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Notícias

OSJ

A Páscoa de Jesus com os Oblatos, Santa Edwiges na fidelidade e Honra ao Papa

Novo Superior Provincial

Eu queria que, depois destes dias de graça, todos nós tivéssemos a coragem, sim a coragem, de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor...

Pe. Ailton Ferreira escreve seu primeiro artigo após sua posse.

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STA. EDWIGES Padres e Irmãos Oblatos de São José * Arquidiocese de SP * Ano XXIII * N. 268 * Abril de 2013

ACOLHEMOS COM GRANDE ALEGRIA, O PAPA FRANCISCO! Veja a Biografia do Primeiro Papa da América Latina.

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Notícias

Terceiro dia da Novena Anual de Santa Edwiges Contamos com a presença da Caravana de Mauá, que caminhou 28 km a pé até o Santuário e com a participação do Dom Derek, Bispo de Guiratinga/ MT.

Pág. 09 Palavra do Pároco

Quanta Luz, Quanta Alegria! A luz que se abre a nós vem da Páscoa do Senhor, que vai eclodir na festa de Pentecostes, e nosso grande convite é de nos tornarmos sempre mais uma Igreja luzente...

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02 calendário editorial Cristo Ressuscitou Aleluia, Aleluia! Após quarenta dias de preparação e de espera para receber nosso Senhor Jesus Cristo, Ele finalmente Ressuscitou, Aleluia!Aleluia! Jesus morreu da forma mais dolorosa possível do mundo, sendo torturado, humilhado e fez tudo isso por um único motivo: PARA NOS SALVAR! O seu amor por nós é tão grande, que ele não pensou nas consequências que teria de passar ao dar sua vida para salvar a todos nós. Aliás, ele poderia usar sua condição Divina e não querer ir até o fim, mas não nos decepcionou. E nós o que estamos dando em troca, por Ele ter feito tudo isso? Será que estamos retribuindo à altura? Vamos refletir, não só neste Tempo Quaresmal que é um dos momentos mais marcantes da história da Igreja Católica, mas em todos os dias do ano, sendo solícitos à sua Palavra nas Escrituras, não só na escuta como também em obras, pois a Fé sem obras de nada vale, é morta. (Tg 2,14-18). Além da Ressurreição de Jesus, recebemos uma boa nova do Vaticano, já temos um novo Líder Mundial da Igreja Católica, Papa Francisco! O primeiro Papa da América Latina, um Papa que se mostrou simples e de bom coração através de suas atitudes, e como ele possamos nós também fazer o que Jesus nos pede, servir e cuidar, principalmente dos injustiçados em todos os níveis que a sociedade os distingue. Vamos por em prática o que diz em Ef 5,2: ”Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor.” Que o Deus da Paz o conceda santidade perfeita! Que a alegria da Santa Páscoa possa inundar os vossos corações e o Cristo Ressuscitado possa entrar em vossa casa com todo o seu esplendor trazendo-vos a verdadeira paz. Fiquem com Deus!

Karina Oliveira

karina.oliveira@santuariosantaedwiges.com.br

Siga-nos no Twitter @paroquiaSantaEd Paróquia Santuário Santa Edwiges Arquidiocese de São Paulo Região Episcopal Ipiranga Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio Pároco: Pe. Paulo Siebeneichler, OSJ

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abril de 2013

3 Qua Terço dos Homens (Récita do terço) Calendário Paroquial Pastoral

Santuário

20h

4 Qui

Apostolado da Oração (Reunião) Catequese (Reunião de Pais)

Salão São José Santuário

14h 20h

5 Sex

Apostolado da Oração (Missa da 1ª sexta-feira)

Santuário

15h

6 Sab

Região Episcopal Ipiranga (MESC’S) Infância Missionária (Realidade Missionária) Crisma (Encontros de catequeses) Grupo de Oração (Avivamento)

Par. N.Sra. da Saúde Capela da Reconciliação OSSE Salão São José Marello

8h30 às 12h 14h às 16h 16h30 às 18h 19h

7 Dom

Juventude (Retiro da Pastoral da Família) Catequese com Adultos (Encontros de catequeses) Crisma (Encontros de catequeses) Pastoral dos Coroinhas

Santuário Capela da Reconciliação OSSE Salão São José Marello

— 8h às 10h45 9h às 10h30 10h às 12h

10 Qua

Terço dos Homens (Récita do terço)

Santuário

20h

11 Qui

Pastoral do Batismo (Reunião) Comunidade N.Sra. Aparecida (Formação Humana)

Salão São José Sede da Comunidade

20h 20h

12 Sex

Região Episcopal Ipiranga (Reunião Clero Str. Anchieta) Região Episcopal Ipiranga (CPS Setor Anchieta) Pastoral da Família (Pós-encontro)

Santuário Santa Edwiges Santuário Santa Edwiges Salão São José Marello

9h às 12h 20h 20h30

13 Sab

Região Episcopal Ipiranga (Formação MESC’S) Infância Missionária (Espiritualidade Missionária) Ministros Extraord. Sagrada Comunhão (Reunião) Crisma (Encontros de catequeses) Grupo de Oração (Encontro)

Par. N.Sra. da Saúde Capela da Reconciliação Sala Pe. Pedro Magnone OSSE Salão São José Marello

8h30 às 12h 14h às 16h 15h 16h30 às 18h 19h

14 Dom

Juventude (Bingo da Juventude em prol da JMJ) Pastoral dos Coroinhas (Passeio) Catequese (Celebração dos Batismos) Crisma (Encontros de catequeses) Catequese com Adultos (1ª Eucaristia, a confirmar) Pastoral Misisonária (Mutirão Missionário)

Salão São José Marello A definir Santuário OSSE Santuário Santuário

16h30 às 18h

17 Qua

Terço dos Homens (Récita do terço)

Santuário

20h

18 Qui

Comunidade N.Sra. Aparecida (Formação Humana)

Sede da Comunidade

20h

19 Sex

Vicentinos (Preparação de Cestas Básicas)

Salão São José Marello

7h às 10h30

20 Sab

Vicentinos (Entrega de Cestas Básicas e Reunião) Infância Missionária (Compromisso Missionário) Crisma (Encontros de catequeses) Grupo de Oração (Encontro)

Salão São José Marello Capela da Reconciliação OSSE Salão São José Marello

8h às 10h30 14h às 16h 16h30 às 18h 19h

21 Dom

53º Aniversário da Paróquia Santa Edwiges Catequese com Adultos (Encontros de catequeses) Catequese (Renovação das Promessas do Batismo) Crisma (Encontros de catequeses)

Santuário Santuário Santuário OSSE

7h, 9h, 11h e 18h30 8h às 10h45 9h

24 Qua

Terço dos Homens (Adoração ao Ssmo. Sacramento)

Santuário

20h

25 Qui

Comunidade N.Sra. Aparecida (Formação Humana)

Sede da Comunidade

20h

27 Sab

Catequese (Confissões) Infância Missionária (Vida de grupo) Crisma (Encontros de catequeses) Pastoral Missionária (Mutirão Missionário) Comunidade N.Sra. Aparecida (CPC) Pastoral do Batismo (Preparação de Pais e Padrinhos) Grupo de Oração (Encontro)

Santuário Capela da Reconciliação OSSE Sala São Pedro Sede da Comunidade Salão São José Salão São José Marello

9h às 12h 14h às 16h 16h30 às 18h 17h 17h30 17h30 às 21h30 19h

Responsável e Editora: Karina Oliveira Diagramador: Ronnie A. Magalhães Fotos: Gina, Victor Hugo e Arquivo Interno Equipe: Aparecida Y. Bonater; Izaíra de Carvalho Tonetti; Jaci Bianchi da Cruz; Guiomar Correia do Nascimento; José A. de Melo Neto; Rosa Cruz; Martinho V. de Souza; Marcelo R. Ocanha; Fernanda Ferreira e Rafael Carvalho

Site: www.santuariosantaedwiges.com.br E-mail: jornal@santuariosantaedwiges.com.br Conclusão desta edição: 28/03/2013 Impressão: Folha de Londrina. Tiragem: 6.000 exemplares. Distribuição gratuita

Estrada das Lágrimas, 910 cep. 04232-000 São Paulo SP / Tel. (11) 2274.2853 e 2274.8646 Fax. (011) 2215.6111


especial 03

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abril de 2013

Somos educadores? Se no artigo anterior tentamos lançar alguns elementos a respeito do tema educação, nesse simples texto aqui exposto, o objetivo é fazer uma pequena reflexão sobre o ser educador. De um modo geral, percebemos que o processo educativo ocorre a partir do mútuo envolvimento das pessoas. Para tanto, é “fundamental, contudo, partirmos de que o homem, ser de relações e não só de contatos, não apenas está no mundo, mas com o mundo. Estar com o mundo resulta de sua abertura à realidade, que o faz ser o ente de relações que é” (FREIRE, 1999). Assim, todos os encontros envolvendo os seres humanos podem ser educativos ou simplesmente infrutíferos. Afinal, a educação ocorre a partir da relação entre as pessoas, que mutuamente se educam ou deseducam, os mestres pelos discípulos e os diretores por aqueles que eles dirigem, sem com isso anula as diferenças. Com frequência, ocorrem encontros ocasionais que se transformam em eventos educativos ‘transformadores’ e de excepcional valor, enquanto certas presenças ‘educativas’ não raro mostram-se inúteis ou mesmo danosas (IMODA, 1996). O dicionário da Língua Portuguesa Aurélio define o verbete educar por: “promover a educação, transmitir conhecimento, instruir, domesticar, domar, cultivar o espírito, instruir-se, cultivar-se”. Todas as expressões têm como base alguns verbos de ação, na qual é necessário haver a atuação de uma pessoa sobre outra. Nesse caso, a relação educativa é entendida de modo vertical que cria uma separação entre os que têm conhecimentos e aqueles tidos como não possuidores de instrução e saber. Em última instância é que o dicionário aponta para a educação como uma busca pessoal por conhecimento ou cultura. Por outro lado, a partir da compreensão de que a “nenhuma ação educativa pode prescindir de uma reflexão sobre o homem e de uma análise sobre suas condições culturais” (FREIRE, 1978), e de que esta ocorre na relação estabelecida entre os seres humanos e, ao mesmo tempo, da experiência que cada pessoa faz no mundo, entendemos que em todos os momentos podemos ser educadores ou educandos. A escola, por sua vez, exerce uma influência fundamental em nosso

processo educativo e, na atual realidade, cada vez mais se espera das pessoas conhecimentos, práticas, maneiras de ver e interpretar o mundo que são adquiridos nas instituições de ensino. De certa forma, se torna quase que impossível negar a importância da escola em nossas vidas, visto que até mesmo em nossa socialização ela acaba sendo essencial. É importante reconhecer o valor e procurar se envolver com a escola, mas também é fundamental entender que a boa parte de nossa educação

se dá no cotidiano de nossas vidas, seja desde o nascimento até a velhice. De modo geral, parece que se faz necessário ampliar o entendimento do conceito de educar. Muitas vezes entendemos que o educar é algo somente do ambiente escolar. Essa forma de pensar reduz muito nosso compromisso para com a educação. Na verdade, a educação é algo que faz parte da história e do dia a dia do ser humano. Isso nos leva a concluir que em todos os momentos podemos estabelecer uma relação educativa ou “deseducativa”. A diferença para que esse processo seja proveito está justamente na qualidade que estabelecemos nas nossas relações humanas. Ir. Leandro A. Scapini, OSJ

“A vida de Cristo contemplada com o olhar de Maria.” 1ª quarta-feira do mês: “Terço pela Família” 2ª quarta-feira do mês: “Terço pelos Enfermos” 3ª quarta-feira do mês: “Terço pela Esperança” 4ª quarta-feira do mês: “Adoração ao Santíssimo” Horário: 19:45h Venha participar conosco e traga sua família!

