o progresso e a busca de novos conhecimentos, experienciar novas vivências sociais, refletir sobre a cultura e o Todas essas transformações tem mundo em que vivem e entender afetado a vida dos alunos e dado seu papel de cidadãos. uma nova forma ao contexto escolar. É comum encontrar em certas Diante disso, o que se tem notado famílias a ideia de que a escola é em nossos dias, é que a participao lugar que deve dar a educação às ção da família na educação se torna crianças e, em outras, um excesso cada vez mais uma exigência. Aliás, de proteção devido à ausência dos já existem pesquisas demonstrando pais no cotidiano dos filhos. Na ver- que os ganhos para crianças e jovens dade, não é a escola o único lugar são maiores e há um favorecimento que se deve desenvolver o processo no desempenho educacional quando

se tem um bom ambiente familiar. E isso independente da classe social. O incentivo dado pelos pais pela vida escolar e educacional dos filhos é parte fundamental em seu processo de aprendizagem, mas também faz com que as crianças e jovens sintam-se valorizados e, além do mais, notamos que quando os pais participam desses momentos a uma melhoria na auto-estima e o sentimento de que eles são pessoas valorizadas e prestigiadas. Por fim, muitos especialistas da educação afirmam que quando se tem esse processo de interação dos pais na vida escolar, os resultados positivos acabam atingindo a todos, tanto as crianças e jovens que notam o efeito de seus esforços, os pais percebem o desenvolvimento constante dos filhos e o ambiente escolar pode cumprir com mais qualidade o seu dever de ensinar e educar. Ir. Leandro A. Scapini - OSJ Mestrando na PUC/PR

3ª quarta-feira do mês: “Terço pela Esperança” 4ª quarta-feira do mês: “Adoração ao Santíssimo” Horário: 19:45h Venha participar conosco e traga sua família!


04 osse

santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

Divulgue a Obra Social Olá amigos do Jornal Santa Edwiges, há um tempo eu testemunhei aqui neste espaço como a Obra Social Santa Edwiges me ajudou, dando oportunidades de me desenvolver profissionalmente e a ter uma vida digna e cheia de realizações. Hoje como uma forma de devolver um pouco do que recebi desta instituição, faço trabalho voluntário junto a OSSE ajudando na parte administrativa e acompanhando alguns projetos. Trabalhando de perto, no dia a dia, conseguimos ver como é grande o desafio de tentar ajudar outras pessoas, principalmente pela dificuldade financeira. A OSSE realiza todo seu trabalho de assistência à comunidade trabalhando juntamente com os projetos que os órgãos públicos disponibilizam para as organizações assistenciais, através de pequenas doações que recebe e pelo apoio dado pela Paróquia Santuário Santa Edwiges, infelizmente tudo isso é muito pouco para continuar transformando a nossa realidade, é por isso que precisamos da sua colaboração. Você também pode nos ajudar a mudar a vida das

`

pessoas assistidas pela OSSE, além de fazer sua colaboração financeira, faça a sua doação de tempo e venha se dedicar a mudar a vida de outras pessoas, doando, você recebe mais do que dá. Acredite nisso! Além disso, nos ajude a divulgar todo trabalho realizado pela OSSE – Obra Social Santa Edwiges, principalmente nas organizações e empresas onde atuamos e trabalhamos. Hoje muitas empresas buscam instituições para criar parcerias. Essas parcerias vão desde ajudas financeiras, doações de materiais e serviços a trabalhos realizados junto aos funcionários. Além de nos ajudar, as empresas parceiras podem se beneficiar obtendo dedução nos impostos. Indique a Obra Social Santa Edwiges para as pessoas que você conhece, na empresa que você trabalha e para os empresários que você conhece. Ajude-nos a ampliar nossa atuação junto aos mais necessitados.

Faça a sua doação Itaú – Agência 0249 C/C 38.265-6 Bradesco - Agência 00528 C/C 0072870-5

www.obrasocialstaedwiges.blogspot.com

Patrik Ernane de Souza Voluntário na OSSE, assessor da Pastoral da Crisma e participante nesta comunidade há 19 anos.

para refletir

A FÁBULA DOS TRÊS LEÕES Viviam em uma selva três leões. Em certo dia, os animais convocaram uma reunião geral para tomar uma decisão. “Todos nós sabemos que o leão é o rei de todos os animais, mas existe uma grande dúvida na selva: existem três leões e os três são muito fortes. A pergunta que surge é: A qual deles, os animais devem render obediência? Qual deles deverá ser nosso rei?” Após a reunião, os três leões foram conversar e comentaram entre si: ”É verdade, a preocupação dos animais faz sentido! Uma selva não pode ter três reis. Lutar entre nós não queremos, pois somos grandes amigos! Precisamos definir qual de nós será eleito. Mas, como descobrir?” Assim, foi marcada uma nova reunião de todos os animais e após deliberarem sobre este assunto, comunicaram aos três leões a decisão tomada: “Encontramos uma solução simples para o problema e decidimos que vocês três deverão escalar a MONTANHA DIFÍCIL. O primeiro de vocês que chegar ao topo será eleito o nosso rei”. A MONTANHA DIFÍCIL era a mais alta de toda a selva. O desafio foi aceito e todos os animais se reuniram para assistir a grande disputa. O primeiro leão foi com grande vontade para tentar subir a MONTANHA DIFÍCIL, mas não conseguiu. Logo em seguida, o segundo leão ini-

ciou a escalada com grande determinação, porém também não obteve êxito. O terceiro leão, após os dois primeiros, iniciou sua subida de maneira aguerrida, mas de forma semelhante, não conseguiu. Todos os animais da selva estavam impacientes e curiosos, já que os três leões foram derrotados pela MONTANHA DIFÍCIL. Como iriam eleger um novo rei? Foi nesta ocasião que uma águia, grande em idade e sabedoria, pediu a palavra: “Eu sei quem deve ser o rei!” Diante destas palavras, todos os animais ficaram em silêncio e aguardaram as palavras sábias da águia. E todos perguntaram: “Como?”. “É simples, disse a águia, eu estava atenta e escutando, o que cada um dos leões disse quando retornavam derrotados de sua escalada frustrada na MONTANHA DIFÍCIL. Escutem o que cada um disse ao retornar da MONTANHA.” O primeiro leão disse: “Essa montanha me venceu!”. O segundo leão disse: “Que pena, a montanha me venceu!”. O terceiro leão disse: “A montanha me venceu, neste momento! Vou me preparar e vou vencê-la! Eu posso escalá-la!”. “A diferença, disse a águia, é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor, quando percebeu a derrota

naquele momento, mas não desistiu da vitória. Ele demonstrou ser muito mais forte que o problema. Ele mostrou a todos nós que é o rei de si próprio e está preparado para ser o rei dos demais.” Os animais aplaudiram entusiasmadamente o terceiro leão, sendo ele coroado o Rei de todos os animais. Moral da história: Não faz importância o tamanho das dificuldades ou situações adversas que se apresentam em nossas vidas. Lembre-se sempre, você é maior que todos os seus problemas juntos. Tenha fé e acredite que amanhã com seu esforço e com a graça de Deus você chegará ao topo da montanha. Pois Deus lhe criou para vencer e para ajudar a muitos. Coragem, pois Jesus está contigo nesta escalada. Pe. Paulo Sérgio - OSJ Vigário Paroquial


nossa santa 05

santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

SOB O SINAL DA CRUZ, COM OS OBLATOS DE SÃO JOSÉ E SANTA EDWIGES SOMOS FIÉIS DISCÍPULOS-MISSIONÁRIOS DO CRUCIFICADO. Em 16 de setembro comemora-se os 40 anos da presença dos Padres Oblatos de São José na Paróquia-Santuário Santa Edwiges. Assim como nossa padroeira fôra fiel discípula do crucificado, que pela cruz junto dos padres josefinos possamos cuidar sempre dos interesses de Jesus.

