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Informativo da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe

Campinas, mar e abr 2013

Fraternidade e Juventude - Pág 02 O Ano da Fé - Pág 03 Missa Parte por Parte Gestos, símbolos e sinais da Missa - Pág 07


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CF 2013 – FRATERNIDADE E JUVENTUDE Eis-me aqui, envia-me (Is 6,8)

Neste dia 13 de Fevereiro, QuartaFeira de Cinzas, com o início do período Quaresmal, a Igreja no Brasil coloca-nos, mais uma vez, diante dos desafios de nossa realidade através da Campanha da Fraternidade. Este ano completam-se cinquenta anos da abertura e realização da CF ao nível interdiocesano. Seu histórico, bastante conhecido, dá conta que foi em 1962, que na Arquidiocese de Natal, o então Administrador Apostólico Arquidiocesano, Dom Eugênio de Araujo Sales, coordenou o projeto piloto que deu origem, no ano seguinte, a Campanha da Fraternidade nos moldes que conhecemos ainda hoje. Em 1964 a CF já era uma realidade nacional para nossa Igreja. Hoje a CF não apenas ajuda a nós aqui do Brasil, mas também outros povos que buscam caminhos e soluções evangélicas para realidades exigentes de evangelização nos dias de hoje. Neste ano de 2013, complementando o que a Jornada Mundial da Juventude vai nos proporcionar em termos de reflexão e trabalho missionário e evangelizador O Manto é o Informativo Trimestral da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe e sua distribuição é feita nos bairros pertencentes à Paróquia: Jd Garcia, Jd Londres, Vila Castelo Branco e Vila Padre Manoel da Nóbrega. Tiragem: 2.500 exs Equipe responsável: Pe. Carlos José Nascimento, Claudemir de Campos, Fátima Schneider, Juliana Vagli, Marcos Pântano, Mariza Marques, Murilo Bonfim, Priscila Marins, Rosimeire Lemos e Vanessa Santos. Diagramação: Marcos, Murilo e Vanessa Revisão: Ana Lúcia Chiarini Pena Impressão: Gráfica Mail Center Contato: pascom@guadalupecampinas.com

junto aos jovens, a CNBB e a equipe responsável pela Campanha da Fraternidade propõem o tema Fraternidade e Juventude, seguido pelo lema Eis-me aqui, envia-me, tirado da profecia de Isaias, capítulo 6, versículo 8. Foi no ano de 1992 que esta temática foi proposta pela primeira vez. Os tempos eram outros, embora os desafios muito semelhantes. Já era perceptível que estávamos entrando numa dinâmica de mudança de época. Vale lembrar que este conceito foi sendo forjado aos poucos, segundo uma percepção que indicava não estar havendo apenas algumas transformações nos modelos sociais e econômicos, mas uma transformação na própria estrutura da sociedade. Consequência disso era a perda do que referenciava valores e norteava caminhos do ser humano. Evidente que os jovens são os mais vulneráveis e suscetíveis a qualquer tipo de transformação. Naquela época era preciso refundar para a juventude valores que indicassem quais os caminhos verdadeiros que a levaria a perfeita realização e felicidade de seu ser. Hoje se recoloca a temática novamente à luz dos desafios dos tempos atuais. Esta Campanha da Fraternidade tem como objetivo geral "acolher os jovens no contexto de mudança de época em que estamos vivendo, propiciando desta forma caminhos para o seu protagonismo, no seguimento de Jesus Cristo, bem como na vivência eclesial e na construção da vida, da justiça e da paz". A novidade em relação à CF de 1992 é a motivação para que o jovem assuma seu protagonismo eclesial, seja agente evangelizador, sobretudo no mundo em que está inserido hoje. É notório que os jovens são os mais influenciados pelo