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04 obra social É ( quase ) tudo de graça ! Todos os dias acordamos e está tudo em seu lugar, o ar, o céu, os pássaros, toda sorte de vegetação, as pessoas, a chuva, o mar, etc. Parece que o Grande Arquiteto do Universo nunca para, na verdade, creio que ele nunca pare mesmo desde a criação, quando nos ofertou todas as maravilhas que nossos olhos alcançam e nossos corações sentem, até hoje, para manter tudo no lugar, mesmo com a ação nefasta de seus filhos, Ele não para nunca. É trabalho demais, talvez até para quem seja onipresente e onisciente, mas tenho certeza de que Ele faz tudo com muita alegria e muito amor. Fico pensando na alegria d`Ele ao trazer à existência, tudo o que vemos, tudo o que consumimos, tudo que nos alegra também. Talvez as pessoas não se emocionem mais, mas ainda sinto algo inexplicavelmente bom quando me deparo com meus filhos brincando, quando chego ao meu trabalho e quando dele saio, com a conversa descompromissada com alguém que estimo muito, com as brigas que tenho com nosso gato, que ora é a alegria da casa, ora é caçado por ter feito alguma arte, o contato com a natureza e o que é melhor, saber que tudo, tudo mesmo vem d`Ele e de graça, como um presente. Mas como bom cristão que tento ser, não posso me esquecer da palavra gratidão. Como poderia a ele demonstrá-la, sendo só um pequeno grão de areia nessa imensa obra que ele criou? São tantas as suas obras e seus desígnios que creio ser tão grande aquilo com que nos presenteia a cada

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abril de 2013

dia, que o máximo que pudermos fazer jamais será suficiente para mostrar nossa gratidão, mas não é por isso que não devamos tentar. A cada dia podemos fazer muitas coisas que serão, aos olhos d`Ele, sinais de gratidão. Um sorriso, a generosidade, o ouvir mais do que falar, a compreensão, a resignação, a fé, a alegria por só existir, um abraço amigo, um carinho de pai, o assumir a verdade diante de qualquer consequência, a contemplação, acho que todas essas coisas são maneiras de mostrar nossa gratidão por todo o trabalho do Grande Arquiteto. Mas se quisermos, podemos ir além, podemos fazer algo concreto pelo próximo, talvez sua maior obra, afinal, foi feita à sua semelhança. Assim, é só entender-se capaz e se você acha que pode fazer algo mais, procure-nos, a OSSE – OBRA SOCIAL SANTA EDWIGES tem suas portas abertas para voluntários e colaboradores nas áreas de saúde, jurídica, educacional e outras mais. Faça uma visita. Talvez seja uma forma de contribuir com o Grande Arquiteto. Faça a sua doação Itaú – Agência 0249 C/C 38.265-6 Bradesco - Agência 00528 C/C 0072870-5

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para refletir

A vida e o mar dos viventes. “Quem se sente fascinado pelo mar acaba por descobrir ás maneiras de construir barcos e de navegar. Se o mar não me fascina, se ele me dá medo, por que razão haveria de querer aprender a arte de construir barcos e de navegar. É o fascínio que acorda a inteligência. O conhecimento surge sempre no desafio do desconhecido. Essa frase deveria estar escrito em algum livro de psicologia da aprendizagem. Pena que eles digam muito sobre a ciência de construir navios e nada sobre o fascínio de navegar. Possuído pelo sonho, o corpo se põe a trabalhar. Primeiro a devoção e, depois... quem tem amor... ama os perigos de navegar”. (Rubens Alves) Com essas palavras de Rubens Alves percebo que os construtores desta sociedade capitalista de nossos tempos se preocupam em demasia com a ciência de construir uma vida confortável e nova, acabando por

se esquecerem de se fascinar pela vida em geral. O grande problema da sociedade atual é se preocupar muito com o que não tem, passando a vida inteira construindo outra vida que nunca vão ter. E isso não é uma sublimação ou aceitação da realidade. Isso é uma constatação que o ser humano tem um desejo insaciável e sempre quer mais e melhor. O interessante da vida não é ter o melhor instrumento ou a melhor técnica, para ela basta viver. Como vimos acima é o fascínio da vida que nos ensina a navegar, não é poder ou a potencia do barco que me leva a velejar pelo mar adentro. Mas é o meu fascínio em navegar. A vida é como o mar, se não tivermos coragem de enfrentar, não importará se temos um transatlântico na mão, acabaremos como o Titanic afundando por falta de atenção. Pois muitas coisas em nós estão submersas em

nosso inconsciente e se não prestamos atenção em nossos desejos, sucumbiremos a ales. Viver é muito mais do que ter. Viver é interessar-se pela vida e partilhá-la com os demais viventes deste mundo. Então viva e deixe viver.

Pe. Paulo Sérgio - OSJ Vigário Paroquial


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abril de 2013

A PÁSCOA DE JESUS COM OS OBLATOS, SANTA EDWIGES NA FIDELIDADE E HONRA AO PAPA Caros/as leitores/as do nosso Jornal Santa Edwiges, feliz e gloriosa Páscoa! Vivemos a pouco mais de um mês um intenso “movimento” da Igreja Católica: a santa eleição, por obra do Espírito Santo, do Papa Francisco. Jubilamo-nos com a ressurreição de Jesus Cristo por ser Ele quem cuida de sua Igreja, permanecendo com ela até o fim dos tempos (cf. Mateus 28,20). Neste ano de comemoração pelos 40 anos da presença dos Oblatos de São José na Paróquia-Santuário Santa Edwiges, o Tempo da Páscoa sempre nos foi motivado pelos Padres Josefinos naquilo que o fundador São José Marello nos orienta: “Eis, pois, a nossa missão: fazer conhecer, fazer amar, fazer cumprir a doutrina de Jesus Cristo”. Comecei as linhas deste artigo com a questão do movimento. Ora, movimento fora a expressão que o recém eleito Papa Francisco se referiu aos Cardeais que o elegeram, quando da missa concelebrada em 14 de março deste ano (aniversário da Congregação dos Oblatos de São José). Dizia o Papa na ocasião: “Vejo que estas três Leituras têm algo em comum: é o movimento. Na primeira Leitura [Isaías 2,2-5], o movimento no caminho; na segunda Leitura [1ªPedro 2,4-9], o movimento na edificação da Igreja; na terceira, no Evangelho [Mateus 16,13-19], o movimento na confissão. Caminhar, edificar, confessar”. Não querendo parafrasear, mas já fazendo, o dito do Papa com os dizeres de São José Marello, o movimento do Caminhar para Edificar o Corpo de Cristo, na Confissão da Igreja se dá na possibilidade de Conhecer, Amar e Cumprir a doutrina de Jesus Cristo, que na Páscoa tem a sua razão de ser: amar a Deus e ao próximo dando a própria vida. Dizia o Papa Francisco que “Eu queria que, depois destes dias de graça, todos nós tivéssemos a coragem, sim a coragem, de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor; de edificar a Igreja sobre o sangue do Senhor, que é derramado na Cruz; e de confessar como nossa única glória Cris-

to Crucificado. E assim a Igreja vai para diante”. Caminhar, edificar, confessar, conhecer, cumprir, amar todos estes são verbos no infinitivo da língua, ou seja, não foram conjugados e permanecem em suas simples formas de apresentação. No movimento evidenciado pelo Papa Francisco em sua homilia de 14 de março de 2013, bem como pelos dizeres de São José Marello, a Páscoa de Jesus Cristo se dá pelo pleno movimento-evento da Cruz e da Ressurreição! Os verbos aqui parcialmente analisados nos dão pelo menos alguma noção óbvia: precisam de minha total disposição em realizá-los! Eu preciso me mover para agir! Na Ressurreição de Jesus existe a obviedade da fé: Se Cristo não ressuscitou inútil é a fé (cf. 1ªCoríntios 15,14). O ato (e verbo) de crer necessitam, pois, da plena certeza de que aconteceu o movimento imperativo da ressurreição e não só e somente da morte. Nos 40 anos de presença e evangelização dos Oblatos de São José em nossa Paróquia-Santuário Santa Edwiges, o movimento verbal e prático foram postos em ação, primeiro em 1919 com a vinda da congregação para o Brasil em obediência ao pedido e indicação do Papa Bento 15, depois em 1973 anos de início da caminhada pastoral em nossa paróquia e santuário. A páscoa nos convida a ir e anunciar - ora, dois verbos de ação - a presença do Ressuscitado, que não deixa seus seguidores impassíveis diante da morte, mas gloriosamente infunde seu Espírito Santo e nos dá o mandato do movimento do anúncio do Reino de Deus. A Ressurreição de Jesus Cristo é um fato e os acontecimentos pascais que tiveram o seu lugar na história, hoje nos são atualizados pela vivência eclesial na

nossa santa 05

celebração da Eucaristia pelo Ano e Tempo Litúrgico que atualizam para nós a presença de Jesus Cristo, Morto e Ressuscitado. E isto é o movimento e acontecimento do Cristianismo pela e na Igreja Católica. Santa Edwiges, de modo semelhante, também moveu-se na Polônia pela fé em Cristo sendo fiel discípula do crucificado. São José Marello moveu seus esforços pelo bem da Congregação dos Oblatos de São José, que nestes 40 anos de presença no Santuário Santa Edwiges nos educam que “não há tempo ou lugar onde não seja possível fazer alguma coisa. Cada palavra, cada desejo pode ser a matéria dos interesses de Jesus Cristo, Ressuscitado em nossa vida e em nossa história”. A eleição do Papa Francisco e este tempo Pascal da Ressurreição devem nos dar a certeza de que a nossa fé não é tida apenas como dado da razão, do conhecimento, de uma proposta de vivência ética, mas sim resultado do encontro [movimento] com a Pessoa e Missão de Jesus Cristo que fizeram homens como os Oblatos de São José, e nós paroquianos/as de Santa Edwiges... “para ver se eu alcanço[amos] a ressurreição de entre os mortos... prossigo[amos] para o alvo, para o prêmio da vocação do alto, que vem de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3,11.14). Movimentemo-nos, portanto, irmãos e irmãs no desenrolar da história repetindo sempre o mote do movimento dos Oblatos de São José: “Eis, pois, a nossa missão: fazer conhecer, fazer amar, fazer cumprir a doutrina de Jesus Cristo”. Sendo também fieis ao Papa, Sucessor do Apóstolo Pedro, que hoje em Francisco (Jorge Mario Bergoglio) nos assiste e nos orienta para “aquela meta que fixada, ainda que o céu venha abaixo, é preciso olhar para ela, sempre para ela” (São José Marello). Feliz Páscoa para todos nós, para aqueles que amamos e também por aqueles que ainda não amamos bastante! Amém! Martinho Vagner

martovagner@yahoo.com.br


06 palavra do pároco

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abril de 2013

Quanta Luz, quanta alegria!

