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MENSAGEM À COMUNIDADE

EVANGELIZAR A

JUVENTUDE

A

juventude tem sido caracterizada por diferentes visões. Para muitos estudiosos da sociologia, da psicologia e da antropologia, esse é o momento primordial para as relações da vida em grupo, para a relação entre os grupos de iguais e para as profundas buscas e experiências que interferem nos resultados de encontros, desencontros, inseguranças, curiosidades, medos, confusões, indefinições, mudanças, crises e crescimentos. Devemos olhar para a juventude como um momento da vida em que se intensificam os questionamentos, discernimentos, entendimentos, sonhos. Tomemos cuidado para não cobrar da juventude algo que ainda não é possível ser oferecido, bem como assumir uma atitude de descrédito diante de suas potencialidades. Como comunidade, desejamos pensar quais são os melhores caminhos para a nossa ação evangelizadora com a juventude. É um grande desafio entrar e compreender o universo da juventude, mas, ao mesmo tempo, compreender para além do período marcado por mudanças físicas, cognitivas ou afetivas. Queremos pensar na juventude como fase em que se afirmam suas escolhas, suas aptidões, suas experiências e, acima de tudo, sua necessidade de encontro com Deus. A evangelização deverá ser considerada como a ação fundamental e prioritária para que o jovem adquira boa identidade cristã e se envolva na edificação do Reino de Deus. Sensíveis ao tema da Campanha da Fraternidade e à realização da Jor-

nada Mundial da Juventude no Brasil, e aproveitando essa ocasião, precisamos refletir sobre a realidade e os desafios da evangelização da juventude, movidos pelo espírito de um evento tão importante pela sua grandeza e pela força de trazer para os vários segmentos juvenis a possibilidade de rever estruturas e criar itinerários que favoreçam a formação humano-cristã. Infelizmente, a realidade nos mostra que muitos jovens se interessam pela comunidade cristã quando se trata da vida sacramental (eucaristia, crisma, matrimônio...), e logo após receber o sacramento deixam a comunidade de fé ou participam esporadicamente da celebração da Eucaristia. É urgente pensarmos em algo que seja mais contínuo para a participação dos jovens na vida eclesial e, especialmente, na vida de nossa própria comunidade. Nas mais variadas realidades das comunidades de fé é possível perceber a preocu-

pação dos catequistas com muitos jovens que não estão iniciados à vida cristã. Alguns, quando procuram, não encontram respaldo, não se tem o que oferecer a eles, e há centenas de jovens que nem atentos para isso estão. Precisamos rever nossa “catequese de crisma”, que deveria ser catequese com juventude e não focar apenas no sacramento, mas ajudar os jovens a enriquecer sua experiência de vida e construir sentido para ela em interação com a fé cristã. De igual modo, o envolvimento dos jovens na liturgia, nos trabalhos sociais e no seu espaço próprio como cristãos na vida social deveriam ser preocupação de todos, uma vez que a experiência de fé nos conduz à percepção de que sempre há lugar para mais um nessa “mesa de irmãos”. Para isso é necessário acolhermos e estarmos atentos às características e necessidades dos jovens e não apenas transmitir-lhes conteúdo e doutrina.


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A PASTORAL PAROQUIAL

PASTORAL DO DÍZIMO:

a relevância do Dízimo

Participe você também de nossa comunidade sendo um(a) dizimista, pois é educativa a sua participação na obra de Deus em nossa Paróquia e em sua Comunidade. A palavra Dízimo significa décima parte. Presente em outras tradições e culturas, o Dízimo chegou até nós através de inúmeras citações do Antigo Testamento, que atestam sua prática entre os israelitas. Nas reflexões anteriores ressaltouse uma questão que ainda aflige uma parcela considerável de católicos, Pagar ou não Pagar o Dízimo. Se verificarmos na história o Dízimo perdeu a sua força na Igreja Católica aqui no Brasil, porque, até a Proclamação da República, os dízimos eram cobrados pelo Estado e este os repassava à Igreja. Como era um imposto e tinha uma administração falha, perdeu sua credibilidade e gerou certo preconceito no meio católico. Há uma mística a se resgatar no gesto da entrega do Dízimo: Deus é generoso e clemente. Tudo lhe pertence. Em sua misericórdia criou o mundo e tudo que existe para o bem do ser humano. Ele concedeu dons, talentos, inspiração, capacidade de criar e trabalhar a todos. Quem produz algo, o faz porque o Senhor permite. Assim, o Dízimo revelase como um gesto de gratidão para com Aquele a quem glorificamos. O dinheiro oferecido de acordo com as posses e consciência de cada um é o humilde reconhecimento de que sem Deus nada se é, nada se tem. Vê-se aí o Dízimo numa dimensão de partilha e solidariedade, pois Deus se identifica com as necessidades dos pobres e da comunidade. O critério para definir o valor do Dízimo é o impulso do nosso coração, devemos contribuir conforme nosso orçamento, sem tristeza e sem constrangimento, pois Deus ama quem faz sua oferta de modo despojado e com alegria. Convidamos você, quando sentir em seu coração o dom da partilha, da doação, do amor, da generosidade para com o próximo, a fazer o seu cadastro como dizimista. Temos certeza de que sentirá em seu coração a transformação e a misericórdia de Deus. Que o Senhor abençoe a todos!

PASTORAL DO BATISMO

NOVOS DIZIMISTAS

Nossa Paróquia teve a alegria de acolher no final do mês de Maio e Junho de 2013 novos membros em nossa família cristã, através do Sacramento do Batismo celebrado pelo padre Boim, cujos nomes de Batismo são: (maio) Joaquim Malheiros Ferreira; Lara Martins da Silva Fragapane; Gabriela Tavolieri Peixoto; Larissa Carosini Picciarelli; Gabriel Berno Alves; Daniel Schmalz Ribeiro; Bruno Schmalz Ribeiro; Graziela Tanaka Fukunari; Liz de Oliveira Exman; (junho) Fernando Aragão Pereira; Daniela Funaki Landi; Alice Albuquerque Santana; Pedro Albuquerque Ferrari; João Pedro Pettoruti Auada; Yasmin Kaori Mitrowic Kawauchi; Arthur Rocha Figueiredo; Pietro Polastri Brambilla; Daniel Geralde Junqueira Franco; Gabriel Silva Behmer; Matheus Martinelli Bruzadin. Que nosso testemunho de fé possa animar na vida cristã todos os que foram, com Cristo, mergulhados nas águas da vida!

Dízimo é uma doação espontânea. O Dízimo que temos é o espelho da Comunidade que somos! Com alegria acolhemos os novos Dizimistas da Paróquia Nossa Senhora da Esperança: Eliana Assi, Ruy Carramaschi, Alexandre Alves Mendes, Dália Costa Bastos, Maria Francisca H. Cury, Rafael Melo de Campos e Maranice Maia Tripoli. Que Nossa Senhora da Esperança os proteja sempre!

VIDA COMUNITÁRIA Dia 28 de junho, na PUC do Rio de Janeiro, o Padre Edson defendeu a tese de doutoramento em Ética Social, com o tema “O Bem Comum na obra de David Hollenbach”. Parabéns! Que esse passo dado possa ser útil à formação dos leigos e futuros padres. A nossa Comunidade está feliz!

CATEQUESE DA CONFIRMAÇÃO

Como tem sido anunciado nas missas dominicais, a Catequese da Confirmação (Crisma) está prestes a iniciar um novo ciclo. As inscrições para este novo ciclo permanecem abertas – procure a secretaria paroquial para outras informações. Confirmar a fé batismal é mais que fazer um curso, é amadurecer a resposta ao chamado de Deus!