A festa da exaltação da Santa Cruz é o marco contrastante da alegria para a nossa Paróquia-Santuário Santa Edwiges. Dois dias depois desta festa, no dia 16 de setembro de 1973, eram oficialmente instalados como diligentes cuidadores pastorais da região de Sacomã e Heliópolis os Oblatos de São José. Depois de alguns anos sob o cuidado dos padres Sacramentinos de Nossa Senhora e padres diocesanos, a congregação fundada por São José Marello chegava para dar a sua contribuição formativa na vida dos cristãos católicos de nossos bairros, sendo identificados como aqueles que têm por objetivo cuidar dos interesses de Jesus na imitação de São José. Os quarenta anos de presença dos padres oblatos de São José, foram marcados por várias mudanças. Evidentemente que o mundo e o país eram outros, inclusive com perspectivas sobre a religião e sua vivência ainda muitos diferentes do que hoje, quarentas anos depois, estamos vivendo.

Aos poucos, o jeito de ser “josefino-marelliano”, que acentuadamente nos mostra o caminho até Jesus nas vias de São José (trabalho e escondimento), bem como de São José Marello (cuidar dos interesses de Jesus), foram introjetados na caminhada dos católicos de nossa paróquia e santuário. Trabalhar no escondimento, como fez São José, sem preocupar-se com glórias e merecimentos do mundo exterior, cuidando dos interesses de Jesus, Filho único de Deus, foram às ocupações apostólicas dos Padres Josefinos em nossa comunidade ao longo destes 40 anos. Ora, o trabalho apostólico junto da Igreja é, em primeira instância, salvar as almas para Deus, que quer que todos tenham vida e vida em abundância (João 10,10). Se formos analisar década por década a presença dos Padres Josefinos na Paróquia-Santuário Santa Edwiges, não devemos incorrer somente numa compreensão social-religiosa da questão, mas procurar profundamente a essência que fez e faz a

identidade de nossa comunidade: ser auxílio dos pobres e endividados, socorrendo os mais necessitados, transmitindo-lhes e celebrando a fé! Nestes 40 anos de presença josefina no Santuário Santa Edwiges, não podemos esquecer que os padres oblatos nos ensinaram a alcançar Jesus Cristo através de nossa padroeira (afinal este espaço do jornal dedica-se a falar de “nossa santa”). Falar dos Oblatos de São José e também falar de Santa Edwiges, e vice-versa. Com eles conhecemos a figura da mãe dos pobres, padroeira das famílias, modelo para os políticos e adorno da santa Igreja. Comecei este artigo sobre a contrastante alegria da cruz! A cruz é o sinal da salvação, o apoio do cristão, que trás a dor da morte e um que de incerteza. Ora, é a partir dela que o trabalho apostólico dos

Oblatos de São José, antes de toda a Igreja, que em Santa Edwiges, fiel discípula do crucificado, comemoramos esta marcante presença de nossos religiosos-sacerdotes no Santuário Santa Edwiges. Deo gratias. Martinho Vagner

martovagner@yahoo.com.br


06 palavra do pároco-reitor

santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

A vida nova

Caros leitores e leitoras do Jornal Santa Edwiges! A vida nova que quero destacar para este mês, vem de encontro com o tempo que nos dispomos para viver neste período. Após muitos anos, passamos por um inverno rigoroso, não experimentamos em nossa cidade de São Paulo da visualização das geadas, pois nem há muito espaço para que as camadas de gelos se formem na tão pouca vegetação de nosso meio ambiente disposto, mais que nos fez perceber o inverno, um tempo sombrio, frio, escuro, vamos com certeza perceber neste ano a beleza da primavera, a estação das flores, das brotas, das renovações vegetais, e até mesmo na valorização de aspectos naturais que nós deveras esquecemos ao longo dos dias. A vida se renova em nós, e neste tempo somos novamente chamados a olhar neste ciclo da Igreja, a chamada para voltarmos para a Palavra de Deus, a Bíblia, dou a dica de seguir a liturgia diá-

ria, as indicações das leituras do dia, ou ainda, pode ser tomado o Evangelho deste ano C da Liturgia o Evangelho de Lucas, e ler este de modo total, que pode fazer a meditação de um capítulo por dia, e no fim do mês alcançará todo o livro. Com a sintonia na Palavra de Deus, no final deste mês, o Santuário com as Pastorais vai realizar a Pós Missão, essa como meta de finalizar os objetivos propostos na Assembleia de Pastoral. Cada ação missionária renova a comunidade no ardor da vivência da fé, da convivência com a realidade que a missão desafia e propõe e dispõe para cada um que caminha nas visitas, e os que são visitados também em troca dão aos que até eles se achegam, esta troca se faz o grande mistério da fé, do qual recebemos no batismo. A primavera que gera o perfume das flores, a beleza de uma nova vegetação, da renovada folhagem, possa também reviver em cada coração

a certeza de Deus que se renova a cada experiência nova que cada Cristão faz em se propor a escutar, a olhar, ver e sentir, e assumir com renovada energia a luz que a nova oportunidade que surge nos produz para que a vida seja ela social, espiritual e cristã. A vida nova que nós cristãos devemos ter sempre é a da conversão diária, por isso te convido a este novo odor que o Cristo nos propõe, o odor da caridade, da esperança, da fé, e da disposição de transformar isso em obras, amando ao próximo e fazendo com que o Cristo a partir de você se torne presente onde você estiver. Bom mês de setembro, boa primavera, bom mês da Bíblia, e que ela entre em sua casa, sua vida e seja a luz do teu caminho. Pe Paulo Siebeneichler – OSJ

Pároco-Reitor da P. S. Santa Edwiges pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br

Convite de Profissão Perpétua

Hospedagem: Seminário Padre Pedro Magnone Tel.:(11) 2272-4475


santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

Batismo 28 de julho de 2013

batismo 07 Meneses Produções Fotográficas Tel.: 2013-2648 / Cel.: 9340-5836

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28-19)

Amanda Siqueira M. de Jesus Arthur Salles Leutz Breno Andrade de Tulio Bruno Florêncio dos Santos Davi Araújo Silva Fernando Domingos Diaquino Kawan Henrique Santos Ribeiro Kawanny Victória Santos Ribeiro Maria Eduarda Borges de Sousa Victor Gabriel Pereira Brasil


08 notícias

santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

Tríduo Familiar no Santuário Santa Edwiges

Nos dias 13 a 15 de agosto, celebramos no Santuário Santa Edwiges o Tríduo Familiar. No primeiro dia (13/08), o Pe. Bennelson iniciou conduzindo uma animação e um momento de espiritualidade, juntamente com o jovem Alexandre. Em seguida teve uma Palestra de um casal. Foi um início muito bom, onde o casal palestrante Diácono Rogério (diácono permanente) e sua esposa Ivete, engrandeceram em muito o primeiro dia do Tríduo com o tema: “As Crenças da Família Cristã”, e relembraram momentos importantes com o papa Francisco na JMJ 2013. A participação da comunidade também

não deixou a desejar. Todos participaram ativamente da palestra. Ao final a comunidade agradeceu a presença do casal entregando um vaso de flor em agradecimento pela palestra. Como na primeira noite (13/08), o Pe. Bennelson conduziu os momentos de acolhida e espiritualidade no segundo dia do Tríduo (14/08), esquentando o coração dos presentes para a abordagem do tema proposto: “Harmonia Conjugal”. Na sequência o casal Val e Kika, palestrante da noite, desenvolveu o tema de uma forma muito dinâmica, apresentando “dicas” para um melhor relacionamento em nossa vida conjugal,

contando de forma bem descontraída passagens de sua vida a dois. Ao final da palestra, o casal coordenador da pastoral da família, Angelo e Rose, em nome da paróquia de Santa Edwiges entregou aos mesmos uma pequena lembrança como forma de agradecimento pelos ensinamentos aqui deixados. Concluiu-se a reunião com a benção das famílias através da aspersão dos presentes e também das fotografias das mesmas que foram levadas no início ao altar. No último dia (15/08), para finalizar o tríduo, tivemos uma aula, uma verdadeira lição de vida com o Prof.