Caro devoto de Santa Edwiges e queridos leitores do Jornal Santa Edwiges. O mundo se voltou à Roma em meio a toda vida, e resplandeceu um grito, uma voz que foi ouvida, duvidada, questionada, louvada, e por senhora nobreza não vai ficar esquecida pelo silêncio, pela atitude orante e de ajuda escondida, de uma profissão de fé, de um compromisso ministerial, de uma mente que se faz nobre ao ver as forças físicas esvaídas, e pelo compromisso a ser conduzido, dizer: Basta-me Senhor, entrego a você, para que outro possa ajudar a condução de sua barca! Bento XVI, obrigado! Do fundo do coração de quem entende cada vez mais a lição de que liderança é um serviço para a condução, é diferente de apropriação, tornar-se dono, ou de fazer o que posso. Enfim, fazer tudo o que compete em uma sociedade que prima pelas competências, muito nobre o nosso líder nos apresentar a tarefa do tempo, da vida e a lição, que a comunidade Cristã que é de Cristo, a Igreja, não ficou órfã.

Ela ficou posta nas mãos de quem sempre deve ser e estar, ainda que duvidem, nas Mãos do Senhor, conduzida pelo Espírito Santo. E agora, Bem vindo Papa Francisco! A luz que se abre a nós vem da Páscoa do Senhor, que vai eclodir na festa de Pentecostes, e nosso grande convite é de nos tornarmos sempre mais uma Igreja luzente, uma comunidade pascal, de uma vitalidade do Pentecostes, sem medo de ir e levar a todas as criaturas a grande novidade, de Jesus Cristo, assim como se fez com Bento XVI, com toda a energia, sabedoria, empenho no tempo que nos é devido, e por isso devemos neste tempo pascal, como continuadores da comunidade Cristã levar esta Boa Nova a toda à criatura.Sei que o esplendor da alegria nos deixa efusivo, e nem sempre conseguimos traduzir tudo o que sentimos e o que desejamos aos que de nós se aproximam, que a nossa alegria seja uma plenitude de graça, de uma graça pascal que permanece para os todos os dias, mesmo para aqueles que pensamos que

estamos sós, por isso devemos correr ao encontro de uma experiência sempre nova de Deus em nossa vida, este tempo da Páscoa de Cristo, que se torna o cordeiro imolado para a nossa redenção e salvação, atitude que nos leve a perseverar na alegria do ressuscitado, levando-nos a uma vivência sempre mais empenhada de nossa fé. Que a Luz da Ressurreição, que a alegria deste momento nos coloque na comunidade de Cristo vivo, presente e atuante em nossa vida, e a nossa vida possa ser luz e alegria, possa ser um dom onde nós estivermos. Iniciamos a Quaresma com o testemunho de Bento XVI, e o tempo Pascal com a energia e o testemunho do novo Papa, que em nossa vida não vamos retardar o nosso testemunho a todos quantos precisarem. Em Cristo, uma grande e ótima vivência Pascal.

Pe Paulo Siebeneichler – OSJ

pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br

convite a jornada mundial da juventude

Pastoral da Família - Um desafio para nossa comunidade em 2013 Estamos retomando nossas atividades pastorais em nossa comunidade paroquial e queremos fazer desse momento um espaço para Deus agir em nossas vidas, pois Ele sempre se manifesta de maneira nova e eficaz na vida do cristão. Uma das prioridades da nossa ação pastoral em 2013 será a Família, a Catequese e a Juventude. Por essa razão que queremos recordar a importância de sua participação neste trabalho de evangelização da nossa Igreja. A missão da Pastoral da família é abraçar as famílias de nossa comunidade paroquial em todos os seus aspectos, atingindo todos os seus integrantes, nas diferentes idades e diversas situações. Apoiar todos os tipos de família: as bem constituídas, as irregulares e também os casos especiais e difíceis. A todos, quaisquer que seja a realidade e as circunstâncias, a Igreja, através da Pastoral Familiar leva a palavra de apoio, orientação, conversão, sempre assistida pelo espírito do Bom Pastor. A Pastoral da Família é a ação que se realiza na Igreja, com a Igreja e pela Igreja, de forma organizada, planejada e revisada, através de agentes específicos, com metodologia própria, tendo como ob-

jetivo a evangelização da família para que, educada no amor, ela possa ser transmissora da fé, formadora da personalidade e promotora da paz. Em nossa paróquia queremos em 2013 fortalecer o trabalho da pastoral da família e é com esse intuito que convidamos vocês irmãos para participar dos encontros mensais que acontecerão no salão São José Marello às 20h.

Vejam os temas e os dias para você e toda sua família participarem: Abril 12 de abril - Tema: Planejamento familiar - econômica e afetiva Maio 17 de maio - Tema: A espiritualidade do Casal Junho 14 de junho - Tema: O desafio de Educar os filhos Agosto Tríduo familiar 13 de agosto - 1º dia: A harmonia Conjugal 14 de agosto - 2º dia: As crenças de uma família cristã - Ano da Fé 15 de agosto - 3º dia: Adolescentes e jovens, como educa-los? Setembro 13 de setembro - Tema: Orar com a Palavra Outubro 25 de outubro - Tema: As iniciativas que une a família Novembro 22 de novembro - Tema: O dialogo na família - Como dialogar? Dezembro 07 de dezembro - Confraternização Pe. Bennelson da Silva Barbosa Vigário Paroquial e Formador


especial 07

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abril de 2013

Batismo 24 de fevereiro de 2013 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28-19)

Meneses Produções Fotográficas Tel.: 2013-2648 / Cel.: 9340-5836

Ana Laura Damião Ribeiro

Felipe Pereira Ribeiro

Guilherme Batista da Silva

Giovani Santos de Sá

Maria Clara Ferreira da Silva

Maria Sofia de Araújo

João Alfredo da Silva Pereira

Maria Vitória Damião Ribeiro


08 notícias

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abril de 2013

AJUDE NA REFORMA DA COMUNIDADE NOSSA SENHORA APARECIDA! No dia 12 de outubro de 2012, foi dado o marco inicial oficial da reforma para Capela Nossa Senhora Aparecida, no dia 25 de fevereiro de 2013 iniciou-se a reforma da Capela Nossa Senhora Aparecida, que situa-se na Rua Coronel Silva Castro dentro da Comunidade Nova Heliópolis, e alguns anos é atendida pelos Oblatos de São José juntamente com o Santuário Santa Edwiges. Porém, devido à demanda de participação e em vista do espaço que já se torna pequeno, a capela precisa de uma reforma urgente, que segundo o projeto, abrangerá um salão e salas de catequese na parte de baixo e uma Igreja para mais ou menos 200 pessoas na parte de cima. Para isso precisamos da sua ajuda.

Formação para a Semana Santa No dia 09 de março, o Padre Paulo Sérgio-Vigário Paroquial, fez-se presente na comunidade Nossa Senhora Aparecida, dando uma palestra sobre a Semana Santa com o tema: TRÍDUO PASCAL, que é um conjunto de três dias celebrado no Cristianismo (católico romano), composto pela: Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa e Vigília Pascal, véspera do Domingo da Ressurreição ou Domingo de Páscoa. Compareceram nesta por volta de 20 pessoas que sairam fortalecidos na fé no Cristo Ressuscitado. A Comunidade Nossa Senhora Aparecida, deseja a todos uma Feliz e Santa Páscoa! Alegremos e exultemos de alegria: Cristo Ressucitou, Aleluia, Aleluia!

Basta fazer uma doação de qualquer valor na conta corrente: BANCO BRADESCO COMUNIDADE NSA APARECIDA AG. 0090 CONTA CORRENTE: 126448-6 Contamos com você. Que Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges te abençoe hoje e sempre!

Retiro dos Catequistas do Santuário Santa Edwiges

No dia 03 de março aconteceu na chácara das Irmãs Palotinas em São Bernardo do Campo, o retiro anual dos catequistas do nosso Santuário, assessorado pelo Frei Antônio e pelo Pe. Bennelson. O tema do retiro 2013 foi sobre como superar os nossos limites com a graça de Deus, partindo do texto de Romanos 12, 2 onde Deus pede a nossa Santificação. Para ser santo é necessário ser um imitador de Deus (Ef 5,1). Imitamos Deus quando amamos, pois Deus é amor. Ninguém pode se santificar se não for um amante. Só o amor é capaz de santificar um homem e uma mulher. Por isso que Jesus nos mandou amar – Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Diante desse mandamento surge uma pergunta: a quem devemos amar? Jesus diz que devemos amar o nosso próximo. Em Lucas 10, 30-37 encontramos a passagem do bom samaritano que nos ensina o que significa amar o próximo. O sacerdote e o levita não amaram porque não fizeram o que era preciso fazer. Encontraram um ferido, olharam e foram embora. Ao passo que o samaritano, não. Ele fez o que era

preciso fazer. Por isso amou. Amar é isto. É fazer o que é preciso, a qualquer hora e em qualquer lugar, inclusive em hora e lugar incômodos. O retiro ajudou aos catequistas a perceberem que mesmo com nossas fragilidades podemos seguir Cristo porque a sua graça sempre nos ajuda a superar os nossos limites. Jesus acredita que somos capazes de ser diferentes e por isso que conseguimos mudar. Foi assim com Levi, o cobrador de impostos. Todos olhavam para ele com discriminação e julgamento, mas Cristo teve a coragem de acolher as iniciativas de Levi, participando de um banquete em sua casa. Cristo faz o que é necessário para ser suporte e apoio na vida de Levi. Jesus não faz segundo os critérios do que as pessoas vão pensar ou achar. Ele faz o que tem que ser feito. Amar é isso: fazer o que tem ser. Pe. Bennelson da Silva Barbosa Vigário Paroquial e Formador


notícias 09

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abril de 2013

Rumo a Jornada Mundial

“Sorrir Sempre”

da Juventude

Muitas iniciativas estão acontecendo em toda Igreja do Brasil em preparação a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em Julho de 2013. A nossa comunidade está no mesmo ritmo, vem envolvendo as pastorais e movimentos para conscientizar a participação neste evento que não só para a juventude, mas para toda Igreja do Brasil. É um Pentecostes que trará muitas experiências bonitas e revelará o rosto jovem de nossa Igreja. No dia 10 de março aconteceu o primeiro almoço e chá bingo promovido pelas seguintes pastorais e movimentos: SAV, Catequese, Coroinhas, Infância Missionária, Ministros da Palavra e Pastoral Missionária. O cardápio nordestino foi bem concorrido, antes mesmo das treze horas tinha acabado o baião de dois. O