PENSANDO NA VIDA DE FÉ

As Virtudes Cardeais Eis que vos mando como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como a serpente e simples como as pombas. (Mt 10, 16) Diferentes das virtudes teologais – fé, esperança e caridade – que se referem diretamente a Deus e nos impelem ao seu conhecimento e louvor, as virtudes cardeais – prudência, justiça, fortaleza e temperança – destinam-se a orientar o nosso proceder, para superarmos nossas limitações humanas, enfrentando as tentações e o pecado, levando-nos assim indiretamente para Deus. As virtudes cardeais são tão importantes que em torno delas orbitam todas as demais virtudes humanas, também chamadas virtudes morais: Prudência (cf. Mt 10,16;24,45) – Esta virtude cardeal nos leva a refletir antes de agirmos na busca de algum objetivo, evitando precipitações em nossas tomadas de decisão. Ajuda-nos a decidir coisas importantes, a escolher os meios mais

corretos de praticar o bem e evitar o mal, e a aplicá-los nas ocasiões mais oportunas. A carência desta virtude leva ao vício da imprudência, caracterizado pela precipitação (agir sem refletir) ou pelo descuido (agir mal, mesmo após refletir), e seu excesso conduz a outros vícios: à astúcia (aplicar a prudência para planejar e aprimorar o mal, em vez de dirigi-la para fazer o bem) e aos excessos de cuidados com o mundo (priorizar hábitos onerosos, luxo, vaidade, poder, acúmulo de bens, dinheiro, status, comida, prazeres do mundo). Justiça – Esta virtude cardeal, quando praticada de boa vontade, embasa nosso relacionamento com os direitos do próximo, concedendo-lhe acesso a tudo a que tem direito. Orienta-nos a proteger nossos próprios direitos, e a não negarmos a Deus aquilo que Lhe cabe (cf. Mt 22,21; Mc 12,17; Lc 20,25). É a Justiça que nos orienta ao convívio pacífico com o próximo, estruturando nosso papel na sociedade (cf. Mt 25, 44-


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46), e conscientizando-nos sobre nossa responsabilidade em relação aos injustiçados. Desde a Encíclica Rerum Novarum, publicada em 1891 pelo papa Leão XIII, muitos e ricos documentos nesta linha nos têm sido disponibilizados sobre a Doutrina Social da Igreja. O sétimo, o oitavo e o décimo mandamentos da Lei de Deus referem-se a esse mesmo tema, e cumpri-los é uma forma eficaz de praticar a Justiça. Essa prática começa evitando-se pecados contra esses mandamentos: furto, mentira e cobiça (Mt 15,18-19; Mc 7,22; Rm 1,29; 1Pd 4,15). Além do arrependimento e da confissão sacramental, pecados contra a Justiça exigem reparação (restituir um bem que subtraímos) e retratação (restaurar uma reputação que prejudicamos). Para que a Justiça seja de fato praticada, é necessário, na prática, ouvirmos os conselhos do apóstolo Paulo no capítulo 13 de sua carta aos Romanos, um verdadeiro roteiro de Justiça para todos nós: devemos devolver o que nos emprestam (cf. Rm 13,8); pagar pelo que compramos; cumprir fielmente os tratos que fazemos; trabalhar honestamente pelos salários ou honorários que nos pagam; registrar e pagar em dia o justo salário aos empregados que contratamos (cf. Rm 13,8); permanecer fiéis e por toda a vida à pessoa com quem nos casamos (cf. Rm 13,9); cumprir as leis estabelecidas pelas autoridades legitimamente constituídas (cf. Rm 13,1); pagar os impostos devidos (cf. Rm 13,6-7); ser honestos, virtuosos, puros e retos (cf. Rm 13,13-14). Fortaleza – A despeito das limitações e fragilidades do ser humano, nossa vida de fé associa-se intimamente ao cultivo das virtudes, que emana da fidelidade a Deus e à sua Lei, justamente por sermos humanos, a obra-prima da Criação, imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,27a). Para perseverarmos no caminho do bem, nossas fraquezas nos forçam a travar contra o mal uma contínua batalha, e é justamente pela virtude cardeal da Fortaleza que Deus nos dá as graças de que precisamos para, inabaláveis, cumprirmos com alegria nossos deveres de estado (de casal, de religiosos, de profissionais, de pais, etc.), perseverando na luta contra as tentações, fugindo da prática do mal e das ocasiões de pecado, e combatendo as paixões do mundo: preguiça, inveja, raiva, sensualidade, avareza, egoísmo, orgulho, gula e tantas outras. A paciência, virtude que nos torna capazes de suportarmos continuamente as constantes adversidades da nossa vida, é um dos principais frutos que emanam desse grande dom do Espírito Santo, a virtude cardeal da Fortaleza. Fortaleza é a virtude de que mais precisamos no momento das tentações, mesmo quando não se trate de coisas de primeira importância: resistir à preguiça ou aos atrativos das distrações quando precisamos estudar ou trabalhar; resistir aos apelos do mundo,