Ricardo Galhardo que fechou com chave de ouro a Semana da Família em nossa comunidade. Agradecemos a todos que diretamente ou indiretamente ajudaram para a concretização da mesma. Agradecemos a você que enfrentou noites de frio e chuva para crescer como cristão. Vocês fizeram a diferença. Agradecemos aos nossos padres pela confiança em nós depositada. Aos palestrantes, a toda equipe envolvida o nosso muito, muito obrigado. Foi uma semana que ficará marcada em nossos corações. Coordenação da Pastoral da Família

Segundo dia

Primeiro dia

Terceiro dia


notícias 09

santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

Tríduo da Família na Comunidade Nsa. Sra. Aparecida Nos dias 07, 08 e 09 de agosto aconteceu na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, o Tríduo da Família. O primeiro dia (07/08), começou com uma celebração eucarística presidida pelo Vigário Paroquial Padre Paulo Sérgio, dando início ao Tríduo da Família com o tema: Eu e minha Família serviremos ao Senhor (Js 24,15). Este dia foi muito participativo, com momentos de reflexão e finalizando com a Benção das Famílias. O segundo dia (08/08) começou com uma Adoração Eucarística pelas Famílias, momentos abençoados que tivemos a certeza que a base de uma família é o Amor. Neste mesmo dia, teve o testemunho de um casal da comunidade: Alexandre e Mira, que contaram

um pouco de suas experiências, nem todas alegres, mas que o recomeço da vida em Cristo mudou a vida da família inteira. E no último dia (09/08), para fechar com chave de ouro, foi realizado um Terço Iluminado, Benção das Mães e a Benção do Frei Neto com o Santíssimo, foi uma semana muito emocionante e gratificante para todos que participaram. A comunidade agradece a todos que colaboraram para que este evento acontecesse, em especial ao Sav-Paróquia Santa Edwiges. Que Nossa Senhora abençoe todas as famílias. Comunidade Nsa. Sra. Aparecida

TARDE VOCACIONAL COM AS CRIANÇAS DO SANTUÁRIO SANTA EDWIGES

Dentro da proposta pastoral do mês de agosto, se faz necessário trabalhar as vocações, para que todos possam entendem melhor qual o projeto que Deus tem para cada um de nós na missão evangelizadora e na Igreja. Nesse contexto, aconteceu um trabalho muito bonito com as crianças da catequese e da infância missionária em união com o SAV (Serviço de Animação Vocacional) paroquial; onde as oficinas apresentaram as várias

formas que o Senhor da Messe nos convida ao serviço do Reino. As oficinas aconteceram nas dependências da Paróquia, no dia 24/08, e cada um teve a iniciativa de mostrar uma realidade vocacional no sentido de fazer despertar nas crianças e adolescentes os ouvidos e o coração para o chamado que Deus nos faz. Uma oficina trabalhou a vocação sacerdotal, outra sobre a vida religiosa, matrimonial, laical enquanto uma motivava para brincadeiras.

É importante salientar e parabenizar o trabalho da equipe do SAV paroquial e das catequistas que muito se empenharam e culminaram com excelente resultado. Contamos com a presença de duzentas crianças e vivenciamos valores cristãos como a partilha de alimen-

tos no final do encontro. Na certeza de que Deus ouve as nossas preces, oro para que surjam no meio delas santas vocações; à vida religiosa e sacerdotal, à vida matrimonial e como leigos comprometidos com Jesus Cristo e sua Igreja.


10 jmj

santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

Depoimento dos Jovens do Santuário Santa Edwiges que foram para a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro - 2013

“O jovem tem a ilusão da utopia, e a utopia não é sempre ruim. A utopia é respirar e olhar a diante. O jovem é mais espontâneo. Menos experiência de vida, é verdade. Mas a experiência nos freia. Eles têm mais energia de defender suas ideias. O jovem é essencialmente um inconformista. E isso é muito lindo! Isso é algo comum a todos os jovens. Então eu diria que, de uma forma geral, é preciso ouvir os jovens, dar lugares para se expressarem e cuidar para que não sejam manipulados.” Papa Francisco.

Guilherme Guidoni

(Catequista da Pastoral do Crisma)

A JMJ 2013 foi muito além de um simples evento a nível mundial para atrair pessoas do mundo todo. A sensação de estar em um lugar junto a mais de 3 milhões de pessoas pelo mesmo objetivo, é emocionante, a JMJ serviu para a descoberta interior, a aproximação dos povos, renovação da Fé e para fortalecer uma Igreja Jovem no mundo todo.

Rafael Carvalho

(Frequenta a Paróquia há 14 anos, toca e canta na banda Ministério Éon e é Ministro da Eucaristia)

O que mais me impressionou na JMJ foram os vários momentos de reflexão onde o silêncio se fazia presente, somente o que se ouvia eram as ondas do mar da Praia de Copacabana. Fiquei feliz e de fé renovada ao ver o nosso Santo Padre tão próximo a nós em cada palavra, cada conversa, que chegava aos nossos corações como se fosse uma conversa com nosso amigo mais próximo. Tivemos muitas provações e dificuldades na Jornada, mas todas elas serviram para me manter firme na caminhada e continuar. Ver que tanta gente no mundo partilha da mesma fé e amor por Jesus e sua Igreja me fez muito feliz e renovado. #ValeuRio!

Camila Silva de Jesus

(Catequista da Pastoral do Crisma)

Valeu a pena cada segundo de vivência na JMJ Rio 2013. Agradeço a Deus pela força, determinação, encontro pessoal com Deus, à presença encantadora do nosso Papa e pelas pessoas especiais às quais vivi todos esses momentos. Valeu tudo! Agora voltamos renovados para a Paróquia, para o mundo, e cheios do amor de Deus. Somos testemunhas reais de que Jesus Cristo é maravilhoso! Vivemos no Mundo, mas não somos do Mundo!

Hugo Alves

Enica, Ravena, Rafael Pereira e Wellington (Grupo Emmanuel)

De malas nas costas e saco de dormir, prontos para a tão esperada viagem, nem se quer podíamos imaginar tudo o que viveríamos durante esses três dias. Apesar do frio, cansaço, fome, sede, vivenciamos como peregrinos o verdadeiro sentido da nossa fé. Estávamos ao lado de outros tantos jovens de todos os lugares do mundo, em unidade com o Papa para testemunhar o nosso chamado de fazer Discípulos entre todas as nações. O que trazemos em nossos corações, é a energia e o forte desejo de cumprir a mensagem proposta pelo nosso mensageiro, testemunhando o evangelho anunciado por Jesus: Indo ao encontro dos outros e guiando-os ao encontro de Deus”

Jaqueline Souza

(Participa do Grupo Ajunai)

(Participa do Copaju)

Rostos cheios de alegria, várias nações unidas por uma mesma língua, por um mesmo objetivo, por um mesmo amor, amor por Jesus Cristo. Uma juventude que recebe a missão de Ser a Igreja, e de levá-la para quem precisa ser contagiado por esse amor. Tudo isso deixa como patrimônio à nossa juventude um gosto de Trabalho e Esperança. Estamos instigados e provocados para sermos uma juventude ativa, transformadora, uma juventude que construirá um futuro fazendo o presente. Participar dessa Jornada Mundial da Juventude transforma em meu coração a vontade de continuar lutando e acima de tudo renova minha Fé, e me alegra que toda nossa juventude do Santuário de Santa Edwiges, traz esse sentimento junto consigo dessa grande, mágica e única experiência.