Terceiro dia da Novena Anual de Santa Edwiges

chá bingo foi muito bom e alegrou a tarde daqueles que participaram. Queremos agradecer as pastorais e movimentos que organizaram e coordenaram esta atividade em prol da JMJ. É um gesto marcante, de empenho e solidariedade para nossa juventude. Que Deus possa recompensar todo esforço e dedicação de tantas pessoas que deram o seu tempo e seu amor nesse almoço e chá bingo. Como diz São José Marello: “Barrar o mal já é um grande bem. Incentivando a nossa juventude estamos barrando muitos males que o cercam. Que Deus vos abençoe sempre!” Pe. Bennelson da Silva Barbosa Vigário Paroquial e Formador

Retiro dos Ministros da Eucaristia Anualmente os Ministros da Eucaristia do nosso Santuário faz uma parada em suas atividades para refletir e interiorizar melhor a Palavra de Deus. Este ano o tema foi sobre as nossas cegueiras de cada dia, realizado nas dependências do Seminário Pe. Pedro Magnone no dia 17 de março com a assessoria do Pe. Bennelson. A dinâmica do encontro deu se através de algumas leituras bíblicas que foram meditadas e vivenciadas através de partilhas e momentos de orações. Uma das citações bíblicas utilizadas nas meditações foram de Marcos 8, 22-26 (O Cego de Betsaida) e Marcos 10, 46-52. Essas leituras falam exatamente de seguidores de Jesus, que andam com Ele, sabem tudo sobre Ele, mais conti-

nuam não enxergando a Jesus e seu projeto. O evangelho de Marcos nos ajuda a refletir e dar uma resposta de quem é Jesus para nós? Diante da provação dos evangelhos, os Ministros da Eucaristia perceberam o que nos deixam cegos é a maneira de olhar o mundo somente a partir de um ponto de vista, acreditar apenas em nossas convicções e conhecimentos. Cegamos quando somos tomados pela rotina e falta de objetividade no nosso trabalho diário. Quando elegemos bodes expiatórios, promovemos fofocas. A falta de catequese e de Querigma é outra maneira que deixa as pessoas cegas. O nosso próprio egoísmo e preconceitos também causa cegueira. Quando temos uma fé por causa dos outros e não pelo encontro com Cristo sofremos com a cegueira espiritual. A participação dos Ministros da Eucaristia foi marcante na manhã de espiritualidade. Peçamos a Deus que santifique esses homens e mulheres que doam o seu tempo para servir tantos irmãos e irmãs que necessitam da Eucaristia, o alimento que fortalece a vida do cristão. Pe. Bennelson da Silva Barbosa Vigário Paroquial e Formador

No dia 16/03 celebramos o terceiro dia da novena anual de Santa Edwiges. Contamos com a presença de muitos devotos, e dentre eles o santuário recebeu a visita da Romaria de Mauá, coordenada pelo devoto Gil. Onze pessoas de várias paróquias da região de Mauá acompanharam Gil em uma caminhada de 28 km a pé até o Santuário. Segundo Gil, já faz quatro anos que essa romaria acontece, e a ideia é que ela chegue a 32 pessoas. Na celebração das 15h contamos com a presença do Dom Derek, bispo de Guiratinga/ MT, ele com muita simplicidade e profundidade, levou aos devotos uma reflexão sobre tema do dia, “Sorrir Sempre”,bem como outras reflexões pertinentes. Junto com ele, vieram outros padres e diáconos de sua diocese, chamada Congregação Sociedade de São Patrício, que completou 50 anos de presença no Brasil no mês de março. Pedimos à nossa padroeira Santa Edwiges que derrame sobre todos eles bênçãos e graças  abundantemente e que abençoe Dom Derek em seu pastoreio à frente de sua diocese. Frei José Alves de Melo Neto e Karina Oliveira


10 jornada mundial

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abril de 2013

A JMJ do Papa Francisco Nesses dias o mundo viveu momentos paradoxais. Primeiramente foi pego de surpresa pelo gesto profético de Bento XVI, que renunciou ao cargo de Papa da Igreja, por conta de suas limitações físicas e nos deu um grande exemplo de humildade diante de suas próprias fraquezas. Tempos depois o mundo é pego novamente de surpresa pela eleição do Cardeal Bergoglio, que assume para si o nome de Francisco. Logo em seus primeiros gestos, ele já encanta o mundo ao pedir que o povo abençoe o bispo de Roma, “que na caridade conduz todas as Igrejas do mundo”. Esse e muitos outros gestos que ao longo dos seus primeiros dias de pontificado vem chamando a atenção e cativando não só os católicos, mas todos aqueles que de uma forma ou de outra se aproximam dele. E é o Papa Francisco, com toda a sua simpatia, simplicidade que o nome que ele escolhe traz por si só, que virá ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude. E nesses dias, pensando e articulando algumas coisas para o JMJ, fique pensando... Vivemos a geração do Papa João Paulo II, que por si só tinha uma forma toda peculiar de tratar a juventude; depois Bento XVI que com toda a sua intelectualidade, disse claramente à juventude: “Não tenhas medo de assumir o Cristo, ele não nos tira nada...”; e agora vivemos a geração do Papa argentino, que assume para si o agradável nome do jovem Francisco, nome esse, que traz consigo o compromisso de não se esquecer dos pobres. Mas tenho a plena certeza que neste conceito (que na verdade é mais que isso, é um compromisso evangélico) está incluso também “não se esquecer dos jovens”, de uma maneira muito especial os jovens que são marginalizados, esquecidos por uma estrutura que suga e ao mesmo tempo

massacra os jovens. Tenho plena certeza que Francisco de Assis, no século XII, optou de maneira muito concreta e radical por esses “pobres”. Dessa forma, com a vinda do Papa Francisco ao Brasil, ele com certeza renovará esse compromisso de não se esquecer dos “pobres jovens”, muitas vezes confusos em seus próprios desejos, mas sedentos de atitudes proféticas e testemunho concreto, como esse papa vem dando. Haja visto a sua opção pelos “pobres jovens” , o Santo Padre vai celebrar a tradicional Missa da Quinta-Feira Santa (Lava-Pés), em uma prisão para menores de Idade em Roma. É por essas e outras que cada vez mais cremos que é o Espírito Santo que conduz a Igreja, e foi Ele mesmo que inspirou os cardeais na escolha de Bergoglio, e iluminou também o próprio escolhido na escolha do seu nome. Por isso caros amigos, há um ar de mudança e renovação na Igreja, os jovens que já viveram a geração de João Paulo II e Bento XVI, agora vive de maneira muita intensa a GERAÇÃO DO PAPA FRANCISCO, o papa dos “pobres jovens”. Seja desde já, bem vindo ao Brasil, caro hernano Francisco. O Brasil e todos os jovens do mundo estão de braços aberto para te acolher, sedentos para te ouvir e esperançosos para aprender com o seu testemunho de vida.

Frei José Alves de Melo Neto Assessor Pastoral j_neto85@hotmail.com

Biografia do Papa Jorge Mario Bergoglio, a partir de agora o Papa Francisco, é um homem simples, austero, de perfil baixo, mas de pregação enérgica, valente defensor da vida desde a concepção até a morte natural, amante da música, da literatura e como bom argentino, do futebol. O Papa Francisco é o primeiro Papa da América Latina, o primeiro de fala espanhola, o primeiro jesuíta em ser Pontífice e o primeiro em escolher o nome do santo de Assis e do grande evangelizador da Companhia de Jesus, São Francisco Xavier. Nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, em 17 de dezembro de 1936. Assume o Pontificado com 76 anos de idade. É um dos cinco filhos de Mario Bergoglio, um ex-empregado ferroviário, e Regina Sívori, dona de casa. Formou-se como técnico em engenharia química quando descobriu o chamado à vida religiosa e aos 20 anos de idade ingressou na Companhia de Jesus. Perdeu boa parte de um pulmão devido a uma enfermidade respiratória e aos 33 anos foi ordenado sacerdote. Goza de muito boa saúde, graças à vida austera e rigorosa que sempre observou. Foi superior provincial dos jesuítas entre 1973 e 1979, em plena ditadura militar argentina, tempos violentos nos que teve que reorientar a missão pastoral dos jesuítas no país. Seu difícil trabalho mereceu o reconhecimento de seus irmãos religiosos e como consequência a calunia por parte de grupos extremistas. Em 1992, o Papa João Paulo II o nomeou Bispo Auxiliar de Buenos Aires. Em 1997 o nomeou Arcebispo Coadjutor e em 28 de fevereiro de 1998 assu-

miu o cargo de Arcebispo de Buenos Aires, sucedendo ao Cardeal Antonio Quarracino. No ano de 2001 foi designado Cardeal. Foi presidente da Conferência Episcopal Argentina durante dois períodos e em dezembro de 2011, ao fazer 75 anos de idade, apresentou sua renúncia ao cargo de Arcebispo, mas o Papa Bento XVI não a aceitou. O Cardeal Bergoglio é conhecido em seu país por levar uma vida muito austera. Vivia sozinho em um apartamento simples, no segundo andar do edifício da Cúria, ao lado da Catedral, e foi um enérgico defensor dos argentinos durante a crise econômica e social que no ano 2001 derivou na renúncia de Fernando de la Rúa. Sabe-se que está acostumado a cuidar pessoalmente a sacerdotes idosos e doentes da diocese de Buenos Aires e inclusive passou noites inteiras oferecendo assistência nos hospitais de sua cidade. Sempre procurou manter-se afastado das câmeras e conservar um perfil baixo, em Buenos Aires viajava de transporte público -metrô (trem subterrâneo) e ônibus- como qualquer sacerdote, sempre vestindo batina. Com frequência confessava na Catedral de Buenos Aires como um presbítero a mais, e buscou não ter uma grande exposição nos meios de comunicação. Em suas viagens a Roma manteve este mesmo perfil e era frequente vê-lo com um sobretudo preto sem luzir a chamativa vestimenta dos cardeais. Quando foi criado Cardeal, não comprou uma vestimenta nova, mas ordenou arrumar a que usava seu antecessor o Arcebispo Quarracino. Fonte: http://novoportal.emaus.org.br/