Calendário Pastoral Paroquial Missas Terça à Sexta, às 18h. Sábado, às 16h. Domigo, às 8h30,11h e 19h. Serviços pastorais Grupo Gente Ativa Segunda-feira, das 13h30 às 17h30, no Salão Paroquial. Grupo de Oração Terça-feira, das 14h às 15h30, na Igreja. Pastoral da Caridade Terça-feira, das 14h às 16h30. Pastoral da Amizade Quarta-feira, às 20h, no Salão Paroquial. Narcóticos Anônimos Segunda a sexta-feira, das 20h às 22h, nas Salas Inferiores. quando más companhias (cf. 1Cor 15,33) nos convidam ou estimulam a fazer coisas erradas que não devemos ou não queremos ver, assistir, falar, ler, olhar, ouvir, experimentar, participar, praticar; resistir à vontade de deixar de fazer ao irmão algum bem que esteja ao nosso alcance (cf. Tg 4,17); resistir à tentação de substituir um tempo de oração, uma ida à missa, ou alguma atividade dedicada a Deus por algum trabalho, por algum lazer, por algum período de ociosidade, ou, o que é pior, por alguma ocasião de pecado. Para não surtir efeito adverso, a Fortaleza deve ser aplicada na medida e na orientação corretas: em excesso, caracteriza o pecado da temeridade ou falsa coragem (exposição desnecessária ao perigo e à morte, como no uso irresponsável de veículos, em certos esportes radicais, etc.); se escassa, resulta no pecado da timidez ou acanhamento (omitirse de praticar um bem, por estar sempre em dúvida se é certo ou errado), ou então da covardia (deixar de cumprir um dever, por medo de fazê-lo). Um particular tipo de covardia é o onipresente respeito humano (para fugir de caçoadas e outras humilhações, desprezam-se valores divinos em favor de apelos mundanos). Temperança – Esta virtude ensina a utilizar, balanceada e sobriamente, os bens deste mundo, legados por Deus ao homem desde a Criação (cf. Gn 1,27-30), usufruindo-os sem exageros, na quantidade certa, por um período conveniente e no momento oportuno. A Temperança estabelece limites e com eles modera o uso dos bens materiais, com um equilíbrio saudável entre diversão, conforto, descanso, riquezas, sono, comida, bebida, sexo.