Acredito que esta experiência vai ficar marcada no coração de todos que estavam lá. Jornada Mundial da Juventude, um evento onde os sentimentos estavam à flor da pele. A emoção de ver tantos jovens juntos por uma única causa e, também ter que lidar com pessoas que não estavam entendendo o propósito de estar lá, acabou tornando mais difícil essa peregrinação. Mas senti que minha fé se fortificou, nos momentos em que me sentia fraca, nos momentos em que me decepcionei, senti que Deus estava ali me dando forças para aguentar o frio da madrugada, senti a presença dele. Ver o Papa Francisco, com toda aquela humildade é uma das imagens que nunca esquecerei. Estou voltando mais forte para o grupo Ajunai, com experiências novas para poder compartilhar com eles. Que Deus abençoe os jovens da Paróquia Santa Edwiges “Deus vos salve Deus! Deus vos salve Deus! Deus salve a Juventude onde mora Deus vos Deus” Viva JMJ Viva Polônia em 2016;)


vocações 11

santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

CARTA DE UM VOCACIONADO “Muitas crianças sonham em serem médicos, bombeiros, professores e comigo não era diferente, sempre tive o meu “sonho”. Mas quando as pessoas me perguntavam: “O que você quer ser quando crescer”?, após a minha resposta elas riam. Algumas pessoas achavam “bonitinho”, outras diziam que logo que eu conhecesse o mundo de verdade eu iria abandonar esse desejo. O meu desejo, porém, não vinha de mim, mas de alguém maior que me chamava. Estou com dezesseis anos (idade máxima que aquelas pessoas davam para que eu desistisse do meu sonho) e eu continuo repetindo aquilo que eu dizia desde os quatro: “Quando for grande, quero ser padre!”.

Sou natural de Londrina-PR e hoje moro em Ourinhos-SP no Seminário Josefino Nossa Senhora de Guadalupe e até agora não me arrependo de ter deixado minha família, meus amigos, minhas seguranças para seguir o Divino Mestre mais de perto. Queridos jovens que como eu, sentem o chamado para a vida religiosa, não tenham medo. No caminho não tem só flores. Existem algumas pedrinhas, um buraquinho ali, outro aqui, por isso a caminhada é difícil, mas Aquele que nos chama também nos encoraja e nos dá forças para seguirmos firme Rumo à Meta. Além do mais, as alegrias são tão maiores que as tristezas que não podemos nem comparar. Sejam firmes, CORAGEM! Nós formandos contamos com as orações de vocês para que sejamos perseverantes.

Que Nossa Senhora de Guadalupe interceda por nós no nosso discernimento e São José nos proteja. “Assim seja, Amém.” Lucas Raul de Faria Formando Oblato de São José Seminário N. Sra. De Guadalupe - Ourinhos - SP

E aí juventude: Querem falar sobre o assunto? Querem conhecer melhor nosso jeito de ser e de servir o Mestre mais de perto? Não perca mais tempo! Nós somos os Padres, Irmãos Oblatos de São José / Irmãs Oblatas de São José. E-mail: savosjosefinos@gmail.com Blog: http://savjosefino.blogspot.com.br/


12 são josé

santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

A Castidade Perfeita de São José em seu matrimônio com Maria

Na reflexão josefológica o tema sobre a castidade perfeita de São José é muito conhecido já que a virgindade perpétua de Nossa Senhora é um dogma de fé. Esse tema é suficientemente desenvolvido entre os josefólogos, por isso reservo-me nesse artigo apenas para fazer poucas referências sobre o interesse de alguns Padres da Igreja a esse respeito. Podemos afirmar dois caracteres típicos em São José em relação a sua castidade. O primeiro é que ele era consciente de que fora chamado a proteger a virgindade de Maria, e o segundo é de que se tornou o testemunho da virgindade de Maria sendo ele o seu esposo. Nas considerações sobre esse tema, Santo Agostinho afirma que José, o Justo, foi escolhido para ser o protetor da virgindade de Maria a qual foi oferecida a Deus por ela para que esta fosse protegida. Ao mesmo tempo, José tornou-se o testemunho da virgindade de sua esposa, porque como esposo podia testemunhar contra quem quisesse acusá-la de ter se engravidado ilegitimamente. É preciso dizer que a maior parte dos textos dos santos Padres da Igreja, explica a perfeita continência de São José em seu matrimônio com Nossa Senhora devido ao conhecimento que ele tinha da maravilhosa obra do Espírito Santo operada nela. De fato, São Nilo de Ancira morto no ano 430, descreve São José maravilhado diante das palavras do anjo: “Ela dará à luz um filho e tu o cha-

marás com o nome de Jesus, pois ele salvará seu povo de seus pecados... Ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim”. Nestas palavras, São José se via como um servidor de Deus e por isso se colocou ao serviço de Maria com toda a santidade, pureza e temor de Deus, conclui Ancira. São Jerônimo explicitou que a ideia do respeito para com a virgindade de sua esposa ficou clara para São José, quando ele constatou as maravilhas em relação a concepção e o nascimento de Jesus, e conclui: ”ele que tinha conhecido tantos acontecimentos admiráveis, será que iria se atrever achegar-se no templo de Deus, a morada do Espírito Santo, a Mãe do seu Senhor?” Santo Ambrósio relaciona a justiça de São José à sua perfeita castidade para com Maria e diz: “É certo que quando o evangelista disse que São José era justo, declarou suficientemente que ele não podia violar o templo do Espírito Santo, o seio do mistério, a Mãe do Senhor... José, homem justo, jamais se atreveria de unir-se carnalmente com a Mãe do Senhor”. Outros textos dos santos Padres da Igreja, ressaltam as disposições virtuosas de São José, independentemente do aspecto da dignidade de sua esposa. Já Santo Irineu, escrevendo pelos anos de 190, apresenta São José “absolutamente persuadido” pelas palavras do Anjo (e profecia de Isaías) contidas em Mateus 1, 20-23 ”Eis que o anjo do Senhor manifestou-se a ele em sonho dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Je-

Um livro para você Tenho certeza que cada um de nós tem o Livro da Vida. Há até os que têm mais de um. Num único livro estão setenta e três outros livros. As primeiras páginas dele falam da vida, e as últimas também. Sinal que a vida é muito importante. Nesta cultura de morte em que vivemos este livro tem muito a nos dizer. Poderíamos chamá-lo de Livro de Viagem. É uma viagem com itinerário interessante. Há paisagens e história da vida, dos homens e das mulheres. Tem coisas impressionantes. Tocam o coração das pessoas. Nessa viagem com este livro só há uma via: a de ida. Acho que poderíamos ainda chamá-lo de Livro dos Sonhos. Ah! Mas não é para decifrar sonhos. É um sonho diferente. Está carregado de amor e esperança. Faz a gente sonhar com uma vida realmente de paz. Mas só quem tem a sensibilidade do amor vai entendê-lo. Ele é o amor. É ainda o Livro do Diálogo. Há uma interlocução entre uma Pessoa e um Povo e do Povo com a Pessoa. Os dois dialogam. Conversam. O Livro expõe o desejo da Pessoa para o Povo, que é a felicidade.