uso das novas tecnologias e os que mais estão envolvidos neste mundo. Como ser cristão nesses tempos atuais diante de uma realidade transformada e marcada por novas formas de relacionamentos e interações humanas. O jovem cristão tem um papel fundamental neste aspecto do trabalho missionário e evangelizador na Igreja. O cartaz ilustrativo desta campanha é significativo. Apresenta a alegria jovial, própria da juventude diante do desafio proposto pela cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao se apresentar com o seu Eis-me aqui, envia-me, o jovem estará abraçando a proposta de Jesus, sua Cruz, e se configurando com Ele. Sinal disso no cartaz é a jovem com toda sua alegria e espontaneidade com os braços abertos em forma de cruz, repetindo o crucifixo estilizado que se encontra no alto (digase, no céu, sinal da cruz vitoriosa de Cristo). O destaque para o céu no cartaz parece proposital: o céu é o limite, como diriam os jovens. Mas para vislumbrar essa realidade triunfante é preciso comprometer-se com o caminho de Cristo. Por fim, mas não por último, o cartaz evoca a confiança da Igreja nos jovens. Deus os chama também para a missão e a Igreja acredita na generosidade dos jovens ao responderem ao chamado, que dizem com confiança Eis-me aqui, envia-me... O desafio está lançado tanto para os jovens como para todos nós que somos Igreja. Se fizemos, enquanto Igreja, nossa opção pelos jovens devemos, portanto, também abrir os espaços necessários para que eles expressem sua vivência e participação no mistério de Cristo através de sua participação na vida da Comunidade e da Sociedade. Pe Carlos Alberto Rodrigues Jorge Vigário Paroquial


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Ano da Fé No ano em que a nossa paróquia celebra seus 20 anos, estaremos em um esperançoso Ano da Fé. Mas, por que é importante e necessário esse Ano? Nos dias atuais, vivenciamos, lemos em jornais, o u v i m o s n a t e l e v i s ã o , acontecimentos e histórias tristes, chocantes de como nosso tempo "anda"; estamos vivendo a vida presente de fome, choro, guerra, intrigas, dores, mortes... Vida que está levando inúmeras pessoas a viverem nas incertezas e nas crises de sua Fé. Em meio a isso, onde está o nosso momento de reflexão e de oração a Deus preciso, para que cada um de nós viva e deseje viver a Fé com plena sinceridade e consciente? Tendo em vista isso, o Papa Bento XVI iniciou no dia 11 de outubro de 2012, o Ano da Fé, com término em 24 de novembro de 2013 (Festa de Cristo Rei); para que possamos dedicar e refletir sobre a nossa Fé, nossa vida em comunidade e

familiar. É um momento dedicado a importância de nos amadurecermos na caridade e na busca da salvação em vista às condições em que o mundo caminha. Pela oração encontramos a força da Fé, nos conectamos conosco mesmos e com o próximo; por ela realizamos e vivenciamos a necessidade de ouvir o Chamado e a Missão que Nosso Senhor preparou para nós. Com a Fé, somos chamados a transformar e mudar a vida e o modo de vivência; a superar a tristeza e as destruições que vem nos atingindo com o passar dos dias, e cancelando os sonhos dos que se perdem em sofrimentos e dores. Com ela, alcançamos o Amor, a Vida cheia de paz e harmonia. Dedicando nosso precioso momento a nosso Deus, na Fé, socorremos e ajudamos nossos irmãos, pois é no Amor e com ele que curamos todas as feridas; por ela fortalecemos nossas experiências; aprendemos cada vez mais em nosso momento intimo e pessoal com Nosso Senhor; cresce em nossos corações a certeza de vivermos mais a Partilha, a Justiça e o Amor. Com ela, as respostas que buscamos para inúmeras dúvidas da vida, para compreendermos os mistérios da Palavra de Deus que alimenta a nossa Fé, a Palavra da Vida. Em comunhão com todos unimos, renovamos, reconciliamos a Fé, transformando a vida. Que nesse Ano da Fé, Deus nos fortifique e nos dê a sabedoria para que Seus desejos e objetivos sejam alcançados! Priscila Marins

Entenda o significado da logomarca do Ano da Fé No campo quadrado e com borda, encontra-se simbolicamente representada a nau, imagem da Igreja, que navega sobre águas sutilmente esboçadas.

A nau - A Igreja

o Trigrama - IHS

O mastro principal - A cruz

O sol - A Eucaristia

O mastro principal é uma cruz que iça as velas. Estas por sua vez, realizam o Trigrama de Cristo (IHS). E, ao fundo das velas, aparece o sol que associado ao Trigama remete à Eucaristia.