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abril de 2013

A VOCAÇÃO DE DEUS

A ideia que temos de vocação um território Sagrado onde Deus está como uma bela relação em que Deus presente se comunicando. (Ex 3,1-12). em sua criação e projeto de salvação É através do diálogo que vai sendo chama homens e mulheres a colabo- travado entre Deus (aquele que é) e o rar com sua obra; o chamado que se pastor de ovelhas Moisés que vamos desdobra em quatro formas diferen- compreendendo como Deus sentiu tes de seguir radicalmente o mestre o seu chamado, como descobriu sua Jesus Cristo e; por fim o amor eterno vocação. Deus simplesmente ouviu o de Deus para com seus filhos e filhas clamor do povo! que os capacita para a missão, tudo Segundo Carlos Mesters “Deus isso nos é algo muito familiar e faz tem vocação. A vocação de Deus é parte de nosso discurso quando o as- o grito do povo oprimido! Deus foi sunto é vocação. chamado pelo povo sofrido e deixou O que me deixou surpreso recente- que o chamado entrasse dentro dele. mente ao ler as páginas da obra “Vai! Ele escutou, e deu uma resposta coeEu estou contigo” de Carlos Mesters rente. Deus foi fiel à sua vocação. A foi à reflexão de Bíblia anota que o próprio sete passos Se hoje ouvirmos a voz de bem precisos Deus tem uma vocação. ConDeus em nosso íntimo... não va- da maneira sequentemente mos lhe fechar o coração, mas ao como Deus Ele também foi contrário, vamos nos abrir e aco- respondeu e é chamado. à sua vocalher ao Deus da vida que quer nos- ção”. (MESOra, se Ele nos sa participação, nosso sim. chama, se Ele é TERS, 2010. quem nos dá o P. 15). dom da vocação, Ao se reentão quem o chamou? velar a Moisés o autor da vocação conA resposta está nos primeiros capí- fidencia, como ocorreu o apelo por tulos do livro de Êxodo, justamente Ele sentido e como respondeu a este na passagem onde contemplamos o apelo. Os sete passos narrados segunchamado de Moisés através do episó- do o livro de Êxodo são verbos deterdio da “sarça ardente” em que o pastor minantes na cartilha do vocacionado tira as sandálias para se aproximar de (a), a saber: OUVIR LEMBRAR, VER,

vocações 11

CONHECER, DESCER, DECIDIR E CHAMAR. “Eu vi a opressão de meu povo no Egito, ouvi o grito de aflição diante dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos. Desci para libertá-los das mãos dos egípcios e fazê-los sair desse país para uma terra boa e espaçosa, terra onde corre leite e mel: para a região dos cananeus e dos heteus, dos amorreus e dos fereseus, dos heveus e dos jebuseus. O grito de aflição dos israelitas chegou até mim. Eu vi a opressão que os egípcios fazem pesar sobre eles. E agora, vai! Eu te envio ao faraó para que faça sair o meu povo, os israelitas, do Egito”. (Êx 3,7-10) Deus ouve o clamor do povo, não está indiferente, mas percebe o que acontece ao seu redor. O povo suplica por alguém que os ouça, está desesperado em busca de alguém que os acolha. O Senhor se recorda da promessa feita aos antepassados: Abraão, Isaac e Jacó. Ouvir apenas não lhe é suficiente, por isso vê a miséria do seu povo, detecta a realidade tal e qual sem disfarces. Por meio de uma experiência de caminhada ele conhece os sofrimentos e as dificuldades de seu povo, desce para libertá-los. Para tanto, decide elevá-los a outra condição, neste caso para uma terra farta, quer

melhorar a sua condição de vida, mas não faz isso sozinho, para tanto chama Moisés como seu fiel colaborador e o coloca à frente de tal obra. Estes mesmos passos repetem-se na experiência de vida do vocacionado (a): é preciso ver, ouvir, descer... decidir por Deus e por seu povo que clama, grita por alguém que vá por eles, que ofereça a vida por muitos. Como vimos Deus fez sua parte ao ser chamado pelo seu povo, foi-lhe ao encontro, doando-se como verdadeiro dom e para isso chamou e enviou um homem, cuja história de vida estava totalmente ligada à do povo, para colaborar e agir em seu nome diante do Faraó. Se hoje ouvirmos a voz de Deus em nosso íntimo, em nossa comunidade, por meio do clamor do povo... não vamos lhe fechar o coração, mas ao contrário, vamos nos abrir e acolher ao Deus da vida que quer nossa participação, nosso sim. Ele espera por nós, o povo clama por alguém que vá por eles! Vamos adiante com coragem e confiança naquele que nos capacita para a missão. Sem medo de ser feliz! Pe. Marcelo Ocanha - OSJ

epicuro7@bol.com.br


12 são josé

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abril de 2013

Algumas considerações sobre São José no Pensamento de Alfonso de Madrigal Alfonso de Madrigal (conhecido como El Tostado) nasceu em Madrigal de la Sierra (Espanha) no ano de 1400. Foi um homem de vasta cultura, sobretudo pelo seu profundo conhecimento da Filosofia, da Teologia e do Direito Canônico. Ainda jovem foi escolhido como teólogo do Concílio de Basileia o qual foi realizado na cidade de Basileia – Suíça, entre os anos de 1431 e 1445 e tratou da união da Igreja Católica e Ortodoxa. Catedrático da Universidade de Salamanca tornou-se bispo de Ávila em 1449 e morreu em 1556. Como teólogo fez um extenso comentário dos primeiros capítulos do Evangelho de Mateus e logo no início de suas reflexões procurou esclarecer a diferença existente entre a genealogia proposta por Mateus e aquela proposta por Lucas afirmando que a maior diferença entre as duas consistia no fato de Mateus ter relatado que Jacó é pai de José enquanto que para Lucas seu pai é Heli. Alfonso ao concluir que é óbvio que ninguém pode ser filho de dois pais revolveu esta dificuldade declarando que Mateus fazia referência à geração natural de José enquanto que Lucas apontava para a geração legal dele; posição teológica compartilhada pela maioria dos teólogos. Ele fundamentou esta sua posição defendendo que Mateus não apenas quis evitar chamar Cristo filho de José, mas também quis afirmar de maneira categórica que Jesus não pertencia de maneira alguma a José e por isso este evangelista descreveu em sua lista genealógica que fulano gerou beltrano..., mas não prosseguiu na sequência lógica quando teve que fazer a referência

a José e por isso não afirmou que ele gerou Jesus, mas simplesmente empregou uma nova terminologia descrevendo que Jacó gerou José, esposo de Maria, deixando claro consequentemente que ele não era o pai de Cristo, mas simplesmente o esposo de Maria. Portanto Mateus ao afirmar a origem de Cristo por meio de José não quis de forma alguma insinuar que José fosse o pai físico de Jesus. El Tostado continua esclarecendo que Mateus ao fazer referência à descendência davídica de José provava também a descendência davídica do Messias e sendo ele esposo de Maria e da Tribu de Judá era necessário que Maria pertencesse também à mesma Tribu, e ainda que José pertencendo à casa de Davi fazia com que Maria tivesse igualmente que pertencer à mesma casa, já que era costume que cada esposo se casasse com uma mulher de sua própria tribu. Interessante são suas considerações sobre o matrimônio de José com Maria quando se pergunta se era lícito esse casamento já que Maria tinha o voto de castidade. Diante desse questionamento fez algumas considerações que considerava como obstáculos. 1 Porque segundo ele, os que têm voto de virgindade estão proibidos não apenas de contrair matrimônio, mas também do desejo de contraí-lo. 2- Porque ao contrair o matrimônio havia a exposição de um perigo concreto já que a esposa não é proprietária de seu próprio corpo, mas sim o marido e vice versa. Assim, ao casar-se com José, Maria estaria obrigada a união com ele e consequentemente estaria exposta ao perigo

de perder a sua virgindade. 3- Porque aquele que contrai matrimônio atenta contra a perfeição da virgindade, já que essa perfeição exige uma integridade total de mente e de coração. Diante de suas considerações ele propõe sua própria solução afirmando que Maria antes de se casar com José não tinha emitido o voto formal de castidade, mas tinha feito uma simples promessa, um simples propósito, e tal promessa ou propósito não a obrigava à castidade dentro do matrimônio. Por isso, o fato de Maria responder ao Anjo “Não conheço homem” não esclarece que esse seu propósito de castidade tinha sido um voto propriamente dito. Nesta posição nosso teólogo avança ainda mais em sua reflexão ao afirmar que mesmo que Maria tivesse feito um estrito voto de virgindade, este não seria um obstáculo insuperável para que contraísse o casamento com José, pois este seu voto poderia ter sido simples e ao mesmo tempo não absoluto, pois poderia muito bem ser condicionado. Ao afirmar que Maria poderia ter feito um voto simples de castidade significa que este não foi solene ou conhecido por todos. Ao afirmar que ela poderia ter feito um voto condicionado, significa que poderia ter tido uma condição: Se este fosse a vontade de Deus. Em caso contrário ela não se oporia em aceitar um esposo com todas as consequencias que tal opção implicava. Pe. José Antonio Bertolin, OSJ pebertolin@net21.com.br

CCA SANTA EDWIGES

Iniciamos o mês de março com a nossa primeira reunião de pais, onde tivemos a presença da equipe da pastoral da Catequese para nossas as crianças e da Pastoral do ECC, convidando os pais a participarem dos encontros. E no nosso dia “Dia Internacional da Mulher”, recebemos a visita do Padre Paulo que com uma linda mensagem e um vaso de flor que presenteou cada uma de nós. Estamos no início dos preparativos para a Páscoa, sendo assim mostraremos mais detalhes na próxima matéria, como também a Festa dos aniversariantes do mês. Segue a mensagem presenteada para todas nós.

Ser mulher, ser mãe, ser você, ter em si, a vida, o amor, a diferença, a sutileza, o charme, a beleza, o toque do frágil, mais que desafiado pelas realidades é muito mais vigoroso que qualquer rude cimento talhado pelos anos, sem perder a nobreza de si, do ser Mulher. Que a ternura desta flor, expresse de todos os aqui representados o amor que vossos corações resplandecem cada dia, em cada oi, bom dia, o que precisa, tchau, seja bem vindo, ou já vai, do vai e vem de nossas Obras. Parabéns Mulher Padres e Freis Oblatos de São José “

“DIA DA MULHER 2013 ...Muitas hoje são as manifestações, receba nosso carinho e estima por sua presença e serviço nestas Instituições, saiba que hoje se fazem memórias de mulheres que por sua dignidade perderam a vida, para que a vida de vocês receba a dignidade por elas adquirida.