3 Catequese da Confirmação: no Salão Superior, das 8h30 às 12h30. 3 Peregrinação dos Padres à Sé: na Catedral, às 9h30. 7 Reinício Atividades Past. da Amizade: no Salão Paroquial, às 20h30. 8 Formação: Família, lugar de vivência da fé: no Salão Superior, às 20h30. 10 Catequese da Confirmação: no Salão Superior, das 8h30 às 12h30. 11 Missa “Dia dos Pais”: na Igreja, às 8h30; 11h e 19h. 13 Missa da Catequese: na Igreja, às 20h15. 13 Conselho Pastoral Paroquial: no Salão Superior, às 20h30. 17 Missa (Apresentação dos Crismandos): na Igreja, às 16h. 18 Encontro Fraternal das Pastorais: no Salão Paroquial, às 8h30. 20 Conselho Pastoral Setor: N. Sra. Lourdes, às 20h30. 23 Pastoral do Dízimo: às 20h30. 24 Preparação para Batismo: no Salão Paroquial, das 8h30 às 12h. 25 Celebração do Batismo: na Igreja, às 9h30. 25 Peregrinação da REI à Sé: na Catedral, às 15h. 30 Pastoral do Dízimo: às 20h30. 31 Catequese da Confirmação: no Salão Superior, das 8h30 às 12h30. Materialista, a sociedade banaliza descomunalmente todas essas coisas, e com sua postura “moderna”, induz graves pecados contra a Temperança: incentiva um modo de vida egoísta, que coleciona instantes isolados de prazer, baseados no conforto pessoal a qualquer custo, no atendimento instantâneo de desejos imediatos, na busca contínua de gratificações momentâneas e rápidas, no aproveitar-se do outro, explorando-o ao máximo em benefício próprio. Setores influentes da sociedade, com questionável motivação, aproveitando-se do silêncio, passividade, indiferença (e até mesmo do incoerente apoio) de tantos “católicos”, vêm exercendo com confortável êxito uma “ditadura das minorias”, impondo unilateralmente muitas inversões de valores, rapidamente degradando em consequência os costumes cristãos na sociedade. Basta ver o que a mídia publica, infelizmente com o apoio de tantos “católicos”, que aplaudem “progressistas” adeptos de valores contrários aos ensinamentos de Cristo, e ro-

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tulam de retrógrados e ridicularizam ferozmente os que permanecem fiéis à doutrina de Jesus, o único Caminho, Verdade e Vida. Estamos imersos numa sociedade egoísta e egocêntrica, resultante de uma educação sem freios, sem limites e sem Deus, alheia às necessidades do irmão, desinteressada pela vida, pela família, pela pátria, pela religião, por Deus. Cresce desenfreadamente nessa sociedade a alienação das pessoas em relação aos valores da educação, da solidariedade, do companheirismo, do altruísmo, do respeito, da polidez, da valorização da vida, da honra, da dignidade, do pudor, do recato, da pureza, da honestidade... Só a prática da virtude da Temperança pode nos ajudar a reverter esse quadro angustiante, resgatar valores, controlar nossos impulsos imediatistas, começando por fazer-nos mais tolerantes com o que nos acontece, amparando nosso esforço na luta contra o pecado e na superação das nossas fraquezas. Educar na virtude é um investimento nem sempre reconhecido: trabalhoso e demorado, sua meta é alicerçar para o educando um futuro com a liberdade verdadeira e duradoura à qual Deus o destinou, ao custo do abandono das “liberdades” mundanas, cuja realidade as tem confirmado efêmeras e lesivas. No aconchego do nosso lar, podemos fazer nossa parte nesse trabalho difícil: acostumar desde cedo nossas crianças à prática das virtudes, a começar pela Temperança, conscientizando-as, a seu tempo, de que para tudo existe um limite, ao qual têm o direito de ir, mas que nunca convém ultrapassar. Os resultados não serão imediatos, mas se manifestarão como doces frutos, lenta e oportunamente, fazendo emergir uma geração de indivíduos diferenciados, plenos de autocontrole, disciplina e valores cristãos.

NO MÊS QUE VEM... 1 No dia 05 de Setembro: formação bíblica com o tema “Testemunhos de Fé no Antigo Testamento”, às 20h30; 2 Em 17 de Setembro: Missa da Catequese da 1ª. Eucaristia, às 20h15; 3 Dia 28 de Setembro: Espiritualidade da Família; 4 No dia 29 de Setembro: Encontro da Pastoral da Amizade.