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Dr. José Antônio de Oliveira

11/03

Mecânica

Cirurgião-Dentista Ortodontista, Ortopedista Facial e Implante

Rua Castel Nuovo, 745 - Vila Castelo Branco 13061-060 - Campinas - SP - Fone: (19) 3227 2695


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Dr. José Antônio de Oliveira Cirurgião-Dentista Ortodontista, Ortopedista Facial e Implante

Rua Castel Nuovo, 745 - Vila Castelo Branco 13061-060 - Campinas - SP - Fone: (19) 3227 2695


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Missa das Crianças Querido leitor, todos os domingos temos, em nossa

rezam e cantam com alegria a Jesus Nosso Rei e

Paróquia, a Missa das crianças às 10h e 30m. É um momento de ajudar os pequeninos a se encontrarem com

Senhor. Se você tem em casa alguma criança não se

Deus e ensiná-los a fé. A Missa das crianças conta com a

esqueça de trazê-la para a Missa que acontece todo

ajuda de monitores e catequistas que chegam sempre antes

domingo às 10h e 30m no Santuário. Venha rezar com

e preparam todo o ambiente para que fique mais próximo

as crianças, elas precisam conhecer Jesus. O caminho

das crianças. Um grande diferencial que encanta a todos é o

de Deus é estreito e difícil, por isso, precisamos entrar nesse caminho, desde criança, para ter uma vida

fantoche. Temos alguns personagens que são

repleta de alegria. Que Jesus ajude e inspire todos os

emblemáticos como o indiozinho Dieguito e a menininha

catequistas e monitores para que possam trabalhar

Mariana. Com seu jeito infantil e meigo eles cativam as

para a maior glória de Deus e que nossas crianças a

crianças e transmitem a elas a mensagem do Evangelho. O

exemplo de Jesus cresçam em sabedoria e graça

Padre Carlos deixa os pequenos empolgados contando

diante de Deus e dos homens.

sempre, no momento da homilia, uma historinha. Ele enche as crianças de perguntas e as respostas que elas dão são muito engraçadas. Após a comunhão elas são convidadas a partilharem do pãozinho. Todos recebem um pedacinho de pão e com as músicas divertidas que a tia Lurdinha canta todos ficam bem animados. Algumas canções são enfeitadas com coreografias, bandeirinhas e girassóis. Com todos esses elementos a missa passa rápido, as crianças não ficam impacientes, pelo contrário, prestam atenção,

Materiais e Serviços Hidráulicos e Elétricos

Seminarista João Henrique Bento


Missa Parte por Parte (continuação) Queridos leitores, após refletirmos na última edição do jornal O Manto sobre a Liturgia da Palavra, quero falar agora sobre a terceira parte da missa: a Liturgia Eucarística. Primeiro, é importante esclarecer que a Liturgia Eucarística é constituída das seguintes partes: oração sobre as oferendas, oração eucarística, rito de comunhão e oração pós-comunhão. Após preparar as oferendas sobre o altar, o padre dirige ao povo uma exortação: orai irmãos e irmãs para que este sacrifício seja aceito por Deus Pai todo poderoso, então o povo responde pedindo que Deus Pai, todo poderoso receba o sacrifício que será realizado pelas mãos sacerdotais do padre, e o povo ainda expressa o desejo de que este sacrifício seja para a maior glória de Deus e para o bem de toda a humanidade. Segue-se então, a oração sobre as oferendas que marca o inicio da Liturgia Eucarística, na qual as oferendas de pão e vinho se transubstanciarão, ou seja, se transformarão no corpo e sangue de Cristo, pelas palavras da consagração proferidas pelo padre: tomai todos e comei isto é o meu Corpo; tomai todos e bebei isto é meu Sangue. É uma ação sagrada de Deus, que pelo Espírito Santo torna Jesus Cristo presente entre nós em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Como diria São João Bosco: "Ele está na Santíssima Eucaristia