Quando há diálogo verdadeiro acontece à felicidade, realiza-se uma história de amor. Note uma coisa muito interessante: Esse Livro traz somente respostas e não faz perguntas. Exorta e educa, e faz projetar um horizonte que ultrapassa o céu e a imensidão do mar. Respeita e dá a liberdade, mas não aprova a injustiça, a opressão, a escravidão nem a corrupção ou a lei do mais forte. Ele está do lado dos pobres ultrajados. Quando compreendemos que este Livro nos faz pisar com firmeza o chão da história de nossa vida e nossa faz também escritores dele? Ele é um Livro para ser continuado em seus relatos. Deus tomou a iniciativa de inspirar homens e mulheres para que escrevessem seu desígnio benevolente. E eles o escreveram com as mãos e na maioria das vezes com a própria vida. Ele é a história de Deus com a Humanidade e da humanidade com Deus. Quem descobre tal tesouro, vende tudo o que possui para “comprar” tão nobre tesouro. Quem descobre o amor dele não o abandona jamais. Ele é a história da Aliança de um Deus pleno de amor

sus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel”, e por isso toma sua esposa e alegremente serve em toda a infância de Jesus. Um testemunho profundo para explicar a perfeita castidade de São José como esposo de Maria vem nos dado por Santo Efrém, explicando as palavras de Mateus “Antes que Maria desse à luz”, que José morava com ela em santidade, e depois comenta que “deve se entender estas palavras de uma maneira que nunca veio em seus pensamentos à concupiscência ao vê-la”. Na concepção de Santo Efrém a pureza de Maria era tão excelsa que à sua vista era infundia pureza e por isso não passava na cabeça de São José ter algum pensamento de concupiscência ao conviver com sua esposa. Estas poucas considerações na ótica dos Padres da Igreja em relação à castidade de São José e Maria, são de grande valor para tomarmos conhecimento de que não é justa a afirmação de alguns, influenciados pelos apócrifos, suporem que São José para viver a perfeita castidade era viúvo quando se casou com Maria e consequentemente era um ancião. Na verdade, a santidade de São José e a pureza virginal de Nossa Senhora nos descortinam o horizonte virginal em que se enquadra perfeitamente o testemunho da perpétua virgindade de São José. Pe. José Antonio Bertolin, OSJ pebertolin@net21.com.br

terço dos homens

para com seu povo. Ele chama-se Bíblia Sagrada, que contém a Palavra de Deus para a humanidade. Sem ele é difícil conhecer essa Aliança eterna do Deus que faz a história da salvação dentro da história humana. Culmina essa história na pessoa de Jesus Cristo, a Palavra viva e encarnada, o pobre de Nazaré que assumiu sua humanidade para redimir nossa fragilidade humana. No mês de setembro comemoramos o Mês da Bíblia. Meu irmão, minha irmã, o que você acha de contemplar um pouco mais este Livro? Assim você se disporá a fazer sua viagem... Que o Espírito Santo te dê entendimento e ilumine você nesta leitura. Marcos Antonio Mendes


santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

São Pio de Pietrelcina - 23 de setembro Para padre Pio, a fé era a essência da vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se, assiduamente, na oração. Passava o dia e grande parte da noite conversando com Deus. Ele dizia: “Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus”. Também aceitava a vontade misteriosa de Deus em nome de sua infindável fé. Sua máxima preocupação era crescer e fazer crescer na caridade. Por mais de cinquenta anos, acolheu muitas pessoas, que dele necessitavam. Era solicitado no confessionário, na sacristia, no convento, e em todos os lugares onde pudesse estar todos iam buscar seu conforto, e o ombro amigo, que ele nunca lhes negava, bem como seu apoio e amizade. A todos tratou com justiça, lealdade e grande respeito.

Padre Pio nasceu no dia 25 de maio de 1887, em Pietrelcina, Itália. Era filho de Gracio Forgione e de Maria Josefa de Nunzio. No dia seguinte, foi batizado com o nome de Francisco, e mais tarde seria, de fato, um grande seguidor de são Francisco de Assis. Aos doze anos, recebeu os sacramentos da primeira comunhão e do crisma. E aos dezesseis anos, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, da cidadezinha de Morcone, onde vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, em 1907, a dos votos solenes. Depois da ordenação sacerdotal, em 1910, no Convento de Benevento, padre Pio, como era chamado, ficou doente, tendo de voltar a conviver com sua família para tratar sua enfermidade, e lá permaneceu até o ano de 1916. Quando voltou, nesse ano, foi mandado para o Convento de San Giovanni Rotondo, lugar onde viveu até a morte. Padre Pio passou toda a sua vida contribuindo para a redenção do ser humano, cumprindo a missão de guiar espiritualmente os fiéis e celebrando a eucaristia. Para ele, sua atividade mais importante era, sem dúvida, a celebração da santa missa. Os fiéis que dela participavam sentiam a importância desse momento, percebendo a plenitude da espiritualidade de padre Pio. No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar sofrimentos e misérias de tantas famílias, fundando a “Casa Sollievo della Sofferenza”, ou melhor, a “Casa Alívio do Sofrimento” em 1956.

Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma, em razão de sua enfermidade e, ao longo de vários anos, suportou com serenidade as dores das suas chagas. Quando seu serviço sacerdotal foi posto em dúvida, sendo investigado, padre Pio sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Diante das acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência. Muito consciente dos seus compromissos, aceitava todas as ordens superiores com extrema humildade. E encarnava o espírito de pobreza com seriedade, com total desapego por si próprio, pelos bens terrenos, pelas comodidades e honrarias. Sua predileção era a virtude da castidade. Desde a juventude, sua saúde sempre inspirou cuidados e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. Padre Pio faleceu no dia 23 de setembro de 1968, aos oitenta e um anos de idade. Seu funeral caracterizou-se por uma multidão de fiéis, que o consideravam santo. Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo. No ano 1999, o papa João Paulo II declarou bem-aventurado o padre Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de setembro a data da sua festa litúrgica. Depois, o mesmo sumo pontífice proclamou-o santo, no ano 2002, mantendo a data de sua tradicional festa.

Fonte: http://www.paulinas.org.br

santo do mês 13 Mensagem especial

Queria...

Sempre a dizer que queria e precisava se aposentar, passou grande parte de sua vida a imaginar, a pensar quão bom seria o dia em que pudesse parar de trabalhar e usufruir todos os benefícios que a vida lhe devia... Que devia, por ter sido sempre um homem trabalhador, cumpridor de seus deveres e obrigações. A não adaptação a essa nova etapa de sua vida, sequer passava por seus pensamentos. Mantinha longe as expectativas e medos de uma vida que não desejava viver. Pensava-se sempre um aposentado feliz, saudável, bem disposto e que a velhice jamais seria para ele, sinônimo de desânimo, de fraqueza. Jamais, pois a vida continuaria. Novas etapas viriam e ele as aproveitaria com a sapiência da idade, afastando de seus dias a solidão e o marasmo. Daria a si mesmo a sua contribuição mais significativa, a de viver plenamente todos os dias de sua vida até que eles se fossem. Seria produtivo, respeitando e entendendo suas limitações, desapegado dos ideais da juventude. Apegar-se-ia aos ideais de sua idade atual, redescobrindo novas formas de vivenciar seus dias, jamais se perguntando que futuro é esse ao qual me agarro com unhas e dentes. Saberia que era o seu futuro, o qual não mediria pelo tempo e sim por seus sonhos a realizar com mais tempo e tranquilidade, sem os arroubos de outrora. E tinha tantos sonhos... Aposentar-se-ia, mas não da vida. Queria chegar a essa etapa, não como alguém que tudo sabe, mas sim como alguém com vontade de aprender, de descobrir novas maneiras de passar pela vida, sem se sentir a beira da estrada. Queria participar do tempo. Do seu tempo, sabendo como fazer-se feliz, driblando as dificuldades e as tristezas que dele se aproximariam, mesmo sem a sua conivência. Daria sentidos outros à sua vida ainda a viver, usufruindo-a em paz. Não queria nunca ser alguém a pontar o dedo para o outro, tornando-o responsável pelo que a ele pudesse acontecer. Teria sempre as rédeas de sua vida em suas mãos. Queria ser capaz de entender suas dores, ignorando os sinais dados pelo corpo, que com o passar dos tempos se mostra insensível e cruel. Queria encarar a vida com otimismo. Queria... Ah como queria renascer a cada dia! Heloisa P. de Paula dos Reis hppaulareis@yahoo.com.br


