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abril de 2013

A PÁSCOA DE JESUS COM OS OBLATOS, SANTA EDWIGES NA FIDELIDADE E HONRA AO PAPA Caros/as leitores/as do nosso Jornal Santa Edwiges, feliz e gloriosa Páscoa! Vivemos a pouco mais de um mês um intenso “movimento” da Igreja Católica: a santa eleição, por obra do Espírito Santo, do Papa Francisco. Jubilamo-nos com a ressurreição de Jesus Cristo por ser Ele quem cuida de sua Igreja, permanecendo com ela até o fim dos tempos (cf. Mateus 28,20). Neste ano de comemoração pelos 40 anos da presença dos Oblatos de São José na Paróquia-Santuário Santa Edwiges, o Tempo da Páscoa sempre nos foi motivado pelos Padres Josefinos naquilo que o fundador São José Marello nos orienta: “Eis, pois, a nossa missão: fazer conhecer, fazer amar, fazer cumprir a doutrina de Jesus Cristo”. Comecei as linhas deste artigo com a questão do movimento. Ora, movimento fora a expressão que o recém eleito Papa Francisco se referiu aos Cardeais que o elegeram, quando da missa concelebrada em 14 de março deste ano (aniversário da Congregação dos Oblatos de São José). Dizia o Papa na ocasião: “Vejo que estas três Leituras têm algo em comum: é o movimento. Na primeira Leitura [Isaías 2,2-5], o movimento no caminho; na segunda Leitura [1ªPedro 2,4-9], o movimento na edificação da Igreja; na terceira, no Evangelho [Mateus 16,13-19], o movimento na confissão. Caminhar, edificar, confessar”. Não querendo parafrasear, mas já fazendo, o dito do Papa com os dizeres de São José Marello, o movimento do Caminhar para Edificar o Corpo de Cristo, na Confissão da Igreja se dá na possibilidade de Conhecer, Amar e Cumprir a doutrina de Jesus Cristo, que na Páscoa tem a sua razão de ser: amar a Deus e ao próximo dando a própria vida. Dizia o Papa Francisco que “Eu queria que, depois destes dias de graça, todos nós tivéssemos a coragem, sim a coragem, de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor; de edificar a Igreja sobre o sangue do Senhor, que é derramado na Cruz; e de confessar como nossa única glória Cris-

to Crucificado. E assim a Igreja vai para diante”. Caminhar, edificar, confessar, conhecer, cumprir, amar todos estes são verbos no infinitivo da língua, ou seja, não foram conjugados e permanecem em suas simples formas de apresentação. No movimento evidenciado pelo Papa Francisco em sua homilia de 14 de março de 2013, bem como pelos dizeres de São José Marello, a Páscoa de Jesus Cristo se dá pelo pleno movimento-evento da Cruz e da Ressurreição! Os verbos aqui parcialmente analisados nos dão pelo menos alguma noção óbvia: precisam de minha total disposição em realizá-los! Eu preciso me mover para agir! Na Ressurreição de Jesus existe a obviedade da fé: Se Cristo não ressuscitou inútil é a fé (cf. 1ªCoríntios 15,14). O ato (e verbo) de crer necessitam, pois, da plena certeza de que aconteceu o movimento imperativo da ressurreição e não só e somente da morte. Nos 40 anos de presença e evangelização dos Oblatos de São José em nossa Paróquia-Santuário Santa Edwiges, o movimento verbal e prático foram postos em ação, primeiro em 1919 com a vinda da congregação para o Brasil em obediência ao pedido e indicação do Papa Bento 15, depois em 1973 anos de início da caminhada pastoral em nossa paróquia e santuário. A páscoa nos convida a ir e anunciar - ora, dois verbos de ação - a presença do Ressuscitado, que não deixa seus seguidores impassíveis diante da morte, mas gloriosamente infunde seu Espírito Santo e nos dá o mandato do movimento do anúncio do Reino de Deus. A Ressurreição de Jesus Cristo é um fato e os acontecimentos pascais que tiveram o seu lugar na história, hoje nos são atualizados pela vivência eclesial na

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celebração da Eucaristia pelo Ano e Tempo Litúrgico que atualizam para nós a presença de Jesus Cristo, Morto e Ressuscitado. E isto é o movimento e acontecimento do Cristianismo pela e na Igreja Católica. Santa Edwiges, de modo semelhante, também moveu-se na Polônia pela fé em Cristo sendo fiel discípula do crucificado. São José Marello moveu seus esforços pelo bem da Congregação dos Oblatos de São José, que nestes 40 anos de presença no Santuário Santa Edwiges nos educam que “não há tempo ou lugar onde não seja possível fazer alguma coisa. Cada palavra, cada desejo pode ser a matéria dos interesses de Jesus Cristo, Ressuscitado em nossa vida e em nossa história”. A eleição do Papa Francisco e este tempo Pascal da Ressurreição devem nos dar a certeza de que a nossa fé não é tida apenas como dado da razão, do conhecimento, de uma proposta de vivência ética, mas sim resultado do encontro [movimento] com a Pessoa e Missão de Jesus Cristo que fizeram homens como os Oblatos de São José, e nós paroquianos/as de Santa Edwiges... “para ver se eu alcanço[amos] a ressurreição de entre os mortos... prossigo[amos] para o alvo, para o prêmio da vocação do alto, que vem de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3,11.14). Movimentemo-nos, portanto, irmãos e irmãs no desenrolar da história repetindo sempre o mote do movimento dos Oblatos de São José: “Eis, pois, a nossa missão: fazer conhecer, fazer amar, fazer cumprir a doutrina de Jesus Cristo”. Sendo também fieis ao Papa, Sucessor do Apóstolo Pedro, que hoje em Francisco (Jorge Mario Bergoglio) nos assiste e nos orienta para “aquela meta que fixada, ainda que o céu venha abaixo, é preciso olhar para ela, sempre para ela” (São José Marello). Feliz Páscoa para todos nós, para aqueles que amamos e também por aqueles que ainda não amamos bastante! Amém! Martinho Vagner

martovagner@yahoo.com.br

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