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vivo e glorioso". Com a oração eucarística, o povo sacerdotal é chamado a celebrar a nova aliança estabelecida por Deus no mistério Pascal de Cristo. É neste momento que toda a assembleia juntamente com o padre rende graças ao Pai por Cristo, no Espírito Santo, é um imenso louvor que a Igreja, os anjos e os santos cantam juntos ao Deus três vezes Santo. A Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja celeste e terrestre, e o Catecismo da Igreja Católica nos lembra que, pela fração do pão, os fiéis recebem "o pão do céu" e "o cálice da salvação". Na doxologia, que é o fim da oração eucarística, se diz o grande amém, confirmando solenemente a prece elevada a Deus por Cristo, com Cristo e em Cristo. A celebração eucarística é a ceia pascal, por isso todos são convidados a receberem o próprio Corpo e Sangue de Cristo como alimento espiritual, como nos diz o próprio Cristo: "Eu sou o pão vivo descido do Céu. Quem come deste pão viverá para sempre... e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6, 51.54) O encerramento da liturgia Eucarística é marcado com a oração pós-comunhão, com a qual nos comprometemos a viver intensamente o que celebramos. Seminarista João Henrique Bento

Gestos, símbolos e sinais da Missa (continuação) Nesta edição vamos conhecer mais alguns símbolos da missa: Turíbulo: O vaso sagrado, munido de uma parte inferior, onde se colocam as brasas incandescentes e se queima o incenso; uma parte intermédia móvel, chamada opérculo, e uma parte superior onde se prendem as correntes de sustentação e a que suspende o opérculo. Incenso: Resina de aroma suave que ao ser queimada gera uma fumaça que sobe aos céus humildemente, simbolizando as nossas preces e orações. Incensação: A incensação (ato de incensar) exprime reverência e oração e pode ser utilizada: Durante a procissão de entrada; No início da missa (para incensar a cruz e o altar); Na proclamação do Evangelho; Depois de colocados o pão e cálice sobre o altar (para incensar as oblatas, a cruz, o altar, o sacerdote e o povo); Durante a ostensão da hóstia e do cálice, depois da consagração. Carrilhão: Conjunto de sinos, geralmente pequenos, unidos que tocam juntos. Tocados no momento da consagração – durante a quaresma utiliza-se a matraca (objeto de madeira que produz um som menos estridente que os sinos e carrilhões e os

substituem durante a quaresma, ou parte dela.). Credência: Mesinha de apoio ao lado do altar, utilizada para colocar os paramentos que serão utilizados. Vasos sagrados: Cálice: O mais digno dos vasos sagrados. É usado para portar o preciosíssimo sangue. Cibório ou âmbula: Vaso sagrado semelhante ao cálice. Possui copa mais larga e tampa. Porta o santíssimo corpo de Nosso Senhor para a comunhão. Quando tampada, exceto se contiver apenas partículas que ainda não foram consagradas, leva sobre si o véu ou Conopeu. Galhetas: pequenos jarros onde são colocados a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística. Alfaias: Os pequenos panos e objetos encapados com tecido que se usa junto aos

vasos sagrados; Corporal (Pano quadrado dobrado que é desdobrado sobre o altar e sobre ele se põe os vasos sagrados que contêm as sagradas espécies.); Pala (Objeto rígido, encapado com tecido utilizado para cobrir o cálice. Geralmente de forma quadrangular e bordada); Sanguíneo (Pequena alfaia de formato retangular, que se encontra junto ao cálice. É usada para evitar que alguma partícula se perca e para limpar e secar os vasos sagrados.); Manustérgio (Pequena toalha usada junto do lavabo, com a qual o sacerdote enxuga as mãos depois de tê-las lavado); Véu do Cibório ou Conopeu (Véu, sempre de cor branca, que cobre o cibório quando este porta hóstias consagradas); Sacrário: Local onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como Tabernáculo. Tenha-se grande cuidado em respeitar, mesmo nos objetos de menor importância, as exigências da arte, aliando sempre a limpeza a uma nobre simplicidade. (351) Fonte: Instrução Geral do Missal Romano, CNBB, www.salvemaliturgia.com

Juliana Vagli


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Encontre as palavras que compõem o significado do logo Ano da Fé

Nau – Igreja, Mastro – Cruz, Trigrama – Cristo, Sol – Eucaristia.

NÉIA


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