14 osj

santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

APOSTOLADO PAROQUIAL A submissão à Divina Providência, que se manifestou por meio do convite dos bispos, levou os Oblatos a aceitar a responsabilidade de administrar paróquias. O nosso Fundador quis que os seus filhos estivessem à disposição do Episcopado, que fossem inseridos diretamente e com ardor apostólico na atividade evangelizadora da Igreja local. As Regras dos Oblatos de São José, no artigo 68 afirma: “O convite dos Bispos para assumir a direção de Paróquias próprias foi interpretado como um chamado da Divina Providência...”. E o artigo 69 diz: “O apostolado paroquial também se desenvolve em Paróquias que não foram confiadas à Congregação...” Quando os Oblatos de São José aceitam paróquias, deve dar importância a três valores: a) trabalhar onde maiores são as necessidades; b) disponibilidade à Igreja e c) colaboração obediente aos bispos. Estão muito claras as indicações: em um espírito de disponibilidade, trabalhar onde maior for à necessidade de nossa presença, aceitando plenamente a caminhada pastoral da diocese e colaborando com os Bispos, enriquecendo as paróquias e as dioceses com nosso carisma e nossa espiritualidade. Outro aspecto, já mencionado é o da disponibilidade à Igreja Particular. Isso significa: a) aceitar temporariamente o serviço em paróquias; b) ajudar (como faziam nossos primeiros confrades) os sacerdotes diocesanos no que for necessário. Mas o que significa ajudar o clero diocesano hoje?

1) ser amigo deles, dando nossa disponibilidade de tempo, nossa compreensão, nosso conselho, ser confessores e diretores espirituais ... 2) integrar (ou onde não tem ainda, fazer surgir) a pastoral sacerdotal diocesana, que deve cuidar do bem integral do padre. 3) Ser sensível e agir diante das dificuldades, crises ou problemas que pode carregar algum padre, abrir nossas comunidades (ou algumas) para acolher o clero necessitado. Outras indicações para o ministério paroquial: a) não pode dificultar a verdadeira vida comunitária, que se manifesta também na unidade de intenções e na sintonia de esforços dos Oblatos que trabalham juntos, na oração comum, ajuda e no exemplo mútuo. Pároco trabalha em nome da Congregação. À Congregação foi confiada a paróquia. Por isso tem que compartilhar as responsabilidades com os confrades da comunidade. Não podemos abrir mão da vida comunitária, porque somos religiosos. A vida comunitária é um valor determinante na nossa existência. b) O leigo tem seu papel de co-responsabilidade numa comunidade cristã. O oblato deve reconhecer sua função, educá-lo, para que se engaje melhor na pastoral e possa cultivar o carisma e a espiritualidade Josefino-Marelliana. Suma importância tem o Conselho Pastoral Paroquial (CPP) e o Conselho de Assuntos Econômicos (CAE). Seguindo as indicações das dioceses, os oblatos devem respeitar as funções e as responsabilidades destes conselhos e devem seguir animando com ardor os leigos. c) Deve facilitar um frutuoso trabalho vocacional. Congregação dos Oblatos de São José Província Brasileira N.Sra do Roccio


especial 15

santuariosantaedwiges.com.br

setembro de 2013

Lucas: segunda parte da pregação Vejamos o longo texto de 6,17 até 14,23, onde encontramos vários momentos, palavras, ensinamentos e sinais que revelam Jesus como o enviado do Pai, para a salvação No último artigo desta série sobre Lucas, vimos o início da pregação de Jesus. Analisamos, ainda que brevemente, o texto de 3,1 a 6,16: desde o anúncio de João Batista, passando pela entrada em cena de Jesus, e iniciando seus ensinamentos e feitos. Terminamos o artigo com a escolha dos Apóstolos, dentre o grupo de seus discípulos, em 6,12–16. Vejamos agora outra parte da pregação de Jesus, de vai de 6,17 até 14,35. É um longo lance de texto e teremos de resumir bem. O importante é que entendamos a trama, a sequência do que Lucas deseja transmitir. De fato, um dos problemas que o povo cristão encontra é a falta de uma visão global dos textos bíblicos, junto ao outro extremo, a falta de profundidade de cada parte. Nestes artigos queremos contribuir na superação do primeiro problema. O anúncio do Reino de Deus. Depois de escolher doze colaboradores, dentre os muitos discípulos que tinha, como vimos em 6,12–16, Jesus continua o anúncio do Reino de Deus e, segundo o Evangelho, multidões o seguem. Ele então lhes apresenta uma proposta clara, objetiva, de como entende o Reino que anuncia. Trata-se das Bem-aventuranças, em 6,20–23. Jesus valoriza os pobres, em 6,20, os famintos e os que choram, em 6,21, os odiados e perseguidos por causa dele, de Jesus, em 6,22. Depois, lhes anuncia uma grande alegria, em 6,23, pois tudo isto é a marca do discípulo, como foi a marca dos Profetas no passado. Na sequência Jesus anuncia sofrimento sobre os ricos, os saciados, os felizes com sua sorte, os bem sucedidos pelas vantagens, pois este não foi o caminho dos Profetas e, ao que parece, não será o caminho dos discípulos. Vemos isto em 6,24–26. Ficamos com a impressão que seguir Jesus não é assim tão fácil! Jesus continua, de modo prático, propondo modelos de comportamento: o amor aos inimigos, em 6,27–35; a necessidade de misericórdia, em 6,36–38; a urgência de coerência na vida e cuidado com o dia-a-dia, em 6,39–49. Sinais que confirmam Jesus. A seguir, encontramos em Lucas alguns episódios impressionantes. Eles apontam para particularidades da vida de Jesus que chamam a atenção. A cura do filho de um oficial romano, em 7,1–10 e a emocionante ressurreição do filho da viúva de Naim, em 7,11–18. A narração é interrompida com a vinda de discípulos de João Batista, em 7,18–24, que perguntam se Jesus é o anunciado e esperado ou se ele, João Batista, e seus discípulos, devem “esperar um outro” (7,19). Jesus responde com uma menção do Profeta Isaías e com ações. Depois, Jesus elogia João Batista de um modo admirável, em 7,28–30. Depois desta interrupção, Lucas continua com um alerta de Jesus sobre a aceitação e rejeição de sua palavra e dele mesmo, em 7,31–35. E na passagem se-