Participe desse sonho de vida e crescimento. Faça a sua doação. Itaú - Agência 0249 - C/C 38.265-6 Ou Bradesco - Agência 00528 - C/C 0072870-5 www.obrasocialstaedwiges.blogspot.com


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abril de 2013

São José Moscati - 12 de abril

José Moscati era de uma família ilustre e muito rica. Seu pai, Francisco, era presidente do Tribunal de Justiça e sua mãe, Rosa de Luca, pertencia à nobreza. Ele nasceu na cidade de Benevento, Itália, no dia 25 de julho de 1880, e foi batizado em casa num dia de festa, a de santo Inácio de Loyola.  Em 1884, seu pai foi promovido e mudou-se para Nápoles com a família. Lá, o pequeno José fez seu primeiro encontro com Jesus eucarístico, aos oito anos. Naquele dia, foram lançadas as bases de sua vida eucarística, um dos segredos da sua santidade. Devoto de Maria e da Eucaristia, com apenas dezessete anos obrigou-se ao voto de castidade perpétua. Ativo participante da vida paroquial participava da missa e comungava diariamente. Sua generosidade e caridade eram dedicadas aos pobres e doentes, especialmente aos incuráveis.  Quando seu irmão Alberto passou a sofrer de epilepsia, José passava várias horas cuidando dele. Foi então que decidiu seguir os estudos de medicina. No ambiente universitário, Moscati destacou-se pelo cuidado e empenho e,

em 1903, recebeu doutorado de medicina com uma tese brilhante. Desde então, a universidade, o hospital e a Igreja se tornaram um único campo para suas atividades. Tornou-se médico do Hospital dos Incuráveis, onde logo ganhou admiração e o prestígio no domínio científico. Mas o luto atingiu Moscati, quando, em 1904, seu irmão Alberto morreu.  A reputação de Moscati como mestre e médico era indiscutível. Por isso foi nomeado, oficialmente, médico responsável da terceira ala masculina do Hospital dos Incuráveis, justamente a ala daqueles doentes pelos quais ele se empenhava e trabalhava com afinco.  No dia 12 de abril de 1927, como de hábito, depois de ter participado da missa e recebido Cristo eucarístico, foi para o hospital. Voltou para casa à tarde e, enquanto atendia os pacientes, sentiu-se mal e pouco depois morreu serenamente. A notícia de sua morte espalhou-se imediatamente e a dor se espalhou pela cidade.  No dia 16 de novembro de 1975, o papa Paulo VI proclama José Moscati bem-aventurado. A devoção a Moscati vai aumentando cada dia mais. As graças obtidas por sua intercessão são muitas.  De 1º a 30 de outubro de 1987, em Roma, houve a VII Assembleia do Sínodo dos Bispos, cujo tema era: “Vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo, vinte anos após o Concílio Vaticano II”. José Moscati foi um leigo que cumpriu sua missão na Igreja e no mundo. No Sínodo, após longos exames, a Igreja comunicou que ele seria canonizado, como um homem de fé e caridade, que assistia e aliviava os sofrimentos dos incuráveis.  No dia 25 de outubro de 1987, na Praça São Pedro, em Roma, o papa João Paulo II colocou, oficialmente, José Moscati entre os santos da Igreja.  Sua festa litúrgica foi indicada para o dia 12 de abril. Seu corpo repousa na igreja do Menino Jesus, em Nápoles, Itália. Fonte: http://www.paulinas.org.br

santo do mês 13 Mensagem especial

Dona Mirtes Manhã de sol... Dia bonito. Saio à janela “pra ver a banda passar”. Os conhecidos param, conversam um pouco, contam “uns casos”, comentam a respeito da novela, do tempo e se vão... Lá pelas dez horas, vem ela de novo... Como todos os dias, à mesma hora... Dona Mirtes, alma delicada, professora já a muito aposentada. Há tanto tempo, que também seus alunos já o são. Costas curvadas, passos curtos, andar lento... Cabelos ralos e branquinhos. A viver mais um dia de tantos já vividos. Vem pensando, recordando, falando baixinho de algo que marcou sua vida e que parece ter sido tão bom... Fala sempre as mesmas coisas... Sempre as mesmas... Vez por outra para de andar, sorri e recomeça a falar, continuando sua caminhada diária. Parece estar sempre alegre, absorta em sua imaginação, coexistindo com a solidão, não mais buscando respostas para as perguntas que tomaram o rumo da rua. Talvez pense no passado e reviva a alegria dos tempos idos e se faz feliz... Nada mais a afeta. Nada mais a limita. Amiga íntima de si mesma que é... Eu quero, diz ela. Eu quero... E de querer em querer, perde-se em seus devaneios. Ela nunca vem sozinha. Está sempre acompanhada de alguém, que não fez parte de sua vida, de seu passado, não conviveu com ela, que nunca a viu bonita, cheia de vida, de alegria, sempre pronta para o que desse e viesse, “pau pra toda obra.” Foram tantas as crianças que ensinou a ler, a escrever... Mas o tempo, o tempo passou. E ela vem indiferente a tudo e a todos, vem num mundo só seu, acompanhada por alguém que está ao seu lado e que vem pensando num mundo que não é o dela. Duas pessoas distintas, caminhando juntas, sem terem o que falar, sem terem nada em comum. Mundos diferentes. Tempos outros. Ensimesmadas de tal forma, que se uma olha para a outra, nada vê. Não há no outro nada de si. Uma, porque já está vivendo num mundo à parte, difícil de transpor. A outra, trabalhando, deixando em casa alguém que talvez precise dos cuidados que ela recebe para dar. A dessemelhança entre elas é evidente. Ou não?

Heloisa P. de Paula dos Reis hppaulareis@yahoo.com.br


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abril de 2013

A CONGREGAÇÃO DOS OBLATOS DE SÃO JOSÉ A CAMINHO DOS 100 ANOS NO BRASIL Saiba um pouco mais sobre a Congregação que, inspirada nos princípios de São José, cultiva humildade, simplicidade e laboriosidade. José Marello, nos primeiros anos de sacerdote, teve uma inspiração: iniciar uma comunidade de jovens que, assim como José, cuidasse dos interesses de Jesus. Inspiração significa “em espírito”, isto é, foi em espírito que iniciou o projeto. E quem cria em espírito tem entusiasmo, isto é “en theos” – em Deus. Foi com inspiração e entusiasmo que Marello iniciou o que chamamos hoje de Congregação dos Oblatos de São José. Congrega irmãos religiosos, sacerdotes e leigos agregados para como José cuidar dos interesses de Jesus: com humildade, simplicidade e laboriosidade. Cada membro é chamado por Deus para se vincular a esta família e cultivar as virtudes de São José. Colocando-se a serviço da propagação da devoção e da teologia de São José, colaborar com o bispo e os seus padres diocesanos e com a educação moral e religiosa dos jovens. Depois de 135 anos atuando em 11 países, somos chamados a olhar para a história buscando a identidade que nos caracteriza, a tradição que nos conecta com a fonte e a atualização desta identidade e tradição em nosso tempo. Este é o movimento dos últimos anos no interior da Congregação que tem reflexo na atuação dos religiosos e leigos no apostolado.

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“O terço e a bíblia...”

Certa vez, uma humilde devota de Nossa Senhora, tia Joana como era chamada, vendia verduras pela vizinhança para sobreviver. Em certo dia, tia Joana, foi vender suas verduras na casa de um protestante e perdeu seu terço no jardim da casa dele. Passados alguns dias, ela voltou àquela casa para ver ser encontrava seu querido tercinho. O protestante assim que a viu foi logo ao encontro da humilde senhora dizendo de forma sarcástica: - Você perdeu o seu Deus? Ela humildemente respondeu ao homem: Eu, perder o meu Deus? “Nunca!” Ele, então, pegou o terço e disse: - Não é este o seu Deus? Ao que com muita alegria ela respondeu: - Graças a Deus o senhor encontrou o meu terço. Muito obrigada. Então o homem disse à velha senhora: - Por que você não troca este cordão com estas sementinhas baratas pela Bíblia? Prontamente a humilde senhora respondeu: - Porque a Bíblia eu não sei ler, e com o Terço eu medito toda a Palavra de Deus e a guardo no meu coração. Não satisfeito com a resposta, o homem voltou a perguntar: Medita a Pa-

Daqui a seis anos celebraremos 100 anos da presença no Brasil. Somos provocados a olhar para trás com reverência e gratidão e tomar tudo o que deu força para organizar com esperança o futuro. Vivemos um tempo de profunda busca espiritual, tempo este que exige coerência entre teoria e prática. As virtudes de São José que orienta na espiritualidade Josefina precisam ser traduzidas para o cotidiano. Portanto, as virtudes de São José: da humildade, da simplicidade, da interioridade e da justiça, precisam aparecer na vida dos que foram chamados por Deus para viver este caminho Josefino. Estamos dentro de um tempo de busca de significado e sentido. Os santos no seu tempo foram destaque, não só pelas suas obras, mas, sobretudo, pela sua mística de vida, isto é, como viveram as virtudes do desapego, da simplicidade, da humildade, da bondade, da esperança, da fé e da caridade. José Marello traduziu na sua vida as virtudes de São José que podemos, através de escritos, refletir e meditar. Encontramos pensamentos bem atuais para nossos dias, como por exemplo: “ser extraordinário nas coisas ordinárias.” A partir deste mês, neste espaço do Jornal Santa Edwiges, com o título “A Congregação dos Oblatos de São José”, contribuiremos com reflexões de lavra de Deus? Como assim? Pode me explicar? Então segurando o Terço em suas mãos, tia Joana começou a explicar ao homem: É bem simples meu senhor. Quando eu seguro a Cruz, lembro-me de que o Filho de Deus deu todo o seu sangue pregado numa cruz para salvar a humanidade. Quando eu seguro esta sementinha maior como o senhor disse, já me lembro que há um só Deus onipotente. Estas três sementinhas menores me lembram as Três pessoas da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta outra sementinha maior, me lembra a oração que o próprio Senhor nos ensinou que é o Pai Nosso. O Terço tem 5 mistérios que me faz lembrar as 5 chagas de Jesus Cristo cravado na cruz, e as 10 ave-marias me lembram os 10 mandamentos que Deus mesmo entregou à Moisés. O Rosário de Nossa Senhora tem 20 mistérios que são: Os mistérios gozosos, os mistérios dolorosos e os mistérios luminosos. De manhã, quando me levanto para iniciar a luta do dia, rezo os gozosos, pensando no pobre lar e na humilde vida de Jesus, Maria e José.

