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especial 03

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abril de 2013

Somos educadores? Se no artigo anterior tentamos lançar alguns elementos a respeito do tema educação, nesse simples texto aqui exposto, o objetivo é fazer uma pequena reflexão sobre o ser educador. De um modo geral, percebemos que o processo educativo ocorre a partir do mútuo envolvimento das pessoas. Para tanto, é “fundamental, contudo, partirmos de que o homem, ser de relações e não só de contatos, não apenas está no mundo, mas com o mundo. Estar com o mundo resulta de sua abertura à realidade, que o faz ser o ente de relações que é” (FREIRE, 1999). Assim, todos os encontros envolvendo os seres humanos podem ser educativos ou simplesmente infrutíferos. Afinal, a educação ocorre a partir da relação entre as pessoas, que mutuamente se educam ou deseducam, os mestres pelos discípulos e os diretores por aqueles que eles dirigem, sem com isso anula as diferenças. Com frequência, ocorrem encontros ocasionais que se transformam em eventos educativos ‘transformadores’ e de excepcional valor, enquanto certas presenças ‘educativas’ não raro mostram-se inúteis ou mesmo danosas (IMODA, 1996). O dicionário da Língua Portuguesa Aurélio define o verbete educar por: “promover a educação, transmitir conhecimento, instruir, domesticar, domar, cultivar o espírito, instruir-se, cultivar-se”. Todas as expressões têm como base alguns verbos de ação, na qual é necessário haver a atuação de uma pessoa sobre outra. Nesse caso, a relação educativa é entendida de modo vertical que cria uma separação entre os que têm conhecimentos e aqueles tidos como não possuidores de instrução e saber. Em última instância é que o dicionário aponta para a educação como uma busca pessoal por conhecimento ou cultura. Por outro lado, a partir da compreensão de que a “nenhuma ação educativa pode prescindir de uma reflexão sobre o homem e de uma análise sobre suas condições culturais” (FREIRE, 1978), e de que esta ocorre na relação estabelecida entre os seres humanos e, ao mesmo tempo, da experiência que cada pessoa faz no mundo, entendemos que em todos os momentos podemos ser educadores ou educandos. A escola, por sua vez, exerce uma influência fundamental em nosso

processo educativo e, na atual realidade, cada vez mais se espera das pessoas conhecimentos, práticas, maneiras de ver e interpretar o mundo que são adquiridos nas instituições de ensino. De certa forma, se torna quase que impossível negar a importância da escola em nossas vidas, visto que até mesmo em nossa socialização ela acaba sendo essencial. É importante reconhecer o valor e procurar se envolver com a escola, mas também é fundamental entender que a boa parte de nossa educação

se dá no cotidiano de nossas vidas, seja desde o nascimento até a velhice. De modo geral, parece que se faz necessário ampliar o entendimento do conceito de educar. Muitas vezes entendemos que o educar é algo somente do ambiente escolar. Essa forma de pensar reduz muito nosso compromisso para com a educação. Na verdade, a educação é algo que faz parte da história e do dia a dia do ser humano. Isso nos leva a concluir que em todos os momentos podemos estabelecer uma relação educativa ou “deseducativa”. A diferença para que esse processo seja proveito está justamente na qualidade que estabelecemos nas nossas relações humanas. Ir. Leandro A. Scapini, OSJ

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