guinte vemos o impressionante episódio da pecadora perdoada, em 7,36–50. Em 8,1–3 ficamos sabendo que Jesus era acompanhado e assistido por discípulos e discípulas, entre as quais Maria Madalena, que será a testemunha primeira da Ressurreição de Jesus. Ela era uma mulher de posses e auxiliava Jesus em seus deslocamentos. Milagres e como receber e viver a palavra de Jesus. Depois disto tudo Lucas apresenta vários pequenos episódios, desde parábolas até atos e milagres que impressionam. Dentre estes, temos a tempestade acalmada, em 8,22–25; a libertação de um endemoniado em Gerasa, em 8,26–39; a cura da mulher com hemorragia e a ressurreição da filha de um homem chamado Jairo, em 8,40–56. Então Lucas mostra Jesus apresentando aos doze a missão, em 9,1–6. Curiosamente aparece Herodes, que havia assassinado João Batista. Esta aparição no texto já é uma introdução à futura paixão de Jesus, no final do texto de Lucas. O texto de Lucas continua com o episódio dos pães, em 9,10–17, quando Jesus alimenta uma multidão com poucos pães e peixes. Em Lucas 9,18–21 temos a chamada “confissão de Cesareia”, ou profissão de fé de Pedro. Um episódio que determina o “tom” do Evangelho. De fato, depois de Pedro declarar sua fé em Jesus e no fato de Ele ser o Filho de Deus, o próprio Jesus começa a anunciar seu sofrimento e sua morte, seguida de sua ressurreição (9,22–27). Então os fatos vão se sucedendo: a transfiguração de Jesus, em 9,28–36; o endemoniado epiléptico, em 9,37–43; dois anúncios de sua paixão e morte, em 9,22 e 9,44–45. Muitos estudiosos indicam que o texto 9,51 em diante é uma nova parte de Lucas. Nele vemos Jesus indo para Jerusalém e, na caminhada, que é apresentada como um “caminho” (9,51), Ele vai conduzindo os discípulos na compreensão de sua proposta, que é o Reino de Deus. Indica as exigências da missão, em 9,57–62; envia 72 discípulos antes de si, para preparar o caminho, em 10,1–16; indica que a alegria, entre os discípulos, deve ser pela pertença ao Reino dos Céus, em 10,17–20. Jesus lembra que para receber o Evangelho é necessário ser simples (10,21–22) e que os discípulos são privilegiados por estar ao seu lado neste momento histórico (10,23–24). Depois, Jesus é questionado sobre o mandamento mais importante. Ele indica que é o amor, seja a Deus seja aos irmãos (10,25–28). Para dar o exemplo, Jesus conta a parábola do Bom Samaritano, em 10,29–37. Já o episódio seguinte, onde encontramos as irmãs Marta e Maria (10,38–42), indica que é necessário, ao discípulo, ouvir Jesus e ser íntimo dele. Em seguida, Lucas apresenta a proposta de oração que conhecemos como Pai nosso em 11,1–4, e lembra que é necessário pedir com insistência, em 11,5–13.

Oposições a Jesus. O texto de Lucas segue com várias oposições a Jesus. Uma acusação de que Ele expulsava demônios pela força do demônio (11,14–23); o perigo que vem da maldade (11,24–26) e a alegria de ouvir a palavra de Deus e praticá-la (11,27–28). Depois Jesus apresenta metáforas, comparações que levam à compreensão de sua missão e identidade: o sinal de Jonas, em 11,29–32; e a lâmpada, em 11,33– 36. Em seguida, Lucas nos dá o relato de um encontro curioso mas tenso entre Jesus e alguns fariseus e escribas (11,37–54). Aprendemos que é necessário falar sem medo, com clareza, em 12,1–11; é necessário não acumular bens, na inútil pretensão de que isto dá segurança (12,12–21) e, pelo contrário, é preciso colocar-se nas mãos do Pai, em 12,22–32. O texto de Lucas continua com Jesus declarando vários alertas e propostas sobre si mesmo e seu seguimento: o desprendimento (12,33–34); a atenção pela vinda de Jesus (12,35–48); a divisão que o seguimento de Jesus pode causar (12,51–53) e a necessidade de observar os sinais da história, em 12,54–59. Ensinamentos vários. Lucas apresenta, em seguida, vários ensinamentos de Jesus, quase todos em função da aceitação ou rejeição de sua mensagem e pessoa. Entre eles é oportuno notar o sinal da figueira, em 13,6–9, que deve dar frutos, do contrário não cumpre seu papel. É uma metáfora do discípulo. Temos na sequência algumas parábolas: o grão de mostarda, pequeno mas fértil, em 13,18–19, sinal da palavra de Jesus que é semeada frágil, mas cresce; o fermento, em 13,20–21; a porta estreita, símbolo do Reino de Deus, em 13,22–30. De repente Herodes é mencionado, em 13,31–33, sendo mais um sinal da futura paixão e morte de Jesus. Jesus então diz uma palavra de lamento sobre Jerusalém, em 13,34–35, que dá a entender o fechamento que as autoridades lá locadas terão sobre Ele. O capítulo 14 de Lucas contém uma série de ensinamentos e observações de Jesus, além de um milagre: primeiro a cura de um enfermo, em 14,1–7; a escolha da simplicidade, regra do discípulo, em 14,8–11; o ensinamento sobre os valores do Reino de Deus, expresso com a parábola do banquete e dos convidados, em 14,12–24; a necessidade da renúncia voluntária pelo Reino de Deus, em 14,25–33. Tudo conclui com a comparação do sal: é preciso que ele salgue, pois do contrário ele não tem utilidade (14,34–35). Assim têm de ser os discípulos, como o sal: com sabor, que é personalidade, fidelidade, autenticidade. Pe. Mauro Negro - OSJ Biblista PUC Assunção. São Paulo SP mauronegro@uol.com.br


parabéns aos dizimistas que fazem aniversário no mês de setembro 15/set 21/set 28/set 21/set 24/set 19/set 12/set 18/set 05/set 09/set 12/set 16/set 06/set 10/set 23/set 23/set 02/set 02/set 10/set 18/set 25/set 18/set 20/set 03/set 27/set 28/set 27/set 28/set 07/set 03/set 26/set 09/set 15/set 22/set 25/set 29/set 08/set 29/set 30/set 09/set 19/set 29/set 12/set 08/set 10/set 23/set 30/set 06/set 26/set 06/set

Abinel Francisco Guimarães Alex Sandro Ferreira de Souza Alice Oliveira Santos Amilton Pedro Rodrigues Ana Lúcia Ferreira Macedo Ana Maria Andena Ana Paula de Santana Ana Silva das Neves Angela Maria Rocha Antonia Gonçalves B. Soares Antonia Miguel da Silva Gomes Antonia Veras Souza Timótio Antonina Maria da Silva Antonio Alves da Silva Antonio Carlos de Oliveira Antonio Fabio Pereira Chagas Antonio Fernando da Silva Antonio José de Souza Gomes Aparecida Messora Aparecida Cardoso de Oliveira Aparecida de F. Nepomuceno Arlete Vetorazzo Madeira Arlinda Bispo Silva Aurindo Antonio de Andrade Aurivan de Paiva Silva Carmela Catalana Mellare Carmela Coviello de Oliveira Catarina de Moura Cícero de Oliveira Silva Cirlei Lima Barbosa Clara de Assis Abreu Correia Cleusa Carraro Cleusa de Jesus Olímpio Cleusa Maia dos Santos Conceição Alaide Escaramboni Creuza Ponzo Cristiano de Sousa Nogueira Dagoberto Amorim Araujo Débora Amara de Souza Moura Dionizia Pereira da Silva Dirce Salum Fabiani Djanira Maria Ferreira de Brito Domingos Silva da Cunha Edicleide Rita Ribeiro Edinalva de Jesus Silva Edison Xavier Damaceno Elaine Felix Margutti Elaine Pontes Marinho Elder Jones da Silva Vieira Eliene Borges de Oliveira

14/set 12/set 10/set 26/set 15/set 30/set 08/set 02/set 09/set 20/set 29/set 01/set 06/set 07/set 17/set 22/set 09/set 28/set 28/set 27/set 03/set 12/set 10/set 03/set 29/set 25/set 19/set 16/set 29/set 01/set 07/set 05/set 22/set 01/set 19/set 13/set 10/set 08/set 20/set 18/set 25/set 10/set 19/set 22/set 30/set 12/set 16/set 25/set 06/set 20/set