Conselho Provincial - Gestão 2013 - 2016 Da esquerda para a direita: Pe. Sergio José de Sousa (Conselheiro); Pe. Mauro Negro (Vice Provincial); Pe. Ailton Ferreira de Almeida (Provincial) ; Pe. Mario Guinzoni (Conselheiro) e Pe. Antonio Luiz de Oliveira (Conselheiro)

temas importantes para o apostolado Josefino em nossas comunidades paroquiais. Você, que caminha conosco, nos ajude a tornar o carisma inspirado por José Marello, sempre atual para o nosso dia a dia. Pe.Ailton Ferreira de Almeida Superior Provincial OSJ

No meio dia, já no meu grande cansaço, na fadiga do trabalho e no pensamento do que ainda falta para terminar o dia e poder descansar, eu rezo os mistérios dolorosos, que me fazem lembrar a dura caminhada do meu Senhor Jesus Cristo para o Calvário, tão cheio de dores e tão cheio de cansaço. Quando chega o fim do dia, com as lutas todas vencidas, eu rezo os mistérios gloriosos, que me recordam que Jesus venceu a morte, por amor, para dar a salvação a toda humanidade. E antes de me deitar, eu rezo os mistérios luminosos para me lembrar da vida pública de Jesus Cristo e melhor poder imitá-lo. E agora meu senhor, me diga onde está a idolatria? Ele depois de ouvir atentamente tudo isso lhe disse: - Eu não sabia disso. “Ensina-me, então, a oração do Terço!” Irmãos e irmãs, que tal retomarmos ou reforçarmos esta simples e popular oração que conservou e alimentou a FÉ de tantas pessoas? Certamente será uma Bênção para todos nós! Jesus te abençoe!


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abril de 2013

Testemunhas do Ressuscitado em Lucas

especial 15

A última parte de Lucas contém o mandato do testemunho

Evangelhos nas Igrejas antigas. Os Evangelhos foram escritos para responder às necessidades das antigas Comunidades cristãs. Elas haviam sido fundadas por pregadores que andavam por vários lugares e propunham o seguimento de Jesus como caminho de salvação. Alguns desses pregadores eram de origem judaica e se preocupavam, sobretudo, em ir até os judeus, propondo a eles a Pessoa de Jesus. Ele era apresentado como aquele que cumpria as promessas do Antigo Testamento e por isso devia ser seguido como o Messias, o escolhido de Deus. Outros pregadores se dirigiam aos pagãos, isto é, àqueles que não tinham origem judaica. Eles não dependiam das promessas feitas aos Patriarcas, dos anúncios proféticos e da espera de um Messias. O Apóstolo Paulo, embora fosse judeu, era um dos que se dirigiam aos pagãos. Aliás, ele é o mais famoso dos pregadores, do lado dos que anunciavam aos pagãos, embora, que isto esteja claro, ele também anunciava aos judeus. Mas havia outros como ele, tenhamos certeza. Quando o anúncio era feito aos judeus, o argumento principal era o cumprimento das profecias, a certeza de um homem especial, marcado por Deus. Ele era o ungido, palavra que em grego se diz “Cristo”. Significa que Ele era o escolhido por Deus para ser o caminho para chegar até o ser humano. Mas, e quando a mensagem era dirigida aos pagãos? Qual era o argumento principal que se poderia usar para com eles? Apresentar Jesus como cumpridor das promessas e profecias era inútil, pois os pagãos não as conheciam. E isto tudo não dizia muito coisa a eles. Jesus Cristo, o Ressuscitado. Assim, o argumento que vai ser oportuno de ser usado entre os pagãos será o do Ressuscitado. Jesus será apresentado como ressuscitado. E para ressuscitar Ele precisou enfrentar a cruz, o sofrimento. Em uma sociedade profundamente marcada pela desvalorização da vida, pela sua fragilidade, pelas agressões e violências, esta mensagem poderia fazer efeito. E foi isto que Paulo percebeu. Paulo, judeu com cidadania romana, com formação grega e na Torah (que significa Lei, Caminho, Ensinamento) dos judeus, sabia como levar a novidade de Jesus Cristo aos pagãos, quase todos com mentalidade grega. Segundo as tradições antigas, o Evangelho de Lucas teve muita influencia de Paulo. Seu autor, que identificamos como Lucas, era discípulo de Paulo e assim o acompanhava. Paulo e Lucas. Certamente Lucas aprendeu muita coisa que Paulo apresentava como argumento de suas pregações, de seu trabalho missionário. Estas ideias, estas afirmações sobre Jesus e os ensinamentos de sua Pessoa e Missão devem ter sido assimilados por Lucas. Junto com outras informações Lucas compôs seu Evangelho e o dedicou a um sujeito chamado Teófilo. Não sabemos quem era ele, mas Lucas ofereceu-lhe tanto o Evangelho quanto o livro de Atos dos Apóstolos. Pessoalmente eu acho que foi um grego convertido ao Cristianismo. Devia ter algum dinheiro e pode ter patrocinado a escrita dos Livros de Lucas, tanto o Evangelho quanto Atos. Então Lucas lhe dedicou os dois livros. Mas é apenas uma hipótese pessoal e, embora muitos outros também a tenham

expressado, é impossível de ser provada. Então, mais do que uma hipótese, é uma opinião, somente isto. Os últimos dias de Jesus. Vamos então olhar mais de perto o Evangelho segundo Lucas na sua última parte. Os três últimos capítulos apresentam os últimos dias de Jesus. De fato, em três capítulos, de 22 a 24, vemos mais coisas e ensinamentos, proporcionalmente, do que nos demais capítulos, entre os capítulos 4 e 21, que abordam praticamente 18 meses de atividades de Jesus. Entre os capítulos 22 e 24 temos, a princípio, quatro dias de história. Vamos dividir estes capítulos em três partes: a primeira parte é 22,1–46 e chamaremos “Jesus, o perseguido”; a segunda parte é 22,47—23,56, chamada de “Jesus, sua paixão e morte”; e a terceira parte, 24,1–52, será “Jesus, o Ressuscitado”. Agora iremos observar mais de perto estes últimos versículos do último capítulo de Lucas que é a sua última página. O motivo de iniciar a apresentação do Evangelho “ao contrário” é que parece que este foi o processo formativo do texto e, depois, este artigo sai no mês em que celebramos a Páscoa de Jesus (abril de 2013). Vamos lá! O Sepulcro vazio: 24,1–8. Diz o Evangelho que no primeiro dia da semana algumas mulheres, das quais ainda não se informa o nome, vão até o sepulcro de Jesus. Elas desejavam concluir o sepultamento de Jesus, pois não havia dado tempo na sexta-feira. As mulheres encontram o sepulcro aberto e vazio! O texto informa que dois homens, com vestes fulgurantes, isto é, brilhantes, anunciam às mulheres elas procuram entre os mortos aquele que está vivo. Ele já havia predito isto, quando estava na Galileia. O versículo 8 informa que elas se recordaram desta indicação dada por Jesus. Quem são as mulheres: 24,9– 11. Sabemos que estas mulheres são Maria Madalena, João e Maria, mãe de Tiago. E havia outras mulheres que não têm o nome citado. Elas dirigiram-se aos Onze, que são os Apóstolos, e aos outros, mas não foram acreditadas. Pedro vai ao túmulo: 24,12. Em um único versículo vemos Pedro indo até o túmulo de Jesus. Segundo o versículo Pedro vi apenas os lençóis nos quais Jesus havia sido colocado. A Ele Pedro não viu. O versículo informa que Pedro voltou surpreso com tudo isto, mas não indica mais nada, nenhuma aparição do ressuscitado, nada! Os dois de Emaús: 24,13–35. Este episódio, chamado de “discípulos de Emaús”, é muito marcante no Evangelho segundo Lucas. Os dois, dos quais sabemos o nome de um, Cléofas, desconhecem Jesus quando o encontram pelo caminho (versículo 16), pois seus olhos estavam impedidos de reconhecer Jesus. Por que será? Entre tantas respostas possíveis, certamente porque a aceitação do Ressuscitado exige abertura de compreensão do mundo, da história, de Deus. E para isso é preciso estar na Comunidade, na Igreja. Sem estar no caminho de Jesus é difícil, senão impossível, reconhecer Jesus, reconhecer as ações de Deus. Os dois discípulos, então, se põem a caminho com Jesus. Aliás, o texto diz que é Jesus ressuscitado quem caminha com eles (versículo 16). No caminho Jesus os provoca sobre a tristeza que os leva a sofrer (versículo 17). Alerta os dois por não compreenderem o que antes Ele mesmo dissera, quando anun-

ciara que sofreria e até seria morto, abandonado por todos. Ele explica aos dois que se encaminhavam até Emaús, as profecias da Escritura sobre seu sofrimento, seu abandono e sua morte. E o faz anunciando Moisés, que é a primeira parte do nosso Antigo Testamento, o Pentateuco; também anuncia os Profetas e os Escritos. Assim eles chegam ao destino final. Fração do Pão. Depois de caminhar com os discípulos, Jesus ressuscitado faz que vai adiante, mas eles o fazem ficar (versículo 29). E, estando à mesa com eles, Jesus faz gestos que eles certamente conhecem: partilha o pão e o dá a eles. E assim seus “olhos se abriram” (versículo 31) no sentido de compreenderam quem aquele homem era. Curiosamente Jesus não está na frente dos dois discípulos que percebem que viram o Ressuscitado. Ele caminhou com ambos e lhes confirmou tudo o que precisavam ouvir. Mas era necessário caminhar com Jesus. E Jesus estava com eles, mesmo que não o reconhecessem. Eles o reconheceram na fração do pão. Este é um ponto importante no Evangelho de Lucas: a caminhada com Jesus. Estar com Ele na caminhada não é somente uma metáfora da vida. É um modo de viver e corresponder-se com Ele intensamente. É a atitude de discípulo. Os dois discípulos voltam às pressas para Jerusalém e, lá chegando, vão contar o que lhes acontecera e como haviam reconhecido Jesus no partir do pão (versículos 34 e 35). Jesus confirma sua Ressurreição: 24,36–43. Em ato contínuo, enquanto os discípulos de Emaús ainda comentavam o que lhes ocorrera, o próprio Jesus aparece ao grupo reunido. Sua primeira palavra é “A paz esteja convosco” (versículo 36). A alegria de vê-lo vivo, a surpresa do fato e tantas outras emoções se somaram e eles ficaram como que perdidos. Então Jesus afirma que está vivo e prova, pedindo algo para comer. Eles lhe dão peixe assado e Ele come na frente deles (versículo 42). Jesus instrui os discípulos: 24,44–49. Então Jesus afirma mais uma vez seu projeto de cumprir a Lei de Moisés, os Profetas e os outros Escritos (versículo 44). Tudo isto forma o nosso Antigo Testamento. Ele afirma que o seu sofrimento de morte e cruz foi para testemunhar tudo o que estava escrito. Estava chegando a hora dos discípulos testemunharem a Ele, através da evangelização. Para isso, eles terão o auxílio do alto: Jesus anuncia a vinda do Espírito Santo, que é a ação de Deus na História (versículo 49). O final do Evangelho de Lucas é curioso: Jesus, ao que parece no mesmo dia, leva os discípulos até Betânia, lugarejo bem próximo de Jerusalém. Lá Ele se eleva à vista de todos (versículo 51). Diz o Evangelho que depois disto os discípulos voltam para Jerusalém, frequentando o Templo com entusiasmo (versículo 52). Curiosamente o Evangelho segundo Lucas conclui no mesmo lugar em que começou: Jerusalém e no Templo. No próximo artigo veremos aspectos da paixão e morte de Jesus segundo Lucas. Pe. Mauro Negro - OSJ