41 Anos Evangelizando: de Esperança em Esperança

“Igreja: povo de Deus”

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renúncia do papa Bento XVI e a escolha do novo papa foi acompanhada com grande interesse pela mídia. A princípio noticiaram-se os fatos, mas, cessadas as novidades e aproveitando-se da atenção de grande parte da população, produziu-se um festival de especulações e ilações sobre o que teria levado o papa a renunciar e como se daria o conclave. Terminadas as novidades, a mídia tratou de requentá-las e lançar estereótipos sobre a Igreja, que foram acompanhados de comentários de leitores em textos da internet, muitos deles negativos e preconceituosos, que não correspondem à realidade dos cristãos católicos em sua vida concreta nas diversas comunidades. Entretanto, com relação à sucessão no comando da Igreja e seus problemas correlatos, se em parte houve sensacionalismo e inúmeras matérias sem provas e sem fontes confiáveis, houve também exposição de problemas reais. Não se deve apenas criticar a atuação da mídia, mas aproveitar a ocasião para examinar a atuação eclesial. Não esquecendo que posturas da instituição ajudam a fomentar o sensacionalismo: alimentação de segredos de corte, incorporação de privilégios, costumes palacianos e principescos, moralismo, exageros na centralização, autoritarismo e pouca disponibilidade para o diálogo com o mundo de hoje são algumas dessas posturas. Quem se sente incompreendido ou afetado pelo moralismo e intransigência, quando vê as falhas da Igreja, aproveita para responder com severidade ou mesmo aproveita para tripudiar. Circularam nesse período trechos de um artigo da década de 80 do teólogo Yves Congar, no qual ele lembrava que o carisma do poder central da Igreja de não ter nenhuma dúvida, por um lado, pode ser magnífico, mas por outro pode ser terrível, porque, como em todos os outros lugares, em Roma, e na Igreja, estão seres humanos que têm limites na inteligência, no vocabulário, em suas referências, no ângulo de visão e na ética. Não podemos querer atribuir a seres humanos características absolutas que só cabem a Deus. As fraquezas e pecados de membros e estruturas da Igreja que têm vindo a público nos últimos anos e que tanto

foram debatidas ou mesmo noticiadas com certo sarcasmo por ocasião da renúncia de Bento XVI, se por um lado nos causam dor, por outro ajudam-nos a lembrar que somos humanos, limitados e necessitados de conversão contínua e nos interpelam a, como instituição, ser mais misericordiosos, como o Pai do céu é misericordioso com as falhas e dificuldades da humanidade. Durante o período de sucessão do papa, muito se falou sobre a necessidade de renovação e atualização da Igreja. O próprio Bento XVI abordou isso na sua carta de renúncia ao mencionar o “mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé”. Entretanto, há ainda, por parte de muitos, a mentalidade de que a Igreja não precisa mudar e se renovar. É fato que não seria salutar a doutrina simplesmente endossar tudo que a cultura de hoje propala. Mas a humildade de reconhecer as próprias falhas e de se dispor ao diálogo para atualizar os ensinamentos eclesiais poderá ser um ganho para todos, inclusive para a doutrina e sua preservação. Entretanto, esperar apenas as atitudes das lideranças centrais pode significar cruzar os braços. Há muito que se pode fazer nos organismos e estruturas locais, com atitudes propositivas e concretas de humildade, disposição ao diálogo, evitando o autoritarismo, o moralismo desumano, a hipocrisia e dando testemunho de solidariedade e de doação, enfim, práticas em favor da justiça social, testemunhada na ação do próprio Cristo. É essa a melhor contribuição que podemos dar ao papa Francisco, portador de grande esperança de renovação. Fonte: Adaptado de Vida Pastoral julho/agosto de 2013 - Pe. Jakson Ferreira de Alencar, ssp.

atendimento da SECRETARIA: Segunda, das 13h30 às 17h30. Terça à Sexta, das 8h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30.

Sábado, das13h30 às 17h30. Acesse o site www.paroquiansesperanca.org.br

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Ano XVI – Edição 179 – AGOSTO/2013 Tiragem: 1.000 exemplares • Periodicidade: mensal

Distribuição: gratuita • Responsável: Cônego Dagoberto Boim • Projeto gráfico e diagramação: Minha Paróquia (minhaparoquia.com.br) • Impressão: Gráfica Serrano (11) 7733 6247

Paróquia Nossa Senhora da Esperança Endereço: Av. dos Eucaliptos, 556 - Moema São Paulo, SP • CEP 04517-050 Tel/Fax.: (11) 5531-9519 • e-mail: pnsesperanca@uol.com.br


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