Elio Alves Elizangela R. de Oliveira Elki Marcelo de Souza Elny Batista Rosa Elza Pereira dos Santos Forster Emilia Borsanelli Marquesini Enilto de Souza Pereira Eridan Souza Pereira Ester da Silva Lima Fabiana Cristino Avelino da Silva Francisca Costa Pereira Francisca Ferreira de Paula Francisca Misslene da Silva Francisca Regina Carneiro Ponte Francisco Ferreira Siqueira Francisco Neto Ponte Geonilda Nascimento de Jesus Givanilda Alves Lima Givanilda Alves Osmar Guaraci Celeste Grossi Hosana Ferreira de Lucena Ilda Josefa Alves Inácia Ferreira Barbosa Iolanda da Cunha Costa Iracema Bandeira Sousa da Silva Iracema Guerreiro Rubio Irailde Ribeiro Souza Irene Maria da Silva Martins Irlande do Carmo Isabel Soares de Santana Izabel Damiana Baia Silva Jacíline Galdino da Silva João Antunes de Souza João Francisco Sobrinho João Paulo Rodrigues Jorge Augusto G. de Lima Jorge Luiz de Souza Godinho José Alves de Freitas José Carlos de Assis José de Lourdes Carvalho José Fabio Pereira de Carvalho José Ferreira da Silva José Léo Marques da Silva Lima José Marcelo Geraldo da Silva José Maria do Nascimento José Paulino dos Santos José Roberto de Souza José Sabrino da Silva José Vitalino da Silva José Vitor da Costa

07/set 27/set 09/set 11/set 21/set 12/set 07/set 04/set 15/set 10/set 16/set 13/set 09/set 08/set 29/set 13/set 23/set 04/set 27/set 04/set 02/set 27/set 22/set 10/set 04/set 08/set 29/set 26/set 26/set 15/set 30/set 27/set 14/set 11/set 14/set 20/set 08/set 30/set 22/set 20/set 25/set 01/set 18/set 18/set 09/set 08/set 13/set 23/set 04/set 11/set

Josefa Erenita da Silva Josiane Cavalcante Josimar do Nascimento Guilherme Julieta Buondina Kingo Hashimoto Lidiane Gomes de Oliveira Lourdes Aparecida M. Panunto Lucélia Alves Duarte Lucia Regina da Silva Lucymara Aparecida da Silva Luiz Antonio Pellegrini Luiz Carlos Rodrigues Luiza Cavalcante Luzineide Maria de Jesus Manoel Vicente da Silva Marcelo Alves dos Santos Marcielly Alves Silva Marcílio Henrique Pinto Marcos Ferreira Margarete Lima de Oliveira Maria Valda Santos Maria Alvani Carvalho Gonçalves Maria Antonia Pires Vargas Maria Aparecida Alves de Almeida Maria Aparecida da Luz Maria Aparecida Scudeler Brizola Maria Aparecida Veloso Maria Bernadete Paulina Ignacio Maria Cícera da Silva Maria das Dores Alves Torres Maria de Fátima Lima de Oliveira Maria de Lourdes da Silva Maria de Lourdes Alves Lima Maria de Lourdes Alice Maria Dete Maria do Carmo Ribeiro de Alencar Maria do Desterro A. Jaima Maria do Socorro Lemos Lopes Maria dos Remédios de Oliveira Maria Elisangela de Oliveira Maria Helena dos Santos Maria Ivoneide Andrade Pacheco Maria José dos Santos M. do Carmo Maria Juraci Baia Maria Leite da Silva Maria Luiza da Silva C. Rocha Maria Nilza Carvalho Silveira Maria Rita de C. Mirabelli Maria Severina da Silva Maria Silvania da Silva Santos

Fraternidade é Partilha! Leitura: 2 Crônicas 31,2 6:”Ezequias organizou os sacerdotes e levitas por classe...Logo que a ordem foi dada, os israelitas forneceram com abundância os primeiros frutos do trigo, do vinho, do óleo, do mel e de todos os produtos do campo. E entregaram fartamente o dízimo de tudo...levaram o dízimo dos bois e ovelhas. Fizeram montes com o dízimo das coisas consagradas a Javé, seu Deus”. Ezequias tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar. Foi o responsável pela reforma religiosa e política do povo de Judá. Os dois livros das Crônicas retratam um pouco da história de Israel, depois do exílio na Babilônia. Parece me ver o povo acorrendo ao pedido do jovem rei Ezequias. O texto sagrado nos pode dar esta ideia. Por ocasião da reforma do templo, o rei convoca o povo para ajudar a reconstruir aquilo que estava estragado. Parece um retrato de São Francisco quando ouve: “Francisco, reconstrói a minha Igreja”.

O povo colaborou tanto que fizeram “montes com o dízimo”. O texto bíblico usa também outras expressões: “forneceram com abundância”, “entregaram fartamente o dízimo de tudo”... Continuando a leitura diz que ainda sobrou com fartura, “pois Javé abençoou o seu povo”. Ezequias mandou construir um depósito para guardar os donativos com toda honestidade (v.10 12). A partilha dos bens deve suprir as necessidades dos irmãos. Muitas vezes nossas Igrejas e mesmo as instituições de caridade, que fecham o mês em vermelho, outras “falindo”, fechando se ao atendimento à população carente. A pastoral social nem sempre consegue dar conta deste trabalho junto ao pobre.  Os movimentos filantrópicos também encontram suas dificuldades em administrar seus serviços aos pobres.

01/set 04/set 18/set 12/set 14/set 01/set 22/set 12/set 16/set 22/set 15/set 11/set 05/set 09/set 15/set 10/set 12/set 08/set 10/set 29/set 04/set 16/set 07/set 09/set 05/set 26/set 08/set 29/set 07/set 22/set 21/set 18/set 02/set 26/set 11/set 30/set 25/set 26/set 21/set 20/set 14/set 02/set 10/set 19/set 16/set 23/set 23/set 08/set

Maria Uberaneide Marina das Neves Marines Gouveia da Silva Mario Estanilslau Correa Marisa Amália F. Mesquita Sutilo Meirivania Nere Teixeira Maocir José da Silva Nelson Rodrigues Nilton Moreira da Silva Nitercílio Alves Pereira Núbia Maria de Brito Bezerra Odail Teles Siqueira Odília Rita de Oliveira Olinda de Assis de Oliveira Silva Orlando Soarez de Oliveira Osmarina Alves do Nascimento Patricia Mineiro da Silva Patrícia Silva Lima Patrik Ernane de Souza Raimunda Ferreira Tomaz Raimunda Nunes F. da Silva Raimundo Gomes de Oliveira Regina Maria C. da Silva Sartori Ricardo Monteiro Santana Rodrigo Rezende Barbieri Rosana Cavalcante de Almeida Rosi Aparecida Banin Rosiléia Neves dos Santos Rosineide L. de França Salles Mustafá Ale Sandra Aparecida Herrera Sergio Aparecido Conceição Sônia Vargas Ortega B. Gomes Stela Silvia Lima Araujo Tereza Rodrigues Souza Tereza Vanda Gomes P. Alves Terezinha Maria de Menezes Terezinha Eufrasio F. dos Santos Therezinha Aparecida B. Gangi Umberlinda G. Lima Vladinéia Rosa de S. Oliveira Valdomiro Nonato Ribeiro Vera Lúcia S. França Vicente Antonio Santos Viviane Aneti Viviane Vicente Marques Wilson Cicoone de Lemos Zenilda dos Santos

O dízimo, em muitas comunidades, tem sido uma forma exemplar de comunhão e de participação pastoral social da paróquia. Talvez, devido a escassez, a miséria em que vivem os pobres, não podemos ter feito “montões” de economias para ter em estoque o suficiente para ajudá-los. Procure uma forma de colaborar na sua comunidade para que haja bastante pão para seus irmãos mais necessitados. Aprenda a doar com fartura! Pe. Jerônimo Gasques www.saojosepp.org.br

campanha do terreno quitaram o carnê esse mês Inara Oliveira dos Santos Marcelo Muniz da Silva Nilton José Mariano Somibras Soc. De Mineração do Brasil

sta_edwiges_setembro_13_web  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you