Biblista PUC Assunção. São Paulo SP mauronegro@uol.com.br


parabéns aos dizimistas que fazem aniversário no mês de abril 19/abr 28/abr 11/abr 12/abr 11/abr 16/abr 07/abr 24/abr 13/abr 27/abr 20/abr 15/abr 17/abr 28/abr 26/abr 25/abr 11/abr 17/abr 30/abr 08/abr 06/abr 19/abr 13/abr 17/abr 03/abr 09/abr 15/abr 28/abr 08/abr 29/abr 10/abr 20/abr 25/abr 28/abr 21/abr 06/abr 02/abr 11/abr 28/abr 08/abr 28/abr 06/abr 21/abr 02/abr 28/abr 17/abr 29/abr 23/abr 04/abr 07/abr 17/abr 01/abr 25/abr 18/abr 28/abr 08/abr 19/abr

Adriana Penha da Silva Águeda Guimarães Arlete Celestino Tavares Albamary Azevedo Berrocar Alberto Galhardo Aldenir Alves da Silva Aldinete Rodrigues Alex Sandro da Silva Carvalho Aline de Freitas Souza Américo Fernando A. Oliveira Ana Costa Coimbra Ana Maria da Silva Ana Maria Ximenes de Araujo Ana Paula da Silva Anailton, Adenir e Ana Paula Andrea Dias da C. Silva Antonia Aldenita Neta Antonia Alves Feitosa Antonia Severina da Conceição Antonia Soares de Araujo Antonio Gonçalves de Figueredo Antonio Idelson Gomes da Costa Antonio José Duarte Aparecida C. Risso Belizária Silva de Oliveira Camila Roberta Rosa Carlos José Pinto Cátia Cristina Rocha Cesarina R. Zannino Cibele Galvani dos Santos Cibele Raphael do Amaral Cícera Francisca da Silva Claudete Faria Valin Claudia N. Silva Claudia Pieliech Sanchez Claudinéia Pereira da Silva Clélia Ismênia Fernandes Gruber Damiana Ferreira Derivaldo Almeida Santos Dídino Francisco da Silva Diva Dias Ramos Domingos Ramos da Silva Dorinalva Dantas da Cruz Edilandia dos Santos Edino Vicente do Nascimento Ednaldo T. de Sousa Edson José dos Santos Elaine Campelo da Silva Elaine Vieira do Prado Bezerra Elcia Maria Pereira da Costa Eliana Freitas Holanda Elisete M. Busto Eloira Agostini Araes Elvira Camargo Thebas Elza Domingues Vilas Boas Ermelinda Aparecida Quirino Ernesto Alves Alexandre

19/abr 03/abr 16/abr 19/abr 16/abr 22/abr 23/abr 16/abr 29/abr 20/abr 21/abr 14/abr 22/abr 07/abr 24/abr 07/abr 09/abr 27/abr 28/abr 30/abr 26/abr 26/abr 05/abr 21/abr 13/abr 08/abr 20/abr 21/abr 02/abr 19/abr 24/abr 02/abr 27/abr 13/abr 21/abr 06/abr 09/abr 13/abr 14/abr 20/abr 04/abr 21/abr 12/abr 15/abr 10/abr 21/abr 05/abr 25/abr 01/abr 13/abr 15/abr 06/abr 11/abr 17/abr 20/abr 01/abr 20/abr

Eronildes Maria de Jesus Expedita Elian Ferreira Fabiana da Silva Felippe Leite Rodrigues Novaes Fernando Aparecido Costa Francisca Santos de Oliveira Francisco Chagas Francisco de Assis Silva Georgilda Rodrigues da Silva Geraldo Fernandes de Araujo Gertrudes Gonçalves Gilmar José dos Santos Hamilton Balbino de Macedo Ione Aparecida Castelhone Isabel Cristina Ap. de Lima Ismelinda Carvalho Gonçalves Jackson Soares Gomes Jamerson Pereira Neves Jarisman Costa Saraiva Jéssica Caroline Leal Teles Jessicleia Alves do Nascimento João Ritondale Jonas Antonio Vicente Jorge Paulo Lopes Cotrim José Antonio Neto José Belo Costa José Benedito de Oliveira José Hermes da Silva José Marcilio da Silva José Ricardo M. Aranha José Rosa Gabbo José Severino F. Oliveira José Vito da Costa Filho Joseildo Ricardo Leite Josena de Oliveira Silva Josiane de Oliveira Costa Juliana de Fátima Correa Kelly Reina Carvalho da Silva Leomae Souza Barboza Leonardo Ferreira Letícia dos Anjos Santos Lídia Klein Lourdes de Oliveira Paula Lucia Franco da Silva Luciana Alves Duarte de Oliveira Lucilia Cardoso da Silva Luis Laurindo dos Santos Luiz Carlos Gomes da Silva luis Umberto Betioli Luiza de Fátima Barbosa Lurdes Alves Pereira Luzia Deonilda da Conceição Marcelio dos Santos Teixeira Marcelo Ferreira Marcondes Silva de Sousa Maria da Luz Silva dos Santos Maria Ismelda Alves de Moura

Nesta edição daremos continuidade ao texto:

A espiritualidade do Dízimo 2. O que são as coletas? Certamente que são bem diferentes dos dízimos. As coletas são aquelas campanhas que fazemos por ocasião de uma determinada situação na igreja, na comunidade, enfim. Aqui podemos lembrar a coleta da Campanha da Fraternidade, do dia das missões, do Advento, afinal, por uma situação em que a Igreja esteja vivenciando, como por exemplo: enchentes, seca, catástrofes, terremoto etc. Toda coleta é uma ocasião de solidariedade com aqueles que estão sofrendo por alguns baques da natureza ou por questões sociais. Elas, de certa forma, são passageiras e ocasionais. Não tem o caráter definitivo e constante. Aqui vale lembrar a coleta que o Apostolo Paulo fizera em favor do povo sofrido de Jerusalém: ‘Quanto à coleta em favor dos irmãos, façam como eu ordenei às igrejas da Galácia. Todo primeiro dia da semana, cada um coloque de lado aquilo que conseguiu economizar; desse modo, vocês não precisarão esperar que eu chegue para fazer a coleta. Quando eu chegar, mandarei com uma carta minha aqueles que vocês tiverem escolhido para levar suas ofertas a Jerusalém. Se for conveniente que eu mesmo vá, eles farão a viagem comigo’ (1Cor 16, 1-4). Pe. Jerônimo Gasques www.saojosepp.org.br - Continua.

04/abr 25/abr 14/abr 04/abr 09/abr 09/abr 12/abr 07/abr 22/abr 14/abr 12/abr 04/abr 24/abr 07/abr 21/abr 19/abr 05/abr 02/abr 22/abr 30/abr 07/abr 23/abr 15/abr 20/abr 20/abr 25/abr 25/abr 23/abr 18/abr 07/abr 02/abr 21/abr 09/abr 19/abr 03/abr 17/abr 21/abr 17/abr 21/abr 11/abr 04/abr 01/abr 08/abr 03/abr 13/abr 13/abr 27/abr 13/abr 26/abr 05/abr 06/abr 10/abr 07/abr 21/abr 16/abr 23/abr 25/abr

Maria Albaneide Nunes Maria Aparecida Bonesso Maria Aparecida de Carvalho Maria Aparecida Florentino Santos Maria Aparecida Lima de Souza Maria Auxiliadora F. Mota Maria Botelho Pires Maria Carolina C. Proença Vieira Maria da C.S.B. Pereira Maria da Paixão Nascimento Maria da Paixão Souza Maria da Silva Ferreira Maria Daniela H. Costa Souza Maria das Graças do Monte Santos Maria de Jesus A. da Silva Maria de Lourdes Oliveira Silva Maria de Lourdes Souza Mendes Maria do Carmo da Silva Maria do Carmo Cuerva Maria do Rosário de Fátima Maria do Socorro T. Vitoro Maria dos Santos A. Pinheiro Maria Eleuzina de Sousa Maria Iraneide Pereira Lima Maria José da Silva Maria José S. Santos Maria Julia Rodrigues L.Dias Maria Lucia de Jesus Santos Maria Lucilene da Silva Maria Luiza B. da Silva Maria Marlene de Oliveira Maria Moura de Sousa Almeida Maria Rosa dos Santos Silva Maria do Socorro de Lima Marileide Maria Pereira Marinalva Perira de Souza Marlene Izabel Ribeiro Marli Garcia de Albuquerque Miguel Ajona Ortega Milton Hilário Nadir Hayashi Pinto Neide J. dos Santos Tosoni Neide Sousa Silva Neusa Maria da Costa Neusa Aparecida Campos Nilse Anacleto Nilza Borges de Barros Nilza Mariano da Silva Odelita Gomes da Silva Ofélia Vanin da Silva Otavio J. Gomes Paulo Sergio Barile Pedro Lucas de Souza Perciliana Ribeiro Raimunda Rodrigues da Silva Ricardo de Sousa Gomes Rita de Cássia Pereira

11/abr 01/abr 18/abr 25/abr 22/abr 27/abr 06/abr 07/abr 05/abr 17/abr 29/abr 02/abr 19/abr 15/abr 21/abr 26/abr 21/abr 29/abr 22/abr 05/abr 10/abr 07/abr 10/abr 26/abr 16/abr

Roberta Amaro Rodrigues Roberto Campos Barros Robson Sousa Cruz Rodrigo Sousa Barros Rosa Amélia de Souza Nascimento Rosana Valente Roseli Julio da Rocha Rosimeire Martins Brito Sebastião Januário Alves Severina Maria de Jesus Severino Feliz da Silva Shaiane da Silva Lima Silvio Pereira dos Anjos Simone Ferreira da Silva Socorro Custódio de Moura Sônia Regina R. Melo Avelar Tereza José da Costa Furtado Terezinha Liveira de Souza Verunimiete Neves de Castro Vicente Barbosa Chagas Vilma Ferreira de Souza Moura Viviane Martins de Morais Wladimir Martinez Yoshito Matsucuma Zilda Rodrigues da Silva Santos

campanha do terreno quitaram o carnê esse mês Dirce Sarro Sanches Elilene Maria de Souza Forti Elvira Paulino de Souza Fernanda Carolina Inácio Dayco Helio Chagas e família Josefa Secudina de Andrade Oliveira Leandro Miranda Odair Luis dos Santos Paulo Farah Navajas e família Simone Maria Tejada Galucci Viviane e Ruth Corujeira

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